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PM-BA

Polícia Militar da Bahia

Soldado da Polícia Militar da Bahia


Edital de Abertura de Inscrições – SAEB – 01/2017, de 09 de Maio de 2017
MA040-2017
DADOS DA OBRA

Título da obra: Polícia Militar da Bahia - PM-BA

Cargo: Soldado da Polícia Militar da Bahia

(Baseado no Edital de Abertura de Inscrições – SAEB – 01/2017, de 09 de Maio de 2017)

• Língua Portuguesa
• Matemática/Raciocínio Lógico
• História do Brasil
• Geografia do Brasil
• Atualidades
• Noções de Direito Constitucional
• Noções de Direitos Humanos
• Noções de Direito Administrativo
• Noções de Direito Penal
• Noções de Igualdade Racial e de Gênero
• Noções de Direito Penal Militar

Autoras:
Jaqueline Lima
Bruna Pinotti Garcia Oliveira
Greice Sarquis

Gestão de Conteúdos
Emanuela Amaral de Souza

Produção Editorial/Revisão
Elaine Cristina
Igor de Oliveira
Suelen Domenica Pereira

Capa
Rosa Thaina dos Santos

Editoração Eletrônica
Marlene Moreno

Gerente de Projetos
Bruno Fernandes
APRESENTAÇÃO

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SUMÁRIO

Língua Portuguesa

1.Ortografia oficial.................................................................................................................................................................................................... 01
2. Acentuação gráfica.............................................................................................................................................................................................. 05
3. Flexão nominal e verbal. .................................................................................................................................................................................. 09
4. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação................................................................................................................... 11
5. Emprego de tempos e modos verbais. ...................................................................................................................................................... 19
6. Vozes do verbo..................................................................................................................................................................................................... 19
7. Concordância nominal e verbal. ................................................................................................................................................................... 33
8. Regência nominal e verbal. ............................................................................................................................................................................. 38
9. Ocorrência de crase. .......................................................................................................................................................................................... 45
10. Pontuação. .......................................................................................................................................................................................................... 50
11. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas)..................................................................................... 53
12. Intelecção de texto. Redação oficial........................................................................................................................................................... 72

Matemática/Raciocínio Lógico

1.Resolução de problemas envolvendo frações, conjuntos, porcentagens, sequências (com números, com figuras, de
palavras). ..................................................................................................................................................................................................................... 01
2. Raciocínio lógico‐matemático: proposições, conectivos, equivalência e implicação lógica, argumentos válidos........ 38

História do Brasil

1. A sociedade colonial: economia, cultura, trabalho escravo, os bandeirantes e os jesuítas............................. 01


2. A independência e o nascimento do Estado Brasileiro............................................................................................. 06
3. A organização do Estado Monárquico.......................................................................................................................... 13
4. A vida intelectual, política e artística do século XIX................................................................................................. 17
5. A organização política e econômica do Estado Republicano................................................................................. 21
6. A Primeira Guerra Mundial e seus efeitos no Brasil.. . ............................................................................................... 24
7. A Revolução de 1930........................................................................................................................................................ 25
8. O Período Vargas.. . ............................................................................................................................................................ 27
9. A Segunda Guerra Mundial e seus efeitos no Brasil................................................................................................. 31
10. Os governos democráticos, os governos militares e a Nova República............................................................. 34
11. A cultura do Brasil Republicano: arte e literatura................................................................................................... 38
12. História da Bahia.............................................................................................................................................................. 39
12.1. Independência da Bahia........................................................................................................................................ 42
12.2. Revolta de Canudos................................................................................................................................................ 44
12.3. Revolta dos Malés.................................................................................................................................................... 46
12.4. Conjuração Baiana. Sabinada................................................................................................................................ 50

Geografia do Brasil

1. Organização político-administrativa do Brasil: divisão política e regional................................................................................... 01


2. Relevo, clima, vegetação: hidrografia e fusos horários. ....................................................................................................................... 05
3. Aspectos humanos: formação étnica, crescimento demográfico..................................................................................................... 09
4. Aspectos econômicos: agricultura, pecuária, extrativismo vegetal e mineral, atividades industriais e transportes...........18
5. A questão ambiental degradação e políticas de meio ambiente. ................................................................................................... 41
6. Geografia da Bahia: aspectos políticos, físicos, econômicos, sociais e culturais......................................................................... 51

Atualidades

Domínio de assuntos relevantes e atuais (nacionais e internacionais) divulgados pelos principais meios de
comunicação............................................................................................................................................................................................................ 01
SUMÁRIO

Noções de Igualdade Racial e de Gênero


1. Constituição da República Federativa do Brasil (art. 1°, 3°, 4° e 5°)................................................................................................. 01
2. Constituição do Estado da Bahia, (Cap. XXIII “Do Negro”).................................................................................................................. 03
3. Lei federal n° 12.288, de 20 de julho de 2010 (Estatuto da Igualdade Racial)............................................................................. 03
4. Lei federal nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor) e Lei
federal n° 9.459, de 13 de maio de 1997 (Tipificação dos crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor)............ 11
5. Decreto federal n° 65.810, de 08 de dezembro de 1969 (Convenção internacional sobre a eliminação de todas as
formas de discriminação racial).......................................................................................................................................................................... 15
6. Decreto federal n° 4.377, de 13 de setembro de 2002 (Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discrimi-
nação contra a mulher).......................................................................................................................................................................................... 20
7. Lei federal nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha).............................................................................................. 27
8. Código Penal Brasileiro (art. 140).................................................................................................................................................................. 35
9. Lei federal n° 9.455, de 7 de abril de 1997 (Crime de Tortura).......................................................................................................... 36
10. Lei federal n° 2.889, de 1º de outubro de 1956 (Define e pune o Crime de Genocídio)...................................................... 38
11. Lei federal nº 7.437, de 20 de dezembro de 1985 (Lei Caó)............................................................................................................. 39
12. Lei estadual n° 10.549, de 28 de dezembro de 2006 (Secretaria de Promoção da Igualdade Racial); alterada pela Lei
estadual n° 12.212, de 04 de maio de 2011................................................................................................................................................... 40
13. Lei federal nº 10.678, de 23 de maio de 2003, com as alterações da Lei federal nº 13.341, de 29 de setembro de 2016
(Referente à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República)................................... 12

Noções de Direito Penal Militar


1. Dos crimes contra a autoridade ou disciplina militar: Motim. Revolta. Conspiração. Aliciação para motim ou revolta.
Da violência contra superior ou militar de serviço: Violência contra superior................................................................................. 01
Violência contra militar de serviço. Desrespeito a superior..................................................................................................................... 01
Recusa de obediência. Oposição à ordem de sentinela. Reunião ilícita. Publicação ou crítica indevida. Resistência me-
diante ameaça ou violência. ................................................................................................................................................................................ 02
2. Dos crimes contra o serviço militar e o dever militar: Deserção. Abandono de posto. Descumprimento de missão.
Embriaguez em serviço. Dormir em serviço................................................................................................................................................... 02
3. Dos crimes contra a Administração Militar: Desacato a Superior. Desacato a militar. Desobediência. Peculato. Pecu-
lato-furto. Concussão. Corrupção ativa. Corrupção passiva. Falsificação de documento. Falsidade ideológica. Uso de
documento falso....................................................................................................................................................................................................... 03
4. Dos crimes contra o dever funcional: Prevaricação................................................................................................................................ 05

Noções de Direitos Humanos


1. Precedentes históricos, Direito Humanitário, Liga das Nações e Organização Internacional do Trabalho (OIT)........... 01
2. A Declaração Universal dos Direitos Humanos/1948............................................................................................................................ 10
3. Convenção Americana sobre Direitos Humanos/1969 (Pacto de São José da Costa Rica) (arts. 1° ao 32)..................... 18
4. Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (arts. 1° ao 15)..................................................................... 27
5. Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos/1966 (arts. 1° ao 271)....................................................................................... 30

Noções de Direito Constitucional


1. Constituição da República Federativa do Brasil: Poder Constituinte.............................................................................................. .01
2. Dos princípios fundamentais........................................................................................................................................................................... 03
3. Dos direitos e garantias fundamentais........................................................................................................................................................ 08
3.1. Dos direitos e deveres individuais e coletivos...................................................................................................................................... 09
3.2. Da nacionalidade.............................................................................................................................................................................................. 25
3.3. Dos direitos políticos...................................................................................................................................................................................... 30
4. Da organização do Estado............................................................................................................................................................................... 35
4.1. Da organização político-administrativa............................................................................................................................................. 35
4.2. Da União......................................................................................................................................................................................................... 36
4.3. Dos Estados federados............................................................................................................................................................................. 40
SUMÁRIO

4.4. Do Distrito Federal e dos Territórios................................................................................................................................................... 41


4.5. Da administração pública........................................................................................................................................................................ 41
4.5.1. Disposições gerais................................................................................................................................................................................... 41
4.5.2. Dos servidores públicos........................................................................................................................................................................ 52
4.5.3. Dos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.......................................................................................... 55
5. Da segurança pública......................................................................................................................................................................................... 55
6. Constituição do Estado da Bahia................................................................................................................................................................... 56
6.1. Dos Servidores Públicos Militares....................................................................................................................................................... 56
6.2. Da Organização dos Poderes................................................................................................................................................................. 57
6.2.1. Do Poder Legislativo. Da Assembléia Legislativa. Das Competências da Assembléia Legislativa........................... 57
6.2.2. Do Poder Executivo. Das Disposições Gerais. Das Atribuições do Governador do Estado........................................ 59
6.2.3. Do Poder Judiciário. Das Disposições Gerais. Da Justiça Militar........................................................................................... 60
6.2.4. Do Ministério Público............................................................................................................................................................................ 63
6.2.5. As Procuradorias...................................................................................................................................................................................... 65
6.2.6. Da Defensoria Pública........................................................................................................................................................................... 65
6.2.7. Da Segurança Pública............................................................................................................................................................................ 66

Noções de Direito Administrativo


1. Administração pública: conceito e princípios........................................................................................................................................... 01
2. Poderes administrativos.................................................................................................................................................................................... 06
3. Atos administrativos........................................................................................................................................................................................... 10
3.1. Conceito......................................................................................................................................................................................................... 10
3.2. Atributos......................................................................................................................................................................................................... 10
3.3. Requisitos....................................................................................................................................................................................................... 10
3.4. Classificação.................................................................................................................................................................................................. 10
3.5. Extinção........................................................................................................................................................................................................... 10
4. Organização administrativa............................................................................................................................................................................. 15
4.1. Órgãos públicos: conceito e classificação......................................................................................................................................... 15
4.2. Entidades administrativas: conceito e espécies. Agentes públicos: espécies...................................................................... 16
5. Regime jurídico do militar estadual: Estatuto dos Policiais Militares do Estado da Bahia (Lei estadual nº 7.990, de 27
de dezembro de 2001)........................................................................................................................................................................................... 22
6. Lei estadual nº 13.201, de 09 de dezembro de 2014 (Reorganização a Polícia Militar da Bahia)........................................ 52

Noções de Direito Penal


1. Da aplicação da lei penal. ................................................................................................................................................................................ 01
1.1. Lei penal no tempo. .................................................................................................................................................................................. 01
1.2. Lei penal no espaço. ................................................................................................................................................................................. 01
2. Do crime. ................................................................................................................................................................................................................ 06
2.1. Elementos. .................................................................................................................................................................................................... 06
2.2. Consumação e tentativa........................................................................................................................................................................... 06
2.3. Desistência voluntária e arrependimento eficaz. .......................................................................................................................... 06
2.4. Arrependimento posterior. .................................................................................................................................................................... 06
2.5. Crime impossível. ....................................................................................................................................................................................... 06
2.6. Causas de exclusão de ilicitude e culpabilidade. .......................................................................................................................... 06
3. Contravenção. ...................................................................................................................................................................................................... 13
4. Imputabilidade penal. ....................................................................................................................................................................................... 13
5. Dos crimes contra a vida (homicídio, lesão corporal e rixa). ............................................................................................................. 15
6. Dos crimes contra a liberdade pessoal (ameaça, sequestro e cárcere privado). ....................................................................... 19
7. Dos crimes contra o patrimônio (furto, roubo, extorsão, apropriação indébita, estelionato e outras fraudes e recepta-
ção)................................................................................................................................................................................................................................ 20
8. Dos crimes contra a dignidade sexual ....................................................................................................................................................... 34
9. Dos crimes contra a paz pública (quadrilha ou bando). ..................................................................................................................... 36
10. Legislação esparsa: Lei federal n° 9.455, de 07 de abril de 1997 (Crimes de tortura)........................................................... ,38
LÍNGUA PORTUGUESA

1.Ortografia oficial.................................................................................................................................................................................................... 01
2. Acentuação gráfica.............................................................................................................................................................................................. 05
3. Flexão nominal e verbal. .................................................................................................................................................................................. 09
4. Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação................................................................................................................... 11
5. Emprego de tempos e modos verbais. ...................................................................................................................................................... 19
6. Vozes do verbo..................................................................................................................................................................................................... 19
7. Concordância nominal e verbal. ................................................................................................................................................................... 33
8. Regência nominal e verbal. ............................................................................................................................................................................ 38
9. Ocorrência de crase. .......................................................................................................................................................................................... 45
10. Pontuação. .......................................................................................................................................................................................................... 50
11. Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas)..................................................................................... 53
12. Intelecção de texto. Redação oficial........................................................................................................................................................... 72
LÍNGUA PORTUGUESA

O fonema z:
Escreve-se com S e não com Z:
1.ORTOGRAFIA OFICIAL.
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
A ortografia é a parte da língua responsável pela gra- *os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
fia correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão tamorfose.
culto da língua. *as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
As palavras podem apresentar igualdade total ou par- quiseste.
cial no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo ten- *nomes derivados de verbos com radicais terminados
do significados diferentes. Essas palavras são chamadas em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
de homônimas (canto, do grego, significa ângulo / canto, empresa / difundir - difusão
do latim, significa música vocal). As palavras homônimas *os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
dividem-se em homógrafas, quando têm a mesma grafia
*após ditongos: coisa, pausa, pouso
(gosto, substantivo e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina
gostar) e homófonas, quando têm o mesmo som (paço, pa- com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
lácio ou passo, movimento durante o andar).
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem- Escreve-se com Z e não com S:
se observar as seguintes regras: *os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
tivo: macio - maciez / rico - riqueza
O fonema s: *os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con-
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substan- cretizar
tivadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, *como consoante de ligação se o radical não terminar
corr e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão / com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
ascender - ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão inho - lapisinho
/ submergir - submersão / divertir - diversão / impelir - im-
pulsivo / compelir - compulsório / repelir - repulsa / recorrer O fonema j:
- recurso / discorrer - discurso / sentir - sensível / consentir Escreve-se com G e não com J:
- consensual *as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
gesso.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes deri-
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
vados dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced,
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
prim ou com verbos terminados por tir ou meter: agredir Observação: Exceção: pajem
- agressivo / imprimir - impressão / admitir - admissão / *as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
ceder - cessão / exceder - excesso / percutir - percussão / litígio, relógio, refúgio.
regredir - regressão / oprimir - opressão / comprometer - *os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
compromisso / submeter - submissão *depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com gir.
a palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimé- *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
trico / re + surgir - ressurgir nado com j: ágil, agente.
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exem-
plos: ficasse, falasse Escreve-se com J e não com G:
*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos *as palavras de origem árabe, africana ou exótica: ji-
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar boia, manjerona.
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó, *as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
Juçara, caçula, cachaça, cacique
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu, O fonema ch:
Escreve-se com X e não com CH:
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço,
*as palavras de origem tupi, africana ou exótica: aba-
esperança, carapuça, dentuço
caxi, muxoxo, xucro.
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção / *as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J):
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção xampu, lagartixa.
*após ditongos: foice, coice, traição *depois de ditongo: frouxo, feixe.
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r): *depois de “en”: enxurrada, enxoval.
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção Observação: Exceção: quando a palavra de origem
não derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)

1
LÍNGUA PORTUGUESA

Escreve-se com CH e não com X: 04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -


*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na se-
chassi, mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha. guinte frase:
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
As letras e e i: boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
*os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. geiros nos aeroportos.
Com “i”, só o ditongo interno cãibra. (B) Comete muitos deslises, talvez por sua espontanei-
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são dade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de
escritos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os pessoa cortês.
verbos com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui. (C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do só-
- atenção para as palavras que mudam de sentido cio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do
quando substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (super- pátio.
fície), ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / (D) Não sei se isso influe, mas a persistência dessa má-
emergir (vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, goa pode estar sendo o grande impecilho na superação
que anda a pé), pião (brinquedo).
dessa sua crise.
(E) O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta
Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portu-
quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na conces-
gues/ortografia
são de privilégios ilegítimos.
Questões sobre Ortografia
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente
01. (TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre escrita?
as frases que seguem, a única correta é: A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
a) Ele se esqueceu de que? pansa.
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui B) O mendigo não depositou na caderneta de poupança.
-lo entre os presentes. C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupanssa.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas crí- D) O mendingo não depozitou na carderneta de poupansa.
ticas.
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações 06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
dos funcionários. NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas
e) Não sei por que ele mereceria minha consideração. ela cresceu ... – está corretamente reescrito no plural, com o
verbo no tempo futuro.
02. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alter- (A) Mas elas cresceram...
nativa cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo (B) Mas elas cresciam...
com a norma- -padrão. (C) Mas elas cresçam...
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. (D) Mas elas crescem...
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis. (E) Mas elas crescerão...
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos. 07. (MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos! FUJB/2011) Assinale a alternativa em que a frase NÃO con-
traria a norma culta:
03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). A) Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios,
Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para infor-
por isso posso me queixar com razão.
mar os usuários sobre o festival Sounderground.
B) Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
passarmos os infortúnios da vida.
Prezado Usuário
C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
________ de oferecer lazer e cultura aos passageiros do
metrô, ________ desta segunda-feira (25/02), ________ 17h30, que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa
começa o Sounderground, festival internacional que prestigia vida.
os músicos que tocam em estações do metrô. D) É difícil entender o por quê de tanto sofrimento,
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen- principalmente daqueles que procuram viver com dignida-
tarão e divirta-se! de e simplicidade.
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se E) As dificuldades por que passamos certamente nos
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
expressões
A) A fim ...a partir ... as GABARITO
B) A fim ...à partir ... às
C) A fim ...a partir ... às 01.E 02. D 03. C
D) Afim ...a partir ... às 04. A 05. B 06. E 07. E
E) Afim ...à partir ... as

2
LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 7-) Fiz as correções entre parênteses:


A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor-
1-) túnios, por isso posso me queixar com razão.
(A) Ele se esqueceu de que? = quê? B) Sempre houveram (houve) várias formas eficazes
(B) Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para para ultrapassarmos os infortúnios da vida.
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes. C) Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
(C) Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex- que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte
cessivos nas críticas. de nossa vida.
(D) O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi- D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so-
cações dos funcionários. frimento, principalmente daqueles que procuram viver com
(E) Não sei por que ele mereceria minha consideração. dignidade e simplicidade.
E) As dificuldades por que (= pelas quais; correto) pas-
2-) samos certamente nos fazem mais fortes e preparados
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. = ta- para os infortúnios da vida.
beliães
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
= cidadãos HÍFEN
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
cal. = certidões O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos = de- para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
graus ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe-
receram-me; vê-lo-ei).
3-) Prezado Usuário Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me- vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
trô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).
o Sounderground, festival internacional que prestigia os mú-
Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
sicos que tocam em estações do metrô.
tográfica:
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
tarão e divirta-se!
1. Em palavras compostas por justaposição que formam
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado;
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem
antes de horas: há crase
para formam um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas,
4-) Fiz a correção entre parênteses: guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa- 2. Em palavras compostas por espécies botânicas e
geiros nos aeroportos. zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-
(B) Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua menina, erva-doce, feijão-verde.
espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque) 3. Nos compostos com elementos além, aquém, recém
sua reputação de pessoa cortês. e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
(C) Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio do, aquém- -fiar, etc.
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza
(frondosa) árvore do pátio. 4. No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe- uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
cilho) na superação dessa sua crise. de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
(E) O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção 5. Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni- Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
vente na concessão de privilégios ilegítimos. históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
sácia-Lorena, etc.
5-)
A) O mindingo não depositou na cardeneta de pou- 6. Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e su-
pansa. = mendigo/caderneta/poupança per- quando associados com outro termo que é iniciado
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans- por r: hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
sa. = mendigo/caderneta/poupança
D) O mendingo não depozitou na carderneta de pou- 7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança ex- -presidente, vice-governador, vice-prefeito.

6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas 8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
elas crescerão... pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.

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LÍNGUA PORTUGUESA

9. Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra- 02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc. do hífen:
A) Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que
10. Nas formações em que o prefixo tem como segun- faria uma superalimentação.
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele- B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano, C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
semi-hospitalar, super- -homem. D) Nossos antepassados realizaram vários anteproje-
tos.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo E) O autodidata fez uma autoanálise.
termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-on-
03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego
das, eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
do hífen, respeitando-se o novo Acordo.
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal
termos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar. do campeonato.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação D) O recém-chegado veio de além-mar.
(mudança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja E) O vice-reitor está em estado pós-operatório.
formada por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: es-
creverei anti-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. 04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
Na linha debaixo escreverei: “-inflamatório” (hífen em am- (avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
bas as linhas). hífen é obrigatório:
A) em nenhuma delas.
Não se emprega o hífen: B) na segunda palavra.
1. Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo C) na terceira palavra.
termina em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou D) em todas as palavras.
“s”. Nesse caso, passa-se a duplicar estas consoantes: an- E) na primeira e na segunda palavra.
tirreligioso, contrarregra, infrassom, microssistema, minis-
saia, microrradiografia, etc. 05.Fez um esforço __ para vencer o campeonato __.
Qual alternativa completa corretamente as lacunas?
2. Nas constituições em que o prefixo ou pseudopre-
A) sobreumano/interregional
fixo termina em vogal e o segundo termo inicia-se com
B) sobrehumano-interregional
vogal diferente: antiaéreo, extraescolar, coeducação, au- C) sobre-humano / inter-regional
toestrada, autoaprendizagem, hidroelétrico, plurianual, au- D) sobrehumano/ inter-regional
toescola, infraestrutura, etc. E) sobre-humano /interegional
3. Nas formações, em geral, que contêm os prefixos
“dês” e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desu- 06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo
mano, inábil, desabilitar, etc. sub- às palavras que aparecem nas alternativas a seguir.
4. Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
o segundo elemento começar com “o”: cooperação, coobri- A) (sub) chefe
gação, coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, B) (sub) entender
etc. C) (sub) solo
5. Em certas palavras que, com o uso, adquiriram no- D) (sub) reptício
ção de composição: pontapé, girassol, paraquedas, para- E) (sub) liminar
quedista, etc.
07.Assinale a alternativa em que todas as palavras es-
6. Em alguns compostos com o advérbio “bem”: ben- tão grafadas corretamente:
feito, benquerer, benquerido, etc. A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
Questões sobre Hífen
D) supervida, superelegante, supermoda
E) sobre-saia, mini-saia, superssaia
01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o
novo Acordo, está sendo usado corretamente: 08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor-
A) Ele fez sua auto-crítica ontem. reto.
B) Ela é muito mal-educada. A) infraestrutura / super-homem / autoeducação
C) Ele tomou um belo ponta-pé. B) bem-vindo / antessala /contra-regra
D) Fui ao super-mercado, mas não entrei. C) contramestre / infravermelho / autoescola
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões. D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói
E) extraoficial / infra-hepático /semirreta

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LÍNGUA PORTUGUESA

09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção 7-)


quanto ao emprego do hífen. A) autocrítica, contramestre, extraoficial
A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura B) infra-assinado, infravermelho, infrassom
para relacionamento extraconjugal. C) semicírculo, semi-humano, semi-internato
B) Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno. D) supervida, superelegante, supermoda = corretas
C) Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama- E) sobressaia, minissaia, supersaia
rinas. 8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra
D) O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an-
tirrábica. 9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an-
E) Era um suboficial de uma superpotência. tirrábica.

10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao 10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé.
emprego do hífen.
A) Foi iniciada a campanha pró-leite.
B) O ex-aluno fez a sua autodefesa. 2. ACENTUAÇÃO GRÁFICA.
C) O contrarregra comeu um contra-filé.
D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
E) O meia-direita deu início ao contra-ataque.
A acentuação é um dos requisitos que perfazem as re-
gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com-
GABARITO põe de algumas particularidades, às quais devemos estar
atentos, procurando estabelecer uma relação de familia-
01. B 02. B 03. A 04. E 05. C ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na
06. D 07. D 08. B 09. D 10. C linguagem escrita.
À medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
RESOLUÇÃO prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
competências, e logo nos adequamos à forma padrão.
1-)
A) autocrítica Regras básicas – Acentuação tônica
C) pontapé
D) supermercado A acentuação tônica implica na intensidade com que
E) infravermelhos são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá
de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom- As demais, como são pronunciadas com menos intensida-
brada. de, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifi-
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo. cadas como:
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
4-) última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
a) pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo- Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai
leque (doce) na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
a) Usa-se o hífen nas palavras compostas que não – passível
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
apresentam elementos de ligação.
está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
b) Usa-se o hífen nos compostos que designam espé-
pano – médico – ônibus
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos,
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação.
Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
c) Não se usa o hífen em compostos que apresentam de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
elementos de ligação. uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam- quanto à intensidade.
peonato inter-regional. Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
- Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h. ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
- Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma podemos observar no exemplo a seguir:
letra com que se inicia a outra palavra
“Sei que não vai dar em nada,
6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também Seus segredos sei de cor”.
diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender,
subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala- Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
vra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), subliminar mais, como átonos (que, em, de).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os acentos * Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma


palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i», acentuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu.
«u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras Antes Agora
representam as vogais tônicas de palavras como Amapá, assembléia assembleia
caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além idéia ideia
da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di- geléia geleia
tongos abertos) jibóia jiboia
apóia (verbo apoiar) apoia
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, paranóico paranoico
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.:
tâmara – Atlântico – pêssego – supôs Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acom-
panhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com – baú – país – Luís
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
Observação importante:
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi total- Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
mente abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:
em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: Antes Agora
mülleriano (de Müller) bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vo- Sauípe Sauipe
gais nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi
Regras fundamentais:
abolido. Ex.:
Antes Agora
Palavras oxítonas:
crêem creem
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”,
lêem leem
“o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – ci-
vôo voo
pó(s) – armazém(s)
enjôo enjoo
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, se-
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
guidos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se- que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – com- acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
pô-lo Repare:
1-) O menino crê em você
Paroxítonas: Os meninos creem em você.
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em: 2-) Elza lê bem!
- i, is : táxi – lápis – júri Todas leem bem!
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum 3-) Espero que ele dê o recado à sala.
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – Esperamos que os garotos deem o recado!
fórceps 4-) Rubens vê tudo!
- ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos Eles veem tudo!
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para
quê? Repare que essa palavra apresenta as terminações * Cuidado! Há o verbo vir:
das paroxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua Ele vem à tarde!
UM = fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memo- Eles vêm à tarde!
rização!
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quan-
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou do seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru
não de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei -im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se esti-
Regras especiais: verem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
abertos), que antes eram acentuados, perderam o acento As formas verbais que possuíam o acento tônico na
de acordo com a nova regra, mas desde que estejam em raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de
palavras paroxítonas. “e” ou “i” não serão mais acentuadas. Ex.:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Antes Depois 03. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE –


apazigúe (apaziguar) apazigue TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As pa-
averigúe (averiguar) averigue lavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de
argúi (arguir) argui acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
( ) CERTO ( ) ERRADO
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pes-
soa do plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm 04. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
(verbo vir) GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a
A regra prevalece também para os verbos conter, ob- afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação.
ter, reter, deter, abster. A) tevê – pôde – vê
ele contém – eles contêm B) únicas – histórias – saudáveis
ele obtém – eles obtêm C) indivíduo – séria – noticiários
ele retém – eles retêm D) diário – máximo – satélite
ele convém – eles convêm
05. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego
antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras se- do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.
melhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algu- (...) CERTO ( ) ERRADO
mas exceções, como:
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do 06. (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen- PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência”
do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa recebem acento gráfico com base na mesma regra de
do singular do presente do indicativo). Ex: acentuação gráfica.
(...) CERTO ( ) ERRADO
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
07. (BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CES-
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
GRANRIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mes-
preposição por.
mas regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”,
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co-
respectivamente, são
locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto:
a) trajetória, inútil, café e baú.
“pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex:
b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
Faço isso por você.
c) necessário, túnel, infindáveis e só.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
d) médio, nível, raízes e você.
e) éter, hífen, propôs e saída.
Questões sobre Acentuação Gráfica
08. (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acen-
01. (TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA – tuados graficamente de acordo com a mesma regra de
VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras acentuação gráfica os vocábulos
são acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que A) também e coincidência.
justificam, respectivamente, as acentuações de: década, B) quilômetros e tivéssemos.
relógios, suíços. C) jogá-la e incrível.
(A) flexíveis, cartório, tênis. D) Escócia e nós.
(B) inferência, provável, saída. E) correspondência e três.
(C) óbvio, após, países.
(D) islâmico, cenário, propôs. 09. (IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
(E) república, empresária, graúda. PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
02. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- (...) CERTO ( ) ERRADO
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
Assinale a alternativa com as palavras acentuadas segundo GABARITO
as regras de acentuação, respectivamente, de intercâmbio
e antropológico. 01. E 02. D 03. E 04. C 05. E
(A) Distúrbio e acórdão. 06. C 07. D 08. B 09. E
(B) Máquina e jiló.
(C) Alvará e Vândalo.
(D) Consciência e características.
(E) Órgão e órfãs.

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxíto-


na. Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepenúlti-
1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona ma sílaba é tônica, “mais forte”).
terminada em ditongo / suíços = regra do hiato RESPOSTA: “ERRADO”.
(A) flexíveis e cartório = paroxítonas terminadas em
ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida 6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; diá-
de “s”) ria = paroxítona terminada em ditongo; paciência = paro-
(B) inferência = paroxítona terminada em ditongo / xítona terminada em ditongo. Os três vocábulos são acen-
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do tuados devido à mesma regra.
hiato RESPOSTA: “CERTO”.
(C) óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após 7-) Vamos classificar as palavras do enunciado:
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato 1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo
(D) islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona 2-) razoável = paroxítona terminada em “l’
terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em 3-) países = regra do hiato
“o” + “s” 4-) será = oxítona terminada em “a”
(E) república = proparoxítona / empresária = paroxíto-
na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato a) trajetória, inútil, café e baú.
Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil =
2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, pri- paroxítona terminada em “l’; café = oxítona terminada em
meiro temos que classificar as palavras do enunciado “e”
quanto à posição de sua sílaba tônica: b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; An- Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaús-
tropológico = proparoxítona (todas são acentuadas). Ago- tre = regra do hiato; níveis = paroxítona terminada em “i +
ra, vamos à análise dos itens apresentados: s”; sofá = oxítona terminada em “a”.
(A) Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo; c) necessário, túnel, infindáveis e só.
acórdão = paroxítona terminada em “ão” Necessário = paroxítona terminada em ditongo; túnel
(B) Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada = paroxítona terminada em “l’; infindáveis = paroxítona
em “o” terminada em “i + s”; só = monossílaba terminada em “o”.
(C) Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = pro- d) médio, nível, raízes e você.
paroxítona Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível = pa-
(D) Consciência = paroxítona terminada em ditongo; roxítona terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será =
características = proparoxítona oxítona terminada em “a”.
(E) Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em e) éter, hífen, propôs e saída.
“ão” e “ã”, respectivamente. Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxítona
terminada em “n”; propôs = oxítona terminada em “o + s”;
3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hiato; saída = regra do hiato.
calúnia = paroxítona terminada em ditongo; injúria = paro-
xítona terminada em ditongo. 8-)
RESPOSTA: “ERRADO”. A) também e coincidência.
Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidência
4-) = paroxítona terminada em ditongo
A) tevê – pôde – vê B) quilômetros e tivéssemos.
Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito per- Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = proparo-
feito do Indicativo) = acento diferencial (que ainda preva- xítona
lece após o Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de C) jogá-la e incrível.
“pode” – presente do Indicativo; vê = monossílaba termi- Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona termi-
nada em “e” nada em “l’
B) únicas – histórias – saudáveis D) Escócia e nós.
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona termi- Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós =
nada em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em monossílaba terminada em “o + s”
ditongo. E) correspondência e três.
C) indivíduo – séria – noticiários Correspondência = paroxítona terminada em ditongo;
Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria = três = monossílaba terminada em “e + s”
paroxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxítona
terminada em ditongo. 9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monos-
D) diário – máximo – satélite sílaba terminada em “o”; céu = monossílaba terminada em
Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo = ditongo aberto “éu”.
proparoxítona; satélite = proparoxítona. RESPOSTA: “ERRADO”.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Casos especiais: aval, avales e avaiscal − cales e cais-


cós − coses e cós – fel, feles e féis – mal e males – cônsul
3. FLEXÃO NOMINAL E VERBAL.
e cônsules.

- Os dois elementos variam. Quando os compostos


Flexão Nominal são formados por substantivo mais palavra variável (adjeti-
vo, substantivo, numeral, pronome): amor-perfeito − amo-
Flexão de número: Os nomes (substantivo, adjetivo res-perfeitos; couve-flor − couves-flores; segunda-feira −
etc.), de modo geral, admitem a flexão de número: singular segundas-feiras.
e plural: animal – animais.
- Na maioria das vezes, acrescenta-se S: ponte – - Só o primeiro elemento varia. Quando há preposição
pontes; bonito – bonitos. no composto, mesmo que oculta: pé-de-moleque − pés-
- Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES: de-moleque; cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor).
éter – éteres; avestruz – avestruzes. O pronome qualquer Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim
faz o plural no meio: quaisquer ou semelhança): banana-maçã − bananas-maçã (semelhan-
- Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se te a maçã); navio-escola − navios-escola (a finalidade é a
ES: ananás – ananases. As paroxítonas e as proparoxítonas escola).
são invariáveis: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos.
É uma situação polêmica: mangas-espada (preferível) ou
- Palavras terminadas em IL: mangas-espadas. Quando dizemos (e isso vai ocorrer ou-
átono: trocam IL por EIS: fóssil – fósseis. tras vezes) que é uma situação polêmica, discutível, convém
tônico: trocam L por S: funil – funis. ter em mente que a questão do concurso deve ser resolvida
por eliminação, ou seja, analisando bem as outras opções.
- Palavras terminadas em EL:
átono: plural em EIS: nível – níveis. - Apenas o último elemento varia. Quando os ele-
tônico: plural em ÉIS: carretel – carretéis. mentos são adjetivos: hispano-americano − hispano-ame-
ricanos. A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjeti-
- Palavras terminadas em X são invariáveis: o clímax vos se flexionam: surdos-mudos. Nos compostos em que
− os clímax. aparecem os adjetivos grão, grã e bel: grão-duque − grão-
duques; grã-cruz − grã-cruzes; bel-prazer − bel-prazeres.
- Há palavras cuja sílaba tônica avança: júnior − junio- Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
res; caráter – caracteres. A palavra elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais
Caracteres é plural tanto de caractere quanto de ca- substantivo ou adjetivo: arranha-céu − arranha-céus; sem-
ráter. pre-viva − sempre-vivas; super-homem − super-homens.
Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos (re-
- Palavras terminadas em ão fazem o plural em ãos, presentam sons): reco-reco − reco-recos; pingue-pongue −
ães e ões. pingue-pongues; bem-te-vi − bem-te-vis.
Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões. Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver algu-
Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. ma alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. Se
Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o plu- forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois no
ral em ãos. plural: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas
Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, ale-
mães. - Nenhum elemento varia. Quando há verbo mais palavra
Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos, invariável: O cola-tudo – os cola-tudo. Quando há dois verbos
anões/anãos. de sentido oposto: o perde-ganha – os perde-ganha. Nas fra-
Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/guar- ses substantivas (frases que se transformam em substantivos):
diães, cirugiões/cirurgiães. O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-outras.
Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermi-
tões/ermitãos/ermitães - São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
sem-teto e sem-terra: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
- Plural dos diminutivos com a letra z. Coloca-se a Admitem mais de um plural: pai-nosso − pais-nossos ou
palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se zinhos (ou zi- pai-nossos; padre-nosso − padres-nossos ou padre-nos-
nhas): coraçãozinho – corações – coraçõe – coraçõezinhos. sos; terra-nova − terras-novas ou terra-novas; salvo-con-
duto − salvos-condutos ou salvo-condutos; xeque-mate
- Plural com metafonia (ô - ó). Algumas palavras, − xeques-mates ou xeques-mate; fruta-pão − frutas-pães
quando vão ao plural, abrem o timbre da vogal “o”, outras ou frutas-pão; guarda-marinha − guardas-marinhas ou
não. Com metafonia singular (ô) plural (ó): coro-coros; cor- guardas-marinha. Casos especiais: palavras que não se en-
vo-corvos; destroço-destroços. Sem metafonia singular (ô) caixam nas regras: o bem-me-quer − os bem-me-queres;
plural (ô): adorno-adornos; bolso-bolsos; transtorno-trans- o joão-ninguém − os joões-ninguém; o lugar-tenente − os
tornos. lugar-tenentes; o mapa-múndi − os mapas-múndi.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão de Gênero: Os substantivos e as palavras que O grau superlativo absoluto corresponde a um aumen-
o acompanham na frase admitem a flexão de gênero: mas- to do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo,
culino e feminino: Meu amigo diretor recebeu o primeiro érrimo ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito,
salário. Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação. bastante, demasiadamente, enorme etc. As palavras maior,
A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras. menor, melhor, e pior constituem sempre graus de supe-
rioridade: O carro é menor que o ônibus; menor (mais pe-
- Com a troca de o ou e por a: lobo – loba; mestre – queno): comparativo de superioridade. Ele é o pior do gru-
mestra. po; pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade.
Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem
- Por meio de diferentes sufixos nominais de gêne- apresentar dúvidas. acre – acérrimo, amargo – amaríssimo;
ro, muitas vezes com alterações do radical: ateu – atéia; amigo – amicíssimo; antigo – antiqüíssimo; cruel – crudelís-
bispo – episcopisa; conde – condessa; duque – duquesa; simo; doce – dulcíssimo; fácil – facílimo; feroz – ferocíssimo;
frade – freira; ilhéu – ilhoa; judeu – judia; marajá – marani; fiel – fidelíssimo; geral – generalíssimo; humilde – humíli-
monje – monja; pigmeu – pigmeia; píton – pitonisa; sandeu mo; magro – macérrimo; negro – nigérrimo; pobre – pau-
– sandia; sultão – sultana. pérrimo; sagrado – sacratíssimo; sério – seriíssimo; soberbo
– superbíssimo.
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero,
ou seja, possuem uma única forma para masculino e femi- Flexão Verbal
nino. Podem ser:
Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo As flexões verbais são expressas por meio dos tempos,
designar os dois sexos: a pessoa, o cônjuge, a testemunha. modo e pessoa da seguinte forma: O tempo indica o mo-
Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, po- mento em que ocorre o processo verbal; O modo indica a
dendo então ser masculinos ou femininos: o estudante − a atitude do falante (dúvida, certeza, impossibilidade, pedi-
estudante, o cientista − a cientista, o patriota − a patriota. do, imposição, etc.); A pessoa marca na forma do verbo a
Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os
pessoa gramatical do sujeito.
animais: O jacaré, a cobra, o polvo
Tempos: Há tempos do presente, do passado (pretéri-
to) e do futuro.
O feminino de elefante é elefanta , e não elefoa. Aliá
é correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta.
Modo
Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado epi-
ceno. É algo discutível.
Modo Indicativo: Indica uma certeza relativa do falan-
Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas
te com referência ao que o verbo exprime; pode ocorrer no
costumam trocar: champanha aguardente, dó, alface, eclip-
se, calformicida, cataplasma, grama (peso), grafite, milhar tempo presente, passado ou futuro:
libido, plasma, soprano, musse, suéter, preá, telefonema.
Existem substantivos que admitem os dois gêneros: Presente: Processo simultâneo ao ato da fala, fato cor-
diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. riqueiro, habitual: Compro livros nesta livraria. Usa-se tam-
bém o presente com o valor de passado, passado histórico
Flexão de Grau: (nos contos, narrativas)

Grau do substantivo Tempos do Pretérito (passado): Exprimem processos


- Normal ou Positivo: sem nenhuma alteração. anteriores ao ato da fala. São eles:
- Aumentativo: Sintético: chapelão. Analítico: cha- - Pretérito Imperfeito: Exprime um processo habitual,
péu grande, chapéu enorme etc. ou com duração no tempo: Naquela época eu cantava
- Diminutivo: Sintético: chapeuzinho. Analítico: cha- como um pássaro.
péu pequeno, chapéu reduzido etc. Um grau é sintético - Pretérito Perfeito: Exprime uma ação acabada: Paulo
quando formado por sufixo; analítico, por meio de outras quebrou meu violão de estimação.
palavras. - Pretérito Mais-que-Perfeito: Exprime um processo
anterior a um processo acabado: Embora tivera deixado a
Grau do adjetivo escola, ele nunca deixou de estudar.
- Normal ou Positivo: João é forte.
- Comparativo: de superioridade: João é mais forte Tempos do Futuro: Indicam processos que irão acon-
que André. (ou do que); de inferioridade: João é menos tecer:
forte que André. (ou do que); de igualdade: João é tão - Futuro do Presente: Exprime um processo que ainda
forte quanto André. (ou como) não aconteceu: Farei essa viagem no fim do ano.
- Superlativo: Absoluto: sintético: João é fortíssimo; - Futuro do Pretérito: Exprime um processo posterior
analítico: João é muito forte (bastante forte, forte demais a um processo que já passou: Eu faria essa viagem se não
etc.); Relativo: de superioridade: João é o mais forte da tivesse comprado o carro.
turma; de inferioridade: João é o menos forte da turma.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Modo Subjuntivo: Expressa incerteza, possibilidade ou 06. Não varia no plural:


dúvida em relação ao processo verbal e não está ligado a) tique-taque
com a noção de tempo. Há três tempos: presente, imperfei- b) guarda-comida
to e futuro. Quero que voltes para mim; Não pise na gra- c) beija-flor
ma; É possível que ele seja honesto; Espero que ele fique d) para-lama
contente; Duvido que ele seja o culpado; Procuro alguém e) cola-tudo
que seja meu companheiro para sempre; Ainda que ele
queira, não lhe será concedida a vaga; Se eu fosse bailari- 07. Está mal flexionado o adjetivo na alternativa:
na, estaria na Rússia; Quando eu tiver dinheiro, irei para as a) Tecidos verde-olivas
praias do nordeste. b) Festas cívico-religiosas
c) Guardas noturnos luso-brasileiros
Modo Imperativo: Exprime atitude de ordem, pedido d) Ternos azul-marinho
ou solicitação: Vai e não voltes mais. e) Vários porta-estandartes

Pessoa: A norma da língua portuguesa estabelece três 08. Na sentença “Há frases que contêm mais beleza do
pessoas: Singular: eu , tu , ele, ela. Plural: nós, vós, eles, elas. que verdade”, temos grau:
No português brasileiro é comum o uso do pronome de a) comparativo de superioridade
tratamento você (s) em lugar do tu e vós. b) superlativo absoluto sintético
c) comparativo de igualdade
Exercícios d) superlativo relativo
e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo
01. Assinale o par de vocábulos que formam o plural
como órfão e mata-burro, respectivamente: 09. Assinale a alternativa em que a flexão do substanti-
a) cristão / guarda-roupa vo composto está errada:
b) questão / abaixo-assinado a) os pés-de-chumbo
c) alemão / beija-flor b) os corre-corre
d) tabelião / sexta-feira c) as públicas-formas
e) cidadão / salário-família d) os cavalos-vapor
e) os vaivéns
02. Relativamente à concordância dos adjetivos com-
10. Aponte a alternativa em que haja erro quanto à fle-
postos indicativos de cor, uma, dentre as seguintes, está
xão do nome composto:
errada. Qual?
a) vice-presidentes, amores-perfeitos, os bota-fora
a) saia amarelo-ouro
b) tico-ticos, salários-família, obras-primas
b) papel amarelo-ouro
c) reco-recos, sextas-feiras, sempre-vivas
c) caixa vermelho-sangue
d) pseudo-esferas, chefes-de-seção, pães-de-ló
d) caixa vermelha-sangue e) pisca-piscas, cartões-postais, mulas-sem-cabeças
e) caixas vermelho-sangue
Respostas: 1-A / 2-D / 3-C / 4-D / 5-E / 6-E / 7-A / 8-A
03. Indique a frase correta: / 9-B / 10-E /
a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes.
b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas.
c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra.
d) Godofredo almoçou duas couves-flor. 4. PRONOMES: EMPREGO, FORMAS DE
e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens. TRATAMENTO E COLOCAÇÃO.

04. Flexão incorreta:


a) os cidadãos PRONOME
b) os açúcares
c) os cônsules Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou
d) os tóraxes a ele se refere, ou que acompanha o nome, qualificando-o
e) os fósseis de alguma forma.

05. Mesma pronúncia de “bolos”: A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
a) tijolos [substituição do nome]
b) caroços
c) olhos A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
d) fornos [referência ao nome]
e) rostos Essa moça morava nos meus sonhos!
[qualificação do nome]

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LÍNGUA PORTUGUESA

Grande parte dos pronomes não possuem significados Os pronomes retos apresentam flexão de número, gêne-
fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro ro (apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a prin-
de um contexto, o qual nos permite recuperar a referên- cipal flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa
cia exata daquilo que está sendo colocado por meio dos forma, o quadro dos pronomes retos é assim configurado:
pronomes no ato da comunicação. Com exceção dos pro- - 1ª pessoa do singular: eu
nomes interrogativos e indefinidos, os demais pronomes - 2ª pessoa do singular: tu
têm por função principal apontar para as pessoas do dis- - 3ª pessoa do singular: ele, ela
curso ou a elas se relacionar, indicando-lhes sua situação - 1ª pessoa do plural: nós
no tempo ou no espaço. Em virtude dessa característica, - 2ª pessoa do plural: vós
os pronomes apresentam uma forma específica para cada - 3ª pessoa do plural: eles, elas
pessoa do discurso.
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. Atenção: esses pronomes não costumam ser usados
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] como complementos verbais na língua-padrão. Frases
como “Vi ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? eu até aqui”, comuns na língua oral cotidiana, devem ser
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se evitadas na língua formal escrita ou falada. Na língua for-
fala] mal, devem ser usados os pronomes oblíquos correspon-
dentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a na praça”, “Trouxeram-
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. me até aqui”.
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem
se fala] Obs.: frequentemente observamos a omissão do pro-
nome reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as
próprias formas verbais marcam, através de suas desinên-
Em termos morfológicos, os pronomes são palavras cias, as pessoas do verbo indicadas pelo pronome reto: Fi-
variáveis em gênero (masculino ou feminino) e em núme- zemos boa viagem. (Nós)
ro (singular ou plural). Assim, espera-se que a referência
através do pronome seja coerente em termos de gênero Pronome Oblíquo
e número (fenômeno da concordância) com o seu objeto,
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sen-
mesmo quando este se apresenta ausente no enunciado.
tença, exerce a função de complemento verbal (objeto di-
reto ou indireto) ou complemento nominal.
Fala-se de Roberta. Ele quer participar do desfile da nos-
Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
sa escola neste ano.
Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância
variante do pronome pessoal do caso reto. Essa variação
adequada]
indica a função diversa que eles desempenham na oração:
[neste: pronome que determina “ano” = concordância pronome reto marca o sujeito da oração; pronome oblíquo
adequada] marca o complemento da oração.
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concor- Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
dância inadequada] a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou
tônicos.
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos,
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. Pronome Oblíquo Átono
São chamados átonos os pronomes oblíquos que não
Pronomes Pessoais são precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica
fraca: Ele me deu um presente.
São aqueles que substituem os substantivos, indicando O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim con-
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve figurado:
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, - 1ª pessoa do singular (eu): me
“vós”, “você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e - 2ª pessoa do singular (tu): te
“ele”, “ela”, “eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
ou às pessoas de quem fala. - 1ª pessoa do plural (nós): nos
Os pronomes pessoais variam de acordo com as fun- - 2ª pessoa do plural (vós): vos
ções que exercem nas orações, podendo ser do caso reto - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
ou do caso oblíquo.
Observações:
Pronome Reto O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união en-
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sen- tre o pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por
tença, exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. acompanhar diretamente uma preposição, o pronome
Nós lhe ofertamos flores. “lhe” exerce sempre a função de objeto indireto na oração.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos Atenção: Há construções em que a preposição, apesar
diretos como objetos indiretos. de surgir anteposta a um pronome, serve para introduzir
Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como uma oração cujo verbo está no infinitivo. Nesses casos, o
objetos diretos. verbo pode ter sujeito expresso; se esse sujeito for um pro-
Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combi- nome, deverá ser do caso reto.
nar-se com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas Trouxeram vários vestidos para eu experimentar.
como mo, mos , ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; Não vá sem eu mandar.
no-lo, no-los, no-la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Obser-
ve o uso dessas formas nos exemplos que seguem: - A combinação da preposição “com” e alguns prono-
- Trouxeste o pacote? mes originou as formas especiais comigo, contigo, consigo,
- Sim, entreguei-to ainda há pouco. conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos fre-
- Não contaram a novidade a vocês? quentemente exercem a função de adjunto adverbial de
- Não, no-la contaram. companhia.
No português do Brasil, essas combinações não são Ele carregava o documento consigo.
usadas; até mesmo na língua literária atual, seu emprego - As formas “conosco” e “convosco” são substituídas
é muito raro. por “com nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais
são reforçados por palavras como outros, mesmos, próprios,
Atenção: Os pronomes o, os, a, as assumem formas todos, ambos ou algum numeral.
especiais depois de certas terminações verbais. Quando o Você terá de viajar com nós todos.
verbo termina em -z, -s ou -r, o pronome assume a forma Estávamos com vós outros quando chegaram as más no-
lo, los, la ou las, ao mesmo tempo que a terminação verbal tícias.
é suprimida. Por exemplo: Ele disse que iria com nós três.
fiz + o = fi-lo
fazeis + o = fazei-lo Pronome Reflexivo
dizer + a = dizê-la
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcio-
Quando o verbo termina em som nasal, o pronome as-
nem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito
sume as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
da oração. Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação
viram + o: viram-no
expressa pelo verbo.
repõe + os = repõe-nos
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado:
retém + a: retém-na
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim.
tem + as = tem-nas
Eu não me vanglorio disso.
Pronome Oblíquo Tônico
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre precedidos
por preposições, em geral as preposições a, para, de e com. - 2ª pessoa do singular (tu): te, ti.
Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função de Assim tu te prejudicas.
objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte. Conhece a ti mesmo.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim con-
figurado: - 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Guilherme já se preparou.
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo Ela deu a si um presente.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela Antônio conversou consigo mesmo.
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco - 1ª pessoa do plural (nós): nos.
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco Lavamo-nos no rio.
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas
- 2ª pessoa do plural (vós): vos.
Observe que as únicas formas próprias do pronome tô- Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
nico são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As - 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
demais repetem a forma do pronome pessoal do caso reto. Eles se conheceram.
Elas deram a si um dia de folga.
- As preposições essenciais introduzem sempre prono-
mes pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso A Segunda Pessoa Indireta
reto. Nos contextos interlocutivos que exigem o uso da
língua formal, os pronomes costumam ser usados desta A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se
forma: quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem
Não há mais nada entre mim e ti. nosso interlocutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. o verbo na terceira pessoa. É o caso dos chamados prono-
Não há nenhuma acusação contra mim. mes de tratamento, que podem ser observados no quadro
Não vá sem mim. seguinte:

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronomes de Tratamento

Vossa Alteza V. A. príncipes, duques


Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Vossa Santidade V. S. Papa
Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência V. O. Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente; em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito
à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:
a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em relação
à pessoa com quem falamos: Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

*Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratar-
mos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado suposta-
mente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
- 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento dirijam-se à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na
3ª pessoa.
Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

- Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa.
Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

Pronomes Possessivos

São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa pos-
suída).
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular)

NÚMERO PESSOA PRONOME


singular primeira meu(s), minha(s)
singular segunda teu(s), tua(s)
singular terceira seu(s), sua(s)
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s)
plural terceira seu(s), sua(s)

Note que: A forma do possessivo depende da pessoa gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com
o objeto possuído: Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento difícil.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar refere ao ano presente.
da alteração fonética da palavra senhor: Muito obrigado, Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se
seu José. refere a um passado próximo.
Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam está se referindo a um passado distante.
posse. Podem ter outros empregos, como:
a) indicar afetividade: Não faça isso, minha filha. - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
invariáveis, observe:
b) indicar cálculo aproximado: Ele já deve ter seus 40 Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aque-
anos. la(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
c) atribuir valor indefinido ao substantivo: Marisa tem
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela.
- o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e
puderem ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento,
Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
o pronome possessivo fica na 3ª pessoa: Vossa Excelência Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela
trouxe sua mensagem? que te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s): Estas são as mesmas pessoas que
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessi- o procuraram ontem.
vo concorda com o mais próximo: Trouxe-me seus livros e
anotações. - próprio(s), própria(s): Os próprios alunos resolveram
o problema.
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais - semelhante(s): Não compre semelhante livro.
oblíquos átonos assumem valor de possessivo: Vou seguir-
lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.) - tal, tais: Tal era a solução para o problema.

