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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO LESTE DE MINAS GERAIS – UNILESTEMG

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS


Curso de Engenharia Sanitária e Ambiental

EDNA DIAS DE SÁ

LICENCIAMENTO AMBIENTAL EM MINAS GERAIS:

ANÁLISE DO INSTRUMENTO DE POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

Coronel Fabriciano – MG
2009

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EDNA DIAS DE SÁ

LICENCIAMENTO AMBIENTAL EM MINAS GERAIS:

ANÁLISE DO INSTRUMENTO DE POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Programa de Graduação
em Engenharia Sanitária e Ambiental do
Centro Universitário do Leste de Minas
Gerais, como requisito parcial para a
obtenção do grau de Graduada em
Engenharia Sanitária e Ambiental.

Prof.ª Orientadora: Dahyana Siman C. da


Costa

Coronel Fabriciano- MG
2009

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EDNA DIAS DE SÁ

LICENCIAMENTO AMBIENTAL EM MINAS GERAIS:

ANÁLISE DO INSTRUMENTO DE POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

Monografia apresentada ao Programa de Graduação em Engenharia Sanitária e


Ambiental do Departamento de Ciências Exatas do UNILESTE/MG, como requisito
parcial para a obtenção do grau de graduada em Engenharia Sanitária e Ambiental,
sob a orientação da Prof. Dra. Dahyana Siman da Costa.

Aprovada em 18 de Fevereiro de 2010


Por:

Dahyana Siman da Costa


Prof. Unileste -MG.

Cláudia Diniz Pinto Coelho


Prof. Unileste - MG

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Dedico este trabalho a meus pais Edson e Ana Maria, as minhas irmãs e ao Alan,
que sempre me apoiaram, estiveram presentes e acreditaram em meu potencial, me
incentivando sempre.

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AGRADECIMENTOS

Meus sinceros agradecimentos a todos aqueles que de alguma forma doaram um


pouco de si para que a conclusão deste trabalho se tornasse possível:

A Deus, por acreditar que nossa existência pressupõe outra infinitamente superior;

A minha professora orientadora, Dra. Dahyana Siman da Costa pelo auxílio,


disponibilidade de tempo e presteza , sempre com uma imensa simpatia e um prazer
enorme em me ajudar.

Aos meus queridos pais, grandes cúmplices desta vitória, por minhas imensas horas
de dedicação à monografia, deixando-os de lado para que este trabalho pudesse ser
concluído com êxito. Alan, a alegria também é sua, pois o seu amor, carinho e
estímulo foram armas para esta vitória. Obrigada por sempre estar presente em meu
caminho.

A todos os professores do Unileste-MG do Curso de Engenharia Sanitária e


Ambiental, em especial o Dr. Wallace Carvalho, meu primeiro orientador e grande
profissional, ao admirável professor Marcelo Corrêa pelos ensinamentos e
principalmente pelos momentos de descontração, ao professor Charles R. Murta,
grande amigo e excelente mestre, que sempre ficará guardado em mim seu imenso
caráter e dignidade, a Cláudia Diniz por estar sempre de bom humor e pela sua
grande humildade, enfim, agradeço a todos que foram extremamente importantes na
minha vida acadêmica e também no desenvolvimento desta monografia.

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"Sei que meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele o oceano seria menor."
(Madre Teresa de Calcutá)

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RESUMO

Este trabalho de pesquisa busca analisar um dos mais importantes instrumentos da


Política Nacional do Meio Ambiente: o Licenciamento Ambiental que foi inserido no
ordenamento jurídico pátrio no ano de 1981 através da Lei 6.938 que institui a
Política Nacional do Meio Ambiente, mas foi definido somente com a Resolução do
CONAMA 237 de 1997, como um procedimento administrativo em que o órgão
ambiental competente licencia a implantação, ampliação e operação de
empreendimentos potencialmente causadores de degradação ambiental. É uma
valiosa ferramenta na defesa do Meio Ambiente sadio e equilibrado, onde nota-se
uma maior atuação do poder de polícia do Órgão Ambiental competente. Assim,
objetiva-se aprofundar no estudo do Licenciamento Ambiental com ênfase especial
no Licenciamento no Estado de Minas Gerais, focando todas as etapas do processo
de licenciamento, os documentos necessários para se obter as licenças, vinculando
também a Autorização Ambiental de Funcionamento, um tipo simplificado de
licenciamento que não requer estudos aprofundados, mas, requer a manutenção
constante.

Palavras chave: licenciamento ambiental, meio ambiente, Minas Gerais.

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ABSTRACT

This research work analyzes one those most important instruments of the national
politics of the environment : The Ambient Licencing, was inserted in the native legal
system in the year of 1981 through law 6.938, that institutes the National Politics of
the Environments, but it was only defined with the Resolution of CONAMA 237 of
1997, as an administrative procedure where the competent ambient agency permits
the implantation, magnifying and operation of potentially causing enterprises of
ambient degradation. It is a valuable tool in the defense of the healthy and balanced
Environment, where a bigger performance of the power of policy of the competent
Ambient Agency is noticed. Thus, objective to deepen the study of the Ambient
Licensing with special emphasis in the Licensing in the State of Minas Gerais, being
in all the stages of the licensing process, the documents necessary to get the
licenses, also tying the Ambient Authorization of Functioning, a simplified type of
licensing that does not require deepened studies, but, requires the constant
maintenance.

