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Arch Linux

20 de Janeiro de 2010
Conteúdo

I Sobre essa apostila 2

II Informações Básicas 4

III GNU Free Documentation License 9

IV Arch Linux 18

1 Introdução ao Arch Linux 19


1.1 Princípios e Filosofia do Arch Linux . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
1.1.1 A natureza básica do Arch. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
1.1.2 Sistema de valores sob os quais a (distribuição) Arch é desenvolvida. . . . . 21
1.2 Introdução ao Pacman . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
1.3 O que é o ABS? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
1.3.1 O que é um sistema ’ports-like’? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
1.3.2 ABS é um conceito similar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
1.3.3 Por que usar o ABS? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23

2 Pré-Instalação 24

3 Instalação 32
3.1 Parte 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
3.2 Parte 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47

4 Pós-Instalação 58
4.1 Bem-vindo ao Arch Linux! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 58
4.2 Pac-Man . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

1
Parte I

Sobre essa apostila

2
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF

Conteúdo
O conteúdo dessa apostila é fruto da compilação de diversos materiais livres publicados na in-
ternet, disponíveis em diversos sites ou originalmente produzido no CDTC em http://www.cdtc.org.br.

O formato original deste material bem como sua atualização está disponível dentro da licença
GNU Free Documentation License, cujo teor integral encontra-se aqui reproduzido na seção de
mesmo nome, tendo inclusive uma versão traduzida (não oficial).

A revisão e alteração vem sendo realizada pelo CDTC (suporte@cdtc.org.br), desde outubro
de 2006. Críticas e sugestões construtivas são bem-vindas a qualquer tempo.

Autores
A autoria deste conteúdo, atividades e avaliações é de responsabilidade de Yuri Aranha Kawa-
goe - yuri.aranha@cdtc.org.br.

O texto original faz parte do projeto Centro de Difusão de Tecnolgia e Conhecimento, que vem
sendo realizado pelo ITI em conjunto com outros parceiros institucionais, atuando em conjunto
com as universidades federais brasileiras que tem produzido e utilizado Software Livre, apoiando
inclusive a comunidade Free Software junto a outras entidades no país.

Informações adicionais podem ser obtidas atréves do email ouvidoria@cdtc.org.br, ou da


home page da entidade, através da URL http://www.cdtc.org.br.

Garantias
O material contido nesta apostila é isento de garantias e o seu uso é de inteira responsabi-
lidade do usuário/leitor. Os autores, bem como o ITI e seus parceiros, não se responsabilizam
direta ou indiretamente por qualquer prejuízo oriundo da utilização do material aqui contido.

Licença
Copyright ©2006,Yuri Aranha Kawagoe - yuri.aranha@cdtc.org.br.

Permission is granted to copy, distribute and/or modify this document under the terms
of the GNU Free Documentation License, Version 1.1 or any later version published by
the Free Software Foundation; with the Invariant Chapter being SOBRE ESSA APOS-
TILA. A copy of the license is included in the section entitled GNU Free Documentation
License.

3
Parte II

Informações Básicas

4
CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF

Sobre o CDTC

Objetivo Geral

O Projeto CDTC visa a promoção e o desenvolvimento de ações que incentivem a dissemina-


ção de soluções que utilizem padrões abertos e não proprietários de tecnologia, em proveito do
desenvolvimento social, cultural, político, tecnológico e econômico da sociedade brasileira.

Objetivo Específico

Auxiliar o Governo Federal na implantação do plano nacional de software não-proprietário e


de código fonte aberto, identificando e mobilizando grupos de formadores de opinião dentre os
servidores públicos e agentes políticos da União Federal, estimulando e incentivando o mercado
nacional a adotar novos modelos de negócio da tecnologia da informação e de novos negócios
de comunicação com base em software não-proprietário e de código fonte aberto, oferecendo
treinamento específico para técnicos, profissionais de suporte e funcionários públicos usuários,
criando grupos de funcionários públicos que irão treinar outros funcionários públicos e atuar como
incentivadores e defensores de produtos de software não proprietários e código fonte aberto, ofe-
recendo conteúdo técnico on-line para serviços de suporte, ferramentas para desenvolvimento de
produtos de software não proprietários e de seu código fonte livre, articulando redes de terceiros
(dentro e fora do governo) fornecedoras de educação, pesquisa, desenvolvimento e teste de pro-
dutos de software livre.

Guia do aluno

Neste guia, você terá reunidas uma série de informações importantes para que você comece
seu curso. São elas:

• Licenças para cópia de material disponível

• Os 10 mandamentos do aluno de Educação a Distância

• Como participar dos fóruns e da wikipédia

• Primeiros passos

É muito importante que você entre em contato com TODAS estas informações, seguindo o
roteiro acima.

Licença

Copyright ©2006, Yuri Aranha Kawagoe - yuri.aranha@cdtc.org.br.

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CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF

É dada permissão para copiar, distribuir e/ou modificar este documento sob os termos
da Licença de Documentação Livre GNU, Versão 1.1 ou qualquer versão posterior
publicada pela Free Software Foundation; com o Capítulo Invariante SOBRE ESSA
APOSTILA. Uma cópia da licença está inclusa na seção entitulada "Licença de Docu-
mentação Livre GNU".

Os 10 mandamentos do aluno de educação online

• 1. Acesso a Internet: ter endereço eletrônico, um provedor e um equipamento adequado é


pré-requisito para a participação nos cursos a distância.

• 2. Habilidade e disposição para operar programas: ter conhecimentos básicos de Informá-


tica é necessário para poder executar as tarefas.

• 3. Vontade para aprender colaborativamente: interagir, ser participativo no ensino a distân-


cia conta muitos pontos, pois irá colaborar para o processo ensino-aprendizagem pessoal,
dos colegas e dos professores.

• 4. Comportamentos compatíveis com a etiqueta: mostrar-se interessado em conhecer seus


colegas de turma respeitando-os e fazendo ser respeitado pelo mesmo.

• 5. Organização pessoal: planejar e organizar tudo é fundamental para facilitar a sua revisão
e a sua recuperação de materiais.

• 6. Vontade para realizar as atividades no tempo correto: anotar todas as suas obrigações e
realizá-las em tempo real.

• 7. Curiosidade e abertura para inovações: aceitar novas idéias e inovar sempre.

• 8. Flexibilidade e adaptação: requisitos necessário a mudança tecnológica, aprendizagens


e descobertas.

• 9. Objetividade em sua comunicação: comunicar-se de forma clara, breve e transparente é


ponto-chave na comunicação pela Internet.

• 10. Responsabilidade: ser responsável por seu próprio aprendizado. O ambiente virtual não
controla a sua dedicação, mas reflete os resultados do seu esforço e da sua colaboração.

Como participar dos fóruns e Wikipédia

Você tem um problema e precisa de ajuda?

Podemos te ajudar de 2 formas:

A primeira é o uso dos fóruns de notícias e de dúvidas gerais que se distinguem pelo uso:

O fórum de notícias tem por objetivo disponibilizar um meio de acesso rápido a informações
que sejam pertinentes ao curso (avisos, notícias). As mensagens postadas nele são enviadas a

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todos participantes. Assim, se o monitor ou algum outro participante tiver uma informação que
interesse ao grupo, favor postá-la aqui.
Porém, se o que você deseja é resolver alguma dúvida ou discutir algum tópico específico do
curso, é recomendado que você faça uso do Fórum de dúvidas gerais que lhe dá recursos mais
efetivos para esta prática.

. O fórum de dúvidas gerais tem por objetivo disponibilizar um meio fácil, rápido e interativo
para solucionar suas dúvidas e trocar experiências. As mensagens postadas nele são enviadas
a todos participantes do curso. Assim, fica muito mais fácil obter respostas, já que todos podem
ajudar.
Se você receber uma mensagem com algum tópico que saiba responder, não se preocupe com a
formalização ou a gramática. Responda! E não se esqueça de que antes de abrir um novo tópico
é recomendável ver se a sua pergunta já foi feita por outro participante.

A segunda forma se dá pelas Wikis:

Uma wiki é uma página web que pode ser editada colaborativamente, ou seja, qualquer par-
ticipante pode inserir, editar, apagar textos. As versões antigas vão sendo arquivadas e podem
ser recuperadas a qualquer momento que um dos participantes o desejar. Assim, ela oferece um
ótimo suporte a processos de aprendizagem colaborativa. A maior wiki na web é o site "Wikipé-
dia", uma experiência grandiosa de construção de uma enciclopédia de forma colaborativa, por
pessoas de todas as partes do mundo. Acesse-a em português pelos links:

• Página principal da Wiki - http://pt.wikipedia.org/wiki/

Agradecemos antecipadamente a sua colaboração com a aprendizagem do grupo!

Primeiros Passos

Para uma melhor aprendizagem é recomendável que você siga os seguintes passos:

• Ler o Plano de Ensino e entender a que seu curso se dispõe a ensinar;

• Ler a Ambientação do Moodle para aprender a navegar neste ambiente e se utilizar das
ferramentas básicas do mesmo;

• Entrar nas lições seguindo a seqüência descrita no Plano de Ensino;

• Qualquer dúvida, reporte ao Fórum de Dúvidas Gerais.

Perfil do Tutor

Segue-se uma descrição do tutor ideal, baseada no feedback de alunos e de tutores.

