Você está na página 1de 5

PSICOLOGIA CRIMINAL

A Psicologia Criminal é uma área recente da psicologia, com um objeto de


estudo muito específico, refiro-me ao comportamento criminal e
comportamento desviante.

Esta área da Psicologia surgiu com o psicólogo Lionel Haward, após a Segunda
Guerra Mundial, em que este como psicólogo começou a colaborar com a Royal
Air Force, construindo perfis com características de criminosos, especialmente
do regime nazi.

A psicologia criminal tem atualmente como objeto de estudo, os crimes


e os comportamentos que estes envolvem. Com esse objetivo, são
utilizados testes de personalidade, estuda-se a estrutura mental e outras
características patológicas, construindo um perfil e seleciona-lo se for possível
com o direito penal.

A psicologia criminal não se foca apenas do crime propriamente dito, mas o seu
campo de ação expande-se até a exploração de variáveis preditoras de
comportamento criminoso. Esta estuda também de que forma o crime tem
origem e como “nasce” o comportamento criminoso do ponto com auxílio de
varias abordagens, nomeadamente psicodinâmica, social, sistémica, cognitico,
entre outras.

A Psicologia Criminal interessa-se pelos desejos, pensamentos, intenções e


reações dos criminosos, de forma a traçar perfis e solucionar crimes. As
perguntas centrais do objeto de estudo desta área da psicologia, prendem-se
muito com “ O que fez com que este crime acontecesse?” ou “ O que fez
o individuo cometer o crime?”, porém abrange as reações posteriores ao
crime, à fuga, até mesmo no tribunal.

A Psicologia Criminal, não se interessa apenas em resolver o crime, ela vai mais
além, tenta perceber a sua origem íntima. Estudando os perfis de todos os
intervenientes, criminosos e vítimas. Ao contrário de algumas teorias que
afirmam que ser criminoso é inato, há teorias que defendem que não é o
criminoso que faz o crime, mas a combinação de todos os fatores que o
envolvem, até mesmo as características da vítima. Nesse sentido, a
psicologia criminal complementa-se com a vitimologia que estuda as
características da vítima, pois existem investigadores que defendem que
existem características que tornam as pessoas mais propensas a determinados
tipos de crimes.

Por curiosidade existe uma serie televisiva em o tema base é a psicologia


criminal, refiro-me à serie Mentes Criminosas ou Criminal Minds. Para
quem se interessa por psicologia criminal, vale a pena ver.

http://www.psicologiafree.com/curiosidades/psicologia-criminal/
A psicologia criminal (também denominada psicologia jurídica ou forense), consiste na
aplicação dos conhecimentos psicológicos ao serviço do Direito, tratando todos os casos
psicológicos que possam surgir em contexto de tribunal.

Dedica-se, portanto, à protecção da sociedade e à defesa dos direitos do cidadão. Através da


perspectiva psicológica, centrando-se no estudo do comportamento criminoso.

Métodos e intervenções:

 A psicologia criminal realiza estudos psicológicos de alguns tipos mais


comuns de delinquentes e dos criminosos em geral, como, por exemplo,
os psicopatas. De facto, a investigação psicológica desta área da psicologia
apresenta, sobretudo, trabalhos sobre homicídios e crimes sexuais, talvez
devido á sua índole, grave e, simultaneamente, fascinante.
 Clinicamente, procura construir o percurso de vida do individuo criminoso e
todos os processos psicológicos que o possam ter conduzido à criminalidade,
tentando descobrir a raiz do problema, uma vez que só assim se pode partir à
descoberta da solução descobrindo as causas das desordens, sejam elas
mentais e/ou comportamentais, também se pode determinar um apena justa
(tendo em conta que estes casos são muito particulares e, assim, devem ser
tratados em tribunal)

O papel do psicólogo criminal:

 Um psicólogo nesta área tem que dominar os conhecimentos que dizem


respeito à psicologia em si, mas também os conhecimentos referentes às leis
civis e às leis criminais.
 Deve se um bom clinico e possuir um conhecimento pormenorizado da
psicopatologia. (pode encontrar-se peritos nesta área, por exemplo, em
instituições hospitalares, especialmente do tipo psiquiátrico)
 A psicologia criminal muito se tem valido da investigação e pesquisa dos
médicos psiquiatras, que, na análise de anormais psíquicos, encontram problemas
análogos aos que preocupam o psicólogo criminal no estudo do delinquente em
si mesmo, no sentido de compreender o psiquismo e o comportamento de tipos de
personalidades que delinquiram.

https://pt.scribd.com/doc/3029706/Trabalho-sobre-Psicologia-Criminal
Psicologia forense

A psicologia forense trata da aplicação dos conhecimentos da Psicologia no âmbito da justiça e


da aplicação das leis. É uma área em constante desenvolvimento e com elevada relevância no
contexto jurídico, tanto ao nível da solicitação profissional por parte dos Tribunais como pelo papel
do psicólogo nos diversos contextos jurídicos, nomeadamente na avaliação e intervenção
psicológica a agressores ou vítimas. O Psicólogo Forense pode estar envolvido na avaliação
psicológica de indivíduos para determinar fatores como inimputabilidade, verificar a relação entre
perturbação psicológica e crime e avaliar o risco de comportamentos futuros potencialmente
perigosos. Além de estar associado à condução de entrevistas e à administração de testes
psicológicos, os psicólogos forenses estão também envolvidos na recolha de informação com
relevância jurídica, nomeadamente historiais hospitalares e criminais, testemunhos judiciais,
investigações policiais, comissões de proteção, entre outros. Este curso pretende fornecer uma
visão global do âmbito e da aplicabilidade desta especialidade, debruçando-se nas principais áreas
de intervenção do psicólogo forense.

