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Eletricidade Básica

em Simulação
de Circuitos
Prof. Helder de Figueiredo e Paula

http://pontociencia.org.br

COLTEC
UFMG
PAULA, Helder de Figueiredo e
Eletricidade básica em simulações de circuitos
[Recurso eletrônico] / Helder de Figueiredo e
Paula. - Belo Horizonte: COLTEC/UFMG, 2011.
56 p.

1. Eletricidade básica I. Título.

CDD 620

CDU 62

Ficha catalográfica elaborada por: Reginaldo César


Vital dos Santos

(Bibliotecário CRB6/2165-COLTEC/UFMG)
Sumário
Apresentação.................................................................................. 4 circuito .......................................................................................... 26
Informações iniciais sobre o simulador de circuitos ...................... 6 Atividade 9 - Sobrecarregando uma bateria .................................. 27
Atividade 1 - Explorações iniciais ................................................ 7 Atividade 10 - Previsões e desafios em circuitos mistos .................... 29
Exploração 1.1 - Ligando uma lâmpada a uma bateria ......... 7 Exploração 10.1 - Lâmpada em série com associação de lâm-
Exploração 1.2 - Inserindo um medidor de corrente elétrica padas em paralelo ........................................................................ 29
no circuito ..................................................................................... 8 Exploração 10.2 - Lâmpada em paralelo com associação de
Exploração 1.3 - Ligando uma segunda lâmpada ao circuito 9 lâmpadas em série ........................................................................ 30
Atividade 2 - Simulando circuitos com ligações entre lâmpadas Exploração 10.3 - Circuito em paralelo formado por dois con-
idênticas ....................................................................................... 10 juntos de lâmpadas em série ......................................................... 31
Atividade 3 - Chaves interruptoras e curtos-circuitos ................... 11
Exploração 3.1 - Uso de chaves interruptoras .......................... 11
Exploração 3.2 - Curto-circuito em uma lâmpada ................ 11
Exploração 3.3 - Curto-circuito total ..................................... 12
Atividade 4 - Resistência de condutores metálicos e de asso-
ciações de resistores .................................................................... 13
Exploração 4.1 - Resistência equivalente de uma associação
de resistores em série ................................................................... 13
Exploração 4.2 - Resistência equivalente de uma associação
de resistores em paralelo .............................................................. 14
Exploração 4.3 - Alterações nos filamentos e mudanças na
resistência das lâmpadas .............................................................. 14
Atividade 5 - Voltagem como medida da tensão e da diferença de
potencial elétrica ........................................................................... 17
5.1. Polaridade e tensão elétrica como recursos para a carac-
terização de fontes de energia ...................................................... 17
5.2. Como se define a unidade de medida da tensão elétrica 18
5.3. Uma analogia entre pressão hidráulica e tensão elétrica 18
5.4. Diferença de potencial em circuitos série e paralelo ...... 19
Atividade 6- Medidas de tensão em um circuito elétrico ..................... 22
Exploração 6.1- Associação de baterias ................................ 22
Exploração 6.2- Voltagem em trechos específicos do circuito 23
Atividade 7- Potência elétrica de um elemento de circuito ................ 24
Atividade 8- Ligando duas lâmpadas diferentes em um mesmo
Apresentação
compreender esse fenômeno. Isso nos autoriza a dizer que o experimento
simulado promove uma fusão entre o mundo vivido (aquele que julgamos
vivenciar e observar) e o mundo concebido (as coisas que imaginamos
para compreender o que vivenciamos e observamos). Também nos au-
Este livro foi concebido para ajudar estudantes da Educação Básica, ou toriza a concluir que as simulações não substituem os experimentos rea-
pessoas interessadas em compreender circuitos elétricos, a aprender lizados com materiais concretos, do mesmo modo que esses últimos não
os principais conceitos, modelos e teorias que organizam essa área do substituem as simulações. Assim, em uma situação ideal, tanto simulações
conhecimento científico e tecnológico. Mais especificamente, este Eletri- quanto experimentos com materiais concretos deveriam ser realizados.
cidade Básica em simulações de circuitos propõe roteiros de atividades
com o intuito de orientar a realização de experimentos simulados em um Uma vantagem dos experimentos simulados, dado o fato de que muitas
computador. A realização das atividades aqui propostas não substitui ou simulações são gratuitas e amplamente acessíveis, é que sua realização
diminui a importância da interação do usuário deste livro com um pro- não apresenta custo algum, além do gasto da energia elétrica necessá-
fessor. No caso de pessoas já desvinculadas do ambiente escolar, o uso ria para manter o computador em funcionamento. Além disso, apesar da
deste livro não substitui o estudo autodidata de bons livros didáticos ou complementaridade dos experimentos simulados aqui propostos e dos ex-
paradidáticos que tratam do mesmo assunto ou o contato com pessoas perimentos que podem ser realizados com materiais concretos, é possível
mais experientes em termos de conhecimentos básicos em eletricidade. dar um passo inicial importante na aprendizagem de ideias e procedimen-
tos básicos necessários à manipulação e à construção de circuitos lidando
4 Os experimentos aqui propostos são similares aos que podem ser desen-
volvidos com o uso de baterias, lâmpadas, fios metálicos, interruptores e
apenas com o uso das simulações.

medidores elétricos. Mas os comportamentos de objetos reais, tais como As atividades aqui reunidas utilizam duas simulações criadas pelo projeto
os que acabamos de mencionar, diferem dos comportamentos exibidos Physics Education Technology (ou projeto PHET), da Universidade do
pelas simulações, em algumas situações específicas. Pilhas e baterias Colorado. Muitas das simulações desenvolvidas por esse projeto, incluin-
reais, por exemplo, têm limitações no que diz respeito à quantidade de do as que usaremos aqui, estão traduzidas para o português e podem
energia que são capazes de fornecer a cada segundo. No computador, ser acessadas no endereço http://phet.colorado.edu/en/simulations/trans-
todavia, esse tipo de limitação pode não aparecer. Lâmpadas reais, por lated/pt, quer seja para serem executadas on line, quer seja para serem
sua vez, apresentam um comportamento razoavelmente complicado, mas, “baixadas” para a memória do computador. Desse modo, podemos rodar
no computador, a maior das simulações apresenta as lâmpadas como ob- as simulações sem estarmos ligados à internet. Além desse endereço,
jetos que se comportam de maneira simples e absolutamente previsível. essas simulações também podem ser acessadas no site do Banco Inter-
nacional de Objetos Educacionais (BIOE) do Ministério da Educação do
Apesar dessas diferenças e do alerta que elas emitem em relação às Brasil (http://objetoseducacionais2.mec.gov.br/).
diferenças entre circuitos reais e circuitos simulados, nós acreditamos que
os experimentos simulados têm uma contribuição importante, no que diz Para usar essas simulações em seu computador você deverá ter instala-
respeito à aprendizagem das ciências. Isso porque, ao representar um do, previamente, o aplicativo Java. Se você escolher a função Run Now
fenômeno natural ou tecnológico no computador, nós podemos “misturar” no primeiro endereço eletrônico apresentado acima e se o seu computa-
aquilo que observamos ao lidar com fenômenos reais com aquilo que dor não tiver tal aplicativo instalado, basta seguir os links para realizar a
imaginamos a partir das ideias e teorias que as ciências criaram para instalação. O software necessário para rodar arquivos criados em Java,
como as simulações que usaremos nas atividades a seguir, é totalmente
gratuito, seguro e pouco exigente em termos de memória e capacidade de
processamento do computador.

Faça as atividades aqui propostas e consulte um bom livro para ter acesso
a informações e explicações complementares. Além de livros de Física do
Ensino Médio, você poderá consultar o capítulo 10 (Eletricidade em nossas
casas) que compõe o livro de 9o ano da Coleção Construindo Consciências
(Apec, Editora Scipione, 2010). O autor deste e-book é também coautor
desta coleção. O estudo dos circuitos elétricos é fascinante: divirta-se!

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Informações iniciais sobre o
simulador de circuitos
A maioria das atividades propostas a seguir está baseada no aplicativo
em Java Circuit Construction Kit DC [ou Circuitos de Corrente Contí-
nua (DC)]. Esse aplicativo permite montar circuitos contendo lâmpadas,
baterias, fios condutores, chaves interruptoras e aparelhos medidores.
Desse modo, podemos realizar explorações e experimentos simulados
com circuitos elétricos. Ao abrir o simulador surge uma tela azul dentro
da qual existe um retângulo branco situado a sua direita.

O aviso “pegue um fio” também aparece, indicando a primeira ação a


ser executada. Para pegar fios e outros elementos disponíveis dentro do
retângulo branco, clique no elemento escolhido e arraste-o para a área
6 de trabalho azul. FIG. 1 - Possibilidades do aplicativo

No canto superior direito da área azul existe o botão Miscelânea. Esse


botão permite escolher objetos do cotidiano que também podem ser Unindo a alça que aparece na extremidade de um elemento qualquer com
inseridos no circuito permitindo ou não a circulação de corrente e o fun- outra alça situada na extremidade de outro elemento, ligamos dois ele-
cionamento dos outros elementos (FIG. 1) mentos entre si. Para desconectar elementos recém-ligados é necessário
clicar com o botão direito no círculo que os une e selecionar a opção
Nas extremidades dos elementos inseridos na área de trabalho surgem “separar contato” (FIG. 2)
alças pontilhadas. Clicando sobre as alças que aparecem nas extremi-
dades de um fio de ligação, podemos alterar o comprimento do fio e a
direção que ele ocupa no interior da área azul.

