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TE QUERO MEDICINA

TE QUERO MEDI

Apostila de
redação

2019

Apostila
Por Thiago Pedrode
redação
@te_quero_medi
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TE QUERO MEDI

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TE QUERO MEDI

SUMÁRIO

1 Redações nota mil ........................4


2 Alusões históricas...........................47
3 Citações filosóficas.........................68
4 Tabela de conectivos.....................105
5 Dicas..................................................112
6 Estrutura da redação....................114
7 Conclusão........................................130
8 Ministérios .....................................135
9 Temas ................................................141

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TE QUERO MEDI

Redações nota
1000

MÓDULO I

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TE QUERO MEDI
2018
Lucas Felpi
No livro 1984 de George Orwell, é retratado um futuro distópico em que um Estado
totalitário controla e manipula toda forma de registro histórico e contemporâneo, a fim de
moldar a opinião pública a favor dos governantes. Nesse sentido, a narrativa foca na
trajetória de Winston, um funcionário do contraditório Ministério da Verdade que
diariamente analisa e altera notícias e conteúdos midiáticos para favorecer a imagem do
Partido e formar a população através de tal ótica. Fora da ficção, é fato que a realidade
apresentada por Orwell pode ser relacionada ao mundo cibernético do século XXI:
gradativamente, os algoritmos e sistemas de inteligência artificial corroboram para a
restrição de informações disponíveis e para a influência comportamental do público,
preso em uma grande bolha sociocultural.

Em primeiro lugar, é importante destacar que, em função das novas tecnologias,


internautas são cada vez mais expostos à uma gama limitada de dados e conteúdos na
internet, consequência do desenvolvimento de mecanismos filtradores de informações a
partir do uso diário individual. De acordo com o filósofo Zygmund Bauman, vive-se
atualmente um período de liberdade ilusória, já que o mundo globalizado não só
possibilitou novas formas de interação com o conhecimento, mas também abriu portas
para a manipulação e alienação semelhantes vistas em “1984”. Assim, os usuários são
inconscientemente analisados pelos sistemas e lhes é apresentado apenas o mais
atrativo para o consumo pessoal.

Por conseguinte, presencia-se um forte poder de influência desses algoritmos no


comportamento da coletividade cibernética: ao observar somente o que lhe interessa e o
que foi escolhido para ele, o indivíduo tende a continuar consumindo as mesmas coisas
e fechar os olhos para a diversidade de opções disponíveis. Em um episódio da série

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TE QUERO MEDI
televisiva Black Mirror, por exemplo, um aplicativo pareava pessoas para
relacionamentos com base em estatísticas e restringia as possibilidades para apenas as
que a máquina indicava – tornando o usuário passivo na escolha. Paralelamente, esse é
o objetivo da indústria cultural para os pensadores da Escola de Frankfurt: produzir
conteúdos a partir do padrão de gosto do público, para direcioná-lo, torná-lo homogêneo
e, logo, facilmente atingível.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a
conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de
Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas
publicitárias nas redes sociais que detalhem o funcionamento dos algoritmos inteligentes
nessas ferramentas e advirtam os internautas do perigo da alienação, sugerindo ao
interlocutor criar o hábito de buscar informações de fontes variadas e manter em mente
o filtro a que ele é submetido. Somente assim, será possível combater a passividade de
muitos dos que utilizam a internet no país e, ademais, estourar a bolha que, da mesma
forma que o Ministério da Verdade construiu em Winston de “1984”, as novas tecnologias
estão construindo nos cidadãos do século XXI.

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TE QUERO MEDI
Clara de Jesus, 19 anos
“Black Mirror” é uma série americana que retrata a influência da tecnologia no
cotidiano de uma sociedade futura. Em um de seus episódios, é apresentado um
dispositivo que atua como uma babá eletrônica mais desenvolvida, capaz de
selecionar as imagens e sons que os indivíduos poderiam vivenciar. Não distante da
ficção, nos dias atuais, existem algoritmos especiais ligados em filtrar informações de
acordo com a atividade “online” do cidadão. Por isso, torna-se necessário o debate
acerca da manipulação comportamental do usuário pelo controle de dados na internet.
Primeiramente, é notável que o acesso a esse meio de comunicação ocorre de
maneira, cada vez mais, precoce. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, no ano de
201, apenas 35% dos entrevistados, que apresentavam idade igual ou superior a 10
anos, nunca haviam utilizado a internet. Isso acontece porque desde cedo a criança
tem contato com aparelhos tecnológicos que necessitam da disponibilidade de uma
rede de navegação, que memoriza cada passo que esse jovem indivíduo dá para
traçar um perfil de interesse dele e, assim, fornecer assuntos e produtos que tendem
a agradar ao usuário. Dessa forma, o uso da internet torna-se uma imposição viciosa
para relações sócio-econômicas.
Em segundo lugar, o ser humano perde sua capacidade de escolha. Conforme o
conceito de “Mortificação do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o
que ocorre na internet que induz o indivíduo a ter um comportamento alienado. Tal
preceito afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu
pensamento individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro do contexto da
internet, o usuário, sem perceber, é induzido a entrar em determinados sites devido a
um “bombardeio” de propagandas que aparece em seu dispositivo conectado.
Evidencia-se, portanto, uma falsa liberdade de escolha quanto ao que fazer no mundo
virtual.
Com o intuito de amenizar essa problemática, o Congresso Nacional deve formular
leis que limitem esse assédio comercial realizado por empresas privadas, por meio de
direitos e punições aos que descumprirem, a fim de acabar com essa imposição
midiática. As escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre
esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de
palestrantes, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca
de como agir “online”, com o objetivo de desenvolver, desde a infância, a capacidade
de utilizar a tecnologia a seu favor. Feito isso, o conflito vivenciado na série não se
tornará realidade.

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TE QUERO MEDI
Thais Saeger, 28 anos

É fato que a tecnologia revolucionou a vida em sociedade nas mais variadas esferas,
a exemplo da saúde, dos transportes e das relações sociais. No que concerne ao uso
da internet, a rede potencializou o fenômeno da massificação do consumo, pois
permitiu, por meio da construção de um banco de dados, oferecer produtos de acordo
com os interesses dos usuários. Tal personalização se observa, também, na
divulgação de informações que, dessa forma, se tornam, muitas vezes, tendenciosas.
Nesse sentido, é necessário analisar tal quadro, intrinsecamente ligado a aspectos
educacionais e econômicos.
É importante ressaltar, em primeiro plano, de que forma o controle de dados na
internet permite a manipulação do comportamento dos usuários. Isso ocorre, em
grande parte, devido ao baixo senso crítico da população, fruto de uma educação
tecnicista, na qual não há estímulo ao questionamento. Sob esse âmbito, a internet
usufrui dessa vulnerabilidade e, por intermédio de uma análise dos sites mais visitados
por determinado indivíduo, consegue rastrear seus gostos e propor notícias ligadas
aos seus interesses, limitando, assim, o modo de pensar dos cidadãos. Em meio a
isso, uma analogia com a educação libertadora proposta por Paulo Freire mostra-se
possível, uma vez que o pedagogo defendia um ensino capaz de estimular a reflexão
e, dessa forma, libertar o indivíduo da situação a qual encontra-se sujeitado - neste
caso, a manipulação.
Cabe mencionar, em segundo plano, quais os interesses atendidos por tal controle
de dados. Essa questão ocorre devido ao capitalismo, modelo econômico vigente
desde o fim da Guerra Fria, em 1991, o qual estimula o consumo em massa. Nesse
âmbito, a tecnologia, aliada aos interesses do capital, também propõe aos usuários
da rede produtos que eles acreditam ser personalizados. Partindo desse pressuposto,
esse cenário corrobora o termo "ilusão da contemporaneidade" defendido pelo filósofo
Sartre, já que os cidadãos acreditam estar escolhendo uma mercadoria diferenciada
mas, na verdade, trata-se de uma manipulação que visa ampliar o consumo.
Infere-se, portanto, que o controle do comportamento dos usuários possui íntima
relação com aspectos educacionais e econômicos. Desse modo, é imperiosa uma
ação do MEC, que deve, por meio da oferta de debates e seminários nas escolas,
orientar os alunos a buscarem informações de fontes confiáveis como artigos
científicos ou por intermédio da checagem de dados, com o fito de estimular o senso
crítico dos estudantes e, dessa forma, evitar que sejam manipulados. Visando ao
mesmo objetivo, o MEC pode, ainda, oferecer uma disciplina de educação tecnológica
nas escolas, através de sua inclusão na Base Comum Curricular, causando um
importante impacto na construção da consciência coletiva. Assim, observar-se-ia uma
população mais crítica e menos iludida.

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TE QUERO MEDI
Vanessa Tude, 19 anos
O mundo conheceu novos equipamentos ao longo do processo de industrialização,
com destaque para os descobrimentos da Terceira Revolução Industrial, que
possibilitou a expansão dos meios de comunicação e controle de dados em inúmeros
países. Entretanto, as ferramentas recém descobertas foram utilizadas de forma
inadequada, como por exemplo, durante a Era Vargas. Com efeito, a má utilização
dessas tecnologias contribui com a manipulação comportamental dos usuários que se
desenvolve devido não só à falta de informação popular como também à negligência
governamental.
Primeiramente, vale ressaltar o efeito que a falta de informação possui na
manipulação das pessoas. Consoante à Teoria do Habitus elaborada pelo sociólogo
francês Pierre Bourdieu, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados
e, posteriormente, reproduzidos pelos indivíduos. Nessa perspectiva, a possibilidade
da coleta de dados virtuais, como sites visitados e produtos pesquisados, por grandes
empresas ocasiona a divulgação de propagandas específicas com o fito de induzir a
efetivação da compra da mercadoria anunciada ou estimular um estilo de vida. Assim,
o desconhecimento dessa realidade permite a construção de uma ilusão de liberdade
de escolha que favorece unicamente as empresas. Dessa forma, medidas são
necessárias para alterar a reprodução, prevista por Bourdieu, dessas estratégias
comerciais que afetam negativamente inúmeros indivíduos.
Ademais, a influência de milhares de usuários se dá pela negligência e abuso de
poder governamental. Durante a Era Vargas, a manipulação comportamental dos
brasileiros foi uma realidade a partir da criação do Departamento de Imprensa e
Propaganda que possuía a função de fiscalizar os conteúdos que seriam divulgados
nos meios de comunicação usando o controle da população. Nos dias atuais, com o
auxílio da internet, as pessoas estão mais expostas, uma vez que o governo possui
acesso aos dados e históricos de navegação que possibilitam a ocorrência de uma
obediência influenciada como ocorreu na Era Vargas. Desse modo, urge a extrema
necessidade de alterações estruturais para a ocorrência de uma liberdade
comportamental de todos.
Impende, portanto, que a manipulação do comportamento através do controle de
dados na internet deixe de ser realidade. Nesse sentido, cabe ao Governo, por meio
do aumento da parcela de investimentos com prioridade, fiscalizar e punir instituições
que utilizem essa estratégia de direcionamento através de multas e aumento na
cobrança de impostos. Essa inciativa tem a finalidade de propor o uso adequado das
tecnologias descobertas durante, e posteriormente, a Terceira Revolução Industrial e,
consequentemente, erradicar a manipulação comportamental dos indivíduos através
dos dados coletados na internet.

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TE QUERO MEDI
Jamille Borges, 19 anos
A série britânica “Black Mirror” é caracterizada por satirizar a forma como a
tecnologia pode afetar a humanidade. Dentre outros temas, o seriado aborda a
influência dos algoritmos na opinião e no comportamento das personagens. Fora da
ficção, os efeitos do controle de dados não são diferentes dos da trama e podem
comprometer o senso crítico da população brasileira. Assim, faz-se pertinente debater
acerca das consequências da manipulação do comportamento do usuário pelo
controle de dados na internet.
Por um lado, a utilização de algoritmos possui seu lado positivo. A internet surgiu
no período da Guerra Fria, com o intuito de auxiliar na comunicação entre as bases
militares. Todavia, com o passar do tempo, tal ferramenta militar popularizou-se e
abandonou, parcialmente, a característica puramente utilitária, adquirindo função de
entretenimento. Hoje, a internet pode ser utilizada para ouvir músicas, assistir a filmes,
ler notícias e, também, se comunicar. No Brasil, por exemplo, mais da metade da
população está “conectada” – de acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) -, o que significa a consolidação da internet no país e,
nesse contexto, surge a relevância do uso de dados para facilitar tais ações.
Por outro lado, o controle de dados ressalta-se em seu lado negativo. Segundo o
sociólogo Pierre Levy, as sociedades modernas vivem um fenômeno por ele
denominado “Novo Dilúvio” – termo usado para caracterizar a dificuldade de “escapar”
do uso da internet. Percebe-se que o conceito abordado materializa-se em
apontamentos do IBGE, os quais expõem que cerca de 85% dos jovens entre 18 e 24
anos de idade utilizaram a ferramenta em 2016. Tal quadro é preocupante quando
atrelado aos algoritmos, pois estes causam, principalmente, nos jovens a redução de
sua capacidade crítica – em detrimento de estarem sempre em contato com
informações unilaterais, no tocante ao ponto de vista, e pouco distoantes de suas
próprias vivências e opiniões -, situação conhecida na Sociologia como “cognição
preguiçosa” – a qual culmina na manipulação do ser.
Entende-se, portanto, que é necessário que a população entenda os riscos do
controle de dados. Desse modo, cabe às escolas desenvolverem a percepção dos
perigos da “cognição preguiçosa” para a formação da visão de mundo dos seus
alunos, mediante aulas de informática unidas à disciplina de Sociologia – voltadas
para uma educação não só técnica, mas social das novas tecnologias -, a fim de
ampliar nos jovens o interesse por diferentes opiniões e, consequentemente, reduzir
os efeitos adversos da problemática. Posto isso, será superado o controle do
comportamento do usuário e não mais viveremos em um Brasil análogo à trama de
“Black Mirror”.

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Lívia Taumaturgo, 18 anos
Segundo as ideias do sociólogo Habermas, os meios de comunicação são
fundamentais para a razão comunicativa. Visto isso, é possível mencionar que a
internet é essencial para o desenvolvimento da sociedade. Entretanto, o meio virtual
tem sido utilizado, muitas vezes, para a manipulação do comportamento do usuário,
pelo controle de dados, podendo induzir o indivíduo a compartilhar determinados
assuntos ou a consumir certos produtos. Isso ocorre devido `falha de políticas públicas
efetivas que auxiliem o indivíduo a “navegar”, de forma correta, na internet, e à
ausência de consciência, da grande parte da população, sobre a importância de saber
utilizar adequadamente o meio virtual. Essa realidade constituiu um desafio a ser
resolvido não somente pelos poderes públicos, mas também por toda a sociedade.
No contexto relativo à manipulação do comportamento do usuário, pode-se citar que
no século XX, a Escola de Frankfurt já abordava sobre a “ilusão de liberdade do mundo
contemporâneo”, afirmando que as pessoas eram controladas pela “indústria cultural”,
disseminada pelos meios de comunicação de massa. Atualmente, é possível traçar
um paralelo com essa realidade, visto que milhões de pessoas no mundo são
influenciadas e, até mesmo, manipuladas, todos os dias pelo meio virtual, por meio de
sistemas de busca ou de redes sociais, sendo direcionadas a produtos específicos, o
que aumenta, de maneira significativa, o consumismo exacerbado. Isso é intensificado
devido à carência de políticas públicas efetivas que auxiliem o indivíduo a “navegar”
corretamente na internet, explicando-lhe sobre o posicionamento do controle de dados
e ensinando-lhe sobre como ser um consumidor consciente.
Ademais, é importante destacar que grande parte da população não tem consciência
da importância da utilização, de forma correta, da internet, visto que as instituições
formadoras de conceitos morais e éticos não têm preconizado, como deveriam, o
ensino de uma polarização digital”, como faz o projeto Digipo (“Digital Polarization
Iniciative”), o qual auxilia os indivíduos a acessarem páginas comparáveis e, assim,
diminui, o compartilhamento de notícias falsas, que, muitas vezes, são lançadas por
moderadores virtuais. Nesse sentido, como disse o empresário Steve Jobs, “A
tecnologia move o mundo”, ou seja, é preciso que medidas imediatas sejam tomadas
para que a internet possa ser usada no desenvolvimento da sociedade, ajudando as
pessoas a se comunicarem plenamente.
Portanto, cabe aos Estados, por meio de leis e de investimentos, com um
planejamento adequado, estabelecer políticas públicas efetivas que auxiliem a
população a “navegar”, de forma correta, na internet, mostrando às pessoas a
relevância existente em utilizar o meio virtual racionalmente, a fim de diminuir, de
maneira considerável, o consumo exacerbado, que é intensificado pela manipulação
do comportamento do usuário pelo controle de dados. Além disso, é de suma
importância que as instituições educacionais promovem, por meio de campanhas de
conscientização, para pais e alunos, discussões engajadas sobre a
imprescindibilidade de saber usar, de maneira cautelosa, a internet, entendendo a

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relevância de uma “polarização digital” para a concretização da razão comunicativa,
com o intuito de utilizar o meio virtual para o desenvolvimento pleno da sociedade.
Sílvia Fernanda Lima, 18 anos
No livro Admirável Mundo Novo do escritor inglês Aldous Huxley é retratada uma
realidade distópica na qual o corpo social padroniza-se pelo controle de informações
e traços comportamentais. Tal obra fictícia, em primeira análise, diverge
substancialmente da realidade contemporânea, uma vez que valores democráticos
imperam. No entanto, com o influente papel atribuído à internet, configurou-se uma
liberdade paradoxal tangente à regulamentação de dados. Assim, faz-se profícuo
observar a parcialidade informacional e o consumo exacerbado como pilares
fundamentais da problemática.
Em primeiro plano, a estruturação do meio cibernético fomenta a conjuntura regida
pela denominada denominada pós-verdade, traduzida na sobreposição do
conhecimento fundamentado por conotações subjetivas de teor apelativo. Nesse
contexto, como os algoritmos das ferramentas de busca fornecem fontes
correspondentes às preferências de cada usuário, cria-se uma assimilação unilateral,
contendo exclusivamente aquilo que promove segurança emocional ao indivíduo e
favorece a reprodução automatizada de pensamentos. Desse modo, com base nas
premissas analíticas do escritor francês Guy Debord, pelo fato de o meio digital ser
mediatizado por imagens, o sujeito é manipulado de forma alienante, mitigando do
seu senso crítico e capacidade de compreender a pluralidade de opiniões.
Outrossim, A detenção de dados utilizada para a seleção de anúncios fomenta o
fenômeno do consumismo. Sob esse viés, posto que a sociedade vigente é movida
pelo desempenho laboral e pela autoexploração, como preconizou o filósofo sul-
coreano Byung Chul-Han, o consumo apresenta-se como forma de aliviar as
inquietações resultantes desse quadro e alternativa para uma felicidade imediata.
Então, na medida em que os artigos publicitários exibidos na internet são direcionados
individualmente, o estímulo à compra denota-se ainda mais magnificado, funcionando
como fator adicional à busca por alívio paralelamente à construção de hábitos
desequilibrados e prejudiciais.
Portanto, minimizar os impactos negativos da inserção no ciberespaço não se
apresenta como tarefa fácil, porém, tornar-se-á possível por meio de uma abordagem
educacional. Dessa forma, o Ministério da Educação deve elaborar um projeto de
educação digital tendo com perspectiva basilar o ensino emancipatório postulado pelo
filósofo alemão Theodor Adorno. Essa ação pode ser constituída por frequentes
debates incluindo problematizações e a criação de reformulações conscientes
relacionadas aos perigos delimitados pela manipulação do comportamento online nos
ensinos Fundamental II e Médio das escolas públicas e particulares. Tal medida deve
incluir a mediação de professores de Sociologia e Filosofia, além de especialistas em
Cultura Digital, com o objetivo de modular nos alunos autonomia e criticidade no uso
da internet. Enfim, será possível a construção de uma juventude responsável e
dificilmente manipulada, sem nenhuma semelhança a obra de Aldous Huxley.

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TE QUERO MEDI
Maria Eduarda Fionda, 18 anos
George Orwell, em sua célebre obra “1984”, descreve uma distopia na qual os
meios de comunicação são controlados e manipulados para garantir a alienação da
população frente a um governo totalitário. Entretanto, apesar de se tratar de uma
ficção, o livro de Orwell parece refletir, em parte, a realidade do século XXI, uma vez
que, na atualidade, usuários da internet são constantemente influenciados por
informações previamente selecionadas, de acordo com seus próprios dados. Nesse
contexto, questões econômicas e sociais devem ser postas em vigor, a fim de serem
devidamente compreendidas e combatidas.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que o problema advém, em muito, de
interesses econômicos. Segundo o sociólogo alemão Theodor Adorno, a chamada
“Indústria Cultural”, visando o lucro, tende a massificar e uniformizar os gostos a partir
do uso dos meios de comunicação. Sob esse viés, é possível depreender que a
utilização de dados dos internautas por determinados grupos empresariais constitui
uma estratégia de divulgação da produtos e pensamentos conforme seus interesses.
Dessa maneira, ocorre a seleção de informações e propagandas favoráveis a essas
empresas, levando o usuário a agir e consumir inconscientemente, de acordo com
padrões estabelecidos por esses grupos.
Outrossim, o mau uso das novas tecnologias corrobora com a perpetuação dessa
problemática. Sob a ótica do teórico da comunicação Marshall McLuhan, “os homens
criam as ferramentas e as ferramentas recriam o homem”. Nessa perspectiva, é
perceptível que o advento da internet, apesar de facilitar o acesso à informações,
contribui com a diminuição do senso crítico acerca do conteúdo visualizado nas redes.
Isso ocorre, principalmente, por conta do bombardeamento constante de propagandas
e notícias, muitas vezes, sem a devida profundidade e sem o acompanhamento de
análises de veracidade. Consequentemente, os internautas são cada vez menos
estimulados a questionar o conteúdo recebido, culminando, então, em um ambiente
favorável à manipulação de comportamentos.
É possível defender, portanto, que impasses econômicos e sociais constituem
desafios a superar. Para tanto, o Poder Público deve restringir o acesso de empresas
a dados pessoais de usuários da internet, por meio da elaboração de uma legislação
eficaz referente ao problema. Ademais, a mídia, associada a ONGs, deve alertar a
população sobre as mazelas de não questionar o conteúdo acessado em rede, por
meio de campanhas educativas. Isso pode ocorrer com a realização de narrativas
ficcionais engajadas, como novelas e seriados, e reportagens que tratem do tema, a
fim de contribuir com o uso crítico das novas tecnologias. Assim, será possível
restringir, de fato, a distopia de Orwell à ficção.

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TE QUERO MEDI
2017
Thaís Fonseca Lopes de Oliveira, de 18 anos

“Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima
eternamente. Todos os dias, Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vencido pela exaustão,
assim a pedra retornava à base. Hodiernamente, esse mito assemelha-se à luta cotidiana dos
deficientes auditivos brasileiros, os quais buscam ultrapassar as barreiras as quais os separam
do direito à educação. Nesse contexto, não há dúvidas de que a formação educacional de surdos
é um desafio no Brasil o qual ocorre, infelizmente, devido não só à negligência governamental,
mas também ao preconceito da sociedade.
A Constituição cidadã de 1988 garante educação inclusiva de qualidade aos deficientes,
todavia o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro “Ética a
Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo se verifica que esse
conceito encontra-se deturpado no Brasil à medida que a oferta não apenas da educação
inclusiva, como também da preparação de número suficiente de professores especializados no
cuidado com surdos não está presente em todo o território nacional, fazendo os direitos
permanecerem no papel.
Outrossim, o preconceito da sociedade ainda é um grande impasse à permanência dos
deficientes auditivos nas escolas. Tristemente, a existência da discriminação contra surdos é
reflexo da valorização dos padrões criados pela consciência coletiva. No entanto, segundo o
pensador e ativista francês Michel Foucault, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais
livres do que pensam para quebrar pensamentos errôneos construídos em outros momentos
históricos. Assim uma mudança nos valores da sociedade é fundamental para transpor as
barreiras à formação educacional de surdos.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao
Ministério da Educação criar um projeto para ser desenvolvido nas escolas o qual promova
palestras, apresentações artísticas e atividades lúdicas a respeito do cotidiano e dos direitos dos
surdos – uma vez que ações culturais coletivas têm imenso poder transformador – a fim de que
a comunidade escolar e a sociedade no geral – por conseguinte – conscientizem-se. Desse
modo, a realidade distanciar-se-á do mito grego e os Sísifos brasileiros vencerão o desafio de
Zeus.”

