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TERRAPLENAGEM

NOÇÕES GERAIS
• INTRODUÇÃO À TERRAPLENAGEM
Definição: Conjunto de operações necessárias à
remoção do excesso de terra para locais onde esta
esteja em falta, tendo em vista um determinado
projeto a ser implantado.
NOÇÕES GERAIS
• TIPOS DE TERRAPLENAGEM
– Terraplenagem Manual
– Terraplenagem Mecanizada

A execução braçal do movimento de terra, com produção de 50 m³/h de escavação,


seriam utilizados pelos menos 100 homens. Em comparação, uma escavadeira.
Operada apenas por um homem, executa a mesma tarefa, o que demonstra
claramente as transformações ocasionadas pela mecanização.
NOÇÕES GERAIS
• OPERAÇÕES BÁSICAS DA TERRAPLENAGEM

ESCAVAÇÃO

CICLO DE
CARGA DO
OPERAÇÃO DESCARGA E
ESPALHAMENTO MATERIAL
ESCAVADO

TRANSPORTE
NOÇÕES GERAIS
• OPERAÇÕES BÁSICAS DA TERRAPLENAGEM
FERRAMENTAS CORTANTES

ESCAVAÇÃO

ROMPER A COMPACIDADE DO SOLO EM SEU ESTADO NATURAL


NOÇÕES GERAIS
• OPERAÇÕES BÁSICAS DA TERRAPLENAGEM
ENCHIMENTO DA CAÇAMBA OU ACÚMULO
DIANTE DA LÂMINA

CARGA DO
MATERIAL
ESCAVADO
NOÇÕES GERAIS
• OPERAÇÕES BÁSICAS DA TERRAPLENAGEM

TRANSPORTE

TRANSPORTE COM CARGA OU TRANSPORTE VAZIO


NOÇÕES GERAIS
• OPERAÇÕES BÁSICAS DA TERRAPLENAGEM

DESCARGA E
ESPALHAMENTO

EXECUÇÃO DO ATERRO PROPRIAMENTE DITO


NOÇÕES GERAIS
• OPERAÇÕES BÁSICAS DA TERRAPLENAGEM
– As quatro operações básicas repetem-se através
do tempo, constituindo, portanto, um trabalho
cíclico e o seu conjunto denomina-se ciclo de
operação.

– A determinação do tempo do ciclo de operação


permitirá o estudo da estimativa da produção de
um equipamento de terraplenagem;
NOÇÕES GERAIS
• OPERAÇÕES BÁSICAS DA TERRAPLENAGEM
Exemplo: Um conjunto trator com “scraper” executa
as quatro operações, sem auxílio de outro
equipamento, sendo que as duas primeiras são
simultâneas e as últimas vêm em sequência.

https://www.youtube.com/watch?v=ErBD3yIcU1Q

Scraper = raspador
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• TERMINOLOGIA DE ROCHAS
– Para estudo da terraplenagem será necessário o
conhecimento de algumas características dos solos
que têm grande influência no seu comportamento ao
ser escavado e, posteriormente, ao ser novamente
adensado;
– Existem diversos tipos de solos existentes nas
camadas superficiais - classificação própria da
terraplenagem – remuneração dos serviços;
– Características mais importantes a serem observadas :
expansão volumétrica, ou empolamento,
adensamento ou compactação dos solos.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• TERMINOLOGIA DE ROCHAS
– Convém recordar: ROCHAS X SOLOS
– ROCHA
• Bloco de rocha: pedaço isolado de rocha com diâmetro
médio superior a 1 m;
• Matacão: pedaço de rocha com diâmetro médio
superior a 25 cm e inferior a 1 m;
• Pedra: pedaço de rocha com diâmetro médio
compreendido entre 7,6 cm e 25 cm.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• TERMINOLOGIA DE ROCHAS
– Convém recordar: ROCHAS X SOLOS
– SOLOS
• Pedregulho: solos cujas propriedades dominantes são
devidas à sua parte constituída pelos grãos minerais de
diâmetros superiores a 4,8 mm e inferiores a 76 mm;
• Areia: solos cujas propriedades dominantes são
devidas à sua parte constituída pelos minerais de
diâmetros máximos superiores a 0,05 mm e inferiores a
4,8 mm;
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• TERMINOLOGIA DE ROCHAS
– Convém recordar: ROCHAS X SOLOS
– SOLOS
• Silte: solos cujas propriedades dominantes são devidas
à parte geralmente constituída pelos grãos de
diâmetros máximos superiores a 0,005 mm e inferior a
0,05 mm;
• Argila: solos cujas propriedades dominantes são
devidas à sua parte constituída grãos de diâmetro
máximos inferiores a 0,005 mm;
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• TERMINOLOGIA DE ROCHAS
– Convém recordar: ROCHAS X SOLOS
– SOLOS
• Solos com matéria orgânica: caso um dos tipos
anteriores apresente teor apreciável de matéria
orgânica, será anotada sua presença. Exemplo: argila
arenosa com matéria orgânica;
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS
MATERIAIS
– Os materiais existentes na crosta terrestre
apresentam-se sob os mais diversos aspectos,
quer quanto à natureza, consistência,
constituição, quer quanto ao processo de
formação;
– As classificações geológicas ou da mecânica dos
solos estudam estes materiais sob ponto de vista
diferente.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS
MATERIAIS
O PRINCIPAL CRITÉRIO QUE INTERVÉM NA
CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS DE SUPERFÍCIE, NO
QUE CONCERNE À ESCAVAÇÃO, É A MAIOR OU MENOR
DIFICULDADE OU RESISTÊNCIA QUE OFERECEM AO
DESMONTE, SEJA ELE MANUAL OU MECANIZADO.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS
MATERIAIS
– A classificação se baseia em “categorias de
materiais de escavação”:
• 1ª Categoria: os solos que podem ser escavados com
auxílio de equipamentos comuns: trator de lâmina,
“motoscraper”, pás-carregadeiras.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS
MATERIAIS
- 1ª Categoria:
Materiais escaváveis pela lâmina de um trator de esteira. Estão
nesta categoria os solos normais, de predominância argilosa,
siltosa ou arenosa, e pedregulhos e pedras;