Pronomes Demonstrativos Note que:

Os pronomes demonstrativos são utilizados para expli- - Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
citar a posição de uma certa palavra em relação a outras construções redundantes, com finalidade expressiva, para
ou ao contexto. Essa relação pode ocorrer em termos de salientar algum termo anterior. Por exemplo: Manuela, essa
espaço, no tempo ou discurso. é que dera em cheio casando com o José Afonso. Desfrutar
das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
No espaço:
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o - O pronome demonstrativo neutro ou pode represen-
carro está perto da pessoa que fala. tar um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso
Compro esse carro (aí). O pronome esse indica que o em que aparece, geralmente, como objeto direto, predi-
carro está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da cativo ou aposto: O casamento seria um desastre. Todos o
pessoa que fala. pressentiam.
- Para evitar a repetição de um verbo anteriormente ex-
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que
presso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
o carro está afastado da pessoa que fala e daquela com
chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as
quem falo.
vezes de): Ninguém teve coragem de falar antes que ela o
fizesse.
Atenção: em situações de fala direta (tanto ao vivo - Em frases como a seguinte, este se refere à pessoa
quanto por meio de correspondência, que é uma moda- mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em
lidade escrita de fala), são particularmente importantes o primeiro lugar: O referido deputado e o Dr. Alcides eram
este e o esse - o primeiro localiza os seres em relação ao amigos íntimos; aquele casado, solteiro este. [ou então: este
emissor; o segundo, em relação ao destinatário. Trocá-los solteiro, aquele casado]
pode causar ambiguidade.
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar - O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irô-
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da uni- nica: A menina foi a tal que ameaçou o professor?
versidade destinatária).
Reafirmamos a disposição desta universidade em parti- - Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em
cipar no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universi- com pronome demonstrativo: àquele, àquela, deste, desta,
dade que envia a mensagem). disso, nisso, no, etc: Não acreditei no que estava vendo. (no
= naquilo)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Pronomes Indefinidos afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido ne-


gativo; todo/tudo, que indicam uma totalidade afirmativa,
São palavras que se referem à terceira pessoa do dis- e nenhum/nada, que indicam uma totalidade negativa; al-
curso, dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando guém/ninguém, que se referem à pessoa, e algo/nada, que
quantidade indeterminada. se referem à coisa; certo, que particulariza, e qualquer, que
Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém generaliza.
-plantadas. Essas oposições de sentido são muito importantes na
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas
Não é difícil perceber que “alguém” indica uma pessoa vezes dependem a solidez e a consistência dos argumen-
de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma tos expostos. Observe nas frases seguintes a força que os
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser hu- pronomes indefinidos destacados imprimem às afirmações
mano que seguramente existe, mas cuja identidade é des- de que fazem parte:
conhecida ou não se quer revelar. Classificam-se em: Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
- Pronomes Indefinidos Substantivos: assumem o lu- prático.
gar do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. Czrávamos no exterior.
São eles: algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, nin- - Podem ser utilizadas como pronomes relativos as pa-
guém, outrem, quem, tudo. lavras:
Algo o incomoda? - como (= pelo qual): Não me parece correto o modo
Quem avisa amigo é. como você agiu semana passada.
- quando (= em que): Bons eram os tempos quando po-
- Pronomes Indefinidos Adjetivos: qualificam um ser díamos jogar videogame.
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade - Os pronomes relativos permitem reunir duas orações
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). numa só frase.
Cada povo tem seus costumes. O futebol é um esporte.
Certas pessoas exercem várias profissões. O povo gosta muito deste esporte.
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito.
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos,
ora pronomes indefinidos adjetivos: - Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), ocorrer a elipse do relativo “que”: A sala estava cheia de
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, gente que conversava, (que) ria, (que) fumava.
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer,
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), Pronomes Interrogativos
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias.
Menos palavras e mais ações. São usados na formulação de perguntas, sejam elas di-
Alguns se contentam pouco. retas ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos,
Os pronomes indefinidos podem ser divididos em variá- referem- -se à 3ª pessoa do discurso de modo
veis e invariáveis. Observe: impreciso. São pronomes interrogativos: que, quem, qual
(e variações), quanto (e variações).
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço.
tanto, outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas
vária, tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, ne- preferes.
nhuns, todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quan-
algumas, nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, tos passageiros desembarcaram.
outras, quantas.
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, Sobre os pronomes:
algo, cada.
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função
São locuções pronominais indefinidas: de sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo
quando desempenha função de complemento. Vamos en-
cada qual, cada um, qualquer um, quantos quer (que), tender, primeiramente, como o pronome pessoal surge na
quem quer (que), seja quem for, seja qual for, todo aquele frase e que função exerce. Observe as orações:
(que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou qual, um ou outro, 1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar.
uma ou outra, etc. 2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia
Cada um escolheu o vinho desejado. lhe ajudar.

Indefinidos Sistemáticos Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele”


exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, per- reto. Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe”
cebemos que existem alguns grupos que criam oposição de exercendo função de complemento, e, consequentemente,
sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido é do caso oblíquo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Ênclise


o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para
a segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta
devia ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). não aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos áto-
nos. A ênclise vai acontecer quando:
Importante: Em observação à segunda oração, o em- - O verbo estiver no imperativo afirmativo:
prego do pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do ver- Amem-se uns aos outros.
bo intransitivo “ajudar” porque o pronome oblíquo pode Sigam-me e não terão derrotas.
estar antes, depois ou entre locução verbal, caso o verbo - O verbo iniciar a oração:
principal (no caso “ajudar”) esteja no infinitivo ou gerúndio. Diga-lhe que está tudo bem.
Eu desejo lhe perguntar algo. Chamaram-me para ser sócio.
Eu estou perguntando-lhe algo.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tôni- - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da pre-
cos: os primeiros não são precedidos de preposição, diferente- posição “a”:
mente dos segundos que são sempre precedidos de preposição. Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
estava fazendo.
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o - O verbo estiver no gerúndio:
que eu estava fazendo. Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de despreo-
cupada.
Colocação Pronominal Despediu-se, beijando-me a face.

A colocação pronominal é a posição que os pronomes - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:
pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao Se passar no concurso em outra cidade, mudo-me no
verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos: me, mesmo instante.
te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições
na oração em relação ao verbo: Mesóclise
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado
3. mesóclise: pronome no meio do verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito:
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela
Próclise se realizará)
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: proposta a você)
- Palavras com sentido negativo:
Nada me faz querer sair dessa cama. Questões sobre Pronome
Não se trata de nenhuma novidade.
- Advérbios: 01. (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012).
Nesta casa se fala alemão. Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro, não
Naquele dia me falaram que a professora não veio. está claro até onde pode realmente chegar uma política ba-
seada em melhorar a eficiência sem preços adequados para
- Pronomes relativos: o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a terra.
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do carbono
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. e da água faça em si diferença, as companhias não podem
suportar ter de pagar, de repente, digamos, 40 dólares por
- Pronomes indefinidos: tonelada de carbono, sem qualquer preparação. Portanto,
Quem me disse isso? elas começam a usar preços-sombra. Ainda assim, ninguém
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. encontrou até agora uma maneira de quantificar adequada-
mente os insumos básicos. E sem eles a maioria das políticas
- Pronomes demonstrativos: de crescimento verde sempre será a segunda opção.
Isso me deixa muito feliz! (Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
Os pronomes “elas” e “eles”, em destaque no texto, re-
- Preposição seguida de gerúndio: ferem- -se, respectivamente, a
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais (A) dúvidas e preços.
indicado à pesquisa escolar. (B) dúvidas e insumos básicos.
(C) companhias e insumos básicos.
- Conjunção subordinativa: (D) companhias e preços do carbono e da água.
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram. (E) políticas de crescimento e preços adequados.

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LÍNGUA PORTUGUESA

02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- 07. (Agente de Apoio Operacional – VUNESP – 2013).
adap.). Fazendo-se as alterações necessárias, o trecho gri- Há pessoas que, mesmo sem condições, compram produ-
fado está corretamente substituído por um pronome em: tos______ não necessitam e______ tendo de pagar tudo______
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-lo prazo.
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo- Assinale a alternativa que preenche as lacunas, correta
lhes desalentado e respectivamente, considerando a norma culta da língua.
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem A) a que … acaba … à
de conhecê-lo? B) com que … acabam … à
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não C) de que … acabam … a
parecia ser-lhe D) em que … acaba … a
E) incomodaram o general... − incomodaram-no E) dos quais … acaba … à

03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). 08. (Agente de Apoio Socioeducativo – VUNESP –
A substituição do elemento grifado pelo pronome cor- 2013-adap.). Assinale a alternativa que substitui, correta e
respondente, com os necessários ajustes, foi realizada de respectivamente, as lacunas do trecho.
modo INCORRETO em: ______alguns anos, num programa de televisão, uma jo-
A) mostrando o rio= mostrando-o. vem fazia referência______ violência______ o brasileiro esta-
B) como escolher sítio= como escolhê-lo. va sujeito de forma cômica.
C) transpor [...] as matas espessas= transpor-lhes. A) Fazem... a ... de que
D) Às estreitas veredas[...] nada acrescentariam = B) Faz ...a ... que
nada lhes acrescentariam. C) Fazem ...à ... com que
E) viu uma dessas marcas= viu uma delas. D) Faz ...à ... que
E) Faz ...à ... a que
04. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013). Assinale a
alternativa em que o pronome destacado está posiciona- 09. (TRF 3ª região- Técnico Judiciário - /2014)
do de acordo com a norma-padrão da língua. As sereias então devoravam impiedosamente os tripu-
(A) Ela não lembrava-se do caminho de volta. lantes.
(B) A menina tinha distanciado-se muito da família. ... ele conseguiu impedir a tripulação de perder a ca-
(C) A garota disse que perdeu-se dos pais. beça...
(D) O pai alegrou-se ao encontrar a filha. ... e fez de tudo para convencer os tripulantes...
(E) Ninguém comprometeu-se a ajudar a criança. Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos
grifados acima foram corretamente substituídos por um
05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2011). Assinale a alter- pronome, na ordem dada, em:
nativa cujo emprego do pronome está em conformidade (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
com a norma padrão da língua. (B) devoravam-lhe − impedi-las − convencer-lhes
(A) Não autorizam-nos a ler os comentários sigilosos. (C) devoravam-no − impedi-las − convencer-lhes
(B) Nos falaram que a diplomacia americana está aba- (D) devoravam-nos − impedir-lhe − convencê-los
lada. (E) devoravam-lhes − impedi-la − convencê-los
(C) Ninguém o informou sobre o caso WikiLeaks.
(D) Conformado, se rendeu às punições. 10. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013-
(E) Todos querem que combata-se a corrupção. adap.). No trecho, – Em ambos os casos, as câmeras dos es-
tabelecimentos felizmente comprovam os acontecimentos,
06. (Papiloscopista Policial = Vunesp - 2013). Assinale e testemunhas vão ajudar a polícia na investigação. – de
a alternativa correta quanto à colocação pronominal, de acordo com a norma-padrão, os pronomes que substi-
acordo com a norma-padrão da língua portuguesa. tuem, corretamente, os termos em destaque são:
(A) Para que se evite perder objetos, recomenda-se que A) os comprovam … ajudá-la.
eles sejam sempre trazidos junto ao corpo. B) os comprovam …ajudar-la.
(B) O passageiro ao lado jamais imaginou-se na situa- C) os comprovam … ajudar-lhe.
ção de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. D) lhes comprovam … ajudar-lhe.
(C) Nos sentimos impotentes quando não consegui- E) lhes comprovam … ajudá-la.
mos restituir um objeto à pessoa que o perdeu.
(D) O homem se indignou quando propuseram-lhe que GABARITO
abrisse a bolsa que encontrara.
(E) Em tratando-se de objetos encontrados, há uma 01. C 02. E 03. C 04. D 05. C
tendência natural das pessoas em devolvê-los a seus do- 06. A 07. C 08. E 09. A 10. A
nos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 9-)
devoravam - verbo terminado em “m” = pronome oblí-
1-) Restam dúvidas sobre o crescimento verde. Primei- quo no/na (fizeram-na, colocaram-no)
ro, não está claro até onde pode realmente chegar uma impedir - verbo transitivo direto = pede objeto direto;
política baseada em melhorar a eficiência sem preços ade- “lhe” é para objeto indireto
quados para o carbono, a água e (na maioria dos países convencer - verbo transitivo direto = pede objeto dire-
pobres) a terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos to; “lhe” é para objeto indireto
preços do carbono e da água faça em si diferença, as com- (A) devoravam-nos − impedi-la − convencê-los
panhias não podem suportar ter de pagar, de repente, di-
gamos, 40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer 10-) – Em ambos os casos, as câmeras dos estabeleci-
preparação. Portanto, elas começam a usar preços-som- mentos felizmente comprovam os acontecimentos, e teste-
bra. Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- munhas vão ajudar a polícia na investigação.
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos. felizmente os comprovam ... ajudá-la
E sem eles a maioria das políticas de crescimento verde (advérbio)
sempre será a segunda opção.

2-)
A) ...sei tratar tipos como o senhor. − sei tratá-los 5. EMPREGO DE TEMPOS E MODOS VERBAIS.
B) ...erguendo os braços desalentado... − erguendo-os 6. VOZES DO VERBO.
desalentado
C) ...que tem de conhecer as leis do país? − que tem de
conhecê-las ?
D) ...não parecia ser um importante industrial... − não VERBO
parecia sê-lo
Verbo é a classe de palavras que se flexiona em pessoa,
3-) transpor [...] as matas espessas= transpô-las número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover);
ocorrência (nascer); desejo (querer).
4-)
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os
(A) Ela não se lembrava do caminho de volta.
seus possíveis significados. Observe que palavras como cor-
(B) A menina tinha se distanciado muito da família.
rida, chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de
(C) A garota disse que se perdeu dos pais.
alguns verbos mencionados acima; não apresentam, porém,
(E) Ninguém se comprometeu a ajudar a criança
todas as possibilidades de flexão que esses verbos possuem.
5-)
Estrutura das Formas Verbais
(A) Não nos autorizam a ler os comentários sigilosos.
(B) Falaram-nos que a diplomacia americana está aba- Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode
lada. apresentar os seguintes elementos:
(D) Conformado, rendeu-se às punições.
(E) Todos querem que se combata a corrupção. - Radical: é a parte invariável, que expressa o significa-
6-) do essencial do verbo. Por exemplo: fal-ei; fal-ava; fal-am.
(B) O passageiro ao lado jamais se imaginou na situação (radical fal-)
de ter de procurar a dona de uma bolsa perdida. - Tema: é o radical seguido da vogal temática que in-
(C) Sentimo-nos impotentes quando não conseguimos dica a conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo:
restituir um objeto à pessoa que o perdeu. fala-r
(D) O homem indignou-se quando lhe propuseram que São três as conjugações: 1ª - Vogal Temática - A - (falar),
abrisse a bolsa que encontrara. 2ª - Vogal Temática - E - (vender), 3ª - Vogal Temática - I -
(E) Em se tratando de objetos encontrados, há uma ten- (partir).
dência natural das pessoas em devolvê-los a seus donos.
- Desinência modo-temporal: é o elemento que de-
7-) Há pessoas que, mesmo sem condições, compram signa o tempo e o modo do verbo. Por exemplo:
produtos de que não necessitam e acabam tendo falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.)
de pagar tudo a prazo. falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.)

8-) Faz alguns anos, num programa de televisão, uma - Desinência número-pessoal: é o elemento que de-
jovem fazia referência à violência a que o brasileiro signa a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (sin-
estava sujeito de forma cômica. gular ou plural):
Faz, no sentido de tempo passado = sempre no singular falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observação: o verbo pôr, assim como seus derivados 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, tempo: Já passa das seis.
pois a forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, 2. os verbos bastar e chegar, seguidos da preposição
apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em de, indicando suficiência: Basta de tolices. Chega de blas-
algumas formas do verbo: põe, pões, põem, etc. fêmias.
3. os verbos estar e ficar em orações tais como Está
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas bem, Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal, sem re-
ferência a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda,
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura nesse caso, classificar o sujeito como hipotético, tornando-
dos verbos com o conceito de acentuação tônica, perce- se, tais verbos, então, pessoais.
bemos com facilidade que nas formas rizotônicas o acento
tônico cai no radical do verbo: opino, aprendam, nutro, por 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de
exemplo. Nas formas arrizotônicas, o acento tônico não cai “ser possível”. Por exemplo:
no radical, mas sim na terminação verbal: opinei, aprende- Não deu para chegar mais cedo.
rão, nutriríamos. Dá para me arrumar uns trocados?

Classificação dos Verbos * Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conju-
gam-se apenas nas terceiras pessoas, do singular e do
Classificam-se em: plural.
A fruta amadureceu.
- Regulares: são aqueles que possuem as desinências As frutas amadureceram.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca al-
terações no radical: canto cantei cantarei cantava Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como
cantasse. verbos pessoais na linguagem figurada: Teu irmão amadu-
- Irregulares: são aqueles cuja flexão provoca altera- receu bastante.
ções no radical ou nas desinências: faço fiz farei fi- Entre os unipessoais estão os verbos que significam vo-
zesse. zes de animais; eis alguns: bramar: tigre, bramir: crocodilo,
cacarejar: galinha, coaxar: sapo, cricrilar: grilo
- Defectivos: são aqueles que não apresentam conju-
gação completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais Os principais verbos unipessoais são:
e pessoais: 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, ser
* Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Nor- (preciso, necessário, etc.):
malmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os Cumpre trabalharmos bastante. (Sujeito: trabalharmos
principais verbos impessoais são: bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
** haver, quando sinônimo de existir, acontecer, reali- É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
zar-se ou fazer (em orações temporais).
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam) 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, segui-
Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram) dos da conjunção que.
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão) Faz dez anos que deixei de fumar. (Sujeito: que deixei de
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz) fumar.)
** fazer, ser e estar (quando indicam tempo) Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo
Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil. Cláudia. (Sujeito: que não vejo Cláudia)
Era primavera quando a conheci. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Estava frio naquele dia. * Pessoais: não apresentam algumas flexões por moti-
vos morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
** Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza - verbo falir. Este verbo teria como formas do presente
são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, ama- do indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o
nhecer, escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Ama- que provavelmente causaria problemas de interpretação
nheci mal- -humorado”, usa-se o verbo “amanhecer” em certos contextos.
em sentido figurado. Qualquer verbo impessoal, emprega-
do em sentido figurado, deixa de ser impessoal para ser - verbo computar. Este verbo teria como formas do pre-
pessoal. sente do indicativo computo, computas, computa - formas
de sonoridade considerada ofensiva por alguns ouvidos
Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu) gramaticais. Essas razões muitas vezes não impedem o uso
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos) efetivo de formas verbais repudiadas por alguns gramáti-
Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu) cos: exemplo disso é o próprio verbo computar, que, com
o desenvolvimento e a popularização da informática, tem
** São impessoais, ainda: sido conjugado em todos os tempos, modos e pessoas.

20
LÍNGUA PORTUGUESA

- Abundantes: são aqueles que possuem mais de uma forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas curtas
(particípio irregular). Observe:
INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR
Anexar Anexado Anexo
Dispersar Dispersado Disperso
Eleger Elegido Eleito
Envolver Envolvido Envolto
Imprimir Imprimido Impresso
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto
Pegar Pegado Pego
Soltar Soltado Solto

- Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical em sua conjugação. Por exemplo: Ir, Pôr, Ser, Saber (vou, vais,
ides, fui, foste, pus, pôs, punha, sou, és, fui, foste, seja).
- Auxiliares: São aqueles que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal,
quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.

Vou espantar as moscas.


(verbo auxiliar) (verbo principal no infinitivo)

Está chegando a hora do debate.


(verbo auxiliar) (verbo principal no gerúndio)

Os noivos foram cumprimentados por todos os presentes.


(verbo auxiliar) (verbo principal no particípio)

Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e haver.

Conjugação dos Verbos Auxiliares

SER - Modo Indicativo

Presente Pret.Perfeito Pretérito Imp. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.do Pres. Fut. Do Pretérito


sou fui era fora serei seria
és foste eras foras serás serias
é foi era fora será seria
somos fomos éramos fôramos seremos seríamos
sois fostes éreis fôreis sereis seríeis
são foram eram foram serão seriam

SER - Modo Subjuntivo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro


que eu seja se eu fosse quando eu for
que tu sejas se tu fosses quando tu fores
que ele seja se ele fosse quando ele for
que nós sejamos se nós fôssemos quando nós formos
que vós sejais se vós fôsseis quando vós fordes
que eles sejam se eles fossem quando eles forem

SER - Modo Imperativo

Afirmativo Negativo
sê tu não sejas tu
seja você não seja você
sejamos nós não sejamos nós
sede vós não sejais vós
sejam vocês não sejam vocês

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LÍNGUA PORTUGUESA

SER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


ser ser eu sendo sido
seres tu
ser ele
sermos nós
serdes vós
serem eles
ESTAR - Modo Indicativo

Presente Pret. perf. Pret. Imperf. Pret.Mais-Que-Perf. Fut.doPres. Fut.do Preté.
estou estive estava estivera estarei estaria
estás estiveste estavas estiveras estarás estarias
está esteve estava estivera estará estaria
estamos estivemos estávamos estivéramos estaremos estaríamos
estais estivestes estáveis estivéreis estareis estaríeis
estão estiveram estavam estiveram estarão estariam

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


esteja estivesse estiver
estejas estivesses estiveres está estejas
esteja estivesse estiver esteja esteja
estejamos estivéssemos estivermos estejamos estejamos
estejais estivésseis estiverdes estai estejais
estejam estivessem estiverem estejam estejam

ESTAR - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


estar estar estando estado
estares
estar
estarmos
estardes
estarem

HAVER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Pret.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
hei houve havia houvera haverei haveria
hás houveste havias houveras haverás haverias
há houve havia houvera haverá haveria
havemos houvemos havíamos houvéramos haveremos haveríamos
haveis houvestes havíeis houvéreis havereis haveríeis
hão houveram haviam houveram haverão haveriam

HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


haja houvesse houver
hajas houvesses houveres há hajas
haja houvesse houver haja haja
hajamos houvéssemos houvermos hajamos hajamos
hajais houvésseis houverdes havei hajais
hajam houvessem houverem hajam hajam

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LÍNGUA PORTUGUESA

HAVER - Formas Nominais

Infinitivo Impessoal Infinitivo Pessoal Gerúndio Particípio


haver haver havendo havido
haveres
haver
havermos
haverdes
haverem

TER - Modo Indicativo

Presente Pret. Perf. Pret. Imper. Preté.Mais-Que-Perf. Fut. Do Pres. Fut. Do Preté.
Tenho tive tinha tivera terei teria
tens tiveste tinhas tiveras terás terias
tem teve tinha tivera terá teria
temos tivemos tínhamos tivéramos teremos teríamos
tendes tivestes tínheis tivéreis tereis teríeis
têm tiveram tinham tiveram terão teriam

TER - Modo Subjuntivo e Imperativo

Presente Pretérito Imperfeito Futuro Afirmativo Negativo


Tenha tivesse tiver
tenhas tivesses tiveres tem tenhas
tenha tivesse tiver tenha tenha
tenhamos tivéssemos tivermos tenhamos tenhamos
tenhais tivésseis tiverdes tende tenhais
tenham tivessem tiverem tenham tenham

- Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mes-
ma pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no
próprio sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:

- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abs-
ter-se, ater- -se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos verbos pronominais essenciais a reflexibilidade
já está implícita no radical do verbo. Por exemplo: Arrependi-me de ter estado lá.

A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mes-
ma, pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante
do verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-se que o pronome apenas serve de reforço da ideia re-
flexiva expressa pelo radical do próprio verbo.

Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e respectivos pronomes):


Eu me arrependo
Tu te arrependes
Ele se arrepende
Nós nos arrependemos
Vós vos arrependeis
Eles se arrependem
- 2. Acidentais: são aqueles verbos transitivos diretos em que a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto repre-
sentado por pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em
geral, os verbos transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser conjugados com os pronomes mencionados,
formando o que se chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:
Maria penteou-me.

23
LÍNGUA PORTUGUESA

Observações: - Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo


- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes ou advérbio. Por exemplo:
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem Saindo de casa, encontrei alguns amigos. (função de ad-
função sintática. vérbio)
- Há verbos que também são acompanhados de pro- Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função de ad-
nomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente jetivo)
pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos refle-
xivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em
idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Por exem- curso; na forma composta, uma ação concluída. Por exem-
plo: plo:
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
(objeto direto) - 1ª pessoa do singular Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
Modos Verbais - Particípio: quando não é empregado na formação
dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas resultado de uma ação terminada, flexionando-se em gê-
pelo verbo na expressão de um fato. Em Português, exis- nero, número e grau. Por exemplo:
tem três modos: Terminados os exames, os candidatos saíram.
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade: Eu sem-
pre estudo.
Quando o particípio exprime somente estado, sem ne-
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade: Tal- nhuma relação temporal, assume verdadeiramente a fun-
vez eu estude amanhã. ção de adjetivo (adjetivo verbal). Por exemplo: Ela foi a alu-
na escolhida para representar a escola.
Imperativo - indica uma ordem, um pedido: Estuda
agora, menino. Tempos Verbais

Formas Nominais Tomando-se como referência o momento em que se


fala, a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda for- tempos. Veja:
mas que podem exercer funções de nomes (substantivo,
adjetivo, advérbio), sendo por isso denominadas formas 1. Tempos do Indicativo
nominais. Observe:
- Presente - Expressa um fato atual: Eu estudo neste co-
- Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo légio.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de
substantivo. Por exemplo: - Pretérito Imperfeito - Expressa um fato ocorrido
Viver é lutar. (= vida é luta) num momento anterior ao atual, mas que não foi comple-
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) tamente terminado: Ele estudava as lições quando foi inter-
rompido.
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presen-
te (forma simples) ou no passado (forma composta). Por - Pretérito Perfeito - Expressa um fato ocorrido num
exemplo: momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado:
É preciso ler este livro. Ele estudou as lições ontem à noite.
Era preciso ter lido este livro.
- Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato
- Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três ocorrido antes de outro fato já terminado: Ele já tinha es-
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não tudado as lições quando os amigos chegaram. (forma com-
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do im- posta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
pessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira: (forma simples).
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.: termos (nós) - Futuro do Presente - Enuncia um fato que deve
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.: terdes (vós) ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.: terem (eles) atual: Ele estudará as lições amanhã.

Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma - Futuro do Pretérito - Enuncia um fato que pode
boa colocação. ocorrer posteriormente a um determinado fato passado:
Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.

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LÍNGUA PORTUGUESA

2. Tempos do Subjuntivo

- Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento atual: É conveniente que estudes para o exame.
- Pretérito Imperfeito - Expressa um fato passado, mas posterior a outro já ocorrido: Eu esperava que ele vencesse o
jogo.
Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por
exemplo: Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.

- Futuro do Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer num momento futuro em relação ao atual: Quando ele vier
à loja, levará as encomendas.
Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à
loja, levará as encomendas.

Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
cantO vendO partO O
cantaS vendeS parteS S
canta vende parte -
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M

Pretérito Perfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Desinência pessoal


CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE
cantoU vendeU partiU U
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaSTES vendeSTES partISTES STES
cantaRAM vendeRAM partiRAM RAM

Pretérito mais-que-perfeito

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M

Pretérito Imperfeito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA
cantAVAS vendIAS partAS
CantAVA vendIA partIA
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS
cantAVAM vendIAM partIAM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Presente do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação

CANTAR VENDER PARTIR


cantar ei vender ei partir ei
cantar ás vender ás partir ás
cantar á vender á partir á
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis
cantar ão vender ão partir ão

Futuro do Pretérito do Indicativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação

CANTAR VENDER PARTIR


cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS
cantarIAM venderIAM partirIAM

Presente do Subjuntivo

Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

1ª conjug. 2ª conjug. 3ª conju. Des. temporal Des.temporal Desinên. pessoal


1ª conj. 2ª/3ª conj.

CANTAR VENDER PARTIR


cantE vendA partA E A Ø
cantES vendAS partAS E A S
cantE vendA partA E A Ø
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, ob-
tendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
e pessoa correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíSSEMOS SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
cantaSSEM vendeSSEM partiSSEM SSE M

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LÍNGUA PORTUGUESA

Futuro do Subjuntivo

Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
correspondente.

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Des. temporal Desinência pessoal


1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR
cantaR vendeR partiR Ø
cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantaR vendeR partiR R Ø
cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Modo Imperativo

Imperativo Afirmativo

Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda
pessoa do plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm, sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja:

Presente do Indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo


Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem

Imperativo Negativo

Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a negação às formas do presente do subjuntivo.

Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo


Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós
Que eles cantem Não cantem eles

Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu), sede (vós).

Infinitivo Pessoal

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
cantarES venderES partirES
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS
cantarDES venderDES partirDES
cantarEM venderEM partirEM

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LÍNGUA PORTUGUESA

Questões sobre Verbo 05.(Analista – Arquitetura – FCC – 2013-adap.). Está ade-


quada a correlação entre tempos e modos verbais na frase:
01. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO A) Os que levariam a vida pensando apenas nos valores
- ASSISTENTE SOCIAL JUDICIÁRIO - VUNESP/2012) Assina- absolutos talvez façam melhor se pensassem no encanto
le a alternativa em que todos os verbos estão conjugados dos pequenos bons momentos.
segundo a norma-padrão. B) Há até quem queira saber quem fosse o maior ban-
(A) Absteu-se do álcool durante anos; agora, voltou ao dido entre os que recebessem destaque nos popularescos
vício. programas da TV.
(B) Perderam seus documentos durante a viagem, mas C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos-
já os reaveram. tam tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tenha
(C) Avisem-me, se vocês verem que estão ocorrendo aspirações a ser metafísica.
conflitos. D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levarem em
(D) Só haverá acordo se nós propormos uma boa inde- conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu-
nização. par-se com os degraus da notoriedade.
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos E) Quanto mais aproveitássemos o que houvesse de
eletrônicos. grande nos momentos felizes, menos precisaríamos nos
preocupar com conquistas superlativas.
02. (TRT/AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - FCC/2014)
... e então percorriam as pouco povoadas estepes da 06. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO –
Ásia Central até o mar Cáspio e além. FCC/2012) ...Ou pretendia.
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
grifado acima está em: grifado acima está em:
(A) ... e de lá por navios que contornam a Índia... a) ... ao que der ...
(B) ... era a capital da China. b) ... virava a palavra pelo avesso ...
(C) A Rota da Seda nunca foi uma rota única... c) Não teria graça ...
(D) ... dispararam na última década. d) ... um conto que sai de um palíndromo ...
(E) ... que acompanham as fronteiras ocidentais chine- e) ... como decidiu o seu destino de escritor.
sas...
07. (SABESP – TECNÓLOGO – FCC/2014) É importante
03. (TRF - 2ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - que a inserção da perspectiva da sustentabilidade na cultura
FCC/2012) O emprego, a grafia e a flexão dos verbos estão empresarial, por meio das ações e projetos de Educação Am-
corretos em: biental, esteja alinhada a esses conceitos.
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o
não prescindiram e não requiseram mais do que o esqueci- verbo grifado na frase acima está em:
mento e a passagem do tempo. (A) ... a Empresa desenvolve todas as suas ações, polí-
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para ticas...
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge (B) ... as definições de Educação Ambiental são abran-
do esquecimento, em 1974. gentes...
(C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor- (C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
tância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, so- vel...
breviram longos anos de esquecimento. (D) ... e incorporou [...] também aspectos de desenvol-
(D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando vimento humano.
as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos (E)... e reforce a identidade das comunidades.
atropelos do turismo selvagem.
(E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para 08. (DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JA-
que obtesse, agora em definitivo, o prestígio de um polo NEIRO – TÉCNICO SUPERIOR ESPECIALIZADO EM BIBLIO-
turístico de inegável valor histórico. TECONOMIA – FGV PROJETOS /2014) Na frase “se você
quiser ir mais longe”, a forma verbal empregada tem sua
04. (TRF - 3ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO - forma corretamente conjugada. A frase abaixo em que a
FCC/2014) Tinham seus prediletos ... forma verbal está ERRADA é
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o (A) se você se opuser a esse desejo.
grifado acima está em: (B) se você requerer este documento.
(A) Dumas consentiu. (C) se você ver esse quadro.
(B) ... levaram com eles a instituição do “lector”. (D) se você provier da China.
(C) ... enquanto uma fileira de trabalhadores enrolam (E) se você se entretiver com o jogo.
charutos...
(D) Despontava a nova capital mundial do Havana.
(E) ... que cedesse o nome de seu herói...

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LÍNGUA PORTUGUESA

09. (PREFEITURA DE SÃO CARLOS/SP – ENGENHEIRO – (C) A cada novo ciclo econômico retificava-se a impor-
ÁREA CIVIL – VUNESP/2011) Considere as frases: tância estratégica de Paraty, até que, a partir de 1855, so-
I. Há diversos projetos de lei em tramitação na Câmara. breviram (sobrevieram) longos anos de esquecimento.
II. Caso a bondade seja aprovada, haverá custo adicional (D) A Casa Azul envidará todos os esforços, refreando
de 5,4 bilhões de reais por ano. as ações predatórias, para que a cidade não sucumba aos
Assinale a alternativa que, respectivamente, substitui o atropelos do turismo selvagem.
verbo haver pelo verbo existir, conservando o tempo e o (E) Paraty imbuiu da sorte e do destino os meios para
modo. que obtesse, (obtivesse) agora em definitivo, o prestígio de
(A) Existe – existe um polo turístico de inegável valor histórico.
(B) Existem – existirão
(C) Existirão – existirá 4-)Tinham = pretérito imperfeito do Indicativo. Vamos
(D) Existem – existirá às alternativas:
(E) Existiriam – existiria Consentiu = pretérito perfeito / levaram = pretérito
perfeito (e mais-que-perfeito) do Indicativo
10. (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012) Despontava = pretérito imperfeito do Indicativo
... pois assim se via transportado de volta “à glória que foi Cedesse = pretérito do Subjuntivo
a Grécia e à grandeza que foi Roma”.
O verbo empregado nos mesmos tempo e modo que o 5-)
grifado acima está em: A) Os que levam a vida pensando apenas nos valores
a) Poe certamente acreditava nisso... absolutos talvez fariam melhor se pensassem no encanto
b) Se Grécia e Roma foram, para Poe, uma espécie de dos pequenos bons momentos.
casa... B) Há até quem queira saber quem é o maior bandido
c) ... ainda seja por nós obscuramente sentido como entre os que recebem destaque nos popularescos progra-
verdadeiro, embora não de modo consciente. mas da TV.
d) ... como um legado que provê o fundamento de nos- C) Não admira que os leitores de Manuel Bandeira gos-
sas sensibilidades. tem tanto de sua poesia, sobretudo porque ela não tem
e) Seria ela efetivamente, para o poeta, uma encarnação
aspirações a ser metafísica.
da princesa homérica?
D) Se os adeptos da fama a qualquer custo levassem em
conta nossa condição de mortais, não precisariam preocu-
GABARITO
par-se com os degraus da notoriedade.
01.E 02. B 03. D 04. D 05. E
6-) Pretendia = pretérito imperfeito do Indicativo
06.B 07. E 08. C 09. D 10.B
a) ... ao que der ... = futuro do Subjuntivo
RESOLUÇÃO b) ... virava = pretérito imperfeito do Indicativo
c) Não teria = futuro do pretérito do Indicativo
1-) Correção à frente: d) ... um conto que sai = presente do Indicativo
(A) Absteu-se = absteve-se e) ... como decidiu = pretérito perfeito do Indicativo
(B) mas já os reaveram = reouveram
(C) se vocês verem = virem 7-) O verbo “esteja” está no presente do Subjuntivo.
(D) Só haverá acordo se nós propormos = propusermos (A) ... a Empresa desenvolve = presente do Indicativo
(E) Antes do jantar, a criançada se entretinha com jogos (B) ... as definições de Educação Ambiental são = pre-
eletrônicos. sente do Indicativo
(C) ... também se associa o Desenvolvimento Sustentá-
2-) Percorriam = Pretérito Imperfeito do Indicativo vel... = presente do Indicativo
A = contornam – presente do Indicativo (D) ... e incorporou [...] = pretérito perfeito do Indicativo
B = era = pretérito imperfeito do Indicativo (E)... e reforce a identidade das comunidades. = presen-
C = foi = pretérito perfeito do Indicativo te do Subjuntivo.
D = dispararam = pretérito mais-que-perfeito do Indi-
cativo 8-)
E = acompanham = presente do Indicativo (A) se você se opuser a esse desejo.
(B) se você requerer este documento.
3-) Acrescentei as formas verbais adequadas nas ora- (C) se você ver esse quadro.= se você vir
ções analisadas: (D) se você provier da China.
(A) A revalorização e a nova proeminência de Paraty (E) se você se entretiver com o jogo.
não prescindiram e não requiseram (requereram) mais do
que o esquecimento e a passagem do tempo.
(B) Quando se imaginou que Paraty havia sido para
sempre renegada a um segundo plano, eis que ela imerge
(emerge) do esquecimento, em 1974.

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LÍNGUA PORTUGUESA

9-) Há = presente do Indicativo / haverá = futuro do - Pode acontecer ainda que o agente da passiva não
presente do indicativo. esteja explícito na frase: A exposição será aberta amanhã.
Ao substituirmos pelo verbo “existir”, lembremo-nos de - A variação temporal é indicada pelo verbo auxiliar
que esse sofrerá flexão de número (irá para o plural, caso (SER), pois o particípio é invariável. Observe a transforma-
seja necessário): ção das frases seguintes:
I. Existem diversos projetos de lei em tramitação na Câ- a) Ele fez o trabalho. (pretérito perfeito do indicativo)
mara. O trabalho foi feito por ele. (pretérito perfeito do indi-
II. Caso a bondade seja aprovada, existirá custo adicio- cativo)
nal de 5,4 bilhões de reais por ano.
Existem / existirá. b) Ele faz o trabalho. (presente do indicativo)
O trabalho é feito por ele. (presente do indicativo)
10-) Foi = pretérito perfeito do Indicativo
a) Poe certamente acreditava = pretérito imperfeito do c) Ele fará o trabalho. (futuro do presente)
Indicativo O trabalho será feito por ele. (futuro do presente)
b) Se Grécia e Roma foram = pretérito perfeito do In- - Nas frases com locuções verbais, o verbo SER assume
dicativo o mesmo tempo e modo do verbo principal da voz ativa.
c) ... ainda seja = presente do Subjuntivo Observe a transformação da frase seguinte:
d) ... como um legado que provê = presente do Indi- O vento ia levando as folhas. (gerúndio)
cativo As folhas iam sendo levadas pelo vento. (gerúndio)
e) Seria = futuro do pretérito do Indicativo
Obs.: é menos frequente a construção da voz passiva
Vozes do Verbo analítica com outros verbos que podem eventualmente
funcionar como auxiliares. Por exemplo: A moça ficou mar-
Dá-se o nome de voz à forma assumida pelo verbo para cada pela doença.
indicar se o sujeito gramatical é agente ou paciente da
ação. São três as vozes verbais:
2- Voz Passiva Sintética
- Ativa: quando o sujeito é agente, isto é, pratica a ação
A voz passiva sintética ou pronominal constrói-se com
expressa pelo verbo. Por exemplo:
o verbo na 3ª pessoa, seguido do pronome apassivador SE.
Ele fez o trabalho.
Por exemplo:
sujeito agente ação objeto (pacien-
Abriram-se as inscrições para o concurso.
te)
- Passiva: quando o sujeito é paciente, recebendo a Destruiu-se o velho prédio da escola.
ação expressa pelo verbo. Por exemplo: Obs.: o agente não costuma vir expresso na voz passiva
O trabalho foi feito por ele. sintética.
sujeito paciente ação agente da pas- Curiosidade: A palavra passivo possui a mesma raiz la-
siva tina de paixão (latim passio, passionis) e ambas se relacio-
- Reflexiva: quando o sujeito é ao mesmo tempo agen- nam com o significado sofrimento, padecimento. Daí vem
te e paciente, isto é, pratica e recebe a ação. Por exemplo: o significado de voz passiva como sendo a voz que expres-
O menino feriu-se. sa a ação sofrida pelo sujeito. Na voz passiva temos dois
elementos que nem sempre aparecem: SUJEITO PACIENTE
Obs.: não confundir o emprego reflexivo do verbo com e AGENTE DA PASSIVA.
a noção de reciprocidade: Os lutadores feriram-se. (um ao
outro) Conversão da Voz Ativa na Voz Passiva
Formação da Voz Passiva
Pode-se mudar a voz ativa na passiva sem alterar subs-
A voz passiva pode ser formada por dois processos: tancialmente o sentido da frase.
analítico e sintético.
Gutenberg inventou a imprensa (Voz Ativa)
1- Voz Passiva Analítica Sujeito da Ativa objeto Direto

Constrói-se da seguinte maneira: Verbo SER + particípio A imprensa foi inventada por Gutenberg (Voz Pas-
do verbo principal. Por exemplo: siva)
A escola será pintada. Sujeito da Passiva Agente da Passiva
O trabalho é feito por ele.
Observe que o objeto direto será o sujeito da passiva, o
Obs.: o agente da passiva geralmente é acompanhado sujeito da ativa passará a agente da passiva e o verbo ativo
da preposição por, mas pode ocorrer a construção com a assumirá a forma passiva, conservando o mesmo tempo.
preposição de. Por exemplo: A casa ficou cercada de solda- Observe mais exemplos:
dos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Os mestres têm constantemente aconselhado os alunos. 03. (FCC-TRE-Analista Judiciário – 2011) Transpondo-se
Os alunos têm sido constantemente aconselhados pelos para a voz passiva a frase Hoje a autoria institucional en-
mestres. frenta séria concorrência dos autores anônimos, obter-se-á
a seguinte forma verbal:
- Eu o acompanharei. (A) são enfrentados.
Ele será acompanhado por mim. (B) tem enfrentado.
(C) tem sido enfrentada.
Obs.: quando o sujeito da voz ativa for indeterminado, (D) têm sido enfrentados.
não haverá complemento agente na passiva. Por exemplo: (E) é enfrentada.
Prejudicaram-me. / Fui prejudicado.
04. (TRF - 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO –
Saiba que: FCC/2012) Para o Brasil, o fundamental é que, ao exercer a
- Aos verbos que não são ativos nem passivos ou refle- responsabilidade de proteger pela via militar, a comunida-
xivos, são chamados neutros. de internacional [...] observe outro preceito ...
O vinho é bom. Transpondo-se o segmento grifado acima para a voz
Aqui chove muito. passiva, a forma verbal resultante será:
a) é observado.
- Há formas passivas com sentido ativo: b) seja observado.
É chegada a hora. (= Chegou a hora.) c) ser observado.
Eu ainda não era nascido. (= Eu ainda não tinha nascido.) d) é observada.
És um homem lido e viajado. (= que leu e viajou) e) for observado.
- Inversamente, usamos formas ativas com sentido passivo: 05. (Analista de Procuradoria – FCC – 2013-adap) Trans-
Há coisas difíceis de entender. (= serem entendidas) pondo- -se para a voz passiva a frase O poeta teria
Mandou-o lançar na prisão. (= ser lançado)
aberto um diálogo entre as duas partes, a forma verbal re-
sultante será:
- Os verbos chamar-se, batizar-se, operar-se (no sentido
A) fora aberto.
cirúrgico) e vacinar-se são considerados passivos, logo o
B) abriria.
sujeito é paciente.
C) teria sido aberto.
Chamo-me Luís.
D) teriam sido abertas.
Batizei-me na Igreja do Carmo.
E) foi aberto.
Operou-se de hérnia.
Vacinaram-se contra a gripe.
06.(SEE/SP – PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II E PRO-
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ FESSOR II – LÍNGUA PORTUGUESA - FCC/2011) ...permite
morf54.php que os criadores tomem atitudes quando a proliferação de
algas tóxicas ameaça os peixes.
Questões sobre Vozes dos Verbos A transposição para a voz passiva da oração grifada aci-
ma teria, de acordo com a norma culta, como forma verbal
01. (TRE/AL – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) A fra- resultante:
se que admite transposição para a voz passiva é: (A) ameaçavam.
(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado. (B) foram ameaçadas.
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma (C) ameaçarem.
grande diversidade de fenômenos. (D) estiver sendo ameaçada.
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda- (E) forem ameaçados.
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da 07. (INFRAERO – ENGENHEIRO SANITARISTA –
vida (...). FCC/2011) Transpondo-se para a voz passiva a frase Um
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido figurante pode obscurecer a atuação de um protagonista, a
e da falsa consciência. forma verbal obtida será:
(A) pode ser obscurecido.
02. (TRE/RS – ANALISTA JUDICIÁRIO – FCC/2010) ... a (B) obscurecerá.
Coreia do Norte interrompeu comunicações com o vizinho ... (C) pode ter obscurecido.
Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma (D) pode ser obscurecida.
verbal corretamente obtida é: (E) será obscurecida.
a) tinha interrompido.
b) foram interrompidas.
c) fora interrompido.
d) haviam sido interrompidas.
e) haveriam de ser interrompidas.

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LÍNGUA PORTUGUESA

08.(GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – PRO- 2-) ... a Coreia do Norte interrompeu comunicações
CON – ADVOGADO – CEPERJ/2012) “todos que são impac- com o vizinho = voz ativa com um verbo, então a passiva
tados pelas mídias de massa” terá dois: comunicações com o vizinho foram interrompi-
O fragmento transcrito acima apresenta uma constru- das pela Coreia...
ção na voz passiva do verbo. Outro exemplo de voz passiva
encontra-se em: 3-) Hoje a autoria institucional enfrenta séria concor-
A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das decisões rência dos autores anônimos = Séria concorrência é en-
de compra de uma família” frentada pela autoria...
B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do
mercado para a persuasão do público infantil” 4-) a comunidade internacional [...] observe outro pre-
C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as ceito = se na voz ativa temos um verbo, na passiva tere-
crianças brasileiras nas práticas de consumo.” mos dois: outro preceito seja observado.
D) “Elas são assediadas pelo mercado”
E) “valores distorcidos são de fato um problema de or- 5-) O poeta teria aberto um diálogo entre as duas par-
dem ética” tes = Um diálogo teria sido aberto...

09. (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – CASA CI- 6-) Quando a proliferação ameaça os peixes = voz ativa
VIL – EXECUTIVO PÚBLICO – FCC/2010) Transpondo a frase Quando os peixes forem ameaçados pela proliferação...
o diretor estava promovendo seu filme para a voz passiva, = voz passiva
obtém-se corretamente o seguinte segmento:
(A) tinha recebido promoção. 7-) Um figurante pode obscurecer a atuação de um
(B) estaria sendo promovido. protagonista.
(C) fizera a promoção. Se na voz ativa temos um verbo, na passiva teremos
(D) estava sendo promovido. dois; se na ativa temos dois, na passiva teremos três. Então:
(E) havia sido promovido.
A atuação de um protagonista pode ser obscurecida por
um figurante.
10. -) (MPE/PE – ANALISTA MINISTERIAL – FCC/2012)
Da sede do poder no Brasil holandês, Marcgrave acompa-
8-)
nhou e anotou, sempre sozinho, alguns fenômenos celestes,
A) “As crianças brasileiras influenciam 80% das deci-
sobretudo eclipses lunares e solares.
sões de compra de uma família” = voz ativa
Ao transpor-se a frase acima para a voz passiva, as for-
B) “A publicidade na TV é a principal ferramenta do
mas verbais resultantes serão:
mercado para a persuasão do público infantil” = ativa (ver-
a) eram anotados e acompanhados.
b) fora anotado e acompanhado. bo de ligação); não dá para passar para a passiva
c) foram anotados e acompanhados. C) “evidenciaram outros fatores que influenciam as
d) anota-se e acompanha-se. crianças brasileiras nas práticas de consumo.” = ativa
e) foi anotado e acompanhado. D) “Elas são assediadas pelo mercado” = voz passiva
E) “valores distorcidos são de fato um problema de or-
GABARITO dem ética” = ativa (verbo de ligação); não dá para passar
para a passiva
01. B 02.B 03. E 04.B 05. C
06. E 07. D 08. D 09.D 10.C 9-) o diretor estava promovendo seu filme = dois ver-
bos na voz ativa, três na passiva: seu filme estava sendo
RESOLUÇÃO produzido.

1-) 10-)Marcgrave acompanhou e anotou alguns fenô-


(A) O cúmulo da ilusão é também o cúmulo do sagrado. menos celestes = voz ativa com um verbo (sem auxiliar!),
(B) O conceito de espetáculo unifica e explica uma então na passiva teremos dois: alguns fenômenos foram
grande diversidade de fenômenos. acompanhados e anotados por Marcgrave.
- Uma grande diversidade de fenômenos é unificada e
explicada pelo conceito...
(C) O espetáculo é ao mesmo tempo parte da socieda-
de, a própria sociedade e seu instrumento de unificação.
(D) As imagens fluem desligadas de cada aspecto da
vida (...).
(E) Por ser algo separado, ele é o foco do olhar iludido
e da falsa consciência.

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LÍNGUA PORTUGUESA

6) Quando o sujeito for composto da expressão “um


7. CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL. dos que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi
um dos que atuaram na Copa América.

7) Em casos relativos à concordância com locuções


Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
nos referindo à relação de dependência estabelecida entre quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário
um termo e outro mediante um contexto oracional. Desta nos atermos a duas questões básicas:
feita, os agentes principais desse processo são representa- - No caso de o primeiro pronome estar expresso no
dos pelo sujeito, que no caso funciona como subordinante; plural, o verbo poderá com ele concordar, como poderá
e o verbo, o qual desempenha a função de subordinado. também concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós
Dessa forma, temos que a concordância verbal carac- o receberemos. / Alguns de nós o receberão.
teriza-se pela adaptação do verbo, tendo em vista os que- - Quando o primeiro pronome da locução estiver ex-
sitos “número e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplifi- presso no singular, o verbo permanecerá, também, no sin-
cando, temos: O aluno chegou atrasado. Temos que o verbo gular: Algum de nós o receberá.
apresenta-se na terceira pessoa do singular, pois faz refe-
rência a um sujeito, assim também expresso (ele). Como 8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo
poderíamos também dizer: os alunos chegaram atrasados. pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa
do singular ou poderá concordar com o antecedente desse
Casos referentes a sujeito simples pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para
ela. / Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela.
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com
o núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que
2) Nos casos referentes a sujeito representado por antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós que toma-
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pes- mos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo.
soa do singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
Observação: 10) No caso de o sujeito aparecer representado por ex-
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto pressões que indicam porcentagens, o verbo concordará
adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular ou com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa
poderá ir para o plural: porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão
Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. da diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão.
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.
Observações:
3) Quando o sujeito é representado por expressões - Caso o verbo apareça anteposto à expressão de por-
partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte centagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprova-
de, a metade de, uma porção de” entre outras, o verbo tanto ram a decisão da diretoria 50% dos funcionários.
pode concordar com o núcleo dessas expressões quanto - Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no sin-
com o substantivo que a segue: A maioria dos alunos resol- gular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.
veu ficar. A maioria dos alunos resolveram ficar. - Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural:
4) No caso de o sujeito ser representado por expres- Os 50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.
sões aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”,
o verbo concorda com o substantivo determinado por elas: 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado
Cerca de mil candidatos se inscreveram no concurso. por pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empre-
gado na terceira pessoa do singular ou do plural: Vossas
5) Em casos em que o sujeito é representado pela ex- Majestades gostaram das homenagens. Vossa Majestade
pressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais agradeceu o convite.
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas.
12) Casos relativos a sujeito representado por substan-
Observação: tivo próprio no plural se encontram relacionados a alguns
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou aspectos que os determinam:
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, - Diante de nomes de obras no plural, seguidos do ver-
necessariamente, deverá permanecer no plural: bo ser, este permanece no singular, contanto que o predi-
Mais de um aluno, mais de um professor contribuíram cativo também esteja no singular: Memórias póstumas de
na campanha de doação de alimentos. Brás Cubas é uma criação de Machado de Assis.
Mais de um formando se abraçaram durante as soleni- - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo tam-
dades de formatura. bém permanece no plural: Os Estados Unidos são uma po-
tência mundial.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- Casos em que o artigo figura no singular ou em que - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoria-
ele nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados mente para o plural.
Unidos é uma potência mundial. - O homem e o menino estavam perdidos.
- O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
Casos referentes a sujeito composto
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, es- mais próximo.
tando relacionado a dois pressupostos básicos: Comi delicioso almoço e sobremesa.
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as Provei deliciosa fruta e suco.
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexio- - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
nar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. Tu e ele são concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
primos. Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer an-
teposto ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus c) Um substantivo e mais de um adjetivo
dois filhos compareceram ao evento. - antecede todos os adjetivos com um artigo.
Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao ver-
bo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou - coloca o substantivo no plural.
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
d) Pronomes de tratamento
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém - sempre concordam com a 3ª pessoa.
com mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no Vossa Santidade esteve no Brasil.
singular: Meu esposo e grande companheiro merece toda a
felicidade do mundo. e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
- Concordam com o substantivo a que se referem.
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinô- As cartas estão anexas.
nimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo A bebida está inclusa.
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha Precisamos de nomes próprios.
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de Obrigado, disse o rapaz.
meu esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha pre-
miação é fruto de meu esforço. f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
- Após essas expressões o substantivo fica sempre no
Concordância nominal é o ajuste que fazemos aos singular e o adjetivo no plural.
demais termos da oração para que concordem em gênero Renato advogou um e outro caso fáceis.
e número com o substantivo. Teremos que alterar, portan- Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
to, o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso,
temos também o verbo, que se flexionará à sua maneira. g) É bom, é necessário, é proibido
Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o prono- - Essas expressões não variam se o sujeito não vier pre-
me concordam em gênero e número com o substantivo. cedido de artigo ou outro determinante.
- A pequena criança é uma gracinha. Canja é bom. / A canja é boa.
- O garoto que encontrei era muito gentil e simpático. É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A en-
Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à trada é proibida.
regra geral mostrada acima.
h) Muito, pouco, caro
a) Um adjetivo após vários substantivos - Como adjetivos: seguem a regra geral.
- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o Comi muitas frutas durante a viagem.
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. Pouco arroz é suficiente para mim.
- Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. Os sapatos estavam caros.
- Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
- Como advérbios: são invariáveis.
- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural Comi muito durante a viagem.
masculino ou concorda com o substantivo mais próximo. Pouco lutei, por isso perdi a batalha.
- Ela tem pai e mãe louros. Comprei caro os sapatos.
- Ela tem pai e mãe loura.

