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LEI DE MIGRAÇÃO COMENTADA

Book · July 2018

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1 author:

Tatiana Waisberg
Escola Superior Dom Helder Câmara
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LEI DE MIGRAÇÃO
COMENTADA

* LEI 13.445/17
* DECRETO 9.199/17

TATIANA WAISBERG

CreateSpace@2018

1
WAISBERG, T. LEI DE MIGRAÇÃO COMENTADA.
CreateSpace. 2018.

ISBN-10: 1724239422
ISBN: 978-1724239426
(CreateSpace-Assigned)

@TatianaWaisberg2018.

2
PARTE I - LEI DE MIGRAÇÃO

CONDIÇÃO JURÍDICA DO MIGRANTE 11

1. Estatutos Jurídicos 12

2. Lei de Migração: noções gerais 13

2.1.Conceitos 13

2.2. Legislação subsidiária 14

2.3. Autoridade competente 15

2.4. Avanções e novidades 15

3. Lei de Migração: princípios e garantias 17

3.1. Regras Gerais 17

3.2. Princípios 19

3.2.1. Universalidade, indivisibilidade e interdependência dos


direitos humanos 19

3.2.2. Não criminalização da migração 20

3.2.3. Acolhida humanitária 20

3
3.2.4. Direito à reunião de família 20

3.2.5. Cooperação internacional 21

3.2.6. Igualdade de tratamento e acesso à políticas públicas


21

3.2.7. Repúdio à prática de expulsão coletiva 23

3.2.8. Proteção ao emigrante brasileiro 23

3.3. Garantias 23

3.3.1. Direitos civis, sociais, culturais e econômicos 24

3.3.2. Acesso à justiça gratuita e isenção de taxas 24

3.3.2.1. Acesso internacional à justiça 25

3.3.3. Desburocratização 25

3.3.4. CERD, 1966 25

3.3.5. Liberdade de locomoção 26

4. Lei de Migração: entrada 27

4.1. Vistos 27

4.1.1 "Mera expectativa de direito" 27

4.1.2 Autoridade competente 28


4.1.2.1 Prazo do visto 29
4.1.2.2. Validade do visto 29

4
4.1.3. Simplificação de procedimento de visto 29
4.1.4. Apresentação de documentos 30
4.2. Espécies de vistos 31
4.2.1 Visto de Visita 31
4.2.1.1.. Turismo 31
4.2.1.2. Negócios 33
4.2.1.3. Trânsito 33
4.2.1.4. Atividade Artística ou desportiva 34
4.2.1.5. Outras hipóteses definidas em regulamento 34
4.2.1.6. Prazo do visto de visita 35
4.2.1.6.1. Contagem e prorrogação do prazo 35
4.2.1.6.2. Redução do prazo 35
4.2.1.6.3. Requisitos para solicitar renovação do prazo 36
4.2.1.6.4. Procedimento para renovação de prazo 36
4.2.1.6.5. Transformação do visto de visita em autorização
de residência 36
4.2.2. Visto Temporário 37
4.2.2.1. Finalidade 37
4.2.2.3. Pesquisa, ensino ou extensão acadêmica 38
4.2.2.4. Tratamento de saúde 39
4.2.2.5. Acolhida humanitária 42
4.2.2.6. Estudo 42
4.2.2.7. Trabalho 42

