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PROVA DE LÍNGUA PORTUGUESA – 5º ANO – E.F.

Aluno(a):
Nº: Turma: Data:
Professor(a):
VALOR: NOTA:

10,0

“O MEU AMOR É O MEU PESO. PARA QUALQUER PARTE QUE EU VÁ, É ELE QUEM ME LEVA.”
Sto. Agostinho
Instruções:
Querido (a) aluno (a):
 Preencha o cabeçalho de modo completo.
 Leia a prova com bastante atenção, garantindo a compreensão.
 Preste atenção nos enunciados das questões.
 Elabore respostas completas e bem estruturadas.
 Compare pergunta e resposta e verifique se há coerência entre elas.
 Confira a grafia, a legibilidade das palavras e o uso da pontuação adequada.
 Faça a revisão de sua prova, antes de entregá-la.
 Marque, com lápis de cor, apenas uma alternativa nas questões de múltipla escolha.
IMPORTANTE:
As questões abertas ou fechadas com rasuras não serão revisadas.
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Gravata com G

O que o Gilson me pediu que trouxesse de Nova York era realmente uma coisa à toa: uma
gravata.

Só que não se tratava de uma gravata qualquer: era um modelo com uma letrinha bordada.
No caso um G, é lógico. Tinha visto um anúncio na revista, e como eu caí na asneira de contar
para ele que ia a Nova York, me passou o recorte: podia ser de qualquer cor, contando que
tivesse a inicial dele. Era um voo especial, íamos ficar só de sábado a terça-feira.

Sábado não deu tempo de pensar em gravata nem em coisa nenhuma, chegamos muito
cansados. No domingo, passeando pelo centro da cidade, bem que eu vi a tal gravata em mais
de uma vitrine, aqui e ali, em diversas cores, e com letras, o alfabeto inteiro, era coisa barata,
apenas um dólar. Só que domingo o comércio estava fechado.

Na segunda-feira houve um almoço que se prolongou pela tarde inteira. Depois um


coquetel que entrou pela noite. Quando dei por mim já era terça de manhã, eu numa ressaca
dos diabos, hora do embarque, o ônibus à espera na porta do hotel para nos levar ao
aeroporto. Só então me lembrei: a gravata.

O ônibus não podia esperar. Eu disse para o pessoal: vocês vão indo que eu vou de táxi. E
saí à procura de uma loja ali por perto do próprio hotel, onde tinha visto a gravata.

Não encontrei. Estiquei a caminhada pela rua abaixo, um, dois, três quarteirões, e nada.
Voltei ao hotel, meio aflito, apanhei a mala, tomei um táxi, mandei que tocasse para a
Broadway. Ali, não tinha dúvida, vira o raio da gravata em várias lojas. A cada uma que

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passava eu dizia ao motorista que parasse e olhava da janela mesmo: havia tudo quanto era
tipo de gravata nas vitrines, menos a que eu procurava.

A certa altura tive a impressão de que naquela loja havia uma, resolvi conferir. O motorista
se recusou a esperar, era proibido estacionar ali. Prometi
pagar a corrida em dobro, e saltei correndo. Não fosse eu
perder o avião por causa daquela maldita gravata.

Encontrei. Logo na entrada da loja, e com várias letras,


inclusive G. De diversas cores, à minha escolha. Mas o
vendedor me atendia com insuportável lentidão, eu não
podia mais de ansiedade, estava em cima da hora. Quando
vi que a menor nota que eu tinha era de dez dólares, para
não esperar o troco agarrei dez gravatas de várias cores
com a letra G e saí correndo com a sacola de papel.

Na rua parei estatelado: o taxi havia sumido.

Mais essa agora – com minha mala e tudo! Eu ia perder o avião.

Fui andando desorientado até a esquina, minha esperança renasceu: lá estava ele, à
minha espera na outra rua. Depressa, para o aeroporto! E respirei, aliviado: o Gilson ia ter
gravata com letra G para usar o resto da vida.

Quando cheguei ao aeroporto, foi o tempo de pagar o táxi (em dobro), e sair esbaforido
com a mala sem pensar em carregador. Entrei no avião sob o olhar de censura de todos, já
sentadinhos, de cinto colocado, prontos para levantar voo.

– Pelo menos espero que você tenha encontrado a tal gravata – comentou o que estava a
meu lado.

– Encontrei – respondi, triunfante.

Depois de me ajeitar na poltrona, procurei a sacola das gravatas para mostrá-las. Haviam
ficado no táxi.

SABINO, Fernando. Cara ou coroa? - Antologia. Editora Ática, São Paulo, 2001 (adaptado)

Glossário:

Ressaca: mal-estar que consiste em dor de cabeça, dor nos olhos e náusea.

Esbaforido: ofegante, cansado, afobado.

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1-Qual é o tema do texto?

A) Um turista em um conturbado voo de avião para Nova York.

B) As dificuldades de se comprar uma gravata durante viagem.

C) A confusão entre passageiro e taxista em uma corrida inusitada.

D) A escolha da gravata perfeita para o casamento do melhor amigo.

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2- Identifique o conflito no texto.

