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Campus de União da Vitória

CLAUDINÉIA WAWRZYNIAK KRYSZYSZYN

O USO DE ATIVIDADES LÚDICAS NO ENSINO DO LÉXICO

União da Vitória
2016
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CLAUDINÉIA WAWRZYNIAK KRYSZYSZYN

O USO DE ATIVIDADES LÚDICAS NO ENSINO DO LÉXICO

Trabalho Final de Estágio Supervisionado


apresentado para obtenção de nota na
disciplina de Metodologia de Ensino de
Língua espanhola e estágio supervisionado,
na Universidade Estadual do Paraná -
Campus de União da Vitória, no curso de
Letras: Português/Espanhol

Professora orientadora: Arlete Benghi de


Melo

União da Vitória-PR
2016
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................
4
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ........................................................................................... 5
2.1 Língua Materna .............................................................................................................
5
2.2 Oralidade ......................................................................................................................
6
2.3 Leitura ..........................................................................................................................
8
2.4 Escrita ...........................................................................................................................
9
3. AQUISIÇÃO E ENFOQUE COMUNICATIVO DA LÍNGUA
ESTRANGEIRA............................................................................................... 12
...
4. APRESENTAÇÃO DO LOCAL .............................................................................................17
6. RELATO E ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA ................................................................................ 19
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................ 26
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................................28
ANEXOS .............................................................................................................. 30
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1. INTRODUÇÃO

A realização do estágio supervisionado é uma prática importante no


processo de desenvolvimento e aprendizagem do acadêmico, porque
proporciona oportunidades de experienciar na prática conteúdos acadêmicos,
promovendo desta forma, a aquisição de conhecimentos e reflexão sobre as
metodologias aplicadas em sala de aula. Além disso, o estágio oportuniza o
compartilhamento de experiências entre os professores, bem como novos
conceitos, planos, ideias e estratégias.
A prática, a dedicação e a disciplina adquiridas durante o período de
estágio acrescentam valor e conhecimento ao acadêmico. Assim é essencial
aproveitar as oportunidades de crescimento e desenvolvimento oferecidas
durante o estágio, pois através dele constrói -se um novo olhar sobre o ensino
da língua estrangeira.
Assim, o presente trabalho de conclusão do estágio supervisionado tem
como intenção expor as informações, experiências, estratégias, ideias que foram
obtidas com a experiência adquirida durante o período de prática sendo realizado
no Colégio Estadual Doutor Lauro Muller Soares, no primeiro ano do CELEN sob
a supervisão da professora Maria Ivete Procailo Dall’Aba, no mês de setembro
de 2016.
O relatório foi dividido em tópicos que tratam a aquisição da língua
estrangeira, enfoque comunicativo, ensino do vocabulário e conteúdos
gramaticais através de diversos instrumentos pedagógicos a fim de alcançar os
objetivos propostos contribuindo para um bom aproveitamento acadêmico da
turma referente aos conteúdos mediados..
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Língua Materna

As pessoas utilizam-se de linguagens tanto oral como escritas para que


ocorra a comunicação delas com outras. Partindo deste pressuposto a língua
materna se refere a língua utilizada no dia a dia do individuo, onde este tende a
ter maior facilidade na compreensão desta.
Para Freitag e Gorski (2010, p.09): A nossa língua materna é a primeira
qualquer outra língua aprendida depois da língua materna.
Segundo Travaglia (2002), o ensino da língua materna tem por objetivo
o desenvolvimento da competência comunicativa do educando.
Por esse motivo é que a escola precisa desenvolver essa capacidade
tanto na linguagem escrita como na falada, para que os alunos possam
desempenhar essa habilidade de forma saudável e agradável a ele e a quem
esta a sua volta.
Para o MEC (1997, p.15):

A espécie humana é a única espécie biológica programada


geneticamente para adquirir os sistemas altamente complexos,
estruturados e específicos que são as línguas naturais. Na realidade,
os seres humanos adquirem espontaneamente, com incrível rapidez e
uniformidade, a língua natural da comunidade em que passam os
primeiros anos de vida – a sua língua materna – e usam-na
criativamente como locutores, interlocutores e ouvintes.

O ser humano é o único animal capaz de desenvolver habilidades


complexas como o aprendizado da língua, onde o ambiente onde ele esta
inserido tem grande influência nesse processo. O aprendizado se da de forma
espontânea e natural tendo em vista que o indivíduo percebe o uso da língua
nesse meio e assim vai assimilando e aprendendo, essa é a sua língua natural
ou língua materna.
Para Bakhtin (1995, p. 123):

A verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema


abstrato de formas linguísticas nem pela enunciação monológica
isolada, nem pelo ato psicofisiológico da sua produção, mas pelo
fenômeno social da interação verbal, realizada através da enunciação
ou das enunciações. A interação verbal constitui assim a realidade
fundamental da língua.
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Diante dessa afirmação podemos relatar o quão importante se faz a


interação social para o aprendizado da verbalização, onde primeiramente ocorre
o aprendizado da língua falada para posteriormente aprender a linguagem
escrita de forma mais facilitada.
Segundo Porzig (1970), uma das primeiras experiências de vida é
caracterizada pela aprendizagem da língua materna, essa língua é uma
característica do meio sócio cultural de sua comunidade. A língua tem por
finalidade desempenhar um papel de construção da personalidade e é como o
individuo se identifica com as outras pessoas da sua comunidade.
Para Brasil (1998 c, p. 55):
Toda língua é um patrimônio cultural, um bem coletivo. A maneira
como paulatinamente nos apropriamos dela – com a mediação da
família, dos amigos, da escola, dos meios de comunicação e de tantos
outros agentes – determina, em grande medida, os usos que dela
fazemos nas mais diversas práticas sociais de que participamos
cotidianamente.

A língua oral é uma das aquisições que todos iniciam no ambiente familiar,
escolar e dentro de uma comunidade, sendo esta transmitida de forma cultural
pelo meio onde o indivíduo esta inserido, o uso da linguagem oral se faz presente
nas diversas práticas sociais do cotidiano da sociedade.
Segundo Ferreira e Sampaio (1992), em relação ao ensinamento da
língua materna a escola deve respeitar as variedades linguísticas para que seus
alunos não percam o interesse na aprendizagem, devido a escola aceitar como
forma linguística a variedade-padrão (linguagem formal) e isso muitas vezes
descaracteriza a identidade do aluno que utiliza a linguagem oral na variedade
não padronizada ou seja, a linguagem não formal.
Cada comunidade tem sua maneira de falar e expressar sua mensagem,
então a escola deve respeitar essa maneira de expressão, pois o aluno já vem
com uma bagagem trazida de sua família e esta por sua vez deve ser respeitada
de acordo com as práticas escolares, ensinar a linguagem formal não significa
que o aluno deve esquecer a variedade linguística absorvida no ambiente onde
ela obteve o primeiro contato com a língua falada e assim conservar a imagem
cultural da sua comunidade.
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2.2 Oralidade

Oralidade diz respeito à linguagem verbal do indivíduo onde aprendemos


primeiramente com a família e comunidade mais próxima de nosso convívio. A
fala mostra a apropriação daquilo que aprendemos mediante a sociedade onde
estamos vivendo e nos desenvolvendo.
Segundo o MEC (2003, p.15):
A linguagem permite ao homem estruturar seu próprio pensamento,
traduzir o que sente registrar o que conhece e comunicar-se com outros
homens. Ele marca o ingresso do homem na cultura, construindo-o
como sujeito capaz de produzir transformações nunca antes
imaginadas.

A linguagem é o meio de comunicação pelo qual o indivíduo transpõe


seus sentimentos, os conhecimentos e os registros do que sabe e compreende,
desenvolvendo dessa maneira a capacidade de inserção com maior facilidade
na sociedade e cultura de seu povo, podendo realizar as transformações que são
necessárias dentro do grupo.
Para Daros (2006, p.12): “A aquisição da linguagem verbal se dá através
da mediação da figura materna e daqueles que estão presentes na vida do
indivíduo, em um processo de apropriação, repetição e reformulação”.
A modalidade oral da língua refere-se ao instrumento que reconhecemos
como fala, utilizada como mídias ou propostas para o início do conhecimento e
preparação para a escrita.
Geraldi (2002, p. 36) propõe:
O conhecimento apenas da modalidade oral da língua não permite,
evidentemente, acesso ao que se acumulou com o trabalho social e
histórico, com o conhecimento hoje disponível graças à escrita. Assim
o primeiro acesso que a escola deve proporcionar é o acesso à escrita.

A escola deve mostrar ao educando o processo da escrita para que ele


possa registrar seu aprendizado e evolução na linguagem escrita. Através das
atividades escritas poderá. Nesse contexto percebe-se que apenas com o
conhecimento da linguagem oral o indivíduo não consegue demonstrar a carga
de conhecimento que adquiriu ao longo de sua existência sendo de grande
necessidade a aprendizagem da língua escrita.
Para Daros (2006, p.18):
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Durante muitos anos, a modalidade oral da Língua Portuguesa no


Brasil, nas escolas de ensino fundamental (e médio também), foi
abordada numa perspectiva instrumental, em que se propunham
questões para serem realizadas oralmente entre os alunos como
pretexto/meio para iniciar o estudo de um determinado tema, ou como
primeiro procedimento/meio para iniciar uma produção textual escrita.