4.2.2.8. Férias-trabalho 43

5
4.2.2.9. Prática de atividade religiosa ou serviço voluntário
43

4.2.2.10. Investimento 44

4.2.2.11. Reunião familiar 46

4.2.2.12. Atividades artísticas ou desportivas 46

4.2.2.13. Legislação especial 47

4.2.2.13.1.. Aposentadoria 47

4.3. Visto Diplomático, Oficial e Cortesia 47

4.3.1. Representantes de Estados estrangeiros e OI's 48

4.3.2. Prazo 48

4.3.3. Remuneração 49

4.3.3.1. Remuneração de dependente de titular de


visto diplomático e oficial 50

4.3.4. Visto cortesia 50

4.3.4.1. Visto de cortesia e legislação trabalhista brasileira


51

4.3.5. Prazos 52

4.3.6. Transformação do visto diplomático e oficial em


autorização de residência 52

4.4. Registro e identificação civil 53

4.5. Vedações 53

4.5.1. Impedimento de ingresso 53

4.5.2. Fiscalização 54

6
4.5.3. Admissão Excepcional 54

4.5.4. Atuação do Conselho Tutelar 55

4.5.5. Documentos de Viagem 56

4.5.6. Taxas e Emolumentos 56

4.6. Dispensa de visto de visita 57

4.7. Transformação do visto em autorização de residência 58

5. Lei de Migração: permanência 59

5.1. Permanência 59

5.1.1. Residente fronteiriço 59

5.1.2. Apátrida 60

5.1.3. Asilo político 61

5.1.4. Vítima de tráfico de pessoas e trabalho escravo 65

5.1.5. Autorização de residência para tratamento de saúde


72

5.1.6. Autorização de residência para acolhida humanitária


73

5.1.7. Autorização de residência para prática de atividades


religiosas 74

5.1.8. Autorização de residência para investidor estrangeiro


75

5.2. Prazos, procedimento e cancelamento 76

7
5.2.1. Instrução do pedido de autorização de residência 77

5.2.3. Taxas 78

5.3. Perda e cancelamento 79

5.4. Registro Nacional de Migração (RNM) 79

5.5. Registro de identificação civil 81

6. Lei de Migração: saída compulsória 83

6.1. Regras gerais 83

6.1.1. Tratados Internacionais de Direitos Humanos 84

6.1.1.1. Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos


84

6.1.1.2. Convenção contra a Tortura 85

6.1.1.3. Convenção Americana 85

6.1.1.4. Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a


Tortura 86

6.1.2. Regularização da situação migratória 86

6.2. Repatriação 87

6.3. Deportação 88

6.4. Expulsão 89

6.4.1. Limites à efetivação da expulsão 90

8
6.4.2. Procedimento 91

6.5. Infrações administrativas e penalidades 96

7. Cooperação Jurídica Internacional em Matéria Penal


99

7.1. Extradição 99

7.1.1. Fundamento e pré-requisitos 99

7.1.2. Autoridades competentes 99

7.1.3. Procedimento 100

7.1.3.1. Extradição ativa 100

7.1.3.2. Extradição passiva 101

7.1.3.3. Entrega voluntária 102

7.1.3.4. Interrogatória e prazo para a defesa 103

7.1.3.5. Prisão 104

7.1.3.5.1. Pedido de prisão cautelar 105

7.1.4. Vedações 106

7.1.5. Condições para a concessão da extradição 107

7.1.5.1. Requisitos para a efetivação da extradição 108

7.1.5.2. Compromisso 109

9
7.1.5.3. Entrega do extraditando e de objetos e instrumentos do
crime 110

7.1.6. Ordem de preferência 111

7.1.7. Dever de retirar o extraditando do território nacional


112

7.1.8. Fuga do extraditando 113

7.19. Trânsito de pessoa extraditada 113

7.2. Transferência para a execução da pena 113

7.3. Transferência da pessoa condenada 114

7.3.1. Transferência passiva 115

7.3.2. Transferência ativa 115

8. Emigrante 116

8.1. Políticas públicas 117

8.2. Direitos do emigrante 118

10
II - LEI DE MIGRAÇÃO

NACIONALIDADE 119

1. Noções gerais 120

1.1. Conceito 120

1.2. Terminologia 120

1.3. Nacionalidade v. cidadania 120