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LÍNGUA PORTUGUESA

i) Mesmo, bastante (C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro


- Como advérbios: invariáveis regime democrático, em que se respeita tanto as liberda-
Preciso mesmo da sua ajuda. des individuais quanto as coletivas.
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. (D) As instituições fundamentais de um regime demo-
crático não pode estar subordinado às ordens indiscrimi-
- Como pronomes: seguem a regra geral. nadas de um único poder central.
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. (E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. para o momento eleitoral, que expõem as diferentes opi-
niões existentes na sociedade.
j) Menos, alerta
- Em todas as ocasiões são invariáveis. 02. (Agente Técnico – FCC – 2013). As normas de con-
Preciso de menos comida para perder peso. cordância verbal e nominal estão inteiramente respeitadas
Estamos alerta para com suas chamadas. em:
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa
k) Tal Qual leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo-
- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au-
com o consequente. tor, mediante palavras, sua matéria-prima.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. B) Obras que se considera clássicas na literatura sem-
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. pre delineia novos caminhos, pois é capaz de encantar o
leitor ao ultrapassar os limites da época em que vivem seus
l) Possível autores, gênios no domínio das palavras, sua matéria-pri-
- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “me- ma.
lhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as ex- C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas,
pressões. lhe permitem criar todo um mundo de ficção, em que per-
A mais possível das alternativas é a que você expôs. sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da em- leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
presa. D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
As piores situações possíveis são encontradas nas fave- tor somente se realiza plenamente caso haja afinidade de
las da cidade. ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura.
m) Meio E) Consta, na literatura mundial, obras-primas que
- Como advérbio: invariável. constitui leitura obrigatória e se tornam referências por seu
Estou meio (um pouco) insegura. conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época.

- Como numeral: segue a regra geral. 03. (Escrevente TJ-SP – Vunesp/2012) Leia o texto para
Comi meia (metade) laranja pela manhã. responder à questão.
_________dúvidas sobre o crescimento verde. Primeiro,
n) Só não está claro até onde pode realmente chegar uma políti-
- apenas, somente (advérbio): invariável. ca baseada em melhorar a eficiência sem preços adequados
Só consegui comprar uma passagem. para o carbono, a água e (na maioria dos países pobres) a
terra. É verdade que mesmo que a ameaça dos preços do
- sozinho (adjetivo): variável. carbono e da água em si ___________diferença, as compa-
Estiveram sós durante horas. nhias não podem suportar ter de pagar, de repente, digamos,
40 dólares por tonelada de carbono, sem qualquer prepara-
Fonte: ção. Portanto, elas começam a usar preços- -sombra.
http://www.brasilescola.com/gramatica/concordancia- Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma maneira
verbal.htm de quantificar adequadamente os insumos básicos. E sem
eles a maioria das políticas de crescimento verde sempre
Questões sobre Concordância Nominal e Verbal ___________ a segunda opção.
(Carta Capital, 27.06.2012. Adaptado)
01.(TRE/AL – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2010) A con- De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa,
cordância verbal e nominal está inteiramente correta na as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
frase: pectivamente, com:
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va- (A) Restam… faça… será
lores que determinam as escolhas dos governantes, para (B) Resta… faz… será
conferir legitimidade a suas decisões. (C) Restam… faz... serão
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem (D) Restam… façam… serão
ser embasados na percepção dos valores e princípios que (E) Resta… fazem… será
regem a prática política.

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LÍNGUA PORTUGUESA

04 (Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) Assinale a alterna- (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que
tiva em que o trecho a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
– Ainda assim, ninguém encontrou até agora uma ma- mesmos requizessem o respeito que faziam por merecer.
neira de quantificar adequadamente os insumos básicos.– (D) Se não proveem do preconceito, a desvalorização e
está corretamente reescrito, de acordo com a norma-padrão a pouca visibilidade dessa arte popular tão rica só pode ser
da língua portuguesa. resultado do puro e simples desconhecimento.
(A) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu que os proble-
até agora uma maneira adequada de se quantificar os insu- mas dos cordelistas estavam diretamente ligados à falta de
mos básicos. representatividade.
(B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon-
trou até agora uma maneira adequada de os insumos bási- 08. (TRF - 4ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO –
cos ser quantificados. FCC/2010) Observam-se corretamente as regras de con-
(C) Ainda assim, temos certeza que ninguém encontrou cordância verbal e nominal em:
até agora uma maneira adequada para que os insumos bá- a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
sicos sejam quantificado. entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofistica-
(D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- das às mais humildes, são cada vez mais comuns nos dias
trou até agora uma maneira adequada para que os insumos de hoje.
básicos seja quantificado. b) A importância de intelectuais como Edward Said e
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém encon- Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões
trou até agora uma maneira adequada de se quantificarem polêmicas de seu tempo, não estão apenas nos livros que
os insumos básicos. escreveram.
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
05. (FUNDAÇÃO CASA/SP - AGENTE ADMINISTRATIVO árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto so-
- VUNESP/2011 - ADAPTADA) Observe as frases do texto: frimento, estejam próximos de serem resolvidos ou pelo
I. Cerca de 75 por cento dos países obtêm nota negati-
menos de terem alguma trégua.
va...
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a
II. ... à Venezuela, de Chávez, que obtém a pior classifi-
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
cação do continente americano (2,0)...
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores
Assim como ocorre com o verbo “obter” nas frases I e
que admiradores.
II, a concordância segue as mesmas regras, na ordem dos
e) No final do século XX já não se via muitos intelec-
exemplos, em:
tuais e escritores como Edward Said, que não apenas era
(A) Todas as pessoas têm boas perspectivas para o próxi-
mo ano. Será que alguém tem opinião diferente da maioria? notícia pelos livros que publicavam como pelas posições
(B) Vem muita gente prestigiar as nossas festas juninas. que corajosamente assumiam.
Vêm pessoas de muito longe para brincar de quadrilha.
(C) Pouca gente quis voltar mais cedo para casa. Quase 09. (TRF - 2ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
todos quiseram ficar até o nascer do sol na praia. O verbo que, dadas as alterações entre parênteses propos-
(D) Existem pessoas bem intencionadas por aqui, mas tas para o segmento grifado, deverá ser colocado no plural,
também existem umas que não merecem nossa atenção. está em:
(E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam. (A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas)
(B) O que não se sabe... (ninguém nas regiões do pla-
06. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) neta)
Os folheteiros vivem em feiras, mercados, praças e locais de (C) O consumo mundial não dá sinal de trégua... (O
peregrinação. consumo mundial de barris de petróleo)
O verbo da frase acima NÃO pode ser mantido no plural (D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se
caso o segmento grifado seja substituído por: no custo da matéria-prima... (Constantes aumentos)
(A) Há folheteiros que (E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es-
(B) A maior parte dos folheteiros forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças
(C) O folheteiro e sua família climáticas)
(D) O grosso dos folheteiros
(E) Cada um dos folheteiros 10. (CETESB/SP – ESCRITURÁRIO - VUNESP/2013) Assi-
nale a alternativa em que a concordância das formas ver-
07. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012) bais destacadas está de acordo com a norma-padrão da
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas em: língua.
(A) Enquanto não se disporem a considerar o cordel sem (A) Fazem dez anos que deixei de trabalhar em higie-
preconceitos, as pessoas não serão capazes de fruir dessas nização subterrânea.
criações poéticas tão originais. (B) Ainda existe muitas pessoas que discriminam os
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status atri- trabalhadores da área de limpeza.
buído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje nas (C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
melhores universidades do país. riscos de se contrair alguma doença.

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LÍNGUA PORTUGUESA

(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era 4-)


sete da manhã, eu já estava fazendo meu serviço. (A) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, controu até agora uma maneira adequada de se quantifi-
começou a adotar medidas mais rigorosas para a proteção car os insumos básicos.
de seus funcionários. (B) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
controu até agora uma maneira adequada de os insumos
GABARITO básicos serem quantificados.
01. A 02. A 03. A 04. E 05. A (C) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
06. E 07. |B 08. D 09. D 10. C controu até agora uma maneira adequada para que os in-
sumos básicos sejam quantificados.
RESOLUÇÃO (D) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
controu até agora uma maneira adequada para que os in-
1-) Fiz os acertos entre parênteses:
sumos básicos sejam quantificados.
(A) A sociedade deve reconhecer os princípios e va-
(E) Ainda assim, temos certeza de que ninguém en-
lores que determinam as escolhas dos governantes, para
controu até agora uma maneira adequada de se quantifi-
conferir legitimidade a suas decisões.
carem os insumos básicos. = correta
(B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes de-
vem (deve) ser embasados (embasada) na percepção dos
valores e princípios que regem a prática política. 5-) Em I, obtêm está no plural; em II, no singular. Va-
(C) Eleições livres e diretas é (são) garantia de um ver- mos aos itens:
dadeiro regime democrático, em que se respeita (respei- (A) Todas as pessoas têm (plural) ... Será que alguém
tam) tanto as liberdades individuais quanto as coletivas. tem (singular)
(D) As instituições fundamentais de um regime demo- (B) Vem (singular) muita gente... Vêm pessoas (plural)
crático não pode (podem) estar subordinado (subordina- (C) Pouca gente quis (singular)... Quase todos quise-
das) às ordens indiscriminadas de um único poder central. ram (plural)
(E) O interesse de todos os cidadãos estão (está) vol- (D) Existem (plural) pessoas ... mas também existem
tados (voltado) para o momento eleitoral, que expõem (ex- umas (plural)
põe) as diferentes opiniões existentes na sociedade. (E) Aqueles que não atrapalham muito ajudam (ambas
as formas estão no plural)
2-)
A) Alguns dos aspectos mais desejáveis de uma boa 6-)
leitura, que satisfaça aos leitores e seja veículo de aprimo- A - Há folheteiros que vivem (concorda com o objeto
ramento intelectual, estão na capacidade de criação do au- “folheterios”)
tor, mediante palavras, sua matéria-prima. = correta B – A maior parte dos folheteiros vivem/vive (opcional)
B) Obras que se consideram clássicas na literatura sem- C – O folheteiro e sua família vivem (sujeito composto)
pre delineiam novos caminhos, pois são capazes de encan- D – O grosso dos folheteiros vive/vivem (opcional)
tar o leitor ao ultrapassarem os limites da época em que E – Cada um dos folheteiros vive = somente no sin-
vivem seus autores, gênios no domínio das palavras, sua gular
matéria-prima.
C) A palavra, matéria-prima de poetas e romancistas, 7-) Coloquei entre parênteses a forma verbal correta:
lhes permite criar todo um mundo de ficção, em que per-
(A) Enquanto não se disporem (dispuserem) a conside-
sonagens se transformam em seres vivos a acompanhar os
rar o cordel sem preconceitos, as pessoas não serão capa-
leitores, numa verdadeira interação com a realidade.
zes de fruir dessas criações poéticas tão originais.
D) As possibilidades de comunicação entre autor e lei-
(B) Ainda que nem sempre detenha o mesmo status
tor somente se realizam plenamente caso haja afinidade
de ideias entre ambos, o que permite, ao mesmo tempo, o atribuído à arte erudita, o cordel vem sendo estudado hoje
crescimento intelectual deste último e o prazer da leitura. nas melhores universidades do país.
E) Constam, na literatura mundial, obras-primas que (C) Rodolfo Coelho Cavalcante deve ter percebido que
constituem leitura obrigatória e se tornam referências por a situação dos cordelistas não mudaria a não ser que eles
seu conteúdo que ultrapassa os limites de tempo e de época. mesmos requizessem (requeressem) o respeito que faziam
por merecer.
3-) _Restam___dúvidas (D) Se não proveem (provêm) do preconceito, a des-
mesmo que a ameaça dos preços do carbono e da valorização e a pouca visibilidade dessa arte popular tão
água em si __faça __diferença rica só pode (podem) ser resultado do puro e simples des-
a maioria das políticas de crescimento verde sempre conhecimento.
____será_____ a segunda opção. (E) Rodolfo Coelho Cavalcante entreveu (entreviu) que
Em “a maioria de”, a concordância pode ser dupla: tan- os problemas dos cordelistas estavam diretamente ligados
to no plural quanto no singular. Nas alternativas não há à falta de representatividade.
“restam/faça/serão”, portanto a A é que apresenta as op-
ções adequadas.

37
LÍNGUA PORTUGUESA

8-) Fiz as correções entre parênteses:


a) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
8. REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL.
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais sofis-
ticadas às mais humildes, são (é) cada vez mais comuns
(comum) nos dias de hoje.
b) A importância de intelectuais como Edward Said e
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre questões Dá-se o nome de regência à relação de subordinação
polêmicas de seu tempo, não estão (está) apenas nos livros que ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus comple-
que escreveram. mentos. Ocupa-se em estabelecer relações entre as pala-
c) Nada indica que o conflito no Oriente Médio en- vras, criando frases não ambíguas, que expressem efeti-
tre árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto vamente o sentido desejado, que sejam corretas e claras.
sofrimento, estejam (esteja) próximos (próximo) de serem
(ser) resolvidos (resolvido) ou pelo menos de terem (ter) Regência Verbal
alguma trégua.
d) Intelectuais que têm compromisso apenas com a Termo Regente: VERBO
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
ponto relativa, costumam encontrar muito mais detratores A regência verbal estuda a relação que se estabelece
que admiradores. entre os verbos e os termos que os complementam (obje-
e) No final do século XX já não se via (viam) muitos tos diretos e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos
intelectuais e escritores como Edward Said, que não apenas adverbiais).
era (eram) notícia pelos livros que publicavam como pelas O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nos-
posições que corajosamente assumiam. sa capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
conhecermos as diversas significações que um verbo pode
9-) assumir com a simples mudança ou retirada de uma pre-
(A) Não há dúvida de que o estilo de vida... (dúvidas) = posição. Observe:
“há” permaneceria no singular A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar,
(B) O que não se sabe ... (ninguém nas regiões do pla- contentar.
neta) = “sabe” permaneceria no singular A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar
(C) O consumo mundial não dá sinal de trégua ... (O agrado ou prazer”, satisfazer.
consumo mundial de barris de petróleo) = “dá” permane- Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
ceria no singular
“agradar a alguém”.
(D) Um aumento elevado no preço do óleo reflete-se
no custo da matéria-prima... Constantes aumentos) = “re-
Saiba que:
flete” passaria para “refletem-se”
O conhecimento do uso adequado das preposições
(E) o tema das mudanças climáticas pressiona os es-
é um dos aspectos fundamentais do estudo da regência
forços mundiais... (a preocupação em torno das mudanças
verbal (e também nominal). As preposições são capazes de
climáticas) = “pressiona” permaneceria no singular
modificar completamente o sentido do que se está sendo
dito. Veja os exemplos:
10-) Fiz as correções:
(A) Fazem dez anos = faz (sentido de tempo = singular) Cheguei ao metrô.
(B) Ainda existe muitas pessoas = existem Cheguei no metrô.
(C) No trabalho em meio a tanta sujeira, havia altos
riscos No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no
(D) Eu passava a manhã no subterrâneo: quando era segundo caso, é o meio de transporte por mim utilizado.
sete da manhã = eram A oração “Cheguei no metrô”, popularmente usada a fim
(E) As companhias de limpeza, apenas recentemente, de indicar o lugar a que se vai, possui, no padrão culto da
começou = começaram língua, sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de al-
guns verbos, e a regência culta.
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos
de acordo com sua transitividade. A transitividade, porém,
não é um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de
diferentes formas em frases distintas.

Verbos Intransitivos

Os verbos intransitivos não possuem complemento. É


importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.

38
LÍNGUA PORTUGUESA

- Chegar, Ir os pronomes o, os, a, as como complementos de verbos


Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adver- transitivos indiretos. Com os objetos indiretos que não re-
biais de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para presentam pessoas, usam-se pronomes oblíquos tônicos
indicar destino ou direção são: a, para. de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos pronomes átonos
lhe, lhes.
Fui ao teatro.
Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
- Consistir - Tem complemento introduzido pela pre-
Ricardo foi para a Espanha. posição “em”: A modernidade verdadeira consiste em direi-
Adjunto Adverbial de Lugar tos iguais para todos.

- Comparecer - Obedecer e Desobedecer - Possuem seus comple-


O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido por mentos introduzidos pela preposição “a”:
em ou a. Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o Eles desobedeceram às leis do trânsito.
último jogo.
- Responder - Tem complemento introduzido pela pre-
Verbos Transitivos Diretos posição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
quem” ou “ao que” se responde.
Os verbos transitivos diretos são complementados por Respondi ao meu patrão.
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição Respondemos às perguntas.
para o estabelecimento da relação de regência. Ao em- Respondeu-lhe à altura.
pregar esses verbos, devemos lembrar que os pronomes
oblíquos o, a, os, as atuam como objetos diretos. Esses pro- Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto
nomes podem assumir as formas lo, los, la, las (após formas quando exprime aquilo a que se responde, admite voz pas-
verbais terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após siva analítica. Veja:
formas verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e O questionário foi respondido corretamente.
lhes são, quando complementos verbais, objetos indiretos. Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abando-
nar, abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, ad- - Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complemen-
mirar, adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, tos introduzidos pela preposição “com”.
castigar, condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, Antipatizo com aquela apresentadora.
eleger, estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, Simpatizo com os que condenam os políticos que gover-
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar. nam para uma minoria privilegiada.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente
como o verbo amar: Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
Amo aquele rapaz. / Amo-o.
Amo aquela moça. / Amo-a. Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompa-
Amam aquele rapaz. / Amam-no. nhados de um objeto direto e um indireto. Merecem desta-
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. que, nesse grupo: Agradecer, Perdoar e Pagar. São verbos
que apresentam objeto direto relacionado a coisas e obje-
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses ver- to indireto relacionado a pessoas. Veja os exemplos:
bos para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos
adnominais). Agradeço aos ouvintes a audiência.
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) Objeto Indireto Objeto Direto
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua car-
reira) Paguei o débito ao cobrador.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau hu- Objeto Direto Objeto Indireto
mor)
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito
Verbos Transitivos Indiretos com particular cuidado. Observe:
Agradeci o presente. / Agradeci-o.
Os verbos transitivos indiretos são complementados Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
por objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exi- Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
gem uma preposição para o estabelecimento da relação de Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
regência. Os pronomes pessoais do caso oblíquo de ter- Paguei minhas contas. / Paguei-as.
ceira pessoa que podem atuar como objetos indiretos são Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
o “lhe”, o “lhes”, para substituir pessoas. Não se utilizam

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LÍNGUA PORTUGUESA

Informar Mudança de Transitividade X Mudança de Signifi-


- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto cado
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Informe os novos preços aos clientes. Há verbos que, de acordo com a mudança de tran-
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos sitividade, apresentam mudança de significado. O co-
preços) nhecimento das diferentes regências desses verbos é um
recurso linguístico muito importante, pois além de permi-
- Na utilização de pronomes como complementos, veja tir a correta interpretação de passagens escritas, oferece
as construções: possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. os principais, estão:
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou so-
bre eles) AGRADAR
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer cari-
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada nhos, acariciar.
para os seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, pre- Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agra-
venir. da quando o revê.
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. /
Comparar Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo.
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
preposições “a” ou “com” para introduzir o complemento - Agradar é transitivo indireto no sentido de causar
indireto. agrado a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma introduzido pela preposição “a”.
criança. O cantor não agradou aos presentes.
O cantor não lhes agradou.
Pedir
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na
ASPIRAR
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, ins-
pessoa.
pirar (o ar), inalar: Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o)
Pedi-lhe favores.
Objeto Indireto Objeto Direto
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar,
ter como ambição: Aspirávamos a melhores condições de
Pedi-lhe que se mantivesse em silêncio.
vida. (Aspirávamos a elas)
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva
Objetiva Direta
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é
Saiba que: pessoa, mas coisa, não se usam as formas pronominais
- A construção “pedir para”, muito comum na lingua- átonas “lhe” e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”,
gem cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua “ a ela (s)”. Veja o exemplo: Aspiravam a uma existência
culta. No entanto, é considerada correta quando a palavra melhor. (= Aspiravam a ela)
licença estiver subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. ASSISTIR
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz - Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar,
uma oração subordinada adverbial final reduzida de infini- prestar assistência a, auxiliar. Por exemplo:
tivo (para ir entregar-lhe os catálogos em casa). As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los.
- A construção “dizer para”, também muito usada po-
pularmente, é igualmente considerada incorreta. - Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, pre-
senciar, estar presente, caber, pertencer. Exemplos:
Preferir Assistimos ao documentário.
Não assisti às últimas sessões.
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto in- Essa lei assiste ao inquilino.
direto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo “assistir” é
Prefiro trem a ônibus. intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de
lugar introduzido pela preposição “em”: Assistimos numa
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado conturbada cidade.
sem termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil
vezes, um milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo
prefixo existente no próprio verbo (pre).

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LÍNGUA PORTUGUESA

CHAMAR As afirmações da testemunha procediam, não havia


- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, como refutá-las.
solicitar a atenção ou a presença de. Você procede muito mal.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá cha- - Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a prepo-
má-la. sição” de”) e fazer, executar (rege complemento introduzido
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. pela preposição “a”) é transitivo indireto.
O avião procede de Maceió.
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode Procedeu-se aos exames.
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predi- O delegado procederá ao inquérito.
cativo preposicionado ou não.
A torcida chamou o jogador mercenário. QUERER
A torcida chamou ao jogador mercenário. - Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter
A torcida chamou o jogador de mercenário. vontade de, cobiçar.
A torcida chamou ao jogador de mercenário. Querem melhor atendimento.
Queremos um país melhor.
CUSTAR
- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado - Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição,
valor ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial: estimar, amar.
Frutas e verduras não deveriam custar muito. Quero muito aos meus amigos.
Ele quer bem à linda menina.
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo Despede-se o filho que muito lhe quer.
ou transitivo indireto.
Muito custa viver tão longe da família. VISAR
Verbo Oração Subordinada Substantiva - Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mi-
Subjetiva rar, fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
Intransitivo Reduzida de Infinitivo O homem visou o alvo.
O gerente não quis visar o cheque.
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela
atitude. - No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como
Objeto Oração Subordinada Substantiva objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.
Subjetiva O ensino deve sempre visar ao progresso social.
Indireto Reduzida de Infinitivo Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar
público.
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções
que atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado ESQUECER – LEMBRAR
por pessoa. Observe: - Lembrar algo – esquecer algo
Custei para entender o problema. - Lembrar-se de algo – esquecer-se de algo (pronominal)
Forma correta: Custou-me entender o problema.
No 1º caso, os verbos são transitivos diretos, ou seja,
IMPLICAR exigem complemento sem preposição: Ele esqueceu o livro.
- Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: No 2º caso, os verbos são pronominais (-se, -me, etc) e
a) dar a entender, fazer supor, pressupor: Suas atitudes exigem complemento com a preposição “de”. São, portan-
implicavam um firme propósito. to, transitivos indiretos:
b) Ter como consequência, trazer como consequência, - Ele se esqueceu do caderno.
acarretar, provocar: Liberdade de escolha implica amadure- - Eu me esqueci da chave.
cimento político de um povo. - Eles se esqueceram da prova.
- Nós nos lembramos de tudo o que aconteceu.
- Como transitivo direto e indireto, significa compro-
meter, envolver: Implicaram aquele jornalista em questões Há uma construção em que a coisa esquecida ou lem-
econômicas. brada passa a funcionar como sujeito e o verbo sofre leve
alteração de sentido. É uma construção muito rara na lín-
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é tran- gua contemporânea, porém, é fácil encontrá-la em textos
sitivo indireto e rege com preposição “com”: Implicava com clássicos tanto brasileiros como portugueses. Machado de
quem não trabalhasse arduamente. Assis, por exemplo, fez uso dessa construção várias vezes.
- Esqueceu-me a tragédia. (cair no esquecimento)
PROCEDER - Lembrou-me a festa. (vir à lembrança)
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, O verbo lembrar também pode ser transitivo direto e
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado indireto (lembrar alguma coisa a alguém ou alguém de al-
de adjunto adverbial de modo. guma coisa).

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LÍNGUA PORTUGUESA

SIMPATIZAR
Transitivo indireto e exige a preposição “com”: Não simpatizei com os jurados.

NAMORAR
É transitivo direto, ou seja, não admite preposição: Maria namora João.

Obs: Não é correto dizer: “Maria namora com João”.

OBEDECER
É transitivo indireto, ou seja, exige complemento com a preposição “a” (obedecer a): Devemos obedecer aos pais.

Obs: embora seja transitivo indireto, esse verbo pode ser usado na voz passiva: A fila não foi obedecida.

VER
É transitivo direto, ou seja, não exige preposição: Ele viu o filme.

Regência Nominal

É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome.
Essa relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo da regência nominal, é preciso levar em conta que vá-
rios nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa,
nesses casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes:
todos regem complementos introduzidos pela preposição a. Veja:
Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.

Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da preposição ou preposições que os regem. Observe-os atenta-
mente e procure, sempre que possível, associar esses nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

Substantivos
Admiração a, por Devoção a, para, com, por Medo a, de
Aversão a, para, por Doutor em Obediência a
Atentado a, contra Dúvida acerca de, em, sobre Ojeriza a, por
Bacharel em Horror a Proeminência sobre
Capacidade de, para Impaciência com Respeito a, com, para com, por

Adjetivos
Acessível a Diferente de Necessário a
Acostumado a, com Entendido em Nocivo a
Afável com, para com Equivalente a Paralelo a
Agradável a Escasso de Parco em, de
Alheio a, de Essencial a, para Passível de
Análogo a Fácil de Preferível a
Ansioso de, para, por Fanático por Prejudicial a
Apto a, para Favorável a Prestes a
Ávido de Generoso com Propício a
Benéfico a Grato a, por Próximo a
Capaz de, para Hábil em Relacionado com
Compatível com Habituado a Relativo a
Contemporâneo a, de Idêntico a Satisfeito com, de, em, por
Contíguo a Impróprio para Semelhante a
Contrário a Indeciso em Sensível a
Curioso de, por Insensível a Sito em
Descontente com Liberal com Suspeito de
Desejoso de Natural de Vazio de

Advérbios
Longe de Perto de

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi-
seguir o regime dos adjetivos de que são formados: para- rações da justiça...
lela a; paralelamente a; relativa a; relativamente a. E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
sentimento de justiça.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/
sint61.php 05. (Escrevente TJ SP – Vunesp 2012) Assinale a alter-
Questões sobre Regência Nominal e Verbal nativa em que o período, adaptado da revista Pesquisa
Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à regência
01. (Administrador – FCC – 2013-adap.). nominal e à pontuação.
... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapida-
ciências ... mente, seu espaço na carreira científica ainda que o avanço
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que seja mais notável em alguns países, o Brasil é um exemplo,
o grifado acima está empregado em: do que em outros.
A) ...astros que ficam tão distantes ... (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam ra-
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... pidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o
C) ...que nos proporcionou um espírito ... avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um
D) ...cuja importância ninguém ignora ... exemplo!, do que em outros.
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro ... (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam ra-
pidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o
02.(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013- avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um
adap.). exemplo, do que em outros.
... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos (D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapida-
filhos do sueco. mente seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de com- seja mais notável em alguns países – o Brasil é um exemplo
plementos que o grifado acima está empregado em: – do que em outros.
A) ...que existe uma coisa chamada exército... (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapida-
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? mente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o avan-
C) ...compareceu em companhia da mulher à delega- ço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um exem-
cia... plo) do que em outros.
D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro...
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atre- 06. (Papiloscopista Policial – VUNESP – 2013). Assina-
vimento. le a alternativa correta quanto à regência dos termos em
destaque.
03.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013-adap.). (A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em
responsabilidade pelo problema.
partes desiguais...
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que
se perdido.
o grifado acima está empregado em:
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho
A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a
de um índio na porta do prédio.
extremos de sutileza.
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se
B) ...eram comumente assinalados a golpes de macha-
perdido de sua família.
do nos troncos mais robustos.
(E) A família toda se organizou para realizar a procura
C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados deso-
rientam, não raro, quem... à garotinha.
D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho
na serra de Tunuí... 07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013). Assinale
E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o a alternativa que completa, correta e respectivamente, as
gentio, mestre e colaborador... lacunas do texto, de acordo com as regras de regência.
Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.). assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia.
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que
o da frase acima se encontra em: a mídia pode exercer sobre os jovens.
A) A palavra direito, em português, vem de directum, A) dos … na
do verbo latino dirigere... B) nos … entre a
B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão das C) aos … para a
sociedades... D) sobre os … pela
C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado E) pelos … sob a
pela justiça.

43
LÍNGUA PORTUGUESA

08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorien-
Públicas – VUNESP – 2013). Considerando a norma-padrão tam, não raro, quem... =transitivo direto
da língua, assinale a alternativa em que os trechos destaca- D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na
dos estão corretos quanto à regência, verbal ou nominal. serra de Tunuí... = transitivo direto
A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o
dez mil tomadas. gentio, mestre e colaborador...=transitivo direto
B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé. 4-) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça...
C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de Lidar = transitivo indireto
criar logotipos e negociar. B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão
D) O taxista levou o autor a indagar no número de to- das sociedades... =transitivo direto
madas do edifício. C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regula-
E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor repa- do pela justiça. =ligação
rasse a um prédio na marginal. D) Essa problematicidade não afasta a força das aspi-
rações da justiça... =transitivo direto e indireto
09. (Assistente de Informática II – VUNESP – 2013). As- E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o
sinale a alternativa que substitui a expressão destacada na sentimento de justiça. =transitivo direto
frase, conforme as regras de regência da norma-padrão da
língua e sem alteração de sentido. 5-) A correção do item deve respeitar as regras de pon-
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de tuação também. Assinalei apenas os desvios quanto à re-
direitos dos trabalhadores domésticos. gência (pontuação encontra-se em tópico específico)
A) da (A) Não há dúvida de que as mulheres ampliam,
B) na (B) Não há dúvida de que (erros quanto à pon-
C) pela tuação)
D) sob a (C) Não há dúvida de que as mulheres, (erros quan-
E) sobre a to à pontuação)
(E) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapi-
GABARITO damente, seu espaço na carreira científica, ainda que, o
01. D 02. D 03. A 04. A 05. D avanço seja mais notável em alguns países (o Brasil é um
06. A 07. C 08. A 09. C exemplo) do que em outros.

RESOLUÇÃO 6-)
(B) A menina tinha o receio de levar uma bronca por
1-) ... a que ponto a astronomia facilitou a obra das ou- ter se perdido.
tras ciências ... (C) A garota tinha apenas a lembrança do desenho de
Facilitar – verbo transitivo direto um índio na porta do prédio.
A) ...astros que ficam tão distantes ... = verbo de ligação (D) A menina não tinha orgulho do fato de ter se per-
B) ...que a astronomia é uma das ciências ... = verbo de ligação dido de sua família.
C) ...que nos proporcionou um espírito ... = verbo transi- (E) A família toda se organizou para realizar a procura
tivo direto e indireto pela garotinha.
E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro =
verbo transitivo indireto 7-) Os estudos aos quais a pesquisadora se re-
portou já assinalavam uma relação entre os distúrbios
2-) ... pediu ao delegado do bairro que desse um jeito da imagem corporal e a exposição a imagens idealizadas
nos filhos do sueco. pela mídia.
Pedir = verbo transitivo direto e indireto A pesquisa faz um alerta para a influência negativa
A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... = tran- que a mídia pode exercer sobre os jovens.
sitivo direto
B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? =verbo de 8-)
ligação B) O autor fez conjecturas sobre a possibilidade de ha-
C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... ver um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé.
=verbo intransitivo C) Centenas de trabalhadores estão empenhados em
E) O delegado apenas olhou-a espantado com o atrevi- criar logotipos e negociar.
mento. =transitivo direto D) O taxista levou o autor a indagar sobre o número de
tomadas do edifício.
3-) ... constava simplesmente de uma vareta quebrada E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor re-
em partes desiguais... parasse em um prédio na marginal.
Constar = verbo intransitivo
B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado 9-) Muitas organizações lutaram pela igualdade de
nos troncos mais robustos. =ligação direitos dos trabalhadores domésticos.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- diante da maioria dos pronomes e das expressões


de tratamento, com exceção das formas senhora, se-
9. OCORRÊNCIA DE CRASE.
nhorita e dona:
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de on-
A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”, tem.
“mistura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
“junção” de duas vogais idênticas. É de grande importân- Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pro-
cia a crase da preposição “a” com o artigo feminino “a” nomes podem ser identificados pelo método: troque a pa-
(s), com o “a” inicial dos pronomes aquele(s), aquela (s), lavra feminina por uma masculina, caso na nova construção
aquilo e com o “a” do relativo a qual (as quais). Na escri- surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
ta, utilizamos o acento grave ( ` ) para indicar a crase. O Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indi-
uso apropriado do acento grave depende da compreensão víduo.)
da fusão das duas vogais. É fundamental também, para o Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao
entendimento da crase, dominar a regência dos verbos e senhor.)
nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a cra- Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao
se, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência próprio Cláudio para sair mais cedo.)
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.
Observe: - diante de numerais cardinais:
Vou a + a igreja. Chegou a duzentos o número de feridos.
Vou à igreja. Daqui a uma semana começa o campeonato.
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição
“a”, exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
do artigo “a” que está determinando o substantivo femini-
no igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e - diante de palavras femininas:
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Observe os outros exemplos: Sempre vamos à praia no verão.
Conheço a aluna. Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Refiro-me à aluna. Sou grata à população.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (co- Fumar é prejudicial à saúde.
nhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é
transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige - diante da palavra “moda”, com o sentido de “à
a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o moda de” (mesmo que a expressão moda de fique suben-
termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino tendida):
“a” ou um dos pronomes já especificados. O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Casos em que a crase NÃO ocorre: Estava com vontade de comer frango à (moda de) pas-
sarinho.
- diante de substantivos masculinos: O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
Andamos a cavalo.
Fomos a pé. - na indicação de horas:
Passou a camisa a ferro. Acordei às sete horas da manhã.
Fazer o exercício a lápis. Elas chegaram às dez horas.
Compramos os móveis a prazo. Foram dormir à meia-noite.

- diante de verbos no infinitivo:


A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.

Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos


exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá
crase.

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LÍNGUA PORTUGUESA

- em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas. Por exemplo:
à tarde às ocultas às pressas à medida que
à noite às claras às escondidas à força
à vontade à beça à larga à escuta
às avessas à revelia à exceção de à imitação de
à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
à luz à sombra de à frente de à proporção que
à semelhança de às ordens à beira de

Crase diante de Nomes de Lugar


Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo regente por um verbo que peça a preposição “de” ou “em”.
A ocorrência da contração “da” ou “na” prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase. Por exemplo:

Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a] França.)


Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Porto Alegre.)

*- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Vou à praia. = Volto da praia.

- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado, ocorrerá crase. Veja:


Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s), Aquela (s), Aquilo

Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome

Refiro-me àquele atentado.

O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja
outros exemplos:
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.

Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais

A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pro-
nomes exigir a preposição “a”, haverá crase. É possível detectar a ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição
do termo regido feminino por um termo regido masculino. Por exemplo:

A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.


O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a - diante de pronome possessivo feminino:
crase. Veja outros exemplos: Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. artigo. Observe:
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperando
responder nenhuma das questões. por você.
A sessão à qual assisti estava vazia. A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está espe-
rando por você.
Crase com o Pronome Demonstrativo “a” Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever
A ocorrência da crase com o pronome demonstrativo as frases abaixo das seguintes formas:
“a” também pode ser detectada através da substituição do Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
termo regente feminino por um termo regido masculino. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.
Veja:
Minha revolta é ligada à do meu país. - depois da preposição até:
Meu luto é ligado ao do meu país. Fui até a praia. ou Fui até à praia.
As orações são semelhantes às de antes. Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à por-
Os exemplos são semelhantes aos de antes. ta.
Suas perguntas são superiores às dele. A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou A
Seus argumentos são superiores aos dele. palestra vai até às cinco horas da tarde.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. Questões sobre Crase
A Palavra Distância
01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as dis-
cussões sobre drogas parecem limitar-se ______aspectos ju-
Se a palavra distância estiver especificada, determina-
rídicos ou policiais. É como se suas únicas consequências
da, a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à dis-
estivessem em legalismos, tecnicalidades e estatísticas cri-
tância de 100km daqui. (A palavra está determinada)
minais. Raro ler ____respeito envolvendo questões de saúde
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
pública como programas de esclarecimento e prevenção, de
palavra está especificada.)
tratamento para dependentes e de reintegração desses____
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase
vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico ou
não pode ocorrer. Por exemplo:
clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
Os militares ficaram a distância.
própria família?
Gostava de fotografar a distância. (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
Ensinou a distância. 17.09.2012. Adaptado)
Dizem que aquele médico cura a distância. As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Reconheci o menino a distância. respectivamente, com:
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambi- (A) aos … à … a … a
guidade, pode-se usar a crase. Veja: (B) aos … a … à … a
Gostava de fotografar à distância. (C) a … a … à … à
Ensinou à distância. (D) à … à … à … à
Dizem que aquele médico cura à distância. (E) a … a … a … a

Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA 02. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia
o texto a seguir.
- diante de nomes próprios femininos: Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, cor-
Observação: é facultativo o uso da crase diante de no- reu ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira
mes próprios femininos porque é facultativo o uso do ar- causa do procedimento de Camilo. Vimos que ______ carto-
tigo. Observe: mante restituiu--lhe ______ confiança, e que o rapaz repreen-
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. deu-a por ter feito o que fez.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias.
Rio de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Como podemos constatar, é facultativo o uso do arti- Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
go feminino diante de nomes próprios femininos, então ordem dada:
podemos escrever as frases abaixo das seguintes formas: A) à – a – a
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Ro- B) a – a – à
berto. C) à – a – à
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro- D) à – à – a
berto. E) a – à – à

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LÍNGUA PORTUGUESA

03 (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VU- 07. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP/2013) De acordo com a norma-padrão da língua NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está cor-
portuguesa, o acento indicativo de crase está corretamente retamente empregado em:
empregado em: A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
(A) A população, de um modo geral, está à espera de com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
que, com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes. desejos.
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à repen- B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
sarem a sua postura. nos mecanismos biológicos de controle emocional.
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
punições muito mais severas. D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunidade
(D) À ninguém é dado o direito de colocar em risco a alimentam a violência crescente nas cidades.
vida dos demais motoristas e de pedestres. E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
(E) Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento dade atinge os mais vulneráveis.
da nova lei para que ela possa funcionar.
08. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
04. (Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não O sinal indicativo de crase está correto em:
me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
efervescente. área de biotecnologia.
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
se o segmento grifado for substituído por: à educação dos filhos.
A) leitura apressada e sem profundidade. C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
B) cada um de nós neste formigueiro. instalações do prédio.
C) exemplo de obras publicadas recentemente. D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
D) uma comunicação festiva e virtual. detalhe que envolva a segurança das pessoas.
E) respeito de autores reconhecidos pelo público. E) É função da política é dedicar-se à todo problema
que comprometa o bem-estar do cidadão.
05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP – 2013).
09. (TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
O detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um ho-
também desenvolve atividades lúdicas de apoio______ res-
mem de face corada, muito afeito ...... frases inteligentes e
socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
citações dos clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e
-lo para o retorno______ sociedade. Dessa forma, quando em
sossegada, fica sentada tricotando tranquilamente, impassí-
liberdade, ele estará capacitado______ ter uma profissão e
uma vida digna. vel ...... propensão de seu marido ...... investigar assassinatos.
(Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/ (Adaptado de P.D.James, op.cit.)
qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos. Aces-
so em: 18.08.2012. Adaptado) Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
ordem dada:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti- (A) à - à - a
vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa- (B) a - à - a
drão da língua portuguesa. (C) à - a - à
A) à … à … à (D) a - à - à
B) a … a … à (E) à - a – a
C) a … à … à
D) à … à ... a 10. (POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO
E) a … à … a SOLDADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Em qual das op-
ções abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente
06. (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU- indicado?
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013) A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura.
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a B) Ninguém se referira à essa ideia antes.
seguir, empregando o sinal indicativo de crase de acordo C) Esta era à medida certa do quarto.
com a norma-padrão. D) Ela fechou a porta e saiu às pressas.
Não nos sujeitamos ____ corrupção; tampouco cederemos E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo.
espaço ____ nenhuma ação que se proponha ____ prejudicar
nossas instituições. GABARITO
(A) à … à … à
(B) a … à … à 01. B 02. A 03. A 04. A 05. D
(C) à … a … a 06.C 07. E 08. B 09.B 10. D
(D) à … à … a
(E) a … a … à

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO * ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto


indireto. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhu-
1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais. ma” é pronome indefinido);
Raro ler __a__respeito (antes de palavra masculina * que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no
não há crase) caso, oração subordinada com função de objeto indireto.
de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
vida = à) no infinitivo – “prejudicar”).
o nome de um médico ou clínica __a_quem tentar en-
caminhar um drogado da nossa própria família? (antes de 7-)
pronome indefinido/relativo) A) Tendências agressivas começam à ser relacionadas
com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la desejos. (antes de verbo no infinitivo não há crase)
sobre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. B) A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
Vimos que _a__cartomante (objeto direto)restituiu-lhe nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
___a___ confiança (objeto direto), e que o rapaz repreen- o “a” está no singular e antecede palavra no plural, não há
deu-a por ter feito o que fez. crase)
3-) C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
(A) A população, de um modo geral, está à espera (dá (artigo indefinido)
para substituir por “esperando”) de que D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
(B) A nova lei chega para obrigar os motoristas à re- de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
pensarem (antes de verbo) masculina)
(C) A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à E) Um ambiente desfavorável à formação da personali-
punições (generalizando, palavra no plural) dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi-
(D) À ninguém (pronome indefinido) nal: desfavorável a?)
(E) Cabe à todos (pronome indefinido) 8-)
A) Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
área de biotecnologia. (artigo indefinido)
4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressa-
B) Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar à
da e sem profundidade.
educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar a )
a cada um de nós neste formigueiro. (antes de prono-
C) Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar as
me indefinido)
instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
a exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra
D) O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
masculina)
detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome
a uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefini-
indefinido)
do) E) É função da política é dedicar-se à todo problema
a respeito de autores reconhecidos pelo público. (pa- que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
lavra masculina) definido)
5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional 9-) Afeito a frases (generalizando, já que o “a” está no
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio___à__ singular e “frases”, no plural)
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa- Impassível à propensão (regência nominal: pede pre-
rá--lo para o retorno___à__ sociedade. Dessa forma, quando posição)
em liberdade, ele estará capacitado__a___ ter uma profissão A investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen-
e uma vida digna. to indicativo de crase)
- Apoio a ? Regência nominal pede preposição; Sequência: a / à / a.
- retorno a? regência nominal pede preposição;
- antes de verbo no infinitivo não há crase. 10-)
A) O dia fora quente, mas à noite = mas a noite (artigo e
6-) Vamos por partes! substantivo. Diferente de: Estudo à noite = período do dia)
- Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por- B) Ninguém se referira à essa ideia antes.= a essa (antes
tanto: pede preposição; de pronome demonstrativo)
- quem cede, cede algo A alguém, então teremos ob- C) Esta era à medida certa do quarto. = a medida (artigo
jeto direto e indireto; e substantivo, no caso. Diferente da conjunção proporcio-
- quem se propõe, propõe-se A alguma coisa. nal: À medida que lia, mais aprendia)
Vejamos: D) Ela fechou a porta e saiu às pressas. = correta (advér-
Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cedere- bio de modo = apressadamente)
mos espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudi- E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. =
car nossas instituições. palavra masculina
* Sujeitar A + A corrupção;

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LÍNGUA PORTUGUESA

Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
10. PONTUAÇÃO.
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Aze-
vedo)

Reticências
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que 1- Indica que palavras foram suprimidas.
servem para compor a coesão e a coerência textual, além - Comprei lápis, canetas, cadernos...
de ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Ve-
jamos as principais funções dos sinais de pontuação co- 2- Indica interrupção violenta da frase.
nhecidos pelo uso da língua portuguesa. “- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”
Ponto 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. - Este mal... pega doutor?
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
- Deixa, depois, o coração falar...
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.

2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. Vírgula

Ponto e Vírgula ( ; ) Não se usa vírgula


1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma *separando termos que, do ponto de vista sintático,
importância. ligam-se diretamente entre si:
- “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; - entre sujeito e predicado.
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA) Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito predicado
2- Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas. - entre o verbo e seus objetos.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta- O trabalho custou sacrifício aos reali-
nhas, frio e cobertor. zadores.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de mo- V.T.D.I. O.D. O.I.
tivos, decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado; Usa-se a vírgula:
- Pegar as crianças na escola; - Para marcar intercalação:
- Caminhada na praia; a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
- Reunião com amigos. dância, vem caindo de preço.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
Dois pontos produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
1- Antes de uma citação c) das expressões explicativas ou corretivas: As indús-
- Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto: trias não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não
2- Antes de um aposto querem abrir mão dos lucros altos.
- Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
- Para marcar inversão:
tarde e calor à noite.
a) do adjunto adverbial (colocado no início da ora-
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
ção): Depois das sete horas, todo o comércio está de portas
- Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, viven-
do a rotina de sempre. fechadas.
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
4- Em frases de estilo direto pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
Maria perguntou: c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
- Por que você não toma uma decisão? maio de 1982.
- Para separar entre si elementos coordenados (dis-
Ponto de Exclamação postos em enumeração):
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
susto, súplica, etc. A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e ani-
- Sim! Claro que eu quero me casar com você! mais.
2- Depois de interjeições ou vocativos
- Ai! Que susto!
- João! Há quanto tempo!

50
LÍNGUA PORTUGUESA

- Para marcar elipse (omissão) do verbo: (C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. prepara para o evento.
- Para isolar: (D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
- o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasi- moramento do desportista.
leira, possui um trânsito caótico. (E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
- o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. judô, natação e canoagem.

Fontes: 04. (BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012)


http://www.infoescola.com/portugues/pontuacao/ Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgu- a) Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem!
la.htm b) Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran-
sação.
Questões sobre Pontuação c) Maria, você trouxe os documentos?
d) O garoto de óculos leu, em voz alta o poema.
01. (Agente Policial – Vunesp – 2013). Assinale a alter- e) Na noite de ontem o vigia percebeu, uma movimen-
nativa em que a pontuação está corretamente empregada, tação estranha.
de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 05. (Papiloscopista Policial – Vunesp – 2013 – adap.).
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimi- Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- após o acréscimo das vírgulas.
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na
dona. pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrô-
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, nica ao grupo ou acione o código na internet.
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimi- (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando en- onde o código foi acionado.
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
dona. dos, recebem automaticamente, uma mensagem dizendo
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, que a criança foi encontrada.
embora experimentasse a sensação de violar uma intimida- (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega
de, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar primeiro às, areias do Guarujá.
algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o te-
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, lefone de quem a encontrou e informar um ponto de re-
embora experimentasse a sensação de violar uma intimi- ferência
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua 06. (DNIT – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – ESAF/2013)
dona. Para que o fragmento abaixo seja coerente e gramatical-
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, mente correto, é necessário inserir sinais de pontuação.
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimi- Assinale a posição em que não deve ser usado o sinal de
dade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, en- ponto, e sim a vírgula, para que sejam respeitadas as re-
contrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a sua gras gramaticais. Desconsidere os ajustes nas letras iniciais
dona. minúsculas.
02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP- O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas
TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau-
campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do lo(A) o programa desenvolve ainda oficinas e cursos para as
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re- crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e correta(B)
duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de ati-
em sua certidão de nascimento. (...) vidades sobre cidadania e reciclagem(C) as escolas partici-
A oração subordinada “que não possuem o nome do pantes se tornam também centros de descarte de garrafas
pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por PET(D) destinadas depois para reciclagem(E) o programa
vírgula porque tem natureza restritiva. possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian-
( ) Certo ( ) Errado ças e transformação das comunidades em lugares melhores
para se viver.
03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN- (Adaptado de Vida Simples, abril de 2012, edição 117)
DES/2012) Em que período a vírgula pode ser retirada, a) A
mantendo-se o sentido e a obediência à norma-padrão? b) B
(A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o c) C
treino. d) D
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es- e) E
portes?

51
LÍNGUA PORTUGUESA

07. (DETRAN - OFICIAL ESTADUAL DE TRÂNSITO – VU- (B) Diante , (X) da testemunha o homem abriu a bolsa
NESP/2013) Assinale a alternativa correta quanto ao uso da e, embora experimentasse a sensação , (X) de violar uma
pontuação. intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali- sua dona.
viada. (D) Diante da testemunha, o homem , (X) abriu a bolsa
(B) Dirigir pode aumentar, nosso nível de estresse, por- e, embora experimentasse a sensação de violar uma inti-
que você está junto; com os outros motoristas cujos com- midade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando , (X)
portamentos, são desconhecidos. encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a
(C) Os motoristas, devem saber, que os carros podem sua dona.
ser uma extensão de nossa personalidade. (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e,
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, acidentes e; au- embora , (X) experimentasse a sensação de violar uma in-
mentar os níveis de estresse em alguns motoristas. timidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando ,
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas (X) encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era
na rua, são as principais causas da ira de trânsito. a sua dona.

08. (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS 2-) A oração restringe o grupo que participará da cam-
GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU- panha (apenas os que não têm o nome do pai na certidão
MARC/2013) “Paciência, minha filha, este é apenas um ciclo de nascimento). Se colocarmos uma vírgula, a oração tor-
econômico e a nossa geração foi escolhida para este vexame, nar-se-á “explicativa”, generalizando a informação, o que
você aí desse tamanho pedindo esmola e eu aqui sem nada dará a entender que TODAS as pessoa não têm o nome do
para te dizer, agora afasta que abriu o sinal.” pai na certidão.
No período acima, as vírgulas foram empregadas em RESPOSTA: “CERTO”.
“Paciência, minha filha, este é [...]”, para separar
(A) aposto. 3-)
(B) vocativo. (A) Quando o técnico chegou, a equipe começou o
(C) adjunto adverbial. treino. = mantê-la (termo deslocado)
(B) Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
(D) expressão explicativa.
portes? = mantê-la (vocativo)
(C) As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
09. (INFRAERO – CADASTRO RESERVA OPERACIONAL
prepara para o evento.
PROFISSIONAL DE TRÁFEGO AÉREO – FCC/2011) O perío-
= mantê-la (explicação)
do corretamente pontuado é:
(D) Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
(A) Os filmes que, mostram a luta pela sobrevivência
moramento do desportista.
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, aos
= pode retirá-la (advérbio de tempo)
espectadores. (E) Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en- judô, natação e canoagem.
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma = mantê-la (enumeração)
história ficcional.
(C) A história de heroísmo e de determinação que nem 4-) Assinalei com (X) a pontuação inadequada ou fal-
sempre, é convincente, se passa em um cenário marcado, tante:
pelo frio. a) Meu grande amigo Pedro, (X) esteve aqui ontem!
(D) Caminhar por um extenso território gelado, é correr b) Foi solicitado, (X) pelo diretor o comprovante da
riscos iminentes que comprometem, a sobrevivência. transação.
(E) Para os fugitivos que se propunham, a alcançar a c) Maria, você trouxe os documentos?
liberdade, nada poderia parecer, realmente intransponível. d) O garoto de óculos leu, em voz alta (X) o poema.
e) Na noite de ontem (X) o vigia percebeu, (X) uma mo-
GABARITO vimentação estranha.

01. C 02. C 03. D 04. C 05. E 5-) Assinalei com (X) onde estão as pontuações inadequadas
06. D 07. A 08. B 09.B (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la , (X) verá
na pulseira instruções para que envie , (X) uma mensagem
RESOLUÇÃO eletrônica ao grupo ou acione o código na internet.
(B) Um geolocalizador também , (X) avisará , (X) os
1- Assinalei com um (X) as pontuações inadequadas pais de onde o código foi acionado.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastra-
embora, (X) experimentasse , (X) a sensação de violar uma dos , (X) recebem ( , ) automaticamente, uma mensagem
intimidade, procurou a esmo entre as coisinhas, tentando dizendo que a criança foi encontrada.
encontrar algo que pudesse ajudar a revelar quem era a (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha , (X) che-
sua dona. ga primeiro às , (X) areias do Guarujá.