Também é possível mudar a orientação espacial das lâmpadas ao cli-


car com o botão esquerdo do mouse em um dos círculos tracejados e
vermelhos que indicam suas extremidades. Com o clique, aparece um
círculo amarelo e contínuo em volta do círculo vermelho. Girando e ar- FIG. 2 - Visualização da opção “Separar contato”
rastando o mouse sobre esse círculo amarelo, fazemos a lâmpada girar
sobre si mesma.
Atividade 1 - Explorações iniciais
É possível arrastar os elementos para a posição que quisermos. Além
disso, caso você se arrependa de ter escolhido um determinado elemen-
to, basta clicar com o botão direito do mouse sobre o mesmo e escolher
a opção remover.
Um bom modo de aprender eletricidade é montar circuitos simples e ex-
O botão direito do mouse também serve para alterarmos as propriedades plorar suas características. Quando lidamos com circuitos reais, a dica
dos elementos de circuito, com exceção do fio de ligação e do interruptor. é trabalhar com fontes de baixa tensão como pilhas ou baterias, já que
No caso da bateria, o botão direito nos dá acesso às opções: há riscos em manipular sem cuidado fontes de tensão maiores. Quando
lidamos com simulações, obviamente, não estamos sujeitos a riscos, nem
(i) Alterar a voltagem: com essa opção aumentamos ou diminuímos a pessoais, nem de promover danos aos equipamentos. As explorações
diferença na concentração de cargas elétricas negativas e positivas que reunidas nesta primeira atividade permitirão que você compreenda alguns
a bateria estabelece entre suas extremidades; aspectos fundamentais dos circuitos e algumas das ideias e modelos que
(ii) Alterar a resistência interna: com essa opção simulamos o envelhe- utilizamos para compreendê-los.
cimento de uma bateria, pois, quanto mais velha uma bateria, maior a
dificuldade apresentada para o transporte de cargas elétricas no interior Exploração 1.1 – Ligando uma lâmpada a uma bateria
da mesma. 1) Observando as instruções e as questões a seguir, utilize os elementos
(iii) Reverter: com essa opção invertemos a posição dos polos da bateria. de circuito presentes na simulação para fazer uma lâmpada incandescer
as simulações que usaremos nas atividades a seguir, é totalmente gra-
tuito, seguro e pouco exigente em termos de memória e capacidade de
e emitir luz:
a) Ao levar uma lâmpada para a área de trabalho azul, note que há
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processamento do computador. dois terminais salientes na mesma, destacados por círculos tracejados e
vermelhos (FIG. 3).
Faça as atividades aqui propostas e consulte um bom livro para ter aces-
so a informações e explicações complementares. Além de livros de Física
do Ensino Médio, você poderá consultar o capítulo 10 (Eletricidade em
nossas casas) que compõe o livro de 9o ano da Coleção Construindo
Consciências (Apec, Editora Scipione, 2010). O autor deste ebook é tam-
bém co-autor desta coleção. O estudo dos circuitos elétricos é fascinante:
divirta-se!

FIG. 3 - Lâmpada e fios


b) Conecte um dos terminais da lâmpada a um dos terminais de uma Admitimos hoje que os materiais são feitos de átomos e que os átomos
bateria. são compostos por partículas mais externas que podem abandonar os
c) Insira dois pedaços de fio na área de trabalho e una suas extremi- átomos a que estavam originalmente ligadas, em algumas situações. Es-
dades, de modo a formar uma espécie de V (FIG. 3). sas partículas são chamadas elétrons e a circulação de elétrons em um
d) Com o fio que acaba de montar, conecte o outro terminal da lâm- circuito dá origem a um fluxo conhecido como corrente elétrica.
pada ao segundo terminal da bateria e descreva as alterações observa-
das na aparência do circuito. Você compreende todos os símbolos que Podemos entender o conceito de fluxo de cargas elétricas em um circuito
aparecem nessa nova circunstância? Explique. fazendo uma analogia entre a circulação de elétrons em um circuito elétri-
e) A lâmpada acesa está continuamente emitindo energia térmica (ra- co e a circulação de água em um circuito de água. O fluxo de água que
diação infravermelha) e energia luminosa (radiação visível). De onde vem sai de uma torneira é medido em litros por segundo. De forma semelhan-
essa energia? Como essa energia chega à lâmpada? te, o fluxo de elétrons que emerge do polo negativo de uma pilha pode
f) O que acontece com a aparência da simulação quando interrompe- ser medido em Coulombs por segundo (FIG. 4).
mos o circuito ao clicar com o botão direito do mouse sobre um contato
qualquer que faz a conexão entre dois dos vários elementos do circuito?

2) Agora, desconecte o fio, a bateria e a lâmpada e crie um modo de


religar esses três elementos de circuito, de tal forma que a lâmpada não
8 brilhe mais. Nessas circunstâncias, por que a simulação indica que a
bateria superaquece e queima?

3) Parta de um circuito aberto e tente religá-lo com vários tipos de ob-


jetos disponíveis na função Miscelânea (borracha, lápis, moeda etc.) que
aparece no canto superior direito da área de trabalho azul.
a) Com quais materiais conseguimos acender a lâmpada?
b) Talvez você já tenha ouvido falar dos termos condutores e isolantes
elétricos. Procure relacionar esses termos com os objetos que permitiram
ou não a passagem da corrente elétrica.
FIG. 4 - Fluxo de elétrons
Exploração 1.2 – Inserindo um medidor de corrente elétrica no circuito
Quando ligamos os polos de uma fonte de energia elétrica através de
elementos condutores como fios ou filamentos metálicos de lâmpadas, Assim como um litro de água corresponde a um número gigantesco de
permitimos a circulação de cargas elétricas de um dos polos da fonte ao moléculas de água, 1 Coulomb de elétrons corresponde a um número
outro e criamos um circuito elétrico. Na simulação que estamos utilizando, muito grande de elétrons: 6,25 x 1018. Esse número, expresso em pala-
a circulação de cargas elétricas é indicada por meio de grandes bolas vras, equivale a um valor superior a 6 bilhões de bilhões de elétrons!
azuis que se movem pelo circuito.
Não é difícil reconhecer a dificuldade de se medir o fluxo de carga elétrica
em um circuito contando o número de elétrons que passa por um deter- amarelo e girar o mouse para fazer a lâmpada girar também; (ii) clicar
minado ponto do circuito. Em virtude desta dificuldade, a corrente elétrica com o botão direito do mouse sobre o ícone da lâmpada e escolher a
é sempre medida de forma indireta. função “Mostrar Conexão à Esquerda”.

A unidade 1 Coulomb/segundo é o padrão de medida de corrente elé-


trica. Tal unidade é chamada Ampére, em homenagem a um dos físicos
que mais contribuiu para o estudo e a compreensão do funcionamento
dos circuitos elétricos. Para aprender a medir a corrente elétrica de um
circuito construído por meio da simulação que estamos a utilizar, siga as
instruções:
• No lado direito da tela aberta pelo programa existe um retângulo ver-
de com diversas funções. Nesse retângulo, na seção Ferramentas, temos
a opção de selecionar um amperímetro que pode ser, posteriormente, in-
serido no circuito. Para conectar o amperímetro ao circuito, devemos abrir
o circuito no ponto cuja corrente elétrica pretendemos medir, fechando
novamente o circuito através do amperímetro. Se for necessário, utilize
novos pedaços de fio para deixar seu circuito com uma boa aparência.
• Experimente conectar o amperímetro em pontos diferentes do cir-
cuito e responda: a posição ocupada por esse medidor altera o valor
9
da medida da corrente elétrica, feita em Amperes? Você esperava esse
resultado? Explique.

Exploração 1.3 – Ligando uma segunda lâmpada ao circuito


Monte um novo circuito para ligar duas lâmpadas ao fio e à bateria que FIG. 5 - Conexões
você usou na exploração anterior, mas mantenha funcionando o circuito
com apenas uma lâmpada ligada à bateria. a) Encontre duas maneiras diferentes de acender as duas lâmpadas
nessas condições. Essas duas ligações correspondem ao que denomina-
Para montar o novo circuito com as duas lâmpadas será preciso repetir mos um Circuito em Série.
os procedimentos realizados na exploração 1, de modo a colocar novos b) Observe o brilho de cada uma das duas lâmpadas ligadas em sé-
componentes na área de trabalho azul. Inseridos os novos componentes, rie e compare-o ao brilho apresentado pela lâmpada ligada a um circuito
você deverá conectar um dos terminais de cada lâmpada a um cada dos simples.
polos da bateria. O fio de ligação será, então, utilizado para conectar os c) Ligue um amperímetro ao circuito com duas lâmpadas em série e
outros terminais das lâmpadas entre si (FIG. 5). compare o valor da corrente elétrica com o valor estabelecido no circuito
simples (FIG. 6). A diferença entre as correntes estabelecidas nesses
Para obter um resultado similar ao mostrado na Figura 5, você dever usar dois circuitos é coerente com a diferença no brilho apresentado pelas
dois artifícios: (i) clicar em um dos terminais da lâmpada até ele ficar lâmpadas ligadas nos dois circuitos?
Atividade 2 - Simulando
circuitos com ligações entre
lâmpadas idênticas
Nesta atividade, temos a intenção de comparar a ligação de lâmpadas
em série, já utilizada na Exploração 3 da Atividade 1, com outro tipo de
associação entre aparelhos consumidores de energia elétrica: a ligação
em paralelo.