1.4. Direitos da Nacionalidade e DIDH 121

1.4.1. DUDH, 1948. 121

1.4.2. Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos ( ICC-


PR), 1966. 121

1.4.3. Convenção Americana, 1969. 121

2. Espécies de Nacionalidade 122

2.1. Primária 122

2.2. Secundária 122

2.3. Conflito de Nacionalidade 123

11
3. Brasileiro Nato 124

3.1. Nacionalidade originária 124

3.2. Nacionalidade potestativa 124

3.3. Jurisprudência constitucional 125

4. Brasileiro Naturalizado 127

4.1. Espécies 127

4.1.2. Regras gerais 128

4.2. Naturalização Ordinária 130

4.3. Naturalização Extraordinária 132

4.4. Naturalização Especial 134

4.5. Naturalização Provisória 135

4.6. "Quase-nacionalidade". 136

4.6.1. Convenção sobre Igualdade de Direitos e Deveres entre


Brasileiros e Portugueses 137

5. Tratamento Diferenciado entre Brasileiro Nato e


Naturalizado 140

5.1. CERD, 1966. 140

5.2. Extraterritorialidade no Código Penal Brasileiro 141

12
5.3. Tratados Internacionais de Direitos Humanos
143

6. Perda da Nacionalidade Brasileira 145

6.1. "Perda-sanção" 147

6.2. "Perda-Mudança" 147

6.3. Reaquisição 148

6.3.1. Autorização de residência 148

6.4. Exceções constitucionais 148

III - BIBLIOGRAFIA 149

13
PARTE I

LEI DE MIGRAÇÃO
_________________________________________

CONDIÇÃO JURÍDICA DO
MIGRANTE

14
1

Estatutos Jurídicos

O tratamento concedido aos estrangeiros é ditado por interesses


políticos e sobretudo econômicos que afetam a condição jurídica do
estrangeiro a cada época e lugar. As políticas migratórias recentes são
acompanhadas por vezes de leis facilitam a entrada do estrangeiro, e
por vezes leis que dificultam e até mesmo proíbem a sua entrada.
Assim, os fluxos migratórios marcam as políticas migratórias de acordo
com as necessidades locais. O tratamento jurídico da matéria no
ordenamento jurídico brasileiro é eminentemente infraconstitucional,
regulamento através de legislação esparsa, inclusive portarias e
resoluções normativas expedidas por autoridades vinculados ao Poder
Executivo.

A revogação integral do Estatuto do Estrangeiro (Lei 6815/80),


substituido pela Lei de Migração, sancionada em 2016 após cerca de
dois anos de tramitação, representa uma ruptura com os valores e
principios que orientavam a aplicação das regras de proteção ao
trabalhador nacional, consolidada através da jurisprudência
constitucional. Objeto de sucessivas reformas, o Estatuto revogado
incluia diversas regras incoporadas na Lei 13.445/17. A ausência de
regulamentação de temas importantes, inseridos por meio de normas
programáticas, em combinação com os vetos presidenciais, resultou na
aprovação do Decreto 9.199-17 que regulamente lacunas da Lei de
Migração.

15
Além da Lei de Migração, aplica-se subsidiariamente legislação
especial, a exemplo das regras do Estatuto do Refugiado (Lei
9.474/97), bem como tratados internacionais, a exemplo do Acordo
sobre Residência para Nacionais dos Estados Partes do Mercosul,
Bolívia e Chile (Decreto 6.975/2009). O Estatuto da Igualdade entre
Portugueses e Brasileiros, estudado no capítulo sobre nacionalidade
estabece a chamada "quase-nacionalidade", hipótese que confere
tratamento privilegiado ao português com autorização de residência no
Brasil.

 Lei de Migração, Lei 13.445/17;


 Decreto 9.199/17 (regulamenta a Lei de Migração);
 Estatuto do Refugiado (Lei 9.474/97);
 Estatuto dos Apátridas (Decreto 4.246/02);
 Acordo MERCOSUL, Chile e Bolivia (Decreto
6.975/09);
 Resoluções Normativas, CNIg;
 Medidas Provisórias (MP 820/18 - Migração de
Venezuelanos).

