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Universidade Federal do Espírito Santo

Campus de Alegre

Engenharia de Alimentos

Rotações

Alunos:

Gustavo Leite Milião 2011101635

Syllas Borburema 2011101639

Wallaf Costa Vimercati 2011101653


INTRODUÇÃO
Um dos focos da física é o movimento. Contudo, os que daremos mais ênfase em nosso
estudo são os de translação e rotação.

O primeiro trata-se de um movimento no qual um objeto se move ao longo de uma reta ou


de uma curva. O movimento de rotação é aquele no qual um objeto gira em torno de um
eixo. Existem algumas variáveis que influem no movimento de rotação, como os quais
temos os equivalentes angulares das grandezas lineares posição, deslocamento,
velocidade e aceleração.

Posição angular:

Trata-se do ângulo de uma linha de referência em relação a um sentido fixo, deve-se


tomar a posição angular igual a zero. Na FIGURA 1, a posição angular Ө é medida em
relação ao sentido positivo do eixo x. Pela geometria, sabemos que Ө é dado por

Ө = s/r (medida em radianos)


(Eq. 01)

Em que, s é o comprimento de um arco de círculo que se estende do eixo x ( a posição


angular igual a zero) até a linha de referência, e r é o raio do círculo.

FIGURA 1

Linha de referência

s
r

Eixo de rotação
FIGURA 2

Em t2 Linha de referência

∆Ө

Em t1
Ө2 x
Ө1
O
Eixo de rotação

Deslocamento angular:

Se o corpo da FIGURA 1 gira em torno do eixo de rotação como na FIGURA 2, variando a


posição angular da linha de referência de Ө1 para Ө2, o corpo sofre um deslocamento
angular ∆Ө dado por

∆Ө = Ө2 – Ө1 (Eq. 02)

Esta definição de deslocamento angular vale não apenas para o corpo rígido como um
todo, mas também para todas as suas partículas, uma vez que suas posições relativas
estão fixas.

Se um corpo está em movimento de translação ao longo de um eixo x, seu deslocamento


∆x pode ser positivo ou negativo, dependendo de o movimento ocorrer no sentido positivo
ou negativo do eixo. Da mesma forma, o deslocamento angular ∆Ө de um corpo em
rotação pode ser positivo ou negativo, de acordo com a seguinte regra:

 Um deslocamento angular no sentido anti-horário é positivo e um deslocamento no


sentido horário é negativo.

Velocidade angular:

Suponhamos que o corpo em rotação está em uma posição angular Ө 1 no instante t1 e na


posição angular Ө2 no instante t2, como na FIGURA 2. Definimos a velocidade angular
media do corpo no intervalo de tempo ∆t de t1 a t2 por

ῳmed = (Ө2 – Ө1) / (t2 – t1) = ∆Ө/∆t ; (Eq. 03)

Na qual ∆Ө é o deslocamento angular que ocorre no intervalo ∆t.


A velocidade angular (instantânea) ῳ, é o limite da razão na equação acima apresentada
quando ∆t tende a zero.

Assim,

ῳ = lim ∆t→0 ∆Ө/∆t = dӨ/dt. (Eq. 04)

As equações 03 e 04 valem não apenas para o corpo rígido como um todo, mas também
para todas as partículas, uma vez que suas distâncias relativas estão fixas. A unidade de
velocidade angular mais comum é o radiano por segundo (rad/s) ou revolução por
segundo (rev/s). Se uma partícula se move em translação ao longo de um eixo x, sua
velocidade linear v é positiva ou negativa, conforme a partícula esteja se deslocando no
sentido positivo ou negativo do eixo. Da mesma forma, a velocidade angular ῳ de um
corpo em rotação pode ser positiva ou negativa dependendo de o corpo estar girando no
sentido anti-horário (positivo) ou horário (negativo).