52
LÍNGUA PORTUGUESA

6-)
O projeto Escola de Bicicleta está distribuindo bicicletas 11. REDAÇÃO (CONFRONTO E
de bambu para 4600 alunos da rede pública de São Pau- RECONHECIMENTO DE FRASES CORRETAS E
lo(A). O programa desenvolve ainda oficinas e cursos para INCORRETAS).
as crianças utilizarem a bicicleta de forma segura e corre-
ta(B). Os alunos ajudam a traçar ciclorrotas e participam de
atividades sobre cidadania e reciclagem(C). As escolas parti-
cipantes se tornam também centros de descarte de garrafas Pronomes de tratamento na redação oficial
PET(D), destinadas depois para reciclagem(E). O programa
possibilitará o retorno das bicicletas pela saúde das crian- A redação Oficial é a maneira para o poder público re-
ças e transformação das comunidades em lugares melhores digir atos normativos. Para redigi-los, muitas regras fazem-
para se viver. se necessárias. Entre elas, escrever de forma clara, concisa,
A vírgula deve ser colocada após a palavra “PET”, posi- sem muito comprometimento, bem como um uso adequa-
ção (D), pois antecipa um termo explicativo. do das formas de tratamento. Tais regras, acompanhadas
de uma boa redação, com um bom uso da linguagem, as-
7-) Fiz as indicações (X) das pontuações inadequadas: seguram que os atos normativos sejam bem executados.
(A) Segundo alguns psicólogos, é possível, em certas No Poder Público, a todo momento nós nos depara-
circunstâncias, ceder à frustração para que a raiva seja ali- mos com situações em que precisamos escrever – ou fa-
viada. lar – com pessoas com as quais não temos familiaridade.
(B) Dirigir pode aumentar, (X) nosso nível de estresse, Nesses casos, os pronomes de tratamento assumem uma
porque você está junto; (X) com os outros motoristas cujos condição e precisam estar adequados à categoria hierár-
comportamentos, (X) são desconhecidos. quica da pessoa a quem nos dirigimos. E mais, exige-se, em
(C) Os motoristas, (X) devem saber, (X) que os carros discurso falado ou escrito, uma homogeneidade na forma
podem ser uma extensão de nossa personalidade. de tratamento, não só nos pronomes como também nos
(D) A ira de trânsito pode ocasionar, (X) acidentes e; (X) verbos.
aumentar os níveis de estresse em alguns motoristas. No entanto, as formas de tratamento não são do co-
(E) Os congestionamentos e o número de motoristas nhecimento de todos. Para tanto, a partir do Manual da
na rua, (X) são as principais causas da ira de trânsito. Presidência da República, apresentaremos as discrimina-
ções de usos dos pronomes de tratamento:
8-) Paciência, minha filha, este é... = é o termo usado São de uso consagrado: Vossa Excelência, para as se-
para se dirigir ao interlocutor, ou seja, é um vocativo. guintes autoridades:
a) do Poder Executivo
9-) Fiz as marcações (X) onde as pontuações estão ina- Presidente da República;
dequadas ou faltantes: Vice-Presidente da República;
(A) Os filmes que,(X) mostram a luta pela sobrevivência Ministro de Estado;
em condições hostis nem sempre conseguem agradar, (X) Secretário-Geral da Presidência da República;
aos espectadores. Consultor-Geral da República;
(B) Várias experiências de prisioneiros, semelhantes en- Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas;
tre si, podem ser reunidas e fazer parte de uma mesma Chefe do Gabinete Militar da Presidência da República;
história ficcional. Chefe do Gabinete Pessoal do Presidente da República;
(C) A história de heroísmo e de determinação (X) que Secretários da Presidência da República;
nem sempre, (X) é convincente, se passa em um cenário Procurador – Geral da República;
marcado, (X) pelo frio. Governadores e Vice-Governadores de Estado e do Dis-
(D) Caminhar por um extenso território gelado, (X) é trito Federal;
correr riscos iminentes (X) que comprometem, (X) a sobre- Chefes de Estado – Maior das Três Armas;
vivência. Oficiais Generais das Forças Armadas;
(E) Para os fugitivos que se propunham, (X) a alcançar Embaixadores;
a liberdade, nada poderia parecer, (X) realmente intrans- Secretário Executivo e Secretário Nacional de Ministérios;
ponível. Secretários de Estado dos Governos Estaduais;
Prefeitos Municipais.

b) do Poder Legislativo:
Presidente, Vice–Presidente e Membros da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal;
Presidente e Membros do Tribunal de Contas da União;
Presidente e Membros dos Tribunais de Contas Estaduais;
Presidente e Membros das Assembleias Legislativas Es-
taduais;
Presidente das Câmaras Municipais.

53
LÍNGUA PORTUGUESA

c) do Poder Judiciário: requisitos do próprio Estado de Direito: é inaceitável que


Presidente e Membros do Supremo Tribunal Federal; um texto legal não seja entendido pelos cidadãos. A publi-
Presidente e Membros do Superior Tribunal de Justiça; cidade implica, pois, necessariamente, clareza e concisão.
Presidente e Membros do Superior Tribunal Militar; Fica claro também que as comunicações oficiais são ne-
Presidente e Membros do Tribunal Superior Eleitoral; cessariamente uniformes, pois há sempre um único comuni-
Presidente e Membros do Tribunal Superior do Trabalho; cador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações
Presidente e Membros dos Tribunais de Justiça; ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes diri-
Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Federais; gidos por um órgão a outro) – ou o conjunto dos cidadãos
Presidente e Membros dos Tribunais Regionais Eleitorais; ou instituições tratados de forma homogênea (o público).
Presidente e Membros dos Tribunais Regionais do Tra- A redação oficial não é necessariamente árida e infensa
balho; à evolução da língua. É que sua finalidade básica – comu-
Juízes e Desembargadores; nicar com impessoalidade e máxima clareza – impõe certos
Auditores da Justiça Militar.” parâmetros ao uso que se faz da língua, de maneira diversa
daquele da literatura, do texto jornalístico, da correspon-
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigi- dência particular, etc.
Apresentadas essas características fundamentais da re-
das aos Chefes do Poder é Excelentíssimo Senhor, seguido
dação oficial, passemos à análise pormenorizada de cada
do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da
uma delas.
República; Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
Nacional; Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo Tri- A Impessoalidade
bunal Federal.
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer
E mais: As demais autoridades serão tratadas com o vo- pela escrita. Para que haja comunicação, são necessários:
cativo Senhor, seguido do cargo respectivo: Senhor Sena- a) alguém que comunique, b) algo a ser comunicado, e c)
dor, Senhor Juiz, Senhor Ministro, Senhor Governador. alguém que receba essa comunicação. No caso da redação
O Manual ainda preceitua que a forma de tratamento oficial, quem comunica é sempre o Serviço Público (este ou
“Digníssimo” fica abolida para as autoridades descritas aci- aquele Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Ser-
ma, afinal, a dignidade é condição primordial para que tais viço, Seção); o que se comunica é sempre algum assunto
cargos públicos sejam ocupados. relativo às atribuições do órgão que comunica; o destinatá-
Fica ainda dito que doutor não é forma de tratamento, rio dessa comunicação ou é o público, o conjunto dos cida-
mas titulação acadêmica de quem defende tese de douto- dãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros
rado. Portanto, é aconselhável que não se use discrimina- Poderes da União.
damente tal termo. Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que
AS COMUNICAÇÕES OFICIAIS deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações
oficiais decorre:
1. ASPECTOS GERAIS DA REDAÇÃO OFICIAL a) da ausência de impressões individuais de quem co-
munica: embora se trate, por exemplo, de um expediente
O que é Redação Oficial assinado por Chefe de determinada Seção, é sempre em
nome do Serviço Público que é feita a comunicação. Ob-
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a tém-se, assim, uma desejável padronização, que permite
maneira pela qual o Poder Público redige atos norma- que comunicações elaboradas em diferentes setores da Ad-
tivos e comunicações. Interessa-nos tratá-la do ponto de ministração guardem entre si certa uniformidade;
vista do Poder Executivo. b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação,
com duas possibilidades: ela pode ser dirigida a um cida-
A redação oficial deve caracterizar-se pela impessoa-
dão, sempre concebido como público, ou a outro órgão pú-
lidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, conci-
blico. Nos dois casos, temos um destinatário concebido de
são, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses
forma homogênea e impessoal;
atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o
37: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, universo temático das comunicações oficiais restringe-se a
de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito questões que dizem respeito ao interesse público, é natural
Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de lega- que não caiba qualquer tom particular ou pessoal.
lidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência Desta forma, não há lugar na redação oficial para im-
(...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios pressões pessoais, como as que, por exemplo, constam de
fundamentais de toda administração pública, claro que de- uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal,
vem igualmente nortear a elaboração dos atos e comuni- ou mesmo de um texto literário. A redação oficial deve ser
cações oficiais. isenta da interferência da individualidade que a elabora.
Não se concebe que um ato normativo de qualquer A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de
natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou que nos valemos para elaborar os expedientes oficiais con-
impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido tribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária im-
dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são pessoalidade.

54
LÍNGUA PORTUGUESA

A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais A linguagem técnica deve ser empregada apenas em
situações que a exijam, sendo de evitar o seu uso indis-
A necessidade de empregar determinado nível de lin- criminado. Certos rebuscamentos acadêmicos, e mesmo o
guagem nos atos e expedientes oficiais decorre, de um vocabulário próprio a determinada área, são de difícil en-
lado, do próprio caráter público desses atos e comuni- tendimento por quem não esteja com eles familiarizado.
cações; de outro, de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui Deve-se ter o cuidado, portanto, de explicitá-los em comu-
entendidos como atos de caráter normativo, ou estabe- nicações encaminhadas a outros órgãos da administração
lecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam e em expedientes dirigidos aos cidadãos.
o funcionamento dos órgãos públicos, o que só é alcan-
çado se em sua elaboração for empregada a linguagem Formalidade e Padronização
adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais,
cuja finalidade precípua é a de informar com clareza e As comunicações oficiais devem ser sempre formais,
objetividade. isto é, obedecem a certas regras de forma: além das já
As comunicações que partem dos órgãos públicos fe- mencionadas exigências de impessoalidade e uso do pa-
derais devem ser compreendidas por todo e qualquer ci- drão culto de linguagem, é imperativo, ainda, certa forma-
dadão brasileiro. Para atingir esse objetivo, há que evitar lidade de tratamento. Não se trata somente da eterna dúvi-
o uso de uma linguagem restrita a determinados grupos. da quanto ao correto emprego deste ou daquele pronome
Não há dúvida de que um texto marcado por expressões de tratamento para uma autoridade de certo nível; mais do
de circulação restrita, como a gíria, os regionalismos vo- que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade
cabulares ou o jargão técnico, tem sua compreensão di- no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a co-
ficultada. municação.
Ressalte-se que há necessariamente uma distância A formalidade de tratamento vincula-se, também, à ne-
entre a língua falada e a escrita. Aquela é extremamente cessária uniformidade das comunicações. Ora, se a admi-
dinâmica, reflete de forma imediata qualquer alteração de nistração federal é una, é natural que as comunicações que
costumes, e pode eventualmente contar com outros ele- expede sigam um mesmo padrão. O estabelecimento des-
mentos que auxiliem a sua compreensão, como os gestos, se padrão exige que se atente para todas as características
a entoação, etc., para mencionar apenas alguns dos fa- da redação oficial e que se cuide, ainda, da apresentação
tores responsáveis por essa distância. Já a língua escrita dos textos.
incorpora mais lentamente as transformações, tem maior A clareza datilográfica, o uso de papéis uniformes para
vocação para a permanência e vale-se apenas de si mes- o texto definitivo e a correta diagramação do texto são in-
ma para comunicar. dispensáveis para a padronização.
Os textos oficiais, devido ao seu caráter impessoal e
sua finalidade de informar com o máximo de clareza e Concisão e Clareza
concisão, requerem o uso do padrão culto da língua. Há
consenso de que o padrão culto é aquele em que a) se A concisão é antes uma qualidade do que uma carac-
observam as regras da gramática formal e b) se emprega terística do texto oficial. Conciso é o texto que consegue
um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idio- transmitir um máximo de informações com um mínimo de
ma. É importante ressaltar que a obrigatoriedade do uso palavras. Para que se redija com essa qualidade, é funda-
do padrão culto na redação oficial decorre do fato de que mental que se tenha, além de conhecimento do assunto
ele está acima das diferenças lexicais, morfológicas ou sobre o qual se escreve, o necessário tempo para revisar o
sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das idios- texto depois de pronto. É nessa releitura que muitas vezes
sincrasias linguísticas, permitindo, por essa razão, que se se percebem eventuais redundâncias ou repetições desne-
atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos. cessárias de ideias.
Lembre-se de que o padrão culto nada tem contra a O esforço de sermos concisos atende, basicamente, ao
simplicidade de expressão, desde que não seja confundi- princípio de economia linguística, à mencionada fórmula
da com pobreza de expressão. De nenhuma forma o uso de empregar o mínimo de palavras para informar o má-
do padrão culto implica emprego de linguagem rebusca- ximo. Não se deve, de forma alguma, entendê-la como
da, nem dos contorcionismos sintáticos e figuras de lin- economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar
guagem próprios da língua literária. passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em ta-
Pode-se concluir, então, que não existe propriamente manho. Trata-se exclusivamente de cortar palavras inúteis,
um “padrão oficial de linguagem”; o que há é o uso do redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já
padrão culto nos atos e comunicações oficiais. É claro que foi dito.
haverá preferência pelo uso de determinadas expressões, A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto ofi-
ou será obedecida certa tradição no emprego das formas cial. Pode-se definir como claro aquele texto que possibili-
sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se ta imediata compreensão pelo leitor. No entanto a clareza
consagre a utilização de uma forma de linguagem buro- não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente
crática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser das demais características da redação oficial. Para ela con-
evitado, pois terá sempre sua compreensão limitada. correm:

55
LÍNGUA PORTUGUESA

- a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpre- Fechos para Comunicações


tações que poderia decorrer de um tratamento personalista
dado ao texto; O fecho das comunicações oficiais possui, além da fi-
- o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de nalidade de arrematar o texto, a de saudar o destinatário.
entendimento geral e por definição avesso a vocábulos de Os modelos para fecho que vinham sendo utilizados fo-
circulação restrita, como a gíria e o jargão; ram regulados pela Portaria no 1 do Ministério da Justiça,
- a formalidade e a padronização, que possibilitam a im- de 1937, que estabelecia quinze padrões. Com o fito de
prescindível uniformidade dos textos; simplificá-los e uniformizá-los, este Manual estabelece o
- a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos emprego de somente dois fechos diferentes para todas as
linguísticos que nada lhe acrescentam. modalidades de comunicação oficial:
É pela correta observação dessas características que se re- a) para autoridades superiores, inclusive o Presiden-
dige com clareza. Contribuirá, ainda, a indispensável releitura te da República: Respeitosamente,
de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de b) para autoridades de mesma hierarquia ou de hie-
trechos obscuros e de erros gramaticais provém principal- rarquia inferior: Atenciosamente,
mente da falta da releitura que torna possível sua correção.
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações dirigi-
com que são elaboradas certas comunicações quase sempre das a autoridades estrangeiras, que atendem a rito e tra-
compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de dição próprios, devidamente disciplinados no Manual de
um texto que não seja seguida por sua revisão. “Não há as- Redação do Ministério das Relações Exteriores.
suntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a máxima. Evite-
se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir. Identificação do Signatário
Pronomes de Tratamento Excluídas as comunicações assinadas pelo Presidente
da República, todas as demais comunicações oficiais de-
Concordância com os Pronomes de Tratamento
vem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede,
Os pronomes de tratamento (ou de segunda pessoa
abaixo do local de sua assinatura. A forma da identificação
indireta) apresentam certas peculiaridades quanto à con-
deve ser a seguinte:
cordância verbal, nominal e pronominal. Embora se refiram
(espaço para assinatura)
à segunda pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala,
Nome
ou a quem se dirige a comunicação), levam a concordân-
Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República
cia para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o
substantivo que integra a locução como seu núcleo sintáti-
co: “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência (espaço para assinatura)
conhece o assunto”. Nome
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a Ministro de Estado da Justiça
pronomes de tratamento são sempre os da terceira pes- Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a as-
soa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa sinatura em página isolada do expediente. Transfira para
... vosso...”). essa página ao menos a última frase anterior ao fecho.
Já quanto aos adjetivos referidos a esses pronomes, o
gênero gramatical deve coincidir com o sexo da pessoa a Forma de diagramação
que se refere, e não com o substantivo que compõe a lo-
cução. Assim, se nosso interlocutor for homem, o correto é Os documentos do Padrão Ofício devem obedecer à se-
“Vossa Excelência está atarefado”, “Vossa Senhoria deve estar guinte forma de apresentação:
satisfeito”; se for mulher, “Vossa Excelência está atarefada”, - deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de
“Vossa Senhoria deve estar satisfeita”. corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas
No envelope, o endereçamento das comunicações di- de rodapé;
rigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência, terá a - para símbolos não existentes na fonte Times New Ro-
seguinte forma: man poder-se-á utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
A Sua Excelência o Senhor - é obrigatório constar a partir da segunda página o
Fulano de Tal número da página;
Ministro de Estado da Justiça - os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser
70.064-900 – Brasília. DF impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as mar-
A Sua Excelência o Senhor gens esquerda e direta terão as distâncias invertidas nas
Senador Fulano de Tal páginas pares (“margem espelho”);
Senado Federal - o campo destinado à margem lateral esquerda terá,
70.165-900 – Brasília. DF no mínimo, 3,0 cm de largura;
- o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de
Senhor Ministro, distância da margem esquerda;
- o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5
Submeto a Vossa Excelência projeto (...) cm;

56
LÍNGUA PORTUGUESA

- deve ser utilizado espaçamento simples entre as li- Memorando


nhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor de
texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha em Definição e Finalidade
branco; O memorando é a modalidade de comunicação entre
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, subli- unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem
nhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bor- estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível dife-
das ou qualquer outra forma de formatação que afete a rente. Trata-se, portanto, de uma forma de comunicação
elegância e a sobriedade do documento; eminentemente interna.
- a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser em-
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas pregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes,
para gráficos e ilustrações; etc. a serem adotados por determinado setor do serviço
- todos os tipos de documentos do Padrão Ofício devem público.
ser impressos em papel de tamanho A-4, ou seja, 29,7 x 21,0 Sua característica principal é a agilidade. A tramitação
cm; do memorando em qualquer órgão deve pautar-se pela ra-
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de ar- pidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos.
quivo Rich Text nos documentos de texto; Para evitar desnecessário aumento do número de comu-
- dentro do possível, todos os documentos elaborados nicações, os despachos ao memorando devem ser dados
devem ter o arquivo de texto preservado para consulta pos- no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em
terior ou aproveitamento de trechos para casos análogos; folha de continuação. Esse procedimento permite formar
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos de- uma espécie de processo simplificado, assegurando maior
vem ser formados da seguinte maneira: transparência à tomada de decisões, e permitindo que se
tipo do documento + número do documento + pala- historie o andamento da matéria tratada no memorando.
vras-chaves do conteúdo
Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade ano 2002” Forma e Estrutura
Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo do
Aviso e Ofício padrão ofício, com a diferença de que o seu destinatário
deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Ex:
Definição e Finalidade
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Aviso e ofício são modalidades de comunicação oficial
Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos
praticamente idênticas. A única diferença entre eles é que
o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de Estado,
Exposição de Motivos
para autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofí-
cio é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm
Definição e Finalidade
como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos ór-
gãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício, Exposição de motivos é o expediente dirigido ao Presi-
também com particulares. dente da República ou ao Vice-Presidente para: a) informá
-lo de determinado assunto; b) propor alguma medida; ou
Forma e Estrutura c) submeter a sua consideração projeto de ato normativo.
Quanto a sua forma, aviso e ofício seguem o modelo Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presi-
do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o dente da República por um Ministro de Estado.
destinatário, seguido de vírgula. Nos casos em que o assunto tratado envolva mais de
Exemplos: um Ministério, a exposição de motivos deverá ser assinada
Excelentíssimo Senhor Presidente da República por todos os Ministros envolvidos, sendo, por essa razão,
Senhora Ministra chamada de interministerial.
Senhor Chefe de Gabinete Forma e Estrutura
Formalmente, a exposição de motivos tem a apresenta-
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as ção do padrão ofício. A exposição de motivos, de acordo
seguintes informações do remetente: com sua finalidade, apresenta duas formas básicas de es-
– nome do órgão ou setor; trutura: uma para aquela que tenha caráter exclusivamente
– endereço postal; informativo e outra para a que proponha alguma medida
– telefone e e-mail. ou submeta projeto de ato normativo.
No primeiro caso, o da exposição de motivos que sim-
OBS: Estas informações estão ausentes no memorando, plesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presi-
pois trata-se de comunicação interna, destinatário e reme- dente da República, sua estrutura segue o modelo antes
tente possuem o mesmo endereço. No caso se o Aviso é de referido para o padrão ofício.
um Ministério para outro Ministério, também não precisa
especificar o endereço. O Ofício é enviado para outras ins-
tituições, logo, são necessárias as informações do remeten-
te e o endereço do destinatário para que o ofício possa ser
entregue e o remetente possa receber resposta.

57
LÍNGUA PORTUGUESA

Mensagem seja possível o uso de correio eletrônico ou fax e que a ur-


gência justifique sua utilização e, também em razão de seu
Definição e Finalidade custo elevado, esta forma de comunicação deve pautar-se
É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes pela concisão.
dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas
pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para in- Forma e Estrutura
formar sobre fato da Administração Pública; expor o plano Não há padrão rígido, devendo-se seguir a forma e
de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos
submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem Correios e em seu sítio na Internet.
de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer
e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse Fax
dos poderes públicos e da Nação.
Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos Mi- Definição e Finalidade
nistérios à Presidência da República, a cujas assessorias ca- O fax (forma abreviada já consagrada de fac-símile) é
berá a redação final. uma forma de comunicação que está sendo menos usada
As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Con- devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a
gresso Nacional têm as seguintes finalidades: transmissão de mensagens urgentes e para o envio ante-
- encaminhamento de projeto de lei ordinária, comple- cipado de documentos, de cujo conhecimento há premên-
mentar ou financeira; cia, quando não há condições de envio do documento por
- encaminhamento de medida provisória; meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue
- indicação de autoridades; posteriormente pela via e na forma de praxe.
- pedido de autorização para o Presidente ou o Vice-Pre- Se necessário o arquivamento, deve-se fazê-lo com có-
sidente da República ausentarem-se do País por mais de pia do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em certos
15 dias; modelos, deteriora-se rapidamente.
- encaminhamento de atos de concessão e renovação de
concessão de emissoras de rádio e TV; Forma e Estrutura
- encaminhamento das contas referentes ao exercício Os documentos enviados por fax mantêm a forma e a
anterior; estrutura que lhes são inerentes.
- mensagem de abertura da sessão legislativa; É conveniente o envio, juntamente com o documento
- comunicação de sanção (com restituição de autógra- principal, de folha de rosto, e de pequeno formulário com
fos); os dados de identificação da mensagem a ser enviada, con-
- comunicação de veto; forme exemplo a seguir:
- outras mensagens.
[Órgão Expedidor]
Forma e Estrutura [setor do órgão expedidor]
As mensagens contêm: a) a indicação do tipo de expe- [endereço do órgão expedidor]
diente e de seu número, horizontalmente, no início da mar- Destinatário:____________________________________
gem esquerda; b) vocativo, de acordo com o pronome de No do fax de destino:_______________ Data:___/___/___
tratamento e o cargo do destinatário, horizontalmente, no Remetente: ____________________________________
início da margem esquerda (Excelentíssimo Senhor Presiden- Tel. p/ contato:____________ Fax/correio eletrônico:____
te do Senado Federal); c) o texto, iniciando a 2 cm do vocati- No de páginas: ________No do documento:____________
vo; d) o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do texto,
e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a margem Observações:___________________________________
direita.
Correio Eletrônico
A mensagem, como os demais atos assinados pelo Presi-
dente da República, não traz identificação de seu signatário. Definição e finalidade

Telegrama O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e


celeridade, transformou-se na principal forma de comuni-
Definição e Finalidade cação para transmissão de documentos.
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar
os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de Forma e Estrutura
telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de
telegrafia, telex, etc. Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
Por tratar-se de forma de comunicação dispendiosa aos nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma
cofres públicos e tecnologicamente superada, deve restrin- rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso
gir-se o uso do telegrama apenas àquelas situações que não de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.

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LÍNGUA PORTUGUESA

O campo “assunto” do formulário de correio eletrônico 3. Sujeito - verbo transitivo indireto - objeto indireto -
mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a orga- (adjunto adverbial).
nização documental tanto do destinatário quanto do reme- O Brasil - precisa - de gente honesta - (em todos os
tente. setores).
Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utiliza-
do, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem que 4. Sujeito - verbo transitivo direto e indireto - obj. direto
encaminha algum arquivo deve trazer informações mínimas - obj. indireto - (adj. Adv.)
sobre seu conteúdo. Os desempregados - entregaram - suas reivindicações -
Sempre que disponível, deve-se utilizar recurso de confir- ao Deputado - (no Congresso).
mação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar da
mensagem pedido de confirmação de recebimento. 5. Sujeito - verbo transitivo indireto - complemento ad-
verbial - (adjunto adverbial)
Valor documental
A reunião do Grupo de Trabalho - ocorrerá - em Buenos
Aires - (na próxima semana).
Nos termos da legislação em vigor, para que a mensa-
O Presidente - voltou - da Europa - (na sexta-feira)
gem de correio eletrônico tenha valor documental, e para
que possa ser aceito como documento original, é necessário
existir certificação digital que ateste a identidade do reme- 6. Sujeito - verbo de ligação - predicativo - (adjunto ad-
tente, na forma estabelecida em lei. verbial)
O problema - será - resolvido - prontamente.
ELEMENTOS DE ORTOGRAFIA E GRAMÁTICA
Esses seriam os padrões básicos para as orações, ou
Problemas de Construção de Frases seja, as frases que possuem apenas um verbo conjuga-
do. Na construção de períodos, as várias funções podem
A clareza e a concisão na forma escrita são alcançadas ocorrer em ordem inversa à mencionada, misturando-se
principalmente pela construção adequada da frase, “a menor e confundindo-se. Não interessa aqui análise exaustiva de
unidade autônoma da comunicação”, na definição de Celso todos os padrões existentes na língua portuguesa. O que
Pedro Luft. importa é fixar a ordem normal dos elementos nesses seis
A função essencial da frase é desempenhada pelo predi- padrões básicos. Acrescente-se que períodos mais com-
cado, que, para Adriano da Gama Kury, pode ser entendido plexos, compostos por duas ou mais orações, em geral
como “a enunciação pura de um fato qualquer”. Sempre que podem ser reduzidos aos padrões básicos (de que deri-
a frase possuir pelo menos um verbo, recebe o nome de pe- vam).
ríodo, que terá tantas orações quantos forem os verbos não Os problemas mais frequentemente encontrados na
auxiliares que o constituem. construção de frases dizem respeito à má pontuação, à
Outra função relevante é a do sujeito – mas não indispen- ambiguidade da ideia expressa, à elaboração de falsos pa-
sável, pois há orações sem sujeito, ditas impessoais –, de quem ralelismos, erros de comparação, etc. Decorrem, em geral,
se diz algo, cujo núcleo é sempre um substantivo. Sempre que do desconhecimento da ordem das palavras na frase. In-
o verbo o exigir, teremos nas orações substantivos (nomes ou dicam-se, a seguir, alguns desses defeitos mais comuns e
pronomes) que desempenham a função de complementos recorrentes na construção de frases, registrados em do-
(objetos direto e indireto, predicativo e complemento adver- cumentos oficiais.
bial). Função acessória desempenham os adjuntos adverbiais,
Sujeito
que vêm geralmente ao final da oração, mas que podem ser
Como dito, o sujeito é o ser de quem se fala ou que
ou intercalados aos elementos que desempenham as outras
executa a ação enunciada na oração. Ele pode ter comple-
funções, ou deslocados para o início da oração.
mento, mas não ser complemento. Devem ser evitadas,
Temos, assim, a seguinte ordem de colocação dos ele-
mentos que compõem uma oração (Observação: os parênte- portanto, construções como:
ses indicam os elementos que podem não ocorrer): Errado: É tempo do Congresso votar a emenda.
(sujeito) - verbo - (complementos) - (adjunto adverbial). Certo: É tempo de o Congresso votar a emenda.
Errado: Apesar das relações entre os países estarem cor-
Podem ser identificados seis padrões básicos para as ora- tadas, (...).
ções pessoais (i. é, com sujeito) na língua portuguesa (a fun- Certo: Apesar de as relações entre os países estarem
ção que vem entre parênteses é facultativa e pode ocorrer cortadas, (...).
em ordem diversa): Errado: Não vejo mal no Governo proceder assim.
1. Sujeito - verbo intransitivo - (Adjunto Adverbial) Certo: Não vejo mal em o Governo proceder assim.
O Presidente - regressou - (ontem). Errado: Antes destes requisitos serem cumpridos, (...).
Certo: Antes de estes requisitos serem cumpridos, (...).
2. Sujeito - verbo transitivo direto - objeto direto - (adjunto Errado: Apesar da Assessoria ter informado em tempo,
adverbial) (...).
O Chefe da Divisão - assinou - o termo de posse - (na ma- Certo: Apesar de a Assessoria ter informado em tempo,
nhã de terça-feira). (...).

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LÍNGUA PORTUGUESA

Frases Fragmentadas 3-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO


A fragmentação de frases “consiste em pontuar uma FORENSE - CESPE/2013) A concisão, uma das qualidades
oração subordinada ou uma simples locução como se fosse essenciais ao texto oficial, para a qual concorrem o domínio
uma frase completa”. Decorre da pontuação errada de uma do assunto tratado e a revisão textual, consiste em se trans-
frase simples. Embora seja usada como recurso estilístico na mitir, no texto escrito, o máximo de informações empregan-
literatura, a fragmentação de frases deve ser evitada nos tex- do-se um mínimo de palavras.
tos oficiais, pois muitas vezes dificulta a compreensão. Ex.: ( ) Certo ( ) Errado
Errado: O programa recebeu a aprovação do Congresso
Nacional. Depois de ser longamente debatido. É a qualidade esperada de um bom texto, assim ele não
Certo: O programa recebeu a aprovação do Congresso se torna prolixo: “fala, fala, mas não diz nada!”.
Nacional, depois de ser longamente debatido. RESPOSTA: “CERTO”.
Certo: Depois de ser longamente debatido, o programa
recebeu a aprovação do Congresso Nacional. 4-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO
Errado: O projeto de Convenção foi oportunamente sub- FORENSE - CESPE/2013) Na parte superior do ofício, do
metido ao Presidente da República, que o aprovou. Consul- aviso e do memorando, antes do assunto, devem constar o
tadas as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. nome e o endereço da autoridade a quem é direcionada a
Certo: O projeto de Convenção foi oportunamente sub- comunicação.
metido ao Presidente da República, que o aprovou, consulta- ( ) Certo ( ) Errado
das as áreas envolvidas na elaboração do texto legal. O aviso, o ofício e o memorando devem conter as se-
guintes partes:
Fontes: a) tipo e número do expediente, seguido da sigla do ór-
http://www.redacaooficial.com.br/redacao_oficial_publi- gão que o expede:
cacoes_ver.php?id=2 b) local e data em que foi assinado, por extenso, com
http://portuguesxconcursos.blogspot.com.br/p/redacao alinhamento à direita:
-oficial-para-concursos.html c) assunto: resumo do teor do documento
d) destinatário: o nome e o cargo da pessoa a quem é
ATIVIDADES dirigida a comunicação. No caso do ofício deve ser incluído
também o endereço.
1-) (TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE – TÉC- e) texto;
NICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) O correio f) fecho;
eletrônico é uma forma de comunicação célere, na qual g) assinatura do autor da comunicação; e
deve ser utilizada linguagem compatível com a comunica- h) identificação do signatário
ção oficial, embora não seja definida uma forma rígida para (Fonte: http://webcache.googleusercontent.com/
sua estrutura. search?q=cache:omaLJnt2UtQJ:www.planalto.gov.br/cci-
( ) Certo ( ) Errado vil_03/manual/Manual_Rich_RedPR2aEd.rtf+&cd=1&hl=p-
t-BR&ct=clnk&gl=br)
O correio eletrônico (“e-mail”), por seu baixo custo e RESPOSTA: “ERRADO”.
celeridade, transformou-se na principal forma de comuni-
cação para transmissão de documentos. 5-) (MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO, INDÚSTRIA E
Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô- COMÉRCIO EXTERIOR – ANALISTA TÉCNICO ADMINISTRA-
nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma TIVO – CESPE/2014) Em “Vossa Excelência deve estar satis-
rígida para sua estrutura. Entretanto, deve-se evitar o uso feita com os resultados das negociações”, o adjetivo estará
de linguagem incompatível com uma comunicação oficial corretamente empregado se dirigido a ministro de Estado
(v. 1.2 A Linguagem dos Atos e Comunicações Oficiais). do sexo masculino, pois o termo “satisfeita” deve concordar
(Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ com a locução pronominal de tratamento “Vossa Excelên-
manual.htm) cia”.
RESPOSTA: “CERTO”. ( ) Certo ( ) Errado
Se a pessoa, no caso o ministro, for do sexo femini-
2-) (POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE ALAGOAS – AGENTE no (ministra), o adjetivo está correto; mas, se for do sexo
DE POLÍCIA – CESPE/2012) O vocativo a ser empregado em masculino, o adjetivo sofrerá flexão de gênero: satisfeito. O
comunicações dirigidas ao chefe do Poder Executivo da Re- pronome de tratamento é apenas a maneira como tratar a
pública Federativa do Brasil é Excelentíssimo Senhor. autoridade, não regendo as demais concordâncias.
( ) Certo ( ) Errado RESPOSTA: “ERRADO”.

(...) O vocativo a ser empregado em comunicações diri- 6-) (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS
gidas aos Chefes de Poder é Excelentíssimo Senhor, segui- GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU-
do do cargo respectivo: MARC/2013) Sobre a Redação Oficial, NÃO é correto afir-
Excelentíssimo Senhor Presidente da República (...) mar que
(Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ (A) exige emprego do padrão formal de linguagem.
manual.htm) (B) deve permitir uma única interpretação e ser estrita-
RESPOSTA: “CERTO”. mente impessoal.

60
LÍNGUA PORTUGUESA

(C) sua finalidade básica é comunicar com impessoali- nistração Pública; expor o plano de governo por ocasião
dade e máxima clareza. da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso
(D) dispensa a formalidade de tratamento, uma vez que Nacional matérias que dependem de deliberação de suas
o comunicador e o receptor são o Serviço Público. Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comuni-
cações de tudo quanto seja de interesse dos poderes pú-
As comunicações oficiais devem ser sempre formais, blicos e da Nação.
isto é, obedecem a certas regras de forma: além das (...) Aviso e Ofício - são modalidades de comunicação ofi-
exigências de impessoalidade e uso do padrão culto de cial praticamente idênticas. A única diferença entre eles é
linguagem, é imperativo, ainda, certa formalidade de tra- que o aviso é expedido exclusivamente por Ministros de
tamento. Não se trata somente da eterna dúvida quanto Estado, para autoridades de mesma hierarquia, ao passo
ao correto emprego deste ou daquele pronome de tra- que o ofício é expedido para e pelas demais autoridades.
tamento para uma autoridade de certo nível (...); mais do Ambos têm como finalidade o tratamento de assuntos ofi-
que isso, a formalidade diz respeito à polidez, à civilidade ciais pelos órgãos da Administração Pública entre si e, no
no próprio enfoque dado ao assunto do qual cuida a co- caso do ofício, também com particulares.
municação. (Fonte: http://www.fontedosaber.com/portugues/re-
(Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/manual/ dacao-oficial-dicas-e-macetes.html)
manual.htm_) RESPOSTA: “ERRADO”.
RESPOSTA: “D”.
9-) (ANP – CONHECIMENTO BÁSICO PARA TODOS OS
7-) (ACADEMIA DE POLÍCIA DO ESTADO DE MINAS CARGOS – CESPE/2013) Na redação de uma ata, devem-se
GERAIS – TÉCNICO ASSISTENTE DA POLÍCIA CIVIL - FU- relatar exaustivamente, com o máximo de detalhamento
MARC/2013 - adaptada) “Na revisão de um expediente, possível, incluindo-se os aspectos subjetivos, as discus-
deve-se avaliar, ainda, se ele será de fácil compreensão por sões, as propostas, as resoluções e as deliberações ocorri-
seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desco- das em reuniões e eventos que exigem registro.
nhecido por terceiros. O domínio que adquirimos sobre ( ) Certo ( ) Errado
certos assuntos em decorrência de nossa experiência pro-
fissional muitas vezes faz com que os tomemos como de Ata é um documento administrativo que tem a finali-
conhecimento geral, o que nem sempre é verdade. Explici- dade de registrar de modo sucinto a sequência de eventos
te, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o sig- de uma reunião ou assembleia de pessoas com um fim
nificado das siglas e abreviações e os conceitos específicos específico. É característica da Ata apresentar um resumo,
que não possam ser dispensados.” cronologicamente disposto, de modo infalível, de todo o
(Manual de Redação Oficial da Presidência da Repúbli- desenrolar da reunião.
ca. p. 14). (Fonte: https://www.10emtudo.com.br/aula/ensino/a_
redacao_oficial_ata/)
Sobre a Redação Oficial, pode-se concluir que RESPOSTA: “ERRADO”.
(A) a concisão de um texto está relacionada ao grau de 10-) (TRE/PA- ANALISTA JUDICIÁRIO – FGV/2011) Se-
especificação dos termos. gundo o Manual de Redação da Presidência da República,
(B) a padronização de termos e conceitos viabiliza a NÃO se deve usar Vossa Excelência para
uniformidade dos documentos. (A) embaixadores.
(C) a revisão possibilita a substituição de termos, mui- (B) conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais.
tas vezes, desconhecidos pelo leitor. (C) prefeitos municipais.
(D) claro é o texto que exige releituras mais aprofun- (D) presidentes das Câmaras de Vereadores.
dadas. (E) vereadores.

Através da leitura do excerto e das próprias alterna- (...) O uso do pronome de tratamento Vossa Senhoria
tivas, chegamos à conclusão de que um texto, principal- (abreviado V. Sa.) para vereadores está correto, sim. Numa
mente oficial, deve priorizar a revisão. Câmara de Vereadores só se usa Vossa Excelência para o
RESPOSTA: “C”. seu presidente, de acordo com o Manual de Redação da
Presidência da República (1991).
8-) (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013) O expe- (Fonte: http://www.linguabrasil.com.br/nao-tropece-
diente adequado para a comunicação entre ministros de detail.php?id=393)
Estado é a mensagem. RESPOSTA: “E”.
( ) Certo ( ) Errado

Mensagem – é o instrumento de comunicação ofi-


cial entre os Chefes dos Poderes Públicos, notadamente
as mensagens enviadas pelo Chefe do Poder Executivo
ao Poder Legislativo para informar sobre fato da Admi-

61
LÍNGUA PORTUGUESA

SINTAXE Se ele indicar que o sujeito possui uma qualidade, um


estado ou um modo de ser, sem praticar ação alguma, será
O princípio é o verbo. denominado de VERBO DE LIGAÇÃO. Os verbos de ligação
mais comuns são os seguintes: ser, estar, parecer, ficar, per-
Essa é a premissa fundamental da Sintaxe, que é a parte manecer e continuar. Não se esqueça, porém, de que só
da gramática que estuda as palavras enquanto elementos será verbo de ligação o que indicar qualidade, estado ou
de uma frase, as suas relações de concordância, de subor- modo de ser do sujeito, sem praticar ação alguma. Observe
dinação e de ordem. Significa que, ao se realizar a análise as seguintes frases:
sintática de uma oração, sempre se inicia pelo verbo. É a O político continuou seu discurso mesmo com todas as
partir dele que se descobre qual o sujeito da oração, se há a vaias recebidas.
indicação de qualidade, estado ou modo de ser do sujeito, Continuar, nesta frase, não é de ligação já que não indi-
se ele pratica uma ação ou se a sofre, se há complemento ca qualidade do sujeito, e sim ação.
verbal, se há circunstância (adjunto adverbial), etc.
Nem sempre o verbo se apresenta sozinho em uma A professora estava na sala de aula.
oração. Em muitos casos, surgem dois ou mais verbos jun- Estar, nesta frase, não é de ligação já que não indica
tos, para indicar que se pratica ou se sofre uma ação, ou qualidade do sujeito, e sim fato.
que o sujeito possui uma qualidade. A essa junção, dá-se A garota estava muito alegre.
o nome de locução verbal. Toda locução verbal é formada Estar é verbo de ligação porque indica qualidade do
por um verbo auxiliar (ou mais de um) e um verbo principal sujeito.
(somente um). Se o verbo indicar que o sujeito pratica uma ação, ou
O verbo auxiliar é o que se relaciona com o sujeito, que participa ativamente de um fato, será denominado de
por isso concorda com este, ou seja, se o sujeito estiver VERBO INTRANSITIVO ou VERBO TRANSITIVO, de acordo
no singular, o verbo auxiliar também ficará no singular; se com o seguinte:
o sujeito estiver no plural, o verbo auxiliar também ficará
no plural. Na Língua Portuguesa os verbos auxiliares são os - Quem ............ , ................. : Todo verbo que se encaixar
seguintes: ser, estar, ter, haver, dever, poder, ir, dentre outros. nessa frase será INTRANSITIVO. Por exemplo, o verbo cor-
O verbo principal é o que indica se o sujeito possui uma rer: Quem corre, corre.
- Quem ............ , ................. algo/alguém: Todo verbo
qualidade, se ele pratica uma ação ou se a sofre. É o mais
que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO DIRETO. Por
importante da locução. Na Língua Portuguesa, o verbo
exemplo, o verbo comer: Quem come, come algo; ou o ver-
principal surge sempre no infinitivo (terminado em –ar, -er,
bo amar: Quem ama, ama alguém.
ou –ir), no gerúndio (terminado em –ndo) ou no particípio
(terminado em –ado ou –ido, dentre outras terminações).
- Quem ............ , ................. + prep. + algo/alguém: Todo
Veja alguns exemplos de locuções verbais:
verbo que se encaixar nessa frase será TRANSITIVO INDI-
Os funcionários FORAM CONVOCADOS pelo diretor.
RETO. Por exemplo, o verbo gostar: Quem gosta, gosta de
(aux.: SER; princ.: CONVOCAR) algo ou de alguém. As preposições mais comuns são as
Os estudantes ESTÃO RESPONDENDO às questões. seguintes: a, de, em, por, para, sem e com.
(aux.: ESTAR; princ.: RESPONDER)
Os trabalhadores TÊM ENFRENTADO muitos proble- - Quem ............ , ................. algo/alguém + prep. + algo/
mas.(aux.: TER; princ.: ENFRENTAR) alguém: Todo verbo que se encaixar nessa frase será TRAN-
O vereador HAVIA DENUNCIADO seus companheiros. SITIVO DIRETO E INDIRETO - também denominado de BI-
(aux.: HAVER; princ.: DENUNCIAR) TRANSITIVO. Por exemplo, o verbo mostrar: Quem mostra,
Os alunos DEVEM ESTUDAR todos os dias. (aux.: DEVER; mostra algo a alguém; ou o verbo informar: Quem informa,
princ.: ESTUDAR) informa alguém de algo ou Quem informa, informa algo a
alguém.
Sujeito:
É importante salientar que um verbo só será TRAN-
Para se descobrir qual o sujeito do verbo (ou da locu- SITIVO se houver complemento (objeto direto ou objeto
ção verbal), deve-se perguntar a ele (ou a ela) o seguinte: indireto). A análise de um verbo depende, portanto, do
Que(m) é que ..........? A resposta será o sujeito. Por exemplo, ambiente sintático em que ele se encontra. Um verbo que
analisemos a primeira frase dentre as apresentadas acima: aparentemente seja transitivo direto pode ser, na realida-
Os funcionários foram convocados pelo diretor. de, intransitivo, caso não haja complemento. Por exemplo,
observe a seguinte frase:
O princípio é o verbo. Procura-se, portanto, o verbo: é O pior cego é aquele que não quer ver.
a locução verbal foram convocados. - - Pergunta-se a ela: O verbo “ver” é, aparentemente, transitivo direto, uma
Que(m) é que foi convocado? vez que se encaixa na frase Quem vê, vê algo. Ocorre, po-
- Resposta: Os funcionários. rém, que não há o “algo”. O pior cego é aquele que não
- O sujeito da oração, então, é o seguinte: os funcioná- quer ver o quê? Não aparece na oração; não há, portanto,
rios. o objeto direto. Como não o há, o verbo não pode ser tran-
Encontrado o sujeito, parte-se para a análise do verbo: sitivo direto, e sim intransitivo.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Observe, agora, esta frase: Quem dá aos pobres, empres- 05. Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito
ta a Deus. das seguintes orações em relação aos verbos destacados:
Os verbos “dar” e “emprestar” são, aparentemente, - Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de
transitivos diretos e indiretos, uma vez que se encaixam nas vida.
frases Quem dá, dá algo a alguém e Quem empresta, em- - Neste ano, quero prestar serviço voluntário.
presta algo a alguém. Ocorre, porém, que não há o “algo”. A)Tu – vós
Quem dá o que aos pobres empresta o que a Deus? Não B)Nós – eu
aparece na oração; não há, portanto, o objeto direto. Como C)Vós – nós
não o há, os verbos não podem ser transitivos diretos e D) Ele - tu
indiretos, e sim somente transitivos indiretos.
06. Classifique o sujeito das orações destacadas no tex-
FONTE: http://www.gramaticaonline.com.br/texto/1231 to seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta.
É notável, nos textos épicos, a participação do sobrenatu-
Questões sobre Análise Sintática ral. É frequente a mistura de assuntos relativos ao naciona-
lismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deuses
01. (Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis, aju-
trabalhadores passaram mais tempo na escola... dando-os ou atrapalhando- -os.
O segmento grifado acima possui a mesma função sin- A)simples, composto
tática que o destacado em: B)indeterminado, composto
A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. C)simples, simples
B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe. D) oculto, indeterminado
C) O crescimento da escolaridade também foi impul-
sionado... 07. (ESPM-SP) “Surgiram fotógrafos e repórteres”.
D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino mé- Identifique a alternativa que classifica corretamente a fun-
dio... ção sintática e a classe morfológica dos termos destacados:
E) ...impulsionado pelo aumento do número de uni-
A) objeto indireto – substantivo
versidades...
B) objeto direto - substantivo
C) sujeito – adjetivo
02.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013). Donos
D) objeto direto – adjetivo
de uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [...],
E) sujeito - substantivo
sabiam os paulistas como...
O segmento em destaque na frase acima exerce a mes-
GABARITO
ma função sintática que o elemento grifado em:
A) Nas expedições breves serviam de balizas ou mos-
tradores para a volta. 01. C 02. D 03. B 04. C 05. B 06. C 07. E
B) Às estreitas veredas e atalhos [...], nada acrescenta-
riam aqueles de considerável... RESOLUÇÃO
C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o
sinal. 1-) Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer flores- = SUJEITO
ta, podia significar uma pista. A) ...o que reduz a média de ganho da categoria. = ob-
E) Alguns mapas e textos do século XVII apresentam- jeto direto
nos a vila de São Paulo como centro... B) ...houve mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
= objeto direto
03. Há complemento nominal em: C) O crescimento da escolaridade também foi impulsio-
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada. nado... = sujeito paciente
B)... embora fosse quase certa a sua possibilidade de D) ...elevando a fatia dos brasileiros com ensino médio...
ganhar a vida. = objeto direto
C)Ela estava na janela do edifício. E) ...impulsionado pelo aumento do número de univer-
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. sidades... = agente da passiva
E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e mo-
cinho de cinema. 2-) Donos de uma capacidade de orientação nas bre-
nhas selvagens [...], sabiam os paulistas como... = SUJEITO
04. (ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o ter- A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL
mo destacado é: B) nada acrescentariam aqueles de considerável...= ad-
A) pronome possessivo junto adverbial
B) complemento nominal C) seria perceptível o sinal. = predicativo
C) objeto indireto D) Uma sequência de tais galhos = sujeito
D) adjunto adnominal E) apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto
E) objeto direto direto

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LÍNGUA PORTUGUESA

3-) 2. Irei à praia.


A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal Separando as duas, vemos que elas são independentes.
B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento É esse tipo de período que veremos: o Período Com-
nominal (possibilidade de quê?) posto por Coordenação.
C)na janela do edifício. = adjunto adnominal Quanto à classificação das orações coordenadas, temos dois
D)... sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.
indireto
E) a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto Coordenadas Assindéticas
indireto
4-) esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitran- São orações coordenadas entre si e que não são ligadas
sitivo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
de dois complementos – dois objetos: direto e indireto.
Deu o quê? = cem mil contos (direto) Coordenadas Sindéticas
Deu a quem? lhe (=a ele, a ela) = indireto
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si,
mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa.
5-) - Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre qua-
Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação.
lidade de vida.
As orações coordenadas sindéticas são classificadas em cinco ti-
- Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário. pos: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
6-) É notável, nos textos épicos, a participação do so- Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas princi-
brenatural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao pais conjunções são: e, nem, não só... mas também, não só...
nacionalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os como, assim... como.
deuses tomam partido e interferem nas aventuras dos he- - Não só cantei como também dancei.
róis, ajudando-os ou atrapalhando-os. - Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
Ambos os termos apresentam sujeito simples - Comprei o protetor solar e fui à praia.
7-) Surgiram fotógrafos e repórteres.
O sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
(final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (com- principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretanto,
posto); classe morfológica (classe de palavras): substanti- porém, no entanto, ainda, assim, senão.
vos. - Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dan-
Períodos Compostos çando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à
O período composto caracteriza-se por possuir mais de praia.
uma oração em sua composição. Sendo Assim:
- Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma ora- Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas prin-
ção) cipais conjunções são: ou... ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja.
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. - Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
(Período Composto =locução verbal, verbo, duas orações) - Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um diferentes.
protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora- - Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
ções).
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas
Cada verbo ou locução verbal sublinhada acima corres-
principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por conse-
ponde a uma oração. Isso implica que o primeiro exemplo
guinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo)
é um período simples, pois tem apenas uma oração, os - Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
dois outros exemplos são períodos compostos, pois têm - Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
mais de uma oração. - Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer en- - A situação é delicada; devemos, pois, agir
tre as orações de um período composto: uma relação de
coordenação ou uma relação de subordinação. Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verdade,
um mesmo período (ou seja, em um mesmo bloco de infor- pois (anteposto ao verbo).
mações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, - Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
estruturas individuais, como é o exemplo de: - Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. - Não fui à praia, pois queria descansar durante o Domingo.
(Período Composto)
Podemos dizer: Fonte: http://www.infoescola.com/portugues/oracoes-
1. Estou comprando um protetor solar. coordenadas-assindeticas-e-sindeticas/

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Questões sobre Orações Coordenadas 06. A frase abaixo em que o conectivo E tem valor ad-
versativo é:
01. A oração “Não se verificou, todavia, uma transplan- A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”.
tação integral de gosto e de estilo” tem valor: B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
A) conclusivo C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
B) adversativo de pedir esmola”.
C) concessivo D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
D) explicativo tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da so-
E) alternativo ciedade”.
E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di-
02. “Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul-
A oração em destaque é: tura, acesso à saúde E à educação”.
a) coordenada explicativa
b) coordenada adversativa 07. Assinale a alternativa em que o sentido da conjun-
c) coordenada aditiva ção sublinhada está corretamente indicado entre parênte-
d) coordenada conclusiva ses.
e) coordenada assindética A) Meu primo formou-se em Direito, porém não pre-
tende trabalhar como advogado. (explicação)
03. (Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Releia B) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição)
o seguinte trecho: C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a preocupe. (oposição)
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
prática. (alternância)
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a nor- E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
ma- -padrão da língua portuguesa, ao se substituir o termo toda a chuva. (conclusão)
em destaque, o trecho estará corretamente reescrito em:
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua- 08. Analise sintaticamente as duas orações destacadas
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para no texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na
nossa vida prática. casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, classifique
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como -as, respectivamente, como coordenadas:
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância A) adversativa e aditiva.
para nossa vida prática. B) explicativa e aditiva.
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase C) adversativa e alternativa.
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- D) aditiva e alternativa.
sa vida prática.
D) Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como quase 09. Um livro de receita é um bom presente porque aju-
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- da as pessoas que não sabem cozinhar. A palavra “porque”
sa vida prática. pode ser substituída, sem alteração de sentido, por
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase A) entretanto.
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- B) então.
sa vida prática. C) assim.
D) pois.
04. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.) E) porém.
Em – ...fruto não só do novo acesso da população ao auto-
móvel mas também da necessidade de maior número de 10- Na oração “Pedro não joga E NEM ASSISTE”, te-
viagens... –, os termos em destaque estabelecem relação de mos a presença de uma oração coordenada que pode ser
A) explicação. classificada em:
B) oposição. A) Coordenada assindética;
C) alternância. B) Coordenada assindética aditiva;
D) conclusão. C) Coordenada sindética alternativa;
E) adição. D) Coordenada sindética aditiva.

05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que GABARITO


estaremos a seu lado sempre.
Marque a opção correta quanto à sua classificação: 01. B 02. E 03. D 04. E 05. D
A) Coordenada sindética aditiva. 06. A 07. B 08. A 09. D 10. D
B) Coordenada sindética alternativa.
C) Coordenada sindética conclusiva.
D) Coordenada sindética explicativa.

