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• Solução é uma mistura homogénea de duas ou

mais substâncias

 Uma solução pode ser sólida, líquida ou gasosa


 Os solutos (fases dispersas) são as substâncias presentes em
menor quantidade
 O solvente (fase dispersante) é a substância presente em
maior quantidade

Soluções

Tipo Solução Componentes

Gasosa Solutos: O2; Gases Nobres; CO2; CH4; etc.


Ar Solvente: N2

Líquida Soluto: NaCl


Soro Fisiológico Solvente: H2O

Sólida Soluto: Cobre (Cu) e Prata (Ag)


Solda de Estanho Solvente: Estanho (Sn)
 As Soluções do Dia-a-Dia

Solução Aquosa
Soro Fisiológico Soluto: NaCl
Composição da solução:
Cloreto de Sódio a 0,9 % (m/m)
0,9 g de NaCl por cada 100 g de solução
50 mL Ou
0,9 g de NaCl por cada 100 mL de solução
𝜌𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 ≈ 𝜌𝐻2𝑂 = 1,0 𝑔/𝑚𝐿

Água Mineral
 As águas naturais minerais apresentam composição química
característica resultante da natureza geológica do solo que
Na+……5,7 (0,4) mg/L Cl-……9,1(0,4) mg/L
atravessam
 Água mineral natural “…água considerada
Mg2+……1,0 (0,2) mg/L NO3-……1,8 (0,2) mg/L bacteriologicamente própria, com características
físico-químicas estáveis, de que podem resultar efeitos
Ca2+……0,7(0,2) mg/L HCO3-……2,6 (0,5) mg/L favoráveis à saúde, e que se distingue da água de beber
comum pela sua pureza original e pela sua natureza,
caracterizada pelo teor de substâncias minerais,
SiO2…...9,1 (0,4) mg/L SO42-……1,2 (0,2) mg/L oligoelementos ou outros constituintes” (Decreto-Lei n.º
86/90, de 16 de Março).
pH 5,3 (0,4) 500 mL
 Soluções verdadeiras – Sistemas homogéneos (constituídas por uma única fase)

Unidades de Concentração
Concentração mássica
m - Massa de soluto
𝒎
𝑪= V - Volume de solução
𝑽 SI – Kg/m3
(g/cm3; g/dm3)

Concentração Molar ou Molaridade n - Quantidade química (mol)


𝒏 V - Volume de solução (dm3)
𝑪= (mol/dm3)
𝑽

Percentagem mássica Percentagem em volume

𝒎𝒔𝒐𝒍𝒖𝒕𝒐 𝑽𝒔𝒐𝒍𝒖𝒕𝒐
% 𝒎Τ𝒎 = × 𝟏𝟎𝟎 % 𝑽Τ𝑽 = × 𝟏𝟎𝟎
𝒎𝒔𝒐𝒍𝒖çã𝒐 𝑽𝒔𝒐𝒍𝒖çã𝒐

Percentagem massa/volume Fracção Molar


𝒏𝒊
𝒎𝒔𝒐𝒍𝒖𝒕𝒐 𝑿𝒊 =
% 𝒎ΤV = × 𝟏𝟎𝟎 𝒏𝟏 +𝒏𝟐 +⋯+𝒏𝒊
V𝒔𝒐𝒍𝒖çã𝒐
𝑿 𝟏 + 𝑿𝟐 + ⋯ + 𝑿𝒊 = 𝟏
 Densidade - massa por unidade de volume

Densidade 𝒎 m - Massa de solução


𝝆=
de uma solução 𝑽 V - Volume de solução
SI – Kg/m3

Não confundir densidade da solução com concentração mássica da solução

Preparou-se 45,5 mL de uma solução de cloreto de potássio (KCl) de concentração 176 g/dm3. A densidade da
solução preparada é de 1,10 g/mL. Determine:
a) A concentração molar da solução de KCl.
b) A concentração da solução expressa em % (m/m).
𝑚 𝑚𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜
𝑉 = 45, 5 𝑚𝐿 = 45,5 × 10−3 d𝑚3 𝐶= %(𝑚Τ𝑚) = × 100
𝑉 𝑚𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
𝐶 = 176 𝑔/𝑑𝑚3
𝑚 =𝐶×𝑉
𝑚𝐾𝐶𝑙 = 176 × 45,5 × 10−3 = 8,01 𝑔 𝑚𝐾𝐶𝑙 = 176 × 45,5 × 10−3 = 8,01 𝑔