O tutor ideal é um modelo de excelência: é consistente, justo e profissional nos respectivos


valores e atitudes, incentiva mas é honesto, imparcial, amável, positivo, respeitador, aceita as
idéias dos estudantes, é paciente, pessoal, tolerante, apreciativo, compreensivo e pronto a ajudar.

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A classificação por um tutor desta natureza proporciona o melhor feedback possível, é crucial, e,
para a maior parte dos alunos, constitui o ponto central do processo de aprendizagem.’ Este tutor
ou instrutor:

• fornece explicações claras acerca do que ele espera, e do estilo de classificação que irá
utilizar;

• gosta que lhe façam perguntas adicionais;

• identifica as nossas falhas, mas corrige-as amavelmente’, diz um estudante, ’e explica por-
que motivo a classificação foi ou não foi atribuída’;

• tece comentários completos e construtivos, mas de forma agradável (em contraste com um
reparo de um estudante: ’os comentários deixam-nos com uma sensação de crítica, de
ameaça e de nervosismo’)

• dá uma ajuda complementar para encorajar um estudante em dificuldade;

• esclarece pontos que não foram entendidos, ou corretamente aprendidos anteriormente;

• ajuda o estudante a alcançar os seus objetivos;

• é flexível quando necessário;

• mostra um interesse genuíno em motivar os alunos (mesmo os principiantes e, por isso,


talvez numa fase menos interessante para o tutor);

• escreve todas as correções de forma legível e com um nível de pormenorização adequado;

• acima de tudo, devolve os trabalhos rapidamente;

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Parte III

GNU Free Documentation License

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CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF

(Traduzido pelo João S. O. Bueno através do CIPSGA em 2001)


Esta é uma tradução não oficial da Licençaa de Documentação Livre GNU em Português
Brasileiro. Ela não é publicada pela Free Software Foundation, e não se aplica legalmente a dis-
tribuição de textos que usem a GFDL - apenas o texto original em Inglês da GNU FDL faz isso.
Entretanto, nós esperamos que esta tradução ajude falantes de português a entenderem melhor
a GFDL.

This is an unofficial translation of the GNU General Documentation License into Brazilian Por-
tuguese. It was not published by the Free Software Foundation, and does not legally state the
distribution terms for software that uses the GFDL–only the original English text of the GFDL does
that. However, we hope that this translation will help Portuguese speakers understand the GFDL
better.

Licença de Documentação Livre GNU Versão 1.1, Março de 2000

Copyright (C) 2000 Free Software Foundation, Inc.


59 Temple Place, Suite 330, Boston, MA 02111-1307 USA

É permitido a qualquer um copiar e distribuir cópias exatas deste documento de licença, mas
não é permitido alterá-lo.

INTRODUÇÃO
O propósito desta Licença é deixar um manual, livro-texto ou outro documento escrito "livre"no
sentido de liberdade: assegurar a qualquer um a efetiva liberdade de copiá-lo ou redistribui-lo,
com ou sem modificações, comercialmente ou não. Secundariamente, esta Licença mantém
para o autor e editor uma forma de ter crédito por seu trabalho, sem ser considerado responsável
pelas modificações feitas por terceiros.

Esta Licença é um tipo de "copyleft"("direitos revertidos"), o que significa que derivações do


documento precisam ser livres no mesmo sentido. Ela complementa a GNU Licença Pública Ge-
ral (GNU GPL), que é um copyleft para software livre.

Nós fizemos esta Licença para que seja usada em manuais de software livre, por que software
livre precisa de documentação livre: um programa livre deve ser acompanhado de manuais que
provenham as mesmas liberdades que o software possui. Mas esta Licença não está restrita a
manuais de software; ela pode ser usada para qualquer trabalho em texto, independentemente
do assunto ou se ele é publicado como um livro impresso. Nós recomendamos esta Licença prin-
cipalmente para trabalhos cujo propósito seja de introdução ou referência.

APLICABILIDADE E DEFINIÇÕES
Esta Licença se aplica a qualquer manual ou outro texto que contenha uma nota colocada pelo
detentor dos direitos autorais dizendo que ele pode ser distribuído sob os termos desta Licença.

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CDTC Centro de Difusão de Tecnologia e Conhecimento Brasil/DF

O "Documento"abaixo se refere a qualquer manual ou texto. Qualquer pessoa do público é um


licenciado e é referida como "você".

Uma "Versão Modificada"do Documento se refere a qualquer trabalho contendo o documento


ou uma parte dele, quer copiada exatamente, quer com modificações e/ou traduzida em outra
língua.

Uma "Seção Secundária"é um apêndice ou uma seção inicial do Documento que trata ex-
clusivamente da relação dos editores ou dos autores do Documento com o assunto geral do
Documento (ou assuntos relacionados) e não contém nada que poderia ser incluído diretamente
nesse assunto geral (Por exemplo, se o Documento é em parte um livro texto de matemática, a
Seção Secundária pode não explicar nada de matemática).

Essa relação poderia ser uma questão de ligação histórica com o assunto, ou matérias relaci-
onadas, ou de posições legais, comerciais, filosóficas, éticas ou políticas relacionadas ao mesmo.

As "Seções Invariantes"são certas Seções Secundárias cujos títulos são designados, como
sendo de Seções Invariantes, na nota que diz que o Documento é publicado sob esta Licença.

Os "Textos de Capa"são certos trechos curtos de texto que são listados, como Textos de Capa
Frontal ou Textos da Quarta Capa, na nota que diz que o texto é publicado sob esta Licença.

Uma cópia "Transparente"do Documento significa uma cópia que pode ser lida automatica-
mente, representada num formato cuja especificação esteja disponível ao público geral, cujos
conteúdos possam ser vistos e editados diretamente e sem mecanismos especiais com editores
de texto genéricos ou (para imagens compostas de pixels) programas de pintura genéricos ou
(para desenhos) por algum editor de desenhos grandemente difundido, e que seja passível de
servir como entrada a formatadores de texto ou para tradução automática para uma variedade
de formatos que sirvam de entrada para formatadores de texto. Uma cópia feita em um formato
de arquivo outrossim Transparente cuja constituição tenha sido projetada para atrapalhar ou de-
sencorajar modificações subsequentes pelos leitores não é Transparente. Uma cópia que não é
"Transparente"é chamada de "Opaca".

Exemplos de formatos que podem ser usados para cópias Transparentes incluem ASCII sim-
ples sem marcações, formato de entrada do Texinfo, formato de entrada do LaTex, SGML ou XML
usando uma DTD disponibilizada publicamente, e HTML simples, compatível com os padrões, e
projetado para ser modificado por pessoas. Formatos opacos incluem PostScript, PDF, formatos
proprietários que podem ser lidos e editados apenas com processadores de texto proprietários,
SGML ou XML para os quais a DTD e/ou ferramentas de processamento e edição não estejam
disponíveis para o público, e HTML gerado automaticamente por alguns editores de texto com
finalidade apenas de saída.

A "Página do Título"significa, para um livro impresso, a página do título propriamente dita,


mais quaisquer páginas subsequentes quantas forem necessárias para conter, de forma legível,
o material que esta Licença requer que apareça na página do título. Para trabalhos que não
tenham uma página do título, "Página do Título"significa o texto próximo da aparição mais proe-
minente do título do trabalho, precedendo o início do corpo do texto.

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FAZENDO CÓPIAS EXATAS


Você pode copiar e distribuir o Documento em qualquer meio, de forma comercial ou não
comercial, desde que esta Licença, as notas de copyright, e a nota de licença dizendo que esta
Licença se aplica ao documento estejam reproduzidas em todas as cópias, e que você não acres-
cente nenhuma outra condição, quaisquer que sejam, às desta Licença.

Você não pode usar medidas técnicas para obstruir ou controlar a leitura ou confecção de
cópias subsequentes das cópias que você fizer ou distribuir. Entretanto, você pode aceitar com-
pensação em troca de cópias. Se você distribuir uma quantidade grande o suficiente de cópias,
você também precisa respeitar as condições da seção 3.

Você também pode emprestar cópias, sob as mesmas condições colocadas acima, e também
pode exibir cópias publicamente.

FAZENDO CÓPIAS EM QUANTIDADE


Se você publicar cópias do Documento em número maior que 100, e a nota de licença do
Documento obrigar Textos de Capa, você precisará incluir as cópias em capas que tragam, clara
e legivelmente, todos esses Textos de Capa: Textos de Capa da Frente na capa da frente, e
Textos da Quarta Capa na capa de trás. Ambas as capas também precisam identificar clara e
legivelmente você como o editor dessas cópias. A capa da frente precisa apresentar o titulo com-
pleto com todas as palavras do título igualmente proeminentes e visíveis. Você pode adicionar
outros materiais às capas. Fazer cópias com modificações limitadas às capas, tanto quanto estas
preservem o título do documento e satisfaçam a essas condições, pode ser tratado como cópia
exata em outros aspectos.

Se os textos requeridos em qualquer das capas for muito volumoso para caber de forma
legível, você deve colocar os primeiros (tantos quantos couberem de forma razoável) na capa
verdadeira, e continuar os outros nas páginas adjacentes.