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TE QUERO MEDI
Maria Fernanda Gurgel – Ceará

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, há 45 milhões de indivíduos portadores


de alguma deficiência no País. Apesar do amplo contingente populacional e dos avanços nos
direitos dessa camada da sociedade, esses brasileiros não dispõem de uma inclusão educacional
plena, sobretudo os surdos. Esse cenário desafiador demanda a adoção de medidas mais eficientes
por parte do Poder Público e de instituições formadoras de opinião a fim de garantir uma melhor
qualidade de vida aos deficientes auditivos.

De fato, o acesso à educação pelos indivíduos surdos é assegurado pela Constituição de 1988 e
pelo mais recente Estatuto da Pessoa com Deficiência. No Brasil, entretanto, há uma discrepãncia
entre o que é defendido por tais instrumentos jurídicos e a realidade excludente vivida por essa
população. Esses indivíduos sofrem, diariamente, com a escassez de materiais didáticos adaptados
e com a insuficiente formação de profissionais, que, muitas vezes, são incapazes de oferecer uma
educação em Libras. Além disso, grande parte dos brasileiros desconhece tais legislações, o que
dificulta a inclusão plena dos deficientes auditivos e evidencia uma atuação negligente do Estado.

Ademais, de acordo com o pensandor Vygotsky, o indivíduo é fortemente influenciado pelo meio
em que está inserido, o que ressalta a importância de certos setores da sociedade, a exemplo de
famílias e escolas, na formação cidadã dos brasileiros. Mesmo com essa ampla relevância, diante
da persistência de atos discriminatórios contra os surdos no âmbito escolar, como a recusa de
matrícula, a segregação em turmas especiais e o bullying, fica evidente o desrespeito que tifica
como crime qualquer comportamento intolerante contra os portadores de necessidades especiais,
incluindo os surdos.

Portanto, a fim de garantir a devida formação educacional dos deficientes auditivos, cabe ao
Poder Público, por meio da destinação de mais recursos ao Instituto Nacional de Educação de
Surdos, garantir uma melhor capacitação dos professores e uma maior disponibilização de
materiais adaptados, além de promover informes educativos, mediante as redes sociais, sobre a
existência do Estatuto da Pessoa com Deficiência. Ademais, cabe às escolas garantir, por meio de
palestras para os pais de alunos, o devido incentivo de amplos diálogos entre os membros do
núcleo familiar, possibilitando uma reflexão quanto ao respeito às diferenças no âmbito domiciliar
desde a infância.

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TE QUERO MEDI
Maria Juliana Bezerra Costa – Ceará

Em razão de seu caráter excessivamente militarizado, a sociedade que constituía a cidade de


Esparta, na Grécia Antiga, mostrou-se extremamente intolerante com deficiências corpóreas ao
longo da história, tornando constante inclusive o assassinato de bebês que as apresentassem, por
exemplo. Passados mais de dois mil anos dessa prática tenebrosa, ainda é deploravelmente
perceptível, sobretudo em países subdesenvolvidos como o Brasil, a existência de atos
preconceituosos perpetrados contra essa parcela da sociedade, que são o motivo primordial para
que se perpetue como difícil a escolarização plena de deficientes auditivos. Esse panorama nefasto
suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público quando das instituições formadoras de opinião,
com o escopo de mitigar os diversos empecilhos postos frente à educação dessa parcela social.

É indubitável, de fato, que muitos avanços já forma conquistados no que tange à efetivação dos
direitos constitucionais garantidos aos surdos brasileiros. Pode-se mencionar, por exemplo a
classificação da Libras - Língua Brasileira de Sinais- como segundo idioma oficial da nação em
2002, a existência de escolas especíais para surdos no território do Brasil e as iniciativas privadas
que incluem esses cidadãos como partícipes de eventos - como no caso da plataforma do Youtube
Educação, cujas aulas sempre apresentam um profissional que traduz a fala de um professor para
a língua de sinais. Apenas medidas flagrantemente pontuais como essas, contudo, são incapazes
de tornar a educação de surdos efetiva e acessível a todos que necessitam dela, visto que não só
a maioria dos centros educacionais está mal distribuida no país, mas também a disponibilidade de
professores específicos ainda é escassa, além da linguagem de sinais ainda ser desconhecida por
grande parte dos brasileiros.

No que tange à sociedade civil, nota-se a existência de comportamentos e ideologias altamente


preconceituosas contra os surdos brasileiros. A título de ilustração, é comum que pais de estudantes
ditos "nomais" dificultem o ingresso de alunos portadores de deficiência auditiva em classes não
específicas a eles, alegando que tal parcela tornará o "ritmo" da aula mais lento; que colegas de
sala difundam piadas e atitudes maldosas e que empresas os considerem inaptos à comunicação
com outros funcionários. Essas atitudes deploravelmente constantes no Brasil ratificam a máxima
atribuída ao filósofo Voltaire: "os preconceitos são a vazão dos imbecís".

Urge, pois, a fim de tornar atitudes intolerantes restritas à história de Esparta, que o Estado
construa mais escolas para deficientes auditivos em municípios mais afastados de grandes
centoros e promova cursos de Libras a professores da rede pública - por meio da ampliação de
verbas destinadas ao Ministério da Educação e da realização de palestras com especialistas na
educação de surdos -, em prol de tornar a formação educacional deles mais fácil e mais inclusiva.
Outrossim, é mister que instituições formadoras de opinião - como escolas, universidades e famílias
socialmente engajadas - promovam debates amplos e constantes acerca da importância de garantir
o respeito e a igualdade de oportunidades a essa parcela social, a partir de diálogos nos lares, de
seminários e de feiras culturais em ambientes educacionais. Assim, reduzir-se-ão os empecilhos
existentes hoje em relação à educação de surdos na Nação e formar-se-ão cidadãos mais aptos à
empreender a necessidade de respeito a eles, afinal, segundo o filósofo Immanuel Kant: "O homem
não é nada além daquilo que a educação faz dele".

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Isabella Barros Castelo Branco – Piauí
TE QUERO MEDI
Na obra “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, o realista Machado de Assis expõe, por meio da
repulsa do personagem principal em relação à deficiência física (ela era “coxa), a maneira como a
sociedade brasileira trata os deficientes. Atualmente, mesmo após avanços nos direitos desses
cidadãos, a situação de exclusão e preconceito permanece e se reflete na precária condição da
educação ofertada aos surdos no País, a qual é responsável pela dificuldade de inserção social
desse grupo, especialmente no ramo laboral.

Convém ressaltar, a princípio, que a má formação socioeducacional do brasileiro é um fator


determinante para a permanência da precariedade da educação para deficientes auditivos no País,
uma vez que os governantes respondem aos anseios sociais e grande parte da população não
exige uma educação inclusiva por não necessitar dela. Isso, consoante ao pensamento de A.
Schopenhauer de que os limites do campo da visão de uma pessoa determinam seu entendimento
a respeito do mundo que a cerca, ocorre porque a educação básica é deficitária e pouco prepara
cidadãos no que tange aos respeito às diferenças. Tal fato se reflete nos ínfimos investimentos
governamentais em capacitação profissional e em melhor estrutura física, medidas que tornariam
o ambiente escolar mais inclusivo para os surdos.

Em consequência disso, os deficientes auditivos encontram inúmeras dificuldades em variados


âmbitos de suas vidas. Um exemplo disso é a difícil inserção dos surdos no mercado de trabalho,
devido à precária educação recebida por eles e ao preconceito intrínseco à sociedade brasileira.
Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contratrualista John Locke, configura-se uma violação
do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem
de direitos imprescindíveis (como direito à educação de qualidade) para a manutenção da igualdade
entre os membros da sociedade, o que expõe os surdos a uma condição de ainda maior exclusão
e desrespeito.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que a Escola promova a formação de cidadãos
que respeitem às diferenças e valorizem a inclusão, por intermédio de palestras, debates e
trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando a ampliar o contato
entre a comunidade escolar e as várias formas de deficiência. Além disso, é imprescindível que o
Poder Público destine maiores investimentos à capacitação de profissionais da educação
especializados no ensino inclusivo e às melhorias estruturais nas escolas, com o objetivo de
oferecer aos surdos uma formação mais eficaz. Ademais, cabe também ao Estado incentivar a
contratação de deficientes por empresas privadas, por meio de subsídios e Parcerias Público-
Privadas, objetivando a ampliar a participação desse grupo social no mercado de trabalho. Dessa
forma, será possível reverter um passado de preconceito e exclusão, narrado por Machado de Assis
e ofertar condições de educação mais justas a esses cidadãos.

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17
Marcus Vinícius Monteiro de Oliveira, do Ceará
TE QUERO MEDI
No Brasil, o início do processo de educação de surdos remonta ao Segundo Reinado. No
entanto, esse ato não se configurou como inclusivo, já que se caracterizou pelo estabelecimento
de um “apartheid” educacional, ou seja, uma escola exclusiva para tal público, segregando-o dos
que seriam considerados “normais” pela população. Assim, notam-se desafios ligados à
formação educacional das pessoas com dificuldade auditiva, seja por estereotipação da
sociedade civil, seja por passividade governamental. Portanto, haja vista que a educação é
fundamental para o desenvolvimento econômico do referido público e, logo, da nação, ela deve
ser efetivada aos surdos pelos agentes adequados, a partir da resolução dos entraves vinculados
a ela.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à implementação desse direito,
reconhecido por mecanismos legais, a discriminação enraizada em parte da sociedade, inclusive
dos próprios responsáveis por essas pessoas com limitação. Isso por ser explicado segundo o
sociólogo Talcott Parsons, o qual diz que a família é uma máquina que produz personalidades
humanas, o que legitima a ideia de que o preconceito por parte de muitos pais dificulta o acesso
à educação pelos surdos. Tal estereótipo está associado a uma possível invalidez da pessoa
com deficiência e é procrastinado, infelizmente, desde o Período Clássico grego, em que
deficientes eram deixados para morrer por serem tratados como insignificantes, o que dificulta,
ainda hoje, seu pleno desenvolvimento e sua autonomia.
Além do mais, ressalte-se que o Poder Público incrementou o acesso do público abordado ao
sistema educacional brasileiro ao tornar a Libras uma língua secundária oficial e ao incluí-la, no
mínimo, à grade curricular pública. Contudo, devido à falta de fiscalização e de políticas públicas
ostensivas por parte de algumas gestões, isso não é bem efetivado. Afinal, dados estatísticos
mostram que o número de brasileiros com deficiência auditiva vem diminuindo tanto em escolas
inclusivas – ou bilíngues -, como em exclusivas, a exemplo daquela criada no Segundo Reinado.
Essa situação abjeta está relacionada à inexistência ou à incipiência de professores que
dominem a Libras e à carência de aulas proficientes, inclusivas e proativas, o que deveria ser
atenuado por meio de uma maior gerência do Estado nesse âmbito escolar.
Diante do exposto, cabe às instituições de ensino com proatividade o papel de deliberar acerca
dessa limitação em palestras elucidativas por meio de exemplos em obras literárias, dados
estatísticos e depoimentos de pessoas envolvidas com o tema, para que a sociedade civil, em
especial os pais de surdos, não seja complacente com a cultura de estereótipos e preconceitos
difundidos socialmente. Outrossim, o próprio público deficiente deve alertar a outra parte da
população sobre seus direitos e suas possibilidades no Estado civil a partir da realização de dias
de conscientização na urbe e da divulgação de textos proativos em páginas virtuais, como
“Quebrando o Tabu”. Por fim, ativistas políticos devem realizar mutirões no Ministério ou na
Secretaria de Educação, pressionando os demiurgos indiferentes à problemática abordada, com
o fito de incentivá-los a profissionalizarem adequadamente os professores – para que todos
saibam, no mínimo, o básico de Libras – e a efetivarem o estudo da Língua Brasileira de Sinais,
por meio da disponibilização de verbas e da criação de políticas públicas convenientes,
contrariando a teórica inclusão da primeira escola de surdos brasileira

18
Yasmin Lima Rocha, do Piauí
TE QUERO MEDI
A formação educacional de surdos encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa tese
pode ser comprovada por meio de dados divulgados pelo Inep, os quais apontam que o número
de surdos matriculados em instituições de educação básica tem diminuído ao longo dos últimos
anos. Nesse sentido, algo deve ser feito para alterar essa situação, uma vez que milhares de
surdos de todo o país têm o seu direito à educação vilipendiado, confrontando, portanto, a
Constituição Cidadã de 1988, que assegura a educação como um direito social de todo o cidadão
brasileiro.
Em primeira análise, o descaso estatal com a formação educacional de deficientes auditivos
mostra-se como um dos desafios à consolidação dessa formação. Isso porque poucos recursos
são destinados pelo Estado à construção de escolas especializadas na educação de pessoas
surdas, bem como à capacitação de profissionais para atenderem às necessidades especiais
desses alunos. Ademais, poucas escolas são adeptas do uso de libras, segunda língua oficial do
Brasil, a qual é primordial para a inclusão de alunos surdos em instituições de ensino. Dessa
forma, a negligência do Estado, ao investir minimante na educação de pessoas especiais,
dificulta a universalização desse direito social tão importante.
Em segunda análise, o preconceito da sociedade com os deficientes apresenta-se como outro
fator preponderante para a dificuldade na efetivação da educação de pessoas surdas. Essa
forma de preconceito não é algo recente na história da humanidade: ainda no Império Romano,
crianças deficientes eram sentenciadas à morte, sendo jogadas de penhascos. O preconceito ao
deficiente auditivo, no entanto, reverbera na sociedade atual, calcada na ética dilitarista, que
considera inútil pessoas que, aparentemente menos capacitadas, têm pouca serventia à
comunidade, como é caso de surdos. Os deficientes auditivos, desse modo, são muitas vezes
vistos como pessoas de menor capacidade intelectual, sendo excluídos pelos demais, o que
dificulta aos surdos não somente o acesso à educação, mas também à posterior entrada no
mercado de trabalho.
Nesse sentido, urge que o Estado, por meio de envio de recursos ao Ministério da Educação,
promova a construção de escolas especializadas em deficientes auditivos e a capacitação de
profissionais para atuarem não apenas nessas escolas, mas em instituições de ensino comuns
também, objetivando a ampliação do acesso à educação aos surdos, assegurando a estes, por
fim, o acesso a um direito garantido constitucionalmente. Outrossim, ONGs devem promover,
através da mídia, campanhas que conscientizem a população acerca da importância do
deficiente auditivo para a sociedade, enfatizando em mostrar a capacidade cognitiva e intelectual
do surdo, o qual seria capaz de participar da população economicamente ativa (PEA), como
fosse concedido a este o direito à educação e à equidade de tratamento, por meio da difusão do
uso de libras. Dessa forma, o Brasil poderia superar os desafios à consolidação da formação
educacional de surdos.

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19
Larissa Fernandes Silva de Souza, do Pará
TE QUERO MEDI
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura
a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. Entretanto, o precário serviço
de educação pública do Brasil e a exclusão social vivenciada pelos surdos impede que essa
parcela da população usufrua desse direito internacional na prática. Com efeito, evidencia-se a
necessidade de promover melhorias no sistema de educação inclusiva do país.
Deve-se pontuar, de início, que o aparato estatal brasileiro é ineficiente no que diz respeito à
formação educacional de surdos no país, bem como promoção da inclusão social desse grupo.
Quanto a essa questão, é notório que o sistema capitalista vigente exige alto grau de instrução
para que as pessoas consigam ascensão profissional. Assim, a falta de oferta do ensino de libras
nas escolas brasileiras e de profissionais especializados na educação de surdos dificulta o
acesso desse grupo ao mercado de trabalho. Além disso, há a falta de formas institucionalizadas
de promover o uso de libras, o que contribui para a exclusão de surdos na sociedade brasileira.
Vale ressaltar, também, que a exclusão vivenciada por deficientes auditivos no país evidencia
práticas históricas de preconceito. A respeito disso, sabe-se que, durante o século XIX, a ciência
criou o conceito de determinismo biológico, utilizado para legitimar o discurso preconceituoso de
inferioridade de grupos minoritários, segundo o qual a função social do indivíduo é determinada
por características biológicas. Desse modo, infere-se que a incapacidade associada
hodiernamente aos deficientes tem raízes históricas, que acarreta a falta de consciência coletiva
de inclusão desse grupo pela sociedade civil.
É evidente, portanto, que há entraves para que os deficientes auditivos tenham pleno acesso
à educação no Brasil. Dessa maneira, é preciso que o Estado brasileiro promova melhorias no
sistema público de ensino do país, por meio de sua adaptação às necessidades dos surdos,
como oferta do ensino de libras, com profissionais especializados para que esse grupo tenha
seus direitos respeitados. É imprescindível, também, que as escolas garantam a inclusão desses
indivíduos, por intermédio de projetos e atividades lúdicas, com a participação de familiares, a
fim de que os surdos tenham sua dignidade humana preservada.

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20
Alan de Castro Nabor, de Alagoas
TE QUERO MEDI
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade
democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. No entanto,
percebe-se que, no Brasil, os deficientes auditivos compõem um grupo altamente desfavorecido
no tocante ao processo de formação educacional, visto que o país enfrenta uma série de desafios
para atender a essa demanda. Nesse contexto, torna-se evidente a carência de estrutura
especializada no acompanhamento desse público, bem como a compreensão deturpada da
função social deste.
O filósofo italiano Norberto Bobbio afirma que a dignidade humana é uma qualidade intrínseca
ao homem, capaz de lhe dar direito ao respeito e à consideração por parte do Estado. Nessa
lógica, é notável que o poder público não cumpre o seu papel enquanto agente fornecedor de
direitos mínimos, uma vez que não proporciona aos surdos o acesso à educação com qualidade
devida, o que caracteriza um irrespeito descomunal a esse público. A lamentável condição de
vulnerabilidade à qual são submetidos os deficientes auditivos é percebida no déficit deixado
pelo sistema educacional vigente no país, que revela o despreparo da rede de ensino no que
tange à inclusão dessa camada, de modo a causar entraves à formação desses indivíduos e, por
conseguinte, sua inserção no mercado de trabalho.
Além disso, outra dificuldade enfrentada pelos surdos para alcançar a formação educativa se
dá pela falta de apoio enfrentada por muitos no âmbito familiar, causada pela ignorância quanto
às leis protetoras dos direitos do deficiente, que gera uma letargia social nesse aspecto. Esse
desconhecimento produz na sociedade concepções errôneas a respeito do papel social do
portador de deficiências: como consequência do descumprimento dos deveres constitucionais
do Estado, as famílias – acomodadas por pouca instrução – alimentam a falsa ideia de que o
deficiente auditivo não tem contribuição significante para a sociedade, o que o afasta da
escolaridade e neutraliza a relevância que possui.
Logo, é necessário que o Ministério da Educação, em parceria com instituições de apoio ao
surdo, proporcione a este maiores chances de se inserir no mercado, mediante a implementação
do suporte adequado para a formação escolar e acadêmica desse indivíduo – com profissionais
especializados em atende-lo -, a fim de gerar maior igualdade na qualificação e na disputa por
emprego. É imprescindível, ainda, que as famílias desses deficientes exijam do poder público a
concretude dos princípios constitucionais de proteção a esse grupo, por meio do aprofundamento
no conhecimento das leis que protegem essa camada, para que, a partir da obtenção do saber,
esse empenho seja fortalecido e, assim, essa parcela receba o acompanhamento necessário
para atingir a formação educacional e a contribuição à sociedade.

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21
Matheus Pereira Rosi, do Espírito Santo
TE QUERO MEDI
Segundo o pensamento de Claude Lévi-Strauss, a interpretação adequada do coletivo ocorre
por meio do entendimento das forças que estruturam a sociedade, como os eventos históricos e
as relações sociais. Esse panorama auxilia na análise da questão dos desafios para a formação
educacional dos surdos no Brasil, visto que a comunidade, historicamente, marginaliza as
minorias, o que promove a falta de apoio da população e do Estado para com esse deficiente
auditivo, dificultando a sua participação plena no corpo social e no cenário educativo. Diante
dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro, além de o papel das
escolas na inserção desse sujeito.
Em primeiro plano, evidencia-se que a coletividade brasileira é estruturada por um modelo
excludente imposto pelos grupos dominantes, no qual o indivíduo que não atende aos requisitos
estabelecidos, branco e abastado, sofre uma periferização social. Assim, ao analisar a sociedade
pela visão de Lévi-Strauss, nota-se que tal deficiente não é valorizado de forma plena, pois as
suas necessidades escolares e a sua inclusão social são tidas como uma obrigação pessoal,
sendo que esses deveres, na realidade, são coletivos e estatais. Por conseguinte, a formação
educacional dos surdos é prejudicada pela negligência social, de modo que as escolas e os
profissionais não estão capacitados adequadamente para oferecer o ensino em Libras e os
demais auxílios necessários, devido a sua exclusão, já que não se enquadra no modelo social
imposto.
Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de Modernidade Líquida de Zygmunt
Bauman, que explica a queda das atitudes éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos
interesses pessoais, aumentando o individualismo. Desse modo, o sujeito, ao estar imerso nesse
panorama líquido, acaba por perpetuar a exclusão e a dificuldade de inserção educacional dos
surdos, por causa da redução do olhar sobre o bem-estar dos menos favorecidos. Em vista disso,
os desafios para a formação escolar de tais deficientes auditivos estão presentes na estruturação
desigual e opressora da coletividade, bem como em seu viés individualista, diminuindo as
oportunidades sociais e educativas dessa minoria.
Logo, medidas públicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, a
criação de oficinas educativas, pelas prefeituras, visando à elucidação das massas sobre a
marginalização da educação dos surdos, por meio de palestras de sociólogos que orientem a
inserção social e escolar desses sujeitos. Ademais, é vital a capacitação dos professores e dos
pedagogos, pelo Ministério da Educação, com o fito de instruir sobre as necessidades de tal
grupo, como o ensaio em Libras, utilizando cursos e métodos para acolher esses deficientes e
incentivar a sua continuidade nas escolas, a fim de elevar a visualização dos surdos como
membros do corpo social. A partir dessas ações, espera-se promover uma melhora das
condições educacionais e sociais desse grupo.