Procedimentos e questões:

FIG. 6 - Valor da corrente elétrica 1) Monte um circuito simples com uma lâmpada ligada a uma bateria por
1 meio de fios de ligação. Acrescente uma segunda lâmpada idêntica ligada
em série com a primeira e responda: a resistência elétrica total, exibida
0 d) Tente explicar o que ocorreu com o valor da corrente na ligação pelo circuito como um todo, aumenta ou diminui quanto acrescentamos
da segunda lâmpada em série a partir das seguintes informações: todo uma segunda lâmpada em série com a primeira? Para responder, insira
material condutor, como o filamento de uma lâmpada, por exemplo, opõe um amperímetro no circuito conectado com um dos polos da bateria e
certa dificuldade para a passagem da corrente elétrica em seu interior. observe a medida de corrente elétrica quando há apenas uma lâmpada
Essa dificuldade pode ser medida por meio de uma grandeza conhecida no circuito ou quando há duas lâmpadas ligadas em série.
como resistência elétrica.
2) Dois elementos capazes de converter a energia elétrica proveniente
de uma fonte, em outras formas de energia, podem ser ligados de dois
modos distintos: em série ou em paralelo. Em um circuito com duas lâm-
padas em série, quando uma lâmpada é desconectada, a outra automa-
ticamente se apaga. Em um circuito em paralelo, quando uma lâmpada
é desconectada, a outra não é afetada. Monte um circuito com duas
lâmpadas em série e outro com duas lâmpadas em paralelo. Feito isso,
veja se o comportamento que acabamos de atribuir a esses dois tipos de
circuito realmente se verifica. Lembre-se de que você pode desconectar
as lâmpadas clicando com o botão direito na “alça” que liga qualquer um
dos terminais das lâmpadas aos fios de ligação.
3) Partindo do circuito com duas lâmpadas ligadas em série, acrescente Atividade 3 - Chaves interrupto-
uma terceira e, depois, uma quarta lâmpada também ligada em série com
as demais: o que acontece com a corrente elétrica que sai da bateria e
com a resistência elétrica oferecida pelo circuito como um todo?
ras e curtos-circuitos
4) Volte agora ao circuito com duas lâmpadas em série. Acrescente uma Nesta atividade, pretendemos avançar nossa compreensão acerca do
terceira lâmpada em paralelo com a segunda lâmpada e observe o que conceito de resistência elétrica, ao inserir elementos de resistência des-
acontece com o brilho da primeira lâmpada. prezível em circuitos que contém resistores formados por filamentos de
a) O que aconteceu com a corrente elétrica que sai da bateria? lâmpadas.
b) De acordo com o que você observou, no item anterior, a resistência
elétrica do circuito aumenta ou diminui quanto acrescentamos uma lâm- Exploração 3.1 – Uso de chaves interruptoras
pada em paralelo com outra? Na simulação que estamos utilizando, podemos inserir chaves interrup-
toras que podem ser ligadas ou desligadas a qualquer momento. Clican-
5) Volte agora ao circuito com duas lâmpadas em paralelo. Preveja o do com o botão esquerdo do mouse sobre a parte superior da chave e
que aconteceria com a corrente elétrica que sai da bateria, caso acres- arrastando o mouse para baixo podemos ligar as chaves. Para desligar
centemos outras lâmpadas em paralelo nesse circuito. Faça isso, observe
o que acontece e registre suas hipóteses para explicar o que observou.
esse tipo de chave é preciso clicar sobre o ícone da chave, de modo a
fazer surgir um retângulo amarelo sobre a mesma; clicando sobre esse 1
retângulo e arrastando o mouse para cima, a chave pode ser desligada.
1
Seguindo essas instruções, introduza uma chave interruptora em um cir-
cuito montado com uma pilha e duas lâmpadas ligadas em paralelo, de
modo que a chave interruptora possa ser usada para:
(i) Ligar e desligar apenas uma das duas lâmpadas;
(ii) Ligar e desligar simultaneamente as duas lâmpadas.

Exploração 3.2 – Curto-circuito em uma lâmpada


1) A Figura 7 apresenta um circuito contendo duas lâmpadas ligadas em
série. Note a presença de uma chave interruptora na parte mais alta do
circuito.
a) Preveja o que acontecerá com o brilho das duas lâmpadas quando
a chave for ligada.
b) Monte o circuito ilustrado na figura e descreva o que acontece com
a corrente elétrica indicada pelo amperímetro.
c) Interprete esse fenômeno em termos da resistência total oferecida
pelo circuito diante da polaridade estabelecida pela fonte de tensão.
FIG. 8 - Circuito com três lâmpadas em série

1 FIG. 7 - Circuito com duas lâmpadas em série Exploração 3.3 – Curto-circuito total
2 A figura a seguir apresenta um circuito com três lâmpadas ligadas em
paralelo. Note que para o circuito funcionar, você deve fechar o interruptor
2) A Figura 8 apresenta um circuito com três lâmpadas em série. Note situado na parte inferior do circuito, entre a bateria e o amperímetro. Note,
que uma das lâmpadas foi ligada em paralelo com um trecho de circuito ainda, que na parte superior do circuito existe uma chave interruptora
que contém uma chave interruptora aberta. Monte um circuito como esse aberta, que está ligada em paralelo com as três lâmpadas. Depois que
no seu simulador. Note que, para o circuito funcionar, você deve fechar a chave situada na parte inferior estiver fechada, experimente ligar, tam-
o interruptor situado na parte inferior do circuito, entre a bateria e o am- bém, a chave interruptora situada na parte superior do circuito. Observe
perímetro. atentamente todas as informações que se tornarão disponíveis na área de
a) Depois que a chave interruptora situada na parte inferior do circuito trabalho. Interprete esse fenômeno em termos da resistência total ofere-
estiver ligada e circuito estiver funcionando, experimente ligar a chave cida pelo circuito diante da polaridade estabelecida pela fonte de tensão.
interruptora colocada na parte superior do circuito, em paralelo com uma
das lâmpadas. Isso fará com que essa lâmpada seja curto-circuitada.
b) Descreva o que acontece com o brilho das três lâmpadas e com
a corrente elétrica indicada pelo amperímetro. Interprete esse fenômeno
em termos da resistência total oferecida pelo circuito diante da polaridade
estabelecida pela fonte de tensão.
Atividade 4 – Resistência de
Exploração 4.1 – Resistência equivalente de uma associação de resis-
tores em série

condutores metálicos e de
A resistência elétrica é uma grandeza destinada a identificar a dificuldade
oferecida por um elemento de circuito à passagem da corrente elétrica.

associações de resistores Tal grandeza é medida por meio de uma unidade conhecida como Ohm
(símbolo Ω). Essa medida, tanto pode ser utilizada para caracterizar ele-
mentos de circuito isolado, quanto para identificar o comportamento de
um circuito como um todo. Para compreender esse aspecto importante do
Os metais estão entre os melhores condutores de corrente elétrica dispo- conceito de resistência, faça o que se pede a seguir.
níveis. Entretanto, ser bom condutor não significa não oferecer resistên-
cia à passagem da corrente elétrica. Todos os materiais, a temperatura Utilize o aplicativo em Java Circuit Construction Kit DC para montar um
ambiente, oferecem certa resistência elétrica. Além da temperatura, essa circuito simples, com apenas uma lâmpada, ao lado de um circuito que
resistência depende de certo conjunto de fatores, cujo conhecimento e contém duas lâmpadas ligadas em série.
controle são essenciais na concepção dos circuitos elétricos.
Insira amperímetros nos dois circuitos, de modo a medir as correntes elé-
Nesta atividade, além de continuar usando a simulação explorada nas ati- tricas que entram ou saem das fontes de tensão neles inseridas.
vidades anteriores, nós também usaremos o aplicativo Resistência em um
condutor (resistance-in-a-wire_pt.jar) que está disponível no endereço Feito isso, altere a resistência elétrica da lâmpada inserida no circuito 1
eletrônico http://phet.colorado.edu/en/simulations/translated/pt. O uso
simultâneo dos dois aplicativos nos permitirá investigar como a resistência
simples, da seguinte forma:
(i) Clique com o botão direito do mouse sobre o ícone que representa 3
elétrica oferecida por um fio condutor metálico depende de características a lâmpada e escolha a opção Alterar Resistência;
do fio e da temperatura na qual ele se encontra. (ii) Uma caixa com um botão deslizante aparecerá e permitirá alterar
a resistência da lâmpada;
Os filamentos das lâmpadas incandescentes, embora não pareçam, são (iii) Observe o valor da corrente elétrica que é exibido pelo amperímetro
feitos a partir de um fio condutor cilíndrico que é enrolado em espiral. A conectado ao circuito simples e altere a resistência da lâmpada até que a
espiral assim formada é novamente enrolada em outra espiral. Com essa corrente no circuito simples coincida com a corrente no circuito com duas
estratégia, consegue-se fazer com que um fio muito longo e fino fique lâmpadas em série.
totalmente contido no pequeno espaço reservado aos filamentos nas lâm-
padas incandescentes. O fato de que os filamentos são constituídos por a) Quantos ohms de resistência apresenta a lâmpada inserida no circui-
fios cilíndricos é o que nos permite utilizar o aplicativo Resistência em um to simples, quando a corrente nesse circuito se iguala àquela estabelecida
condutor para extrair conclusões sobre a resistência oferecida tanto pelos no circuito com as duas lâmpadas associadas em série?
filamentos das lâmpadas, quanto pelos fios de ligação que compõem os b) Clique com o botão direito em cada uma das duas lâmpadas ligadas
circuitos. em série e acione a função Alterar Resistência apenas para descobrir qual
é a resistência elétrica de cada uma delas. A soma dessas resistências
possui alguma relação com a resistência apresentada pela lâmpada no
circuito simples?
c) Seria apropriado dizer que a resistência apresentada pelo filamento a) Quantos ohms de resistência apresenta a lâmpada inserida no circui-
da lâmpada inserida no circuito simples, após ser alterada, tornou-se to simples, quando a corrente nesse circuito se iguala àquela estabelecida
equivalente à resistência apresentada pela associação das duas lâmpa- no circuito com as duas lâmpadas associadas em paralelo?
das em série? b) Clique com o botão direito em cada uma das duas lâmpadas ligadas
em paralelo e acione a função Alterar Resistência apenas para descobrir
Exploração 4.2 – Resistência equivalente de uma associação de resis- qual é a resistência elétrica de cada uma delas. Como se comparam a
tores em paralelo resistência de cada lâmpada individual e a resistência da lâmpada colo-
Quando associamos resistores em série, tal como no caso do circuito cada no circuito simples?
montado na exploração 1, nós aumentamos a resistência equivalente do c) Seria apropriado dizer que a resistência apresentada pelo filamen-
circuito e reduzimos a corrente que entra ou sai da fonte de tensão. Mas, to da lâmpada inserida no circuito simples, após ser alterada, tornou-se
e quando associamos resistores (ou lâmpadas) em paralelo? equivalente à resistência apresentada pela associação das duas lâmpadas
em paralelo?
Nesse caso, embora a resistência elétrica de cada elemento individual
continue a ser uma medida da dificuldade oferecida por esse elemen- Exploração 4.3 – Alterações nos filamentos e mudanças na resistência
to à passagem da corrente elétrica, temos de considerar que a ligação das lâmpadas
de novos elementos, em paralelo, aumenta o número de caminhos que Nas explorações 1 e 2, nós promovemos alterações na resistência dos
permitem a passagem de corrente no circuito como um todo. Em outras filamentos das lâmpadas sem enxergar as eventuais mudanças nas ca-
1 palavras, a associação de novos resistores (ou filamentos) em paralelo racterísticas dos filamentos que poderiam explicar tais alterações. Nesta
4 aumenta a facilidade de circulação de corrente pelo circuito como um
todo e, por isso, diminui a resistência oferecida por essa associação.
exploração nós poderemos utilizar o aplicativo Resistência em um condu-
tor para compreender como alterar as características do filamento de uma
Para explorar essa característica importante das associações de resisto- lâmpada para promover mudanças em sua resistência. O uso desse apli-
res em paralelo, faça o que se pede a seguir. cativo pressupõe a compreensão dos símbolos que ele reúne e apresenta.