Se você publicar ou distribuir cópias Opacas do Documento em número maior que 100, você
precisa ou incluir uma cópia Transparente que possa ser lida automaticamente com cada cópia
Opaca, ou informar, em ou com, cada cópia Opaca a localização de uma cópia Transparente
completa do Documento acessível publicamente em uma rede de computadores, a qual o público
usuário de redes tenha acesso a download gratuito e anônimo utilizando padrões públicos de
protocolos de rede. Se você utilizar o segundo método, você precisará tomar cuidados razoavel-
mente prudentes, quando iniciar a distribuição de cópias Opacas em quantidade, para assegurar
que esta cópia Transparente vai permanecer acessível desta forma na localização especificada
por pelo menos um ano depois da última vez em que você distribuir uma cópia Opaca (direta-
mente ou através de seus agentes ou distribuidores) daquela edição para o público.

É pedido, mas não é obrigatório, que você contate os autores do Documento bem antes de
redistribuir qualquer grande número de cópias, para lhes dar uma oportunidade de prover você
com uma versão atualizada do Documento.

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MODIFICAÇÕES
Você pode copiar e distribuir uma Versão Modificada do Documento sob as condições das se-
ções 2 e 3 acima, desde que você publique a Versão Modificada estritamente sob esta Licença,
com a Versão Modificada tomando o papel do Documento, de forma a licenciar a distribuição
e modificação da Versão Modificada para quem quer que possua uma cópia da mesma. Além
disso, você precisa fazer o seguinte na versão modificada:

A. Usar na Página de Título (e nas capas, se houver alguma) um título distinto daquele do Do-
cumento, e daqueles de versões anteriores (que deveriam, se houvesse algum, estarem listados
na seção "Histórico do Documento"). Você pode usar o mesmo título de uma versão anterior se
o editor original daquela versão lhe der permissão;

B. Listar na Página de Título, como autores, uma ou mais das pessoas ou entidades responsá-
veis pela autoria das modificações na Versão Modificada, conjuntamente com pelo menos cinco
dos autores principais do Documento (todos os seus autores principais, se ele tiver menos que
cinco);

C. Colocar na Página de Título o nome do editor da Versão Modificada, como o editor;

D. Preservar todas as notas de copyright do Documento;

E. Adicionar uma nota de copyright apropriada para suas próprias modificações adjacente às
outras notas de copyright;

F. Incluir, imediatamente depois das notas de copyright, uma nota de licença dando ao público
o direito de usar a Versão Modificada sob os termos desta Licença, na forma mostrada no tópico
abaixo;

G. Preservar nessa nota de licença as listas completas das Seções Invariantes e os Textos de
Capa requeridos dados na nota de licença do Documento;

H. Incluir uma cópia inalterada desta Licença;

I. Preservar a seção entitulada "Histórico", e seu título, e adicionar à mesma um item dizendo
pelo menos o título, ano, novos autores e editor da Versão Modificada como dados na Página de
Título. Se não houver uma sessão denominada "Histórico"no Documento, criar uma dizendo o
título, ano, autores, e editor do Documento como dados em sua Página de Título, então adicionar
um item descrevendo a Versão Modificada, tal como descrito na sentença anterior;

J. Preservar o endereço de rede, se algum, dado no Documento para acesso público a uma
cópia Transparente do Documento, e da mesma forma, as localizações de rede dadas no Docu-
mento para as versões anteriores em que ele foi baseado. Elas podem ser colocadas na seção
"Histórico". Você pode omitir uma localização na rede para um trabalho que tenha sido publicado
pelo menos quatro anos antes do Documento, ou se o editor original da versão a que ela se refira
der sua permissão;

K. Em qualquer seção entitulada "Agradecimentos"ou "Dedicatórias", preservar o título da

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seção e preservar a seção em toda substância e fim de cada um dos agradecimentos de contri-
buidores e/ou dedicatórias dados;

L. Preservar todas as Seções Invariantes do Documento, inalteradas em seus textos ou em


seus títulos. Números de seção ou equivalentes não são considerados parte dos títulos da seção;

M. Apagar qualquer seção entitulada "Endossos". Tal sessão não pode ser incluída na Versão
Modificada;

N. Não reentitular qualquer seção existente com o título "Endossos"ou com qualquer outro
título dado a uma Seção Invariante.

Se a Versão Modificada incluir novas seções iniciais ou apêndices que se qualifiquem como
Seções Secundárias e não contenham nenhum material copiado do Documento, você pode optar
por designar alguma ou todas aquelas seções como invariantes. Para fazer isso, adicione seus
títulos à lista de Seções Invariantes na nota de licença da Versão Modificada. Esses títulos preci-
sam ser diferentes de qualquer outro título de seção.

Você pode adicionar uma seção entitulada "Endossos", desde que ela não contenha qual-
quer coisa além de endossos da sua Versão Modificada por várias pessoas ou entidades - por
exemplo, declarações de revisores ou de que o texto foi aprovado por uma organização como a
definição oficial de um padrão.

Você pode adicionar uma passagem de até cinco palavras como um Texto de Capa da Frente
, e uma passagem de até 25 palavras como um Texto de Quarta Capa, ao final da lista de Textos
de Capa na Versão Modificada. Somente uma passagem de Texto da Capa da Frente e uma de
Texto da Quarta Capa podem ser adicionados por (ou por acordos feitos por) qualquer entidade.
Se o Documento já incluir um texto de capa para a mesma capa, adicionado previamente por
você ou por acordo feito com alguma entidade para a qual você esteja agindo, você não pode
adicionar um outro; mas você pode trocar o antigo, com permissão explícita do editor anterior que
adicionou a passagem antiga.

O(s) autor(es) e editor(es) do Documento não dão permissão por esta Licença para que seus
nomes sejam usados para publicidade ou para assegurar ou implicar endossamento de qualquer
Versão Modificada.

COMBINANDO DOCUMENTOS
Você pode combinar o Documento com outros documentos publicados sob esta Licença, sob
os termos definidos na seção 4 acima para versões modificadas, desde que você inclua na com-
binação todas as Seções Invariantes de todos os documentos originais, sem modificações, e liste
todas elas como Seções Invariantes de seu trabalho combinado em sua nota de licença.

O trabalho combinado precisa conter apenas uma cópia desta Licença, e Seções Invariantes
Idênticas com multiplas ocorrências podem ser substituídas por apenas uma cópia. Se houver
múltiplas Seções Invariantes com o mesmo nome mas com conteúdos distintos, faça o título de

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cada seção único adicionando ao final do mesmo, em parênteses, o nome do autor ou editor
origianl daquela seção, se for conhecido, ou um número que seja único. Faça o mesmo ajuste
nos títulos de seção na lista de Seções Invariantes nota de licença do trabalho combinado.

Na combinação, você precisa combinar quaisquer seções entituladas "Histórico"dos diver-


sos documentos originais, formando uma seção entitulada "Histórico"; da mesma forma combine
quaisquer seções entituladas "Agradecimentos", ou "Dedicatórias". Você precisa apagar todas as
seções entituladas como "Endosso".

COLETÂNEAS DE DOCUMENTOS
Você pode fazer uma coletânea consitindo do Documento e outros documentos publicados
sob esta Licença, e substituir as cópias individuais desta Licença nos vários documentos com
uma única cópia incluida na coletânea, desde que você siga as regras desta Licença para cópia
exata de cada um dos Documentos em todos os outros aspectos.

Você pode extrair um único documento de tal coletânea, e distribuí-lo individualmente sob
esta Licença, desde que você insira uma cópia desta Licença no documento extraído, e siga esta
Licença em todos os outros aspectos relacionados à cópia exata daquele documento.

AGREGAÇÃO COM TRABALHOS INDEPENDENTES


Uma compilação do Documento ou derivados dele com outros trabalhos ou documentos se-
parados e independentes, em um volume ou mídia de distribuição, não conta como uma Ver-
são Modificada do Documento, desde que nenhum copyright de compilação seja reclamado pela
compilação. Tal compilação é chamada um "agregado", e esta Licença não se aplica aos outros
trabalhos auto-contidos compilados junto com o Documento, só por conta de terem sido assim
compilados, e eles não são trabalhos derivados do Documento.

Se o requerido para o Texto de Capa na seção 3 for aplicável a essas cópias do Documento,
então, se o Documento constituir menos de um quarto de todo o agregado, os Textos de Capa
do Documento podem ser colocados em capas adjacentes ao Documento dentro do agregado.
Senão eles precisarão aparecer nas capas de todo o agregado.

TRADUÇÃO
Tradução é considerada como um tipo de modificação, então você pode distribuir traduções
do Documento sob os termos da seção 4. A substituição de Seções Invariantes por traduções
requer uma permissão especial dos detentores do copyright das mesmas, mas você pode incluir
traduções de algumas ou de todas as Seções Invariantes em adição às versões orignais dessas
Seções Invariantes. Você pode incluir uma tradução desta Licença desde que você também in-
clua a versão original em Inglês desta Licença. No caso de discordância entre a tradução e a

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versão original em Inglês desta Licença, a versão original em Inglês prevalecerá.

TÉRMINO
Você não pode copiar, modificar, sublicenciar, ou distribuir o Documento exceto como expres-
samente especificado sob esta Licença. Qualquer outra tentativa de copiar, modificar, sublicen-
ciar, ou distribuir o Documento é nula, e resultará automaticamente no término de seus direitos
sob esta Licença. Entretanto, terceiros que tenham recebido cópias, ou direitos de você sob esta
Licença não terão suas licenças terminadas, tanto quanto esses terceiros permaneçam em total
acordo com esta Licença.

