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ABACATE

Esta fruta é uma das melhores fontes de ácido oléico monosaturado.

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Nome Científico:

Persea americana Mill.

Nomes botânicos:

Laurus persea L., Persea americana var. angustifolia Miranda, Persea


americana var. drymifolia (Schltdl. & Cham.) S.F. Blake, Persea americana var.
nubigena (L.O. Williams) L.E. Kopp, Persea drymifolia Schltdl. & Cham., Persea
edulis Raf. (nome ilegal), Persea floccosa Mez, Persea gigantea L.O. Williams,
Persea gratissima Gaertn. (nome ilegal), Persea gratissima var. drimyfolia
(Schltdl. & Cham.) Mez, Persea gratissima var. macrophylla Meisn., Persea
gratissima var. oblonga Meisn., Persea gratissima var. praecox Nees, Persea
gratissima var. vulgaris Meisn., Persea leiogyna Blake, Persea nubigena L.O.
Williams, Persea paucitriplinervia Lundell, Persea persea (L.) Cockerell (nome
inválido), Persea steyermarkii C.K. Allen.

Nomes Farmacêuticos:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:
Folha, fruto, semente, óleo, botões florais.

Composição Química:

Tanino, metil-eugenol, abacatina (princípio amargo), dopamina, quercitna,


perseitol, proteínas, mucilagens, óleo essencial, flavonóides, estragol, anetol,
possui quantidades variáveis de matéria insaponificável (máx. 2%),
hidrocarbonetos, ácidos voláteis, esteróis (sitosterol, campesterol),
aminoácidos, vitaminas (A, B, D, E, G) e lecitina.
É rico em potássio, cálcio, fósforo e ferro. As sementes contêm abscisina e o
fruto apresenta de 20 a 25% de óleo, além de ácidos graxos, hidratos de
carbono, substâncias minerais, proteínas, ácido acético, ácido málico,
carboidratos, dopamina, esparagina, metil-eugenol, d-perseitol, taninos e
vitamina E.

Indicações para uso interno:

Sistema Digestivo: em distúrbios da digestão como diarreia, indigestão,


disenteria, amigdalite, dispepsia, dor de barriga, eructações, estomatite,
flatulência, gases intestinais, na cólica histérica, enterite, gastrite, salmonela,
combate os males produzidos por ingestão excessiva de carnes.
Sistema Urinário e Genital: cistites, elimina ácido úrico, nas infecções da
bexiga, sífilis, uremia, uretrites, libera as vias urinárias, regulariza o fluxo
menstrual e estimula a menstruação, amenorreia, dismenorreia, blenorragia,
disúria, fertilidade, frigidez, impotência, leucorreia, metrorragia.
Sistema Hepático: para afecções hepáticas, hepatite, problemas da vesícula
biliar, icterícia, na insuficiência hepática.
Sistema Respiratório: bronquite, nas secreções catarrais e para eliminação de
mucosidades, na tosse, tuberculose, libera as vias aéreas, asma, no resfriado,
hemoptise.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: anemia, hipertensão (pressão
alta), inchaço dos pés, em casos de gota, varizes, aterosclerose,
sangramentos, cardiopatias, reduz o colesterol e os triglicerídeos, beneficia a
circulação.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: em casos de indisposição, para
estresse e cansaço, nevralgia do trigêmeo, nas infecções, neuralgia.
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: inflamações dos dedos, panarício,
no artritismo, reumatismo, artrose, mastite, osteoporose, espondilose,
Sistema Renal: em infecções dos rins, nefrite.
Outros distúrbios: para cefaleia e dor de cabeça, na febre intermitente,
verminoses, mal de Alzheimer, amebíase, cálculos, nos cânceres de mama,
cólon, labial, próstata e pele, na Doença de Chagas, no cólera, na diabete,
maculite, malária, obesidade, oftalmia, nas dores, estimula produção de leite,
alivia ronco, elimina vermes, bloqueia a proliferação da AIDS.

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Folhas: ativa a excreção biliar.

Indicações para uso externo:

Pele e unhas: abscessos, ictiose, psoríase, queimaduras, dermatite, micose,


púrpura, feridas, rugas, infecção cutânea.
Cabeça: caspa, eczemas do couro cabeludo, queda de cabelo, seborreia
Cavidade bucal: aftas, rouquidão, em casos de garganta dolorida, cáries, dor
de dente,
Músculos, ossos e articulações: edemas, nas contusões, hematoma, inchaço,
infecção da ponta do dedo.
Outros distúrbios: em infecções por estafilococos, no câncer de pele, catarata,
distensão, hemorroida, leucorreia, picada de cobra, pielite.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:

Fruto: crescimento capilar.

Aromaterapia:

O abacate produz um óleo carreador de coloração amarela pálida, sendo


encorpado e pesado, em especial, se não refinado. Tem propriedades
hidratantes e no combate as rugas. Tem melhor resultado na diluição de 50:50
com outro óleo carreador mais leve. Tem boa penetração na pele,
principalmente nas camadas superiores e é benéfico às peles enrugadas e
secas. Muito utilizado na indústria de cosméticos na preparação de sabonetes
e outros produtos.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:

Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • categoria 5 – ervas para


reduzir umidade do corpo • categoria 6 – ervas para lubrificar sintomas secos •
categoria 10 – ervas para suprimir tosse e catarro • categoria 12 – ervas para
regular o sangue • categoria 16 – ervas para corrigir deficiências.

Uso homeopático:

Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:

As folhas são potencialmente tóxicas para cabras e ovelhas.

Informações em outros sistemas de saúde:


A infusão é indicada nas religiões afro-brasileiras para edemas e retenção
urinária. Habitantes da Amazônia tomam decocção das sementes
mensalmente como contraceptivo. Habitantes de Belize utilizam decocção das
sementes para obstrução intestinal. Bolivianos utilizam para tratar diarreia.
Populares no Brasil, utilizam a decocção das folhas para tratar amenorreia,
diarreia e reumatismo. Costarriquenhos utilizam decocção das folhas para
tratar pressão alta. Cubanos utilizam os botões para tratar tosse e resfriado.
Haitianos aplicam a seiva das folhas para oftalmia e consideram o chá das
folhas como carminativo, emenagogo e hipotensivo. Utilizam as sementes e
folhas para diarreia. Jamaicanos utilizam decocção das folhas como tônico
sanguíneo e para aliviar resfriado, febre e dores. Peruanos de Madre de Dios
usam sementes torradas para diarreia, disenteria, dispepsia e aplicam
sementes esmagadas para contusões e infecção cutânea. Os Maias reduziam
febre com as folhas. Mexicanos colocam a polpa sobre tumores. Peruanos
utilizam o suco e polpa da fruta para tratar alopecia, seborreia, dermatite e
infecção cutânea. Utilizam a infusão das folhas para tratar anemia, artrose
(3x/dia), asma, catarro, ronco e problemas estomacais. A infusão da semente é
usada para amebíase.

Indicações energéticas ou mágicas:

A planta é considerada sagrada por Iwa Zaka (Vudu).

Nome Conhecido:

Abacado, abacateiro, abocaterio, creme vegetal, louro abacate, pera abacate


(português), aguacate (esperanto), palta, bego, avocado, west indian avocado,
ashue, alligator pear, trapp avocado (inglês), avocat, zabelbok, avocatier,
persee (francês), avvocato, avvocatesco, pero avvocato (italiano), avocado,
advokatfrucht, avocado-palme, avocadobaum (alemão), abocate, abuacate,
aguacate, aguacate oloroso, aguacate xihine, aguacate zihine, aguacatillo,
aguacote, ahuacatl, avocat, avocatero, cupanda, cura, curo, huira palta, kirtum,
pagua, pahua, palto, parta, pepa de palta, tzatzan, xinene, tanalahuate,
zabelboc, (espanhol), abokado (japonês), advokaat peer (holandês), perse
agasi (turco).

Família:
Lauraceae.

Sabor:
Doce e frio.

Propriedades medicinais gerais:

Adstringente, afrodisíaco, antianêmico, antidiarreico, anti-helmíntico, anti-idade,


anti-inflamatório, antirreumático, antioxidante, antisséptico das vias
respiratórias, antissifilítico, antitetânico, antiuricêmico, balsâmico, carminativo,
cicatrizante, colagogo, colerético, depurativo, digestivo, diurético, emenagogo,
emoliente, estomáquico, rejuvenescedor, tônico capilar, umectante, vermífugo,
vulnerário, nutritivo, abortifaciente, acaricida, amebicida, analgésico, anorético,
antifertilidade, hipotensivo, antidiabético, antimaculítico, antiproliferante,
antiradicular, antiespasmódico, antitumoral, bloqueador do canal de cálcio,
cardioprotetor, quimiopreventivo, contraceptivo, inibidor de COX-2, inibidor de
Cistaina-Proteinase, citotóxico, desobstruente, expectorante, fungicida (casca
do fruto), indutor de Glutathione-S-transferace, hematônico, hemostático,
hepatoprotetor, hipercolesterolêmico, hipotriglicerídogênico, hipouricêmico,
lactofugo, laxativo, litolítico, inibidor de NO, parasiticida, peitoral, piscicida,
venenoso, proteoglicanogênico, protisticida, pulicida, rodenticida, rubefasciente,
espermatogênico, trypanocida, uterotônico, vaso relaxante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Folhas – larvicida, inseticida.

Para crianças:
As mesmas indicações de adultos, porém nas doses recomendadas
para cada faixa etária.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Não é indicado o uso para quem faz dieta de emagrecimento ou
manutenção de peso, por ser muito calórico e gorduroso. Sem
contraindicações ao uso externo.

Interações medicamentosas:
O extrato das folhas pode diminuir a absorção da glicose.

Toxicidade:
É uma planta segura para alimentação e administração terapêutica
nas doses recomendadas. As folhas verdes podem causar palpitações
cardíacas e por isso deve-se fazer uso de folhas secas para infusões.
Não havendo disponibilidade de folhas previamente secas e
necessitando-se fazer uso interno do chá, ao invés de infusão, deve-
se fazer decocção (ferver pelo menos por uns 5 minutos), com o
vasilhame destampado (para favorecer a evaporação dos
componentes tóxicos).

Uso culinário e nutritivo:


O abacate é considerado um dos frutos mais perfeitos do mundo
porque o seu pH não é demasiado ácido nem demasiado alcalino. É
de fácil digestão e bastante rico em minerais que regulam as funções
do organismo.

Sistemas Florais:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):


O abacate tonifica o Yin e o sangue (Xue). Elimina umidade das
articulações e lubrifica os intestinos. Associada ao elemento Terra.
Tem atuação nos canais dos Pulmões, Rins, Fígado, Intestino Grosso
e Baço/Pâncreas.

Ayurveda:
Equilibra vata, pitta e kapha. Sua rasa é doce, sua virya é fria e seu
vipaka é doce.

O que diz a ciência:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:
Seu planeta regente é Júpiter.

Habitat:
Originário da América do Sul.

Descrição da planta:
O abacateiro é uma árvore com até 20 m de altura, com caule um
pouco tortuoso e uma enorme copa, onde se encontram as folhas
alternas, pecioladas, lanceoladas e acuminadas; flores branco-pálidas,
pequenas e pouco vistosas, que gera um fruto do tipo baga ovoide,
podendo chegar a até 20 cm de comprimento, com polpa verde,
comestível, que envolve uma semente grande e marrom. Na região da
Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas
desmatadas, não ocorrendo espontaneamente.

Vamos plantar?:
Escolhido o local para o plantio, deve-se adquirir mudas.
A próxima etapa será o preparo do solo. A realização da subsolagem,
aração e gradagem são recomendadas para a incorporação de
adubos (de preferência orgânicos) em maiores profundidades, visando
à melhoria química e física do solo.
A profundidade, largura e espessura das covas podem variar de 50 x
50 x 50 a 70 x 70 x 70 cm, dependendo do tipo de solo onde o pomar
será instalado. Há, ainda, a opção do plantio em sulcos, abrindo-se
linhas de plantio a uma profundidade de aproximadamente 40 cm.
Após o preparo do terreno, o plantio de mudas deve ser feito
preferencialmente em épocas que favoreçam o desenvolvimento
vegetativo (primavera) e deve-se atentar para a boa disponibilidade
hídrica no pomar.
Atualmente, no momento de instalação recomenda-se a adoção de
espaçamentos mais adensados, como 8 x 6, 8 x 5, 7 x 6 m, por
exemplo.
No entanto, à medida em que são adotados menores espaçamentos,
há maior necessidade de podas a fim de reduzir problemas de
autossombreamento entre as plantas e facilitar o manejo.
Após o plantio das mudas, a planta continuará seu desenvolvimento
vegetativo. Logo nos primeiros anos é importante que o produtor
comece a podar os ramos de modo a determinar as pernadas (ramos
principais) da planta e ter maior controle sob a arquitetura da copa.
A prática da poda geralmente é realizada após a colheita dos frutos.
Dessa forma, a época de emprego desse manejo dependerá de cada
cultivar, sendo elas precoces, de meia estação ou tardias.
No entanto, alerta-se que quando a época de poda coincidir com
períodos de baixa temperatura (final de outono/inverno), deve ser
realizada apenas quando não há risco de geadas.
A partir do 3° e 4° ano as plantas começarão a apresentar produção
comercial de frutos, sendo necessária maior atenção ao manejo
nutricional e fornecimento de nutrientes fundamentais para a formação
de frutos de qualidade.
A adubação deve ser feita com base na análise química do solo,
análise foliar e expectativa de produção, não havendo uma única
recomendação para as condições de diferentes pomares.
Entretanto, de modo geral, os adubos são aplicados no diâmetro da
projeção da copa para serem incorporados com a água da chuva.
A colheita é feita manualmente, retirando-se o fruto juntamente com o
pedúnculo. É realizada quando os frutos atingem o ponto de colheita
ou maturação fisiológica, estágio no qual os frutos já completaram seu
desenvolvimento e terão o adequado amolecimento da polpa para
consumo.

AVEIA
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Nome Popular: Aveia


Outros nomes: aveia-cultivada; aveia hafer (alemão); avena
(espanhol, italiano); avena, avoine (francês); avoine, common oat
(inglês); oats (italiano).
Nome científico: Avena sativa L.
Nomes botânicos: Avena anglica Hort. ex Roemer & Schultes, Avena
byzantina var. thellungiana (Malzev) Mor., Avena chinensis Fisch. ex
Roem. & Schult., Avena chinensis Link, Avena cinerea hort. ex Roem.
& Schult., Avena distans Schur, Avena fatua fo. glaberrima Thell.,
Avena fatua subsp. cultiformis Malzev, Avena fatua subsp. macrantha
(Hack.) Malzev, Avena fatua subsp. praegravis (Krause) Malzev,
Avena fatua subsp. sativa (L.) Thell., Avena fatua subvar. contracta
(Neilr.) Malzev, Avena fatua var. sativa (L.) Hausskn., Avena fatua var.
glaberrima (Thell.) Malzev, Avena flava Hort. ex Roem. & Schult.,
Avena fusca Schur, Avena fuscoflora Schur, Avena georgiana Roem.
& Schult., Avena georgica Zuccagni, Avena grandis Nevski, Avena
heteromalla Haller, Avena hungarica Lucé, Avena macrantha (Hack.)
Malzev, Avena macrantha (Hack.) Nevski, Avena nigra Wallr., Avena
nodipilosa (Malzev) Malzev, Avena orientalis Schreb., Avena pendula
Gilib., Avena persarum Nevski, Avena podolica Pascal. ex Zuccagni,
Avena ponderosa L. ex B.D. Jacks., Avena pseudosativa (Thell.)
Herter, Avena pseudosativa Thell. ex Malzev, Avena racemosa Thuill.,
Avena rubra Zuccagni, Avena sterilis fo. pseudosativa Thell., Avena
sterilis var. thellungiana Malzev, Avena tartarica Ard., Avena thellungii
Nevski, Avena triseta Thunb., Avena unilateralis Brouss, ex Roem. &
Schult., Avena verna Heuze, Avena volgensis (Vavilov) Nevski.
Nome farmacêutico: Herba et fructus Avenae.
Família: Poaceae.
Partes usadas: parte aérea, sementes.
Sabor: doce e quente.
Constituintes químicos: ácidos avênicos A e B, ácido pantotênico,
ácido salicílico, albuminas, amido, apigenina, avenacosídeos A e B,
carboidratos, carotenos, enzimas, fibras, glicídios, gluconinas,
isoorientina, lipídios, maltose, niacina, óleos fixos (fonte de vitamina
E), proteínas, sais minerais (sódio, fósforo, cálcio, ferro), vitamina B1 e
B2, vitexina.
Propriedades medicinais: ansiolítica; antidepressiva; anti-
hemorroidal; anti-reumática; antidiabética; aperiente; calmante;
cicatrizante; digestiva; diurética; emoliente; expectorante;
hepatoprotetora; hipotensora; laxante; nutritiva; refrescante;
remineralizante; tônico reconstituinte nervoso; vitaminizante;
hipoglicemiante; hipnótico; remineralizante; sedante; nervino;
Indicações (Uso interno): acalmar dores reumáticas; aumentar a
lactação; ciática; cólica; convalescentes de doenças graves; de
operações e de diarréias violentas; desinflamar as mucosas; diarréia;
dores de garganta e do tórax; diabete; esclerose; estimular o apetite;
estimular a energia física e psíquica e a capacidade de concentração;
evitar o cansaço e reduzir a necessidade de sono; facilitar a digestão;
regular os intestinos; fadiga nervosa; gota; gripe; hipertensão; insônia;
nervosismo; perturbações hepáticas; prevenir a cárie dentária; reduzir
a atividade tireoidiana; reduzir colesterol; rouquidão; tosse; insônia;
bronquite, catarro; afecções pulmonares; hemoptise; oligúria; litíase
renal; edemas; depressão; hipertensão; baixa concentração; exaustão
física; debilidade geral; baixa libido; impotência masculina; excesso de
atividade sexual; infertilidade; deficiências hormonais; anorexia;
ejaculação precoce; síndrome pré-menstrual; ciática; dores de cabeça;
resfriado;
Indicações (Uso externo): dar brilho aos cabelos; eczema; frieiras;
impigens; queda de cabelo; furúnculos; acne; alterações das unhas e
cabelos; dermatose; irritações cutâneas; prurido; ressecamento das
mãos; hidratação pós-depilação; pós-sol;
Indicações pediátricas: desenvolvimento mental lento e as demais
indicações para adultos.
Utilizações na MTC: nome chinês – Ye Yen Me. Tonifica o Qi do
Baço. Para deficiência do Qi, do sangue (Xue) e Jing. Tonifica o yang
do Rim. Move estagnação do Qi e do Qi do Útero. Elimina vento-frio
externo. Elimina umidade-fleuma-frio. Movimenta os intestinos.
Tonifica o Yin e o sangue (Xue).
Elemento predominante na MTC: Terra.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 11 – Ervas para regular o
Qi • Categoria 14 – Ervas para reduzir ansiedade • Categoria 16 –
Ervas para corrigir deficiências • Categoria 20 – Ervas para aplicações
externas
Atuação nos canais: BP, P, R e VC e VG.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Pitta e aumenta Kapha.
Rasa: doce.
Virya: fria.
Vipaka: doce.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: FLORAIS DE SAINT GERMAIN – Aveia Selvagem (Asper
mamosus) – Sétimo Raio Violeta, Segundo Raio Dourado, Décimo
Segundo Raio Opalino . Nível da personalidade: essência floral que
vem trabalhar nas pessoas o poder sobre as próprias decisões.
Estado constante de indecisão. Esta essência floral trabalha as
pessoas que já fizeram contato com o Eu Superior, mas que ainda,
não conseguiram receber as informações que lhes são enviadas do
alto. Aveia Selvagem promove o contato interno com as energias
superiores, e remove a interferência, obstáculo/prisão, de cunho
espiritual que impede o acesso ás orientações do alto. Floral que vem
libertar para que possam ter a visão interna. Floral útil para as
pessoas com falta de discernimento, para os que precisam ver o que
têm que fazer, como também, onde exatamente colocar sua atenção.
Esta essência floral Aveia Selvagem deve ser usada somente após ter
sido feito um trabalho de pré-limpeza de traumas e de purificação, pois
promove o início da ascensão na jornada espiritual. Floral útil também,
nos casos de pedofilia; aos que abusam sexualmente; aos que
cometem atos de aberração sexual com pessoas ou animais; etc.; aos
que participaram de rituais de magia negra com ou sem sexo. Aveia
Selvagem vem trabalhar o início da saída da consciência das
sombras, em direção à Luz. Nesta essência floral foi usada a mesma
planta do floral Wild Oat de Dr. Edward Bach. Essência floral extraída
em Portugal em 2003. Nível da Alma: floral de grande poder de
manifestação da ascensão. Com a presença dos Raios Violeta,
Dourado e Opalino, transforma o ser para que a Divindade interior
possa se libertar e reconhecer em todas as coisas criadas, a beleza
do Eu Superior (a Presença Eu Sou em nós), e ver com a Visão do Eu
Superior, para que cada um trilhe o seu caminho da Luz. FLORAIS DE
BACH – Wild Oat – para aqueles que não definiram um caminho na
vida. Não tem uma meta a seguir. Ajuda a reconhecer o próprio
potencial e a desenvolvê-lo.
Homeopatia: utilizada para tratamento de depressão nervosa e de
esgotamento nervoso. Também usada para pessoas com dificuldade
para pensar, trabalhar e fixar a atenção. Para insônia, tendência a
melancolia; cefaléia com sensação de queimadura no vértice da
cabeça, estendendo-se à nuca e ao longo da coluna, com
irritabilidade, prostração nervosa e insônia. Para perdas seminais e
impotência. Tem efeito de cortar a coriza na dose de 15 gotas de T.M.
ANOREXIA – por fadiga ou convalescença – Avena sativa D1 – 5
gotas antes das refeições. CONVALESCENÇA – 20 gotas de Avena
sativa D1 antes das refeições. APETITE – para ausência de fome por
diversos motivos – Avena sativa D1 9 gotas antes das refeições.
Contra-indicações: uso prolongado desta planta pode levar ao vazio
de yin. O aumento da evacuação causado pela alimentação rica em
aveia pode levar a irritação perineal em alguns casos, produzir gases
e provocação distensão abdominal.
Interações medicamentosas: em pacientes com
hipercolesterolememia a ingestão concomitante de 50 a 100g de farelo
de aveia com 80mg de lovastatina conduziu a um aumento do
colesterol LDL em comparação com o uso da lovastatina sozinha.
Uso Veterinário: um dos principais alimentos para cavalos.
Doses: Extrato fluido – 15 a 30 gotas 3X ao dia. Tintura – 20 a 60
gotas 3X ao dia. Creme e Gel – extrato coloidal a 10%.
Formulações: COLESTEROL – consumir o germe de aveia nas
refeições. DORES REUMATISMAIS; CIÁTICA; PERTURBAÇÕES
HEPÁTICAS; ECZEMA; FRIEIRAS; IMPIGENS – decocção – palha de
aveia adicionada à água de banho. DIURESE E HIDROPISIA –
decocção – três punhados de aveia em um litro e meio de água; ferver
até que se reduza a um litro. Beber durante o dia. TOSSE; GRIPES;
ROUQUIDÃO; CÓLICAS; QUEDA E BRILHO DOS CABELOS;
FADIGA NERVOSA; DEPRESSÃO; ANSIEDADE; INSÔNIA E
CONVALESCÊNCIA; AUXILIAR NO TRATAMENTO DA DIABETES E
PREVENTIVO DE ARTERIOSCLEROSE E HIPERTENSÃO;
REUMATISMO; DORES CIÁTICAS; PERTURBAÇÕES HEPÁTICAS;
REDUZIR NÍVEIS DE COLESTEROL; FACILITAR A DIGESTÃO;
REGULAR O INTESTINO; AUXILIAR EM CASOS DE PRISÃO DE
VENTRE E HEMORRÓIDAS; ESTIMULAR O APETITE; ATENUAR
DORES NO TÓRAX E NA GARGANTA; PREVENIR A CÁRIE
DENTÁRIA – infusão das folhas. ÁCIDO ÚRICO – infusão – um
punhado de palha de aveia triturada em um litro de água. ferver; por
20 minutos. Beber durante o dia. ESTIMULANTE DO APETITE E
ATENUAR AS DORES DE GARGANTA E DO TÓRAX; FADIGA
NERVOSA; NERVOSISMO; INSÔNIA; REDUZIR A ATIVIDADE
TIROIDIANA; COADJUVANTE NA DIABETE; ESCLEROSE;
HIPERTENSÃO – infusão – duas a três colheres de café de flocos de
aveia por chávena de água; tomar três vezes por dia. DEPRESSÃO
NERVOSA, INSÔNIA e DESINTOXICAÇÃO – infusão das folhas.
TABAGISMO – decocção – chá das sementes. HIDROPSIA –
DECOCÇÃO – pó de 25g de sementes em 250 ml de água. Ferver por
15 minutos. Esfriar e coar. Tomar 4 chávenas diárias. DEPRESSÃO 2
– infusão – uma parte de erva-de-são-joão, uma parte de palha
de aveia, uma parte de melissa. REMINERALIZAÇÃO – infusão –
uma parte de dente-de-leão, uma parte de urtiga, uma parte de
cavalinha e uma parte de palha de aveia.
Formulações populares: DIARRÉIA – decocção – 50 g de aveia
(depois de lavada em água corrente) em um litro de água; Ferver até o
líquido reduzir à metade; filtrá-lo e adoçá-lo com mel. Beber em
xícaras durante o dia. LUMBAGO E TOSSE CARARRAL –
compressas – ferver dois punhados de farinha de aveia em pouco
vinagre. Colocar a papa sobre uma gaze; aplicando-a sobre o local
afetado. PICADAS DE INSETOS; TRATAMENTO PARA A PELE –
adicionar à farinha de aveia; pequena quantidade de água (suficiente
apenas para formar uma pasta). Aplicar sobre a pele. CATARROS
BRONQUIAIS – cataplasma – ferver 1 colher de sopa de aveia em
água até ter consistência de mingau. Aplicar no peito. ALCOOLISMO,
ARTERIOESCLEROSE, ANGINA DO PEITO, ENFARTE DO
MIOCÁRDIO, ESPASMOFILIA, HIDROPSIA, HIPOCONDRIA, SONO
AGITADO, TABAGISMO, TIQUES, TUMORES, ÚLCERAS –
alimentação com papa de aveia para desintoxicar, remineralizar e
regenerar o organismo. LIMPEZA E HIDRATAÇÃO DA PELE –
colocar três colheres de
sopa de mel e uma colher e meia de aveia em flocos. Misture até
formar uma pasta homogênea e passe no rosto, fazendo uma suave
fricção por três minutos. Lave com sabonete neutro. Repetir uma vez
por semana. REUMATISMO – cataplasma – preparar com vinho e
administrar quente no local. CHAGAS PÚTRIDAS – cataplasma
quente – composto de 5 gramas de levedura de cerveja e 100 gramas
de farinha de aveia. ÁCIDO ÚRICO – triture um punhado de palha de
aveia e ferva por 20 minutos em 1 litro de água. Beba durante o dia.
COLESTEROL – ingerir 50 gramas diárias de aveia ajuda a manter o
colesterol sob controle. LUMBAGO – compressas – ferver 50 gramas
de palha seca de aveia em 1 litro de água por 25 minutos.
Planeta regente: Regentes – Sol e Lua.
Indicações energéticas ou mágicas: utilizada em encantamentos
para atrair dinheiro e prosperidade e em rituais para as colheitas.
Habitat: a aveia é nativa do norte da Europa, mas atualmente é
cultivada em todo o mundo.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: a planta da aveia cresce até cerca de 1,5 m de
altura, mas há variedades de porte baixo (sessenta centímetros).
Cada planta produz três a cinco colmos ocos, cujo diâmetro tem cerca
de meio centímetro. As folhas são estreitas, com cerca de 1,5 cm de
largura e 25 cm de comprimento. As flores desenvolvem-se em
panículas terminais de dez a cinqüenta centímetros e se reproduzem
em espiguetas providas de um pedúnculo curto. Em cada panícula
podem existir de 20 a 120 espiguetas.
Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Observações: os grãos são usados para preparar diversos uísques e;
em alguns países; na fabricação de cerveja. Utilizada na fabricação de
cremes e máscaras emolientes; tônicos para a pele e xampus. A palha
da aveia é rica em cálcio. É uma excelente fonte de fibras para a
nutrição. Antigamente a palha de aveia era utilizada para encher
colchões, o que era propício para quem sofria de reumatismo.
Pessoas que tenham sensibilidade ao glúten devem evitar usar a
decocção e a tintura sem que esta tenha assentado. Convém decantar
o líquido para a sua utilização. A aveia aumenta o volume de bolo
fecal e a freqüência de evacuação. Recomendada uma hidratação
adequada para dispersão da grande quantidade de fibras no trato
intestinal. A aveia pode também ser industrializada: a partir da
destilação da palha, obtêm-se o aldeído líquido chamado furfural. A
demanda desse solvente na fabricação do nylon cresceu muito nos
últimos anos.
AGRIÃO
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Nome Popular: Agrião


Outros nomes: agrião-do-brejo, agrião-dágua-corrente, agrião-da-
europa, agrião-da-fonte, agrião-da-ponte, agrião-de-lugares-úmidos,
agrião-oficinal, berro, cardamia-jontana, cardomo-dos-rios, mastruço-
dos-rios, saúde-do-corpo. Cresson (francês), water-cress (inglês),
crescione (italiano).
Nome Científico: Nasturtium officinale R. Br.
Família: Brassicaceae
Nomes Botânicos: Cardamine fontana Lam., Nasturtium fontanum
(Lam.) Asch., Radicula nasturtium-aquaticum Britt. & Rendle, Rorippa
nasturtium-aquaticum (L.) Hayek, Rorippa nasturtium Beck,
Sisymbrium nasturtium-aquaticum L.
Nome Farmacêutico: Herba Nasturtii
Partes Usadas: toda a planta
Sabor: adstringente, picante, amargo e quente.
Constituintes Químicos: ácido ascórbico, ácido pantotênico, alanina,
arginina, beta-caroteno, cobre, enxofre, ferro, fosfato, glicina,
gluconasturtina, histidina, iodo, óleo essencial sulfo-azotado amargo e
volátil (isosulfocyanato de allyla), potássio, taninos, pró-vitamina A,
vitaminas A, C, B, K.
Propriedades Medicinais: antiescorbútico; anti-icterícia; anti-
inflamatório; antisséptico (vias aéreas); antitérmico; antitussígeno;
béquico; depurativo; descongestionante; desintoxicante;
despigmentador; digestivo; diurético; excitante; expectorante;
fluidificante; peitoral; restaurador; tônico; aperitivo; vermífugo. Uso
Tópico: cicatrizante.
Indicações (Uso Interno): em abscessos, ácido úrico, amenorreia,
anemia, anorexia, para estimular o apetite, fortalecer os cabelos,
oxigenar o cérebro, na colecistite, colelitíase, colite, para normalizar do
ritmo cardíaco, nas debilidades em geral, em odontalgias, diabete,
dismenorréia, dispepsia, escrofulose, febres, para desobstruir o
fígado, em gengivites, hidropsia, enfermidades dos intestinos, para
fortalecer a memória, na morfeia, para diminuir os efeitos nocivos da
nicotina, em problemas de pele, afecções pulmonares, raquitismo,
regular o equilíbrio hídrico corporal, em reumatismos, anuria, uremia,
pedras nos rins, aumentar a salivação, no sarampo, sífilis, para
aumentar a transpiração, na varíola, para eliminar vermes intestinais,
na estase biliar, como anti-inflamatório das vias urinárias, no bócio,
tuberculose, como revigorador do sangue, afecções catarrais e nas
mucosidades, para restaurar o sistema endócrino, melhorar a nutrição
e na clorose.
Indicações (Uso Externo): aplicado em abscessos e feridas.
Indicações Pediátricas: afecções pulmonares e cutâneas.
Utilizações na MTC: vazio do Xue; vazio do Jing; estagnação do Qi
do Fígado e do Qi do Estômago; elimina umidade do BP; elimina
fleuma-umidade do Pulmão; retira umidade-frio da cabeça.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – Ervas para induzir
transpiração ● Categoria 5 – Ervas para reduzir a umidade do corpo ●
Categoria 10 – Ervas para suprimir tosse e catarro.
Elemento predominante na MTC: Metal
Atuação nos Canais: P, I.G, E, BP.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha e Vata, aumenta Pitta
(se em excesso).
Rasa: picante, amargo
Virya: Quente
Vipaka: Picante
Informações em outros sistemas de saúde: sem relatos nas fontes
de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: sem relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral:SISTEMA DE FLORAIS DA CALIFORNIA – Nasturtium –
Vitalidade física, irradiando energia e calor; mente clara e vibrante.
Padrões de Desequilíbrio: Excesso de aridez ou intelectualismo,
esgotamento das forças vitais e da verve emocional.
Homeopatia: sem ralatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: na gravidez é abortivo; pode provocar irritações
na vesícula, estômago e vias urinárias; evitar uso em úlceras
estomacais; evitar uso interno em crianças de menos de 5 anos. Uso
prolongado pode causar irritação na bexiga.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Cultivo:
Planeta regente: Regente – Lua.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: Zonas húmidas, margens de rios, cursos de água e ribeiros,
onde a água seja corrente.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: O Agrião de Rio ou Agrião Comum é uma planta
vivaz, aquática, com folhas de cor verde esuro, com forma oval
elíptica, brilhantes, compostas e de superfície lisa e estão divididas
entre 3 a 12 folíolos arredondados. Os caules medem entre 5 a 10 cm
e formam grandes massas vegetais de caules angulosos. As flores de
Agrião de Rio são pequenas, de corola branca e estão agrupadas em
espigas. Floresce na Primavera e Verão.
Toxicidade: sem toxicidade nas doses recomendadas.
Colaboradores: RODRIGO SILVEIRA – Fitoterapeuta e Professor,
criador do ERVANARIUM:
http://www.ervanarium.com.br/profissional/8/rodrigo-silveira.
Observações: quando do uso in natura devemos lavar muito bem o
agrião antes do uso. A planta não deve ser usada se estiver florida.
Não ingerir na alimentação durante dois dias seguidos (alternar). Se
crescer próximo às águas paradas pode transmitir tifo. Folhas e talos
frescos em saladas: afecções dos brônquios, anemia, bócio, diabetes,
digestivo, elimina o excesso de ácido úrico, escorbuto. Após 8 dias de
ingestão contínua deve-se dar 3 dias de intervalo.
ALECRIM
Seus ramos são utilizados para perfumaria, sendo estes também
colocados em arcas e gavetas, para tirar o mau cheiro de um quarto.
Estes mesmos ramos podem ser colocados juntamente com cascas
de peras e uma pitada de açúcar e ser queimados sobre brasas como
incenso. A mesma receita é também utilizada para que pombos se
acostumem com os seus pombais. Diz-se que a Rainha Isabel da
Hungria, setuagenária e depauperada pela doença, recuperou a saúde
e rejuvenesceu graças ao alecrim. A receita da água da juventude da
rainha está ao alcance de todos, pois basta misturar os alcoolatos de
lavanda, alecrim e poejo. Na Alemanha, ainda é utilizada pelos
fisiatras para tratamento de convalescência e em idosos para melhorar
a circulação em reumatismos e em neuralgias. É associado a ervas
com o ginkgo biloba para melhorar a memória e utilizado em banhos
para alívio de catarros. O termo rosmarinus significa “orvalho
marinho”.

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Nome Científico:
Rosmarinus officinalis L.

Nomes botânicos:
Não relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes Farmacêuticos:
Folium Rosmarin.

Partes usadas:
Folhas e óleo essencial.

Composição Química:
A-tujeno, a-felandreno, a-humuleno, a-pineno, a-terpineno, ácido
ascórbico, ácido labiático, ácido rosmarínico, ß-caroteno, ß-pineno, ß-
sitosterol, borneol, canfeno, cânfora, cineol, elemol, eugenol,
limoneno, lineol, mirceno, pectina, rosmadiol, rosmanol, rosmaricina,
rosmarinol, sabineno, timol, tanino.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: em cefaleias de origem digestiva,
hemorroidas, vertigem resultante de disfunções estomacais, mau
hálito, dispepsia, meteorismo, flatulência, em espasmos digestivos,
para digestão lenta, diarreia, estomatite, náuseas, esplenite, cólicas.
Sistema Urinário e Genital: para aumento da fertilidade feminina, como
tônico uterino, clorose, na frigidez, herpes, TPM, dismenorreia, na
retenção de líquidos, poliúria, cólicas, condilomas, leucorreia, no
climatério, candidíase, impotência.
Sistema Hepático: atua sobre a vesícula, para inchaço do fígado, na
ascite de origem hepática, em disquinesias biliares.
Sistema Respiratório: asma, problemas respiratórios, bronquite,
pleurodinia, na pneumonia por estreptococos, na tosse com muco.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:gota, para eliminar
colesterol, empregado em doenças do coração, clorose, auxilia na
eliminação do ácido úrico, debilidade cardíaca, para equilibrar a
pressão arterial, aterosclerose.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: para aumentar a
imunidade, para melhorar a memória e as funções mentais, isquemia,
paralisias, escrófulas, mal de Alzheimer, histeria, insônia, demência
senil, no esgotamento cerebral.
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para celulite, hidropsia,
hipotonia,
Sistema Renal: tem atuação benéfica sobre os rins, nefrose.
Outros distúrbios: erva utilizada para tratamentos de enxaquecas,
como tônico geral do organismo, na depressão e no estresse físico e
mental, para dores de dente, convalescença, exaustão, em casos de
astenia, combate ao envelhecimento, anorexia, na alopecia, para
sensação de frio na cabeça, câncer de boca, câncer de mama, câncer
de baço, câncer de pele e câncer de fígado, tonturas, meningite.