Words key: Environmental Licensing, Environment, Minas Gerais.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................10

2 METODOLOGIA ...................................................................................................14

3 MEIO AMBIENTE - DEFINIÇÕES.........................................................................15

3.1 POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE .............................................................16

4 O LICENCIAMENTO AMBIENTAL......................................................................20

4.1 LICENCIAMENTO AMBIENTAL EM MINAS GERAIS - PECULIARIDADES .......................22


4.2 TIPOS DE LICENÇA AMBIENTAL............................................................................23
4.2.1 AUTORIZAÇÃO AMBIENTAL DE FUNCIONAMENTO (AAF) .....................................24
4.2.2 LICENÇA PRÉVIA (LP) .....................................................................................25
4.2.3 LICENÇA DE INSTALAÇÃO (LI) ..........................................................................26
4.2.4 LICENÇA DE OPERAÇÃO (LO) ..........................................................................26
4.2.5 LICENÇA DE INSTALAÇÃO DE NATUREZA CORRETIVA (LIC) E A LICENÇA DE

OPERAÇÃO DE NATUREZA CORRETIVA (LOC) ............................................................28


4.3 DOCUMENTOS NECESSÁRIOS PARA O LICENCIAMENTO AMBIENTAL........................29
4.4 ETAPAS DO LICENCIAMENTO ...............................................................................31

5 CONCLUSÃO........................................................................................................33

6 REFERÊNCIAS.....................................................................................................35

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1 INTRODUÇÃO

A criação da Lei 6.938 de 1981, que estabeleceu a Política Nacional do Meio


Ambiente (PNMA), se constituiu em um marco na defesa e proteção do meio
ambiente no Brasil.
Além de ingressar inovados princípios e regras indispensáveis à defesa do
meio ambiente, estabelecer conceitos legais de meio ambiente, poluição e outros,
previu vários instrumentos arguciosos que colocariam em prática tudo que foi
estabelecido pela própria PNMA como diretrizes e objetivos.
Dentre os instrumentos mais importantes destacam-se:
 O Licenciamento Ambiental;
 O estabelecimento de padrões de qualidade ambiental;
 Os incentivos à produção e instalação de equipamentos voltados à
conservação e proteção ambiental;
 A criação de áreas protegidas pelo Poder Público Federal;
 O Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e
o Cadastro Técnico de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental (este último,
sob a administração do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis – IBAMA);
 As penalidades necessárias à preservação ou correção de degradação
ambiental (BRASIL, 2007).
Contudo, tendo em vista o objetivo do presente trabalho vamos focar a
pesquisa no Licenciamento Ambiental que é sem dúvida, um dos mais importantes
instrumentos da Política Nacional do meio Ambiente.
Este foi definido pela Resolução 237/97 do Conselho Nacional do Meio
Ambiente (CONAMA), como um procedimento administrativo pelo qual o órgão
competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de
empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais consideradas
efetiva ou potencialmente poluidoras, ou daquelas que, sob qualquer forma, possam
causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares
e as normas aplicáveis ao caso (DEEBEIS, 1999).

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Quanto à competência dos órgãos ambientais para atuar é importante frisar
que a Constituição Federal concedeu-lhes competência comum, ou seja, todos os
entes federados possuem competência para cuidar das questões relacionadas ao
meio ambiente. Em seu Artigo 23, parágrafo VI ela descreve:

É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e


dos Municípios: Proteger o meio ambiente e combater a poluição em
qualquer de suas formas (BRASIL, 1988).

Dessa forma, no exercício da competência comum para proteger o meio


ambiente e combater a poluição, a União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios não só utilizam a legislação por eles criada, como também a legislação
instituída por outro ente que tenha uma competência constitucional própria e até
privativa (MACHADO, 2006).
Por esta razão a Lei 6.938/81, em seu art. 10º, não estabeleceu competência
exclusiva ao órgão federal para conceder Licenças Ambientais, ou seja, licenças
ambientais exclusivas do IBAMA.
Na verdade a distribuição de competências é feita de forma a deixar
reservado aos estados-membros a maior parte dos Licenciamentos Ambientais,
contudo sempre analisando caso a caso, inclusive o potencial impacto ambiental da
obra ou atividade.
Grande parte da doutrina jurídica brasileira afirma que nem mesmo a
Resolução CONAMA 237/97 poderia estabelecer um licenciamento único. Portanto,
todos os entes federados têm competência e interesse de intervir nos licenciamentos
ambientais (MACHADO, 2006).
Assim a legislação federal deve criar as normas gerais, que são válidas em
todo território nacional, sendo obrigatória para os estados e municípios no
procedimento do licenciamento. Desconhecer ou não aplicar integralmente os
parâmetros mínimos de proteção da legislação federal implica para os estados o
dever de eles mesmos anularem o licenciamento concedido ou pedir sua decretação
através do poder judiciário.
Importa distinguir que a norma federal – por ser genérica – não deverá dizer
qual o funcionário ou órgão incumbido de autorizar o licenciamento, mas poderá
dizer validamente quais os critérios a serem observados com relação à proteção do
meio ambiente (MACHADO, 2006).

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Logo, fica a critério dos órgãos estaduais se organizarem e buscar a melhor
forma de proteger o meio ambiente. Nesse trabalho de pesquisa nos propomos a
analisar especificamente como se dá o Licenciamento Ambiental em Minas Gerais.
Em algumas das divisões do Sisema – Sistema Estadual de Meio Ambiente –,
no que compete às atividades de planejamento, execução, controle e avaliação das
ações setoriais a cargo do estado de Minas Gerais é que se instala o
comprometimento de gerir o licenciamento ambiental em Minas Gerais, conforme
prevê a Deliberação Normativa - DN 74.
A DN 74 estabelece critérios para a classificação, segundo o porte e potencial
poluidor de empreendimentos e atividades modificadoras do meio ambiente
passíveis de autorização ou de licenciamento ambiental no nível estadual, determina
normas para indenização dos custos de análise de pedidos de autorização e de
licenciamento ambiental, e dá outras providências.
As atribuições de Licenciamento Ambiental em Minas Gerais são exercidas
pelo: Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), por intermédio das
Câmaras Especializadas, das Unidades Regionais Colegiadas (URCs), das
Superintendências Regionais de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
(SUPRAMs), da Fundação Estadual do Meio Ambiente (FEAM), do Instituto Mineiro
de Gestão das Águas (IGAM) e do Instituto Estadual de Florestas (IEF), de acordo
com o Art. 1o do Decreto Estadual no 44.844/08 (SEMAD, 2008).
O Licenciamento Ambiental é um instrumento muito importante para alcançar
uma Política Nacional do meio ambiente efetiva, conforme proposto pela Lei
6.938/81. É indubitavelmente um dos mais relevantes instrumentos criados para
compatibilizar o crescimento econômico e a preservação da natureza. Entretanto o
licenciamento também enfrenta seus problemas.
Assim, o Licenciamento é necessário, contudo uma das maiores críticas que
se faz é quanto a sua excessiva burocracia e morosidade.
Em Minas Gerais, esta atividade é implementada e exercida pelo COPAM,
por intermédio das Câmaras Especializadas, da FEAM, no tocante às atividades
industriais, minerárias e de infra-estrutura e do IEF no tocante às atividades
agrícolas, pecuárias e florestais.
As bases legais para este licenciamento em Minas Gerais estão estabelecidas
na Lei nº 7.772, de 8 de setembro de 1980, alterada pela Lei nº 15.972 de 2006 e no