REVISÕES FUTURAS DESTA LICENÇA


A Free Software Foundation pode publicar novas versões revisadas da Licença de Documen-
tação Livre GNU de tempos em tempos. Tais novas versões serão similares em espirito à versão
presente, mas podem diferir em detalhes ao abordarem novos porblemas e preocupações. Veja
http://www.gnu.org/copyleft/.

A cada versão da Licença é dado um número de versão distinto. Se o Documento especificar


que uma versão particular desta Licença "ou qualquer versão posterior"se aplica ao mesmo, você
tem a opção de seguir os termos e condições daquela versão específica, ou de qualquer versão
posterior que tenha sido publicada (não como rascunho) pela Free Software Foundation. Se o
Documento não especificar um número de Versão desta Licença, você pode escolher qualquer
versão já publicada (não como rascunho) pela Free Software Foundation.

ADENDO: Como usar esta Licença para seus documentos

Para usar esta Licença num documento que você escreveu, inclua uma cópia desta Licença
no documento e ponha as seguintes notas de copyright e licenças logo após a página de título:

Copyright (c) ANO SEU NOME.


É dada permissão para copiar, distribuir e/ou modificar este documento sob os termos da Licença
de Documentação Livre GNU, Versão 1.1 ou qualquer versão posterior publicada pela Free Soft-
ware Foundation; com as Seções Invariantes sendo LISTE SEUS TÍTULOS, com os Textos da
Capa da Frente sendo LISTE, e com os Textos da Quarta-Capa sendo LISTE. Uma cópia da li-
cença está inclusa na seção entitulada "Licença de Documentação Livre GNU".

Se você não tiver nenhuma Seção Invariante, escreva "sem Seções Invariantes"ao invés de
dizer quais são invariantes. Se você não tiver Textos de Capa da Frente, escreva "sem Textos de
Capa da Frente"ao invés de "com os Textos de Capa da Frente sendo LISTE"; o mesmo para os
Textos da Quarta Capa.

Se o seu documento contiver exemplos não triviais de código de programas, nós recomenda-
mos a publicação desses exemplos em paralelo sob a sua escolha de licença de software livre,

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tal como a GNU General Public License, para permitir o seu uso em software livre.

17
Parte IV

Arch Linux

18
Capítulo 1

Introdução ao Arch Linux

O Arch Linux é uma distribuição GNU/Linux independente (feita a partir do zero com proce-
dimento de LFS (Linux From Scratch), e não a partir de outra distribuição existente) que atende
oficialmente arquiteturas i686 e x86_64, criado em 2001 e fundado por Judd Vinet em 2002, em
sua primeira versão. Inspirado pelas características positivas da distribuição CRUX e também do
Slackware, Judd Vinet iniciou o desenvolvimento do Arch com foco na simplicidade, elegância,
código limpo e minimalismo. O conceito de simplicidade, muito bem adotado pelo Arch (sob o
ponto de vista de desenvolvimento), se refere à ausência de adições, modificações e complica-
ções desnecessárias. Além disso, o Arch Linux é uma distribuição extremamente leve, o que
torna possível a instalação em máquinas de hardware mais modesto, e torna assim a distribuição
extremamente portável em questões de capacidade computacional da máquina. O Arch Linux é
distribuído utilizando o conceito de “Rolling Release“, isso significa fazer com que o usuário te-
nha seu sistema sempre atualizado já que novas versões dos pacotes são providas diariamente.
Desta forma, independente de qual snapshot (imagem) o usuário utilizou para instalar o sistema
(seja ela a mais recente ou uma mais antiga), o sistema estará sempre atualizado. Esse conceito,
no Arch, é combinado com mais uma excelente característica da distribuição, que é usar bleeding
edge software (as versões mais novas possíveis de cada software), fazendo com que você tenha
sempre (na medida do possível) as versões mais recentes de tudo aquilo que tem instalado em
sua máquina.

O Arch Linux é baseado em pacotes binários, destinados a processadores i686 e x86-64, vi-
sando suportar hardware moderno e atual. A simplicidade do ponto de vista do desenvolvimento
do Arch, possibilita que os desenvolvedores economizem o tempo que seria gasto criando ferra-
mentas de configuração com GUI (interface gráfica). Podemos perceber isso no gerenciador de
pacotes, por exemplo, que não tem uma inferface gráfica oficial. Em contrapartida, o Arch Linux
oferece arquivos de configuração extremamente bem comentados, e um uso extensivo de shell
scripts, o que permite um altíssimo nível de flexibilidade em questões administrativas do sistema.
Justamente esses fatores dão à distribuição uma reputação que a classifica como uma distribui-
ção para usuários intermediários ou avançados, que não tem “medo da linha de comando”.

O Arch Linux possui um sistema de gerenciamento de pacotes fantástico. O Pacman. O Pac-


man é um gerenciador de pacotes muito poderoso escrito em C, criado por Judd Vinet (lançado
oficialmente em 25-02-2002), que instala, atualiza, remove e até mesmo faz downgrades dos pa-
cotes no sistema, com resolução automática de dependências. Com ele, o usuário pode, com
um único comando (pacman -Syu), atualizar completamente o seu sistema, sem se preocupar
com dependências, já que ele faz o download de quaisquer dependências necessárias automati-

19
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camente.

Logo durante o processo de instalação, o usuário já percebe a simplicidade e objetividade da


distribuição. Ao invés de um instalador gráfico projetado para usuários iniciantes, o Arch utiliza
um shellscript muito eficiente que interage com o usuário durante a instalação através do dialog
para efetuar a instalação do sistema, que é bem rápida. Numa das etapas da instalação, o usuá-
rio deve fazer manualmente a configuração de alguns arquivos simples e muito bem comentados
(auto-explicativos) para determinar as configurações iniciais do sistema.

1.1 Princípios e Filosofia do Arch Linux


1.1.1 A natureza básica do Arch.
• Leve e simples.

• Não tendo sido projetada para ser uma distribuição para novatos, ela é direcionada para o
usuário mais experiente.

• O objetivo é desenvolver o Arch numa base de software perfeita. A base não inclui ferra-
mentas atraentes e auto configuração, mas ferramentas manuais de configuração e umas
poucas funções para os usuários poderem realizar desenvolvimentos adicionais por si mes-
mos.

• Usuários são bem-vindos para contribuir com idéias, ferramentas e sugestões.

• Há dois lados no Arch Linux: (1) Desenvolvedores e (2) Contribuições dos usuários. Não
espere que os lados se juntem num só, mas que possuam uma relação mútua onde qual-
quer um possa escolher o que quer adicionar na sua máquina.

• Não deixe que ferramentas / Interfaces gráficas (GUIs) controlem o sistema, mas sim que
sejam controladas pelo usuário. Não há nada de errado em se ter interfaces gráficas desde
que elas sigam este princípio.

• Não seja controlado/dependente do que as ferramentas oferecem. Quando desenvolvendo


ou selecionando um utilitário, ele deve ser escrito numa linguagem de programação facil-
mente manipulável/legível (KISS) para permitir aos usuários modificá-lo se eles quiserem.

• O desenvolvimento central do Arch Linux não proverá nenhum utilitário/interface gráfica


"amigável-ao-novato"nenhum momento em um futuro próximo.

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• Prover o Arch como uma base sólida para todos e qualquer um. Se os usuários quiserem
fazê-la mais bonita, tomem-na.

1.1.2 Sistema de valores sob os quais a (distribuição) Arch é desenvolvida.


• KISS (Keep It Simple, Stupid - Mantenha A Coisa Simples, ...) é a base do desenvolvimento
da distribuição Arch.

• No Arch, "simples"é diferente do que é considerado em outras distribuições. O aprendizado


é mais importante do que obter algo feito de maneira fácil.

• Depender de interfaces gráficas para construir ou usar o sistema significa apenas ferir o
usuário. Em algum momento um usuário precisará saber tudo o que a interface gráfica es-
conde.

• Se você tenta esconder a complexidade do sistema, acabará com um sistema mais com-
plexo. Em vez disso, tente fazer o sistema mais simples e lógico a partir de dentro.

• Mais cedo ou mais tarde você terá que procurar informação na web e usenet (se man não
for suficiente). Aprender como e onde procurá-la Internet deveria ser a primeira tarefa na
aprendizagem de um novato.

• Quando usuários dizem que tais e quais distribuições não são como tais e quais distribui-
ções, a distribuição Arch permite a ele fazer todas as contribuições que quizer desde que
não vá contra os ideais do projeto ou da filosofia (do Arch).

• A solução não é demandar que o Arch Linux desenvolva ferramentas e documentações,


mas tentar entender qual o objetivo e filosofia do Arch Linux, que o faz diferente dos outros.

• Ela é o que você faz dela.

1.2 Introdução ao Pacman


O gerenciador de pacotes Pacman é uma das grandes vantagens do Arch Linux. Combina
um simples pacote no formato binário com um fácil sistema de compilação fácil de usar. Com
o Pacman é fácil gerir pacotes, sendo os oficiais dos repositórios do Arch ou os que são feitos
pelo utilizador. O Pacman pode manter um sistema atualizado através da sincronização de listas
de pacotes com o servidor "mestre". Este modelo de servidor/cliente permite o utilizador fazer o
download/instalar pacotes com um simples comando, sendo resolvidas todas as dependências.
(semelhante ao apt-get do Debian).

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Os pacotes vêm da árvore de pacotes do Arch Linux e de seus mirrors. Atualmente existem 4
diferentes grupos:

• Core - Contém todos os pacotes necessários para o sistema Linux básico.