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22
TE QUERO MEDI
Beatriz Albino Servilha, do Rio de Janeiro
Educação inclusiva
Durante o século XIX, a vinda da Família Real ao Brasil trouxe consigo a modernização do
país, com a construção das escolas e universidades. Também, na época, foi inaugurada a
primeira escola voltada para a inclusão social de surdos. Não se vê, entretanto, na sociedade
atual, tal valorização educacional relacionada à comunidade surda, posto que os embates que
impedem sua evolução tornam-se cada vez mais evidentes. Desse modo, os entraves para a
educação de deficientes auditivos denotam um país desestruturado e uma sociedade
desinformada sobre sua composição bilíngue.
A princípio, a falta de profissionais qualificados dificulta o contato do portador de surdez com a
base educacional necessária para a inserção social. O Estado e a sociedade moderna têm
negligenciado os direitos da comunidade surda, pois a falta de intérpretes capacitados para a
tradução educativa e a inexistência de vagas em escolas inclusivas perpetuam a disparidade
entre surdos e ouvintes, condenando os detentores da surdez aos menores cargos da hierarquia
social. Lê-se, pois, é paradoxal que, em um Estado Democrático, ainda haja o ferimento de
um direito previsto constitucionalmente: o direito à educação de qualidade.
Além disso, a ignorância social frente à conjuntura bilíngue do país é uma barreira para
capacitação pedagógica do surdo. Helen Keller – primeira mulher surdo-cega a se formar e
tornar-se escritora – definia a tolerância como maior presente de uma boa educação. O
pensamento de Helen não tem se aplicado à sociedade brasileira, haja vista que não se tem
utilizado a educação para que se torne comum aos cidadãos a proximidade com portadores de
deficiência auditiva, como aulas de Libras, segunda língua oficial do Brasil. Dessa forma, torna-
se evidente o distanciamento causado pela inexperiência dos indivíduos em lidar com a mescla
que forma o corpo social a que possuem.
Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para a capacitação
educacional dos surdos. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação e Cultura deve realizar
a inserção de deficientes auditivos nas escolas, por meio da contratação de intérpretes e
disponibilização de vagas em instituições inclusivas, com o objetivo de efetivar a inclusão social
dos indivíduos surdos, haja vista que a escola é a máquina socializadora do Estado. Ademais, a
escola deve preparar surdos e ouvintes para a convivência harmoniosa, com a introdução de
aulas de Libras na grade curricular, a fim de uniformizar o laço social e, também, cumprir com a
máxima de Nelson Mandela que constitui a educação como segredo para transformar o mundo.
Poder-se-á, assim, visar a uma educação, de fato, inclusiva no Brasil.
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TE QUERO MEDI
2016
Larissa Cristine Ferreira, 20 anos

"Orgulho Machadiano
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas "Memórias Póstumas" que não
teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele
percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa
é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a
problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país,
seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do
problema. Conforme Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça,
o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no
Brasil, a perseguição religiosa rompe essa harmonia; haja vista que, embora esteja previsto na
Constituição o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, muitos
cidadãos se utilizam da inferioridade religiosa para externar ofensas e excluir socialmente
pessoas de religiões diferentes.
Segundo pesquisas, a religião afro-brasileira é a principal vítima de discriminação,
destacando-se o preconceito religioso como o principal impulsionador do problema. De acordo
com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Ao seguir essa linha de
pensamento, observa-se que a preparação do preconceito religioso se encaixa na teoria do
sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a
adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, a continuação do pensamento da
inferioridade religiosa, transmitido de geração a geração, funciona como base forte dessa forma
de preconceito, perpetuando o problema no Brasil.
Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo
assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra
religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para
quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre as religiões e suas histórias, visando
a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país, diminuindo, assim, o
preconceito religioso. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito
de conscientizar a população sobre os males da intolerância religiosa. Assim, poder-se-á
transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, e criar um legado de que Brás Cubas
pudesse se orgulhar."

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Vanessa Soares Mendes, 26 anos, Rio de Janeiro (RJ)
TE QUERO MEDI
"A locomotiva de Marx
De acordo com Albert Camus, escritor argelino do século XX, se houver falhas na conciliação
entre justiça e liberdade, haverá intempéries de amplo espectro. Nesse sentido, a intolerância
religiosa no Brasil fere não somente preceitos éticos e morais, mas também constitucionais
estabelecidos pela Carta Magna do país. Dessa forma, observa-se que a liberdade de crença
nacional reflete um cenário desafiador seja a partir de reflexo histórico, seja pelo descumprimento
de cláusulas pétreas.
Mormente, ao avaliar a intolerância religiosa por um prisma estritamente histórico, nota-se que
fenômenos decorrentes da formação nacional ainda perpetuam na atualidade. Segundo Albert
Einstein, cientista contemporâneo, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito
enraizado. Sob tal ótica, é indubitável que inúmeras ojerizas religiosas, presentes no Brasil
hodierno possuem ligação direta com o passado, haja vista os dogmas católicos amplamente
difundidos no Brasil colônia do século XVI. Assim, criou-se ao longo da historiografia, mitos e
concepções deturpadas de religiões contrárias ao catolicismo, religião oficial da época,
instaurou-se, por conseguinte, o medo e as intolerâncias ao diferente. Desse modo, com intuito
de atenuar atos contrários a prática da religiosidade individual, cabe ao governo, na figura do
Ministério da Educaçao, a implementação na grade curricular a disciplina de teorias religiosas,
mitigando defeito histórico.
Além disso, cabe ressaltar que a intolerância às crenças burla preceitos constitucionais.
Nessa perspectiva, a Constituição Brasileira promulgada em 1988, após duas décadas da
Ditadura Militar, transformou a visão dos cidadãos perante seus direitos e deveres. Contudo,
quase 20 anos depois de sua divulgação, a liberdade de diversos indivíduos continua
impraticável. À vista de tal preceito, a intolerância religiosa configura-se uma chaga social que
demanda imediata resolução, pois fere a livre expressão individual. Dessa maneira, cabe ao
Estado, como gestor dos interesses coletivos, a implementação de delegacias especializadas de
combate ao sentimento desrespeitoso e, até mesmo violento, às crenças religiosas.
Destarte, depreende-se que raízes históricas potencializam atos inconstitucionais no Brasil.
Torna-se imperativo que o Estado, na figura do Poder Legislativo, desenvolva leis de tipificação
como crime hediondo aos atos violentos e atentados ao culto religioso. Ademais, urge que a
mídia, por meio de novelas e seriados, transmita e propague a diversidade religiosa, com
propósito de elucidar e desmistificar receios populacionais. Outrossim, a escola deve realizar
debates periódicos com líderes religiosos, a fim de instruir, imparcialmente, seus alunos acerca
da variabilidade e tolerância religiosa. Apenas sob tal perspectiva, poder-se-á respeitar a
liberdade e combater a intolerância de crença no Brasil, pois como proferido por Karl Marx: as
inquietudes são a locomotiva da nação."

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Helário Azevedo e Silva Neto, de 17 anos, Ceará (CE)
TE QUERO MEDI
"O Período Colonial do Brasil, ao longo dos séculos XVi e XIX, foi marcado pela tentativa de
converter os índios ao catolicismo, em função do pensamento português de soberania. Embora
date de séculos atrás, a intolerância religiosa no país, em pleno século XXI, sugere as memas
conotações de sua origem: imposições de dogmas e violência. No entanto, a lenta mudança de
mentalidade social e o receio de denunciar dificultam a resolução dessa problemática, o que
configura um grave problema social.
Nesse contexto, é importante salientar que, segundo Sócrates, os erros são consequência da
ignorância humana, Logo, é válido analisar que o desconhecimento acerca de crenças diferentes
influi decisivamente em comportamentos inadequados contra pessoas que seguem linhas de
pensamento opostas. À vista disso, é interessante ressaltar que, em algumas religiões, o contato
com perspectivas de outras crenças não é permitido. Ainda assim, conhecer a lei é fundamental
para compreender o direito à liberdade de dogmas e, portante, para respeitar as visões díspares.
Além disso, é cabível enfatizar que, de acordo com Paulo Freire, um seu livro "Pedagogia do
Oprimido", é necessário buscar uma "cultura de paz". De maneira análoga, muitos religiosos, a
fim de evitar conflitos, hesitam em denunciar casos de intolerância, sobretudo quando envolvem
violência. Entretanto, omitircrimes, ao contrário do que se pensa, significa colaborar com a
insistência da discriminação, o que funciona como um forte empecilho para resolução dessa
problemática.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar o respeito religioso
e o exercício de denúncia. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o
Ministério da Justiça, implementar aos livros didáticos de História um plano de aula que relacione
a aculturação dos índios com a intolerância religiosa contemporânea, com o fito de despertar o
senso crítico nos alunos; e além disso, promover palestras ministradas por defensores públicos
acerca da liberdade de expressão garantida pela lei para que o respeito às diferentes posições
seja conquistado. Ademais, a Polícia Civil deve criar uma ouvidoria anônima, tal como uma
delegacia especializada, de modo a incentivar denúncias em prol do combate à problemática."

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Laryssa Cavalcanti, de 17 anos - Maceió (AL)
TE QUERO MEDI
"O ser humano é social: necessita viver em comunidade e estabelecer relações interpessoais.
Porém, embora intitulado, sob a perspectiva aristotélica, político e naturalmente sociável,
inúmeras de suas antiéticas práticas corroboram o contrário. No que tange à questão religiosa
no país, em contraposição à laicização do Estado, vigora a intolerância no Brasil, a qual é
resultado da consonância de um governo inobservante à Constituição Federal e uma nação
alienada ao extremo.
Não obstante, apesar de a formação brasileira ser oriunda da associação de díspares crenças,
o que é fruto da colonização, atitudes preconceituosas acarretam a incrédula continuidade de
constantes ataques a religiões, principalmente de matriz africana. Diante disso, a união entre
uma pátria cujo obsoleto ideário ainda prega a supremacia do cristianismo ortodoxo e um sistema
educacional em que o estudo acerca das disparidades religiosas é escasso corrobora a
cristalização do ilegítimo desrespeito à religiosidade no país.
Sob essa conjectura, a tese marxista disserta acerca da inescrupulosa atuação do Estado,
que assiste apenas a classe dominante. Dessa forma, alienados pelo capitalismo selvagem e
pelos subvertidos valores líquidos da atualidade, os governantes negligenciam a necessidade
fecunda de mudança dessa distópica realidade envolta na intolerância religiosa no país. Assim,
as nefastas políticas públicas que visem a coibir o vilipêndio à crença – ou descrença, no caso
do ateísmo – alheia, como o estímulo às denúncias, por exemplo, fomentam a permanência
dessas incoerentes práticas no Brasil. Porém, embora caótica, essa situação é mutável.
Convém, portanto, que, primordialmente, a sociedade civil organizada exija do Estado, por
meio de protestos, a observância da questão religiosa no país. Desse modo, cabe ao Ministério
da Educação a criação de um programa escolar nacional que vise a contemplar as diferenças
religiosas e o respeito a elas, o que deve ocorrer mediante o fornecimento de palestras e peças
teatrais que abordem essa temática. Paralelamente, ONGs devem corroborar esse processo a
partir da atuação em comunidades com o fito de distribuir cartilhas que informem acerca das
alternativas de denúncia dessas desumanas práticas, além de sensibilizar a pátria para a luta
em prol da tolerância religiosa."

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Vinícius Oliveira de Lima, de 26 anos - Duque de Caxias (RJ)
TE QUERO MEDI
"Tolerância na prática
A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro –
assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa
mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um
diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é
medida que se impõe.
Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial,
como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do
Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica,
e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque
os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não
é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado
em um estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.
De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o
individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e,
consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse
problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem
exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse
sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é descontruir o
principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.
Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância
religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no
território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de descontruir a prevalência
de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações
judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim,
observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição
de Estado Democrático de Direito."

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Desirée Macarroni Abbade, de 18 anos - Rio de Janeiro (RJ)
TE QUERO MEDI
"Profecia futurística”
Em meados do século passado, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil
devido à perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com o potencial da nova
casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto,
quando se observa a deficiência das medidas na luta contra a intolerância religiosa no Brasil,
percebe-se que a profecia não saiu do papel. Nesse sentido, é preciso entender suas verdadeiras
causas para solucionar esse problema.
A princípio, é possível perceber que essa circunstância deve-se a questões políticas-
estruturais. Isso se deve ao fato de que, a partir da impunidade em relação a atos que manifestem
discriminação religiosa, o seu combate é minimizado e subaproveitado, já que não há
interferência para mudar tal situação. Tal conjuntura é ainda intensificada pela insuficiente
laicidade do Estado, uma vez que interfere em decisões políticas e sociais, como aprovação de
leis e exclusão social. Prova disso, é, infelizmente, a existência de uma “bancada evangélica” no
poder público brasileiro. Dessa forma, atitudes agressivas e segregacionistas devido ao
preconceito religioso continuam a acontecer, pondo em xeque o direito de liberdade religiosa, o
que evidencia falhas nos elementos contra a intolerância religiosa brasileira.
Outrossim, vale ressaltar que essa situação é corroborada por fatores socioculturais. Durante
a formação do Estado brasileiro, a escravidão se fez presente em parte significativa do processo;
e com ela vieram as discriminações e intolerâncias culturais, derivadas de ideologias como
superioridade do homem branco e darwinismo social. Lamentavelmente, tal perspectiva é vista
até hoje no território brasileiro. Bom exemplo disso são os índices que indicam que os indivíduos
seguidores e pertencentes das religiões afro-brasileiras são os mais afetados. Dentro dessa
lógica, nota-se que a dificuldade de prevenção e combate ao desprezo e preconceito religioso
mostra-se fruto de heranças coloniais discriminatórias, as quais negligenciam tanto o direito à
vida quanto o direito de liberdade de expressão e religião.
Torna-se evidente, portanto, que os caminhos para a luta contra a intolerância religiosa no
Brasil apresentam entraves que necessitam ser revertidos. Logo, é necessário que o governo
investigue casos de impunidade por meio de fiscalizações no cumprimento de leis, abertura de
mais canais de denúncia e postos policiais. Além disso, é preciso que o poder público busque
ser o mais imparcial (religiosamente) possível, a partir de acordos pré-definidos sobre o que
deve, ou não, ser debatido na esfera política e disseminado para a população. Ademais, as
instituições de ensino, em parceria com a mídia e ONGs, podem fomentar o pensamento crítico
por intermédio de pesquisas, projetos, trabalhos, debates e campanhas publicitárias
esclarecedoras. Com essas medidas, talvez, a profecia de Zweig torne-se realidade no presente.
"

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Samanta Gabriela Ferreira, 22 anos - Minas Gerais
TE QUERO MEDI
"É notória a necessidade de ir de encontro à intolerância religiosa no país vigente. Diante disso,
averigua-se, desde o período da colonização brasileira, um esforço etnocêntrico de catequização
dos indígenas nativos, como forma de suprimirem suas crenças politeístas. Tal processo de
aculturação e subjugo acometeu também os negros africanos, durante todo contexto histórico de
escravidão, os quais foram, não raro, coisificados e abominados por suas religiões e cultos. Por
essa razão, faz-se necessário pautar, no século XXI, o continuismo desse preconceito religioso
e dos desdobramentos dessa faceta caótica.
Segundo Immanuel Kant, em sua teoria do Imperativo Categórico, os indivíduos deveriam ser
tratados, não como coisas que possuem valor, mas como pessoas que têm dignidade. Partindo
desse pressuposto, nota-se que a sociedade brasileira, decerto, tem ido de encontro ao
postulado filosófico, uma vez que há uma valoração negativa às crenças de caráter não
tradicionais, conforme a mentalidade arcaica, advinda de uma herança histórico-cultural, como o
Candomblé, o espiritismo e o Islamismo. Tal realidade é ratificada ao se destacar a agressão
física e moral oriunda de um movimento promovido pelo Pastor Lucinho, no Rio de Janeiro, o
qual incitou um levante contra a manifestação religiosa do Candomblé, segundo notícia da Folha
de São Paulo. Por essa razão, torna-se inegável a discriminação velada e, não raro, explícita
existente contra às diversas religiões no Brasil.
Como desdobramento dessa temática e da carência de combate às díspares formas de
intolerância religiosa, faz-se relevante ressaltar a garantia de liberdade de culto estabelecida na
Constituição de 1988. Nesse sentido, de acordo com o Artigo 5º da Carta, todos os indivíduos
são iguais perante a lei, sem distinção de nenhuma natureza, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de assegurar a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade e à segurança.
O que se nota, pois, na contemporaneidade, é a inoperância desse direito constitucional e do
cumprimento da laicidade estatal, haja vista a mínima expressividade desse Estado, ainda em
vigor, no que tange à proteção do cidadão e à legitimidade da livre manifestação religiosa no
país.
Por tudo isso, faz-se necessária a intervenção civil e estatal. O Estado, nesse contexto, carece
de fomentar práticas públicas, tal como a inserção na grade curricular do conteúdo "Moral e
Ética", por meio do engajamento pedagógico às disciplinas de Filosofia e Sociologia, a fim de
que seja debatido a temática do respeito às manifestações religiosas e que seja ressignificado a
mentalidade arcaica no que tange à tolerância às religiões. É imperativo, ainda, que a população,
em parceria com as escolas, promovam eventos plurissignificativos e seminários, por meio de
campanhas de caráter popular, para que diversos líderes religiosos orientem os civis, sem tabus
e esteriótipos, sobre suas crenças, de modo a mitigar a intolerância religiosa de modo efetivo.
Só assim, o país tornar-se-á mais plural e justo."

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Julia Mitie Oya, de 17 anos - São Paulo (SP)
TE QUERO MEDI
"O Brasil é um país com uma das maiores diversidades do mundo. Os colonizadores, escravos
e imigrantes foram essenciais na construção da identidade nacional, e também, trouxeram
consigo suas religiões. Porém, a diversidade religiosa que existe hoje no país entra em conflito
com a intolerância de grande parte da população e, para combater esse preconceito, é
necessário identificar suas causas, que estão relacionadas à criação de estereótipos feita pela
mídia e à herança do pensamento desenvolvido ao longo da história brasileira.
Primeiramente, é importante lembrar que o ser humano é influenciado por tudo aquilo que ouve
e vê. Então, quando alguém assiste ou lê uma notícia sobre políticos da bancada evangélica que
são contra o aborto e repudiam homossexuais, esse alguém tende a pensar que todos os
seguidores dessa religião são da mesma maneira. Como já disse Adorno, sociólogo que estudou
a Indústria Cultural, a mídia cria certos esteriótipos que tiram a liberdade de pensamento dos
espectadores, forçando imagens, muitas vezes errôneas, em suas mentes. Retomando o
exemplo dos evangélicos, de tanto que são ridicularizados por seus costumes e crenças na
televisão e na internet e pelos jornais destacarem a opinião de uma parte dos seguidores dessa
religião, criou-se um modelo do "típico evangélico", que é ignorante, preconceituoso e moralista,
o que, infelizmente, foi generalizado para todos os fiéis.
Além disso, percebe-se que certos preconceitos estão enraizados no pensamento dos
brasileiros há muito tempo. Desde as grandes navegações, por exemplo, que os portugueses
chamavam alguns povos africanos de bruxos. Com a vinda dos escravos ao Brasil, a intolerância
só aumentou e eles foram proibidos de praticarem suas religiões, tendo que se submeter ao
cristianismo imposto pelos colonos. É por isso que as práticas das religiões afro-brasileiras são
vistas como "bruxaria" e "macumba" e seus fieis são os que mais denunciam atos de
discriminação (75 denúncias entre 2011 e 2014).
Portanto, é possível dizer que, mesmo existindo o artigo 208 do código penal, que pune os
crimes de intolerância religiosa, ela ainda é muito presente. Para combatê-la, é preciso acabar
com os esteriótipos, ensinando desde cedo a respeitar todas as religiões. Então, o governo
federal deve deixar obrigatória para todos os colégios (públicos e privados) a disciplina Ensino
Religioso durante o Ensino Fundamental. Outro caminho é o incentivo das prefeituras para que
a população conheça as religiões como elas realmente são, e não a imagem criada pela mídia
nem aquela herdada desde a época colonial, promovendo visitas aos centros religiosos,
palestras e programas na televisão e no rádio."

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João Vitor Vasconcelos Ponte, de 18 anos - Fortaleza (CE)
TE QUERO MEDI
"O Brasil foi formado pela união de diversas bases étnicas e culturais e, consequentemente,
estão presentes em também várias religiões. Entretanto, nem essa diversidade nem a liberdade
religiosa garantida pela Constituição Cidadã faz com que o país seja respeitoso com as diferentes
crenças. Fazendo uma analogia com a filosofia kantiana, a intolerância existente pode ser vista
como o resultado de fatores inatos ao indivíduo com o que foi incorporado a partir das
experiências vividas.
Em primeiro lugar, é notória a dificuldade que há no homem em aceitar o diferente,
principalmente ao se tratar de algo tão pessoal como a religião. Prova disso é a presença da não
aceitação das crenças alheias em diferentes regiões e momentos históricos, como no Império
Romano antigo, com as perseguições aos cristãos, na Europa medieval, com as Cruzadas e no
atual Oriente Médio, com os conflitos envolvendo o Estado Islâmico. Também pode-se
comprovar a existência da intolerância religiosa pela frase popular “religião não se discute”, que
propõe ignorar a temática para evitar os conflitos evidentes ao se tratar do assunto. Desse modo,
nota-se que a intolerância não se restringe a um grupo específico e é, de certa forma, natural ao
ser humano, o que, porém, não significa que não pode e deve ser combatida.
Além da intolerância inata ao homem, há fatores externos que intensificam o problema. No
cenário brasileiro, o processo colonizador e seus legados, que perduram até hoje, são os
principais agravantes desse preconceito. Desde a chegada dos europeus no país, as religiões
diferentes da oficial são discriminadas. Logo no início da colonização, o processo de
catequização dos nativos foi incentivado, o que demonstra o desrespeito com as religiões
indígenas, e, décadas depois, com o início do tráfico negreiro, houve também perseguição às
religiões afro-brasileiras e a construção de uma imagem negativa acerca delas. Toda essa
mentalidade perpetuou-se no ideário coletivo brasileiro e, apesar das ameaças legais, faz com
que essas religiões sejam as mais afetadas pela intolerância atualmente.
É necessário, pois, que se reverta a mentalidade retrógrada e preconceituosa predominante
no Brasil. Para tal, o Estado deve veicular campanhas de conscientização, na TV e na internet,
que informem a população sobre a diversidade religiosa do país e a necessidade de respeitá-
las. Estas campanhas também podem, para facilitar a detecção e o combate ao problema,
divulgar contatos para denúncia de casos de intolerância religiosa. Concomitantemente, é
fundamental o papel da escola de pregar a tolerância já que, segundo Immanuel Kant, “o homem
é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, a escola deve promover palestras sobre as
diferenças crenças do país, ministradas por especialistas nas áreas ou por membros dessas
religiões, a fim de quebrar estereótipos, preconceitos e tornar os jovens mais tolerantes."

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Marcela Sousa Araújo, 21 anos, Itabuna (Bahia)
TE QUERO MEDI
"No meio do caminho tinha uma pedra
No limiar do século XXI, a intolerância religiosa é um dos principais problemas que o Brasil foi
convidado a administrar, combater e resolver. Por um lado, o país é laico e defende a liberdade
ao culto e à crença religiosa. Por outros, as minorias que se distanciam do convencional se
afundam em abismos cada vez mais profundos, cavados diariamente por opressores
intolerantes.
O Brasil é um país de diversas faces, etnias e crenças e defende em sua Constituição Federal
o direito irrestrito à liberdade religiosa. Nesse cenário, tomando como base a legislação e
acreditando na laicidade do Estado, as manifestações religiosas e a dissseminação de ideologias
fora do padrão não são bem aceitas por fundamentalistas. Assim, o que deveria caracterizar os
diversos "Brasis" dentro da mesma nação é motivo de preocupação.
Paradoxalmente ao Estado laico, muitos ainda confundem liberdade de expressão com crimes
inafiançáveis. Segundo dados do Instituto de Pesquisa da USP, a cada mês são registrados pelo
menos 10 denúncias de intolerância religiosa e destas 15% envolvem violência física, sendo as
principais vítimas fieis afro-brasileiros. Partindo dessa verdade, o então direito assegurado pela
Constituição e reafirmado pela Secretaria dos Direitos Humanos é amputado e o abismo entre
oprimidos e opressores torna-se, portanto, maior.
Parafraseando o sociólogo Zygmun Bauman, enquanto houver quem alimente a intolerância
religiosa, haverá quem defenda a discriminação. Tomando como norte a máxima do autor, para
combater a intolerância religiosa no Brasil são necessárias alternativas concretas que tenham
como protagonistas a tríade Estado, escola e mídia. O Estado, por seu caráter socializante e
abarcativo deverá promover políticas públicas que visem garantir uma maior autonomia religiosa
e através dos 3 poderes deverá garantir, efetivamente, a liberdade de culto e proteção; a escola,
formadora de caráter, deverá incluir matérias como religião em todos os anos da vida escolar; a
mídia, quarto poder, deverá veicular campanhas de diversidade religiosa e respeito às
diferenças. Somente assim, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil mais
tolerante."