A utilização da língua oral na disciplina de língua portuguesa era para


abordar o tema a ser estudado esse era então um meio de iniciar o aprendizado
de um determinado assunto e posto em discussão iniciava-se a produção de
texto escrito.
A oralidade escolar começou a ser trabalhada de forma mais intensa a
partir de 1997 através das propostas dos PCNs (Brasil, 1999) onde foram
incluídas reflexões pedagógicas visando o desenvolvimento das habilidades de
comunicação oral nas aulas de língua materna, buscando a percepção dos
diferentes efeitos de sentidos e as diferentes adequações da língua às situações
comunicativas reais.

2.3 Leitura

Na sociedade em que vivemos, exige-nos muitas habilidades e entre elas


uma de grande importância é de ler e escrever. Mas como nos afirma Soares
(1998) não basta apenas adquirir a leitura e a escrita, mas fazer uso dessas
linguagens para o envolvimento com as diversas práticas sociais.
Essa sociedade passa a ideia de que é importante ler pois, a condição de
leitor é requisito indispensável à ascensão aos novos graus de ensino oferecido
pela sociedade, que configura assim um patamar de trajetória bem sucedida para
realização econômica e social.
Antes de aprender a ler a criança já faz a leitura de mundo conforme a sua
concepção através de figuras, nesse período ainda não tem a habilidade de
codificação de códigos de escrita.
Segundo Stanovich (1993-1994), o nível de consciência fonológica da
criança é um fator que possibilita a facilidade de aquisição da leitura, agindo
como causa e representando uma condição necessária, porém esta não
suficiente nesse processo.
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Sabemos que muitas crianças não convivem em um ambiente favorável a


leitura, enquanto outras ouvem histórias lidas pela família. Neste contexto
podemos perceber que as crianças que possuem maior contato com o ato de ler
(ouvem histórias) aprendem e assimilam melhor e com maior rapidez.
Goodman (1973), a leitura é um processo psicolinguístico pelo qual o leitor
reconstrói as mensagens escritas graficamente, assim sendo o leitor utiliza-se
das pistas de linguagem que estão disponíveis.
O leitor faz uso das pistas de linguagem que reconhece a partir de
experiências anteriormente vivenciadas com a simbologia gráfica, o que facilita
na compreensão e aprendizagem da leitura. A produção dos textos produzidos
tenham sentido eles devem proporcionar ao leitor uma boa compreensão.
Para Barroso (2001), as ilustrações são pistas que tem como incumbência
a antecipação dos significados do texto, funcionando como facilitadores de
inferências sobre o conteúdo do texto.
A aprendizagem da leitura consiste em aprender a compreender, para
decodificar os sinais gráficos obtendo êxito ao interpretar os textos.
Como os próprios PCNs (BRASIL, 1996, p. 52) ressaltam:
É necessário que se compreenda que leitura são práticas
complementares, fortemente relacionadas que se modificam
mutuamente no processo de letramento a escrita transforma a fala (a
constituição da “fala letrada”) e fala influência a escrita (o aparecimento
de “traços da oralidade” nos textos escritos). “São práticas que
permitem ao aluno construir seus conhecimentos sobre os diferentes
gêneros sobre os procedimentos mais adequados para lê-los e
escrevê-los e sobre as circunstâncias de uso da escrita”.

Com a compreensão da leitura os códigos escritos são melhorados pelos


educandos, sua comunicação oral construída e compreendida permite-lhes a
compreensão dos diferentes conhecimentos sobre os gêneros textuais falados e
escritos dando maior e mais adequada funcionabilidade a prática da escrita.
Segundo o relato de Novaes e Neubauer (2009, p.07):

[...] o objetivo da leitura é subsidiar o leitor as principais questões da


oralidade e da escrita, oferecendo-lhe o conhecimento atual sobre o
assunto e sua aplicabilidade em sala de aula, constitui auxiliar
preciosos atos para todos os que se interessam pelo campo da
linguagem verbal, em todas as áreas da comunicação, despertando a
valorização para análise, discussão e descoberta, o texto construído
pelo próprio aluno fazendo dele um participante da atividade
educacional.
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A leitura deve propiciar o conhecimento a cerca das questões da oralidade


e escrita no que consiste as necessidade do saber da atualidade sobre os
assuntos aplicados em sala de aula, despertando o interesse pela valorização
da analise, discussão e descoberta fazendo com que o aluno seja atuante e
participante das atividades educacionais.

2.4 Escrita

O desenvolvimento da linguagem oral e escrita deve ser realizada de


acordo a promover a interação necessária no nível de compreensão desejada
pelos componentes da comunidade onde esse indivíduo esta inserido, por esse
motivo existe o estudo da língua, para que a comunicação se faça de maneira
efetiva e prazerosa.
Segundo Brasil (1998, p.20-21):

Interagir pela linguagem significa realizar uma atividade discursiva (...)


O discurso, quando produzido, manifesta-se linguisticamente por meio
de textos. O produto da atividade discursiva oral ou escrita que forma
um todo significativo, qualquer que seja sua extensão, é o texto, uma
sequência verbal constituída por um conjunto de relações que se
estabelecem a partir da coesão e da coerência. Em outras palavras,
um texto só é um texto quando pode ser compreendido como unidade
significativa global. Caso contrário, não passa de um amontoado
aleatório de enunciados.

Para que a produção de texto tenha eficiência oral é necessário que ocorra
o redirecionamento, reorganização das ações e objetivos pedagógicos
priorizados pela escola. Desenvolvidos diariamente na sala de aula visando a
importância da produção, da organização sistemática de leitura, escrita e
compreensão.
Para Freitag e Gorski (2010, p. 06): “Uma das primeiras lições que
aprendemos na escola é que a língua que falamos/sinalizamos pode ter uma
representação escrita.”
A língua que utilizamos em nosso dia a dia tanto na fala como na
sinalização tem uma representação escrita e esses sinais são tema das primeiras
lições que aprendemos na escola.
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Na escola aprendemos a escrita e a partir desse conhecimento adquirido


as produções de textos e redações são planejadas e realizadas tanto
individualmente pelo aluno como em produções coletiva com o professor e
colegas.
Segundo Signorini (1995) ressalta que a escola é o principal e único meio
onde é valorizado pela sociedade burocrática o acesso ao letramento. Qualquer
pessoa pode ter seu aprendizado em outros meios (família, comunidade, igreja,
entre outros, mas apenas o ensinamento advindo do ambiente escolar é que
possui reconhecimento pela sociedade.
Segundo Soares (2003, p. 92):
Ao exercício efetivo e competente da tecnologia da escrita denomina-
se letramento que implica habilidades várias, tais como: capacidade de
ler ou escrever para atingir diferentes objetivos – para informar-se,
para interagir com outros, para imergir no imaginário, no estético, para
ampliar conhecimentos, para seduzir ou induzir, para divertir-se, para
orientar-se, para apoio à memória, para catarse...; habilidades de
interpretar e produzir diferentes tipos e gêneros de textos, habilidades
de orientar-se pelos protocolos de leitura que marcam o texto ou de
lançar mão desses protocolos, ao escrever, atitudes de inserção efetiva
no mundo da escrita, tendo interesse e prazer em ler e escrever,
sabendo utilizar a escrita para encontrar para ou fornecer informações
e conhecimentos, escrevendo ou lendo de forma diferenciada, segundo
as circunstâncias, os objetivos, o interlocutor (...)

Para considerar como efetivo o processo de leitura e escrita várias são as


habilidades a serem executadas pelo indivíduo na conquista de seus objetivos
entre elas estão à interação com os outros, o desafio de adentrar no imaginário,
a ampliação da capacidade de orientar-se através de leituras de diversos textos,
desenvolvendo o prazer de ler e escrever. A escrita é utilizada para fornecer
informações e conhecimentos, por isso deve ser de fácil compreensão para
repassar com facilidade as suas propostas ao leitor.
Segundo MEC (1997, p.41):
Formar um leitor competente supõe formar alguém que compreenda o que
lê; que possa aprender a ler também o que não está escrito, identificando
elementos implícitos; que estabeleça relações entre o texto que lê e outros textos
já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser atribuídos a um texto; que
consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos
discursivos.
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3. AQUISIÇÃO E ENFOQUE COMUNICATIVO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA

O indivíduo adquire sua língua através da interação com o mundo, de


forma individual e social utilizando diversas formas de expressão para se
comunicar com o meio. Essa interação trás bons resultados, pois estão sob
mesmo ambiente de códigos. Quando se trata do processo de aquisição de uma
língua estrangeira, não é sempre que os resultados são bons, pois há muitos
fatores que podem interferir nesse processo. A aquisição de uma língua
estrangeira é um processo que compreende vários elementos, o que difere do
processo de aprendizagem da mesma, pois há diferença entre aquisição e
aprendizagem.
Conforme Schütz (2006), o processo de aquisição da linguagem de forma
natural se dá através da convivência com outros indivíduos, como ocorre com
aquele que está assimilando a língua materna. O indivíduo adquire um
conhecimento sobre a língua que faz com que ele se comunique com o seu
próximo através da interação com a família e a sociedade em geral, pois ele
compreende, se entende com outros mesmo sem ter estudado a língua, tudo
ocorre através da interação com os demais. É a interação com as pessoas que
possibilita compreender e ser compreendido.
Já a aprendizagem da língua estrangeira para Schütz (2006), está ligada
com a metodologia tradicionalista desenvolvida em escolas do ensino regular,
pois o objetivo é a transmissão da língua escrita, estrutura gramatical, normas
da língua, através do processo de memorização, sem levar em conta o práticas
de interação a fim de facilitar o aprendizado.
É muito importante que o professor saiba adequar suas aulas usando
instrumentos metodológicos de acordo com a realidade de cada indivíduo,
facilitando assim o processo de aprendizagem e aquisição da língua estrangeira.