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: para dermatites seborreicas, micoses, eczemas,
Cabeça e face: piolhos, inchaço dos olhos (compressas), catarata
(compressas), caspa, queda de cabelo, rugas.
Cavidade bucal: odontalgias, garganta dolorida,
Músculos, ossos e articulações: tendinites e bursites, contusões,
Outros distúrbios: ciática, torcicolo,

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:
Pode-se utilizar o óleo essencial de alecrim na composição de óleos
para massagem, em vaporizadores e difusores. É um óleo quase
incolor de fragrância marcante classificada como nota média-alta. É
descrito como fresco, herbal, doce e levemente medicinal.
Na massagem, deve ser diluído em algum óleo vegetal (carreador)
como semente de uva, amêndoas doces, gergelim, girassol, mostarda,
copaíba, etc.
Sua diluição deve seguir uma determinada proporção (consulte um
aromaterapeuta) e se você conhece o seu tipo constitucional
ayurvédico, será recomendável diluir em um óleo de acordo com seus
doshas.
Muito indicado para aquecer articulações em casos de artrite e bursite
além de contusões.
Nos vaporizadores, pode compor uma mistura com outros óleos.
Como é classificado como essência de nota média-alta, precisa ser
combinado com outras essenciais de notas, baixa, médias e altas para
melhor resultado. Se o colocarmos sozinho em um vaporizador sua
presença não ficará muito marcante. Nos difusores podemos utilizá-lo
só e seu uso é muito recomendado para aliviar dores de cabeça de
origem hepática. Na Medicina Chinesa, compreende-se que o alecrim
age diretamente sobre o elemento Madeira e é ótimo recurso para
auxiliar tratamentos relacionados a problemas do fígado e vesícula,
aliviando congestões. Coloque de 5 a 10 gotas em difusor elétrico,
anel difusor ou difusor à vela (a sua escolha). A origem do nome
alecrim vem de “alegria” e esta erva, ao perfumar os ambientes, afasta
a tristeza e a doença. Nos hospitais franceses era queimada para
purificar o ar e prevenir infecções e, até hoje, na França e Itália
considera-se que o uso do alecrim nos ambientes afasta os maus-
espíritos e por isso é utilizado como incenso nas cerimônias religiosas.
O óleo essencial de alecrim deve ser 100% puro e deve-se evitar o
óleo diluído e os de origem sintética. Nos incensos, além do óleo
empregado, (que deve ser puro) devemos ainda atentar a qualidade
do breu que, em alguns casos, pode ser tóxico. Alecrim é uma planta
com característica amornante, que ajuda na melhoria das funções do
Baço e estimula o sangue. Seu óleo essencial tem excelente ação
sobre os nervos, mas deve ser evitado por hipertensos, epiléticos e
pessoas que fazem uso de homeopatia e também na gestação. Vale
lembrar que o uso interno de óleos essenciais não é recomendado.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 4 – ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo ●
Categoria 9 – ervas que promovem a digestão ● Categoria 11 – ervas
que regulam o Qi ● Categoria 12 – ervas que regulam o Xue ●
Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências • Categoria 20 – ervas
para aplicações externas •

Uso homeopático:
Alguns acreditam que seu uso possa cortar o efeito dos remédios
homeopáticos.

Pets e outros animais:


Utilizadas folhas secas da erva em para tratamento de infecção por
estreptococos em tilápias. Utilizou-se no experimento, 44g da erva por
peixe.

Informações em outros sistemas de saúde:


Não relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:


Sonhos proféticos, limpeza pessoal e da casa, assegura fidelidade do
parceiro, traz boas vibrações para o lugar.
É recomendado um feixe em um móvel próximo a janela para gerar
proteção doméstica. Coloca-se na parte de cima para trazer boa sorte,
melhorar a mente e a memória e promover o amor e a amizade.
Ingrediente popular nas poções de amor.
É conhecida planta contra o mau-olhado ou invejas e para isso, é
necessário um ramo da planta e uma oração própria para que surta o
efeito, citando à pessoa com o mal.
Rudolph Steiner dizia que o alecrim fortalece o nosso centro vital e
tem ação nos demais componentes do corpo humano.
Nome Conhecido:
Alecrim-da-horta, Alecrim-de-jardim, Alecrim-de-cheiro, Alecrim-
rosmarinho, Alecrim-rosmarino, Alecrinzeiro, Erva-da-graça, Libanotis,
Rosmarino, Alecrinzeiro, Rozmarim (português), Roris marini (latim),
Rosemary (inglês), Romero (espanhol), Romarin (francês), Ramerino
(italiano), Rosmarin (alemão), Laddaakhi-Sevati (sânscrito).

Família:
Labiatae

Sabor:
Amargo, picante, amornante, adstringente e aromático.

Propriedades medicinais gerais:


Colerético, emenagogo, sudorífico, revulsivo, cicatrizante, carminativo,
estomacal, antisséptico, antiespasmódico, hepatoprotetor, diurético,
expectorante, antirreumático, anticancerígeno, antimicrobiano,
fungicida, cicatrizante, antioxidante, narcótico, béquico, vasodilatador,
excitante, balsâmico, rubefaciente, eupéptico, diaforético, febrífugo,
sedativo, anti-sinais, antianafilático, antiartrítico, antiedemico,
antimutagênico, desintoxicante, anti-inflamatório, contraceptivo,
antipirético, antigripal, estimulante, estomáquico, tônico, vulnerário,
hipertensor e hipoglicemiante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Óleo Essencial: analgésico.

Para crianças:
As mesmas indicações que para adultos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Quando utilizada em doses elevadas, pode causar gastrite e nefrite. A
erva não deve ser tomada de forma contínua, pois nesse caso,
poderão haver manifestações tóxicas.
Deve ser evitada por hipertensos e é uma planta tóxica na gestação
que deve ser evitada também por portadores de hipertrofia da
próstata, em doenças inflamatórias da pele, na diabetes, ou em
pessoas que tenham dificuldade para dormir.
Não se deve fazer uso tópico da erva em crianças abaixo de 6 anos e
em pessoas com alergias respiratórias.
O óleo essencial pode causar cefaleia, espasmos musculares,
gastroenterite.
Em doses elevadas, o óleo pode provocar convulsões, irritação renal e
causar aborto. Nunca se deve aplicar o óleo essencial diretamente
sobre feridas, mucosas ou pele erodida. O uso do óleo essencial pode
causar ainda alterações do sono e epilepsia.

Interações medicamentosas:
Toxicidade:
O alecrim não é tóxico se utilizado nas doses recomendadas. A
ingestão de grande quantidade de óleo pode induzir a intoxicação. As
cetonas monoterpênicas da planta são potentes convulsionantes com
propriedades epileptogênicas conhecidas.

Uso culinário e nutritivo:


Utilizado como suplemento alimentar de ação antioxidante. Na
culinária, esta erva pode ser utilizada para temperar aves e carnes
brancas, carneiros, peixes, batatas, omeletes, molhos e para dar
sabor ao arroz.

Sistemas Florais:
Sistema Essências Vibracionais – ajuda na reunificação do coração
com a mente, acalma as emoções e fortifica o Eu, o corpo- astral (ou
emocional, que existe acima do corpo etérico) e vital. Esta planta,
também chamada “árvore de Santa Maria”, “rosa marinha” e
“coronarius” (por ser utilizada em coroas de flores), confere ainda
alegria e segurança. Permite-nos viver o presente com mais
intensidade e é recomendado para quando não nos sentimos bem em
nenhum lugar e temos tendência ao escapismo. Também é indicado
quando nos sentimos acorrentados a um corpo que não queremos.
Ajuda a permanecer de forma consciente no corpo físico e a manter
boa relação com ele. Estimula a percepção e a visão filosófica e
permite uma melhor apreensão da realidade e sua compreensão e
ainda a ter a capacidade para perceber a nossa força interior. Suas
palavras-chave são: alerta espiritual, força, consciência, concentração,
percepção, alegria, união, ancoragem, ideias inspiradoras, orientação,
estabilidade, estrutura, nutrição do pensamento. Aplicações – quando
existe má circulação, falta de memória, sonolência e para quando
precisamos de um estimulante geral ou mesmo aumentar a
capacidade de nos focamos em algo. Bom para pessoas que tem
facilidade de manifestar estados fora do corpo. Também é
recomendado para pessoas com dificuldade em sair do estado
meditativo, para os que vivem a sonhar despertos e para os incapazes
de integrar as suas forças espirituais. Em certos casos, pode resolver
dores de cabeça.
Florais de Minas – para as pessoas que não conseguem se fixar no
aqui e agora. Para aqueles que estão sempre “voando”, buscando nos
sonhos o prazer que não conseguem desfrutar no presente. Para os
distraídos e desatentos, para a falta de atenção e concentração.
Recomendado para aquelas pessoas que são mais propensas a
acidentes, tem baixo aprendizado escolar e apresentam maior
dificuldade de memorizar o que acontece no mundo à sua volta. Para
os sonolentos, ausentes e indiferentes. É muito útil quando ocorre
perda dos sentidos, em estados de coma, em caso de acidentes e em
situações estressantes em que a pessoa tem que manter o “pé no
chão”. Útil nos casos de problemas na circulação sanguínea. Por ser
cardiotônico, ajuda no fortalecimento da memória. A essência
Rosmarinus favorece o enraizamento do indivíduo no mundo,
ajudando no desabrochar da sua existência e levando-o a uma vida
com mais criatividade, vivacidade, vitalidade e entusiasmo.
Florais de Plêiades – Protetor astral de rápida ação para pessoas
sensitivas, de alta percepção sensorial, porém incapazes de superar
os bloqueios ambientais e coletivos para explorar seus dons e
talentos. Usado para sonâmbulos, videntes, premonitivos,
depressivos, dependentes, viciados, solitários.
Florais das Gerais – para desatentos, sonhadores, distraídos e
lunáticos, memória fraca, dificuldades em lidar com o lado prático da
vida, desmaios e problemas circulatórios.

Medicina Chinesa (MTC):


Planta associada ao elemento madeira. O alecrim elimina vento-frio,
tonifica o yang e aquece o Baço Pâncreas, corrige a deficiência (vazio)
do sangue (xue), elimina acúmulos de alimentos no estômago e nas
vísceras, elimina frio do canal do Fígado, tonifica o Qi, elimina
umidade-frio do Pulmão, remove a estagnação do Qi do Rim, tonifica o
yang do Rim, elimina frio no útero, remove invasão de vento externo e
vento frio do Pulmão. Atua nos canais do Baço-Pâncreas, Fígado,
Estômago, Pulmão, Rins, Vaso Concepção e Vaso Governador.

Ayurveda:
A erva reduz Vata e Kapha e aumenta Pitta. Seu nome em sânscrito é
Laddaakhi-Sevati. Sua virya é quente e a rasa é picante e amargo. O
vipaka é picante.

O que diz a ciência:


O óleo essencial de alecrim, associado com óleos essenciais de
tomilho, lavanda e cedro, demonstraram um incremento de
crescimento capilar na ordem de 44% após 7 meses de tratamento
para alopecia areata. (Natural Medicines Comprehensive Databases,
2007).

Astrologia:
Erva associada ao signo de Áries, utilizada para desarmonias
relacionadas ao trânsito de Urano em Capricórnio. Seu regente é o
Sol.

Habitat:
Arbusto vivaz do litoral mediterrânico, em terrenos secos e pobres,
principalmente calcários. Encontra-se em charnecas e pinhais do
Centro e Sul a Europa. É muito cultivado.

Descrição da planta:
É um subarbusto que pode atingir até 2 metros de altura. Tem folhas
persistentes, lineares ou lobadas e de margens revolutas. As flores
estão dispostas em cachos e possuem uma cor rosada e azulada.

Vamos plantar?:
O solo deve ser bem drenado e leve. A planta cresce melhor em solos
calcários de pH neutro ou pH levemente alcalino (pH 7 a 7,8), mas é
tolerante quanto ao pH e o tipo de solo. O alecrim tem mais aroma e
sabor quando cultivado em solos pobres em nutrientes, e que não
retêm muito a água. Irrigue com frequência para que o solo seja
mantido levemente úmido enquanto as plantas são jovens. Quando as
plantas estiverem bem desenvolvidas, a irrigação pode ser esparsa,
permitindo que o solo seque superficialmente entre as irrigações. O
alecrim é resistente a curtos períodos de seca. O alecrim pode ser
cultivado a partir de sementes ou por estaquia. As sementes podem
ser semeadas em sementeiras, pequenos vasos e outros recipientes.
A germinação das sementes pode ser demorada e as plantas podem
levar até três anos para se tornarem completamente desenvolvidas.
As mudas de alecrim são transplantadas quando têm de 15 a 20 cm
de altura. O plantio por estaquia é feito cortando ramos com cerca de
15 cm de comprimento. Plante os ramos em vasos ou outros
recipientes, deixados em local bem iluminado, mas sem luz solar
direta. O solo deve ser mantido bem úmido até o enraizamento, que
leva de três a quatro semanas. Após o enraizamento as mudas devem
receber luz solar direta. As mudas são transplantadas para o local
definitivo cerca de um ano depois em regiões onde o inverno é frio,
mas podem ser transplantadas cerca de 1 ou dois meses após o
enraizamento das mudas em regiões onde o inverno é ameno. As
plantas jovens não devem ficar expostas a temperaturas muito baixas
em seu primeiro ano de vida. O espaçamento entre as plantas pode
ser geralmente de 80 cm, mas pode variar com a cultivar e as
condições de cultivo. O alecrim pode ser cultivado em jardineiras e
vasos de tamanho médio ou grande, mas geralmente não se
desenvolve tanto quanto os cultivados no solo. Também são mais
sensíveis a falta de água.
ANIS ESTRELADO
O nome de Illicium vem do radical latino illicere, que quer dizer “atrair
e seduzir”, daí vem o termo em português aliciar. Este nome lhe foi
dado devido ao seu aroma forte e agradável que seduz as pessoas. A
árvore do anis-estrelado faz lembrar o loureiro, por conta de seu porte,
e a magnólia, por suas flores decorativas. Toda a planta exala um
agradável aroma semelhante ao anis-verde, ainda que mais intenso. A
planta foi introduzida na Europa no final do século XVII, quando o uso
das especiarias orientais se achava em seu auge. Suas sementes
devem ser guardadas em lugar fresco e seco, dentro de um frasco
escuro para melhor conservação.

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Nome Científico:
Illicium verum Hook. f.

Nomes botânicos:
Illicium san-ki Perr.

Nomes Farmacêuticos:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:
Frutos e sementes.

Composição Química:
Óleo essencial: anetol, trans-anetol, monoterpenos (felandreno,
limoneno, alfa-piuneno e linalol), aldeídos e cetonas anísicas, cineol,
estragol e safrol, mucilagens, saponinas, açúcares, ácido orgânico
siquímico e ácido orgânico protocatéquico.
Indicações para uso interno:
Sistema Gastrointestinal: favorece a digestão, elimina gases,
náuseas, eructações, dores abdominais, diarreias com dor abdominal
espástica, fermentação intestinal, cólica estomacal e intestinal,
desconforto pós-prandial (após as refeições), azia, halitose, dispepsia,
flatulência, congestão, prisão de ventre, disenteria, enterite, aflição
estomacal,
Sistema Urinário e Genital: em doenças da bexiga, cólica uterina,
regula a menstruação, retenção de líquidos,
Sistema Hepático: náusea, cólica biliar,
Sistema Respiratório: bronquite, tosse, resfriado, gripe, rico em
anetol que combate H1N1, dores de garganta.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: estimulante
circulatório, mãos frias, anemia,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:insônia, anorexia,
paralisia,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:hérnia, lumbago,
reumatismo, dores nas costas, artrose,
Sistema Renal: retenção de líquidos,
Outros distúrbios: cansaço, inflamação, previne desmaios, frigidez,
enjoo matinal, dores,

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: abscessos, micoses, escabiose.
Cabeça e face: pediculose (piolhos).
Cavidade bucal: dor de dente,
Outros distúrbios: dores de garganta.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:
É comum haver falsificação do óleo essencial que é substituído por de
outras espécies que carregam alcaloides tóxicos e drogas
cardiotóxicas.
É extraído por destilação a vapor das sementes e o óleo tem
coloração clara, levemente amarelada e viscosidade fina.
É considerado uma nota olfativa baixa e um aroma de intensidade
média que tem odor característico de alcaçuz, rico e doce. Sua
aplicação como óleo é como antisséptico, anti-inflamatório, aromático,
calmante, digestivo, diurético e estimulante.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 4 – ervas para reduzir sensação de frio de dentro do corpo •
Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas
para suprimir a tosse e reduzir catarro.

Uso homeopático:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:


Os japoneses queimavam anis estrelado para aromatizar os
ambientes como incenso.

Indicações energéticas ou mágicas:


A erva deve ser utilizada em situações onde há necessidade de
aprender a demonstrar o afeto. Esta condição também está associada
a artralgias migratórias, edema do joelho e artrose dos joelhos.
É uma planta de aura azul-clara e rosa que ajuda na entrega dos
sentimentos e no desprendimento das emoções.
Estimula a clarividência e a mente.
Usada em banho harmonizador juntamente com louro, erva-doce,
cravo, canela e lavanda. Este banho deve ser tomado no dia seguinte
a um banho de sal.
Nome Conhecido:
Anis-verdadeiro, Anis-da-sibéria, Badiana, Badiana-de-cheiro, Funcho-
da-china, badiana-da-china (português), Anise star, Star anise (inglês),
Badiane-anis, Étoilé (francês), Anís estrellado (espanhol), Ba jiao hui
xiang (chinês).

Família:
Magnoliacea.

Sabor:
Quente e picante.

Propriedades medicinais gerais:


Carminativo, estomáquico, expectorante, antiespasmódico, calmante,
vaso dilatador, antidiarreico, alergênico, analgésico, antibacterial,
eupeptico, broncosecretolítico, estrogênico, fungicida, inseticida,
pediculicida, mutagênico, galactagogo, aperiente.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Óleo essencial: antisséptico, anti-inflamatório, aromático, calmante,
digestivo, diurético e estimulante.

Para crianças:
A erva pode ser utilizada em quase todas as indicações para adultos.
Esta erva deve ser usada com muito cuidado em crianças pequenas,
sempre em baixas dosagens e por muito pouco tempo.
Não existem evidências científicas de efeitos adversos em crianças,
porém foram observados casos que o uso da erva apresentou efeitos
adversos no uso infantil

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Em doses elevadas ou no uso prolongado, a erva pode ser tóxica.
Os óleos essenciais, em dose elevada, podem ser tóxicos, narcóticos,
levar ao delírio, convulsão e ter efeito anestésico.
Evitar uso na gravidez, na lactação e no hiperestrogenismo.
Pode causar náuseas, vômitos, convulsões, dermatites de contato,
delírio e anestesia. Desaconselhado o uso infantil que pode causar (se
consumido em excesso) choro contínuo, irritabilidade, hipertonia,
movimentos oculares atípicos, cianose, agitação e, em alguns casos,
vômitos e recusa em se alimentar. Evitar o uso em casos de azia.

Interações medicamentosas:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade:
Seu uso é considerado seguro nas doses recomendadas, porém em
doses elevadas, pode ter efeito tóxico.

Uso culinário e nutritivo:


O Anis Estrelado é famoso na composição de licores, porém bebidas
alcoólicas preparadas com essência de Anis Estrelado podem
provocar envenenamento. Seu uso é comum para condimentar pratos
à base de carnes.

Sistemas Florais:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):


A erva tem predominância do elemento terra. É utilizado para tratar
frio no estômago, deficiência do Yang do Rim e estagnação do Qi do
Fígado. É uma erva que aquece interiormente e elimina o frio. Deve
ser evitada em tratamento de deficiência do yin ou calor no estômago.
Seu uso prolongado provoca deficiência do yin. Atua nos canais do
Baço/Pâncreas, Estomago e Rins.

Ayurveda:
O Anis Estrelado reduz kapha e vata e agrava pitta. Sua rasa é
picante e sua virya é quente. A vipaka é picante.

O que diz a ciência:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:
Erva utilizada em tratamentos para distúrbios provocados pelo trânsito
de Vênus em Capricórnio.

Habitat:
Natural do sul da China, Coréia, Japão e norte do Vietnã. Cultiva-se
também no sudeste dos Estados Unidos e em outras zonas quentes e
úmidas do continente americano.

Descrição da planta:
O Anis Estrelado é um arbusto de 4 a 5 metros de altura com casca
branca, folhas resistentes, alongadas, inteiras, lisas e brilhantes. Foi
introduzido na Europa em cerca de 1694. Seu porte lembra o da
magnólia, e as suas flores, grandes e solitárias, são muito decorativas.
Os oito carpelos de cada ovário formam em conjunto um fruto, uma
estrela cujas oito pontas se abrem para libertar cada uma a sua
semente. Os frutos colhidos verdes, são secos ao sol, onde adquirem
cor castanho-avermelhada. O invólucro contém uma essência rica em
anetol que lhes confere um forte aroma de anis.

Vamos plantar?:
A planta gosta de exposição solar máxima e tem preferência por solos
leves, com boa drenagem e de textura areno-argilosa. As suas
necessidades de água são medianas. A propagação se faz por
sementes e o espaçamento entre plantas dever ser de três a quatro
metros com cerca de cinco metros entre as linhas.

ARNICA
MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO

Nome Popular: Arnica


Outros nomes: arnica-verdadeira, tabaco-da-montanha, tabaco-de-
savóia, tabaco de vosgi, arnica-europeia, arnica dorónica, dorónica
germânica, betónica das montanhas, tabaco dos Alpes, tabaco dos
bosques, veneno de Leopardo, erva dos pregadores, tabaco-dos-
saboianos, wolf´s bane, leopards bane, mountain tobacco, mountain
snuff, mountain arnica (inglês), Daarunaj Aqrabi (Unani),
Nome científico: Arnica montana.
Nomes botânicos: Doronicum oppositifolium Lam.,
Doronicum arnica Desf., Arnica cordifolia L., Arnica latifólia,
Nome farmacêutico: nada consta na literatura pesquisada.
Família: Compositae/ Asteraceae.
Partes usadas: flores (principalmente, folhas e rizomas.
Sabor: Doce, amarga, picante, neutra e tóxica.
Constituintes químicos: arnicina, taninos, ácido caféico, arnidiol,
faradiol, lactonas sesquiterpénicas (helenalina, dihidrohelenalina),
glucósidos flavónicos (astragalina, isoquercitina), cumarinas
(umbeliferona, escopoletina),
Propriedades medicinais: adstringente, analgésico,
antiespasmódico, antiflogístico, antisséptico, antitumoral, cicatrizante,
estimulante, sudorífico, vulnerário, abortiva, anti-inflamatório,
antirreumática, bequico, odontálgico, analéptico, anti-agregante,
antibactericida, antiedêmico, antipirético, Candidicida, antineurálgico,
cardiotóxico, cardiotônico, cerebrotônico, expectorante, colerético,
dermatitogenico, hipocolesteromiante, imunoestimulante, diurético,
fungicida, nervino, fagocitótico, sedativo, tônico, irritante (óleo
essencial), alergênico, inibidor de fosfolipase, estimulante do SNC,
resolvente, uterogênico,
Indicações (Uso interno): polineurite, tônico do coração, para
choque, hipotensão arterial, tônico do sistema nervoso, para paralisias
de origem central, derrames, aterosclerose, náusea, ozena, indicado
em vários tipos de câncer. USO INTERNO SEGURO APENAS NA
FORMA DE HOMEOPATIA MANIPULADA POR PROFISSIONAIS
HABILITADOS.
Indicações (Uso externo): contusões em geral, machucados, golpes,
quedas, hemorragias externas, orquites, traumatismos, hematomas,
febre tifoide, caibras, espasmos musculares, ferimentos, inflamações,
torções, furúnculos, abscessos, varizes, frieiras, pruridos, paralisia, dá
brilho aos cabelos, dores reumáticas, equimoses, tumores, irritações
cutâneas, alopecia, hemorroidas, bolhas, micoses, flebite, seborreia,
retenção de água, caspa, inchaços,
Indicações pediátricas: não é recomendado uso para indivíduo de
menos de 12 anos.
Utilizações na MTC: em distúrbios associados ao excesso de Yang
no elemento Terra. Aumenta o Qi (energia vital) do coração e restaura
a circulação coronária. Utiliza em tratamentos de vazio de Qi (energia
vital) do coração, vazio de sangue do coração, vazio de yang do
coração, subida de yang do fígado, vazio de yin, fogo tóxico.
Elemento predominante na MTC: Fogo.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 20 – Ervas para aplicações
externas.
Atuação nos canais: Coração e Pericárdio.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Kapha e eleva Pitta.
Rasa: picante.
Virya: quente.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: índios norte-
americanos faziam uso externo contra irritações cutâneas.
Aromaterapia: a indústria da perfumaria faz uso do óleo da Arnica
montana. O óleo Arnica é muito conhecido pelo seu uso em
homeopatia e é utilizado para situações de choque. Costuma ser
usado da mesma maneira que os florais, diluindo algumas gotas do
óleo em um copo com água. Não tome florais se estiver tomando o
óleo essencial, já que o óleo funciona como antídoto aos remédios
homeopáticos. ( HYPERLINK
“http://www.caminhantes2.com/aromaterapia_26.html” http://www.cami
nhantes2.com/aromaterapia_26.html). Benefícios do óleo essencial de
arnica são muitos. É usado para aliviar dor, edema e hematomas de
pancadas, torções, escoriações, contusões, picadas de insetos e
dores reumáticas das articulações e músculos. Alivia também a dor
muscular causada pela prática esportiva, prevenindo lesões e
acelerando a recuperação muscular. Tem ainda o poder de hidratar e
prevenir estrias, já que aumenta a elasticidade da pele e tonifica, além
de melhorar a circulação sanguínea. Para pessoas que sofrem com
extremidades frias, uma massagem com óleo de arnica pode ser de
grande ajuda, e seu uso também é indicado para combater a queda de
cabelo. O óleo de arnica deve ser de uso externo, evitando feridas
abertas, olhos e mucosas. Antes de usar, faça teste de sensibilidade,
aplicando um pouco no antebraço e aguardando por 1 hora (https://lar-
natural.com.br/beneficios-do-oleo-de-arnica-para-o-corpo/).
Floral: FLORAIS DE MINAS – Arnica Campestre – traumatismos,
dores internas,
cicatrização, pré e pós-operatório. FLORAIS DAS GERAIS – Arnica-
mineira – cicatrização emocional e para traumatismos do corpo físico:
ferimentos, contusões, cirurgias, traumas psíquicos.
Homeopatia: ACROCIANOSE – 20 gotas de Arnica D3 antes do
almoço. AMNÉSIA – 20 gotas de Arnica D3 pela manhã e a noite.
DESMAIOS – 20 gotas de Arnica D3 em um pouco de açúcar em
casos de emergência. DORMÊNCIA – 20 gotas de Arnica D3 antes do
almoço. ENTORSES – compressas com 30 gotas de Arnica TM.
ESTAFA – em casos emergenciais – 5 gotas de Arnica D3 em um
pouco de açúcar. FADIGA – 20 gotas de Arnica D3 de manhã e a
noite. FERIDAS – 3 GOTAS DE Arnica C5 de 6 em 6 horas. GALOS –
enquanto ele persistir tomar 15 gotas de Arnica D3 de 8 em 8 horas.
GRAVIDEZ – em casos emergenciais – 20 gotas de Arnica D3 em um
pouco de açúcar. HIPOGLICEMIA – em casos emergenciais – 20
gotas de Arnica D3 em um pouco de açúcar. HIPOTENSÃO
ARTERIAL – 20 gotas de Arnica D3 antes das refeições.
INSUFICIÊNCIA CIRCULATÓRIA – 20 gotas de Arnica D3 antes do
almoço. LARINGITE – em adultos – 15 gotas de Arnica D3 antes das
refeições. Também indicada para orquites, laringites, afonia, febre
seca com sede intensa, contusão na coluna vertebral, dores
musculares dos membros superiores. Dinamizações mais usuais são
1X – 3X, para os traumatismos recentes. 3C – 4C, para os
traumatismos que já têm de uma semana a 10 dias. 12C, para os
traumatismos depois deste tempo. 30C – 200C, nos efeitos distantes
de traumatismos ou hemorragias, quaisquer que eles sejam. 4C – 9C
– 12C, nas febres tifoides (estuporosas) e nas hemorragias.
A arnica atua sobre o sangue, o aparelho circulatório,
especialmente nos vasos capilares, sobre o sistema nervoso, em
especial a medula, sobre os músculos, o tecido celular subcutâneo
e a pele.
Contra-indicações: pode ser tóxica em doses acima das
terapêuticas, com sintomas de náuseas, vômitos, dor de estômago,
cólicas abdominais, alteração do ritmo cardíaco, agitação e
convulsões. Usar com cuidado em pessoas alérgicas. Pode gerar
dermatite de contato. Evitar na gravidez, lactação, em portadores de
úlcera e epiléticos. Pode ser abortiva. Não usar em pele aberta. Uso
interno irrita as mucosas internas e sua ingestão, em alguns casos,
pode ser fatal. A arnica não deve ser administrada em crianças
menores de 12 anos sem aconselhamento de um terapeuta
especializado.
Interações medicamentosas: pode interagir com medicamentos
anticoagulantes.
Uso Veterinário: indicada para uso externo em dermatites, mas deve-
se proteger a área, pois pode ser tóxica caso o animal venha a lamber
o local aplicado.
Doses: USO EXTERNO – de 5 à 10%, em infusão ou decocção, como
pó pode ser usado diretamente, em tintura diluir uma parte para duas
de água para aplicação na pele. USO INTERNO – infuso ou decocto
de 1 a 3g ao dia, tintura a 10% de 10 gotas, duas ou três vezes ao dia.
Planeta regente: planeta Saturno. Associada ao signo de Capricórnio.
Indicações energéticas ou mágicas: atribui-se a esta planta uma
aura de cor vermelha. Energeticamente promove a concentração dos
pensamentos e ideias dispersas. Associada ao deus Ares que, através
da planta, confere os poderes mágicos do desejo ardente, disciplina e
força física. Paracelso diz que a planta é uma das doze plantas dos
antigos rosa-cruzes e que a planta está associada ao Sol.
Habitat: originária da Europa central,
mas parece que existe em todo o mundo. No México é m
uito abundante como planta silvestre.
Informações clínicas e/ou científicas: esta planta foi listada em
1995 em um documento do Health Canada como inaceitável para
prescrição de uso via oral.
Descrição botânica: planta de 30 a 50 cm de altura, da família das
Compostas, com uma flor composta e muito vistosa de um tom
amarelo intenso.
Toxicidade: planta tóxica. Deve ser evitado uso interno. Tóxica para o
sistema nervoso.
Cultivo: a arnica gosta de muito sol e umidade e um solo bem
drenado. Tolera solos argilosos, mas não gosta de solos arenosos. As
sementes devem ser plantadas em sementeiras e transplantadas para
canteiros no início da primavera. Os canteiros devem ser em formas
de linhas com espaçamento de 8 a 12 polegadas. As plantas crescem
devagar, mas darão várias florações ao longo dos anos. Suas flores
após colhidas se decompõem com rapidez.
Observações: encontra-se na lista de plantas com risco de extinção
na natureza. Não confundir com a Erva Lanceta (Solidago chilensis
Meyen var . chilensis), também conhecida como Arnica brasileira. Um
dos melhores usos da Arnica é através da homeopatia. Também é
uma planta famosa pelo uso ornamental em jardins.

BÁLSAMO BRANCO
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Nome Popular: Bálsamo Branco


Outros nomes: Bálsamo.
Nome científico: Sedum dendroideum Moc. & Sessé ex DC.
Nomes botânicos: S. prealtum A. DC.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Crassulaceae.
Partes usadas: folhas frescas.
Sabor: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Constituintes químicos: mucilagens, alcalóides piperidínicos,
triterpenos, sesquiterpenos e taninos hidrolisáveis.
Propriedades medicinais: emoliente, cicatrizante, vulnerário,
antiedematoso, resoluitvo, analgésico, anti-ulcerogênico,
antimicrobiano.
Indicações (Uso interno): epilepsia, inflamações gastrintestinais,
cefaléias.
Indicações (Uso externo): contusões, torções, machucaduras,
feridas gangrenosas, úlceras, inflamações da pele, ferimentos por
traumatismo, esfoladuras, cortes.
Indicações pediátricas: as mesmas que para adultos.
Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Elemento predominante na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Atuação nos canais: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Ayurveda (Ação nos doshas): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Rasa: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Virya: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Vipaka: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: o suco da planta tem um princípio tóxico e deve
ser evitado uso interno.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: 10g de folhas centrifugadas ou batidas em liquidificador com
200ml de leite para queixas gastrointestinais. Adultos e crianças – uso
tópico – emplastro das folhas frescas diretamente na área afetada.
Formulações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Formulações populares: INFLAMAÇÕES GASTRINTESTINAIS –
salada in natura. PELE INFLAMADA – aplicar suco da planta fresca
topicamente.
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: originária da África do Sul e Ásia. Cresce amplamente no
Brasil subespontaneamente.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: seu caule é ramificado, de textura herbácea e
porte subarbustivo, geralmente entre 30 a 90 centímetros de altura. As
folhas são carnosas, glabras, brilhantes, de formato espatulado a
ovado, recurvadas para cima, de cor verde a bronzeada e dispostas
em rosetas nas extremidades dos ramos. As inflorescências surgem
no outono e inverno, são do tipo panícula, terminais e compostas por
pequenas e abundantes flores amarelas, pentâmeras e
bastante decorativas.
Toxicidade: Sem toxicidade nas doses recomendadas.
Cultivo: solos bem drenados, secos, fofos com areia e silte. Propaga-
se por estacas de caule e folhas. Plantio recomendado na primavera,
planta resistente a seca, regar somente em períodos de longa
estiagem, colheita após um ano e meio de ciclo.
Observações: a planta é considerada ornamental. Foi trazida para o
Brasil, provavelmente no período colonial. Sedere em latim significa
sentar. A descrição da planta foi realizada pela primeira vez em 1952
por De la Cruz, embora se conheça sua aplicação na medicina
tradicional do México pré-colonial.

CABELO DE MILHO
As pessoas que ingerem alimentos ricos em carotenoides, como o
milho, têm mais resistência à infecção respiratória. O Cabelo de Milho
auxilia na eliminação do sódio.

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Nome Científico:
Zea mays L.

Nomes botânicos:
Mays americana Baumg., Mays zea Gaertn., Mayzea cerealis Raf.,
Zea canina S. Watson, Zea erythrolepis Bonaf., Zea hirta Bonaf., Zea
saccharata Sturtev., Zea segetalis Salisb., Zea vulgaris Mill.

Nomes Farmacêuticos:
Stylus zeae

Partes usadas:
Estigmas.

Composição Química:
Zeina, albumina, ácidos málico, tatárico e maizênico, alentoina,
hordenina, peroxidade, oxigenase, maltose, proteinas, sais minerais e
vitaminas A, B1, B2, e C, ácido acetilsalicílico, vitamina K.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: úlceras, sedativo do trato digestivo,
diarreia, disenteria, dispepsia, gastrite, dor de estômago,
Sistema Urinário e Genital: ácido úrico e fosfato, infecção urinária,
edemas inflamatórios, cistites, uretrite, desequilíbrios do aparelho
reprodutor, desinfetante das vias urinárias, albuminúria, para
desinflamar infecções da bexiga, libera a urina, enurese, gonorreia,
prostatite, retenção de líquidos, incontinência urinária, pus na urina,
incontinência noturna, edemas das juntas dos joelhos e os pés,
inchaços, dismenorreia, disúria, hiperuricemia, impotência,
infertilidade, leucorreia, vaginite, uretrite, uterite.
Sistema Hepático: icterícia, congestão hepática, para desinflamar
infecções da vesícula, colecocistite,
Sistema Respiratório: asma, elimina umidade que provoca catarro,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:estimulante do
músculo cardíaco, distúrbios cardíacos, colesterol, gota, aterosclerose,
angina, hiperazotemia,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:convulsões, gripe,
ciática,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:osteomielite.
Sistema Renal: cólicas nefríticas, litíase renal (dissolve areias e
cálculos renais diminuindo dores), nefrite, para desinflamar infecções
renais,
Outros distúrbios: para febres, diabetes, diminui o inchaço em
grávidas, acelera o metabolismo, obesidade, proliferador celular,
ascites, câncer de mama e cólon, fungos, mucosidades, sarampo,
psoríase, malária, mal da altitude, síndrome do X (Martin & Bell),
edemas suboculares, abandono de vícios.

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Estigmas – todas aplicações.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: afecções da pele, feridas, ictiose, abscessos,
escoriações, dermatose, eczema, psoríase, machucados, verrugas.
Cabeça e face: alopecia, caspa.
Cavidade bucal: periodontite, garganta dolorida.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Estigmas – todas as aplicações.

Aromaterapia:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 5 – Ervas para reduzir umidade do corpo.

Uso homeopático:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Pets e outros animais:
Seu uso é indicado apenas como alimentício, em algumas espécies.

Informações em outros sistemas de saúde:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:


Os índios da América consideravam o milho um dom do deus
Hiawatha. É uma planta sagrada para as divindades Centeotl, Ceres,
Chicomecohuatl, Cinteotl, Kornjunfer, Krumine, Mother Corn, Onatha,
Osiris, Robigo, Robigus, Selu, Xilonen, Xochipili.
Nome Conhecido:
Barba-de-milho, Estigmas-de-milho, Milho-grosso, Milho-
maês(Português), Maíz (espanhol), Maïs (francês), Corn (inglês),
Granoturco (italiano).

Família:
Gramíneas.

Sabor:
Doce e neutro.