• Extra - Contém pacotes que não são necessários para o sistema base, mas adicionam fun-
cionalidades extras.

• Testing - Contém pacotes que são instáveis e ainda estão sendo testados antes de serem
adicionados ao grupo extra ou core.

• Community - Contém pacotes construídos pela comunidade e aprovada pelos trusted users.

Existem repositórios não oficiais também e são integrados à árvore oficial.

1.3 O que é o ABS?


ABS é a sigla para Arch Build System. É um sistema parecido com o ports, usado para instalar
programas a partir do código-fonte.

1.3.1 O que é um sistema ’ports-like’?


’Ports’ é o sistema utilizado pelo FreeBSD.Um ’port’ é um pequeno diretório no computador do
usuário, identificado pelo software a ser instalado, e que contém alguns arquivos com instruções
de como baixar e instalar o programa a partir de seu código-fonte. Navegar até o diretório dese-
jado e digitar ’make; make install’ é o suficiente para que o sistema baixe e compile o código-fonte
e instale o programa. O usuário desse sistema só teria que se preocupar em baixar a árvore
de diretórios do ports, onde cada sub-diretório representa um programa que pode ser instalado.
Sejam baixados, desempacotados, compilados e instalados, tudo automaticamente.

1.3.2 ABS é um conceito similar


O ABS é feito de uma árvore de diretórios (árvore ABS), encontrada em /var/abs, e que contém
vários sub-diretórios, cada um dentro de uma categoria e identificado pelo nome do respectivo
pacote. Você pode se referir a cada sub-diretório (pacote) como um ’ABS’, do mesmo modo que
alguém se referiria a um ’port’. Esse ABS ou sub-diretório não contém o pacote do programa, nem
seu código-fonte, e sim, um arquivo PKGBUILD (e algumas vezes outros arquivos). Um PKG-
BUILD é simplesmente um arquivo-texto contendo instruções de compilação e empacotamento
assim como o endereço URL do código-fonte a ser baixado. O componente mais importante do
ABS é o PKGBUILD.

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Se, por exemplo, você quisesse instalar o nano a partir do código-fonte, teria que copiar o
diretório /var/abs/core/base/nano para um diretório de compilação temporário, navegar até ele
e digitar makepkg. Simples! Então o makepkg iriá ler e seguir as instruções contidas no PKG-
BUILD. O código-fonte será baixado automaticamente, descompactado e compilado, e então será
empacotado em um arquivo com extensão .pkg.tar.gz, de acordo com as informações presentes
no PKGBUILD. Esse pacote resultante é o programa já compilado, pronto para ser instalado com
um simples pacman -U nano.pkg.tar.gz, ou se preferir tudo em um único comando; makepkg -i. A
remoção do pacote também é feita através do pacman.

Os arquivos PKGBUILD podem também ser customizados para atender às suas necessida-
des e você pode inclusive escolher usar a função makepkg do ABS para construir seus próprios
pacotes de fontes externas à árvore do ABS. (Veja o protótipo PKGBUILD e arquivos de instala-
ção em /var/abs/core).

Com a árvore ABS, um usuário Arch tem à sua disposição todos os pacotes Arch, para com-
pilar a partir do fonte. As ferramentas do ABS podem também ser usadas para criar pacotes
customizados para seu sistema, e/ou compartilhados com a comunidade Arch através do AUR.

1.3.3 Por que usar o ABS?


O Arch Build System (ou simplesmente ABS) é usado para:

• Criar novos pacotes a partir dos fontes, de programas que não possuem ainda um pacote
binário disponível;

• Customizar pacotes existentes para se adequarem às suas necessidades (ativando ou de-


sativando opções);

• Recriar seu sistema inteiro usando flags de compilação, "a la FreeBSD";

• Fazer com que módulos do kernel funcionem com seu kernel customizado.

Ao usar Arch Linux, não é necessário utilizar o ABS. O ABS é simplesmente uma ferramenta
adicional para aqueles que querem um pouco mais de controle sobre os pacotes instalados em
seu sistema.

23
Capítulo 2

Pré-Instalação

Antes de começar a instalação lembre-se de ter informações como o layout do seu teclado ou
como conectar a internet (caso você vá fazer uma instalação que precise da conexão com a in-
ternet). Talvez exista a necessidade de você utilizar alguns programas como o elinks (navegador
de internet em modo texto) ou o less (leitor de arquivos texto), portanto tente conhecê-los antes
de iniciar o processo de instalação. Eles não são difíceis de serem utilizados.

Verifique também se você tem espaço em disco e (caso não tenha) saiba quais as partições
que você vai apagar. Caso precise redimensionar partições recomendamos o uso do Live CD do
Gparted, que contém utilitários para você redimensionar partições.

http://elinks.or.cz/

http://www.greenwoodsoftware.com/less/

http://gparted.sourceforge.net/livecd.php

Nota: Todos possuem licença free/GPL.

Baixando as ISOS
Antes de começarmos a instalação, porém, é preciso baixar e gravar a imagem do Arch.

O Arch Linux fornece dois tipos de imagens: core e ftp. A core é uma imagem um pouco mais
completa e que fornece boa parte dos pacotes essenciais do sistema para instalação pelo próprio
cd. A ftp, por outro lado, baixa e instala todos esses pacotes usando sua conexão com a internet.

Como o Arch Linux é uma distribuição que é atualizada constantemente, é recomendado fazer
a instalação usando FTP, mas esse processo exige uma boa conexão e demora um pouco mais.
Instalar usando o core é mais rápido, mas inevitavelmente você terá que atualizar seu sistema
assim que estiver instalado. Neste guia falaremos das duas instalações.

Os links são:

i686 - Core:
http://archlinux.c3sl.ufpr.br/iso/2009.02/archlinux-2009.02-core-i686.iso

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i686 - FTP:
http://archlinux.c3sl.ufpr.br/iso/2009.02/archlinux-2009.02-ftp-i686.iso

x86_64 - Core:
http://archlinux.c3sl.ufpr.br/iso/2009.02/archlinux-2009.02-core-x86_64.iso

x86_64 - FTP:
http://archlinux.c3sl.ufpr.br/iso/2009.02/archlinux-2009.02-ftp-x86_64.iso

Nota: Não esqueça de baixar a ISO correspondente à sua arquitetura

Depois de ter feito o download da imagem é preciso verificar o md5sum da mesma. Apesar
desse passo não ser obrigatório, ele é recomendado pois, dessa forma teremos certeza de que o
arquivo que você baixou não está corrompido e irá funcionar corretamente. Baixe o md5sum pelo
link abaixo e salve no mesmo diretório da imagem:

http://archlinux.linuxfreedom.com/download.html

Para verificar se a imagem está correta, faça como no exemplo a seguir:

[ exemplo@exemplo ISO] $ md5sum -c md5sum.txt


Archlinux-i686-2007.11-0.4.core.iso: OK

Se a verificação der OK, grave um cd com a ISO e reinicie o computador com o mesmo no
drive (não esqueça de configurar na BIOS para dar boot pelo cd).

Aparecerá um grub com as seguintes opções:

Figura 1 - Grub

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Se você quiser instalar o sistema, você deverá escolher uma das duas primeiras opções (Boot
Archlinux LiveCD ou Boot Archlinux LiveCD [legacy IDE]). A segunda opção é indicada para com-
putadores mais antigos. Se você não souber se seu computador usa IDE ou SATA, tente a
primeira opção (a sem o [legacy IDE]), caso não reconheça o HD, reinicie e vá pela segunda.

As outras opções tratam da recuperação de grubs apagados e testes diversos que estão fora
do escopo deste curso.

No caso da segunda opção:

Assim que o cd for carregado, será mostrado a seguinte tela:

Figura 2 - ISO Linux Boot

É a partir daqui que vamos realmente começar a instalar o Arch Linux. Nesta tela você poderá
passar algumas opções de boot para o Arch.

Caso você tenha um HD IDE, por exemplo, utilize o comando:

[ arch ide-legacy ]

NOTA: o comando ide-legacy é um parâmetro para você utilizar a terminação hdX ao invés
de sdX, a definição sdX agora é universal (devido a utilização do módulo PATA), caso você não
especifique ide-legacy.

Se seu HD não for IDE, basta pressionar <enter> e continuar com o procedimento de instala-
ção. Depois de alguns segundos e várias mensagens rolando na tela, teremos a seguinte tela:

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Figura 3 - Comando #km

Aqui teremos acesso a linha de comando, para isso, pressione <enter>. Você verá alguns
avisos como:
1- vc51 é usado para “logar” a instalação e vc12 para “logar” as mensagens do kernel;
2- Para visualizar o guia de instalação digite o comando:

# zcat /arch/archdoc.txt.gz | less

3- Para mudar o layout do teclado (keymap) digite:

# km

4- Quando você estiver pronto para iniciar o processo de instalação digite:

# /arch/setup

5- Para os experts, digite:

# /arch/quickinst

Vamos escolher o teclado. Como estamos no Brasil e o modelo do teclado é, geralmente, o


abnt2, digite o comando abaixo para escolher o layout padrão.

