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CIÊNCIAS CONTÁBEIS –

INTRODUÇÃO À ADMINISTRAÇÃO

1. Alguns exemplos de lideres brasileiros

a. Antônio Ermírio de Moraes


Foi presidente e membro do conselho de administração do grupo Votorantim durante 28 anos.
Reverteu a Companhia Brasileira de Alumínio da situação de falência, na década de 1950, vindo a
se tornar na maior fábrica de alumínio primário da América Latina.
Administração exemplar também no caso do Hospital Beneficência Portuguesa, o qual encontrava-
se em delicada situação financeira, no início de sua presidência. Reverteu a situação e em 2007,
inaugurou o Hospital São José, construído ao custo de 60 milhões de reais, com recursos próprios
do Beneficência Portuguesa. Faleceu em 2014 aos 86 anos.

b. Luiza Helena Trajano


Luiza começou trabalhando como vendedora aos 12 anos, profissão seguida por muitos membros de
sua família. Hoje ela lidera uma das maiores redes de varejo do Brasil, o Magazine Luiza.
Tudo começou quando ela começou a gerir os negócios de uma pequena loja da família, que se
expandiu tanto nas mãos da empreendedora e hoje se tornou um grupo com mais de 700 lojas
espalhadas por 16 estados brasileiros. Ela já ocupou o terceiro lugar na lista da Revista Forbes das
empreendedoras mais poderosas do Brasil e é considerada uma referência quando se fala em
negócios. Além de uma empresária de sucesso, Luiza também é uma grande defensora no combate
da desigualdade entre os gêneros no mundo dos negócios – sobretudo em posição de comando.

2. Perfil das empresas no Brasil

O Mosaic Business revela que o grupo predominante no atual universo de empresas brasileiras é
denominado “Na Luta”, que representa 33,61% do total de empresas e é composto por negócios
cujos indicadores financeiros podem mostrar um estado de instabilidade, levando-as a buscarem
recuperação financeira. Essas empresas têm, predominantemente, acima de 5 anos e um risco de
crédito médio ou alto. Em termos de porte, a maioria é Microempreendedor Individual (MEI) e
Microempresa (ME). Os demais grupos apontados pelo estudo são, nessa ordem: “No Começo”,
“Bom Caminho”, “Pequenas Especializadas”, “Maduras”, “Administração Pública e Terceiro Setor”
e “Poder de Fogo”.

Segundo Fernando Rosolem, gerente de Marketing Services da Serasa Experian, a retração nas
vendas e no ritmo de produção pela qual tem passado a economia brasileira tem debilitado o fluxo
de caixa das empresas, resultando na alta representatividade do grupo “Na Luta”. “As dificuldades
de acesso ao crédito, que se mantém caro e escasso, prejudica a gestão financeira das empresas
brasileiras. Fatores como esses levam o grupo “Na Luta” a ser o mais significativo do estudo. Isso
não significa que essas empresas não irão se recuperar, e sim que passam por algum momento de
instabilidade, que pode ser passageiro”, completa Rosolem.

O subgrupo mais representativo dentro do grupo “Na Luta” é chamado de “Fôlego do Dono”
(6,21% do total de empresas do país) e é composto por microempresas que faturam menos de R$
360.000,00 ao ano, com alto ou médio risco de crédito, mas que os sócios possuem uma renda
maior em relação aos outros segmentos dentro do mesmo grupo. Isso pode ser um diferencial
positivo mesmo em momentos de dificuldades.

“No Começo” e no “Bom Caminho”

O estudo aponta que o grupo denominado “No Começo” é o segundo com maior representatividade
no volume total de empresas, com 29,43%. É composto por empresas com menos de cinco anos e
predominância de dois anos de idade, ou seja, é o grupo das empresas mais novas do Brasil: entre
Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas, Pequenas e Médias Empresas. Os
Jovens Empreendedores em Ascenção, subgrupo mais representativo dentro de “No Começo”,
engloba os Microempreendedores Individuais que possuem boa situação de crédito e com
indicadores financeiros que sugerem crescimento.

Em terceiro lugar entre os perfis predominantes entre as empresas brasileiras aparece o grupo “Bom
Caminho”, composto por empresas sólidas em relação aos seus indicadores financeiros. Suas
operações indicam bom funcionamento, principalmente em comparação com as outras empresas do
mesmo porte. Este grupo representa 14,77% do total e é subdividido em nove diferentes segmentos,
encabeçados por Comerciantes Experientes de Sucesso, com microempreendedores individuais com
baixo risco de crédito, presente tanto nas empresas quanto nos sócios, indicando um ótimo caminho.