Propriedades medicinais gerais:


Diurético, depurativo, litagogo, colagogo, hipoglicemiante, anti-
hipertensivo, hepático, anti-inflamatório, hipotensor, calmante, anti-
hemorrágico, analgésico, emoliente, hipocolesterolêmico, cardiotônico,
gastrosedativo, vulnerário, litolítico, uterocontractante, colinérgico,
antiagregante, anticancerígeno, antidecubitico, antigenotóxico,
antimutagênico, antilactagogo, antiviral, antiperoxidante, afrodisíaco,
proliferante, emenagogo, hemostático, inseticida, estomáquico,
uricosúrico, hepatoprotetor, uterotônico, sedativo, potente
antioxidante, calmante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Estigmas – todas aplicações

Para crianças:
As mesmas indicações recomendadas para adultos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Seu uso pode causar irritação em pessoas com inflamação na bexiga.
Pessoas com dificuldade para urinar devido inflamação da próstata
(hipertrofia) devem evitar a erva. Desaconselhado o uso durante a
gestação e a lactação.
Interações medicamentosas:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade:
A erva não apresenta toxicidade nas doses recomendadas. Porém,
muitas amostras de milho são contaminadas com Bacillus cereus.
Outras ainda são encontradas contaminadas com Fusarium spp,
Penicillium spp, Aspergilus flavus e A. Níger. Também o nível de
contaminação por Cryptococcus lauremtii foi maior que 10(4) cfu/g.

Uso culinário e nutritivo:


O milho é rico em amidos e proteínas, mas não é indicado para
substituir as proteínas, pois ele necessita de dois aminoácidos
essenciais que é a lisina e o triptofano.

Sistemas Florais:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):


Erva utilizada para eliminar umidade-fleuma da Bexiga, umidade-
fleuma-calor na Vesícula Biliar e para estagnação do Qi do Rim. Seu
elemento predominante é a Terra e a erva atua nos canais da Bexiga,
Fígado, Rins e Vesícula Biliar.

Ayurveda:
Seu nome ayurvédico é Mahaa-Kaaya. O Cabelo de Milho reduz Pitta
e Kapha e aumenta Vata. Sua rasa é doce e sua virya é fria. Sua
vipaka é picante.

O que diz a ciência:


Glicoproteínas separadas do cabelo de milho inibiram a formação de
anticorpos IgE e incrementaram a formação de IgG e IgM. Estes
demonstraram ação antiviral e antitumoral.

Astrologia:
A regência desta erva está associada a Vênus e Saturno. Utilizada em
tratamentos de patologias associadas ao signo de Libra.

Habitat:
O milho é originário da América Tropical e passou a ser cultivado em
todo o mundo a partir do Séc. XV.

Descrição da planta:
Planta de caule grosso, com um a três metros de altura, folhas largas,
planas e pontiagudas. O milho é chamado de monoico, porque possui
as flores dos dois sexos na mesma planta, os estigmas das espigas
femininas são muito compridos, parecendo fios de cabelos. Os grãos
ficam um do lado do outro, assim cobrindo a espiga.

Vamos plantar?:
O milho pode ser cultivado em diversas regiões climáticas, existindo
cultivares adaptadas a diferentes condições de temperatura e
umidade. No entanto, o milho não suporta baixas temperaturas. A
temperatura mínima durante seu ciclo de vida deve ser de 13°C,
sendo o ideal pelo menos 16°C. Por outro lado, em clima muito quente
e seco a polinização pode ser prejudicada.
O milho necessita de alta luminosidade e deve receber luz solar direta
ao menos por algumas horas diariamente.
O solo deve ser bem drenado, fértil, rico em matéria orgânica e com
boa disponibilidade de nitrogênio. O pH ideal do solo é de 5,5 a 6,8.
Irrigue com a frequência necessária para que o solo seja mantido
úmido, mas sem que permaneça encharcado. O milho tem raízes
relativamente superficiais e pode ser muito sensível à falta de água
durante seu crescimento. Quando as espigas estão bem
desenvolvidas, a irrigação não é mais necessária.
As sementes geralmente são semeadas diretamente no local definitivo
da horta ou plantação, mas também podem ser semeadas em
sementeiras e transplantadas quando preenchem os módulos com
suas raízes, ou em copinhos feitos de papel jornal, fazendo então o
transplante quando as mudas têm de 8 a 10 cm de altura.
O espaçamento entre as plantas varia conforme a cultivar e as
condições locais de cultivo, mas geralmente pode ser usado um
espaçamento de 1 metro entre as linhas de plantio e 20 cm entre as
plantas. Para cultivares de menor porte, o espaçamento pode ser de
80 cm entre as linhas e 20 cm entre as plantas. Para cultivo em
pequena escala, é possível usar um espaçamento simples entre as
plantas, podendo ser de 30 cm entre as plantas de cultivares de maior
porte e 20 cm entre plantas de cultivares de menor porte.
O milho também pode ser cultivado em vasos grandes. Em um vaso
com 50 cm de diâmetro é possível plantar três sementes, formando
um triângulo. Em vasos um pouco menores plante apenas uma ou
duas sementes. É importante ter um total de pelo menos quatro
plantas para promover uma boa polinização, sendo que o ideal é ter
pelo menos 9 plantas. E manter as plantas formando um quadrado é
melhor do que manter as plantas formando uma linha. Tudo isto
porque o milho é polinizado pelo vento e não por insetos, assim uma
plantação compacta tem uma probabilidade maior de conseguir uma
boa polinização que uma plantação linear ou uma plantação com
plantas mais dispersas.
Outro fator importante é não plantar duas culturas de milho que
florescerão na mesma época, no mesmo local. Culturas diferentes
devem permanecer a pelo menos 400 metros de distância umas das
outras. O grão de milho tem as características fenotípicas
determinadas pela fecundação que o gera, podendo ser muito
diferente das características fenotípicas da cultura de sua planta mãe.
Por este motivo, é possível encontrar espigas de milho que possuem
grãos de várias cores diferentes na mesma espiga.

ÁLCIO DE OSTRA
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Nome Popular: Cálcio de Ostra


Outros nomes: Concha de Ostra
Nome científico: Ostrea gigas Thumb
Nomes botânicos: Ostrea rivularis Gould; Ostrea talienwhanensis
Cross.
Nome farmacêutico: Concha ostreae
Partes usadas: concha triturada
Sabor: amarga, salgada e neutra.
Constituintes químicos: fosfato de cálcio, carbonato de cálcio,
sulfato de cálcio, magnésio, alumínio, óxido de ferro, potássio, iodo e
proteínas.
Propriedades medicinais: diurético; calmante; anti-sudorífica,
resolutiva, antiácida; ansiolítico; emético; purgante; sedativa;
espasmolítica; tranqüilizante, antipirético; adstringente;
anticancerígeno; hidratante.
Indicações (Uso interno): tosse com expectoração; na retenção
urinária; leucorréia (corrimento crônico); dor devido à retenção do
túrbido; repositor de cálcio; atua na coagulação sangüínea; regula
contração e relaxamento muscular; ativa diversas enzimas do
organismo; para perdas seminais. Bons resultados em tratamento de
tuberculose, osteoporose e bócio; reduz ansiedade; auxiliar em
tratamento de aterosclerose; previne perda de fluidos; auxiliar para
tratamento de nódulos e massas; verborragia; insônia; pesadelos,
nervosismo e palpitações. Move o sangue; na hiperacidez estomacal;
alivia dores; palpitações; tonturas; sudorese noturna; sudorese
espontânea; sangramento uterino; gastrite; úlcera péptica; para
nódulos e gânglios aumentados; osteoporose; ansiedade; ação
antitumoral nos estágios iniciais do câncer; tinitus; fogachos; gosto
amargo na boca; irritabilidade; face avermelhada; bócio;
adenomegalias; escrófula; esplenomegalia.
Indicações (Uso externo): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: controla ascensão do calor por vazio do Yin do
Rim; previne perda de fluidos, essência e sangue; controla calor no
Estômago; redireciona fluxo do Qi do Pulmão e do Estômago; limpa
fleuma-calor do Pulmão; na estagnação de fleuma com formação de
nódulos amolecidos e movéis (barro biliar); na estagnação do Xue
com formação de nódulos endurecidos e fixos; na ascensão do yang
do Fígado; na agitação do Coração e do Shen; em quadros com
excesso de calor; elimina vento-fleuma de origem de toxinas
alimentares; elimina calor patológico do sangue; elimina vento interno
do Fígado; tonifica o Yin do Fígado; elimina fleuma; ancora o Yang;
descende o fogo do coração; remove sangue congelado. Nome
chinês: Mu Li. Faz parte das fórmulas chinesas: San Jia Jian Fu Mai
Tang para nutrir o Yin e recobrar o pulso; Gui Zhi Gan Cao Long Gu
Um Li Tang para tratar a deficiência do yang do coração e frio no Jiao
Superior; Jin Suo Gu Jing Wan que estabiliza os Rins e fortalece o
sêmen; Gu Chong Tang que fortalece o Jiao Médio e pára
sangramentos uterinos por deficiência do Qi do Baço; Yi Xue Zhong
Zhong Can Xi Lu para ancorar o Yang do Fígado, eliminar o vento no
Fígado e nutrir o Yin do Fígado e dos Rins; Da Ding Feng Zhu para
doenças febris e quando o Yin está enfrawquecido por condições de
calor patogênico. Depois de calcinado o cálcio de ostra adquire a
qualidade de adstringência. Erva usada para tratar condições de
deficiência crônica do Yin.
Atuação nos canais: R, F, P, F, VB e E.
Elemento predominante na MTC: Água
Classificação da Erva na MTC: Categoria 14 – Ervas para reduzir
ansiedade ● Categoria 15 – Ervas para reduzir movimentos
involuntários ● Categoria 16 – Ervas corrigir deficiências.
Ayurveda (Ação nos doshas): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Rasa: salgada
Virya: fria
Vipaka: picante
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: no vazio do Qi e frio; em suores de doença febril
aguda; pode gravar sintomas de frio ou vazio do BP; incompatível com
Herba ephedra; Fructus evodiae e Herba asari. O consumo acima das
quantidades permitidas; pode originar o aparecimento de
hipercalcemia que é caracterizada por naúsea, vômitos, anorexia,
coma, sede, descoordenação motora, poliúria, bradicardia, fraqueza
muscular e diminuição renal crônica; indigestão e constipação.
Interações medicamentosas: tem sinergia positiva com as ervas Hai
Zao (Sargassum) e Kun Bu (Eckloniae thallus) para dissolver fleuma.
Conjugada a Shi Jue Ming é utilizada para promover a descida do
Yang do Fígado e prevenir a geração de vento no Fígado. Combinado
a Long Gu (Mastodi fossilium ossis) descende o yang do Fígado,
clareia calor e acalma a mente. Tradicionalmente utilizada de forma
sinérgica com Bulbus fritillariae para nódulos no pescoço, com Radix
Uralensis e Radix Polygalae para nervosismo, palpitações e
insônia; Radix Achyrantes Bidentatae, para nódulos por estagnação
do sangue. Também tem compatibilidade com Osso de Dragão (Lon
Gu), raiz de Peônia Branca (Baishao) e casco de tartaruga (Guiban).
Este naturoterápico é naturalmente incompatível com Herba Efedra,
Fructus Evodiae e Herba Asari.
Doses: 9 a 30g em decocção/dia; 1 a 3g em pó/dia.
Formulações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Formulações populares: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: nos oceanos de quase todo o mundo menos em águas muito
frias ou poluídas.
Informações clínicas e/ou científicas: naturoterápico apresentou
bons resultados em tratamento de 10 casos de tuberculose. Foi
utilizada em conjunto com outros naturoterápicos e nove pacientes
apresentaram melhora dos sintomas ao fim de alguns dias.
Descrição botânica: as ostras adultas tipicamente apresentam uma
concha com uma forma alongada, em média com 10,5 cm de
comprimento. As ostras são moluscos pertencentes à
família Ostreidade e à ordem Ostreoida. Estes moluscos se
desenvolvem em águas marinhas dentro de conchas de formatos
irregulares e desiguais entre si. Estas conchas são muito calcificadas
e se mantêm fechadas graças a um músculo adutor. Seu corpo é mole
e é constituído de boca, estômago, coração, intestino, rins, gônadas
(órgãos sexuais), guelras, músculo adutor, ânus e manto.
Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Observações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

CANELA
MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO
Nome Popular: Canela
Outros nomes: Cenela, Canela do Ceilão, Canela da Índia, Canela de
Cheiro, Canela da Rainha, Canela Fina, Caneleira do Ceilão,
Caneleira da Índia, Caneleira Verdadeira e pau Canela, em português;
Zimmt e Zimmtebaum, na Alemanha; Canela, Canelo, Canelero de
Ceilán, Canela de Ceilán, Cinamomo, Laurel e Canelero, em
espanhol; Canelle, Canellier e Canellier de Ceylan, na França;
Kaneelboom, na Holanda; Cinnamon, Cinnamon Bark e Cinnamon-
Tree, em inglês; Albero Della Cannella, Cannella, Canella, Cenamo e
Lauro Aromatico, na Itália; Cynamon, na Polônia.
Nome científico: Cinnamomum zeylanicum Blume.
Nomes botânicos: Cinnamomum zeylanicum Nees. Sinonímia:
Canella zeilanica Bauh.; Cinnamomum aromaticum J.Grah.;
Cinnamomum iners Wight; Cinnamomum verum J.Presl.; Laurus
cassia Burm.f.; Laurus cassia L.; Laurus cinnamifera Stokes; Laurus
cinnamomea Salisb.; Laurus cinnamomum L.; Laurus culitlaban Buch.-
Ham. ex Nees; Laurus montana Link ex Meisner; Laurus rigida Wall.;
Persea cinnamomum Spreng.
Nome farmacêutico: Cortex Cinnamomi
Partes usadas: casca, folhas e O.E
Sabor: doce, picante e amornante.
Constituintes químicos: acetato de eugenol, ácido cinâmico,
açúcares, aldeído benzênico, aldeído cinâmico, aldeído cumínico,
benzonato de benzil, cimeno, cineol, elegeno, eugenol, felandreno,
furol, goma, linalol, metilacetona, mucilagem, oxalato de cálcio,
pineno, resina, sacarose, tanino, vanilina.
Propriedades medicinais: adstringente; afrodisíaco; antiescorbútico;
antiespasmódico; antileucorréico; anti-reumático; anti-séptico;
aperiente; aromático; cardiotônico; carminativo; catamenial; digestivo;
estimulante; galactagogo; hipertensor suave; piolhicida; sedativo;
tônico; vasodilatador; antiasmático; hemostático; diurético;
emenagogo; insulina-análogo; antiinflamatório; antioxidante;
antidiarréico; diaforético; expectorante; antimicrobiano; antifúngico;
alterativo; demulcente; imunoestimulante; estomáquico; eupéptico;
vitalizador cardíaco; antibiótico; adipogênico; alergênico; analgésico;
anti-helmíntico; antiagregante; anti-emético; antileucêmico;
antilinfomico; antimicobacterial; antioxidante; antiprostaglandino; anti-
pirético; antisialagogo; antitubercular; antitussígeno; antiulcerativo;
antiviral; afrodisíaco; bactericida; canditicida; colerético;
circuloestimulante; cordial; COX-2 inibidor; inibidor de ciclooxigenase;
citotóxico; depurativo; emenagogo; emoliente; estrogênico;
expectorante; febrífugo; germicida; Gram(+)icida; Gram(-)icida;
hepatotônico; inibidor de redução deHMG-CoA ; hipocolesteronêmico;
hipoglicemiante; hipotensor; hipotérmico; hipotrigliceridêmico;
hipouricêmico; inseticida; potencializar de insulina; lactagogo;
larvicida; lipolítico; inibidor de lipooxygenase; mutagênico;
miorelaxante; narcótico; nematicida; nervino; neurotônico; orexigênico;
refrigerante; secretagogo; sialagogo; teratogênico; tranqüilizante;
uterorelaxante; uterotônico; vibriocida; vulnerário; inibidor de xantina-
oxydase; poderoso antihemorrágico; antiputrefascente; antidisentérica;
Indicações (Uso interno): distúrbios gastrointestinais; dismenorréia;
para perda de libido e impotência; anorexia; hemorragias; desconforto
abdominal; cansaço; digestão lenta; asma sem secreção; amenorréia;
calafrios; choques; diarréia; dores de cabeça e de estômago;
escrófula; extremidades frias; espasmos; febres adinâmicas; gases;
gripe; hemorragia de parto; hipotensão arterial leve; inflamações do
rosto; metrorragia; paralisia da língua; queimaduras por frio;
respiração ofegante; ulcerações da gengiva e mucosa da boca;
úlceras estomacais por estresse; equilíbrio dos triglicerídeos; vômitos
nervosos; disenteria; melhora funcionamento dos rins; dores
articulares; tensões musculares; espermatorréia; congestões nasais;
bronquite; afecções respiratórias; estimula circulação; candidíase;
cólicas; síndrome de fadiga pós-viral; tinha; enxaqueca; germes do
couro cabeludo; age no Baço e no Pâncreas; soluços; problemas
hepáticos; palpitações; auxilia a contração do útero no parto;
melancolia; náusea; ansiedade e insônia em idosos; neuralgia do
trigêmeo; cólicas intestinais; acrocianose; sensibilidade ao frio;
depressão; demência; espasmos da musculatura lisa; miastenia
gravis; complicações da Diabete Mellitus; para emoções fortes;
síncopes; melhora a vitalidade; alivia cansaço; traz cor ao rosto;
intestino irritado; diverticulose; inchaços; epilepsia; baixa libido; tonifica
e faz a constrição dos tecidos corpóreos; alivia congestão; eleva as
funções cognitivas; anemia; é ativo frente a Pseudomonas aeruginosa,
Salmonella typhi e paratyphi, Escherichia coli, Mycobacterium
tuberculosis, Candida albicans e Aspergillus spp.; estimula a função
de outras ervas medicinais no organismo; purificador do sangue;
previne infecções; preveni problemas estomacais; congestão dos
seios da face;
Indicações (Uso externo): dores do joelho; dores nas costas; dor de
dente; torcicolo; artrose cervical; polineuropatias agudas; lombalgia
crônica; flebite superficial; cãibra nas panturrilhas;
Indicações pediátricas: as mesmas indicações acima.
Utilizações na MTC: nomes em chinês: Rou Gui (Cinnamomi cassiae
córtex) e Gui Zhi (Cinnamomi casssiae ramulus). Movimenta o Yang e
transforma o Qi; indicada na retenção de água onde estimula o
metabolismo e acelera a transforma da água em Qi aliviam edemas e
dificuldade de urinar por deficiência do Yang; aquece e abre os
meridianos e dispersa o frio; indicada em doenças reumáticas
principalmente dos ombros; fortalece o Yang do Coração; reforça o
Wei Qi; vazio do Qi do Pulmão e Coração; invasão de vento frio
externo; vazio do Yang dos Rins, Bexiga e Baço; umidade-fleuma no
Jiao inferior; circula o Qi no tórax; direciona ervas para os canais e
para o exterior; aquece o Jiao inferior; aquece e promove a circulação
do Xue; reduz dor e enrijecimento por ação do frio; fortalece o portão
vital (Ming Men); utilizado para deficiência do Yang do Rim com
fraqueza nas pernas, respiração curta e voz fraca. Esta erva é
particularmente utilizada em síndromes onde há adormecimento e
formigamento nos membros, frio e dor nas extremidades. Junto com a
erva Ba Ji Tian (Moridae radix) substitui o naturopático Lu Rong (Cervi
cornu). É utilizado como erva principal em fórmula que tratam invasão
de vento-frio. Penetra primariamente no meridiano do coração e
secundariamente nos meridianos do pulmão e bexiga. É utilizada
conjuntamente com Bai Shao Yao (Paeoniaradix lactiflora) para expelir
vento-frio e promover a circulação do Qi harmonizando o Wei Qi e o Qi
Nutritivo na região superficial estabilizando o exterior. Componente da
fórmula chinesa MA HUANG TANG (Decocção de Efedra) utilizada
para fazer suar e expelir invasão de vento-frio, regular o Qi do Pulmão
e aliviar sibilos de respiração. É usada quando há febre, calafrios
intensos sem suor, dor de cabeça, dores generalizadas e respiração
curta. O paciente pode apresentar língua com saburra branca e
espessa e pulso superficial. Utilizada também na fórmula GUI ZHI
TANG (Decocção de Ramo de Canela) para tratamento de condições
de invasão de vento-frio. Esta fórmula expele o vento-frio e alivia o
exterior regulando o Yin Nutritivo (Ying-Yin) e o Wei Qi. Para
síndrome que manifestam febre com suor irregular e aversão ao
vento, nariz obstruído e dor de cabeça. Utilizada em pacientes que
não sentem sede e apresentam língua com saburra branca e pulso
superficial, lento e fraco. Também aparece na fórmula SHAO YAO
TANG (Decocção de Peônia) que é utilizada para regular o Qi e o Xue,
limpar calor-tóxico e eliminar umidade dos intestinos. É basicamente
utilizada para tratar umidade-calor e toxinas acumuladas nos
intestinos. As manifestações desta síndrome incluem dor abdominal,
tenesmo, dificuldade para defecar; diarréia com muco e sangue em
partes iguais e sensação de queimação ao redor do ânus. Os
pacientes apresentam língua vermelha com saburra amarela suja e
pulso rápido. Nesta fórmula a função do Rou Gui é de prevenir que as
ervas amargas e frias possam injuriar o Yang o que ocorre quando o
Qi e o Sangue se encontram enfraquecidos por longos períodos.
Também dá assistência a erva Dang Gui (Angelicae sinensis radix)
para reforçar a função de circulação do sangue. Tem boa sinergia com
Xi Xin (Asari herba) para estimular e tonificar o Yang e aquecer os
meridianos e órgãos internos expelindo o frio. Rou Gui também tem
penetração no meridiano do Rim e Jiao inferior tratando síndromes de
frio e estimulando o Yang do Rim. Tem valor especial por se tratar de
uma erva doce o que a faz mais lenta e pode tratar síndromes de frio
que não podem ser tratadas em tempo curto como impotência, micção
freqüente, amenorréia e infertilidade. Também é útil para tratar a
síndrome de Yang flutuante, pois é capaz de tonifica o fogo do portão
vital (Ming Men) e guiar o fogo flutuante de volta para baixo na fonte.
Alivia dores especialmente quando se encontram no baixo-ventre,
costas e joelhos. Participa da fórmula XIAO JIANG ZHONG TANG
(Minor Construct the Middle Decoction) que trata a deficiência do Qi e
do Yang do Baço e a deficiência crônica do Yang, Qi, Yin e Xue no
Jiao médio. Gui Zhi é utilizada nesta fórmula para tonificar o Yang do
Baço e estimular sua função, aquecer o Jiao médio, acalmar o Qi do
Estômago, dispersar o frio e acúmulo de água e melhorar a digestão.
Também usada na fórmula HUI YANG JIU JI TANG (Decocção de
restauro e avivamento do Yang) utilizada para recuperar o Yang em
colapso e tonificar o Qi. Nesta fórmula Rou Gui é usado para
recuperar o Yang, penetrar nos Rins e aquecer o Yang dos Rins
incrementar o função da erva Fu Zi. Outra fórmula é DANG GUI SI NI
TANG (Decocção de língua e extremidades frígidas) que tem
finalidade de aquecer os meridianos e expelir o frio, tonificar o sangue
e promover sua circulação. Utilizada para tratar frio e dor em juntas e
músculos em deficiência do Yang e do Xue com invasão externa de
frio. Sua função nesta fórmula é penetrar no coração e incrementar a
função da erva Dan Gui de estimular o Yang e aquecer o sangue.
Também penetra nos pulmões e expulsa o frio e expande o Yang e o
Qi em todo o corpo. Gui Zhi também pode ser utilizada quando o Qi do
coração está muito enfraquecido para estimular o sangue e a
estagnação de sangue aparece causando palpitações e inquietude.
Tem melhor efeito nesta função se utilizada com um pouco de álcool.
Como a erva e o álcool são picante e consomem o Qi devem ser
usadas em conjunto com ervas que tonifiquem o Qi e o Xue do
Coração e sua dosagem deve ser pequena. Outra fórmula é a ZHI
GAN CAO TANG (Decocção de Alcaçuz) – que tem função de tratar
palpitações crônicas e pulso irregular causada por deficiência do Qi do
Coração. Gui Zhi é utilizada aqui como erva assistente estimulando o
Yang do Coração e promovendo a circulação do Qi e do Xue que é a
causa parcial das palpitações. A fórmula YANG XIN TANG (Decocção
para nutrição do coração) trata as desordens mentais causadas pela
deficiência do Qi do Baço, do Coração e do Xue que se manifestam
com palpitações e inquietude, confusão mental, insônia, sono
perturbado cansaço e depressão. A língua se apresenta pálida como
uma camada de saburra branca fina e pulso fraco. A função de Rou
Gui nesta fórmula é de promover a circulação do sangue. Na fórmula
chinesa YOU GUI WAN (Pílula restaurativa do Rim Direito) Rou Gui é
uma das ervas principais com a função de tonificar diretamente o
Yang e a Essência dos Rins. Na fórmula SHEN QI WAN (Pílula do Qi
do Rim do Gabinete Dourado) Gui Zhi é uma erva assistente. Esta
fórmula tem a propriedade de estimular, de forma suave, o Yang do
Rim e como erva assistente tem a função de fazer crescer o Yang no
organismo. Também constitui a fórmula GUI ZHI GAN CAO LONG GU
MU LI TANG (Decocção de Ramo de Canela, Licorice, Osso de
Dragão e Concha de Ostra) utilizada para tratar deficiência do Yang
do Coração e frio no Jiao superior. Gui Zhi é uma das duas ervas
principais tratando a deficiência do Yang do Coração diretamente. A
fórmula LING GUI ZHU GAN TANG (Decocção de Poria,
Cinnamomum, Atractylodes macrocephalae e Licorice) é utilizada para
tratar a síndrome de água fria atacando o coração e pulmão. Gui Zhi
tem a função de aquecer a água e acelerar o processo onde a água se
evapora e torna-se Qi e estimulando diretamente o processo de
dissolução dos fluidos e drenando água. A canela também se faz
presente na composição das seguintes fórmulas chinesas: SU ZI
JIANG QI TANG, SHAO FU ZHU YU TANG, DU HUO JI SHENG
TANG, GUI ZHI TANG, XIAO JIAN ZHONG TANG e YANG HE TANG.
Atuação nos canais: P, B, R, BP e C.
Elemento predominante na MTC: Metal.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – Ervas que induzem
transpiração ● Categoria 3 – Ervas para agir contra o
reumatismo ● Categoria 4 – Ervas para reduzir sensações de frio
dentro do corpo ● Categoria 9 – Ervas que promovem a digestão.
Ayurveda (Ação nos doshas): nome no Ayurveda: Tvak, Daalchini.
Reduz Kapha, equilibra Vata e aumenta Pitta. No entanto as partes
mais doces da planta podem pacificar Pitta. Planta sattwica que
fortalece o agni digestivo. A canela é especialmente benéfica para o
tipo Vata por ser uma erva do tipo doce com suas propriedades
carminativas, calmantes e que despertam o agni digestivo. A planta
atua sobre Vyana vayu (fluxo circulatório). Também tem ação sobre os
tecidos (dhatus) plasmático, sanguíneo, muscular, nervoso e medula
óssea e com mais intensidade nos sistema urinário, respiratório,
digestivo e circulatório. Deve ser evitado em distúrbios de Pitta.
Rasa: picante, doce e adstringente.
Virya: quente.
Vipaka: doce.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: ao óleo essencial são atribuídos poderes afrodisíacos,
principalmente sobre os homens. O óleo essencial tem propriedades
corrosivas e pode ser utilizado para corroer verrugas. No plano
espiritual o óleo estimula a proteção. Não se deve nunca ingerir o óleo
essencial de canela.
Floral: FLORAIS DE MINAS – Cassia – vergonha e autocondenação
por atitudes
públicas e sociais.
Homeopatia: é usado como remédio para hemorragias em T.M. à 3.ª.
Contra-indicações: não usar na gravidez, na lactação, em pessoas
com distúrbios gastrointestinais, neurológicos ou em crianças menores
de seis anos. Evitar em pessoas com hipersensibilidade à canela ou
Bálsamo do Peru. Doses excessivas podem causar aumento da
freqüência cardíaca, da mobilidade intestinal, da respiração e da
perspiração através da estimulação química do vasomotor. Pode
causar dermatite de contato. Chicletes e balas de canela podem
causar lesões na mucosa da boca. A exposição ao óleo de Canela é
associada ao risco de câncer. Evitar em quadros hemorrágicos. Evitar
na insuficiência do Yin, e enfermidades febris por calor.
Interações medicamentosas: Rou Gui (casca de canela) antagoniza
com a erva Chi Shi Zhi (Halloysitum rubrum).
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: de 0,60 a 2g em pó/dia; de 1 a 5g em decocção/dia; máximo
de 10 ml de extrato fluido/dia; máximo de 50 ml de tintura/dia; Xarope
(10% de Tintura): Uma a três colheres sopa ao dia; USO TÓPICO –
Tintura (1:10): aplicar localmente; Infusão: 5 gramas por xícara.
Infundir durante 10 minutos e aplicar sob a forma de compressas,
colutórios, irrigações ou instilações.
Formulações: VINHO – macerar durante 30 dias 30 g de casca em
500 ml de vinho licoroso. Coar e tomar um cálice 2X/dia, antes das
refeições (tônico e digestivo).
Formulações populares: INFUSÃO PIOLHICIDA – ferver 2 xícaras
de chá de água e adicionar sobre 2 cascas de canela em uma vasilha.
Abafar por 15 minutos. Lavar a cabeça (com água e sabão), enxaguar
com a infusão de canela. Secar o cabelo e passar um pente fino.
SUAVIZAR O HÁLITO – decocção de casca de canela. BANHO DOS
AMANTES – banho de imersão com ervas ou óleos essenciais de
canela, cardamomo, jasmin, rosa e sândalo. VINHO PARA
FORTALECIMENTO DO CORPO – combinar uma parte de raiz de
gengibre seco, casca de canela, flores de Erva de São João, flores de
Mil-em-rama, raiz de confrei, aveia e cavalinha. Para cada ¼ de xícara
desta mistura adicione ½ xícara de alecrim e ¼ de xícara de mirtilos
em fruto ou folhas. Colocar as ervas (1 xícara de todas) em uma jarra
de vidro de ½ galão e preencha até o topo com um vinho de boa
qualidade. Vedar bem a jarra e mantenha-a em local escuro e seco de
10 dias a duas semanas movendo a mistura diariamente. Coe o
líquido e armazene em uma garrafa de vidro escuro bem vedado.
Tomar 4 colheres de sobremesa diariamente pela manhã e a noite.
REDUÇÃO DE APETITE – escove os dentes com uma pasta natural
de canela para reduzir o apetite.
Planeta regente: para distúrbios de saúde relacionados ao trânsito
da Lua em Câncer, Mercúrio em Gêmeos, Mercúrio em Escorpião,
Mercúrio em Capricórnio, Mercúrio em Peixes, Vênus em Capricórnio,
Vênus em Peixes; Saturno em Áries, Saturno em Touro; Saturno em
Câncer, Saturno em Escorpião, Urano em Virgem, Urano em
Capricórnio, Urano em Aquário, Netuno em Libra, Plutão em Áries.
Regente: Sol. Elemento: Fogo.
Indicações energéticas ou mágicas: Paracelso indica em
sua Botânica Oculta que a planta é empregada nos perfumes mágicos
do Sol e em certos filtros do amor, cujo uso o mago branco deve
repelir. Erva sagrada nos cultos à Afrodite e Vênus. Queimar incenso
de canela promove um ambiente altamente espiritual. Sua fragrância
estimula a paixão nos homens. O incenso também é queimado em
sessões pra promover a cura. O óleo essencial é utilizado para trazer
proteção.
Habitat: planta natural do Oriente cresce espontaneamente a dois mil
metros de altitude. Está adaptada ao Brasil.
Informações clínicas e/ou científicas: um estudo da Univerdade
Queen Margaret em Edimburgo acredita que a canela e o cravo-da-
índia promovem o decréscimo da produção da enterotoxina A e
enterotoxina B. Uma pesquisa conduzida pelo Departamento de
Agricultura dos E.U.A concluiu que a canela ajuda no controle da
glicose em pacientes com diabete tipo 2 incrementando a produção
natural de insulina. Além disso, demonstrou ainda baixar os níveis dos
triglicerídeos e colesterol, prevenindo doenças cardíacas.
Descrição botânica: árvore de porte médio, atingindo de 8 a 15
metros de altura por 40 cm de diâmetro. Casca pálida e sem
pêlos; Folhas simples, opostas, ovadolanceolada, contendo três
nervuras salientes; apresentam consistência coriácea, e aspecto
luzídio na página superior; Flores pequenas, branco-amareladas,
formando pequenas panículas (Carriconde et al, 1995 in Silva, É. B
da, 1997).
Toxicidade: não há relatos de toxicidade nas doses terapêuticas.
Observações: utilizada para aromatizar chás, bolos e quebrar
cheiros. É mais eficiente quando está fresca. Seu uso como alimento é
considerado seguro. É uma das ervas constituintes do curry indiano. O
aldeído cinâmico apresenta ações sedativas ao nível do SNC e
antitrombolíticas. Também se tem reportado que o óleo essencial
apresenta propriedades antihipertensivas, ao inibir a enzima
convertase, a qual converte a angiotensina. A canela é um excelente
repelente de morcegos.

CAPUCHINHA
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Nome Popular: Capuchinha


Outros nomes: agrião-do-méxico, agrião-grande-do-peru, agrião-
maior-da-índia, capuchinha-de-flores-grandes, capuchinha-grande,
chagas, flor-de-chagas, capucina, capuchinho, chagas-de-flores-
grandes, chagas-da miúda, chaguinha, chaga-de-cristo cinco-chagas,
cochlearia-dos-jardins, coleária-dos-jardins, 5 chagas, curculiare, flor-
de-sangue, mastruço, mastruço-do-peru, nastúrcio, nastúrio,
sapatinho-do-diabo, Capuchina (espanhol), capucine (francês),
nasturtium, garden nasturtium, Indian Cress, Climbing-Nasturtium
(inglês), nasturzio comune e tropeolo (italiano),
Abou Khandgar (Árabe), Abû Khangar (Árabe).
Nome científico: Tropaeolum majus L.
Nomes botânicos: Cardamindum majus (L.) Moench, Tropaeolum
elatum Salisb., Tropaeolum hortense Sparre, Tropaeolum hybridum L.,
Tropaeolum pinnatum Andrews, Tropaeolum quinquelobum Bergius,
Trophaeum majus (L.) Kuntze., T. pentaphyllum Lam.,
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Tropaeolaceae
Partes usadas: botões florais, caule, flores, folhas, frutos, pó dos
frutos secos.
Sabor: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Constituintes químicos: ácido ascórbico, ácido clorogênico, ácido
erúcico, ácido tropaeolínico, açúcares pigmentos (glicose e frutose),
benzil cianido, ß-caroteno, glucotropaeolina (transforma em
antibióticos), helenina, isoquercitrina, kaempferol, maltose, mirosina
(enzima), óleo essencial, pectinas, pelargonidina, quercetina, resinas,
sais, benzil-isocianeto.
Propriedades medicinais: antibiótico natural, antiescorbútico,
aperiente, ativador da circulação sanguínea, béquico, depurativo,
digestivo, diurético, estimulante, expectorante, fungicida, purgativo
(frutos secos), remineralizante, sedativo, tônico, tônico capilar,
tonificante, revigorante, afrodisíaco, vitamina C, calmante, alergênico,
analgésico, antialopetico, anti-séptico, bactericida, cicatrizante,
emenagogo, expectorante, febrífugo, gastrogôgo, hemostático,
inseticida, laxativo, pectoral, vesicante, antiinflamatório, nutritivo,
Indicações (Uso interno): adrenomieloneuropatia, afecções
pulmonares, desinfetante das vias urinárias, escorbuto, escrofulose,
falta de apetite, impurezas no sangue, infecções geniturinárias e
respiratórias, insônia, problemas digestivos, retenção de líquidos,
tosse, expectorante anticatarral, prevenir prisão de ventre, a planta
apresenta antibióticos naturais de amplo espectro, anemia, alopecia,
angina, afta, sangramento, bronquite, câncer, câncer pulmão,
conjuntivite, constipação, cândida, dispepsia, enfisema, febre, fungo,
gases, dor de cabeça, gengivite, infecção, infertilidade, mialgia,
nefrose, oftalmia, sofrimento, salmonela, tuberculose, urogenitose,
bronquite, tônico do pâncreas e da bile.
Indicações (Uso externo): acne, afecções da pele, caspa, eczema,
fortalecedor do couro cabeludo, infecções bacterianas e fungais, pele
envelhecida, pele e cabelos, cistose, enfraquecidos, prevenir a queda
de cabelos, psoríase, hematoma, dermatose, enrisipela,
Staphylococcus, queimadura do sol, artrite inflamatória, desinteria por
Shigella, tônico capilar,
Indicações pediátricas: desaconselhado para crianças abaixo de 5
anos.
Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Elemento predominante na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Atuação nos canais: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Ayurveda (Ação nos doshas): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Rasa: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Virya: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Vipaka: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Informações em outros sistemas de saúde: os bolivianos utilizam
decocção de folhas para tratar mialgia e reumatismo. Os europeus
usam como anti-séptico urinário. Na Guatemala utilizam para
bronquite. Mexicanos usam para tratar câncer. Os peruanos utilizam
alimentam as galinhas com a planta para tratar gripe das galinhas.
Peruano utilizam chá ou decocção para tratar alopecia, afta, cistite,
dor de cabeça, hemorroidas, dor de garganta, estomatite.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: é contra indicada na gastrite, gravidez, lactação,
hipotireoidismo, insuficiência cardíaca ou renal. Pode causar irritação
gástrica, ação antitireóidica indutora de bócio. O uso excessivo pode
causar hipotensão e potencialização dos efeitos de cardiotônicos.
Evite uso em casos de úlceras gastrointestinais. Bebês abaixo de 5
anos.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: 30 g de suco, 30 g folha/litro de água em infusão.
Formulações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Formulações populares: INÍCIO DE GRIPE, PARA ABRIR O
APETITE, COMO DIGESTIVO e ANTIESCORBÚTICO – salada de
folhas e flores cruas. INSÔNIA, EXPECTORANTE E CALMANTE DA
TOSSE – uma colher de sopa de sucos frescos da planta a cada 2
horas, máximo de 30 a 50g ao dia. LOÇÃO PRA COURO CABELUDO
– infusão de 2g de folhas em 100 ml de água fervente por 10 minutos.
Tomar de 3 a 4 vezes ao dia ou usar como loção diretamente no couro
cabeludo. QUEDA DE CABELO – decocção de 50 g da folha fresca (2
colheres de sopa) triturada em um litro de água por cinco minutos.
Espremer, coar e enxaguar os cabelos. PURGATIVO – pó dos frutos
secos – Tomar ½ g em ½ copo de água. ESPINHAS, ACNE e
ENVELHECIMENTO DA PELE – esmagar sementes, misturar o sumo
com vaselina e passar na pele. Para infecções das vias aéreas e
respiratórias fazer infusão de 30 g de flores, folhas e frutos e tomar
uma xícara de 4 em 4 horas. BANHO DE ASSENTO: um punhado de
flores e frutos por litro de água, o banho tem que ser quente.
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: Espécie autóctone das regiões tropicais de altitude,
especialmente dos campos altos e pedregosos do Peru.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: Planta anual, suculenta e que se alastra com
facilidade; caule mole, retorcido longo carnoso; folhas arredondadas,
de coloração azul-esverdeada, presas pelo centro das partes
inferiores dos talos; flores vistosas, afuniladas, isoladas ao longo do
pedúnculo, com coloração que variam de amarelo a vermelho escuro;
fruto formado por 3 aquênios pequenos de coloração esverdeada.
Toxicidade: doses muito elevadas podem causar irritação nas
mucosas e na pele.
Cultivo: cresce melhor em solos ricos em matéria orgânica, aerados,
úmidos. Propagação por sementes diretamente em canteiros de
março a setembro. Florescimento de agosto a novembro, colheita dos
frutos de outubro a dezembro, dois meses depois do plantio.
Espaçamento de 50 x 60 cm entre plantas, em solos com bom teor de
umidade e em áreas parcialmente sombreadas. Apresenta boa
aclimatação em climas quentes. O plantio deve ser realizado em solos
livres de contaminações (metais pesados, resíduos químicos e
coliformes). A água de irrigação deve ser limpa e de boa qualidade. O
cultivo deve ser preferencialmente orgânico: sem aplicação de
agrotóxicos, com rotação de culturas, diversificação de espécies,
adubação orgânica e verde, controle natural de pragas e doenças.
Observações: as folhas podem ser empanadas ou servidas em
saladas frescas, as sementes em conserva no vinagre substituem a
alcaparra. As flores são utilizadas na culinária por suas belas cores e
sabor acre picante semelhante ao da alcaparra. É utilizada no
paisagismo e jardinagem por seu apelo ornamental e também como
bordadura para proteção de espécies susceptíveis às pragas. É muito
atrativa a lepidópteros e repele pulgões, besouros e moscas brancas.
O primeiro a escrever sobre as virtudes dessa planta foi Francisco
Hernández, na sua obra “Historia de las plantas de México”, publicada
em 1615.