É função do professor proporcionar aos alunos a interação entre outros


indivíduos, sejam eles aprendizes, falantes competentes ou nativos, pois a
aprendizagem de uma língua está ligada com a interação com os demais. Na
sala de aula, o professor deve proporcionar chances de uso da língua que
permitam a participação constante do aluno, assim ele será capaz de interagir
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em diferentes situações, resolvendo, criando estratégias de forma autônoma


aprendendo conforme seu jeito de aprender.
Dessa forma, o professor contribuirá para o desenvolvimento integral do
aluno. O professor deve orientar, facilitar esse processo, por isso deve estar bem
planejado, selecionando métodos que contribuam para a formação do aluno, pois
o ambiente escolar é o espaço em que o aluno mais vivencia o contato com a
nova língua.
Na sala de aula, o professor precisa desenvolver sua aula de maneira
que o aluno tenha que utilizar a língua para pedir e dar informações, opinar sobre
diversos assuntos, reclamar e questionar, simulando situações próximas ao real.
Portanto, o professor deve desenvolver seu papel com o objetivo de fazer com
que o aluno use instrumentos que possibilitem qualquer prática de diálogo. Por
isso a importância das atividades coletivas e a troca de experiências, com elas a
aprendizagem acontece.
O professor deve ser um sujeito compreensivo, ter conhecimento dos
diversos fatores que influenciam no processo de aquisição da língua estrangeira.
Precisa saber que os erros são naturais e ocorrem sendo importante nesse
processo. Ainda, o professor deve ter uma sequência didática do conteúdo,
facilitando a aprendizagem do aluno. Assim, se cada professor de língua
estrangeira se adequar, criar, reinventar novas estratégias, possuir um bom
embasamento teórico e prático, dessa forma, terá seus objetivos alcançados de
forma positiva, agradável e efetiva.

4. AS ATIVIDADES LÚDICAS NO PROCESSO DE ENSINO E


APRENDIZAGEM

Todas as pessoas tem seu primeiro aprendizado através dos jogos e


brinquedos ou brincadeiras que lhes proporcionam felicidade e prazer. Piaget
(1998), diz que a atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais
da criança, sendo por isso, indispensável à prática educativa.
A aprendizagem do desenvolvimento pessoal, cultural e social tem como
agente facilitador o lúdico que colabora significativamente com a saúde mental.
Luckesi (2000), afirma que as atividades lúdicas proporcionam experiências de
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plenitude, onde podemos nos envolver por inteiro, sendo esta uma atividade
flexível e sadia, suprindo necessidades do ser humano em qualquer idade, a
ludicidade não pode ser vista apenas como diversão.
Para Teixeira (1995, p.49):

O jogo é um fator didático altamente importante; mais do que um


passatempo, ele é elemento indispensável para o processo de ensino-
aprendizagem. Educação pelo jogo deve, portanto, ser a preocupação
básica de todos os professores que têm intenção de motivar seus
alunos ao aprendizado.

No processo ensino aprendizagem o jogo é um fator didático


indispensável ao desenvolvimento lógico e racional, com intenção de motivar os
alunos ao desenvolvimento do aprendizado.
Quando os jogos são utilizados em sala de aula podem contribuir para
diversas aprendizagens ao passo que as crianças tem oportunidade de usufruir
de inúmeras experiências e explorar fatores essenciais para construção do
conhecimento, neste ambiente também são propensas atividades de interação
dos educandos valorizando assim a cooperação entre ambos.
Os alunos devem ter a oportunidade de internalizar as informações dadas
a eles de maneira que sejam significativas para a assimilação dos conteúdos.
Quanto maior a significância para eles maior a assimilação e o processo
ensino/aprendizagem fica dessa maneira sendo desenvolvido com maior
eficácia.
Para Luckesi (2000), as atividades lúdicas proporcionam experiências
podendo ser vivenciadas plenamente, onde envolvemo-nos por inteiro, sendo
estas flexíveis e saudáveis.
O desenvolvimento lúdico durante a aula facilita na aprendizagem e
contribui para o desenvolvimento pessoal, social e cultural. Além de colaborar
para uma saúde mental agindo como facilitador no processo de socialização,
comunicação e expressão estando propenso ao desenvolvimento da curiosidade
e construção de conhecimento.
Para Carlos (2010, p.26):
O lúdico está presente em todas as ações que o sujeito realiza que
proporcionam prazer e alegria a ele, ela não está presente apenas nos
jogos ou nas brincadeiras como muitas pessoas acreditam, é preciso
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desmitificar isso, o lúdico está presente em todo e qualquer atividade


ou ação em que os sujeitos estão com um sentimento de prazer e
plenitude, isso proporciona a eles momentos de alegria e felicidade, e
esses momentos de prazer, plenitude, alegria e felicidade, não são
encontrados apenas nos jogos, mas também, como por exemplo, se o
fato de uma dona de casa lavar a louça, e achar esta ação prazerosa,
é lúdico, mas para sua filha realizar esta mesma ação não é lúdico, ou
seja, não é prazeroso. Isto acontece, porque temos gostos e vontades
diferentes, o lúdico se da de forma individual e está presente em todas
as atividades que despertam o prazer.

As atividades que transmitem sensação de prazer são consideradas


atividades lúdicas, essas atividades devem ser realizada com prazer e felicidade.
Não apenas jogos e brincadeiras, mais outras atividades realizadas no dia a dia
com finalidades distintas e que tragam realização para quem esta fazendo essa
prática é considerada como atividade lúdica. Cada pessoa possui características
especificas e da mesma maneira gostos distintos e vontades diferentes, ao
desempenho da realização de atividades que proporcionem prazeres e as
atividades lúdicas tem seu despertar de forma diferente para cada indivíduo.
Para que possamos dar o nome de ludicidade as atividades devemos
sentir prazer, alegria, plenitude e felicidade ao realizá-la, ou seja, a ela está
ligada ao sentimento de bem-estar que uma atividade lúdica proporciona a quem
a realiza, portanto, se não há ludicidade na ação que estamos realizando, não
podemos dizer que é lúdica.
Para Luckesi, (2000, p. 52):
A ludicidade é um fazer humano mais amplo, que se relaciona não
apenas á presença das brincadeiras ou jogos, mas também a um
sentimento, atitude do sujeito envolvido na ação, que se refere a um
prazer de celebração em função do envolvimento genuíno com a
atividade, a sensação de plenitude que acompanha as coisas
significativas e verdadeiras.

As atividades lúdicas fazem com que as relações humanas com jogos e


brincadeiras tenham um sentimento de prazer em realizar a atividade, sendo
plenamente significativa e tendo verdadeiro sentido.
Ao disponibilizarmos atividades lúdicas em sala devemos que ter a noção
de que pode ou não ter a possibilidade de ocorrer tudo bem, uma vez que a
atividade proposta estará envolvida com múltiplos fatores sociais, os quais irão
variar de acordo com a realidade do ambiente escolar. É papel do professor
adequar-se e modificar de acordo com o que pretende-se ensinar. Assim, várias
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atividades podem ser adequadas e diversificadas de forma a atingir diversos


objetivos de sua prática sendo de autonomia do professor. Ao proporcionar as
atividades lúdicas aos alunos o professor deverá considerar as possibilidades de
se usar em sala de aula e também criar critérios para verificar o valor educacional
das atividades que irá desenvolver.
O professor deve planejar, ter em mente o que pretende atingir com as
atividades lúdicas que for elaborar ou reelaborar, respeitando o limite de todos
os alunos, o tempo da atividade, para que seja possíveis outras ações, como
adequações de novas regras, produções a partir da atividade proposta. O
professor deve intervir no tempo certo, estimulando-os para as reflexões e
argumentações para que haja a construção do conhecimento. Dessa forma os
alunos poderão descobrir, vivenciar, modificar e recriar regras, assimilando o
conteúdo proposto. É essencial que seja desenvolvida a mediação constante,
tornando-se visível que o professor tem domínio do conteúdo.
Consequentemente o professor poderá propor atividades lúdicas com
objetivos além do brincar, fazendo com que o aluno aprenda a pensar com
autonomia, respeite o limite dos colegas e o próprio, explore, crie, construa
estratégias, socializando-se e interagindo. Aposta-se que a atividade lúdica tem
diferentes funções de motivação e provocação da vontade de aprender, sendo
objetivo de todos os professores de despertar em seus alunos, mesmo sendo
uma questão difícil pela diversidade de pensamento e interesse, mas não
impossível. É necessário planejar atividades que busque conhecimentos prévios
em relação aos conteúdos de aprendizagem sendo significativos e que
promovam um confusão cognitiva e faça com que o aluno estabeleça uma
ligação entre os novos conteúdos propostos e os conhecimentos prévios.
Portanto, o professor precisa dominar a classe, o conteúdo e seus objetivos
agindo de forma eficaz, atraindo os alunos a participarem com mais entusiasmo.
Quando utiliza-se uma atividade lúdica nas aulas, é preciso conhecer a atividade
e deixar claro aos alunos o objetivo da atividade e não a competição, mas sim a
construção de estratégias embasadas no conhecimento prévio.