Utilize o aplicativo em Java Circuit Construction Kit DC para montar um A Figura 9 foi gerada a partir de uma captura da tela da interface do
circuito simples, com apenas uma lâmpada, ao lado de um circuito que aplicativo e nos ajudará a alcançar tal compreensão. Na parte inferior
contém duas lâmpadas ligadas em paralelo. da imagem aparece a ilustração de um fio condutor metálico e cilíndrico,
cujas características podem ser alteradas com o acesso aos botões des-
Insira amperímetros nos dois circuitos, de modo a medir as correntes lizantes que aparecem no lado direito da interface do aplicativo. Na parte
elétricas que entram ou saem das fontes de tensão neles inseridas. superior da imagem, no lado esquerdo, temos a apresentação do valor da
resistência do fio, dada em ohms (1,35 ohm, na imagem que capturamos
Feito isso, altere a resistência elétrica da lâmpada inserida no circuito e apresentamos na figura 9). Logo abaixo dessa informação, vemos uma
simples até que o valor da corrente elétrica no amperímetro conectado ao equação que relaciona o valor da resistência elétrica (R) com as carac-
circuito simples se iguale à corrente no circuito com duas lâmpadas em terísticas que determinam essa resistência:
paralelo. Note que, além do botão deslizante, você poderá digitar direta-
mente valores de resistência elétrica na caixa que se abre quando você ρ (resistividade): A resistividade é uma característica que identifica, tanto
utiliza a função Alterar Resistência. o tipo de material utilizado na confecção do fio, quanto a temperatura que
O tipo de material é um fator importante Nesse caso, a área de seção transversal A será a área da su-
porque materiais diferentes apresentam perfície de uma fatia do salame, que poderia ser medida, por
diferentes tipos de organização micros- exemplo, em centímetros quadrados (cm2). A área de seção
cópica para seus átomos. Assim, por transversal é um parâmetro importante para a determinação da
exemplo, a organização microscópica resistência elétrica, porque um aumento dessa área torna mais
dos átomos em objetos feitos de alu- fácil o fluxo de cargas elétricas através do fio. Como facilidade
mínio (Al) possui a geometria mostrada e dificuldade são qualidades opostas, isso equivale a dizer que
na figura ao lado. No lado direito dessa quanto maior o valor da seção transversal A de um fio, menor
figura, as bolinhas de cor cinza identifi- será a resistência elétrica R apresentada por esse fio.
cam átomos situados em segundo pla-
no. Esse tipo de geometria é denominada cúbica de face centrada. As
geometrias características de outros metais podem ser obtidas na internet.

Alguns tipos de organização microscópica facilitam o fluxo de cargas elé-


tricas no interior do fio, enquanto outros contribuem para esse fluxo seja
mais restrito. Na simulação, devido à impossibilidade de representar os
átomos e sua forma de organização, foram utilizados pontinhos pretos
cuja concentração sugere o aumento ou a diminuição da resistividade do 1
fio metálico.
5
L (comprimento): O comprimento do fio que apresenta resistência elétrica
interfere diretamente no valor da resistência. Na exploração 1, consta-
tamos que a associação de filamentos em série, aumenta a resistência
equivalente do circuito. Considerando dois filamentos idênticos, podemos
interpretar esse fato racionando do seguinte modo: dois filamentos (ou
resistores) idênticos, associados em série, apresentam uma resistência
igual àquela apresentada por um único filamento de mesmo material e
espessura, mas com o dobro do comprimento dos filamentos individuais.
Esse fato aparece na equação como uma relação de proporcionalidade
entre resistência (R) e comprimento (L).

A (área de seção transversal): O parâmetro A identifica a área de seção FIG. 9 - Fio condutor metálico e cilíndrico
transversal, uma medida que nos permite identificar, indiretamente, o di-
âmetro de um fio. Para compreender o significado dessa medida, veja a
Levando em consideração todas essas informações, faça o que se pede
figura ao lado e imagine que ela representa um cilindro feito de salame.
a seguir:
a) No aplicativo, manipule os botões deslizantes para variar a resis- alterada desde o valor inicial, até o valor que corresponde à resistência
tência elétrica do fio em função dos parâmetros descritos acima. Ao fazer equivalente da associação dos filamentos em série. Desta vez, porém,
isso, observe, atentamente, as mudanças: (i) no valor da resistência do mantenha fixas, tanto a resistividade, quanto a área de seção transversal
fio que é dado em ohm; (ii) no tamanho das letras que representam os do fio. O que esse procedimento nos revela em termos da relação entre
parâmetros ρ, L e A inseridos na equação; (iii) nas características visuais o comprimento do fio e a resistência que ele apresenta?
do fio representado na parte inferior da tela. Você diria que todas essas e) Utilize, uma última vez, o aplicativo para reproduzir a alteração
mudanças são coerentes com as informações que apresentamos acima imposta ao valor da resistência da lâmpada inserida no circuito simples
sobre a importância dos parâmetros ρ , L e A na determinação da resis- construído na exploração 2, quando essa resistência foi alterada desde
tência elétrica de um fio? o valor inicial, até o valor que corresponde à resistência equivalente da
b) Utilize o aplicativo para reproduzir os valores das resistências das associação dos filamentos em paralelo. Desta vez, porém, mantenha fixas,
lâmpadas inseridas nos circuitos simples, equivalentes às resistências tanto a resistividade, quanto o comprimento do fio. O que esse procedi-
das associações de resistores que você construiu nas explorações 1 e 2. mento nos revela em termos da relação entre a área de seção transversal
Descreva, então, as alterações que tiveram de ser produzidas nos fila- do fio e a resistência que ele apresenta?
mentos das lâmpadas inseridas nos circuitos simples, de modo a alterar f) Avalie as duas sequências de imagens apresentadas na Figura 10,
a resistência que essas lâmpadas apresentavam inicialmente. de modo a identificar qual delas representa um modo de obter uma re-
c) Analise atentamente as novas informações apresentadas a seguir, sistência equivalente a duas resistências associadas: (i) em série; (ii) em
em itálico, antes de prosseguir explorando a simulação: No item anterior, paralelo. Analise se essas imagens sugerem processos coerentes com as
1 você teve a liberdade de alterar quaisquer dos parâmetros ρ , L e A explorações que fizemos nos itens anteriores desta atividade.
6 para obter as resistências das lâmpadas inseridas nos circuitos sim-
ples, equivalentes às resistências das associações de resistores que
você construiu nas explorações 1 e 2. Os filamentos das lâmpadas + =
incandescentes reais, porém, são sempre produzidos a partir de uma
mesma liga metálica: o tungstênio. Por isso, o parâmetro ρ, ou seja, a
resistividade do fio que compõem o filamento, não pode variar a nosso =
bel prazer. A temperatura do filamento de uma lâmpada incandescente
varia muito, dependendo do circuito no qual a lâmpada está ligada e
do brilho que ela apresenta. Desse modo, como a resistividade é muito
afetada pela temperatura, não é possível definir um valor fixo para a
resistividade do tungstênio nos circuitos construídos virtualmente nas
explorações 1 e 2. + =
d) Apesar das dificuldades apresentadas no texto acima, em negrito,
vale a pena deslizar o botão da resistividade no aplicativo para sua po-
sição de máximo (1,01 Ω.cm) e fixar esse valor momentaneamente para
FIG. 10 - Resistências
fazer o que se pede a seguir. Volte a utilizar o aplicativo para reprodu-
zir a alteração imposta ao valor da resistência da lâmpada inserida no
circuito simples construído na exploração 1, quando essa resistência foi
Atividade 5 - Voltagem como Pode-se imaginar que o excesso de cargas negativas existente no polo

medida da tensão e da
negativo repele os elétrons dos materiais condutores que têm mobilidade
(elétrons “livres”), ao mesmo tempo em que o excesso de cargas positi-

diferença de potencial elétrica vas existentes no polo positivo atrai os mesmos elétrons. A ação simul-
tânea de forças elétricas atrativas e repulsivas no interior dos materiais
que compõem o circuito é a causa do fluxo de cargas elétricas a que
chamamos corrente elétrica.