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Decreto nº 39.424, de 05 de fevereiro de 1998, que o regulamenta, compatibilizado
com a legislação federal.
Complementar ao referido Decreto, as deliberações normativas e resoluções
do COPAM regulamentam as condições para o sistema de licenciamento ambiental,
classificando os empreendimentos e atividades segundo o porte e o potencial
poluidor, estabelecendo limites para o lançamento de substâncias poluidoras, de
forma a garantir a qualidade do meio ambiente e definindo os procedimentos a
serem adotados pelo empreendedor para a obtenção das licenças ambientais.
Por ser um mecanismo relativamente novo e tecnicamente complexo, sua
implementação ainda é alvo de inovações, com a introdução de novos relatórios,
planos e termos de referência (FINK, 2002).
Assim, justifica-se uma pesquisa minuciosa para determinar como tem sido
realizado o Licenciamento Ambiental em Minas Gerais, identificar os problemas
práticos e eventualmente sugerir mudanças para sua melhoria.
Diante do exposto, este trabalho tem como objetivo divulgar a metodologia
para a aplicação, funcionalidade e fiscalização do licenciamento ambiental,
especialmente no estado de Minas Gerais, destacando as suas peculiaridades e
diferenças, vinculando também a Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF)
como fonte de regularização ambiental integrada.

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2 METODOLOGIA

A metodologia empregada neste trabalho é baseada em pesquisas de revisão


bibliográfica, de caráter explicativo, em livros, doutrinas, revistas especializadas,
bem como páginas da internet, principalmente dos sites oficiais e governamentais,
com a finalidade de se colocar em contato direto com o que foi produzido em relação
ao tema do presente trabalho para estabelecer de forma clara e simplificada o
procedimento de Licenciamento Ambiental em Minas Gerais.

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3 MEIO AMBIENTE - DEFINIÇÕES

Devido à sua tamanha riqueza e da difícil expressão materializada de seu


conteúdo, o meio ambiente tem como definição um meio físico dotado de naturezas
artificiais (meio urbano e toda a sua estrutura) e naturezas originais (solo, ar, água,
fauna, flora e energia), gerando assim a interação entre estas duas naturezas a fim
de se garantir o desenvolvimento sustentável para toda e qualquer forma de vida.
Assim, didaticamente divide-se o meio ambiente em meio ambiente natural,
meio ambiente cultural, meio ambiente artificial e meio ambiente do trabalho, porém
lembrando que ele é uno, indissociável e interdependente.
Outro conceito, amplo em relação ao comportamento humano com o que há
em sua volta é o de Ávila Coimbra que descreve:

Meio Ambiente é o conjunto dos elementos abióticos (físicos e


químicos) e bióticos (fauna e flora), organizados em diferentes
ecossistemas naturais e sociais em que se insere o homem,
individual e socialmente, num processo de interação que atenda ao
desenvolvimento das atividades humanas, à preservação dos
recursos naturais e das características essenciais do entorno, dentro
das leis da natureza e de padrões de qualidade definidos
(COIMBRA, 2002, p. 32).

Do ponto de vista legal, o meio ambiente só teve a sua definição com a


edição da lei 6.938/81, a Lei de Política Nacional do Meio Ambiente, que trata o meio
ambiente como:

O conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem


física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em
todas as suas formas (BRASIL, 1981, Art. 2ª, inciso I).

Posteriormente a esta Lei, houve o surgimento da Constituição Federal de


1988, referindo-se ao meio ambiente em diversos dispositivos legais, recepcionando
a lei anterior e atribuindo a este o sentido mais abrangente possível.
Diz-se inclusive que o texto constitucional elevou a proteção do meio
ambiente à categoria de direito fundamental do homem, ao dispor que ele é direito
de todos, indistintamente, e essencial a sadia qualidade de vida, devendo ser
preservado para as gerações atuais e futuras.

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Faria cita a definição técnica do físico Fritjof Capra, que define o meio
ambiente:

Trata-se de uma visão sistêmica que encontra abrigo em ramos da


ciência moderna, a exemplo da física quântica, segundo a qual o
universo, como tudo que o compõe, é composto de uma teia de
relações em que todas as partes estão interconectadas (FARIAS,
2006, p.38).

Dessa forma, meio ambiente é a nossa casa, é o todo, o entorno, com


características de unicidade e indissociabilidade, entendo-se o conjunto do meio
natural, cultural, artificial e do trabalho.

3.1 Política Nacional do Meio Ambiente

Em 31 de agosto de 1981, foi criada a Lei 6.938 que dispõe sobre a Política
Nacional do Meio Ambiente, suas terminações e mecanismos de formulação e
aplicação. Além disso, criou o Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA.
Com o objetivo geral de preservar, melhorar e recuperar a qualidade
ambiental favorável à vida, a Política Nacional do Meio Ambiente instituiu alguns
princípios para nortear as ações, a fim de se alcançar os seus objetivos. Todos os
seus princípios são explicitados no decorrer da Lei, principalmente quando trata no
art. 4º, dos objetivos peculiares da Política Nacional do Meio Ambiente, bem como
no art. 9º, que especifica seus instrumentos.
A hierarquização para alcançar os objetivos gerais se inicia com a realização
dos objetivos específicos, e este somente será pleno se houver a prática das
políticas de gestão ambiental, com todos os seus planos, projetos e programas. Se
houver o descumprimento de quaisquer destes, haverá o comprometimento dos
objetivos gerais.
Certos objetivos específicos tiveram grande avanço em relação a situação
ambiental brasileira, uma vez que resultaram em conjunto, várias leis de alta
significância, como a Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei 9.433/97) e a Lei
dos Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), dentre outras (MILARÉ, 2005).