𝑀 𝐾𝐶𝑙 = 74,55 𝑔/𝑚𝑜𝑙 𝑉 = 45, 5 𝑚𝐿

𝑚 8,01 𝑚
𝑛= 𝑛𝐾𝐶𝑙 = = 0,107 mol 𝜌= 𝑚=𝜌×𝑉
𝑀 74,55 𝑉
𝑛 𝑚 = 1,10 × 45,5 = 50,05 𝑔 (𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜)
𝐶=
𝑉
0,107 8,01
𝐶= −3
= 2,35 𝑚𝑜𝑙/𝑑𝑚3 % 𝑚 Τ𝑚 = × 100 = 16,0 %
45,5 × 10 a) 50,05 b)
 Densidade e Densidade relativa

 De um modo geral, a densidade de uma substância depende da temperatura e da pressão


 A densidade da maioria dos gases é proporcional à pressão e inversamente proporcional à temperatura
 Os líquidos e sólidos são essencialmente incompressíveis, e a variação das suas densidades, com a pressão, são
geralmente desprezáveis
 As densidades de sólidos e líquidos dependem muito mais da sua temperatura do que da sua pressão

A 20 ◦C, a densidade da H2O varia de A 1 atm, a densidade da H2O varia de


998,2 kg/m3 a 1 atm até 998,2 kg/m3 a 20 ◦C até
1003 Kg/m3 a 100 atm 977,8 Kg/m3 a 70 ◦C
(uma variação de ~0,5 %) (uma variação de ~2,0 %)

 Densidade Relativa é a razão entre a densidade da substância (ou de uma mistura) e a densidade de
uma substância padrão, para uma temperatura específica
𝝆
 A densidade da H2O a 4 ◦C é a referência usual 𝒅𝒓 =
𝝆𝑯𝟐 𝑶
 A 4 ◦C, a densidade da H2O é de 1 g/cm3 = 1 Kg/L = 1000 Kg/m3

Densidades Relativas de Algumas Substâncias Densidades Relativas de Algumas Misturas

Etanol (Álcool etílico) Mercúrio (Hg) Água do mar Ar (a 1 atm)


0,79 13,6 1,025 0,0013
Alumínio Ouro (Au) Cimento Portland Granito
2,70 19,2 2,08 - 2,25 2,6 – 2,7
Fonte: D. Green, Perry. R., Perry's Chemical Engineers' Handbook, 7th Edition, McGraw-Hill, 1997
 A Densidade de Soluções Aquosas

 A densidade de uma solução irá depender dos seus componentes e da sua proporção

Solução de Ácido Clorídrico (HCl)


𝜌𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜
% (m/m)
(g/cm3)
Para soluções pouco concentradas
(quantidades de solutos diminutas) 1 1,00

𝜌𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 ≈ 𝜌𝐻2𝑂 10 1,05


20 1,10
36 1,18
Fonte: D. Green, Perry. R., Perry's Chemical Engineers' Handbook, 7th Edition, McGraw-Hill, 1997

Considere uma solução comercial de Ácido clorídrico a 36 % (m/m) e de densidade 1,18 g/cm3.
a) Calcule a massa de soluto e de solvente por cada 1,0 dm3 de solução.
b) Determine a concentração molar desta solução.
𝑚𝑠𝑜𝑙𝑢𝑡𝑜 𝑛
%(𝑚Τ𝑚) = × 100 𝐶=
𝑚𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜 𝑉

𝜌 = 1,18 𝑔/𝑐𝑚3 𝑉 = 1,0 𝑑𝑚3 = 1000 𝑐𝑚3 𝑚𝐻𝐶𝑙 = 425 𝑔 𝑀 𝐻𝐶𝑙 = 36,45 𝑔/𝑚𝑜𝑙
𝑚 425
𝑚 = 𝜌 × 𝑉 = 1,18 × 1000 = 1180 𝑔 (𝑚𝑎𝑠𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑠𝑜𝑙𝑢çã𝑜) 𝑛= 𝑛𝐻𝐶𝑙 = = 11,7 mol
𝑀 36,45
𝑚𝐻𝐶𝑙
36 = × 100 ⇒ 𝑚𝐻𝐶𝑙 = 425 𝑔
1180 𝑛 11,7
𝐶= = = 12 𝑚𝑜𝑙/𝐿
𝑚𝑠𝑜𝑙𝑣𝑒𝑛𝑡𝑒 = 1180 − 425 = 755 𝑔 𝑉 1,0
a) b)
 Preparação de Soluções

 Preparação de uma solução aquosa padrão (solução de concentração rigorosamente conhecida)


