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CINÉTICA

E REATORES QUÍMICOS
AULA VI – Combinação de reatores

Profa. Dra. Andréa Oliveira Nunes


Doutorado Eng. de Processos e Ambiental (INP Toulouse-Fr)
Pós-doutorado - UFSCar
23/09/2018 1
Cinética e Reatores Químicos
Introdução

• Há muitas maneiras de processar um fluido: em único reator descontínuo


(batelada) ou contínuo; em uma série de reatores, possivelmente com
alimentação por injeção ou aquecimento, ambos entre estagio; em um reator
com reciclo da corrente de produto, usando varias condições e razões de
alimentação.

• O sistema selecionado de reatores influenciará a analise econômica do


processo, ditando a capacidade necessária das unidades e fixando a razão de
produtos formados.

Qual esquema devemos usar?

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Cinética e Reatores Químicos
Comparação de capacidade
de reatores simples
Reator em Batelada versus Pistonado (PFR)
• O reator em batelada (descontínuo) tem a vantagem de apresentar baixo
custo de instrumentação e flexibilidade de operação (pode ser desligado fácil
e rapidamente), mas tem a desvantagem de possuir alto custo operacional e
de mão-de-obra, requerendo frequentemente um considerável tempo para
esvaziar, limpar e encher novamente; o controle de qualidade do produto é
deficiente.
• O reator em batelada é bem adequado para produzir pequenas quantidades
de material.
• Por outro lado, para o tratamento químico de materiais em larga escala, o
processo contínuo é quase sempre mais econômico.

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Cinética e Reatores Químicos
Comparação de capacidade
de reatores simples
Reator em Batelada versus Pistonado (PFR)
./
𝑡 𝑑𝑋#
Batelada =&
𝐶#$ $ (− 𝑟# )

./
𝜏 𝑑𝑋# 𝜏 𝑉
Tubular =& =
𝐶#$ $ (− 𝑟# ) 𝐶#$ 𝐹#$

Para 𝜀# = 0 , as equações acima mostra que um elemento de fluido reage no


mesmo intervalo de tempo, em um reator em batelada e pistonado.
Assim, um mesmo volume destes reatores é necessário para fazer uma dada
tarefa.
Naturalmente, para períodos longos de produção, temos de corrigir a
capacidade requerida estimada, de modo a considerar o tempo de parada
entre as bateladas.
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Cinética e Reatores Químicos
Comparação de capacidade
de reatores simples
Reator de Mistura Perfeita (CSTR) versus Pistonado (PFR)
Para uma determinada tarefa, a razão de capacidades entre o reator de mistura
perfeita e o pistonado dependera do grau de avanço (extensão de reação), da
estequiometria e da forma da equação de taxa.
Vamos fazer essa comparação para a grande classe de reações aproximadas pela
lei simples de taxa de ordem n
1 𝑑𝑁#
(−𝑟# ) = − = 𝑘𝐶#8
𝑉 𝑑𝑡

𝐶#$ 𝑉 𝐶#$ 𝑋# 𝑋# (1 + 𝜀# 𝑋# )8
Para CSTR 𝜏9 = = = 8;<
𝐹#$ 9
(−𝑟# ) 𝑘𝐶#$ (1 − 𝑋# )8

./ ./
𝐶#$ 𝑉 𝑑𝑋# 1 (1 + 𝜀# 𝑋# )8
Para PFR 𝜏= = = 𝐶#$ & = 8;< & 8
𝑑𝑋#
𝐹#$ = $ (− 𝑟# ) 𝑘𝐶#$ $ (1 − 𝑋 # )

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Cinética e Reatores Químicos
Comparação de capacidade
de reatores simples
Reator de Mistura Perfeita (CSTR) versus Pistonado (PFR)
Dividindo, encontramos:
𝐶#$ 𝑉 1 + 𝜀# 𝑋# 8
8;<
(𝜏𝐶#$ )9 𝐹#$ 𝑋#
9 1 − 𝑋#
= = 8
8;<
(𝜏𝐶#$ )= 𝐶#$ 𝑉 ./ 1 + 𝜀# 𝑋#
𝐹#$ ∫$ 𝑑𝑋#
= 1 − 𝑋#