CARQUEJA
Erva rica em cromo. Para emagrecer pode ser tomada por até 60 dias
em jejum, na forma de chá (mas avalie com cuidado). O chá pode ser
tomado antes da ingestão de gorduras mais pesadas como forma de
auxiliar o organismo na digestão. As ervas que são colhidas e secadas
ao sol costumam adquirir uma cor amarronzada que indica que suas
propriedades medicinais são baixas. No Rio Grande do Sul, a planta
chega a ocupar todas as regiões de banhados, e as várzeas. A
incidência é tão grande que causa uma série de problemas, como
deixar gosto amargo no leite, se o gado consumir a erva como pasto,
ou ainda deixar o mel amargo quando as abelhas, por falta de flores
de outras plantas, recorrem às da carqueja. Seu nome foi dado em
homenagem a Baccus, deus do vinho. Usada na indústria de cerveja
como substituto ao lúpulo, em sua fabricação.

MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO

Nome Científico:
Baccharis trimera (Less.) DC.

Nomes botânicos:
Baccharis genisteiloides var. trimera (Less.) Baker., Baccharis trimera
Person, Molina trimera Less.

Nomes Farmacêuticos:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:
Partes aéreas.

Composição Química:
Segundo a EPAGRI: alfa e beta-pineno, álcoois sesquiterpênicos,
ésteres terpênicos, flavonas, flavanonas, saponinas, flavonoides,
fenólicos, lactonas sesquiterpênicas e tricotecenos, alcaloides.
Compostos específicos: apigenina, dilactonas A, B e C, diterpeno do
tipo eupatorina, germacreno-D, hispidulina, luteolina, nepetina e
quercetina.
O óleo essencial contém monoterpenos (nopineno, carquejol e acetato
de carquejilo). Segundo a BIONATUS: flavonoides (apigenina, cirsiliol,
cirsimantina, eriodictiol, eupatrina e genkawanina), sesquiterpenos,
diterpenos, lignanos, alfa e beta pinenos, canfeno, carquejol, acetato
de carquejila, ledol, alcóois sesquiterpênicos, sesquiterpenos bi e
tricíclicos, calameno, elemol, eudesmol, palustrol, nerotidol,
hispidulina, campferol, quercetina e esqualeno.
Indicações para uso interno:
Sistema Gastrointestinal: azia, aftas, anorexia, diarreias, dispepsias,
enfermidades gerais do baço e do pâncreas, estomatite, fraqueza
intestinal, intestino solto, má digestão, prisão de ventre, intolerância à
gordura, sensação de peso no estômago, afecções gástricas e
intestinais, protege o estômago de várias substâncias que causam
úlcera, flatulência, enterite, intoxicação alimentar, doença diverticular
do cólon, para normalizar o fluxo do intestino,
Sistema Urinário e Genital: chagas e doenças venéreas,
enfermidades da bexiga, esterilidade feminina, afecções e inflamações
das vias urinárias, Impotência masculina,
Sistema Hepático: desintoxicação do fígado, enfermidades gerais do
fígado, dispepsias inespecíficas que aparecem em hepatites virais,
desobstrutor do fígado, icterícia, litíase biliar, colecistite, promove o
fluxo sanguíneo no Fígado, reduz a mortalidade e a incidência de
lesões celulares do hepatócito agredido química e biologicamente.
Sistema Respiratório: tonsilite, asma, bronquite asmática, faringite,
problemas de garganta,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório: anemia, angina,
auxilia a redução do colesterol (de 5 a 10%), má-circulação, gota,
purifica o sangue eliminando toxinas e impurezas,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:espasmos, reumatismo,
Sistema Renal: enfermidades gerais dos rins,
Outros distúrbios: afecções febris, astenia, auxiliar em tratamentos
de emagrecimento, diabetes, lepra, mal-estar, vermes, rota-vírus,
inibidor da absorção da glicose, reduz a mortalidade e a incidência de
lesões celulares do hepatócito agredido química e biologicamente,
atua em cefaleias, para boca amarga, reduz vontade de comer doces,
dissolvente e males causados pela emoção da raiva, reduz obesidade,
diabete melitus, hipoglicemia, dispepsias inespecíficas, giardíase,
irritabilidade, insônia.

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: feridas, ulcerações.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:
O óleo essencial é rico em carquejol, que atua diretamente sobre o
hepatócito aumentando a produção de bile e protegendo contra a
peroxidação lipídica da membrana celular.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 2 – Ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria
9 – Ervas para promover a digestão.

Uso homeopático:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:


A cor de sua aura é amarela e verde. A erva tem finalidade de limpar o
corpo de velhas emoções.
Nome Conhecido:
Bacanta, Bacárida, Cacaia-amarga, Cacália-amarga, Cacália-
amargosa, Caclia-doce, Cuchi-cuchi, Carque, Carqueja-amarga,
Carqueja-amargosa, Carqueja-do-mato, Carquejinha, Condamina,
Iguape, Carquejão, Quina-de-condomiana, Quinsu-cucho, Tiririca-de-
babado, Tiririca-de-balaio, Tiririca-de-bêbado, Três-espigas, Vassoura,
Carqueija, Tojo (Português), Carqueja, Carquexia (espanhol),
Querciuolo (italiano).

Família:
Asteraceae.

Sabor:
Amargo e refrescante.

Propriedades medicinais gerais:


Anti-inflamatório, tônico, colagogo, diurético, sudorífico, antigripal,
antibiótico, remineralizante, béquico, antidiabético, amargo,
antianêmico, antiasmático, antidiarreico, antidispéptico, antigripal, anti-
hidrópico, antirreumático, anti-Trypanosoma cruzi (causador da
moléstia de Chagas), aperiente, aromático, depurativo, digestivo,
emoliente, eupeptico, estomáquico, febrífugo, hepático,
hepatoprotetor, hipocolesterolêmico, hipoglicêmico, laxante,
moluscocida (contra Biomplalaria glabrata, hospedeiro intermediário
do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose), tenífugo,
vermífugo.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:
Em crianças a erva é utilizada para tratar hepatites virais e síndrome
pós-hepatite, obesidade e constipação intestinal.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Esta erva deve ser evitada na gravidez, na lactação, pois deixa o leite
amargo. Em doses excessivas pode baixar a pressão. Em casos de
diarreia crônica, pode gerar interação medicamentosa por interferir na
absorção da glicose aumentando o trânsito intestinal e assim,
podendo reduzir a absorção de outros medicamentos.
Usar com cuidado em pacientes com insulinoma ou episódios de
hipoglicemia.
Seu uso prolongado pode causar disfunções digestivas agredindo a
mucosa gástrica.
Também deve-se evitar o uso da erva fresca.
Evitar o uso em casos de problemas graves do fígado e na presença
de cálculos biliares, pois pode provocar vômitos.

Interações medicamentosas:
Pode interferir na absorção da glicose, aumentando o trânsito
intestinal e pode reduzir a absorção de outros medicamentos, tais
como alguns antibióticos.

Toxicidade:
Nas doses terapêuticas, não apresenta toxicidade.

Uso culinário e nutritivo:


Planta utilizada na aromatização de alguns licores e vinhos.

Sistemas Florais:
Florais das Gerais – indicado para medo de infortúnios com entes
queridos, apreensão, exagero nas recomendações de cuidado,
quando alguém se atrasa, não relaxa e tem a mente invadida por
pensamentos negativos.
Florais do Sul – para quem teme tomar decisões, pela dificuldade de
sair do funcionamento esquemático, metódico e ritualístico. Para
aquele que é ”o certinho”, “o correto” e são pessoas têm dificuldade de
lidar com o imprevisto, com as mudanças, e costumam ser
intolerantes com os demais. A essência promove a capacidade de
vislumbrar diferentes direções e possibilidades, rompendo com o
esquematismo mental e comportamental. Geralmente estas
personalidades desenvolvem esses traços, devido ao medo e
desamparo na infância, oriundos da ausência de vínculo positivo
materno e paterno. Para sentir-se segura e apoiada, a criança monta
uma estrutura rígida mental que dirige e orienta sua vida, de forma a
saber sempre o que deve fazer. As florezinhas se inserem no caule
apontando para diferentes direções. Isso imprime no indivíduo a
flexibilidade na percepção e no comportamento, abrindo um leque de
novas possibilidades na maneira de pensar e agir, com aceitação,
receptividade e confiança nas inúmeras opções que a vida oferece.

Medicina Chinesa (MTC):


A erva movimenta o Qi do fígado, removendo estagnação, tonifica o
sangue, removendo impurezas e toxinas. É um tônico para o
estômago e baço e é indicada para aliviar estagnação de alimentos e
tonificar o Xue do fígado. Atua nos canais do fígado, baço/pâncreas e
estômago. Seu elemento predominante é a madeira.

Ayurveda:
A carqueja reduz Pitta e Kapha. Na primavera pode aumentar Vata.
Sua rasa é amarga e sua virya é fria. A vipaka é picante.

O que diz a ciência:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:
Planta recomendada para tratar problemas relacionados ao trânsito da
Lua em Virgem, Mercúrio em Virgem, Vênus em Áries, Vênus em
Sagitário; Júpiter em Virgem; Júpiter em Libra; Júpiter em Sagitário,
Saturno em Virgem, Saturno em Libra, Saturno em Capricórnio, Urano
em Escorpião, Netuno em Virgem. Seu regente é o planeta Júpiter.

Habitat:
Planta originária da América do Sul cresce em lugares secos e
pedregosos.

Descrição da planta:
A carqueja é uma planta herbácea que possui suas folhas aderidas ao
caule e não possui bainha foliar. A planta macho atinge cerca de 1 m
de altura, mas a planta fêmea pode atingir até 2 m, possuindo um
caule bem mais lignificado, ou seja, mais grosso e mais firme. Suas
folhas são pequenas e de coloração branca levemente puxada ao
creme.

Vamos plantar?:
A Carqueja se reproduz ou multiplica-se de três formas:
Por sementes – a planta produz as suas sementes e elas são
colocadas em covas e espalhadas (às vezes pelo próprio vento) para
assim serem semeadas e cultivadas para gerarem novas plantas.
Por divisão de touceiras ou divisão de rizomas – a técnica de
reprodução consiste em realizar o corte subterrâneo dos rizomas,
gerando dessa maneira novas plantas. Esta técnica reprodutiva é
bastante usada para a multiplicação das plantas ornamentais.
Por estaquia (estacas) – essa técnica de reprodução, se baseia na
formação de pequenas mudas para serem cultivadas e gerarem novas
plantas. Nas mudas, precisam existir os ramos e raízes da carqueja,
para que quando sejam plantadas em outro local, elas tenham a
capacidade de gerar uma nova planta.

CAVALINHA
Considera-se que a cavalinha tem mais de 300 milhões de anos e é
uma das formas de vida vegetal mais antigas do mundo. Sua melhor
forma de consumo interno é através de manipulação. A planta in
natura é mais recomendada para uso externo. Deve ser acompanhada
de dieta rica em Vitamina B, pois seu uso interno elimina esta
vitamina. Devido ao seu alto teor de sílica, que tem efeitos abrasivos e
irritantes no organismo, não é indicado seu consumo na forma de chá
por períodos prolongados (mais de 10 dias) ou exceder 5g de pó/dia.
As propriedades desta planta se devem aos seus múltiplos
componentes, especialmente a sílica cuja importância é fundamental
na consolidação do nosso esqueleto; e a cavalinha é uma das plantas
mais ricas neste componente. Era utilizada na Idade Média para
clarear potes e vasilhas devido a sua ação abrasiva. Devido ao alto
teor de sílica das células, é usado como abrasivo de madeira, vasos
de cobre e metais em geral. Planta utilizada com fins cosméticos por
suas propriedades nutritivas. Usada em máscaras faciais, tonificantes,
loções e banhos herbais. Esta erva contém de 10 a 20% de minerais
dos quais 66% são ácidos silícicos ou silicatos. Também é um popular
corante da cor verde. Rica em ácido acetilsalicílico.

MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO

Nome Científico:
Equisetum arvense L.

Nomes botânicos:
Equisetum boreale Bong., Equisetum calderi B. Boivin, Equisetum
saxicola Suksd.

Nomes Farmacêuticos:
Herba Equiseti

Partes usadas:
Raiz e partes aéreas.

Composição Química:
Silício, taninos, saponinas (equisetonina), flavonóides (isoquercetina,
equisetrina e canferol), alcalóides (nicotina, palustrina e outros),
vitamina C e minerais (Ca, Mg, Na, F, Mn, S, P, Cl, K, etc.), ácido
acetilsalicílico.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: úlceras estomacais, inflamação dos
intestinos, pólipos do baixo-ventre e do esfíncter, cólica estomacal,
beneficia o estômago, pâncreas e o baço, flatulência, disenteria,
gastrite, aerofagia.
Sistema Urinário e Genital: atua no trato urinário e sistema
reprodutor masculino, incontinência em crianças, hemorragia uterina,
blenorragia, depurativa das vias urinárias, enurese noturna,
prostatismo, orquite, distúrbios geniturinários, beneficia a bexiga,
metrorragia, febre puerperal, hematúria, afecções da próstata, oliguria,
urolitíase, hiperuricemia, incontinência urinária noturna, cistite, disúria,
gonorreia, leucorreia branca, prostatite, estrangúria, retenção de
líquidos, inflamação uterina, inchaço pré-menstrual, adenoma da
próstata,
Sistema Hepático: cálculos biliares, inflamação do fígado, congestão
do fígado, beneficia o fígado, colecistite.
Sistema Respiratório: faringites, afecções dos brônquios e dos
pulmões, tuberculose pulmonar, distúrbios respiratórios, afecções
pulmonares, hemoptise.
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:hipotensão, ácido
úrico, gota, desintoxicação do sangue, hemorragia nasal e
hemorroidal, anemia, hidromiocardia, arteriosclerose, auxilia a
coagulação do sangue, epistaxe, hemorragias em geral, doenças do
sangue.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático: gripes, herpes, tônico
nervoso, estresse, problemas de memória, imunodepressão, lúpus.
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:artrites, artroses,
flacidez da pele e dos músculos, osteoporose, osteomielite, elimina
cãibras, esporão do calcanhar, dores intervertebrais e vertebrais,
aceleração da recuperação de ossos fraturados, dores nos ossos,
osteoartrose, mau desenvolvimento dos ossos, rupturas, reparação de
tecidos, raquitismo, descalcificação dentária,
Sistema Renal: tuberculose renal, cálculos renais (pedra nos rins),
bursite, beneficia os rins, nefrose, albuminúria.
Outros distúrbios: remove resíduos do corpo, diabetes, obesidade,
edemas, bócio, unhas quebradiças, olhos irritados, exaustão, afecções
do ouvido e da garganta, hidropisia, vômito sanguinolento, úlceras
cancerosas, fístulas, hiperidrose dos pés, tumores malignos, acessos
de raiva e manias, suplemento remineralizante, beneficia a tireoide e o
apêndice, síndrome de olhos vermelhos, patologias dos órgãos dos
sentidos, inflamação dos dutos lacrimais, pterígio, câncer de ossos,
câncer de abdômen, câncer de mama, câncer de intestino, câncer de
rim, câncer de cólon, câncer de lábios, câncer oral, câncer de fígado,
câncer de estômago, câncer de língua, fortalece a dentição, dores de
cabeça, combate micobacteria, para intoxicação por hera venenosa,
pólipos em geral, cabelo fraco, infecções por estafilococcus e
estreptococcus, corrige e mantém o equilíbrio do cálcio no organismo,

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: feridas necrosadas, prurido e erupções cutâneas,
benéfica para a pele, eczemas e acnes, sicose, espinhas, evita
estrias, pé-de-atleta, unhas quebradiças, queimaduras, dermatose,
frieiras, machucados, contusões, reparação de tecidos, pele oleosa,
poros dilatados.
Cabeça e face: alopecia, caspa, olhos irritados, conjuntivite (em
compressas), afecções do ouvido, olheiras, tônico capilar, inflamação
dos dutos lacrimais,
Cavidade bucal: estomatite ulcerosa, pólipos do palato e da garganta
(gargarejos e bochechos), afecções da garganta, aftas,
Músculos, ossos e articulações: inflamação ou supuração da pélvis
renal (banho de assento), torções,
Outros distúrbios: hiperidrose plantar,

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 2 – Ervas para calor excessivo dentro do corpo • Categoria
3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 5 – Ervas para
reduzir umidade do corpo • Categoria 12 – ervas para regular o
sangue (xue) • Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências •
Categoria 17 – ervas para contrair e obstruir os movimentos •
Categoria 19 – Ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas
para aplicações externas •

Uso homeopático:
Utilizada em homeopatia para tratamento de dor profunda na região
renal, principalmente à direita. Também em casos de violenta
necessidade de urinar, grande sensibilidade na região vesical,
sensação de peso não melhorada pela micção, necessidade imperiosa
de urinar com micções frequentes e abundantes, incontinência urinária
diurna e noturna em crianças, urina na cama, cistite, cólicas nefríticas
e tuberculose vesical – nas doses T.M a 3ª.

Pets e outros animais:


Planta tóxica para os cavalos.

Informações em outros sistemas de saúde:


Corredores da tribo Crow (E.U.A) colocam os brotos novos em seus
mocassins para prevenir cãibras nas pernas. Os antigos indígenas
Crow utilizavam a cavalinha para ajudar as pessoas a respirar melhor
e estabilizar a pressão sanguínea.
Demais tribos indígenas da América do Norte utilizavam a planta para
parar hemorragias e acelerar a recuperação de contusões e fraturas.

Indicações energéticas ou mágicas:


Apitos feitos das hastes da cavalinha eram utilizados para chamar os
espíritos. Joel Aleixo atribui que no Tarot, a planta representa o
coringa e a roda da vida. Indica que a situação analisada dependerá
de fatores externos ao consulente para se resolver.
Nome Conhecido:
Cola-de-cavalo, Erva-canudo, Lixa-vegetal, Milho-de-cobra, Rabo-de-
cavalo, Rabo-de-rato, Cavalinha-do-campo, Pinheirinha, Equiseto-dos-
campos, Erva-carnuda, Rabo-de-asno, Rabo-de-touro (Português),
Horsetail (Inglês), Cola de caballo (Espanhol), Mo Ja Chao, Mu Zei
(Chinês),

Família:
Equisetaceae.

Sabor:
Amargo, neutro, adstringente, dispersante e fria.

Propriedades medicinais gerais:


Diurético, hemostático, remineralizante, depurativo, sudorífico, anti-
inflamatório, analgésico, cicatrizante externo, antibiótico, sebostático,
hipoglicemiante, antiblenorrágico, adstringente, anódino, carminativo,
diaforético, antibacteriano, aquarético, refrescante, emenagogo,
hemolítico, imuno-estimulante, leucocitogênico, nefrotônico, tônico,
vulnerário.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Para crianças:
Seu uso não é recomendado em crianças.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


A erva pode causar náuseas e dermatite de contato em pessoas
sensíveis. Em doses elevadas, é considerada tóxica.
Evitar seu uso na gravidez e em pessoas com úlcera duodenal e
gástrica, refluxo esofágico, colite ulcerosa, colite espasmódica,
diverticulite e diverticulose.
Não deve ser usada em casos de irritação urinária.
Evitar consumo da erva após as 17 horas.
O uso excessivo pode causar irritação nos rins e intestinos.
Também é contraindicada em nefroses e cardiopatias.
Evitar utilizar em pessoas que apresentem deficiência do Qi.
A planta pode dificultar a absorção da Vitamina B1 e deve ser evitada
em pessoas sensíveis ao ácido acetilsalicílico.

Interações medicamentosas:
Deve-se evitar uso em conjunto com Aesculus hippocastanum
(Castanha-da Índia).

Toxicidade:
Não se tem informação de efeitos adversos se utilizada nas dosagens
recomendadas. O uso em excesso pode resultar em deficiência de
vitamina B1 em razão das tiaminas.
No entanto, as inflorescências são tóxicas.
Em crianças, a toxicidade é similar ao envenenamento por nicotina,
para aqueles que mascarem o caule da erva.

Uso culinário e nutritivo:


Os brotos novos que emergem do rizoma podem ser consumidos
como aspargos.

Sistemas Florais:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):


Seu nome chinês é Mo Ja Chao e Mu Zei. Indicada para vazio do yin
do Fígado, vazio do Qi do BP, vazio do Yin do Rim, nas mucosidades
e umidade-calor da Bexiga, do Intestino Delgado e do Intestino
Grosso, nas mucosidades e umidade-frio do Jiao Inferior, na
estagnação do Qi do Rim, no vazio do Qi do Rim.
Elimina fogo no corpo, em especial, do fígado e na vesícula. Elimina
toxinas do sangue. Dispersa vento-calor e vento-calor do canal do
Fígado que se manifesta como olhos vermelhos, lacrimejação
excessiva, visão borrada e opacidade da córnea.
Na MTC, é utilizada em conjunto com Chantui (pele de cigarra),
Gujingcao (Eurocalion), Xiakucao (espigas de feno), Baijili (fruto do
cardo). Recomendada para parar fluxo de sangue hemorroidal.
Utilizada em conjunto com Huangqi (raiz de escutelária) e Diyu (raiz
de pimpinela mayor). Atua nos canais do fígado, vesícula biliar, rins,
bexiga, intestino grosso e pulmão. Tem predominância do elemento
fogo.

Ayurveda:
Seu nome ayurvédico é Ashwa-puchha. A cavalinha reduz Pitta e
Kapha e aumenta Vata. Deve ser consumida com cuidado, pois
agrava Vata rapidamente, gerando constipação e pele seca.
Atua nos tecidos (dhatus) sanguíneo, plasmático, adiposo e ósseo.
Tem ação sobre o sistema respiratório e urinário.
Excelente erva para acalmar o Pitta agravado. Clareia Pitta e as
emoções ardentes dos nervos e da mente.
Têm propriedades similares as sementes de Bardana.
Sua rasa é doce e amarga. Sua virya é fria e a vipaka é picante.

O que diz a ciência:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:
Seu regente é Júpiter. Esta planta é associada ao signo de Sagitário e
tem ação benéfica em pessoas com Sol, Lua ou Ascendente neste
signo (fonte: A astrologia da Mãe-Terra). Indicada para distúrbios
provenientes do trânsito de Vênus em Áries, Saturno em Leão. Outra
fonte (Ervas do Sítio, Wicca, Practical Handbook of Plant Alchemy)
afirma que o regente desta planta é o planeta Saturno e associa a
erva com os signos de Libra e Capricórnio.

Habitat:
Esta planta gosta de solos arenosos e úmidos. Planta encontrada na
Europa, América do Norte e na Ásia. Atualmente já está adaptada ao
Brasil.

Descrição da planta:
Planta herbácea, rizomatosa, perene, entouceirada. Caule fístuloso,
ereto, sulcado finamente, áspero, verde-escuro, rígido, bainha
cilíndrica e inflorescência em espiga apiculada. Alta capacidade de
rebrote a partir do rizoma castanho-escuro, que se estende por vários
metros no solo. Cresce cerca de 40 a 60 cm, mas sob meia-sombra o
pseudo-caule alonga-se até 2m e se torna fino e suculento. As folhas
são escamosas e se formam na bainha. O caule é fístuloso, ereto,
grossos, carenado-sulcado, escabroso, verde-escuro, rígido. Produz
dois tipos de hastes: as que formam esporângios, que são simples,
sem ramo algum, com numerosas folhas nos nós, e as que começam
a brotar quando os esporos estão maduros. Estas são ramificadas e
não produzem esporângios.

Vamos plantar?:
A cavalinha é considerada uma planta invasora, de grande
propagação.
Quando plantada em canteiros comuns ou vasos, regue regularmente,
e mantenha o solo sempre úmido, sem medo de manter encharcado.
A erva se multiplica com grande facilidade, por divisão de touceira e
por pedaços de rizomas, efetuada em qualquer época do ano.

CHLORELLA
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Nome Popular: Chlorella


Outros nomes: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Nome científico: Chlorella pyrenoidosa Starr & Zeikus.
Nomes botânicos: Chlorella fusca var. fusca [K&H]; Chlorella fusca
var. vacuolata [K&H]; Chlorella sorokiniana [K&H]; Chlorella vulgaris
[K&H].
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Chlorophyceae.
Partes usadas: toda alga.
Sabor: salgado e refrescante.
Constituintes químicos: 12 à 20% de carboidratos; 10 `a 15% de
gorduras; 7,5% de fibras; 7,2% de cinzas; 15% de C.G.F. Cada 100g
contém: 106mg de caroteno; 95,9 mg de beta caroteno; 1,8 mg de vit.
B1; 5,0 mg de vit. B2; 4,6 mg de vit. B5; 2,0 mg de vit. B6; 830µg de
vit. B12; 59,5 mg de vit. C; 6,7 mg de vit. E; 264µg de Biotina; 1,3 mg
de ácido fólico; 133mg de Inositol; 29,2 mg de niacina; 2890 mg de
Clorofila; 263 mg de Luteína; 315 mg de Cálcio; 153 mg de Ferro; 3,1
mg de Cobre; 1, 63 mg de Fósforo; 900 mg de Potássio; 348 mg de
Magnésio; 7,6 mg de Zinco e 8µg de Selênio. Aminoácidos essenciais:
Arginina 3, 55%; Fenilalanina 2,90%; Histidina 1,25%; Isoleucina
2,38%; Leucina 5,05 %; Lisina 3,46%; Metionina 1,49%; Treonina
2,90%; Triptofan 1,18%. Aminoácidos não-essenciais: Alanina 4,8%;
äcido aspártico 5,35%; Cistina 0,75%; Ácido glutâmico 6,71% Glicina
3,58%; Prolina 2,87%; Serina 2,42%; Tirosina 2,16%; Valina 3,60%.
Propriedades medicinais: antiviral; imunoestimulante; nutritivo;
protéico; remineralizante; desodorizante; desintoxicante; regenerador;
radio protetor; antiinflamatório;
Indicações (Uso interno): obesidade; auxilia funções intestinais;
anemia; fraqueza; azia, gastrite; regeneração celular; crescimento e
recuperação de tecidos; redução do envelhecimento precoce;
proteção contra agentes tóxicos e radicais livres; desintoxicação
orgânica; restabelecimento da saúde da pele, distúrbios
cardiovasculares; melhora da atividade cerebral; equilíbrio do sangue;
hipertensão; úlceras; prisão de ventre; estimula o organismo a
produzir Interferon (através da presença da clorelana); suplementação
vitamínica; fonte de clorofila; fibromialgia; quelante de metais pesados;
pancreatite; artrite; câncer; aterosclerose; piorréia; enfisema; previne
ressaca; estresse, eczema; depressão; herpes; desequilíbrio
hormonal; Jetlag; Síndrome Barr-Epstein; cistos fibrosos; convulsões;
hipoglicemia; AIDS; recuperação de dependência química; aumenta
os níveis de energia; ajuda a suprir deficiências; atua no fígado
estimulando suas funções; provoca sensação de saciedade quando
ingerido antes das refeições; promove pele, cabelos e unhas
saudáveis; excelente regenerador do organismo (especialmente em
casos de degeneração); protege contra efeitos da radiação; alivia
inflamações; acelera processos de cura; reduz sintomas de diabetes,
cândida, hepatite, infecções virais e bacterianas e na esclerose
múltipla; limpa os intestinos; revitaliza o sangue balanceando sua
bioquímica; é a maior fonte comestível de RNA (ácido ribonucléico);
fonte de enzimas; altamente protéica; rica em ômega 3;
Indicações (Uso externo): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Indicações pediátricas: as mesmas que de adultos.
Utilizações na MTC: tonifica o sangue, o Jing, o Qi e o Shen;
fortalece o Wei Qi.
Elemento predominante na MTC: Água.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 16 – Ervas para corrigir
deficiências.
Atuação nos canais: em todos os canais.
Ayurveda (Ação nos doshas): tridosha. Equilibra vata, pitta e kapha.
Reduz Ama.
Rasa: salgada.
Virya: quente
Vipaka: doce.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas. Cerca de 30% das pessoas podem sofrer de
sensibilidade ao uso da Chlorella. Nesse caso interromper o consumo.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: 2 cápsulas de 400 mg 30 minutos antes do almoço como dose
inicial. Adicionar 1 cápsula ao dia até que as fezes adquiram tom
esverdeado. Se a dose for muito alta dividir as cápsulas entre almoço
e jantar. Ingerir de 5 a 7g ao dia para desintoxicação de mercúrio.
Formulações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Formulações populares: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: é uma alga microscópica de água doce do Japão.
Informações clínicas e/ou científicas: o extrato de Chlorella
aumentou significantemente a resistência de camundongos infectados
com Lysteria monocytogenes (comum em alimentos industrializados
embalados) produzindo uma taxa de sobrevivência com a dose de 20
a 25% enquanto o grupo de controle (que não recebeu a dose) não
teve sobreviventes.
Descrição botânica: é uma alga unicelular microscópica, encontrada
em tanques e lagos, com grande habilidade de realizar fotossíntese.
Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Observações: a Chlorella é uma das melhores fontes de clorofila
disponíveis aos seres humanos. De todas as microalgas verdes
estudadas até o momento a Chlorella detém o mais alto teor de
clorofila natural que varia em torno de 3 a 5%.

CRATAEGO
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Nome Popular: Crataego


Outros nomes: escalheiro, pilriteiro, pirliteiro, espinheiro-alvar,
espinheiro-branco, biancospino, hawthorn, hawmay, mayblossom,
mayflower, maythorn, whitethorn (inglês), Espinillo blanco. Espino
mayuelo. Espinera (espanhol).
Nome científico: Crataegus oxyacantha L.
Nomes botânicos: Crataegus curvisepala Lindm., Crataegus calycina
subsp. curvisepala (Lindm.) Franco, Crataegus kyrtostyla auct.,
Crataegus monogyna subsp. curvisepala (Lindm.) Soo, Crataegus
pseudokyrtostyla Klok., Crataegus laevigata, C. monongyna Jacq.
Nome farmacêutico: crataegi folium, crataegi fructus, crataegi flos,
crataegi folium cum flore.
Família: Rosaceae.
Partes usadas: folhas, fruto, flores e casca.
Sabor: doce, ácido e amornante.
Constituintes químicos: ácido cratególico, flavina, glicosídeo,
proantocianidina, purina, saponina, vitexina.
Propriedades medicinais: digestiva; adstringente; antianginoso;
hipotensor; diurético; cardiotônico; analgésico; emenagogo;
antitumoral; hipocolesterogênico; emoliente; calmante; antitumoral;
sedativo; antiespasmódico; vasodilatador; antiagregante; antianginal;
antiarrítmico; antiaterosclerose; antiinflamatório; antioxidante;
antiesclerótico; antiseborréico; inibidor de cAMP-Phosphodieterase;
cardioprotetor; CNS depressor; cianogênico; depurativo;
hepatoprotetor; hipertensor; hipoglicemiante; hipotrigleceridêmico;
miocardioprotetor; nervino; pancreprotetor; inotrópico positivo;
estomáquico; tônico;
Indicações (Uso interno): angina peitoral; espasmos; insônia;
problemas cardíacos; suaviza a pele; miomas e endometriose;
diarréias crônicas; má absorção (usar o fruto); arritmias cardíacas;
constritor bronquial; coração senil; aumenta fluxo sangüíneo no
músculo cardíaco; indigestão; digestão lenta; afecções uterinas;
dismenorréia; tem atuação sobre os músculos cardíacos; hipertensão;
insônia; em transtornos nervosos da idade madura e senil;
arteriosclerose; extra-sístoles; palpitações; úlceras provenientes de
estresse; fragilidade capilar; acne; Mal de Alzhaimer; anemia; artrose;
bradicardia; doença de Buerger; câncer; insuficiência cardiovascular;
dispnéia; eritema; fadiga; gengivite; hiperatividade; hipertrofia;
isquemia; nefrose; nervosismo; garganta dolorida; estase; estresse;
insuficiência valvular; retenção de líquido; incrementar a condutividade
nervosa; reduz a resistência vascular periférica e o consumo de
oxigênio; reduz os níveis de lipídios; melhora o suprimento de sangue
para o coração; menopausa; angústia; normaliza a pressão arterial;
Indicações (Uso externo): seborréia; dermatose; inchaço; gengivite;
acne;
Indicações pediátricas: desaconselhado para crianças abaixo de 12
anos.
Utilizações na MTC: tonifica o Yin do Coração e equilibra o
Pericárdio; tonifica o Intestino Delgado e o Qi do Baço. Promove
circulação do sangue congelado. O fruto é constituinte da fórmula
chinesa HE WAN utilizada para regular o trato digestivo, melhorar
quadro de distensão abdominal, azia, anorexia, má digestão, vômito e
constipação intestinal. Também faz parte da fórmula JIAN PI WAN que
melhora a função gástrica, o baço e distúrbios relacionados.
Atuação nos canais: C, PC, I.D e F, BP.
Elemento predominante na MTC: Fogo.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 9 – Ervas que promovem a
digestão • Categoria 12 – Ervas que regulam o Xue • Categoria 14 –
Ervas para reduzir a ansiedade.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata, tem efeito neutro em
Kapha e aumenta Pitta. Erva úmida e leve. Tem atuação sobre o
sistema digestivo, nervoso e reprodutor feminino. Indicada para
tratamentos de distúrbios cardíacos e circulatórios de pessoas de
constituição Vata que estejam ligados a senilidade ou fatores
emocionais e nervosos. Em situações de desequilíbrio de Vata pode
estimular em excesso o tecido nervoso.
Rasa: ácido e doce.
Virya: quente.
Vipaka: ácido.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: utilizado para cansaço; afogamento por esforço;
palpitações; arritmia; fadiga; como coadjuvante em anginas;
insuficiência cardíaca e como tônico geral em 6C.
Contra-indicações: em pessoas que tem pressão baixa; em gastrites,
esofagites e azia; evitar na gravidez (aumenta o movimento uterino) e
em cardiopatas. Pode aumentar risco de sangramentos. De forma
pouco freqüente pode manifestar taquicardia, tontura, dor de cabeça,
vertigem, dispnéia, queixas gástricas, flatulências e fogachos. Evitar
em pessoas com febre ou queimações. Uso prolongado pode levar a
necrose hepática; bradicardia e depressão respiratória (doses muito
altas). Evita uso se houver deficiência do Estômago e Bexiga (MTC).
Interações medicamentosas: deve-se evitar seu uso concomitante
com antiarrítmicos da Classe III; seu uso deve ser monitorado em
pessoas que fazem uso de medicamentos antiplaquetários. Crataego
inibe o fluxo interno do potássio e deve ser evitado em uso
concomitante com Cisaprida. Interage com cardiotônicos e
benzodiacepinas. Pode potencializar medicamentos a base de
digitálicos e outros medicamentos cardíacos. Pode interferir em
terapias cardíacas, hipo ou hipertensivas. Interage com depressores
do SNC, drogas vasodilatadoras e com a digoxina. O efeito da Digitális
é aumentado se utilizada em conjunto com o Crataego.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: de 5 a 15g em infusão ou decocção/dia; de 500 a 2.000 mg
em pó/dia; de 2 a 5ml em extrato fluido/dia; de 10 a 25ml de
tintura/dia.
Formulações: OBESIDADE – infusão de uma parte de folhas, flores
ou fruto crataego, uma parte de folhas dente-de-leão, uma parte de
folhas urtiga e uma parte de folhas erva-mate. BAIXAR COLESTEROL
– infusão de folhas, flores ou fruto de crataego.
Formulações populares: ver acima.
Planeta regente: Regente- Marte. Outra fonte consultada (Practical
Handbook of Plant Alchemy) aponta um co- regente como sendo
Saturno.
Indicações energéticas ou mágicas: as folhas são utilizadas para
fazer saches de proteção. Também são carregadas para garantir boa
pescaria. Utilizada para repelir feitiços. Acredita-se que trazer galhos
da planta para dentro de casa pressagia morte. É utilizada em feitiços
e rituais de fertilidade. Protegerá a casa dos prejuízos de tormentas.
Nome pagão: Hagthorn. Elemento: fogo. Planta sagrada no culto a
Cardea, Flora e Hymen. Na antiga Grécia e Roma era associado à
felicidade no casamento. Pode ser queimado como incenso quando
você precisar de energia e dinamismo e quando precisar refletir sobre
sua vida.
Habitat: nativa da Inglaterra e Europa.
Informações clínicas e/ou científicas: em estudo cujo tema era
doenças cardíacas estágio I, uma injeção intravenosa de extrato de
crataego produziu uma rápida melhoria na maioria dos casos
determinada por um aumento da eficiência mecânica do músculo
cardíaco. Em pacientes com doença cardíaca estágio II o efeito não foi
tão bom em relação ao número de casos positivos, mas um
significante efeito foi notado nos casos que apresentaram efeitos
positivos. A erva também ajudou pacientes que apresentavam
problemas cardíacos causados por hepatite e outras doenças de
fígado. Uma droga alemã chamada Corguttin utiliza em sua
composição o crataego. Este medicamento tem por finalidade auxiliar
na manutenção da rotina diária de pacientes com problemas cardíacos
menores. Em 1953, cientistas alemães mensuraram aumento de 83%
no fluxo do sangue coronário com administração intravenosa de
crataego. Um estudo conduzido em 1984 demonstrou que tabletes de
crataego reduzem a dor da angina em 84% em comparação com 37%
do placebo administrado. Outro estudo de 1987 demonstrou que o
extrato de crataego é efetivo vasodilatador periférico em um grupo
cego de duplo controle com placebo em pacientes idosos que sofriam
de angina pectoris. Por ser excelente fonte de Vitamina C pode ser
consumida in natura ou em geléia e gelatinas ou ingerir chá de folhas
e flores.
Descrição botânica: arbustos e pequenas árvores, comumente
espinhosos, da família das Rosáceas, com folhas comumente
estipuladas, ovário inferior e carpelos duros e ósseos com fruto
polposo.
Toxicidade: pode manifestar sintomas de sedação; dispnéia; tremor e
pilo-ereção.
Observações: erva deve ser usada com cuidado, pois diminui a
respiração e pulsação cardíaca, podendo causar pulsação irregular ou
insuficiência cardíaca; reduz contrações do útero e do intestino. A erva
tem efeito similar a Digitális, porém sem seus efeitos cumulativos no
organismo. Os frutos, as folhas e as flores do crataego vêm sendo
utilizados para tratar doenças cardíacas há séculos.