Esta é uma atividade de leitura que foi concebida para apresentar os O primeiro sentido importante a que devemos associar, tanto a unidade
vários aspectos de uma medida conhecida como voltagem. Tal medida, de medida 1 Volt, quanto a palavra voltagem é o conceito de polaridade
como se verá mais adiante, é útil tanto para caracterizar as fontes de elétrica. A palavra voltagem é derivada do termo volt e não possui outro
energia elétrica, quanto para investigar como a energia elétrica é distribu- significado além desse. Outras palavras usadas para designar a medida
ída ao longo de um circuito. Na primeira seção desta atividade, ocupamo- da polaridade estabelecida por uma fonte de energia elétrica, que é re-
-nos, centralmente, do conceito de polaridade e de tensão elétrica. Na alizada em volts, são tensão elétrica e diferença de potencial ou d.d.p.
segunda seção, definimos a unidade de medida de tensão elétrica. Na
terceira seção, apresentamos uma analogia entre circuitos hidráulicos e Os dicionários de português brasileiro nos dizem que tensão é a qualidade
elétricos. A importância de tal analogia será notada na quarta seção, na ou estado do que é tenso, enquanto tenso é tudo aquilo que é estendido 1
qual apresentaremos considerações sobre os processos de transformação
e transferência de energia em um circuito elétrico. Nessa ocasião, você
com força, esticado, retesado. Essa conceituação tem origem nos concei-
tos de tensão e força mecânicas. Mas a tensão elétrica também envolve 7
terá a oportunidade de utilizar o simulador de circuitos para fazer medidas a ideia de força, já que é necessária a ação de uma força elétrica para:
de voltagem que o ajudarão a avaliar e a compreender as afirmações (i) retirar elétrons de um ponto do circuito, transformando esse ponto em
feitas no texto. um polo positivo; (ii) inserir esses mesmos elétrons em outro ponto do
circuito, transformando-o em um polo negativo.
5.1 - Polaridade e tensão elétrica como recursos para a caracterização
de fontes de energia As ideias de tensão e força estão, por sua vez, associadas à ideia de
Na lateral das pilhas encontramos o número 1,5 V. A unidade representa- energia potencial (ou energia armazenada). Assim, por exemplo, um arco
da pela letra V é o Volt. Mas o que é exatamente 1 Volt? O que significa prestes a lançar uma flecha encontra-se tensionado. Esse estado de
o termo voltagem? tensão dota o sistema arco + flecha de uma energia potencial elástica.
Quando o arco é abandonado e volta a sua forma original, a energia des-
Volt é o nome de uma unidade de medida que caracteriza as fontes de se sistema é transformada em energia de movimento da flecha.
energia elétrica. Esse tipo de fonte consiste em um dispositivo capaz de
estabelecer uma polaridade entre dois pontos de um circuito elétrico. Um Quando uma fonte de energia elétrica estabelece uma polaridade em dois
desses pontos deve apresentar excesso de carga negativa em relação ao pontos de um circuito, ela também dota o sistema fonte + elementos de
outro. Estabelece-se, assim, um polo negativo e outro positivo que irão ligação + aparelho consumidor de uma energia potencial elétrica. Com o
provocar a circulação de corrente elétrica no circuito. circuito ligado, essa energia se transforma em outras formas de energia.
Caso o circuito contenha uma lâmpada ligada à fonte de tensão, a trans- para deslocar 1 Coulomb de elétrons entre os terminais da fonte. Quando
formação de energia envolverá a “produção” de calor e luz. a polaridade é muito superior a 1 Volt, existe uma maior diferença na con-
centração de cargas elétricas presentes nos dois polos. Sendo assim, uma
Para manter excessos de carga elétrica positiva e negativa nas extremi- quantidade muito maior de energia é necessária para deslocar 1 Coulomb
dades do circuito uma fonte de tensão pode recorrer a reações químicas. de elétrons de um polo a outro!
Esse é o caso das pilhas e baterias. Outra possibilidade é a de estabe-
lecer polos opostos a partir de forças de origem eletromagnética agindo Do que acabamos de dizer, podemos concluir que a voltagem é uma me-
sobre os elétrons livres de uma bobina feita a partir de um fio metálico dida indireta da polaridade estabelecida por uma fonte de tensão elétrica.
enrolado em torno de um núcleo. Esse é o caso dos geradores de uma Já que não é nada prático contar o número de elétrons que são trans-
usina hidrelétrica, cuja estrutura e funcionamento investigaremos mais feridos de um polo a outro no ato de criação da polaridade, passa-se a
adiante em nosso curso. medir a energia necessária para manter a polaridade.

Para manter uma diferença de polaridade entre as extremidades de um 5.3 - Uma analogia entre pressão hidráulica e tensão elétrica
circuito elétrico, uma fonte de tensão deve necessariamente promover Uma analogia entre um circuito hidráulico e um circuito elétrico pode con-
transformações de energia. Baterias e pilhas utilizam energia liberada em tribuir para o entendimento do conceito de tensão elétrica. Apesar das
reações químicas. Geradores de usinas hidrelétricas usam a energia de diferenças óbvias, existem semelhanças entre circuitos hidráulicos e elé-
movimento de quedas d’água. tricos que auxiliam a compreensão de ambos. Compare as duas figuras
1 apresentadas a seguir para acompanhar a analogia que foi estruturada a
8 5.2 - Como se define a unidade de medida da tensão elétrica
Quando mantém a polaridade em um circuito em funcionamento, uma
partir das afirmações 1 a 7 enumeradas após a Figura 111.

fonte de tensão realiza o trabalho de deslocar cargas elétricas de uma


extremidade do circuito à outra. A unidade Volt expressa a quantidade de
energia que a fonte utiliza para deslocar elétrons em seu interior, de tal
forma a manter a polaridade entre as extremidades do circuito. Conside-
rando o Joule como unidade de medida de energia e o Coulomb como
unidade de medida de carga, teremos a seguinte definição para o Volt:

1 Volt = 1 Joule/Coulomb

O Joule é uma unidade de medida da energia relativamente pequena.


Um Joule (1 J) equivale à energia necessária para erguer uma massa
de apenas 98 gramas a uma altura de 1 metro acima do nível do mar.
Um Coulomb, por outro lado, equivale a uma grande quantidade de
FIG. 11 - Circuito hidráulico e Circuito Elétrico
elétrons. Assim, dizemos que uma fonte de tensão apresenta 1 Volt de
diferença de potencial quando é necessário apenas 1 Joule de energia
1. Uma fonte de energia é necessária para estabelecer um fluxo no 5.4 - Diferença de potencial em circuitos série e paralelo
interior de ambos os circuitos: bomba d’água no caso hidráulico (Figura Na primeira seção desta atividade de leitura, os conceitos de polaridade
11, na esquerda) e bateria no caso elétrico (Figura 11, na direita). e tensão elétrica foram apresentados como um recurso para a caracteri-
2. Nem a água, nem as cargas elétricas são criadas ou perdidas dentro zação das fontes de energia elétrica. Posteriormente, na segunda seção,
de cada circuito. afirmou-se que a tensão elétrica é medida em Volts e que a voltagem é
3. Existem resistências aos dois fluxos: diâmetro dos tubos e presença uma medida indireta da polaridade estabelecida por uma fonte de tensão
de conexões no caso hidráulico e filamentos de lâmpadas ou resistores elétrica. Na terceira seção apresentou-se uma analogia entre circuitos
no caso elétrico. hidráulico e elétrico que será retomada mais adiante.
4. A bomba d’água estabelece uma diferença de pressão entre os
pontos A e B do circuito hidráulico; a bateria estabelece uma tensão (po- Nesta seção, vamos introduzir outro conceito intimamente ligado às ideias
laridade) entre os pontos A e B do circuito elétrico. de tensão elétrica e voltagem. Esse conceito, conhecido como diferença
5. Devido à diferença de pressão estabelecida entre os pontos A e B de potencial (ddp), nos permite aplicar, na análise dos circuitos elétricos,
do circuito hidráulico, a bomba d’água consegue elevar água até o reser- um dos princípios mais importantes das ciências: o princípio de conserva-
vatório I. Nesse processo, cada metro cúbico (m3) de água adquire ener- ção da energia. De acordo com esse princípio, em um sistema fechado,
gia potencial gravitacional. A altura máxima do reservatório I e a energia a energia não pode ser criada ou destruída, mas apenas transformada ou
potencial adquirida pela água serão proporcionais à diferença de pressão. transferida.
6. Para manter uma tensão elétrica entre os polos A e B do circuito
elétrico, a bateria precisa deslocar cargas elétricas, internamente, entre Do princípio de conservação de energia podemos deduzir que a ener- 1
seus terminais. Nesse processo, cada Coulomb de carga deslocado ad-
quire energia potencial elétrica.
gia despendida pela fonte para manter a polaridade em seus terminais
deve ser, posteriormente, transferida e transformada em outras formas 9
7. No circuito hidráulico, a energia potencial gravitacional de cada m3 de energia nos elementos que compõem um determinado circuito. Vamos
de água é transformada em energia de movimento da água quando esse analisar aqui como ocorre essa transferência/transformação da energia
material flui do reservatório I para o II. Essa energia é transferida para as em circuitos que contêm duas lâmpadas idênticas ligadas, ora em série,
pás do moinho sendo novamente transformada, pelo moinho, em outras ora em paralelo.
formas de energia.
Nesse caso, será interessante retomar a analogia entre circuitos hidráulico
e elétrico, que apresentamos na terceira seção desta atividade de leitura.
Até porque já iniciamos, naquela ocasião, a análise dos processos de
transferência/transformação de energia nesses dois tipos de circuito.
1
Note que no circuito da direita a corrente elétrica foi representada no que chamamos 5.4. A) Elevação e queda de potencial em um circuito em série
de sentido convencional. Nesse caso, supõe-se que a corrente envolva o fluxo de O circuito representado na Figura 12, à esquerda, mostra dois elementos
cargas positivas pelo circuito. A partir do século XX, passou-se a imaginar que, nos
circuitos constituídos de elementos metálicos, a corrente elétrica está associada ao fluxo consumidores de energia de movimento (dois moinhos dotados de pás
de elétrons e, portanto, de cargas negativas. Ainda assim, o sentido convencional da giratórias) que estão ligados em série no circuito hidráulico. Na Figura 12,
corrente ainda continua a ser adotado por razões que iremos compreender, posterior- à direita, vemos duas lâmpadas, e, portanto, dois elementos consumidores
mente, em nosso curso. de energia elétrica, ligadas também em série no circuito elétrico.
De modo similar ao que acontece no circuito hidráulico em série, afirma-
mos que no circuito elétrico em série, mostrado na figura da direita, ocorre
uma elevação de potencial elétrico entre os terminais A e B da bateria.
Essa elevação de potencial produzida pela fonte, identificada pelo símbo-
lo VAB, permite que, posteriormente, ocorram transformações de energia
e “quedas de potencial” nos terminais dos dois aparelhos consumidores
desse circuito: as lâmpadas L1-2 e L3-4. Se chamarmos as quedas de po-
tencial ocorridas nas lâmpadas como V12 e V34, podemos utilizar o princí-
pio de conservação de energia para afirmar que: VAB = V12 +V34.