Resolvendo a integral e considerando a densidade constante 𝜀 = 0


𝑋#
8;< (1 − 𝑋# )8 9
(𝜏𝐶#$ )9
8;< = , 𝑛 ≠ 1
(𝜏𝐶#$ )= (1 − 𝑋# )<;8 −1
𝑛−1 =

𝑋#
8;< 1 − 𝑋# 9
(𝜏𝐶#$ )9
8;< = , 𝑛 = 1
(𝜏𝐶#$ )= −ln (1 − 𝑋# ) =

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Cinética e Reatores Químicos
Comparação de capacidade
de reatores simples
Reator de Mistura Perfeita (CSTR) versus Pistonado (PFR)
• Essas equações são colocadas na forma gráfica de modo a fornecer uma rápida
comparação do desempenho dos reatores tubulares e de mistura perfeita.
• Para valores iguais da composição de alimentação CA0 e da taxa de escoamento FA0, a
ordenada dessa figura fornece diretamente a razão de volumes requeridos para qualquer
conversão especificada.


¾® Produtos; -rA = kC An

Para condições idênticas de FA0 e C A0 :


æ C An 0V ö
çç ÷÷
è FA0 øCSTR VCSTR
=
æ C An 0V ö VPFR
çç ÷÷
è FA0 ø PFR 23/09/2018 7
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Comparação de capacidade
de reatores simples
Reator de Mistura Perfeita (CSTR) versus Pistonado (PFR)

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Cinética e Reatores Químicos
Comparação de capacidade
de reatores simples
Reator de Mistura Perfeita (CSTR) versus Pistonado (PFR)
• Para qualquer trabalho em particular e para todas as ordens de reação
positivas, o reator de mistura (CSTR) é sempre maior do que o reator tubular
(PFR). A razão entre seus volumes aumenta com a ordem da reação.
• Quando a conversão é pequena, o desempenho (volume) do reator é pouco
afetada pelo tipo de escoamento.
• A razão de desempenhos (volumes) aumenta rapidamente em altas
conversões. Em consequência, o tipo do reator é de conhecimento
imprescindível para o projeto onde as conversões são elevadas.
• Variação da densidade (𝜀) durante a reação afeta seu projeto. Havendo
expansão, aumenta-se o quociente entre os volumes. No entanto, isto é,
normalmente, de importância secundária comparado à diferença no tipo de
escoamento.

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Cinética e Reatores Químicos
Comparação de capacidade
de reatores simples
Comparação gráfica geral
• De maneira geral, quando se conhece a taxa de reação, a comparação entre
reatores CSTR e PFR é melhor visualizada em curvas semelhantes à mostrada
abaixo.
• A razão das áreas sombreada e hachurada fornece a razão de tempos
espaciais necessários nestes dois reatores.

Para reações de ordem n > 0, o


escoamento mistura perfeita sempre
necessita um volume maior que o
escoamento tubular.

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Cinética e Reatores Químicos
Sistemas de Reatores Múltiplos

Reatores Pistonados em Série ou em Paralelo


• Reatores Pistonados em Série
Sejam N reatores pistonados em série e X1, X2, ..., XN, a conversão de saída de
cada um dos reatores. Para o i-ésimo reator, tem-se que:
.E
𝑉D 𝑑𝑋
=&
𝐹$ .EFG −𝑟

Para N reatores em série


8 .G .M .N .N
𝑉 𝑉D 𝑉< + 𝑉J + ⋯ + 𝑉L 𝑑𝑋 𝑑𝑋 𝑑𝑋 𝑑𝑋
=H = =& +& + ⋯+ & =&
𝐹$ 𝐹$ 𝐹$ $ −𝑟 .G −𝑟 .NFG −𝑟 $ −𝑟
DI<

N reatores PFR em série, totalizando um volume V, se


comportam como um único reator PFR de volume V.