EQUINÁCEA
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Nome Popular: Equinácea


Outros nomes: flor-de-cone, púrpura, rudbéquia, igelkopf (alemão),
echinacea (francês), echinacea, black root, snake root, purple
conefower (inglês).
Nome científico: Echinacea angustifolia DC.
Nomes botânicos: Echinacea pallida Nutt, e a Echinacea purpurea
Moench.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Asteraceae.
Partes usadas: raíz e flor.
Sabor: picante, amargo e refrescante.
Constituintes químicos: acetato de bornil, ácido caféico, ácido
chicórico, ácidos graxos, alcamídeos, betaina, borneol, cariofileno,
cinarina, echinacina, equinacosídeo, inulina, isotussilagina, resina,
polialcanos, polissacarídeos, saccarosídeos, tusselagina.
Propriedades medicinais: sudorífica; febrífuga; tônica;
imunoestimulante; antitóxica; antibacteriana; antiviral; antialérgica;
anti-séptica; antibiótica; cicatrizante; analgésico (pó da raiz);
desinfetante; antimicrobiana; desintoxicante; refrescante; inibidora de
ciclooxygenase; antifúngica; inibidora de hialaronidase; sialogoga;
alterativa; antiedêmico; antiexudativo; antiintegrase; antiespasmódico;
bifidogênico; antitumoral; canditicida; interferogênico; inibidor de 5-
Lipoxygenase; fagocitogênico; prébiótico; prostiticida; tricomonicida;
vasodilatador; vulnerário;
Indicações (Uso interno): antitóxica para intoxicação alimentar e
veneno de cobra; gripes; resfriados; AIDS; infecções de qualquer tipo
(graves ou leves); faringite; pneumonia; infecção urinária;
mononucleose; câncer, difteria; tônico linfático; erisipela; furúnculos;
gangrena; hemorróidas, impurezas do sangue; manchas na pele; pele
inflamada ou irritada; sardas; rinite; sinusite; bronquite; pessoas que
fazem quimioterapia; odinofagia; rashes; envenenamento do sangue;
toxemia; escarlatina; dor de dente; febre tifóide; acne; psoríase;
problemas respiratórios em geral; para picadas de abelha e dor dente
(raiz); cancro bucal; câncer de gengiva, pele, cólon, fígado; doenças
infecciosas febris de evolução curta (bacteriana); encefalite;
imunodeficiência; febre de origem obscura; infecções oportunistas;
aumenta a produção de leucócitos; estimula as glândulas linfáticas;
colagenopatias; esclerose múltipla; aterosclerose; estomatite;
escassez de colágeno; abscessos; adenopatia; alergias; artrose;
colescistite; candidíase; doença de Crohn; desinteria; cólicas; gastrite;
gota; diabete; gonorréia; herpes; hemorróidas; leishmaniose;
leucopenia; listeria; doença de Lyme; mastite; sarampo; meningite;
enxaqueca; caxumba; mialgias; nefrorragia; otite; oftalmia; septicemia;
radioterapia; piorréia; renite; sinusite; purpúrea; varíola; varicela;
tonsilite; picada de aranha; sífilis; garganta inflamada; tuberculose; tifo;
vaginite; normalizador celular; combate moderadamente estafilococos
e estreptococos; combate mycobateria (tuberculose) e células de
crescimento anormal; displasia estágio III; tratamento e prevenção de
infecções do trato respiratório; incrementa a produção de fagócitos no
baço e medula óssea; promove a aderência do PMN nas células
endoteliais; tem ação protetora sobre o sistema músculo-esquelético;
cólera, tétano; impetigo; raiva; vírus de Epstein-Barr; reconstrói o
tecido conjuntivo; nutre o corpo e a mente; alivia depressão; aumenta
a energia vital; estimula a produção e atividade das células linfáticas;
lubrifica juntas doloridas; infecções rino-virais; vasodilatador da
circulação periférica; catarro nasofaringeal;
Indicações (Uso externo): psoríase; acne e espinhas (tintura em uso
tópico); erisipela; furúnculos; gangrena; rashes; contusões,
machucados e sangramentos (pó da raiz); cancro bucal; câncer de
gengiva; micoses vaginais; bolhas; picadas de insetos; queimaduras;
conjuntivite; eczema; fungos; gengivite; hemorróidas; micoses; picada
de aranha; contusões; lubrifica juntas doloridas;
Indicações pediátricas: contra-indicado o uso pediátrico.
Utilizações na MTC: tonifica o Qi e o Wei Qi, para vazio do Yin do
Pulmão; elimina toxinas do Xue; elimina umidade-calor do Jiao
Inferior; atua em problemas do Jiao superior.
Atuação nos canais: P.
Elemento predominante na MTC: Metal.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 16 – Ervas para corrigir
deficiências.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Kapha e pode agravar
Vata se usada por períodos longos. Planta desintoxicante. Atua no
tecido (dhatus) plasmático e sangüíneo e nos sistemas circulatório,
linfático e respiratório. Deve ser usada com cuidado em pessoas
anêmicas e com vertigens. Destrói Ama. Tem atuação similar ao
Hydrastis canadensis, porém sem desvitalizar o organismo.
Rasa: amarga e picante.
Virya: fria.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: os índios Crow (E.U.A)
utilizam a fumaça de um incenso de raízes de Equinácea para soprar
dentro do ouvido com dor. O ouvido precisa ser tampado para manter
a fumaça dentro para melhor efeito. Corredores nos tempos antigos
que não podiam carregar água consigo ao ficarem com a garganta e
boca seca utilizavam uma pétala de equinácea descansando dentro
da boca pra remediar esta situação. Os índios Cheyennes utilizam a
planta para tratar machucados na boca e gengivas. Os Choctaw
usam-na para tosse e dispepsia. Os Comache para garganta dolorida
e dor de dente. Os Dakota usam-na para inflamações, problemas
intestinais, septicemia; tonsilites, hidrofobia, dores de dente, picada de
cobra, dor de cabeça e inquietude em cavalos. Os Delaware usam
para gonorréia. Os Hidatsa usam como estimulante. Os Kiowa usam-
na tosse e dor de garganta. Os Meskwaki usam para dores de
estômago e convulsões. Os Omaha para doenças sépticas e tinitus.
Os Omaha-Ponca usam-na para lavagem oculares e para pentear os
cabelos. Os Pawnee usam-na para mordidas de cascavel. Os
Winnebago usam-na como anestésico.
Aromaterapia: óleo essencial – constituído por mais de 20
componentes, entre os quais se destaca o geranil-isobutirato (61%);
contém também terpenos (pineno, tuiona e outros) e cis-l,8-
pentadecadieno, substância que, in vitro, tem propriedades oncolíticas
(destrói as células dos tumores). O óleo essencial parece ser o
principal responsável do estímulo imunitário (aumento das defesas).
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: utiliza-se em glóbulos na dosagem C-200 em
tratamentos de infecções crônicas, herpes, resfriados de repetição e
para aumentar a imunidade.
Contra-indicações: na gravidez e lactação (apesar de ser
considerada de baixo risco); em doses altas pode causar náuseas,
vertigem e irritação da faringe; deve ser evitada por quem tem
problemas renais; não deve ser ministrada durante a infância e evitar
em tratamentos a doenças crônicas como diabetes; alergias; asma
brônquica; deficiência auto-imune; tuberculose, leucemia; doença
colagenosa; esclerose múltipla; poliartrite; infecção por HIV;
transplante de órgãos; pneumonia; infecções fungosas; outras
infecções que não envolvam o trato respiratório; doença inflamatória
gastrointestinal; conhecida ou reabsorção limitada; gripe aguda;
doença
crônicas do trato respiratório; pessoas em terapia imunossupressora
incluindo corticóides, antibióticos e terapia citostática; na lactação;
febre; hipersensibilidade as plantas da
familia Asteraceae/Compositae e em qualquer infecção aguda; na
hepatite. A erva não deve ser utilizada por período maior que dois
meses sem pausa. Pode causar hipersalivação.
Interações medicamentosas: a erva pode ter interação com drogas
para tratamento de câncer, drogas imunosupressoras e drogas
metabolizadas pelas enzimas cytochrome P450 (CYP) 3A4 (CYP3A4).
Uso Veterinário: indígenas norte-americanos utilizam a planta para
dores de cabeça e inquietude em cavalos.
Doses: USO INTERNO – de 3 a 9g em infusão ou decocção /dia; de
500 a 1.500mg em pó/dia; de 160 a 700 mg de extrato seco/dia; de 15
à 30ml de tintura/dia. USO EXTERNO – de 5 a 10 ml de tintura
diluídos num copo de água para gargarejo; decocto a 5% para banhos
e compressas; aplicar diretamente sobre as lesões.
Formulações: BEM-ESTAR EM DOENÇAS INFANTIS – decocção de
uma parte de raiz de dente-de-leão e uma parte de raiz de equinácea.
GLÂNDULAS INCHADAS – – decocção de uma parte de raiz de
dente-de-leão e uma parte de raiz de equinácea.
Formulações populares: ver acima.
Planeta regente: utilizada em transtornos relacionados ao trânsito da
Lua em Câncer, Lua em Sagitário, Marte em Áries, Marte em Touro,
Marte em Leão, Marte em Peixes, Júpiter em Touro, Júpiter em
Aquário, Saturno em Touro, Netuno em Áries, Netuno em Touro,
Netuno em Leão, Netuno em Virgem, Netuno em Capricórnio, Plutão
em Leão, Plutão em Peixes,
Indicações energéticas ou mágicas: a erva é oferecida aos deuses
e deusas como forma de fortalecer os encantamentos ou rituais.
Habitat: planta originária do norte dos Estados Unidos e Canadá.
Usada pelos índios americanos para tratar úlceras.
Informações clínicas e/ou científicas: pesquisadores descobriram
que a planta tem se comporta de forma similar ao Interferon seja
estimulando sua produção ou adquirindo algumas de suas
características.
Descrição botânica: erva perene, com altura média de meio metro.
Raiz axonomorfa, talo delgado, aveludado, folhas ásperas,
lanceoladas ou lineares, opostas, inteiras, com largura entre 7,5 e 20
cm.
Toxicidade: planta atóxica nas dosagens terapêuticas. Algumas
pessoas podem apresentar reações alérgicas ao uso. Atentar as
contra-indicações.
Observações: a raiz fresca é a parte mais poderosa da planta. Se
mastigada é boa para aliviar dores de dente e combater a gengivite e
a piorréia. Indicada em pomadas por sua ação em picadas de insetos,
mordidas de cobra, gangrena e feridas infeccionadas. Usar planta
cultivada e evitá-la em sua forma selvagem. Resultado: 14 estudos
clínicos concluíram que o uso da Equinácea é capaz de diminuir em
58% o risco de se contrair um resfriado. É uma erva bidirecional, pois
pode enviar sinais nas duas direções, seja aumentando ou reduzindo
a imunidade de forma a equilibrá-la. No então os extratos produzidos
da erva tem a tendência de serem apenas unidirecionais, aumentando
ou suprimindo a imunidade. Para o efeito bidirecional a planta deve
ser consumida in natura e preparada com todas as partes. Seu efeito
imunoestimulante ocorre quando é utilizada em pequenas doses por
períodos longos de tempo. Existem cerca de 400 estudos que
sustentam que o uso desta planta tem ação no sistema imunológico.

ERVA-BALEEIRA
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Nome Popular: Erva-Baleeira


Outros nomes: maria-preta, maria-milagrosa, catinga-de-barão,
pimenteira, erva-preta, salicina; balieira-cambará.
Nome científico: Cordia verbenacea DC.
Nomes botânicos: C. curassavica (Jacq.) Roem. & Schult; Varronia
curassavica.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Boraginaceae.
Partes usadas: casca e folhas.
Sabor: amargo, adstringente.
Constituintes químicos: pigmentos flavonóides; salicicatos; salicicato
de metila; óleo essencial; açucares; naftoquinonas; artemetina;
alantoína; artemina; cordialina A e B; cordiaquinonas; J e K, 5-6-
didroxi-3-3-4-6-7-flavona; entametoxi e pentametoxi.
Propriedades medicinais: analgésica; antiinflamatória; anti-
hemorrágica; diurética; laxante; fungicida; cicatrizante; antiinfecciosa;
tônica; febrífuga; anti-malárica; antiparasitária; eupéptica; bactericida;
antiulcerativa.
Indicações (Uso interno): doenças reumáticas; artrite; artralgias;
artrite reumatóide; gota, lumbago; em dores ciáticas; prostatite; em
contusões de toda ordem; tônica e protetora do sistema digestivo;
dores musculares e da coluna vertebral; hidropsia; alivia febre;
mialgias; prostatite.
Indicações (Uso externo): dores musculares e da coluna vertebral;
contusões; previne aparecimento de úlceras; inflamações bucais;
feridas.
Indicações pediátricas: em dores da artrite reumatóide juvenil; febre
reumática e nas cartilagens de conjugação e em enfermidades da pré-
adolescência como a epifisiólise.
Utilizações na MTC: tratamento para síndromes BI.
Atuação nos canais: F.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 3 – Ervas para agir contra
o reumatismo.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha e Pitta e agrava Vata.
Rasa: amargo e adstringente.
Virya: fria.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: FLORAIS DAS GERAIS – desejo de justiça; entusiasmados;
superansiosos; necessidade de terminar logo todas as tarefas;
inflamações. FLORAIS DE MINAS – Verbenacea – obcecados por
justiça; fanático; entusiasmado; tenso; superansioso.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: seu uso não é recomendado na gestação e
lactação. Uso máximo contínuo de 4 semanas.
Interações medicamentosas: tem boa sinergia com Harpagophytum
procumbens em tratamentos de artrites, artroses, reumatismos e
contusões.
Uso Veterinário: combate ectoparasitas em animais.
Doses: ADULTOS – máximo de 4 ml em duas doses/dia; 1g de erva
seca ou 2g de erva fresca em decocto ou infusão 2X ao dia com
intervalos menores que 12 horas;
CRIANÇAS – uso de 1/6 a ½ dose de acordo com a idade.
Formulações: DORES ARTICULARES – folhas vaporizadas – uma
xícara de chá que pode ser utilizada diretamente sobre as articulações
e áreas doloridas.
Formulações populares: ver acima.
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: natural dos trópicos ocorre no México, Caribe e América
Central até o sul da América do Sul.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: arbusto com até 2 m de altura, muito ramificado,
de onde saem folhas sésseis, pubescentes na face inferior,
lanceoladas, agudas, com até 12 cm de comprimento; inflorescência
espigosa, densa, com pedúnculos eretos e muitas flores brancas, fruto
subgloboso vermelho. Espécie muito comum na região da Mata
Atlântica, onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas
de restinga. É uma planta
heliófita e higrófita, formando grandes populações em áreas
litorâneas, sendo raramente encontrada no interior de matas.
Toxicidade: sem toxicidade nas doses recomendadas.
Observações: principal componente do Acheflan (medicamento
fitoterápico anti-inflamatório de uso externo). Apresenta características
muito similares a Garra do Diabo (Harpagophytum procumbens)

EUCALÍPTO
Erva muito utilizada como erva purificadora em saunas. O eucaliptol
faz parte de inúmeras preparações farmacêuticas tais como pastilhas,
xaropes, cápsulas, soluções injetáveis, supositórios e dentífricos. Está
comprovada a capacidade do óleo de dilatar os bronquíolos. As flores
e Inflorescência devem ser acondicionadas em sacos de papel,
plástico transparente ou recipientes de vidro bem fechados. Existem
21 espécies comerciais de eucalipto hoje.

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Nome Científico:
Eucalyptus ssp.

Nomes botânicos:
Eucalyptus globulus Labill., E. citriodora, E. torelliana e E. cloeziana,
E. urophylla, E. camaldulensis e E. robusta., E. exserta e E.
staigeriana., E. paniculata, E. grandis, E. urophylla e E. saligna., E.
dunnii e E. pilularis.,

Nomes Farmacêuticos:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Partes usadas:
Folhas, flores e óleo essencial.

Composição Química:
Ácido butírico, ácido gálico, ácido hidrociânico, ácido isobutírico, ácido
isovalérico, ácido quínico, ácido tânico, álcool cumínico, borneol,
benzaldeído, butiraldeído, carvone, cimeno, cineol, citral, ellagitaninos,
eucaliptol, geraniol, isopreno, isovaleraldeído, felandreno, flavonóides,
limoneno, linalol, pineno, quercitrina, rutina, saponina, triterpenos e
valeraldeído.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: disenteria, afecções bucais e estomacais,
vermes intestinais.
Sistema Urinário e Genital: cistite, infecção urinária.
Sistema Respiratório: pára corizas, inflamação na garganta,
bronquite, rinite, asma, tuberculose, sinusite, fluidifica secreção
respiratória, pneumonia, bronquite, difteria,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:gota, problemas de
circulação, estimula fluxo sanguíneo local.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:ciática, nevralgia,
resfriado, gripe, neuralgia.
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:reumatismo.
Sistema Renal: nefrite.
Outros distúrbios: equilibra energias, usado em saunas para purificar
o ar, analgésico para cefaleia, febre, tem ação antibacterial sobre
Staphylococcus aureus, Shigella dysenteriae, Haemophilus influenzae,
enterobacteria, Escherichia coli, Pseudomonas aeruginosa, Candida
albicans, Klebsiella pneumoniae, Salmonella spp., Helicobacter pylori,
seu agradável aroma tem efeito positivo sobre o sistema límbico,
enxaqueca crônica, dor de cabeça congestiva, malária, tétano.

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Flores – leucorreia (flores brancas).

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: chagas, herpes simples, queimaduras, acne, bolhas.
Cabeça e face: ozena, foliculite.
Cavidade bucal: herpes labial.
Músculos, ossos e articulações: dores musculares e articulares.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Folhas – mau-hálito e garganta inflamada (gargarejo).
Óleo essencial – picada de insetos, repelente de insetos.

Aromaterapia:
O óleo essencial confere disciplina e organização. É proveniente de
uma das maiores árvores do mundo e nativa da Austrália. Seu nome
vem do grego, eucalypos, que significa “bem coberto”, pelo fato de os
botões das flores serem cobertos por uma membrana, que é afastada
quando a flor se abre.
O óleo de eucalipto é um bom inalante e serve para fricções peitorais;
tem um odor semelhante ao da cânfora e um sabor suavemente
amargo. É excelente para tratar todos os tipos de febres e certas
doenças como gripes, escarlatina e difteria, por ter um forte efeito
refrescante e também por ser um dos melhores óleos antissépticos.
Conhecido pela sua ação sobre o trato respiratório, o eucalipto é
expectorante e antiespasmódico, usado na sinusite, na tuberculose e
nas infecções da garganta, quando há grande corrimento de muco.
É também um rubefasciente, sendo aplicado externamente em casos
de dores musculares e reumáticas. É ainda um remédio sistêmico
para a artrite reumatoide, pelo seu leve efeito adstringente.
O óleo tem ação antimicrobiana sobre praticamente qualquer tipo de
microrganismos. Também apresenta propriedades energéticas que
dissolvem energias negativas. Muito recomendado para limpezas da
casa (5 gotas por balde de água) e para adicionar na máquina de lavar
roupa durante a lavagem (3 gotas).
O óleo essencial pode ser fatal, se ingerido.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 3 – ervas
para agir contra o reumatismo • Categoria 10 – Ervas para suprimir
tosse e reduzir catarro • Categoria 20 – ervas para aplicações
externas •

Uso homeopático:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:


Esta planta é consagrada ao deus Apolo. Ajuda a reequilibrar o lado
emocional e as energias do corpo, agindo contra a angústia. É uma
das únicas plantas que remove a energia negativa dos lugares. Deve
ser usada na forma de óleo essencial para limpeza física dos
ambientes (5 gotas de óleo para cada balde de água). Recomenda-se
que terapeutas limpem seu espaço de trabalho com óleo de eucalipto
dissolvido em água no mínimo uma vez por semana, para remover
acúmulos de energia estagnada do ambiente.
Nome Conhecido:
Gomeiro-azul, Árvore-da-febre, Calipse, Calipes (português),
Eucalyptus (inglês), Ocalo (espanhol), Eucalyptus (francês), Eucalipto
(italiano) e Blaugummibaum (alemão).

Família:
Myrtaceae

Sabor:
Picante, amargo e amornante.

Propriedades medicinais gerais:


Antigripal, diurético, anti-inflamatório, antisséptico, vulnerário,
febrífugo, expectorante, adstringente, anti-helmíntico, balsâmico,
hipoglicemiante, estomáquico, sedativo, tônico, bactericida, antiviral,
repelente, estimulante, desinfetante, antimalárico, antifúngico,
antipirético, aromático, antiespasmódico, antirreumático, antioxidante,
vermífugo, calmante, refrescante, desodorante, broncodilatador,
sudorífico,

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Raízes – purgativo.

Para crianças:
As mesmas indicações feitas para adultos. Atentar as
contraindicações (abaixo).

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


O eucalipto deve ser evitado na gravidez e na lactação; em pessoas
com sensibilidade ao eugenol; em portadores de doenças
inflamatórias do trato gastrointestinal e/ou dos dutos biliares ou
doenças hepáticas graves.
O uso no rosto ou nariz de crianças pode causar reação alérgica e
mesmo espasmos na laringe.
Em preparações concentradas, pode causar náuseas, vômitos,
queimação epigástrica e diarreia.
Mais raramente pode ocorrer dermatite de contato, rash micropapilar,
eritema e prurido.
Não se deve nunca ingerir o óleo essencial puro. Em doses elevadas,
a essência pode provocar gastroenterite e hematúria.
Não aplicar preparados de eucalipto na face, principalmente na região
do nariz.

Interações medicamentosas:
Seu uso pode potencializar efeitos de medicamentos antidiabéticos.

Toxicidade:
O vapor do eucalipto pode transmitir o fungo Aspergillus. O óleo
essencial pode ser fatal se ingerido. Superdosagem ou
hipersensibilidade pode causar náusea, vômitos e diarreia.

Uso culinário e nutritivo:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais:
Florais das Gerais – para comportamento contraditório; oscilação
entre viver e querer morrer; distúrbios respiratórios.
Florais de Minas – para conflito existencial que confronta a
legitimidade/legalidade do viver/morrer.

Medicina Chinesa (MTC):


O eucalipto elimina fleuma-umidade-calor do pulmão, corrige vazio do
yin do pulmão, utilizado em ataque de vento-calor, elimina fleuma-
umidade da bexiga. Elimina a estase do sangue e a estase do Qi e do
frio. Elimina fleuma-umidade-calor no Jiao superior. Atua nos canais
do Intestino Grosso, Bexiga, Pulmões, Coração, Baço/Pâncreas e
Estômago. Erva associada ao elemento Metal.

Ayurveda:
O eucalipto reduz Vata e Kapha e agrava Pitta. Seus nomes
ayurvédicos são Tilaparna,Tailaparna, Sugandhapatra,
HaritaparnaNeela-niryaasa, Tribhandi,Triputaa, Sar-alaa, Suvahaa,
Rechani, Nishotraa. Sua rasa é picante sua virya é quente. A vipaka é
picante.

O que diz a ciência:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Astrologia:
Seu regente é Saturno. Outra fonte aponta o regente como sendo
Mercúrio (Plantas que curam – Sanguinetti).

Habitat:
É uma planta originária da Austrália e difundida em todo o mundo.

Descrição da planta:
É uma planta de porte arbóreo, grande e que atinge até 70 metros de
altura. Tem ramos cilíndricos, pouco folhosos e com casca lisa, de
coloração acinzentada ou castanha. Suas folhas são alternas, com
pecíolo e superfície coriácea. Suas flores são axilares e de coloração
branca ou amarelada. O fruto é do tipo cápsula, com sementes férteis,
de formato arredondado e coloração preta, ou inférteis, de coloração
vermelha e formato filiforme.

Vamos plantar?:
O preparo adequado do solo depende de sua condição de umidade,
do dimensionamento, da utilização correta dos equipamentos,
máquinas e implementos a serem utilizados.
Para o plantio de eucalipto, a melhor alternativa é o cultivo mínimo.
Pode-se empregar o subsolador ou o escarificador, para o adequado
preparo da linha de plantio, combinando com o herbicida aplicado em
área total, O objetivo dessa etapa é preparar o solo apenas no local de
plantio das mudas (linha de plantio).
A profundidade de preparo da linha de plantio depende do tipo de
solo.
Dentre as várias condições, o espaçamento e a quantidade de plantas
por hectare a serem adotados devem estar de acordo com o nível de
tecnologia disponível. Pode-se adotar espaçamento maior (3,5 x 3,0 a
3,5m entre ruas x 3,0m entre plantas) – aproximadamente 950 plantas
por hectare – quando o nível tecnológico é elevado e o índice de
mortalidade de mudas plantadas é inferior a 1%.
Espaçamentos menores 93,0m x 2,0m ou 3,0m x 1,5m) – com 1.660 a
2200 plantas por hectare devem ser adotados em plantio onde a
seleção das mudas, o preparo de solo e a qualidade das operações
florestais, entre outros fatores, ainda não atingiram o padrão
tecnológico desejável.
Outro fator importante na determinação do espaçamento é a finalidade
do plantio. Na produção de madeira para celulose, mourões de cerca
ou energia – lenha e carvão – pode-se utilizar espaçamento menor,
com estimativa de corte da floresta ao redor de 7 anos. Na produção
de madeira para serraria, ou para poste pesado, podem-se utilizar
espaçamentos maiores. Para isso é necessário que o nível
tecnológico seja compatível, a espécie plantada seja a indicada, que
os desbastes seletivos ocorram com corte de 30 a 50% das árvores e
que a estimativa de corte da floresta esteja acima de 12 anos.
A floresta de eucalipto responde favoravelmente à adubação,
principalmente a de plantio. O ideal é usar adubação recomendada a
partir da análise do solo. Pode-se indicar uma adubação baseada na
exigência da cultura – 250 a 300kg de superfosfato triplo por hectare.
Distribuídos na linha de plantio durante o preparo de solo ou
imediatamente após o plantio, ou 350 a 400kg de adubo NPK 06-30-
06, distribuídos da mesma forma que o superfosfato triplo.
Além dessa adubação rica em fósforo, realizada durante o plantio, é
necessária a adubação com nitrogênio e potássio, realizada de 3 a 6
meses após o plantio. Para isso podem-se usar sulfato de amônio e
cloreto de potássio, ou ainda 150 a 200 kg por hectare do adubo NPK
18-06-24. Cabe destacar que a produtividade da floresta de eucalipto,
entre outros fatores, está fortemente relacionada à disponibilidade de
nutrientes.
As mudas para plantio devem ser padronizadas em lote homogêneo.
O plantio das mudas pode ser irrigado ou ocorrer em períodos mais
chuvosos. Nos casos em que a irrigação é necessária, recomenda-se
irrigar com 3 a 4 litros de água/planta no dia do plantio. Somente em
condições climáticas muito secas a operação é repetida uma ou duas
vezes. Em geral, apenas uma irrigação bem-feita é suficiente para o
desenvolvimento das mudas.
A área de plantio deve estar demarcada e o plantio ser feito com o
auxílio do enxadão, para as mudas embaladas em sacos plásticos, ou
com o auxílio da plantadeira manual, para as mudas produzidas em
tubetes. Quando se tem um bom preparo de solo, a cova poderá ter a
dimensão do recipiente da muda. As mudas devem ser colocadas a
prumo nas covas, fazendo-se um coroamento ao seu redor, no nível
da superfície do solo.

FENO GREGO
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Nome Popular: Feno Grego