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TE QUERO MEDI
Igor Mota Farinazzo Giovannetti, 18 anos, Minas Gerais
"A Constituição nacional prevê a liberdade de credo e de expressão religiosa, sendo crimes de
intolerância considerados graves e de pena imprescritível. No entanto, é comum ouvir piadas
sobre "macumbeiros" e, em alguns casos, violência física contra praticantes do candomblé. O
combate dessas atitudes pressupõe uma análise histórica e educacional.
Por razões diacrônicas, certas religiões são estigmatizadas como "inferiores". No Período
Colonial brasileiro, era nítida a preocupação dos jesuítas e da Coroa Portuguesa em "cristianizar"
os indígenas e, posteriormente, os negros africanos. Em "Casa Grande e Senzala", o sociólogo
Gilberto Freyre defende que a cultura foi formada nestes três pilares: nativo, colonizador e
escravo. De fato, a resistência dos índios e dos negros rendeu uma herança imaterial híbrida,
contudo, a tradição etnocentrista permanece. A sociedade, muitas vezes, repete visões
preconceituosas, pois ainda não houve um efetivo pensamento crítico, uma conscientização que
contrariasse o senso comum.
O ensino formal também corrobora a problemática. As escolas, por serem o espaço de
formação cidadã do indivíduo, deveriam estar abertas para amplas discussões e para promoção
de valores coletivos. Não é o que se vê, por exemplo, no privilégio da religião cristã – ensaios
teatrais natalinos, homenagem a santos e a anjos – em detrimento das restantes. A grade
curricular também não explora de forma profunda as matrizes culturais afrobrasileiras (as mais
discriminadas), como a umbanda (uma fusão do cristianismo, do espiritismo e dos orixás negros).
Tendo em vista a desconstrução da herança etnocentrista, cabe à sociedade civil (desde
estudiosos ativistas a familiares) incentivar o pluralismo e a tolerância religiosa, através de
palestras e de núcleos culturais gratuitos em praças públicas. Por outro lado, são necessárias
ações do Estado na defesa de festivais escolares afrobrasileiros e na reforma da grade curricular
de História e de Sociologia, por meio da formação de comissões especiais na Câmara dos
Deputados, com participação de especialistas na área de Educação, objetivando a uma
educação mais aberta e democrática. Assim, será possível formar cidadãos que entendam, que
respeitem e que se orgulhem de sua cultura.

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TE QUERO MEDI
Thaís Fonseca Lopes de Oliveira, de 17 anos, Mato Grosso
“Se houver duas religiões, cortar-se-ão os preços. Se houver trinta, viverão em paz. Na Idade
Moderna, o filósofo iluminista Voltaire foi um importante defensor da liberdade de culto e da
harmonia entre as diversas crenças. Já no Brasil do século XXI existe um retrocesso: embora
haja muita diversidade religiosa, ainda há a necessidade de ser comemorar o Dia Nacional de
Combate à Intolerância Religiosa – a qual é um crime vergonhoso cuja persistência é uma
mácula.
Não há como negar que esse tipo de intolerância é fruto da colonização, pois o encontro cultural
entre portugueses, os quais manifestavam o Catolicismo, e povos politeístas foi devastador. Uma
vez que os colonizadores impuseram sua fé para submeter ameríndios e africanos ao seu poder
ocorreu um processo de aculturação, ou seja, perda ou modificação de suas culturas. Ademais,
somente após quase 391 anos de predominância católica, o Estado tornou-se laico em 1891
devido à proclamação da República, no entanto o governo não faz nada para realizar a inclusão
social das etnias oprimidas ou estimular o respeito mútuo entre os cidadãos. Por isso,
infelizmente, os atos de violência e opressão por motivos religiosos, sobretudo contra adeptos
das religiões de matriz africana, continuam ocorrendo.
Portanto, medidas são necessárias para combater efetivamente esse crime. O MEC deve criar
um projeto de conscientização para ser desenvolvido nas escolas, a qual promova passeios
turísticos aos templos de várias religiões, além de apresentações artísticas e palestras a fim de
ensinar a crianças e adolescentes a importância de conhecer e respeitar a pluralidade das
crenças. Cabe ao Ministério da Cultura e à Secretaria dos Direitos Humanos realizar campanhas
combativas permanentes, as quais devem ser divulgadas por meio da mídia. Outrossim, é
fundamental que o Poder Legislativo desenvolva o “Estatuto da Tolerância Religiosa”, para
esclarecer melhor os direitos e deveres dos cidadãos a respeito do tema. Também, é preciso
que os sacerdotes brasileiros de todas as religiões unam-se com o objetivo de determinar a
realização de palestras e discussões nas igrejas para estimular o convívio harmônico e evitar
qualquer tipo de radicalismo.
Logo, a adoção dessas propostas possibilitará que a data de 21 de janeiro deixe de ter mero
caráter simbólico, os casos de intolerância religiosa diminuam no país e nossa chaga histórica
seja curada.

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TE QUERO MEDI
Shopia Martinelli Rodrigues, 19 anos
Superando antigos estigmas
O Darwinismo social, ideial surgido no século XIX, calcava-se na ideia de que existem culturas
superiores às outras. O preconceito, então, passou a ter um viés científico, numa tentativa de
justificar a dominação de indivíduos menos favorecidos. No entanto, mesmo sendo uma ideia
antiga, ainda encontra respaldo em diversas ações humanas, como os constantes casos de
intolerância religiosa no Brasil, cujos efeitos contribuem para a dissolução da coletividade e
prejudicam o desenvolvimento do ser.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a população brasileira apresenta muitos resquícios da
época da escravatura, a qual teve como sustentáculo o eurocentrismo, que recusava os valores
de povos considerados primitivos. A parte disso, a identidade nacional formou-seignorando
expressões culturais de índios e negros, por exemplo, fator responsável por marginalizar
determinados indivíduos e perpetuar o ódio ao desconhecido. Desse modo, atos de repressão e
discriminação a religiões ferem a liberdade de repressão e podem gerar um "círculo vicioso" de
segregação social, nocivos à sociedade democrática.
Outro fator importante reside no fato de que as pessoas estão vivendo tempos de
"modernidade líquida", conceito proposto pelo sociólogo Zygmunt Bauman, o qual evidencia o
imediatismo das relações sociais. Atualmente, pode-se notar que o fluxo de informações ocorre
em grande velocidade, fenômeno que muitas vezes dificulta uma maior reflexão acerca dos
dados recebidos, acostumando o ser a apenas utilizar o conhecimento prévio. O indivíduo, então,
quando apresentado a outras ideologias, tem dificuldade em respeitá-las, uma vez que sua
formação pessoal baseou-se somente em uma esfera de vivência, o que pode comprometer o
convívio social e o pensamento crítico.
Fica evidente, portanto, que a intolerância religiosa precisa ser combatida. Como forma de
garantir isso, cabe ao Ministério da Cultura, em parceria com grandes canais de comunicação
de concessão estatal, desenvolver campanhas publicitárias que estimulem o respeito às
diferentes vertentes religiosas, como forma de garantir a coletividade do corpo social. Ademais,
cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com prefeituras, para um amplo alcance, o
estabelecimento de aulas de sociologia, dentre outras, que permitam a apresentação de
diferentes religiões, a fim de contribuir para o desenvolvimento pessoal e o pensamento crítico.
Assim, a sociedade brasileira poderá garantir o exercício da cidadania todos os setores sociais
e, finalmente, ultrapassar antigos paradigmas.

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TE QUERO MEDI
2015
Amanda Carvalho Maia Castro

A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas


últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes
por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o
balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher,
dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática
persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal.
Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico
em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beavouir “Não
se nasce mulher, torna-se mulher”, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o
sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente
de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os
comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro
da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a
punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e,
assim, a liberdade para o ato é aumentada.
Além disso, já o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque
a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete
no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são objetificadas e vistas apenas
como fonte de prazer para o homem, e são ensinadas desde cedo a se submeterem
aos mesmos e a serem recatadas. Dessa maneira, constrói-se uma cultura do medo,
na qual o sexo feminino tem medo de se expressar por estar sob a constante ameaça
de sofrer violência física ou psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por
conseguinte, o número de casos de violência contra a mulher reportados às
autoridades é baixíssimo, inclusive os de reincidência.
Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras
dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa
erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua
capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e
passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão
contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de
lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a
reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma
utopia para o Brasil.

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Anna Beatriz Alvares Simões Wreden
TE QUERO MEDI
Parte desfavorecida
De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um
“corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre
si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que
todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre,
pois em pleno século XXI as mulheres ainda são alvos de violência. Esse quadro de
persistência de maus tratos com esse setor é fruto, principalmente, de uma cultura de
valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes por parte do
Governo.
Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve
presente, como por exemplo na posição do “Senhor do Engenho”, consequentemente
foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Dessa forma,
muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e
até desrespeitosa. Logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a
agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Nesse
sentido, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos
negligenciados por causa de uma cultural geral preconceituosa. Sendo assim, esse
pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuismo dos
abusos.
Além dessa visão segregacionista, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo
colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão. No país, os
processos são demorados e as medidas coercitivas acabam não sendo tomadas no
devido momento. Isso ocorre também com a Lei Maria da Penha, que entre 2006 e
2011 teve apenas 33,4% dos casos julgados. Nessa perspectiva, muitos indivíduos
ao verem essa ineficiência continuam violentando as mulheres e não são punidos.
Assim, essas são alvos de torturas psicológicas e abusos sexuais em diversos locais,
como em casa e no trabalho.
A violência contra esse setor, portanto, ainda é uma realidade brasileira, pois há
uma diminuição do valor das mulheres, além do Estado agir de forma lenta. Para que
o Brasil seja mais articulado como um “corpo biológico” cabe ao Governo fazer
parceria com as ONGs, em que elas possam encaminhar, mais rapidamente, os casos
de agressões às Delegacias da Mulher e o Estado fiscalizar severamente o
andamento dos processos. Passa a ser a função também das instituições de
educação promoverem aulas de Sociologia, História e Biologia, que enfatizem a
igualdade de gênero, por meio de palestras, materiais históricos e produções culturais,
com o intuito de amenizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo. Outras
medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o
mais importante na evolução de um homem ou nação. ”

38
TE QUERO MEDI
Cecília Maria Lima Leite

Violação à dignidade feminina


Historicamente, o papel feminino nas sociedades ocidentais foi subjugado aos
interesses masculinos e tal paradigma só começou a ser contestado em meados do
século XX, tendo a francesa Simone de Beauvoir como expoente. Conquanto tenham
sido obtidos avanços no que se refere aos direitos civis, a violência contra a mulher é
uma problemática persistente no Brasil, uma vez que ela se dá- na maioria das vezes-
no ambiente doméstico. Essa situação dificulta as denúncias contra os agressores,
pois muitas mulheres temem expor questões que acreditam ser de ordem particular.
Com efeito, ao longo das últimas décadas, a participação feminina ganhou destaque
nas representações políticas e no mercado de trabalho. As relações na vida privada,
contudo, ainda obedecem a uma lógica sexista em algumas famílias. Nesse contexto,
a agressão parte de um pai, irmão, marido ou filho; condição de parentesco essa que
desencoraja a vítima a prestar queixas, visto que há um vínculo institucional e afetivo
que ela teme romper.
Outrossim, é válido salientar que a violência de gênero está presente em todas as
camadas sociais, camuflada em pequenos hábitos cotidianos. Ela se revela não
apenas na brutalidade dos assassinatos, mas também nos atos de misoginia e
ridicularização da figura feminina em ditos populares, piadas ou músicas. Essa é a
opressão simbólica da qual trata o sociólogo Pierre Bordieu: a violação aos Direitos
Humanos não consiste somente no embate físico, o desrespeito está –sobretudo- na
perpetuação de preconceitos que atentam contra a dignidade da pessoa humana ou
de um grupo social.
Destarte, é fato que o Brasil encontra-se alguns passos à frente de outros países o
combate à violência contra a mulher, por ter promulgado a Lei Maria da Penha.
Entretanto, é necessário que o Governo reforce o atendimento às vítimas, criando
mais delegacias especializadas, em turnos de 24 horas, para o registro de queixas.
Por outro lado, uma iniciativa plausível a ser tomada pelo Congresso Nacional é a
tipificação do feminicídio como crime de ódio e hediondo, no intuito de endurecer as
penas para os condenados e assim coibir mais violações. É fundamental que o Poder
Público e a sociedade – por meio de denúncias – combatam praticas machistas e a
execrável prática do feminicídio.

39
TE QUERO MEDI
Caio Nobuyoshi Koga

Conserva a Dor
O Brasil cresceu nas bases parternalistas da sociedade europeia, visto que as
mulheres eram excluídas das decisões políticas e sociais, inclusive do voto. Diante
desse fato, elas sempre foram tratadas como cidadãs inferiores cuja vontade tem
menor validade que as demais. Esse modelo de sociedade traz diversas
consequências, como a violência contra a mulher, fruto da herança social
conservadora e da falta de conscientização da população.
Casos relatados cotidianamente evidenciam o conservadorismo do pensamento da
população brasileira. São constantes as notícias sobre o assédio sexual sofrido por
mulheres em espaços públicos, como no metrô paulistano. Essas ações e a pequena
reação a fim de acabar com o problema sofrido pela mulher demonstram a
normalidade da postura machista da sociedade e a permissão velada para o seu
acontecimento. Esses constantes casos são frutos do pensamento machista que
domina a sociedade e descende diretamente do paternalismo em que cresceu a
nação.
Devido à postura machista da sociedade, a violência contra a mulher permanece na
contemporaneidade, inclusive dentro do Estado. A mulher é constantemente tratada
com inferioridade pela população e pelos próprios órgãos públicos. Uma atitude que
demonstra com clareza esse tratamento é a culpabilização da vítima de estupro que,
chegando à polícia, é acusada de causar a violência devido à roupa que estava
vestindo. A violência se torna dupla, sexual e psicológica; essa, causada pela postura
adotada pela população e pelos órgãos públicos frente ao estupro, causando maior
sofrimento à vítima.
O pensamento conservador, machista e misógino é fruto do patriarcalismo e deve
ser combatido a fim de impedir a violência contra aquelas que historicamente sofreram
e foram oprimidas. Para esse fim, é necessário que o Estado aplique corretamente a
lei, acolhendo e atendendo a vítima e punindo o violentador, além de promover a
conscientização nas escolas sobre a igualdade de gênero e sobre a violência contra
a mulher. Cabe à sociedade civil, o apoio às mulheres e aos movimentos feministas
que protegem as mulheres e defendem os seus direitos, expondo a postura machista
da sociedade. Dessa maneira, com apoio do Estado e da sociedade, aliado ao debate
sobre a igualdade de gênero, é possível acabar com a violência contra a mulher.

40
TE QUERO MEDI
José Miguel Zanetti Trigueros

Por um basta na violência contra a mulher


A violência contra a mulher no Brasil ainda é grande. Entretanto, deve haver uma
distinção entre casos gerais (que ocorrem independentemente do sexo da vítima) e
casos específicos. Os níveis de homicídios, assaltos, sequestros e agressões são
altos, portanto, o número de mulheres atingidas por esse índice também é grande. Em
casos que a mulher é vítima devido ao seu gênero, como estupros, abusos sexuais e
agressões domésticas, as Leis Maria da Penha e do Feminicídio, aliadas às
Delegacias das Mulheres e ao Ligue 180 são meios de diminuir esses casos.
O sistema de segurança no Brasil é falho. Como a violência é alta e existe uma
enorme burocracia, os casos denunciados e julgados são pequenos. Além do mais,
muitas mulheres têm medo de seus companheiros ou dependem financeiramente
deles, não contando as agressões que sofrem. Dessa forma, mais criminosos ficam
livres e mais mulheres se tornam vítimas.
Alguns privilégios são necessários para garantir a integridade física e moral da
vítima, como a Lei Maria da Penha, que é um marco para a igualdade de gênero e
serve de amparo para todo tipo de violência doméstica e já analisou mais de 300 mil
casos. Há também medidas que contribuem para reduzir assédios sexuais e estupros,
como a criação do vagão feminino em São Paulo e a permissão para que ônibus
parem em qualquer lugar durante a noite, desde que isso seja solicitado por uma
mulher.
Também é alarmante os casos que envolvem turismo sexual. Durante a Copa do
Mundo de 2014, houve um grande fluxo de estrangeiros para o Brasil. Muitos vêm
apenas para se relacionar com as mulheres brasileiras, algo ilegal, que que
prostituição é crime. Não bastasse, o pior é o envolvimento de menores de idade.
Inúmeros motivos colocam crianças e adolescentes nessa vida, como o abandono
familiar, o aliciamento por terceiros e até sequestros.
Portanto, para reduzir drasticamente a violência contra a mulher, deve ocorrer uma
intensificação na fiscalização, através das Leis que protegem as vítimas femininas.
No que se refere à punição dos criminosos, deve ocorrer o aumento das penas ou até
atitudes mais drásticas, como a castração química de estupradores (garantindo a
reincidência zero). Para aumentar o número de denúncias, a vítima deve se sentir
protegida e não temer nada. Por isso, mobilizações sociais, através de propagandas
e centros de apoio devem ser adotadas. Todas essas medidas culminariam em mais
denúncias, mais julgamentos e mais prisões, além de diminuir os futuros casos, devido
às prisões exemplares.

41
TE QUERO MEDI
Julia Guimarães Cunha

O feminismo é o movimento que luta pela igualdade social, política e econômica


dos gêneros. Hodiernamente, muitas conquistas em prol da garantia dessas
igualdades já foram alcançadas – a exemplo do direito ao voto para as mulheres,
adquirido no Governo Vargas. Entretanto, essas conquistas não foram suficientes
para eliminar o preconceito e a violência existentes na sociedade brasileira.
De acordo com o site “Mapa da Violência”, nas últimas três décadas houve um
aumento de mais de 200% nos índices de feminicídio no país. Esse dado evidencia a
baixa eficiência dos mecanismos de auxílio à mulher, tais como a Secretaria de
Políticas para as mulheres e a Lei Maria da Penha. A existência desses mecanismos
é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar
os índices alarmantes de agressões contra o, erroneamente chamado, “sexo frágil.”
Mas, apesar de ser o principal tipo, não é só agressão física a responsável pelas
violências contra a mulher. Devido ao caráter machista e patriarcal da sociedade
brasileira, o preconceito começa ainda na juventude, com o tratamento desigual dado
a filhos e filhas – comumente nota-se uma maior restrição para o sexo feminino. Além
disso, há a violência moral, ainda muito frequente no mercado de trabalho. Pesquisas
comprovam que, no Brasil, o salário dado a homens e mulheres é diferente, mesmo
com ambos exercendo a mesma função. Ademais, empresas preferem
contratar funcionários do sexo masculino para não se preocuparem com uma possível
licença maternidade.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a segurança da mulher
brasileira. Desse modo, o Estado deve, mediante a ampliação da atuação dos órgãos
competentes, assegurar o atendimento adequado às vítimas e a punição correta aos
agressores. Além disso, cabe às empresas a garantia de igualdade no espaço laboral,
pagando um salário justo e admitindo funcionários pela sua qualificação, livre de
preconceitos. Por fim, é dever da sociedade o respeito ao sexo feminino, tratando
igualmente homem e mulher. Assim, alcançar-se-á uma sociedade igualitária e de
harmonia para ambos os gêneros.

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Sofia Dolabela Cunha Saúde Belém
TE QUERO MEDI
É inegável o fato de que, na sociedade brasileira contemporânea, a igualdade de
gêneros é algo que existe apenas na teoria. Medidas como a criação da Lei Maria da
Penha e da Delegacia da Mulher, apesar de auxiliarem na fiscalização contra a
violência ao sexo feminino e na proteção das vítimas, são insuficientes e pouco
eficazes, algo comprovado através da alta taxa de feminicídios ocorridos em nosso
país, além dos enormes índices de relatos de vítimas de violência.
O aumento notório de crimes contra a mulher realizados na última década deve-se
a inúmeros fatores. A completa burocracia presente nos processos de atendimento às
vítimas de estupro, por exemplo, refuta mulheres que apresentam traumas e não
recebem acompanhamento psicológico adequado, sendo orientadas a realizar o
exame de corpo de delito, procedimento, por vezes, invasivo. Além disso, é comum
que o relato da vítima tenha sua veracidade questionada, não recebendo a atenção
necessária. Com o afastamento de possíveis denúncias, não há redução no número
de assassinatos e de episódios violentos.
A cultura machista em que estamos inseridos dissemina valores como a
culpabilização da vitima: muitas vezes, a mulher se cala porque pensa que é a culpada
pela violência que sofre. Acredita-se, também, que apenas a violência física e sexual
deve ser denunciada, ou que a opressão moral é algo comum. A passividade diante
de tais situações cede espaço para o crescimento de comportamentos violentos
dentro da sociedade.
Tendo em vista as causas dos altos índices de violência contra a mulher no Brasil,
é necessário que haja intervenção governamental para aprimorar os órgãos de defesa
contra tais crimes, de modo a tornar o atendimento mais rápido e atencioso. O mais
importante, no entanto, é atingir a origem do problema e instituir em escolas aulas
obrigatórias sobre igualdade de gênero, apresentando de forma mais simples
conceitos desenvolvidos, por exemplo, por Simone de Beauvoir, de modo a
desconstruir desde cedo ideias preconceituosas que são potenciais estimulantes para
futuros comportamentos violentos.

43
TE QUERO MEDI
Valéria da Silva Alves

A submissão da mulher em uma sociedade patriarcalista como a brasileira é um


fato que tem origens históricas. Por todo o mundo, a figura feminina teve seus direitos
cerceados e a liberdade limitada devido ao fato de ser considerada “frágil” ou
“sensível”, ainda que isso não pudesse ser provado cientificamente. Tal pensamento
deu margem a uma ampla subjugação da mulher e abriu portas a atos de violência a
ela direcionados.
Nessa perspectiva, a sociedade brasileira ainda é pautada por uma visão machista.
A liberdade feminina chega a ser tão limitada ao ponto que as mulheres que se vestem
de acordo com as próprias vontades, expondo partes do corpo consideradas
irreverentes, correm o risco de seres violentadas sob a justificativa de que “estavam
pedindo por isso”. Esse pensamento perdura no meio social, ainda que muitas
conquistas de movimento feministas – pautados no existencialismo da filósofa Simone
de Beauvoir – tenham contribuído para diminuir a percepção arcaica da mulher como
objeto.
Diante disso, as famílias brasileiras com acesso restrito à informação globalizada
ou desavisadas a respeito dos direitos humanos continuam a pôr em prática atos
atrozes em direção àquela que deveria ser o centro de gravitação do lar. A violência
doméstica, em especial física e psicológica, é praticada por homens com necessidade
de autoafirmação ou sob influência de drogas (com destaque para o álcool) e faz
milhares de vítimas diariamente no país. Nesse sentido, a criação de leis como a do
feminicídio e Maria da Penha foram essenciais para apaziguar os conflitos e dar
suporte a esse grupo antes marginalizado.
Paralelo a isso, o exemplo dado pelo pai ao violentar a companheira tem como
consequência a solidificação desse comportamento psicológico dos filhos. As
crianças, dotadas de pouca capacidade de discernimento, sofrem ao ver a mãe sendo
violentada e têm grandes chances de se tornarem adultos violentos, contribuindo para
a manutenção das práticas abusivas nas gerações em desenvolvimento e dificultando
a extinção desse comportamento na sociedade.
Desde os primórdios, nas primeiras sociedades formadas na Antiguidade até hoje, a
mulher luta por liberdade, representatividade e respeito. O Estado pode contribuir
nessa conquista ao investir em ONGs voltadas à defesa dos direitos femininos e ao
mobilizar campanhas e palestras públicas em escolas, comunidades e na mídia,
objetivando a exposição da problemática e o debate acerca do respeito aos direitos
femininos. É importante também a criação de um projeto visando a distribuição de
histórias em quadrinhos e livros nas escolas, conscientizando as crianças e jovens
sobre a "igualdade de gênero" de forma interativa e divertida.

