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QUESTÕES PARA A REVISÃO DA MATÉRIA DO CAPÍTULO IV DO PROGRAMA

1. A estrutura típica dos órgãos sociais de uma pessoa colectiva inclui:


a. Uma assembleia geral e um conselho fiscal
b. Uma assembleia geral e um órgão de administração
c. Um órgão de administração e um conselho fiscal
d. Uma assembleia geral, um órgão de administração e um conselho fiscal
2. Os órgãos das pessoas colectivas são um elemento necessário porque:
a. As pessoas colectivas precisam de pessoas humanas a quem atribuir os
direitos de que são titulares
b. As pessoas colectivas precisam de pessoas humanas que se
responsabilizem pessoalmente pelos seus actos
c. A pessoa colectiva é uma construção da lei, não tendo capacidade natural
para formar e manifestar uma vontade necessária à prática de actos
jurídicos
3. Em relação aos órgãos da pessoa colectiva, a competência é:
a. Um conjunto de direitos subjectivos atribuídos aos titulares do órgão
para a prossecução do fim da pessoa colectiva
b. Um conjunto de poderes funcionais atribuídos a cada órgão para a
prossecução do fim da pessoa colectiva
4. Em relação à estrutura orgânica das sociedades comerciais:
a. Só as sociedades anónimas têm obrigatoriamente três órgãos sociais
b. As sociedades por quotas e anónimas têm obrigatoriamente três órgãos
sociais
5. A função dos órgãos sociais é:
a. Representar a sociedade
b. Geria a sociedade
c. Formar e manifestar a vontade da pessoa colectiva
6. As competências dos órgãos sociais, segundo a sua fonte, podem classificar-se
em:
a. Competências necessárias e competências facultativas
b. Competências internas e externas
c. Competências legais e contratuais
7. No Código das Sociedades Comerciais não existe um capítulo ou secção
dedicado à assembleia geral dos sócios porque:
a. Nas sociedades anónimas os sócios não têm o poder de tomar decisões
relevantes para a vida da sociedade
b. Os sócios só podem tomar deliberações unânimes por escrito
c. Os sócios podem tomar decisões sem prévia convocação da assembleia
geral
8. As deliberações dos sócios provam-se:
a. Pelo texto escrito e assinado pelo presidente da Mesa da reunião
b. Pelo texto escrito e assinado pelo presidente e o secretário da reunião
c. Pelas actas da assembleias, como se determina no art. 63.º, n.º2 do CSC
9. As deliberações dos sócios que em algum dos seus aspectos sejam desconformes
com a lei são:
a. Nulas
b. Anuláveis
c. Inválidas
10. As deliberações dos sócios nulas são:
a. Aquelas que contrariem uma norma legal imperativa;
b. Aquelas que contrariem as cláusulas obrigatórias do contrato de
sociedade
c. Aquelas que violem a lei num dos casos previstos no artigo 56.º.
11. As deliberações dos sócios anuláveis são
a. Aquelas que sejam contrárias a normas legais supletivas
b. Aquelas que sejam contrárias ao estabelecido no contrato de sociedade
c. Aquelas que violem as regras da lei, quando ao caso não caiba nulidade,
nos termos do art. 56.º, ou as regras do contrato
12. As deliberações anuláveis
a. Produzem efeitos enquanto não forem anuladas
b. Só produzem efeitos depois de serem confirmadas pelos sócios que
tinham direito à anulação
13. As deliberações nulas
a. Nunca produzem efeitos
b. Produzem efeitos mas podem ser declaradas nulas pelo tribunal
14. As deliberações anuláveis
a. Poderão ser anuladas por sentença do tribunal, a requerimento de
qualquer sócio apresentado no prazo determinado por lei
b. Poderão ser anuladas por sentença do tribunal, a requerimento dos sócios
que não as tenham aprovado apresentado no prazo determinado por lei
15. A alteração do contrato de sociedade é uma competência
a. Partilhada pelos sócios e pelo órgão de administração
b. Partilhada pelos sócios e pelo conselho fiscal
c. Exclusiva dos sócios
16. Nas sociedades por quotas, os sócios podem tomar deliberações nas seguintes
formas:
a. Só em assembleia geral previamente convocada
b. Por voto escrito, deliberações em assembleia universal e deliberações em
assembleia previamente convocada
c. Por voto escrito, deliberações unânimes por escrito, deliberações em
assembleia universal e deliberações em assembleia geral previamente
convocada
17. As assembleias universais são reuniões de sócios:
a. Em que todo o capital está presente, depois de devidamente convocado
para a assembleia
b. Em que todo o capital está presente, sem ter sido previamente
convocado, mas que só podem tomar decisões sobre os assuntos da
ordem do dia fixada pela maioria dos sócios
c. Em que todos estão presentes, sem terem sido previamente convocados, e
em que todos manifestam a vontade de que a assembleia se constitua e
delibere sobre determinado assunto
18. Nas sociedades por quotas, as assembleias gerais de sócios são convocadas:
a. Pelo presidente da mesa da assembleia geral
b. Pelo conselho fiscal
c. Por qualquer gerente
19. Nas sociedades por quotas, as assembleias gerais dos sócios são convocadas
a. Por anúncio publicado no Diário da República
b. Através da internet
c. Por carta registada dirigida a cada um dos sócios com a antecedência
mínima de 10 dias
d. Por carta registada dirigida a cada um dos sócios com a antecedência
mínima de 15 dias
20. Nas sociedades por quotas
a. Só podem participar na assembleia geral os sócios com direito de voto
b. Nenhum sócio pode ser impedido de participar na assembleia geral,
ainda que esteja impedido de exercer o seu direito de voto
21. As assembleias gerais de sócios das sociedades por quotas são presididas
a. Pelo gerente mais velho
b. Pelo Sócio mais velho
c. Pelo sócio que possuir ou representar maior fracção de capital,
preferindo-se, em igualdade de circunstâncias, o mais velho.