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Sistemas de Reatores Múltiplos

Reatores Pistonados em Série ou em Paralelo


• Reatores Pistonados em Paralelo
• No esquema em paralelo a conversão na saída dos reatores deve ser a
mesma.
• A vazão de alimentação deve ser constante para cada um dos N reatores, o
que fara com que o tempo espacial 𝜏 se mantenha constante.
• Assim, para reatores em paralelo V/F ou 𝜏 têm de ser os mesmos para cada
linha paralela. Qualquer outra maneira de alimentação é menos eficiente.

𝑉 𝑉
V1 V2 Linha A =
𝐹 # 𝐹 R
𝑭𝑨𝟎
𝑉< + 𝑉J 𝑉S
=
𝐹 # 𝐹 R
V3 Linha B

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Cinética e Reatores Químicos
Aplicação 1

Aplicação 1: A disposição de reatores mostrada na figura abaixo consiste de em


três reatores pistonados em duas linhas paralelas. A linha D tem um reator de
volume de 50 litros, seguida por um reator de volume igual a 30 litros. A linha E
tem um reator de volume 40 litros. Qual a fração de alimentação que deve ir
para linha D?

𝑉 𝑉
=
𝐹$ T
𝐹$ U

50 + 30 40 𝐹$T 80
= = =2
𝐹$ T
𝐹$ U 𝐹$U 40

Logo 2/3 da alimentação deve ser alimentada na linha D


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Sistemas de Reatores Múltiplos

Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR de mesmo tamanho em série
Considerando um número de reatores CSTR, N, em série e de mesmo volume:

𝐶$ 𝑉D 𝑉D 𝐶D;< − 𝐶D 𝐶$ (𝑋D − 𝑋D;< )


𝜏D = = = =
𝐹$ 𝜐 −𝑟 −𝑟

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Sistemas de Reatores Múltiplos

Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR de mesmo tamanho em série
Para reações de primeira ordem: −𝑟 = 𝑘𝐶D

𝐶D;< − 𝐶D 𝐶D;<
𝜏D = = 1 + 𝑘𝜏D
𝑘𝐶D 𝐶D

Deste modo:

𝐶$ 1 𝐶$ 𝐶< 𝐶J 𝐶L;< 𝐶L 1
= = … = (1 + 𝑘𝜏D )8 ou = 1 − 𝑋L =
𝐶L 1 − 𝑋L 𝐶< 𝐶J 𝐶S 𝐶L 𝐶$ (1 + 𝑘𝜏D )8

</8
1 𝐶$
𝜏D = −1
𝑘 𝐶L

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Sistemas de Reatores Múltiplos

Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR de mesmo tamanho em série
Rearranjando, encontramos para i sistema como um todo:
</8
𝑁 𝐶$
𝜏L^_`abc_d = 𝑁𝜏D = −1
𝑘 𝐶L

Observação: No limite para 𝑁 → ∞, esta equação se reduz à equação de escoamento


1 𝐶$
pistonado: 𝜏= = 𝑙𝑛
𝑘 𝐶

A dedução do modelo matemático acima permite a construção de um


gráfico onde é possível a comparação do desempenho de uma série de
reatores de mistura perfeita de mesma capacidade com um reator tubular
para reações elementares de 1ª ordem: 𝐴 → 𝑃, 𝑐𝑜𝑚 𝜀 = 0

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR de mesmo tamanho em série

reações de 1ª ordem: 𝑨 → 𝑷, 𝒄𝒐𝒎 𝜺 = 𝟎

𝒌𝝉 número de Damkohler: adimensional


que pode nos dar uma estimativa rápida do
grau de conversão que pode ser alcançado
em reatores de fluxo contínuo

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR de mesmo tamanho em série

Para reações de segunda ordem:

Seguindo o mesmo procedimento, obtém-se:

æ ...para N reatores ö
1 ç ÷
CN = çç - 2 + 2 - 1... + 2 - 1 + 2 1 + 4C kt ÷÷
4kt i
è 0 i
ø

