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BIOLOGIA

Prof. Fred Guilherme


REINO ANIMAL

 Poríferos
 Celenterados
 Platelmintos
 Nematelmintos
 Anelídeos
 Moluscos
 Artrópodes
 Equinodermas

Filo Porífera (Poríferos)


Características básicas
 Corpo com numerosos poros.
 Animais fixos.
 Não apresentam tecidos verdadeiros nem órgãos.
 Apresentam células independentes como:
 Coanócitos- Alimentação
 Amebócitos- Levam os alimentos digeridos para as diversas partes da esponja.
 Habitat aquático- maioria marinha.
 Reprodução assexuada (brotamento) e sexuada (apesar de hermafroditas, óvulos e espermatozóides
amadurecem em épocas diferentes

Os Poríferos não se deslocam pelo ambiente, mas “trazem parte dele” para o seu interior. Vibrando os flagelos, os
coanócitos fazem a água fluir pelo animal, promovendo uma corrente que entra pelos poros e sai pelo ósculo –
são animais filtradores.

Filo Cnidaria (Celenterados)


Características básicas
 Forma de pólipo (fixos) ou medusa (livres).
 Representantes: medusas, hidras, caravelas.
 Apresentam células urticantes (cnidoblastos) como meio de defesa e captura de alimentos.
 Habitat aquático- maioria marinha.
 Reprodução assexuada (brotamento ou estrobilização) –nos pólipos, e sexuada (alternância de gerações).

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Na linha evolutiva, são os primeiros animais que apresentam cavidade digestória e sistema nervoso.
Os celenterados ou cnidários são diblásticos, ou seja, possuem dois folhetos embrionários. O ectoderma origina a
epiderme (revestimento externo) e o endoderma dá origem à gastroderme (revestimento interno da cavidade
gastrovascular). Entre a epiderme e a gastroderme, há uma massa gelatinosa acelular chamada mesogléia.
Digestão inicialmente extracelular, na cavidade gastrovascular, e, em seguida, digestão intracelular. Sistema
digestório incompleto (sem ânus).
Sistema nervoso difuso.

Metagênese em cnidários

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Filo Platelminthes (Platelmintos)
Características básicas
 Corpo achatado.
 Representantes:planárias, schistosoma, tênias.
 Habitat terrestre e aquático (água doce e salgada); alguns de vida livre,
outros, parasitas.
 Triblásticos e acelomados.
 Reprodução assexuada (planária) e sexuada (todos os representantes).

Digestão extracelular e intracelular. Sua cavidade digestória tem apenas boca,


que serve para a entrada de alimento e a eliminação de dejetos (sistema
digestório incompleto).
Não possuem sistema cardiovascular e nem sistema respiratório.
Sistema nervoso ganglionar.
Observação importante:As tênias são verdadeiras hermafroditas e não possuem
sistema digestório; ao parasitar seus hospedeiros, ela retira o alimento já digerido.

CICLO DE ESQUISTOSSOMO

Ciclo da tênia

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Filo Nematoda (nematelmintos)


Características básicas
 Corpo cilíndrico.
 Representantes: áscaris (lombriga), filária, ancilóstomo.
 Triblásticos, acelomados e protostômios.
 Habitat: formas de vida livre terrestre e de água doce ou salgada; formas parasitas.
 Reprodução sexuada.

Sistema digestório completo, com boca e ânus; digestão


extracelular.
Nos nematódeos, há uma ampla cavidade corporal
(pseudoceloma) cheia de fluido, que facilita a distribuição de
substâncias, como nutrientes, resíduos e gases – esqueleto
hidrostático.
Não há sistema respiratório(as trocas ocorrem por difusão).
Sistema nervoso ganglionar(anel nervoso ao redor da faringe
e dois cordões longitudinais ao longo do qual se situam
gânglios nervosos).

FILO ANNELIDA (ANELÍDEOS)


Características básicas
 Corpo cilíndrico e segmentado (metameria) .
 Representantes: minhoca, nereis, sanguessugas.
 Cerdas na pele para locomoção.
 Triblásticos, celomados e protostômios.
 Reprodução sexuada (nas minhocas, presença de clitelo).
 Celoma preenchido por um fluido que dá sustentação (esqueleto hidrostático) e participa da distribuição de
substâncias.