4. 6. DESCRIÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO:


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O referido Estágio Supervisionado foi realizado no Colégio Estadual


Doutor Lauro Muller Soares - Ensino Fundamental, Médio e Profissional,
localizado na área urbana, Rua Joaquim Távora, nº 841, telefone (42) 3522 3143,
Bairro São Bernardo, União da Vitória - PR, CEP 84600-000, sendo mantido pelo
Governo do Estado do Paraná, pertence ao Núcleo Regional de Educação de
União da Vitória, com uma distância aproximada de 800 metros do mesmo.
Atualmente, o colégio encontra-se em funcionamento durante os três períodos
sobre coordenação do diretor João Maria Maciel Fidel.
O Colégio Estadual Dr. Lauro Müller Soares – Ensino Fundamental, Médio
foi fundado em outubro de 1974, iniciando suas atividades escolares em fevereiro
de 1975, no estilo PREMEN (Programa de Melhoria de Ensino), com o objetivo
de funcionamento de 1º grau (5ª a 8ª séries), oferecendo o ensino de Técnicas:
Indústria Caseira, Técnicas Agrícolas, Técnicas Comerciais e Técnicas
Industriais, sendo esta uma das identidades da escola, tradicionalmente
preservada no seu emblema criado pelo Professor Antonio Berejuk, passando
este a fazer parte do logotipo do Colégio e mais tarde acrescentando o símbolo
do curso de Enfermagem. Foi criada e autorizada pelo Decreto 1587/1978 DOE
de 11/02/1976, com o nome de Unidade Pólo – Escola de 1º Grau. Com a
aprovação da Lei 7028/78 DOE de 24/07/1978, passou a denominar-se Escola
Doutor Lauro Müller Soares – Ensino de 1º Grau. No ano de 1981 foi reconhecida
pela Resolução 2630/81 DOE de 04/12/1981. No ano de 1991 foram autorizados
os cursos de 2º Grau, Educação Geral – Preparação Universal e 2º Grau –
Habilitação Parcial auxiliar de Enfermagem. Denominando-se a partir desta data
Colégio Estadual Dr. Lauro Müller Soares – Ensino de 1º e 2º Graus. Em 1995
foram reconhecidos estes cursos pelas Resoluções 6480/94 DOE de 11/01/1995
e 2851/95 DOE de 28/07/1995. Em 1998 funcionou a última turma de Auxiliar de
Enfermagem, devido a adesão ao PROEM, e implantação da Lei 9394/96,
alterando gradativamente o nome do curso de Educação Geral para Ensino
Médio. Em 2002 pela Resolução 1788/02 DOE de 20/06/2002 fica credenciado,
autorizado e reconhecido o curso Técnico em Enfermagem com a Qualificação
Profissional Auxiliar de Enfermagem, alterando a denominação para Colégio
Estadual Dr. Lauro Müller soares – Ensino Fundamental, Médio e Profissional. O
Colégio Estadual Dr. Lauro Müller Soares localiza-se em uma área central da
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cidade, no Bairro São Bernardo, tendo ônibus que vem de vários outros bairros
trazendo os alunos, alguns ônibus param em frente a escola, outros ficam nos
terminais e os alunos vem a pé. Um ponto de referência é o Hospital Maternidade
que fica nas proximidades da escola. Dr. Lauro Müller Soares é Patrono desta
escola pela Lei 7028 de 20/07/1978 do governador Jayme canet Júnior e do
secretário de Educação Borsari Neto, publicado no Diário Oficial 348 de
24/07/1978, que altera o nome de Unidade Pólo de União de Vitória, para Escola
Doutor Lauro Müller Soares.
Atualmente o Colégio conta com 06 (seis) turmas de 6ª ao 9ª ano
do Ensino Fundamental atendendo a 174 alunos, com 06 (seis) turmas de Ensino
Médio atendendo 165 alunos, e com 03 (três) turmas de Técnico em
Enfermagem atendendo 110 alunos, num total de 449 alunos distribuídos em
dois períodos.
O CELEM (Centro de Línguas Estrangeiras Modernas) oferece um Curso
de Espanhol de nível básico com duração de dois anos divididos em dois
períodos. Curso de Espanhol Aprimoramento em único período. Curso este,
oferecido aos alunos regularmente matriculados nas escolas estaduais e
também com uma porcentagem de vagas reservadas para membros da
comunidade, coordenado pelo DEM (Departamento de Ensino Médio) da
Secretaria de Estado de Educação.
.

5. RELATO E ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA

O estágio foi realizado na turma de 1º ano do CELEM do Colégio Estadual


Doutor Lauro Muller Soares, no horário vespertino nos dias 10, 12, 17, 19 e 24
de agosto de 2016, totalizando 10 aulas o qual foi supervisionado pela professora
Supervisora Maria Ivete e pela professora de estágio supervisionado Arlete
Benghi de Melo. Os temas sugeridos pela professora supervisora foram família,
adjetivos, partes do corpo e vestuário os quais foram planejados desenvolvidos
conforme as seguintes descrições:
19

Aula nº 01 e 02 – Dia 10/08/2016

No dia 10 de agosto foi iniciado o estágio supervisionado de espanhol no


Colégio Estadual Dr. Lauro Muller Soares, sendo supervisionado pela professora
Maria Ivete, no 1º do CELEM. Durante a aula de observação a professora
explicou a rotina dos alunos, comportamento, produtividade, entre outras coisas
a fim de planejarmos aulas a ponto de atingir a todos, utilizando diversos
instrumentos pedagógicos.
No primeiro dia, fomos bem recepcionadas, a professora nos apresentou
os alunos(as), explicou aos alunos sobre a regência que estaríamos realizando
nos próximos dias de aula. Em seguida nos apresentamos aos alunos explicando
como seriam as aulas de estágio, os temas a serem trabalhados, e então
solicitamos aos mesmos que se apresentassem mencionando o nome, idade e
interesse pelo curso do CELEM. Os alunos mostraram-se tímidos ao se
apresentar, mas aos poucos foram perdendo a timidez.
Após a apresentação dos alunos foi explicado um pouco sobre a
sequência didática que seria desenvolvida ao longo da aula 01 e 02, pois
segundo Zabala (1998) as sequências didáticas são diversas atividades
articuladas e planejadas a fim de obter boa produtividade em relação aos
objetivos propostos ao decorrer da aula. A partir das sequências didáticas os
professores definem o tema, os objetivos e então planejam o conteúdo, a
metodologia que será utilizada, articula-se atividades a fim de alcançar os
objetivos propostos para uma aula de qualidade.

Em seguida começamos a aula falando sobre o conceito de família hoje


na sociedade, como se dá a construção de família atualmente. Os alunos
expuseram suas opiniões, falaram sobre a estrutura das próprias famílias e
mostraram - se interessados pelo assunto. Então falamos sobre a configuração
de família hoje que mudou bastante, mencionamos que atualmente tem-se
casamentos entre homens, mulheres, ou a família é composta por mãe e filhos,
pai e filhos, avós e netos, filhos adotivos, entre outras, pois após a Constituição
Federal de 1988 a visão de família passou a ter novos horizontes.
Supremo Tribunal da justiça segundo Constituição de 1988 diz:
20

Família em seu coloquial ou proverbial significado de núcleo doméstico,


pouco importando se formal ou informalmente constituída, ou se
integrada por casais heteroafetivos ou por pares homoafetivos. A
Constituição de 1988, ao utilizar-se da expressão “família”, não limita
sua formação a casais heteroafetivos nem a formalidade cartorária,
celebração civil ou liturgia religiosa.

Dessa forma é essencial que o tema família seja discutido em sala de


aula, mencionando sobre a estrutura atual, e oportunizar os alunos a expressar
suas opiniões sejam elas a favor ou contra aos novos conceitos de família, que
estão bem diferentes do padrão.
Trabalhamos a árvore genealógica, nela mostramos os indivíduos que
podem constituir uma família. Cada aluno teve oportunidade de falar sobre a
estrutura de sua família, se mora com os pais, avós, somente com a mãe ou pai,
entre outras. A atividade foi realizada utilizando como instrumento pedagógico o
projetor de imagens, para facilitar a explicação e bom entendimento de todos os
alunos, pois para que nossas aulas sejam bem, elaboradas e desenvolvidas é
necessário o uso de diferentes estratégias, instrumentos pedagógicos a fim de
obter sucesso com os objetivos propostos em relação aos alunos.
Segundo Pereira (2009), é essencial ao professor ter o conhecimento do
quanto as tecnologias servem de instrumentos metodológicos para desenvolver
o conteúdo em sala de aula, através delas pode-se planejar atividades criativas,
desde que o desenvolvimento pedagógico seja consciente e reflexivo, a fim de
ter um ponto de vista transformador da aprendizagem escolar. As TICs são de
grande poder pedagógico, pois se utilizam da imagem e som. Dessa forma, é
necessário que a escola, os professores apropriem - se dos recursos
tecnológicos, a fim de dinamizar o processo de ensino e aprendizagem. É
importante que tanto o professor quanto o aluno façam da sala de aula um
ambiente de aprendizagem e para isso devem estar presentes e participativos
provocando o desenvolvimento do ensino e aprendizagem.
Após a conversa em relação a família, foi entregue um texto descritivo Mi
família (ANEXO 1) onde Pablo contava sobre onde morava sua família, quem
eram os membros, entre outras informações. Junto ao texto foi entregue
questões relacionadas ao texto de Pablo. Os alunos realizaram a leitura
conforme solicitado em voz baixa, após realizamos a leitura coletiva, em seguida
os alunos sob orientação das professoras realizaram a resolução das questões
21

