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Informes da Assembleia (06/11/2018) e audiências (SME)

Na manhã dessa terça-feira ocorreu a Assembleia Ordinária da categoria de profissionais de


educação da rede pública municipal de Duque de Caxias. Foram passados informes e esclarecimentos,
entre eles sobre o parecer publicado pelo Ministério Público Federal (MPF) com relação ao uso da
verba do Fundeb. Foi esclarecido pelo professor Flavio (ex conselheiro do Fundeb) que essa
recomendação do MPF levou em conta os estudos apresentados pelos representantes do SEPE no
Conselho do Fundeb e que baseado nas legislações vigentes considerava incorreto pagamento de
profissionais lotados fora das escolas, como os que compõem o quadro da SME. Foi ainda esclarecido
que conforme site do FNDE, em fevereiro havia em torno de 900 profissionais lotados na secretaria de
educação.
Foi esclarecido ainda que a declaração de hipossuficiência serve como instrumento para
respaldo aos servidores, embora não seja um instrumento legal, mas que demonstra a situação
financeira em que se encontram diante dos recorrentes atrasos nos salários, inclusive com prazos
superiores a 40 dias entre os salários pagos (o que por si já caracteriza a quebra no acordo de trabalho).
Foram passados ainda os informes sobre o andamentos das ações com relação ao “desconto da
greve” que foi realizada em maio, em que houve uma antecipação do juiz deferindo o “direito” de
desconto por parte da PMDC por considerar que o desconto não fere o direito de greve. A advogada do
SEPE impetrou recurso a essa decisão, mas ainda não houve o julgamento do recurso ou mesmo do
mérito da ação.
As ações que dizem respeito ao pagamento do 13º salário de 2017 estão em cumprimento e já
foi confirmado pela Procuradoria Geral do Município (PGM) que inclusive já está em cumprimento a
multa, também para a ação da devolução do repasse da contribuição sindical voluntária.
Após os informes foram apresentadas as deliberações do Conselho de Representantes (CR) e
principalmente sobre a discussão da “reposição de greve” e do “encerramento do ano letivo de 2018”.
Encerrados os informes foi aberto para as avaliações e propostas e a assembleia deliberou os
seguintes encaminhamentos:
ü Dar continuidade às postagens de denúncias nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagran,
Whatsapp e etc)
ü Construção de um Grupo de Trabalho (GT) para fomentar a criação e fortalecimento dos grêmios
escolares
ü Cartazes na entrada das escolas com a indicação do tempo de atraso no pagamento dos salários
(desde 2016)
ü Consulta ao Ministério do Trabalho sobre a falta de condições para o deslocamento
ü Estimular a participação na Associação de Pais e Amigos da Escola Pública (APAEP)
ü Confecção de um boletim oficial do sindicato contendo a análise da conjuntura atual pós-eleições
2018, conjuntura municipal com os ataques sofridos pelos servidores públicos ativos e aposentados,
informações atualizadas das ações judiciais em andamento com uma avaliação sobre as mesmas e um
chamamento para a Assembleia do dia 22/11
ü Iniciar as discussões sobre as possibilidades e impossibilidades de reposição dos dias de greve,
inclusive apontando que a falta da regularidade no pagamento dos salários e a recusa do governo em
negociar inviabiliza a construção de um calendário. O início da reposição somente ocorrerá após
aprovação pela categoria em nova assembleia
Calendário
ü Paralisação de 48 horas (07 e 08/11)
ü Próxima assembleia em 22/11 com pauta: deflagração de GREVE e encerramento do ano letivo de
2018
Foram tiradas duas comissões de base, uma para a audiência com a SME e outra para
acompanhar a direção à comissão de educação na Alerj.
Após a assembleia fomos para a SME para a vigília e audiência com a secretária de educação.

Informes da audiência na SME (07/11)