Os matacões (blocos de rocha) de até 1m 3 , que possam ser


facilmente carregados e transportados.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS
MATERIAIS
– A classificação se baseia em “categorias de
materiais de escavação”:
• 2ª Categoria: são os materiais removidos com os
equipamentos já citados, mas que pela sua maior
consistência exigem um desmonte prévio feito com
escarificador ou emprego descontínuo de explosivos de
baixa potência.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS MATERIAIS
- 2ª Categoria:

Estão nesta categoria os solos sedimentares em processo


adiantado de rochificação e as rochas em processo adiantado de
deteriorização.

Blocos de rocha com volume superior a 1 m3, que necessitam de


fragmentação com explosivos para permitir o carregamento e o
transporte.
Rochas brandas ou rochas alteradas, que necessitam do uso
esporádico de explosivo para o seu desmonte.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• CRITÉRIOS PARA CLASSIFICAÇÃO DOS
MATERIAIS
– A classificação se baseia em “categorias de
materiais de escavação”:
• 3ª Categoria: materiais de elevada resistência mecânica
que só podem ser tratados com emprego exclusivo de
explosivos de alta potência.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA
CLASSIFICAÇÃO

MAIORES
CUSTOS DE
MAIOR ESCAVAÇÃO
DIFICULDADE
MATERIAIS AO
MAIS DESMONTE
RESISTENTES
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA
CLASSIFICAÇÃO
– Diferentes categorias corresponderão a preços
unitários de escavação bastante diversos;
– Pelas tabelas de classificação os preços de
remuneração das três categorias variam na
proporção aproximada de 1:2:6;
– Dificuldade no trabalho de classificação.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA
CLASSIFICAÇÃO
– Nos atuais projetos de escavação de grandes
volumes, os resultados da prospecção de solos
podem fornecer informações relevantes à
predeterminação da natureza dos perfis de solos e
rochas encontrados no subsolo,
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA
CLASSIFICAÇÃO
Trado Manual
Este equipamento permite a perfuração até 3 m em solos de
pouca consistência, classificáveis na 1ª Categoria.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA
CLASSIFICAÇÃO
Trado portátil acionado por motor
O trado é acionado por motor auxiliado de gasolina, o que
permite a penetração em solos mais consistentes até cerca de 15
m de profundidade.

Tipo do material Velocidade média (m/h) Classificação provável

Solos residuais pouco 18-27 1ª


resistentes
Solos residuais de 9-18 2ª c/ pré-escarificação
consistência média
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA
CLASSIFICAÇÃO
Trado rotativo montado sobre caminhão
Utilizado para sondagens de reconhecimento em materiais de
pouco ou média consistência, incluindo-se a rocha alterada,
atingindo até 60 m de profundidade.

Tipo do material Velocidade média (m/h) Classificação provável

Solos residuais pouco 18-36 1ª


resistentes
Solos residuais de 0-18 2ª c/ pré-escarificação
consistência média
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• IMPORTÂNCIA ECONÔMICA DA
CLASSIFICAÇÃO
Martelete de ar comprimido
O martelete de percussão acionado a ar comprimido, com broca
de carboneto de tungstênio, pode perfurar rochas duras ou
alteradas com velocidades médias.

Tipo do material Velocidade média (m/h) Classificação provável


Rocha bem alterada 4,2-6 2ª c/ pré-escarificação
Rocha medianamente 2,4-4,2 2ª c/ pré-escarificação e
alterada explosivos
Rocha dura 0-2,4 3ª
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• EMPOLAMENTO DOS SOLOS
Quando se escava o terreno natural, a terra que se encontrava
num certo estado de compactação, proveniente do seu próprio
processo de formação, experimenta uma expansão volumétrica
que chega a ser considerável em certos casos.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• EMPOLAMENTO DOS SOLOS
Se considerarmos uma determinada massa de solo natural, de
volume natural Vn, esta massa de solo apresentará um aumento
de volume, ou empolamento, após o solo ser escavado, com um
volume solto Vs maior do que Vn. A mesma massa de solo
apresentará, após compactada, um volume compactado Vc
menor do que Vn. Em média, o volume solto é 25% maior do que
o volume no terreno natural, e o volume compactado é 15%
menor.