Ao dar um exemplo numérico, no caso do circuito contar com uma bateria


de 12 Volts, e das duas lâmpadas utilizadas serem idênticas entre si, nós
FIG. 12 - Moinhos de pás giratórias e lâmpadas em série podemos afirmar que:

12 Joules/C = 6,0 Joules/C (em L1) + 6,0 Joules/C (em L2)


No circuito da esquerda, como já dissemos, a bomba fornece energia (VAB) (V12) (V34)
potencial gravitacional a cada m3 de água deslocada para o reservatório
2 I, que é o ponto do circuito de potencial mais elevado, ou, em outras pa-
lavras, é o ponto do circuito no qual é maior a energia potencial gravita- Avalie, com o auxílio do simulador, as afirmações
0 cional por m3 de água. Parte dessa energia potencial é transformada em
que você acaba de ler sobre a tensão em circuitos
energia de movimento e transferida para as pás do moinho MI-II, situado
entre os reservatórios I e II. em série
O potencial gravitacional, ou a energia potencial gravitacional por m3 de Você pode utilizar o simulador de circuitos para reproduzir esses da-
água, no reservatório II é menor que no reservatório I, mas maior que no dos numéricos em um circuito de lâmpadas idênticas ligadas em série.
reservatório III. Sendo assim, quando a água flui do reservatório II para o Para fazê-lo, observe que, no lado direito da tela aberta pelo progra-
III, uma nova transformação de energia potencial gravitacional em energia ma, existe um retângulo verde com diversas funções. Nesse retângu-
de movimento permite o funcionamento do moinho MII-III. lo, na seção Ferramentas, temos a opção de selecionar um aparelho
conhecido como voltímetro que pode ser, posteriormente, inserido no
Por fim, quando atinge o reservatório III, a água apresenta seu menor circuito. Para ligar o voltímetro ao circuito, devemos conectar suas
valor de energia potencial gravitacional, por m3, em todo o circuito. Di- pontas de prova (um cabo preto e outro vermelho) nas extremidades
zemos, por isso, que o potencial desse reservatório é o menor de todo do elemento de circuito cuja voltagem nós pretendemos medir. Ligue
o circuito e que a ação da bomba ao deslocar a água entre os reserva- os cabos do voltímetro nos terminais da bateria para medir a voltagem
tórios III e I consiste em elevar novamente o potencial gravitacional da que ela estabelece nos terminais da associação de lâmpadas. Depois,
água, de modo a manter uma diferença de potencial capaz de permitir o ligues os cabos do voltímetro nos terminais de cada uma das lâmpa-
funcionamento contínuo do circuito. das individualmente. E então: as medidas confirmam as afirmações
que fizemos no texto acima.
Em termos de uma interpretação microscópica acerca do que acontece no servatório II, o mais baixo do circuito.
interior desse circuito elétrico, podemos dizer que a energia potencial elé- Como as diferenças de potencial gravitacional entre os pontos 1 e 2 ou
trica transferida pela fonte para cada Coulomb de carga transferida entre entre os pontos 3 e 4 são idênticas, dizemos que os moinhos estão
seus terminais é transformada em energia de movimento de elétrons dos submetidos a uma mesma diferença de potencial gravitacional, algo que,
átomos que compõem os materiais presentes no circuito. No interior dos em linguagem matemática, equivale a dizer que V12 = V34.= VAB (que é a
filamentos das lâmpadas, esses elétrons em movimento se chocam com diferença de potencial entre os reservatórios I e II, mantida pela bomba
os átomos do filamento (modelo de Drude-Lorentz). de água inserida no circuito).

Essas colisões transferem energia de movimento para os átomos que, Note que a mesma análise poder ser realizada no circuito elétrico da
desse modo, aumentam seu grau de agitação térmica enquanto o filamen- direita, no qual as lâmpadas L12 e L23 estão submetidas a diferenças de
to sofre uma grande elevação de temperatura. De tão quente, o filamento potencial equivalentes. O potencial associado ao polo positivo, o ponto A
emite calor e luz para o ambiente que os cerca transferindo a energia de do circuito, é idêntico aos potenciais elétricos nos pontos 1 e 3 situados
dentro para fora do circuito. Nesse processo, diz-se que a energia elétrica no terminal da esquerda, respectivamente, das lâmpadas L12 e L34. Por
foi transformada em energia térmica e em energia luminosa. sua vez, o potencial associado ao polo negativo, o ponto B do circuito, é
também idêntico aos potenciais elétricos nos pontos 2 e 4 situados nos
Algo importante a se dizer ao se considerar uma interpretação microscó- terminais localizados no lado direito das duas lâmpadas. Tudo se passa
pica do fenômeno é que o ato de ligar o circuito estabelece, simultane- como se cada uma das lâmpadas estivesse ligada independentemente
amente, nos dois filamentos ligados em série, as forças que provocarão aos polos da fonte de tensão. Para uma fonte de boa qualidade, no caso 2
as colisões entre os elétrons e os átomos que compõem os filamentos.
Nesse caso, precisamos nos lembrar de que todos os materiais que
de uma das duas lâmpadas ser retirada do circuito, nenhum efeito se ve-
rificará na outra lâmpada. Mais uma vez pode-se afirmar que V12 = V34= 1
compõem os circuitos são constituídos por átomos e por seus respectivos VAB (que é a diferença de potencial entre os polos A e B, que é mantida
elétrons. Isso explica o fato de que a corrente elétrica em um circuito pela fonte de tensão inserida no circuito).
em série é a mesma em todos os pontos do circuito, sendo iniciada ou L 1-2
interrompida simultaneamente em todo o circuito quando ligamos ou des- Reservatório
I 1 3
ligamos o mesmo.
1 2
5.4.B) Elevação e queda de potencial em um circuito em paralelo
L 3-4
Os circuitos representados na Figura 13 a seguir apresentam elementos
consumidores de energia ligados em paralelo. No circuito da esquerda
temos dois moinhos situados em dois níveis de potencial. Um dos moi- 4
nhos, denominado M12, está localizado entre os potenciais gravitacionais M1-2 M3-4
3

1 e 2. O outro, identificado como M34, segue situado entre os potenciais A B


gravitacionais 3 e 4. Ao analisar essa figura é fácil constatar que os po-
tenciais gravitacionais 1 e 3 são idênticos entre si e que coincidem com Reservatório
II
o potencial do reservatório I, no alto do circuito. O mesmo acontece com A B
2 4
os potenciais gravitacionais 2 e 4 que coincidem com o potencial do re- (P AB >P )
FIG. 13 - Moinhos de pás giratórias e lâmpadas
Atividade 6 - Medidas de
No caso de uma bateria de 12 Volts e de lâmpadas idênticas o número
de Joules por Coulomb fornecido pela bateria não se alterará, quando

tensão em um circuito elétrico


comparado ao número que se verifica quando a mesma bateria estiver
ligada a apenas uma lâmpada. No entanto, o número de Coulombs que
atravessará a bateria será duas vezes superior ao número estabelecido
quando apenas uma lâmpada estiver ligada a essa fonte de tensão elé- O objetivo desta atividade é propor a utilização dos conceitos de tensão
trica. Em outras palavras, a corrente total que passa pela fonte ligada a elétrica, voltagem e diferença de potencial para investigar o funcionamento
duas lâmpadas idênticas conectadas em paralelo será duas vezes maior dos circuitos. Para isso: (i) observaremos associações de baterias em sé-
que a corrente estabelecida quando apenas uma lâmpada está ligada ao rie ou em paralelo; (ii) mediremos a voltagem em associações de baterias
circuito. e em diferentes trechos de um circuito.

A medida da voltagem ou da diferença de potencial em um trecho do


Avalie, com o auxílio do simulador, as afirmações circuito pode ser realizada na simulação com o uso da função voltímetro.
Para acionar essa função, considere as informações que apresentamos
que você acaba de ler sobre a tensão em circuitos em um quadro inserido na seção 5.4.B (Elevação e queda de potencial
em paralelo em um circuito em série) da atividade anterior (Voltagem como medida
da tensão e da diferença de potencial elétrica).
2 Você pode utilizar o simulador de circuitos para reproduzir esses
dados numéricos em um circuito de lâmpadas idênticas ligadas em
2 paralelo. Ligue os cabos do voltímetro nos terminais da bateria para
Exploração 6.1 - Associação de baterias
Existem, basicamente, dois tipos de associações entre pilhas: a associa-
medir a voltagem que ela estabelece nos terminais da associação ção em série e a associação em paralelo. A diferença fundamental entre
de lâmpadas. Depois, ligues os cabos do voltímetro nos terminais de esses dois tipos de associação é a maneira como os polos das pilhas são
cada uma das lâmpadas individualmente. E então: as medidas confir- conectados entre si. As figuras apresentadas a seguir ilustram cada um
mam as afirmações que fizemos no texto acima? desses dois tipos de associação.

1) Para começar, monte um circuito elétrico com uma única bateria e uma
única lâmpada. Depois, orientando-se pela Figura 14 acrescente uma se-
gunda bateria em série com a primeira (o circuito mostrado nessa figura
exibe uma chave interruptora que não precisa ser inserida em sua asso-
ciação). Feita a ligação, observe o que acontece com o brilho da lâmpada
e responda: em relação ao circuito com apenas uma bateria, o brilho da
lâmpada e a corrente elétrica que circula por ela aumentam ou diminuem
com o acréscimo de uma segunda bateria em série com a primeira?