Sistema digestório completo com digestão extracelular(presença de papo, moela, boca e ânus).
Presença de tiflossole- prega intestinal que aumenta a área de absorção do alimento.
Possuem sistema cardiovascular fechado, em que o sangue circula sempre no interior de vasos sangüíneos.
Respiração cutânea (minhocas) e branquial nos outros representantes.
Excreção: metanefrídios (ou apenas nefrídios).
Sistema nervoso ganglionar.

Filo Mollusca (moluscos)


Características básicas
 Corpo mole (alguns apresentam conchas calcárias).
 Representantes: lula, polvo, caramujo, caracol de jardim,etc.
 Triblásticos, celomados e protostômios.
 Habitat: aquático e terrestre
 Reprodução sexuada.

Sistema digestório completo com boca e ânus. Alguns moluscos, como o caracol, possuem a rádula, espécie de
língua denteada que raspa e fragmenta os alimentos; outros são filtradores, como o mexilhão, não têm rádula.

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Sistema cardiovascular aberto (maioria), onde o sangue circula primeiramente por vasos e, depois, por lacunas; os
cefalópodes, como o polvo e a lula, possuem sistema cardiovascular fechado.
Moluscos aquáticos- respiração branquial; moluscos terrestres- um pulmão rudimentar.
Possuem rins primitivos (aglomerado de metanefrídios).
Sistema nervoso ganglionar.

Filo Arthopoda (artrópodes)


Arthro=articulação; podos=pés

Características básicas
 Exoesqueleto quitinoso (impregnado de quitina).
 Apresentam patas para locomoção, armadura bucal para apreensão de alimentos e antenas para as
funções sensoriais.
 Triblásticos, celomados e protostômios.
 Sistema digestório completo (digestão extracelular).
 Sistema cardiovascular aberto (ou lacunar).
 Respiração branquial(maioria dos crustáceos), traqueal(insetos, miriápodos e alguns aracnídeos) e
filotraqueal(maioria dos aracnídeos).

Classes dos artrópodes


Insecta (insetos): moscas, pernilongos, pulga...
Corpo: cabeça, tórax e abdome (segmentado).
Patas: 3 patas.
Antenas: 1 par.

Crustacea (crustáceos): camarão, lagosta, siri...


Corpo: cefalotórax e abdome.
Patas: 5 pares.
Antenas: 2 pares.

Aracnida (aracnídeos): carrapato, aranhas, escorpiões.


Corpo: cefalotórax e abdome.
Patas: 4 pares.
Antenas: ausentes.

Miriapoda (miriápodes): lacraias e centopéias (Chilopoda); piolhos-de-cobra (Diplopoda).


Corpo: segmentado.
Patas: chilopodes – um par por segmento; diplópodes – dois pares por segmento.
Antenas: 1 par

Artrópodes
 Por possuírem corpo metamerizado, patas articuladas e exoesqueleto quitinoso, o crescimento dos
artrópodes ocorre por etapas – muda ou ecdise,isto é, descartam o exoesqueleto periodicamente
substituindo-o por um outro.

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Exemplos de artrópodes

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Filo Echinodermata (equinodermos)
Echinos = espinho; Derma = pele

Características básicas
 Animais exclusivamente marinhos.
 Triblásticos, celomados e deuterostômios.
 Possuem exoesqueleto calcário, flexível, com espinhos que se projetam para fora.
 Não possuem cabeça, e, sim, uma superfície oral, onde se localiza a boca, e uma aboral, onde se localiza
o ânus.
 Representantes: ouriço-do-mar, estrela-do-mar, lírios-do-mar.
 Característica mais marcante: possuem um sistema ambulacrário ou hidrovascular – tubos por onde
circula a água, fazendo circulação, trocas gasosas e auxiliando a locomoção.

Outras características - equinodermas


 Sistema digestório completo.
 Sistema circulatório ausente.
 Sistema respiratório por difusão (pés ambulacrários).
 Sistema excretor ausente.
 Sistema nervoso difuso.
 Sistema reprodutor: reprodução sexuada, fecundação externa, desenvolvimento indireto. Têm grande
capacidade de regeneração.