Outros nomes: alforva, ervinha, caroba, alforna, alfarva, fenacho
(português), fenugreek, greek hayes, greek clover, greek hay, bird´s
foot (inglês), alholva, heno griego, alolva, fenogreco (espanhol),
fenugrek, fenugrec, foin grec, saine graine, graine joyeux, sainegrain,
senegrain, sennegrain (francês), fieno greco comune, fiengreco,
finegreitje (italiano), hu lu ba, hu-lu-pa, hu la pa, k’u tou, wu ru ba
(chinês), mêthi, haenugraeb, methishah, methi-shak (bengali), hulbah,
hawmar, helba, hilba, hulabaha, tamr hindi (árabe), shamli (afegani),
holba (argelino), bockshorn, bockshornklee, finegreitze,
finmaregretjen, griechische heu, griechische heusamen, hornklee,
schabbzieberklee, siebengezeit (alemão), methi, muthi (hindi), houlba
(marroquino), shamlia, shamlit, shanbalid (persa),
fenigrekova trava, gretskaya sochevitsa, pagitnik, pazhitnik,
treugolka (russo), methika, bahuparni, dipani, gandhabija, chandrika,
gandhaphala, jyoti, kairavi, kunchika, mantha, medhika, methika,
methi, methini, misrapushpa, munindraka (sânscrito),
ukubal, asumodhagam, uluva, mathi, uluhal (singalês), al harba,
tokfist (malinês), boukeras, tilis boukeras (grego), boyotu, cemen otu
(turco), bukkekorn (dinamarquês), fenegriek, hoornklaver (holandês),
fienu (maltês), gorog lepkeszeg (húngaro), halba, halna kalabat,
kelabat, uluva (malaio), helbek (egípcio), koroha (japonês), methi
(nepalês), methi (urdu), penantazi (birmanês), shamli (afegão),
shamlid, shanbalid (iraniano),
Nome científico: Trigonella foenum-graecum L.
Nomes botânicos: Trigonella tibetana (Alef.) Vassilcz.,
Nome farmacêutico: Semen Trigonellae Foeni-graeci.
Família: Fabaceae.
Partes usadas: sementes, frutos e folhas.
Sabor: amargo.
Constituintes químicos: ácido malônico, albuminas, carpaína,
glicídeosluteonina, oligossacarídeos, proteínas, quercetina,
trigogenina, carbo-hidratos, (principalmente mucilagens
galactomananas), prótidos, compostos fosforados (lecitina, fitina),
colina, trigonelina, saponosídeos esteroídicos
(diosgenina/yamogenina, fenogrequina), fitosteróis (colesterol,
sitosterol), flavonóides (vitexina, saponaretina, trigonelina,
homoorientina), ácidos graxos insaturados (oléico, linoléico, palmítico),
traços de cumarinas, ferro, manganês, vitamina A, niacina, tiamina,
riboflavina, traços de óleo essencial rico em anetol.
Propriedades medicinais: aperitivo, antianêmico, anti-inflamatório,
antisséptico, antitumoral, antitussígeno, demulcente, digestivo,
emoliente, estimulante, fortificante, galactagogo, hepatoprotetor,
hipoglicêmico suave, laxante, revigorante geral, tônico, fortificante,
diurético, vermífugo, analéptico, analgésico, anti-helmíntico,
antiaderente, antiagregante, antiateroesclerótico, anticistítico,
antidiabético, antihiperlipidêmico, anti-hipertensivo, antineoplásico,
antioxidante, antisséptico, antiespasmódico, afrodisíaco, antiviral,
adstringente, cardiotônico, carminativo, inibidor da caspase-3,
quimiopreventivo, colagogo, contraceptivo, emenagogo, estrogênico,
expectorante, febrífugo, hidragogo, hiperêmico, hipocolesterolêmico,
hipolípidêmico, hipotriglieridêmico, imuno-estimulante, insetífugo,
lactagogo, lipogênico, lipolítico, mastogênico, mucilaginoso,
miorrelaxante, nematicida, orexigênico, parturiente, inibidor de
protease, retinoprotetor, secretolítico, espermicida, precursor de
esteroides, uropoiético, uterogênico, vulnerário, rejuvenescedor (anti-
agging), oxitóxico, uteroestimulante, abortifaciente, estimulante
linfático, alterativo, nutritivo, antipirético (folhas),
Indicações (Uso interno): anemia ferropênica, anorexia, astenia,
celulite, crianças com dificuldades no desenvolvimento físico e
psíquico, constituição física frágil, diabete mellitus e diabete insipidus,
dispepsia hiposecretora, furúnculos, gastrite, inflamações, intestino
preso, perda de peso, amenorreia, leucorreia (com secreção branca e
malcheirosa), lombalgia, febre e dor em diversas partes do corpo, que
ocorrem após o parto, cólicas, flatulência, disenteria,
diarreia, dispepsia, perda de apetite, tosse crônica, esplenomegalia,
hepatomegalia, osteomalacia, desinflama e protege as mucosas
digestivas e intestinais, estimula a produção de leite materno, na
convalescença de tuberculosos, inflamações de garganta, elimina
mucosidade dos pulmões, úlceras, elimina catarro, gota, distensão
abdominal, celulite, frigidez, panarício, adenopatia, aterosclerose,
bronquite, cálculo renal (pedras nos rins), no câncer de abdômen,
bexiga, mama, cervix, cólon, olho, glandular, virilha, intestino, rim,
fígado, parótida, reto, baço, estômago, garganta, útero e úvula,
carbúnculo, nas cardiopatias em geral, catapora, colecistite,
constipação, colite, hidropsia, enterite, dismenorreia, edema,
exaustão, gastrite, combate a bactéria Helicobater, hepatite, pressão
alta, reduz colesterol, reduz os triglicerídeos, na hiperlipidemia,
impotência, em infecções em geral, nas inflamações em geral,
isquemia, lepra, linfadenite, mastite, distrofia muscular, mialgia, nefrite,
neuralgia, neurastenia, oftalmia, orquite, osteomielite, oxaluria,
parotite, faringite, reumatismo, raquitismo, ciática, escrófula, varíola,
espermatorreia, esplenite, estomatite, sífilis, tonsilite, tuberculose,
úlcera, ulcus cruris (úlcera da perna), uterite, vaginite, doenças
venéreas, vômito e náusea, vermes, utilizada para limpezas do fígado,
estimulante hepático, debilidade seminal, utilizado para amolecer e
expelir muco, infecções pulmonares, para relaxar o útero, dá suporte
as funções dos rins e fígado, equilibra os níveis de açúcar no sangue,
ejaculação precoce, recomendada para uso pós-parto para clarificar o
útero, estimula a libido, menopausa,
Indicações (Uso externo): acne, faringite, blefaroconjuntivite,
vulvovaginite, eczema, abscessos, furúnculo, afecções cutâneas e
hemorroidas (cataplasma), articulações inflamadas e doloridas,
tumores, pele seca, feridas, alergias, alopecia, artrose, dor nas costas,
blefarite, bolhas, irritações, frieiras, conjuntivite, dermatite, fístula,
fratura, hemorroidas, hérnia, coceira, dor de garganta, inchaço, dor de
dente, faz crescer cabelo, bico dos seios dolorido na amamentação
(gel da mucilagem),
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: tônico do yang. Para vazio de yang, vazio de
yang do rim, estagnação de qi (energia), umidade-mucosidades-frio. A
utilização prolongada pode levar ao vazio do yin e consequentemente,
a plenitude-calor, causando irritabilidade e insônia. Utilizado por
herbalistas chineses em tratamentos de problemas reprodutivos
masculinos e para cálculos renais.
Elemento predominante na MTC: Terra e água.
Classificação da Erva na MTC: categoria 5 – ervas para reduzir a
umidade do corpo • categoria 6 – ervas para lubrificar os sintomas
secos • categoria 9 – ervas para promover a digestão • categoria 10 –
ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • categoria 16 – ervas
para corrigir deficiências • categoria 19 – ervas para úlceras e tumores
• categoria 20 – ervas para aplicações externas.
Atuação nos canais: Rins e Fígado.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz vata e kapha e agrava pitta.
Erva que promove a digestão e remove toxinas (AMA). Atua nos
canais (srotas) digestivo, respiratório, urinário, reprodutivo e na
lactação. Erva leve, macia e viscosa. Atua nos tecidos (dhatus)
plasmático, sanguíneo, adiposo, medular, nervoso e reprodutivo.
Encoraja que vata se mova para baixo. Combinar com gurmar,
turmeric, neem e trikatu para tratamento de diabete. Combinar com
guggul e turmeric para tratamento de colesterol elevado. Combinar
com funcho, cominho e coentro para tratamento de inchaços e
constipação. Associar com ashoka e shatavari para problemas
menstruais. Combinar com shatavari e funcho para produção de leite
materno. Associar com noz moscada, ashwagandha, kapikacchu e
bala para problemas reprodutivos masculinos. Combinar com
punarnava, guggulu e trikatu para inchaços relacionados a artrites.
Contraindicado em condições de pitta muito elevado. Faz parte da
famosa fórmula conhecida como caturbija.
Rasa: picante.
Virya: quente.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: árabes utilizam as
sementes fervidas junto com tâmaras e figos secos para tratar
bronquite e catarro. Iranianos usam a semente para menorragia.
Libaneses fazem um milk-shake com as sementes para hipertensão.
Também usam o pó para tratar diabete, dispepsia, febres, fraturas,
problemas de pulmão, coração e tireoide. Usam ainda as raízes para
tratar dores e reumatismo. Povos do norte da África utilizam as
sementes fervidas para tratar esplenomegalia. Na Arábia Saudita é
utilizada para eliminar pedras nos rins (cálculos renais).
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contraindicações: evitar uso medicinal durante a gravidez e na
lactação. Uso alimentar apresenta risco mínimo. Controlar a glicemia
de pacientes diabéticos insulinodependentes (pois reduz a absorção
de glucídios). Na medicina tradicional chinesa é indicado evitar a erva
em problemas dos rins, dor abdominal ou testicular (que agrava com o
frio), dor de hérnia, dor lombar e em edemas nas pernas.
Contraindicada em casos de vazio de yin, calor e umidade-
mucosidades-calor. Uso externo repetido pode causar reações
adversas na pele. Doses elevadas também não são recomendadas
em pessoas com baixa atividade da tireoide.
Interações medicamentosas: a Comissão E não reporta interações
no uso das sementes. Fibras altamente mucilaginosas do Feno Grego
podem interferir na absorção de outras drogas. Outras fontes
assinalam a possibilidade de interação com drogas para tratamento de
diabete, corticosteroides, terapia hormonal e inibidores de monoamina
oxidase. Em dosagens muito elevadas pode interferir na absorção do
ferro pelo organismo. Associado ao alho eleva suas propriedades de
combate a infecções. Evitar também se estiver fazendo uso de
anticoagulantes.
Uso Veterinário: nos países árabes ainda se cultiva como planta
forraginosa para o gado. Utilizado como parte de fórmula para cremes
para pele seca em cavalos. Tem efeito hipoglicêmico e
hipocolesterolêmico em animais. Utilizada em tratamentos de cães
diabéticos. Recomendada por Lawson (1824) como uma das várias
ervas utilizadas em tratamento de cavalos debilitados. Seu pó é
utilizado par tornar a forragem mais palatável na alimentação do gado.
Usos veterinários potenciais são no tratamento de diabetes, aumento
da produção de leite, imunomodulador, na hiperlipidemia, bronquite,
ulceras gástricas (principalmente me cavalos), na convalescença,
anorexia e como pó no tratamento de feridas e machucados.
Planeta regente: associado por Culpeper ao signo de Gêmeos.
Indicações energéticas ou mágicas: associada ao culto do deus
Apolo. Erva citada na Bíblia cristã no livro de Números 11: 5-6. Utilizar
sementes de feno grego no balde de limpeza da residência e passar
um esfregão com esta mistura nos pisos para atrair dinheiro para a
casa.
Habitat: cresce espontaneamente nas planícies superiores do rio
Ganges e é cultivada largamente nas regiões subtropicais e tropicais.
Informações clínicas e/ou científicas: o feno grego reduz a
absorção da glicose no trato gastrointestinal. Seu constituinte 4-
hidroxyisoleucina pode estimular diretamente a insulina. Em pacientes
de diabete do tipo 2, a erva demonstrou incrementar a secreção de
células beta, aumentando a resistência a insulina e diminuindo
significativamente os níveis de triglicerídeos, aumentando as
lipoproteínas de alta densidade. O consumo de feno grego pode estar
associado com a diminuição de oxalatos de cálcio depositados nos
rins. Das sementes do Feno Grego são extraídos hormônios para a
produção de pílulas de contraceptivos. Seus efeitos têm sido
comparados ao do Omeoprazol em testes de úlceras gástricas
induzidas em ratos (Pandian, 2002).
Descrição botânica: possui duas variedades. A variedade mais alta
é utilizada como ração de animais e a variedade anã é utilizada na
culinária assim como para propósitos terapêuticos. É uma planta
anual, com 30 a 60 cm. de altura. Três pequenas folhas unidas a um
pecíolo circundam o topo desta planta. As flores são brancas ou
branco amareladas. As sementes são marrons esverdeadas e
alongadas com um profundo entalhe que atravessa uma das
extremidades, dando-lhes uma aparência de gancho. As sementes
secas são amareladas. Sua colheita é geralmente feita no final do
inverno.
Toxicidade: segura como alimento e como erva medicinal é segura
nas doses recomendadas, porém deve ser evitada durante a gravidez
e a lactação.

Cultivo: sua colheita é geralmente feita no final do inverno. O feno


grego prefere o pleno sol. Deve ser plantada com 4 centímetros de
distância em solos bem drenados. Se for plantada a partir de
sementes, a germinação leva cerca de uma semana. Plantas de feno-
grego não podem ser facilmente transplantadas, por isso devem ser
plantadas diretamente no jardim. Para o crescimento contínuo, semear
a cada três semanas. As plantas precisam de cerca de quatro meses
para amadurecer e deverá crescer entre 30 e 60cm à medida que
amadurece. Quando as sementes estão maduras, toda a planta é
cortada ou arrancada e levada a secar. As sementes são colhidas a
partir de legumes antes de estarem totalmente maduros. Estes devem
ser levados para secar, juntamente com as folhas da planta.
Observações: é adicionado ao tempero denominado curry. As folhas
são empregadas em preparações vegetais. É uma das plantas
medicinais mais antigas. Já são usadas há muito tempo, existem
relatos do antigo Egito e do tempo dos romanos, da sua utilização
para fins medicinais. O papiro de Ebers, documento médico egípcio do
século XV a.C, já a recomendava como emplastro para curar
queimaduras. Hipócrates salienta as propriedades curativas da
mucilagem contida na sua farinha. Foi denominada Feno Grego
porque se cultivava abundantemente em todos os países
mediterrâneos, e em especial na Grécia, apesar de a sua proveniência
ter sido originalmente o Oriente Médio. Como alimento fornece ainda
proteínas de fácil assimilação (27 % do peso das sementes), minerais
(ferro, fósforo, enxofre) e vitaminas. Tem sabor desagradável, mas
que pode ser melhorado com essência de limão ou de hortelã. A
farinha pode ser usada à vontade, com mel ou geleias para melhorar o
sabor. As sementes devem ser guardadas em local fresco e seco
dentro de um frasco escuro. As mulheres dos haréns do norte da
África e do Oriente Médio, principalmente as turcas, perfumavam seus
hálitos e eliminavam o odor desagradável do corpo com banhos e
loções feitas com as sementes do feno-grego. Erva rica em cobre.
Utilizado na culinária para preparo de frangos e carne de gado. Tem
aplicação medicinal efetiva a partir do consumo de 50g por dia. As
folhas são muito saborosas. Na alimentação pode fornecer entre 16 e
18% de proteínas. Pode representar de 5 a 20% da receita do curry.

GARRA DO DIABO
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Nome Popular: Garra do Diabo


Outros nomes: harpago, unha-do-diabo; artiglio del diavolo,
harpagophytum; devil’s claw (inglês), harpagofito, garra del diablo
(espanhol), griffe du diable (francês).
Nome científico: Harpagophytum procumbens DC.
Nomes botânicos: Harpagophytum procumbens (Burch.) DC. ex
Meissn. f. sublobatum Engl., Harpagophytum procumbens subsp.
procumbens (Burch.) DC. ex Meisn., Harpagophytum procumbens
subsp. transvaalense Ihlenf. & H. Hartmann.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Pedaliaceae.
Partes usadas: tubérculos.
Sabor: picante, amargo e amornante.
Constituintes químicos: ácido oleanólico, ácido ursólico, ácidos
fenólicos, ácido clorogênico, ácido cinâmico, arpagídeo, acido
cinâmico livre, açúcares, aminoácidos, steroli, óleo, resina,
glucosídeos iridóides, harpagosídeo, procumbídeo, fitoesteróis,
triterpernos, flavonóides, lutoelina, kaempferol, harpagoquinona,
glicose, sacarose, rafinose.
Propriedades medicinais: analgésico; antiinflamatório;
espasmolítico; anti-reumático; colagogo; sedativo; anti-artrítico;
cicatrizante; colerético; depurativo; febrífugo; hepatoprotetor;
hipocolesterolêmico; colecistite; colelitíase; anticancerígena;
Indicações (Uso interno): tônico digestivo; tônico linfático;
fibromiosite; periartrite; ácido úrico; artrite reumatóide; fortalece a
imunidade; desintoxicante do fígado; melhora funções hepáticas;
dispepsia; dores em geral; gota; hiperlipidemia; obesidade;
osteoartrite; tendinite; insuficiência pancreática; falta de apetite; efeito
hipotensor; suave efeito laxante; levemente diurético; para dores na
coluna; artralgia; anorexia; fibromialgia; bursite; na diabete e na
aterosclerose melhora a flexibilidade das artérias; antiarrítmico; para
doenças do sangue; diarréia; gengivite; sífilis; gonorréia; azia;
tuberculose; alivia cansaço nos músculos; para cefaléias em geral;
neuralgia; gonartrose; descalcificação óssea (tratamento por no
mínimo 6 meses); cervicoartrose; asma; febre do feno; alergias;
lombociatalgia; artrose coxofemoral; sacroíleite; dor coccígea;
distensão muscular; artrose dos joelhos; estimulante da vesícula
biliar, relaxa espasmos na colecistite; pancreatite crônica; cefaléia;
tendinites, traumatismos;
Indicações (Uso externo): bolhas; úlceras; lesões da pele e
contusões; distensão muscular; tendinites; lesões cutâneas;
Indicações pediátricas: em dores da artrite reumatóide juvenil; febre
reumática e dores nas cartilagens de conjugação.
Utilizações na MTC: age sobre síndrome Bi, elimina vento-frio-
umidade das articulações; eleva o Wei Qi; movimenta o sangue do
Fígado.
Atuação nos canais: F.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 3 – Ervas para agir contra
reumatismos.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz vata e kapha e agrava pitta.
Rasa: picante.
Virya: quente.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultada.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.
Contra-indicações: na gravidez e na lactação; em úlcera gástrica ou
do duodeno. Uso prolongado pode causar gastrite e úlcera péptica.
Pessoas com cálculos biliares, problemas renais ou hepáticos graves,
síndrome do cólon irritável devem evitar seu uso. Pode causar alergia
em pessoas sensíveis e deve ser evitado por diabéticos.
Em doses elevadas pode afetar tratamentos para o coração e causar
aborto. Não utilizar com crianças de menos de dois anos.
Interações medicamentosas: pode fazer interação com
medicamentos arrítmicos. Interage com medicamento que contenham
varfarina. Pode ser associada ao sulfato de condroitin e a glucosamina
no tratamento a doenças reumáticas e artríticas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultada.
Doses: de 5 a 12g em decocção ou infusão/dia; em pó de 1.500 a
4.500mg/dia; de 500 a 1.500mg de extrato seco/dia.
Formulações: ARTRITE – decocção – uma parte de Taraxacum
officinalis, uma parte de Yucca glauca e uma parte de
Harpagophytyum procumbens.
Formulações populares: ver acima.
Planeta regente: utilizada em distúrbios causados pelo trânsito de
Mercúrio em Gêmeos, Mercúrio em Aquário, Vênus em Capricórnio,
Marte em Sagitário, Marte em Capricórnio, Júpiter em Sagitário,
Júpiter em Capricórnio, Saturno em Touro, Saturno em Sagitário,
Saturno em Capricórnio, Urano em Peixes, Netuno em Capricórnio,
Netuno em Aquário, Plutão em Capricórnio,
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultada.
Habitat: planta de origem africana, encontrada especialmente no
deserto do Kalihari e nas estepes da Namíbia.
Informações clínicas e/ou científicas: a ação da garra do diabo foi
avaliada em estudos clínicos com extratos titulados e unificados em
arpagosídeo a 80% para o dosar de 350-700mg, 3 vezes ao dia.
Descrição botânica: planta da família Pedaliaceae. Robusta e
perene, suas raízes
medem 6 cm de diâmetro e 2 metros de comprimento, possuem uma
irregular trama
de tubérculos secundários.Folhas largas com 3 a 5 lóbulos cobertas
por mucilagem
branca. Flores em forma de trompetes que podem ser rosas, roxas
ou vermelhas,
com um centro amarelo ou branco. Florescem principalmente no
verão.
Toxicidade: sem toxicidade nas doses recomendas.
Observações: erva capaz de substituir o tramadol, um forte
analgésico opióde; seu efeito antiinflamatório completo só aparece
depois de uso por tempo prolongado; acredita-se que seu
funcionamento é similar ao da cortisona sem seus efeitos colaterais;
após 3 meses manifesta efeito remineralizante; tem melhor efeito em
decocção do que em cápsulas. As raízes devem ser preparadas
sempre em decocção. Evitar uso em cápsulas devido baixo resultado.
A infusão da erva pode perder até 25% de suas propriedades
medicinais e tem gosto extremamente desagradável.

GERGELIM
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Nome Popular: Gergelim


Outros nomes: gergelim, gergelim-preto, gingelim, girgelim, serxelim,
sésamo, sésamo do Oriente, gerzelim, jerxelim, zirzelim (português),
dee la (tailandês), gingli (hindu), koba (japonês), sasim (árabe),
seesami (finlandês), sesam (alemão, sueco), sesame (inglês), sésame
(francês), sesamo (italiano), sésamo (espanhol), sezamo (esperanto),
sesamzaad (holandês), sousámi (grego), sousma (armeno), susam
(turco), szézámfû (húngaro), wijen (indonésio), tila (sânscrito), til
(bengali, punjabi), vung (vietnamita), zi ma zi (chinês).
Nome científico: Sesamum indicum L.
Nomes botânicos: Sesamum africanum Tod., Sesamum occidentalis
Heer & Regel, Sesamum oleiferum Sm., Sesamum orientale L.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Pedaliaceae.
Partes usadas: sementes, folhas e óleo.
Sabor: doce e neutro.
Constituintes químicos: ácidos graxos, ácidos linoléicos, ácidos
oléicos, carboidratos, colina, estearina, fitina, fitosterina, fitosteróis,
glicerol, globulina, lecitina, lignanas, miristina, oleína, palmitina,
proteínas, resina, sais minerais, sesamol, sesamolina, sesamina,
sesamindicina, vitamina E, B1, BZ e C.
Propriedades medicinais: tônico; antianêmico; laxativo (sementes);
anti-reumático; cosmético; analgésico; adstringente; antidiabético;
bactericida; diurético (sementes); estimulante; galactagogo;
hipoglicêmico; relaxante; resolutivo; repelente; afrodisíaco; calmante;
antioxidante; demulcente e emoliente (sementes); hidratante;
antiartrítico;
Indicações (Uso interno): artralgias; otites; envelhecimento precoce;
para cólica abdominal; prisão de ventre; ativa o funcionamento dos
rins e estômago; (O.E); taquicardia; amenorréia e dismenorréia (em
pó); tem efeito imunomodulador; leucopenia; pancitopenia; hipotensão
arterial; polimiosite; catarata; todos os tipos de esclerose; insuficiência
renal; anemia; emagrecimento; pele seca; regulador das fezes; tônico
do sangue e do organismo como um todo; hidropsia; cólica intestinal;
palpitações; insônia; ansiedade precordial; excitabilidade nervosa;
histeria; úlcera; epilepsia; nevralgia facial; alienação mental; isquialgia;
afecções gerais dos nervos;
Indicações (Uso externo): o óleo essencial é utilizado para entorses;
ulcerações; reumatismo; queimaduras; escaldaduras; para peles
secas e relaxamento da musculatura dolorida por atividade física;
limpeza de pele e rosto; chagas; nevralgia facial; manchas na pele;
empingem;
Indicações pediátricas: em dores da artrite reumatóide juvenil; febre
reumática; nas cartilagens de conjugação; epifisiólise.
Utilizações na MTC: nutre a essência; tonifica o Yin do Rim e do
Fígado; nutre o sangue e elimina vento; umedece e lubrifica os
intestinos; nutre os tendões.
Atuação nos canais: R e F.
Elemento predominante na MTC: Terra.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 6 – Ervas para lubrificar
sintomas secos • Categoria 16 – Ervas para corrigir deficiências.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e aumenta Pitta e Kapha.
Promove as ojas. Atua em todos os tecidos, mas especialmente nos
ossos. Atua nos sistema excretor, reprodutivo, urinário e respiratório.
As sementes são rejuvenescedoras e tônicas do dosha Vayu, ossos e
dentes, para disenteria, constipação (decocção). Decocção junto com
sementes de linhaça é indicada para catarro. Utiliza em pasta
misturada a manteiga para tratar hemorróidas sanguinolentas. Utiliza-
se o pó para tratar amenorréia e dismenorréia. Cataplasmas são
aplicados externamente para úlceras e queimaduras. Aplicar o óleo no
corpo e cabeça é útil para o dosha Vayu, têm efeito calmante e
propriedades nutritivas e antioxidantes, para pele seca, úlceras,
contusões com formação de líquido. Utilizada em parte iguais com
suco de limão para queimaduras nas pálpebras e problemas oculares.
Ingere-se o óleo para tratar gonorréia. Decocção das folhas e da raiz
escurece o cabelo e promove seu crescimento. É uma planta sattwica
(sagrada) boa para os yogues que devem ingerir cerca de 30g por dia.
Dose elevadas agravam Pitta. Nome em sânscrito: Tila.
Rasa: doce.
Virya: quente.
Vipaka: doce.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: tem efeito de protetor solar. O sesamol e a sesamolina
são antioxidantes naturais (somente são encontradas no óleo virgem
prensado a frio). É utilizado como óleo carreador.
Floral: FLORAIS DA AMAZÔNIA – desbloqueadora – Traz a energia
do sol nascente, desperta a pessoa para a vida, elimina os bloqueios e
a estagnação. Age com muita rapidez. Comunica, desobstrui,
relaciona. É boa para depressão, desesperança, processos
degenerativos, mentais e físicos. Nutre o corpo etérico, vitalizando-o e
regenerando áreas atingidas por emoções negativas. Restabelece a
pureza interior e o prazer de estar vivo.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: em casos de diarréia. Doses muito elevadas
podem causar aborto, aumento de peso.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: boa fonte de alimentação para as vacas.
Doses: de 9 a 20g em decocção/dia; de 2 a 5g em pó/dia.
Formulações: PELE SECA – massagem sobre a região ressecada
com óleo da planta. OTITE – uma gota de óleo dentro ouvido com dor.
DORES ARTICULARES – fricção com óleo nas regiões doloridas.
Formulações populares: CABELOS – decocção das folhas e da raiz
é usada para lavar os cabelos e escurecê-los, além de promover o
crescimento. DISENTERIA E CÓLERA INFANTIL – mucilagem das
folhas.
Planeta regente: para distúrbios relacionados ao trânsito de Saturno
em Áries, Saturno em Leão, Urano em Aquário, Plutão em Libra.
Indicações energéticas ou mágicas: planta associada ao orixá
Oxalá menino. Associada também com a energia do 5° chakra e ao
corpo etérico.
Habitat: arbusto de origem asiática, com distribuição mundial. No
Brasil é cultivado no cerrado nos estados do Nordeste para fins
alimentares.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: planta arbustiva que nasce com facilidade.
Cresce e abrange o seu espaço com graciosidade até brotarem as
flores na ponta dos galhos, onde nascerão as cápsulas das sementes.
A flor é um pequeno sininho branco e luminoso.
Toxicidade: sem toxicidade nas doses recomendadas.
Observações: existem três variedades da planta: preta, branca e
vermelha (marron). A branca produz mais óleo, mas a preta tem mais
propriedades medicinais. O cultivo de gergelim e batata-doce próximo
às plantas medicinais produz substâncias tóxicas para as formigas e
saúvas. Semente é rica em fósforo.

GRAVIOLA
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Nome Popular: Graviola


Outros nomes: araticum-do-grande, guanabano, coração-da-rainha,
condessa, jaca-do-pará, jaca-de-pobre, araticum, fruta-do-conde,
pinha, cabeça-de-negro, ata; soursop (inglês); guanábana (espanhol),
malabar catmint (inglês), sprikkaa (ayurveda),
Irattaipeyameratti (Siddha/Tamil).
Nome científico: Annona muricata L.
Nomes botânicos: Annona bonplandiana Kunth, Annona cerarensis
Barb. Rodr., Annona macrocarpa Wercklé, Annona muricata var.
borinquensis Morales, Guanabanus muricatus M. Gómez.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Annonaceae.
Partes usadas: folhas, sementes, frutos.
Sabor: doce e ácido.
Constituintes químicos: acetaldeído, acetoginas, ácido cianídrico,
ácido cítrico, ácido esteárico, ácido isocítrico, ácido lignocérico, ácido
málico, ácido mirístico, amil-caproate, amilóide, anonaína,
anomuricina, anomuricinina, anomurina, anonol, aterosoerminina,
beta-sitosterol, campesterol, celobiose, citrulina, coclaurina,
coreximina, dextrose, estefarina, etanol, folacina, frutose, gaba,
galactomanana, geranil-caproate glucose, manganês, mericil-álcool,
metanol, metil-hexa-2-enoato, metil-hexanoato, muricina, muricinina,
muricapentocina, muricoreacina, p-ácido-cumárico, parafina,
procianidina, pectinases, pectinesterase, reticulina, stigmasterol,
sucrose, taninos, xylosil-celulose, proteínas, gorduras, carboidratos,
vitaminas C e B, potássio e fósforo, beta-sitosterol, acido letulinico,
ácido ovatodiolide, ácido anisomelic, citral, acido geranico, terpene
hidrocarbon, ácido hidrociânico, annocherine A-B, cherianoine,
acetogenin, B, romucosine H.
Propriedades medicinais: adstringente, anticancerígeno,
antirreumático, antibacteriano, antiespasmódico, anti-inflamatório (das
vias urinárias), antitumoral, atóxico, cardiotônico, diurético,
estomáquico, febrífugo, hipotensor, inseticida, peitoral, sedativo,
vasodilatador, vermífugo, calmante, analgésico, anti-helmíntico,
antidepressivo, antimalária, antimicótico, antiparasítico,
antiespasmódico, artemicida, adstringente, cardiodepressor,
cardiotônico, cicatrizante, neuro depressor, cianogênico, citotóxico,
depurativo, emético, fungicida, hemostático, hipotensivo, inseticida,
lactogogo, moluscocida, parasiticida, pediculicida, sedativo,
esporofítico, espasmogênico, estomáquico, supurativo, tranquilizante,
tricomonicida, uterotônico, vermífugo, vitaminizante (B e C),
hipocolesterolêmica, citotóxico (para vários tipos de células tumorais),
antiviral, descongestionante, diaforético, estimulante (das funções
digestivas), pulmonar, antiofídico, laxante.
Indicações (Uso interno): epilepsia, inflamações gastrintestinais,
cefaleias, afta, artrose, asma, bactéria, biliosidade, sangramento,
catarro, parto, colecistite, resfriados, tosse, cólicas, depressão,
diabetes, diarreia, disenteria, filaria, fungo, febre, gastrite, gastrite,
pressão alta, HIV, infecção, inflamação, insônia, lepra, malaria,
nefrose, nervosismo, sofrimento, palpitações, pediculose, pelagra,
reumatismo, raquitismo, escorbuto, feridas, espasmos, combate
Estafilococus e Trichonomas, pedras, síncope, ulceras, vaginite,
estresse, hipertensão arterial, desordens nervosas asma, corrige
funções hepáticas, combate a febre, eleva a imunidade.
Indicações (Uso externo): contusões, torções, machucaduras,
feridas gangrenosas, úlceras, inflamações da pele, ferimentos por
traumatismo, esfoladuras, cortes, micose, dermatose,
Indicações pediátricas: as mesmas de que para adultos.
Utilizações na MTC: elimina umidade calor do Estômago e calor do
Fígado e Coração. Alivia o Shen. Acalma vento interno agitado pelas
emoções.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 19 – Ervas para úlceras e
tumores.
Atuação nos canais: E, F, P e C.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Vata e agrava Kapha se
excesso.
Rasa: doce e ácido.
Virya: quente.
Vipaka: doce.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contraindicações: evitar na gravidez. Pessoas com caxumba, aftas
ou ferimentos na boca devem evitar uso. Se consumidos crus, os
frutos podem provocar uma dolorosa acidez estomacal. O uso
prolongado causa paralisação do pâncreas e debilidade física. O
consumo repetido pode causar disfunção neural, tremores e
convulsões. Pessoas com usos de anti-hipertensivos devem passar
por avaliação médica antes de seu uso. Uso prolonagado pode
destruir a flora bacteriana. Em tratamentos acima de 30 dias
necessário uso de próbioticos e enzimas digestivas.
Interações medicamentosas: estudos com cobaias levou ao
aumento da atividade da dopamina, nor-epinefrina e da
monomioxidase assim como a inibição da liberação da serotonina em
stress induzido. Pode potencializar o efeito de drogas hipertensivas e
cardio-depressoras. Pode potencializar efeito de drogas
antidepressivas e MAO-inibidoras. Um dos mecanismos de ação da
graviola impede a chegada da energia da ATP à célula cancerosa.
Uso de suplementos naturais que aumentam o ATP inibem a ação da
graviola como, por exemplo, CO-enzima Q10.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: Adultos tomam de 6 a 12 ml de tintura divididos em 3 doses
diárias, diluídos em água. Decocção ou infusão: 2g de folhas secas
ou 5g de partes duras secas ou 4 g de folhas frescas ou 10g de partes
duras frescas, 3x/dia. Cápsulas até 6g ao dia divididas em 3 doses de
2g. Crianças tomam de 1/6 a ½ da dose de acordo com faixa etária.
Formulações: ver abaixo.
Formulações populares: DIABETE, CALMANTE, DOR,
EMAGRECIMENTO – infusão das folhas. BRONQUITE E TOSSE –
infusão das folhas e brotos. REUMATISMO, ABSCESSOS, EDEMAS
– uso tópico do óleo dos frutos. ELIMINAR CATARRO DOS
PULMÕES, TOSSE, GRIPE, ASMA, ASTENIA, HIPERTENSÃO,
DIABETES, VERMES INTESTINAIS, CORAÇÃO, DIETAS DE
EMAGRECIMENTO – decocção das folhas ou raízes. NEVRALGIA,
REUMATISMO, ARTRITES – uso tópico do óleo dos frutos misturado
ao óleo de oliva. VERMES INTESTINAIS, FEBRE, DIARRÉIA – frutos
ou suco dos frutos.
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: nativa das áreas tropicais das Américas do Norte e do Sul,
principalmente da Amazônia.
Informações clínicas e/ou científicas: a planta tem sido estudada
como coadjuvante no combate ao câncer (o princípio ativo
acetogenina anonácea, encontrado nas folhas, pecíolo e casca possui
comprovada ação contra células cancerígenas).
Descrição botânica: é uma planta arbórea de pequeno porte, a sua
altura varia entre os quatro e os seis metros, as suas folhas são
verdes e brilhantes e flores são em tons de amarelo, grandes e
isoladas, que surgem tanto no tronco e nos ramos. O fruto é ovóide ou
em forma de coração, de cor verde, apresentam falsos espinhos
carnosos curtos e moles. A sua polpa é branca, doce, mas
ligeiramente ácida e produz muitas sementes escuras.
Toxicidade: apresenta toxicidade, as pesquisas sugerem a
necessidade de mais estudos sobre as propriedades farmacológicas e
toxicológicas, especialmente de uso crônico. Doses elevadas podem
causar podem causar náuseas e vômitos. Doses em torno de 18g
podem causar sonolência e sedação. Segura nas doses
recomendadas.
Cultivo: prefere solos com textura leve, profundo, bem drenado e
arejado e temperaturas entre 21 ºC e 30 ºC. Pode ser plantada em
pomares caseiros e a colheita acontece 12 meses após a enxertia ou
de cinco a seis meses depois da abertura floral. Recomendam-se
espaçamentos de 4 x 4 metros a 8 x 8 metros, o que depende de uma
série de fatores, como solo, nível de tecnologia aplicada
(mecanização, condução da planta, poda, por exemplo), topografia,
condições climáticas, entre outros. Em geral, o tamanho das covas é
de 60 x 60 x 60 centímetros. Elas devem ser feitas, no mínimo, 30 dias
antes do plantio das mudas.
Observações: a polpa da fruta é consumida em várias partes do
mundo. Em Cuba é utilizada no preparo de sorvetes e licores. Nas
Filipinas se consome os brotos com arroz. A graviola pode ser
consumida naturalmente, mas é muito usada para a fabricação de
doces, sucos, sorvetes e geleias. Rica em vitamina A, C e do
complexo B, também contém cálcio, ferro, magnésio, potássio e
fósforo

GUARANÁ
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Nome Popular: Guaraná


Outros nomes: cupana, uabano, cupania, guaraná-cipi, guaranaúva,
guaraná-uva, guaranazeiro, naranazeiro, uaraná,
uaranazeiro, guanazeiro, guaranaína (português); quarane (francês),
guaraná, brazilian cocoa (inglês), guaraná (espanhol), guaraná,
quarana (italiano), guaranastrauch, guarana kletterstrauch (alemão),
guaranastruik (holandês),
Nome científico: Paulinia cupana H.B.K var. sorbilis Ducke.
Nomes botânicos: Paullinia crysan, Paullinia sorbilis Mart.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Sapindaceae
Partes usadas: semente.
Sabor: doce, amornante, adstringente, amargo.
Constituintes químicos: alcalóides (teobromina (flor, folha e caule),
teofilina e guaranina), ácido cafeotônico, ácido málico, amido, adenina,
ácido tânico, cafeína, catequina, colina, dextrina, guaranatina, glicose,
hipoxantina, mucilagem, óleo fixo, pectina, pigmento vermelho,
reponina, resina, saponina, tanino, teofilina, timbonina, xantina.
Propriedades medicinais: afrodisíaco; tônico; eupéptico;
adstringente; antidiarréico; antidissentérico; antihemorrágico;
antidispéptico; fortificante; diurético; estimulante; tônico cardíaco;
estomacal; antiespasmódico; antiflatulento; aperiente; antifebril;
diaforético; antinevrálgico; excitante; antiesclerótico; analgésico;
desinfetante; revigorante; sudorífico; antitérmico; vasodilatador;
adaptógeno; anorético; antiamnésico; antiagregante; antioxidante;
antiplaquetário; anticoagulante; antiradicular; antiulcerativo;
bactericida; catabólico; amargo; catecholaminogênico; cianogênico;
broncorelaxante; cerebrotônico; citotóxico; digestivo; CNS-estimulante;
cAMP-gênio; gastroprotetivo; febrífugo; hipertensivo; memorigênico;
mutagênico; genotóxico; miorelaxante; inibidor-hyaluronidase;
piscicida; laxativo; narcótico; cronotrópico positivo; resorptivo;
sedativo; termogênico; trombolítico; nervino; narcótico; refrigerante;
Indicações (Uso interno): prisão de ventre; fermentação-vesicosa;
cefaléia; enxaqueca; mialgia; nervosismo; aterosclerose; excita os
movimentos do coração e das artérias; desinfetante intestinal;
regulador intestinal; retardador da fadiga; anorexia; aterosclerose;
depressão; estresse; impotência sexual; infecções; distúrbios
gástricos; dificuldade de raciocínio; hemicrania; gases; fadiga motora e
psíquica; febre; mialgia; prevenção da esclerose; hemorragia;
prevenção de insolação; atonia; amnésia; astenia; blenorragia; câncer
de mama; celulite; cólica; colite; diarréia; ressaca; embolismo;
encefalite; gastrite; hipotensão; leucorréia; lumbago; malaria; mastite;
neuralgia; neurastenia; obesidade; oligúria; dor; reumatismo;
senilidade; trombose; sede; úlceras; vaginite; infecções; enterite;
drenagem linfática; plenitude estomacal após as refeições; diminuição
da libido; cirrose; insuficiência renal; estimula aumento do HDL (bom
colesterol);
Indicações (Uso externo): dermatite; dores musculares;
Indicações pediátricas: por ser um excitante deve ser evitado uso
pediátrico.
Utilizações na MTC: estimula o yang. Utilizado para deficiência do
yang do Rim, Coração, Intestino Delgado e Baço/Pâncreas.
Elemento predominante na MTC: Terra, Madeira e Fogo.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 16 – Ervas que corrigem
deficiências.
Atuação nos canais: C, BP, I.D e R.
Ayurveda (Ação nos doshas): equilibra Vata e Kapha e agrava Pitta.
Rasa: doce e amargo
Virya: quente
Vipaka: doce
Informações em outros sistemas de saúde: os bolivianos indicam a
planta para diarréia, dismenorréia, lumbago, enxaqueca, neuralgia e
neurastenia. Os peruanos indicam a planta para aterosclerose,
blenorragia, cardiopatias, celulite, convalescença, diarréia, disenteria,
fadiga, febre, hemorragia, hipotensão, impotência, leucorréia,
enxaqueca, neuralgia, obesidade, paralisia e reumatismo. Sua ação
diurética pode levar a hipocalemia (deficiência de potássio) e com isso
acentuar os efeitos tóxicos da digoxina.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: compõe a fórmula da Terra do Sistema Florais da Terra
Vermelha.
Homeopatia: Paulinia sorbilis – utilizada em casos de disenteria,
diarréia, hemorróidas, enxaqueca, aterosclerose e nevralgias. Em T.M
a 1ª.
Contra-indicações: crianças, gestantes, lactantes, cardíacos e
hipertensos devem evitá-lo. Não tomar à noite, pois pode tirar o sono.
Pessoa com ansiedade, arritmia, gastrite, hipertireoidismo, síndrome
do intestino irritável, síndrome do pânico, distúrbios psíquicos e
taquicardia devem evitar uso. Uso prolongado pode causar
decréscimo da fertilidade, doença cardíaca e várias formas de câncer.
Interações medicamentosas: devido à teobromina, teofilina e
guaranina (análogas à cafeína), pode causar dependência física e
psicológica. Essas substâncias agem nos receptores do sistema
nervoso central (SNC) como as anfetaminas e a cocaína, entretanto,
seus efeitos são bem mais fracos. Usado em longo prazo ou em doses
excessivas pode causar insônia. Evitar consumo concomitante com
café, chá verde e noz de cola, pois pode causar insônia, tremores,
ansiedade, palpitações, urina freqüente e hiperatividade.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: de 2 a 4g do pó ao dia; de 5 a 10g em infusão ou
decocção/dia; de 5 a 10ml de extrato fluido/dia; de 40 a 80ml de
tintura/dia.
Formulações: ESTIMULANTE DO SISTEMA NERVOSO,
DIURÉTICO, FRAQUEZA GERAL, ESGOTAMENTO, ASTENIA,
ARTERIOSCLEROSE, ENXAQUECAS, NEVRALGIAS, DISPEPSIA,
DORES DE CABEÇA, FASTIO, CÓLICAS, DIARRÉIAS,
DESINFETANTE INTESTINAL. TÔNICO NERVINO, CARDÍACO,
RENOVADOR DA FLORA INTESTINAL, TÔNICO CEREBRAL,
TÔNICO CIRCULATÓRIO, PREVENTIVO DA ESCLEROSE,
REMÉDIO SOBERANO DA ENXAQUECA, AFRODISÍACO SUAVE,
PREVENIR INSOLAÇÕES – pó das sementes torradas.
Formulações populares: ver acima.
Planeta regente: Marte.
Indicações energéticas ou mágicas: considerada planta sagrada
pelos indígenas da selva amazônica.
Habitat: Brasil e Venezuela. Planta natural da selva amazônica.
Informações clínicas e/ou científicas: o efeito do extrato de
Guaraná foi estudado para tratamento de lesões gástricas agudas
induzidas por etanol e indometacina em ratos apresentando função
gastroprotetora.
Descrição botânica: arbusto trepador (até 10 m de altura), tem folhas
compostas de 5 folíolos ovóidelanceolados, glabros, coriáceos, com
numerosas glândulas e grandes flores aromáticas. O fruto é uma
cápsula piriforme, trilocular, septicida, vermelha na maturação, com
urna a duas sementes ovóides, duras, revestidas por invólucros
acessórios os arilos.
Toxicidade: não há efeitos colaterais ou risco conhecido na
administração apropriada da planta em dosagens terapêuticas. Não
recomendado uso prolongado por conter cafeína. Superdosagens
podem causar disúria, vômitos e espasmos abdominais.
Observações: tomado na forma de bebida pode tornar-se mais
palatável adicionando-se um pouco de mel

HIBISCO
Esta é uma planta ornamental amplamente utilizada no Brasil como
arbusto para cercas vivas e como arvoreta. Das flores, é extraída uma
tinta escarlate utilizada na culinária e como cosmético para pintura das
sobrancelhas. O Hibisco dá origem a uma graxa vegetal utilizada para
lustrar sapatos e couro. A tinta proveniente das flores confere uma
coloração avermelhada aos cabelos quando utilizada como enxague.
Quando misturado ao suco de Vernonia (Vernonia cinérea), estimula a
expulsão dos resíduos após o aborto.

MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO

Nome Científico:
Hibiscus rosa-sinensis L.

Nomes botânicos:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Nomes Farmacêuticos:
Hibisci flos.

Partes usadas:
Flores secas.

Composição Química:
Proteína, tiamina, riboflavina, niacina, cyandidin-3-sophoroside,
quercetin, kaempferol, betulinic, ácido, hexyl stearate,
tetratriacontanol, nonacosane, stigmasta-3, 7-dione, beta-sitosterol,
anthocyanin, cyanidin glucoside, gossypetin.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: náusea, dor de estômago, cólicas
intestinais.
Sistema Urinário e Genital: sangramento menstrual excessivo,
dismenorreia, metrorragia, aborto espontâneo, menorreia, dor para
urinar, cistite, doenças venéreas.
Sistema Respiratório: asma, tosse, catarro,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:pressão alta, toxinas
no sangue.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:resfriado, sedativo do
sistema nervoso, febre, gripe, inchaço,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:hérnia.
Sistema Renal: cólicas renais.
Outros distúrbios: insônia, inflamações da garganta e dos olhos,
câncer, conjuntivite, dor de cabeça, rouquidão, inflamação, caxumba,
tumor.

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Flores – todas as aplicações.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: dermatose, melhora a aparência da pele, feridas.
Cabeça e face: faz o cabelo crescer, oftalmias.
Outros distúrbios: usado como cataplasma sobre tumores de células
cancerosas e na caxumba.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Flores – todas as aplicações.

Aromaterapia:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 2 – ervas para reduzir calor do corpo • Categoria 12 – ervas
para regular o sangue •

Uso homeopático:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:


Suas folhas são muito apreciadas por coelhos.

Informações em outros sistemas de saúde:


Estudos na Índia indicam a ação contraceptiva do Hibisco.

Indicações energéticas ou mágicas:


As flores de Hibisco são sagradas para o Senhor Ganesh e são
utilizadas para remover obstruções do primeiro chakra (raiz ou
básico).
Esta erva ajuda a que os mantras frutifiquem, concede siddhis
(poderes ocultos) e aumenta a concentração na meditação.
É parte importante nos pujas (cerimônias) e tem importância similar à
flor de lótus e as rosas, nas cerimônias sagradas.
Ajuda a purificar o coração, física e espiritualmente.
Considerada uma das ervas do amor. Seu elemento é a água.
Nome Conhecido:
Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Brincos, Brincos-de-
vênus, Firmeza-dos-homens, Graxa-de-estudante, Graxa-de-soldado,
Pampoela, Pampulha, Papoula, Rosa-da-China (Português), Cotton-
Rose, Rose Mallow, Rose of China, Confederate Rose (Inglês),
Sthala-Padam, SthalKamal (Ayurveda), Irratai-vellaichembarattam,
Sembarattai (Siddha/Tamil), Zu Jin, Chuan Jin Pi (Chinês).

Família:
Malvaceae.

Sabor:
Doce e adstringente.

Propriedades medicinais gerais:


Laxante, antioxidante, anafrodisíaco, adstringente, oftálmico,
analgésico, antiestrogênico, anti-inflamatório, depressor do SNC,
contraceptiva, diaforético, embriotóxico, emoliente, hipotensivo,
antiespasmódico, alterativo, emenagogo, refrigerante, hemostático,
demulcente.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Flores – todas as aplicações.

Para crianças:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Evitar na gravidez e em pessoas com Pitta agravado ou com fortes
calafrios.
Em algumas pessoas a planta pode causar dermatite de contato.

Interações medicamentosas:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso culinário e nutritivo:


O corante extraído a partir de suas flores secas é utilizado para
conferir cor em pratos na culinária.
Sistemas Florais:
Sistema Florais Da Califórnia: a essência Hibiscus, elimina a apatia,
estimula a sexualidade e a criatividade na relação íntima e conecta
com a disposição para o prazer.
Florais de Minas: Hibiscus – promove a integração e elimina o
desprazer.
Florais da França: Hibiscus – promove a integração e o estímulo e
elimina o desprazer.
Sistema AUM Himalaya: Red Hibiscus – promove a integração e o
estímulo e elimina o desprazer.

Medicina Chinesa (MTC):


Seus nomes chineses são Zu Jin, Chuan Jin Pi. Erva utilizada para
regular o sangue (xue) e tonifica o yin do fígado. Atua nos canais do
pulmão, fígado e bexiga.

Ayurveda:
A erva reduz Vata e Kapha e agrava Pitta (se em excesso).
Seu nome em sânscrito é Japa.
Atua nos tecidos sanguíneo, plasmático, muscular, medular, nervoso e
reprodutivo. Tem atuação nos sistemas circulatório, reprodutivo
feminino e nervoso.
Erva eficiente para desordens do primeiro e segundo chakra, para
desordens urinárias ou dos rins, para aquecer o sistema reprodutivo,
em congestões e contrações.
Seu uso moderado é indicado como uma excelente bebida de verão
para refrescar e baixar calor interno. Sua rasa é doce e adstringente.
Sua virya é fria e sua vipaka é doce.

O que diz a ciência:


Os estudos em camundongos revelaram que a erva possui
propriedades contraceptivas, porém não abortivas.

Astrologia:
Planta regida pelo planeta Vênus.

Habitat:
Originária da China, bem adaptada ao Brasil.

Descrição da planta:
Arbusto ou arvoreta, ramificada, de caule redondo, folhas ova ladas,
crenadas, ápice acuminado e base obtusa, flores vermelhas grandes.

Vamos plantar?:
Mesmo sendo de origem de clima temperado, adapta-se bem a clima
tropical a subtropical.
A planta exige solo fértil e bem drenado não tolera solos ácidos.
Pode ser plantada como arbusto de destaque ou em cercas vivas, à
beira de regatos. Fazer o plantio com um espaçamento de três mudas
a cada 2 metros.
Pode ser propagada por estacas e ramos, enraizadas em areia ou
vermiculita.
A época do plantio deve ser na primavera.
A colheita inicia 14 a 15 meses após o plantio.

HORTÊNSIA
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Nome Popular: Hortênsia


Outros nomes: novelão, hidrângea, hidranja, ortensia, sete-cascas,
sugar-leaf (inglês) hydrangea (inglês), French hydrangea (inglês), Big
hydrangea (inglês),
Nome científico: Hydrangea macrophylla.
Nomes botânicos: Hydrangea arborescens, Viburnum macrophyllum,
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Saxifragaceae/ Hydrangeaceae
Partes usadas: raiz, folhas.
Sabor: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Constituintes químicos: glicosídeos, saponinas, resinas, rutina,
óleos essenciais e flavonoides, febrifugine, ácido hidrângico,
hydrangenol, magnésio, fósforo, enxofre, cálcio,
Propriedades medicinais: antilítico, catártico, diurético, laxante,
antimalárico, antitussígeno, imunológico, anti-infeccioso, depurativo,
Indicações (Uso interno): afecções da bexiga, artrite, cistite,
deslocamentos, gota, infecções urinárias, inflamação renal, pedras na
bexiga, pedras no rim (cálculo renal), prostatite, uretrite, urina
sangrenta (hematúria), dores nas costas por problemas renais, pedras
na vesícula, esclerose múltipla, algumas formas de diabete,
esclerodermia, promove a saúde da próstata, combate infecções do
trato urinário, purificador do sangue, atua em doenças linfáticas,
edemas (inchaços), artrite reumatoide crônica, refluxo esofágico,
cólicas ulcerosas, hiperplasia benigna da próstata, febre, dor de
garganta, ansiedade,
Indicações (Uso externo): machucados (folhas), fraqueza capilar,
queimaduras, feridas, acalma mucosas, psoríase,
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: nome chinês – Xiu Qiu. Na medicina chinesa
são utilizadas as folhas, flores e a raiz. É utilizado como diurético e
para combater a tosse e a malária.
Elemento predominante na MTC: Água.
Classificação da Erva na MTC: categoria 5 – ervas para reduzir a
umidade do corpo • categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e
reduzir catarro
Atuação nos canais: Rins e Pulmões.
Ayurveda (Ação nos doshas): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Rasa: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Virya: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Vipaka: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Informações em outros sistemas de saúde: planta utilizada pelos
índios cherokee´s para remover cálculos.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: FLORAIS FILHAS DE GAIA – abre, harmoniza e conecta o 6º
e 7º chacras, ancorando a Consciência do Eu e o propósito do Ser na
glândula mestre, irradiando a Consciência de Unidade para o corpo
mental. Este movimento possibilita a vivência e expressão da
unicidade do Ser em espaços coletivos, através de laços harmoniosos
e cooperativos que se fundamentam no respeito à expressão da
unicidade e diversidade de cada um como partes fundamentais e
interdependentes de um organismo vivo, harmonioso e nutridor. Para
quando é necessário, em situações de grupo, buscar um lugar ao sol,
respeitando-se o espaço, a natureza e busca do outro, e as metas do
grupo. – “Um por todos, todos por um”, cantarola a consciência da
hortênsia para os ecossistemas onde habita. E assim ela favorece a
superação de atitudes de competitividade, inflexibilidade, irritabilidade
ou segregação entre os membros de uma comunidade. FLORAIS
ÁRVORE DA VIDA – Esta essência floral tem um grande poder de
impulsionar a autocorreção. Fala da busca da inteireza. Ela é uma
essência do amor, partindo da ideia de que é preciso ser inteiro,
quebrando o paradigma de que é preciso do outro para preencher algo
que falta em si mesmo. Quando se é inteiro é que se está
verdadeiramente pronto para o amor e para se relacionar de forma
harmoniosa com as pessoas ao redor. Harmoniza todos os tipos de
relacionamento, conjugal, familiar e em grupos, partindo do princípio
universal “Ama teu próximo como a ti mesmo”. Harmonizador de
ambientes. Traz criatividade e flexibilidade nos relacionamentos.
Favorece a expressão verbal dos sentimentos. Para ver e falar a
verdade do que realmente sente. Limita a tendência à agressividade
verbal, ensinando a falar com docilidade. Para a falta de sociabilidade,
para o orgulho. Comunhão com a vida. Ensina-nos a humildade. A
essência atua a princípio individualmente conferindo amor a si próprio,
carisma, simpatia, abrindo e limpando o coração para a vida. Gostar
de si mesmo implica também em cuidar da própria saúde, logo a
essência confere ao indivíduo responsabilidade interna pela própria
cura, levando assim a buscar meios de vida mais saudáveis. Confere
disposição física. Leva o indivíduo a enxergar a vida e as pessoas de
uma maneira diferente a priori olhando para si mesmo. Conhecer-se
para melhor conhecer os outros e se relacionar com o todo. Para
aqueles que possuem uma análise superficial da vida. Proporciona
grande visão interior e favorece a clarividência, principalmente através
dos sonhos premonitórios. Aumenta a percepção da realidade.
Trabalha no indivíduo alguns medos relacionados ao abandono, à
solidão, medo de que algo de ruim ocorra a alguém, medo de
envelhecer; em alguns casos beirando ao pânico e pavor. Para a
ambiguidade a nível sexual; entre valores materiais e espirituais; entre
a cura e a entrega; entre carreira e família. Ativador da criatividade e
do poder de decisão. Idealista prático no aqui e agora.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contraindicações: na gravidez, na lactação e em pessoas com
problemas hepáticos. A dosagem excessiva pode causar irritação
gastrointestinal, irritação da pele, vertigem e congestão de tórax com
dificuldade de respirar. NÃO É RECOMENDADO USO EM LONGO
PRAZO.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: as flores são venenosas para animais domésticos.
Indicação de uso veterinário como diurético e para eliminar cálculos
renais e de bexiga.
Planeta regente: Mercúrio.
Indicações energéticas ou mágicas: a erva trata condições
arraigadas no passado e permite que liberemos rancores antigos e
nos desapeguemos de mágoas sofridas. A planta está associada ao
signo de gêmeos e a Casa 3. Sensibiliza e integra os chakras mentais,
aumentando as capacidades intuitiva e racional. Combate a tendência
excessiva para a autocrítica; alivia a pressão na cabeça originada pelo
excesso de leitura e pela hiperatividade racional. Nas religiões afro-
brasileiras é associada a deidade Nanã.
Habitat: nativa do Japão e China e América do Norte, Himalaia,
América do Sul e do Leste e da Ásia Central.
Informações clínicas e/ou científicas: cientistas atestaram que as
raízes têm propriedades que beneficiam o sistema imunológico. O
médico norte-americano Dr. Edward E. Shook explica o caso de um
paciente seu que tinha pedras afiadas nos rins. Sob raios-X, as pedras
puderam ser vistas perfurando o ureter. Após o tratamento com a
Hortênsia, as pedras passaram pelo ureter sem provocar qualquer
dano, e após saírem, foram encontradas redondas e macias. Shook
explicou que uma vez que as bordas afiadas das pedras são
dissolvidas, toda a dor, hemorragia e inflamação diminuem. Além de
ter um efeito dissolvente sobre a estrutura cristalina afiada da pedra, a
Hortênsia quebra quimicamente a pedra em compostos “mais suaves”
de sulfetos e sulfatos, que não danificam o ureter à medida que
passam por ele. O processo de dissolução e de amaciamento da
pedra pode e deve ser gradual. Essa eliminação de pedra e cascalho
através dos rins é estimulada pelo hydrangin, o glicosídeo poderoso
presente na Hortênsia. A substância a partir da raiz é usada como um
medicamento e é conhecido como halofuginona. A halofuginona tem
sido utilizada em tratamentos de esclerodermia. A esclerodermia é
uma doença autoimune crônica, que afeta os tecidos conjuntivos e
provoca um aumento da produção de colágeno do tipo 1. Quantidades
excessivas de colágeno podem levar a desfiguramento e pode
também ser mortal.
Descrição botânica: a espécie, de que existem múltiplos cultivares,
apresenta flores rosadas ou azuis dependendo do pH do solo – em
solos ácidos as flores são azuis, enquanto em solos alcalinos são cor-
de-rosa. A Hortênsia pertence a um grupo de alpinistas lenhosas e
arbustos floridos. Principalmente decídua, algumas espécies são
perenes. A Hortênsia é um arbusto de caule lenhoso e folha caduca
que chega a atingir cerca de 3 metros de altura, tem folhas ovais e
cachos de flores pequenas de um branco cremoso.
Toxicidade: considerada de alta toxicidade. A hortênsia é rica em
princípios cativos, incluindo o glicosídeo cianogênico e hidrangeína,
que as torna venenosas. Quando ingerido em grandes quantidades,
este veneno causa cianose, convulsões, dor abdominal, flacidez
muscular, letargia, vômitos e coma.
Cultivo: adquira mudas de hortênsia em viveiros recomendados.
Também podem ser encontradas em lojas de plantas e de produtos de
jardinagem. PROPAGAÇÃO – Realizada por estacas que podem ser
extraídas da planta mãe o ano inteiro, apesar de a melhor época ser
após o florescimento. As estacas podem ser herbáceas – brotações
laterais que ocorrem ao longo dos ramos –, desde que tenham cerca
de 8 centímetros e de quatro a seis folhas pequenas e sejam usados
reguladores de crescimento para garantir o enraizamento –, e
semilenhosas, utilizando ramos que contenham, no mínimo, duas
gemas laterais, sendo uma para ficar sob o substrato para formação
das raízes e outra acima, para a parte aérea. As estacas levam 40
dias para enraizar. PLANTIO – Embora a hortênsia aceite vários tipos
de solos, alguns precisam de tratamento adequado, como aporte de
adubos, composto orgânico e irrigação, que elevam o custo de
produção. O melhor desenvolvimento se dá em solos férteis, bem
irrigados e, ao mesmo tempo, com boa drenagem e dotado de elevado
nível de matéria orgânica. AMBIENTE – A planta tem boa adaptação
em locais com temperaturas amenas, mas pode ser mantida sob
estufas com irrigação. Devido ao calor nesses ambientes, é
necessária mais atenção com o sistema de regas, que devem ser
mais frequentes, para favorecer as condições climáticas adequadas
para o bom desenvolvimento. ESPAÇAMENTO – Varia de acordo com
as condições físicas do ambiente, a variedade utilizada, o manejo
adotado, entre outros fatores. No entanto, para cultivo de plantas
obtidas em floriculturas, que são melhoradas geneticamente e
manejadas em estufas controladas, o espaçamento é menor que o
indicado para exemplares rústicos, cuja manutenção é mais fácil. A
cova, no entanto, deve ser grande, com no mínimo 50 x 50 x 50
centímetros, pois as plantas ficarão no terreno por cerca de oitos anos
ou mais. Prepare a cova com adubação química e orgânica indicada
pela análise do solo. É importante contar com a orientação de um
engenheiro agrônomo. CUIDADOS – Ao terminar a floração, faça
poda drástica do ramo que floresceu. Corte-o a 10 centímetros do
solo, para que a planta emita novas brotações e cachos florais de bom
tamanho. Podas mais altas (a 30 centímetros do solo) são
recomendadas quando a intenção é obter mais quantidade de brotos e
de cachos. As regas devem ser bem fracionadas e distribuídas de
quatro a seis vezes por dia em produções comerciais de vasos e em
menor frequência em produções de corte. Apesar do controle fácil,
pragas e doenças necessitam de monitoramento. PRODUÇÃO – A
floração da hortênsia ocorre cerca de sete meses após o plantio. Cada
variedade, no entanto, pode apresentar um período diferente entre o
início do cultivo e o momento em que a flor pode ser colhida.
Observações: a planta é um dos símbolos da cidade serrana de
Gramado no Rio Grande do Sul, onde é cultivada amplamente.
Também é muito cultivada na região de Campos do Jordão em São
Paulo. O nome Hortênsia vem de uma palavra grega que significa
vaso de água. Seus compostos minerais de magnésio, fósforo,
enxofre, e cálcio quebram quimicamente as pedras de oxalato de
cálcio e carbonato de cálcio, tanto nos rins como na vesícula biliar.
Herbalistas prescrevem a Hortênsia, juntamente com outras ervas,
como cavalinha, uva ursi e pellitory para suavizar quimicamente,
quebrar e remover pedras e cascalho do corpo. Apesar de seu efeito,
a remoção de cálculos com fitoterapia pode levar meses e anos. A
hortênsia perde suas propriedades medicinais quando hibridizada para
finalidades ornamentais. O gênero Hydrangea possui 23 espécies
espalhadas pelo mundo.
LARANJA AMARGA.
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Nome Popular: Laranja amarga.


Outros nomes: laranja-azeda, laranja-bigarade, laranja-cavalo,
laranja-da-china, laranja-da-terra, laranja-de-sevilha, laranja-de-
umbigo, laranja-doce, laranja-flor, laranja-morgote, laranja-natal,
laranja-pêra, laranja-valência, laranja-sevilhana, laranja silvestre,
laranjeira, laranjeira-comum, laranjeira-da-china, laranjeira-doce,
morgote, pomo-das-hosperides, pomo-de-bacho, pomo-de-ouro,
tangerina-morgote; bitter orange (inglês), naranja amarga (espanhol),
pomeranssi (francês), arancio amaro (italiano), pomeranze (alemão).
Nome científico: Citrus aurantium L.
Nomes botânicos: Aurantium acre Mill., Citrus aurantium subsp.
amara L., Citrus hystrix H. Perrier, Citrus vulgaris Risso.
Nome farmacêutico: Pericarpium Citri aurantii.
Família: Rutaceae.
Partes usadas: fruto verde, folhas e O.E
Sabor: ácido, amargo e refrescante.
Constituintes químicos: acetato de linalina, acetado de geraniol,
acetado de geranilo, ácido ascórbico (vitamina C), ácido cítrico, ácidos
graxos, alcanos, borneol, bioflavonóides, carboidratos, caroteno,
cirantina, citral, derivados cumáricos, escopuletina, fitosteróis,
geraniol, hesperidina, limoneno, linalol, lipídios, metil-anthranilato,
naringina, nobeletina, nerol, pectinas, pineno, proteínas, roifolina,
rutinose, sais (potássio, cálcio, sódio, fósforo, magnésio, enxofre,
cloro, ferro, silício), saponina, sinefrina, substâncias amargas,
tangeritina e as aminas: synefrina, N-metiltyramina, hordenina,
octopamina e tyramina, vitamina A (retinol), vitamina B (tiamina),
vitamina B2 (riboflavina), niacina.
Propriedades medicinais: tônica; carminativa; aperitiva;
hipertensora; expectorante; laxativa; cardiotônica; anti-histamínica;
sedativa (O.E); tranqüilizante; antiinflamatória; antibacteriana;
fungicida; hipocolesterolêmica; colagoga; antiespasmódica;
anticancerígena; emoliente; eupéptica; anticonvulsiva; alcalinizante;
antiartrítica; antidepressiva; antiescorbútica; anti-séptica;
antiulcerogênica; diurética; depurativa; sudorífica; febrífuga;
vermífuga; vitaminizante desidratante; rejuvenescedora; relaxante;
desintoxicante;
Indicações (Uso interno): cólicas e distensão abdominal; náuseas;
vômitos; tensão nervosa; insônia; ansiedade; menstruação dolorosa;
asma; tuberculose pulmonar; afecções cutâneas; infecções orais;
parasitas intestinais; prurido vaginal; tumores; ácido úrico; cólera;
distúrbios metabólicos; diurese; dores de cabeça; doenças das vias
aéreas; estomatite; escrofulose; pneumonia; estresse; nevralgia;
taquicardia; retira muco do tórax e do diafragma; estimulante vascular;
perda de apetite; flatulência; digestões dolorosas; suplemento de
sinefrina; acidez estomacal; promove o rejuvenescimento; obesidade;
Indicações (Uso externo): utiliza-se o óleo essencial diluído
externamente para tratar problemas de pele como acne, eczema,
seborréia, herpes e psoríase; cabelos secos; ressecamento das mãos
e pés; dores musculares;
Indicações pediátricas: as mesmas indicações para adultos.
Utilizações na MTC: estagnação do Qi do Fígado; desarmonia entre
Fígado e Baço; Estagnação do Qi do Rim e do Útero; promove o fluxo
do Qi e alivia estagnação nas vísceras e estagnação de alimentos;
promove fluxo do Qi no tórax e resolve fleuma; descende o Qi túrbido;
tonifica o BP e trata afundamento. Reguladora do Qi. Impede que
ervas tonificantes e gordurosas causem náuseas.
Atuação nos canais: I.G, BP, E, F e P.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 5 – Ervas para reduzir
umidade do corpo ● Categoria 12 – Ervas que regulam o sangue.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Vata e Kapha e aumenta Pitta.
Rasa: picante e amarga.
Virya: quente.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: o óleo é fotossensível e é produzido a partir do fruto e
das folhas. O óleo essencial do fruto não deve ser ingerido. É utilizado
na fabricação de cremes (para rugas e rejuvenescimento da pele),
banhos aromáticos e massagens (acalmar e relaxar a musculatura),
fabricação de colônias, perfumes, xampus e condicionadores para
cabelos secos. Tem a propriedade de estimular o otimismo, a
criatividade e a alegria. Das flores da laranjeira amarga é extraído o
Néroli, uma das essências mais de valor mais alto e de freqüência
muito sutil.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: em casos de diarréia aguda ou intensa. Usar com
cuidado na gravidez e preferencialmente evitar. Evitar em pessoas
com deficiência do Qi do Baço ou com o Qi enfraquecido. Deficiência
do Yin e em padrões de calor no Xue. Vários artigos indicam que o
uso do extrato de C. aurantium acarretou o desenvolvimento de
problemas cardíacos. Houve relato de caso de isquemia após ingestão
de extrato de cápsulas da erva (não se sabe em que dosagem e nem
por quanto tempo).
Interações medicamentosas: pode interagir com várias drogas, pois
inibe a enzima CYP3A4 e o processo de eliminação intestinal (pela g-
glicoproteína) no intestino delgado.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: de 3 a 10g em decocção/dia; de 500 a 1.500mg em pó/dia.
Formulações: ver abaixo.
Formulações populares: CALMANTE SUAVE e INSÔNIA –
maceração de botões florais, por 3 a 4 horas. ALBUMINÚRIA DE
MULHERES GRÁVIDAS, PRISÃO DE VENTRE, ÚLCERAS, ARTRITE
E COMO DIGESTIVO – suco da fruta. DEPRESSÃO, ESTRESSE,
TENSÃO, INFECÇÕES ORAIS, ESPASMOS ABDOMINAIS, VERMES
INTESTINAIS, ESCORBUTO, REUMATISMO, FEBRE, MEDO,
CRISES EMOCIONAIS E CISTITE – decocção das folhas.
Planeta regente: Regente – Sol. Outra fonte (Ervas do sítio) indica o
regente o planeta Urano e associa a planta ao signo de Aquário.
Indicações energéticas ou mágicas: nota musical associada à
planta: Mi. Utilizada em encantamento afrodisíacos, para atrair o amor.
Os antigos chineses consideravam símbolo de sorte e prosperidade.
Habitat: a laranjeira-amarga é oriunda da Ásia (nordeste da Índia).
Atualmente existem pomares desta árvore em Espanha, ao longo da
costa mediterrânica.
Informações clínicas e/ou científicas: em um estudo 11 voluntários
saudáveis tomaram 30mg de dextrometorfan com 200 ml de suco de
laranja-amarga. Comparado com água, o suco aumento a
disponibilidade biológica do dextrometorfan de 0,1 a 0,46. Em um
estudo cruzado e randonizado 10 voluntários saudáveis ingeriram
tabletes de liberação prolongada de 10mg de felodipina com 240 ml de
suco de laranja amarga. O consumo do suco junto com o
medicamento aumentou a área em baixo da curva de
concentraçãoplasmática máxima do felodipine em 61% quando
tomado com água para 76% quando tomado com o suco. Em estudo
cruzado para analisar outros usos do indinavir, 13 voluntários
saudáveis receberam 800mg como dose única na manhã seguinte
com 240 ml da água ou suco de laranja amarga. Comparado com
água, ingestão do indinavir com suco prolongou o tempo necessário
para atingir 50% do pico de concentração plasmática do indinavir (1,25
a 1,87 horas). Acredita-se que esta mudança não deve ser
clinicamente importante.
Descrição botânica: árvore sempre verde, caracterizada por
apresentar ramas e uma altura de cerca de 8 a 10 metros. Folhas
ovalado-lanceoladas de até 8 cm de largura, sinuosas, brilhantes e
com pecíolo alado. Flores (azahares) aromáticas brancas ou rosas,
encontradas na axila das folhas. O fruto é globoso, de 7,5 cm de
diâmetro e de cor laranja quando está maduro.
Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Observações: o óleo essencial e a casca é fotossensível. Deve-se ter
cuidado no contato com a pele. A planta pode ser usada com a erva-
mate no chimarrão.

LÓTUS
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Nome Popular: Lótus


Outros nomes: flor-de-lótus, lótus-da-índia, lótus-egípcio, lótus-
sagrado, raiz-de-lotus, sacred lotus (inglês), lotus (espanhol, francês),
fior di loto (italiano).
Nome científico: Nelumbo nucifera Gaertn.
Nomes botânicos: Nelumbium nuciferum Gaertn., Nelumbo caspica
(DC.) Fisch., Nelumbo komarovii Grossh., Nelumbo nucifera var.
macrorhizomata Nakai, Nelumbo speciosa Willd., Nymphaea nelumbo
L.
Nome farmacêutico: Nodus Nelumbinis Nuciferae Rhizomatis
Família: Nymphaeaceae.
Partes usadas: raiz, semente, folha, plúmula e flor.
Sabor: doce, adstringente, neutro e refrescante.
Constituintes químicos: cálcio, carboidrato, magnésio, potássio,
óleos essenciais, proteína, sais, sódio, beta-caroteno, tanino,
nelumbina, roemerina, zinco.
Propriedades medicinais: RAIZ: antidiarréica; febrífuga;
antitussígena; emoliente catarral; hemostática. SEMENTE:
adstringente, antidiarréica e calmante. FOLHA: adstringente,
sudorífica e calmante. Antimicrobiana; antiviral; afrodisíaca; nervina;
potente antioxidante; hepatoprotetor; anti-hemorrágica;
Indicações (Uso interno): tem como principal função combater
hemorragias. Indicada também para afecções respiratórias; afecção e
sangramento uterino; catarro pulmonar; cólera; desobstruente das vias
aéreas; elimina secreções; diarréia; distúrbios estomacais; enfisema
pulmonar; febre; gripes; laringite; pneumonia; rinite; suores da
menopausa; tosse; vômito; controle do ritmo cardíaco; moduladora da
imunidade; normalizante da pressão arterial; tônico nutritivo; delírio;
insônia; irritabilidade; sudorese e sede excessiva; insolação (folhas);
delírio febril (plúmula); diabete insipidus; insuficiência istmocervical;
mania; hipertermia maligna;
Indicações (Uso externo): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Indicações pediátricas: afecções respiratórias; catarro pulmonar e
brônquico; sinusites; gripe; laringites; rinites; tosses; mucosidades e
secreções das vias respiratórias.
Utilizações na MTC: Plúmula – drena o fogo do Coração; pára
sangramento; estabiliza a essência; utilizada em doenças febris onde
o calor colapsa o canal do Pericárdio e na ascensão do Fogo do
Coração e na ascensão do Yang do Fígado e Coração. Semente –
tonifica e consolida o Qi do Baço; tonifica o Qi do Rim e consolida a
essência; nutre o Coração e acalma a mente; utilizada na deficiência
do Qi do Baço e do Rim; na desarmonia entre Rim e Coração;
redireciona o fogo à sua base; em padrões de calor no alto e frio
embaixo; na deficiência do Yin do Rim. Raiz – refresca o calor; preveni
perdas; tonifica o Baço e dissolve umidade; age no Pulmão, Baço e
Intestino Grosso. Indicada também para quadros de calor no
Estômago e estagnação do Xue.
Atuação nos canais: P, C, PC, R, BP e I.G
Elemento predominante na MTC: Terra.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 2 – Ervas para reduzir
calor excessivo do corpo ● Categoria 16 – Ervas que corrigem
deficiências ● Categoria 17 – Ervas para contrair e obstruir
movimentos.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Pitta e Vata e aumenta Kapha.
Rasa: doce e adstringente.
Virya: fria.
Vipaka: doce.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: óleo essencial associado à paz, a harmonia e
tranqüilidade. É extraído das pétalas dos lótus em flor. Há uns tipos
diferentes do óleo dos lótus dependendo do tipo de lótus que incluem
o óleo dos lótus brancos, lótus azuis e o óleo cor-de-rosa. Tem uma
fragrância agradável usada popularmente em perfumes. O óleo
essencial dos lótus é eficaz em melhorar a condição de pele, contra a
infecção fungosa, febre e cólera. Utilizado para purificar e energizar os
ambientes.
Floral: FLORAIS DE SAINT GERMAIN – Lótus do Egito (Nymphaea
alba) – Nível da Personalidade: a essência floral Lótus do Egito traz
harmonia, enlevo e a visão da vida de forma mais elevada, sem
envolvimento do ego. Promove a expansão da consciência, traz a
compreensão dos acontecimentos, mais consciência de si integrado
ao Eu Maior. É um floral transmutador de energias. Faz um profundo
trabalho de limpeza no chakra básico, como também, faz limpeza em
todos os outros chakras. Purifica toxinas psíquicas emitidas por
outros, toxinas que desestabilizam nossos chakras, podendo causar
até, a nossa desconexão com o alto. Toxinas que nos causam muito
sofrimento, congestionando o Plexo Solar. Nível da Alma: “Floral que
leva a devoção inspiracional à Verdade cósmica e à Sabedoria.
Manifesta o aspecto mais alto da mente. A mente em sintonia com o
Espírito integrado com a Vontade Divina para encontrar Paz e
Iluminação, harmonizando para a utilização da informação visionária
interna, na compreensão de que sabedoria vem de harmonia, que vem
da contemplação, que vem da paz interior que leva à luz interior e
alegria interna.” Lótus/magnólia (nymphaea alba/ magnolia
grandiflora) – Nível da personalidade: Lótus/Magnólia é um floral de
proteção, transmuta energias desclassificadas emitidas por outros e
acopladas aos corpos sutis da personalidade. Vem remover
drasticamente o sentimento de desespero muito antigo, calcado no
mais profundo da alma, devido ter passado por tanto sofrimento e dor
em vidas passadas, e devido a isto, este aspecto da personalidade
ficou paralisado e preso em um dos sub-planos baixos do Plano
Astral. Esta essência floral vem transformar sombras em Luz. Aciona a
energia criativa dedicada aos aspectos mais elevados do Eu, elevando
o espírito da paixão à pureza. Floral importante aos que vivem em
constante estado de paixão. Lótus/Magnólia traz inspiração e
sensação de bem estar de pertencer a Terra, como também, traz o
sentimento da real grandeza de nossa Alma. Este floral define a
interação dos campos energéticos, passamos a perceber o que
realmente é nosso, e o que é do outro (sentimentos, energias, etc).
Floral para os que em vidas passadas tiveram seus corpos, ou partes
deles, usados em rituais de magia negra. Útil também aos que tiveram
seus corpos mumificados. O Terceiro Raio e o Raio Violeta trabalham
conjuntamente o desenvolvimento do potencial do amor, juntamente
com a transformação das energias desclassificadas, tornando-nos
assim, um canal mais receptivo às influências do Alto. Trabalha de
forma intensa o chakra do Plexo Solar, o chakra Cardíaco, o chakra
Laríngeo e o chakra da Coroa, equilibrando e harmonizando os quatro
chakras inferiores. Traz a compreensão do desequilíbrio sofrido e
remove a dor dos desníveis sofridos. Traz o fortalecimento do chakra
cardíaco, trazendo a união do Céu com a Terra. Nível da Alma: “O
floral Lótus/Magnólia é uma espada de Luz e Verdade que corta os
sofrimentos antigos, remove dores do coração, alinhando. Essência
floral que traz leveza, Luz e Verdade ao coração. Une as emoções do
coração com os reinos mais elevados, para que o indivíduo seja capaz
de experimentar o infinito amor do Espírito. Une as pessoas à sua
própria fonte infinita do amor. Tem o objetivo de preparar o amor
próprio internalizado para que se expresse externamente. Estado
mental equilibrado pelo Raio Violeta que dá a visão da perfeição
Divina em todas as coisas, compreendendo o desígnio Divino.” Lótus
azul (Nynfaea stellat) – Nível da Alma – “Neste momento de profunda
mudança, reencontro e intensa conscientização, vem o floral Lótus
Azul, com a irradiação poderosa do Raio Azul, do Dourado Solar e
Opalino liberando o poder de perfeição que está dentro de cada Ser
onde a obstrução a Luz simplesmente dissolvem e desaparecem. Traz
uma limpeza profunda de experiências desarmônicas e limitadoras.”
Nível da Personalidade – “Conquistar é acreditar”. O floral Lótus Azul
vem nos brindar com uma intensa conscientização. Um presente
auferido por nosso Deus Pai-Mãe com profundo Amor que nos aponta
o caminho suporte/consciência para as grandes transformações
internas, as quais estão surgindo, o preâmbulo para o nosso retorno
ao nosso Lar Celestial. Floral de profunda limpeza, aonde a energia
chega desobstruindo todos os pontos de todos os corpos, abrindo o
caminho para a iluminação. É um desobstruente energético de
profundo alcance abrangendo todos os chakras. Floral importante para
as pessoas que não tem Fé e aos que não acreditam. FLORAIS DA
CALIFORNIA – Qualidades Positivas: espiritualidade aberta e
expansiva, habilidade em sintetizar diversas áreas da experiência de
vida a serviço do plano espiritual. Padrões de Desequilíbrio: orgulho
espiritual, sentido do Eu inflado, desconectado dos aspectos
cotidianos da personalidade e das tarefas mais humildes da vida.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: Plúmula: na constipação por frio e deficiência do
yang; em pessoas sem febre alta ou delírio; em pessoas com massas
abdominais por estagnação do sangue. Semente: na estagnação do
Qi ou alimento nas vísceras, pois agrava acúmulos.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: de 3 a 12g em decocção/dia; de 500 a 1.200 mg em pó/dia; de
10 a 20ml de tintura em 2 a 3 doses/dia.
Formulações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Formulações populares: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Planeta regente: em distúrbios relacionados ao trânsito de Marte em
Leão.
Indicações energéticas ou mágicas: seu óleo é utilizado na receita
do incenso egípcio do amor. Na Índia, a imagem da flor está
relacionada à criação do universo. Muito comum aparecer nas
gravuras indianas onde os deuses costumam aparecer sentados ou
em pé sobre a flor, como é o caso das representações de Ganesha,
Lakshmi e Shiva. Muitos monges e budistas em práticas meditativas
imaginam flores de lótus surgindo debaixo de seus pés enquanto
andam, assim estariam espalhando o amor e a compaixão de Buda
simbolizados pela flor. Queimado como incenso incentiva os mortos
em busca de sua reencarnação mais breve possível. Ele lembra a vida
de sua santidade interior e divindade. Quem respira o seu perfume vai
receber sua proteção.
Habitat: planta originária da Ásia e Oceania.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: crescem fixadas em substratos comuns de lagos
com muita matéria orgânica e que contenham alguns centímetros de
lâmina d’água (acima de 5 cm). Vivem em águas quentes e exigem sol
pleno. Também podem ser cultivadas em grandes vasos aquáticos
com pelo menos 30 cm de solo fértil e uns 10 a 20 de água. Suas
sementes (preparadas) germinam em questão de dias e se
desenvolvem muito rapidamente gerando 3 a 4 seguimentos que se
transformam em folhas ao emergirem. Posteriormente elas erguem-se
da água e atingem uma altura de 1,20m. Suas flores possuem 20 cm
de diâmetro e são exuberantes.
Toxicidade: sem toxicidade nas doses recomendadas.
Observações: a plúmula é amarga e fria. As sementes são doces e
adstringentes e são utilizadas para prevenir perdas.

