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Teste Escrito de Avaliação 15 de março de 2019

11.º Ano de Escolaridade Filosofia

Duração da prova: 100 minutos Turma A

4 Páginas
Versão 1

Nome do/a aluno/a: N.º

Professora: Isabel Alves

Utiliza apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta.


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Para cada resposta, identifica o grupo e o item.
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As cotações dos itens encontram-se imediatamente abaixo.

Cotações

Grupo I Grupo II Grupo III

I- 14x5……..70 pontos 1………………..15 pontos 1x 40 pontos


2 ……………….15 pontos
3…………………20 pontos
4…………………20 pontos
5.……………….20 pontos

70 pontos - 7 valores 90 pontos – 9 valores 40 pontos - 4 valores

Total: 200 pontos (20 valores)


GRUPO I

1. Nos casos acidentais de crença verdadeira:


A. Há conhecimento, porque a forte convicção do sujeito provou a verdade da crença.
B. Não há conhecimento, porque uma crença, não é uma verdade.
C. Há conhecimento, porque a verdade e a crença são condições necessárias para que o
conhecimento se verifique.
D. Não há conhecimento, porque o sujeito não apresentou uma justificação apropriada para as suas
crenças.

2. Segundo os contraexemplos de Gettier, a verdade, a crença e a justificação:


A. São condições necessárias do conhecimento, mas não são condições suficientes.
B. Bastam para que o conhecimento se verifique.
C. Não são condições necessárias do conhecimento.
D. São condições suficientes do conhecimento.

3. O conhecimento é factivo porque…


A. Não se pode saber que algo é falso.
B. Não se pode conhecer o que é verdade.
C. Os factos são constitutivos do conhecimento-
D. Só se podem conhecer factos.

4. Em termos gerais o ceticismo pode ser caracterizado como a perspetiva segundo a qual
A. Todas as nossas crenças são falsas.
B. Há crenças básicas e não básicas.
C. É impossível ter a certeza seja do que for.
D. O conhecimento não precisa de justificação.

5. O exercício da dúvida conduz Descartes à conclusão de que:


A. Está a ser enganado.
B. Não possui um corpo.
C. É uma coisa pensante.
D. Está a sonhar.

6. Ao exercer a dúvida metódica Descartes que um génio maligno está a enganá-lo:


A. Supõe.
B. Conclui.
C. Contesta.
D. Acredita.

7. Considera os seguintes enunciados sobre racionalismo cartesiano:

1. Para Descartes, as ideias claras e distintas jamais nos conduzem ao erro.


2. Descartes utiliza um argumento a priori para provar a existência de Deus.
3. O cogito é, segundo Descartes, a prova da não existência de um génio maligno
4. Descartes descobre por esta ordem a sua existência, a do seu corpo e a de Deus.

A. 2 e 4 são corretas; 1 e 3 são incorretas.


B. 2 e 3 são corretas; 1 e 4 são incorretas.
C. 1 e 4 são corretas; 2 e 3 são incorretas.
D. 1 e 2 são corretas; 3 e 4 são incorretas.

8. Descartes defende que:


A. Todas as nossas crenças se justificam com base noutras crenças.
B. Todas as nossas crenças são básicas.
C. Não há conhecimento empírico.
D. Nem todas as nossas crenças se justificam com base noutras crenças.
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9. Podemos estar certos de que as nossas perceções sensíveis representam objetos físicos reais
porque:
A. Se não representassem, Deus seria enganador, e Deus não é enganador.
B. Cada um de nós pode estar seguro das suas ideias adventícias.
C. Cada um de nós pode estar seguro das suas ideias factícias.
D. Se não representassem, eu estaria a sonhar, e não estou.

10. De acordo com a crítica do círculo cartesiano (de que Descartes incorre numa falácia de petição
de princípio), Descartes comete o erro de tentar:

1. Justificar a proposição de que Deus existe a partir do seu critério de verdade.


2. Provar a existência de Deus a partir da sua natureza sumamente perfeita.
3. Provar a natureza sumamente perfeita de Deus a partir da sua existência.
4. Justificar o seu critério de verdade a partir da proposição de que Deus existe.
A. 2 e 4 são corretas; 1 e 3 são incorretas.
B. 1 e 2 são corretas; 3 e 4 são incorretas.
C. 2 e 3 são corretas; 1 e 4 são incorretas.
D. 1 e 4 são corretas; 2 e 3 são incorretas.