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LÍNGUA PORTUGUESA

RESOLUÇÃO 8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversativa


- nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva
1-) “Não se verificou, todavia, uma transplantação inte-
gral de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portan- 9-) Um livro de receita é um bom presente porque aju-
to: oração coordenada sindética adversativa da as pessoas que não sabem cozinhar.
= conjunção explicativa: pois
2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames = a
oração em destaque não é introduzida por conjunção, en- 10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia de adi-
tão: coordenada assindética ção, soma de fatos) = Coordenada sindética aditiva.
3-) Joyce e Mozart são ótimos, mas eles... = conjunção
(e ideia) adversativa Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
A) Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como qua-
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
“Eu sinto que em meu gesto existe o
nossa vida prática. = conclusiva
teu gesto.”
B) Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como qua-
Oração Principal Oração Subordinada
se toda a cultura humanística, têm pouca relevância para
nossa vida prática. = conformativa Observe que na oração subordinada temos o verbo
C) Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase “existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singular
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- do presente do indicativo. As orações subordinadas que
sa vida prática. = conclusiva apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tem-
E) Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase pos do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos- chamadas de orações desenvolvidas ou explícitas. Pode-
sa vida prática. = explicativa mos modificar o período acima. Veja:

Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu Eu sinto existir em meu gesto o teu
substituir por porque; como conclusiva: substituo por por- gesto.
tanto. Oração Principal Oração Subordinada

4-) fruto não só do novo acesso da população ao auto- A análise das orações continua sendo a mesma: “Eu
móvel mas também da necessidade de maior número de sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
viagens... estabelecem relação de adição de ideias, de fatos subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que
a oração subordinada apresenta agora verbo no infiniti-
5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sempre. vo. Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as
= conjunção explicativa (= porque) - coordenada sindé- duas orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo
tica explicativa verbo surge numa das formas nominais (infinitivo - flexio-
nado ou não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações
6-) reduzidas ou implícitas.
A) “O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por
ajuda (ideia contrária) conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito...”.
mente, introduzidas por preposição.
= adição
C) “..adultos submetem crianças E adolescentes à tarefa
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS
de pedir esmola”. = adição
SUBSTANTIVAS
D) “Quem dá esmola nas ruas contribui para a manuten-
ção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socieda-
de”. = adição A oração subordinada substantiva tem valor de subs-
E) “A vida dessas pessoas é marcada pela falta de dinhei- tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção in-
ro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cultura, tegrante (que, se).
acesso à saúde E à educação”. = adição
Suponho que você foi à biblioteca hoje.
7-) Oração Subordinada Substantiva
A) Meu primo formou-se em Direito, porém não preten-
de trabalhar como advogado. = adversativa Você sabe se o presidente já chegou?
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se Oração Subordinada Substantiva
preocupe. = conclusão
D) Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã. Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também
= explicativa introduzem as orações subordinadas substantivas, bem
E) Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
toda a chuva. = alternativa como). Veja os exemplos:

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LÍNGUA PORTUGUESA

O garoto perguntou qual era o telefone da moça. - Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”:
Oração Subordinada Substantiva A professora verificou se todos alunos estavam presentes.

Não sabemos por que a vizinha se mudou. - Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às
Oração Subordinada Substantiva vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
O pessoal queria saber quem era o dono do carro im-
Classificação das Orações Subordinadas portado.
Substantivas
- Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às
De acordo com a função que exerce no período, a ora- vezes regidos de preposição), nas interrogações indiretas:
ção subordinada substantiva pode ser: Eu não sei por que ela fez isso.
c) Objetiva Indireta
a) Subjetiva A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito como objeto indireto do verbo da oração principal. Vem
do verbo da oração principal. Observe: precedida de preposição.
É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Sujeito Meu pai insiste em meu estudo.
Objeto Indireto
É fundamental que você compareça à reunião.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva Meu pai insiste em que eu estude. (= Meu pai insiste
Subjetiva nisso)
Oração Subordinada Substantiva Objetiva
Atenção: Observe que a oração subordinada substanti- Indireta
va pode ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, temos
um período simples:
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica
É fundamental isso. ou Isso é fundamental.
na oração.
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exercerá
Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta
a função de sujeito
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração principal:
d) Completiva Nominal
1- Verbos de ligação + predicativo, em construções A oração subordinada substantiva completiva nominal
do tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo completa um nome que pertence à oração principal e tam-
- É claro - Está evidente - Está comprovado bém vem marcada por preposição.
É bom que você compareça à minha festa. Sentimos orgulho de seu comportamento.
Complemento Nominal
2- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-
se - Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anun- de que você se comportou. (= Sen-
ciado - Ficou provado timos orgulho disso.)
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro. Oração Subordinada Substantiva Completiva
Nominal
3- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar -
importar - ocorrer - acontecer Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob-
Convém que não se atrase na entrevista. jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub- que orações subordinadas substantivas completivas nomi-
jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes- nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma
soa do singular. da outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o
b) Objetiva Direta complemento nominal: o primeiro complementa um verbo,
A oração subordinada substantiva objetiva direta exer- o segundo, um nome.
ce função de objeto direto do verbo da oração principal.
e) Predicativa
Todos querem sua aprovação no concurso. A oração subordinada substantiva predicativa exerce
Objeto Direto papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
Todos querem que você seja aprovado. (= Todos pal e vem sempre depois do verbo ser.
querem isso) Nosso desejo era sua desistência.
Oração Principal oração Subordinada Substantiva Predicativo do Sujeito
Objetiva Direta
Nosso desejo era que ele desistisse. (= Nosso desejo
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas era isso)
desenvolvidas são iniciadas por: Oração Subordinada Substantiva Predicativa

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LÍNGUA PORTUGUESA

Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
“de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
fui bem na prova. No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome
f) Apositiva relativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito
A oração subordinada substantiva apositiva exerce fun- perfeito do indicativo. No segundo, há uma oração subor-
ção de aposto de algum termo da oração principal. dinada adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome re-
Fernanda tinha um grande sonho: a chegada do dia de lativo e seu verbo está no infinitivo.
seu casamento. Aposto
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.) Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
Fernanda tinha um grande sonho: que o dia do seu
casamento chegasse. Na relação que estabelecem com o termo que caracte-
Oração Subordinada Substantiva Apositiva rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou
2) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa,
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem
valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As também orações que realçam um detalhe ou amplificam
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem dados sobre o antecedente, que já se encontra suficiente-
a função de adjunto adnominal do antecedente. Observe mente definido, as quais denominam-se subordinadas ad-
o exemplo: jetivas explicativas.
Esta foi uma redação bem-sucedida. Exemplo 1:
Substantivo Adjetivo (Adjunto Adnominal) Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um
homem que passava naquele momento.
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa- Nesse período, observe que a oração em destaque res-
pel. Veja: tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata-
se de um homem específico, único. A oração limita o uni-
Esta foi uma redação que fez sucesso. verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens,
Oração Principal Oração Subordinada Ad- mas sim àquele que estava passando naquele momento.
jetiva
Exemplo 2:
Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad- O homem, que se considera racional, muitas vezes age
jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita animalescamente.
pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio- Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que Nesse período, a oração em destaque não tem sentido
seria exercido pelo termo que o antecede. restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa
Obs.: para que dois períodos se unam num período oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar
composto, altera-se o modo verbal da segunda oração. contida no conceito de “homem”.

Atenção: Vale lembrar um recurso didático para re- Saiba que:


conhecer o pronome relativo “que”: ele sempre pode ser A oração subordinada adjetiva explicativa é separada
substituído por: o qual - a qual - os quais - as quais da oração principal por uma pausa, que, na escrita, é repre-
Refiro-me ao aluno que é estudioso. sentada pela vírgula. É comum, por isso, que a pontuação
Essa oração é equivalente a: seja indicada como forma de diferenciar as orações expli-
Refiro-me ao aluno o qual estuda. cativas das restritivas; de fato, as explicativas vêm sempre
isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
Quando são introduzidas por um pronome relativo e
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi- a função de adjunto adverbial do verbo da oração principal.
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo,
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida,
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o vem introduzida por uma das conjunções subordinativas
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou (com exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo
particípio). com a conjunção ou locução conjuntiva que a introduz.

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LÍNGUA PORTUGUESA

Durante a madrugada, eu olhei você dormindo. Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE
Oração Subordinada Adverbial (precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
Observe que a oração em destaque agrega uma cir- É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa
cunstância de tempo. É, portanto, chamada de oração dor.)
subordinada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con-
são termos acessórios que indicam uma circunstância refe- cretizando-os.
rente, via de regra, a um verbo. A classificação do adjunto Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzida
adverbial depende da exata compreensão da circunstância de Infinitivo)
que exprime. Observe os exemplos abaixo:
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de c) Condição
minha vida. Condição é aquilo que se impõe como necessário para
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de a realização ou não de um fato. As orações subordinadas
minha vida. adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor-
rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres-
No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto so na oração principal.
adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “senti”. Principal conjunção subordinativa condicional: SE
No segundo período, esse papel é exercido pela oração Outras conjunções condicionais: caso, contanto que,
“Quando vi a estátua”, que é, portanto, uma oração su- desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
bordinada adverbial temporal. Essa oração é desenvolvi- sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
da, pois é introduzida por uma conjunção subordinativa Se o regulamento do campeonato for bem elaborado,
(quando) e apresenta uma forma verbal do modo indicati- certamente o melhor time será campeão.
vo (“vi”, do pretérito perfeito do indicativo). Seria possível Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o
reduzi-la, obtendo-se: contrato.
Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de Caso você se case, convide-me para a festa.
minha vida.
d) Concessão
As orações subordinadas adverbiais concessivas in-
A oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma
dicam concessão às ações do verbo da oração principal,
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é
isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma
ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à
preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
quebra de expectativa.
Obs.: a classificação das orações subordinadas adver-
Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
biais é feita do mesmo modo que a classificação dos ad-
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu-
juntos adverbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos-
oração. to que, apesar de que.
Só irei se ele for.
Circunstâncias Expressas
pelas Orações Subordinadas Adverbiais A oração acima expressa uma condição: o fato de “eu” ir
só se realizará caso essa condição seja satisfeita. Compare
a) Causa agora com:
A ideia de causa está diretamente ligada àquilo que Irei mesmo que ele não vá.
provoca um determinado fato, ao motivo do que se decla-
ra na oração principal. “É aquilo ou aquele que determina A distinção fica nítida; temos agora uma concessão: irei
um acontecimento”. de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre in- cessiva. Observe outros exemplos:
troduzido na oração anteposta à oração principal), pois, pois Embora fizesse calor, levei agasalho.
que, já que, uma vez que, visto que. Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me-
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte. tade da população continua à margem do mercado de con-
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve al- sumo.
ternativa a não ser cancelá-lo. Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / em-
Já que você não vai, eu também não vou. bora não estudasse). (reduzida de infinitivo)

b) Consequência e) Comparação
As orações subordinadas adverbiais consecutivas expri- As orações subordinadas adverbiais comparativas esta-
mem um fato que é consequência, que é efeito do que se belecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo
declara na oração principal. São introduzidas pelas conjun- da oração principal.
ções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto que, Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
etc., e pelas estruturas tão...que, tanto...que, tamanho...que. Ele dorme como um urso.

69
LÍNGUA PORTUGUESA

Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo: Mal você saiu, ela chegou.
Agem como crianças. (agem) Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando termi-
Oração Subordinada Adverbial Comparativa nou a festa) (Oração Reduzida de Particípio)
No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso
não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (compa- Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/
ração do verbo falar e do verbo fazer). sint29.php

f) Conformidade Questões sobre Orações Subordinadas


As orações subordinadas adverbiais conformativas indi-
cam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra, 01. (Papiloscopista Policial – Vunesp/2013).
um modelo adotado para a execução do que se declara na Mais denso, menos trânsito
oração principal.
Principal conjunção subordinativa conformativa: CON- As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e
FORME em processo de deterioração agudizado pelo crescimento
Outras conjunções conformativas: como, consoante e econômico da última década. Existem deficiências evidentes
segundo (todas com o mesmo valor de conforme). em infraestrutura, mas é importante também considerar o
Fiz o bolo conforme ensina a receita. planejamento urbano.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de
direitos iguais. desconcentração, incentivando a criação de diversos centros
urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade
g) Finalidade de deslocamento.
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a in- Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos
tenção, a finalidade daquilo que se declara na oração prin- centros e o aumento das distâncias multiplicam o número de
viagens, dificultando o investimento em transporte coletivo e
cipal.
aumentando a necessidade do transporte individual.
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a des-
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a
concentração ao extremo, ficam claras as consequências.
locução conjuntiva para que.
Numa região rica como a Califórnia, com enorme investi-
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
mento viário, temos engarrafamentos gigantescos que vira-
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada
ram característica da cidade.
entrasse.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com
elevado adensamento e predominância do transporte coleti-
h) Proporção vo, como mostram Manhattan e Tóquio.
As orações subordinadas adverbiais proporcionais ex- O centro histórico de São Paulo é a região da cidade
primem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao mais bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura
expresso na oração principal. de telecomunicação, água, eletricidade etc. Como em outras
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcio- grandes cidades, essa deveria ser a região mais adensada da
nal: À PROPORÇÃO QUE metrópole. Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida gradual do centro, com deslocamento das atividades para
que, ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior... diversas regiões da cidade.
(maior), quanto maior...(menor), quanto menor...(maior), A visão de adensamento com uso abundante de trans-
quanto menor...(menor), quanto mais...(mais), quanto mais... porte coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será pos-
(menos), quanto menos...(mais), quanto menos...(menos). sível reverter esse processo de uso cada vez mais intenso do
À proporção que estudávamos, acertávamos mais ques- transporte individual, fruto não só do novo acesso da popu-
tões. lação ao automóvel, mas também da necessidade de maior
Visito meus amigos à medida que eles me convidam. número de viagens em função da distância cada vez maior
Quanto maior for a altura, maior será o tombo. entre os destinos da população.
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adap-
i) Tempo tado)
As orações subordinadas adverbiais temporais acres-
centam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração As expressões mais denso e menos trânsito, no título,
principal, podendo exprimir noções de simultaneidade, an- estabelecem entre si uma relação de
terioridade ou posterioridade. (A) comparação e adição.
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO (B) causa e consequência.
Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto, (C) conformidade e negação.
mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as (D) hipótese e concessão.
vezes que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc. (E) alternância e explicação
Quando você foi embora, chegaram outros convidados.

70
LÍNGUA PORTUGUESA

02. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- C) tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já
NESP – 2013). No trecho – Tem surtido um efeito positi- pensam em casamento.
vo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da D) condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão
unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o de músico provavelmente ganhará pouco.
próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes E) finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido
de tomar uma atitude. – o termo em destaque estabelece torne-se um artista famoso.
entre as orações uma relação de
A) condição. 05. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –
B) causa. Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
C) comparação. urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver
D) tempo. e adensar ainda mais os diversos centros já existentes... –,
E) concessão. sem que tenha seu sentido alterado, o trecho em desta-
que está corretamente reescrito em:
03. (UFV-MG) As orações subordinadas substantivas A) Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex-
que aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas, tensão urbana verificados no Brasil, é importante desen-
exceto: volver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço. tentes...
B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
sobre sua vida. mento da extensão urbana no Brasil, é importante desen-
C) Ignoras quanto custou meu relógio? volver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos. tentes...
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião C) Assim como são verificados a desconcentração e
o aumento da extensão urbana no Brasil, é importante
04. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013). desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
Considere a tirinha em que se vê Honi conversando com existentes...
seu Namorado Lute. D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
extensão urbana verificados no Brasil, é importante de-
senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
existentes...
E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
to da extensão urbana verificados no Brasil, é importante
desenvolver e adensar ainda mais os diversos centros já
existentes...

06. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –


É fundamental que essa visão de adensamento com uso
abundante de transporte coletivo seja recuperada para
que possamos reverter esse processo de uso… –, a expres-
são em destaque estabelece entre as orações relação de
A) consequência.
B) condição.
C) finalidade.
D) causa.
E) concessão.

07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013 – adap.).


Considere o trecho: “Como as músicas eram de protesto,
naquele mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança
nacional pela ditadura militar e exilado.” O termo Como,
em destaque na primeira parte do enunciado, expressa
(Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013) ideia de
A) contraste e tem sentido equivalente a porém.
É correto afirmar que a expressão contanto que estabe- B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
lece entre as orações relação de C) conformidade e tem sentido equivalente a confor-
A) causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja traba- me.
lhar depois de casada. D) causa e tem sentido equivalente a visto que.
B) comparação, pois o namorado espera ter sucesso E) finalidade e tem sentido equivalente a para que.
como cantor romântico.

71
LÍNGUA PORTUGUESA

08. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças 5-) Apesar da desconcentração e do aumento da exten-
Públicas – VUNESP – 2013-adap.) No trecho – “Fio, disjun- são urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva
tor, tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho B) Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
que chega a contaminar-me. –, a construção tanto ... que mento da extensão urbana no Brasil, = causal
estabelece entre as construções [com tanto orgulho] e [que C) Assim como são verificados a desconcentração e o
chega a contaminar-me] uma relação de aumento da extensão urbana no Brasil = comparativa
A) condição e finalidade. D) Visto que com a desconcentração e o aumento da
B) conformidade e proporção. extensão urbana verificados no Brasil = causal
C) finalidade e concessão. E) De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
D) proporção e comparação. to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas
E) causa e consequência.
6-) para que possamos = conjunção final (finalidade)
09. “Os Estados Unidos são considerados hoje um país
bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes- 7-) “Como as músicas eram de protesto = expressa
mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” A alter- ideia de causa da consequência “foi enquadrado” = causa
nativa que substitui a expressão em negrito, sem prejuízo e tem sentido equivalente a visto que.
ao conteúdo, é: 8-) com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a
A) já que. construção estabelece uma relação de causa e consequên-
B) todavia. cia. (a causa da “contaminação” – consequência)
C) ainda que.
D) entretanto. 9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país
E) talvez. bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes-
mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” =
10. (Escrevente TJ SP – Vunesp – 2013) Assinale a alter- conjunção concessiva: ainda que
nativa que substitui o trecho em destaque na frase – Assi-
narei o documento, contanto que garantam sua autenti- 10-) contanto que garantam sua autenticidade. = con-
cidade. – sem que haja prejuízo de sentido. junção condicional = desde que
(A) desde que garantam sua autenticidade.
(B) no entanto garantam sua autenticidade.
(C) embora garantam sua autenticidade. 12. INTELECÇÃO DE TEXTO.
(D) portanto garantam sua autenticidade.
REDAÇÃO OFICIAL.
(E) a menos que garantam sua autenticidade.

GABARITO
INTELECÇÃO DE TEXTO.
01. B 02. B 03. C 04. D 05. A
06. C 07. D 08. E 09. C 10. A
É muito comum, entre os candidatos a um cargo públi-
RESOLUÇÃO co, a preocupação com a interpretação de textos. Por isso,
vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento
1-) mais denso e menos trânsito = mais denso, conse- de responder às questões relacionadas a textos.
quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência
Texto – é um conjunto de ideias organizadas e relacio-
2-) já que cumprem melhor as regras = estabelece entre nadas entre si, formando um todo significativo capaz de
as orações uma relação de causa com a consequência de produzir interação comunicativa (capacidade de codificar
“tem um efeito positivo”. e decodificar ).
3-) Ignoras quanto custou meu relógio? = oração su-
bordinada substantiva objetiva direta Contexto – um texto é constituído por diversas frases. Em
A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-
seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições
verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e tam- para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa
bém não inicia com as conjunções integrantes “que” e “se”. interligação dá-se o nome de contexto. Nota-se que o rela-
cionamento entre as frases é tão grande que, se uma frase for
4-) a expressão contanto que estabelece uma relação de retirada de seu contexto original e analisada separadamente,
condição (condicional) poderá ter um significado diferente daquele inicial.

Intertexto - comumente, os textos apresentam referên-


cias diretas ou indiretas a outros autores através de cita-
ções. Esse tipo de recurso denomina-se intertexto.

72
LÍNGUA PORTUGUESA

Interpretação de texto - o primeiro objetivo de uma - Redução: É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção
interpretação de um texto é a identificação de sua ideia apenas a um aspecto, esquecendo que um texto é um con-
principal. A partir daí, localizam-se as ideias secundárias, ou junto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do
fundamentações, as argumentações, ou explicações, que entendimento do tema desenvolvido.
levem ao esclarecimento das questões apresentadas na
prova. - Contradição: Não raro, o texto apresenta ideias con-
trárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivo-
Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a: cadas e, consequentemente, errando a questão.
- Identificar – é reconhecer os elementos fundamen-
tais de uma argumentação, de um processo, de uma época Observação - Muitos pensam que há a ótica do escritor
(neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova
definem o tempo). de concurso, o que deve ser levado em consideração é o
- Comparar – é descobrir as relações de semelhança ou que o autor diz e nada mais.
de diferenças entre as situações do texto.
- Comentar - é relacionar o conteúdo apresentado com Coesão - é o emprego de mecanismo de sintaxe que
uma realidade, opinando a respeito. relaciona palavras, orações, frases e/ou parágrafos entre si.
- Resumir – é concentrar as ideias centrais e/ou secun- Em outras palavras, a coesão dá-se quando, através de um
dárias em um só parágrafo. pronome relativo, uma conjunção (NEXOS), ou um prono-
- Parafrasear – é reescrever o texto com outras palavras. me oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se
vai dizer e o que já foi dito.
Condições básicas para interpretar OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia
-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e
Fazem-se necessários: do pronome oblíquo átono. Este depende da regência do
- Conhecimento histórico–literário (escolas e gêneros verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer
literários, estrutura do texto), leitura e prática;
também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor
- Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do
semântico, por isso a necessidade de adequação ao ante-
texto) e semântico;
cedente.
Os pronomes relativos são muito importantes na in-
Observação – na semântica (significado das palavras)
terpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de
incluem--se: homônimos e parônimos, denotação e cono-
coesão. Assim sendo, deve-se levar em consideração que
tação, sinonímia e antonímia, polissemia, figuras de lingua-
existe um pronome relativo adequado a cada circunstância,
gem, entre outros.
a saber:
- Capacidade de observação e de síntese e
- Capacidade de raciocínio.
- que (neutro) - relaciona-se com qualquer antecedente,
Interpretar X compreender mas depende das condições da frase.
- qual (neutro) idem ao anterior.
Interpretar significa - quem (pessoa)
- Explicar, comentar, julgar, tirar conclusões, deduzir. - cujo (posse) - antes dele aparece o possuidor e depois
- Através do texto, infere-se que... o objeto possuído.
- É possível deduzir que... - como (modo)
- O autor permite concluir que... - onde (lugar)
- Qual é a intenção do autor ao afirmar que... quando (tempo)
quanto (montante)
Compreender significa
- intelecção, entendimento, atenção ao que realmente Exemplo:
está escrito. Falou tudo QUANTO queria (correto)
- o texto diz que... Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria
- é sugerido pelo autor que... aparecer o demonstrativo O ).
- de acordo com o texto, é correta ou errada a afirmação...
- o narrador afirma... Dicas para melhorar a interpretação de textos

Erros de interpretação - Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
assunto;
É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência - Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa
de erros de interpretação. Os mais frequentes são: a leitura;
- Extrapolação (viagem): Ocorre quando se sai do con- - Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto
texto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por pelo menos duas vezes;
conhecimento prévio do tema quer pela imaginação. - Inferir;

73
LÍNGUA PORTUGUESA

- Voltar ao texto quantas vezes precisar; (A) não se deve ter amigos, pois criar laços de amizade
- Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do é algo ruim.
autor; (B) amigo que não guarda segredos não merece res-
- Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor peito.
compreensão; (C) o melhor amigo é aquele que não possui outros
- Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de amigos.
cada questão; (D) revelar segredos para o amigo pode ser arriscado.
- O autor defende ideias e você deve percebê-las. (E) entre amigos, não devem existir segredos.

Fonte: 3-) (GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO – SE-


http://www.tudosobreconcursos.com/materiais/portu- CRETARIA DE ESTADO DA JUSTIÇA – AGENTE PENITENCIÁ-
RIO – VUNESP/2013) Leia o poema para responder à questão.
gues/como-interpretar-textos
Casamento
QUESTÕES
Há mulheres que dizem:
1-) (SABESP/SP – ATENDENTE A CLIENTES 01 – Meu marido, se quiser pescar, pesque,
FCC/2014 - ADAPTADA) Atenção: Para responder à ques- mas que limpe os peixes.
tão, considere o texto abaixo. Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
A marca da solidão É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
Deitado de bruços, sobre as pedras quentes do chão de ele fala coisas como “este foi difícil”
paralelepípedos, o menino espia. Tem os braços dobrados e “prateou no ar dando rabanadas”
a testa pousada sobre eles, seu rosto formando uma tenda e faz o gesto com a mão.
de penumbra na tarde quente. O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
Observa as ranhuras entre uma pedra e outra. Há, den- atravessa a cozinha como um rio profundo.
tro de cada uma delas, um diminuto caminho de terra, com Por fim, os peixes na travessa,
pedrinhas e tufos minúsculos de musgos, formando peque- vamos dormir.
nas plantas, ínfimos bonsais só visíveis aos olhos de quem é Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.
capaz de parar de viver para, apenas, ver. Quando se tem a
(Adélia Prado, Poesia Reunida)
marca da solidão na alma, o mundo cabe numa fresta.
(SEIXAS, Heloísa. Contos mais que mínimos. Rio de Ja- A ideia central do poema de Adélia Prado é mostrar que
neiro: Tinta negra bazar, 2010. p. 47) (A) as mulheres que amam valorizam o cotidiano e não
gostam que os maridos frequentem pescarias, pois acham
No texto, o substantivo usado para ressaltar o universo difícil limpar os peixes.
reduzido no qual o menino detém sua atenção é (B) o eu lírico do poema pertence ao grupo de mulheres
(A) fresta. que não gostam de limpar os peixes, embora valorizem os
(B) marca. esbarrões de cotovelos na cozinha.
(C) alma. (C) há mulheres casadas que não gostam de ficar sozi-
(D) solidão. nhas com seus maridos na cozinha, enquanto limpam os
(E) penumbra. peixes.
(D) as mulheres que amam valorizam os momentos
Texto para a questão 2: mais simples do cotidiano vividos com a pessoa amada.
(E) o casamento exige levantar a qualquer hora da noite,
DA DISCRIÇÃO para limpar, abrir e salgar o peixe.

Mário Quintana 4-) (ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-


PE/2012)
O riso é tão universal como a seriedade; ele abarca a
Não te abras com teu amigo
totalidade do universo, toda a sociedade, a história, a con-
Que ele um outro amigo tem. cepção de mundo. É uma verdade que se diz sobre o mundo,
E o amigo do teu amigo que se estende a todas as coisas e à qual nada escapa. É,
Possui amigos também... de alguma maneira, o aspecto festivo do mundo inteiro, em
(http://pensador.uol.com.br/poemas_de_amizade) todos os seus níveis, uma espécie de segunda revelação do
mundo.
2-) (PREFEITURA DE SERTÃOZINHO – AGENTE COMU- Mikhail Bakhtin. A cultura popular na Idade Média e o
NITÁRIO DE SAÚDE – VUNESP/2012) De acordo com o Renascimento: o contexto de François Rabelais. São Paulo:
poema, é correto afirmar que Hucitec, 1987, p. 73 (com adaptações).

74
LÍNGUA PORTUGUESA

Na linha 1, o elemento “ele” tem como referente tex- 8-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011)
tual “O riso”. Um homem se dirige à recepcionista de uma clínica:
(...) CERTO ( ) ERRADO — Por favor, quero falar com o dr. Pedro.
— O senhor tem hora?
5-) (ANEEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CESPE/2010) O sujeito olha para o relógio e diz:
Só agora, quase cinco meses depois do apagão que atin- — Sim. São duas e meia.
giu pelo menos 1.800 cidades em 18 estados do país, surge — Não, não... Eu quero saber se o senhor é paciente.
uma explicação oficial satisfatória para o corte abrupto e — O que a senhora acha? Faz seis meses que ele não me
generalizado de energia no final de 2009. paga o aluguel do consultório...
Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elé- Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com
trica (ANEEL), a responsabilidade recai sobre a empresa es- adaptações).
tatal Furnas, cujas linhas de transmissão cruzam os mais de
900 km que separam Itaipu de São Paulo. No texto acima, a recepcionista dirige-se duas vezes ao
Equipamentos obsoletos, falta de manutenção e de in- homem para saber se ele
vestimentos e também erros operacionais conspiraram para A) verificou o horário de chegada e está sob os cuida-
produzir a mais séria falha do sistema de geração e distri- dos do dr. Pedro.
buição de energia do país desde o traumático racionamento B) pode indicar-lhe as horas e decidiu esperar o paga-
de 2001. mento do aluguel.
Folha de S.Paulo, Editorial, 30/3/2010 (com adaptações). C) tem relógio e sabe esperar.
D) marcou consulta e está calmo.
Considerando os sentidos e as estruturas linguísticas E) marcou consulta para aquele dia e está sob os cui-
do texto acima apresentado, julgue os próximos itens. dados do dr. Pedro.
A oração “que atingiu pelo menos 1.800 cidades em 18
estados do país” tem, nesse contexto, valor restritivo. (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNICO DA
(...) CERTO ( ) ERRADO
FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010 - ADAPTADA) Atenção: As
questões de números 09 a 12 referem-se ao texto abaixo.
6-) (COLÉGIO PEDRO II/RJ – ASSISTENTE EM ADMINIS-
Liderança é uma palavra frequentemente associada a
TRAÇÃO – AOCP/2010) “A carga foi desviada e a viatura,
feitos e realizações de grandes personagens da história e da
com os vigilantes, abandonada em Pirituba, na zona norte
vida social ou, então, a uma dimensão mágica, em que al-
de São Paulo.”
gumas poucas pessoas teriam habilidades inatas ou o dom
Pela leitura do fragmento acima, é correto afirmar que,
de transformar-se em grandes líderes, capazes de influenciar
em sua estrutura sintática, houve supressão da expressão
a) vigilantes. outras e, assim, obter e manter o poder.
b) carga. Os estudos sobre o tema, no entanto, mostram que a
c) viatura. maioria das pessoas pode tornar-se líder, ou pelo menos
d) foi. desenvolver consideravelmente as suas capacidades de lide-
e) desviada. rança.
Paulo Roberto Motta diz: “líderes são pessoas comuns
7-) (CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) que aprendem habilidades comuns, mas que, no seu conjun-
Um carteiro chega ao portão do hospício e grita: to, formam uma pessoa incomum”. De fato, são necessárias
— Carta para o 9.326!!! algumas habilidades, mas elas podem ser aprendidas tanto
Um louco pega o envelope, abre-o e vê que a carta está através das experiências da vida, quanto da formação volta-
em da para essa finalidade.
branco, e um outro pergunta: O fenômeno da liderança só ocorre na inter-relação; en-
— Quem te mandou essa carta? volve duas ou mais pessoas e a existência de necessidades
— Minha irmã. para serem atendidas ou objetivos para serem alcançados,
— Mas por que não está escrito nada? que requerem a interação cooperativa dos membros envol-
— Ah, porque nós brigamos e não estamos nos falando! vidos. Não pressupõe proximidade física ou temporal: pode-
Internet: <www.humortadela.com.br/piada> (com se ter a mente e/ou o comportamento influenciado por um
adaptações). escritor ou por um líder religioso que nunca se viu ou que
viveu noutra época. [...]
O efeito surpresa e de humor que se extrai do texto Se a legitimidade da liderança se baseia na aceitação
acima decorre do poder de influência do líder, implica dizer que parte desse
A) da identificação numérica atribuída ao louco. poder encontra-se no próprio grupo. É nessa premissa que
B) da expressão utilizada pelo carteiro ao entregar a se fundamenta a maioria das teorias contemporâneas sobre
carta no hospício. liderança.
C) do fato de outro louco querer saber quem enviou Daí definirem liderança como a arte de usar o poder
a carta. que existe nas pessoas ou a arte de liderar as pessoas para
D) da explicação dada pelo louco para a carta em branco. fazerem o que se requer delas, da maneira mais efetiva e
E) do fato de a irmã do louco ter brigado com ele. humana possível. [...]

75
LÍNGUA PORTUGUESA

(Augusta E.E.H. Barbosa do Amaral e Sandra Souza Pin- 12-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI-
to. Gestão de pessoas, in Desenvolvimento gerencial na Ad- CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) Não pressupõe
ministração pública do Estado de São Paulo, org. Lais Ma- proximidade física ou temporal ... (4º parágrafo)
cedo de Oliveira e Maria Cristina Pinto Galvão, Secretaria A afirmativa acima quer dizer, com outras palavras, que
de Gestão pública, São Paulo: Fundap, 2. ed., 2009, p. 290 e (A) a presença física de um líder natural é fundamen-
292, com adaptações) tal para que seus ensinamentos possam ser divulgados e
aceitos.
09-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI- (B) um líder verdadeiramente capaz é aquele que sem-
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) De acordo com pre se atualiza, adquirindo conhecimentos de fontes e de
o texto, liderança autores diversos.
(A) é a habilidade de chefiar outras pessoas que não (C) o aprendizado da liderança pode ser produtivo,
pode ser desenvolvida por aqueles que somente executam mesmo se houver distância no tempo e no espaço entre
tarefas em seu ambiente de trabalho. aquele que influencia e aquele que é influenciado.
(B) é típica de épocas passadas, como qualidades de (D) as influências recebidas devem ser bem analisadas
heróis da história da humanidade, que realizaram grandes e postas em prática em seu devido tempo e na ocasião
feitos e se tornaram poderosos através deles. mais propícia.
(C) vem a ser a capacidade, que pode ser inata ou até
mesmo adquirida, de conseguir resultados desejáveis da- 13-) (DETRAN/RN – VISTORIADOR/EMPLACADOR –
queles que constituem a equipe de trabalho. FGV PROJETOS/2010)
(D) torna-se legítima se houver consenso em todos os
grupos quanto à escolha do líder e ao modo como ele irá Painel do leitor (Carta do leitor)
mobilizar esses grupos em torno de seus objetivos pes-
soais. Resgate no Chile

10-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉC- Assisti ao maior espetáculo da Terra numa operação de
NICO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O texto deixa salvamento de vidas, após 69 dias de permanência no fundo
de uma mina de cobre e ouro no Chile.
claro que
Um a um os mineiros soterrados foram içados com
(A) a importância do líder baseia-se na valorização de
sucesso, mostrando muita calma, saúde, sorrindo e cum-
todo o grupo em torno da realização de um objetivo co-
primentando seus companheiros de trabalho. Não se pode
mum.
esquecer a ajuda técnica e material que os Estados Unidos,
(B) o líder é o elemento essencial dentro de uma orga-
Canadá e China ofereceram à equipe chilena de salvamen-
nização, pois sem ele não se poderá atingir qualquer meta
to, num gesto humanitário que só enobrece esses países. E,
ou objetivo.
também, dos dois médicos e dois “socorristas” que, demons-
(C) pode não haver condições de liderança em algu-
trando coragem e desprendimento, desceram na mina para
mas equipes, caso não se estabeleçam atividades específi- ajudar no salvamento.
cas para cada um de seus membros. (Douglas Jorge; São Paulo, SP; www.folha.com.br – pai-
(D) a liderança é um dom que independe da partici- nel do leitor – 17/10/2010)
pação dos componentes de uma equipe em um ambiente
de trabalho. Considerando o tipo textual apresentado, algumas ex-
pressões demonstram o posicionamento pessoal do leitor
11-) (GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO – TÉCNI- diante do fato por ele narrado. Tais marcas textuais podem
CO DA FAZENDA ESTADUAL – FCC/2010) O fenômeno da ser encontradas nos trechos a seguir, EXCETO:
liderança só ocorre na inter-relação ... (4º parágrafo) A) “Assisti ao maior espetáculo da Terra...”
No contexto, inter-relação significa B) “... após 69 dias de permanência no fundo de uma
(A) o respeito que os membros de uma equipe devem mina de cobre e ouro no Chile.”
demonstrar ao acatar as decisões tomadas pelo líder, por C) “Não se pode esquecer a ajuda técnica e material...”
resultarem em benefício de todo o grupo. D) “... gesto humanitário que só enobrece esses países.”
(B) a igualdade entre os valores dos integrantes de um E) “... demonstrando coragem e desprendimento, des-
grupo devidamente orientado pelo líder e aqueles propos- ceram na mina...”
tos pela organização a que prestam serviço.
(C) o trabalho que deverá sempre ser realizado em
equipe, de modo que os mais capacitados colaborem com
os de menor capacidade.
(D) a criação de interesses mútuos entre membros de
uma equipe e de respeito às metas que devem ser alcan-
çadas por todos.

76
LÍNGUA PORTUGUESA

(DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO – 17) (POLÍCIA MILITAR/TO – SOLDADO – CONSUL-


VUNESP/2013 - ADAPTADA) Leia o texto para responder às PLAN/2013 - ADAPTADA) Texto para responder à questão.
questões de números 14 a 16.

Férias na Ilha do Nanja

Meus amigos estão fazendo as malas, arrumando as


malas nos seus carros, olhando o céu para verem que tempo
faz, pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
fissuras* – sem falar em bandidos, milhões de bandidos entre
as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...
Meus amigos partem para as suas férias, cansados de
tanto trabalho; de tanta luta com os motoristas da contra-
mão; enfim, cansados, cansados de serem obrigados a viver (Adail et al II. Antologia brasileira de humor. Volume 1.
numa grande cidade, isto que já está sendo a negação da Porto Alegre: L&PM, 1976. p. 95.)
própria vida.
E eu vou para a Ilha do Nanja. A charge anterior é de Luiz Carlos Coutinho, cartunis-
Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui. Passarei as ta mineiro mais conhecido como Caulos. É correto afirmar
férias lá, onde, à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio que o tema apresentado é
cresce como um bosque. Nem preciso fechar os olhos: já es- (A) a oposição entre o modo de pensar e agir.
tou vendo os pescadores com suas barcas de sardinha, e a (B) a rapidez da comunicação na Era da Informática.
moça à janela a namorar um moço na outra janela de outra (C) a comunicação e sua importância na vida das pes-
ilha. soas.
(Cecília Meireles, O que se diz e o que se entende. Adap- (D) a massificação do pensamento na sociedade mo-
tado) derna.

*fissuras: fendas, rachaduras RESOLUÇÃO

14-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABA- 1-)


LHO – VUNESP/2013) No primeiro parágrafo, ao descre- Com palavras do próprio texto responderemos: o mun-
ver a maneira como se preparam para suas férias, a autora do cabe numa fresta.
mostra que seus amigos estão
(A) serenos. RESPOSTA: “A”.
(B) descuidados.
(C) apreensivos. 2-)
(D) indiferentes. Pela leitura do poema identifica-se, apenas, a informa-
(E) relaxados. ção contida na alternativa: revelar segredos para o amigo
pode ser arriscado.
15-) (DCTA – TÉCNICO 1 – SEGURANÇA DO TRABALHO
– VUNESP/2013) De acordo com o texto, pode-se afirmar RESPOSTA: “D”.
que, assim como seus amigos, a autora viaja para
(A) visitar um lugar totalmente desconhecido. 3-)
(B) escapar do lugar em que está. Pela leitura do texto percebe-se, claramente, que a au-
(C) reencontrar familiares queridos. tora narra um momento simples, mas que é prazeroso ao
(D) praticar esportes radicais. casal.
(E) dedicar-se ao trabalho.
RESPOSTA: “D”.
16-) Ao descrever a Ilha do Nanja como um lugar onde,
“à beira das lagoas verdes e azuis, o silêncio cresce como 4-)
um bosque” (último parágrafo), a autora sugere que viajará Vamos ao texto: O riso é tão universal como a serie-
para um lugar dade; ele abarca a totalidade do universo (...). Os termos
(A) repulsivo e populoso. relacionam-se. O pronome “ele” retoma o sujeito “riso”.
(B) sombrio e desabitado.
(C) comercial e movimentado. RESPOSTA: “CERTO”.
(D) bucólico e sossegado.
(E) opressivo e agitado.

77
LÍNGUA PORTUGUESA

5-) 11-)
Voltemos ao texto: “depois do apagão que atingiu pelo Pela leitura do texto, dentre as alternativas apresenta-
menos 1.800 cidades”. O “que” pode ser substituído por das, a que está coerente com o sentido dado à palavra “in-
“o qual”, portanto, trata-se de um pronome relativo (ora- ter-relação” é: “a criação de interesses mútuos entre mem-
ção subordinada adjetiva). Quando há presença de vírgula, bros de uma equipe e de respeito às metas que devem ser
temos uma adjetiva explicativa (generaliza a informação alcançadas por todos”.
da oração principal. A construção seria: “do apagão, que
atingiu pelo menos 1800 cidades em 18 estados do país”); RESPOSTA: “D”.
quando não há, temos uma adjetiva restritiva (restringe,
delimita a informação – como no caso do exercício). 12-)
Não pressupõe proximidade física ou temporal = o
RESPOSTA: “CERTO’. aprendizado da liderança pode ser produtivo, mesmo se
houver distância no tempo e no espaço entre aquele que
6-) influencia e aquele que é influenciado.
“A carga foi desviada e a viatura, com os vigilantes,
abandonada em Pirituba, na zona norte de São Paulo.” Tra- RESPOSTA: “C”.
ta-se da figura de linguagem (de construção ou sintaxe)
“zeugma”, que consiste na omissão de um termo já citado 13-)
anteriormente (diferente da elipse, que o termo não é ci- Em todas as alternativas há expressões que represen-
tado, mas facilmente identificado). No enunciado temos a tam a opinião do autor: Assisti ao maior espetáculo da
narração de que a carga foi desviada e de que a viatura foi Terra / Não se pode esquecer / gesto humanitário que só
abandonada. enobrece / demonstrando coragem e desprendimento.

RESPOSTA: “D”. RESPOSTA: “B”.

7-) 14-)
Geralmente o efeito de humor desses gêneros textuais “pensando nas suas estradas – barreiras, pedras soltas,
aparece no desfecho da história, ao final, como nesse: “Ah, fissuras – sem falar em bandidos, milhões de bandidos en-
porque nós brigamos e não estamos nos falando”. tre as fissuras, as pedras soltas e as barreiras...” = pensar
nessas coisas, certamente, deixa-os apreensivos.
RESPOSTA: “D”.
RESPOSTA: “C”.
8-)
“O senhor tem hora? (...) Não, não... Eu quero saber se 15-)
o senhor é paciente” = a recepcionista quer saber se ele Eu vou para a Ilha do Nanja para sair daqui = resposta
marcou horário e se é paciente do Dr. Pedro. da própria autora!

RESPOSTA: “E”. RESPOSTA: “B”.

9-) 16-)
Utilizando trechos do próprio texto, podemos chegar Pela descrição realizada, o lugar não tem nada de ruim.
à conclusão: O fenômeno da liderança só ocorre na inter
-relação; envolve duas ou mais pessoas e a existência de RESPOSTA: “D”.
necessidades para serem atendidas ou objetivos para se-
rem alcançados, que requerem a interação cooperativa dos 17-)
membros envolvidos = equipe Questão que envolve interpretação “visual”! Fácil. Basta
observar o que as personagens “dizem” e o que “pensam”.
RESPOSTA: “C”.
RESPOSTA: “A”.
10-)
O texto deixa claro que a importância do líder baseia-
se na valorização de todo o grupo em torno da realização
de um objetivo comum.

RESPOSTA: “A”.

78
LÍNGUA PORTUGUESA

REDAÇÃO OFICIAL. Não cabem também, nos textos oficiais, coloquialis-


mos, neologismos, regionalismos, bordões da fala e da lin-
Conceito guagem oral, bem como as abreviações e imagens sígnicas
comuns na comunicação eletrônica.
Entende‑se por Redação Oficial o conjunto de normas Diferentemente dos textos escolares, epistolares, jor-
e práticas que devem reger a emissão dos atos normati- nalísticos ou artísticos, a Redação Oficial não visa ao efeito
vos e comunicações do poder público, entre seus diversos estético nem à originalidade. Ao contrário, impõe unifor-
organismos ou nas relações dos órgãos públicos com as midade, sobriedade, clareza, objetividade, no sentido de
entidades e os cidadãos. se obter a maior compreensão possível com o mínimo de
A Redação Oficial inscreve‑se na confluência de dois recursos expressivos necessários. Portarias lavradas sob
universos distintos: a forma rege‑se pelas ciências da lin- forma poética, sentenças e despachos escritos em versos
guagem (morfologia, sintaxe, semântica, estilística etc.); o rimados pertencem ao “folclore” jurídico‑administrativo e
conteúdo submete‑se aos princípios jurídico‑administra- são práticas inaceitáveis nos textos oficiais. São também
inaceitáveis nos textos oficiais os vícios de linguagem, pro-
tivos impostos à União, aos Estados e aos Municípios, nas
vocados por descuido ou ignorância, que constituem des-
esferas dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
vios das normas da língua‑padrão. Enumeram‑se, a seguir,
Pertencente ao campo da linguagem escrita, a Redação
alguns desses vícios:
Oficial deve ter as qualidades e características exigidas do
texto escrito destinado à comunicação impessoal, objetiva, - Barbarismos: São desvios:
clara, correta e eficaz. - da ortografia: “ advinhar” em vez de adivinhar; “exces-
Por ser “oficial”, expressão verbal dos atos do poder são” em vez de exceção.
público, essa modalidade de redação ou de texto subordi- - da pronúncia: “rúbrica” em vez de rubrica.
na‑se aos princípios constitucionais e administrativos apli- - da morfologia: “interviu” em vez de interveio.
cáveis a todos os atos da administração pública, conforme - da semântica: desapercebido (sem recursos) em vez
estabelece o artigo 37 da Constituição Federal: de despercebido (não percebido, sem ser notado).
- pela utilização de estrangeirismos: galicismo (do fran-
“A administração pública direta e indireta de qualquer cês): “mise‑en‑scène” em vez de encenação; anglicismo (do
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos inglês): “delivery” em vez de entrega em domicílio.
Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impes-
soalidade, moralidade, publicidade e eficiência ( ... )”. - Arcaísmos: Utilização de palavras ou expressões
anacrônicas, fora de uso. Ex.: “asinha” em vez de ligeira,
A forma e o conteúdo da Redação Oficial devem con- depressa.
vergir na produção dos textos dessa natureza, razão pela
qual, muitas vezes, não há como separar uma do outro. - Neologismos: Palavras novas que, apesar de forma-
Indicam‑se, a seguir, alguns pressupostos de como devem das de acordo com o sistema morfológico da língua, ainda
ser redigidos os textos oficiais. não foram incorporadas pelo idioma. Ex.: “imexível” em vez
de imóvel, que não se pode mexer; “talqualmente” em vez
Padrão culto do idioma de igualmente.

A redação oficial deve observar o padrão culto do - Solecismos: São os erros de sintaxe e podem ser:
idioma quanto ao léxico (seleção vocabular), à sintaxe (es- - de concordância: “sobrou” muitas vagas em vez de
sobraram.
trutura gramatical das orações) e à morfologia (ortografia,
- de regência: os comerciantes visam apenas “o
acentuação gráfica etc.).
lucro” em vez de ao lucro.
Por padrão culto do idioma deve‑se entender a lín-
- de colocação: “não tratava‑se” de um problema sério
gua referendada pelos bons gramáticos e pelo uso nas
em vez de não se tratava.
situações formais de comunicação. Devem‑se excluir da
Redagão Oficial a erudição minuciosa e os preciosismos - Ambiguidade: Duplo sentido não intencional. Ex.: O
vocabulares que criam entraves inúteis à compreensão do desconhecido falou‑me de sua mãe. (Mãe de quem? Do
significado. Não faz sentido usar “perfunctório” em lugar desconhecido? Do interlocutor?)
de “superficial” ou “doesto” em vez de “acusação” ou “calú-
nia”. São descabidos também as citações em língua estran- - Cacófato: Som desagradável, resultante da junção
geira e os latinismos, tão ao gosto da linguagem forense. de duas ou mais palavras da cadeia da frase. Ex.: Darei um
Os manuais de Redação Oficial, que vários órgãos têm feito prêmio por cada eleitor que votar em mim (por cada e
publicar, são unânimes em desaconselhar a utilização de porcada).
certas formas sacramentais, protocolares e de anacronis-
mos que ainda se leem em documentos oficiais, como: “No - Pleonasmo: Informação desnecessariamente redun-
dia 20 de maio, do ano de 2011 do nascimento de Nosso dante. Exemplos: As pessoas pobres, que não têm dinheiro,
Senhor Jesus Cristo”, que permanecem nos registros carto- vivem na miséria; Os moralistas, que se preocupam com a
rários antigos. moral, vivem vigiando as outras pessoas.

79
LÍNGUA PORTUGUESA

A Redação Oficial supõe, como receptor, um opera- Reafirma‑se que a intermediação entre o emissor e o
dor linguístico dotado de um repertório vocabular e de receptor nas Redações Oficiais é o código linguístico, den-
uma articulação verbal minimamente compatíveis com tro do padrão culto do idioma; uma linguagem “neutra”,
o registro médio da linguagem. Nesse sentido, deve ser referendada pelas gramáticas, dicionários e pelo uso em
um texto neutro, sem facilitações que intentem suprir as situações formais, acima das diferenças individuais, regio-
deficiências cognitivas de leitores precariamente alfabe- nais, de classes sociais e de níveis de escolaridade.
tizados.
Como exceção, citam‑se as campanhas e comunica- Formalidade e Padronização
dos destinados a públicos específicos, que fazem uma
aproximação com o registro linguístico do público‑alvo. As comunicações oficiais impõem um tratamento poli-
Mas esse é um campo que refoge aos objetivos deste do e respeitoso. Na tradição ibero‑americana, afeita a títu-
material, para se inserir nos domínios e técnicas da pro- los e a tratamentos reverentes, a autoridade pública revela
sua posição hierárquica por meio de formas e de pronomes
paganda e da persuasão.
de tratamento sacramentais. “Excelentíssimo”, “Ilustríssi-
Se o texto oficial não pode e não deve baixar ao ní-
mo”, “Meritíssimo”, “Reverendíssimo” são vocativos que,
vel de compreensão de leitores precariamente equipados
em algumas instâncias do poder, tornaram‑se inevitáveis.
quanto à linguagem, fica evidente o falo de que a alfabe-
Entenda­-se que essa solenidade tem por consideração o
tização e a capacidade de apreensão de enunciados são cargo, a função pública, e não a pessoa de seu exercente.
condições inerentes à cidadania. Ninguém é verdadeira- Vale lembrar que os pronomes de tratamento são obri-
mente cidadão se não consegue ler e compreender o que gatoriamente regidos pela terceira pessoa. São erros muito
leu. O domínio do idioma é equipamento indispensável à comuns construções como “Vossa Excelência sois bondo-
vida em sociedade. so(a)”; o correto é “Vossa Excelência é bondoso(a)”.
A utilização da segunda pessoa do plural (vós), com
Impessoalidade e Objetividade que os textos oficiais procuravam revestir‑se de um tom
solene e cerimonioso no passado, é hoje incomum, anacrô-
Ainda que possam ser subscritos por um ente público nica e pedante, salvo em algumas peças oratórias envol-
(funcionário, servidor etc.), os textos oficiais são expres- vendo tribunais ou juizes, herdeiras, no Brasil, da tradição
são do poder público e é em nome dele que o emissor retórica de Rui Barbosa e seus seguidores.
se comunica, sempre nos termos da lei e sobre atos nela Outro aspecto das formalidades requeridas na Reda-
fundamentados. ção Oficial é a necessidade prática de padronização dos
Não cabe na Redação Oficial, portanto, a presença expedientes. Assim, as prescrições quanto à diagramação,
do “eu” enunciador, de suas impressões subjetivas, sen- espaçamento, caracteres tipográficos etc., os modelos ine-
timentos ou opiniões. Mesmo quando o agente público vitáveis de ofício, requerimento, memorando, aviso e ou-
manifesta‑se em primeira pessoa, em formas verbais co- tros, além de facilitar a legibilidade, servem para agilizar o
muns como: declaro, resolvo, determino, nomeio, exone- andamento burocrático, os despachos e o arquivamento.
ro etc., é nos termos da lei que ele o faz e é em função do É também por essa razão que quase todos os órgãos
cargo que exerce que se identifica e se manifesta. públicos editam manuais com os modelos dos expedientes
O que interessa é aquilo que se comunica, é o con- que integram sua rotina burocrática. A Presidência da Re-
teúdo, o objeto da informação. A impessoalidade contri- pública, a Câmara dos Deputados, o Senado, os Tribunais
bui para a necessária padronização, reduzindo a variabi- Superiores, enfim, os poderes Executivo, Legislativo e Ju-
diciário têm os próprios ritos na elaboração dos textos e
lidade da linguagem a certos padrões, sem o que cada
documentos que lhes são pertinentes.
texto seria suscetível de inúmeras interpretações.
Por isso, a Redação Oficial não admite adjetivação.
Concisão e Clareza
O adjetivo, ao qualificar, exprime opinião e evidencia um
juízo de valor pessoal do emissor. São inaceitáveis tam- Houve um tempo em que escrever bem era escrever “di-
bém a pontuação expressiva, que amplia a significação (! fícil”. Períodos longos, subordinações sucessivas, vocábulos
... ), ou o emprego de interjeições (Oh! Ah!), que funcio- raros, inversões sintáticas, adjetivação intensiva, enumerações,
nam como índices do envolvimento emocional do reda- gradações, repetições enfáticas já foram considerados virtudes
tor com aquilo que está escrevendo. estilísticas. Atualmente, a velocidade que se impõe a tudo o
Se nos trabalhos artísticos, jornalísticos e escolares que se faz, inclusive ao escrever e ao ler, tornou esses recursos
o estilo individual é estimulado e serve como diferencial quase sempre obsoletos. Hoje, a concisão, a economia vocabu-
das qualidades autorais, a função pública impõe a des- lar, a precisão lexical, ou seja, a eficácia do discurso, são pres-
personalização do sujeito, do agente público que emite supostos não só da Redação Oficial, mas da própria literatura.
a comunicação. São inadmissíveis, portanto, as marcas Basta observar o estilo “enxuto” de Graciliano Ramos, de Carios
individualizadoras, as ousadias estilísticas, a linguagem Drummond de Andrade, de João Cabral de Melo Neto, de Dal-
metafórica ou a elíptica e alusiva. A Redação Oficial pri- ton Trevisan, mestres da linguagem altamente concentrada.
ma pela denotação, pela sintaxe clara e pela economia Não têm mais sentido os imensos “prolegômenos” e
vocabular, ainda que essa regularidade imponha certa “exórdios” que se repetiam como ladainhas nos textos ofi-
“monotonia burocrática” ao discurso. ciais, como o exemplo risível e caricato que segue:

80
LÍNGUA PORTUGUESA

“Preliminarmente, antes de mais nada, indispensável se Concordância nominal:


faz que nos valhamos do ensejo para congratularmo‑nos Os adjetivos devem concordar com o sexo da pessoa
com Vossa Excelência pela oportunidade da medida pro- a que se refere o pronome de tratamento.
posta à apreciação de seus nobres pares. Mas, quem sou Vossa Excelência ficou confuso. (para homem)
eu, humilde servidor público, para abordar questões de Vossa Excelência ficou confusa. (para mulher)
tamanha complexidade, a respeito das quais divergem os Vossa Senhoria está ocupado. (para homem)
hermeneutas e exegetas. Vossa Senhoria está ocupada. (para mulher)
Entrementes, numa análise ainda que perfunctória das
causas primeiras, que fundamentaram a proposição tem- Sua Excelência - de quem se fala (ele/ela).
pestivamente encaminhada por Vossa Excelência, indispen- Vossa Excelência - com quem se fala (você)
sável se faz uma abordagem preliminar dos antecedentes
imediatos, posto que estes antecedentes necessariamente Emprego dos Pronomes de Tratamento
antecedem os consequentes”.
As normas a seguir fazem parte do Manual de Redação
Observe que absolutamente nada foi dito ou informado. da Presidência da República.