Nota: lembre-se de inserir um amperímetro no circuito para responder a


essas questões
FIG. 14 - Circuito com uma bateria e uma lâmpada

2) Insira um voltímetro no circuito e utilize-o para medir a voltagem nos 2


terminais de cada bateria tomada isoladamente, bem como a voltagem
nos terminais da associação formada por duas baterias ligadas em série. 3
O resultado está dentro do que você esperava? Explique. FIG. 15 - Baterias em paralelo

3) Monte um circuito elétrico com uma bateria e uma lâmpada. Depois,


orientando-se pela Figura 15, acrescente uma segunda bateria em para- Exploração 6.2 - Voltagem em trechos específicos do circuito
lelo com a primeira. Feita a ligação, responda: As medidas de voltagem podem ser realizadas ao longo de um circuito
a) Existe diferença significativa no brilho da lâmpada quando ela é que contém dois ou mais elementos associados em série ou em para-
ligada a apenas uma pilha ou a duas pilhas em paralelo? lelo. Nesse caso, essas medidas deverão estar em acordo com a lei da
b) A quantidade de energia que a lâmpada transforma - a cada segun- conservação da energia. Tal lei, aplicada ao contexto específico dos cir-
do - é diferente quando ligamos uma pilha ou duas pilhas em paralelo? cuitos elétricos, nos permite compreender os processos de transformação
E quanto à quantidade de energia entregue por cada pilha? e transferência de energia nos circuitos. De um lado, temos a fonte de
tensão, que funciona como uma “fonte” de energia e, no caso das ba-
4) Insira um voltímetro no circuito e utilize-o para medir a voltagem nos terias, transforma energia potencial química na energia necessária para
terminais da associação formada por duas baterias ligadas em paralelo. deslocar cargas elétricas, de modo a manter uma polaridade ou tensão
O número de Joules de energia por Coulomb de carga elétrica é alterado entre seus terminais. De outro, temos os aparelhos consumidores, tais
quando ligamos baterias em série ou em paralelo umas com as outras? como as lâmpadas, que utilizam a energia fornecida pela fonte de tensão
transformando-a em outras formas de energia como luz e calor. Fixando
Atividade 7 - Potência elétrica
a ideia de que a voltagem em um trecho do circuito mede a energia, em
Joules, que é transferida ou transformada, a cada Coulomb de carga elé-

de um elemento de circuito
trica que atravessa aquele trecho do circuito, faça o que se pede a seguir:

1) Ligue duas lâmpadas em série a uma mesma fonte de tensão. Meça


a voltagem da fonte de tensão e meça, também, a voltagem nos termi-
nais de cada uma das lâmpadas. Considerando que o número de volts Nas atividades 5 e 6 exploramos o significado da medida de voltagem,
associado à voltagem da fonte nos informa sobre a quantidade de joules construindo a ideia de que essa medida nos informa sobre a quantida-
utilizada pela fonte para transportar cada coulomb entre seus terminais, de de energia, em Joules, que é transferida ou transformada mediante
você diria que as medidas de voltagem, que você acaba de fazer, con- a circulação de cargas elétricas, em Coulombs, nos diversos trechos de
firmam a lei da conservação da energia? um dado circuito. Além da voltagem, há outra medida importante para o
estudo dos circuitos elétricos que também está diretamente associada ao
2) Ligue duas lâmpadas em paralelo e meça a voltagem nos terminais conceito de energia: a potência elétrica.
das lâmpadas.
a) Essas medidas coincidem? A medida da potência elétrica é apenas um caso especial da medida da
b) O número de Coulombs que passa, a cada segundo, no interior grandeza potência. Nos padrões do Sistema Internacional, a potência,
da fonte é igual ao número de Coulombs que passa no interior de cada medida em watts, nos informa a quantidade de energia, medida em joules,
2 lâmpada tomada isoladamente? que é transferida ou transformada, a cada segundo. Assim, para calcu-

4 c) Você diria que as medidas de voltagem, tanto quanto as conside-


rações sobre a circulação de carga elétrica no circuito em paralelo, con-
lar a potência envolvida em um determinado processo podemos dividir a
quantidade total de energia transferida ou transformada, pelo intervalo de
firmam a lei da conservação da energia? tempo transcorrido. Em termos da linguagem algébrica essa definição é
expressa como P = ∆E/∆t (equação 1) e a unidade de medida 1 watt =
1 Joule/segundo.

Nos circuitos elétricos, essa definição geral pode ser utilizada para se
deduzir outra expressão, mais específica, que nos permite medir a po-
tência como o produto das grandezas tensão e corrente. Essa nova ex-
pressão é P = V . i (equação 2). A transformação da equação 1, mais
geral, na equação 2, mais específica, pode ser compreendida por meio
de uma análise das unidades de medida envolvidas, tal como mostrado
no desenvolvimento apresentado a seguir, em que partimos das unidades
utilizadas na equação 2 para encontrar as unidades de medida utilizadas
na equação 1:

1 Volt x 1 Ampére= 1 Joule x 1 Coulomb = 1 Joule = 1 Watt


Coulomb Segundo Segundo
Procedimentos e questões: a) Como o brilho da lâmpada é afetado por essas alterações?
Monte um circuito simples contendo lâmpada, bateria e amperímetro liga- b) Se a corrente elétrica (ou seja, a circulação de cargas) é a respon-
dos em série. Então, conecte os cabos de um voltímetro nos terminais da sável pela “distribuição” da energia pelo circuito, como podemos explicar
lâmpada, tal como mostrado na Figura 16. as alterações na quantidade de energia transformada pela lâmpada, uma
vez que o valor da corrente se manteve inalterado?
c) Como a equação P = V . i nos ajuda a compreender essa variação
no brilho da lâmpada?

2) Mantenha a voltagem da bateria em 50 Volts, enquanto altera a resis-


tência da lâmpada, de modo a variar tanto seu brilho, quanto o valor da
corrente que passa em seu filamento.
a) Como o brilho da lâmpada é afetado por alterações no valor da
corrente?
b) Se o valor da voltagem define a quantidade de energia, em jou-
les, que a bateria fornece a cada coulomb de carga que passa em seu
interior, como podemos explicar as alterações na quantidade de energia
transformada pela lâmpada, a partir das mudanças no valor da resistência
de seu filamento? 2
c) Como a equação P = V . i nos ajuda a compreender a variação no
brilho da lâmpada que ocorre nessas circunstâncias? 5

FIG. 16 - Amperímetro e voltímetro em série

Em seguida, clique com o botão direito do mouse sobre a representação


da bateria e acesse a função Alterar Voltagem. Faça o mesmo com a
lâmpada e acesse a função Alterar Resistência. Deixe as duas caixas
com botões deslizantes abertas e situadas em locais que não obstruam a
visão dos elementos do circuito e das representações dedicadas à sina-
lização do brilho da lâmpada. Feito isso:

1) Observe o brilho da lâmpada enquanto os valores de voltagem e re-


sistência são alterados coordenadamente, de modo a manter constante a
corrente elétrica que passa pelo circuito.
Atividade 8 - Ligando duas lâm-
2) Utilize o botão direito do mouse para alterar a tensão oferecida por
cada bateria elevando-a dos 9,0 Volts originais para um valor próximo a

padas diferentes em um mesmo


24 Volts. Feito isso, monte um circuito com duas lâmpadas em série uti-
lizando as lâmpadas e a bateria que você reuniu à esquerda da área de

circuito trabalho. Com os elementos reunidos à direita, monte outro circuito com
duas lâmpadas em paralelo. Você verá que, nos dois circuitos, uma das
lâmpadas brilhará mais do que a outra. Mas, qual é a lâmpada que, em
Nesta atividade, investigaremos como a tensão, a corrente e a resistên- cada circuito apresenta um brilho superior: aquela com resistência maior
cia elétrica determinam a quantidade de energia elétrica transformada, ou menor?
a cada segundo, em um elemento de circuito. Em outras palavras, in-
vestigaremos como tensão, corrente e resistência determinam a potência 3) Depois de pensar sobre essa questão e registrar uma justificativa
elétrica de elementos inseridos em um circuito. para sua escolha, clique com o botão direito do mouse na lâmpada que
apresenta o maior brilho em cada circuito e escolha a opção Alterar re-
Procedimentos e questões: sistência. Quando essa opção for acionada, o valor atual da resistência
1) Insira duas lâmpadas e uma bateria no lado esquerdo da área de tra- apresentada pela lâmpada de maior brilho irá aparecer. Desse modo, será
balho e mais outras duas com outra bateria no lado direito dessa área. possível descobrir se a lâmpada que brilha mais em cada circuito é aquela
Em seguida, acesse a função Alterar resistência clicando com o botão que apresenta a maior ou a menor resistência.
2 direito do mouse sobre a representação das lâmpadas para aumentar a
resistência elétrica de uma das lâmpadas de cada par elevando seu valor
6 de 10 ohms (valor original) para 40 ohms.
4) Caso você tenha falhado em sua previsão, retome seu raciocínio e
seus argumentos e tente compreender como a resistência de duas lâm-
padas determina o brilho que as mesmas apresentam quando lidamos
com circuitos em série ou em paralelo. Faça, ainda, medidas de corrente
elétrica e de tensão em diversas partes do circuito, utilizando as funções
voltímetro e amperímetro que podem ser acessadas na área lateral verde
que aparece na interface que se abre com o acionamento da simulação
que estamos a utilizar.

5) Na associação de lâmpadas em série, a corrente que passa pelas duas


lâmpadas é a mesma.
a) Nessa associação, qual das lâmpadas apresentará maior voltagem
(maior queda de potencial): a de maior ou a de menor resistência elétri-
ca?
b) Será que a equação P = V . i nos ajuda a compreender porque a
lâmpada de maior resistência apresenta maior brilho nesse tipo de situ-
FIG. 17 - Aumentando a resistência das lâmpadas
ação?
Atividade 9 - Sobrecarregando
6) Na associação de lâmpadas em paralelo, a voltagem aplicada sobre
as duas lâmpadas é a mesma.

uma bateria
a) Nessa associação, qual das lâmpadas será percorrida por maior
corrente elétrica?
b) Será que a equação P = V . i nos ajuda a compreender porque a
lâmpada de menor resistência apresenta maior brilho nesse tipo de situ-
ação? Nosso objetivo nesta atividade é simular o comportamento de uma bateria
real sujeita a uma sobrecarga devida ao acréscimo de muitos elementos
consumidores ligados em paralelo no circuito
.
Em algumas casas a ligação do chuveiro produz uma queda no brilho
das lâmpadas, quando várias lâmpadas e outros aparelhos estão ligados
simultaneamente. Algo similar pode ocorrer em um circuito que contém
uma bateria ligada a várias lâmpadas. Nesta atividade iremos investigar
esse processo.