# km

No caso da primeira opção:

Você verá então o boot do live CD. Se tudo der certo aparecerá a seguinte tela de login:

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Figura 4 - Boot Live CD

Faça o login como root (não haverá o pedido de senha). O teclado padrão é o US-International,
se houver a necessidade de selecionar outro, execute o seguinte comando:

# km

A partir desse ponto a instalação prossegue igual

Vamos escolher o teclado. Como estamos no Brasil e o modelo do teclado é, geralmente, o


abnt2 (ç à direita do L e à esquerda do Z) procure pela linha:

i386/qwerty/br-abnt2.map.gz

ou

br-abnt2.map.gz

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Figura 5 - Select a Keymap 1

Figura 6 - Select a Keymap 2

Após selecionar o layout pressione <enter>, será mostrado uma tela para escolher o tipo de
fonte a ser utilizada em modo texto (console). Essa escolha vale apenas para o ambiente de
instalação (mas faça-a corretamente pois, posteriormente você precisará editar alguns arquivos
neste ambiente). Mais tarde você fará isso para o seu sistema.

Depois de selecionada, você terá a opção de alterar a fonte do console.Vamos pular essa
escolha (escolhendo "skip"ao invés de OK), já que algumas fontes não funcionarão bem com os
caracteres que normalmente utilizamos e a fonte definida por padrão aceita estes caracteres sem
problemas.

Caso deseje particionar o HD:

Execute o comando:

# cfdisk /dev/hda

Mudando apenas o /dev/hdX para o seu HD (caso seja sata, para sdX), onde X será o HD
primário, secundário e assim por diante. Depois de executar o comando acima, você terá uma
tela como essa:

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Figura 7 - "cfdisk"

Aqui você particionará o seu HD, utilizando o cfdisk2, conforme desejar. Você precisa de,
no mínimo, uma partição swap e uma partição para a raiz do sistema. Neste guia usaremos o
seguinte particionamento (sinta-se livre para particionar da maneira que achar melhor):

/dev/hda1 = swap

/dev/hda2 = raiz do sistema

Finalizando o particionamento do seu HD, retornaremos para a tela com a linha de comando
liberada e iniciaremos a instalação propriamente dito, digitando:

# /arch/setup

Caso deseje prosseguir da maneira básica:

A qualquer momento da instalação, você pode mudar de terminal (Ctrl + Alt + Fx x=1,2,3,4,5,6,7).
Isso lhe permitirá tirar alguma dúvida olhando o manual, sem alterar o andamento de sua instala-
ção. Para consultar esse guia faça:

# less /arch/arch-install-guide

Para sair deste guia, aperte q. Você pode buscar com o / e movimentar com as setas e Page
Up/Page Down/Home/End.

Há também um browser em modo texto, caso você queira consultar algo na internet. Para
acessá-lo:

# elinks

Se nenhuma dúvida restar, pode iniciar a instalação do seu sistema. Para começar o processo
use o seguinte comando:

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# /arch/setup

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Capítulo 3

Instalação

3.1 Parte 1
A primeira tela que aparecerá é a seguinte:

Figura 8 - Tela de Boas Vindas

O processo de instalação é simples, porém deve ser feito com atenção (principalmente a parte
de formatação do HD). Depois de ler o aviso, dê um Enter (a instalação sempre entenderá que
um Enter é um Ok ou Cancel, dependendo do que está selecionado na parte inferior do diálogo,
para alternar basta utilizar as setas esquerda e direita, porém em alguns momentos (normalmente
quando aparecer apenas avisos) não haverá o Cancel).

O próximo passo é o Menu;

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Figura 9 - Menu Principal


Select Source
Neste item, você escolherá como será sua instalação, se via CD-ROM ou outra fonte local
(CD-ROM or OTHER SOURCE) ou via Rede (FTP-HTTP). Recomendamos utilizar uma conexão
com fio, pois conexões sem-fio normalmente dependem de drivers ou instruções mais complexas
que normalmente precisam da internet para ativar. Caso você tenha baixado a imagem Core,
você pode escolher entre instalar os pacotes do core via CD-ROM ou via rede. Caso tenha bai-
xado a imagem FTP, você terá que instalar via rede.

CD-ROM (ou outra fonte local)

Escolhendo via CD-ROM (ou outra fonte local, como pen-drive), você não precisará configurar
nada. Apenas receberá o seguinte aviso:

Figura 10 - Escolha de Fonte


Os pacotes foram montados na pasta /src/core/pkg (tente mudar para outro terminal e dar um
ls lá) . Se você quiser instalar algum outro pacote, basta colocá-lo na pasta /src/core/pkg, junto

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com os outros.

Rede

A configuração da rede é feita em dois passos:

1. Conectar-se à internet
2. Escolher um mirror

Figura 11 - Instalação FTP/HTTP

Se você quiser e souber como, mude para outro terminal e conecte-se à internet manual-
mente. Teste se sua conexão foi bem sucedida usando o comando ping. Se der tudo certo,
apenas escolha um mirror.

Conectar-se à internet

No próximo passo, escolha o dispositivo para a conexão. Normalmente, para conexões com
fio o ethX (onde X pode ser 0,1,2 etc).

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Figura 12 - Instalação FTP/HTTP 2

Depois ele perguntará se você quer utilizar DHCP. Se você utilizar um provedor de internet a
cabo ou um roteador, certamente responder sim fará sua rede funcionar. Caso não dê certo, você
terá que passar alguns dados para o instalador:

• Endereço IP da sua máquina

• Endereço IP do netmask

• Endereço IP do broadcast

• Endereço IP do gateway (opcional)

• Endereço IP do servidor DNS

• Servidor de Proxy HTTP (se não houver nenhum, deixe em branco)

• Servidor de Proxy FTP (se não houver nenhum, deixe em branco)

No final da configuração ele perguntará se os dados estão corretos. Se você errou ao digitar
escolha No e forneça os dados corretos.

Teste se sua conexão funciona com o comando ping.

Escolher um Mirror

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Primeiro você verá um aviso que o ftp do archlinux.org está com a velocidade baixa. Então,
escolha outro.

Aqui você escolherá o mirror do Archlinux que você usará na instalação. Normalmente a me-
lhor escolha é o mirror mais próximo de sua cidade. Se você mora no Brasil, há dois mirrors:
UFPR e Unicamp.

Figura 13 - Selecionando "Mirror"

Set Clock
Prosseguindo com a instalação, é a vez de fazermos o segundo passo: O Set Clock

Figura 14 - Set Clock Menu Principal

UTC ou Localtime ?

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No próximo passo você vai configurar o relógio do seu computador. No Menu principal, vá no
item Set Clock.

A primeira pergunta que o instalador fará para você é se o seu relógio está em Localtime ou
UTC.

UTC
Seu computador não armazena a hora local, mas a hora de Greenwich. Porém o sistema lhe
mostrará a hora local baseado nas informações de fuso horário.

Localtime
Seu computador armazena a hora local.

Figura 15 - UTC ou Local Time

Fuso Horário

Agora configuraremos o fuso horário. Você fará esta escolha em 2 ou 3 passos (se o país tiver
mais de um fuso horário ou políticas de horário de verão diferentes para cada estado). Lembre-se
que após digitar o número, você deve apertar Enter.

Primeiro escolha o continente, digitando o número do continente desejado.

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Figura 16 - Escolha do Continente

Depois escolha o país, digitando o número do país desejado.

Figura 17 - Escolha do País

Se o país tiver mais de um fuso horário ou políticas de horário de verão diferentes para cada
estado (como no caso do Brasil), você terá que escolher um fuso horário desejado do país. Digite
o número do fuso desejado.

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Figura 18 - Escolha do Estado

Confirme se o fuso horário escolhido é o certo. Se sim, digite 1, se não, digite 0 (e recomece
a escolha do fuso).

Figura 19 - Fuso Horário

Data

No próximo passo você escolherá a data. Use o TAB para navegar entre os campos e as
setas (cima/baixo) para alterar os valores (ano, mês ou dia).

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Figura 20 - Data

Hora

No próximo passo você escolherá a data. Use o TAB para navegar entre os campos e as
setas (cima/baixo) para alterar seu valor (ano, mês ou dia).

Figura 21 - Hora

Nota: Não há a necessidade de ser muito preciso aqui, já que a hora pode ser automatica-
mente ajustada com o NTP através do OpenNTP.

Prepare Hard Drive


Vamos agora para a terceira parte, o Prepare Hard Drive que irá configurar suas partições e
escolher o ponto de montagem delas.
Nota: Muita atenção neste item. O instalador sempre vai lhe pedir para confirmar tudo, então
sempre verifique se você fez a coisa certa antes de dar um Enter em um "Yes".

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Figura 22 - "Prepare Hard Drive"Menu Principal

• Auto Prepare: Onde o próprio instalador vai particionar o HD para você;

• Partition Hard Drives: Usando esta opção você mesmo fará o particionamento;

• Set Filesystem Mountpoints: Depois do HD particionado, você vai indicar os pontos de mon-
tagem (swap, /, /boot, /home, etc);

• Return Main Menu: Após o particionamento e indicar os pontos de montagem você deve
escolher essa opção para retorna ao menu principal;

Auto Prepare

Escolhendo esta opção o Arch irá deletar suas partições e criar um layout padrão. Se você
tiver outros sistemas operacionais instalados NÃO é recomendado usar esta opção.

Partition Hard Drives

Ao entrar nesta opção uma lista aparecerá mostrando os HDs disponíveis na sua máquina.
Dê OK para continuar.

Depois será necessário escolher qual dos HDs disponíveis será particionado. Selecione o
desejado. Se você só tiver um, provavelmente terá que selecionar o /dev/sda. É o que faremos
durante este curso.