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• Reatores CSTR de mesmo tamanho em série

reações de 2ª ordem: 𝟐𝑨 → 𝑷
𝑨 + 𝑩 → 𝑷 𝑪𝑨𝟎 = 𝑪𝑩𝟎

𝒌𝝉𝑪𝑨𝟎 número de Damkohler

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR de mesmo tamanho em série

Número de Damkohler: relação entre a velocidade de reação e a taxa de


transporte convectivo. Adimensional que pode nos dar uma estimativa
rápida do grau de conversão que pode ser alcançado em reatores de fluxo
contínuo −𝑟 𝑉 #$
𝐷𝑎 =
𝐹#$

−𝑟#$ 𝑉 𝑘𝐶#$ 𝑉
Reação de 1ª ordem: 𝐷𝑎 = = = 𝑘𝜏
𝐹#$ 𝐶#$ 𝜐$

−𝑟#$ 𝑉 𝑘𝐶#$ J 𝑉
Reação de 2ª ordem: 𝐷𝑎 = = = 𝑘𝐶#$ 𝜏
𝐹#$ 𝐶#$ 𝜐$

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Comparação de reatores em série

Tubular: A concentração de reagente decresce progressivamente à


medida que o fluido atravessa o sistema

Mistura: A concentração atinge imediatamente um valor baixo.

Para N reatores de mistura em série, se o número de reatores de mistura


aumentar indefinidamente e o volume individual de cada um deles
diminuir de modo a manter constante o volume total, o comportamento
de N reatores de mistura em série se aproxima do tubular.

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Comparação de reatores em série

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Aplicação 2

Aplicação 2: Em um único reator de mistura perfeita, 90 % de um reagente A são


convertidos a produto por meio de uma reação de segunda ordem.
Pretendemos colocar um segundo reator em série com o primeiro. Os dois
reatores são similares.
a) Para a mesma taxa de tratamento que está sendo usada no momento, de
que modo a adição do novo reator afetara a conversão do reagente
b) Para os 90 % de conversão, de quanto a taxa de tratamento pode ser
aumentada.

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Aplicação 2

Aplicação 2 (Resolução)
a) Encontre a conversão para a mesma taxa de tratamento.
Para um único reator com 90 % de conversão: 𝑘𝐶#$ 𝜏 = 90
Para dois reatores o tempo espacial ou o tempo de retençao é dobrado: 𝑘𝐶#$ 𝜏 = 180
Esta linha corta a linha N = 2 na conversão de X = 97,4 %, ponto a

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Aplicação 2

Aplicação 2 (Resolução)
a) Encontre a taxa de tratamento para a mesma conversao
Permanecendo na linha de 90 % de conversão, para N=2 temos 𝑘𝐶#$ 𝜏 = 27,5 ponto b

(𝑘𝐶#$ 𝜏)LIJ 𝜏LIJ (𝑉/𝜐$ )LIJ 27,5


= = =
(𝑘𝐶#$ 𝜏)LI< 𝜏LI< (𝑉/𝜐$ )LI< 90

2𝑉< 𝜐$ LI< 27,5


=
𝑉< 𝜐$ LIJ 90

𝜐$ LIJ 90×2
= = 6,6
𝜐$ LI< 27,2

Assim a taxa de tratamento pode


ser aumentada até 6,6 vezes em
relação à original.
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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR com capacidades diferentes
Como encontrar a conversão para um dado arranjo?
Como encontrar o melhor arranjo para uma dada conversão?

Ø Solução para conversão


𝐶D;< − 𝐶D 1 (−𝑟D )
𝜏D = − =
(−𝑟D ) 𝜏D 𝐶D − 𝐶D;<

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• Reatores CSTR com capacidades diferentes
1 (−𝑟D )
Ø Solução para conversão − =
𝜏D 𝐶D − 𝐶D;<

Necessita-se de uma curva "r" versus "C" para o componente "A"

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR com capacidades diferentes

Ø Solução para conversão

• Com V1 conhecido, 𝜏< também


será. Traça-se a partir de C0 uma
linha com inclinação −1/𝜏<
• A partir de C1, traça-se uma
linha com inclinação −1/𝜏J

OBS: As retas não são paralelas, a


não ser que os reatores tenham o
mesmo volume.

LM =
MN
Þ LM =
(- r )1 = - 1
NL (C1 - C0 ) t 1
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• Reatores CSTR com capacidades diferentes

Ø Solução para conversão


Com as concentrações em cada reator, pode-se obter as conversões
intermediárias em cada reator.