Estiveram presentes pelo SEPE e base as professoras Maria Cândida, Luciene (Lucinha), Carla
Couto, Cilda Sales, Cristina Melo e Marcos Lord e pela SME a secretária de educação, professora
Claudia Viana e a subsecretária de gestão de pessoas, professora Iracema. Iniciamos apresentando o
calendário deliberado pela assembleia indicando a paralisação de 48 horas em decorrência da falta de
condições financeiras para deslocamento às unidades escolares e que no dia 22/11 está marcada uma
nova assembleia e que a mesma pode deflagrar uma greve por tempo indeterminado, inviabilizando o
encerramento do ano letivo, caso não sejam regularizados os salários. Em seguida cobramos duas
solicitações pendentes da última audiência que foram a lista nominal das escolas e como esta sendo
“garantido” a implementação da lei de 1/3 de carga horária para planejamento,, além da carência real de
profissionais de educação nas escolas. A secretária informou que a lista não está atualizada, pois
acompanha a dinâmica da rede, ao que informamos que a mesma poderia ser encaminhada datada, o
que garantiria a compreensão de que aquela situação se dava até aquele determinado momento. Quanto
à lista com a carência real dependeria da autorização do governo e reforçamos que esse dado deveria
estar público e que temos um levantamento extra-oficial mediante a falta da informação oficial.
Questionou-se a secretária sobre a posição da SME sobre as faltas dos profissionais que não
estão em condições para o deslocamento e que isso se deve a quebra no acordo de trabalho por parte do
governo. A secretária informou que a SME somente comandará as faltas que forem encaminhadas, pois
segundo ela não pode ocorrer de outra forma, mas que as diretoras têm liberdade de “resolver” a
questão internamente nas unidades escolares. Cobramos que se trata de uma questão muito difícil para
ficar sob responsabilidade das direções, uma vez que elas não são responsáveis pelos pagamentos dos
servidores, pois essa seria a solução do problema.
Foi questionada a liberação das licenças, seja de estudos e/ou especiais, recusadas mesmo para
servidoras que aguardam para complementação de licença aleitamento e para quem aguarda
aposentadoria. A secretária informou que está dependendo da liberação do governo. Comprometeu-se
ainda a tentar conseguir a audiência entre as secretarias de educação, administração, governo e o SEPE
para tratar desses casos.
Solicitamos ainda que se dê celeridade aos processos de enquadramento, uma vez que há mais
de 600 processos de novos concursados para análise, além dos processos dos servidores antigos e que
isso vem trazendo grande transtorno financeiro aos profissionais de educação. A secretária respondeu
que a grande dificuldade é que o governo alega a oneração da folha, mas que tentará ampliar e acelerar
a análise dos processos. Confirmou ainda que a equipe de análise dos processos está hoje com quatro
profissionais.
Foi questionado sobre o direito de aposentadoria especial para profissionais que atuam como
dirigente de turno, dinamizadores de leitura e professores especialistas (OP e OE) que perderam a
regência de turma. A secretária informou não ter ciência de casos, mas que está acompanhando o caso
de uma orientadora que teve a aposentadoria negada e a SME está dando suporte na intenção de
garantir a aposentadoria especial. O SEPE reforçou que durante a antiga gestão o tema já foi vencido e
que há decisões de instâncias superiores que garantem o direito a todos estes profissionais.
O sindicato se posicionou manifestando a extrema insatisfação com a retirada por parte do
governo da mensagem nº 42 que se encontrava na Câmara Municipal para votação no dia 16/10 e que
isso caracterizou um imenso retrocesso, uma vez que não só impediu o avanço funcional de
profissionais que atuam diretamente nas escolas garantindo a qualidade da educação para nossos
alunos, como ainda traz outros problemas quando não devolve o direito às regências de turmas para
dinamizadores de leitura, professores especialistas e para as dobras. Reforçamos ainda que no mês em
curso o governo não manteve o “acordo” formado com ela para pagar todas as dobras no primeiro lote
de pagamentos, inaugurando o teto de pagamentos também para as dobras. Para nossa surpresa a
secretária informou não saber de ambas as informações.
Questionamos ainda sobre a lista solicitada às escolas com números de dias de greve e
paralisações e a mesma informou que foi um erro, pois o levantamento trata apenas dos dias de greve.
Reforçamos que existem outras questões que inviabilizam o ano letivo para além da greve e a secretária
confirmou que existe a possibilidade de desvincular o calendário letivo do calendário civil, dada a
situação atípica do ano de 2018 e o SEPE reforçou que isso não será a solução, uma vez que se a
situação financeira dos servidores não for regularizada os servidores continuarão sem condições de
deslocamento para suas unidades escolares e que continuarão ocorrendo paralisações e greves ao longo
de 2019. Foi apontado que a solução é o governo apresentar um plano para regularização dos salários e
a negociação da reposição. A secretária retomou uma fala do secretário de fazenda durante a audiência
com o Conselho de Alimentação Escolar (CAE) em que ele informou que possivelmente haja apenas
mais dois pagamentos ao longo de 2018, um ainda em novembro (salário de setembro) e outro em
dezembro (salário de outubro).
Seguiremos acompanhando.

Direção Colegiada – SEPE Caxias


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