22. Nas sociedades por quotas, as deliberações dos sócios são tomadas
a. Apenas se estiver presente ou representada metade do capital social
b. Qualquer que seja o capital presente ou representado
c. Qualquer que seja o capital presente ou representado, excepto nos casos
em que a lei exija uma maioria qualificada
23. Nas sociedades por quotas, o regime geral de maioria para as deliberações dos
sócios é
a. A maioria absoluta dos votos emitidos
b. A maioria relativa, sendo aprovada a proposta que reúna maior número
de votos
c. É necessário uma maioria de ¾ , excepto nos casos em que a lei a
dispense
24. Nas sociedades por quotas, a deliberação de alteração do contrato exige
a. O voto favorável de ¾ dos sócios
b. O voto favorável de ¾ do capital social
25. Nas sociedades por quotas
a. A cada quota corresponde um voto
b. A cada sócio corresponde um voto
c. Conta-se um voto por cada cêntimo do valor nominal da quota
26. A competência dos sócios reconhecida pelo art. 246.º do CSC é
a. Quer nos casos previstos no n.º1 quer nos casos previstos no n.º2 uma
competência facultativa, porque os sócios, no contrato, podem alargar ou
restringir os actos sociais sujeitos à sua aprovação
b. Obrigatória, aquela que está contemplada nas diversas alíneas do n.º 1, e
facultativa, a que está contemplada no n.º2.
27. Das assembleias gerais de sócios das sociedades por quotas será redigida uma
acta que deverá ser assinada
a. Pelo presidente e pelo secretário da mesa da assembleia
b. Por todos os sócios presentes
c. Pelos sócios presentes em primeiro e, depois, também pelos sócios
ausentes
28. Nas sociedades por quotas as competências para administrar e representar a
sociedade são atribuídas
a. A todos os sócios
b. Aos sócios indicados no contrato
c. A sócios ou não sócios indicados no contrato
d. A sócios ou não sócios indicados no contrato ou eleitos em assembleia
geral por maioria qualificada de votos representativos de ¾ do capital
social
e. A sócios ou não sócios indicados no contrato ou eleitos em assembleia
geral
29. Nas sociedades por quotas, o órgão que gere e representa a sociedade chama-se:
a. Administração
b. Direcção
c. Gerência
30. Nas sociedades por quotas, os gerentes devem
a. Praticar todos os actos necessários e convenientes à realização do fim da
sociedade
b. Praticar todos os que forem necessários ou convenientes à realização do
objecto social
c. Praticar todos os actos que forem necessários ou convenientes à
realização do objecto social, com respeito pelas deliberações dos sócios
31. Quando existe uma pluralidade de gerentes,
a. Todos têm igual poder para vincular a sociedade
b. Nenhum dos gerentes tem um poder individual para vincular a sociedade
32. Quando existe uma pluralidade de gerentes
a. Só a maioria pode vincular a sociedade
b. A sociedade fica vinculada pela maioria dos gerentes ou por um outro
número de gerentes fixado no contrato
33. Nas sociedades anónimas, os sócios podem escolher uma administração
a. De um dos dois modelos estabelecidos por lei, o latino e o anglo-
saxónico
b. De um dos três modelos fixados por lei, o europeu, o americano e o
japonês
c. De um dos três modelos fixados por lei, o latino, o anglo-saxónico e o
germânico
34. Nas sociedades anónimas de modelo latino existe
a. Um conselho de administração e uma comissão de auditoria
b. Um conselho de administração e um revisor oficial de contas
c. Um conselho de administração e um conselho fiscal
35. Nas sociedades anónimas de modelo germânico existe
a. Um conselho de administração e um conselho geral
b. Um conselho de administração executivo e um conselho geral e de
supervisão
c. Um conselho de administração executivo, um conselho geral e de
supervisão e um revisor oficial de contas
36. Nas sociedades anónimas de modelo anglo-saxónico