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Richard Wagner Caputo Neves
TE QUERO MEDI
Da teoria à prática
Desde o Iluminismo, já sabemos – ou deveríamos saber – que uma sociedade só
progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se
observa a persistência da violência contra a mulher no Brasil em pleno século XXI,
percebe-se que esse ideal iluminista é verificado na teoria e não desejavelmente na
prática. Muitos importantes passos já foram dados na tentativa de se reverter esse
quadro. Entretanto, para que seja conquistada uma convivência realmente
democrática, hão de ser analisadas as verdadeiras causas desse mal.
Em uma primeira abordagem, é importante sinalizar que, ainda que leis como a
“Maria da Penha” tenham contribuído bastante para o crescimento do número de
denúncias relacionadas à violência – física, moral, psicológica, sexual – contra a
mulher, ainda se faz presente uma limitação. A questão emocional, ou seja, o medo,
é uma causa que desencoraja inúmeras denúncias: muitas vezes, a suposta
submissão econômica da figura feminina agrava o desconforto. Em outros casos, fora
do âmbito familiar, são instrumentos da perpetuação da violência o medo de uma
retaliação do agressor e a “vergonha social”, o que desestimula a busca por justiça e
por direitos, peças-chave na manutenção de qualquer democracia.
Em uma análise mais aprofundada, devem ser considerados fatores culturais e
educacionais brasileiros. Por muito tempo, a mulher foi vista como um ser
subordinado, secundário. Esse errôneo enraizamento moral se comunica com a
continuidade da suposta “diminuição” da figura feminina, o que eventualmente
acarreta a manutenção de práticas de violência das mais variadas naturezas. A
patriarcal cultura verde-amarela, durante muitos anos, foi de encontro aos princípios
do Iluminismo e da Revolução Francesa: nesse contexto, é fundamental a reforma de
valores da sociedade civil.
Torna-se evidente, portanto, que a persistência da violência contra a mulher no
Brasil é grave e exige soluções imediatas, e não apenas um belo discurso. Ao Poder
Judiciário, cabe fazer valer as leis já existentes, oriundas de inúmeros discursos
democráticos. A mídia, por meio de ficções engajadas, deve abordar a questão
instigando mais denúncias – cumprindo, assim, o seu importante papel social. A
escola, instituição formadora de valores, junto às Ong's, deve promover palestras a
pais e alunos que discutam essa situação de maneira clara e eficaz. Talvez dessa
forma a violência contra a mulher se faça presente apenas em futuros livros de história
e a sociedade brasileira possa transformar os ideais iluministas em prática, e não
apenas em teoria.

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Izadora Peter Furtado
TE QUERO MEDI
A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira é um problema
muito presente. Isso deve ser enfrentado, uma vez que, diariamente, mulheres são
vítimas dessa questão. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o legado
histórico cultural e o desrespeito às leis.
Segundo a História, a mulher sempre foi vista como inferior e submissa ao homem.
Comprova-se isso pelo fato de elas poderem exercer direitos políticos, ingressarem
no mercado de trabalho e escolherem suas próprias roupas muito tempo depois do
gênero oposto. Esse cenário, juntamente aos inúmeros casos de violência contra as
mulheres, corroboram a ideia de que elas são vítimas de um legado histórico-cultural.
Nesse ínterim, a cultura machista prevaleceu ao longo dos anos a ponto de enraizar-
se na sociedade contemporânea, mesmo que de forma implícita, à primeira vista.
Conforme previsto pela Constituição Brasileira, todos são iguais perante à lei,
independente de cor, raça ou gênero, sendo a isonomia salarial, aquela que prevê
mesmo salário para os que desempenham mesma função, também garantida por lei.
No entanto, o que se observa em diversas partes do país, é a gritante diferença entre
os salários de homens e mulheres, principalmente se estas foram negras. Esse fato
causa extrema decepção e constrangimento a elas, as quais sentem-se inseguras e
sem ter a quem recorrer. Desse modo, medidas fazem-se necessárias para solucionar
a problemática.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Estado proteger as mulheres da
violência, tanto física quanto moral, criando campanhas de combate à violência, além
de impor leis mais rígidas e punições mais severas para aqueles que não as cumprem.
Some-se a isso investimentos em educação, valorizando e capacitando os
professores, no intuito de formar cidadãos mais comprometidos em garantir o bem-
estar da sociedade como um todo.

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TE QUERO MEDI

Alusões
históricas

MÓDULO II

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TE QUERO MEDI
CRISE DE 1929: A GRANDE DEPRESSÃO
Como ocorreu: Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os países da Europa
estavam destruídos economicamente, enquanto os Estados Unidos continuavam
lucrando, principalmente com a exportação para o continente em crise. A Europa,
porém, começou a se restabelecer, não precisando mais depender da indústria
norte-americana. Os EUA não tinham, então, o que fazer com a quantidade em
excesso de mercadorias, ou seja, a oferta era maior do que a procura. Houve
diminuição do preço, queda da produção e, devido a isso, desemprego. A não
obtenção de lucros e a paralisação do comércio corroborou para a queda das
ações da bolsa de valores. Esta foi considerada a pior e mais longa crise
econômica do século XX.
Como relacionar: Esse fato histórico pode ser relacionado a temas que discutem
sobre economia, instabilidade econômica e consumismo, assim como pobreza,
desemprego e fome, consequências diretamente ligadas ao problema.

DITADURA MILITAR NO BRASIL


Como ocorreu: Foi instaurada por meio de um golpe militar em 1964, com o
objetivo de impedir as progressivas organizações populares do governo do então
presidente João Goulart, que era acusado de comunismo. Durou 21 anos e foi
marcada pela censura à imprensa, pela restrição do direito à expressão e à
manifestação, além da perseguição, morte e tortura aos que se opunham ao
regime.
Como relacionar: Esse fato pode ser relacionado aos temas que discutem
liberdade de expressão, governos ditatoriais, democracia e manipulação midiática,
por exemplo.

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TE QUERO MEDI
MOVIMENTO FASCISTA
Como ocorreu: O Fascismo surgiu na Itália no final da Primeira Guerra Mundial, e
foi instaurado por Benito Mussolini, que conseguiu expandir o pensamento político
nacionalista e antissocialista para outros países Europa. Usava a violência como
meio para instaurar poder, e inspirou o movimento Nazista na Alemanha, liderado
por Adolf Hitler. Esse movimento consistia em um conceito de superioridade da
raça ariana, sobretudo em relação aos judeus, que foram exterminados em
campos de concentração por serem considerados “inferiores”.
Como relacionar: As características desse fato histórico podem ser relacionadas
aos temas que discutem sobre a liberdade, perseguição, preconceito racial e
manipulação.

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
Como ocorreu: As mudanças que ocorreram com a Revolução Industrial
redefiniram de forma expressiva a sociedade e a economia no século XVIII.
Começou na Inglaterra e espalhou-se progressivamente. Houve a substituição dos
meios usuais de produção industrial, com a chegada das máquinas, iniciando o
processo de mecanização e possibilitando resultados em larga escala. Algumas
consequências desse processo foram as condições desumanas de trabalho e
remuneração baixa, o que incitou atos de reivindicação por parte dos
trabalhadores.
Como relacionar: Se o tema for sobre trabalho escravo, condições de trabalho,
direitos trabalhistas, capitalismo e mão de obra, por exemplo, essa é uma boa
alusão histórico-comparativa!

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TE QUERO MEDI
CRISE DO FEUDALISMO
Como ocorreu: Por muito tempo a centralização do poder e a não mobilidade das
classes sociais, que eram divididas em nobreza, clero e povo, persistiram como
configuração social na Europa. A partir do século XI, porém, começou um
movimento para o declínio dessa realidade. Algumas das causas foram: o
crescimento demográfico, que fez com que a burguesia surgisse e movimentasse
o cenário comercial; a Revolução Burguesa; a Peste Negra, que dizimou parte da
população, diminuindo drasticamente a mão-de-obra da época; as Cruzadas, que
promoveram a abertura e o aumento das rotas de comércio; e, por fim, o
Renascimento, movimento artístico, filosófico e cultural que transformou o
pensamento da sociedade da época.
Como relacionar: Temas que discutirem configurações sociais, luta de classes,
movimentos artísticos ou sobre condições de saúde contemplam a possibilidade
de ter esse fato histórico referenciado.

Idade Média
Resumo: A Idade Média teve início na Europa com as invasões germânicas
(bárbaras), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente. Essa época
estendesse até o século XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano.
A Idade Média caracteriza-se pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial,
supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade
hierarquizada. (Fonte: Portal Sua Pesquisa)
Contexto em que pode ser usado: Temas que envolvam desigualdades
sociais, intolerância religiosa (pesquise sobre As Cruzadas), condições
higiênicas e má gestão da saúde pública (pesquise sobre a Peste).

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TE QUERO MEDI
Roma e Grécia Antiga
Resumo: Tradicionalmente, a Grécia Antiga abrange desde 1 100 a.C. (período
posterior à invasão dórica) até à dominação romana em 146 a.C., contudo deve-se
lembrar que a história da Grécia inicia-se desde o período paleolítico, perpassando
a Idade do Bronze com as civilizações Cicládica (3000-2 000 a.C.), minoica (3000-1 400 a.C.) e
micênica (1600-1 200 a.C.); alguns autores utilizam de outro período,
o período pré-homérico (2000-1 200 a.C.), para incorporar mais um trecho histórico
a Grécia Antiga. A cultura grega clássica, especialmente a filosofia, teve uma
influência poderosa sobre o Império Romano, que espalhou a sua versão dessa
cultura para muitas partes da região do Mediterrâneo e da Europa, razão pela qual
a Grécia Clássica é geralmente considerada a cultura seminal da cultura ocidental
moderna. Roma Antiga foi uma civilização itálica que surgiu no século VIII a.C. Localizada ao
longo do Mar Mediterrâneo e centrada na cidade de Roma, na Península Itálica,
expandiu-se para se tornar um dos maiores impérios do mundo antigo. Em seus
cerca de 12 séculos de existência, a civilização romana passou de uma monarquia
para a república clássica e, em seguida, para um império cada vez mais autocrático.
Através da conquista e da assimilação, ele passou a dominar a Europa Ocidental e
Meridional, a Ásia Menor, o Norte da África e partes da Europa Setentrional e
Oriental. Roma foi preponderante em toda a região do Mediterrâneo e foi uma das
mais poderosas entidades políticas do mundo antigo. É muitas vezes agrupada na Antiguidade
Clássica, juntamente com a Grécia Antiga e culturas e sociedades semelhantes, que são
conhecidas como o mundo greco-romano. (Fonte: Wikipédia)
Contexto em que pode ser usado: Temas que envolvam valorização da arte,
da língua escrita, da filosofia e da cultura em geral, desenvolvimento do Direito e
da Política, e evolução da arquitetura e engenharia.

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TE QUERO MEDI
1ª e 2ª Guerras Mundiais
Resumo: Foram milhões de mortos e feridos, cidades destruídas, indústrias e zonas
rurais arrasadas. Além disso, geraram grandes prejuízos econômicos e dívidas
incalculáveis em todos os países envolvidos. O racismo e a xenofobia esteve
presente e deixou uma ferida grave, principalmente na Alemanha, onde os nazistas
mandaram para campos de concentração e mataram aproximadamente seis
milhões de judeus. (Fonte: Portal Sua Pesquisa)
Contexto em que pode ser usado: Temas que envolvam aceitação do diferente e
combate ao preconceito (pesquise sobre o Holocausto), como a disputa por
poder pode prejudicar pessoas inocentes (Pesquise principalmente sobre Hiroshima
e Nagasaki),evolução da indústria e inclusão da mulher nos ambientes de
trabalho.

Escravidão Colonial
Resumo: Durante o Brasil Colonial, a mão-de-obra escrava foi de suma importância
para a exploração das riquezas. Portugal – pretendendo dar sustentação ao seu
modelo de colonização exploratória – buscou na exploração da força de trabalho
dos negros uma rentável alternativa. Além de viabilizar a exploração das terras
brasileiras, o tráfico negreiro potencializou o desenvolvimento de outras atividades
econômicas. (Fonte: Mundo Educação)
Contexto em que pode ser usado: Temas que envolvam liberdade, preconceito
racial, combate ao trabalho escravo e desigualdades sociais.

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TE QUERO MEDI
A Era Vargas
Resumo: Era Vargas é o nome que se dá ao período em que Getúlio Vargas
governou o Brasil por 15 anos, de forma contínua (de 1930 a 1945). Esse período
foi um marco na história brasileira, em razão das inúmeras alterações que Getúlio
Vargas fez no país, tanto sociais quanto econômicas. (Fonte: Só História)
Contexto em que pode ser usado: Temas que envolvam direitos
trabalhistas, limitação da liberdade individual e desenvolvimento industrial.

República Velha
Resumo: O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha.
Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias
mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café,
e a indústria deu um significativo salto. Na área social, várias revoltas e problemas
sociais aconteceram nos quatro cantos do território brasileiro. (Fonte: Portal Sua
Pesquisa)
Contexto em que pode ser usado: Temas que envolvam industrialização, fraudes
eleitorais, influência religiosa na política e desigualdades sociais; Combate
à fome e desigualdades (pesquise sobre a Revolta de Canudos); Políticas de saúde
pública(pesquise sobre a Revolta da Vacina); Luta por direitos
trabalhistas (pesquise sobre Revolta da Chibata).

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TE QUERO MEDI
CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
- Diferença sociais, raciais...: Todos são iguais perante a lei e tem direito à igualdade, sem distinção
de qualquer natureza.
-Saúde: é dever do Estado garantir a saúde
- Mortalidade infantil: todos têm direito à vida.
- Liberdade de expressão: é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; é livre a
expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença;
- Qualquer tipo de violência (em geral nas cidades, contra a mulher, contra o
negro...): direito à segurança.
- Intolerância Religiosa: é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo
assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e a suas liturgias;
- Pornô de vingança: são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a Imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.
- Direito de ir e vir garantido na Constituição: deficientes
- Vazamento de informações e CIA (EUA): é inviolável o sigilo da correspondência
e das comunicações telegráficas, de dados e das comunicações telefônicas, salvo,
no último caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei estabelecer
para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
- Direito autoral: aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação
ou reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
- Direito à reivindicações, movimentos e protestos: o direito de petição aos
Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder
- Racismo: a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito
à pena de reclusão, nos termos da lei.
- Terrorismo: o terrorismo é um crime inafiançável e insuscetível, por eles
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se
omitirem; A importância da Constituição/das leis/dos direitos humanos para um país

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TE QUERO MEDI
- A Carta Magna da Inglaterra, que foi criada em 1215, foi um marco na história
mundial, ao passo que é o ponto primordial para que chegássemos ao que hoje
conhecemos como constitucionalismo. Sua criação foi com o intuito de restringir o
poder dos monarcas ingleses, coibindo assim o exercício do poder absolutista,
sendo
também o documento a dar direitos (no papel) ao povo inglês.
- A Ditadura Militar Brasileira, ocorrida entre os anos de 1964 e 1985, ou seja,
fazendo esse ano 30 anos de seu fim, foi um período muito complexo da história
brasileira. Esse período foi marcado pelo conhecido “Milagre Econômico”, que foi
mantido pelos empréstimos com o exterior e também pelo triste episódio das
torturas àqueles que eram considerados opositores do governo

ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO
Temática: Após a abolição da escravidão os negros começaram a serem marginalizados
e com isso aumentou os índices de violência urbana, isso ocorreu como forma de
sobrevivência dos ex-escravos.
Onde você pode usar: temas relacionados a violência e a criminalidade.

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TE QUERO MEDI
ILUMINISMO
As principais características do Iluminismo estão expressas em conceitos como liberdade,
igualdade, fraternidade, progresso e, principalmente, razão. Foi a partir do conceito de razão e
do caráter singular da racionalidade humana que o Iluminismo estruturou-se. Para os filósofos
representantes dessa corrente de pensamento, como Kant, Rousseau, Voltaire e Diderot, o
progresso humano devia sua realização sobretudo ao desenvolvimento das faculdades
intelectuais do homem. As “luzes da razão” esclareciam ou iluminavam o destino da humanidade.

A Revolução Francesa
foi um ciclo revolucionário de grandes proporções que se espalhou pela França e aconteceu
entre 1789 e 1799. Foi inspirada nos ideais do Iluminismo e motivada pela situação de crise que
a França vivia no final do século XVIII. Causou também profundas transformações e marcou o
início da queda do absolutismo na Europa.
A desigualdade social é a primeira causa da revolução.
privilégios de classe

DESPOTISMO ESCLARECIDO
prefere que as monarquias sejam reformadas ao adotarem princípios de orientação sustentados
pela lógica e pela razão.
Tais reformas estabelecidas por esses funcionários tinham como objetivo modernizar o
funcionamento do Estado, ampliar o número de instituições de ensino e possibilitar o
desenvolvimento da economia nacional.

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TE QUERO MEDI
Alusões com
filmes/séries

HistÓrias Cruzadas
Contexto em que pode ser usado: Racismo / Machismo / Desigualdade /
Preconceito
Sinopse: Jackson, pequena cidade no estado do Mississipi, anos 60. Skeeter
(Emma Stone) é uma garota da sociedade que retorna determinada a se tornar
escritora. Ela começa a entrevistar as mulheres negras da cidade, que deixaram
suas vidas para trabalhar na criação dos filhos da elite branca, da qual a própria
Skeeter faz parte. Aibileen Clark (Viola Davis), a emprega da melhor amiga de
Skeeter, é a primeira a conceder uma entrevista, o que desagrada a sociedade
como um todo. Apesar das críticas, Skeeter e Aibileen continuam trabalhando juntas
e, aos poucos, conseguem novas adesões.

57
TE QUERO MEDI
Meninos nÃo Choram
Contexto em que pode ser usado: Questões de Gênero e Sexualidade /
Preconceito / Violência
Sinopse: Saiba como Teena Brandon se tornou Brandon Teena e passou a
reivindicar uma nova identidade, masculina, numa cidade rural de Falls City,
Nebraska. Brandon inicialmente consegue criar uma imagem masculinizada de si
mesma, se apaixonando pela garota com quem sai, Lana, e se tornando amigo de
John e Tom. Entretanto, quando a identidade sexual de Brandon vem público, a
revelação ativa uma espiral crescente de violência na cidade.

Conduzindo Miss Daisy


Contexto em que pode ser usado: Racismo / Desigualdade / Preconceito
Sinopse: Atlanta, 1948; Uma rica judia de 72 anos (Jessica Tandy) joga
acidentalmente seu Packard novo em folha no jardim premiado do seu vizinho. O
filho (Dan Aykroyd) dela tenta convencê-la de que seria o ideal ela ter um motorista,
mas ela resiste a esta idéia. Mesmo assim o filho contrata um afro-americano
(Morgan Freeman) como motorista. Inicialmente ela recusa ser conduzida por este
novo empregado, mas gradativamente ele quebra as barreiras sociais, culturais e
raciais que existem entre eles, crescendo entre os dois uma amizade que
atravessaria duas décadas.

58
TE QUERO MEDI
Tempos Modernos
Contexto em que pode ser usado: Trabalho / Desigualdade / Economia
Sinopse: Um operário de uma linha de montagem, que testou uma “máquina
revolucionária” para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela “monotonia
frenética” do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado
de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua
nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como
um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto.
Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que
ainda são bem garotas. Elas não tem mãe e o pai delas está desempregado, mas o
pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das
órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.

Tiros em Columbine
Contexto em que pode ser usado: Violência / Desarmamento
Sinopse: Documentário que investiga a fascinação dos americanos pelas armas de
fogo. Michael Moore, diretor e narrador do filme, questiona a origem dessa cultura
bélica e busca respostas visitando pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a
maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Entre essas cidades está
Littleton, no Colorado, onde fica o colégio Columbine. Lá os adolescentes Dylan
Klebold e Eric Harris pegaram as armas dos pais e mataram 14 estudantes e um
professor no refeitório. Michael Moore também faz uma visita ao ator Charlton
Heston, presidente da Associação Americana do Rifle.

59
TE QUERO MEDI
PersÉpolis
Contexto em que pode ser usado: Machismo / Desigualdade / Preconceito /
Xenofobia
Sinopse: Marjane, de oito anos, sonha em ser uma profetisa do futuro, para assim
salvar o mundo. Querida pelos pais cultos e modernos e adorada pela avó, ela
acompanha avidamente os acontecimentos que conduziram à queda do xá e de
seu regime brutal. A entrada da nova República Islâmica inaugura a era dos “Guardiões
da Revolução”, que controlam como as pessoas devem agir e se vestir. Marjane,
que agora deve usar véu, sonha em se transformar numa revolucionária. Para
tentar protegê-las seus pais a enviam para a Áustria.

TerrÁqueos
Contexto em que pode ser usado: Direitos dos Animais
Sinopse: Provocante documentário que relata a dependência e a exploração cruel e
desrespeitosa da humanidade com relação aos animais, tanto para companhia
(petshops, fábricas de filhotes e abrigos), alimentação (criação, abate), vestimentas
(comércio de peles e couros), entretenimento (circos, rodeios, touradas), e pesquisa
científica (experimentos científicos, testes de cosméticos). O filme é narrado pelo
indicado ao Oscar Joaquin Phoenix e apresenta músicas criadas pelo artista de
platina renomado pela crítica Moby. Em 2005 ganhou 3 prêmios em 3 festivais
diferentes Boston, San Diego e Artivist.

60
TE QUERO MEDI
Tomboy
Contexto em que pode ser usado: Questões de Gênero e sexualidade / Preconceito
Sinopse: Laure (Zoé Héran) é uma garota de 10 anos, que vive com os pais e
a irmã caçula, Jeanne (Malonn Lévana). A família se mudou há pouco tempo e, com isso,
não conhece os vizinhos. Um dia Laure resolve ir na rua e conhece Lisa (Jeanne
Disson), que a confunde com um menino. Laure, que usa cabelo curto e gosta
de vestir roupas masculinas, aceita a confusão e lhe diz que seu nome é Mickaël.
A partir de então ela leva uma vida dupla, já que seus pais não sabem de sua
falsa identidade.

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho


Contexto em que pode ser usado: Acessibilidade / Questões de Gênero e
Sexualidade / Preconceito / Deficientes Físicos e Mentais
Sinopse: Leonardo (Ghilherme Lobo), um adolescente cego, tenta lidar com a mãe
superprotetora ao mesmo tempo em que busca sua independência. Quando Gabriel
(Fabio Audi) chega na cidade, novos sentimentos começam a surgir em Leonardo,
fazendo com que ele descubra mais sobre si mesmo e sua sexualidade.

Laranja MecÂnica
Contexto em que pode ser usado: Violência / Censura e Supressão de Direitos
Sinopse: No futuro, o violento Alex (Malcolm McDowell), líder de uma gangue de
delinquentes que matam, roubam e estupram, cai nas mãos da polícia. Preso, ele
recebe a opção de participar em um programa que pode reduzir o seu tempo na
cadeia. Alex vira cobaia de experimentos destinados a refrear os impulsos
destrutivos do ser humano, mas acaba se tornando impotente para lidar com a
violência que o cerca.