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Em especial, o inciso VII do art. 4º da PNMA, especifica que a Política
Nacional do Meio Ambiente visará “à imposição, ao poluidor e ao predador, da
obrigação de recuperar e/ou indenizar os danos causados, e ao usuário, de
contribuição pela utilização de recursos ambientais com fins econômicos”.
Por sua vez a Lei dos Recursos Hídricos reconhece o valor econômico dos
recursos hídricos, aplicando o objetivo de contribuição pela utilização dos recursos,
tanto pelo usuário poluidor quanto pelo usuário pagador (MILARÉ, 2005).
Dos instrumentos para a implementação da Política Ambiental, inseridos no
art. 9 da Lei 6.938/81, o inciso I que se refere à criação de padrões de qualidade
ambiental, mostra a necessidade de se haver quantificações fixas (geralmente
numéricas) de padrões de qualidade do ambiente, que podem ser para qualquer
parâmetro que afete o bem estar da sociedade (BRASIL, 1981).
Este estabelecimento é exercido através das Resoluções do Conselho
Nacional do Meio Ambiente - CONAMA, que já tem regulamentações a respeito da
qualidade do ar, dos níveis de ruídos e da água.
Citado anteriormente, o SISNAMA tem em sua incumbência a proteção do
meio ambiente, feito através do conjunto de órgãos e instituições dos vários níveis
do Poder Público.
O SISNAMA teve como antecedente a SEMA – Secretaria Especial do Meio
Ambiente, um órgão autônomo criado em 1973, através do decreto nº 73.030, logo
após a Conferência de Estocolmo sobre o meio ambiente humano de 1972, que, de
acordo com Milaré (2005), tinha como “[...] objetivo orientar uma política de
conservação do meio ambiente e o uso racional dos recursos naturais [...]”. A SEMA
foi extinta pela Lei nº 7.735 de 1989.
Assim, instituído através do artigo 6º da Lei 6.938/81, o SISNAMA tem como
finalidade estabelecer uma rede de agências governamentais, nos diversos níveis da
Federação, para assegurar mecanismos eficientes capazes de implementar a
Política Nacional do Meio Ambiente (ANTUNES, 2006).
Constituído pelos órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito
Federal, dos Municípios e pelas Fundações instituídas pelo Poder Público,
responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental, o SISNAMA é
integrado por vários órgãos, destacados a seguir:

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 Órgão Superior: É unicamente o conselho de Governo. A composição do
Conselho de Governo consta no artigo 7º, inciso I da Lei 10.683 de 2003 que
dispõe sobre a organização da Presidência da República e dos ministérios
(BRASIL, 2003).
Sua finalidade é o assessoramento imediato ao Presidente da República na
formulação de diretrizes de ação governamental, sendo composto pelos
Ministros de Estado, pelos titulares dos órgãos da Presidência da República e
pelo Advogado Geral da União (Lei 10.683/03).
 Órgão Consultivo e Deliberativo: O CONAMA – Conselho Nacional do Meio
Ambiente. Consiste no maior órgão do SISNAMA, e criado através da Lei
6.938/81, artigo 6º, inciso II com a finalidade de assessorar e propor ao
Conselho de Governo, diretrizes e políticas governamentais para o meio
ambiente e editar normas e padrões compatíveis com o ambiente
ecologicamente equilibrado (ANTUNES, 2006).
 Órgão Central: Cabe ao Ministério do Meio Ambiente o dever de se cumprir
como Órgão Central, incumbido do planejamento, coordenação, supervisão e
controle da Política Nacional e das diretrizes governamentais do Meio
Ambiente.
 Órgão Executor: Refere-se ao IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente
e dos Recursos Naturais Renováveis. Vinculada com o Ministério do Meio
Ambiente, o IBAMA tem a finalidade de executar, como órgão federal, a
política de preservação, conservação e uso sustentável dos recursos naturais
(MILARÉ, 2005).
 Órgãos Setoriais: Aos Órgãos Setoriais abrangem os integrantes da
Administração Federal e as fundações criadas pelo Poder Público, estas por
si, que sejam associadas à atividades de proteção ambiental e uso dos seus
recursos.
 Órgãos Seccionais: constituem a base do SISNAMA, considerando tamanha
a extensão do País. De acordo com Milaré (2005),

São os órgãos ou entidades estaduais, constituídos na forma da lei


e por ela incumbidos de preservar o meio ambiente, assegurar e
melhorar a qualidade ambiental, controlar e fiscalizar ações
potencial ou efetivamente lesivas aos recursos naturais e à
qualidade do meio. (MILARÉ 2005, p. 447)

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 Órgãos Locais: São as entidades municipais que exercem a gestão ambiental
em seu território, conforme a sua competência, sob a forma de lei.

Contudo, o SISNAMA não exerce a tutela da administração do ambiente, mas


através de seu fluxo de informações, os órgãos que têm o poder de polícia
ambiental, como os órgãos seccionais e locais, são aptos a exercerem os atos
tutelares necessários para a gestão do meio ambiente.

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4 O LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Instituído pela Política Nacional do Meio Ambiente como instrumento de


gestão ambiental e consistindo como um dos mecanismos mais importante para a
aplicação do poder de polícia, o licenciamento ambiental tem um caráter
extremamente complexo em relação aos outros licenciamentos tradicionais, onde as
suas muitas etapas podem acarretar vários atos administrativos de vários órgãos do
SISNAMA.
Dessa forma, o licenciamento ambiental é instrumento fundamental na busca
do desenvolvimento sustentável. Sua contribuição direta tem o objetivo de encontrar
o convívio balanceado entre a ação econômica do homem e o meio ambiente onde
se insere.
O licenciamento ambiental é definido pela Resolução CONAMA 237/97 como
um procedimento administrativo onde o órgão ambiental competente licencia a
localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades
utilizadoras de recursos ambientais que são consideradas efetiva ou potencialmente
poluidoras que possam causar degradação ambiental.
Em suma, o licenciamento tem a finalidade de garantir que as medidas preventivas e de controle adotadas nos

empreendimentos sejam compatíveis com o desenvolvimento sustentável. Enquanto instrumento de caráter preventivo, o licenciamento
é essencial para garantir a preservação da qualidade ambiental.

