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Anexo Z

(informativo)

USO DE ELEMENTOS FINITOS PARA ANÁLISE DE ESTRUTURAS DE AÇO

Z.1 – Aplicabilidade ou Escopo


Este anexo fornece informações para análise de estruturas de aço pelo método
dos elementos finitos (MEF) na determinação dos estados limites últimos, de
serviço e de fadiga na verificação de elementos e ligações.
Este anexo é indicado para profissionais com experiência no uso do Método dos
Elementos Finitos.
Z.2 – Escolha do modelo
A escolha do modelo de análise pelo MEF depende do estado limite estudado, a
seguinte tabela é um guia para escolha do tipo de análise:

Tabela ZT.1 – Tipos de análise do MEF


N Comportamento Comportamento Inclusão de Exemplo de aplicação
material geométrico imperfeições
1 Capacidade elástica
Linear Linear Não
resistente
2 Capacidade plástica
Não linear Linear Não
resistente
3 Carga limite elástica de
Linear Não Linear Não
estabilidade
4 Carga limite plástica de
Linear Não Linear Sim
estabilidade
5 Capacidade resistente
Não Linear Não Linear Sim
limite elatoplástica

Z.3–Recomendações para aplicação do MEF


No uso de MEF alguns cuidados importantes dever ser atendidos:
- A modelagem do elemento estrutural e suas condições de contorno;
- A escolha do software e a documentação dos métodos usados nele;

Anexo C do EN 1993-1-5:2006
- A inclusão de imperfeições de maneira explicita;
- Os modelos de comportamento do material;
- A modelagem das ações e suas combinações;
- A correta da adequação dos critérios para os estados limites últimos;
- Os coeficientes de ponderação das ações.

Z.4 Sobre os modelos de elementos finitos


(a) A escolha dos modelos de Elementos Finitos (elementos de casca ou de
volume) e o tamanho da malha são determinantes na qualidade da resposta
estrutural. Para validar a qualidade do modelo, um aumento de refinamento e a
convergência de resultados precisa ser realizada.
(b) O modelo de MEF pode ser desenvolvido em partes ou no modelo integral do
projeto.
(c) As condições de apoio, interface e ações aplicadas devem ser tais que gerem
resultados a favor da segurança.
(d) As dimensões geométricas devem ser usadas com seus valores nominais.
(e) Todas as imperfeições devem ser consideradas na forma e amplitude de
acordo com o item Z.5.
(f) As propriedades do material devem ser conforme Z.6.

Z.5 – Uso de imperfeições


(a) Quando imperfeições devam ser incluídas no modelo do MEF, estas devem ser
geométricas e estruturais;
(b) Podem ser usadas imperfeições estruturais geométricas equivalentes, quando
não for realizado uma análise mais refinada; Imperfeições podem ser baseadas no
modo de instabilidade elástica com amplitudes definidas neste anexo; As
imperfeições materiais em termos de tensões residuais podem ser representadas
por padrões de tensões durante a fabricação com amplitudes equivalentes aos
valores médios esperados;
(c) A direção de aplicação das imperfeições deve ser tal que seja obtida a menor
capacidade resistente do modelo;
(d) Para aplicação das imperfeições equivalentes as Tabelas ZT.2 e a Figura ZF.1
podem ser usadas.

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(e) No uso de imperfeições combinadas a principal deve ser escolhida e a
secundária terá seu valor reduzido a 70% do previsto. Qualquer tipo de
imperfeição deve ser definido como principal e as outras como secundárias.
Imperfeição geométricas equivalentes podem ser substituídas por forças
equivalentes atuando no elemento.

Tabela ZT.2 – Imperfeições geométricas equivalentes


Tipo de Componente ou elemento Modo de Amplitude
imperfeição deformação
Global Barra com comprimento l Forma Ver EN 1993-1-
senoidal 1, Tabela 5.1
Global Enrijecedor longitudinal com Forma Mínimo de a/400
comprimento a senoidal e b/400
Local Painel ou sub-painel com vão Modo de Mínimo de a/200
curto a ou b instabilidade e h/200
elástica
Local Enrijecedor ou aba sujeita a Empenamento 1/50
empenamento

Anexo C do EN 1993-1-5:2006
Figura ZF.1 – Modelos de imperfeições geometricas
Tipo de imperfeição Elemento

Imperfeição global do
elemento com
comprimento l

Enrijecedor longitudinal
com comprimento a

Painel local ou subpainel

Enrijecedor ou aba sujeita


a empenamento

Anexo C do EN 1993-1-5:2006
Z.6 – Modelos constitutivos do material

Figura ZF.3: Modelos constitutivos de material para modelos através do MEF

Com patamar de
escoamento

a B

Com
endurecimento por
deformaçãoplástica

c D

Anexo C do EN 1993-1-5:2006
Ajustar conforme a ABNT NBR 8800 e NBR 5884:
Tabela 3 - Padrões de tolerância (NBR 5884)

Padrões de Aplicações usuais


tolerância

Elementos estruturais sujeitos a ações cíclicas, como vigas de rolamento para ponte rolante
I
altamente solicitada e estruturas especiais que requerem elevado rigor de tolerâncias

Estruturas convencionais, como galpões industriais e edifícios comerciais e


II residenciais

III Estruturas secundárias e complementares, como estacas e postes

NOTA Para estruturas que requerem um maior rigor de tolerância, especificações adequadas devem ser indicadas em projeto.

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