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3- Leia: “(...) eu caí na asneira de contar para ele que ia a Nova York (...)”

A expressão em destaque indica que o narrador estava

A) insatisfeito com a viagem.

B) arrependido de contar que viajaria.

C) ansioso para entregar a Gilson o produto.

D) desapontado por ter esquecido de comprar a gravata.

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4- Leia a frase e depois classifique a palavra destacada.

“O motorista se recusou a esperar, era proibido estacionar ali.”

A palavra destacada indica a ideia de: ____________________________________________ .

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Estiquei a caminhada pela rua abaixo, um, dois, três quarteirões, e nada.
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5- Explique o significado da expressão em destaque no contexto:

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A espada

Uma família de classe média alta. Pai, mulher,


um filho de sete anos. É a noite do dia em que o filho fez sete anos. A mãe recolhe os detritos
da festa. O pai ajuda o filho a guardar os presentes que ganhou dos amigos. Nota que o filho
está quieto e sério, mas pensa: “É o cansaço.” Afinal ele passou o dia correndo de um lado
para o outro, comendo cachorro-quente e sorvete, brincando com os convidados por dentro e
por fora da casa. Tem que estar cansado.

– Quanto presente, hein, filho?

– É.

– E esta espada. Mas que beleza. Esta eu não tinha visto.

– Pai…

– E como pesa! Parece uma espada de verdade. É de metal mesmo. Quem foi que deu?

– Era sobre isso que eu queria falar com você.

O pai estranha a seriedade do filho. Nunca o viu assim. Nunca viu nenhum garoto de sete
anos sério assim. Solene assim. Coisa estranha…

O filho tira a espada da mão do pai. Diz:

– Pai, eu sou Thunder Boy.

– Thunder Boy?

– Garoto Trovão.

– Muito bem, meu filho. Agora vamos pra cama.

– Espere. Esta espada. Estava escrito. Eu a receberia quando fizesse sete anos.

O pai se controla para não rir. Pelo menos a leitura de história em quadrinhos está
ajudando a gramática do guri. “Eu a receberia…” O guri continua.

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– Hoje ela veio. É um sinal. Devo assumir meu destino. A espada passa a um novo
Thunder Boy a cada geração. Tem sido assim desde que ela caiu do céu, no vale sagrado de
Bem Tael, há sete mil anos, e foi empunhado por Ramil, o primeiro Garoto Trovão.

O pai está impressionado. Não reconhece a voz do filho. E a gravidade do seu


olhar. Está decidido. Vai cortar as histórias em quadrinhos por uns tempos.

– Certo, filho. Mas agora vamos…

– Vou ter que sair de casa. Quero que você explique à mamãe. Vai ser duro para ela. Conto
com você para apoiá-la. Diga que estava escrito. Era meu destino.

– Nós nunca mais vamos ver você? – pergunta o pai, resolvendo entrar no jogo do filho
enquanto o encaminha, sutilmente, para a cama.

– Claro que sim. A espada do Thunder Boy está a serviço do bem e da justiça. Enquanto
vocês forem pessoas boas e justas poderão contar com a minha ajuda.

– Ainda bem. – diz o pai.

E não diz mais nada. Porque vê o filho dirigir-se para a janela do seu
quarto, e erguer a espada como uma cruz, e gritar para os céus “Ramil!”. E ouve um trovão
que faz estremecer a casa. E vê a espada iluminar-se e ficar azul. E o seu filho também.

O pai encontra a mulher na sala. Ela diz:

– Viu só? Trovoada. Vá entender este tempo.

– Quem foi que deu a espada para ele?

– Não foi você? Pensei que tinha sido você.

– Tenho uma coisa pra te contar.

– O que é?

– Senta primeiro.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. “Comédias para se ler na escola”. Editora Objetiva, 2001.

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6- Qual a finalidade do texto?

A) Promover o hábito de leitura de gibis.

B) Alertar crianças sobre o uso de brinquedos perigosos.

C) Proporcionar entretenimento no leitor através do humor.

D) Argumentar sobre a influência das histórias no imaginário infantil.

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7 Leia a frase retirada do texto:

“ – Pai…”

As reticências nesta frase foram usadas com a intenção de

A) indicar a hesitação do garoto ao contar para o pai sua verdadeira identidade.

B) mostrar a interrupção do pensamento do menino enquanto conversava com o pai.

C) transmitir a emoção do pai que estava curioso pelo filho ter recebido uma espada.

D) apontar a retirada de um trecho do texto, impedindo sua compreensão adequada.

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8- Explique por que o pai pediu que a mãe se sentasse antes de dizer quem havia dado a
espada de presente para seu filho.

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Leia a tirinha.

9- Explique a ironia presente na tirinha.

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Observe a charge.

https://centraldefavoritos.wordpress.com/2016/03/06/reconstrucao-de-informacoes-do-texto-identificacao-de-
informacoes-implicitas/

10- O elemento que torna evidente a desconfiança do eleitor em relação à honestidade do


politico é

A) a afirmativa do candidato.

B) a postura corporal do político.

C) o número reduzido de ouvintes.

C) a pergunta da pessoa que o assiste.

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11- Identifique o assunto presente na charge.

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