Aceleração angular:

Se a velocidade angular de um corpo em rotação não é constante, então o corpo tem uma
aceleração angular. Sejam ῳ2 e ῳ1 suas velocidades angulares nos instantes t2 e t1,
respectivamente. A aceleração angular média do corpo em rotação no intervalo de t1 para
t2 é definida por

amed = (ῳ2 - ῳ1) / (t1 - t2) = ∆ῳ/∆t, (Eq. 05)

na qual, ∆ῳ é a variação na velocidade angular que ocorre no intervalo ∆t. A aceleração


angular (instantânea) a, é o limite desta grandeza quando ∆t tende a zero. Então,

a = lim ∆t→0 ∆ῳ/∆t = dῳ/dt . (Eq. 06)

As equações 05 e 06 também são válidas para todas as partículas do corpo. Em geral, a


unidade de aceleração angular é o radiano por segundo ao quadrado (rad/s 2) ou a
revolução por segundo ao quadrado (rev/s2).

Energia cinética de rotação:

Um corpo em rápida rotação certamente possui energia cinética associada a esta rotação.
Entretanto, não podemos aplicar a fórmula familiar K = ½ mv2 para o corpo todo, pois isto
nos daria apenas a energia cinética do centro da massa do corpo, que é zero.

Em vez disso, trataremos o corpo como uma coleção de partículas com diferentes
velocidades. Podemos, então, adicionar as energias cinéticas de todas as partículas para
encontrar a energia cinética do corpo como um todo. Dessa forma obtemos, para a
energia cinética de um corpo em rotação,

K = ½ m1v12 + ½ m2v22 + ½ m3v32 +... = ∑ ½ mivi2, (Eq. 07)

na qual, mi é a massa da enésima partícula e vi é sua velocidade.


Observe a equação abaixo:
1
K = ∑ 2 mi (ῳri)2 = ½ (∑miri2) ῳ2, (Eq. 08)

em que, ῳ é a mesma para todas as partículas.

A quantidade que se encontra entre parênteses na equação, nos diz como a massa do
corpo em rotação está distribuída em torno do eixo de rotação. Esta quantidade é
chamada de momento de inércia I do corpo em relação ao eixo de rotação particular.

Assim, pode-se escrever:

I = ∑miri2 (momento de inércia) (Eq. 09)

A unidade SI para I é o quilograma metro quadrado (kg.m2).

Movimento circular uniforme

Uma partícula está em movimento circular uniforme se ela se desloca ao redor de um


círculo com velocidade escalar constante (uniforme). Embora a velocidade escalar não
varie, a partícula está acelerando. Este fato pode ser surpreendente, porque
frequentemente associamos a aceleração (uma mudança na velocidade) com um
acréscimo ou decréscimo do módulo da velocidade.

FIGURA 3

aaaaa

A FIGURA 3 mostra a relação entre os vetores velocidade e aceleração em vários


estágios durante o movimento circular uniforme. Ambos os vetores possuem módulos
constantes durante o transcorrer do movimento, mas suas direções variam
continuamente. A velocidade está sempre na direção tangente ao círculo no sentido do
movimento. A aceleração está sempre na direção radial, apontando para o centro do
círculo. Por isto, a aceleração associada ao movimento circular uniforme é chamada
aceleração centrípeta (“que busca o centro”). Conforme provaremos a seguir, o módulo
desta aceleração a é:

a = v2 / R (aceleração centrípeta) (Eq. 10)

onde, R é o raio do círculo e v é o módulo da velocidade da partícula. Além disso, durante


esta aceleração com o módulo da velocidade constante, a partícula descreve uma volta
completa (percorre uma distancia de 2πR) no tempo.
T = 2πR / v ou T = 1/f (Eq. 11)

T é chamado de período de revolução, ou simplesmente período, do movimento. No caso


mais geral, o período é o tempo que uma partícula leva para completar exatamente uma
volta em uma trajetória fechada.

