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RESUMO

João Ricardo de Souza Galheno

REFERÊNCIA
DICKIE, Robert L. O que a Bíblia Ensina sobre Adoração. Trad. Gordon Chown. São
Paulo. Ed. Fiel, 2007.

AVALIAÇÃO GERAL DA OBRA


1- Os elementos que constituem a adoração na sala do trono.
De forma muito rica e concisa a obra em questão consegue trazer um descortinamento,
uma clareza impressionante sobre um tema complexo, e muito importante. Isso fica evidenciado nos
tópicos destacados na presente literatura. O autor faz um alerta, com muita propriedade, enfatiza como
a adoração centrada nas Escrituras deve permear a vida cristã. Aprender o modelo bíblico da correta
adoração, possibilita o cristão manter o foco na obra redentora de Cristo.
2- A Adoração se centraliza em Deus. Pág. 23
Este capitulo ressalta que o cristão deve em primeiro lugar procurar glorificar a Deus. O
autor destaca que isso somente é possível quando existe uma adoração centralizada em Deus. Este
pensamento do autor é fortalecido com a seguinte afirmação; “Adorar é vivificar a consciência com
a santidade de Deus, alimentar a mente com a verdade de Deus, purificar a imaginação com a beleza
de Deus, abrir o coração ao amor de Deus e dedicar à vontade ao propósito de Deus”. A igreja precisa
dedicar sua vontade aos propósitos de Deus. Por isso é fundamental cada cristão combater o modelo
de adoração estabelecido por uma visão psicológica. Que ensina a adoração apenas como um
instrumento para massagear o ego do homem e satisfazer suas necessidades. Para adorarmos de forma
bíblica, precisamos permanecer com nossa perspectiva em Deus e não visando sucesso pessoal.
3- A Adoração é louvor. Pág. 32
Neste capitulo o autor destaca que os aspectos da natureza de Deus, do seu caráter e obra
devem evocar os louvores da igreja. Por isso ele enfatiza que perguntas como; o que é louvor? E o
que é adoração devem ser respondidas.
Neste capitulo a seguinte citação merece ser destacada; “o louvor é a resposta positiva,
verbal e sincera do povo redimido de Deus, em adoração por tudo aquilo que Deus é e por tudo que
Ele tem feito”. O autor destaca que Deus deve ser louvado por quem Ele é. Seus atributos direcionam
sua igreja naquilo que Ele deve ser adorado. A bíblia mostra que os atributos do Senhor, suas obras e
a gratidão dos fiéis constituem os elementos do louvor.