Objetivos Gerais

Adquirir competências de aplicação prática no âmbito da avaliação psicológica, investiga-ção e


intervenção em contexto forense e criminal.

Objetivos Específicos

- Adquirir conhecimento global das especificidades da Psicologia Forense e Criminal


- Identificar os contextos de intervenção e as áreas de atuação do psicólogo forense e criminal
- Adquirir conhecimentos de legislação na área da psicologia forense e criminal
- Adquirir competências de avaliação psicológica no âmbito da perícia judicial e forense
- Redigir relatórios forenses
- Promover competências no planeamento, execução e avaliação de planos de intervenção
- Identificar os aspetos éticos e deontológicos associados a esta área científica
- Desenvolver competências relativas à investigação em contexto forense e criminal

https://ffcs.braga.ucp.pt/pos-graduacoes/psicologia-forense-e-criminal

PSICOLOGIA CRIMINAL
A psicologia criminal é um ramo da psicologia jurídica que trata de analisar
racionalmente e empiricamente o comportamento criminoso. Para isso podem ser
usados estudos psicológicos de personalidade, da estrutura mental e de outras
características que podem vir a ser psicopatológicas e suas relações com o direito
penal. A psicologia criminal explora a variabilidade das condutas criminosas, variáveis
preditoras, variáveis causais/funcionais e a correlação entre crimes, criminosos e as
variáveis significativas envolvidas. Também estuda o desenvolvimento do criminoso do
ponto de vista psicodinâmico, social e sistémico.
Áreas de estudo:

Umas de suas áreas de estudo são sobre desejos, pensamentos, intenções e reações
dos criminosos. Ela está relacionada com a área da antropologia criminal. O estudo
penetra profundamente na pergunta "o quê faz alguém cometer um crime", mas
também nas reações pós-crime, na fuga ou no tribunal. Esta ciência tem relações com a
produção da Psicologia Comportamental, em especial a produção que traça perfis de
ambiente típicos de criminosos. Psicólogos criminalistas são frequentemente chamados
como testemunhas em processos judiciais para ajudar o júri a compreender a mente do
criminoso. Alguns tipos de psiquiatria também lidam com os aspectos do
comportamento criminoso.

História:

Os profissionais das prisões seguiram teorias conservadoras[3] que se relacionavam


com o crime, prisões e criminosos. Foucault foi quem criou a base da criminologia
crítica. Além de seus estudos, ocorreram situações que contribuíram para a análise do
crime que foram: a cultura dos direitos humanos e a reforma penal internacional. Tais
institutos e ações formam profissionais engajados com leituras desnaturalizadoras e
críticas.

Nossas prisões são muito diferentes do que estabelece a Lei de Execução Penal.
Eles são depósitos, mais ou menos caóticos, cuja finalidade é a exclusão e o
castigo. Se, como foi dito acima, os formuladores da Lei de Execução Penal
pretenderam algum dia restringir a pena privativa de liberdade nos casos de
verdadeira necessidade e reconhecerem os efeitos deletérios das prisões, não
foi essa a tendência que se firmou nas décadas que se seguiram. Começam-se a
circular os discursos sobre o medo da violência e do crime que viriam a
alimentar as campanhas pela lei e pela ordem, aumentando muito os índices de
encarceramento.

Nesse contexto caótico, os psicólogos deveriam atuar nas prisões como um


apoio dos presos. O que não acontece pois eles são superlotados em meio a
laudos, relatórios e pareceres.

Após a Segunda Guerra Mundial o psicólogo britânico Lionel Haward, foi um dos
pioneiros ao trabalhar para a Royal Air Force elaborando uma lista de características
que os criminosos de guerra nazistas podiam exibir.

Nos anos 50 o FBI abriu na sua academia uma unidade de análise comportamental
em Quantico, Virginia. Posteriormente foi criado o Centro Nacional de Análise de
Crimes Violentos com o objetivo de formar um sistema que para encontrar ligações
entre os principais crimes sem solução americanos.

Nos anos 80, no Reino Unido, o Professor David Canter foi um pioneiro guiando
detetives da polícia procurando abordar o assunto com um ponto de vista mais científico
vendo limitações na definição de perfis criminosos. Cunhou com um colega o termo
psicologia investigativa.

A Psicologia Criminal, busca ainda contributo de Pensadores


como: Foucault, Lombroso, Carrara, Bentham, Ferri e outros para seu maior
fortalecimento.

Variáveis identificadas:

Estudos indicam que opressão e coerção tendem a produzir mais crimes, mais
comportamentos violentos e punitivos. Sendo assim, quanto mais frequente a
violência sofrida por alguém, maior a probabilidade de repetir essa violência
posteriormente.

Alguns transtornos psicológicos estão fortemente associados a crimes,


principalmente o transtorno de personalidade antissocial (também conhecido
como psicopatia, sociopatia e transtorno dissocial), transtorno de
conduta e transtorno desafiador de oposição. Outros menos associados são
a Esquizofrenia especialmente a paranóide, Transtorno de personalidade
emocionalmente instável, transtorno de personalidade esquizóide, transtorno
de personalidade esquizotípica, entre outros.

https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Psicologia_criminal

Psicologia forense
A psicologia forense é um ramo da psicologia. A psicologia lida com os processos