A massa específica aparente seca natural (γn) será, portanto,


maior do que a massa específica aparente seca solta (γd) e
menor do que a massa específica aparente seca compactada
(γc).
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• EMPOLAMENTO DOS SOLOS
• Os solos naturais apresentam expansões
volumétricas diferentes, gerando diversos valores de
empolamento, fator de empolamento e porcentagem
de empolamento.

φ
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• EMPOLAMENTO DOS SOLOS
• De modo geral, quanto maior as porcentagens de
finos (argila e silte), maior será essa expansão. Ao
contrário, os solos arenosos, com pequenas
porcentagens de finos, sofrem pequeno
empolamento.
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
• FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA COMPACTAÇÃO
Esta relação entre umidade ótima e massa específica seca máxima resulta
num método prático e satisfatório para o controle dos serviços de aterro.
d
dmáx

h%
ho
Para cada solo e sob uma dada energia, existem, então, um ho e um d max.
Embora diferente para cada solo, as curvas de compactação apresentam
forma semelhante.
FUNDAMENTOS TEÓRICOS DA COMPACTAÇÃO
 Energia de Compactação
• Há para uma energia aplicada, um certo teor de umidade, denominado
umidade ótima, que conduz a uma massa específica seca máxima, ou uma
densidade seca máxima.
•A compactação é função de quatro variáveis: Peso especifico seco, umidade,
energia de compactação e tipo de solo.

FINALIDADE ENERGIA
Material de Subleito – Proctor Normal
construção de estradas
Material de reforço do Proctor
Subleito – construção de Intermediário
estradas
Material de Sub-base– Proctor
construção de estradas Intermediário
Material de base – Proctor Modificado
construção de estradas
27/04/2017
Construção de Aterros Proctor Normal 35
Influência da Energia de Compactação
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
Influência da Granulometria do Solo
Para uma mesma energia de compactação, solos de
granulometria diferente, apresentam valores de teor de umidade
ótimos e massa específica aparente seca máxima na ordem de
grandeza da tabela a seguir.
Granulometria hot(%) d max. (kg/m3) médios
Areias 7 a 12 2000
Siltes 18 a 25 1600
Argilas 30 a 40 1300


d
ESTUDOS DOS MATERIAIS DE
SUPERFÍCIE
Influência da Energia de Compactação
À medida em que se aumenta a energia de compactação, há
uma redução do teor de umidade ótimo e uma elevação do valor
do peso específico seco máximo.
ABNT NBR 7182/2016
COMPACTAÇÃO
DNIT – ME 162/1994
 Ensaio de Compactação no laboratório
DNIT – ME 164/2013
Umidificação e
Amostra de solo Homogeneização Compactação

• j

Pesagem Retirada de Amostra Umidade

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COMPACTAÇÃO
 Execução da Compactação no Campo
1ª Etapa: Descarga e Espalhamento do Solo

• j

2ª Etapa: Umedecimento do Solo

27/04/2017
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COMPACTAÇÃO
 Execução da Compactação no Campo
3ª Etapa: Homogeneização do solo

• j

4ª Etapa: Compactação das Camadas

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A Compactação no Campo – Controle e Especificações
 Controle da Compactação do solo em Campo
 Fatores que influem na Compactação no Campo

UMIDADE DO SOLO

W < WOTIMA – Irrigação


(Caminhão tanque com
barra de distribuição e
bomba hidráulica)

W > WOTIMA – Aeração


(Exposição a vento e ao
sol. Com espalhamento
por arados, grades,
pulviromisturadores ou
motoniveladores)
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A Compactação no Campo – Controle e Especificações
 Controle da Compactação do solo em Campo
 Fatores que influem na Compactação no Campo
NÚMERO DE PASSADAS
Insistir em aumentar o número de passadas pode produzir perda no grau de
compactação, por destruição de uma estrutura que acabou de ser formada,
além de perda de produção e desgaste excessivo do equipamento,
principalmente por impacto em superfície já endurecida.

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A Compactação no Campo – Controle e Especificações
 Controle da Compactação do solo em Campo
 Fatores que influem na Compactação no Campo
ESPESSURA DA CAMADA

• Equipamentos diversos exigem espessuras de camadas diferentes;


• É preciso adotar espessuras menores que garantam a compactação
uniforme em toda a altura da camada;
• As espessuras máxima e mínima de compactação das camadas granulares
são de 20 cm e 10 cm, respectivamente.

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A Compactação no Campo – Controle e Especificações
 Controle da Compactação do solo em Campo
 Fatores que influem na Compactação no Campo
HOMOGENEIZAÇÃO
Feito com motoniveladoras, grades e arados especiais, a camada solta deve
estar bem pulverizada, sem torrões secos, blocos ou fragmentos de rocha,
antes da compactação, principalmente se for necessário aumentar o teor de
umidade.

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