4- A adoraç

são adoração como Os teólogos puritanos criaram estudos que norteiam a área da
Cristologia, contribuíram, com obras maravilhosas que ressaltam a natureza de Cristo. A visão
Puritana traz um pensamento diferente quanto as abordagens romana e luterana. Sendo que a visão
católica traz o entendimento de que a natureza divina sobressai a natureza humana, sendo unicamente
ela responsável pela capacidade de fazer Cristo entender sua missão. Já os teólogos reformados
acreditam que apesar da natureza finita de Cristo não conseguir conter o infinito ou seja sua divindade,
mesmo assim sua natureza humana não é eliminada e que a mesma natureza humana também passou
de um estado de humilhação para exaltação. O pensamento de Arrowsmith em sua obra “
Theanthropos (“O Deus-homem”), mostra, sem deixar dúvidas, que Jesus de Nazaré foi tanto Deus
quanto homem em uma mesma pessoa”. A natureza de Cristo foi assunto de enormes controvérsias.
A obra justamente sobre como agem as duas naturezas de Cristo. Sendo que esse ponto doutrinário
foi fonte de disputa entre os reformados ortodoxos e vários autores católicos romanos. Os romanistas
sustentavam que Cristo realizou todos os seus atos de mediação apenas como homem. Os teólogos
reformados desconstruíram essa argumentação ao dizerem que “ recusavam a falar da obra mediadora
de Cristo como meramente da obra de um ser humano, Por isso, com base na unidade da pessoa e na
comunicação de propriedades e operações, pode-se dizer que a igreja foi comprada pelo sangue de
Deus (At 20.28), ou, conforme observa Goodwin, “dizemos que Deus e homem morreram, embora
apenas a natureza humana tenha de fato morrido; contudo, isso é atribuído ao todo, sendo a expressão
o sangue de Deus uma referência a isso”. Sendo assim a teologia reformada possui seu próprio
pensamento sobre as naturezas de Cristo. Podendo afirmar que no que se trata sobre à obra de Cristo,
a cristologia puritana possui seus conceitos firmados em uma teologia bíblica.
Outro entendimento de enorme contribuição foi o de Owen o mesmo traz um
desdobramento consistente, ele defende que “o único ato singular e imediato que a pessoa do Filho
efetuou na natureza humana foi assumi-la para que ela subsistisse consigo mesmo, assim sendo, o
Espírito Santo é “o operador imediato de todos os atos divinos do próprio Filho, mesmo daqueles
realizados em sua própria natureza humana”. Mesmo após o concílio de Calcedônia os debates,
dúvidas e pensamentos diferentes das diversas escolas teológicas não foram solucionados. Tanto a
ênfase alexandrina na unidade da pessoa e da divindade (logos-sarx) quanto a ênfase antioquina na
distinção entre as duas naturezas “ a Palavra e o Verbo divino” não teve uma abordagem vitoriosa.
Isso fica perceptível nos escritos de Cirilo onde muitos afirmam haver uma ambiguidade entre as
abordagens. Porém a maior discussão está na posição de Cirilo, que menciona identificamos a pessoa
com o Logos divino ou com o Cristo todo a posição de Calvino? É justamente respondendo a essa
questão que é possível uma cristologia reformada.
A teologia católico-romana formula o conceito da união hipostática de maneira a
entender que os atributos divinos permeavam completamente a natureza humana e, desse modo,
capacitaram Cristo, em sua natureza humana, a possuir desde o nascimento a visão beatífica de Deus.
Já uma ala de luteranos defende que a comunhão de propriedades é “unidirecional, da natureza divina
para a humana e não o contrário”. Já a visão reformada insiste “o finito não consegue conter o infinito”
[finitum non capax infiniti). A declaração de John Arrowsmith sobre a encarnação defini o
pensamento dos puritanos ele declara que; “Logos assumiu a natureza humana, tanto corpo quanto
alma. Caso Cristo não tivesse assumido uma natureza humana (corpo e alma), não poderia ter salvado
corpo e alma”. Outra questão que Arrowsmith responde de forma bíblica é se Cristo assumiu uma
natureza humana em sua perfeição como antes da Queda, ou se ele assumiu uma natureza humana
vestida de fragilidades, como depois da Queda. Ele afirma “Cristo não assumiu todas as fragilidades
do homem”. Então ele cria uma distinção entre “fragilidades dolorosas” e “fragilidades pecaminosas
e culpáveis”, sendo que Cristo não assumiu estas últimas e assumiu as primeiras apenas em parte.
Goodwin traz sua contribuição ao comentar que as duas naturezas “não podiam ser
transformadas uma na outra, pois Deus era imutável, e era impossível que a natureza do homem se