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Figura 23 - Selecionando a partição do disco

Um aviso sobre o CFDISK aparecerá. Basta dar ENTER para continuar e chegar no particio-
nador:

Figura 24 - cfdisk

Dependendo do caso já existirão algumas partições no seu disco como mostrado anterior-
mente, ou não. Independente disso você terá que criar, pelo menos, uma partição (raiz). Reco-
mendo, também, criar uma partição SWAP. Aqui nesta lição vamos criar estas duas partições,
mas sinta-se livre para criar quantas e quais desejar (como uma HOME e outra VAR).

Criando a SWAP

* Selecione o espaço livre (se não houver algum você terá que deletar alguma partição) e em
seguida navegue até a opção NEW.

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Figura 25 - cfdisk 2

Ao selecioná-la será perguntado se você quer criar uma partição primária (primary) ou lógica
(Logical). Selecione "Primary". Agora é preciso definir o tamanho desta partição. Quanto mais
RAM você tiver, menos espaço você precisará de SWAP. De uma maneira geral, e não precisa,
512MB é um valor seguro para a SWAP. Se concordar com isso, defina 512 como tamanho e
aperte ENTER. Depois você precisa escolher se quer criar a partição no início ou fim do espaço
livre. Escolha "Beginning".

Criando a partição raiz

De volta ao menu principal do particionador, selecione o espaço livre e navegue até a opção
NEW. Novamente defina a partição como primária (Primary). O tamanho da partição vai depen-
der de como vai usar o sistema. O Arch não consome muito espaço em disco, então uns 5GB
são suficientes. Para criar a partição com segurança defina cerca de 10 ou 15 gigas. Novamente
escolha criar a partição no início do disco (Beginning).

Depois que criar todas as partições selecione a opção WRITE para salvar suas alterações.
Será perguntado se tem certeza que deseja escrever alterações. Digite "yes"e aperte ENTER.

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Figura 26 - cfdisk 3

Agora você pode selecionar a opção QUIT para voltar ao menu do instalador do Arch.

Selecione a opção DONE:

Figura 27 - Selecionando disco de partição

Set Filesystem Mountpoints

Agora que já particionamos podemos indicar os pontos de montagem. No menu do Prepare


Hard Drive, escolha a opção Set Filesystem Mountpoints. Será mostrado os HD(s) que você pos-
sui, pressione <enter>.

A primeira pergunta refere-se à partição SWAP. Selecione a partição que você criou para a
SWAP. No caso deste tutorial a partição foi /dev/sda1:

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Figura 28 - Partição SWAP

Aparecerá uma tela perguntando se você deseja criar o sistema de arquivo na partição. Pode
selecionar "Yes".

Figura 29 - Sistema de Arquivo na partição

A próxima pergunta refere-se à partição RAIZ. Selecione a partição que você criou para a
RAIZ. No caso deste tutorial a partição foi /dev/sda2. Em seguida você terá que selecionar o
sistema de arquivos que deseja para esta partição. É recomendado a EXT4:

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Figura 30 - Partição Raiz

Aparecerá uma tela perguntando se você deseja criar o sistema de arquivo na partição. Pode
selecionar "Yes". Depois que você definir o ponto de montagem de todas as partições é só esco-
lher DONE no menu que aparecerá:

Figura 31 - Sistema de arquivos na partição OK

Uma tela de resumo será mostrada. Verifique se as informações estão corretas e escolha
"YES".

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Figura 32 - Resumo

Depois de tudo pronto você poderá voltar ao menu principal escolhendo a opção "Return to
Main Menu".

3.2 Parte 2
Select Packages
Agora iremos selecionar os pacotes que serão instalados na instalação. Retorne ao menu
principal e escolha "Select Packages":

Figura 33 - "Select Packages"Menu Principal

Você receberá um aviso do funcionamento do processo, que funciona da seguinte maneira:

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1. Selecionar as categorias de pacotes.


2. Selecionar os pacotes a serem instalados (para fazer um ajuste mais detalhado do seu sis-
tema).

Então o processo de instalação irá consultar a base de dados do pacman (isso pode demorar
alguns segundos). Depois teremos a seleção de categorias. Para alternar entre selecionado/não-
selecionado use a barra de espaço.

Figura 34 - Seleção de categorias

Base

Pacotes básicos do sistema (e que em grande parte são necessários para seu pleno funcio-
namento). Ex: Kernel, tar, man, udev.

Base-devel

Pacotes necessários para compilação de programas. Ex: gcc, make, patch, pkgconfig, auto-
conf.

A menos que você saiba muito bem o que você está fazendo, NÃO desmarque o base. Seria
interessante que você selecionasse o base-devel se quiser compilar programas. Mas se você não
selecionar agora, você poderá instalá-lo facilmente depois.

O próximo passo é selecionar os pacotes.

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Figura 35 - Selecionar Pacotes


Perceba que as categorias selecionadas já estão marcadas para a instalação e que você pode
selecionar alguns pacotes de categorias não selecionadas e remover pacotes de categorias sele-
cionadas. No final da lista há alguns pacotes que não entram em nenhuma das duas categorias,
nestes pacotes há drivers de roteadores wireless, aplicativos para rede wireless (ndiswrapper,
madwifi, etc) entre outros pacotes.

Feito isso os pacotes estarão selecionados. Hora de passar para o próximo passo: a instala-
ção destes.

Install Packages
Vamos agora ao próximo item: a instalação dos pacotes.

Figura 36 - "Install Packages"Menun Principal


A instalação avisará que a instalação de pacotes irá começar. Se sua instalação for via CD-
ROM (ou outra fonte), os pacotes serão apenas instalados. Se sua instalação for via FTP depen-
dendo do que você selecionou (se tiver sido só o base será algo em torno de 120MB de download)

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será feito o download e depois a instalação dos pacotes.

Download dos Pacotes

Se sua instalação foi via CD-ROM, leia esta seção apenas para conhecer mais sobre o pro-
cesso de instalação do Arch.

Você verá, enquanto os pacotes vão sendo baixados, a seguinte tela:

Figura 37 - Download de Pacotes


Esta tela te informará o que está sendo baixado.

Instalação dos pacotes

Enquanto os pacotes vão sendo instalados você irá ver a seguinte tela:

Figura 38 - Instalação de Pacotes

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Perceba que você pode ver o pacote que está sendo instalado no momento. Quando a insta-
lação terminar você verá a seguinte tela, com o resumo da instalação.

Figura 39 - Resumo da Instalação


Depois ele perguntará se você quer usar as configurações de internet utilizadas na instalação
no rc.conf, que é um arquivo de configuração do Arch que em breve você irá configurar. Clicar em
sim pode te poupar trabalho na hora de configurar, no entanto pode fazer sua rede não funcionar
se você instalou em uma rede de ip fixo e vai utilizar seu computador em uma rede que use dhcp.
Depois disso ele irá gerar locales da glibc (o que pode demorar alguns segundos).

Pronto, seu sistema está instalado, agora você precisa mexer nos arquivos de configuração
do seu sistema.

Configure System
Vamos agora configurar seu sistema no próximo item.

Figura 40 - "Configure System"Menun Principal

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A primeira pergunta que lhe será feita é uma escolha de editor de texto. Há duas opções:
nano e vi. Se você nunca ouviu falar destes dois, certamente será mais fácil usar o nano. Se
você já conhece, escolha o que você souber mexer melhor.

No próximo passo lhe será mostrada uma lista de arquivos de configuração.

Figura 41 - Lista de arquivos de configuração


Para começar a editar cada um deles, selecione o desejado e aperte Enter.

rc.conf

O Rc.conf é o arquivo de configuração principal do seu Arch, pois nele há as configurações


de timezone, teclado, daemons, modules e rede. Algumas coisas (timezone, locale, mapa de
teclado) provavelmente já foram atualizadas, mas é sempre bom dar uma olhada nele. No final,
salve e você voltará à lista de arquivos de configuração.

Figura 42 - rc.conf

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Algumas sugestões de configuração


Uma explicação mais detalhada de todos os itens você encontra no verbete rc.conf.

LOCALE
"pt_BR.utf8"ou "pt_BR.iso88591", dependendo da codificação de caracteres desejada.

HARDWARECLOCK
"UTC"ou "localtime", já explicado anteriormente. (Se você seguiu todos os passos até aqui isto já
deve estar correto.)

TIMEZONE
"Brazil/Brasilia". Se seu fuso não for esse, procure-o em /mnt/usr/share/zoneinfo. (Se você seguiu
todos os passos até aqui isto já deve estar correto.)

KEYMAP
"br-abnt2". (Se você seguiu todos os passos até aqui isto já deve estar correto.)

HOSTNAME
Coloque aqui o nome que você quer dar para seu computador. Se você estiver sem criatividade,
deixe myhost mesmo.

eth0
Coloque aqui como configurar sua rede. (Se sua instalação é ftp e se você respondeu sim em
uma pergunta feita no fim do download dos pacotes, isto já deve estar correto.)

fstab

Esse arquivo armazena as configurações de montagem de partições e drives de cdrom e pro-


vavelmente já foi gerado corretamente.