Como dito anteriormente, o licenciamento ambiental surgiu na legislação com


a edição da Lei 6.938/81, que em seu art. 10º institui:

A construção, instalação, ampliação e funcionamento de


estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais,
considerados efetiva e potencialmente poluidores, bem como os
capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental,
dependerão de prévio licenciamento de órgão estadual competente,
integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, e do
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais
Renováveis - IBAMA, em caráter supletivo, sem prejuízo de outras
licenças exigíveis (BRASIL 1981, Art. 10º).

Criada no final de 1997 para suprir algumas defasagens das legislações


pertinentes (CONAMA 001/86 e Constituição Federal de 1988), o CONAMA baixou
nova Resolução, a 237/97, que no art. 1º define com suas letras a licença ambiental,
como:

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Ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente,
estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental
que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou
jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos
ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas
efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer
forma, possam causar degradação ambiental (BRASIL 1997, Art.
1º).

E a mesma também traz o seguinte conceito de licenciamento ambiental:

Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental


competente licencia a localização, instalação, ampliação e a
operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos
ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou
daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação
ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e
as normas técnicas aplicáveis ao caso.

A licença ambiental é, portanto, uma autorização emitida pelo órgão público


competente. É concedida ao empreendedor para que exerça seu direito à livre
iniciativa, desde que atenda as precauções requeridas para se resguardar o direito
aos demais cidadãos de um meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Particularmente a meu ver, o licenciamento ambiental é uma complementação
da logística da empresa e ainda acaba por organizar a empresa, na qual, como
exemplo, em certas etapas da produção pode haver uma perda significativa de certa
matéria prima ou até mesmo um resíduo que é gerado cujo empreendedor não
tenha quantificado corretamente, ou nem mesmo sabe de sua existência, e com o
processo do licenciamento este passivo é quantificado e ainda é gerado uma
destinação correta para ele, caso ainda não haja.
Isto é extremamente importante face a dura responsabilidade do
empreendedor pelos danos que causar ao meio ambiente, que se desdobra,
inclusive, na responsabilidade civil objetiva, na responsabilidade administrativa e até
mesmo na responsabilidade penal, em alguns casos tipificados pela lei como crime
ambiental.
Dessa forma, apesar de os custos do licenciamento correrem por conta do
empreendedor, na verdade não deveriam ser vistos simplesmente como despesas,
mas sim como investimento, pois pode lhe assegurar medidas que evitam a

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degradação ambiental e lhe cause despesa muito maior, como de recuperar o meio
ambiente e indenizar o dano ambiental causado.

4.1 Licenciamento Ambiental em Minas Gerais - Peculiaridades

Antes de discorrer sobre o licenciamento ambiental em Minas, importante se


faz a análise de alguns órgãos vitais ao entendimento do licenciamento
especificadamente em Minas Gerais.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável –
SEMAD, uma das formadoras do Sistema Estadual do Meio Ambiente (SISEMA), é
responsável pelo planejamento, execução, controle e avaliação das ações setoriais
a cargo do Estado relativas à proteção e à defesa do meio ambiente, à gestão dos
recursos hídricos e à articulação das políticas de gestão dos recursos ambientais
para o desenvolvimento sustentável, via IEF, IGAM e FEAM, além das SUPRAM’s.
Além disso, a SEMAD é responsável pela coordenação do SISEMA. É através
de seus órgãos que se executam o licenciamento ambiental na maioria das cidades
mineiras, salvo as cidades cujas prefeituras têm convênio com a própria SEMAD.
Com isso, as cidades que possuem legislação específica para o licenciamento
ambiental em Minas Gerais são: Belo Horizonte, Juiz de Fora, Contagem e Betim. As
demais cidades, como já havia dito, o licenciamento é feito através da SEMAD,
dividida entre FEAM, IGAM, IEF e SUPRAM.
Nessa divisão, as atividades que são analisadas pelo IEF são: atividades
agrossilvopastoris, atividades florestais em geral, qualquer modalidade de pesca e a
aqüicultura. Atividades licenciadas pelo FEAM são: atividades industriais de
qualquer tipo, mineração e obras de infra-estrutura. E por fim, o IGAM licencia
apenas atividades relacionadas aos recursos hídricos.
Dando segmento, a FEAM conduz processos de licenciamento ambiental e de
fiscalização ambiental, através de pesquisas, sistemas, normas e padrões criados
para se evitar e corrigir a poluição ou degradação ambiental. A ele diz respeito à
Agenda Marrom.

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Ao IGAM cabe a gestão das águas, com a criação de comitês de bacias e
respectivas agendas, a concessão de outorgas dos direitos dos usos das águas e
também a fiscalização. Compete ao IGAM a Agenda Azul.
E por fim, o IEF abrange a proteção à biodiversidade de maneira geral, além
do controle das atividades agrossilvopastoris. Esta proteção se dá por meio da
criação de Unidades de Conservação, do controle da pesca e outras ações. O IEF é
responsável pela Agenda Verde.
Primeiramente, via SEMAD, os empreendimentos são classificados em
Classes (classe 1, 2, 3, 4, 5 e 6). Já pela legislação de Belo Horizonte (DN 29/99) os
empreendimentos são classificados em pequeno porte, médio e grande porte.
Outro aspecto que merece destaque é que, para se ter o licenciamento via
SEMAD, um dos primeiros documentos a serem exigidos é o alvará da prefeitura
(declaração), já em Belo Horizonte é o contrário. Primeiro se exige o licenciamento
ambiental, e depois o alvará da prefeitura.
Em Contagem o licenciamento se baseia praticamente na DN 74/04, mas
empreendimentos que não se enquadram nela são classificados como Licença
Sumária (como a AAF - Autorização Ambiental de Funcionamento).
Para se licenciar um supermercado via SEMAD, a DN 74/04 diz que somente
a declaração de não passível (ou seja, a AAF) é suficiente. Já nas cidades
conveniadas, o licenciamento de um supermercado requer todas as etapas do
licenciamento.
Há também diferenças na nomenclatura, como o FOBI – Formulário de
Orientação Básica Integrado - documento este que será explicado no decorrer deste
trabalho - que em Belo Horizonte se chama OLA – Orientação para o Licenciamento
Ambiental. E também a Licença de Operação Corretiva – LOC, que em Belo
Horizonte se nomeia como LOA – Licença de Operação de Adequação Ambiental.