Filo Cordhata (cordados)

Animais com eixo esquelético dorsal (corda dorsal): a notocorda.


Subfilo Vertebrata (vertebrados)
 Todos celomados, triblásticos, deuterostômios,cuja notocorda é substituida pela coluna vertebral.
 Classes:
 Peixes;
 Anfíbios;
 Répteis;
 Aves;
 Mamíferos.

a) Peixes
Características básicas
 Corpo alongado, coberto de escamas;
 Nadadeiras para locomoção;
 Respiração branquial;
 Cartilaginosos:boca ventral, brânquias sem opérculo (presença de tiflossole).
 Ósseos:boca frontal, brânquias com opérculo.
 Pecilotérmicos (temperatura variável)
 Sistema digestório completo ( boca e cloaca).
 Circulação simples e completa.
 Reprodução: cartilaginosos – fecundação interna , desenvolvimento direto ; ósseos – fecundação externa ,
desenvolvimento indireto.

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Ósseos

Cartilaginosos

b) Anfíbios (anfi = duas; bios = vidas)


Características básicas
 Primeiros vertebrados a estabelecerem-se em terra.
 Pele úmida, lisa, com glândulas mucosas, sem escamas e de
fácil desidratação, por isso, habitam locais úmidos e
sombreados.
 Dependem da água para a reprodução (fecundação externa).
 Pecilotérmicos.
 Representantes: cobras-cegas, sapos, rãs, pererecas.

Outras características dos anfíbios


 Sistema digestório: completo (boca e cloaca). Boca sem dentes, com fígado e pâncreas.
 Sistema circulatório: circulação dupla e incompleta (coração com três cavidades – dois átrios e
um ventrículo).
 Sistema respiratório:branquial (larvas) ; cutânea e pulmonar (adultos).
 Sistema excretor: rins mesonefros, com excreção de amônia nas larvas (amoniotélicos) e de uréia nos
adultos (ureotélicos).
 Sistema reprodutor: fecundação externa, porém com cópula (maioria). Cobras-cegas e salamandras têm
fecundação interna.

c) répteis
Características básicas
 Primeiros vertebrados verdadeiramente adaptados ao meio terrestre.
 Pele seca, sem glândulas mucosas,recoberta por placas córneas (jacarés e crocodilos); escamas (cobras
e lagartos) e plastrões e carapaças (tartarugas).
 Patas para locomoção ou ápodes.
 Ovíparos.
 Pecilotérmicos.
 Representantes: cobras, jacarés, tartarugas, jabutis, camaleão.

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Outras características dos répteis
 Sistema digestório: completo com boca e cloaca.
 Sistema circulatório: circulação dupla e incompleta(ventrículo incompletamente dividido – septo de
Sabatier ; nos crocodilianos aparece o forâmen de Panizza).
 Sistema respiratório: pulmonar ( cobras – pulmão esquerdo atrofiado).
 Sistema excretor: Rins metanefros; principal excreta: ácido úrico (uricotélicos).
 Sistema reprodutor: Fecundação interna e desenvolvimento direto; maioria ovípara, outras espécies,
ovovivíparas.

Jararaca (Bothrops)
Também conhecida como jararacuçu,
urutu, cotiara, caiçara, boca-de-sapo, etc.
Existem em todo o Brasil e em todo tipo de
terreno e vegetação. Sua picada causa
inchaço e perda de sangue, inclusive pelas
gengivas. Como tratamento, usa-se o soro
antiofídico, o soro anti-botrópico (específico),
ou ainda o soro anti-botrópico-laquético. Na
Amazônia, se dá o nome de surucucu às
jararacas e às picos-de-jaca, enquanto que
no Sul do País, o nome surucucu só é dado
para as picos-de-jaca.