interpretativas as quais foram corrigidas coletivamente para melhor


compreensão. A atividade foi colada no caderno para futuros estudos.
Conforme Rauen (2008), é papel principal da escola ensinar a ler. É
essencial que a escola amplie o domínio dos níveis de leitura e escrita e orientar
a escolha dos materiais de leitura e também desenvolver as relações entre leitura
e indivíduo, em todas as suas interconexões.
Porém, segundo as Diretrizes Curriculares da Educação Básica Língua
Estrangeira Moderna disponibilizar textos aos alunos não é o suficiente. É
preciso levá-los a uma reflexão sobre o uso dos textos e levar em conta a
realidade de uso e interlocutores.
Foi entregue também aos alunos a cópia de uma árvore genealógica de
uma suposta família e seus respectivos nomes, na mesma continha o
vocabulário que deve ser usado para se dirigir aos membros da família. Foi
realizado a leitura interpretativa da árvore e realizado foi colorido os membros.
Em seguida, os alunos receberam uma árvore genealógica em branco onde os
alunos iriam preencher com os membros pertencentes a suas famílias, eles
puderam acrescentar membros caso faltasse espaço, depois decoraram a árvore
e colaram a atividade no caderno, cada aluno apresentou sua árvore
genealógica.
Em seguida foi entregue uma espécie de desafio com uma árvore
genealógica onde os alunos observando os membros da família teriam que
responder as questões relacionadas ao grau de parentesco entre eles. A
correção foi realizada coletivamente, alguns alunos tiveram dificuldades para
identificar os membros, mas sob orientação todos realizaram a atividade e após
colaram no caderno.
Em relação ao tema família, alguns alunos se mostraram tímidos, pois
alguns não viviam com a família, ou não sabiam o paradeiro de alguns membros
de sua família e viviam com tios, avós ou em abrigo municipal, porém conforme
a aula foi se desenvolvendo tivemos mais participação dos mesmos.

Aula nº 03 e 04 – Dia 12/08/2016


22

A aula foi iniciada com a continuação das atividades restantes da aula


anterior em relação a família. Então foi entregue uma atividade com um texto
descritivo de uma família e foi solicitado aos alunos que realizassem a leitura do
mesmo. Em seguida, realizamos a leitura coletiva do texto e após realizaram a
interpretação do texto que continha descrições físicas e estéticas dos membros
da família e então deveriam identificar os personagens.
Além da leitura e discussão do assunto com os alunos, foi proposta uma
atividade lúdica, para auxiliar na compreensão do mesmo: um caça –palavras ,
realizado em duplas. Nesta atividade lúdica proposta, a interação social
promovida teve como objetivo a aprendizagem através da teoria de Vygotsky,
afirmando que a partir do trabalho com a zona de desenvolvimento proximal a
aprendizagem vai ocorrer de forma significativa.

Aula nº 05 e 06 – Dia 17/08/2016

Nessa aula, iniciamos a mesma explicando e exemplificando o conceito


de adjetivo, suas características, função, tendo como exemplo os objetos dos
alunos, personalidade, estado físico, estético a fim de compreenderem o
conteúdo. Foi mostrado na TV uma imagem (ANEXO 2) de uma senhora idosa,
com rosto pálido, com rugas, cabelo branco, mãos fracas e envelhecidas e então
foi solicitado aos alunos que descrevessem oralmente e coletivamente as
características daquela imagem.
O uso da imagem em sala de aula desenvolve função importante
contribuindo e proporcionando a leitura crítica em todas as disciplinas, pois elas
disponibilizam diversas estratégias para a comunicação e compartilhamento de
ideias.
Braga (2012) menciona que as imagens chamam a atenção dos alunos,
pois elas promovem o desenvolvimento de várias habilidades, tais como: de
aprender e criar, a resolução de problemas, interpretações em geral.
Após as descrições foi retomado o conceito de adjetivo e então os alunos
compreenderam o que é um adjetivo, suas funções, entre outras. Em seguida foi
entregue texto descritivo com o titulo família, nele contem ilustração dos
personagens onde os alunos deveriam identificar as características dos mesmos
23

e identificar quem era quem no texto. A atividade demorou para ser concluída,
mas com orientação individual e coletiva todos conseguiram concluir a mesma.
Após os alunos deveriam circular os adjetivos encontrados no texto com um lápis
colorido destacando o mesmo. Já em seguida foi entregue duas tabelas aos
alunos com adjetivos em espanhol e sua respectiva tradução para auxiliar os
alunos na descrição pessoal que foi realizada em seguida das tabelas. Nessa
descrição pessoal, os alunos (as) iriam desenvolver uma descrição onde iriam
falar sobre suas características sejam elas físicas ou de personalidade.
Conforme os alunos foram escrevendo fomos então orientando, dando ideias,
tirando dúvidas que iriam surgindo em relação ao vocabulário, escrita ou
pronuncia. Por consequência da falta de tempo algumas atividades foram
aplicadas na outra aula.

Aula nº 07, 08 e 09 – Dia 19/08/2016

A aula foi iniciada com as atividades da aula anterior, as quais não foram
concluídas a tempo. Então, a partir das tabelas de adjetivos entregues na aula
anterior os alunos receberam o texto Un cuento sorpresa, o qual iriam completar
espaços em branco com os adjetivos das tabelas ou conforme criatividade. Foi
disponibilizado dicionário de espanhol para que procurassem a tradução das
palavras desconhecidas. Acompanhamos os alunos também durante o
desenvolvimento da atividade a fim de que realizassem a mesma com bom
desempenho.
Após a conclusão da atividade, foi oportunizado a cada aluno que
compartilhassem os adjetivos utilizados e realizassem a leitura de seu texto. Os
alunos opinaram sobre quais os adjetivos que usaram e quais se adequaram
mais aos espaços de forma que ficasse coerente. Em seguida solicitamos aos
alunos que fizessem um circulo para que desenvolvêssemos uma dinâmica, para
essa dinâmica foi utilizado uma caixa surpresa onde dentro foi colocado vários
adjetivos. A caixa iria passando um por um, cada aluno tirava um adjetivo e
pensava em alguém da turma em que aquele adjetivo se encaixava e também
justificava o motivo da escolha. A atividade foi bem divertida e os alunos
adoraram, a mesma tinha por objetivo mostrar um ao outro como estão atentos
24

as características de seus colegas. Foi proposto essa dinâmica a fim de tornar a


aula mais dinâmica, pois a dinamicidade em sala de aula é essencial, são várias
as estratégias para se obter um bom rendimento escolar dos alunos no ensino
da língua estrangeira.
São vários os autores que valorizam as atividades lúdicas em sala de aula
como instrumento pedagógico, pois a partir delas a motivação e a aprendizagem
significativa é promovida.
Conforme Vygotsky (1994), para que haja a aprendizagem significativa e
a aquisição de uma língua estrangeira é essencial que a motivação seja o
princípio de todo processo.
Conforme mencionado no início da aula, terminaríamos as atividades da
aula anterior (adjetivos) e iniciaríamos o conteúdo corpo humano. E para iniciar
foi entregue o poema "Mi dibujo" e foi solicitado a leitura silenciosa e em seguida
a leitura em voz aula para que obtivéssemos a compreensão de todos.
Segundo os PCNs (1998), é essencial planejar e desenvolver aulas com
grande variedade de textos de diferentes gêneros a fim de atingir os objetivos
propostos ao planejar a aula. Menciona também que o professor deve solicitar
aos alunos sugestões de textos para desenvolver suas aulas, dessa forma a
interação entre professor /aluno só aumenta, melhorando então a produtividade
da aula, despertando o interesse pelo conteúdo tornando a aprendizagem dos
alunos mais significativa.
Continuando a atividade relacionada ao texto, foi solicitado aos alunos que
circulassem nome das partes do corpo presentes no texto. O uso do dicionário
foi essencial para o desenvolvimento da atividade. Após foi realizado a leitura e
correção coletiva do texto, falamos sobre a tradução das palavras
desconhecidas. Também foi projetado na parede da sala um corpo com algumas
setas apontando para as partes principais do corpo, onde os alunos deveriam
pegar um papel com uma parte do corpo, traduzir e colar na seta correta. Foi
solicitado a participação por ordem da fila em que estavam sentados na sala. O
dicionário também pode ser usado. Terminadas as partes foi realizado a correção
coletiva para saber se o nome das partes estavam em seus devidos lugares. Foi
entregue também uma cópia do corpo humano com os nomes das partes
externas e internas principais do corpo humano para que colassem no caderno
25

e realizassem estudos futuros. Em seguida foi entregue uma cruzadinha com


questões verticais e horizontais relacionadas ao corpo humano. A correção foi
realizada coletivamente. E para concluir a aula foi entregue uma atividade onde
os alunos deveriam realizar a ligação dos membros ao seu respectivo nome a
qual também foi corrigida coletivamente.