tornasse a natureza de Deus, visto que a essência da divindade é incomunicável”. Diferentes de Cirilo
os teólogos reformados têm empregado a ideia de “pessoa” para se referir a Cristo em suas duas
naturezas e não apenas ao Logos. Os teólogos reformados refererem-se à “comunicação de
propriedades” {communicatio idiomatwn), a qual também inclui a “comunicação de operações”
[communicatio opera-tionum), visto que juntas as expressões refletem a pessoa que faz a obra. Francis
Roberts (1609-1675), explica esse ponto assinalando que “Cristo realizou suas opera authoritatis ou
magisterii, suas obras de autoridade, com base em sua divindade, porém suas opera ministerii, suas
obras de ministério, com base em sua humanidade. Sendo que as naturezas estão unidas em uma
mesma pessoa. Este tema suscitou enorme disputa os reformados ortodoxos e vários autores católicos
romanos, que afirmavam que Cristo realizou os atos de mediação apenas como homem. Isso abriria
margem assim para os teólogos romanos afirmarem que existe assim o sacerdócio sacramental.
Goodwin, menciona; “dizemos que Deus e homem morreram, embora apenas a natureza humana
tenha de fato morrido; contudo, isso é atribuído ao todo, sendo a expressão o sangue de Deus uma
referência a isso. Desta feita a cristologia reformada possui suas próprias ênfases particulares quando
comparadas com explicações católicas e luteranas sobre a pessoa de Cristo.
Se defendermos que a natureza divina de Cristo atua por meio da natureza humana,
assim capacitando-o a operar milagres, por exemplo, surge um sério problema no que diz respeito ao
enorme número de textos que falam do papel do Espírito Santo na vida de Cristo. Esse foi o problema
que a posição de Cirilo não conseguiu superar. O sociniano John Biddle observa essa tensão e faz
uma série de perguntas, sendo que nem teólogos católicos e nem os luteranos conseguem assim
explicar a obra do Espirito Santo. Quanto a isso Owen esclarece a obra do Espírito em Cristo dizendo
que é um desdobramento consistente da insistência reformada tanto na integridade ou perfeição das
duas naturezas quanto na unidade da pessoa. Ele defende que “o único ato singular e imediato que a
pessoa do Filho efetuou na natureza humana foi assumi-la para que ela subsistisse consigo mesmo.
Assim sendo, o Espírito Santo é “o operador imediato de todos os atos divinos do próprio Filho,
mesmo daqueles realizados em sua própria natureza humana. Outros puritanos pensavam de modo
semelhante. Por exemplo, Goodwin postula que o Espírito santificou a natureza humana e constituiu
Jesus como o Cristo. Essa forma de entender a relação do Espírito com a natureza humana preserva
a humanidade de Jesus Cristo e responde a um número enorme de perguntas exegéticas. Ligado a
isso, Stephen Holmes assinala que para Owen a natureza humana de Cristo foi santificada pelo
Espírito; “a ordem ‘sede santos porque eu sou santo’ [...] pode ter um significado novo: o homem
judeu, Jesus Cristo, pode ser imitado porque foi ‘como nós em todos os aspectos, exceto o pecado’,
e, assim, essa cristologia leva diretamente a uma explicação sólida da santificação, um assunto em
que os reformados tinham especial interesse e que era outro aspecto de sua disputa com os luteranos.
Embora o expressem de maneiras diferentes, os puritanos tinham profunda consciência
da importância da relação do Espírito Santo com Cristo no que diz respeito aos ministérios de Cristo,
tanto o terrestre quanto o celestial. No dizer de Isaac Ambrose, em Cristo existe “uma combinação
de todas as graças do Espírito [...] Ele recebeu o Espírito sem medida; nele havia o máximo que podia
existir numa criatura e mais do que em todas as demais criaturas”. O Espírito Santo teve um papel de
destaque, o Pai decretou que o Filho se tornasse carne. O Filho voluntariamente se tornou carne em
obediência à vontade do Pai, mas é o Espírito Santo que foi o “poder divino não mediado” da
encarnação (Lc 1.35; Mt 1.18,20. Além do mais, a realização de milagres por Cristo é atribuída ao
Espírito Santo (Mt 12.28; At 10.38), pois, “quando os judeus atribuem as obras poderosas de Cristo
a Belzebu [...] ele lhes dá a conhecer que nisso blasfemaram contra 0 Espírito Santo. O fato de Cristo
ter recebido o Espírito é uma necessidade ontológica de sua verdadeira humanidade; aliás. Cristo não
teria sido Cristo sem a unção do Espírito Santo. O Espírito Santo tem de ocupar um papel central em
qualquer debate da cristologia por causa de sua relação com a natureza humana de Cristo.