61
TE QUERO MEDI
Hunger
Contexto em que pode ser usado: Violência / Sistema Prisional
Sinopse: Violento, dramático, controverso, apaixonante e profundamente emotivo,
“Hunger” é uma experiência multi-sensorial que nos dá uma visão da Greve de
Fome do IRA, mais concretamente dos últimos meses de vida de Bobby Sands na prisão
de Maze em Belfast, na Irlanda do Norte do início dos anos 80. Grande parte do
filme desenvolve-se numa sucessão de planos longos que sugerem verdadeiras
“pinturas”. Submerso em tanta tragédia, em termos visuais, é absolutamente
deslumbrante. Parco em palavras, realçando até a solidão nas celas, o filme
transmite de forma absolutamente tangível as várias formas de violência e protesto
de que eram alvo os prisioneiros republicanos, capazes de passar quase cinco
anos apenas com um cobertor como roupa, sem tomar banho e rodeado de
paredes cobertas de excrementos e comida podre. Enquadra também magistralmente
o declínio físico atroz de Sands durante os 66 dias em que se recusou a ingerir
alimentos, numa impressionante entrega do ator Michael Fassbender.

1984
Contexto em que pode ser usado: Censura e Supressão de Direitos
Sinopse: Adaptação do clássico homônimo de George Orwell. Vivendo sob um
governo autoritário e que tem o controle total sobre cada ação dos cidadãos,
proibindo qualquer tipo de emoção, o burocrata Winston Smith enfrenta problemas
ao se apaixonar por Julia.

62
TE QUERO MEDI
RevoluÇÃo dos Bichos
Contexto em que pode ser usado: Desigualdade / Censura e Supressão de Direitos
Sinopse: Desenho animado produzido na Inglaterra que faz adaptação do clássico
de George Orwell, a obra que narra a história do fazendeiro Jones, um homem
beberrão e cruel que explora seus animais. Revoltados com seu proprietário, os
animais se organizam e tomam posse das terras, passando a controlar o lugar e
decretando uma série de novas regras. Os porcos, no entanto, querem uma
sociedade ideal por meio da opressão, o que faz surgir uma revolução.

Mississipi em Chamas
Contexto em que pode ser usado: Racismo / Desigualdade / Preconceito
Sinopse: Mississipi, 1964. Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem
Dafoe) são dois agentes do FBI que estão investigando a morte de três militantes
dos direitos civis. As vítimas viviam em uma pequena cidade onde a segregação
divide a população em brancos e pretos e a violência contra os negros é uma tônica
constante.

Pra Frente Brasil


Contexto em que pode ser usado: Violência / Censura e Supressão de Direitos
Sinopse: Em 1970 o Brasil inteiro torce e vibra com a seleção de futebol no México,
enquanto prisioneiros políticos são torturados nos porões da ditadura militar e
inocentes são vítimas desta violência. Todos estes acontecimentos são vistos pela
ótica de uma família quando um dos seus integrantes, um pacato trabalhador da
classe média, é confundido com um ativista político e “desaparece”.

63
TE QUERO MEDI
A Cor PÚrpura
Contexto em que pode ser usado: Racismo / Machismo / Desigualdade /
Preconceito
Sinopse: Georgia, 1909. Em uma pequena cidade Celie (Whoopi Goldberg), uma
jovem com apenas 14 anos que foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas
crianças. Além de perder a capacidade de procriar, Celie imediatamente é separada
dos filhos e da única pessoa no mundo que a ama, sua irmã, e é doada a
"Mister" (Danny Glover), que a trata simultaneamente como escrava e companheira.
Grande parte da brutalidade de Mister provêm por alimentar uma forte paixão por
Shug Avery (Margaret Avery), uma sensual cantora de blues. Celie fica muito
solitária e compartilha sua tristeza em cartas (a única forma de manter a sanidade
em um mundo onde poucos a ouvem), primeiramente com Deus e depois com a
irmã Nettie (Akosua Busia), missionária na África. Mas quando Shug, aliada à forte
Sofia (Oprah Winfrey), esposa de Harpo (Willard E. Pugh), filho de Mister, entram
na sua vida, Celie revela seu espírito brilhante, ganhando consciência do seu valor
e das possibilidades que o mundo lhe oferece.

IncÊndios
Contexto em que pode ser usado: Preconceito / Xenofobia
Sinopse: O último desejo de uma mãe é mandar os gêmeos Jeanne e Simon numa
jornada pelo Oriente Médio na busca por suas emaranhadas raízes. Adaptado da
aclamada peça de Wajdi Mouawad, Incendies conta a poderosa e comovente
história da viagem de dois jovens adultos para o núcleo do ódio profundamente
enraizado, das guerras que nunca acabam e do amor duradouro.

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TE QUERO MEDI
Uma LiÇÃo de Amor
Contexto em que pode ser usado: Acessibilidade / Deficientes Físicos e Mentais /
Preconceito
Sinopse: Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria
sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém,
assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta
situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em
um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de
ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison
(Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de
profissão.

Ônibus 174
Contexto em que pode ser usado: Violência / Desigualdade
Sinopse: Uma investigação cuidadosa, baseada em imagens de arquivo, entrevistas
e documentos oficiais, sobre o sequestro de um ônibus em plena zona sul do Rio
de Janeiro. O incidente, que aconteceu em 12 de junho de 2000, foi filmado e
transmitido ao vivo por quatro horas, paralisando o país. No filme a história do
sequestro é contada paralelamente à história de vida do sequestrador, intercalando
imagens da ocorrência policial feitas pela televisão. É revelado como um típico
menino de rua carioca transforma-se em bandido e as duas narrativas dialogam,
formando um discurso que transcende a ambas e mostrando ao espectador porque
o Brasil é um país é tão violento.

65
TE QUERO MEDI
As Sufragistas
Contexto em que pode ser usado: Machismo / Desigualdade / Preconceito
Sinopse: No início do século XX, após décadas de manifestações pacíficas, as
mulheres ainda não possuem o direito de voto no Reino Unido. Um grupo militante
decide coordenar atos de insubordinação, quebrando vidraças e explodindo caixas
de correio, para chamar a atenção dos políticos locais à causa. Maud Watts (Carey
Mulligan), sem formação política, descobre o movimento e passa a cooperar com
as novas feministas. Ela enfrenta grande pressão da polícia e dos familiares para
voltar ao lar e se sujeitar à opressão masculina, mas decide que o combate pela
igualdade de direitos merece alguns sacrifícios.

CIDADE DE DEUS
Um dos mais prestigiados filmes brasileiros, Cidade de Deus concorreu a 4 Oscars
em 2004. Nele, temos a história de vários personagens, moradores da Cidade de
Deus, no Rio de Janeiro.(Boa parte dos atores não eram profissionais ainda e
moravam na comunidade! :o) No enredo do filme, temos uma retratação do crime
organizado, do tráfico de drogas e da violência, feita de forma realista e chocante.
Contudo, podemos ver o outro lado da moeda dessa história. O preconceito, a
ambição, medo estão presentes na trama e nos fazem refletir sobre esse difícil tema.

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TE QUERO MEDI

VIDAS SECAS
Baseado na obra de Graciliano Ramos, o filme Vidas Secas revolucionou o cinema
brasileiro. A história da família retirante que busca uma vida melhor longe da seca
no sertão nordestino ganhou vida nas telas. Foi indicado pelo British Film
Institute como uma das 360 obras fundamentais em uma cinemateca. A esperança
de melhorar de vida e a natureza agreste são marcas dessa obra já antiga, mas tão
fundamental. A temática da migração, que já apareceu no ENEM, é a discussão
central, mas também é apresentada a questão da desigualdade social e da seca
que aflige algumas partes do país.

Edifício MASTER
A gente tem pouco hábito de assistir documentário, né? Mas assistir Edificio Master
vai mudar essa história. É impossível não se apegar a cada uma das histórias
apresentadas. O cineasta grava depoimentos dos moradores desse famoso prédio
no Rio de Janeiro, mostrando a relação deles com o prédio e com a vida. Cada
depoimento é emocionante e muitas vezes acabamos nos identificando com as
histórias vividas. Questões como o individualismo, o preconceito e os problemas a
vida urbana estão presentes nesse filme

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TE QUERO MEDI

CITAÇÕES
FILOSÓFICAS

MÓDULO III

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TE QUERO MEDI
TIPOS DE CITAÇÃO
A citação direta é feita colocando as palavras do autor de forma literal. Deve ser
apresentada entre aspas e o nome de quem proferiu as palavras citado também.
Exemplo:
Em 1928, ao inaugurar a primeira rodovia asfaltada no Brasil, Washington Luís,
então presidente do Estado, iniciou a concretização do lema da sua gestão:
“governar é abrir estradas”.

Já a citação indireta é feita por meio da paráfrase. Ou seja, com suas palavras,
você explicará uma ideia ou uma frase, dizendo em seguida a quem pertencem
aquele pensamento do qual você se apropriou.
Exemplo: O filósofo iluminista Montesquieu, em “O espírito das leis”, estabeleceu a
divisão de poderes, ratificando ser necessária para diminuir a concentração do
poder e o abuso deste por parte do governante.

O princípio básico de ambas é sempre dizer quem proferiu as palavras. A direta é


informativa, já a indireta é modalizada de acordo com a sua visão sobre o dito.

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TE QUERO MEDI
Artigos da Constituição Federal de 1988

ARTIGO 226
“O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando
mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.”

Pode ser usados em temas envolvendo: a questão da família brasileira.

ARTIGO 231
“São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os
direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-
las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.”

Pode ser usados em temas envolvendo: a questão indígena.

ARTIGO 5
“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à
segurança e à propriedade.”

Pode ser usados em temas envolvendo: igualdade sociais.

ARTIGO 227
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e
comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade e opressão.”

Pode ser usados em temas envolvendo: crianças e adolescentes.

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TE QUERO MEDI
ARTIGO 225
“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

Pode ser usados em temas envolvendo: o meio ambiente e sua p´reservação.

ARTIGO 6
“São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o
lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, na forma desta Constituição.”

Pode ser usados em temas envolvendo: direito sociais citados no artigo.

Teorias filosóficas

Zygmunt Bauman
“Nós somos responsáveis pelo outro, estando atento a isto ou não, desejando ou não,
torcendo positivamente ou indo contra, pela simples razão de que, em nosso mundo
globalizado, tudo o que fazemos (ou deixamos de fazer) tem impacto na vida de todo
mundo e tudo o que as pessoas fazem (ou se privam de fazer) acaba afetando nossas
vidas.” (Modernidade Líquida, Bauman, 2001)
Bauman (1925-2017) foi um grande sociólogo polonês sobre a Modernidade atual e escreveu
até 2017, ano em que faleceu. O autor criou o termo “Modernidade Líquida”. Nesse contexto, os
líquidos são extremamente fluidos, voláteis e cada gota influencia o conjunto. Assim, eles se
transformam com rapidez. Essas são algumas justificativas para a liquidez ser uma metáfora que
descreve a Pós-Modernidade. Antes deste período, as mudanças ocorriam com lentidão e maior
previsibilidade, ou seja a temática das relações fluida na sociedade.

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TE QUERO MEDI
Hannah Arendt
“O poder nunca é propriedade de um indivíduo; pertence a um grupo e existe somente
enquanto o grupo se conserva unido.” (Hannah Arendt)
Para Arendt (1906-1975), o poder vem de baixo para cima, e não existe sem o consentimento
do povo. Ela diz que a igualdade de direitos (isonomia), e a faculdade de agir (de manifestar as
suas opiniões), são necessárias para o poder existir. Assim, o povo é representado pelo poder.
O silêncio é relacionado à violência.
A filósofa, diferentemente de autores como Max Weber, afirma que violência e o poder são
opostos. Desta forma, sociedades muito violentas não tem poder.
A violência é um instrumento (não é fim em si mesma) e precisa de justificativa para ser
empregada.

Dahrendorf
“A anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das
pessoas perderam sua validade.” (O caminho para anomia, Dahrendorf, 1929)
Dahrendorf (1929-2009) define a anomia, uma negação da ordem que existe quando as normas
não funcionam. Portanto, o poder desaparece. Ela gera um medo constante e impede a
liberdade, à medida que o Estado é incapaz de dar segurança.
Um dos sinais de um Estado em anomia são a ausência de punições de pequenas infrações
(como o furto de um copo no bar). Há também a tolerância para criminalidade de jovens. Outro
sinal é a desorientação na distribuição de sanções penais (como a prisão de manifestantes, e a
liberdade daqueles que cometem crimes de alta gravidade), e a existência zonas de exclusão
(regiões perigosas, que são evitadas nas cidades).
Na anomia, as vítimas não comunicam os crimes pela falta de crença no poder do Estado,
segundo o sociólogo.

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TE QUERO MEDI
Max Weber
“O Estado consiste em uma relação de dominação do homem sobre o homem, fundada
no instrumento da violência legítima (isto é, da violência considerada como legítima). O
Estado só pode existir, portanto, sob condição de que os homens dominados se
submetam à autoridade continuamente reivindicada pelos dominadores.” (Ciência e
Política: Duas vocações, Weber, 1967)
Weber (1864-1920) define o Estado pelo uso da coação física. O Estado possui o monopólio do
uso legítimo da violência, isto é, ela não pode ser utilizada pelas pessoas civis.
O uso da força seria permitido para conter a dissolução interna e se defender de uma
agressão externa, para Weber.

O poder segundo Michael Foucault


Para ele, o poder não é apenas um aspecto da vida do homem, mas a base inevitável de todas
as relações humanas. Com isso, todas as relações humanas são relações de poder, pois
todas elas envolvem elementos de domínio e disputa. Por isso, é tolice imaginar que o poder
se concentra apenas em grandes instituições, como o Estado e a Igreja. Além disso, é necessário
lembrar que, diante de qualquer exercício de poder, forma-se automaticamente um contra-
poder, uma resistência.

O agir comunicativo segundo Habermas


Nenhuma afirmação é mais comum do que a definição de que o homem é um ser racional. Para
o filósofo Jürgen Habermas, há duas formas básicas de racionalidade. De um lado, a
racionalidade instrumental é aquela que consiste em calcular custos e benefícios. É
baseado nisso que chamamos uma pessoa econômica ou organizada de racional. Por
outro lado, a racionalidade comunicativa, ou agir comunicativo, é aquele que consiste na
capacidade de deliberar em conjunto com os outros, mediante a troca de argumentos e de
razões. Segundo Habermas, essa segunda forma de racionalidade tem sido excessivamente
desvalorizada, quando, na verdade, ela é essencial tanto para a vida ética quanto para a
sustentação da democracia.

73
TE QUERO MEDI
O estado de natureza para Hobbes
Para o filósofo Thomas Hobbes, há violência entre os homens, pois o ser humano é
naturalmente mau e egoísta. Segundo ele, todos nós somos movidos pela busca incessante
por satisfação. Isso faz com que sempre coloquemos os nossos interesses acima dos
interesses dos outros. Daí a famosa frase hobbesiana: “O homem é o lobo do homem”. De
acordo com o pensador britânico, o único modo de impedir a guerra de todos contra todos,
consequência inevitável do estado de natureza do homem, é através da instauração do Estado,
instituição pública encarregada da manutenção da ordem mediante o uso da força.

A teoria do bom selvagem de Rousseau


Contrário a Thomas Hobbes, Jean-Jacques Rousseau, elaborou uma perspectiva bastante
diferente sobre o problema da violência, perspectiva que, tal como a de Hobbes, influencia muitos
até hoje. Segundo o filósofo iluminista, o homem é naturalmente bom, a sociedade é que o
corrompe. Para ele, se vivêssemos com selvagens, tal como éramos em nosso estado de
natureza, guiados por nossos sentimentos naturais, viveríamos em paz e tranquilidade perpétua.
Se hoje isso não é mais possível, a culpa não se encontra na natureza humana, mas sim na
criação da propriedade privada, que, instaurando conflitos de interesses entre os homens, os
corrompeu e dividiu. Com isso, ele fala em sua famosa frase: “a natureza fez o home feliz e
bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”.

As virtudes segundo Aristóteles


Em nosso dia a dia, frequentemente julgamos as pessoas por seu comportamento e, quando
reconhecemos nelas atitudes positivas, as elogiamos. Esses hábitos bons, tais como a coragem,
a justiça e sinceridade, são chamados de virtudes. Mas como podemos identificar uma virtude?
O que diferencia um hábito bom de um mau? Para o filósofo Aristóteles, a virtude está sempre
em um ponto de equilíbrio, ou seja, ela se encontra sempre na justa medida entre dois
vícios opostos, um por falta e outro por excesso. Assim, por exemplo, a virtude da paciência,
que é a capacidade de suportar situações adversas, está entre o vício da ira, que é falta de
paciência, e o vício da frouxidão, que é excesso de paciência

74
TE QUERO MEDI
A justiça segundo Aristóteles
Para Aristóteles, as virtudes são, de modo geral, hábitos bons, atitudes constantes que estão
sempre em um ponto de equilíbrio entre hábitos maus. Este mesmo princípio vale para aquela
que é uma das principais virtudes, a justiça. Sendo a justiça a virtude que regula nosso
relacionamento com os outros, ela não consiste em tratar todos igualmente, mas sim em dar
a cada um o que lhe é devido: aos iguais tratar igualmente, aos desiguais tratar
desigualmente, na medida de sua desigualdade. Assim, sendo um hábito virtuoso, a justiça
estaria na justa medida entre o vício de praticar injustiça e o vício de sofrer injustiça.

A alienação para Karl Marx


O filósofo Karl Marx é conhecido principalmente como um dos maiores críticos do capitalismo.
De fato, para o pensamento marxista, o sistema capitalista é um sistema de exploração, onde
alguns poucos proprietários dos meios de produção se beneficiam injustamente do suor e do
trabalho de uma multidão de proletários. A condição na qual os trabalhadores são colocados pela
exploração que sofrem é chamada por Marx de alienação. Ela consiste no fato de que o
trabalhador não se identifica mais consigo mesmo, não se reconhece mais no fruto de seu
trabalho. Resumindo: o seu trabalho é percebido acima de tudo como um peso, como um
estorvo, como algo que não tem qualquer significado para além do salário recebido no fim
do mês.

Heráclito de Éfeso
“Nada é permanente, salvo a mudança.” (Heráclito de Éfeso)
Heráclito (em torno de 535 a.C. – 475 a.C) foi filósofo pré-socrático na Antiguidade grega. Para
ele, a oposição entre os contrários origina a mudança, que é a harmonia dos contrários. Essa
ideia é a precursora da dialética.
Tudo está em constante mudança, inclusive o ato de pensar. Por isso, não seria possível
entrar em um mesmo rio duas vezes. Na segunda vez, o rio teria se transformado em outro,
e a pessoa também.

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TE QUERO MEDI
Sócrates
“Só sei que nada sei” (Apologia de Sócrates, Platão)
Sócrates (469 a.C. – 399 a.C.) foi o maior filósofo grego na Antiguidade. Ele próprio não escreveu
nenhuma obra sobre as suas ideias. O principal autor que registrou Sócrates foi Platão. O filósofo
foi caracterizado pela busca da verdade, a qual seria estável, imutável e universal
(diferentemente da opinião). Sócrates se reconhecia ignorante. Este reconhecimento seria o
início para procurar a verdade, sendo que para o autor, não se sabe aquilo o que se pensa saber.
Através dos diálogos de Sócrates, ou seja, da conversa entre duas ou mais pessoas, a
ideia nasce. Assim, talvez seja encontrada a sua essência, o conhecimento.

Freud
“A influência dos pais governa a criança, concedendo-lhe provas de amor e ameaçando
com castigos, os quais, para a criança, são sinais de perda do amor e se farão temer por
essa mesma causa. Essa ansiedade realística é a precursora da ansiedade moral
subsequente.” (Novas Conferências sobre a Psicanálise, Sigmund Freud, 1933)
A psicanálise de Freud (1856-1939) estuda os efeitos daquilo o que se viveu antes na vida. As
experiências vividas na infância, desde o nascimento, influenciam o comportamento da pessoa
em toda a vida. Os pensamentos desse psicanalista podem ser utilizados para justificar a
importância do cuidado com a infância. Medidas como o aumento da licença maternidade
e paternidade e melhorias na infraestrutura e formação dos funcionários nas escolas e
creches adquirem força sob os pensamentos dele.

Agnes Heller
“Crer em preconceitos é cômodo porque nos protege de conflitos, porque confirma
nossas ações anteriores.” (O cotidiano e a história, Heller, 2000)
Para Agnes Heller (1929-hoje), o preconceito é um fator de coesão (integração) social. Sua
função é manter a estabilidade da integração do grupo. Geralmente ele tem origem nas
classes dominantes. Quando a coesão social está ameaçada (por exemplo, em uma crise
econômica), o preconceito pode se intensificar espontaneamente.

76
TE QUERO MEDI
Paulo Freire
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si,
mediatizados pelo mundo.” (Pedagogia do Oprimido, Paulo Freire, 1981)
Paulo Freire (1921-1997) dizia que ninguém aprende sozinho, mas também ninguém é ensinado
alguma coisa. Assim, os educadores devem levar conhecimento para os outros, para que eles
aprendam à sua maneira, com base na experiência que tiveram com o mundo. Freire valorizou
a cultura do aluno. Os alunos que chegam a uma sala de aula pela primeira vez têm uma
bagagem cultural própria. Assim, os professores também aprendem com os alunos. O educador
defendia uma educação para a interpretação do mundo. Na visão dele, a leitura do mundo
acontece antes da leitura da palavra. Por isso, a compreensão da leitura (no sentido literal)
não ocorre na ausência da leitura do mundo.

Jean Piaget
“O principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas e não
simplesmente repetir o que outras gerações fizeram.” (O juízo moral na criança, Jean
Piaget, 1994)
Para o psicólogo Piaget (1896-1980), a aprendizagem é um processo ativo e personalizado. Por
esse motivo, ele não pode ser compreendido e medido por testes de inteligência. O intelecto está
em evolução e passa por quatro estágios de desenvolvimento. Essas fases acontecem em
sequência, mas cada pessoa tem um tempo próprio para se desenvolver. Os pensamentos desse
psicólogo foram importantes para transformar a educação numa época em que as crianças eram
ensinadas a ter comportamentos e pensamentos de adultos. Assim, os professores passaram a
considerar as capacidades individuais das crianças no aprendizado.

George Santayana
“Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo” (A vida
da razão, George Santayana, 1905)
Para o filósofo Santayana (1863-1952), reter os acontecimentos passados é importante para o
progresso. Não se deve criar algo completamente novo, mas considerar o que aconteceu no
passado. A citação acima é útil para ressaltar a importância de algum fato histórico mencionado
na dissertação.

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TE QUERO MEDI
John Locke
Tábula Rasa
Nessa teoria Locke vai dizer que o ser humano nasce como uma tábula rasa, ou seja, sem noção
do mundo (como uma folha em branco). Dessa forma, não havendo ideias inatas, todos nascem
iguais e todos cidadãos tem direito à vida à igualdade à liberdade e à propriedade privada.

Jusnaturalismo
Aqui ele afirma que todos são iguais em direito. Com isso, você pode citar essa teoria interligada
com o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, uma vez que afirma que todos são iguais
perante a lei.

ÉMILE Durkheim Teoria dos fatos sociais


Nesta teoria ele afirma que o funcionamento das engrenagens sociais a partir de fatos Gerais
coercitivos e exteriores, os quais deveriam garantir uma Harmonia social, e se tal harmonia for
(quebrada/deturpada) então existe uma anomia social.

Durkheim teoria funcionalista


A escola e a família são as bases para a formação cidadã.

São Tomás de Aquino


➔ Afirma que todos são iguais em direitos e dignos de mesma importância.
➔ Além disso ressalta que todos os indivíduos devem receber os mesmos respaldos e
valores.
➔ A dignidade humana deve ser garantida a todos os indivíduos independentes de classe,
profissão, cor e etnia.
➔ Ele também afirma que é função do Estado garantir os direitos na sociedade.