Aula nº 10 e 11 – Dia 24/08/2016

Nas duas últimas aulas o tema foi vestuário, onde foi conversado com os
alunos sobre seus conhecimentos prévios relacionados ao vocabulário do
vestuário em espanhol. E para iniciar a aula foi entregue um texto "Quién está
en la fiesta” onde todos realizaram a leitura do mesmo para então iniciarmos as
atividades. Após a leitura os alunos fizeram a busca por palavras referente ao
vestuário, sendo peças de roupas, cores, tipo de tecido, entre outras.
Concluímos a aula entregando uma atividade onde os alunos deveriam
relacionar as figuras aos seus devidos nomes, na mesma incluía calçados,
roupas, acessórios, entre outras.
Agradecemos aos alunos pelas participação e a professora pela
disponibilidade da regência e nos despedimos.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir da fundamentação teórica e da prática em sala de aula pode-se


concluir que o aluno pode aprender de forma criativa e diversificada. Boa parte
dos conteúdos podem ser ensinados através de jogos ou atividades lúdicas, pois
constata-se que a atividade lúdica como busca de novos conhecimentos, exige
que o aluno tenha uma ação ativa, questionadora, reflexiva, critica pois através
das atividades lúdicas o indivíduo socializa-se, constrói afetividades e adquire o
conteúdo de forma mais divertida. Dessa forma, consegue -se deixar de lado a
marca da proposta tradicional, unindo diversas metodologias a fim de dinamizar
a aula, alcançando melhores resultados de acordo com os objetivos propostos.
Conforme Nogueira, a partir de atividades lúdicas o aluno forma
26

conceitos, escolhe ideias, estipula relações lógicas, reúne percepções, realiza


estimativas, socializa-se, estabelecendo relações sociais com o grupo em que
está inserido, encorajando seu raciocínio na tomada de atitudes que exigem
reflexões e enquanto no papel educativo proporciona dentro da aprendizagem
seu saber, compreensão e conhecimento de mundo. Entende-se que um
dos objetivos principais da educação é formar cidadãos críticos, criativos, que
tenham condições de criar e recriar, autônomos do próprio conhecimento. E
através das atividades lúdicas esses objetivos serão possíveis já que a
metodologia diferenciada utilizada na prática pedagógica contribui para uma
aprendizagem de melhor qualidade possibilitando ao professor dinamizar suas
aulas, provocando o interesse e a participação continua do aluno., pois o papel
protagonista do professor é provocar os alunos na construção de novos
conhecimentos, a partir das atividades lúdicas os alunos serão desafiados a
produzir e montar estratégias, soluções às situações problemas criadas pelo
professor. As atividades lúdicas são motivadoras na construção do
conhecimento, além de ser uma forma diversificada de adquirir uma
aprendizagem significativa.
Sendo assim ressalta-se a importância das atividades lúdicas estarem
sendo fundamentados conforme os padrões pedagógicos, gerando um fio
condutor no processo de aprendizagem, facilitando o cotidiano escolar do aluno
na hora da aquisição dos conteúdos e auxiliando o professor a planejar e aplicar
aulas mais dinâmicas. Portanto o uso das atividades lúdicas são essenciais para
a educação, podendo assim obter melhores resultados em relação a aquisição
do conhecimento, estimulando a criatividade, a crítica e a imaginação.
A aquisição da língua estrangeira não é nada fácil, exige dedicação,
esforço tanto do aprendiz quanto do professor, pois o aprendiz deve estar
disposto a conhecer e fazer uso da nova língua, já o professor deve procurar
oportunizar aos alunos a interação, aulas mais próximas do real possível a fim
de tornar as aulas mais dinâmicas, como também facilitar a aquisição e
aprendizagem da nova língua a ser adquirida.
As aulas forma ministradas de forma que a intervenção fosse constante
facilitando a aquisição do conteúdo. A turma colaborou o tempo todo participando
das atividades propostas e nas correções. A interação foi proporcionada em
27

todas as atividades, pois a aquisição se dá através dela. Ao decorrer das


atividades todos os objetivos propostos foram alcançados com êxito.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAKHTIN, M. (VOLOCHÍNOV, V. N). Marxismo e Filosofia da linguagem. São


Paulo: HUCITEC, 1995.

BARROSO, T. Práticas de leitura em sala de aula. Instrumento: Revista de


Estudo e Pesquisa em Educação, Juiz de Fora, v.3, n.1, maio, 2001.

BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Parâmetros


Curriculares Nacionais. Brasília: Ministério da Educação, 1999.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação


Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais ensino médio: Linguagens,
códigos e suas tecnologias. Brasília, DF: MEC/SEF, 1998c.

BRASIL. Secretaria de educação fundamental. Parâmetros curriculares


nacionais: terceiro e quarto ciclo do ensino fundamental: língua portuguesa.
Brasília: MEC/SEF, 1998.
28

Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares


nacionais: língua portuguesa / Secretaria de Educação Fundamental. –
Brasília.1997.

BRASIL/MEC. Secretaria de Educação Especial. Saberes e Práticas da


Inclusão: Desenvolvendo competências para o atendimento às
necessidades educacioneis especiais de alunos surdos. Brasília – 2003.

DAROS, Sônia Cristina Pavanelli. Oralidade: uma perspectiva de ensino.


Piracicaba - SP 2006

FERREIRA, Rosilda Arruda. SAMPAIO, Maria Cristina Hennes. Ensino-


Aprendizagem da Língua Materna e Ideologia: um Estudo sobre as
Concepções e a Prática Pedagógica de Alfabetizadores de Escolas
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GOODMAN, K. Psycholinguistic universals in the reading process. In:


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GORSKI, Edair. FREITAG, Raquel Meister Ko.. Ensino de Língua Materna.
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NOVAES, Flávio de. NEUBAUER, Airton Neubauer Filho. Leitura e a escrita


como forma de desenvolvimento. IX congresso Nacional de Educação –
EDUCERE III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia 26 a 29 de outubro de
2009 – PUCPR.
Disponível:http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/967-
4.pdf. Acesso em 01 de fevereiro de 2016.

PEREIRA, Terezinha, B. O uso das tecnologias da informação e


comunicação na prática pedagógica da escola. Disponível em:
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1381-8.pdf. Acesso
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resultados de Ia linguística moderna. Trad. por Abelardo Moralego. Madrid:
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http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/390-4.pdf. Acesso
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29

SIGNORINI, Inês. Letramento e (in) flexibilidade Comunicativa. In: KLEIMAN,


Ângela B. (org.) Os significados do Letramento. Campinas, SP: Mercado de
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_______________.Letramento e escolarização. In: RIBEIRO, era Masagão


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Letramento no Brasil. São Paulo: Global, 2003. Pt. 2 p.89-115.

STANOVICH, K. Romance and Reality: distinguished educator series.


Reading
Teacher, n. 47, v.4, p. 280-291, 1993-1994.

TRAVAGLIA, Luiz Carlos . Para que ensinar teoria gramatical. Revista de


Estudos da Linguagem, Belo Horizonte, v. 10, n. 2, p. 135‐231, 2002. ISSN/ISBN:
01040588

VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. Rio de Janeiro: Martins Fontes,


1994.

ZABALA, Antoni. A prática educativa. Tradução: Ernani F. da F. Rosa. Porto


Alegre: ArtMed, 1998.
30

ANEXOS

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR


CAMPUS DE UNIÃO DA VITÓRIA

Plan de Clase 1 e 2

Identificación:

Alumnas: Patrícia Amaral e Claudinéia Wawrzyniak


Escuela: Colégio Estadual Doutor Lauro Muller
Profesor supervisor: Maria Ivete
Serie: 1º año CELEM
Período: Vespertino
Año: 2016

Objetivos:
 Conocer los nombres de los miembros de una familia;

 Fomentar la valoración de la familia;


31

Contenido:
 Presentaciones y datos personales;
 Texto;
 Árbol genealógico;
 Sopa de letras;
 Lectura e escrita;

Metodología:
 Presentaciones.
 Contextualizar el trabajo que se va a desarrollar durante las clases, haciendo
espacio para preguntas que surgirán en el curso de la explicación y comprobar los
conocimientos previos de los estudiantes a partir de una actividad de lectura.
 En esta primera clase, utilizar el tema de "la familia". Hablar un poco acerca de
lo que sería y lo que ellos consideran como familia. Presentar para los estudiantes
un breve texto “mi familia”, con la descripción de un niño sobre su familia y
después de la lectura pedir que hagan una actividad de interpretación.
 Después, entregar un modelo de un árbol genealógico con los principales nombres
de los miembros de una familia y pedirles que hagan un árbol de su familia.
Después los estudiantes realizaran una actividad sobre el árbol que los había sido
dada describiendo qué relación hay entre las personas citadas en la misma.

 En la secuencia, pedir para llevar a cabo una actividad donde van a leer un texto
y a partir de ello encontrarán los nombres de los miembros de la familia que se
indican en el texto. Si con el tiempo proporcionar una actividad con sopa de letras
en la familia;

Recursos:

 Pen drive;
 Copias de las actividades;
 Ordenador;

Evaluación:
La evaluación deberá ser continua y cumulativa en relación al envolvimiento y desarrollo
de la clase, bien como la participación y desempeño en la preguntas y actividades
propuestas.

Referencias:
32

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:


terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Brasília: MEC/SEF,
1998.
Espanhol Grátis. NET. La Familia. Disponível em:
http://www.espanholgratis.net/familia.htm. Acesso em: 25 de julho de 2016.
Leyendo leyendo, disfruto y aprendo. Disponível em:
https://carmenelenamedina.wordpress.com/poesias-rondas-caligramas-acrosticos/.
Acesso em: 06 de agosto de 2016.
MARTIN, Ivan Rodrigues. Espanhol série Brasil. São Paulo: Ática, 2004.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da educação
básica. Língua Estrangeira Moderna. Curitiba: SEED-PR, 2008. Disponível em:
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_lem.pdf. Acesso
em: 03 de agosto de 2016.
ROMANOS, Henrique. Nuevo expansión: volume único / Henrique Romanos, Jacira
Paes de Carvalho. – 1 ed.- São Paulo: FTD, 2010.