𝐶#< = 𝐶#$ (1 − 𝑋#< )

𝐶#J = 𝐶#$ (1 − 𝑋#J )

𝐶# S = 𝐶#$ (1 − 𝑋#S )

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Aplicação 3

Aplicação 3: Para dois CSTRs em série, a conversão de 40 % é alcançada no


primeiro reator. Qual é o volume necessário de cada um dos dois reatores, para
alcançar a conversão global de 80 % da espécie A alimentada.

X 0 0,1 0,2 0,4 0,6 0,7 0,8


FA0/(-rA) (m3) 0,89 1,09 1,33 2,05 3,54 5,06 8,0

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Aplicação 3

Aplicação 3 (Resolução)
Para o reator 1, da tabela para X = 0,4 , temos:
𝐹#$
= 2,05 𝑚S
−𝑟#< .I$,}

𝐹#$
𝑉< = 𝑋< = 2,05 0,4
−𝑟#< .<

𝑉< = 0,82 𝑚S

Para o reator 2, da tabela para X = 0,8 , temos:


𝐹#$
= 8 𝑚S
−𝑟#J .I$,~

𝐹#$
𝑉J = (𝑋J −𝑋< ) = 8 0,8 − 0,4
−𝑟#J .J

𝑉J = 3,2 𝑚S
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Aplicação 3

Aplicação 3 (Resolução)

O volume total para esses dois reatores em série é:

𝑉 = 𝑉< + 𝑉J = 0,82 𝑚S + 3,2 𝑚S = 4,02 𝑚S

Em comparação, o volume necessário para atingir a conversão de 80 % em um


único CSTR é:

𝐹#$
𝑉= 𝑋 = 8,0 0,8 = 6,4 𝑚3
−𝑟#

Para Alcançar a mesma conversão global, o volume total de dois CSTRs em série
é menor do que aquele requerido para um único CSTR.

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR com capacidades diferentes

Ø Determinação do melhor sistema para uma dada conversão

𝜏< 𝑋#< 𝜏J 𝑋#J − 𝑋#<


= =
𝐶#$ (−𝑟# )< 𝐶#$ (−𝑟# )<

Qual o melhor arranjo para um mesmo X2?

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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR com capacidades diferentes
Ø Determinação do melhor sistema para uma dada conversão

O volume total é o menor possível (área minimizada)


quando o retângulo KLMN é o maior possível! 23/09/2018 34
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Reatores Mistura Perfeita em Série


• Reatores CSTR com capacidades diferentes
Ø Determinação do melhor sistema para uma dada conversão
Maximização de retângulos limitados por uma curva:
Observações:
*Depende da cinética e da conversão
*Para cinéticas de ordem n > 0 haverá apenas um melhor ponto
Dicas:
*Para cinéticas de 1a ordem, reatores de tamanhos iguais são melhores
*Para cinética de ordem n > 1, o menor reator deve vir primeiro
*Para cinéticas de ordem n < 1, o maior reator deve vir primeiro
Na prática:
*A vantagem de reatores de tamanhos diferentes sobre reatores de
tamanhos iguais é pequena (alguns porcento). Parâmetros econômicos
devem guiar a escolha do tipo de reator.

A área do retângulo KLMN será máxima quando a


inclinação da reta que passa pelo ponto M for
igual à inclinação do retângulo. 23/09/2018 35
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Sistemas de Reatores Múltiplos

Diferentes tipos de reatores em Série

V1 X 1 - X 0
=
F0 (- r )1
X2
V2 dX Essas relações são representadas na forma gráfica
F0
= òX - r permitindo-nos predizer as conversões globais pra tais
1 sistemas ou conversões em pontos intermediários
V3 X 3 - X 3
=
F0 (- r )3
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Sistemas de Reatores Múltiplos

Diferentes tipos de reatores em Série

• Para uma reação cuja curva da taxa de reação versus concentração sobe
monotonicamente (qualquer ordem desde que n > 0), os reatores
devem ser conectados em série. Eles devem ser organizados de forma a
manter a concentração o mais alta possível se a curva é côncava (n>1),
e o mais baixa possível se a curva é convexa (n < 1);

• Considerando o arranjo do slide anterior, a ordenação das unidades


deve ser: reator tubular, pequeno reator de mistura perfeita e grande
reator de mistura perfeita.