 Na preparação destas soluções usam-se: balanças analíticas (pesagem dos solutos) e balões volumétricos

Preparação de uma solução padrão por pesagem de um soluto sólido

1 2
Substância pesada em Dissolução total do soluto
balança analítica num copo de reacção
(±0,0001 g) (gobelé), por adição de água
(pesagem ao decimiligrama) desionizada

mNaCl = 0,1208 g

3
Transferir para um balão Balão volumétrico de 50 mL
volumétrico e completar o
volume até ao traço de
referência.
Vsolução = 50,00 mL
Homogeneizar a solução.
Armazenar em frasco
devidamente rotulado

n
Cálculo da Concentração Molar da Solução ∁= V (mol/dm3)

mNaCl = 0,1208 g (4 algarismos significativos) Vsolução = 50,00 mL (4 algarismos significativos)


𝟐,𝟎𝟔𝟕×𝟏𝟎−𝟑
∁= = 𝟒, 𝟏𝟑𝟒 × 𝟏𝟎−𝟐 mol/dm3
M(NaCl) = 58,4425 g/mol Vsolução = 50,00x10-3 dm3 𝟓𝟎,𝟎𝟎×𝟏𝟎−𝟑
(4 algarismos significativos)

𝑛𝑁𝑎𝐶𝑙 = 0,1208Τ58,4425 = 2,067x10-3 mol


 Diluição de Soluções Aquosas
 A diluição é um processo de preparação de uma solução menos concentrada a partir de
uma solução mais concentrada.

Diluição
Adicionar
solvente

Quantidade Química de Soluto (mol)


antes da diluição (i)
= Quantidade Química de Soluto (mol)
depois da diluição (f)

i - Solução mais CiVi = CfVf


concentrada
Ou
f - Solução diluída
Solução de menor Factor de Diluição
concentração
Solução obtida por 𝐂𝐢 𝐕𝐟
diluição 𝐟. 𝐝. = 𝐟. 𝐝. =
𝐂𝐟 𝐕𝐢
 Preparação de Soluções

 Preparação de uma solução aquosa padrão (solução de concentração rigorosamente conhecida)


 Na preparação destas soluções usam-se: pipetas volumétricas (para medir volumes) e balões volumétricos

Preparação de uma solução padrão por diluição


1
Medição, com pipeta
volumétrica, de um volume
de solução padrão Ci = 4,134x10-2 mol/dm3
concentrada
Vi = 25,00 mL = 25,00x10-3 dm3
2, 3 e 4 (Pipeta volumétrica de 25 mL de capacidade)
Transferir para um balão
volumétrico e completar o
volume até ao traço de
referência. Vf = 50,00 mL = 50,00 x10-3 dm3
Homogeneizar a solução (Balão volumétrico de 50 mL de capacidade) 1 2 3 4 5
5
Armazenar a solução em
frasco devidamente rotulado

𝐂𝐢 × 𝐕𝐢 = 𝐂𝐟 × 𝐕𝐟 𝐕𝐟 𝟓𝟎 A solução a preparar é duas vezes menos


𝐟. 𝐝. = = =𝟐
𝐕𝐢 𝟐𝟓 concentrada (ou 2x mais diluída)
4,134x10-3 x 25,00x10-3 = Cf x 50,00x10-3
𝐂𝐢 𝟒, 𝟏𝟑𝟒 × 𝟏𝟎−𝟑
Cf = 2,067x10-2 mol/L 𝐟. 𝐝. = 𝟐= 𝑪𝒇 = 𝟐, 𝟎𝟔𝟕 × 𝟏𝟎−𝟐 mol/L
𝐂𝐟 𝐂𝐟
(4 algarismos significativos)
 Perspectiva Molecular do Processo de Dissolução
Três tipos de interacções no
 A maior ou menor facilidade com que o soluto se dispersa na processo de dissolução:
fase solvente depende das intensidades relativas de três tipos
de interacção 1. Interacção solvente-solvente
2. Interacção soluto-soluto
3. Interacção solvente-soluto

DHdissoluçao > 0
Processo de dissolução
é exotérmico
Atracção
solvente/solvente
Atracção
soluto/solvente
> Atracção
soluto/soluto

DHdissoluçao < 0

DHdissoluçao = DH1 + DH2 + DH3 Processo de dissolução


é endotérmico
Atracção
DHdissoluçao < 0 solvente/solvente
Atracção
soluto/solvente
< Atracção
DHdissoluçao > 0 soluto/soluto
 Electrólitos versus Não-Electrólitos