_________________________________
Profº. Supervisor

_____________________________
Profº. Met. Estágio Supervisionado

ADJUNTOS
Mi família
Me llamo Pablo, tengo 10 años y soy hijo único como la mayoría de los
niños de mi edad en España. Mis padres trabajan mucho y paso mucho tiempo
con mis abuelos. Ellos me llevan al colegio y por las tardes me acompañan a la
clase de música y a la academia de inglés. Solo veo a mis padres por la noche y
los fines de semana. Mi abuela tiene cinco hermanos y mi abuelo siete. Mi madre
tiene una hermana y mi padre dos hermanos. A veces echo de menos no tener
hermanos para poder jugar con ellos. Mis padres dicen que no tienen tiempo ni
dinero para tener más hijos.
33

Mi tía Marta está separada de su marido y tiene dos hijos: mis primos Luis
y Alberto, que están con su madre unos días, y otros con su padre. En mi clase
hay muchos otros niños con sus padres separados y con nuevos hermanos de
las parejas de sus padres.
Pasamos las Navidades todos juntos con mis abuelos y ¡lo mejor es que
todos los regalos son para mí!

ACTIVIDADES PARA DESPUÉS DE LEER EL TEXTO


¿Verdadero o Falso?
1.1. Pablo tiene una hermana.
1.2. La madre de Pablo le lleva al colegio.
1.3. Los padres de Pablo tienen hermanos.
1.4. Los primos de Pablo, Luis y Alberto, viven con sus abuelos.
1.5. En la clase de Pablo hay niños con padres separados.

Responde a las siguientes preguntas:


2.1. ¿Por qué echa de menos Pablo tener hermanos?
2.2. ¿Cuánto tiempo pasa Pablo con sus abuelos?
2.3. ¿Cuándo ve Pablo a sus padres?
2.4. ¿Son todos los compañeros de la clase de Pablo hijos únicos?
2.5. ¿Qué es lo mejor de ser hijo único para Pablo?

Señala la palabra que no encaja en cada grupo. Explica tu elección.


3.1. Hermana, prima, abuelo, colegio.
3.2. Música, inglés, madre, deportes.
3.3. Navidades, Semana Santa, lunes, verano.
3.4. Tío, padre, prima, abuelo.
3.5. Dinero, videojuegos, primos, ordenador.

Completa las frases con palabras de la actividad anterior.


4.1. Pablo va al………… con sus abuelos.
4.2. Por las tardes Pablo va a clase de………….y………….
4.3. En……...…………..todos están juntos.
4.4. El………….de Pablo era el marido de Marta.
4.5. Uno de los regalos de Navidad de Pablo fue un……………
34
35
36
37
38
39

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR


CAMPUS DE UNIÃO DA VITÓRIA

Plan de Clase 3, 4 e 5

Identificación:

Alumnas: Patrícia Amaral e Claudinéia Wawrzyniak


Escuela: Colégio Estadual Doutor Lauro Muller
Profesor supervisor: Maria Ivete
Serie: 1º año CELEM
Período: Vespertino
Año: 2016

Objetivos:
 Comprender el papel de los adjetivos en el idioma español;
 Emplear correctamente los adjetivos;

Contenido:
 Texto;
 Dinámica;
 Lectura e escrita;

Metodología:

 Saludar a los alumnos y empezar con la clase.


 En esta segunda clase, vamos a utilizar el tema "adjetivos". Comenzar la
lección pidiendo a los alumnos si conocen y saben cuáles son los adjetivos. Hacer
la lectura del texto “Mi familia” y después pedir que identifiquen algunos
adjetivos presentes en el texto. Después, ofrecer dos breves listas de adjetivos y
pedir a los estudiantes que creen una breve descripción de sus características
personales y luego deben leer a la clase.
 Luego entregar el texto " Un cuento sorpresa" para que los estudiantes
completen los espacios de texto solamente con adjetivos. Después de completa,
preguntar a los estudiantes qué adjetivos que utilizaron y pedir que uno de ellos
haga la lectura de su texto.
40

 Por fin, realizar con los estudiantes una dinámica en que deben retirarse de
una caja de sorpresa un adjetivo, después leer la palabra y luego decir si es
coherente con su personalidad y por qué.

Recursos:

 Copias de las actividades;


 Caja sorpresa;
 Ordenador;

Evaluación:
La evaluación deberá ser continua y cumulativa en relación al envolvimiento y desarrollo
de la clase, bien como la participación y desempeño en la preguntas y actividades
propuestas.

Referencias:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Brasília: MEC/SEF,
1998.
FRANCISCHINI, Débora. Adjetivos. Disponível em:
http://sabereeduca.blogspot.com.br/2014/04/adjetivos.html. Acesso em: 28 de julho de
2016.
MARTIN, Ivan Rodrigues. Espanhol série Brasil. São Paulo: Ática, 2004.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da educação
básica. Língua Estrangeira Moderna. Curitiba: SEED-PR, 2008. Disponível em:
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_lem.pdf. Acesso
em: 03 de agosto de 2016.
ROMANOS, Henrique. Nuevo expansión: volume único / Henrique Romanos, Jacira
Paes de Carvalho. – 1 ed.- São Paulo: FTD, 2010.

_________________________________
Profº. Supervisor

_____________________________
Profº. Met. Estágio Supervisionado
41

ADJUNTOS
Mi familia
Lee el texto y señala cuáles de estas personas son miembros
de la familia de Lucas.

1a
Hola, soy Lucas y tengo doce años. En casa somos cinco
personas. Mi madre se llama Nieves y es profesora. Le
gustan mucho las plantas. Es morena, lleva gafas y está
un poco gordita.
Mi padre se llama Jesús y trabaja en una oficina. Lleva
barba. Le gustan los coches antiguos y hacer gimnasia.
Es muy simpático.
Tengo una hermana de dieciocho años, Clara. Es hermana
de madre, pero no de padre. Es muy alta, delgada, morena
y tiene los ojos verdes. Es muy
sinpática. Toca la guitarra en un grupo de rock. También
vive con nosotros mi abuelo Miguel Ángel, el padre de
mi padre. Tiene setenta años y le gusta leer el periódico
todos los días y contar cosas de sus tiempos de joven.
Yo me llamo Lucas. Llevo gafas, soy moreno y estoy un
poco gordito. Me gustan los animales, las películas de
terror y los videojuegos. También me gustan los
deportes, sobre todo el fútbol. Tengo muchos amigos, soy
muy simpático, muy guapo y muy inteligente… (¡Je, je!).

Vocabulario
42

El aspecto físico
Es pequeño/a, joven, un señor/una
señora mayor…
Es alto/a, bajito/a, delgado/a, gordito/a,
rubio/a, moreno/a, castaño/a…
Tiene el pelo rubio, castaño, moreno…
Tiene los ojos claros, oscuros, verdes,
azules, negros, marrones…
Lleva barba, bigote, gafas…
El carácter
Es (muy) simpático/a, inteligente,
tímido/a…
En español, las cualidades se suelen
acompañar de muy, y los defectos
de un poco.
–Es muy inteligente.
–Es un poco antipática.
El trabajo
Es profesora, cantante, actor/actriz…
Trabaja en un colegio, un hospital,
una oficina…
El trabajo

NOMBRE: ____________________________________________________
FECHA: _____________ MAESTRA: _______________________

UN CUENTO SORPRESA
• Lee la historia de abajo y completa los huecos solamente con adjetivos.
Advertencia: no se permite repetir palabras:

Era una vez un príncipe ___________, que vivía en un reino ___________. Tenía
tanto miedo de todo que todo el mundo lo pensaba muy ___________. Sin
embargo, todas las jóvenes querían casarse con él, decían que era
________________.
El rey y la reina decidieron que su hijo no podía continuar de esa manera y lo
enviaron en una misión _____________: tenía que rescatar a una princesa de
un dragón ____________.
____________ como lo era, el príncipe incluso fue en busca de tal princesa,
pero se quedó con un plan ____________ para no volver nunca, ya que estaba
seguro de que no pudiera lograr lo que sus padres querían que hiciera.
Después de viajar durante días, no podía encontrar otro reino. No había un
solo edificio en los lugares por donde pasó. Se pensó hasta que tuviera que
regresar a su ____________ reino, pues ello estaba asustado por encontrar un
monstruo o algo así.
Para su sorpresa, así cuando yo estaba teniendo este ___________ creyó
oír un sonido ___________________. Parecía un rugido animal. Antes de que
43

pudiera empezar una fuga, un dragón _____________ apareció frente a él,


escupiendo fuego desde todos los lados. El príncipe se quedó
_______________. Su miedo era tal que se congeló contra la bestia
_______________.
En cuestión de segundos, un jinete ______________, en un caballo
____________ apareció, con una armadura toda ____________ y una lanza
_____________.
Una batalla _____________ comenzó entre el dragón y el jinete.
El príncipe se quedó ____________ con lo que vio. La habilidad del jinete era
tal que no pasó mucho para derrotar al _____________dragón.
Quería saber la cara de __________________ jinete y lo que no fue su
sorpresa cuando vio el más joven princesa __________ de su vida bajo ese
casco.
La princesa ____________ le dijo que ningún hombre quería casarse con
ella, por ser tan _____________ y sus padres le habían enviado al mundo para
encontrar a un hombre ____________ que podría salvarla de cualquier peligro y
no tenía que _____________.
Después de tomar una __________risa, el príncipe le dijo acerca de su misión,
seguro de que había encontrado el amor de su vida.
Juntos fueron a los dos reinos y se les dijo acerca de la ____________
aventura vivida y la intención de casarse.
Después de muchas festividades, se casaron y vivieron felices para siempre,
reinando _____________ en los dos reinos vecinos.