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Reator com Reciclo

• Reator com reciclo


É raro que uma reação química seja completada em um reator e geralmente,
alguma quantidade de A é normalmente encontrada no produto. O reciclo é
uma forma de reutilizar esse reagente e ainda aumentar a conversão global em
um reator.

Volume do fluido que retorna à entrada do reator


R=
Volume que deixa o sistema

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Cinética e Reatores Químicos
Reator com Reciclo

• Reator com reciclo


Para um reator tubular

./M I./€
𝑉 𝑑𝑋#
• =&
𝐹#$ ./G −𝑟#

• 𝐴, 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑒𝑚 𝑢𝑚𝑎 𝐴 𝑞𝑢𝑒 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑎 𝑛𝑎


𝐹#$ = +
𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑛𝑎𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑣𝑒𝑟𝑡𝑖𝑑𝑎 𝑑𝑒 𝑟𝑒𝑐𝑖𝑐𝑙𝑜 𝑎𝑙𝑖𝑚𝑒𝑛𝑡𝑎ç𝑎𝑜 𝑛𝑜𝑣𝑎


𝐹#$ = 𝑹𝐹#$ + 𝐹#$ = 𝑹 + 1 𝐹#$

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Reator com Reciclo

• Reator com reciclo


Para um reator tubular
𝐶#< 1 − 𝑋#< 𝐶#<
Sabendo que: = Então: (1 + 𝜀𝑋#< ) = 1 − 𝑋#<
𝐶#$ 1 + 𝜀𝑋#< 𝐶#$

Já que : 𝐶#<
1−
FA1 FA0 + FA3 FA0 + RFA0 (1 - X Af )
𝐶#$
𝑋#< =
C A1 = = = 𝐶
v1 v0 + Rv f v0 + Rv0 (1 + e A X Af ) 1 + 𝜀 #<
𝐶#$
Fazendo :
FA0 + RFA0 (1 - X Af )
v0 æ 1 + R - RX Af ö 𝑅
C A1 = = C A0 ç ÷ 𝑋#< = 𝑋
v0 + Rv0 (1 + e A X Af ) ç 1 + R + Re X ÷ 𝑅 + 1 #‰
è A Af ø
v0

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Reator com Reciclo

• Reator com reciclo

Para um reator tubular

./€
𝑉 ./M I./€
𝑑𝑋# 𝑉 𝑑𝑋#
= (𝑅 + 1) &
• =& 𝐹#$ ./€ −𝑟#
Š
𝐹#$ ./G −𝑟# Š‹<

Se V é constante, εA = 0

𝐹#$ = 𝑹 + 1 𝐹#$
𝑉 𝑅 + 1 Œ/€ 𝑑𝑋#
=− &
𝐹#$ 𝐶#$ Œ/•‹ŠŒ/€ −𝑟#
Š‹<
𝑅
𝑋#< = 𝑋
𝑅 + 1 #‰ 𝑉𝐶#$ Œ/€
𝑑𝐶#
= 𝜏 = −(𝑅 + 1) &Œ ‹ŠŒ
𝐹#$ /• /€ −𝑟
#
Š‹<

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Cinética e Reatores Químicos
Reator com Reciclo

• Reator com reciclo


Œ/€
𝑉𝐶#$ 𝑑𝐶#
Para um reator tubular = 𝜏 = −(𝑅 + 1) &Œ ‹ŠŒ
𝐹#$ /• /€ −𝑟
#
Š‹<

A integração da equação de reciclo dá, para reação de primeira ordem 𝜀 = 0

𝑘𝜏 𝐶#$ + 𝑅𝐶#‰
= 𝑙𝑛
𝑅+1 (𝑅 + 1)𝐶#‰

E para reação de segunda ordem, −𝑟# = 𝑘𝐶#J , 𝜀 = 0

𝑘𝐶#$ 𝜏 𝐶#$ (𝐶#$ − 𝐶#‰ )