 Os solutos podem ser classificados em electrólitos ou não-electrólitos


 Electrólito é uma substância que quando dissolvida em água, produz uma solução capaz de conduzir a
electricidade
 Não-Electrólito é uma substância que quando dissolvida em água, produz uma solução que não é condutora
da electricidade

Electrólito Não-Electrólito
Electrólito forte — 100% dissociado
H2O
Sacarose
NaCl (s) Na+ (aq) + Cl– (aq)
NaCl (aq) Na+ –
(aq) + Cl (aq) H2O
Electrólito fraco
C12H22O11 (s) C12H22O11 (aq)
(compostos muito pouco solúveis)
Cu(OH)2 (s) Cu2+ (aq) + 2OH– (aq)

Electrólito forte — 100% ionizado Etanol

HCl (aq) + H2O (aq) Cl- (aq) + H3O+ (aq)


H2O
C2H5OH (l) C2H5OH (aq)
Electrólito fraco — não completamente ionizado
CH3COOH (aq) + H2O (aq) CH3COO– (aq) + H3O+ (aq)
 A Solubilidade

 Solubilidade é a quantidade máxima de soluto que se pode dissolver numa dada quantidade de solvente a uma
dada temperatura
 Solução saturada - solução que contém a máxima quantidade de um soluto num dado solvente, a uma dada
temperatura
 Solução insaturada - uma solução que contém menos soluto do que é capaz de dissolver, a uma dada
temperatura

Solubilidade de Alguns Compostos Iónicos (a 20 ◦C)

NaNO3 NaCl Ba(NO2)2 BaSO4


88 g/100 g de água 36 g/100 g de água 9,2 g/100 g de água 2,4x10-4 g/100 g de água

Fonte: D. Green, Perry. R., Perry's Chemical Engineers' Handbook, 7th Edition, McGraw-Hill, 1997

Solubilidade de Alguns Compostos Moleculares (a 25 ◦C)

Sacarose Etanol Paracetamol Hexano


C12H22O11 C2H5OH C8H9NO2 C6H14

210 g/100 mL de água 100 g/100 mL de água 1,4 g/100 mL de água 9,5x10-4 g/100 mL de água
Fonte: Pubchem (https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/)
 O estado gasoso é, dos três estados da matéria, aquele
para o qual as forças intermoleculares são menores

Algumas propriedades macro e microscópicas que diferenciam


os três estados da matéria

Sólido Líquido Gasoso

Forma Própria A do recipiente A do recipiente


O Estado Gasoso
Variável
Constante Constante
(ocupam todo
Espaço Ocupado (volume definido) (volume definido)
o volume
disponível)

Compressibilidade Quase Nula Muito pequena Elevada

Arrumação das
Regular Desordenada Caótica
unidades estruturais
Distância média
entre as unidades Muito pequena Pequena Grande
estruturais
Liberdade de
movimento das Muito limitado Algum Grande
unidades estruturais
Intensidade da
forças Elevada Elevada Fraca
intermoleculares
 Pressão, Volume e Temperatura dos Gases

 Os gases constituem um agregado muito pouco denso e caótico de moléculas, animadas de incessantes
movimentos e frequentes colisões

 A pressão que as moléculas de gás exercem, numa superfície, é o resultado das colisões com as paredes dos
recipientes onde se encontram
 A temperatura é uma medida da energia cinética médias das moléculas de gás

 O volume ocupado por uma dada massa gasosa depende da pressão e da temperatura a que se encontra

 Lei dos Gases Ideais ou Perfeitos

P - Pressão (atm)
R = 0,0821 atm.dm3/mol.K
V - Volume (dm3)
𝑷𝑽 = 𝒏𝑹𝑻 No Sistema Internacional
n - Quantidade Química (mol)
R = 8,314 J/K.mol
T - Temperatura Absoluta (K)
T(K) = T(°C) + 273,15
R - Constante Universal dos Gases Ideais

Esta equação permite prever/descrever o comportamento de um gás com bastante


precisão, desde que este possa ser considerado um gás ideal ou perfeito

Num gás ideal as moléculas são consideradas “pontuais”, isto é, o seu volume é desprezável
As moléculas de um gás ideal estão suficientemente afastadas para que as forças intermoleculares sejam desprezáveis
 Volume Molar e Densidade de um Gás

Volume Molar Densidade

𝑽 𝒎 𝑴
𝑽𝒎 = 𝝆= ou 𝝆=
𝒏 𝑽 𝑽𝒎

 Volume molar de um gás é o volume ocupado por 1 mol de qualquer gás, para determinadas condições de
pressão e temperatura
 O volume molar é independente da natureza do gás, mas varia com a pressão e a temperatura
 Nas condições normais de pressão e temperatura (0°C e 1 atm; PTN), o volume molar é 22,4 dm3/mol