Características da personalidad e carácter


Español Português
Buena/o Boa / Bom

Mala/o Maldosa/o

Inteligente Inteligente

Tonto Burro

Feliz Feliz

Triste Triste

Guapo/a Bonito/a

Feo/a Feio/a

Joven Jovem

Viejo/a Velho/a

Tranquilo/a Calmo/a

Nervioso/a Nervoso/a

Elegante Elegante

Simpático/a Simpático/a

Antipático/a Antipático/a
44

Sencillo/a Simples

Lujoso/a Luxuoso/a

Tacaño/a Egoísta, mão de vaca, pão duro

Listo/a Experto/a

Borracho/a-Ebrio Bêbado /a

ñoño/a Bobô/a

Contento/a Contente / Feliz

Mentiroso/a Mentiroso/a
45

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR


CAMPUS DE UNIÃO DA VITÓRIA

Plan de Clase 6 e 7

Identificación:

Alumnas: Patrícia Amaral e Claudinéia Wawrzyniak


Escuela: Colégio Estadual Doutor Lauro Muller
Profesor supervisor: Maria Ivete
Serie: 1º año CELEM
Período: Vespertino
Año: 2016

Objetivos:
 Reconocer las partes del cuerpo humano;
 Describir las características físicas de una persona;
 Entender el cuerpo humano como un todo integrado;

Contenido:
 Texto;
 Crucigrama;
 Enlaces relacionados;
 Lectura e escrita;
 Análisis de imagen;

Metodología:

 Saludar a los estudiantes y comenzar la clase.


 Para el comienzo de la tercera clase utilizar el tema "El Cuerpo humano."
Comenzar la lección leyendo el poema "Me dibujo - María R. Negrín" y luego
distribuir entre los estudiantes 21 palabras de las partes del cuerpo y llevar a cabo
con un retroproyector una imagen en la pared de un cuerpo con flechas en
46

diferentes partes para que se pegue sus palabras las flechas que creen que son las
más adecuadas. Fijar con los estudiantes si las palabras están en su lugar correcto.
 Después, ofrecer un diseño de un esquema corporal con sus nombres así
como los órganos internos del cuerpo para que se peguen en sus cuadernos.
Realizar la actividad de un crucigrama del cuerpo humano. Corregir con los
estudiantes. Si el tiempo lo permite utilizar una actividad en la que los estudiantes
deben enlazar los nombres de las partes del cuerpo a sus imágenes;

Recursos:

 Proyector de imágenes;
 Pen drive;
 Copias de las actividades;
 Ordenador;

Evaluación:
La evaluación deberá ser continua y cumulativa en relación al envolvimiento y desarrollo
de la clase, bien como la participación y desempeño en la preguntas y actividades
propuestas.

Referencias:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Brasília: MEC/SEF,
1998.
Leyendo leyendo, disfruto y aprendo. Disponível em:
https://carmenelenamedina.wordpress.com/poesias-rondas-caligramas-acrosticos/.
Acesso em: 06 de agosto de 2016.
MARTIN, Ivan Rodrigues. Espanhol série Brasil. São Paulo: Ática, 2004.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da educação
básica. Língua Estrangeira Moderna. Curitiba: SEED-PR, 2008. Disponível em:
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_lem.pdf. Acesso
em: 03 de agosto de 2016.
ROMANOS, Henrique. Nuevo expansión: volume único / Henrique Romanos, Jacira
Paes de Carvalho. – 1 ed.- São Paulo: FTD, 2010.
47

SOUSA, Roberta de. Partes do corpo humano. Disponível em:


http://www.infoescola.com/espanhol/partes-do-corpo-humano/. Acesso em: 03 de agosto
de 2016.

ADJUNTOS
48

1. MANO
2. HOMBRO
3. FRENTE
4. CUELLO
5. UÑAS
6. DEDO
7. PUÑO
8. CODO
9. PECHO
10. VIENTRE
11. MUSLO
12. RODILLA
13. PIERNA
14. DEDO DEL PIE
15. PANTORRILLA
16. TOBILLO
17. PIE
18. NALGA
19. COLUMMA VERTEBRAL
20. BRAZO
21. ANTEBRAZO
49
50

HORIZONTAL
2. Está en la cara y sirve para respirar.
5. Tenemos dos que van de los hombros a las manos.
6. Tenemos diez en las manos y diez en los pies.
8. Con ella hablamos y comemos.
9. Están en la cara, son rojos y sirven para besar.
12. Son peludas y están encima de los ojos.
13. La tenemos detrás.
14. Tenemos dos que llegan hasta los pies.
15. Nos aguanta la cabeza.
16. Las necesitamos para oír y escuchar.
17. Con ellos podemos caminar y correr.
VERTICAL
1. Tiene un ombligo en el medio y si comes se pone muy gorda.
3. Debajo está el corazón y los pulmones.
4. De ellos te puedes colgar un bolso o una bolsa y entre ellos está el cuello.
7. Es la parte de delante de la cabeza, con los ojos, la nariz y la boca.
10. Están en la mitad de las piernas, así las podemos doblar.
11. Tienen diez dedos cada una y tenemos dos, una al final de cada brazo.
12. Sirve para ponerse el cinturón alrededor de la barriga.
16. Con ellos lo puedes ver todo. Algunas personas los tienen marrones, otras
verdes, otras azules y otras negros.
51
52

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ - UNESPAR


CAMPUS DE UNIÃO DA VITÓRIA

Plan de Clase 8, 9 e 10

Identificación:

Alumnas: Patrícia Amaral e Claudinéia Wawrzyniak


Escuela: Colegio Estadual Doutor Lauro Muller
Profesor supervisor: Maria Ivete
Serie: 1º año CELEM
Período: Vespertino
Año: 2016

Objetivos:
 Promover la socialización de los alumnos y profesores a través de una dinámica;
 Conocer e identificar los nombres de las prendas de vestir;

Contenido:
 Presentaciones y datos personales;
 Texto;
 Sopa de letras;
 Lectura e escrita;

Metodología:
 Presentaciones.
 Contextualizar el trabajo que se va a desarrollar durante las clases,
haciendo espacio para preguntas que surgirán en el curso de la explicación y
comprobar los conocimientos previos de los estudiantes a partir de una actividad
de lectura.
 Comenzar la primera clase con la lectura del texto “Quién está en la fiesta”.
Después, pedirles para encontrar algunas palabras y distribuir dentro de las
columnas como: ropa, colores, estados de ánimo, los tipos físicos y materiales de
la ropa.
 Después de la lectura, el desarrollo de las actividades va a ser con el uso
del diccionario, donde los alumnos deben conectar la imagen de la ropa a sus
nombres. Proporcionar también una tabla con las principales piezas de ropa en
español y portugués para pegarse en sus cuadernos. Si con el tiempo mantenga
una sopa de letras de la actividad en la ropa;
Recursos:

 Proyector de imágenes;
 Pen drive;
53

 Copias de las actividades;


 Ordenador;

Evaluación:
La evaluación deberá ser continua y cumulativa en relación al envolvimiento y desarrollo
de la clase, bien como la participación y desempeño en la preguntas y actividades
propuestas.

Referencias:
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais:
terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Brasília: MEC/SEF,
1998.
Bakker idiomas. Vestuário em espanhol. Disponível em: http://bakker-
idiomas.blogspot.com.br/2013/09/vestuario-em-espanhol.html. Acesso em: 03 de agosto
de 2016.
Leyendo leyendo, disfruto y aprendo. Disponível em:
https://carmenelenamedina.wordpress.com/poesias-rondas-caligramas-acrosticos/.
Acesso em: 06 de agosto de 2016.
MARTIN, Ivan Rodrigues. Espanhol série Brasil. São Paulo: Ática, 2004.
PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação. Diretrizes curriculares da educação
básica. Língua Estrangeira Moderna. Curitiba: SEED-PR, 2008. Disponível em:
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_lem.pdf. Acesso
em: 03 de agosto de 2016.
ROMANOS, Henrique. Nuevo expansión: volume único / Henrique Romanos, Jacira
Paes de Carvalho. – 1 ed.- São Paulo: FTD, 2010.
Só Espanhol. Ropas e tejidos. Disponível em:
http://www.soespanhol.com.br/conteudo/voc17_ROUPAS_E_TECIDOS.php. Acesso
em: 03 de agosto de 2016.

_________________________________
Profº. Supervisor

_____________________________
Profº. Met. Estágio Supervisionado
54

ADJUNTOS
55
56

Español Português
La camisa Camisa

La camiseta Camiseta

La blusa Blusa

La chaqueta (de cuero) Jaqueta (de couro)

El chaleco Colete

El chandal / el abrigo Agasalho

El vestido Vestido

La combinación Vestido

Los pantalones Calças


El short Short
Las ropas interior Roupas de baixo

El cinturón Cinta

La gorra Boné

El sombrero Chapéu

El casco Capacete

El gorro Gorro

Los calcetines Meias

La corbata Gravata

La ropa deportiva Roupa esportiva

El bikini Biquíni

El bañador Maiô

El sostén Sutiã

Las bragas Calcinha

Los calzoncillos Cuecas

El zapato Sapato

Las sandalias Sandalias

Las botas Botas

La zapatilla Tênis

Los chanclas Chinelas

Los pendientes Brincos

El anillo Anel

La bufanda Cachecol

El bolso Bolsa

La pulsera Pulseira

Las gafas de sol Óculos de sol

Los guantes Luvas


57

TEJIDOS (TECIDOS)

de algodão de algodón
de bolinhas a lunares
de camurça de gamuza
de couro de cuero
de flanela de franela
de lã de lana
de linho de lino
de veludo de terciopelo
estampado estampado
listrado a rayas
xadrez a cuadros / escocesa
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