Quando um corpo efetua um Movimento Circular, este sofre uma aceleração que é
responsável pela mudança da direção do movimento, a qual chamamos aceleração
centrípeta, assim como visto no MCU.
Sabendo que existe uma aceleração e sendo dada a massa do corpo, podemos, pela 2ª
Lei de Newton, calcular uma força que assim como a aceleração centrípeta, aponta para o
centro da trajetória circular.
A esta força damos o nome: Força Centrípeta. Sem ela, um corpo não poderia executar
um movimento circular.
Quando o movimento for circular uniforme, a aceleração centrípeta é constante, logo, a
força centrípeta também é constante.
OBJETIVO
Determinar experimentalmente a força centrípeta a partir do movimenAto circular
uniforme, e a partir disso, entender como as variações de força e massa afetam o
movimento circular.

Procedimento
Materiais

 01 tripé tipo A;
 01 dinamômetro;
 Barbante;
 01 motor de 12V com redutor de velocidade e correia de transmissão;
 01 braço giratório de 50 cm, com roldana;
 01 torre com fixadores para dinamômetro;
 01 torre com fixadores para corpo de prova;
 01 corpo de prova com 03 ganchos.
 02 discos adicionais para corpo de prova;
 02 discos de contrapeso;
 01 cronômetro manual.
 01 fonte de alimentação variável 0 a 12V – 15ª/
 01 trena.
Métodos

Primeiramente montou-se o equipamento, ligou-se a fonte variável em uma tomada de


tensão e o cabo do motor de 12V aos bornes da fonte de tensão variável 0 a 12V DC,
logo após fixou-se o dinamômetro na posição vertical,sem nada conectado ao seu
gancho, foi calibrado zero da escala de força em Newton ajustando-se a posição do tubo
interno do dinamômetro.

Posteriormente foi retirado o corpo que estava pendurado no barbante, o mesmo foi
pesado e consequentemente foi calculada a incerteza de sua massa. Em seguida, voltou-
se a pendurar o corpo de prova e logo após foi ajustado sua posição de equilíbrio para
que o raio da trajetória ficasse em torno de 15cm. Esse ajuste foi feito com o auxilio de
uma trena que foi utilizada para medir o raio da trajetória, com o valor obtido, calculou-se
sua respectiva incerteza.

Para dar sequência ao experimento foi necessário conectar o barbante no dinamômetro e


ao gancho lateral do corpo de prova, passando-se pela roldana. Em seguida, foi puxado
lateralmente o corpo de prova pendurado no barbante para que esse barbante ficasse na
vertical e alinhado com a fenda da torre do corpo de prova, com o corpo de prova na
posição correta ajustou-se o fixador do dinamômetro fazendo-se movimentos na vertical
de forma que a força aplicada medida pelo dinamômetro fosse aproximadamente de
0,20N, e calculou-se a incerteza da força aplicada.

Após prendeu-se simetricamente no outro lado da plataforma um dos discos de


contrapeso para que, assim, pudesse estabelecer o equilíbrio do braço giratório, ligou-se
a fonte de tensão e foi tomado o devido cuidado para que a tensão fosse inicialmente
igual a zero.

Foi aumentado gradualmente o valor da tensão e se observou o movimento de rotação, e


ajustou-se a distância do contrapeso para, assim, reduzir efeitos de oscilações no braço
giratório, regulou-se a tensão aplicada ao motor até que o barbante ficasse novamente
alinhado com a fenda. Deixou-se o sistema girar por certo tempo até que se estabilizasse,
efetuou-se a medida de força indicada no dinamômetro, sendo que o valor podia oscilar.

Foi medido com o cronômetro manual o tempo de 10 rotações e encontrou-se o período


do movimento circular uniforme, repetiu-se esse procedimento 6 vezes , e calculou-se o
período médio e o desvio da média de cada peso, depois de calcular o período calculou-
se a velocidade angular do movimento circular uniforme e o valor da resultante centrípeta.

Foram realizados os métodos iguais da série anterior, ajustando-se a posição do


dinamômetro de tal forma que a força aplicada foi de em torno 0,40N.