=
𝑅 + 1 𝐶#‰ (𝐶#$ + 𝑅𝐶#‰ )

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Cinética e Reatores Químicos
Reator com Reciclo

• Reator com reciclo

Para um reator tubular


./€
𝑉 𝑑𝑋#
= (𝑅 + 1) &
𝐹#$ Š
./€ −𝑟#
Š‹<

𝑅=0 𝑅=∞

./€
𝑉 𝑑𝑋# 𝑉 𝑑𝑋#
=& =
𝐹#$ $ −𝑟# 𝐹#$ −𝑟#

Escoamento Pistonado Escoamento com


Mistura Perfeita

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Cinética e Reatores Químicos
Reator com Reciclo

• Reator com reciclo


• Se R = 0 : Reator PFR típico
• Se R à infinito : Aproxima-se a um Reator CSTR

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Cinética e Reatores Químicos
Aplicação 4

Aplicação 4: Temos 90% de conversão de uma alimentação líquida (CA0 = 10


mols/L) ocorrendo em reator pistonado com reciclo de produto (R = 2). A
reação tem cinética de primeira ordem. Se fecharmos a corrente de reciclo,
qual a taxa de processamento de nossa alimentação para a mesma conversão
de 90 %.

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Cinética e Reatores Químicos
Aplicação 4

Aplicação 4 (Resolução):
𝐶#$ + 𝑅𝐶#‰
Com reciclo: 𝑘𝜏 = (𝑅 + 1)𝑙𝑛
(𝑅 + 1)𝐶#‰

10 + 2×1
𝑘𝜏 = 2 + 1 𝑙𝑛 = 4,16
2 + 1 ×1

Œ/
𝑑𝐶# 𝐶#$
Sem reciclo: 𝑘𝜏 = − & = ln = 2,3
Œ/• 𝐶# 𝐶#

(𝑘𝜏)ŠI$ (𝑉/𝜐$ )ŠI$ 2,3 (𝜐$ )ŠIJ


= = = 0,55
(𝑘𝜏)ŠIJ (𝑉/𝜐$ )ŠIJ 4,16 (𝜐$ )ŠI$

(𝜐$ )ŠI$
= 𝟏, 𝟖 Sem Reciclo a taxa de tratamento é maior.
(𝜐$ )ŠIJ

23/09/2018 46
Cinética e Reatores Químicos
Exercício 1

Exercício 1: 100 L/h de um fluido radioativo, tempo de meia vida de 20 horas,


devem ser tratados em dois tanques agitados em série, V = 40.000 L, cada. Ao
passar por este sistema, de quanto deve decair a atividade do fluido. Considere
que o decaimento tem cinética de primeira ordem.

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Cinética e Reatores Químicos
Exercício 1

Exercício 1 (Resolução)
𝑑𝐶# 𝐶#$ 𝐶#$
−𝑟# = − = 𝑘𝐶# 𝑘𝑡 = 𝑙𝑛 𝑘𝑡 = 𝑙𝑛
𝑑𝑡 𝐶# 𝐶#$
2
𝑙𝑛2 𝑙𝑛2
𝑘= = = 0,03465ℎ;< 𝑉 40000
𝑡 20 𝜏= = = 400ℎ
𝜐$ 100
𝐶#$ − 𝐶#< 𝐶#$
Para o 1° reator 𝜏 = = 1 + 𝑘𝜏
𝑘𝐶#< 𝐶#<

𝐶#< − 𝐶#J 𝐶#<


Para o 2° reator 𝜏 = = 1 + 𝑘𝜏
𝑘𝐶#J 𝐶#J

𝐶#$ 𝐶#< 𝐶#$ 𝐶#$


= = (1 + 𝑘𝜏)8 = 220,8186
𝐶#< 𝐶#J 𝐶#J 𝐶#J

𝐶#J
= 0,00453 = 1 − 𝑋#J 𝑿𝑨𝟐 = 𝟎, 𝟗𝟗𝟓
𝐶#$
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Cinética e Reatores Químicos
Exercício 2

Exercício 2: A cinética de decomposição em fase aquosa de A é investigada em


dois reatores de mistura perfeita em série, o segundo tendo duas vezes o
volume do primeiro reator. Em estado estacionário, com uma concentração de
alimentação de 1 mol de A/L e tempo médio de residência de 96 segundos no
primeiro reator, a concentração no primeiro reator é 0,5 mol de A/L e no
segundo é 0,25 mol de A/L. Encontre a equação cinética para a decomposição.