4.2 Tipos de Licença Ambiental

O licenciamento é composto basicamente por três tipos de licença: Licença


Prévia, de Instalação e de Operação. Cada uma faz parte de fases distintas do

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empreendimento, com sua sequência lógica. Há também a Autorização Ambiental
de Funcionamento – AAF e as licenças de Correção.
De acordo com a DN 74/04 (BRASIL, 2004) em seu art. 16, a classificação
dos empreendimentos se dá da seguinte forma:

I – Pequeno porte e pequeno ou médio potencial poluidor: Classe 1;

II – Médio porte e pequeno potencial poluidor: Classe 2;

III – Pequeno porte e grande potencial poluidor ou médio porte e médio potencial
poluidor: Classe 3;

IV – Grande porte e pequeno potencial poluidor: Classe 4;

V – Grande porte e médio potencial poluidor ou médio porte e grande potencial


poluidor: Classe 5;

VI – Grande porte e grande potencial poluidor: Classe 6.

4.2.1 Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF)

Para empreendimentos Classe 1 e 2, considerados de impacto ambiental não


significativo, não se requer os processos de licenciamento ambiental completo,
exigindo a estes somente a declaração de não-passível, ou seja, a AAF.
A Autorização Ambiental de Funcionamento, AAF, tem prazo de validade de
até 4 anos e deve ser requerida no início de operação do empreendimento ou para a
regularização da empresa já em atividade.
Um dos seus documentos mais importantes é o Termo de Responsabilidade,
que induz ao empreendedor cumprir com todos os quesitos encontrados no FOBI –
Formulário de Orientação Básica Integrado, relatório ao qual este receberá depois
de entrar com o FCE – Formulário Integrado de Caracterização do Empreendimento

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(antigo FCEI). As documentações corretas para cada tipo de licenciamento serão
listadas no decorrer deste trabalho.
Para as demais classes (3 a 6), o caminho para a regularização ambiental é o
processo de licenciamento completo, com o requerimento das licenças Prévia (LP),
de Instalação (LI) e de Operação (LO).
A regularização ambiental de um empreendimento não termina, entretanto,
com a obtenção da Licença de Operação (LO) ou da AAF. O fato de ter obtido uma
ou outra dessas autorizações legais significa que o empreendimento atendeu a uma
exigência legal para início da atividade, mas a manutenção da regularidade
ambiental pressupõe o cumprimento permanente de diversas exigências legais e
normativas, explícitas ou implícitas na licença ambiental ou na AAF.

4.2.2 Licença Prévia (LP)

A Licença Prévia, LP, é requerida na fase preliminar de planejamento do


empreendimento ou atividade. Nessa primeira fase do licenciamento, a SEMAD
avalia a localização e a concepção do empreendimento, atestando a sua viabilidade
ambiental e estabelecendo os requisitos básicos a serem atendidos nas próximas
fases, ou seja, cumprida a LP com a entrega de todos os documentos necessários,
esta gera condicionantes que devem ser cumpridas na LI.
Durante a análise da Licença Prévia pode ocorrer audiência pública, nos
termos da Deliberação Normativa nº 12/94, cuja finalidade é expor o projeto e seus
estudos ambientais às comunidades interessadas, dirimindo dúvidas e recolhendo
do público críticas e sugestões.
A Licença Prévia não concede qualquer direito de intervenção no meio
ambiente, correspondendo à etapa de estudo e planejamento do futuro
empreendimento. O seu prazo de validade é definido pelo cronograma apresentado
pelo empreendedor para a elaboração dos planos, programas e projetos, não
podendo ser superior a 5 anos.

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4.2.3 Licença de Instalação (LI)

A Licença de Instalação é a segunda fase do licenciamento ambiental,


quando são analisados e aprovados os projetos executivos de controle de poluição e
as medidas compensatórias, que compõem o documento denominado Plano de
Controle Ambiental. A Licença de Instalação gera o direito à instalação do
empreendimento ou sua ampliação, ou seja, a implantação do canteiro de obras,
movimentos de terra, abertura de vias, construção de galpões, edificações e
montagens de equipamentos.
A Licença de Instalação concedida especifica as obrigações do
empreendedor no que se refere às medidas mitigadoras dos impactos ambientais,
sendo exigido o emprego da melhor tecnologia disponível para prevenir a poluição.
Quando o empreendimento já iniciou as obras de implantação sem haver se
submetido à avaliação ambiental prévia, é cabível a Licença de Instalação, de
caráter corretivo, estando o interessado obrigado a apresentar os documentos
referentes à etapa de obtenção da Licença Prévia, juntamente com os relativos à
fase de LI.
O prazo de validade da Licença de Instalação corresponde, no mínimo, ao
estabelecido pelo cronograma de implantação do empreendimento, não podendo ser
superior a 6 anos. A LI pode ter seu prazo de validade prorrogado por 2 anos, desde
que não seja ultrapassado o limite máximo de 6 anos.
Importante ressaltar também que para os empreendimentos de Classe 3 e 4 o
órgão ambiental prevê a possibilidade de conceder concomitantemente a Licença
Prévia e Licença de Instalação (LP + LI) facilitando um pouco o procedimento.

4.2.4 Licença de Operação (LO)

A Licença de Operação autoriza a operação do empreendimento, após a


verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as
medidas de controle ambiental e condicionantes determinadas para a operação.