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Picos-de-jaca (Lachesis)
Os sintomas de sua picada são os
mesmos da picada da jararaca: inchaço e
hemorragia. O soro específico a ser usado é
o soro anti-laquético, porém na Amazônia,
dada a dificuldade para diferenciar as picos-
de-jaca das jararacas, deve ser usado o soro
antibotrópico-laquético, que serve para os
dois tipos de cobra. As picos-de-jaca são
encontradas na Amazônia e na Mata
Atlântica, do Rio de Janeiro até a Paraíba.

Cascavel (Crotalus)
A cascavel é identificada pelo
chocalho característico em sua cauda. Os
sintomas da sua picada são a dificuldade de
abrir os olhos, a visão dupla, a chamada
"cara de bêbado" e a urina cor de coca-cola.
O tratamento consiste na aplicação do soro
anti-crotálico ou do soro anti-ofídico
polivalente. Encontram-se nas regiões de
campo do Centro, Sul, Nordeste e da
Amazônia. Nunca sào encontradas,
entretanto, no interior das florestas.

Coral-verdadeira (Micrurus)
Sua picada causa dificuldade em abrir
os olhos e visão dupla e "cara de bêbado"
(como a cascavel) mas, além disso,
sufocação. O tratamento consiste na
aplicação do soro anti-elapídico e apenas
este. As corais verdadeiras existem em todo
o Brasil, e em qualquer terreno. A diferença
da falsa-coral é que nesta, os anéis não
contornam todo o corpo da cobra.

Aranha armadeira (Phoneutria)


Esta aranha mede até 5 cm de corpo e até 15 cm de
envergadura de pernas. Vive em folhagens, bananeiras e
dentro de casa. Sua picada causa dor muito intensa. O
tratamento, na maioria dos casos, é só para a dor, com um
anestésico tipo xilocaína Em crianças e ocorrências graves
com adultos, aplicar o soro antiaracnídico, depois de prova
de alergia.

Tarântula (Lycosa)
Conhecida também como aranha de jardim e aranha de
grama (inclusive da Rural), tem até 3 cm de corpo e 5 cm de
pernas. É uma das mais venenosas conhecidas e causa até
necrose do tecido picado. Possui no dorso do abdômen um
desenho parecido com uma ponta de flecha. Não existe
tratamento específico para casos da sua picada.

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Aranhamarrom (Loxosceles)
Esta aranha mede 1 cm de corpo e tem pernas longas
e finas. É encontrada em pilhas de tijolos, telhas, barrancos e
nas residências. É uma das mais perigosas, de picada
traiçoeira, pois na hora quase não causa dor e às vezes a
pessoa nem sabe que foi picada. A partir de 12 horas após a
picada, porém, surge a dor local, inchaço, mal-estar geral,
náuseas e febre. Pode levar à gangrena e à necrose. Deve-se
ministrar o soro antiloxoscélico, pois não basta tratar apenas
a dor.

Caranguejeira (Grammostola)
São aranhas cabeludas e de grandes dimensões, com
ferrões grandes, responsáveis por picadas extremamente
dolorosas. A dor não é causada pelo veneno e sim pela
simples picada. Não existe tratamento específico. Pode-se
aplicar no local da picada um anti-histamínico, sob
recomendação médica. São comuns na Amazônia e em outras
partes do Brasil.

Escopião preto (Tityus bahiensis)


Escorpião amarelo (Tityus serrulatus
O escorpião preto, também conhecido
como escorpião marrom, tem cor escura e
cauda avermelhada. De hábitos noturnos,
esconde-se durante o dia sob madeiras ou
pedras, ou em cupinzeiros. Também
frequenta casas. Sua picada causa dor
muito intensa, sendo necessário aplicar
anestésicos do tipo xilocaína. Em crianças
ou, nos casos graves aplicar soro
antiescorpiônico ou o soro antiaracnídico,
que é polivalente.
O escorpião amarelo, apresenta esta cor e
uma mancha escura no fim da cauda, bem
como uma serrilha. Tem os mesmos hábitos
noturnos do escorpião preto. Sua picada
provoca uma dor muito forte e, normalmente,
o tratamento é só para eliminar a dor, com
um anestésico do tipoxilocaína. As
recomendações para crianças e adultos, de
aplicar soro, também é válida aqui.