Procedimentos e questões:
1) Conecte uma bateria, uma lâmpada e um amperímetro de modo simi- 2
lar àquele mostrado na Figura 18 (Nota: a configuração mostrada nessa
figura nos ajudará a inserir mais lâmpadas em paralelo nos próximos 7
passos desta atividade). Observe o brilho da lâmpada e a corrente que
circula em seu filamento para futuras comparações. Depois disso, clique
no o botão direito do mouse sobre a representação da bateria e escolha
a função Alterar Resistência Interna. Na caixa de diálogo que se abrirá,
aumente a resistência interna da bateria de zero para 5 ohms. Observe,
então, o que acontece com o brilho da lâmpada e com a corrente elétrica
que circula no circuito.

FIG. 18 - Lâmpada e
amperímetro
2) Acrescente mais lâmpadas ao circuito, sempre ligadas em paralelo 3) Conceba uma hipótese para explicar o fato de que o aumento no nú-
umas com as outras (Figura 19). Fixe sua atenção no brilho da primeira mero de lâmpadas ligadas em paralelo a uma única bateria acaba por
lâmpada, enquanto novas lâmpadas são acrescentadas. Se tiver dificul- produzir uma queda no brilho que cada uma delas apresenta. Experimente
dade em fazê-lo experimente o processo inverso e desconecte progressi- fazer medidas com o multímetro para avaliar qualquer uma de suas hipó-
vamente um dos terminais de cada lâmpada inserida, tal como mostrado teses ou explicações.
na figura ao lado. Enquanto desconecte as lâmpadas, observe com aten-
-ção possíveis alterações no brilho da primeira lâmpada, bem como o va- 4) Nas atividades 1 e 2, nós caracterizamos a ligação em paralelo como
lor da corrente total do circuito (corrente que atravessa a bateria). Como aquela na qual o ato de ligar ou desligar uma lâmpada ao circuito não
parecem estar relacionados: o número de lâmpadas ligadas em paralelo, afetava a conexão entre a(s) outra(s) lâmpada(s) e a fonte de tensão. A
e a corrente total do circuito e o brilho da primeira lâmpada? partir do que observamos agora, você diria que esta ainda é uma maneira
geral de caracterizar a ligação de lâmpadas em paralelo. Justifique!

5) Se você ainda não o fez, experimente medir a tensão ou voltagem nos


terminais da bateria enquanto acrescenta mais e mais lâmpadas em para-
lelo ao circuito. A partir destas medidas, responda: que efeito o aumento
do número de lâmpadas em paralelo produz sobre a tensão oferecida pela
bateria?
2
8 6) Para manter a tensão em seus terminais, uma bateria precisa exercer
uma espécie de “força eletromotriz” transferindo cargas elétricas entre
seus terminais positivo e negativo. A queda de tensão nos terminais da
fonte verificada no item anterior está de algum modo associada a uma
possível mudança na corrente elétrica total estabelecida no interior da
fonte? Explique.

FIG. 19 - Lâmpadas em paralelo


Atividade 10 - Previsões e desa-
fios em circuitos mistos
Nesta atividade utilizaremos os conceitos de diferença de potencial, resis-
tência elétrica, corrente e potência elétrica em circuitos mais complexos.
As situações exploradas exigem e estimulam uma compreensão mais
integrada desses conceitos.

Antes de usar a simulação para responder a cada questão apresentada


a seguir, analise atentamente os diagramas que representam os circuitos
e faça as previsões solicitadas. Só depois de ter feito e registrado, por
escrito, suas previsões é que você deve usar a simulação para montar os
circuitos e observar seu comportamento. Caso ocorra alguma divergência
entre previsões e observações, procure identificar o que você deixou de
levar em consideração e conceber novas explicações para o comporta- 2
mento exibido pelos circuitos observados.
FIG. 20 - Circuito com lâmpadas em série e paralelo 9
Exploração 10.1 - Lâmpada em série com associação de lâmpadas em
paralelo 1) Faça uma previsão quanto ao brilho das três lâmpadas (A, B e C)
Os desafios 1, 2, 3 e 4 envolvem previsões sobre características do colocando-as em ordem crescente de brilho ou, indicando, quando for o
circuito da Figura 20. Esse circuito contém uma lâmpada A ligada em caso, quais têm mesmo brilho. Depois disso, e antes de montar o circuito
série com uma associação em paralelo formada pelas lâmpadas B e C. A no simulador:
diferença de potencial entre os pontos 1 e 2 é estabelecida por duas ba- a) Suponha que a lâmpada C seja desconectada do circuito e, nesse
terias ligadas em série e mantém-se constante, mesmo quando o circuito caso, diga se os brilhos de A e B mudarão. Em caso positivo, diga como.
é alterado. As três lâmpadas apresentam resistências idênticas quando b) Com a remoção da lâmpada C, o que aconteceria com a corrente
estão inseridas nesse circuito. Os fios condutores são considerados ideais no ponto 3? Explique o seu raciocínio.
(têm resistência elétrica desprezível). c) Depois de fazer suas previsões para os itens (a) & (b), e de regis-
trar o seu raciocínio por escrito, monte o circuito, desconecte a lâmpada
C e compare previsões e observações.
2) Volte a montar o circuito mostrado na figura 10.1. Faça as três previ-
sões solicitadas a seguir para só depois produzir as alterações no circuito
que serão indicadas. Por fim, compare suas previsões e observações.
a) O que aconteceria com o brilho de cada lâmpada caso um fio fosse
ligado entre os pontos 3 e 4?
b) O que aconteceria com a diferença de potencial entre os pontos 4
e 5 nessa nova configuração do circuito?
c) O que aconteceria com a corrente no ponto 5 em virtude da ligação
criada entre os pontos 3 e 4?

3) Volte a montar o circuito mostrado na figura 10.1. Faça as três previ-


sões solicitadas a seguir para só depois produzir as alterações no circuito
que são indicadas nas solicitações. Por fim, compare suas previsões e
observações.
a) O que aconteceria com o brilho de cada lâmpada caso um fio fosse
ligado entre os pontos 4 e 5 do circuito? FIG. 21 - Circuito de lâmpadas em paralelo e se série
b) O que aconteceria com a corrente no ponto 2 nessa nova configu-
3 ração do circuito?
0 c) O que aconteceria com a diferença de potencial entre os pontos 2
e 4 em virtude da inserção de um fio condutor conectado entre os pontos
1) Antes de montar o circuito da figura 10.2, compare o brilho das três
lâmpadas (A, B e C) colocando-as em ordem crescente de brilho. Depois
4 e 5 do circuito? disso, e antes de montar o circuito no simulador:
a) Suponha que a lâmpada A seja removida do seu soquete e, nesse
Exploração 10.2 - Lâmpada em paralelo com associação de lâmpadas caso, diga se os brilhos de B e C mudarão. Em caso positivo, diga como.
em série b) Com a remoção da lâmpada A, o que aconteceria com a corrente
Os desafios 1 e 2 propostos a seguir envolvem previsões sobre caracte- nos pontos 3, 4 e 5? Explique o seu raciocínio.
rísticas e alterações no circuito da Figura 21. Esse circuito contém uma c) Suponha que a lâmpada A seja mantida, mas que a lâmpada C seja
lâmpada A associada em paralelo com um trecho de circuito que apre- removida do seu soquete e, nesse caso, diga se os brilhos de A e B mu-
senta duas lâmpadas B e C ligadas em série. A diferença de potencial darão. Em caso positivo, diga como.
entre os pontos 1 e 2 é estabelecida por duas baterias ligadas em série d) Com a remoção da lâmpada C, o que aconteceria com a corrente
e mantém-se constante, mesmo quando o circuito é alterado. As três nos pontos 3, 4 e 5? Explique o seu raciocínio.
lâmpadas apresentam resistências idênticas quando estão inseridas nes-
se circuito. Os fios condutores são considerados ideais (têm resistência 2) Volte a montar o circuito mostrado na figura 10.2. Faça as três previ-
elétrica desprezível). sões solicitadas a seguir para só depois produzir as alterações no circuito
que serão indicadas. Por fim, compare suas previsões e observações.
a) O que aconteceria com o brilho de cada lâmpada, caso um fio fosse
ligado entre os pontos 1 e 4 do circuito?
b) O que aconteceria, simultaneamente, com a corrente no ponto 3? 1) Analisando esse circuito, preveja o que aconteceria:
c) O que aconteceria com a diferença de potencial entre os terminais a) No interior de um fio usado para conectar os pontos 3 e 4 do cir-
das lâmpadas B e C? cuito.
b) Com o brilho das lâmpadas, após a inserção do fio mencionado no
Exploração 10.3 - Circuito em paralelo formado por dois conjuntos de item (a).
lâmpadas em série c) Com a corrente elétrica que circula nos pontos 1 e 2, após a inser-
A Figura 22 mostra um circuito com lâmpadas idênticas. Note que um ção do fio mencionado no item (a).
trecho do circuito contém duas lâmpadas A e B ligadas em série uma d) Com a diferença de potencial em cada lâmpada, após a inserção do
com a outra. Paralelamente a esse primeiro trecho, há outro trecho que fio mencionado no item (a).
contém duas lâmpadas C e D também associadas em série uma com a
outra. A diferença de potencial entre os pontos 1 e 2 é estabelecida por 2) Depois de fazer suas previsões para os itens (a), (b), (c) e (d) e após
duas baterias ligadas em série e mantém-se constante, mesmo quando registrar o seu raciocínio, por escrito, monte o circuito, conecte os pontos
o circuito é alterado. 3 e 4 por meio de um fio de ligação e compare previsões e observações.

3
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FIG. 22 - Circuito de lâmpadas em paralelo e se série