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RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foi medida a variação da temperatura a cada aumento de 1 ml de gás e


os valores estão dispostos na tabela a seguir com o seu respectivo gráfico.

Tabela 1 – Dados para obtenção do zero absoluto


Volume (ml) (±5) Temperatura (°C)(±0,5)
320 21
322 22
323 23,5
324 24,2
325 25,9
326 27
327 27,8
328 28,8
329 30
330 30,9
331 32
332 33,1
333 34
334 35,1
335 36
336 37,1
337 38,1
338 39
339 40,1
340 41

Gráfico 1

Temperatura x Volume
45

40 y = 1,0317x - 309,58
R² = 0,9985
Temperatura (°C)

35

30

25

20
318 323 328 333 338 343
Volume (ml)
Foi feita a extrapolação com os dados da tabela 1, onde se obteve a
equação da reta correspondente, y = 1,0317x - 309,58, onde y corresponde à
Temperatura e x ao volume, e o seu coeficiente de correlação, R² = 0,9985.
Substituindo o valor do volume = 0 na equação da reta (x = 0), obteve-se uma
temperatura de -309,58 °C, bastante diferente da temperatura do zero absoluto
encontrado na literatura, de -273,15 °C (AFONSO, 2006).

Essa diferença de valor em relação ao valor teórico pode ser explicada


pela falta de precisão no experimento em relação à leitura das temperaturas no
termômetro, à verificação do menisco no manômetro e à medição do volume do
gás do sistema.

Verificou-se no experimento que a cada aumento do volume de 1 ml na


seringa, ocorria a diminuição da pressão do sistema, com um desnivelamento
entre a coluna externa do manômetro e a interna de água, obedecendo, assim,
a lei de Boyle-Mariotte, onde o volume de uma quantidade fixa de gás a uma
temperatura constante, se a temperatura permanece constante em um sistema
fechado, é inversamente proporcional à pressão (ATKINS, 2004).

Além disso, verificou-se que com o aumento do volume da seringa e da


temperatura, à medida que o sistema esquentava, ocorria o nivelamento da
pressões interna e externa. Obedeceu-se, assim, a lei de Charles, onde o volume
é diretamente proporcional á temperatura a uma pressão constante (ATKINS,
2004).
CONCLUSÃO
Neste experimento, pôde-se construir um aparato simples para a
determinação do zero absoluto. Porém, o experimento apresentou resultados
insatisfatórios. Os principais motivos são erros sistemáticos que provêm de
falhas na montagem do equipamento utilizado, na imprecisão das análises de
temperatura, volume e pressão e às falhas de adaptação dos instrumentos de
medida, o que não exclui sua validade para o fim da determinação experimental
da temperatura de zero absoluto, pois obteve-se conhecimento à respeito do
assunto.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ATKINS , P.W.; PAULA, J.D. Fisico- Químico . 7ª ed. Sao Paulo :
LTC,2004.
AFONSO, D.P. CHAVES, S.A. Do termoscópio ao termômetro digital:
quatro séculos de termometria. Quim. Nova, Vol. 29. 2006.

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