As Comunicações Oficiais Vossa Excelência: É o tratamento empregado para as


seguintes autoridades:
A redação das comunicações oficiais obedece a pre-
ceitos de objetividade, concisão, clareza, impessoalidade, - Do Poder Executivo - Presidente da República; Vi-
formalidade, padronização e correção gramatical. ce-presidenIe da República; Ministros de Estado; Governa-
Além dessas, há outras características comuns à co- dores e vice‑governadores de Estado e do Distrito Fede-
municação oficial, como o emprego de pronomes de ral; Oficiais generais das Forças Armadas; Embaixadores;
tratamento, o tipo de fecho (encerramento) de uma cor- Secretários‑executivos de Ministérios e demais ocupantes
respondência e a forma de identificação do signatário, de cargos de natureza especial; Secretários de Estado dos
conforme define o Manual de Redação da Presidência da Governos Estaduais; Prefeitos Municipais.
República. Outros órgãos e instituições do poder públi- - Do Poder Legislativo - Deputados Federais e Sena-
dores; Ministro do Tribunal de Contas da União; Deputados
co também possuem manual de redação próprio, como
Estaduais e Distritais; Conselheiros dos Tribunais de Contas
a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, o Ministério
Estaduais; Presidentes das Câmaras Legislativas Municipais.
das Relações Exteriores, diversos governos estaduais, ór-
- Do Poder Judiciário - Ministros dos Tribunais Supe-
gãos do Judiciário etc.
riores; Membros de Tribunais; Juizes; Auditores da Justiça
Militar.
Pronomes de Tratamento
Vocativos
A regra diz que toda comunicação oficial deve ser
O vocativo a ser empregado em comunicações dirigi-
formal e polida, isto é, ajustada não apenas às normas das aos chefes de poder é Excelentíssimo Senhor, seguido
gramaticais, como também às normas de educação e cor- do cargo respectivo: Excelentíssimo Senhor Presidente da
tesia. Para isso, é fundamental o emprego de pronomes República; Excelentíssimo Senhor Presidente do Congresso
de tratamento, que devem ser utilizados de forma correta, Nacional; Excelentíssimo Senhor Presidente do Supremo
de acordo com o destinatário e as regras gramaticais. Tribunal Federal.
Embora os pronomes de tratamento se refiram à se- As demais autoridades devem ser tratadas com o vo-
gunda pessoa (Vossa Excelência, Vossa Senhoria), a con- cativo Senhor ou Senhora, seguido do respectivo cargo:
cordância é feita em terceira pessoa. Senhor Senador / Senhora Senadora; Senhor Juiz/ Senhora
Juiza; Senhor Ministro / Senhora Ministra; Senhor Governa-
Concordância verbal: dor / Senhora Governadora.
Vossa Senhoria falou muito bem.
Vossa Excelência vai esclarecer o tema. Endereçamento
Vossa Majestade sabe que respeitamos sua opinião.
De acordo com o Manual de Redação da Presidência,
Concordância pronominal: no envelope, o endereçamento das comunicações dirigi-
Pronomes de tratamento concordam com pronomes das às autoridades tratadas por Vossa Excelência, deve ter
possessivos na terceira pessoa. a seguinte forma:
Vossa Excelência escolheu seu candidato. (e não “vos-
so...”). A Sua Excelência o Senhor
Fulano de Tal
Ministro de Estado da Justiça
70064‑900 ‑ Brasília. DF

81
LÍNGUA PORTUGUESA

A Sua Excelência o Senhor Fechos para Comunicações


Senador Fulano de Tal
Senado Federal De acordo com o Manual da Presidência, o fecho das
70165‑900 ‑ Brasília. DF comunicações oficiais “possui, além da finalidade óbvia de
arrematar o texto, a de saudar o destinatário”, ou seja, o
A Sua Excelência o Senhor fecho é a maneira de quem expede a comunicação despe-
Fulano de Tal dir‑se de seu destinatário.
Juiz de Direito da l0ª Vara Cível Até 1991, quando foi publicada a primeira edição do
Rua ABC, nº 123 atual Manual de Redação da Presidência da República, havia
01010‑000 ‑ São Paulo. SP 15 padrões de fechos para comunicações oficiais. O Ma-
nual simplificou a lista e reduziu­-os a apenas dois para to-
Conforme o Manual de Redação da Presidência, “em das as modalidades de comunicação oficial. São eles:
comunicações oficiais, está abolido o uso do tratamento
digníssimo (DD) às autoridades na lista anterior. A dignida- Respeitosamente: para autoridades superiores, inclu-
de é pressuposto para que se ocupe qualquer cargo públi- sive o presidente da República.
co, sendo desnecessária sua repetida evocação”. Atenciosamente: para autoridades de mesma hierar-
quia ou de hierarquia inferior.
Vossa Senhoria: É o pronome de tratamento emprega-
do para as demais autoridades e para particulares. O vo- “Ficam excluídas dessa fórmula as comunicações diri-
cativo adequado é: Senhor Fulano de Tal / Senhora Fulana gidas a autoridades estrangeiras, que atenderem a rito e
de Tal. tradição próprios, devidamente disciplinados no Manual
de Redação do Ministério das Relações Exteriores”, diz o
No envelope, deve constar do endereçamento: Manual de Redação da Presidência da República.
Ao Senhor A utilização dos fechos “Respeitosamente” e “Atencio-
Fulano de Tal samente” é recomendada para os mesmos casos pelo Ma-
Rua ABC, nº 123 nual de Redação da Câmara dos Deputados e por outros
70123-000 – Curitiba.PR manuais oficiais. Já os fechos para as cartas particulares ou
informais ficam a critério do remetente, com preferência
Conforme o Manual de Redação da Presidência, em co- para a expressão “Cordialmente”, para encerrar a corres-
municações oficiais “fica dispensado o emprego do super- pondência de forma polida e sucinta.
lativo Ilustríssimo para as autoridades que recebem o tra-
tamento de Vossa Senhoria e para particulares. É suficiente Identificação do Signatário
o uso do pronome de tratamento Senhor. O Manual tam-
bém esclarece que “doutor não é forma de tratamento, e Conforme o Manual de Redação da Presidência do Re-
sim título acadêmico”. Por isso, recomenda-se empregá-lo pública, com exceção das comunicações assinadas pelo
apenas em comunicações dirigidas a pessoas que tenham presidente da República, em todas as comunicações ofi-
concluído curso de doutorado. No entanto, ressalva-se que ciais devem constar o nome e o cargo da autoridade que as
“é costume designar por doutor os bacharéis, especialmen- expede, abaixo de sua assinatura. A forma da identificação
te os bacharéis em Direito e em Medicina”. deve ser a seguinte:
Vossa Magnificência: É o pronome de tratamento dirigi-
do a reitores de universidade. Corresponde‑lhe o vocativo: (espaço para assinatura)
Magnífico Reitor. Nome
Vossa Santidade: É o pronome de tratamento emprega- Chefe da Secretaria‑Geral da Presidência da República
do em comunicações dirigidas ao Papa. O vocativo corres-
pondente é: Santíssimo Padre. (espaço para assinatura)
Nome
Vossa Eminência ou Vossa Eminência Reverendíssima: Ministro de Estado da Justiça
São os pronomes empregados em comunicações dirigidas
a cardeais. Os vocativos correspondentes são: Eminentís- “Para evitar equívocos, recomenda-se não deixar a as-
simo Senhor Cardeal, ou Eminentíssimo e Reverendíssimo sinatura em página isolada do expediente. Transfira para
Senhor Cardeal. essa página ao menos a última frase anterior ao fecho”,
alerta o Manual.
Nas comunicações oficiais para as demais autoridades
eclesiásticas são usados: Vossa Excelência Reverendíssima
(para arcebispos e bispos); Vossa Reverendíssima ou Vos-
sa Senhoria Reverendíssima (para monsenhores, cônegos e
superiores religiosos); Vossa Reverência (para sacerdotes,
clérigos e demais religiosos).

82
LÍNGUA PORTUGUESA

Padrões e Modelos formação do motivo da comunicação, que é encaminhar,


indicando a seguir os dados completos do documento en-
O Padrão Ofício caminhado (tipo, data, origem ou signatário, e assunto de
que trata), e a razão pela qual está sendo encaminhado,
O Manual de Redação da Presidência da República lista segundo a seguinte fórmula:
três tipos de expediente que, embora tenham finalidades
diferentes, possuem formas semelhantes: Ofício, Aviso e “Em resposta ao Aviso nº 112, de 10 de fevereiro de
Memorando. A diagramação proposta para esses expe- 2011, encaminho, anexa, cópia do Ofício nº 34, de 3 de abril
dientes é denominada padrão ofício. de 2010, do Departamento Geral de Administração, que tra-
O Ofício, o Aviso e o Memorando devem conter as se- ta da requisição do servidor Fulano de Tal.”
guintes partes:
ou
- Tipo e número do expediente, seguido da sigla do
órgão que o expede. Exemplos: “Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa
cópia do telegrama nº 112, de 11 de fevereiro de 2011, do
Of. 123/2002-MME Presidente da Confederação Nacional de Agricultura, a res-
Aviso 123/2002-SG peito de projeto de modernização de técnicas agrícolas na
Mem. 123/2002-MF região Nordeste.”

- Local e data. Devem vir por extenso com alinhamen- Desenvolvimento: se o autor da comunicação dese-
to à direita. Exemplo: jar fazer algum comentário a respeito do documento que
encaminha, poderá acrescentar parágrafos de desenvolvi-
Brasília, 20 de maio de 2011 mento; em caso contrário, não há parágrafos de desenvol-
vimento em aviso ou ofício de mero encaminhamento.
- Assunto. Resumo do teor do documento. Exemplos:
- Fecho.
Assunto: Produtividade do órgão em 2010. - Assinatura.
Assunto: Necessidade de aquisição de novos computa- - Identificação do Signatário
dores.
Forma de Diagramação
- Destinatário. O nome e o cargo da pessoa a quem é
dirigida a comunicação. No caso do ofício, deve ser incluí- Os documentos do padrão ofício devem obedecer à se-
do também o endereço. guinte forma de apresentação:

- Texto. Nos casos em que não for de mero encami- - deve ser utilizada fonte do tipo Times New Roman de
nhamento de documentos, o expediente deve conter a se- corpo 12 no texto em geral, 11 nas citações, e 10 nas notas
guinte estrutura: de rodapé;
Introdução: que se confunde com o parágrafo de - para símbolos não existentes na fonte Times New Ro-
abertura, na qual é apresentado o assunto que motiva a man, poder‑se‑ão utilizar as fontes symbol e Wíngdings;
comunicação. Evite o uso das formas: “Tenho a honra de”, - é obrigatório constar a partir da segunda página o
“Tenho o prazer de”, “Cumpre‑me informar que”,empregue número da página;
a forma direta; - os ofícios, memorandos e anexos destes poderão ser
Desenvolvimento: no qual o assunto é detalhado; se impressos em ambas as faces do papel. Neste caso, as mar-
o texto contiver mais de uma ideia sobre o assunto, elas gens esquerda e direita terão as distâncias invertidas nas
devem ser tratadas em parágrafos distintos, o que confere páginas pares (“margem espelho”);
maior clareza à exposição; - o início de cada parágrafo do texto deve ter 2,5 cm de
Conclusão: em que é reafirmada ou simplesmente rea- distância da margem esquerda;
presentada a posição recomendada sobre o assunto. - o campo destinado à margem lateral esquerda terá,
no mínimo 3,0 cm de largura;
Os parágrafos do texto devem ser numerados, exceto - o campo destinado à margem lateral direita terá 1,5
nos casos em que estes estejam organizados em itens ou cm;
títulos e subtítulos. - deve ser utilizado espaçamento simples entre as li-
nhas e de 6 pontos após cada parágrafo, ou, se o editor
Quando se tratar de mero encaminhamento de docu- de texto utilizado não comportar tal recurso, de uma linha
mentos, a estrutura deve ser a seguinte: em branco;
- não deve haver abuso no uso de negrito, itálico, subli-
Introdução: deve iniciar com referência ao expedien- nhado, letras maiúsculas, sombreado, sombra, relevo, bor-
te que solicitou o encaminhamento. Se a remessa do do- das ou qualquer outra forma de formatação que afete a
cumento não tiver sido solicitada, deve iniciar com a in- elegância e a sobriedade do documento;

83
LÍNGUA PORTUGUESA

- a impressão dos textos deve ser feita na cor preta em nicações, os despachos ao memorando devem ser dados
papel branco. A impressão colorida deve ser usada apenas no próprio documento e, no caso de falta de espaço, em
para gráficos e ilustrações; folha de continuação. Esse procedimento permite formar
- todos os tipos de documento do padrão ofício devem uma espécie de processo simplificado, assegurando maior
ser impressos em papel de tamanho A‑4, ou seja, 29,7 x transparência a tomada de decisões, e permitindo que se
21,0 cm; historie o andamento da matéria tratada no memorando.
- deve ser utilizado, preferencialmente, o formato de Quanto a sua forma, o memorando segue o modelo
arquivo Rich Text nos documentos de texto; do padrão ofício, com a diferença de que seu destinatário
- dentro do possível, todos os documentos elabora- deve ser mencionado pelo cargo que ocupa. Exemplos:
dos devem ter o arquivo de texto preservado para consulta
posterior ou aproveitamento de trechos para casos análo- Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
gos; Ao Sr. Subchefe para Assuntos Jurídicos.
- para facilitar a localização, os nomes dos arquivos de-
vem ser formados da seguinte maneira: tipo do documento Obs: Modelo no final da matéria.
+ número do documento + palavras‑chave do conteúdo.
Exemplo: Exposição de Motivos

“Of. 123 ‑ relatório produtividade ano 2010” É o expediente dirigido ao presidente da República ou
ao vice-presidente para:
Aviso e Ofício (Comunicação Externa) - informá-lo de determinado assunto;
- propor alguma medida; ou
São modalidades de comunicação oficial praticamen- - submeter a sua consideração projeto de ato norma-
te idênticas. A única diferença entre eles é que o aviso é tivo.
expedido exclusivamente por Ministros de Estado, para
autoridades de mesma hierarquia, ao passo que o ofício Em regra, a exposição de motivos é dirigida ao Presi-
dente da República por um Ministro de Estado. Nos casos
é expedido para e pelas demais autoridades. Ambos têm
em que o assunto tratado envolva mais de um Ministério,
como finalidade o tratamento de assuntos oficiais pelos ór-
a exposição de motivos deverá ser assinada por todos os
gãos da Administração Pública entre si e, no caso do ofício,
Ministros envolvidos, sendo, por essa razão, chamada de
também com particulares.
interministerial.
Quanto a sua forma, Aviso e Ofício seguem o modelo
Formalmente a exposição de motivos tem a apresenta-
do padrão ofício, com acréscimo do vocativo, que invoca o
ção do padrão ofício. De acordo com sua finalidade, apre-
destinatário, seguido de vírgula. Exemplos:
senta duas formas básicas de estrutura: uma para aquela
que tenha caráter exclusivamente informativo e outra para
Excelentíssimo Senhor Presidente da República, a que proponha alguma medida ou submeta projeto de
Senhora Ministra, ato normativo.
Senhor Chefe de Gabinete, No primeiro caso, o da exposição de motivos que sim-
plesmente leva algum assunto ao conhecimento do Presi-
Devem constar do cabeçalho ou do rodapé do ofício as dente da República, sua estrutura segue o modelo antes
seguintes informações do remetente: referido para o padrão ofício.
- nome do órgão ou setor; Já a exposição de motivos que submeta à consideração
- endereço postal; do Presidente da República a sugestão de alguma medida
- telefone e endereço de correio eletrônico. a ser adotada ou a que lhe apresente projeto de ato nor-
mativo, embora sigam também a estrutura do padrão ofí-
Obs: Modelo no final da matéria. cio, além de outros comentários julgados pertinentes por
seu autor, devem, obrigatoriamente, apontar:
Memorando ou Comunicação Interna - na introdução: o problema que está a reclamar a
adoção da medida ou do ato normativo proposto;
O Memorando é a modalidade de comunicação entre - no desenvolvimento: o porquê de ser aquela me-
unidades administrativas de um mesmo órgão, que podem dida ou aquele ato normativo o ideal para se solucionar
estar hierarquicamente em mesmo nível ou em nível dife- o problema, e eventuais alternativas existentes para equa-
rente. Trata‑se, portanto, de uma forma de comunicação cioná‑lo;
eminentemente interna. - na conclusão, novamente, qual medida deve ser to-
Pode ter caráter meramente administrativo, ou ser em- mada, ou qual ato normativo deve ser editado para solu-
pregado para a exposição de projetos, ideias, diretrizes etc. cionar o problema.
a serem adotados por determinado setor do serviço público.
Sua característica principal é a agilidade. A tramitação Deve, ainda, trazer apenso o formulário de anexo à ex-
do memorando em qualquer órgão deve pautar-­se pela ra- posição de motivos, devidamente preenchido, de acordo
pidez e pela simplicidade de procedimentos burocráticos. com o seguinte modelo previsto no Anexo II do Decreto nº
Para evitar desnecessário aumento do número de comu- 4.1760, de 28 de março de 2010.

84
LÍNGUA PORTUGUESA

Anexo à exposição de motivos do (indicar nome do toda a situação que está a reclamar a adoção de certa pro-
Ministério ou órgão equivalente) nº ______, de ____ de vidência ou a edição de um ato normativo; o problema a
______________ de 201_. ser enfrentado e suas causas; a solução que se propõe, seus
efeitos e seus custos; e as alternativas existentes. O texto da
- Síntese do problema ou da situação que reclama pro- exposição de motivos fica, assim, reservado à demonstra-
vidências; ção da necessidade da providência proposta: por que deve
- Soluções e providências contidas no ato normativo ser adotada e como resolverá o problema.
ou na medida proposta; Nos casos em que o ato proposto for questão de
- Alternativas existentes às medidas propostas. Men- pessoal (nomeação, promoção, ascenção, transferência,
cionar: readaptação, reversão, aproveitamento, reintegração, re-
- se há outro projeto do Executivo sobre a matéria; condução, remoção, exoneração, demissão, dispensa, dis-
- se há projetos sobre a matéria no Legislativo; ponibilidade, aposentadoria), não é necessário o encami-
- outras possibilidades de resolução do problema. nhamento do formulário de anexo à exposição de motivos.
- Custos. Mencionar: Ressalte-se que:
- se a despesa decorrente da medida está prevista na - a síntese do parecer do órgão de assessoramento jurí-
lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas para dico não dispensa o encaminhamento do parecer completo;
custeá‑la; - o tamanho dos campos do anexo à exposição de mo-
- se a despesa decorrente da medida está prevista na tivos pode ser alterado de acordo com a maior ou menor
lei orçamentária anual; se não, quais as alternativas para extensão dos comentários a serem alí incluídos.
custeá‑la;
- valor a ser despendido em moeda corrente; Ao elaborar uma exposição de motivos, tenha presente
- Razões que justificam a urgência (a ser preenchido que a atenção aos requisitos básicos da Redação Oficial (cla-
somente se o ato proposto for medida provisória ou proje- reza, concisão, impessoalidade, formalidade, padronização
to de lei que deva tramitar em regime de urgência). Men- e uso do padrão culto de linguagem) deve ser redobrada.
cionar: A exposição de motivos é a principal modalidade de comu-
- se o problema configura calamidade pública; nicação dirigida ao Presidente da República pelos Ministros.
- por que é indispensável a vigência imediata; Além disso, pode, em certos casos, ser encaminhada cópia
- se se trata de problema cuja causa ou agravamento ao Congresso Nacional ou ao Poder Judiciário ou, ainda, ser
não tenham sido previstos; publicada no Diário Oficial da União, no todo ou em parte.
- se se trata de desenvolvimento extraordinário de si-
tuação já prevista. Mensagem
- Impacto sobre o meio ambiente (somente que o ato
ou medida proposta possa vir a tê-lo) É o instrumento de comunicação oficial entre os Chefes
- Alterações propostas. Texto atual, Texto proposto; dos Poderes Públicos, notadamente as mensagens enviadas
- Síntese do parecer do órgão jurídico. pelo Chefe do Poder Executivo ao Poder Legislativo para in-
formar sobre fato da Administração Pública; expor o plano
Com base em avaliação do ato normativo ou da medi- de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa;
da proposa à luz das questões levantadas no ítem 10.4.3. submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem
A falta ou insuficiência das informações prestadas pode de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer
acarretar, a critério da Subchefia para Assuntos Jurídicos da e agradecer comunicações de tudo quanto seja de interesse
Casa Civil, a devolução do projeto de ato normativo para dos poderes públicos e da Nação.
que se complete o exame ou se reformule a proposta. Minuta de mensagem pode ser encaminhada pelos
O preenchimento obrigatório do anexo para as expo- Ministérios à Presidência da República, a cujas assessorias
sições de motivos que proponham a adoção de alguma caberá a redação final.
medida ou a edição de ato normativo tem como finalidade: As mensagens mais usuais do Poder Executivo ao Con-
- permitir a adequada reflexão sobre o problema que gresso Nacional têm as seguintes finalidades:
se busca resolver;
- ensejar mais profunda avaliação das diversas causas - Encaminhamento de projeto de lei ordinária, com-
do problema e dos defeitos que pode ter a adoção da me- plementar ou financeira: Os projetos de lei ordinária ou
dida ou a edição do ato, em consonância com as questões complementar são enviados em regime normal (Constitui-
que devem ser analisadas na elaboração de proposições ção, art. 61) ou de urgência (Constituição, art. 64, §§ 1º a 4º).
normativas no âmbito do Poder Executivo (v. 10.4.3.) Cabe lembrar que o projeto pode ser encaminhado sob o
- conferir perfeita transparência aos atos propostos. regime normal e mais tarde ser objeto de nova mensagem,
com solicitação de urgência.
Dessa forma, ao atender às questões que devem ser Em ambos os casos, a mensagem se dirige aos Mem-
analisadas na elaboração de atos normativos no âmbito do bros do Congresso Nacional, mas é encaminhada com avi-
Poder Executivo, o texto da exposição de motivos e seu so do Chefe da Casa Civil da Presidência da República ao
anexo complementam-se e formam um todo coeso: no Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados, para que
anexo, encontramos uma avaliação profunda e direta de tenha início sua tramitação (Constituição, art. 64, caput).

85
LÍNGUA PORTUGUESA

Quanto aos projetos de lei financeira (que compreen- Somente produzirão efeitos legais a outorga ou renovação
dem plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamentos da concessão após deliberação do Congresso Nacional
anuais e créditos adicionais), as mensagens de encaminha- (Constituição, art. 223, § 3º). Descabe pedir na mensagem
mento dirigem‑se aos membros do Congresso Nacional, e a urgência prevista no art. 64 da Constituição, porquanto o
os respectivos avisos são endereçados ao Primeiro Secretá- § 1º do art. 223 já define o prazo da tramitação.
rio do Senado Federal. A razão é que o art. 166 da Consti- Além do ato de outorga ou renovação, acompanha a
tuição impõe a deliberação congressual sobre as leis finan- mensagem o correspondente processo administrativo.
ceiras em sessão conjunta, mais precisamente, “na forma
do regimento comum”. E à frente da Mesa do Congresso - Encaminhamento das contas referentes ao exer-
Nacional está o Presidente do Senado Federal (Constitui- cício anterior: O Presidente da República tem o prazo de
ção, art. 57, § 5º), que comanda as sessões conjuntas. sessenta dias após a abertura da sessão legislativa para en-
As mensagens aqui tratadas coroam o processo de- viar ao Congresso Nacional as contas referentes ao exer-
senvolvido no âmbito do Poder Executivo, que abrange cício anterior (Constituição, art. 84, XXIV), para exame e
minucioso exame técnico, jurídico e econômico‑financeiro parecer da Comissão Mista permanente (Constituição, art.
das matérias objeto das proposições por elas encaminha- 166, § 1º), sob pena de a Câmara dos Deputados realizar
a tomada de contas (Constituição, art. 51, II), em procedi-
das.
mento disciplinado no art. 215 do seu Regimento Interno.
Tais exames materializam‑se em pareceres dos diver-
- Mensagem de abertura da sessão legislativa: Ela
sos órgãos interessados no assunto das proposições, entre deve conter o plano de governo, exposição sobre a situa-
eles o da Advocacia Geral da União. Mas, na origem das ção do País e solicitação de providências que julgar neces-
propostas, as análises necessárias constam da exposição sárias (Constituição, art. 84, XI).
de motivos do órgão onde se geraram, exposição que O portador da mensagem é o Chefe da Casa Civil da
acompanhará, por cópia, a mensagem de encaminhamen- Presidência da República. Esta mensagem difere das de-
to ao Congresso. mais porque vai encadernada e é distribuída a todos os
congressistas em forma de livro.
- Encaminhamento de medida provisória: Para dar
cumprimento ao disposto no art. 62 da Constituição, o Pre- - Comunicação de sanção (com restituição de au-
sidente da República encaminha mensagem ao Congresso, tógrafos): Esta mensagem é dirigida aos membros do
dirigida a seus membros, com aviso para o Primeiro Secre- Congresso Nacional, encaminhada por Aviso ao Primeiro
tário do Senado Federal, juntando cópia da medida provi- ­Secretário da Casa onde se originaram os autógrafos. Nela
sória, autenticada pela Coordenação de Documentação da se informa o número que tomou a lei e se restituem dois
Presidência da República. exemplares dos três autógrafos recebidos, nos quais o Pre-
sidente da República terá aposto o despacho de sanção.
- Indicação de autoridades: As mensagens que sub-
- Comunicação de veto: Dirigida ao Presidente do
metem ao Senado Federal a indicação de pessoas para
Senado Federal (Constituição, art. 66, § 1º), a mensagem
ocuparem determinados cargos (magistrados dos Tribu-
informa sobre a decisão de vetar, se o veto é parcial, quais
nais Superiores, Ministros do TCU, Presidentes e diretores as disposições vetadas, e as razões do veto. Seu texto vai
do Banco Central, Procurador‑Geral da República, Chefes publicado na íntegra no Diário Oficial da União, ao contrá-
de Missão Diplomática etc.) têm em vista que a Constitui- rio das demais mensagens, cuja publicação se restringe à
ção, no seu art. 52, incisos III e IV, atribui àquela Casa do notícia do seu envio ao Poder Legislativo.
Congresso Nacional competência privativa para aprovar
a indicação. O currículum vitae do indicado, devidamente - Outras mensagens: Também são remetidas ao Legis-
assinado, acompanha a mensagem. lativo com regular frequência mensagens com:
- encaminhamento de atos internacionais que acarre-
- Pedido de autorização para o presidente ou o vi- tam encargos ou compromissos gravosos (Constituição,
ce‑presidente da República se ausentarem do País por art. 49, I);
mais de 15 dias: Trata‑se de exigência constitucional - pedido de estabelecimento de alíquolas aplicáveis
(Constituição, art. 49, III, e 83), e a autorização é da com- às operações e prestações interestaduais e de exportação
petência privativa do Congresso Nacional. (Constituição, art. 155, § 2º, IV);
O presidente da República, tradicionalmente, por cor- - proposta de fixação de limites globais para o mon-
tesia, quando a ausência é por prazo inferior a 15 dias, tante da dívida consolidada (Constituição, art. 52, VI);
faz uma comunicação a cada Casa do Congresso, envian- - pedido de autorização para operações financeiras ex-
ternas (Constituição, art. 52, V); e outros.
do‑lhes mensagens idênticas.
Entre as mensagens menos comuns estão as de:
- Encaminhamento de atos de concessão e renova- - convocação extraordinária do Congresso Nacional
ção de concessão de emissoras de rádio e TV: A obri- (Constituição, art. 57, § 6º);
gação de submeter tais atos à apreciagão do Congresso - pedido de autorização para exonerar o Procura-
Nacional consta no inciso XII do artigo 49 da Constituição. dor‑Geral da República (art. 52, XI, e 128, § 2º);

86
LÍNGUA PORTUGUESA

- pedido de autorização para declarar guerra e decretar Fax


mobilização nacional (Constituição, art. 84, XIX);
- pedido de autorização ou referendo para celebrara O fax (forma abreviada já consagrada de fac‑símile) é
paz (Constituição, art. 84, XX); uma forma de comunicação que está sendo menos usada
- justificativa para decretação do estado de defesa ou devido ao desenvolvimento da Internet. É utilizado para a
de sua prorrogação (Constituição, art. 136, § 4º); transmissão de mensagens urgentes e para o envio ante-
- pedido de autorização para decretar o estado de sítio cipado de documentos, de cujo conhecimento há premên-
(Constituição, art. 137); cia, quando não há condições de envio do documento por
- relato das medidas praticadas na vigência do esta- meio eletrônico. Quando necessário o original, ele segue
do de sítio ou de defesa (Constituição, art. 141, parágrafo posteriormente pela via e na forma de praxe.
único); Se necessário o arquivamento, deve‑se fazê‑lo com có-
- proposta de modificação de projetas de leis financei- pia xerox do fax e não com o próprio fax, cujo papel, em
ras (Constituição, art. 166, § 5º); certos modelos, se deteriora rapidamente.
- pedido de autorização para utilizar recursos que fi- Os documentos enviados por fax mantêm a forma e
carem sem despesas correspondentes, em decorrência de a estrutura que lhes são inerentes. É conveniente o envio,
veto, emenda ou rejeição do projeto de lei orçamentária juntamente com o documento principal, de folha de rosto,
anual (Constituição, art. 166, § 8º); isto é, de pequeno formulário com os dados de identifica-
- pedido de autorização para alienar ou conceder ter- ção da mensagem a ser enviada.
ras públicas com área superior a 2.500 ha (Constituição, art.
188, § 1º); etc. Correio Eletrônico
As mensagens contêm:
- a indicação do tipo de expediente e de seu número, O correio eletrônico (“e‑mail”), por seu baixo custo e
horizontalmente, no início da margem esquerda: celeridade, transformou‑se na principal forma de comuni-
cação para transmissão de documentos.
Mensagem nº Um dos atrativos de comunicação por correio eletrô-
nico é sua flexibilidade. Assim, não interessa definir forma
- vocativo, de acordo com o pronome de tratamento e rígida para sua estrutura. Entretanto, deve‑se evitar o uso
o cargo do destinatário, horizontalmente, no início da mar- de linguagem incompatível com uma comunicação oficial.
gem esquerda: O campo assunto do formulário de correio eletrôni-
co mensagem deve ser preenchido de modo a facilitar a
Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal, organização documental tanto do destinatário quanto do
remetente.
- o texto, iniciando a 2 cm do vocativo; Para os arquivos anexados à mensagem deve ser utili-
- o local e a data, verticalmente a 2 cm do final do zado, preferencialmente, o formato Rich Text. A mensagem
texto, e horizontalmente fazendo coincidir seu final com a que encaminha algum arquivo deve trazer informações mí-
margem direita. A mensagem, como os demais atos assi- nimas sobre seu conteúdo.
nados pelo Presidente da República, não traz identificação Sempre que disponível, deve‑se utilizar recurso de con-
de seu signatário. firmação de leitura. Caso não seja disponível, deve constar
da mensagem pedido de confirmação de recebimento.
Obs: Modelo no final da matéria. Nos termos da legislação em vigor, para que a mensa-
gem de correio eletrônico tenha valor documental, isto é,
Telegrama para que possa ser aceita como documento original, é ne-
cessário existir certificação digital que ateste a identidade
Com o fito de uniformizar a terminologia e simplificar do remetente, na forma estabelecida em lei.
os procedimentos burocráticos, passa a receber o título de
telegrama toda comunicação oficial expedida por meio de Apostila
telegrafia, telex etc. Por se tratar de forma de comunicação
dispendiosa aos cofres públicos e tecnologicamente supe- É o aditamento que se faz a um documento com o
rada, deve restringir‑se o uso do telegrama apenas àquelas objetivo de retificação, atualização, esclarecimento ou fi-
situações que não seja possível o uso de correio eletrônico xar vantagens, evitando‑se assim a expedição de um novo
ou fax e que a urgência justifique sua utilização e, também título ou documento. Estrutura:
em razão de seu custo elevado, esta forma de comunicação - Título: APOSTILA, centralizado.
deve pautar‑se pela concisão. - Texto: exposição sucinta da retificação, esclarecimen-
Não há padrão rígido, devendo‑se seguir a forma e to, atualização ou fixação da vantagem, com a menção, se
a estrutura dos formulários disponíveis nas agências dos for o caso, onde o documento foi publicado.
Correios e em seu sítio na Internet. - Local e data.
- Assinatura: nome e função ou cargo da autoridade
Obs: Modelo no final da matéria. que constatou a necessidade de efetuar a apostila.

87
LÍNGUA PORTUGUESA

Não deve receber numeração, sendo que, em caso de Se o gabinete usar cartas com frequência, poderá nu-
documento arquivado, a apostila deve ser feita abaixo dos merá‑las. Nesse caso, a numeração poderá apoiar­-se no
textos ou no verso do documento. padrão básico de diagramação.
Em caso de publicação do ato administrativo originá- O fecho da carta segue, em geral, o padrão da correspon-
rio, a apostila deve ser publicada com a menção expressa dência oficial, mas outros fechos podem ser usados, a exemplo
do ato, número, dia, página e no mesmo meio de comuni- de “Cordialmente”, quando se deseja indicar relação de proxi-
caçao oficial no qual o ato administrativo foi originalmente midade ou igualdade de posição entre os correspondentes.
publicado, a fim de que se preserve a data de validade.
Obs: Modelo no final da matéria.
Obs: Modelo no final da matéria.
Declaração
ATA
É o documento em que se informa, sob responsabilida-
É o instrumento utilizado para o registro expositivo dos de, algo sobre pessoa ou acontecimento. Estrutura:
fatos e deliberações ocorridos em uma reunião, sessão ou - Título: DECLARAÇÃO, centralizado.
assembleia. Estrutura: - Texto: exposição do fato ou situação declarada, com
- Título ‑ ATA. Em se tratando de atas elaboradas se- finalidade, nome do interessado em destaque (em maiús-
quencialmente, indicar o respectivo número da reunião ou culas) e sua relação com a Câmara nos casos mais formais.
sessão, em caixa‑alta. - Local e data.
- Texto, incluindo: Preâmbulo ‑ registro da situação - Assinatura: nome da pessoa que declara e, no caso de
espacial e temporal e participantes; Registro dos assuntos autoridade, função ou cargo.
abordados e de suas decisões, com indicação das persona-
lidades envolvidas, se for o caso; Fecho ‑ termo de encerra- A declaração documenta uma informação prestada por
mento com indicação, se necessário, do redator, do horário autoridade ou particular. No caso de autoridade, a com-
de encerramento, de convocação de nova reunião etc. provação do fato ou o conhecimento da situação declarada
A ATA será assinada e/ou rubricada portodos os pre- deve serem razão do cargo que ocupa ou da função que
sentes à reunião ou apenas pelo presidente e relator, de- exerce.
pendendo das exigências regimentais do órgão. Declarações que possuam características específicas
A fim de se evitarem rasuras nas atas manuscritas, de- podem receber uma qualificação, a exemplo da “declara-
ve‑se, em caso de erro, utilizar o termo “digo”, seguido da ção funcional”.
informação correta a ser registrada. No caso de omissão
de informações ou de erros constatados após a redação, Obs: Modelo no final da matéria.
usa‑se a expressão “Em tempo” ao final da ATA, com o re-
gistro das informações corretas. Despacho

Obs: Modelo no final da matéria. É o pronunciamento de autoridade administrativa em


petição que lhe é dirigida, ou ato relativo ao andamento
Carta do processo. Pode ter caráter decisório ou apenas de expe-
diente. Estrutura:
É a forma de correspondência emitida por particular, ou - Nome do órgão principal e secundário.
autoridade com objetivo particular, não se confundindo com - Número do processo.
o memorando (correspondência interna) ou o ofício (corres- - Data.
pondência externa), nos quais a autoridade que assina ex- - Texto.
pressa uma opinião ou dá uma informação não sua, mas, sim, - Assinatura e função ou cargo da autoridade.
do órgão pelo qual responde. Em grande parte dos casos
da correspondência enviada por deputados, deve‑se usar a O despacho pode constituir‑se de uma palavra, de uma
carta, não o memorando ou ofício, por estar o parlamentar expressão ou de um texto mais longo.
emitindo parecer, opinião ou informação de sua responsa-
bilidade, e não especificamente da Câmara dos Deputados. Obs: Modelo no final da matéria.
O parlamentar deverá assinar memorando ou ofício apenas
como titular de função oficial específica (presidente de co- Ordem de Serviço
missão ou membro da Mesa, por exemplo). Estrutura:
- Local e data. É o instrumento que encerra orientações detalhadas e/
- Endereçamento, com forma de tratamento, destina- ou pontuais para a execução de serviços por órgãos subor-
tário, cargo e endereço. dinados da Administração. Estrutura:
- Vocativo. - Título: ORDEM DE SERVIÇO, numeração e data.
- Texto. - Preâmbulo e fundamentação: denominação da au-
- Fecho. toridade que expede o ato (em maiúsculas) e citação da
- Assinatura: nome e, quando necessário, função ou legislação pertinente ou por força das prerrogativas do car-
cargo. go, seguida da palavra “resolve”.

88
LÍNGUA PORTUGUESA

- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser di- Relatório


vidido em itens, incisos, alíneas etc.
- Assinatura: nome da autoridade competente e indica- É o relato exposilivo, detalhado ou não, do funciona-
ção da função. mento de uma instituição, do exercício de atividades ou
acerca do desenvolvimento de serviços específicos num
A Ordem de Serviço se assemelha à Portaria, porém determinado período. Estrutura:
possui caráter mais específico e detalhista. Objetiva, essen- - Título ‑ RELATÓRIO ou RELATÓRIO DE...
cialmente, a otimização e a racionalização de serviços. - Texto ‑ registro em tópicos das principais atividades
desenvolvidas, podendo ser indicados os resultados par-
Obs: Modelo no final da matéria. ciais e totais, com destaque, se for o caso, para os aspectos
positivos e negativos do período abrangido. O cronogra-
Parecer ma de trabalho a ser desenvolvido, os quadros, os dados
estatísticos e as tabelas poderão ser apresentados como
É a opinião fundamentada, emitida em nome pessoal anexos.
ou de órgão administrativo, sobre tema que lhe haja sido - Local e data.
submetido para análise e competente pronunciamento. - Assinatura e função ou cargo do(s) funcionário(s) re-
Visa fornecer subsídios para tomada de decisão. Estrutura: lator(es).
- Número de ordem (quando necessário).
- Número do processo de origem. No caso de Relatório de Viagem, aconselha‑se regis-
- Ementa (resumo do assunto). trar uma descrição sucinta da participação do servidor no
- Texto, compreendendo: Histórico ou relatório (intro- evento (seminário, curso, missão oficial e outras), indicando
dução); Parecer (desenvolvimento com razões e justificati- o período e o trecho compreendido. Sempre que possível,
vas); Fecho opinativo (conclusão). o Relatório de Viagem deverá ser elaborado com vistas ao
- Local e data. aproveitamento efetivo das informações tratadas no even-
- Assinatura, nome e função ou cargo do parecerista. to para os trabalhos legislativos e administrativos da Casa.
Quanto à elaboração de Relatório de Atividades, de-
Além do Parecer Administrativo, acima conceituado,
ve‑se atentar para os seguintes procedimentos:
existe o Parecer Legislativo, que é uma proposição, e, como
- abster‑se de transcrever a competência formal das
tal, definido no art. 126 do Regimento Interno da Câmara
unidades administrativas já descritas nas normas internas;
dos Deputados.
- relatar apenas as principais atividades do órgão;
O desenvolvimento do parecer pode ser dividido em
- evitar o detalhamento excessivo das tarefas execu-
tantos itens (e estes intitulados) quantos bastem ao pare-
tadas pelas unidades administrativas que lhe são subordi-
cerista para o fim de melhor organizar o assunto, imprimin-
do‑lhe clareza e didatismo. nadas;
- priorizar a apresentação de dados agregados, gran-
Obs: Modelo no final da matéria. des metas realizadas e problemas abrangentes que foram
Portaria solucionados;
- destacar propostas que não puderam ser concreti-
É o ato administrativo pelo qual a autoridade estabele- zadas, identificando as causas e indicando as prioridades
ce regras, baixa instruções para aplicação de leis ou trata da para os próximos anos;
organização e do funcionamento de serviços dentro de sua - gerar um relatório final consolidado, limitado, se pos-
esfera de competência. Estrutura: sível, ao máximo de dez páginas para o conjunto da Dire-
- Título: PORTARIA, numeração e data. toria, Departamento ou unidade equivalente.
- Ementa: síntese do assunto.
- Preâmbulo e fundamentação: denominação da auto- Obs: Modelo no final da matéria.
ridade que expede o ato e citação da legislação pertinente,
seguida da palavra “resolve”.
- Texto: desenvolvimento do assunto, que pode ser divi-
dido em artigos, parágrafos, incisos, alíneas e itens.
- Assinatura: nome da autoridade competente e indica-
ção do cargo.

Certas portarias contêm considerandos, com as razões


que justificam o ato. Neste caso, a palavra “resolve” vem
depois deles.
A ementa justifica‑se em portarias de natureza normativa.
Em portarias de matéria rotineira, como nos casos de no-
meação e exoneração, por exemplo, suprime­-se a ementa.

Obs: Modelo no final da matéria.

89
LÍNGUA PORTUGUESA

Requerimento (Petição) Protocolo

É o instrumento por meio do qual o interessado requer O registro de protocolo (ou simplesmente “o protoco-
a uma autoridade administrativa um direito do qual se jul- lo“) é o livro (ou, mais atualmente, o suporte informático)
ga detentor. Estrutura: em que são transcritos progressivamente os documentos e
- Vocativo, cargo ou função (e nome do destinatário), os atos em entrada e em saída de um sujeito ou entidade
ou seja, da autoridade competente. (público ou privado). Este registro, se obedecerem a nor-
- Texto incluindo: Preâmbulo, contendo nome do re- mas legais, têm fé pública, ou seja, tem valor probatório em
querente (grafado em letras maiúsculas) e respectiva qua- casos de controvérsia jurídica.
lificação: nacionalidade, estado civil, profissão, documen- O termo protocolo tem um significado bastante amplo,
to de identidade, idade (se maior de 60 anos, para fins identificando-se diretamente com o próprio procedimen-
de preferência na tramitação do processo, segundo a Lei to. Por extensão de sentido, “protocolo” significa também
10.741/03), e domicílio (caso o requerente seja servidor um trâmite a ser seguido para alcançar determinado obje-
da Câmara dos Deputados, precedendo à qualificação civil tivo (“seguir o protocolo”).
deve ser colocado o número do registro funcional e a lo- A gestão do protocolo é normalmente confiada a uma
tação); Exposição do pedido, de preferência indicando os repartição determinada, que recebe o material documen-
fundamentos legais do requerimento e os elementos pro- tário do sujeito que o produz em saída e em entrada e os
batórios de natureza fática. anota num registro (atualmente em programas informáti-
- Fecho: “Nestes termos, Pede deferimento”. cos), atruibuindo-lhes um número e também uma posição
- Local e data. de arquivo de acordo com suas características.
- Assinatura e, se for o caso de servidor, função ou car- O registro tem quatro elementos necessários e obri-
go. gatórios:
- Número progressivo.
Quando mais de uma pessoa fizer uma solicitação, rei- - Data de recebimento ou de saída.
vindicação ou manifestação, o documento utilizado será - Remetente ou destinatário.
um abaixo‑assinado, com estrutura semelhante à do re- - Regesto, ou seja, breve resumo do conteúdo da cor-
querimento, devendo haver identificação das assinaturas. respondência
A Constituição Federal assegura a todos, independen-
temente do pagamento de taxas, o direito de petição aos
Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegali-
dade ou abuso de poder (art. 51, XXXIV, “a”), sendo que
o exercício desse direito se instrumentaliza por meio de
requerimento. No que concerne especificamente aos servi-
dores públicos, a lei que institui o Regime único estabelece
que o requerimento deve ser dirigido à autoridade compe-
tente para decidi‑lo e encaminhado por intermédio daque-
la a que estiver imediatamente subordinado o requerente
(Lei nº 8.112/90, art. 105).

Obs: Modelo no final da matéria.

90
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Ofício

(Ministério)
(Secretaria/Departamento/Setor/Entidade)
(Endereço para correspondência)
(Endereço – continuação)
(Telefone e Endereço de Correio Eletrônico)

Ofício nº 524/1991/SG-PR

Brasília, 20 de maio de 2011

A Sua Excelência o Senhor


Deputado (Nome)
Câmara dos Deputados
70160-900 – Brasília – DF
3 cm 297 mm
1,5 cm
Assunto: Demarcação de terras indígenas

Senhor Deputado,

1. Em complemento às observações transmitidas pelo telegrama nº 154, de


24 de abril último, informo Vossa Excelência de que as medidas mencionadas em
sua carta nº 6708, dirigida ao Senhor Presidente da República, estão amparadas
pelo procedimento administrativo de demarcação de terras indígenas instituído
pelo Decreto nº 22, de 4 de fevereiro de 1991 (cópia anexa).
2. Em sua comunicação, Vossa Excelência ressalva a necessidade de que –
na definição e demarcação das terras indígenas – fossem levadas em consideração
as características sócio-econômicas regionais.
3. Nos termos do Decreto nº 22, a demarcação de terras indígenas
deverá ser precedida de estudos e levantamentos técnicos que atendam ao disposto
no art. 231, § 1º, da Constituição Federal. Os estudos deverão incluir os aspectos
etno-históricos, sociológicos, cartográficos e fundiários. O exame deste último
aspecto deverá ser feito conjuntamente com o órgão federal ou estadual
competente.
4. Os órgãos públicos federais, estaduais e municipais deverão
encaminhas as informações que julgarem pertinentes sobre a área em estudo. É
igualmente assegurada a manifestação de entidades representativas da sociedade
civil.
5. Os estudos técnicos elaborados pelo órgão federal de proteção ao índio
serão publicados juntamente com as informações recebidas dos órgãos públicos e
das entidades civis acima mencionadas.
6. Como Vossa Excelência pode verificar, o procedimento estabelecido
assegura que a decisão a ser baixada pelo Ministro de Estado da Justiça sobre os
limites e a demarcação de terras indígenas seja informada de todos os elementos
necessários, inclusive daqueles assinalados em sua carta, com a necessária
transparência e agilidade.

Atenciosamente,

(Nome)
(cargo)

210 mm

91
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Aviso

Aviso nº 45/SCT-PR

Brasília, 27 de fevereiro de 2011

A Sua Excelência o Senhor


(Nome e cargo)
297 mm

3 cm
1,5 cm
Assunto: Seminário sobre o uso de energia no setor público

Senhor Ministro,

Convido Vossa Excelência a participar da sessão de abertura do Primeiro


Seminário Regional sobre o Uso Eficiente de Energia no Setor Público, a ser
realizado em 5 de março próximo, às 9 horas, no auditório da Escola Nacional de
Administração Pública – ENAP, localizada no Setor de Áreas Isoladas, nesta
capital.
O Seminário mencionado inclui-se nas atividades do Programa Nacional das
Comissões Internas de Conservação de Energia em Órgãos Públicos, instituído
pelo Decreto nº 99.656, de 26 de outubro de 1990.

Atenciosamente,

(Nome do signatário)
(cargo do signatário)

210 mm

92
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Memorando

Mem. 118/DJ

Em 12 de abril de 2011

Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração

297 mm
Assunto: Administração, Instalação de microcomputadores
1,5 cm

1. Nos termos do Plano Geral de Informatização, solicito a Vossa


Senhoria verificar a possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores
neste Departamento.
2. Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescento, apenas, que o ideal
seria que o equipamento fosse dotado de disco rígido e de monitor padrão EGA.
Quanto a programas, haveria necessidade de dois tipos: um processador de textos
e outro gerenciador de banco de dados.
3. O treinamento de pessoal para operação dos micros poderia ficar a cargo
da Seção de Treinamento do Departamento de Modernização, cuja chefia já
manifestou seu acordo a respeito.
4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste
Departa-mento ensejará racional distribuição de tarefas entre os servidores e,
sobretudo, uma melhoria na qualidade dos serviços prestados.

Atenciosamente,

(Nome do signatário)

210 mm

93
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Memorando

Mem. 118/DJ

Em 12 de abril de 2011

Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração

297 mm
Assunto: Administração, Instalação de microcomputadores
1,5 cm

1. Nos termos do Plano Geral de Informatização, solicito a Vossa


Senhoria verificar a possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores
neste Departamento.
2. Sem descer a maiores detalhes técnicos, acrescento, apenas, que o ideal
seria que o equipamento fosse dotado de disco rígido e de monitor padrão EGA.
Quanto a programas, haveria necessidade de dois tipos: um processador de textos
e outro gerenciador de banco de dados.
3. O treinamento de pessoal para operação dos micros poderia ficar a cargo
da Seção de Treinamento do Departamento de Modernização, cuja chefia já
manifestou seu acordo a respeito.
4. Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste
Departa-mento ensejará racional distribuição de tarefas entre os servidores e,
sobretudo, uma melhoria na qualidade dos serviços prestados.

Atenciosamente,

(Nome do signatário)

210 mm

94
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Mensagem

5 cm

Mensagem nº 118

4 cm

297 mm

Excelentíssimo Senhor Presidente do Senado Federal,

2 cm 1,5 cm

3 cm
Comunico a Vossa Excelência o recebimento das mensagens SM nºs
106 a 110, de 1991, nas quais informo a promulgação dos Decretos Legislativos
nºs 93 a 97, de 1991, relativos à exploração de serviços de radiodifusão.

Brasília, 28 de março de 2011

210 mm

95
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Telegrama

[órgão Expedidorl
[setor do órgão expedidor]
[endereço do órgão expedidor]

Destinatário: _________________________________________________________
Nº do fax de destino: _________________________________ Data: ___/___/_____
Remetente: __________________________________________________________
Tel. p/ contato: ____________________Fax/correio eletrônico: ________________
Nº de páginas: esta + ______Nº do documento: _____________________________
Observações: _________________________________________________________
_____________________________________________________________________


Exemplo de Apostila

APOSTILA

A Diretora da Coordenação de Secretariado Parlamentar do Departamento de Pessoal declara que


o servidor José da Silva, nomeado pela Portaria CDCC-RQ001/2004, publicada no Suplemento ao Boletim
Administrativo de 30 de março de 2004, teve sua situação funcional alterada, de Secretário Parlamentar
Requisitado, ponto n. 123, para Secretário Parlamentar sem vínculo efetivo com o serviço público, ponto n.
105.123, a partir de 11 de abril de 2004, em face de decisão contida no Processo n. 25.001/2004.

Brasília, em 26/5/2011

Maria da Silva
Diretora

Exemplo de ATA
CAMARA DOS DEPUTADOS
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO
Coordenação de Publicações

ATA

As 10h15min, do dia 24 de maio de 2011, na Sala de Reunião do Cedi, a Sra. Maria da Silva, Diretora
da Coordenação, deu início aos trabalhos com a leitura da ala da reunião anterior, que foi aprovada, sem
alterações. Em prosseguimento, apresentou a pauta da reunião, com a inclusão do item “Projetos Concluídos”,
sendo aprovada sem o acréscimo de novos itens. Tomou a palavra o Sr. José da Silva, Chefe da Seção de
Marketing, que apresentou um breve relato das atividades desenvolvidas no trimestre, incluindo o lançamento
dos novos produtos. Em seguida, o Sr. Mário dos Santos, Chefe da Tipografia, ressaltou que nos últimos
meses os trabalhos enviados para publicação estavam de acordo com as normas estabelecidas, parabenizando
a todos pelos resultados alcançados. Com relação aos projeXos concluídos, a Diretora esclareceu que todos
mantiveram-se dentro do cronograma de trabalho preestabelecido e que serao encaminhados à gráfica na
próxima semana. Às 11h45min a Diretora encerrou os trabalhos, antes convocando reunião para o dia 2 de
junho, quarta-feira, às 10 horas, no mesmo local. Nada mais havendo a tratar, a reunião foi encerrada, e eu,
Ana de Souza, lavrei a presente ata que vai assinada por mim e pela Diretora.

