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Texto: Adolfo de Macedo

Esta história é para Irani contar para todas as pessoas com quem
ela se encontrar: filhos, filhas, professoras, alunos, diretoras, etc e
tal; pode ser lida na sala de aula ou no fundo do quintal...
Nós podemos contar história de:

professora escola
boi
cobra pai jacaré
mãe menino
menina

gato
bola cachorro
E é da família Pereira que vamos falar nesta
história.
Lá em Monte Alegre
uma cidade das Minas Gerais

Bem longe daqui...


O homem era José Antônio Pereira

E a mulher Maria Carolina Oliveira.


E se tinha José, o pai
e Maria, a mãe
+ 3 filhos = família Pereira.

= família
Tem carro de bois e tem amigos.
E se tem carro – de – bois e amigos

É viagem de antigos.
Por que antigamente só se viajava
em carro – de – bois.

Que viagem longa,


dias e dias se passaram.
Depois de muitos bois e muita gente cansada
Tem carro de bois e tem amigos.
a viagem é terminada.
E terminou num campo bem grande,
que ainda não era a Campo Grande.

Tem carro de bois e tem amigos.


Não aquele de futebol que tem lá perto da sua casa.
Como era um Campo Grande
E tava na cara que era grande,
Tinha os dois córregos:
Um era muito prosa
E o outro guardava todo segredo
Daquele campão.
O senhor José Antônio
Pereira – Aquele lá do
começo da história, resolveu
dar um nome pra este
campo grande, senão ía ficar
igual a campo de futebol
que todo menino só diz
assim: “Vamos lá pro
campinho!” ou “ Vamos lá
pro campo!”.
Nunca dizem: “ Vamos lá no
campo grande” ou “ Vamos
lá no campo mourão!”.
É porque guri tem mania de
abreviar tudo pra ficar mais
fácil pra fugir da mãe.
Como nesta história já tem até guri, e se tem guri tem a mãe do guri, o pai do guri e a irmã do guri,
sem pensar no vô, na vó, tio, tia, aquele povo todo que vem passar as férias na cidade da gente,
chi!... Já não é mais um campo, já é quase uma cidade. Então o Sr. José Antônio Pereira resolveu
batizar este campo de : Arraial de
Santo Antônio de Campo Grande.
E como o tempo passa e tudo cresce, este campo grande
também cresceu.
E era menino pra cá, bola pra lá!...
Mãe se escabelando porque o menino falou que ia nadar
no Prosa e foi nadar no Segredo.
Era barulho, festas, acho que já tinha até escola, não me
lembro muito bem, já faz
Tanto tempo.
Era tanta gente que dava pra encher esta sala inteira e ainda
ia ficar gente lá fora querendo entrar. E tinha gente
querendo chegar.

Mas como? Carro de boi não dava mais. Mas eu


me lembrei agora que um homem tava falando
da Maria.
A Maria vai chegar...

A Maria vai chegar...


E o tempo passou e todos repetiam:
“ A Maria vai chegar!”

E um dia a Maria chegou.


Maria fogosa, soltando fumaça por todos os poros.
Era a Maria Fumaça,

FOOMMM
Cheinha de gente,

Cheirando carvão.
Já tinha Maria Fumaça,
Trilhos, estação, prefeito,
tudo era quase perfeito,
só tinha que mudar o
nome, pois já não era
mais um arraial, e sim a
Campo Grande, uma
cidade com futuro de
capital.
E foi crescendo,
E era uma cidade tão grande que já tinha de tudo: asfalto,
televisão, rádio, poluição, eleição, etc.