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Assim, a concessão da LO vai depender do cumprimento daquilo que foi examinado
e deferido nas fases de LP e LI.
A LO deve ser requerida quando o novo empreendimento, ou sua ampliação
está instalado e prestes a entrar em operação (licenciamento preventivo) ou já está
operando (licenciamento corretivo).
Para os empreendimentos em operação, sem haver obtido as licenças
ambientais, a formalização do processo requer a apresentação conjunta dos
documentos, estudos e projetos previstos para as fases de Licença Prévia, Licença
de Instalação e Licença de Operação.
A prática tem demonstrado que apesar de possível, em regra, é mais difícil
alcançar a Licença de Operação Corretiva do que passar por todo o processo, sendo
concedida as Licenças anteriores, que traz a possibilidade de modificações e
adequações do projeto com maior facilidade e menor custo.
A Legislação Ambiental prevê dois tipos especiais de Licença de Operação:

 Licença Sumária, cabível somente para os empreendimentos e


atividades de pequeno porte, não listados na Deliberação Normativa nº 01/90,
cujas especificidades, a critério da FEAM, não exijam a elaboração de estudos
ambientais. Nesse caso, o licenciamento compete ao Secretário Executivo do
COPAM, mediante a apresentação à FEAM do Formulário de Caracterização do
Empreendimento, preenchido pelo requerente.
 Licença Precária, concedida quando for necessária a entrada em
operação do empreendimento exclusivamente para teste de eficiência de sistema
de controle de poluição, com validade nunca superior a seis meses.

O prazo de validade da Licença de Operação deve considerar o Plano de


Controle Ambiental, sendo de, no mínimo, 4 anos e, no máximo, 8 anos, em função
da classificação do empreendimento, segundo o porte e o potencial poluidor,
estabelecida pela Deliberação Normativa nº 01/90.

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4.2.5 Licença de Instalação de natureza Corretiva (LIC) e a Licença de
Operação de natureza Corretiva (LOC).

Se o requerimento de licença ambiental é apresentado quando o


empreendimento ou atividade está na fase de planejamento, ou seja, antes que
qualquer intervenção seja feita no local escolhido para sua implantação, diz-se que
está ocorrendo o licenciamento preventivo.
Quando o empreendimento ou atividade está na fase de instalação ou de
operação, diz-se que está ocorrendo o licenciamento corretivo. Nesse caso,
dependendo da fase em que é apresentado o requerimento de licença, tem-se a
licença de instalação de natureza corretiva (LIC) ou a licença de operação de
natureza corretiva (LOC).
Em relação ao prazo para a análise das licenças, no art. 14, caput, da
Resolução 237/97, verbis:

O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de


análise diferenciados para cada modalidade de licença (LP, LI e
LO), em função das peculiaridades da atividade ou
empreendimento, bem como para a formulação de exigências
complementares, desde que observado o prazo máximo de 6 (seis)
meses a contar do ato de protocolar o requerimento até seu
deferimento ou indeferimento, ressalvos os casos em que houver
EIA/RIMA e/ou audiência pública, quando o prazo será de até 12
(doze) meses (BRASIL, 1997).

Esta regra, que estabelece prazo para que o órgão ambiental se manifeste é
importante para tentar controlar o procedimento e evitar uma morosidade excessiva
que pode dificultar o crescimento da atividade econômica.
Entretanto é com pesar que se observa muitas vezes que os prazos
estabelecidos em lei não são rigorosamente cumpridos pelo órgão ambiental.

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4.3 Documentos Necessários para o Licenciamento Ambiental

Para a Autorização Ambiental de Funcionamento, o empreendedor deve


fornecer:
 FCE devidamente preenchido e original;
 FOBI original ;
 Termo de Responsabilidade;
 Requerimento de AAF;
 Declaração da Prefeitura;
 Contrato Social e últimas alterações contratuais;
 Contas de água com comprovantes de pagamento (três últimas);
 Comprovante de pagamento da taxa de licenciamento;
 Coordenadas Geográficas.
O FCE pode ser encontrado no portal www.meioambiente.mg.gov.br , no item
Regularização Ambiental. É o primeiro documento do licenciamento e nele devem
constar todas as informações sobre o empreendimento.
O FOBI de AAF tem validade de somente 30 dias, prazo este que deverá ser
cumprido à risca pelo empreendedor, para não haver retrabalho.
Em relação ao pagamento da taxa de licenciamento, as microempresas estão
isentas do pagamento desta taxa ambiental, desde que apresentem a declaração
simplificada (ou certidão) da JUCEMG - Junta Comercial do Estado de Minas Gerais.

Para o licenciamento completo, são necessários os seguintes documentos:


 FCE original;
 FOBI original;
 Requerimento de Licença (Prévia, de Instalação ou de Operação);
 Publicação em jornal;
 Declaração de conteúdo digital;
 Comprovante de pagamento da taxa de licenciamento;
 Declaração da prefeitura;
 Contas de água;
 Coordenadas geográficas.

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Inclui-se para a Licença Prévia o Estudo de Impacto Ambiental – EIA e o
Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, ou em alguns casos somente o RCA –
Relatório de Controle Ambiental.
Para a Licença de Instalação, inclui-se o Relatório de Controle Ambiental -
RCA e o Plano de Controle Ambiental – PCA.
Solicitado durante a Licença Prévia, o EIA é o relatório necessário para os
empreendimentos que ainda serão instalados. Elaborado por uma equipe
multidisciplinar, o EIA tem como objetivo demonstrar a viabilidade ambiental do
empreendimento a ser instalado.
O RIMA é o resumo do estudo apresentado no EIA, ou seja, nele estão
contidas as conclusões do EIA, sendo um relatório acessível a qualquer pessoa.
O RCA descreve tudo que ocorre na atividade da empresa, ou seja, nele são
diagnosticados ou identificados as não conformidades efetivas ou potenciais
decorrentes da instalação e da operação da empresa.
O PCA é o relatório que descreve as soluções para os problemas
apresentados do RCA. Neste relatório as soluções para as não conformidades
apresentadas no RCA devem ser informadas de forma completa, juntamente com os
projetos de tratamento dos efluentes sanitários e industriais.