11. Considera os seguintes enunciados:

1. 2019 não é um ano bissexto.


2. Os metais dilatam com o calor.
3. Os cegos não veem.
4. Os mamíferos possuem glândulas mamárias.

A. 1 e 4 são conhecidos a posteriori; 2 e 3 são conhecidos a priori.


B. 1, 2 e 4 são conhecidos a posteriori; 4 é conhecido a priori.
C. 1 e 2 são conhecidos a posteriori; 3 e 4 são conhecidos a priori.
D. 2, 3 e 4 são conhecidos a posteriori; 1 é conhecido a priori.

12. Considera os seguintes enunciados relativos à dúvida cartesiana:

1. A dúvida deve ser exercida de forma universal, mas não exagerada.


2. Proposições como «dois mais dois é igual a quatro» não escapam à dúvida.
3. O argumento dos sonhos mostra que as nossas crenças não são confiáveis.
4. Existe um génio maligno que nos engana sistematicamente.

A. 3 e 4 são corretos; 1 e 2 são incorretos.


B. 2 e 3 são corretos; 1 e 4 são incorretos.
C. 2 é correto; 1, 3 e 4 são incorretos.
D. 1 é correto; 2, 3 e 4 são incorretos.

13. Descartes prova a existência de Deus porque a ideia de Deus é uma ideia clara
e distinta que faz parte dos conteúdos da mente, associada à ideia:

A. De força das crenças e convicções pessoais.


B. De provas empíricas da existência de Deus.
C. De que não existe nenhuma prova de que Deus não exista.
D. De que Deus, infinito e perfeito, é a sua própria causa.

14. Qual das seguintes afirmações pode ser utilizada para formular uma objeção
ao ceticismo?
A. Todas as nossas crenças são falsas.
B. Todas as nossas crenças são verdadeiras.
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C. Se suspendermos todas as nossas crenças em simultâneo, não podemos
recorrer a nenhuma crença para defender seja o que for.
D. Se o conhecimento fosse impossível, não existiriam crenças verdadeiras,
nem falsas.

GRUPO II

1. O que distingue o conhecimento por contacto do conhecimento proposicional?

2. «Se é verdade que a Terra é redonda, e se eu acredito nisso, então é porque a Terra é redonda».
Concordas? Porquê?

3. “Qualquer problema que afete a formação e a justificação de crenças sobre um dado assunto constitui
uma ameaça às nossas pretensões ao conhecimento respeitantes a este assunto.”

- Partindo da afirmação supracitada esclarece o argumento cético da regressão infinita.

4. «Se o conhecimento a priori é conhecimento adquirido independentemente da experiência, então não


posso saber a priori que os solteiros não são casados pois para isso tenho que saber o que são
solteiros, algo que só posso saber através da experiência». Concordas? Porquê?

5. Qual a importância de Deus no fundacionalismo cartesiano?

GRUPO III

TEXTO 1
A razão, leva-me a pensar que devo ter tanto cuidado em suspender o meu assentimento a opiniões que não
são completamente certas e indubitáveis como a opiniões que são evidentemente falsas.
Por isso, para o propósito de rejeitar todas as minhas opiniões, será suficiente que encontre, em cada uma
delas, pelo menos alguma razão de dúvida.
R. Descartes, Escritos Filosóficos

TEXTO 2
Assim, rejeitando todas aquelas coisas de que podemos duvidar de algum modo, e até mesmo imaginando
que são falsas, facilmente supomos que não existe nenhum Deus, nenhum céu, nenhuns corpos e que nós
mesmos não temos mãos, nem pés, nem de resto corpo algum, mas não assim que nada somos, nós que tais
coisas pensamos, pois repugna que se admita que aquele que pensa, no próprio momento que pensasse, não
exista.
R. Descartes, Princípios de Filosofia

Elabora um comentário aos textos de acordo com os seguintes pontos:

 Natureza, alcance e utilidade da dúvida.

 O primeiro princípio indubitável aceite por Descartes.

 O que Descartes entende por conhecimento verdadeiro.

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