Diretora

Secretária

96
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Despacho

CÂMARA DOS DEPUTADOS


PRIMEIRASECRETARIA

Processo n . .........
Em .... / .... /200 ...

Ao Senhor Presidente da Câmara dos Deputados, por força do disposto no inciso I do art. 70 do Regimento
do Cefor, c/c o art. 95, da Lei n. 8.112/90, com parecer favorável desta Secretaria, nos termos das informações e
manifestações dos órgãos técnicos da Casa.

Deputado José da Silva


PrimeiroSecretário

Exemplo de Ordem de Serviço

CÂMARA DOS DEPUTADOS


CONSULTORIA TÉCNICA

ORDEM DE SERVIÇO N. 3, DE 6/6/2010

O DIRETOR DA CONSULTORIA TÉCNICA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso de suas


atribuições, resolve:
1. As salas 3 e 4 da Consultoria Técnica ficam destinadas a reuniões de trabalho com deputados,
consultores e servidores dos setores de apoio da Consultoria Técnica.
2. As reuniões de trabalho serão agendadas previamente pela Diretoria da Coordenação de Serviços
Gerais.
................................................................................................................................
6. Havendo mais de uma solicitação de uso para o mesmo horário, será adotada a seguinte ordem de
preferência:
1 reuniões de trabalho com a participação de deputados;
11 reuniões de trabalho da diretoria;
111 reuniões de trabalho dos consultores;
IV . ..................................................................................................................................
V . ....................................................................................................................................
7. O cancelamento de reunião deverá ser imediatamente comunicado à Diretoría da Coordenação de
Serviços Gerais.

José da Silva
Diretor

97
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Parecer

PARECER JURÍDICO

De: Departamento Jurídico


Para: Gerente Administrativo

Senhor Gerente,

Com relação à questão sobre a estabilidade provisória por gestação, ou não, da empregada Fulana de Tal, passamos
a analisar o assunto.
O artigo 10, letra “b”, do ADCT, assegura estabilidade à empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até
cinco meses após o parto.
Nesta hipótese, existe responsabilidade objetiva do empregador pela manutenção do emprego, ou seja, basta
comprovar a gravidez no curso do contrato para que haja incidência da regra que assegura a estabilidade provisória no
emprego. O fundamento jurídico desta estabilidade é a proteção à maternidade e à infância, ou seja, proteger a gestante e o
nascituro, assegurando a dignidade da pessoa humana.
A confirmação da gravidez, expressão utilizada na Constituição, refere-se à afirmativa médica do estado gestacional
da empregada e não exige que o empregador tenha ciência prévia da situação da gravidez. Neste sentido tem sido as
reiteradas decisões do C. TST, culminando com a edição da Súmula n. 244, que assim disciplina a questão:
I - O desconhecimento do estado gravídico pelo empregador não afasta o direito ao pagamento da indenização
decorrente da estabilidade. (art. 10, II, “b” do ADCT). (ex-OJ nº 88 – DJ 16.04.2004).
II - A garantia de emprego à gestante só autoriza a reintegração se esta se der durante o período de estabilidade. Do
contrário, a garantia restringe-se aos salários e demais direitos correspondentes ao período de estabilidade. (ex-Súmula nº
244 – Res 121/2003, DJ 19.11.2003).
III - Não há direito da empregada gestante à estabilidade provisória na hipótese de admissão mediante contrato de
experiência, visto que a extinção da relação de emprego, em face do término do prazo, não constitui dispensa arbitrária ou
sem justa causa. (ex-OJ nº 196 - Inserida em 08.11.2000).
No caso colocado em análise, percebe-se que não havia confirmação da gestação antes da dispensa. Ao contrário,
diante da suspeita de gravidez, a empresa teve o cuidado de pedir a realização de exame laboratorial, o que foi feito, não
tendo sido confirmada a gravidez. A empresa só dispensou a empregada depois que lhe foi apresentado o resultado negativo
do teste de gravidez. A confirmação do estado gestacional só veio após a dispensa.
Assim, para solução da questão, importante indagar se gravidez confirmada no curso aviso prévio indenizado
garante ou não a estabilidade.
O TST tem decidido (Súmula 371), que a projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão de aviso
prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período de pré-aviso. Este entendimento
exclui a estabilidade provisória da gestante, quando a gravidez ocorre após a rescisão contratual.
A gravidez superveniente à dispensa, durante o aviso prévio indenizado, não assegura a estabilidade. Contudo, na
hipótese dos autos, embora a gravidez tenha sido confirmada no curso do aviso prévio indenizado, certo é que a empregada
já estava grávida antes da dispensa, como atestam os exames trazidos aos autos. A conclusão da ultrossonografia obstétrica
afirma que em 30 de julho de 2009 a idade gestacional ecografica era de pouco mais de 13 semanais, portanto, na data do
afastamento a reclamante já contava com mais de 01 mês de gravidez.
Em face do exposto, considerando os fundamentos jurídicos do instituto da estabilidade da gestante, considerando
que a responsabilidade do empregador pela manutenção do emprego é objetiva e considerando que o desconhecimento do
estado gravídico não impede o reconhecimento da gravidez, conclui-se que:
a) não existe estabilidade quando a gravidez ocorre na vigência do aviso prévio indenizado;
b) fica assegurada a estabilidade quando, embora confirmada no período do aviso prévio indenizado, a gravidez
ocorre antes da dispensa.
De acordo com tais conclusões, entendemos que a empresa deve proceder a reintegração da empregada diante da
estabilidade provisória decorrente da gestação.
É o parecer.

(localidade), (dia) de (mês) de (ano).


(assinatura)
(nome)
(cargo)

98
LÍNGUA PORTUGUESA

Exemplo de Portaría

CÂMARA DOS DEPUTADOS


DIRETORIAGERAL

PORTARIA N. 1, de 13/1/2010

Disciplina a utilização da chancela eletrônica nas requisições de


passagens aéreas e diárias de viagens, autorizadasem processos
administrativos no âmbito da Câmara dos Deputados e assinadas
pelo DiretorGeral.

O DIRETORGERAL DA CÂMARA DOS DEPUTADOS, no uso das atribuições que lhe confere o
artigo 147, item XV, da Resolução n. 20, de 30 de novembro de 1971, resolve:
Art. 11 Fica instituído o uso da chancela eletrônica nas requisições de passagens aéreas e diárias de
viagens, autorizadas em processos administrativos pela autoridade competente e assinadas pelo DiretorGeral, para
parlamentar, servidor ou convidado, no âmbito da Câmara dos Deputados.
Art. 21 A chancela eletrônica, de acesso restrito, será válida se autenticada mediante código de segurança
e acompanhada do atesto do Chefe de Gabinete da DiretoriaGeral ou do seu primeiro substituto.
Art. 31 Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida


DiretorGeral

Modelo de Relatório
CÂMARA DOS DEPUTADOS
ÓRGÃO PRINCIPAL
órgão Secundário

RELATÓRIO

Introdução
Apresentar um breve resumo das temáticas a serem abordadas. Em se tratando de relatório de viagem,
indicar a denominação do evento, local e período compreendido.

Tópico 1
Atribuir uma temática para o relato a ser apresentado.
........................................................................................................................

Tópico 1.1
Havendo subdivisões, os assuntos subseqüentes serão apresentados hierarquizados à temática geral.
.................................................................................. ....

Tópico 2
Atribuir uma temática para o relato a ser apresentado.
.........................................................................................................................

3. Considerações finais
.........................................................................................................................

Brasília, ............................ de de 201...

Nome
Função ou Cargo

99
LÍNGUA PORTUGUESA

Modelo de Requerimento

CÂMARA DOS DEPUTADOS


ÓRGÃO PRINCIPAL
Órgão Secundário

(Vocativo)
(Cargo ou função e nome do destinatário)

.................................... (nome do requerente, em maiúsculas) ..........................


.......................................................... (demais dados de qualificação), requer .................
............................................................................................................................................

Nestes termos,
Pede deferimento.

Brasília, ....... de .................. ���������������������������������������������������������� de 201.....

Nome
Cargo ou Função

100
LÍNGUA PORTUGUESA

Questões 04. A respeito dos padrões de redação de um ofício, é


INCORRETO afirmar que:
01. Analise: (A) Deve conter o número do expediente, seguido da
sigla do órgão que o expede.
1. Atendendo à solicitação contida no expediente acima (B) Deve conter, no início, com alinhamento à direita,
referido, vimos encaminhar a V. Sª. as informações referentes o local de onde é expedido e a data em que foi assinado.
ao andamento dos serviços sob responsabilidade deste setor. (C) Deverá constar, resumidamente, o teor do assunto
2. Esclarecemos que estão sendo tomadas todas as medi- do documento.
das necessárias para o cumprimento dos prazos estipulados e (D) O texto deve ser redigido em linguagem clara e
o atingimento das metas estabelecidas. direta, respeitando-se a formalidade que deve haver nos
expedientes oficiais.
A redação do documento acima indica tratar-se (E) O fecho deverá caracterizar-se pela polidez, como
(A) do encaminhamento de uma ata. por exemplo: Agradeço a V. Sª. a atenção dispensada.
(B) do início de um requerimento.
(C) de trecho do corpo de um ofício. 05. Haveria coerência com as ideias do texto e respei-
(D) da introdução de um relatório. taria as normas de redação de documentos oficiais se o
(E) do fecho de um memorando. texto apresentado fosse incluído como parágrafo inicial em
um ofício complementado pelo parágrafo final e os fechos
02. A redação inteiramente apropriada e correta de um
apresentados a seguir.
documento oficial é:
(A) Estamos encaminhando à Vossa Senhoria algumas
Solicita-se, portanto, a divulgação desses dados junto
reivindicações, e esperamos poder estar sendo recebidos em
aos órgãos competentes.
vosso gabinete para discutir nossos problemas salariais.
(B) O texto ora aprovado em sessão extraordinária prevê
Atenciosamente,
a redistribuição de pessoal especializado em serviços gerais
para os departamentos que foram recentemente criados. Pedro Santos
(C) Estou encaminhando a presença de V. Sª. este jovem,
muito inteligente e esperto, que lhe vai resolver os proble- Pedro Santos
mas do sistema de informatização de seu gabinete. Secretário do Conselho
(D) Quando se procurou resolver os problemas de pes-
soal aqui neste departamento, faltaram um número grande Resposta 01-C / 02-B / 03-C / 04-E / 05-C (correta)
de servidores para os andamentos do serviço.
(E) Do nosso ponto de vista pessoal, fica difícil vos in-
formar de quais providências vão ser tomadas para resolver
essa confusão que foi criado pelos manifestantes.

03. A frase cuja redação está inteiramente correta e apro-


priada para uma correspondência oficial é:
(A) É com muito prazer que encaminho à V. Exª. Os con-
vites para a reunião de gala deste Conselho, em que se fará
homenagens a todos os ilustres membros dessa diretoria,
importantíssima na execução dos nossos serviços.
(B) Por determinação hoje de nosso Excelentíssimo Chefe
do Setor, nos dirigimos a todos os de vosso gabinete, para
informar de que as medidas de austeridade recomendadas
por V. Sa. já está sendo tomadas, para evitar-se os atrasos
dos prazos.
(C) Estamos encaminhando a V. Sa. os resultados a que
chegaram nossos analistas sobre as condições de funciona-
mento deste setor, bem como as providências a serem to-
madas para a consecução dos serviços e o cumprimento dos
prazos estipulados.
(D) As ordens expressas a todos os funcionários é de que
se possa estar tomando as medidas mais do que importantes
para tornar nosso departamento mais eficiente, na agilização
dos trâmites legais dos documentos que passam por aqui.
(E) Peço com todo o respeito a V. Exª., que tomeis provi-
dências cabíveis para vir novos funcionários para esse nos-
so setor, que se encontra em condições difíceis de agilizar
todos os documentos que precisamos enviar.

101
LÍNGUA PORTUGUESA

ANOTAÇÕES

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102
MATEMÁTICA

Resolução de problemas envolvendo frações, conjuntos, porcentagens, sequência (com números, com figuras, de pala-
vras)................................................................................................................................................................................................................................ 01
Raciocínio logico-matemático: proposições, conectivos equivalências e implicação lógica, argumentos validos........... 38
MATEMÁTICA

- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um


RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS ENVOLVENDO antecessor (número que vem antes do número dado).
FRAÇÕES, CONJUNTOS, PORCENTAGENS, Exemplos: Se m é um número natural finito diferente
SEQUÊNCIA (COM NÚMEROS, COM FIGURAS, de zero.
a) O antecessor do número m é m-1.
DE PALAVRAS).
b) O antecessor de 2 é 1.
c) O antecessor de 56 é 55.
d) O antecessor de 10 é 9.
Números Naturais
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
O conjunto dos números naturais é representado pela números naturais pares. Embora uma sequência real seja
letra maiúscula N e estes números são construídos com os outro objeto matemático denominado função, algumas
algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são co- vezes utilizaremos a denominação sequência dos números
nhecidos como algarismos indo-arábicos. No século VII, os naturais pares para representar o conjunto dos números
árabes invadiram a Índia, difundindo o seu sistema numéri- naturais pares: P = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
co. Embora o zero não seja um número natural no sentido O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos
que tenha sido proveniente de objetos de contagens na- números naturais ímpares, às vezes também chamados, a
turais, iremos considerá-lo como um número natural uma sequência dos números ímpares. I = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
vez que ele tem as mesmas propriedades algébricas que
os números naturais. Na verdade, o zero foi criado pelos Operações com Números Naturais
hindus na montagem do sistema posicional de numeração
para suprir a deficiência de algo nulo. Na sequência, estudaremos as duas principais opera-
Na sequência consideraremos que os naturais têm ções possíveis no conjunto dos números naturais. Pratica-
início com o número zero e escreveremos este conjunto mente, toda a Matemática é construída a partir dessas duas
como: N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...} operações: adição e multiplicação.
Representaremos o conjunto dos números naturais
com a letra N. As reticências (três pontos) indicam que este A adição de números naturais
conjunto não tem fim. N é um conjunto com infinitos nú-
meros. A primeira operação fundamental da Aritmética tem
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o por finalidade reunir em um só número, todas as unidades
conjunto será representado por: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, de dois ou mais números. Antes de surgir os algarismos
9, 10, ...} indo-arábicos, as adições podiam ser realizadas por meio
de tábuas de calcular, com o auxílio de pedras ou por meio
A construção dos Números Naturais de ábacos.

- Todo número natural dado tem um sucessor (número Propriedades da Adição


que vem depois do número dado), considerando também - Fechamento: A adição no conjunto dos números na-
o zero. turais é fechada, pois a soma de dois números naturais é
Exemplos: Seja m um número natural. ainda um número natural. O fato que a operação de adição
a) O sucessor de m é m+1. é fechada em N é conhecido na literatura do assunto como:
b) O sucessor de 0 é 1. A adição é uma lei de composição interna no conjunto N.
c) O sucessor de 1 é 2. - Associativa: A adição no conjunto dos números na-
d) O sucessor de 19 é 20. turais é associativa, pois na adição de três ou mais parce-
las de números naturais quaisquer é possível associar as
- Se um número natural é sucessor de outro, então os parcelas de quaisquer modos, ou seja, com três números
dois números juntos são chamados números consecutivos. naturais, somando o primeiro com o segundo e ao resulta-
Exemplos: do obtido somarmos um terceiro, obteremos um resultado
a) 1 e 2 são números consecutivos. que é igual à soma do primeiro com a soma do segundo e
b) 5 e 6 são números consecutivos. o terceiro. (A + B) + C = A + (B + C)
c) 50 e 51 são números consecutivos. - Elemento neutro: No conjunto dos números naturais,
existe o elemento neutro que é o zero, pois tomando um
- Vários números formam uma coleção de números na- número natural qualquer e somando com o elemento neu-
turais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, tro (zero), o resultado será o próprio número natural.
o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do - Comutativa: No conjunto dos números naturais, a
terceiro e assim sucessivamente. adição é comutativa, pois a ordem das parcelas não altera
Exemplos: a soma, ou seja, somando a primeira parcela com a segun-
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos. da parcela, teremos o mesmo resultado que se somando a
b) 5, 6 e 7 são consecutivos. segunda parcela com a primeira parcela.
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.

1
MATEMÁTICA

Multiplicação de Números Naturais Relações essenciais numa divisão de números naturais


- Em uma divisão exata de números naturais, o divisor
É a operação que tem por finalidade adicionar o pri- deve ser menor do que o dividendo. 35 : 7 = 5
meiro número denominado multiplicando ou parcela, tan- - Em uma divisão exata de números naturais, o dividen-
tas vezes quantas são as unidades do segundo número do é o produto do divisor pelo quociente. 35 = 5 x 7
denominadas multiplicador. - A divisão de um número natural n por zero não é pos-
Exemplo sível pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então
poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0
4 vezes 9 é somar o número 9 quatro vezes: 4 x 9 = 9 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão de n por 0 não
+ 9 + 9 + 9 = 36 tem sentido ou ainda é dita impossível.
O resultado da multiplicação é denominado produto
e os números dados que geraram o produto, são chama- Potenciação de Números Naturais
dos fatores. Usamos o sinal × ou · ou x, para representar a
multiplicação. Para dois números naturais m e n, a expressão mn é um
Propriedades da multiplicação produto de n fatores iguais ao número m, ou seja: mn = m
. m . m ... m . m → m aparece n vezes
- Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto O número que se repete como fator é denominado
N dos números naturais, pois realizando o produto de dois base que neste caso é m. O número de vezes que a base se
ou mais números naturais, o resultado estará em N. O fato repete é denominado expoente que neste caso é n. O re-
que a operação de multiplicação é fechada em N é conhe- sultado é denominado potência. Esta operação não passa
cido na literatura do assunto como: A multiplicação é uma de uma multiplicação com fatores iguais, como por exem-
lei de composição interna no conjunto N. plo: 23 = 2 × 2 × 2 = 8 → 43 = 4 × 4 × 4 = 64
- Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou
mais fatores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o Propriedades da Potenciação
primeiro fator com o segundo e depois multiplicarmos por
um terceiro número natural, teremos o mesmo resultado - Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente na-
que multiplicar o terceiro pelo produto do primeiro pelo tural é n, denotada por 1n, será sempre igual a 1.
segundo. (m . n) . p = m .(n . p) → (3 . 4) . 5 = 3 . (4 . 5) = 60 Exemplos:
- Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais a- 1n = 1×1×...×1 (n vezes) = 1
existe um elemento neutro para a multiplicação que é o 1. b- 13 = 1×1×1 = 1
Qualquer que seja o número natural n, tem-se que: 1 . n = c- 17 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1
n.1=n→1.7=7.1=7
- Comutativa: Quando multiplicamos dois números na- - Se n é um número natural não nulo, então temos que
turais quaisquer, a ordem dos fatores não altera o produto, no=1. Por exemplo:
ou seja, multiplicando o primeiro elemento pelo segundo
elemento teremos o mesmo resultado que multiplicando o - (a) nº = 1
segundo elemento pelo primeiro elemento. m . n = n . m - (b) 5º = 1
→ 3 . 4 = 4 . 3 = 12 - (c) 49º = 1

Propriedade Distributiva - A potência zero elevado a zero, denotada por 0o, é


carente de sentido no contexto do Ensino Fundamental.
Multiplicando um número natural pela soma de dois
números naturais, é o mesmo que multiplicar o fator, por - Qualquer que seja a potência em que a base é o nú-
cada uma das parcelas e a seguir adicionar os resultados mero natural n e o expoente é igual a 1, denotada por n1, é
obtidos. m . (p + q) = m . p + m . q → 6 x (5 + 3) = 6 x 5 + igual ao próprio n. Por exemplo:
6 x 3 = 30 + 18 = 48
- (a) n¹ = n
Divisão de Números Naturais - (b) 5¹ = 5
- (c) 64¹ = 64
Dados dois números naturais, às vezes necessitamos
saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro. - Toda potência 10n é o número formado pelo algaris-
O primeiro número que é o maior é denominado dividendo mo 1 seguido de n zeros.
e o outro número que é menor é o divisor. O resultado da Exemplos:
divisão é chamado quociente. Se multiplicarmos o divisor a- 103 = 1000
pelo quociente obteremos o dividendo. b- 108 = 100.000.000
No conjunto dos números naturais, a divisão não é c- 10o = 1
fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural e na ocorrência disto a
divisão não é exata.

2
MATEMÁTICA

Questões 5 - PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERA-


CIONAIS – MAKIYAMA/2013) Ontem, eu tinha 345 bolinhas
1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) A partir de 1º de de gude em minha coleção. Porém, hoje, participei de um
março, uma cantina escolar adotou um sistema de rece- campeonato com meus amigos e perdi 67 bolinhas, mas
bimento por cartão eletrônico. Esse cartão funciona como ganhei outras 90. Sendo assim, qual a quantidade de bo-
uma conta corrente: coloca-se crédito e vão sendo debi- linhas que tenho agora, depois de participar do campeo-
tados os gastos. É possível o saldo negativo. Enzo toma nato?
lanche diariamente na cantina e sua mãe credita valores no A) 368
cartão todas as semanas. Ao final de março, ele anotou o B) 270
seu consumo e os pagamentos na seguinte tabela: C) 365
D) 290
E) 376

6 – (Pref. Niterói) João e Maria disputaram a prefeitura


de uma determinada cidade que possui apenas duas zo-
nas eleitorais. Ao final da sua apuração o Tribunal Regional
Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da
eleição. A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral

No final do mês, Enzo observou que tinha João 1750 2245


A) crédito de R$ 7,00. Maria 850 2320
B) débito de R$ 7,00. Nulos 150 217
C) crédito de R$ 5,00.
Brancos 18 25
D) débito de R$ 5,00.
E) empatado suas despesas e seus créditos. Abstenções 183 175

2 - (PREF. IMARUI/SC – AUXILIAR DE SERVIÇOS GERAIS A) 3995


- PREF. IMARUI/2014) José, funcionário público, recebe sa- B) 7165
lário bruto de R$ 2.000,00. Em sua folha de pagamento vem C) 7532
o desconto de R$ 200,00 de INSS e R$ 35,00 de sindicato. D) 7575
Qual o salário líquido de José? E) 7933
A) R$ 1800,00
B) R$ 1765,00 7 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE-
C) R$ 1675,00 RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Durante um mutirão para
D) R$ 1665,00 promover a limpeza de uma cidade, os 15.000 voluntários
foram igualmente divididos entre as cinco regiões de tal
3 – (Professor/Pref.de Itaboraí) O quociente entre dois cidade. Sendo assim, cada região contou com um número
números naturais é 10. Multiplicando-se o dividendo por de voluntários igual a:
cinco e reduzindo-se o divisor à metade, o quociente da A) 2500
nova divisão será: B) 3200
A) 2 C) 1500
B) 5 D) 3000
C) 25 E) 2000
D) 50
E) 100 8 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERA-
CIONAIS – MAKIYAMA/2013) Em determinada loja, o paga-
4 - (PREF. ÁGUAS DE CHAPECÓ – OPERADOR DE MÁ- mento de um computador pode ser feito sem entrada, em
QUINAS – ALTERNATIVE CONCURSOS) Em uma loja, as 12 parcelas de R$ 250,00. Sendo assim, um cliente que opte
compras feitas a prazo podem ser pagas em até 12 vezes por essa forma de pagamento deverá pagar pelo compu-
sem juros. Se João comprar uma geladeira no valor de R$ tador um total de:
2.100,00 em 12 vezes, pagará uma prestação de: A) R$ 2500,00
A) R$ 150,00. B) R$ 3000,00
B) R$ 175,00. C) R$1900,00
C) R$ 200,00. D) R$ 3300,00
D) R$ 225,00. E) R$ 2700,00

3
MATEMÁTICA

9 – (CREFITO/SP – ALMOXARIFE – VUNESP/2012) O su- 5 - RESPOSTA: “A”.


cessor do dobro de determinado número é 23. Esse mesmo 345-67=278
determinado número somado a 1 e, depois, dobrado será Depois ganhou 90
igual a 278+90=368
A) 24.
B) 22. 6 - RESPOSTA: “E”.
C) 20. Vamos somar a 1ª Zona: 1750+850+150+18+183 =
D) 18. 2951
E) 16. 2ª Zona : 2245+2320+217+25+175 = 4982
Somando os dois: 2951+4982 = 7933
10 - (SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDA-
DE – FCC/2012) Uma montadora de automóveis possui cin- 7 - RESPOSTA: “D”.
co unidades produtivas num mesmo país. No último ano,
cada uma dessas unidades produziu 364.098 automóveis.
Toda a produção foi igualmente distribuída entre os merca-
dos consumidores de sete países. O número de automóveis
que cada país recebeu foi
A) 26.007 Cada região terá 3000 voluntários.
B) 26.070 8 - RESPOSTA: “B”.
C) 206.070 250∙12=3000
D) 260.007 O computador custa R$3000,00.
E) 260.070
Respostas 9 - RESPOSTA: “A”.
Se o sucessor é 23, o dobro do número é 22, portanto
1 - RESPOSTA: “B”. o número é 11.
crédito: 40+30+35+15=120 (11+1) → 2=24
débito: 27+33+42+25=127
120-127=-7 10 - RESPOSTA: “E”.
Ele tem um débito de R$ 7,00. 364098 → 5=1820490 automóveis
2 - RESPOSTA: “B”.
2000-200=1800-35=1765
O salário líquido de José é R$1765,00.

3 - RESPOSTA: “E”.
Conjunto dos Números Inteiros – Z
D= dividendo
d= divisor
Q = quociente = 10 Definimos o conjunto dos números inteiros como a re-
R= resto = 0 (divisão exata) união do conjunto dos números naturais (N = {0, 1, 2, 3,
Equacionando: 4,..., n,...}, o conjunto dos opostos dos números naturais e o
D= d.Q + R zero. Este conjunto é denotado pela letra Z (Zahlen=núme-
D= d.10 + 0 → D= 10d ro em alemão). Este conjunto pode ser escrito por: Z = {...,
-4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4, ...}
Pela nova divisão temos: O conjunto dos números inteiros possui alguns sub-
conjuntos notáveis:

- O conjunto dos números inteiros não nulos:


Z* = {..., -4, -3, -2, -1, 1, 2, 3, 4,...};
Z* = Z – {0}
Isolando Q temos:
- O conjunto dos números inteiros não negativos:
Z+ = {0, 1, 2, 3, 4,...}
Z+ é o próprio conjunto dos números naturais: Z+ = N

- O conjunto dos números inteiros positivos:


4 - RESPOSTA: “B”. Z*+ = {1, 2, 3, 4,...}

- O conjunto dos números inteiros não positivos:


Z_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1, 0}
Cada prestação será de R$175,00

4
MATEMÁTICA

- O conjunto dos números inteiros negativos: Subtração de Números Inteiros


Z*_ = {..., -5, -4, -3, -2, -1} A subtração é empregada quando:
- Precisamos tirar uma quantidade de outra quantida-
Módulo: chama-se módulo de um número inteiro a de;
distância ou afastamento desse número até o zero, na reta - Temos duas quantidades e queremos saber quanto
numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. uma delas tem a mais que a outra;
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0 - Temos duas quantidades e queremos saber quanto
O módulo de +7 é 7 e indica-se |+7| = 7 falta a uma delas para atingir a outra.
O módulo de –9 é 9 e indica-se |–9| = 9 A subtração é a operação inversa da adição.
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de
zero, é sempre positivo. Observe que: 9 – 5 = 4 4+5=9
diferença
Números Opostos: Dois números inteiros são ditos subtraendo
opostos um do outro quando apresentam soma zero; as- minuendo
sim, os pontos que os representam distam igualmente da
origem. Considere as seguintes situações:
Exemplo: O oposto do número 2 é -2, e o oposto de -2
é 2, pois 2 + (-2) = (-2) + 2 = 0 1- Na segunda-feira, a temperatura de Monte Sião
No geral, dizemos que o oposto, ou simétrico, de a passou de +3 graus para +6 graus. Qual foi a variação da
é – a, e vice-versa; particularmente o oposto de zero é o temperatura?
próprio zero. Esse fato pode ser representado pela subtração: (+6)
– (+3) = +3
Adição de Números Inteiros
2- Na terça-feira, a temperatura de Monte Sião, duran-
Para melhor entendimento desta operação, associare- te o dia, era de +6 graus. À Noite, a temperatura baixou de
mos aos números inteiros positivos a idéia de ganhar e aos 3 graus. Qual a temperatura registrada na noite de terça-
números inteiros negativos a idéia de perder. feira?
Ganhar 5 + ganhar 3 = ganhar 8 (+5) + (+3) = (+8) Esse fato pode ser representado pela adição: (+6) +
Perder 3 + perder 4 = perder 7 (-3) + (-4) = (-7) (–3) = +3
Ganhar 8 + perder 5 = ganhar 3 (+8) + (-5) = (+3) Se compararmos as duas igualdades, verificamos que
Perder 8 + ganhar 5 = perder 3 (-8) + (+5) = (-3) (+6) – (+3) é o mesmo que (+6) + (–3).

O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispen- Temos:


sado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode (+6) – (+3) = (+6) + (–3) = +3
ser dispensado. (+3) – (+6) = (+3) + (–6) = –3
Propriedades da adição de números inteiros: O con- (–6) – (–3) = (–6) + (+3) = –3
junto Z é fechado para a adição, isto é, a soma de dois
números inteiros ainda é um número inteiro. Daí podemos afirmar: Subtrair dois números inteiros
é o mesmo que adicionar o primeiro com o oposto do se-
Associativa: Para todos a,b,c em Z: gundo.
a + (b + c) = (a + b) + c
2 + (3 + 7) = (2 + 3) + 7 Multiplicação de Números Inteiros

Comutativa: Para todos a,b em Z: A multiplicação funciona como uma forma simplificada
a+b=b+a de uma adição quando os números são repetidos. Podería-
3+7=7+3 mos analisar tal situação como o fato de estarmos ganhan-
do repetidamente alguma quantidade, como por exemplo,
Elemento Neutro: Existe 0 em Z, que adicionado a ganhar 1 objeto por 30 vezes consecutivas, significa ganhar
cada z em Z, proporciona o próprio z, isto é: 30 objetos e esta repetição pode ser indicada por um x,
z+0=z isto é: 1 + 1 + 1 ... + 1 + 1 = 30 x 1 = 30
7+0=7 Se trocarmos o número 1 pelo número 2, obteremos: 2
+ 2 + 2 + ... + 2 + 2 = 30 x 2 = 60
Elemento Oposto: Para todo z em Z, existe (-z) em Z, Se trocarmos o número 2 pelo número -2, obteremos:
tal que (–2) + (–2) + ... + (–2) = 30 x (-2) = –60
z + (–z) = 0 Observamos que a multiplicação é um caso particular
9 + (–9) = 0 da adição onde os valores são repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode
ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal
entre as letras.

5
MATEMÁTICA

Para realizar a multiplicação de números inteiros, deve- - Quando o dividendo e o divisor têm o mesmo sinal, o
mos obedecer à seguinte regra de sinais: quociente é um número inteiro positivo.
(+1) x (+1) = (+1) - Quando o dividendo e o divisor têm sinais diferentes,
(+1) x (-1) = (-1) o quociente é um número inteiro negativo.
(-1) x (+1) = (-1) - A divisão nem sempre pode ser realizada no conjunto
(-1) x (-1) = (+1) Z. Por exemplo, (+7) : (–2) ou (–19) : (–5) são divisões que
não podem ser realizadas em Z, pois o resultado não é um
Com o uso das regras acima, podemos concluir que: número inteiro.
- No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é as-
sociativa e não tem a propriedade da existência do ele-
Sinais dos números Resultado do produto mento neutro.
Iguais Positivo 1- Não existe divisão por zero.
Diferentes Negativo Exemplo: (–15) : 0 não tem significado, pois não existe
Propriedades da multiplicação de números intei- um número inteiro cujo produto por zero seja igual a –15.
2- Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente
ros: O conjunto Z é fechado para a multiplicação, isto é, a
de zero, é zero, pois o produto de qualquer número inteiro
multiplicação de dois números inteiros ainda é um número
por zero é igual a zero.
inteiro. Exemplos: a) 0 : (–10) = 0 b) 0 : (+6) = 0 c) 0 : (–1)
=0
Associativa: Para todos a,b,c em Z: Potenciação de Números Inteiros
a x (b x c) = (a x b) x c
2 x (3 x 7) = (2 x 3) x 7 A potência an do número inteiro a, é definida como um
produto de n fatores iguais. O número a é denominado a
Comutativa: Para todos a,b em Z: base e o número n é o expoente.
axb=bxa an = a x a x a x a x ... x a
3x7=7x3 a é multiplicado por a n vezes

Elemento neutro: Existe 1 em Z, que multiplicado por Exemplos:33 = (3) x (3) x (3) = 27
todo z em Z, proporciona o próprio z, isto é: (-5)5 = (-5) x (-5) x (-5) x (-5) x (-5) = -3125
zx1=z (-7)² = (-7) x (-7) = 49
7x1=7 (+9)² = (+9) x (+9) = 81
Elemento inverso: Para todo inteiro z diferente de - Toda potência de base positiva é um número inteiro
zero, existe um inverso z–1=1/z em Z, tal que positivo.
z x z–1 = z x (1/z) = 1 Exemplo: (+3)2 = (+3) . (+3) = +9
9 x 9–1 = 9 x (1/9) = 1
- Toda potência de base negativa e expoente par é
Distributiva: Para todos a,b,c em Z: um número inteiro positivo.
a x (b + c) = (a x b) + (a x c) Exemplo: (– 8)2 = (–8) . (–8) = +64
3 x (4+5) = (3 x 4) + (3 x 5)
- Toda potência de base negativa e expoente ímpar é
Divisão de Números Inteiros um número inteiro negativo.
Exemplo: (–5)3 = (–5) . (–5) . (–5) = –125

Dividendo divisor dividendo: Propriedades da Potenciação:


Divisor = quociente 0
Quociente . divisor = dividendo Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-
se a base e somam-se os expoentes. (–7)3 . (–7)6 = (–7)3+6
= (–7)9
Sabemos que na divisão exata dos números naturais:
40 : 5 = 8, pois 5 . 8 = 40 Quocientes de Potências com bases iguais: Conser-
36 : 9 = 4, pois 9 . 4 = 36 va-se a base e subtraem-se os expoentes. (+13)8 : (+13)6 =
(+13)8 – 6 = (+13)2
Vamos aplicar esses conhecimentos para estudar a di-
visão exata de números inteiros. Veja o cálculo: Potência de Potência: Conserva-se a base e multipli-
(–20) : (+5) = q  (+5) . q = (–20)  q = (–4) cam-se os expoentes. [(+4)5]2 = (+4)5 . 2 = (+4)10
Logo: (–20) : (+5) = - 4
Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (+9)1
Considerando os exemplos dados, concluímos que, = +9 (–13)1 = –13
para efetuar a divisão exata de um número inteiro por ou-
tro número inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo Potência de expoente zero e base diferente de zero:
do dividendo pelo módulo do divisor. Daí: É igual a 1. Exemplo: (+14)0 = 1 (–35)0 = 1

6
MATEMÁTICA

Radiciação de Números Inteiros 2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior
A raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro a é quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
a operação que resulta em outro número inteiro não ne- Verificou o preço de alguns produtos:
gativo b que elevado à potência n fornece o número a. O TV: R$ 562,00
número n é o índice da raiz enquanto que o número a é o DVD: R$ 399,00
radicando (que fica sob o sinal do radical). Micro-ondas: R$ 429,00
A raiz quadrada (de ordem 2) de um número inteiro a Geladeira: R$ 1.213,00
é a operação que resulta em outro número inteiro não ne-
gativo que elevado ao quadrado coincide com o número a. Na aquisição dos produtos, conforme as condições
mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
Observação: Não existe a raiz quadrada de um núme- recebido será de:
ro inteiro negativo no conjunto dos números inteiros. A) R$ 84,00
B) R$ 74,00
Erro comum: Frequentemente lemos em materiais di- C) R$ 36,00
dáticos e até mesmo ocorre em algumas aulas aparecimen- D) R$ 26,00
to de: E) R$ 16,00
√9 = ±3
mas isto está errado. O certo é: 3 - (PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
√9 = +3 MA/2013) Analise as operações a seguir:
Observamos que não existe um número inteiro não
negativo que multiplicado por ele mesmo resulte em um
número negativo.
I abac=ax
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a
operação que resulta em outro número inteiro que elevado
ao cubo seja igual ao número a. Aqui não restringimos os
nossos cálculos somente aos números não negativos. II
Exemplos

(a)
3
8 = 2, pois 2³ = 8. III
(b)
3
− 8 = –2, pois (–2)³ = -8.
De acordo com as propriedades da potenciação, temos
3
27 = 3, pois 3³ = 27. que, respectivamente, nas operações I, II e III:
(c) A) x=b-c, y=b+c e z=c/2.
B) x=b+c, y=b-c e z=2c.
(d)
3
− 27 = –3, pois (–3)³ = -27. C) x=2bc, y=-2bc e z=2c.
D) x=c-b, y=b-c e z=c-2.
Observação: Ao obedecer à regra dos sinais para o E) x=2b, y=2c e z=c+2.
produto de números inteiros, concluímos que:
(a) Se o índice da raiz for par, não existe raiz de número
inteiro negativo. 4 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
(b) Se o índice da raiz for ímpar, é possível extrair a raiz GRANRIO/2013) Multiplicando-se o maior número inteiro
de qualquer número inteiro. menor do que 8 pelo menor número inteiro maior do que
- 8, o resultado encontrado será
Questões A) - 72
B) - 63
1 - (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012) Uma C) - 56
operação λ é definida por: D) - 49
wλ = 1 − 6w, para todo inteiro w. E) – 42
Com base nessa definição, é correto afirmar que a
soma 2λ + (1λ) λ é igual a
A) −20.
B) −15.
C) −12.
D) 15.
E) 20.

7
MATEMÁTICA

5 - (SEPLAG - POLÍCIA MILITAR/MG - ASSISTENTE ADMINISTRATIVO - FCC/2012) Em um jogo de tabuleiro, Carla


e Mateus obtiveram os seguintes resultados:

Ao término dessas quatro partidas,


A) Carla perdeu por uma diferença de 150 pontos.
B) Mateus perdeu por uma diferença de 175 pontos.
C) Mateus ganhou por uma diferença de 125 pontos.
D) Carla e Mateus empataram.

6 – (Operador de máq./Pref.Coronel Fabriciano/MG) Quantos são os valores inteiros e positivos de x para os quais
é um número inteiro?

A) 0
B) 1
C) 2
D) 3
E) 4

7- (CASA DA MOEDA) O quadro abaixo indica o número de passageiros num vôo entre Curitiba e Belém, com duas
escalas, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília. Os números indicam a quantidade de passageiros que subiram no avião
e os negativos, a quantidade dos que desceram em cada cidade.

Curtiba +240
-194
Rio de Janeiro
+158
-108
Brasília
+94

O número de passageiros que chegou a Belém foi:


A) 362
B) 280
C) 240
D) 190
E) 135

8
MATEMÁTICA

Respostas Números Racionais – Q

1 - RESPOSTA:“E”. m Um número racional é o que pode ser escrito na forma


Pela definição: , onde m e n são números inteiros, sendo que n deve
n
Fazendo w=2 ser diferente de zero. Frequentemente usamos m/n para
significar a divisão de m por n.
Como podemos observar, números racionais podem
ser obtidos através da razão entre dois números inteiros,
razão pela qual, o conjunto de todos os números racionais
é denotado por Q. Assim, é comum encontrarmos na lite-
ratura a notação:
m
Q={ : m e n em Z, n diferente de zero}
n
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:

2 - RESPOSTA: “D”. - Q* = conjunto dos racionais não nulos;


Geladeira + Microondas + DVD = 1213+429+399 = - Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
2041 - Q*+ = conjunto dos racionais positivos;
Geladeira + Microondas + TV = 1213+429+562 = - Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
2204, extrapola o orçamento - Q*_ = conjunto dos racionais negativos.
Geladeira +TV + DVD=1213+562+399=2174, é a maior
quantidade gasta possível dentro do orçamento. Representação Decimal das Frações
Troco:2200-2174=26 reais
p
Tomemos um número racional q , tal que p não seja
3 - RESPOSTA: “B”. múltiplo de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
I da propriedade das potências, temos: Nessa divisão podem ocorrer dois casos:

1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,


um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
II 2 = 0,4
5
III 1 = 0,25
4
4 - RESPOSTA: “D”. 35 = 8,75
Maior inteiro menor que 8 é o 7 4
Menor inteiro maior que -8 é o -7. 153 = 3,06
Portanto: 7⋅(-7)=-49 50
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula,
5 - RESPOSTA: “C”. infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
Carla: 520-220-485+635=450 pontos periodicamente. Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
Mateus: -280+675+295-115=575 pontos
1
Diferença: 575-450=125 pontos = 0,333...
3
6 - RESPOSTA:“C”. 1 = 0,04545...
Fazendo substituição dos valores de x, dentro dos con- 22
juntos do inteiros positivos temos: 167 = 2,53030...
66
x=0 ; x=1 Representação Fracionária dos Números Decimais

Trata-se do problema inverso: estando o número


racional escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo
na forma de fração. Temos dois casos:

, logo os únicos números que sa- 1º) Transformamos o número em uma fração cujo
tisfazem a condição é x= 0 e x=5 , dois números apenas. numerador é o número decimal sem a vírgula e o
denominador é composto pelo numeral 1, seguido de
7 - RESPOSTA:“D”. tantos zeros quantas forem as casas decimais do número
240- 194 +158 -108 +94 = 190 decimal dado:

9
MATEMÁTICA

0,9 = 9 Números Opostos: Dizemos que – 32 e 32 são números


10 racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto
57 do outro. As distâncias dos pontos – 3 e 3 ao ponto zero
5,7 =
10 da reta são iguais.
2 2

0,76 = 76 Soma (Adição) de Números Racionais


100
3,48 = 348 Como todo número racional é uma fração ou pode ser
100 escrito na forma de uma fração, definimos a adição entre
a c
0,005 = 5 = 1 os números racionais e , da mesma forma que a
1000 200 soma de frações, através de: d
b

2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada;


a ad + bc
para tanto, vamos apresentar o procedimento através de + c =
b d bd
alguns exemplos:
Exemplo 1
Propriedades da Adição de Números Racionais
Seja a dízima 0, 333... .
O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto
Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os é, a soma de dois números racionais ainda é um número
membros por 10: 10x = 0,333 racional.
Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade - Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = (
da segunda: a+b)+c
10x – x = 3,333... – 0,333... ⇒ 9x = 3 ⇒ x = 3/9 - Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
- Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3 . todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q
9 - Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q,
Exemplo 2 tal que q + (–q) = 0

Seja a dízima 5, 1717... Subtração de Números Racionais

Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... . A subtração de dois números racionais p e q é a própria


Subtraindo membro a membro, temos: operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
99x = 512 ⇒ x = 512/99 p – q = p + (–q)

Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração 512 . Multiplicação (Produto) de Números Racionais


99
Exemplo 3 Como todo número racional é uma fração ou pode ser
escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
Seja a dízima 1, 23434... dois números racionais a e c , da mesma forma que o
b de:d
produto de frações, através
Façamos x = 1,23434... 10x = 12,3434... 1000x = a ac
c
1234,34... . x =
b d bd
Subtraindo membro a membro, temos:
990x = 1234,34... – 12,34... ⇒ 990x = 1222 ⇒ x O produto dos números racionais a e b também pode
= 1222/990 ser indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.
Simplificando, obtemos x = 611 , a fração geratriz da Para realizar a multiplicação de números racionais,
dízima 1, 23434... 495 devemos obedecer à mesma regra de sinais que vale em
toda a Matemática:
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que (+1) × (+1) = (+1)
representa esse número ao ponto de abscissa zero. (+1) × (-1) = (-1)
(-1) × (+1) = (-1)
(-1) × (-1) = (+1)
Exemplo: Módulo de - 3 é 3 . Indica-se - 3 = 3
2 2 2 2 Podemos assim concluir que o produto de dois
números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
3
Módulo de + 3 é 3 . Indica-se + 3 = dois números com sinais diferentes é negativo.
2 2 2 2

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MATEMÁTICA

Propriedades da Multiplicação de Números 2


⎛ 3⎞ ⎛ 5 ⎞ 25
−2
Racionais ⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
5 3 9
O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, - Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo
o produto de dois números racionais ainda é um número sinal da base.
racional. 3
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( ⎜⎝ ⎟⎠ = ⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ =
a×b)×c 3 3 3 3 27
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
- Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por - Toda potência com expoente par é um número
todo q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q positivo.
- Elemento inverso: Para todo q = a em Q, q diferente 2
de zero, existe q-1 = b em Q: q × q-1 b= 1 a x ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ 1
⎜⎝ − ⎟⎠ = ⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
b =1 a b 5 5 5 25
a - Produto de potências de mesma base. Para reduzir um
- Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( produto de potências de mesma base a uma só potência,
a×b)+(a×c) conservamos a base e somamos os expoentes.
2 3 2+3 5
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2 2⎞ ⎛ 2 2 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞
Divisão de Números Racionais ⎜⎝ ⎟⎠ .⎜ ⎟ = ⎜ . ⎟ .⎜ . . ⎟ = ⎜ ⎟ =⎜ ⎟
A divisão de dois números racionais p e 5 ⎝ 5⎠ ⎝ 5 5⎠ ⎝ 5 5 5⎠ ⎝ 5⎠ ⎝ 5⎠
q é a própria operação de multiplicação do
número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q = - Quociente de potências de mesma base. Para reduzir
p × q-1 um quociente de potências de mesma base a uma só
potência, conservamos a base e subtraímos os expoentes.
Potenciação de Números Racionais
A potência qn do número racional q é um produto de
n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente.
qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)

Exemplos: - Potência de Potência. Para reduzir uma potência de


potência a uma potência de um só expoente, conservamos
3 a base e multiplicamos os expoentes
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
a) ⎜ ⎟ = ⎜ ⎟ .⎜ ⎟ .⎜ ⎟ =
⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ 125

b)

Radiciação de Números Racionais


c) (–5)² = (–5) . ( –5) = 25
Se um número representa um produto de dois ou mais
d) (+5)² = (+5) . (+5) = 25 fatores iguais, então cada fator é chamado raiz do número.
Vejamos alguns exemplos:
Propriedades da Potenciação: Toda potência com
expoente 0 é igual a 1. Exemplo 1
0
⎛ 2⎞ = 1 4 Representa o produto 2 . 2 ou 22. Logo, 2 é a raiz
⎜⎝ + ⎟⎠
5 quadrada de 4. Indica-se √4= 2.

- Toda potência com expoente 1 é igual à própria base. Exemplo 2


1
⎛ 9⎞ 9 1 1 1 ⎛ 1⎞
2
1
⎜⎝ − ⎟⎠ = - 4 Representa o produto 3 . 3 ou . Logo, é a raiz
4 9
quadrada de 19 .Indica-se 1 = 3
1
⎜⎝ ⎟⎠
3 3

- Toda potência com expoente negativo de um número


racional diferente de zero é igual a outra potência que tem
a base igual ao inverso da base anterior e o expoente igual
ao oposto do expoente anterior.

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MATEMÁTICA

Exemplo 3 4 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. CIONAL – VUNESP/2013) Em um estado do Sudeste, um
Logo, 0,6 é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 3 0,216 = 0,6. Agente de Apoio Operacional tem um salário mensal de:
salário­base R$ 617,16 e uma gratificação de R$ 185,15. No
Assim, podemos construir o diagrama: mês passado, ele fez 8 horas extras a R$ 8,50 cada hora,
mas precisou faltar um dia e foi descontado em R$ 28,40.
No mês passado, seu salário totalizou
N Z Q
A) R$ 810,81.
B) R$ 821,31.
C) R$ 838,51.
D) R$ 841,91.
E) R$ 870,31.
Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá
o número zero ou um número racional positivo. Logo, os 5 - (Pref. Niterói) Simplificando a expressão abaixo
números racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
Obtém-se :
O número -100 não tem raiz quadrada em Q, pois A) ½
9
tanto -10 como +10 , quando elevados ao quadrado, dão B) 1
100 3 3
. C) 3/2
9
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no D) 2
conjunto dos números racionais se ele for um quadrado E) 3
perfeito. 6 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Em um jogo
2 matemático, cada jogador tem direito a 5 cartões marcados
O número não tem raiz quadrada em Q, pois não com um número, sendo que todos os jogadores recebem
3
existe número racional que elevado ao quadrado dê 2 . os mesmos números. Após todos os jogadores receberem
Questões 3
seus cartões, aleatoriamente, realizam uma determinada
tarefa que também é sorteada. Vence o jogo quem cumprir
1 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPE- a tarefa corretamente. Em uma rodada em que a tarefa era
RACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Na escola onde estudo,
colocar os números marcados nos cartões em ordem cres-
¼ dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina fa-
cente, venceu o jogador que apresentou a sequência
vorita, 9/20 têm a matemática como favorita e os demais
têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração repre-
senta os alunos que têm ciências como disciplina favorita?
A) 1/4
B) 3/10
C) 2/9
D) 4/5
E) 3/2

2 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


Dirce comprou 7 lapiseiras e pagou R$ 8,30, em cada uma
delas. Pagou com uma nota de 100 reais e obteve um des-
conto de 10 centavos. Quantos reais ela recebeu de troco?
A) R$ 40,00
B) R$ 42,00 7 – (Prof./Prefeitura de Itaboraí) Se x = 0,181818...,
C) R$ 44,00 então o valor numérico da expressão:
D) R$ 46,00
E) R$ 48,00

3 - (FUNDAÇÃO CASA – AGENTE DE APOIO OPERA-


CIONAL – VUNESP/2013) De um total de 180 candidatos,
2/5 estudam inglês, 2/9 estudam francês, 1/3estuda espa- A) 34/39
nhol e o restante estuda alemão. O número de candidatos B) 103/147
que estuda alemão é: C) 104/147
A) 6. D) 35/49
B) 7. E) 106/147
C) 8.
D) 9. 8 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Mariana abriu
E) 10. seu cofrinho com 120 moedas e separou-as:

12
MATEMÁTICA

− 1 real: ¼ das moedas Mmc(3,5,9)=45


− 50 centavos: 1/3 das moedas
− 25 centavos: 2/5 das moedas
− 10 centavos: as restantes
Mariana totalizou a quantia contida no cofre em O restante estuda alemão: 2/45
A) R$ 62,20.
B) R$ 52,20.
C) R$ 50,20.
D) R$ 56,20.
E) R$ 66,20. 4 - RESPOSTA: “D”.

9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)


Numa operação policial de rotina, que abordou 800 pes-
soas, verificou-se que 3/4 dessas pessoas eram homens e
1/5 deles foram detidos. Já entre as mulheres abordadas,
1/8 foram detidas. Salário foi R$ 841,91.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação poli-
cial? 5 - RESPOSTA: “B”.
A) 145 1,3333= 12/9 = 4/3
B) 185 1,5 = 15/10 = 3/2
C) 220
D) 260
E) 120
10 - (PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS
OPERACIONAIS – MAKIYAMA/2013) Quando pergunta-
do sobre qual era a sua idade, o professor de matemática 6 - RESPOSTA: “D”.
respondeu:
“O produto das frações 9/5 e 75/3 fornece a minha
idade!”.
Sendo assim, podemos afirmar que o professor tem:
A) 40 anos.
B) 35 anos.
C) 45 anos.
D) 30 anos. A ordem crescente é :
E) 42 anos.
Respostas 7 - RESPOSTA: “B”.
x=0,181818... temos então pela transformação na fra-
1 - RESPOSTA: “B”. ção geratriz: 18/99 = 2/11, substituindo:
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

8 - RESPOSTA: “A”.

2 - RESPOSTA: “B”.

Como recebeu um desconto de 10 centavos, Dirce pa-


gou 58 reais
Troco:100-58=42 reais

3 - RESPOSTA: “C”.

Mariana totalizou R$ 62,20.

13
MATEMÁTICA

9 - RESPOSTA: “A”. Que são utilizados nas mais diversas aplicações práti-
cas como: cálculos de áreas, volumes, centros de gravida-
de, previsão populacional, etc.

Classificação dos Números Irracionais


Existem dois tipos de números irracionais:

- Números reais algébricos irracionais: são raí-


Como 3/4 eram homens, 1/4 eram mulheres zes de polinômios com coeficientes inteiros. Todo número
real que pode ser representado através de uma quantidade
finita de somas, subtrações, multiplicações, divisões e raí-
ou 800-600=200 mulheres zes de grau inteiro a partir dos números inteiros é um nú-
mero algébrico, por exemplo,

  .
A recíproca não é verdadeira: existem números algé-
Total de pessoas detidas: 120+25=145 bricos que não podem ser expressos através de radicais,
conforme o teorema de Abel-Ruffini.
10 - RESPOSTA: “C”.
- Números reais transcendentes: não são raízes de
polinômios com coeficientes inteiros. Várias constantes
matemáticas são transcendentes, como pi ( ) e o núme-
ro de Euler ( ). Pode-se dizer que existem mais números
transcendentes do que números algébricos (a comparação
Números Irracionais
entre conjuntos infinitos pode ser feita na teoria dos con-
juntos).
Os números racionais, aqueles que podem ser escritos
A definição mais genérica de números algébricos e
na forma de uma fração  a/b onde a e b são dois números
transcendentes é feita usando-se números complexos.
inteiros, com a condição de que b seja diferente de zero,
Identificação de números irracionais
uma vez que sabemos da impossibilidade matemática da
divisão por zero.
Vimos também, que todo número racional pode ser es- Fundamentado nas explanações anteriores, podemos
crito na forma de um número decimal periódico, também afirmar que:
conhecido como dízima periódica. - Todas as dízimas periódicas são números racionais.
Vejam os exemplos de números racionais a seguir: - Todos os números inteiros são racionais.
3 / 4 = 0,75 = 0, 750000... - Todas as frações ordinárias são números racionais.
- 2 / 3 = - 0, 666666... - Todas as dízimas não periódicas são números irra-
1 / 3 = 0, 333333... cionais.
2 / 1 = 2 = 2, 0000... - Todas as raízes inexatas são números irracionais.
4 / 3 = 1, 333333... - A soma de um número racional com um número irra-
- 3 / 2 = - 1,5 = - 1, 50000... cional é sempre um número irracional.
0 = 0, 000...   - A diferença de dois números irracionais, pode ser um
número racional.
Existe, entretanto, outra classe de números que não
podem ser escritos na forma de fração a/b, conhecidos Exemplo:  -  = 0 e 0 é um número racional.
como números irracionais.  - O quociente de dois números irracionais, pode ser
um número racional.
Exemplo
Exemplo:  :  =  = 2  e 2 é um número racional.
O número real abaixo é um número irracional, embora pa- - O produto de dois números irracionais, pode ser um
reça uma dízima periódica: x = 0,10100100010000100000... número racional.