16
2

Lei de Migração

Noções Gerais

A Lei de Migração estabelece conceitos, principios e garantias que as


regras sobre entrada, permanência, saída compulsória e cooperação em
matéria criminal. O decreto 9.199/17 regulamenta regras programáticas
e supre lacunas, estudado em conjunto com a Lei de Migração. A
aplicação subsidiária de legislação especial não é taxativa e permite a
celebração de acordos internacionais para conferir tratamento
privilegiados a estrangeiros de acordo com a situação jurídica, origem
nacional e eventuais acordos bilaterais ou multilaterais.

2.1. Conceitos

A Lei de Migração estabelece conceitos que diferenciam a condição


jurídica do estrangeiro, de acordo com a situação jurídica, permitido em
algumas hipóteses a transformação do visto para conferir tratamento
jurídico diverso do conferido no ingresso do estrangeito. O conceito de
migrante, objeto de veto presidencial, é regulamento no Decreto
9.199/17.

 Migrante
 Imigrante
 Emigrante
 Residente Fronteiriço
 Visitante
 Apátrida
 Refugiado

17
* Lei de Migração

Art. 1o Esta Lei dispõe sobre os direitos e os deveres do


migrante e do visitante, regula a sua entrada e estada
no País e estabelece princípios e diretrizes para as políticas
públicas para o emigrante.

§ 1o Para os fins desta Lei, considera-se:

II - imigrante: pessoa nacional de outro país ou apátrida que


trabalha ou reside e se estabelece temporária definitivamente
no Brasil;

III - emigrante: brasileiro que se estabelece temporária ou


definitivamente no exterior;

IV - residente fronteiriço: pessoa nacional de país limítrofe ou


apátrida que conserva a sua residência habitual em
município fronteiriço de país vizinho;

V - visitante: pessoa nacional de outro país ou apátrida que vem


ao Brasil para estadas de curta duração, sem pretensão de
se estabelecer temporária ou definitivamente no território
nacional;

VI - apátrida: pessoa que não seja considerada como


nacional por nenhum Estado, segundo a sua
legislação, nos termos da Convenção sobre o Estatuto dos
Apátridas, de 1954, promulgada pelo Decreto nº 4.246,
de 22 de maio de 2002, ou assim reconhecida pelo Estado
brasileiro.

* Decreto 9.199/17

Art. 1o Este Decreto regulamenta a Lei de Migração, instituída


pela Lei no 13.445, de 24 de maio de 2017.

Parágrafo único. Para fins do disposto na Lei no 13.445, de 2017,


consideram-se:

I - migrante - pessoa que se desloque de país ou região geográfica


ao território de outro país ou região geográfica, em
que estão incluídos o imigrante, o emigrante e o apátrida;

18
II - imigrante - pessoa nacional de outro país ou apátrida que
trabalhe ou resida e se estabeleça temporária ou
definitivamente na República Federativa do Brasil;

III - emigrante - brasileiro que se estabeleça temporária ou


definitivamente no exterior;

IV - residente fronteiriço - pessoa nacional de país limítrofe ou


apátrida que conserve a sua residência habitual em
Município fronteiriço de país vizinho;

V - visitante - pessoa nacional de outro país ou apátrida que venha


à República Federativa do Brasil para estadas de curta
duração, sem pretensão de se estabelecer temporária ou
definitivamente no território nacional;

VI - apátrida - pessoa que não seja considerada como nacional por


nenhum Estado, conforme a sua legislação, nos termos da
Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas, de 1954,
promulgada pelo Decreto no 4.246, de 22 de maio de 2002,
ou assim reconhecida pelo Estado brasileiro;

VII - refugiado - pessoa que tenha recebido proteção especial do


Estado brasileiro, conforme previsto na Lei no 9.474, de 22
de julho de 1997; e

VIII - ano migratório - período de doze meses, contado da data


da primeira entrada do visitante no território nacional,
conforme disciplinado em ato do dirigente máximo da Polícia Federal.

2.2. Legislação Subsidiária

A Lei de Migração não afasta a aplicação de legislação especial para


conferir tratamento jurídico distinto ao estrangeiro razão da função
exercida no território nacional ou condição jurídica.