1 mole de He ocupa 22,4 dm3 a 0°C e a 1 atm


(6,022x1023 átomos de He de ocupam 22,4 dm3 a 0°C e a 1 atm)

1 mole de N2 ocupa 22,4 dm3 a 0°C e a 1 atm


(6,022x1023 moléculas de N2 ocupam 22,4 dm3 a 0°C e a 1 atm)

A densidade do gás Hélio, a 0°C e a 1 atm, é de 0,18 g/dm3

A densidade do gás azoto, a 0°C e a 1 atm, é de 1,25 g/dm3


 Volume Molar e Densidade de um Gás
 Partindo da Equação dos Gases Ideais é possível determinar o volume molar e/ou densidade de um gás
ideal, desde que conhecida a P e T a que se encontra

𝑽 𝑹𝑻
=
𝒏 𝑷
𝑷𝑽 = 𝒏𝑹𝑻
𝑹𝑻
𝑽𝒎 =
𝑷

𝑷𝑽 = 𝒏𝑹𝑻
𝒎 𝑷
𝑴= 𝝆=𝑴×
𝒏 𝑹𝑻

𝒎
𝝆=
𝑽
 Lei de Boyle-Mariotte; Lei de Avogadro, Leis de Charles e Gay-Lussac
 A Equação dos Gases Ideais contém, implicitamente, outras relações que foram observadas
experimentalmente nos séculos XVII e XVIII

Relação entre a Pressão e o Volume (n e T, constantes)

Lei de Boyle-Mariotte A temperatura constante, o


volume ocupado por
𝑃1 𝑉2 determinada massa gasosa é
𝑃1 × 𝑉1 = 𝑃2 × 𝑉2 = inversamente proporcional à sua
𝑃2 𝑉1 pressão

Relação entre V e n (P e T constantes)


O volume ocupado por um gás é
directamente proporcional à sua
Lei de Avogadro quantidade química

Volumes iguais de gases diferentes,


𝑉1 𝑉 𝑉 quando medidos à mesma pressão e
= 𝑛2 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡𝑎𝑛𝑡𝑒 = 𝑉𝑚 temperatura, encerram o mesmo
𝑛1 2 𝑛
número de moléculas
 Lei de Avogadro, Lei de Boyle-Mariotte; Leis de Charles e Gay-Lussac

 A Equação dos Gases Ideais contém, implicitamente, outras relações que foram observadas
experimentalmente nos séculos XVII e XVIII

Relação entre a Temperatura e o Volume (n e P, constantes)


Lei de Charles e Gay-Lussac A pressão constante, o volume
ocupado por determinada massa
gasosa é directamente
𝑉1 𝑇1 proporcional à sua temperatura
=
𝑉2 𝑇2

Relação entre a Pressão e a Temperatura (n e V constantes)

Lei de Charles e Gay-Lussac


Sob volume constante, a pressão
exercida por uma determinada
𝑃1 𝑇1 massa gasosa é directamente
= proporcional à sua temperatura
𝑃2 𝑇2 absoluta
 Misturas Gasosas de Gases Ideais

 Na mistura final, a quantidade química total (mol) é


a soma das quantidades químicas de todos os gases ෍ 𝑛 = 𝑛1 + 𝑛2 + ⋯ + 𝑛𝑖
iniciais

 A pressão total (P) de uma mistura gasosa é a soma


das pressões parciais de todos os gases que integram 𝑃 = 𝑃1 + 𝑃2 + ⋯ + 𝑃𝑖
a mistura gasosa
Lei de Dalton
 A pressão parcial de um gás, numa mistura gasosa, é a pressão
que esse gás exerceria se, sozinho, ocupasse o volume total (V),
à mesma temperatura (T) 𝑃𝑖 = 𝑥𝑖 × 𝑃
𝑛𝑖
 Partindo da pressão total (P) e das fracções molares pode-se 𝑥𝑖 =
calcular a pressão parcial de cada um dos gases que constituem 𝑛1 + 𝑛2 + ⋯ + 𝑛𝑖
a mistura gasosa
 Fontes consultadas na elaboração da apresentação:

1. R. Chang, Chemistry, 10th Edition, McGraw-Hill, 2010


2. https://pubchem.ncbi.nlm.nih.gov/
3. D. Green, Perry. R., Perry's Chemical Engineers' Handbook,
7th Edition, McGraw-Hill, 1997

Bibliografia