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Cinética e Reatores Químicos
Exercício 2

Exercício 2 (Resolução)
𝑉J = 2𝑉< 𝜏J = 2𝜏< = 2×96 𝑠 = 192 𝑠

𝐶#$ − 𝐶#< 𝐶#$ − 𝐶#< 𝐶#< − 𝐶#J 𝐶#< − 𝐶#J


𝜏< = = 𝜏J = = 8
−𝑟#< 8
𝑘𝐶#< −𝑟#J 𝑘𝐶#J

8 8
𝜏< 𝐶#$ − 𝐶#< 𝐶#J 96 1 − 0,5 0,25
= = 𝑛=2
𝜏J 𝐶#< − 𝐶#J 𝐶#< 192 0,5 − 0,25 0,5

𝐶#$ − 𝐶#< 1 − 0,5 𝐿


𝜏< = 96 = 𝑘 = 0,02
8
𝑘𝐶#< 𝑘×0,5J 𝑚𝑜𝑙. 𝑠

−𝒓𝑨 = 𝟎, 𝟎𝟐𝑪𝟐𝑨
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Cinética e Reatores Químicos
Exercício 3

Exercício 3: A reação elementar, em fase aquosa e irreversível 𝐴 + 𝐵 → 𝑅 + 𝑆,


ocorre isotermicamente. Iguais taxas volumétricas de duas correntes liquidas
são introduzidas em um tanque de mistura de 4 litros. Uma corrente contém
0,020 mol de A/L e a outra contém 1,4 mol de B/L. A corrente misturada passa
através de um reator pistonado de 16 litros. Constatamos que algum R é
formado no tanque de mistura, sendo sua concentração igual a 0,002 mol/L.
Considerando que o tanque de mistura age como um reator de mistura
perfeita, encontre a concentração de R na saída do reator pistonado, assim
como a fração da concentração inicial de A que foi convertida no sistema.

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Cinética e Reatores Químicos
Exercício 4

Exercício 4 (Resolução)
Como 𝜐# = 𝜐R a concentração dos componentes na mistura de alimentação no
reator CSTR é:
1
𝐶#$ = 0,01 𝑚𝑜𝑙/𝐿 𝐶R$ = 0,7 𝑚𝑜𝑙/𝐿 𝑐𝑜𝑚𝑜 𝐶#$ = 𝐶
70 #$

𝐶R$ está em excesso 𝐶R$ = cte, podemos assumir −𝑟# = 𝑘𝐶#

𝐶#$ − 𝐶# 𝐶Š − 𝐶Š$
= 𝐶#< = 0,01 − 0,002 = 0,008
1 1

Para o CSTR
𝐶#$ − 𝐶#< 0,01 − 0,008
𝜏9 = 𝑘𝜏9 =
𝑘𝐶#< 0,008

𝑘𝜏9 = 0,25
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Cinética e Reatores Químicos
Exercício 4

Exercício 4 (Resolução)
Para o PFR
Œ/M
𝑑𝐶# 𝐶#<
𝑘𝜏= = − & = ln
Œ/G 𝑘𝐶# 𝐶#J

0,008 0,008
𝑘(4𝜏š ) = ln 4×0,25 = ln
𝐶#J 𝐶#J

𝐶#< − 𝐶#J 𝐶ŠJ − 𝐶Š<


𝐶#J = 0,00294 =
1 1

𝑪𝑹𝟐 = 𝟎, 𝟎𝟎𝟕𝟎𝟔 𝒎𝒐𝒍/𝑳

0,01 − 0,00294
𝑋# = = 0,707 𝑿𝑨 = 𝟕𝟏 %
0,01
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