E esta cidade que já tinha tudo, era filha de um senhor


muito sério que se chamava Mato Grosso.
Um dia, as pessoas que moravam em Campo Grande
resolveram torná – la capital, mas somente ela seria capital se
o Sr. Mato Grosso tivesse outro filho.
E era gente de
sombrinha,
relógio
funcionando e
o tempo
Mato Grosso
passou como
tudo passa e
nasceu Mato
Mato Grosso do Sul
Grosso do Sul
que é uma
parte do seu
Mato Grosso.
E aí a Campo Grande que já era bem mocinha, e também
tinha muita briga de vizinha, resolveu ser capital.
Agora pra chegar na capital é tão fácil, se pode vir de
bicicleta, velocípede, skate, avião, ônibus, trem, caminhão,
dentro de um balaio ou de um balão.
Só não pode vir de boi “bão” porque o único carro de boi
que a Campo Grande tem tá lá no museu José Antônio
Pereira, esperando um dia a gente ir lá pra ele reanimar. E
eu já quero ir agora, tchau, tchau, tomo um copo de
mingau e vou dormir pra pensar em outra história, que
começa assim:
Nós podemos contar história de : gato, cachorro, menina,
menino, carro, boi...
Agora que você já sabe como Campo Grande nasceu... Informe
– se mais um pouquinho.
A Bandeira de Campo Grande foi oficializada no ano de 1967. O
brasão, ao centro, simboliza o Governo Municipal. O retângulo, a
cidade de Campo Grande. As faixas, simbolizam o Poder Municipal,
que se irradia, como os raios do sol, para todos os quadrantes e as
oito figuras geométricas, as regiões rurais do Município.
Em homenagem aos fundadores de Campo Grande. Inaugurado em 26-08-1933 pelo
Prefeito Ytrio Corrêa da Costa, projetado pelo engenheiro Newton Cavalcanti. Situado
no cruzamento entre a Avenida Affonso Penna e Rua José Antônio Pereira.
Obra da Escultora Neide Ono
Construída na gestão do Prefeito Juvêncio Cesar da Fonseca.
Situada na confluência dos córregos "Prosa" e "Segredo", local onde
José Antônio Pereira levantou o primeiro rancho, entre as Avenidas
Fernando Corrêa da Costa e Ernesto Geisel.
A segunda viagem, de Monte Alegre de Minas ao Campo Grande, embora seguindo um trajeto mais curto
(aproximadamente 140 léguas), teve uma duração maior, em virtude do tamanho da comitiva, da lentidão característica

dos carros de bois e da permanência prolongada na Vila de Sant'Anna do Paranahyba.


Foram 3 meses e meio de viagem, percorrendo aproximadamente
180 léguas, de Monte Alegre de Minas ao Campo Grande.
Esse é o modelo de carro de boi que José Antônio Pereira usou em
sua mudança.
José Antônio Pereira foi um homem dedicado à família, um verdadeiro patriarca, prudente, organizado, justo e
destemido. Católico fervoroso e piedoso devoto de Santo Antônio de Pádua. Possuidor de um profundo senso
humanista, afinado sentimento coletivista, e pelo seu carisma, um líder inconteste. Aquele homem, de tez clara e olhos
azuis, esguio e forte, cujas mãos eram calejadas pela labuta rural, e também afeitas ao mister de curar, procurou o
Campo Grande, não para construir um imensurável e improdutivo latifúndio, mas, em busca de terras devolutas,
suficientes para estabelecer-se com os seus, e com aqueles que se afinavam com seus ideais. Após longas e cansativas
viagens, despendendo gigantescos esforços, enfrentando as intempéries e as doenças, desafiando os sertões,
palmilhando caminhos ermos e desconhecidos, acabou chegando para ficar em definitivo e multiplicar por aqui suas
raízes familiares, fazendo nascer um pequeno povoado, hoje grande metrópole.
Esta é a história de José Antônio Pereira, o intrépido fundador de Campo Grande, Capital do Estado de Mato Grosso do
Sul.
Que lugares são esses? Você conhece? Escreva na
lacuna.
Como é o nome desta praça? Você já foi lá?
Esta pensão foi tombada e é patrimônio histórico. Você
sabe o nome e o endereço dela?
Esse lugar é muito conhecido em Campo Grande. Nem precisa
de dica. Escreva o nome dele.
Uma igreja tradicional em Campo Grande. Você
certamente já assistiu alguma missa nela. Sabe o nome
dela?
E agora, pra fechar nossa aventura pela história de Campo Grande,
Escreva uma frase que expresse votos de felicidade pelos 107 de
nossa cidade que será comemorado no dia 26 deste mês.

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