Michael Foucault
Em sua abordagem sobre as “palavras proibidas”, Foucault ressalta que a sociedade tenta
tornar um tabu assuntos que causam desconforto na sociedade, como é o caso da violência,
sexualidade, política e tragédias.

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TE QUERO MEDI
Outras citaÇÕes
1. “O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” – Immanuel Kant

2. “Eduquem as crianças e não será necessário castigas os homens.” -


Pitágoras

3. “A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo o


lugar.” – Martin Luther King

4. “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”


– Martin Luther King

5. “Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer.” –


Aristóteles

6. “Os fins justificam os meios” – Maquiavel

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7. “O mundo se tornou mais parecido com aquele de Maquiavel.” –
Bertrand Russell

8. “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado.” –


Jean-Jacques Rousseau.

9. “A vontade geral deve emanar de todos para ser aplicada a todos.”


– Jean-Jacques Rousseau.

10.“Deixe a mulher compartilhar dos direitos e ela emulará as


virtudes
do homem.” – Mary Wollstonecraft

11. “Todo homem toda os limites de seu próprio campo de visão como
os limites do mundo.” – Arthur Schopenhauer

12. “Sobre seu próprio corpo e mente, o indivíduo é soberano.” – John


Stuart Mill

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13. “A história de todas as sociedades até hoje existentes é a
história
da luta de classes.” – Karl Marx

14. “Deve o cidadão, por um momento sequer, renunciar à sua


consciência em favor do legislador?” – Henry David Thoreau

15. “O homem é uma corda estendida entre o animal e o super homem:


uma corda sobre um abismo.” – Friedrich Nietzsch

16. “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados


a repeti-lo.” – George Santayana

17. “A história não nos pertence: nós pertencemos a ela.” – HansGeorg


Gadamer

18. “Quanto aos homens, não é o que eles são que me interessa, mas o
que eles podem se tomar.” – Jean-Paul Sartre

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19. “O sentido fundamental da liberdade é liberdade dos grilhões.” –
Isaiah Berlin
20. “O que faríamos sem uma cultura?” – Mary Midgley

21. “A arte é uma forma de vida.” – Richard Wollheim

22. “Os Estados não são agentes morais; as pessoas são.” – Noam
Chomsky

23. “A sociedade é dependente da crítica às suas próprias tradições.”



Jürgen Habermas

24. “Que tipo de mundo podemos preparar para os nossos bisnetos?” –


Richard Rorty

25. “Se podemos contar uns com os outros, não precisamos depender
de mais nada.” – Richard Rorty

82
TE QUERO MEDI
26. “Sem um fim social o saber será a maior das futilidades.” –
Gilberto Freyre

27. “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.”

Aristóteles

28. “É no problema da educação que assenta o grande segredo do


aperfeiçoamento da humanidade.” – immanuel Kant

29. “A boa educação é moeda de ouro. Em toda a parte tem valor.” –


Padre Antônio Vieira

30. “Toda a educação, no momento, não parece motivo de alegria, mas


de tristeza. Depois, no entanto, produz naqueles que assim foram
exercitados um fruto de paz e de justiça.” – Bíblia (Hebreus 12:11)

31. “A vida deve ser uma constante educação.” – Gustave Flaubert

83
TE QUERO MEDI
32. “O resultado mais sublime da educação é a tolerância.” – Helen
Keller

33. “Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” –
Cora Coralina

34. “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para
mudar o mundo.” – Nelson Mandela

35. “Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo


onde existe conflito, e inspirar a esperança onde há desespero.”
Nelson Mandela

36. “A maior necessidade de um Estado é a de governantes corajosos.”


– Johann Goethe

37. “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela


tampouco a sociedade muda.” – Paulo Freire

84
TE QUERO MEDI
38. “Ninguém liberta ninguém. As pessoas se libertam em comunhão.”
– Paulo Freire

39. “Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes.” –


Paulo Freire

40. “Ninguém é sujeito da autonomia de ninguém.” – Paulo Freire

41. “O homem é por natureza um animal político.” – Aristóteles

42. “O homem é a medida de todas as coisas.” – Protágoras

43. “Os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo.” –


Ludwing Wittgenstein

44. “O homem está condenado a ser livre, pois, uma vez lançado ao
mundo, ele é responsável por tudo o que faz.” – Jean Paul Sartre

85
TE QUERO MEDI
45. “Existe dois mundos: o mundo da experiência sentida por nosso
corpo e o mundo das coisas em si.” – Immanuel Kant

46. “Tudo é feito de água.” – Tales de Mileto

47. “O conhecimento de nenhum homem pode ir além da própria


experiência.” – John Locke

48. “O conhecimento é a crença verdadeira justificada.” – Platão

49. “A dúvida é a origem da sabedoria.” – René Descartes

50. “Não há no mundo coisa mais difícil do que a sinceridade e mais


fácil do que a lisonja. (Crime e Castigo)” – Fiódor Dostoiévski

51. “Uma doença incurável chamada consciência.” – Fiódor Dostoiévski

52. “Se queres vencer o mundo inteiro, vence-te a ti mesmo.” – Fiódor


Dostoiévski

86
TE QUERO MEDI
53. “A melhor definição que posso dar de um homem é a de um ser
que se habitua a tudo.” – Fiódor Dostoiévski

54. “A maior felicidade é quando a pessoa sabe porque é que é infeliz.”


– Fiódor Dostoiévski

55. “Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de
tudo.” – Friedrich Nietzsche

56. “Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.” –
Friedrich Nietzsche

57. “O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.”
– Friedrich Nietzsche

58. “Envelhecer, qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é


prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam
esse direito.” – Osho

87
TE QUERO MEDI
59. “A moral é um verbo que se conjuga na primeira pessoa.” – André
Comte-sponville – O tratado das Grandes Virtudes

60. “A prudência determina o que é necessário escolher e o que é


necessário evitar” (pequeno tratado das grandes virtudes) – André
Comte-Sponville

61. “A gratidão é a mais agradável das virtudes; não é, no entanto,


a
mais fácil.” – André Comte-Sponville – O tratado das Grandes
Virtudes

62. “A polidez é a origem das virtudes; a fidelidade, seu princípio; a


prudência, sua condição.” – André Comte-Sponville – O tratado das
Grandes Virtudes

63. “Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o


irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que
permaneceria apenas vago e sufocador. Escrever é também
abençoar uma vida que não foi abençoada.” – Clarice Lispector

88
TE QUERO MEDI
64. “Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados por sua
personalidade, não pela cor de sua pele.” – Martin Luther King Jr.

65. “O essencial é invisível aos olhos. Só se pode ver com o coração.” –


Saint-Exupéry

66. “Os olhos veem a partir de onde os pés pisam”. – Teólogo Leonardo
Boff

67. “O meu ideal político é a democracia, para que todo o homem seja
respeitado como indivíduo e nenhum venerado.” – Albert Einstein

68. “Sonhar é acordar-se para dentro.” – Mario Quintana

69. “Quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, são as


ideiais.” – Victor Hugo

70. “A simplicidade é o último grau da sofisticação.” – Leonardo Da


Vinci

89
TE QUERO MEDI
71. “Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os
pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto.” – Teólogo
Leonardo Boff

72. “Um homem não é mais que outro, apenas um faz mais do que
outro.” – Miguel de Cervantes

73. “Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os
bons.” – Cícero (Orador e político romano do século l a.C.)

74.“Quem abre uma escola fecha uma prisão.” – Victor Hugo

75. “Nada no mundo é mais assustador que a ignorância em ação.” –


Goethe

76. “Que tuas palavras ilustrem teu pensamento e teu pensamento


tuas palavras.” – William Shakespeare

90
TE QUERO MEDI
77. “Sejamos bons e depois seremos felizes. Não desejemos o prêmio
antes da vitória, nem o salário antes do trabalho.” – Rousseau

78. “A gente só conhece bem as coisas que cativou – disse a raposa. –


Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma.
Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de
amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo,
cativa-me!” - O Pequeno Príncipe – livro do escritor francês Antoine
de Saint-Exupéry (1900-1944).

79. “Enquanto as leis forem necessárias, os homens não estão


capacitados para a liberdade.” – Pitágoras

80. “Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um


amigo.” – Antoine de Saint-Exupéry

81. “A liberdade é para o homem o que o céu é para um condor.” –


Castro Alves

91
TE QUERO MEDI
82. “A política é uma vocação, e quando não é uma vocação é uma
especulação.” – Machado de Assis

83. “Quem conduz e arrasta o mundo não são as máquinas, são as


ideias.” – Victor Hugo

84. “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem


ou uma nação.” – Oscar Wilde

85. “Tomemos cuidado para que a velhice não nos enrugue mais o
espírito que o rosto.” – Montaigne

86. “Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece


como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa
qualquer entendimento.” – Clarice Lispector

87. “O maior erro dos médicos é tentarem curar o corpo sem procurar

curar a alma. Entretanto, corpo e alma são um e não podem ser


tratados separadamente.” – Platão

92
TE QUERO MEDI
88. “As forças naturais que se encontram dentro de nós são as que
realmente curam nossas doenças.” – Hipócrates

89. “Os jovens de hoje não parecem ter respeito algum pelo passado,
nem esperança alguma para o porvir.” Hipócrates

90. “O olhar de quem odeia é mais penetrante do que o de quem


ama.” – Leonardo Da Vinci

91. “A religião é o ópio do povo.” – Karl Marx

92. “Eu acredito no respeito pelas crenças de todas as pessoas, mas


gostaria que as crenças de todas as pessoas fossem capaz de
respeitar as crenças de todas as pessoas.” – José Saramago

93. “Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece,


porque menos depende de minha subjetividade.” – Fernando
Pessoa (Livro Desassossego)

93
94. “Perante quem é que somos homens? Essa é uma pergunta
TE QUERO MEDI
simples, mas que revoluciona toda a humanidade. Experimente
fazê-la. Experimente pensa-la.” – Vergílio Ferreira

95. “Não fazemos aquilo que queremos e, no entanto, somos


responsáveis por aquilo que somos.” – Jean-Paul Sartre

96. “Todos nós nascemos originais e morremos cópias.” – Carl Jung

97. “Crescer é transpor limites.” – Fernando Pessoa

98. “Se deres um peixe a um homem faminto, vais alimentá-lo por um


dia. Se o ensinares a pescar, vais alimentá-lo toda a vida.” – Lao-Tsé
(mítico filósofo e alquimista chinês)

99. “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das
consequências.” – Pablo Neruda

100.“O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade; o otimista vê


oportunidade em cada dificuldade.” – Winston Churchill

94
TE QUERO MEDI
101.“Minha religião é o amor.” Dalai Lama (líder religioso budista)

102.“A religião é essencialmente uma doutrina de hierarquia, uma


tentativa para recriar uma ordem cósmica de posições e poderes.”
– Friedrich Nietzche

103. “A religião é comparável a uma neurosa da infância.” – Sigmund


Freud

104. “A ciência pode purificar a religião de erros e superstições. A


religião pode purificar a ciência de idolatrias e erros absolutos.” –
Papa João Paulo ll

105. “Combater a religião é atentar contra a sociedade.” –


Monstesquieu

106. “A religião não é conhecimento doutrinário, mas sim sabedoria


nascida da experiência pessoal.” – Martinho Lutero

95
TE QUERO MEDI
107. “No fundo, o problema não é um Deus que não existe, mas a
religião que o proclama. Denuncio as religiões, todas as religiões,
por nocivas à humanidade. São palavras duras, mas há que dizê-
las.” – José Saramago

108. “Se os homens são assim tão maus apesar da ajuda da religião,
como seriam eles sem ela?” – Benjamin Franklin

109. “Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que
acredite que ele possa ser realizado.” – Roberto Shinyashiki

110. “O ser humano pode alterar a sua vida mudando sua atitude
mental.” – William James

111. “A violência não é força, mas fraqueza, nem nunca poderá ser
criadora de coisa alguma, apenas destruidora.” – Benedetto Croce

112. “O resultado mais sublime da educação é a tolerância.” – Helen


Keller

96
TE QUERO MEDI
113. “Meu irmão, a gente tem que descobrir maneiras – sejam quais
forem – de ficarmos fortes.” – Caio Fernando Abreu

114. “Frágeis usam a violência e os fortes as ideias.” – Augusto Cury

115. “O sábio envergonha-se dos seus defeitos, mas não se


envergonha de os corrigir.” – Confúcio

116. “Incentivar a leitura é a forma mais eficaz de disseminar cultura


e valores, incitar a imaginação e despertar a criatividade.” – Elaine
Sekimura

117. “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.”
– Confúcio

118. “A única arma capaz de combater a violência é a inteligência.” –


Nagib Anderáos Neto

119. “O ódio é a vingança do covarde.” – George Bernard Shaw

97
TE QUERO MEDI
120. “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com
retorno garantido.” – Sir Arthur Lewis

121. “É no problema da educação que assenta o grande segredo do


aperfeiçoamento da humanidade.” – Immanuel Kant

122. “Ninguém é responsável pelo nosso destino a não ser nós


mesmo.” – Provérbios de Salomão

123. “A violência é sempre terrível, mesmo quando a causa é justa.” –


Friedrich Schiller

124. “A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da


vida, a liberdade do ser humano.” – João Paulo ll

125. “A cultura, sob todas as formas de arte, de amor e de


pensamento, através dos séculos, capacitou o homem a ser menos
escravizado.” – André Malraux

98
TE QUERO MEDI
126. “Aja antes de falar e, portanto, fale de acordo com os seus atos.”
– Confúcio

127. “O talento sem a educação é como a prata da mina.” – Benjamin


Franklin

128. “A cultura está acima da diferença da condição social.” –


Confúcio

129. “Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que


recebem, uma recompensa ou um castigo.” – J. Petit Senn

130. “Antes de entrar numa batalha, é preciso acreditar naquilo pelo


qual se está lutando.” – Chuang Tzu

131. “Sobre seu próprio corpo e mente, o homem é soberano.” – John


Stuar t Mill

99
TE QUERO MEDI
132. “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.” – Mahatma
Gandhi
133. “Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo
sua ciência; muda sim pela sua cultura.” – Betinho

134. “Se queres prever o futuro, estuda o passado.” – Confúcio

135. “Quem tem imaginação, mas não tem cultura, possui asas, mas
não tem pés.” – Joseph Joubert

136. “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a


vida.” – Sêneca

137. “Todo homem recebe duas espécies de educação: a que lhe é


dada pelos outro, e, muito mais importante, a que ele dá a si
mesmo.” – Edward Gibbon

138. “O conhecimento imposto à força não pode permanecer na alma


por muito tempo.” – Platão

100
TE QUERO MEDI
139. “O progresso é impossível sem mudança; e aqueles que não
conseguem mudar as suas mentes não conseguem mudar nada.” –
George Bernard Shaw

140. “Não há nada mais difícil ou perigoso do que tomar a frente na


introdução de uma mudança.” – Maquiavel

141. “A humanidade é a única base sólida de todas as virtudes.” –


Confúcio
142. “Não se pode manter a paz pela força, mas sim pela concórdia.” –
Albert Einstein

143. “Para mim, vencer é nunca desistir.” – Albert Einstein

144.“Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia


com o
meio ambiente.” Paul Atson, cofundador do Greenpeace.

101
TE QUERO MEDI
145.“Como seres humanos, estamos suscetíveis a confundir o sem
precedentes com o improvável. Em nossa experiência cotidiana, se algo
nunca ocorreu antes, assumimos que não vai acontecer no futuro, mas
as exceções podem nos matar e a mudança climática é uma dessas
exceções.” Al Gore, ex vice-presidente dos Estados Unidos e ecologista.

146.“Os direitos humanos são violados não só pelo terrorismo, a


repressão, os assassinatos, mas também pela existência de extrema
pobreza e estruturas econômicas injustas, que originam as grandes
desigualdades.” Papa Francisco.

147.“Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo


onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero.” Nelson
Mandela, ex presidente da África do Sul.

148.“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para
mudar o mundo.” Nelson Mandela, ex presidente da África do Sul.

149.“A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo


o lugar”. Martin Luther King, ativista político.

102
TE QUERO MEDI
150.“Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela
tampouco a sociedade muda.” Paulo Freire, filósofo brasileiro.

151.“Um país não muda pela sua economia, sua política e nem mesmo
sua ciência; muda sim pela sua cultura.” Betinho, sociólogo
brasileiro.

152.“A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces.”
Aristóteles, filósofo grego.

153.“A menos que modifiquemos a nossa maneira de pensar, não seremos


capazes de resolver os problemas causados pela forma como nos
acostumamos a ver o mundo.” Albert Einstein, físico alemão.

154.“A ciência nunca resolve um problema sem criar pelo menos outros
dez”. George Bernard Shaw, dramaturgo e jornalista irlandês.

155.“A dúvida é o princípio da sabedoria.” Aristóteles, filósofo grego.

103
TE QUERO MEDI
156.“O ser humano é aquilo que a educação faz dele.” Immanuel Kant,
filósofo alemão.

157.“Eduquem as crianças e não será necessário castigar os


homens.” Pitágoras, filósofo e matemático grego.

158.“Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.” Cora
Coralina, poetisa brasileira.

159.“O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem um


perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe
dominante enferma de desigualdade, de descaso.” Darcy Ribeiro,
antropólogo e político brasileiro.

160.“O desenvolvimento humano só existirá se a sociedade civil afirmar


cinco pontos fundamentais: igualdade, diversidade, participação,
solidariedade e liberdade.” Betinho, sociólogo brasileiro.

161.“Os Estados não são agentes morais; as pessoas são.” Noam


Chomsky, linguista e filósofo americano.

104
TE QUERO MEDI

TABELA DE
CONECTIVOS

MÓDULO IV

105
TE QUERO MEDI
FINALIDADE CONECTIVOS
No contexto atual,
Na contemporaneidade,
No panorama atual,
Não restam dúvidas que
Não há como negar que
Introdução Muito se discute sobre
Com o advento da (o) ______, constata- se que
Em primeiro lugar,
Primeiramente,
Em uma primeira análise,
Nesse contexto,
Tendo Em vista esses aspectos
Desenvolvimento 1 É primordial ressaltar que
Além disso,
Ainda
Em uma segunda análise,
Outro aspecto a ser abordado
Desenvolvimento 2 Outrossim,
Por fim,

Denvolvimento 3 Em última análise,

Portanto,
Torna-se evidente, portanto,
Torna-se necessário, portanto,
Diante do exposto,
Dessa maneira,
É evidente, portanto,
Logo,
Infere-se, portanto
Conclusão Destarte,
Urge, portanto,

106
TE QUERO MEDI
FINALIDADE CONECTIVOS
Da mesma forma
Assim como
Do mesmo modo
Na outra ponta
Ao contrário de
Assim também
Tal como
Tanto quanto
Como
comparação Bem como
Para ilustrar
Em outras palavras
Quer dizer
Ou seja
Por exemplo
a exemplo de
Isto É
Melhor dizendo
explicação a saber
Quer dizer
Com a finalidade de
a fim de que
Para que
Pois
Porque
de acordo Com
Segundo
Conforme

107
TE QUERO MEDI
FINALIDADE CONECTIVOS
Por isso
Por causa de
Porque
De tal maneira que

causa e Visto que


De fato
Portanto
consequência Logo,
Em consequência de
De forma que
Pois
Uma vez que
Em seguida
Então
Por fim
Ligando fato

Ao mesmo tempo
ao tempo I

Enquanto isso
Desde que
Cada vez que
Por vezes
A princípio
Atualmente
Às vezes
Assim que
Logo que
Depois que
Antes de
À medida que
Portanto
Assim
Dessa forma

sítese Em suma
Logo,
Assim sendo
Enfim
sendo Assim

108
TE QUERO MEDI
FINALIDADE
Ligando fatos no CONECTIVOS
Agora
tempo II Hoje
Após
Até
Em
seguida
Nesse contexto
Finalmente
É certo que
Por certo
Enfatizar

Não há dúvidas
Sabe-se que
É notório que
de certo
Certamente
É inegável
há de se considerar
É indubitável
É evidente
É fato que
Não só
Além disso
Adição

como também
Ademais
Ainda mais
Mas também
E
Não apenas
Não somente
Também
Bem como

109
TE QUERO MEDI
FINALIDADE CONECTIVOS
Entretanto
Oposição Mas
Pelo contrário
Embora
Apesar de
Todavia
Contudo
Entretanto
Porém
Não obstante

110
TE QUERO MEDI
ANÁLISE DOS CONECTIVOS
ESSES SÃO ALGUNS CONECTIVOS DA REDAÇÃO NOTA MIL QUE AJUDA NA
LEITURA CLARA DO SEU TEXTO, AUMENTANDO ASSIM A NOTA NA
COMPETÊNCIA 4

Clara de Jesus, 19 anos


“Black Mirror” é uma série americana que retrata a influência da tecnologia no
cotidiano de uma sociedade futura. Em um de seus episódios, é apresentado um
dispositivo que atua como uma babá eletrônica mais desenvolvida, capaz de
selecionar as imagens e sons que os indivíduos poderiam vivenciar. Não distante da
ficção, nos dias atuais, existem algoritmos especiais ligados em filtrar informações de
acordo com a atividade “online” do cidadão. Por isso, torna-se necessário o debate
acerca da manipulação comportamental do usuário pelo controle de dados na internet.
Primeiramente, é notável que o acesso a esse meio de comunicação ocorre de
maneira, cada vez mais, precoce. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, no ano de
201, apenas 35% dos entrevistados, que apresentavam idade igual ou superior a 10
anos, nunca haviam utilizado a internet. Isso acontece porque desde cedo a criança
tem contato com aparelhos tecnológicos que necessitam da disponibilidade de uma
rede de navegação, que memoriza cada passo que esse jovem indivíduo dá para
traçar um perfil de interesse dele e, assim, fornecer assuntos e produtos que tendem
a agradar ao usuário. Dessa forma, o uso da internet torna-se uma imposição viciosa
para relações sócio-econômicas.
Em segundo lugar, o ser humano perde sua capacidade de escolha. Conforme o
conceito de “Mortificação do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, é possível entender o
que ocorre na internet que induz o indivíduo a ter um comportamento alienado. Tal
preceito afirma que, por influência de fatores coercitivos, o cidadão perde seu
pensamento individual e junta-se a uma massa coletiva. Dentro do contexto da
internet, o usuário, sem perceber, é induzido a entrar em determinados sites devido a
um “bombardeio” de propagandas que aparece em seu dispositivo conectado.
Evidencia-se, portanto, uma falsa liberdade de escolha quanto ao que fazer no mundo
virtual.
Com o intuito de amenizar essa problemática, o Congresso Nacional deve formular
leis que limitem esse assédio comercial realizado por empresas privadas, por meio de
direitos e punições aos que descumprirem, a fim de acabar com essa imposição
midiática. As escolas, em parceria com as famílias, devem inserir a discussão sobre
esse tema tanto no ambiente doméstico quanto no estudantil, por intermédio de
palestrantes, com a participação de psicólogos e especialistas, que debatam acerca
de como agir “online”, com o objetivo de desenvolver, desde a infância, a capacidade
de utilizar a tecnologia a seu favor. Feito isso, o conflito vivenciado na série não se
tornará realidade.

111
TE QUERO MEDI

DICAS

MÓDULO V

112
TE QUERO MEDI
O que pode ou deve fazer na redação?
1 Pode ser coerente.
2 Apresentar uma tese.
3 ter argumentos de autoridade (dados estatísticos e citações
filosóficas).
4 ter proposta de intervenção (quem? o que? como? pra que?)
5 ter contexto histórico.
6 ter muitos conectivos, de preferência sem repetir.

O que não pode fazer na redação?