G. C. Berkouwer assinalou que nas Escrituras “encontramos o tempo todo a


indisputável unidade da pessoa e obra de Cristo [...] Não saber quem é significa não entender a sua
obra; e não compreender sua obra da perspectiva correta é não compreender sua pessoa”. É inegável
a unidade orgânica da pessoa e obra de Cristo, em particular à luz do argumento que relaciona o
ministério terreno e celeste à obra do Espírito. Esses comentários oferecem um ponto de partida ideal
para analisar a maneira que o Espírito Santo se relaciona com Cristo.

Crítica
A obra trata-se de uma excelente abordagem teológica claramente alicerçada pelas
Escrituras. O autor trouxe uma excelente visão sobre a importância e conhecimento da cristologia. O
autor mostra domínio na exposição de suas ideias. Ele descreve de forma concisa e direta um tema
relevante e tão discutido nos dias atuais. Uma igreja que possui uma cristologia firmada nas Escrituras
guarda e conhece suas origens, isso será fundamental para que a mesma não perca a sua identidade.
A igreja do Senhor deve estar empenhada em viver seus propósitos sempre olhando para escritura
como regra de fé e pratica. Vivemos dias em que a sociedade tem mergulhado no pensamento pós-
moderno. A modernidade com seu pluralismo afirma não existir verdades absolutas. Constantemente
existi uma verdadeira enxurrada de pensamentos e filosofias que visam desconstruir os valores da
família e do cristianismo. Essa obra é uma ferramenta importantíssima que mostra como ao longo da
história, Deus levantou homens para serem verdadeiros atalaias das verdades bíblicas. Assim como o
pós-modernismo ataca a igreja do Senhor nos dias atuais, a igreja também teve de lidar com
controvérsias teológicas na antiguidade. O autor traz de forma muito rica as diversas controvérsias
teológicas, na área da cristologia. Como os teólogos romanos, luteranos e reformados argumentaram
a respeito dos pilares da nossa fé. Como a cristologia deve servir de base para a vida cristã.
Este livro é uma das melhores obras que tive a oportunidade de ler, este livro foi como
um farol para dar luz a uma caminhada mais segura. Sinto-me ainda mais seguro de prosseguir na
vida cristã e na vida ministerial, na certeza de que firmado em Cristo posso servir a Deus e aos meus
irmãos de forma integral no Reino de Deus, onde ele me enviar.
1. Aplicação
Prático
Compreender sobre cristologia me impede de viver uma vida sem objetivos. A não
perder tempo com aquilo que não importa, a estar com o coração naquilo que é eterno. Ensinar as
pessoas da minha igreja, vizinhança de forma correta quem foi e o que Cristo fez por nós. Uma igreja
que busca o verdadeiro conhecimento é instrumento nas mãos do seu Redentor.
Analítico
Esta obra trata de forma muito direta sobre o tema, como a cristologia centrada as
Escrituras deve permear nossa vida cristã. Nos levando uma vida piedosa e de frutos de justiça.
Aprender sobre a pessoa de Cristo me possibilita e me leva a parecer mais com ele. Possuir uma
cristologia centrada nas Escrituras me permite conhecer a obra redentora de Cristo. Perceber como
apesar de mim, Deus se fez homem para me salvar, tamanho amor me constrange, pois sei que não
sou merecedor. Deus através da sua graça envia seu único Filho para nos salvar.
Bíblico.

Joel Beeke consegue costurar de forma bíblica o tema abordado. Tratar um assunto
onde ao longo da história homens conhecedores das Escrituras, divergiram precisa realmente
conhecer o tema. É justamente nesse quesito que o autor consegue mostrar diferentes visões
teológicas sobre a cristologia de forma que o leitor compreenda. E como os teólogos reformados
permaneceram centrado na Escritura.

Pastoral.
Fantástico aprender como a trindade, Deus Criador, Deus Salvador e o Deus
Consolador redimiu e mudou a minha história. Isso me leva a compreender que fui criado para um
propósito, anunciar o evangelho da graça as pessoas. Compreender sobre cristologia me impede de
viver uma vida sem objetivos. A não perder tempo com aquilo que não importa, a estar com o coração
naquilo que é eterno. Ensinar as pessoas da minha igreja, vizinhança de forma correta quem foi e o
que Cristo fez por nós. Uma igreja que busca o verdadeiro conhecimento é instrumento nas mãos do
seu Redentor. Uma igreja que possui identidade teológica firmada nas Escrituras, não estará a mercê
de movimentos ou doutrinas de homens.
2. Melhores citações.
Doutrinas não são ideias filosóficas abstratas que clérigos devem debater a fim de
passar o tempo; pelo contrário, doutrinas, quando corretamente entendidas, oferecem um caminho
para a piedade cristã, a qual é resultado de uma correta compreensão da revelação de Deus.
Goodwin comenta que as duas naturezas “não podiam ser transformadas uma na outra,
pois Deus era imutável, e era impossível que a natureza do homem se tornasse a natureza de Deus,
visto que a essência da divindade é incomunicável”.
O Espírito Santo teve um papel de destaque. O Pai decretou que o Filho se tornasse
carne. O Filho voluntariamente se tornou carne em obediência à vontade do Pai, mas é o Espírito
Santo que foi o “poder divino não mediado” da encarnação (Lc 1.35; Mt 1.18,20
Nossa cristologia deve servir de base para a nossa pneumatologia e vice-versa. Negar
esse conceito é, na realidade, negar um aspecto crucial da pessoa e obra de Jesus Cristo.

3. Percentual de leitura
Eu João Ricardo de Souza Galheno declaro ter lido todo o artigo.