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3 A familia do cravo ae cwveliat P| — rear superior ~ nana iforior crave fot desenvolide durante faséculo XV (a primeira mengdo | aie insrunenio data de 1397) | Aitustragao mosia 0 mais antigo “desecravas que chezou até nessos le tem wna exiensdo de itanas¢ fo fabricado em por Jerome de Bologna oVicioriaand Albert n Londres. Os instrumentos de cordas com teclado que pertencem a familia do cravo so: 0 virginal, a espineta e, naturalmente, o eravo, Em todos estes instrumentos 0 som 6 produzido por cordas pingadas, diferente do clavic6rdio e do piano, que tém as ‘cordas batidas ou marteladas. virinal ‘Ocrayo possui um formato semelhante a umaasa (tal como o piano de cauda),com cordas de metal esticadas & frente do executante, formando Angulo reto com 0 teclado. Os primeiros cravos tinham um s6 teclado ou manual ¢ uma tnica corda para cada nota, J4 um cravo construfdo depois do século XVII é bem provavel que tenha dois teclados —o segundo colocado em n{vel mais alto, atrés do primeiro— € possivel que apresente também dois, tés ou mesmo quatro jogos de cordas completos, ‘Ascordas slo presas as cravelhas que, por sua vez, se acham fixadas no cepo, tris dos teclados. E girando as cravelhas que se afina o instrumento. Cada cord seachadistendidaatravésde dois cavaletes (um fixadono cep outro sobreposto {1 tdbua de harmonia) e segura por uma aselha que pode estar fixada tanto na extremidade do mével, pelo lado de dentro, como na tébua de harmonia. Os cavaletestransmitem as vibragOes das cordas® tdbua de harmonia,cujaressondncia, ‘a0 mesmo tempo amplia e enriquece a sonoridade. 1» O mecanismo do cravo O som do cravo ‘A altura das vérias notas depende do comprimento relativo das cordas, bem como da tensio (esticamento) ¢ da espessura delas: quanto mais curta a corda Pte = if ‘mais rapidamente ela vibrara | Quanto mais fina a coréa —* | emais alto soard a nota ‘quanto mais apertada a corda cavalete Naextremidade da tecla, aquela que fica dentro do cravo, hd umarégua de madeira, posta verticalmente, chamada Jamela (ou saltarelo). Fixada na cabeca desta, fencontra-se uma “lingileta” mével de madeira que projeta a palheta, feita de pena animal ou de pedaco de couro pontudo. Quando a tecla est em repouso, uma pega de pano, em geral feltro, chamada abafador, impede a corda de vibra. ‘Quando teclaé apertada, a sua extremidade levanta, tal como uma gangorra, impulsionando para cima lamela. A palheta, ento, em sua passagem pela corda, piinga-a, produzindo as vibragSes que dio o som da nota. Uma vez.a tecla solta, a lamela torna a descer e a lingieta gira sobre o eixo para que a pallcta nao volte a ferir a corda novamente. Uma pequenina mola retorna a lingieta & sua posiga0 vertical. 0 abafador volta a Gescansar sobre a corda, “abafando-a" e silenciando a now. Procure ouvir a Gavotte da Quinta Suite Francesa de Bach, tocada em cravo de um ‘sO manual. ‘No cravo é impossivel variara sonoridade através do toque dos dedos (como ‘ocorre no piano e no clavicdrdio). O fato de apertar com forga ou de leve as teclas, pouca ou nenhuma diferenga faz para um som que € gerado pelo pingamento de cordas. Entretanto, num grande cravo de dois manuais, ossons fortes ou fracos e uma diversidade de timbres contrastantes sao perfeitamente exeqiifveis. Diferentes Jogos de lamelas pingando diferentes jogos de palhetas podem, através de registros ‘de mio situados acima do teclado ou das pedais, ser postos em agao. Como mostra a figura ao alto, 0s jogos de lamelas s4o dispostos em fileiras, uma atris da outra, ‘o que toma possivel o controle de ts ou mais lamelas por uma tinica tecla. Cada fileira de lamela est4 engastada numa “lamela diretriz” e numa “lamela corrediga” (vejao diagrama). Por meio dos registros de mo ou dos pedais, pode-se trazer para oladoa fileira de cada lamela corredica, levando-a posigao de engate para que as palhetas possam feriras cordas, ou de desengate, quandoacabega de cada lamela, inclinada ligeiramente, deixa a palheta fora do aleance das cordas. 0 ‘Dessa forma, ao selecionarem-se0s registras apropriados, um jogodeeonds, naalturanormal (dita “altura oito pés") pode estar sendo tocado no manualldecima, enquanto um jogo de cordas mais curtas, de altura quatro ps (uma oitaya cima), estd sendo tocado no manual de baixo. (Na lturaoito pés, od6 central tem oseusom™ ‘normal; jé na altura quatro pés, ao tocar-seatecla que lhe corresponde o seu som € ouvido uma oitava acima.) Em certs cravos, também um jogo de cordas mais ‘compridas, com altura de 16 pés, que soa uma oitava abaixo. Hié ainda outras manciras de produzir sons contrastantes. A sonoridade mais aveludada e cheia das palhetas de couro pode ser jogada contra a das palhetas de Pena, que proporcionam sons bem mais secos. O registro de alatde aciona uma fi- Jeira especial de lamelascujas palhetas pingam a corda num ponto muito mais pré- ximo do cepo, Ito dé uma espécie de som mais anasalado e fino. O registro de “harpa' ou de “bifalo” pbc pequeninos chumacosde feltro ou de pele de bifaloem contatocom determinado jogo de cordas, abafando-Ihes os ons ¢tirando um efeito de pizzicato sundo. Um registro de “c6pula” permite que dois ou mais jogos de Jamelas ecordas sejam tocadas num s6 teclado, de modo acriarsonoridades volu- mosis, fortes e majestticas. ‘A pessoa que toca cravo classifica os vros “timbres” altura eintensidade sonora de que ela dispbe através dos regisiros e pedais. E parce do fascinio deste instrumento esté justamente na possibilidade dada ao executante de escolher a registracdo adequada para os diferentes trechos de uma pega. Procure ouvir 0 Minueto da Décima Suite para Cravo de Hindel. O minueto 6 seguido de tts variagSes, duas das quais esto mostradas na parttura reproduzida na pégina seguinte A registragio escolhida pelo cravista esta indicada na misica, ao alto, &esquerda, {72¥0 com duplo manual, feito em 1758, Londres por um dos mais conke Sfobricantes dss inirarento, Jakob Kirchman A doi, 0 menmo eravo, coma Ele em irds jogos completas do corsa «quatro jg de laelae. a