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Lista de Exercícios 1 – Investimentos II

Eduarda Gabriel

Exercício 1
a) O preço justo do mercado, considerando a estrutura a termo apresentada (e considerando
𝑟𝑖 a taxa de zero cupom do ano i), pode ser dado por:
5 $58 $1000
P=∑ t
+
t=1 (1 + rt ) (1 + r5 )5
P = $942,15
b) Considerando a estrutura a termo, podemos calcular o yield to maturity de 5 anos (y) do
título a partir da relação:
5 $58 $1000
P=∑ t
+
t=1 (1 + y) (1 + y)5
y = 7,22%
c) A taxa forward de curto prazo entre os anos 2 e 3 é dada por:
(1 + y3 )3
f3 =
(1 + y2 )2
Em que y𝑖 é o yield to maturity de um zero-coupon bond com maturidade de i anos.
Considerando:
(1 + y2 )2 = (1 + r1 ) ∙ (1 + r2 ) ↔ y2 = 6,15% a. a.
(1 + y3 )3 = (1 + r1 ) ∙ (1 + r2 ) ∙ (1 + r3 ) ↔ y3 = 6,30% a. a.
Logo:
(1,063)3
f3 = = 6,60%
(1,0615)2
Percebe-se que o resultado é coerente com a term structure fornecida no enunciado, uma
vez que, sob a hipótese das expectativas, a taxa forward de curto prazo é igual a taxa de
curto prazo esperada: f2 = E(r2 ) = 6,60%.

Exercício 2
a) A duration de um título é dada por:
T
D=∑ t ∙ wt
t=1

Em que:
CFt 1
wt = t

(1 + y) Preço do título
Portanto, para o primeiro título, cujo yield to maturity é de 10% com vencimento daqui 5
anos:
9 $10 1 $110 1
D1 = ∑ t∙ t
∙ + 10 ∙ 10
∙ = 4,17 anos
t=1 (1 + 0,1) $100 (1 + 0,1) $100
14 $7,98 1 $107,79 1
D2 = ∑ t∙ t
∙ + 15 ∙ 15
∙ = 8,74 anos
t=1 (1 + 0,1) $84,62 (1 + 0,1) $84,62
29 $14,01 1 $114,12 1
D3 = ∑ t∙ t
∙ + 30 ∙ 30
∙ = 10,04 anos
t=1 (1 + 0,1) $137,86 (1 + 0,1) $137,86
*Os valores do parvalue foram escolhido usando a ferramenta “Solver” de modo que,
pagando cupons anuais das respectivas taxas, o valor presente do título é o mesmo indicado
no enunciado.
b) A duration do portfólio total é dada pela média ponderada da duration de cada título.
Matematicamente:
$4.000.000 $5.000.000 $1.000.000
Dp = ∙ D1 + ∙ D2 + ∙ D = 7,042 anos
$10.000.000 $10.000.000 $10.000.000 3
c) Para construir um portfólio imune a pequenas mudanças na yield curve, podemos utilizar
a barbell strategy, a qual consiste em assumir uma posição long nos títulos de curto e longo
prazo (no caso, com maturidade de 5 e 30 anos, respectivamente) combinada a uma
posição short nos títulos de prazo intermediário (no caso, com maturidade de 15 anos).
Nesse caso, tendo em vista o objetivo proposto, ajusta-se as quantidades de cada título
comprado para que a duration final da posição long seja igual à duration da posição short
– considerando que o investidor possui um orçamento inicial de $10.000.000,00.
Sob a condição de que a carteira deve ser zero-cost, temos que a posição vendida nos títulos
com maturidade de 15 anos deve ter o mesmo valor da posição comprada – que, por sua
vez, é igual ao orçamento inicial –, logo:
P2 ∙ w2 = −$10.000.000,00 ↔ w2 = − 118.175,37
Sendo Pi o preço do título i (fornecido pelo enunciado) e wi a respectiva quantidade
adquirida.
Matematicamente, queremos encontrar w1 e w3 que satisfaçam o seguinte sistema:
w1 ∙ D1 + w2 ∙ D2 + w3 ∙ D3 = 0
s. a. w1 ∙ P1 + w2 ∙ P2 + w3 ∙ P3 = $0
Aplicando a ferramenta “Solver” no Excel, sob tais restrições, obtemos:
w1 = 22.146,51
w3 = 56.476,96
Portanto, para obtermos uma carteira de custo zero imune a pequenas mudanças na yield
curve, podemos comprar 22.146,51 de títulos com maturidade de 5 anos junto a 56.476,96
de títulos com maturidade de 30 anos (ambos com as mesmas características do
enunciado) e assumir uma posição vendida em 118.175,37 títulos com maturidade de 15
anos.

Exercício 3
Falso.
A teoria da liquidez defende que o tipo de investidor predominante no mercado será aquele que
prefere estratégias de curto-prazo e, portanto, exige um prêmio de liquidez – ou seja, que a taxa
forward (f) exceda a taxa de curto prazo esperada (r) para um mesmo período futuro – para manter
em sua carteira títulos de longo prazo. Consequentemente, o mercado apresentaria,
frequentemente, um prêmio de liquidez positivo.
Entretanto, a teoria não postula nada sobre a dimensão desse prêmio de liquidez e, portanto, nada
podemos inferir sobre a inclinação da curva da taxa forward – na realidade, ela só se apresentaria
crescente no caso em que os prêmios de liquidez exigidos aumentassem conforme a maturidade
do título (quanto maior a maturidade, maior o prêmio exigido).

Exercício 4
Free
Return EBIT EBITDA
Funds from operating Debt/Debt
on interest interest Debt/EBITDA
Firm operations/debt cash plus equity
capital coverage coverage (%)
(%) flow/debt (%)
(%) (X) (X)
(%)
Valeant 15.1 3.3 4.9 22.0 21.1 2.9 67.0

J&J 31.8 30.9 36.4 209.6 175.7 0.4 14.0

Catalent 2.5 0.5 1.8 4.0 2.0 8.9 82.5

Allergan 17.0 12.8 16.9 51.2 37.3 1.4 30.5

Considerando os sete indicadores de maneira geral, esperamos que uma boa empresa – ou seja,
aquela com boa capacidade de quitar seus pagamentos – apresente: altos índices de retorno de
capital, FFO/Debt e Free Operating Cash Flow/Debt, indicando alta rentabilidade de seus projetos;
alto índice EBIT Interest Coverage e EBITDA Interest Coverage, indicando alta capacidade de
pagamento de suas dívidas em relação aos lucros obtidos; e, por fim, baixos índices de Debt/EBITDA
e Debt/Debt Plus Equity, sinalizando baixos níveis de endividamento.
Dito isso, observa-se que a empresa J&J atende positivamente e de maneira significativa todos os
requisitos e, portanto, deve ser classificada como AAA (menor probabilidade de default). A empresa
Catalent, por sua vez, vai pelo sentido contrário e atende a todos os requisitos negativamente (seus
primeiros 5 índices são relativamente muito baixos e seus últimos 2 índices são os mais
expressivos), logo ela é classificada como C (alta probabilidade de default).
Por fim, ao comparar as duas companhias restantes, nota-se que a Allergan apresenta índices de
retorno, rentabilidade e proporção lucro/interest payments maiores e, ao mesmo tempo, razões
de dívida sobre lucro ou patrimônio menores em relação a Valeant. Consequentemente, devemos
classificar a Allergan como A e a Valeant como BB.
Em suma, temos:
AAA - J&J
A - Allergan
BB - Valeant
C - Catalent