a. Existem dois órgãos separados, um conselho de administração e uma
comissão de auditoria
b. Um conselho de administração, compreendendo uma comissão de
auditoria
c. Um conselho de administração, compreendendo uma comissão de
auditoria, e revisor oficial de contas
37. Nas sociedades por quotas o conselho fiscal é
a. Um órgão obrigatório que deve estar previsto no contrato
b. Um órgão obrigatório por força da lei
c. Um órgão facultativo
38. Nas sociedades por quotas que não tenham conselho fiscal a fiscalização da
gerência é realizada
a. Por um revisor oficial de contas
b. Por qualquer sócio através do exercício do direito à informação
39. Nas sociedades por quotas é obrigatória
a. A designação de um revisor oficial de contas em todas as sociedades
b. A designação de um revisor oficial de contas nas sociedades que reúnam
os três requisitos indicados no n.º2 do art. 262.º
c. A designação de um revisor oficial de contas nas sociedades que não
tenham conselho fiscal e que preencham as condições do n.º2 do art.
262.º
40. Nas sociedades por quotas, as contas de exercício
a. Podem ser elaboradas pela gerência
b. Devem ser elaboradas pela gerência

41. Nas sociedades por quotas, os documentos de prestação de contas devem estar
definitivamente aprovados
a. Até 31 de Março
b. Até 31 de Maio
c. Até 31 de Março, nas sociedades que não devam apresentar contas
consolidadas, e até 31 de Maio, na hipótese inversa.
42. Nas sociedades por quotas, as contas devem
a. Ser enviadas ao conselho fiscal para parecer
b. Não precisam de ser enviadas ao conselho fiscal porque o parecer deste
órgão não é vinculativo para os sócios
43. Nas sociedades por quotas é dispensada a reunião dos sócios para aprovação das
contas
a. Se todos os sócios forem gerentes e as contas forem aprovadas pela
maioria em reunião de gerência
b. Se todos os sócios forem gerentes e todos eles assinem sem reservas o
relatório de gestão, as contas e a proposta sobre a aplicação dos
resultados, excepto nos casos em que a sociedade tenha conselho fiscal
ou esteja submetida a revisão legal de contas nos termos do art. 262.º,
n.º2
44. Nas sociedades por quotas, a competência para aprovar as contas e a aplicação
dos resultados é
a. Uma competência exclusiva dos sócios
b. Uma competência conjunta dos sócios e da gerência
45. Nas sociedades por quotas, o regime da prestação de contas é constituído pelas
seguintes regras
a. As regras dos artigos 65.º a 70-A da Parte Geral
b. As regras estabelecidas nos artigos 65.º a 70.º-A da Parte Geral e no art.
263.º da parte especial relativa à sociedade por quotas.
46. Na sociedade por quotas, a assembleia geral anual destinada apreciar as contas
deverá ser convocada com a seguinte ordem de trabalhos
a. A que for estabelecida por deliberação da gerência
b. A que está determinada no artigo 376.º, aplicável à sociedade por quotas
por força do n.º1 do art. 248.º
47. Na sociedade por quotas, a assembleia geral para deliberar sobre a prestação de
contas deverá ser convocada
a. Por carta registada enviada a todos os sócios com um mês de
antecedência
b. Por carta registada enviada a todos os sócios com 15 dias de
antecedência
48. Na convocatória para a assembleia geral destinada a apreciar as contas os sócios
devem:
a. Ser informados do montante do lucro ou prejuízo, bem como da proposta
de aplicação de resultados
b. Ser avisados de que o relatório de gestão e os documentos de prestação
de contas estão patentes aos sócios na sede da sociedade e durante as
horas de expediente
49. Se não forem fornecidos aos sócios da sociedade por quotas os elementos de
informação nas condições previstas no n.º1 do art. 263.º
a. As deliberações tomadas na assembleia são nulas
b. As deliberações tomadas na assembleia são anuláveis, segundo o no n.º1,
alínea c) do artigo 58.º, e alínea b) do n.º 4 do mesmo artigo.