Vide a reportagem da Revista GLOBO RURAL número


5, de fevereiro de 1986, páginas 62 a 65, intitulada:
"Depressa, qual o bicho que te mordeu ?

Considerações Gerais
Como foi visto acima, dos animais ditos "peçonhentos", a cobra, de longe, é o mais
perigoso para o homem do campo.
A maioria sendo de hábitos noturnos e possuindo movimentos lentos, a maior chance
de ser picado por uma cobra venenosa é quando pisamos nela. Portanto, olhe por onde pisa .
Esta é a razão porque a maioria dos acidentes com picadas de cobras acontece na perna, até
a altura do joelho. Assim sendo, o Equipamento de Proteção Individual (EPI) mais indicado é
uma bota de cano alto, como a que pode ser vista na foto ao lado.
Observou-se, também, que há um soro específico para cada espécie de cobra. Isso nos conduz à
necessidade de sabermos identificá-las ou, pelo menos, distinguir entre uma cobra venenosa e outra
não venenosa.

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Todas as cobras que têm um orifício (chamado fosseta)


entre os olhos e a narina, são venenosas. A coral-verdadeira é a
única que não tem. Se tiver essas fossetas e chocalho na cauda,
é cascavel. Se tiver fosseta mas não tiver chocalho, é jararaca; a
não ser que tenha pele com escamas, como a jaca, sendo nesse
caso identificada como picos-de-jaca .Como vimos, a coral-
verdadeira é a única cobra venenosa que não tem fossetas.
Entretanto, o seu padrão de cores e desenhos anelados é inconfundível: anéis vermelhos alternados com anéis
claros e escuros, em volta de todo o corpo.Além disso, possúi dois dentes salientes, na frente da boca.

Outra característica das cobras venenosas é a cabeça triangular, quando vista de cima.
Mais uma vez, a cobra coral verdadeira faz excessão, pois sua cabeça não possui a forma triangular.
A forma relativamente brusca como a cauda se afina, é outra característica marcante das
cobras venenosas.
Aqui as corais verdadeiras, também, fogem à regra.

COMO IDENTIFICAR UMA COBRA VENENOSA


VENENOSA NÃO VENENOSA
CABEÇA triangular arredondada
OLHOS pequenos grandes
FOSSETA tem não tem
DESENHOS
DAS irregulares simétricos
ESCAMAS
CAUDA afina rapidamente afina gradativamente
dentes pequenos e
DENTES 2 presas
iguais
2 marcas mais orifícios pequenos e
PICADA
profundas iguais

Alguns animais, quando picam, inoculam a sua peçonha, produzindo sintomas que variam com a espécie,
quantidade de veneno injetado, condições de nutrição, idade, peso e altura da vítima. São eles:
 cobras venenosas;
 escorpião;
 aranha;
 centopéia;
 marimbondo;
 abelha; e
 outros.

2.1 - PICADAS DE COBRAS VENENOSAS


As cobras são comuns em locais onde existem muitos ratos e preás.
Nem todas as cobras são venenosas. Observar detalhes nos olhos (pupila vertical como a dos gatos),
narinas (presença de dois furos laterais, as fossetas lacrimais), cabeça (formato triangular), cauda (afunila
rapidamente), hábitos (noturno), padrão da cor (na coral verdadeira, os anéis coloridos dão a volta completa)
e outros.
No Brasil, a maioria dos acidentes ofídicos é devido a serpentes dos gêneros:
 Botrópico (jararaca, urutu e jararacuçu);
 Crotálico (cascavel);
 Laquésico (surucucu); e
 Elapídico (coral verdadeira).

PRIMEIROS SOCORROS
Em caso de picada de cobra:
1. não perca tempo em procurar ajuda, pois o tratamento deve ser feito em até 30 minutos após a picada;
2. deitar e acalmar a vítima; o acidentado não deve locomover-se com os próprios meios;
3. lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão;
4. aplicar compressa de gelo no local;
5. transportar (em maca) a vítima ao Médico mais próximo, para tratamento (aplicação do soro); e
6. levar junto a cobra (viva ou morta) para identificação.