Para a revalidação da Licença de Operação, é necessário os seguintes


documentos:
 Relatório de Avaliação de Desempenho Ambiental - RADA, dos sistemas de
controle e demais medidas mitigadoras;
 Cópia da publicação do pedido de revalidação;
 Cópia da publicação da Licença de Operação vigente;
 Comprovante do recolhimento do custo de análise;
 Certidão negativa de débito de natureza ambiental.

O RADA é Instituído através da DN Copam 17 de 1996, e tem como objetivo


fazer com que o desempenho ambiental do empreendimento seja formalmente
submetido a uma avaliação periódica. O preenchimento do RADA não implicará em
qualquer espécie de confissão no que diz respeito à violação das normas ambientais

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vigentes, mas refere-se ao cumprimento das exigências do órgão ambiental
competente (MINAS GERAIS, 1996).
O procedimento de revalidação da LO e, por conseguinte o RADA, sempre
referem-se ao empreendimento como um todo. Dessa forma, quaisquer licenças de
operação secundárias, referentes a modificações e / ou ampliações do mesmo
empreendimento, serão incorporadas no procedimento de revalidação da Licença de
Operação principal. Portanto, é necessário que todas as informações pertinentes às
licenças de operação secundárias estejam contempladas no RADA.
As não conformidades apontadas pelo empreendedor no RADA serão
analisadas durante o processo de revalidação da LO e poderão ser contempladas
como condicionantes da licença revalidada, com prazos aprovados pela câmara
competente do Copam. Por outro lado, as não conformidades não apontadas pelo
empreendedor no RADA e constatadas no decorrer do prazo de validade da licença
revalidada, poderão motivar a aplicação das penalidades previstas na legislação
ambiental vigente.

4.4 Etapas do Licenciamento

Para a regularização ambiental, o primeiro passo é o preenchimento do FCE,


que contempla o pedido de Licença Ambiental, incluindo Outorga para Uso de Água
e Autorização para Extração Florestal (APEF).
Após a análise do FCE, o órgão ambiental emite o FOBI, no qual são listados
todos os documentos necessários para a formalização dos processos de
licenciamento, de Autorização Ambiental de Funcionamento (AAF), Outorga,
Cadastro de Uso Insignificante de Água, Supressão de Vegetação Nativa e
intervenção em Área de Preservação Permanente.
Caso a documentação esteja completa e não esteja constatado débito, os
documentos serão protocolados e o empreendedor assinará e receberá o recibo. A
contagem do prazo legal para o trâmite do processo inicia-se a partir da data do
recibo, conforme legislação vigente.
Após o recebimento de toda a documentação exigida, o órgão ambiental
publicará no Diário Oficial do Estado o requerimento de licença ambiental.

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Sempre que os processos de licenciamento requererem EIA/RIMA, o Órgão
Ambiental publicará texto do edital de Abertura de Prazo para a realização de
Audiência Pública (SEMAD, 2008).
Após a publicação de requerimento de licenciamento, é feita a análise técnica,
com os devidos pareceres técnicos. Se no licenciamento houver a necessidade de
se ter outorga de uso de águas, a autorização para a captação deve sair juntamente
com o parecer técnico, caso contrário o licenciamento não será deferido. A
declaração de não passível de licença não tem a mesma obrigatoriedade da outorga
sair juntamente com o parecer técnico.
Finalmente, para analisar se todas as taxas foram devidamente pagas e se a
análise técnica consta algum erro, é feita a análise jurídica, onde o seu parecer é
enviado ao COPAM (câmara especializada), onde haverá a decisão final.

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5 CONCLUSÃO

Este trabalho foi uma reflexão sobre o Licenciamento Ambiental no Estado de


Minas Gerais, como tem sido feita a sua realização, os Órgãos Ambientais
competentes de licenciamento, quais seriam os tipos de licenças concedidas por
estes Órgãos, os aspectos legais, demonstrando também qual é a estrutura
administrativa em Minas Gerais, que regulariza a situação ambiental, bem como
descreve a norma específica que classifica os empreendimentos de acordo com o
Porte e Potencial Poluidor.
A classificação dos empreendimentos permite estabelecer se os mesmos
deverão requerer Licença Ambiental ou Autorização Ambiental de Funcionamento. O
tamanho do empreendimento determinará o método correto para sua regularização.
A regularização de um empreendimento que já se encontra em funcionamento
muita das vezes parece ser menos burocrática e trabalhosa do que começar o
empreendimento com todas as etapas do licenciamento, o que infelizmente favorece
a alguns empreendedores que visam a descomplicação, ainda que assumindo o
risco de uma fiscalização que muita das vezes é precária e funciona apenas à base
da denúncia.
Assim, ainda que as Licenças Corretivas na prática parecem ser mais difíceis
de se alcançar, alguns empreendedores assumem o risco e preferem dar início à
atividade e só depois buscar a regularização ambiental.
Dessa forma, entendemos que a questão da grande burocracia em cima de
um empreendimento que vai ser iniciado deveria ser melhorada não só no Estado,
mas em todo o país. É de conhecimento que se devem ter estudos de impactos e
controle de eventuais problemas ambientais, mas os custos e a morosidade de todo
o processo influi na sua eficiência.
Estas questões deveriam ser reformuladas o mais breve possível, porque hoje
em dia para um empreendedor montar sua indústria, ele não visa somente à questão
da mão-de-obra e insumos de fácil localização no entorno de sua indústria, mas
também a questão da burocracia em face ao licenciamento na região. Se ele tem
conhecimento de que em certa região o licenciamento é menos moroso e
burocrático, certamente é um local ao qual ele avaliará com muito mais zelo.

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Acreditamos que iniciativas de convênio dos municípios, como o caso de Belo
Horizonte e outras cidades mineiras, podem ajudar nesse processo, até porque mais
fácil compatibilizar a necessidade de preservação do equilíbrio ambiental com as
peculiaridades do local, além de favorecer rentavelmente a própria prefeitura.
Apesar dessas críticas, ainda assim percebemos que o Estado de Minas
Gerais possui um órgão ambiental bem estruturado, com normas claras e objetivas,
alcançando o objetivo da Política Nacional do Meio Ambiente, ainda que algumas
críticas possam ser feitas e questões possam ser melhoradas.

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