50. A deliberação dos sócios da sociedade por quotas que aprove o relatório de
gestão e as contas de exercício deve
a. Obter o voto favorável de mais de metade do capital social
b. Obter o voto favorável de ¾ do capital social
c. Obter o voto favorável da maioria dos votos emitidos
51. Depois de aprovadas pelos sócios da sociedade por quotas, as contas devem ser
tornadas públicas
a. Através do registo comercial
b. Através de publicação num jornal com implantação nacional
52. Na assembleia geral anual de uma sociedade comercial convocada para deliberar
sobre as contas, os sócios
a. Não podem recusar a aprovação dos documentos apresentados pela
gerência
b. Os sócios podem recusar as contas sem necessidade de explicar os
motivos da sua recusa
c. Os sócios podem recusar a aprovação das contas, desde que o façam nos
termos definidos no artigo 68.º
53. Na assembleia geral anual de uma sociedade comercial convocada para deliberar
sobre as contas
a. Os sócios podem apresentar propostas de contas de exercício para serem
discutidas e votadas em alternativa às contas apresentadas pela gerência
b. Os sócios não podem apresentar alternativas aos documentos
apresentados pela gerência, embora possam recusar a sua aprovação nos
termos do art. 68.º, n.º 1.
54. Em relação à aplicação dos resultados,
a. Os gerentes podem apresentar propostas
b. Os gerentes devem apresentar uma proposta devidamente fundamentada
por força do art. 66.º, n.º5, al. f).
55. Face à proposta de aplicação de resultados, os sócios
a. Podem apresentar propostas alternativas
b. Os sócios não podem apresentar propostas alternativas, embora possam
não aprovar a proposta da gerência
56. Na aplicação de resultados, os sócios
a. Estão limitados no seu poder deliberativo pelo princípio da
intangibilidade do capital social estabelecido no art. 32.º e pelo que se
dispõe no art. 33.º em relação a lucros e reservas não distribuíveis
b. Não têm a sua liberdade limitada, porque vigora o princípio da liberdade
contratual, limitado apenas pelo princípio de que o capital social é a
garantia dos credores
57. Na distribuição dos lucros de exercício deverá ser
a. Em primeiro lugar, retirada uma quantia de 5% para reserva legal
b. Em primeiro lugar, retirada a quantia necessária a cobrir os prejuízos de
exercício
58. Nas sociedades por quotas, a reserva legal é constituída
a. Com base numa percentagem de 5% do lucro do exercício que deverá ser
retirada todos os anos em que haja lucros de exercício até que essa
quantia atinja 20% do capital social ou 2.500 Euros, nos casos em que
20% do capital social seja inferior a 2 500 Euros
b. Com base numa percentagem de 5% do capital social até que a reserva
legal atinja metade do capital social
59. O direito dos sócios ao lucro de exercício tem por objecto
a. Todo o lucro de exercício líquido de impostos
b. Apenas o lucro de exercício abatido das quantias necessárias para cobrir
prejuízos transitados e formar ou reconstituir as reservas legais e outras
reservas obrigatórias
60. O direito ao lucro reconhecido aos sócios no art. 217.º confere o direito a
receber
a. 50% do lucro de exercício distribuível
b. O montante do lucro de exercício distribuível que, por maioria, os sócios
presentes na assembleia geral anual deliberarem distribuir como
dividendo
61. O regime do n.º 1 do art. 217.º tem por finalidade
a. Proteger a sociedade
b. Proteger os sócios minoritários
c. Proteger o princípio maioritário no funcionamento das sociedades
comerciais
62. Se a sociedade por quotas tiver prejuízos de exercício,
a. Os sócios têm de fazer novas prestações em dinheiro no montante em
que os custos excedam os proveitos
b. Os sócios não estão obrigados por lei a cobrir a diferença entre os custos
e os proveitos
63. A obrigação de quinhoar nas perdas, imposta na alínea b) do art. 20.º, traduz-se
a. No dever imposto ao sócio de fazer novas contribuições para o
património social
b. Na sujeição do sócio às consequências da diminuição de valor do capital
próprio da sociedade, com o risco de não receber a sua parte no capital
social
64. As perdas a que a alínea b) do art. 20.º se refere são
a. As perdas de exercício apuradas pela relação entre os custos e os
proveitos do exercício social
b. As perdas de capital apuradas pela relação entre o capital próprio e o
capital social
65. A obrigação de participar nas perdas
a. Determina-se pelo regime de responsabilidade dos sócios pelas dívidas
sociais
b. Não tem qualquer relação com o regime de responsabilidade dos sócios
pelas dívidas da sociedade
66. No momento da liquidação de uma sociedade por quotas, a obrigação de
participar nas perdas imposta pela al. b) do art. 20.º
a. Pode determinar o pagamento pelos sócios das dívidas da sociedade para
que o activo social seja insuficiente
b. Pode determinar, nos termos do art. 156.º, n.º3, que não seja feito o
reembolso integral do capital realizado

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