Art. 2o Esta Lei não prejudica a aplicação de normas


internas e internacionais específicas sobre
refugiados, asilados, agentes e pessoal diplomático ou

19
consular, funcionários de organização internacional e seus
familiares.

 Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas


(Decreto 56.435/65)
 Convenção de Viena sobre Relações Consulares
(Decreto 61.078/67)
 Estatuto do Refugiado (Lei 9.474/97)
 Estatuto dos Apátridas (Decreto 4.246/02)
 Acordo MERCOSUL, Chile e Bolivia (Decreto
6.975/09)

2.4. Autoridade Competente

A competência do poder executivo para aplicação da Lei de Migração


vincula-se diretamente à política estatal soberana exercida pela
Presidência da República. A cisão do Ministério da Justiça e Segurança
Pública, após a entrada em vigor da nova lei, torna a atuação do
Ministério Extraordinário da Segurança Pública subsidiária em matéria
de migração. A concentração da condução da política migratória no
Ministério da Justiça demanda colaboração entre a Polícia Federal, sob
direção do Ministério Extraordinário da Segurança Pública.

A revogação do Estatuto do Estrangeiro afasta a atuação do CNIg.


transfere parte das competências do O DEMIG, Departamento de
Migração, subordinado à Secretaria Nacional de Justiça, assume a
direção da política migratória. Não obstante, a Lei de Migração
estabelece a competência do Ministéria das Relações Exteriores em
matéria de vistos, com atuação também na autorização de residência de
vistos diplomáticos, oficiais, atuando também junto à Presidência da
República em matéria de asilo político, e participa juntamente com
outros Ministérios que compõe o CONARE, Comitê Nacional para os
Refugiados. O Ministério do Trabalho também exerce papel

20
importante, com competência para cancelar autorização de residência
de migrante fronteiriço, por exemplo, integrante também do CONARE.

A atuação do Poder Judiciário não se limita à garantia de direitos,


conferindo competência à justiça federal para confirmar a opção de
nacionalidade mediante provocação da parte interessada. A Lei de
Migração também regulamenta regras procedimentais aplicáveis no
exercício da competência originária do Supremo Tribunal Federal em
matéria de extradição.

 DEMIG (Secretaria Nacional de Justiça)


 CONARE (Estatuto do Refugiado)
 Ministério da Justiça (Lei de Migração e Decreto
9.199/17)
 Ministério das Relações Exteriores (Lei de Migração e
Decreto 9.199/17)
 Ministério do Trabalho (Lei de Migração e Decreto
9.199/17)
 Justiça Federal (Lei de Migração e Decreto 9.199/17)
 Polícia Federal (Lei de Migração e Decreto 9.199/17)
 Comitê Federal de Assistência Emergêncial (MP 820,
15/2/18)

2.3. Avanços e Novidades

A Lei de Migração transforma o tratamento jurídico conferido ao


estrangeiro, antes sujeito ao princípio da proteção do trabalhador
nacional. O reconhecimento de principios e garantias vinculados ao
Direito Internacional dos Direitos Humanos visa proteger o migrante
contra abusos estatais. Amplia e redistribui a atuação de autoridades do

21
poder executivo e judiciário para reforçar mecanismos de cooperação
jurídica internacional.

* Não criminalização da imigração;

* Ampliação das espécies de vistos, e mudança de


terminologia;

* Desburocratização e flexibilização das condições para


acordos de reciprocidade para a isenção de visto de visita.

* Determinação de prazos para a efetivação de medidas de


saída compulsória para a garantia do devido processo legal.

* Repatriação aplicável para a situação irregular na entrada,


e deportação apenas para a permanência irregular.

* Abolição da aplicação de medida expulsória sem prazo


determinado;

* Abolição da prisão obrigatória do extraditando durante a


fase judicial do processo de extradição no STF;

* Reconhecimento de direitos do emigrante brasileiro;

* Ampliação da cooperação internacional em matéria


criminal;

22

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