Na terceira série repetiram-se os procedimentos anteriores e acrescentou-se um disco de


metal de cada lado do corpo de prova, assim como um disco adicional no contrapeso com
uma força aplicada de 0,20N.
Análise ou Discussão

TABELA 01

N TN ( s ) |TN - <TN>| ( s)
1 1, 747 0, 113
2 1, 507 0, 127
3 1, 665 0, 031
4 1, 521 0, 113
5 1, 661 0, 027
6 1, 700 0, 066
<TN> 1, 634 0, 080

Na primeira série foram calculados a média e a incerteza do período. Para a realização


destes cálculos usou-se as fórmulas <TN> / 6 e |TN - <TN>|, em que, TN representa os
períodos obtidos durante o experimento, <TN> indica a média dos períodos e |TN - <TN>| é
a incerteza. (Cálculos no anexo).
TABELA 02

M (kg) R (m) T (s) FA (N) Fd (N) ῳ (rad/s)

0, 098 ± 5x10-5 0, 200 ± 5x10-5 1, 634 ± 0, 080 0, 200 ± 5x10-3 0, 205 ± 5x10-3 3, 845 ±0,188

FC (N)
0, 290 ± 0,029 (Cálculos no anexo)

O cálculo da força do dinamômetro foi dado pela média da oscilação das forças obtidas
pelo mesmo e sua incerteza foi obtida a partir da metade da variação das oscilações, isto
é,
Fd=F2 +F1, onde, FD é à força do dinamômetro, F1 e F2 são as oscilações do objeto
2 em questão e ∆Fd= F2-F1, em que, ∆Fd é a incerteza da força do
2
dinamômetro, F1 e F2 são as variações da força obtidas no dinamômetro.
A partir do período obtido, calculou-se a velocidade angular e a força centrípeta do
movimento circular uniforme, sabendo que
ῳ= 2π / T Fcp= m. ῳ.R
TABELA 03

FA (N) T (s) Fd (N) ῳ (rad/s) Fc (N)


0, 400 ± 5x10-3 1, 353 ± 0,080 0, 390 ± 1x10-2 4, 644 ± 0, 275 0, 423 ± 0, 050

(Cálculo no anexo).
Na segunda série a massa e o raio do corpo livre manteve a mesma, porém foi aplicada
uma força de módulo 0,4N no sistema e verificado um novo período, considerando que a
incerteza deste período é igual a da primeira série.

TABELA 04

M (kg) T (s) FA(N) Fd (N) ῳ (rad/s) Fc (N)


0,2003 ±5x10-3 2,221 ± 0,080 0,2 ± 5x10-3 2,22 ± 0,02 2,829 ± 0,102 0,325 ± 0,024

Já na terceira série a massa do corpo livre foi maior devido ao acréscimo dos contrapesos
e a força aplicada no sistema foi de 0,2N. Calculou-se, novamente, o período, a
velocidade angular e a força centrípeta do sistema.

Fd Fd

T1 T1

T2 FA Fep Fef

Fd=T2=FA P Fd= Fcp=Fcf P


Comparando os resultados obtidos nas três séries, percebemos que a força aplicada, a
força centrípeta e a força do dinamômetro, que estão representadas no diagrama a cima,
possuem o mesmo módulo em cada série. Devemos considerar que há incertezas nestes
valores, causadas por possíveis oscilações ou desregulagem do equipamento e também
na verificação do equilíbrio do corpo.

Na primeira e segunda série, o período manteve-se o mesmo para o movimento, Já na


terceira foi diferente, pois nesta série a massa do corpo de prova era maior devido aos
discos de contrapeso o que influenciou no tempo. Vale ressaltar que podem existir
possíveis erros na obtenção dos valores através do cronômetro.

Conclusão

Conclui-se que a prática foi satisfatória, pois verificamos experimentalmente a força


centrípeta e como as alterações de massa e força influenciam no movimento circular
uniforme.

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