1 Escrever em primeira pessoa.
2 "eu acho"-> o achismo
3 argumentos rasos.
4 intervenções incompletas aquela que não apresenta o agente, a
ação, o meio e o fim.
5 Gerúndio: ex->correndo, comprando, amando...
6 Solucionar problemas que não foram mencionados no desenvolvimento.
7 Pular linha de um parágrafo para o outro.
8

113
TE QUERO MEDI

ESTRUTURA
DO TEXTO

MÓDULO VI

114
TE QUERO MEDI
estrutura

Introdução
Exposição do
tema

Desenvolvi
mento 1
Problemas 1

Desenvolvi
mento 2
Problema 2

Conclusão
Soluções dos
problemas

O tema da redação não é obrigatório!!!

115
TE QUERO MEDI
nota 0 (zero) a uma redação Fonte: cartilha do INEP

A redação receberá nota zero se apresentar uma das características a


seguir:
1 Fuga total ao tema.

2 Não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa.

3 Extensão de até 7 linhas.

4 Cópia integral de texto(s) motivador(es) da Proposta de Redação e/ou de


texto(s) motivador(es) apresentado(s) no Caderno de Questões.

5 Impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação (tais como


números ou sinais gráficos fora do texto).

6 Parte deliberadamente desconectada do tema proposto.

7 Assinatura, nome, apelido ou rubrica fora do local devidamente designado


para a assinatura do participante.

8 Texto predominantemente em língua estrangeira.

9 Folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de


rascunho.

116
TE QUERO MEDI
FORMA DE CORREÇÃO DA REDAÇÃO
A redação do enem normalmente é corrigida por dois corretores no qual cada um pode atribuir uma
nota de até 200 pontos por competência, totalizando 1000 pontos no total. Com isso, a nota final é a
média aritmética das notas atribuídas pelos dois corretores.
OBSERVAÇÃO: Em caso de haver uma discrepância muito grande na nota ainda assim é a nota
aritmética?
Primeiramente, se por acaso a nota de uma das competências tiver mais de 80 pontos de diferença
ou se a nota final supera 100 pontos de diferença é necessária a correção de um terceiro corretor.
Com isso, depois das três correções, aquelas notas que mais se aproximarem será feita uma média
aritmética.
Mas se ainda persistir?
Nesse caso a redação vai para uma banca de três professores para daí alcançar a nota finl da
redação.

117
TE QUERO MEDI
ANÁLISE DO TEMA DA REDAÇÃO
Competência 1
Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa
A Competência 1 avalia se o participante domina a modalidade escrita formal da língua
portuguesa, o que inclui o conhecimento das convenções da escrita, entre as quais se
encontram as regras de ortografia e de acentuação gráfica regidas pelo atual Acordo
Ortográfico. Este já está em vigor e deve ser seguido, na escrita formal, por todos,
inclusive pelo participante do Enem.
Em relação à construção sintática, você deve estruturar as orações e os períodos de
seu texto sempre buscando garantir que eles estejam completos e contribuam para a
fluidez da leitura. Quanto aos desvios, você deve estar atento aos seguintes aspectos:
• Convenções da escrita: acentuação, ortografia, separação silábica, uso do hífen e uso
de letras maiúsculas e minúsculas.
• Gramaticais: concordância verbal e nominal, flexão de nomes e verbos, pontuação,
regência verbal e nominal, colocação pronominal, pontuação e paralelismo.
• Escolha de registro: adequação à modalidade escrita formal, isto é, ausência de uso de
registro informal e/ou de marcas de oralidade.
• Escolha vocabular: emprego de vocabulário preciso, o que significa que as palavras
selecionadas são usadas em seu sentido correto e são apropriadas para o texto.

Fonte: INEP

118
TE QUERO MEDI
Competência 2
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto
dissertativo-argumentativo em prosa.
O segundo aspecto a ser avaliado no seu texto é a compreensão da proposta de
redação, composta por um tema específico a ser desenvolvido na forma de texto
dissertativo-argumentativo – ou seja, a proposta exige que o participante escreva um
texto dissertativo-argumentativo, que é o tipo de texto que demonstra, por meio de
argumentação, a assertividade de uma ideia ou de uma tese. É mais do que uma simples
exposição de ideias; por isso, você deve evitar elaborar um texto de caráter apenas
expositivo, devendo assumir claramente um ponto de vista. Além disso, é preciso que a
tese que você irá defender esteja relacionada ao tema definido na proposta. É dessa
forma que se atende às exigências expressas pela Competência 2 da matriz de avaliação
do Enem. Trata-se, portanto, de uma competência que avalia as habilidades integradas
de leitura e de escrita.
Utilize informações de várias áreas do conhecimento, demonstrando que você está
atualizado em relação ao que acontece no mundo. Essas informações devem ser usadas
de modo produtivo no seu texto, evidenciando que elas servem a um propósito muito bem
definido: ajudá-lo a validar seu ponto de vista. Isso significa que essas informações
devem estar articuladas à discussão desenvolvida em sua redação.
Fonte: INEP

119
TE QUERO MEDI
Competência 3
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e
argumentos em defesa de um ponto de vista.

O terceiro aspecto a ser avaliado é a forma como você, em seu texto, seleciona,
relaciona, organiza e interpreta informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa do
ponto de vista escolhido como tese. É preciso, então, elaborar um texto que apresente,
claramente, uma ideia a ser defendida e os argumentos que justifiquem a posição
assumida por você em relação à temática da proposta de redação.
Na organização do texto dissertativo-argumentativo, você deve procurar atender às
seguintes exigências:
• Apresentação clara da tese e seleção dos argumentos que a sustentam.
• Encadeamento das ideias, de modo que cada parágrafo apresente informações
coerentes com o que foi apresentado anteriormente, sem repetições ou saltos temáticos.
• Desenvolvimento dessas ideias por meio da explicitação, explicação ou exemplificação
das informações, fatos e opiniões, de modo a justificar, para o leitor, o ponto de vista
escolhido.

Fonte: INEP

120
TE QUERO MEDI
Competência 4
Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação.
# Procure utilizar as seguintes estratégias de coesão para se referir a
elementos que já apareceram no texto:
a) Substituição de termos ou expressões por pronomes pessoais, possessivos e
demonstrativos, advérbios que indicam localização, artigos.
b) Substituição de termos ou expressões por sinônimos, hipônimos, hiperônimos ou
expressões resumitivas.
c) Substituição de verbos, substantivos, períodos ou fragmentos do texto por conectivos
ou expressões que resumam e retomem o que já foi dito.
d) Elipse ou omissão de elementos que já tenham sido citados ou que sejam facilmente
identificáveis.
# Na elaboração da redação, você deve evitar:
• Sequência justaposta de palavras e períodos sem articulação.
• Ausência total de parágrafos na construção do texto.
• Emprego de conector (preposição, conjunção, pronome relativo, alguns advérbios e
locuções adverbiais) que não estabeleça relação lógica entre dois trechos do texto e
prejudique a compreensão da mensagem.
• Repetição ou substituição inadequada de palavras sem se valer dos recursos oferecidos
pela língua (pronome, advérbio, artigo, sinônimo).
Fonte: INEP

121
TE QUERO MEDI
Competência 5
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os
direitos humanos.

O quinto aspecto a ser avaliado no seu texto é a apresentação de uma proposta de


intervenção para o problema abordado. Por isso, a sua redação deve apresentar uma
tese sobre o tema, apoiada em argumentos consistentes, e uma proposta de intervenção
para o problema abordado. Considerando seu planejamento de escrita, ou seja, seu
projeto de texto (avaliado na Competência 3), sua proposta deve ser coerente em relação
à tese desenvolvida no texto e aos argumentos utilizados, já que expressa sua visão,
como autor, das possíveis soluções para a questão discutida.

Fonte: INEP

122
TE QUERO MEDI
Organização textual Sempre escreva até
o limite da linha,
pois esses espaços
podem levar você a
perder pontos!!!

Nunca pule
linha para
Respeite os começar outro
parágrafo, pois
espaços de
isso afeta
cada bastante a
parágrafo óptica do seu
texto

123
TE QUERO MEDI
INTRODUÇÃO
TÉCNICAS DE COMEÇAR A REDAÇÃO

CONCEITUAR
Constitui-se, basicamente, de dar o significado da palavra chave, que resume
qual é o tema central do texto, serve para esclarecer seu leitor e apresentar o tema
que vai ser tratado.
EX: “Violência é toda ação marginalizada que atinge de forma verbal ou física o outro” e
a mulher sofre….

DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE O TEMA


Aqui você mostra para o seu leitor seu repertório sobre o assunto. Lembre-se de
citar a fonte dos dados que você está usando.
EX: segundo dados da ONU (organizações das nações unidades) cerca de 70% das
mulheres já sofreram algum tipo de violência no decorrer da sua vida. Uma pesquisa
realizada em 11 países mostra que 6% das mulheres no Japão e 59% na Etiópia sofrem
violência.

INTERROGATIVA OU UMA SEQUÊNCIA DE


INTERROGATIVA
Essa técnica constitui-se de apresentar várias perguntas e interrogativas na
introdução que vão direcionar seu desenvolvimento de ideias e sua argumentação.
EX: No Brasil, as mulheres sofrem cada vez mais com a violência domestica. Por isso
em 2006 entrou em vigor a Lei Maria da Penha, quem tem como objetivo punir os
agressores, Mas essa lei esta sendo eficaz? O que é feito após a abertura do processo?

124
TE QUERO MEDI
CITAÇÕES FILOSÓFICAS/SOCIOLÓGICAS
Esse tipo de técnica oferece-lhes uma credibilidade grande a sua redação.
EX: Segundo o sociólogo e escritor brasileiro Paulo Freire, “se a educação sozinha não
transforma a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”. Nesse prisma,...

EVIDENCIAR ARGUMENTOS EM NÚMEROS


Essa técnica é interessante, pois podemos mostrar as consequências desses
problemas em nosso desenvolvimento textual. podemos, ainda, escolher dois ou
três das situações apresentadas para trabalhar com mais profundidade no
desenvolvimento.
EX: “Em um cenário deprimente no qual faltam leitos, faltam materiais, faltam enfermeiros
e principalmente médicos(…)

ALUSÕES HISTÓRICAS
Você pode falar de como é a situação em um determinado contexto histórico ou
sociocultural e a partir daí fazer uma comparação com a contemporaneidade no
Brasil. Isso demonstra um bom repertório cultural já no início do texto, o que é
muito desejável em sua redação.
EX: Com a eclosão da Revolução Industrial tornou-se possível ampliar e aumentar a
velocidade da comunicação no mundo, possibilitando assim uma sociedade informada.
No entanto,...

125
TE QUERO MEDI
CARACTERIZAR ASPECTOS FÍSICOS DO
AMBIENTE (ABERTOS OU FECHADO)
Aqui, basta fazer a descrição de um lugar físico (seja aberto ou fechado) para
mostrar seu ponto de vista para o leitor. Essa técnica é boa, pois apela para a
imaginação de seu leitor já que o convida a entrar para a cena que descreve o seu
ponto de vista.
EX: “um corredor superlotado, pessoas deitadas no chão, nas macas apoiadas em pias,
em péssimas condições de higiene e saúde, eis um retrato duro da realidade brasileira
na área de saúde.

ANÁLISE DE INTRODUÇÃO NOTA 1000

126
TE QUERO MEDI
tese

127
TE QUERO MEDI
DESENVOLVIMENTO
"Orgulho Machadiano
Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas "Memórias Póstumas" que não
teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele
percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa
é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a
problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país,
seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.
É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do
problema. Conforme Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça,
o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no
Brasil, a perseguição religiosa rompe essa harmonia; haja vista que, embora esteja previsto na
Constituição o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, muitos
cidadãos se utilizam da inferioridade religiosa para externar ofensas e excluir socialmente
pessoas de religiões diferentes.
Segundo pesquisas, a religião afro-brasileira é a principal vítima de discriminação,
destacando-se o preconceito religioso como o principal impulsionador do problema. De acordo
com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar. Ao seguir essa linha de
pensamento, observa-se que a preparação do preconceito religioso se encaixa na teoria do
sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a
adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, a continuação do pensamento da
inferioridade religiosa, transmitido de geração a geração, funciona como base forte dessa forma
de preconceito, perpetuando o problema no Brasil.
Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo
assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra
religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para
quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre as religiões e suas histórias, visando
a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país, diminuindo, assim, o
preconceito religioso. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito
de conscientizar a população sobre os males da intolerância religiosa. Assim, poder-se-á
transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, e criar um legado de que Brás Cubas
pudesse se orgulhar."

. retomada da tese .problematização


.contextualização .consequências

128
TE QUERO MEDI
Entendendo o tema da redação
COM O EXEMPLO DO TEMA DO ENEM 2018 EU VOU MOSTRAR
UM POUCO A VOCÊS COMO DESCOBRIR O QUE O TEMA PEDE.

Manipulação do comportamento do
usuário pelo uso de dados na internet.

*Tudo isso
acontece através
do comportamento
de determinado
usuário.

*Por fim você


*Quem manipula os *Você tem que ter deve ter certeza
noção que essa que todo o
usuários?
manipulação ocorre embasamento do
*Com qual finalidade
devido ao uso de dados seu texto deve
ocorre tal
e dos logaritmos estar ligado à
manipulação?
internet no Brasil.

129
TE QUERO MEDI

CONCLUSÃO

MÓDULO VII

130
TE QUERO MEDI

O que é conclusão?
Conclusão corresponde ao último parágrafo da redação de
um texto dissertativo-argumentativo e deve apresentar uma
proposta de intervenção sobre o tema abordado, ou seja o candidato
deve apresentar soluções para a problemática proposta pela banca do INEP. Com isso,
você deve seguir alguns passos para alcançar a nota máxima nessa competência, que
no caso da correção corresponde a competência de número 5, nesse último parágrafo da
redação do enem você tem a chance de alcançar até 200 pontos.

ATENÇÃO !!!
Para alcançar uma nota
200 na conclusão você deve Tome nota de que na hora de
apresentar suas propostas de
apresentar 5 componentes soluções vocês apenas solucionem
principais, cada um valendo 40 os problemas que citaram durante
pontos. Nesse sentido toda vez o texto. Dessa forma, é evidente
que não se deve criar soluções que
que você for fazer sua proposta não foram comentadas no seu
de intervenção deve-se texto, haja vista que pode perder
perguntar; quem irá fazer? Por pontos por esse deslize.

meio de que? Como vai fazer? E


para que irá fazer?
Seguindo essa linha você deve
apresentar o: Agente + meio +
ação + detalhamento da
ação ou meio + finalidade

131
TE QUERO MEDI
Exemplo de conclusão nota mil
Infere-se, portanto, que o controle do comportamento dos usuários possui íntima
relação com aspectos educacionais e econômicos. Desse modo, é imperiosa uma
ação do MEC, que deve, por meio da oferta de debates e seminários nas escolas,
orientar os alunos a buscarem informações de fontes confiáveis como artigos
científicos ou por intermédio da checagem de dados, com o fito de estimular o senso
crítico dos estudantes e, dessa forma, evitar que sejam manipulados. Visando ao
mesmo objetivo, o MEC pode, ainda, oferecer uma disciplina de educação tecnológica
nas escolas, através de sua inclusão na Base Comum Curricular, causando um
importante impacto na construção da consciência coletiva. Assim, observar-se-ia uma
população mais crítica e menos iludida.

.agentes>>quem? .finalidade>>para que?


.meio>>através de que? .retomada do tema
.detalhamento>>da ação .frase fechamento
ou meio
.ação>>como?

132
TE QUERO MEDI
Agentes conclusivos
Iniciativa privada: Promover parcerias com outros
setores, conscientizar seus funcionários e colaboradores,
implementar projetos sociais.

Mídia: Realizar a ficção engajada, divulgar projetos,


realizar campanhas informativas, incentivar a criticidade,
ser um canal de comunicação das vanguardas de
minorias.

Núcleos tecnológicos: Desenvolver aplicativos com fins


sociais.

Escolas/ Universidades: Realizar ações educativas,


difundir uma cultura de criticidade, criação de disciplinas
afins para discussão do tema, conscientizar.

Família: Fiscalizar, proteger, educar, conscientizar,


debater com os membros.

133
TE QUERO MEDI
Governo/ Órgãos governamentais: Criar, fiscalizar e
implementar leis, projetos, obras, estabelecer contatos
com outros agentes (parceria público-privada).

ONGs/ Cooperativas/ Associações/ Sindicatos:


Complementar, auxiliar projetos criados por outros
agentes, promover campanhas de prevenção.

Próprio Indivíduo: Mudar seu comportamento diante da


problemática, fazer uma autoavaliação, buscar meios
para ampliar o conhecimento.

134
TE QUERO MEDI

ministérios

MÓDULO VIII

135
TE QUERO MEDI
Ministérios
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)
É um ministério do Poder Executivo do Brasil cuja competência é
formular e implementar as políticas para o desenvolvimento
do agronegócio, integrando os aspectos de mercado tecnológicos,
organizacionais e ambientais, para o atendimento dos consumidores do
país e do exterior, promovendo segurança alimentar, geração de renda
e emprego, redução das desigualdades e inclusão social.

Cidadania (MC)
O Ministério da Cidadania é um órgão do Poder Executivo Federal
resultante da união do Ministério do Desenvolvimento Social, Ministério
do Esporte e o Ministério da Cultura.

Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)


Pertence à administração direta do governo federal do Brasil, sendo
responsável pela formulação e implementação da Política Nacional de
Ciência e Tecnologia, e tem suas ações pautadas nas disposições do
Capítulo IV da Constituição Federal de 1988.

136
TE QUERO MEDI
Defesa (MD)
É o órgão do Governo Federal incumbido de exercer a direção superior
das Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e
pela Aeronáutica, articulando as ações que envolvam estas instituições,
individualmente ou em conjunto. Possui sob sua responsabilidade uma
vasta e diversificada gama de assuntos, alguns dos quais de grande
sensibilidade e complexidade, como, por exemplo, as operações
militares; o orçamento de defesa; política e estratégia militares; e
o serviço militar. Também pode intervir diretamente na aviação civil em
conjunto com a ANAC, onde haja risco à segurança nacional, como na
intervenção na crise do setor aéreo brasileiro em 2006.

Desenvolvimento Regional (MDR)


É um órgão do Poder Executivo Federal resultante da união
do Ministério da Integração Nacional com o Ministério das Cidades. O
ministério tem por diretriz maior de sua atuação a Política Nacional de
Desenvolvimento Regional (PNDR), instrumento que orienta os
programas e ações do Ministério. Nesse sentido, a PNDR orienta a
formulação e implementação de grandes projetos estruturantes
macrorregionais, que resultam, na prática, em resultados positivos para
a construção de relações federativas entre os três entes de Governo -
Federal, Estadual e Municipal - e de participação social ampla dos
setores sub-regionais.

137
TE QUERO MEDI
Economia (ME)
É o órgão que, na estrutura administrativa do Brasil, cuida da
formulação e execução da política econômica nacional, da
administração financeira da União, por meio de sua Secretaria do
Tesouro Nacional, Secretaria da Fazenda, Secretaria de Planejamento,
Secretaria de Previdência e Receita Federal, Secretaria de Comércio
Exterior e Assuntos Internacionais, Secretaria de Desestatização e
Desmobilização, Secretaria de Competitividade e Produtividade e
Administração Superior da Estrutura Fiscal Federal,[2][3] por meio de
sua Secretaria da Receita Federal. Sua autoridade superior é o ministro
de Estado da Economia.

Educação (MEC)
É um órgão do governo federal do Brasilfundado no decreto n.º
19.402, em 14 de novembro de 1930, com o nome de Ministério dos
Negócios da Educação e Saúde Pública, pelo
então presidente Getúlio Vargas e era encarregado do estudo e
despacho de todos os assuntos relativos ao ensino, saúde pública e
assistência hospitalar. Porém, na atualidade os Ministérios da Saúde e
Educação se tornaram independentes.

Infraestrutura (MI)
É um órgão da administração diretado Estado brasileiro, responsável
pelas políticas nacionais de trânsito e
de transportes (aéreo, ferroviário, rodoviário e aquaviário, além das
infraestruturas aeroportuária e portuária.

138
TE QUERO MEDI
Justiça e Segurança Pública (MJSP)
É um órgão da administração diretado Estado brasileiro, responsável
pelas políticas nacionais de trânsito e
de transportes (aéreo, ferroviário, rodoviário e aquaviário, além das
infraestruturas aeroportuária e portuária).

• prestar informações sobre processos judiciais;


• atuar em processos judiciais de terceiros;
• apurar denúncia contra servidores do poder judiciário; etc.

Meio Ambiente (MMA)


É responsável, basicamente, pela política nacional do meio ambiente.

Minas e Energia (MME)


Foi criado em 1960, pela lei n° 3.782, de 22 de julho de 1960, no governo
do então presidente Juscelino Kubitschek. Anteriormente, os assuntos
de minas e energia eram de competência do Ministério da Agricultura.

Mulher, Família e Direitos Humanos (MMFDH)


É um dos ministérios que compõem o gabinete executivo do Governo
Federal do Brasil. É o órgão que trata de implementar, promover e
assegurar os direitos humanos no Brasil, incluindo a formulação de
políticas e promoção de ações voltadas aos direitos da criança e do
adolescente, do idoso, defesa dos direitos da cidadania das pessoas
com deficiência, dos negros e das mulheres, promovendo a
sua inclusão na sociedade.

139
TE QUERO MEDI
Relações Exteriores (MRE)
Também conhecido como Itamaraty, é um órgão do Poder Executivo,
responsável pelo assessoramento do Presidente da República na
formulação, no desempenho e no acompanhamento das relações
do Brasil com outros países e organismos internacionais. A atuação
do Itamaraty cobre
as vertentes política, comercial, econômica, financeira, cultural e consul
ar das relações externas, áreas nas quais exerce as tarefas clássicas
da diplomacia: representar, informar e negociar.

Saúde (MS)
Corresponde ao setor governamental responsável pela administração
e manutenção da Saúde pública do país.

Turismo (MTur)
É um órgão do governo do Brasil que objetiva "desenvolver
o turismo como atividade econômica auto-sustentável em geração de
empregos e divisas, proporcionando inclusão social".

Controladoria-Geral da União (CGU)


O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral
da União, ou apenas Controladoria-Geral da União (CGU), é o órgão
de controle interno do Governo Federal responsável por realizar
atividades relacionadas à defesa do patrimônio público e ao incremento
da transparência da gestão, por meio de ações de auditoria pública,
correição, prevenção e combate à corrupção e ouvidoria. O órgão de
controle atua para prevenir, detectar e punir casos de corrupção e má
gestão dos recursos públicos federais, com representação nos 26
estados do país.
O Ministério da Transparência (CGU) também exerce, como Órgão
Central, a supervisão técnica dos órgãos que compõem o Sistema de
Controle Interno e o Sistema de Correição e das unidades de ouvidoria
do Poder Executivo Federal, prestando a orientação normativa
necessária.

140
TE QUERO MEDI

TEMAS

MÓDULO IX

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TE QUERO MEDI
*Link dos próximos temas de redação
https://drive.google.com/
open?id=1-
7JbajYjI4ws7iTTW1QvIlU
bb8PdeDe5

149
TE QUERO MEDI

Controle das redações

150
TE QUERO MEDI
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>

151
TE QUERO MEDI
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>

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TE QUERO MEDI
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>
Tema>>> Nota>>>

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TE QUERO MEDI

NOTA C1 C2 C3 C4 C5
GERAL

154
TE QUERO MEDI
CORREÇÃO TEXTUAL

C1 C2 C3

C4 C5

155
TE QUERO MEDI
REFERÊNCIAS
➔ SITE DO IMAGINIE
➔ SITE DO DESCOMPLICA
➔ CARTILHA DO INEP ENEM 2018
➔ SITE DO G1/EDUCAÇÃO

156
TE QUERO MEDI
TE QUERO
MEDICINA

Todos os direitos reservados do


©te quero medicina. Com isso, é
proibiDO a venda e comercialização
desse produto.
157