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Um procedimento que não é recomendado pelo Instituto Butantan mas que era feito até há algum tempo
atrás, na impossibilidade do transporte imediato do acidentado para um Posto Médico, logo após a picada,
puncionar em volta da picada com uma agulha esterilizada (uns 15 a 20 furos) e chupar o sangue que saisse,
cuspindo-o em seguida (nunca porém deve-se fazer isso se tiver cárie ou ferida na boca).

NÃO FAZER EM HIPÓTESE NENHUMA


 Torniquete ou garrote;
 Cortar ou perfurar o local (ou próximo da) picada;
 Colocar folhas, pó de café ou qualquer substância que possa contaminar a ferida;
 Oferecer bebidas alcoólicas, querosene ou qualquer outro líquido tóxico;
 Fazer uso de qualquer prática caseira que possa retardar o atendimento médico.

Os soros comumente aplicados após a picada de cobra são os seguintes:


 cobra desconhecida = soro anti-ofídico (polivalente);
 jararaca = soro anti-botrópico ou soro anti-ofídico (polivalente);
 cascavel = soro anti-crotálico ou soro anti-ofídico (polivalente);
 surucucu = soro anti-laquético ou soro anti-ofídico (polivalente); e
 coral verdadeira = soro anti-elapídico ou soro anti-ofídico (polivalente).

Nos acidentes com cascavel (a cobra com chocalho na ponta da cauda), a


picada é dolorosa no momento, mas desaparece depois de algum tempo.

Passados 30 a 60 minutos, o acidentado(a) fica com "cara-de-bobo", devido à


queda de pálpebras e paralisia dos músculos dos olhos; o indivíduo vê dupla imagem
turva. Para poder ver, tenta abrir as pálpebras e, como não consegue, franze a testa
para tentar levantá-las com os músculos frontais.

A urina fica vermelho-castanho-escuro e diminui muito em volume, ou pára, nos


casos mais graves.
O envenenamento por cascavéis é dos mais sérios e de maior índice de
mortalidade, podendo matar em poucas horas, ou após 6-12 dias, devido à lesão renal.
Nas picadas de cascavel, mesmo no caso da dor desaparecer, a vítima deve ser
levada a um Médico, pois ocorrerá necrose ao redor, que pode estender-se por todo o
membro atingido, com a consequente amputação.
Nas picadas de jararaca, além da cara-de-bobo e urina escura (vermelha e
turva), podem aparecer bolhas no local e sangramento das gengivas; o sangue não
coagula e fica uma cicatriz, devido à necrose no local da picada.

2.2 - PICADA DE ESCORPIÃO


Escorpiões são encontrados geralmente nas pilhas de madeira, cercas, tijolos, telhas e cupinzeiros.
Sapatos e botas são ótimos esconderijos.
No Brasil existem cerca de dez gêneros e acima de 50 espécies de escorpiões, destacando-se a espécie
venenosa Tytyus serrulatus , de Minas Gerais. Para essa espécie existe um soro anti-escorpionídico.
As espécies de cor amarela, comuns em Minas Gerais, são mais venenosas do que as de cor marrom.
Acidentes com escorpiões são menos frequentes do que os com cobras, pois eles são pouco agressivos
e têm hábitos noturnos.
O seu veneno é potente, ataca o sistema nervoso (neuro-tóxico) e pode matar nas primeiras 24 horas,
principalmente se a vítima for uma criança.
Sintomas: dores fortes, baixa rápida da temperatura do corpo, suor intenso, aumento da pressão, enjôo e
vômitos. Como agir, no caso de picadas:
1 - manter a vítima em repouso e calma;
2 - lavar o local da picada com água e sabão;

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3 - não fazer torniquete no membro acidentado;


4 - aplicar compressas frias nas primeiras horas;
5 - aplicar respiração artificial, se a vítima não estiver respirando bem; e
6 - encaminhar a vítima ao Posto Médico ou Hospital.

2.3 - PICADA DE ARANHA


Os tipos de aranha que apresentam maiores perigos são:
 aranha marrom (Loxosceles);
 armadeiras (Phoneutria) - acidentes muito frequentes (75%); e
 tarântulas (Lycosa) - as mais venenosas.