Uma partição/drive normalmente é algo parecido com uma destas duas coisas:

UUID=75e73477-595b-445c-8c68-90533931e392 /home ext4 defaults 0 1


/dev/dvd /media/dvd auto ro,user,noauto,unhide 0 0

O primeiro campo é a localização da partição/drive, o segundo campo é o local de montagem,


o terceiro campo é o tipo da partição, o quarto são as opções de configuração, o quinto determina
se deve ser feito backup da partição utilizando o Dump que é um software do Unix para fazer bac-
kup e o sexto é utilizado para saber a ordem de verificação dos sistemas de arquivos no boot.

mkinitcpio.conf

Este arquivo coordena o processo de inicialização do sistema. Normalmente não é necessário


colocar algo aqui neste momento.

modprobe.conf

Neste arquivo você pode colocar os módulos do kernel que você quer que sejam inicializados.

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(Se você já colocou algum no MODULES do rc.conf não é necessário colocar de novo.)

resolv.conf

Configuração de servidores DNS. Serve para você manualmente configurar seu servidor DNS.

hosts

Aqui você pode colocar uma lista de máquinas, nomes e domínios para poder acessá-los sem
precisar ter um servidor de DNS.

hosts.deny e hosts.allow

Nestes dois arquivos você irá fazer a configuração de serviços (ssh por exemplo) a serem
negados (para o hosts.deny) ou aceitos (para o hosts.allow).

locale.gen

Arquivo que guarda as configurações de locales (idioma do sistema e encodings). Uma suges-
tão é descomentar as linhas com pt_BR ( "pt_BR.UTF-8 UTF-8"e "pt_BR ISO-8859-1"). Lembre-
se sempre de descomentar o locale escolhido no rc.conf!

mirrorlist

Arquivo com a lista de mirrors de pacotes para o Arch. Geralmente você não precisará editar
essa lista, a não ser que você tenha várias máquinas com o Arch instalado e tenha resolvido criar
um mirror dentro de sua rede.

Root-password

Quebrando o padrão, aqui você não terá que editar nenhum arquivo, mas sim digitar duas
vezes a senha de root. Faça isso obrigatoriamente.

Depois disso o instalador irá criar uma imagem de inicialização do sistema utilizando as con-
figurações dadas nesta etapa. Após isto ele irá gerar os locales escolhidos.

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Figura 43 - Criação de imagem de inicialização

Install Bootloader
Estamos quase no fim da instalação: só nos falta instalar um bootloader que é o último item
antes do Exit Install.

Figura 44 - "Install Bootloader"Menu Principal

Inicialmente ele lhe perguntará qual Bootloader você quer. Há duas opções: Grub ou Nothing.

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Figura 45 - Opções de Bootloader

Escolher o Nothing pode ser uma boa idéia se você já tiver um outro Linux no seu PC e não
quer sobrescrever o bootloader existente, porém será necessário colocar uma entrada para o
Arch neste bootloader. Se você escolher isso, a instalação acaba aí (mas não se esqueça de
configurar o bootloader para carregar o Arch).

Grub

Escolhendo o Grub, você será levado a um arquivo de configuração no qual poderá adicionar
entradas para outro sistema. Há também como configurar o framebuffer, mas deixe isto para de-
pois ou o faça como uma duplicata do sistema sem isto.

Figura 46 - Arquivo de configuração para a opção GRUB

No próximo passo você escolherá onde o grub será instalado. Normalmente ele é instalado
na MBR. Para selecioná-la escolha /dev/sda (ou sdb, sdc, etc). Depois ele perguntará se seu sis-
tema está instalado em RAID (para assim instalar o grub em outro disco). Feito isso, o bootloader

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estará instalado.

Figura 47 - Escolhendo onde o GRUB será Instalado

A instalação estará então completa. Vá em Exit Install e digite Reboot no terminal. Remova a
mídia de instalação ou altere a sequência de boot do seu pc. Seu computador reiniciará e o grub
deverá aparecer com a entrada do Arch.

Figura 48 - Tela de entrada do Arch Linux

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Capítulo 4

Pós-Instalação

4.1 Bem-vindo ao Arch Linux!


Se você instalou alguma partição ext3 ou ext4, ele fará uma verificação e reiniciará de novo.
O boot estará completo quando você chegar na tela de login.

Figura 49 - Tela de Login


Adicione um usuário

Normalmente ficar utilizando o usuário root é perigoso. Com um simples engano de comando
você pode acabar com seu sistema inteiro, portanto crie um usuário utilizando o adduser:

# adduser

Ele lhe fará várias perguntas como o login do usuário, pasta home do usuário, shell e etc.
Depois lhe pedirá para confirmar tudo e digitar alguns dados não obrigatórios como Nome Com-
pleto, telefone e etc. Por último ele pedirá a senha.

Teste sua conexão

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Você precisará de uma conexão com a internet para instalar pacotes. Teste sua conexão
usando o comando ping.

$ ping -c5 www.cdtc.org.br

Se a internet não funcionar, edite o rc.conf, porém não é o objetivo deste curso mostrar como
se configura a rede.

Atualize seu sistema

Antes de instalar qualquer outro programa, seria bom você atualizar seu sistema e isso pode
ser feito facilmente utilizando o pacman:

# pacman -Syu

O S significa (sincronizar), o y vem de refresh (atualizar) e o u de upgrade (instalar pacotes


atualizados).

Sugestões de pacotes

Browser em modo texto

Você pode precisar utilizar deste curso de instalação no seu sistema novo. Então instale o
elinks.

# pacman -S elinks

Xorg

Se você quiser utilizar uma interface gráfica, você terá que instalar o Xorg.

# pacman -S xorg

4.2 Pac-Man
Utilização

O que se segue é apenas uma pequena demonstração das operações que podem ser feitas.

Instalar e Remover Pacotes

Antes de instalar e atualizar pacotes, é bom sincronizar a lista local de pacotes com a dos
repositórios.

pacman -Sy

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ou

pacman –sync –refresh

Para instalar ou atualizar apenas um pacote ou uma lista de pacotes (incluindo dependências)
siga o seguinte comando:

pacman -S nome_pacote1 nome_pacote2

Por vezes há mais versões de um pacote em diferentes repositórios (ex: extra e testing). Pode
especificar qual deles instalar:

pacman -S extra/nome_pacote
pacman -S testing/nome_pacote

Pode também atualizar a lista de pacotes quando for instalar um pacote:

pacman -Sy nome_pacote

Para remover um pacote, deixando todas as dependências instaladas:

pacman -R nome_pacote

Para remover todas as dependências de um pacote que não estão sendo utilizadas por ne-
nhum outro:

pacman -Rs nome_pacote

Para remover um pacote sem verificar as suas dependências:

pacman -Rd nome_pacote

Atualizar o Sistema

O Pacman pode atualizar todos os pacotes do sistema com apenas um comando. Isto pode
demorar algum tempo dependendo do quanto o sistema está atualizado.

pacman -Su

Contudo, a melhor opção é sincronizar a lista de pacotes local com a do repositório e atualizar
o sistema:

pacman -Syu

Fazer Query a Base de Dados de Pacotes

O Pacman consegue procurar na base de dados de pacotes uma lista destes. Pode apenas
escrever parte do nome de um pacote para procurar todos os pacotes correspondentes a uma

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lista de caracteres (string):

pacman -Ss pacote

Para procurar os pacotes instalados:

pacman -Qs pacote

Uma vez que conheça o nome dos pacotes que está a procura, pode visualizar algumas in-
formações no pacote. Nota: query info (-Qi) vai mostrar mais informação do que sync info (-Si),
desde que o pacote esteja instalado.

pacman -Si pacote


pacman -Qi pacote

Para uma lista dos ficheiros que estão num pacote:

pacman -Ql pacote

Para uma lista dos ficheiros que já não estão em uso por nenhum pacote instalado:

pacman -Qe

Pode também fazer um query sobre qual pacote pertence um ficheiro presente no sistema.

pacman -Qo /caminho/do/ficheiro

Outros usos

O Pacman é uma ferramenta de gestão de pacotes um pouco extensiva. Aqui estão algumas
outras funcionalidades.

Fazer o download de um pacote sem o instalar:

pacman -Sw nome_pacote

Instalar um pacote local (sem ser de um repositório):

pacman -U /caminho/do/pacote/nome_pacote-versão.pkg.tar.gz

Apagar a cache de pacotes (/var/cache/pacman/pkg):

pacman -Scc

Para mais informação detalhada fazer pacman –help ou man pacman

Configuração

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A configuração do Pacman está presente em /etc/pacman.conf.

Opções Gerais

As opções gerais estão na seção [options].

Repositórios

Nesta seção pode definir quais os repositórios a utilizar, como referido em /etc/pacman.conf
que está localizado em /etc/pacman.d/. Os repositórios podem ser definidos diretamente neste fi-
cheiro ou incluídos em outro ficheiro. Estes ficheiros podem ser encontrados no diretório /etc/pacman.d/,
sendo eles community, core, extra e testing. É importante editar cada um deles para incluir os
repositórios que desejar. O que se segue é um exemplo para os repositórios oficiais que têm
muitos mirrors. Evite utilizar ftp.archlinux.org

[ nome-repositório] Server = ftp://servidor.net/repo

# Adicionar aqui os seus servidores preferidos, serão utilizados primeiro


Include = /etc/pacman.d/core

nota: Algum cuidado tem que ser tomado quando utilizar os repositório testing

Erros

Se obteve o seguinte erro not found in sync db é porque o pacote não foi encontrado visto o
repositório não ter sido definido corretamente.

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