“Pequenas Especializadas” e “Maduras”

O quarto grupo predominante no universo de empresas brasileiras é denominado “Pequenas


Especializadas”, que representa 8,43% do total e engloba pequenas empresas com indicadores
financeiros estáveis e que possuem comportamento ou necessidade específicas. Natureza jurídica
e/ou CNAE peculiar é determinante para este grupo, que inclui empresas como restaurantes, bares e
cafés, companhias de alta especialização técnica e científica e produtores rurais, entre outros. O
subgrupo “Produtores Rurais” é o mais representativo dentro das “Pequenas Especializadas”.

Em quinto lugar no ranking aparece o grupo “Maduras”, com as empresas sólidas e tradicionais,
que possuem, no geral, acima de 20 anos. A experiência dessas empresas é um diferencial em
relação as outras do mesmo porte e representam 6,43% do total. Microempresas Veteranas e
Estáveis formam o subgrupo que se destaca dentro de “Maduras”.

“Administração Pública e Terceiro Setor” e “Poder de Fogo”

O sexto lugar fica por conta das empresas de “Administração Pública e Terceiro Setor”, que são
7,03% do total e, como o nome já diz, se caracterizam por empresas públicas ou sem fins lucrativos.
São empresas de pequeno porte e com bons indicadores financeiros, com destaque para as ONGs.

Por último, em sétimo lugar, o grupo com o menor percentual de empresas, com apenas 0,35% do
total, foi batizado de Poder de Fogo. A razão é que as empresas inseridas nesse segmento são as
maiores do Brasil, com faturamento acima de R$ 16 milhões anuais. Possuem mais de dez
importadoras e exportadoras. Entre os subgrupos, destaque para “Setor Financeiro”.

3. Principais causas que levam as empresas brasileiras a fechar as portas:


- Não analisar o mercado antes de abrir um negócio
- Ficar sem recursos
- Não contar com profissionais capacitados
- Ignorar o mercado
- Não ouvir o que o cliente quer
- Deixar de investir em marketing
- Falta de comunicação assertiva
- Não investir em inovação e criatividade
- Não se preparar para as mudanças
- Falta de resiliência

4. Desafios de gestão

a. Melhoria da tomada de decisões. buscar meios de embasar as decisões tomadas. Apoiar-se em


dados e informações relevantes é uma boa maneira de visualizar o cenário antes de decidir entre
uma opção e outra.

b. Fortalecimento da cultura organizacional. Criação de uma cultura organizacional para ter uma
estrutura de valores bem definida e um propósito forte. Muitas vezes, isso pode até valer mais do
que um produto sensacional. Isso deve servir como referência para todos os colaboradores,
conferindo coerência e credibilidade para a empresa.

c. Desenvolvimento de uma visão sistêmica. É extremamente importante desenvolver uma visão


sistêmica (também conhecida como holística), que seja capaz de reconhecer todo o ambiente e
elaborar estratégias para que a interação dentro e fora dele ocorra da melhor maneira possível. em
diversas ocasiões o gestor precisa conectar essas partes para tomar suas decisões.

d. Motivação da equipe. Uma equipe superprodutiva é um dos sonhos de todo administrador, pois
indica a otimização dos recursos — sinal de que a gestão está indo bem e que as chances de sucesso
são grandes. O detalhe é que, para manter a produtividade em alta, não basta contratar ótimos
funcionários. A maior dificuldade é conseguir motivá-los dia após dia, fazendo com que a satisfação
de cada um se traduza em um bom rendimento geral.

Além disso, a tarefa não é apenas recrutar e desenvolver esses talentos, mas ser capaz de retê-los
para formar um time de alto potencial. Para tanto, o gestor também deve entender um pouco de
Recursos Humanos, sobretudo no que diz respeito à valorização do bem-estar de cada colaborador.
Quando a empresa se preocupa em manter sua equipe motivada e satisfeita, dificilmente ela não
será produtiva.

e. Necessidade constante de inovação. Reinventar-se é o segredo em um mundo onde as coisas


acontecem cada vez mais rápido. Produtos se tornam obsoletos, ideias ficam ultrapassadas e os
serviços de antigamente podem já não ser tão interessantes assim. É preciso ficar atento a mudanças
constantes das necessidades e preferências do público e reavaliar constantemente as metas da
empresa para não permanecer sempre no mesmo lugar ou correr o risco de perder a relevância. O
mercado demanda inovação de todas as formas, seja na comunicação, no produto, na embalagem,
na logística etc. Ser competitivo implica em não ficar parado, esperando que as coisas melhorem
sem tomar nenhuma atitude para se destacar no mercado.