A foto ao lado mostra o local da picada de uma aranha marrom


(Loxosceles), quatro (4) dias depois do acidente. Este é um caso considerado severo.
A mais perigosa, a viúva-negra, é do gênero Latrodectus , famíliaTeridiidae e que ocorre no Brasil, do Sul
até o litoral do Rio de Janeiro.
No Brasil, são também perigosas: a Ctenus nigriventer ,a Lycosa raptoria ,a Lycosa eritrognata (esta
presente nos gramados da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e a Loxoscelis laeta .
Seguir as mesmas recomendações indicadas para as picadas de escorpiões.

Outros animais que podem provocar acidentes são:


 abelhas (as africanas são as mais perigosas);
 vespas ou marimbondos;
 mosquitos (especialmente os borrachudos; a oncocercose, transmitida por mosquitos, pode até cegar);
 lagartas urticantes (taturanas ou peludas, provocam queimaduras);
 borboletas (pelos provocam irritação nas mucosas);
 besouros (as cantáridas possuem substância irritante para a pele);
 formigas;
 arraias (a picada é muito dolorosa; o veneno do seu ferrão na cauda, age sobre o sistema circulatório);
 bagres (seu ferrão serrilhado produz uma picada muito dolorosa);
 baiacus (possuem veneno neurotóxico muito ativo na pele e nas vísceras);
 mariscos (podem provocar intoxicação ao serem ingeridos, quando se alimentam de algas tóxicas);
 caramujos (os Planorbídeos transmitem a Esquistossomose);
 águas-vivas (muitas são venenosas, como as caravelas);
 sapos (todos têm glândulas com veneno viscoso, que penetra pelas mucosas e pode até matar);
 lacraias ou centopéias (ao picarem, inoculam veneno, com dor e reação local);
 carrapatos (provocam coceira e pequena inflamação);
 morcegos (os vampiros atacam os animais e, raramente, o homem); e outros.

d) Aves
Características básicas
 Vertebrados com penas, asas e bico córneo.
 Esqueleto adaptado ao vôo, sacos aéreos e membros anteriores transformados em asas.
 Corpo revestido por uma pele seca, fina e elástica. Algumas apresentam a glândula uropigial
(impermeabiliza as penas).
 Homeotérmicos (temperatura não varia com o ambiente).
 Representantes: pássaros, emas, avestruzes.

Outras características das aves


 Sistema digestório: completo (bico córneo, sem dentes
e cloaca). Presença de papo e moela e
proventrículo(estômago químico). Bico adaptado ao
tipo de alimento ( insetos – insetívoras, animais –
carnívoras, sementes – granívoras, frutos – frugívoras,
néctar – nectarívoras, animais e vegetais ao mesmo
tempo – onívoras).
 Sistema circulatório:completo (coração com quatro
cavidades).
 Sistema respiratório: pulmonar; na traquéia, existe a
siringe (órgão sonoro).
 Sistema excretor: rins metanefros ; principal excreta:
ácido úrico (uricotélicos)
 Sistema reprodutor: fecundação interna,
desenvolvimento direto e ovíparos.

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e) Mamíferos

Características básicas
 Ocorrem em praticamente todos os ambientes do planeta;
 Homeotérmicos;
 Sistemas muito desenvolvidos .

Características adaptativas
 Dentes diferenciados, especializados em rasgar, cortar, prender ou triturar;
 Diafragma;
 Encéfalo mais desenvolvido que o dos outros grupos;
 Pêlos, muito importantes no isolamento térmico;

Características adaptativas:
 Gordura subcutânea, que funciona como reserva energética e isolante térmico;
 Pulmão com grande superfície de trocas gasosas;
 Desenvolvimento embrionário intra-uterino;
 Glândulas mamárias.

Grupos:
 Monotremos- mamíferos ovíparos; ornitorrinco e équidnas.
 Marsupiais- mamíferos com placenta incompleta (fêmeas têm uma bolsa onde ficam as tetas e abrigam os
filhotes até completarem seu desenvolvimento); gambá, canguru e coala.
 Placentários- mamíferos com placenta completa através da qual as fêmeas passam nutrientes, oxigênio e
anticorpos para os filhotes.

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