Observe que o número de zeros após o algarismo 1 Exemplo:  .  =  = 5 e 5 é um número racional.


aumenta a cada passo. Existem infinitos números reais que - A união do conjunto dos números irracionais com o
não são dízimas periódicas e dois números irracionais mui- conjunto dos números racionais, resulta num conjunto de-
to importantes, são: nominado conjunto R  dos números reais.
- A interseção do conjunto dos números racionais com
e = 2,718281828459045..., o conjunto dos números irracionais, não possui elementos
Pi () = 3,141592653589793238462643... comuns e, portanto,  é igual ao conjunto vazio (  ).

14
MATEMÁTICA

Simbolicamente, teremos:
Q I=R
Q  I = 

Questões
II
1 - (TRF 2ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2012)
Considere as seguintes afirmações:
I. Para todo número inteiro x, tem-se 10x=4,4444...
-x=0,4444.....
9x=4
x=4/9

II.

III
III. Efetuando-se obtém- Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
se um número maior que 5.
2 - RESPOSTA: “D”.
Relativamente a essas afirmações, é certo que

A) I,II, e III são verdadeiras.


B) Apenas I e II são verdadeiras.
C) Apenas II e III são verdadeiras.
D) Apenas uma é verdadeira.
E) I,II e III são falsas.
2 – (DPE/RS – ANALISTA ADMINISTRAÇÃO –
FCC/2013) A soma S é dada por:

Dessa forma, S é igual a 3 - RESPOSTA: “D”.

Números Reais

O conjunto dos números reais R é uma expansão


3 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA –
do conjunto dos números racionais que engloba não só
INDEC/2013) O resultado do produto:
os inteiros e os fracionários, positivos e negativos, mas
é:
também todos os números irracionais.
Os números reais são números usados para representar
uma quantidade contínua (incluindo o zero e os negativos).
B) 2
Pode-se pensar num número real como uma fração decimal
possivelmente infinita, como 3,141592(...). Os números
reais têm uma correspondência biunívoca com os pontos
de uma reta.
Respostas Denomina-se corpo dos números reais a coleção
dos elementos pertencentes à conclusão dos racionais,
1 - RESPOSTA: “B”. formado pelo corpo de frações associado aos inteiros
(números racionais) e a norma associada ao infinito.
I Existem também outras conclusões dos racionais, uma
para cada número primo p, chamadas números p-ádicos. O
corpo dos números p-ádicos é formado pelos racionais e a
norma associada a p!

15
MATEMÁTICA

Propriedade Propriedades da relação de ordem


O conjunto dos números reais com as operações - Reflexiva: a ≤ a
binárias de soma e produto e com a relação natural de - Transitiva: a ≤ b e b ≤ c → a ≤ c
ordem formam um corpo ordenado. Além das propriedades - Anti-simétrica: a ≤ b e b ≤ a → a = b
de um corpo ordenado, R tem a seguinte propriedade: - Ordem total: a < b ou b < a ou a = b 
Se R for dividido em dois conjuntos (uma partição) A e
B, de modo que todo elemento de A é menor que todo Expressão aproximada dos números Reais
elemento de B, então existe um elemento x que separa os
dois conjuntos, ou seja, x é maior ou igual a todo elemento
de A e menor ou igual a todo elemento de B.

Ao conjunto formado pelos números Irracionais e pelos


números Racionais chamamos de conjunto dos números Reais.
Ao unirmos o conjunto dos números Irracionais com o conjunto
dos números Racionais, formando o conjunto dos números
Reais, todas as distâncias representadas por eles sobre uma Os números Irracionais possuem infinitos algarismos
reta preenchem-na por completo; isto é, ocupam todos os seus decimais não-periódicos. As operações com esta classe
pontos. Por isso, essa reta é denominada reta Real. de números sempre produzem erros quando não se
utilizam todos os algarismos decimais. Por outro lado, é
impossível utilizar todos eles nos cálculos. Por isso, somos
obrigados a usar aproximações, isto é, cortamos o decimal
em algum lugar e desprezamos os algarismos restantes. Os
algarismos escolhidos serão uma aproximação do número
Real. Observe como tomamos a aproximação de e do
número nas tabelas.

Aproximação por
Falta Excesso
Erro menor que π π
1 unidade 1 3 2 4
1 décimo 1,4 3,1 1,5 3,2
1 centésimo 1,41 3,14 1,42 3,15
1 milésimo 1,414 3,141 1,415 3,142
Podemos concluir que na representação dos números 1 décimo de
1,4142 3,1415 1,4134 3,1416
Reais sobre uma reta, dados uma origem e uma unidade, a milésimo
cada ponto da reta corresponde um número Real e a cada
número Real corresponde um ponto na reta. Operações com números Reais
Operando com as aproximações, obtemos uma
sucessão de intervalos fixos que determinam um número
Real. É assim que vamos trabalhar as operações adição,
subtração, multiplicação e divisão. Relacionamos, em
seguida, uma série de recomendações úteis para operar
com números Reais:
- Vamos tomar a aproximação por falta.
Ordenação dos números Reais - Se quisermos ter uma ideia do erro cometido,
A representação dos números Reais permite definir uma escolhemos o mesmo número de casas decimais em ambos
os números.
relação de ordem entre eles. Os números Reais positivos são
- Se utilizamos uma calculadora, devemos usar a
maiores que zero e os negativos, menores. Expressamos
aproximação máxima admitida pela máquina (o maior
a relação de ordem da seguinte maneira: Dados dois
números Reais a e b,  número de casas decimais).
a≤b↔b–a≥0 - Quando operamos com números Reais, devemos
Exemplo: -15 ≤ ↔ 5 – (-15) ≥ 0 fazer constar o erro de aproximação ou o número de casas
5 + 15 ≥ 0 decimais.

16
MATEMÁTICA

- É importante adquirirmos a idéia de aproximação Questões


em função da necessidade. Por exemplo, para desenhar o
projeto de uma casa, basta tomar medidas com um erro de 1 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Um comer-
centésimo. ciante tem 8 prateleiras em seu empório para organizar os
- Em geral, para obter uma aproximação de n casas produtos de limpeza. Adquiriu 100 caixas desses produtos
decimais, devemos trabalhar com números Reais com 20 unidades cada uma, sendo que a quantidade total
aproximados, isto é, com n + 1 casas decimais. de unidades compradas será distribuída igualmente entre
Para colocar em prática o que foi exposto, vamos essas prateleiras. Desse modo, cada prateleira receberá um
fazer as quatro operações indicadas: adição, subtração, número de unidades, desses produtos, igual a
multiplicação e divisão com dois números Irracionais.  A) 40
B) 50
C) 100
D) 160
E) 250
2 - (CÂMARA DE CANITAR/SP – RECEPCIONISTA –
Valor Absoluto INDEC/2013) Em uma banca de revistas existem um total
Como vimos, o erro  pode ser: de 870 exemplares dos mais variados temas. Metade das
- Por excesso: neste caso, consideramos o erro positivo. revistas é da editora A, dentre as demais, um terço são pu-
- Por falta: neste caso, consideramos o erro negativo. blicações antigas. Qual o número de exemplares que não
Quando o erro é dado sem sinal, diz-se que está dado são da Editora A e nem são antigas?
em valor absoluto. O valor absoluto de um número a é A) 320
designado por |a| e coincide com o número positivo, se for B) 290
positivo, e com seu oposto, se for negativo.  C) 435
Exemplo: Um livro nos custou 8,50 reais. Pagamos com D) 145
uma nota de 10 reais. Se nos devolve 1,60 real de troco, o 3 - (TRT 6ª – TÉCNICO JUDICIÁRIO- ADMINISTRA-
vendedor cometeu um erro de +10 centavos. Ao contrário, TIVA – FCC/2012) Em uma praia chamava a atenção um
se nos devolve 1,40 real, o erro cometido é de 10 centavos.  catador de cocos (a água do coco já havia sido retirada).
Ele só pegava cocos inteiros e agia da seguinte maneira:
o primeiro coco ele coloca inteiro de um lado; o segundo
ele dividia ao meio e colocava as metades em outro lado;
o terceiro coco ele dividia em três partes iguais e coloca-
va os terços de coco em um terceiro lugar, diferente dos
outros lugares; o quarto coco ele dividia em quatro partes
iguais e colocava os quartos de coco em um quarto lugar
diferente dos outros lugares. No quinto coco agia como
se fosse o primeiro coco e colocava inteiro de um lado, o
seguinte dividia ao meio, o seguinte em três partes iguais,
o seguinte em quatro partes iguais e seguia na sequência:
inteiro, meios, três partes iguais, quatro partes iguais. Fez
isso com exatamente 59 cocos quando alguém disse ao
catador: eu quero três quintos dos seus terços de coco e
metade dos seus quartos de coco. O catador consentiu e
deu para a pessoa
A) 52 pedaços de coco.
B) 55 pedaços de coco.
C) 59 pedaços de coco.
D) 98 pedaços de coco.
E) 101 pedaços de coco.

4 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014)


A mãe do Vitor fez um bolo e repartiu em 24 pedaços, to-
dos de mesmo tamanho. A mãe e o pai comeram juntos, ¼
do bolo. O Vitor e a sua irmã comeram, cada um deles, ¼
do bolo. Quantos pedaços de bolo sobraram?
A) 4
B) 6
C) 8
D) 10
E) 12

17
MATEMÁTICA

5 - (UEM/PR – AUXILIAR OPERACIONAL – UEM/2014) 10 - (BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-


Paulo recebeu R$1.000,00 de salário. Ele gastou ¼ do sa- GRANRIO/2013) Gilberto levava no bolso três moedas de
lário com aluguel da casa e 3/5 do salário com outras des- R$ 0,50, cinco de R$ 0,10 e quatro de R$ 0,25. Gilberto reti-
pesas. Do salário que Paulo recebeu, quantos reais ainda rou do bolso oito dessas moedas, dando quatro para cada
restam? filho.
A) R$ 120,00 A diferença entre as quantias recebidas pelos dois fi-
B) R$ 150,00 lhos de Gilberto é de, no máximo,
C) R$ 180,00 A) R$ 0,45
D) R$ 210,00 B) R$ 0,90
E) R$ 240,00 C) R$ 1,10
D) R$ 1,15
6 - (UFABC/SP – TECNÓLOGO-TECNOLOGIA DA IN-
E) R$ 1,35
FORMAÇÃO – VUNESP/2013) Um jardineiro preencheu
parcialmente, com água, 3 baldes com capacidade de 15 li-
tros cada um. O primeiro balde foi preenchido com 2/3 de Respostas
sua capacidade, o segundo com 3/5 da capacidade, e o ter-
ceiro, com um volume correspondente à média dos volumes 1 - RESPOSTA: “E”.
dos outros dois baldes. A soma dos volumes de água nos Total de unidades: 100⋅20=2000 unidades
três baldes, em litros, é
A) 27. unidades em cada prateleira.
B) 27,5. 2 - RESPOSTA: “B”.
C) 28. editora A: 870/2=435 revistas
D) 28,5. publicações antigas: 435/3=145 revistas
E) 29.

7 - (UFOP/MG – ADMINISTRADOR DE EDIFICIOS –


UFOP/2013) Uma pessoa caminha 5 minutos em ritmo nor- O número de exemplares que não são da Editora A e
mal e, em seguida, 2 minutos em ritmo acelerado e, assim, nem são antigas são 290.
sucessivamente, sempre intercalando os ritmos da caminha-
da (5 minutos normais e 2 minutos acelerados). A caminha-
3 - RESPOSTA: “B”.
da foi iniciada em ritmo normal, e foi interrompida após 55
minutos do início.
O tempo que essa pessoa caminhou aceleradamente foi:
A) 6 minutos
B) 10 minutos 14 vezes iguais
C) 15 minutos Coco inteiro: 14
D) 20 minutos Metades:14.2=28
Terça parte:14.3=42
8 - (PREF. IMARUÍ – AGENTE EDUCADOR – PREF. Quarta parte:14.4=56
IMARUÍ/2014) Sobre o conjunto dos números reais é COR- 3 cocos: 1 coco inteiro, metade dos cocos, terça parte
RETO dizer: Quantidade total
A) O conjunto dos números reais reúne somente os nú- Coco inteiro: 14+1=15
meros racionais. Metades: 28+2=30
B) R* é o conjunto dos números reais não negativos. Terça parte:42+3=45
C) Sendo A = {-1,0}, os elementos do conjunto A não são Quarta parte :56
números reais.
D) As dízimas não periódicas são números reais.

9 - (TJ/SP - AUXILIAR DE SAÚDE JUDICIÁRIO - AU-


XILIAR EM SAÚDE BUCAL – VUNESP/2013) Para numerar
as páginas de um livro, uma impressora gasta 0,001 mL por
cada algarismo impresso. Por exemplo, para numerar as pá- 4 - RESPOSTA “B”.
ginas 7, 58 e 290 gasta-se, respectivamente, 0,001 mL, 0,002
mL e 0,003 mL de tinta. O total de tinta que será gasto para
numerar da página 1 até a página 1 000 de um livro, em mL,
será
A) 1,111. Sobrou 1/4 do bolo.
B) 2,003.
C) 2,893.
D) 1,003.
E) 2,561.

18
MATEMÁTICA

5 - RESPOSTA: “B”. E as ouras quatro moedas sejam de menor valor: 4 de


R$ 0,10=R$ 0,40.
Aluguel: A maior diferença seria de 1,75-0,40=1,35
Dica: sempre que fala a maior diferença tem que o
Outras despesas: maior valor possível – o menor valor.

Restam :1000-850=R$150,00 Porcentagem

6 - RESPOSTA: “D”. É uma fração de denominador centesimal, ou seja,


Primeiro balde: é uma fração de denominador 100. Representamos
porcentagem pelo símbolo % e lê-se: “por cento”.
50
Deste modo, a fração é uma porcentagem que
100
podemos representar por 50%.
Segundo balde:
Forma Decimal: É comum representarmos uma
porcentagem na forma decimal, por exemplo, 35% na
forma decimal seriam representados por 0,35.
Terceiro balde:
75
75% = = 0,75
100

Cálculo de uma Porcentagem: Para calcularmos uma


A soma dos volumes é : 10+9+9,5=28,5 litros porcentagem p% de V, basta multiplicarmos a fração p
por V. 100
7 - RESPOSTA: “C”. p
A caminhada sempre vai ser 5 minutos e depois 2 mi- P% de V = .V
100
nutos, então 7 minutos ao total.
Dividindo o total da caminhada pelo tempo, temos: Exemplo 1
23
23% de 240 = . 240 = 55,2
100
Assim, sabemos que a pessoa caminhou 7. (5 minutos Exemplo 2
+2 minutos) +6 minutos (5 minutos+1 minuto)
Aceleradamente caminhou: (7.2)+1➜ 14+1=15 minu- Em uma pesquisa de mercado, constatou-se que 67%
tos de uma amostra assistem a um certo programa de TV.
8 - RESPOSTA: “D”. Se a população é de 56.000 habitantes, quantas pessoas
A) errada - O conjunto dos números reais tem os con- assistem ao tal programa?
juntos: naturais, inteiros, racionais e irracionais.
67
B) errada – R* são os reais sem o zero. Resolução: 67% de 56 000 = .56000 = 37520
100
C) errada - -1 e 0 são números reais.
Resposta: 37 520 pessoas.
9 - RESPOSTA: “C”.
1 a 9 =9 algarismos=0,001⋅9=0,009 ml Porcentagem que o lucro representa em relação ao
De 10 a 99, temos que saber quantos números tem. preço de custo e em relação ao preço de venda
99-10+1=90.
OBS: soma 1, pois quanto subtraímos exclui-se o pri- Chamamos de lucro em uma transação comercial de
meiro número. compra e venda a diferença entre o preço de venda e o
90 números de 2 algarismos: 0,002⋅90=0,18ml preço de custo.
Lucro = preço de venda – preço de custo
De 100 a 999 Caso essa diferença seja negativa, ela será chamada de
999-100+1=900 números prejuízo.
900⋅0,003=2,7ml
1000=0,004ml Assim, podemos escrever:
Somando: 0,009+0,18+2,7+0,004=2,893 Preço de custo + lucro = preço de venda
Preço de custo – prejuízos = preço de venda
10 - RESPOSTA: “E”.
Supondo que as quatro primeiras moedas sejam as 3 Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem
de R$ 0,50 e 1 de R$ 0,25(maiores valores). de duas formas:
Um filho receberia : 1,50+0,25=R$1,75 Lucro sobre o custo = lucro/preço de custo. 100%

19
MATEMÁTICA

Lucro sobre a venda = lucro/preço de venda. 100% Aumentos e Descontos Sucessivos: Consideremos
um valor inicial V, e vamos considerar que ele irá sofrer
Observação: A mesma análise pode ser feita para o dois aumentos sucessivos de p1% e p2%. Sendo V1 o valor
caso de prejuízo. após o primeiro aumento, temos:
p
V1 = V . (1 + 1 )
Exemplo 100
Sendo V2 o valor após o segundo aumento, temos:
Uma mercadoria foi comprada por R$ 500,00 e vendida V2 = V1 . (1 + p2 )
por R$ 800,00. 100
Pede-se: p p
V2 = V . (1 + 1 ) . (1 + 2 )
- o lucro obtido na transação; 100 100
- a porcentagem de lucro sobre o preço de custo; Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá
- a porcentagem de lucro sobre o preço de venda. sofrer dois descontos sucessivos de p1% e p2%.

Resposta: Sendo V1 o valor após o primeiro desconto, temos:


Lucro = 800 – 500 = R$ 300,00 V1 = V. (1 – p1 )
Lc = 300 = 0,60 = 60% 100
500
300 Sendo V2 o valor após o segundo desconto, temos:
Lv = = 0,375 = 37,5%
800
p2
V2 = V1 . (1 – )
Aumento 100
V2 = V . (1 – p1 ) . (1 – p2 )
Aumento Percentual: Consideremos um valor inicial 100 100
V que deve sofrer um aumento de p% de seu valor. Sendo V um valor inicial, vamos considerar que ele irá
Chamemos de A o valor do aumento e VA o valor após o sofrer um aumento de p1% e, sucessivamente, um desconto
aumento. Então, A = p% de V = p . V de p2%.
100
Sendo V1 o valor após o aumento, temos:
p
p V1 = V . (1+ 1 )
VA = V + A = V + .V 100
100
p Sendo V2 o valor após o desconto, temos:
VA = ( 1 + ).V
100 V2 = V1 . (1 – p2 )
p 100
Em que (1 + 100 ) é o fator de aumento.
V2 = V . (1 + p1 ) . (1 – p2 )
Desconto 100 100
Exemplo
Desconto Percentual: Consideremos um valor inicial
V que deve sofrer um desconto de p% de seu valor. (VUNESP-SP) Uma instituição bancária oferece um
Chamemos de D o valor do desconto e VD o valor após o rendimento de 15% ao ano para depósitos feitos numa
desconto. Então, D = p% de V = p . V certa modalidade de aplicação financeira. Um cliente deste
100
p banco deposita 1 000 reais nessa aplicação. Ao final de n
VD = V – D = V – .V anos, o capital que esse cliente terá em reais, relativo a esse
100
p depósito, são:
VD = (1 – ).V n
100  p 
p Resolução: VA = 1 +  .v
Em que (1 – ) é o fator de desconto.  100 
100
n
Exemplo VA = 1. 15  .1000
 100 
Uma empresa admite um funcionário no mês de janeiro V = 1 000 . (1,15)n
A
sabendo que, já em março, ele terá 40% de aumento. Se a VA = 1 000 . 1,15n
empresa deseja que o salário desse funcionário, a partir de VA = 1 150,00n
março, seja R$ 3 500,00, com que salário deve admiti-lo?
Resolução: VA = 1,4 . V Questões
3 500 = 1,4 . V
3500 1 - (PREF. AMPARO/SP – AGENTE ESCOLAR – CON-
V= = 2500
1,4 RIO/2014) Se em um tanque de um carro for misturado
45 litros de etanol em 28 litros de gasolina, qual será o
Resposta: R$ 2 500,00
percentual aproximado de gasolina nesse tanque?

20
MATEMÁTICA

A) 38,357%
B) 38,356%
C) 38,358%
D) 38,359%

2 - (CEF / Escriturário) Uma pessoa x pode realizar uma certa tarefa em 12 horas. Outra pessoa, y, é 50% mais eficiente
que x. Nessas condições, o número de horas necessárias para que y realize essa tarefa é :
A) 4
B) 5
C) 6
D) 7
E) 8

3 - (SABESP – APRENDIZ – FCC/2012) Observe a tabela que indica o consumo mensal de uma mesma torneira da pia
de uma cozinha, aberta meia volta por um minuto, uma vez ao dia.

Em relação ao cosumo mensal da torneira alimentada pela água da rua, o da torneira alimentada pela água da caixa
representa, aproximadamente,
A) 20%
B) 26%
C) 30%
D) 35%
E) 40%

4 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de uma mercadoria, na loja J, é
de R$ 50,00. O dono da loja J resolve reajustar o preço dessa mercadoria em 20%. A mesma mercadoria, na loja K, é vendida
por R$ 40,00. O dono da loja K resolve reajustar o preço dessa mercadoria de maneira a igualar o preço praticado na loja J
após o reajuste de 20%. Dessa maneira o dono da loja K deve reajustar o preço em
A) 20%.
B) 50%.
C) 10%.
D) 15%.
E) 60%.

5 - (CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FCC/2014) O preço de venda de um produto, des-
contado um imposto de 16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de compra em 40%, os quais constituem
o lucro líquido do vendedor. Em quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior ao de compra?
A) 67%.
B) 61%.
C) 65%.
D) 63%.
E) 69%.

6 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – FCC/2013) Um comerciante comprou uma mercadoria por R$
350,00. Para estabelecer o preço de venda desse produto em sua loja, o comerciante decidiu que o valor deveria ser sufi-
ciente para dar 30% de desconto sobre o preço de venda e ainda assim garantir lucro de 20% sobre o preço de compra.
Nessas condições, o preço que o comerciante deve vender essa mercadoria é igual a
A) R$ 620,00.
B) R$ 580,00.
C) R$ 600,00.
D) R$ 590,00.
E) R$ 610,00.

21
MATEMÁTICA

7 - (DPE/SP – AGENTE DE DEFENSORIA PÚBLICA – Vitor arrematou um lote, pagou o combinado no ato
FCC/2013) Uma bolsa contém apenas 5 bolas brancas e 7 da arrematação e os R$28.800,00 restantes no dia 10 de
bolas pretas. Sorteando ao acaso uma bola dessa bolsa, a dezembro. Com base nas informações contidas no texto,
probabilidade de que ela seja preta é calcule o valor total gasto por Vitor nesse leilão.
A) maior do que 55% e menor do que 60%.
B) menor do que 50%. A) R$34.600,00
C) maior do que 65%. B) R$36.000,00
D) maior do que 50% e menor do que 55%. C) R$35.400,00
E) maior do que 60% e menor do que 65%. D) R$32.000,00
E) R$37.800,00
8 - PREF. JUNDIAI/SP – ELETRICISTA – MAKIYA-
MA/2013) Das 80 crianças que responderam a uma en- Respostas
quete referente a sua fruta favorita, 70% eram meninos.
Dentre as meninas, 25% responderam que sua fruta favori-
ta era a maçã. Sendo assim, qual porcentagem representa, 1 - RESPOSTA: “B”.
em relação a todas as crianças entrevistadas, as meninas Mistura:28+45=73
que têm a maçã como fruta preferida? 73------100%
A) 10% 28------x
B) 1,5% X=38,356%
C) 25%
D) 7,5% 2 - RESPOSTA “C”.
E) 5% 12 horas → 100 %
50 % de 12 horas = = 6 horas
9 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014)
Numa liquidação de bebidas, um atacadista fez a seguinte X = 12 horas → 100 % = total de horas trabalhado
promoção: Y = 50 % mais rápido que X.
Então, se 50% de 12 horas equivalem a 6 horas, logo Y
faz o mesmo trabalho em 6 horas.

3 - RESPOSTA: “B”.

4 - RESPOSTA: “B”.
Alexandre comprou duas embalagens nessa promoção
e revendeu cada unidade por R$3,50. O lucro obtido por
ele com a revenda das latas de cerveja das duas embala-
gens completas foi:
A) R$33,60
B) R$28,60
C) R$26,40 O reajuste deve ser de 50%.
D) R$40,80
E) R$43,20 5 - RESPOSTA: “A”.
Preço de venda: PV
10 - (PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB/2014) Preço de compra: PC
Leilão de veículos apreendidos do Detran aconteceu no dia
7 de dezembro. Note que: 1,4 = 100%+40% ou 1+0,4.Como ele supe-
O Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe – De- rou o preço de venda (100%) em 40% , isso significa soma
tran/SE – realizou, no dia 7 de dezembro, sábado, às 9 ho- aos 100% mais 40%, logo 140%= 1,4.
ras, no Espaço Emes, um leilão de veículos apreendidos em
fiscalizações de trânsito. Ao todo foram leiloados 195 veí- PV - 0,16PV = 1,4PC
culos, sendo que 183 foram comercializados como sucatas 0,84PV=1,4PC
e 12 foram vendidos como aptos para circulação.

Quem arrematou algum dos lotes disponíveis no leilão


pagou 20% do lance mais 5% de comissão do leiloeiro no
ato da arrematação. Os 80% restantes foram pagos impre-
terivelmente até o dia 11 de dezembro. O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
Fonte: http://www.ssp.se.gov.br05/12/13 (modificada).

22
MATEMÁTICA

6 - RESPOSTA: “C”. Raciocínio Lógico Matemático


Preço de venda: PV
Preço de compra: 350 Os estudos matemáticos ligados aos fundamentos ló-
30% de desconto, deixa o produto com 70% do seu gicos contribuem no desenvolvimento cognitivo dos es-
valor. tudantes, induzindo a organização do pensamento e das
Como ele queria ter um lucro de 20% sobre o preço ideias, na formação de conceitos básicos, assimilação de
de compra, devemos multiplicar por 1,2(350+0,2.350) ➜ regras matemáticas, construção de fórmulas e expressões
0,7PV = 1,2 . 350 aritméticas e algébricas. É de extrema importância que em
matemática utilize-se atividades envolvendo lógica, no in-
tuito de despertar o raciocínio, fazendo com que se utilize
do potencial na busca por soluções dos problemas mate-
máticos desenvolvidos e baseados nos conceitos lógicos.
O preço de venda deve ser R$600,00.
A lógica está presente em diversos ramos da matemá-
7 - RESPOSTA: “A”. tica, como a probabilidade, os problemas de contagem,
Ao todo tem 12 bolas, portanto a probabilidade de se as progressões aritméticas e geométricas, as sequências
tirar uma preta é: numéricas, equações, funções, análise de gráficos entre
outros. Os fundamentos lógicos contribuem na resolução
ordenada de equações, na percepção do valor da razão de
uma sequência, na elucidação de problemas aritméticos e
algébricos e na fixação de conteúdos complexos.
8 - RESPOSTA: “D”.
Tem que ser menina E gostar de maçã. A utilização das atividades lógicas contribui na forma-
Meninas:100-70=30% ção de indivíduos capazes de criar ferramentas e mecanis-
mos responsáveis pela obtenção de resultados em Mate-
, simplificando temos ➜ mática. O sucesso na Matemática está diretamente conec-
P = 0,075 . 100% = 7,5%. tado à curiosidade, pesquisa, deduções, experimentos, vi-
são detalhada, senso crítico e organizacional e todas essas
características estão ligadas ao desenvolvimento lógico.
9 - RESPOSTA: “A”.
Raciocínio Lógico Dedutivo

A dedução é uma inferência que parte do universal


para o mais particular. Assim considera-se que um raciocí-
nio lógico é dedutivo quando, de uma ou mais premissas,
se conclui uma proposição que é conclusão lógica da(s)
premissa(s). A dedução é um raciocínio de tipo mediato,
sendo o silogismo uma das suas formas clássicas. Inicia-
remos com a compreensão das sequências lógicas, onde
devemos deduzir, ou até induzir, qual a lei de formação das
figuras, letras, símbolos ou números, a partir da observação
O lucro de Alexandre foi de R$33,60. dos termos dados.

10 - RESPOSTA: “E”.
R$28.800-------80%
x------------------100%

Valor total: R$36.000,00+R$1.800,00=R$37.800,00

23
MATEMÁTICA

Humor Lógico

Orientações Espacial e Temporal

Orientação espacial e temporal verifica a capacidade de abstração no espaço e no tempo. Costuma ser cobrado em
questões sobre a disposições de dominós, dados, baralhos, amontoados de cubos com símbolos especificados em suas
faces, montagem de figuras com subfiguras, figuras fractais, dentre outras. Inclui também as famosas sequências de figuras
nas quais se pede a próxima. Serve para verificar a capacidade do candidato em resolver problemas com base em estímulos
visuais.

Raciocínio Verbal

O raciocínio é o conjunto de atividades mentais que consiste na associação de ideias de acordo com determinadas
regras. No caso do raciocínio verbal, trata-se da capacidade de raciocinar com conteúdos verbais, estabelecendo entre eles
princípios de classificação, ordenação, relação e significados. Ao contrário daquilo que se possa pensar, o raciocínio verbal
é uma capacidade intelectual que tende a ser pouco desenvolvida pela maioria das pessoas. No nível escolar, por exemplo,
disciplinas como as línguas centram-se em objetivos como a ortografia ou a gramática, mas não estimulam/incentivam à
aprendizagem dos métodos de expressão necessários para que os alunos possam fazer um uso mais completo da lingua-
gem.
Por outro lado, o auge dos computadores e das consolas de jogos de vídeo faz com que as crianças costumem jogar de
forma individual, isto é, sozinhas (ou com outras crianças que não se encontrem fisicamente com elas), pelo que não é feito
um uso intensivo da linguagem. Uma terceira causa que se pode aqui mencionar para explicar o fraco raciocínio verbal é o
fato de jantar em frente à televisão. Desta forma, perde-se o diálogo no seio da família e a arte de conversar.
Entre os exercícios recomendados pelos especialistas para desenvolver o raciocínio verbal, encontram-se as analogias
verbais, os exercícios para completar orações, a ordem de frases e os jogos onde se devem excluir certos conceitos de um
grupo. Outras propostas implicam que sigam/respeitem certas instruções, corrijam a palavra inadequada (o intruso) de uma
frase ou procurem/descubram antônimos e sinônimos de uma mesma palavra.

Lógica Sequencial

Lógica Sequencial

O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental. Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições,
para concluir através de mecanismos de comparações e abstrações, quais são os dados que levam às respostas verdadeiras,
falsas ou prováveis. Foi pelo processo do raciocínio que ocorreu o desenvolvimento do método matemático, este considerado
instrumento puramente teórico e dedutivo, que prescinde de dados empíricos. Logo, resumidamente o raciocínio pode ser
considerado também um dos integrantes dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da formação de conceitos
e da solução de problemas, sendo parte do pensamento.
Sequências Lógicas

As sequências podem ser formadas por números, letras, pessoas, figuras, etc. Existem várias formas de se estabelecer
uma sequência, o importante é que existam pelo menos três elementos que caracterize a lógica de sua formação, entretanto
algumas séries necessitam de mais elementos para definir sua lógica. Algumas sequências são bastante conhecidas e todo
aluno que estuda lógica deve conhecê-las, tais como as progressões aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os
números primos e os quadrados perfeitos.

24
MATEMÁTICA

Sequência de Números Sequência de Pessoas

Progressão Aritmética: Soma-se constantemente um Na série a seguir, temos sempre um homem seguido
mesmo número. de duas mulheres, ou seja, aqueles que estão em uma
posição múltipla de três (3º, 6º, 9º, 12º,...) serão mulheres e
a posição dos braços sempre alterna, ficando para cima em
uma posição múltipla de dois (2º, 4º, 6º, 8º,...). Sendo assim,
a sequência se repete a cada seis termos, tornando possível
determinar quem estará em qualquer posição.

Progressão Geométrica: Multiplica-se constantemente


um mesmo número.

Sequência de Figuras

Esse tipo de sequência pode seguir o mesmo padrão


Incremento em Progressão: O valor somado é que está visto na sequência de pessoas ou simplesmente sofrer
em progressão. rotações, como nos exemplos a seguir.

Série de Fibonacci: Cada termo é igual a soma dos dois


anteriores.

1 1 2 3 5 8 13
Números Primos: Naturais que possuem apenas dois Sequência de Fibonacci
divisores naturais.
O matemático Leonardo Pisa, conhecido como
2 3 5 7 11 13 17 Fibonacci, propôs no século XIII, a sequência numérica:
(1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, …). Essa sequência tem
Quadrados Perfeitos: Números naturais cujas raízes são uma lei de formação simples: cada elemento, a partir do
naturais. terceiro, é obtido somando-se os dois anteriores. Veja: 1
+ 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 = 5 e assim por diante. Desde o
1 4 9 16 25 36 49 século XIII, muitos matemáticos, além do próprio Fibonacci,
dedicaram-se ao estudo da sequência que foi proposta,
Sequência de Letras e foram encontradas inúmeras aplicações para ela no
desenvolvimento de modelos explicativos de fenômenos
As sequências de letras podem estar associadas a uma naturais.
série de números ou não. Em geral, devemos escrever Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de
todo o alfabeto (observando se deve, ou não, contar com Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como uma
k, y e w) e circular as letras dadas para entender a lógica das maravilhas da Matemática. A partir de dois quadrados
proposta. de lado 1, podemos obter um retângulo de lados 2 e 1.
Se adicionarmos a esse retângulo um quadrado de lado
ACFJOU 2, obtemos um novo retângulo 3 x 2. Se adicionarmos
Observe que foram saltadas 1, 2, 3, 4 e 5 letras e esses agora um quadrado de lado 3, obtemos um retângulo
números estão em progressão. 5 x 3. Observe a figura a seguir e veja que os lados dos
quadrados que adicionamos para determinar os retângulos
ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTU formam a sequência de Fibonacci.

B1 2F H4 8L N16 32R T64

Nesse caso, associou-se letras e números (potências de


2), alternando a ordem. As letras saltam 1, 3, 1, 3, 1, 3 e 1
posições.

ABCDEFGHIJKLMNOPQRST

25
MATEMÁTICA

Esse número é conhecido como número de ouro e


pode ser representado por:

Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor


lado for igual a é chamado retângulo áureo como o caso
da fachada do Partenon.

As figuras a seguir possuem números que representam


Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de uma sequência lógica. Veja os exemplos:
circunferência inscrito em cada quadrado, encontraremos
uma espiral formada pela concordância de arcos cujos Exemplo 1
raios são os elementos da sequência de Fibonacci.

O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre


arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edifício, hoje
em ruínas, era um retângulo que continha um quadrado A sequência numérica proposta envolve multiplicações
de lado igual à altura. Essa forma sempre foi considerada por 4.
satisfatória do ponto de vista estético por suas proporções 6 x 4 = 24
sendo chamada retângulo áureo ou retângulo de ouro. 24 x 4 = 96
96 x 4 = 384
384 x 4 = 1536

Exemplo 2

Como os dois retângulos indicados na figura são


semelhantes temos: (1).

Como: b = y – a (2). A diferença entre os números vai aumentando 1


Substituindo (2) em (1) temos: y2 – ay – a2 = 0. unidade.
13 – 10 = 3
Resolvendo a equação: 17 – 13 = 4
22 – 17 = 5
em que não convém. 28 – 22 = 6
35 – 28 = 7
Logo:

26
MATEMÁTICA

Exemplo 3 QUESTÕES

01. Observe atentamente a disposição das cartas em


cada linha do esquema seguinte:

Multiplicar os números sempre por 3.


1x3=3
3x3=9
9 x 3 = 27
27 x 3 = 81
81 x 3 = 243
243 x 3 = 729
A carta que está oculta é:
729 x 3 = 2187
(A) (B) (C)
Exemplo 4


(D) (E)

02. Considere que a sequência de figuras foi construída


segundo um certo critério.

A diferença entre os números vai aumentando 2


unidades.
24 – 22 = 2
28 – 24 = 4
34 – 28 = 6
42 – 34 = 8
52 – 42 = 10
64 – 52 = 12
78 – 64 = 14 Se tal critério for mantido, para obter as figuras
subsequentes, o total de pontos da figura de número 15
deverá ser:
(A) 69
(B) 67
(C) 65
(D) 63
(E) 61

27
MATEMÁTICA

03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 07. As figuras da sequência dada são formadas por
990, 970, 940, 900, 850, ... partes iguais de um círculo.
(A) 800
(B) 790
(C) 780
(D) 770

04. Na sequência lógica de números representados nos Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16
hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um círculos completos na:
deles que pode ser: (A) 36ª figura
(B) 48ª figura
(C) 72ª figura
(D) 80ª figura
(E) 96ª figura

08. Analise a sequência a seguir:

(A) 76
(B) 10
(C) 20
(D) 78
Admitindo-se que a regra de formação das figuras
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a
de fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme figura que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é:
indicado abaixo: (A) (B)

.............
1° 2° 3°

Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?
(A) 20 palitos
(C) (D)
(B) 25 palitos
(C) 28 palitos
(D) 22 palitos

06. Ana fez diversas planificações de um cubo e (E)
escreveu em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo,
ela deseja que a soma dos números marcados nas faces
opostas seja 7. A única alternativa cuja figura representa a
planificação desse cubo tal como deseja Ana é:

(A) (B) 09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual
é o próximo número?
(A) 20
(B) 21
(C) 100
(D) 200
(C) (D)
10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo
número?
(A) 4
(B) 20
(C) 31
(D) 21
(E)
11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados
segundo determinado critério.
LACRAÇÃO → cal

28
MATEMÁTICA

AMOSTRA → soma 14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas


LAVRAR → ? em forma de triângulo, segundo determinado critério.
Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá
ocupar o lugar do ponto de interrogação é:
(A) alar
(B) rala
(C) ralar
(D) larva
(E) arval

12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas,


linha a linha, segundo determinado padrão.

Considerando que na ordem alfabética usada são


excluídas as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui
corretamente o ponto de interrogação é:
(A) P
(B) O
(C) N
(D) M
(E) L

15. Considere que a sequência seguinte é formada pela


sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que
os algarismos sejam separados.

Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui 1234567891011121314151617181920...


corretamente o ponto de interrogação é:
O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa
sequência é:
(A) 9
(B) 8
(C) 6
(A) (B)

(C)
(D) 3
(E) 1

16. Em cada linha abaixo, as três figuras foram


desenhadas de acordo com determinado padrão.
(D)
(E)

13. Observe que na sucessão seguinte os números


foram colocados obedecendo a uma lei de formação.

Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais


que X + Y é igual a:
(A) 40
(B) 42
(C) 44
(D) 46 Segundo esse mesmo padrão, a figura que deve
(E) 48 substituir o ponto de interrogação é:

29
MATEMÁTICA

20. Considere a sequência abaixo:

BBB BXB XXB


XBX XBX XBX
(A) (B)
BBB BXB BXX

O padrão que completa a sequência é:

(A) (B) (C)


(C) (D)
XXX XXB XXX
XXX XBX XXX
XXX BXX XXB

(E) (D) (E)


XXX XXX
XBX XBX
17. Observe que, na sucessão de figuras abaixo, os
números que foram colocados nos dois primeiros triângulos XXX BXX
obedecem a um mesmo critério.
21. Na série de Fibonacci, cada termo a partir do
terceiro é igual à soma de seus dois termos precedentes.
Sabendo-se que os dois primeiros termos, por definição,
são 0 e 1, o sexto termo da série é:
(A) 2
(B) 3
(C) 4
Para que o mesmo critério seja mantido no triângulo (D) 5
da direita, o número que deverá substituir o ponto de (E) 6
interrogação é:
(A) 32 22. Nosso código secreto usa o alfabeto A B C D E F G
(B) 36 H I J L M N O P Q R S T U V X Z. Do seguinte modo: cada
(C) 38 letra é substituída pela letra que ocupa a quarta posição
(D) 42 depois dela. Então, o “A” vira “E”, o “B” vira “F”, o “C” vira
(E) 46 “G” e assim por diante. O código é “circular”, de modo que
o “U” vira “A” e assim por diante. Recebi uma mensagem
18. Considere a seguinte sequência infinita de em código que dizia: BSA HI EDAP. Decifrei o código e li:
números: 3, 12, 27, __, 75, 108,... O número que preenche (A) FAZ AS DUAS;
adequadamente a quarta posição dessa sequência é: (B) DIA DO LOBO;
(A) 36, (C) RIO ME QUER;
(B) 40, (D) VIM DA LOJA;
(C) 42, (E) VOU DE AZUL.
(D) 44,
(E) 48
23. A sentença “Social está para laicos assim como
19. Observando a sequência (1, , , , , ...) o 231678 está para...” é melhor completada por:
(A) 326187;
próximo numero será:
(B) 876132;
(A) (C) 286731;
(D) 827361;
(E) 218763.
(B)
24. A sentença “Salta está para Atlas assim como 25435
está para...” é melhor completada pelo seguinte número:
(C) (A) 53452;
(B) 23455;
(C) 34552;
(D) (D) 43525;
(E) 53542.

30
MATEMÁTICA

25. Repare que com um número de 5 algarismos,


respeitada a ordem dada, podem-se criar 4 números de
dois algarismos. Por exemplo: de 34.712, podem-se criar o
34, o 47, o 71 e o 12. Procura-se um número de 5 algarismos
formado pelos algarismos 4, 5, 6, 7 e 8, sem repetição. Veja
abaixo alguns números desse tipo e, ao lado de cada um
deles, a quantidade de números de dois algarismos que
esse número tem em comum com o número procurado.

Número Quantidade de números de Excluídas do alfabeto as letras K, W e Y e fazendo cada


dado 2 algarismos em comum letra restante corresponder ordenadamente aos números
inteiros de 1 a 23 (ou seja, A = 1, B = 2, C = 3,..., Z = 23),
48.765 1
a soma dos números que correspondem às letras que
86.547 0 compõem o nome do animal é:
87.465 2 (A) 37
(B) 39
48.675 1
(C) 45
O número procurado é: (D) 49
(A) 87456 (E) 51
(B) 68745
(C) 56874 Nas questões 29 e 30, observe que há uma relação
(D) 58746 entre o primeiro e o segundo grupos de letras. A mesma
(E) 46875 relação deverá existir entre o terceiro grupo e um dos cinco
grupos que aparecem nas alternativas, ou seja, aquele que
26. Considere que os símbolos ♦ e ♣ que aparecem substitui corretamente o ponto de interrogação. Considere
no quadro seguinte, substituem as operações que devem que a ordem alfabética adotada é a oficial e exclui as letras
ser efetuadas em cada linha, a fim de se obter o resultado K, W e Y.
correspondente, que se encontra na coluna da extrema
direita. 29. CASA: LATA: LOBO: ?
(A) SOCO
36 ♦ 4 ♣ 5 = 14 (B) TOCO
(C) TOMO
48 ♦ 6 ♣ 9 = 17 (D) VOLO
54 ♦ 9 ♣ 7 = ? (E) VOTO

Para que o resultado da terceira linha seja o correto, o 30. ABCA: DEFD: HIJH: ?
ponto de interrogação deverá ser substituído pelo número: (A) IJLI
(A) 16 (B) JLMJ
(B) 15 (C) LMNL
(C) 14 (D) FGHF
(D) 13 (E) EFGE
(E) 12
31. Os termos da sucessão seguinte foram obtidos
27. Segundo determinado critério, foi construída a considerando uma lei de formação (0, 1, 3, 4, 12, 123,...).
sucessão seguinte, em que cada termo é composto de um Segundo essa lei, o décimo terceiro termo dessa sequência
número seguido de uma letra: A1 – E2 – B3 – F4 – C5 – G6
é um número:
– .... Considerando que no alfabeto usado são excluídas as
(A) Menor que 200.
letras K, Y e W, então, de acordo com o critério estabelecido,
a letra que deverá anteceder o número 12 é: (B) Compreendido entre 200 e 400.
(A) J (C) Compreendido entre 500 e 700.
(B) L (D) Compreendido entre 700 e 1.000.
(C) M (E) Maior que 1.000.
(D) N
(E) O Para responder às questões de números 32 e 33, você
deve observar que, em cada um dos dois primeiros pares
28. Os nomes de quatro animais – MARÁ, PERU, TATU de palavras dadas, a palavra da direita foi obtida da palavra
e URSO – devem ser escritos nas linhas da tabela abaixo, da esquerda segundo determinado critério. Você deve
de modo que cada uma das suas respectivas letras ocupe descobrir esse critério e usá-lo para encontrar a palavra
um quadrinho e, na diagonal sombreada, possa ser lido o que deve ser colocada no lugar do ponto de interrogação.
nome de um novo animal.

31
MATEMÁTICA

32. Ardoroso → rodo 40. Reposicione dois palitos e obtenha uma figura com
Dinamizar → mina cinco quadrados iguais.
Maratona → ?
(A) mana
(B) toma
(C) tona
(D) tora
(E) rato

33. Arborizado → azar


Asteroide → dias
Articular → ?
(A) luar
(B) arar
(C) lira 41. Observe as multiplicações a seguir:
(D) luta 12.345.679 × 18 = 222.222.222
(E) rara 12.345.679 × 27 = 333.333.333
... ...
34. Preste atenção nesta sequência lógica e identifique 12.345.679 × 54 = 666.666.666
quais os números que estão faltando: 1, 1, 2, __, 5, 8, __,21,
34, 55, __, 144, __... Para obter 999.999.999 devemos multiplicar 12.345.679
por quanto?
35. Uma lesma encontra-se no fundo de um poço seco
de 10 metros de profundidade e quer sair de lá. Durante o 42. Esta casinha está de frente para a estrada de terra.
dia, ela consegue subir 2 metros pela parede; mas à noite, Mova dois palitos e faça com que fique de frente para a
enquanto dorme, escorrega 1 metro. Depois de quantos estrada asfaltada.
dias ela consegue chegar à saída do poço?

36. Quantas vezes você usa o algarismo 9 para numerar


as páginas de um livro de 100 páginas?

37. Quantos quadrados existem na figura abaixo?

43. Remova dois palitos e deixe a figura com dois


quadrados.
38. Retire três palitos e obtenha apenas três quadrados.

39. Qual será o próximo símbolo da sequência abaixo? 44. As cartas de um baralho foram agrupadas em
pares, segundo uma relação lógica. Qual é a carta que está
faltando, sabendo que K vale 13, Q vale 12, J vale 11 e A
vale 1?

32
MATEMÁTICA

45. Mova um palito e obtenha um quadrado perfeito.

46. Qual o valor da pedra que deve ser colocada em cima de todas estas para completar a sequência abaixo?

47. Mova três palitos nesta figura para obter cinco triângulos.

48. Tente dispor 6 moedas em 3 fileiras de modo que em cada fileira fiquem apenas 3 moedas.

49. Reposicione três palitos e obtenha cinco quadrados.

33
MATEMÁTICA

50. Mude a posição de quatro palitos e obtenha cinco 04. Resposta “D”
triângulos. Nessa sequência lógica, observamos que a diferença:
entre 24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre
42 e 34 é 8, entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto
entre o próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos
que o próximo número é 78, pois: 76 – 64 = 14.

05. Resposta “D”.


Observe a tabela:
Respostas

01. Resposta: “A”. Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª


A diferença entre os números estampados nas cartas Nº de Palitos 4 7 10 13 16 19 22
1 e 2, em cada linha, tem como resultado o valor da 3ª
carta e, além disso, o naipe não se repete. Assim, a 3ª carta, Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de
dentro das opções dadas só pode ser a da opção (A). palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber
que cada figura a partir da segunda tem a quantidade
02. Resposta “D”. de palitos da figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta
Observe que, tomando o eixo vertical como eixo de
forma, fica fácil preencher o restante da tabela e determinar
simetria, tem-se:
a quantidade de palitos da 7ª figura.
Na figura 1: 01 ponto de cada lado  02 pontos no
06. Resposta “A”.
total.
Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter
Na figura 2: 02 pontos de cada lado  04 pontos no
total. a planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto
Na figura 3: 03 pontos de cada lado  06 pontos no ao 6, somando 10 unidades. Na figura apresentada na
total. letra “C”, da mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao
Na figura 4: 04 pontos de cada lado  08 pontos no 3, somando 8, não formando um lado. Na figura da letra
total. “D”, o 2 estaria em face oposta ao 4, não determinando
Na figura n: n pontos de cada lado  2.n pontos no um lado. Já na figura apresentada na letra “E”, o 1 não
total. estaria em face oposta ao número 6, impossibilitando,
portanto, a obtenção de um lado. Logo, podemos concluir
Em particular: que a planificação apresentada na letra “A” é a única para
Na figura 15: 15 pontos de cada lado  30 pontos no representar um lado.
total.
07. Resposta “B”.
Agora, tomando o eixo horizontal como eixo de Como na 3ª figura completou-se um círculo, para
simetria, tem-se: completar 16 círculos é suficiente multiplicar 3 por 16 : 3 .
Na figura 1: 02 pontos acima e abaixo  04 pontos no 16 = 48. Portanto, na 48ª figura existirão 16 círculos.
total.
Na figura 2: 03 pontos acima e abaixo  06 pontos no 08. Resposta “B”.
total. A sequência das figuras completa-se na 5ª figura.
Na figura 3: 04 pontos acima e abaixo  08 pontos no Assim, continua-se a sequência de 5 em 5 elementos. A
total. figura de número 277 ocupa, então, a mesma posição das
Na figura 4: 05 pontos acima e abaixo  10 pontos no figuras que representam número 5n + 2, com n N. Ou seja,
total. a 277ª figura corresponde à 2ª figura, que é representada
Na figura n: (n+1) pontos acima e abaixo  2.(n+1) pela letra “B”.
pontos no total.
09. Resposta “D”.
Em particular:
A regularidade que obedece a sequência acima não se
Na figura 15: 16 pontos acima e abaixo  32 pontos
dá por padrões numéricos e sim pela letra que inicia cada
no total. Incluindo o ponto central, que ainda não foi
considerado, temos para total de pontos da figura 15: Total número. “Dois, Dez, Doze, Dezesseis, Dezessete, Dezoito,
de pontos = 30 + 32 + 1 = 63 pontos. Dezenove, ... Enfim, o próximo só pode iniciar também com
“D”: Duzentos.
03. Resposta “B”.
Nessa sequência, observamos que a diferença: entre 10. Resposta “C”.
1000 e 990 é 10, entre 990 e 970 é 20, entre o 970 e 940 é 30, Esta sequência é regida pela inicial de cada número.
entre 940 e 900 é 40, entre 900 e 850 é 50, portanto entre Três, Treze, Trinta,... O próximo só pode ser o número Trinta
850 e o próximo número é 60, dessa forma concluímos que e um, pois ele inicia com a letra “T”.
o próximo número é 790, pois: 850 – 790 = 60.

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MATEMÁTICA

11. Resposta “E”. 16. Resposta “D”.


Na 1ª linha, a palavra CAL foi retirada das 3 primeiras Na 1ª linha, internamente, a 1ª figura possui 2
letras da palavra LACRAÇÃO, mas na ordem invertida. Da “orelhas”, a 2ª figura possui 1 “orelha” no lado esquerdo
mesma forma, na 2ª linha, a palavra SOMA é retirada da e a 3ª figura possui 1 “orelha” no lado direito. Esse fato
palavra AMOSTRA, pelas 4 primeira letras invertidas. Com acontece, também, na 2ª linha, mas na parte de cima e na
isso, da palavra LAVRAR, ao se retirarem as 5 primeiras parte de baixo, internamente em relação às figuras. Assim,
letras, na ordem invertida, obtém-se ARVAL. na 3ª linha ocorrerá essa regra, mas em ordem inversa: é
a 3ª figura da 3ª linha que terá 2 “orelhas” internas, uma
12. Resposta “C”. em cima e outra em baixo. Como as 2 primeiras figuras
da 3ª linha não possuem “orelhas” externas, a 3ª figura
Em cada linha apresentada, as cabeças são formadas
também não terá orelhas externas. Portanto, a figura que
por quadrado, triângulo e círculo. Na 3ª linha já há cabeças deve substituir o ponto de interrogação é a 4ª.
com círculo e com triângulo. Portanto, a cabeça da figura
que está faltando é um quadrado. As mãos das figuras 17. Resposta “B”.
estão levantadas, em linha reta ou abaixadas. Assim, No 1º triângulo, o número que está no interior do
a figura que falta deve ter as mãos levantadas (é o que triângulo dividido pelo número que está abaixo é igual à
ocorre em todas as alternativas). As figuras apr