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COLÉGIO XIX DE MARÇO

Educação do jeito que deve ser

2016

3ª PROVA PARCIAL DE LITERATURA – QUESTÕES ABERTAS


Aluno(a): Nº

Ano: 1º Turma: Data: 29/10/2016 Nota:

Professor(a): Renato Gorgulho Valor da Prova: 20 pontos

Orientações gerais:
1) Número de questões desta prova: 5
2) Valor das questões 4,0 pontos cada.
3) Provas feitas a lápis ou com uso de corretivo não têm direito à revisão.
4) Aluno que usar de meio ilícito na realização desta prova terá nota zerada e conceituação comprometida.
5) Tópicos desta prova:
- Arcadismo;
- Romantismo em Portugal.

1ª Questão Leia com atenção o trecho abaixo, extraído do último capítulo de Amor de Perdição (1862),
de Camilo Castelo Branco.
Viram-na, um momento, bracejar, não para resistir à morte, mas para abraçar-se ao cadáver de
Simão, que uma onda lhe atirou aos braços. O comandante olhou para o sítio donde Mariana se atirara, e
viu, enleado no cordame, o avental, e à flor da água, um rolo de papéis, que os marujos recolheram na
lancha.
a) Que relação há, em “Amor de Perdição”, entre as personagens Simão e Mariana?

b) No trecho citado, o narrador menciona um “rolo de papéis”. Que papéis são esses?

2ª Questão:
William Shakespeare (1564-1616) é o maior dramaturgo da língua inglesa. Sua obra influenciou
grande número de escritores e até hoje continua a inspirar. O próprio Camilo Castelo Branco baseou-se em
uma de suas peças, Romeu e Julieta (1595), para criar Amor de perdição (1862). Ao longo do tempo, algumas
das histórias que Shakespeare criou têm sido recontadas e atualizadas. Apesar de pertencerem a estilos e a
épocas diferentes, tanto Romeu e Julieta como Amor de perdição compartilham o mesmo tema: o amor
proibido versus o dever de obedecer à família.
a) Por que os dois autores fecham suas histórias destinando as personagens a um fim trágico?

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b) Em termos de gêneros literários, Amor de perdição é classificado como um romance. Romeu e Julieta
também pode ser enquadrado como romance? Por quê?

3ª Questão Leia trecho de Marília de Dirceu (1792), de Tomás Antônio Gonzaga:

A devorante mão da negra Morte


Acaba de roubar o bem, que temos;
Até na triste campa não podemos
Zombar do braço da inconstante sorte.
Qual fica no sepulcro,
Que seus avós ergueram, descansado;
Qual no campo, e lhe arranca os brancos ossos
Ferro do torto arado.

a) Qual é, na estrofe, o sentido da expressão “o bem que temos”?

b) Que nome se dá a essa forma de expressão em que se empregam várias palavras em vez de uma?

4ª Questão
Destes penhascos fez a natureza
O sítio em que nasci. Oh, quem cuidara (= pensaria)
Que entre penhas tão duras se criara (=penhascos)
Uma alma terna, um peito sem dureza.
Amor, que vence os tigres, por empresa (=tarefa)
Tornou logo render-me: ele declara (=vencer-me)
Contra meu coração guerra tão rara
Que não me foi bastante a fortaleza.
Por mais que eu mesmo conhecesse os danos
A que dava ocasião minha brandura,
Nunca pude esquivar-me ao ledo engano. (=alegre)

Vós, que ostentais a condição mais dura,


Temei, penhas, temei, que Amor tirano
Onde há mais resistência mais se apura

Cláudio Manuel da Costa

a) Qual a antítese, apresentada na primeira estrofe, que constitui um contraste central no soneto?

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b) Por que o poeta termina o poema dizendo que as próprias pedras, que são o que há de mais duro e
resistente, devem temer a ferocidade do “Amor”?

5ª Questão

Já, Marfiza cruel, me não maltrata


Saber que usas comigo de cautelas,
Qu’inda te espero ver, por causa delas,
Arrependida de ter sido ingrata.
Com o tempo, que tudo desbarata,
Teus olhos deixarão de ser estrelas;
Verás murchar no rosto as faces belas
E as tranças d’ouro converter-se em prata.
Pois se sabes que a tua formosura
Por força há de sofrer da idade os danos,
Por que me negas hoje esta ventura?
Guarda para seu tempo os desenganos,
Gozemo-nos agora, enquanto dura,
Já que dura tão pouco, a flor dos anos.
Basílio da Gama

a) No poema transcrito, o eu-lírico busca convencer a amada da necessidade de se aproveitar o tempo


presente. Quais são seus argumentos?

b) Qual é a métrica e o esquema de rimas do poema?

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