MANJERICÃO
Esta planta tem a propriedade de purificar o ar, produzindo ozônio. O
extrato da planta tem ação fungitóxica sobre alguns fungos
fitopatogênicos. É uma planta melífera, condimentar e insetífuga. Foi
relatado que suas sementes controlam as larvas de Culex e Aedes
aegypti.
Conservação: A planta: deve ser guardada em local fresco e seco e
dentro de um frasco escuro. Tinturas e óleos essenciais: dentro de um
frasco escuro.
Em grego, a erva é chamada de Basilicon, que significa unguento ou
remédio da beleza. A variedade conhecida como alfavaca, não deve
ser fervida.
Plante uma grande quantidade de mudas nos cantos de sua
residência para afastar cobras e mosquitos, inclusive o temido Aedes
aegypti.

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Nome Científico:
Ocimum basilicum Linn.

Nomes botânicos:
Ocimum basilicum var. anisatum L.; Ocimum basilicum L. var.
latifolium; Sinonimia — O. basilicum var. glabratum Benth., Oncimum
basilicum var. Majus Benth, O. caryophyllatumRoxb.; O. minimum
Linn.; O. pilosumWilld., O. albumL., O. americanum L., O. berrelleri
Roth., O. ciliatum Homem., O. citrodorum Blanco., O. cochleatum
Desf., O. dentatum Moench., O. hispidum Lam., O. integrrrimum Wild.,
O. lanceolatum Schumach& Thonn., O. médium Mill., O, menthfolium
Benth., O. minimum Molina., O. thyrsflorum L., Plectranthus barrelieri
(Roth) Spreng.

Nomes Farmacêuticos:
Herba Ocimi.

Partes usadas:
Toda planta (folhas, caule, inflorescência e raízes). Da variedade
latifolium, utilizam-se as folhas e raízes. Na variedade americanum,
utilizam-se as folhas e flores. Na variedade anisatum, utiliza-se o
sumo ou xarope. Esta variedade não deve ser fervida

Composição Química:
Constituído de 1-8-cineole, linalol, β-cariofilen, metilchavicol, eugenol,
metil-eugenol, canfeno, mirceno, alfa e gama-terpineno, cimeno,
fenchona, cânfora, alfa-terpineol, borneol, citral, citronelol, geraniol,
metil-cinamato, taninos, estragol, saponina, timol, limoneno, cineol,
cinamato de metila, alfa e beta-pineno, ácido cafeico e derivados,
flavonoides, metil-chavicol, taninos, pineno, ácido linoleico, cimoleno,
xantomicrol, aesculetin, p-coumaric, eriodictiol, 7-glucoside, vicenin-2,
estragole, monoterpenos. Constituintes encontrados nas raízes:
encontrados na raiz: Ocimene, α-pinene, 1,8-cineole, eucalyptole,
linalool, geraniol, limonene, ∆3, -carene, methyl chavicol, eugenole,
eugenol methyl ether, anethole, methyl cinnamate, 3-hexen-l-ol, 3-
octanone, furfural, planteose, methyl eugenol.
As folhas são ricas em vitamina A e C, além de conterem vitamina B,
são também uma fonte de cálcio, fósforo e ferro, betacaroteno.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: para espasmos estomacais, para eliminar
gases digestivos, em cólicas intestinais, estomatites, infecção
intestinal, problemas digestivos (inclusive de origem nervosa),
afecções digestivas e gastrointestinais, estomatite, gengivite, afta,
cólica abdominal, catarro Intestinal, dispepsia nervosa, halitose,
parasitoses intestinais, meteorismo, dispepsias hipo e
hipersecretatoras,
Sistema Urinário e Genital: oliguria, disúria, alivia sintomas de
tensão pré-menstrual, utilizado no tratamento de hematúria,
Sistema Hepático: por ser rico em cobre tem ação que beneficia o
fígado,
Sistema Respiratório: afecções respiratórias, bronquites, asma,
congestão nasal, infecções peitorais, sinusite, tosses, faringite,
dispneia, tosse irritativa,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:por ser rico em ferro
tem ação que beneficia o sangue, melhora o colesterol e previne
doenças cardiovasculares, melhora a formação da hemoglobina,
hipotensão arterial, para plenitude pós-prandial,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:dispepsias nervosas,
estafa mental, intelectual ou nervosa, tonifica o sistema nervoso
central e o córtex da suprarrenal (cortisol), para agitação, em gripes,
vertigens, desmaios, debilidade nervosa, aumenta a disposição física
e estimula o sistema imunológico, por ser rico em vitamina B6 melhora
o funcionamento do sistema nervoso, combate a depressão nervosa,
previne o Mal de Alzheimer, esgotamento nervoso, histeria, epilepsia e
paralisia,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: para induzir ao sono
dificultado por tensão muscular, para tratar dores reumáticas, por ser
rico em cálcio fortalece os ossos, previne osteoporose, melhora
quadros de artrite, dores musculares, inflamações osteoarticulares,
Sistema Renal: afecções renais, inflamação e congestão renal,
Outros distúrbios: enxaquecas, clareia a mente, alivia dores de
cabeça (cefaleias), para fortalecer a concentração, confere força e
clareza a mente, como repelente para insetos, age como
rejuvenescedor e promove brilho da epiderme, amigdalite, câncer de
cólon, por ser rico em zinco equilibra os oligoelementos do corpo,
melhora o paladar, a visão e o olfato, por ser rico em vitamina A
melhora a visão diurna e noturna, previne doenças de pele e
envelhecimento precoce, por ser rico em vitamina B3 melhora a
absorção dos nutrientes, protege o corpo contra radicais livres, por ser
rico em vitamina E tem ação antioxidante e cicatrizante, reduz
infecções, é um antídoto para mordeduras de animais e é repelente de
insetos, indicada em tratamentos de alcoolismo, câncer de fígado,
câncer de baço, protege membranas mucosas, excelente no
tratamento a coqueluche, fadiga, insônia,

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Folhas – afecções de garganta (mascar as folhas).

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: feridas purulentas, combate micoses por Aspergilus e
Tricodermus, combate a bactéria Staphilococcus, em compressa é
utilizado para acalmar os bicos dos seios das lactantes, pode ser
usado em feridas ulcerosas, acnes, picada de insetos.
Cabeça e face: otites.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:
Este óleo essencial estimula o córtex adrenal, é utilizado para
equilibrar os hormônios na menopausa. No banho é refrescante e
causa sensação tanto de frio como de calor, e de alfinetadas. O óleo
de alfavaca (Ocimum basilicum L. var. latifolium) é usado como
sedativo em crises nervosas e para combater a insônia. Também é
utilizado na cosmética, culinária, perfumes, repelentes. As folhas
frescas possuem cerca de 0,3% de óleo essencial, sendo que as
sumidades floridas frescas, 0,45% (96).
O óleo essencial de manjericão não deve ser ingerido. Sua
propriedade antifungica inibe a proliferação de Aspergillus flavus e A.
parasiticus. O óleo essencial de manjericão e capaz de limpar a
mente, beneficiar a memória, ajudar na concentração, ajustar os
sentidos, promover o foco na meditação. Indicado para pessoas que
tem medo de intimidade. A essência do manjericão atua em aspectos
da espiritualidade e da sexualidade, nos relacionamentos.
Utiliza-se este óleo essencial para ser friccionado contra o peito, para
inalação direta ou em banhos de imersão, que também produzem um
vapor que ajuda na desobstrução das vias respiratórias. Importante
diluir em um óleo carreador para uso em contato direto com a pele.
Uso interno do óleo essencial pode causar hepato-carcinoma.
Óleo essencial de coloração clara, de fina viscosidade, destilado a
partir de suas folhas e flores. Estudos indicaram que a quantidade de
óleo essencial é maior nas folhas antes da floração. Sua nota olfativa
é alta, com persistência média. Descrito como um óleo canforado,
doce, herbal, que lembra o alcaçuz. Sua fragrância também já foi
descrita como semelhante ao anis, com um aroma de hortelã. Faz boa
sinergia com os óleos essenciais de bergamota e gerânio.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 4 –
ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo • Categoria 5 –
ervas para reduzir a umidade do corpo • Categoria 9 – ervas para
promover a digestão • Categoria 10 – ervas para suprimir a tosse e
reduzir catarro • Categoria 11 – ervas para regular a energia vital (qi) •
Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências •

Uso homeopático:
Sua denominação homeopática é Basilicum.

Pets e outros animais:


Foi relatado seu uso associado a outras ervas no tratamento de
giardíase (Sodhi, 2003).

Informações em outros sistemas de saúde:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações energéticas ou mágicas:


Na Índia, a erva era venerada como planta com essência Divina,
consagrada a Krishna e a Vishnu. Os indianos faziam juramentos
sobre ela, é colocada sobre o peito dos mortos para garantir um
caminho seguro ao paraíso. Há uma lenda que diz que foi encontrado
manjericão ao redor do Cristo após sua ressurreição. Algumas igrejas
usam para preparar água benta e sobre os altares. Na Itália é utilizada
como prova de amor e fidelidade sendo presenteada a pessoa amada.
No México é utilizada para atrair paixão. Em Minas Gerais era utilizada
para perfumar os velórios. Para proteger contra magia negra e
negatividade. Utilizada em templos e cemitérios no oriente, pois está
ligada a divindades que protegem contra o mal. Nome pagão a “erva
das bruxas”. Sagrado para Erzulie, Vishnu. Utilizada em rituais de
prosperidade. Usado no bolso para atrair dinheiro. Acreditava-se que a
mulher acabaria com a infidelidade do marido salpicando folhas de
manjericão sobre ele, conhecida como a erva do amor.
Nicholas Culpeper atribuiu-o a Marte e a Escorpião, e comentou que o
manjericão extraía o veneno de ferrões de vespas ou vespões. Possui
também associações positivas com o mundo espiritual, no Oriente,
como erva protetora. Desse modo, o manjericão aparenta representar
os extremos, sendo associado à transformação da morte e do
nascimento, tanto um veneno doloroso como uma erva curadora.

MELALEUCA
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Nome Popular: Melaleuca


Outros nomes: árvore de chá, tea tree, narrow -leaved paperbark
(inglês).
Nome científico: Melaleuca alternifolia Cheel.
Nomes botânicos: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Myrtaceae.
Partes usadas: óleo essencial, folhas e ramos.
Sabor: picante.
Constituintes químicos: folha: 1,4-cineol 0,001 ppm; 1,8-cineol 260 –
16.000 ppm; alfa-terpineol 180-902 ppm; Alil-hexanoato 0,001 ppm;
ALLOAROMADENDRENE 45-112 ppm; ALPHA-BULNESENE 36
ppm; ALPHA-CADININE 143-358 ppm; ALPHA-copaeno 10 – 25 ppm;
ALPHA-CUBEBENE 4 – 11 ppm; ALPHA-felandreno 10 – 50 ppm;
ALPHA-GURJUNENE 23-58 ppm; ALPHA-MUUROLENE 0,001-30
ppm; ALPHA-P-dimetilestireno 7-18 ppm; ALPHA-terpineno 190 –
4375 ppm; ALPHA-terpinoleno 364 ppm; ALPHA-THUJENE 76 ppm;
Aromadendreno 235-675 ppm; BETA-elemeno 0,001 ppm; BETA-
felandreno 75 ppm; BETA-pineno 59-950 ppm; CALAMENENE 10 –
25 ppm; CAMPHOR 0,001 ppm; Canfeno 0,001 ppm; Cariofileno,001-
154 ppm; CYMENENE 12 ppm; EO 10.000 – 25.000 ppm; GAMMA-
terpineno 1.154 – 3.000 ppm; HEXANOL 0,001 ppm;Humuleno 0,001-
12 ppm; LIMONENE 100-250 ppm; linalol 10 – 25 ppm;
MENTHATRIENES 0,001 ppm; Mirceno 52-130 ppm; Nerol 0,001
ppm; P-cimeno 300 – 2855 ppm; P-Cymen -8- OL 13-32 ppm; -pineno
200-700 ppm; Piperitol 7-18 ppm; PIPERITONE 8-20 ppm; Sabineno
12-30 ppm; terpinen -1- OL 40-100 ppm; terpinen -4-ol 2941 – 11.225
ppm; Terpinoleno 236 – 6125 ppm; VIRIDIFLORENE 103-257 ppm.
Propriedades medicinais: antisséptico, antibiótico, bactericida,
fungicida, antivirótico, repelente, expectorante, inseticida, estimulante,
sudorífico, anti-infeccioso, imuno-estimulante, cicatrizante, vulnerário,
parasiticida,
Indicações (Uso interno): não recomendado uso interno.
Indicações (Uso externo): infecção e problemas de pele em geral,
acne, dermatite, eczema, psoríase, gripe, HIV, candidíase, herpes,
tinha, queimadura, cortes, prurido, coceira, furúnculo, ferida inflamada,
mordida, afta, odor dos pés, regiões necrosadas e infectadas, usado
para evitar a proliferação de infecções, reumatismo, sífilis, infecções
por fungos que afetem os cabelos, unhas e a pele, infecções do
ouvido, infecções vaginais, eleva a imunidade, micoses, catarro e
gripes (cataplasma das folhas), picadas de insetos, repelente de
insetos, alivia a tensão do diafragma (massagem com óleo essencial
diluído), bolhas, artrite, constipação, febre, cólicas, pelo oleosa, caspa,
piolho, sinusite, asma, bronquite e tosse podem ser tratadas através
de inalação do vapor, infecções urinárias e cistite, catapora, parasitas
intestinais,
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Elemento predominante na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Atuação nos canais: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Ayurveda (Ação nos doshas): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Rasa: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Virya: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Vipaka: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Informações em outros sistemas de saúde: na medicina aborígene
da Oceania, as folhas são esmagadas e inaladas ou infusionadas com
finalidade de tratar todos os tipos de inflamações.
Aromaterapia: o óleo essencial é obtido a partir da destilação a vapor
ou por água, das folhas. A produção comercial de óleo de melaleuca
(tea tree) começou na Austrália durante a década de 1920, após a
publicação de relatórios dos estudiosos, Penfold e Grant, sobre o seu
efeito antimicrobiano. Esses estudos sugeriram que o óleo de
melaleuca era um agente antibacteriano mais eficaz do que o fenol,
um agente antimicrobiano muito utilizado nesta época. Por várias
décadas, o óleo de melaleuca foi produzido pelo corte manual do
material vegetal seguido de destilação em alambiques de madeira
queimada. A produção de óleo de melaleuca (tea tree) diminuiu
durante a década de 1940, quando antibióticos sintéticos eficazes se
tornaram disponíveis no mercado. Sua aparência varia do
transparente ao amarelo pálido e é solúvel em solventes não-polares.
Alguns aromaterapeutas acreditam que pode ter a capacidade
energética de ajudar pessoas que se sentem sujas por dentro ou que
tenham mania de limpeza ou algum tipo de obsessão. Planta rica em
óleos voláteis. É reconhecido por sua forte característica medicinal e
ação contra bactérias, vírus e fungos. É uma nota olfativa de frente
com intensidade de odor alta. Sua fragrância é forte, canforada,
balsâmica e pungente. Tem boa sinergia olfativa com óleos essenciais
de cipreste, eucalipto, gerânio, gengibre, junípero, lavanda, limão,
mandarina, laranja, alecrim e tomilho. Seu odor é muito intenso e pode
dominar a mistura. Em associação com óleo de lavanda é muito eficaz
no tratamento de espinhas e acnes. Nesse caso, deve-se aplicar a
mistura com cotonetes sobre as áreas afetadas. Seu melhor emprego
geral é através de diluição com óleo carreador de calêndula ou
gérmen de trigo na proporção de 1:10. Duas gotas em um algodão são
utilizadas para tratar infecções do ouvido. O óleo diluído também é
empregado para tratar infecções vaginais. Nesse caso, é
recomendado uso como supositório. O óleo essencial não deve ser
utilizado internamente.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contraindicações: pode causar eczemas alérgicos em algumas
pessoas sensíveis aos seus constituintes químicos. O óleo essencial
não deve ser utilizado internamente. Devido ao potencial de
depressão do sistema nervoso central associada a ingestão de óleo
de melaleuca, os pacientes devem ser observados de perto para a
possibilidade de evidências de insuficiência respiratória durante as
primeiras horas após a ingestão.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: casos de intoxicação foram reportados por
veterinários ao National Animal Poison Control Center quando o óleo
essencial de melaleuca foi aplicado sobre a pele de cães e gatos
(Villar D, Knight MJ, Hanen SR, et al. Toxicity of melaleuca oil and
related essential oils applied topically on dogs and cats. Vet Hum
Toxicol 1994; 36:139–142).
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: natural da Austrália e das ilhas próximas ao continente da
Oceania e na China.
Informações clínicas e/ou científicas: um estudo recente relatou
que sessenta e quatro isolados de Staphylococcus aureus resistentes
à meticilina eram suscetíveis ao óleo de melaleuca.
Descrição botânica: pequena árvore ou arbusto com folhas parecidas
com agulhas e flores amarelas ou arroxeadas.
Toxicidade: o uso externo é considerado seguro nas doses
recomendadas. Acredita-se que a melaleuca não é uma fonte
significativa de aeroalérgenos. A ingestão de um volume estimado de
10 ml de óleo de melaleuca puro foi associada a sintomas de
desorientação e ataxia que se resolveram espontaneamente 5 horas
após a ingestão.
A ingestão de cerca de 10 ml de óleo puro de melaleuca por uma
criança de 4 anos produziu ataxia e depressão respiratória que exigiu
intubação. O paciente recebeu alta 24 horas após a ingestão sem
sequelas. A ingestão de um valor estimado de 0,5 – 1 ml/kg peso
corporal de um adulto foi associado ao coma por 12 horas seguidas de
alucinações e persistentes e diarreia com cólica.
Cultivo: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Observações: populações indígenas na Austrália usaram extratos da
Melaleuca australiana (Melaleuca alternifolia) para o tratamento de
infecções da pele, muitos séculos antes da chegada dos europeus.
Durante o final de 1800, o capitão James
Cook documentou o uso das folhas desta árvore para preparar chá.
Todas as espécies de melaleuca tem alto poder antimicrobiano.
MULUNGU
O gênero Erythrina L., compreende cerca de 115 espécies,
distribuídas em todas as regiões tropicais do mundo. Esta erva é
indicada como um possível substituto a Kawa-kawa, planta que
apresenta grau considerável de toxicidade. O tronco desta árvore tem
como destaque o fato de ser revestido por farta camada de cortiça.

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Nome Científico:
Erythrina mulungu Mart. ex Benth.

Nomes botânicos:
Erythrina verna Vell., Corallodendron mulungu (Mart. ex Benth.)
Kuntze, Erythrina flammea Herzog., Erythroxylum mulungu Mart. ex
Benth., Erythrina velutina (espécie correlata),

Nomes Farmacêuticos:
Cortex Erythinae

Partes usadas:
Casca, folhas e inflorescências.

Composição Química:
Erisopina, erisodina, eritramina, eritrina, eritrocoraloidina, eritratina,
esteroides, glucosídeos, hipaforina.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: inflamação do baço, nas dores de
estômago, trata hemorroidas, combate a verminoses, diarreia, gases,
gastrite, hemorroidas, esplenite,
Sistema Urinário e Genital: cistite, disúria, menopausa, oliguria,
Sistema Hepático: inflamação do fígado, para hepatite,
Sistema Respiratório: na bronquite asmática, tosse nervosa, catarro,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:palpitação, regula o
batimento cardíaco, arritmia, pressão alta,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:alivia agitação, em crises
nervosas, trata histeria, insônia, neurose, distúrbios nervosos
variados, ansiedade, para a neuralgia do nervo trigêmeo e outras
neuralgias, bloqueador dos estímulos da dor, epilepsia, em traumas e
choque, na neurastenia, convulsões, mialgias,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo: na dor reumática, em
dores musculares, é um regenerador de tecidos, espasmos
musculares, artrite, em hérnias,
Outros distúrbios: coqueluche, cefaleia por estresse, febres
intermitentes, epilepsia, para auxílio da retirada de nicotina ou outras
drogas, câncer do estômago, depressão, edemas, febre, dor de
cabeça, infecções e inflamações, malária, dor de garganta, tratamento
de staphylococus, estresse, enxaqueca,

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: lesões cutâneas, picadas de lacraia e escorpião,
feridas.
Cavidade bucal: na dor de garganta, nos abscessos da gengiva, nas
odontalgias, nas afecções bucais e na cárie dentária em bochechos.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 3 – ervas
para agir contra o reumatismo • Categoria 10 – ervas para suprimir a
tosse e reduzir catarro • Categoria 14 – ervas para reduzir a ansiedade
• Categoria 15 – ervas para cessar movimentos involuntários •
Categoria 17 – ervas para contrair e obstruir os movimentos •
Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas
para aplicações externas •

Uso homeopático:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:


As cascas de E. mulungu são utilizadas por afro-brasileiros como
tranquilizante para os nervos e hipnótico. Indígenas brasileiros utilizam
esta erva para tratar insônia e distúrbios nervosos.

Indicações energéticas ou mágicas:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Nome Conhecido:
Amansa-senhor, Bico-de-papagaio, Canivete, Capa-homem,
Corticeira, Eritrina, Sapatinho-de-judeu, Sinanduva, Pau Imortal.
Mulungu-ceral, Árvore-de-coral, Mulungu-coral, Suína, Suína-suína,
Suina-suinã, Suinã, Tiriceiro, Flor-de-coral, Murunguú, Sananduva
(Português), Mulungu (Alemão) Mulungu (Espanhol), Mulungu
(Francês), Mulungu, murungu e Muchoc, Coral Flower (Inglês), San
Hu Ci Tong (Chinês),

Família:
Fabaceae.
Sabor:
Picante, amargo e refrescante.

Propriedades medicinais gerais:


Analgésico, sedativo, diurético, hipnótico, resolutivo, expectorante,
antitussígeno, antirreumático, antiasmático, calmante, hepatoprotetor,
hipotensivo, narcótico, tranquilizante, antioxidante, bactericida,
anticonvulsivo, galactagogo, cardiodepressor, antifúngica,
hipoglicemiante, hepático, emoliente, peitoral, odontálgico,
antiarrítmico, antidepressivo, antiedêmico, antinicotínico, antisséptico,
antiespasmódico, carminativo, depressor do SNC, lactagogo, nervino,
anti-helmíntico, antissifilítico, laxativo, antitérmico, antinociceptivo,
anticonvulsivante, ansiolítico,

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:
Não é recomendado seu uso.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Não utilizar esta erva com pessoas que apresentem hipersensibilidade
aos componentes químicos da planta.
Evitar também em pessoas com hipotensão arterial e sonolência, pois
podem ocorrer acentuação destes sintomas.
Não utilizar nos 3 primeiros meses de gravidez e em pessoas com
deficiência cardíaca ou portadores de arritmia no coração ou com
quadro de anemia.

Interações medicamentosas:
Os extratos da planta podem potencializar os efeitos dos sedativos,
hipnóticos, álcool, anti-histamínicos e dos analgésicos derivados de
morfina. Panizza e colaboradores (2012) também relatam a
necessidade de monitorar o uso concomitante do decocto das cascas
de E. mulungu com psicotrópicos, anti-histamínicos, betabloqueadores
e hipoglicemiantes.

Toxicidade:
As sementes do mulungu são tóxicas. Evitar o uso.

Uso culinário e nutritivo:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Sistemas Florais:
Florais do Oriente – Mulungu Compound – indicado para ansiedade e
deficiência do Yin do Shen.
Florais de Minas – Mulungu integra a fórmula floral Serenium que é
indicada para trazer calma, serenidade, clareza, paz de espírito e
tranquilidade para a mente e as emoções, principalmente em
momentos difíceis da vida ou em situações de estresse. Para a
harmonização e equilíbrio das pessoas de índole nervosa, agitadas,
muito preocupadas, que convivem com ansiedade, tensão,
irritabilidade, insônia, enxaquecas, dificuldades digestivas, em razão
do desequilíbrio emocional. Útil também para crianças nervosas,
birrentas, pouco sociáveis, choronas, briguentas, histéricas e
excessivamente inquietas.

Medicina Chinesa (MTC):


A planta faz parte do suplemento alimentar Tabellae Suan Zao Ren
Tang, usado em tratamentos de neurastenia, insônia, palpitações de
origem neurológica e agitações. Possui ação sedativa e demulcente.
Sua ação combate calor, alivia congestão e fortalece o coração.
Acalma distúrbios do Shen e trata invasão de vento-calor e vento-frio.
Nome chinês: San Hu Ci Tong.

Ayurveda:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

O que diz a ciência:


O extrato hidro alcoólico tem sido comparado em efeito ao
medicamento diazepam.

Astrologia:
Erva utilizada para tratar distúrbios relacionados com o trânsito de
Urano em sagitário e
Urano em capricórnio.

Habitat:
Comum em várias regiões do Brasil, estendendo-se nas áreas quente-
temperadas, como no Sul da África, na Cordilheira do Himalaia e no
sudeste dos Estados Unidos. As espécies de Erythrina ocorrem numa
ampla variedade de habitats, desde o bosque tropical chuvoso de
terras baixas a desertos subtropicais muito áridos até bosques
montanos de coníferas acima de 3.000 m de altitude.
A espécie Erythrina mulungu é nativa do Brasil, está distribuída pelas
regiões norte (Acre e Tocantins), nordeste (Bahia e Maranhão),
centro-oeste (Distrito Federal, Goiás e Mato Grossso) e sudeste
(Espirito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo). É descrita
como uma espécie endêmica do Brasil, mas há também descrição de
distribuição desta espécie na Bolívia e Peru. Patocka (2009) descreve
que esta planta é nativa do sudeste do Brasil.

Descrição da planta:
É uma árvore aculeada ou espinhenta, de comportamento decíduo de
mudança foliar. As árvores maiores atingem dimensões próximas a 15
m de altura e 80 cm de DAP (diâmetro à altura do peito, medido a 1,30
m do solo) na idade adulta.
Tronco: é reto a levemente tortuoso. O tronco e os ramos são pouco
aculeados. O fuste é geralmente curto, medindo até 5 m de
comprimento. Ramificação: é dicotômica, com a copa ampla, aberta e
arredondada. Casca: mede até 25 mm de espessura. A casca externa
ou ritidoma é lisa a levemente áspera. Folhas: são compostas
trifoliadas, sustentadas por pecíolo de 6 cm a 14 cm de comprimento,
os folíolos são orbiculares, oval-rômbeos ou triangulares, de
consistência cartácea, com a face ventral apenas pulverulenta e
dorsal, de cor verde mais clara revestida por densa pilosidade feltrosa,
medindo de 6 cm a 12 cm de comprimento por 5 cm a 14 cm de
largura. Inflorescências: ocorrem em fascículos axilares, medindo de
12 cm a 20 cm de comprimento e com três flores. Flores: o vexilo é
alaranjado ou vermelho-rutilante, com lâmina quase orbicular e cálice
espatáceo. Fruto: legume um tanto curvo, de ápices e bases agudas,
internamente não-septado, com 1 a 3 sementes. Sementes: são
bicolores, denominadas miméticas, de coloração vermelho-escura e
vermelho-alaranjada. São também subquadrangulares ou oblongas,
com um hilo curto de posição mediana.

Vamos plantar?:
A planta se reproduz tanto por sementes, como por estacas.
As mudas crescem rapidamente e estão prontas para o plantio em
menos de 4 meses.
Já o seu desenvolvimento no campo pode ser considerado moderado
(alcança 2,5 metros em dois anos).

OLIVA
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Nome Popular: Oliva


Outros nomes: azeitona, oliveira, olive (inglês, francês), oliva
(espanhol), olivo (italiano), ölbaum (alemão), Zaitoon (Unani).
Nome científico: Olea europaea L.
Nomes botânicos: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Oleaceae.
Partes usadas: casca, frutos, folhas, óleo.
Sabor: amargo, amornante.
Constituintes químicos: apigenina, arabinose, catequina, cinchonina,
colina, elenolida, esculina, escutelina, estrona, glicerol, kaempferol,
luteolina, l-olivil, olivina, pectina, quercetina, quinona, saponina, ß-
sitosterol, triterpenos, taninos, uvaol, verbascosídeo, iridoid
monoterpenos, europaeagave, oleuropeina, oleuroside, oleanolic,
acido maslinic, flavonoides, derivados de apigenine, glicerídeos,
luteolin, linoleico, palmítico, glicerídeos acido glicerides, olivamarina,
ácidos graxos, resinas.
Propriedades medicinais: adstringente, antirreumático, antisséptico,
antiálgico, antiasmático, anti-inflamatório, antilítico, broncodilatador,
colagogo, depurativo, diurético, emoliente, espasmolítico, febrífugo,
hipocolesterogênico, hipoglicemiante, hipotensor, laxante, aromático,
nutritivo, restaurador, vermífugo, vulnerário, digestivo,
Indicações (Uso interno): asma, algias, colite, constipação, enterite,
erupções cutâneas, estomatite, gastrite, gota, hipertensão arterial,
pedras nos rins, queimaduras, toxinas no sangue, reumatismo, vermes
intestinais, colecistite, colelitíase, icterícia, flatulência, meteorismo,
falta de bactéria no intestino, demulcente, laxativo suave, aumenta o
nível de cholecystokinina no plasma, colagogo, emoliente, regulador
do colesterol, estimula a eliminação da bile, dilata os vasos
sanguíneos, inclusive as coronárias, evitando a angina, combate o
diabetes,
Indicações (Uso externo): o óleo pode ser usado também para aliviar
queimaduras e como curativo, para psoríase, hemorroidas, úlceras,
eritemas solares, chagas, prurido.
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Elemento predominante na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Atuação nos canais: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha. É neutro para Vata e
pode agravar Pitta se em excesso.
Rasa: amargo.
Virya: quente.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: o óleo de oliva de primeira prensagem a frio pode ser
usado como óleo carreador para outros óleos essenciais. Pode-se
reduzir sua viscosidade acrescentando óleo de gergelim.
Floral: Olive é o floral revitalizante. É a essência que traz energia.
Para esgotamento total, mental e físico. Indicado às pessoas que
estão cansadas e se sentindo exaustas. Quando as pessoas chegam
em seu esgotamento total e não têm força nem para levantar o braço.
É útil nos casos de grande fadiga física e mental, quando não há mais
reserva de energia. Olive é recomendado depois de um dia cansativo,
ou quando se tem que estudar por muitas horas para uma prova e
também quando se está realizando um trabalho cansativo e
estressante.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contraindicações: não fazer uso medicinal durante a gravidez.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: anti-hipertensivo, insulina, agente hipoglicêmico.
Efeito de arritmia e espasmódico em animais. Utilizado para
tratamento de artrite em bois e cavalos. Para tanto misturar 600 g de
azeite com 30g de tintura de ópio e 30 g de ácido salicílico. Pincelar
com a mistura as partes doloridas, as juntas ósseas e articulações dos
animais. Também é possível utilizar o azeite para tratar sarna em
cavalos. Para tanto, misture 200g de azeite com 200g de óleo de
terebintina. Isso vai gerar um unguento que deve ser friccionado
suavemente nas partes afetadas pela sarna.
Doses: decocção com uma ou duas colheres de chá de folha por
xícara de água ou em tintura em álcool. Para melhores resultados
ingerir o chá após as refeições. Outra maneira: Infuso-5g de folhas em
100 ml de água. Ferver rapidamente e deixar em infusão por 10
minutos. Tomar 3 vezes por dia, antes das refeições.
Óleo – tomar uma colher pequena antes das refeições.
Formulações: INFLAMAÇÕES DE BEXIGA E ESTÔMAGO – tomar
algumas colheres de azeite todos os dias, antes das refeições. FEBRE
– Decocção – ferver 10g da casca em meio litro de água. Quando
estiver morno filtrar e adicionar mel e beber ao longo do dia. Segunda
decocção – ferver um litro de água com 70g de folhas de oliveira por
20 minutos. Filtrar quando estiver morno e adicionar mel. Beber ao
longo do dia. FERIDAS – Bálsamo do Samaritano – misturar em
partes iguais azeite, vinho branco, clara de ovo e bater um pouco com
a mão para emulsionar. Colocar sobre as feridas. CÓLICAS
HEPÁTICAS – beber algumas colheres de azeite 100% puro em jejum
pela manhã. Se for difícil deglutir adicionar algumas gotas de limão ao
azeite. Tomar cerca de 50ml ao longo do dia. GOTA e REUMATISMO
– Decocção – cozinhar por 10 minutos 50g de folhas de oliveira em
um litro de água. Deixar amornar, filtrar e beber ao longo do dia.
HEMORRÓIDAS – Banho de Assento ou Lavagem – ferver 20 g de
folhas de oliveira em um litro de água. Deixar esfriar e utilizar para
banhos de assento ou lavagens no local afetado. Emulsão – misturar
água e azeite em partes iguais e bater os dois com um garfo até obter
um líquido denso e acinzentado. Aplicar na região afetada.
HIPERTENSÃO – ferver por 5 minutos 40g de folhas de oliveira em
um litro de água. Filtrar e adoçar levemente e beber em um pequeno
cálice durante o dia, cerca de uma ou duas doses por vez. PRISÃO
DE VENTRE – Clister – preparar uma decocção com uma colherada
de malva em um litro de água. Filtrar e adicionar duas colheres de
azeite e utilizar a mistura enquanto estiver morna. Preventivo – tomar
uma colher de sopa de azeite diariamente em jejum. INSETO NA
ORELHA – para retirar um inseto que venha a entrar na orelha virar a
cabeça da pessoa de lado e colocar uma gota de azeite na orelha
invadida. O inseto afogado será expulso juntamente com o óleo.
ERITEMAS SOLARES, QUEIMADURAS, CHAGAS e ÚLCERAS –
adquirir água de cal em farmácia e misturá-la em partes iguais com
azeite. Untar as partes doloridas. Também pode usar a o Bálsamo do
Samaritano, descrito mais acima no texto na parte que fala sobre
feridas. INFLAMAÇÃO DOS RINS – tomar algumas colheres de azeite
puro antes das refeições.
Formulações populares: ver acima
Planeta regente: regência do Sol e de Júpiter.
Indicações energéticas ou mágicas: elemento fogo, sagrada para
Apollo, Athena, Irene, Minerva, Ra, símbolo paz e prosperidade,
Habitat: nativa da região do Mediterrâneo, cultivada em Jammu,
Kashmir e Himachal Pradesh. Também pode ser cultivada no sul do
Brasil. Desenvolveu-se em todos os países de clima temperado.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: planta arbustiva, sempre-verde que pode atingir
de 2 a 10 metros de altura. Possui folhas persistentes, opostas,
oblongas, lanceoladas, inteiras, coriáceas, de bordos revolutos, com a
superfície superior de cor verde-acidentado e a inferior de branco
argêntea e pubescente. As flores, em racemos axilares e levemente
perfumados, são de cor branco-leite e os frutos carnosos são drupas
ovais, contendo uma semente, que de acordo com a espécie, durante
a maturação, tornam-se avermelhados, negros ou verde acinzentados.
Toxicidade: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Cultivo: por volta dos 8 anos começa a produzir frutos em abundância
e sua primeira fase de crescimento encerra-se por volta dos 30 anos.
Sua consolidação como árvore vai até os 100 anos. Após este período
começa a entrar em declínio, mas que pode levar séculos para se
concretizar.
Observações: a azeitona verde é adstringente e a azeitona preta é
laxativa. Tem efeito irritante sobre a mucosa gástrica podendo causar
sintomas gástricos quando ingerida de estômago vazio. Duas
variedades Ascotrinia e Ascolina que crescem na região de Jammu
tem demonstrado que as características dos frutos e dos óleos são
similares às variedades Europeias. Os frutos em conserva são as
azeitonas. O óleo é muito utilizado na culinária. Tem poder
vasodilatador, sendo que o uso regular e prolongado pode diminuir o
risco de angina e infartos do coração. É uma das plantas de maior
longevidade.

PATA DE VACA
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Nome Popular: Pata de Vaca


Outros nomes: árvore orquídea, bauínia, capa-bode, casco-de-vaca,
casco-de-burro, ceroula de homem, miriró, mirorá, miroró, mororó,
mororó-de-espinho, pata-de-boi, pata-de-burro, pata-de-vaca-branca,
pata-de-veado, pé-de-boi, unha-de-anta, unha-de-boi, unha-de-boi-de-
espinho, unha-de-vaca e unha-de-veado; brazilian orchid-tree,
mountain ebony, camel’s foottree, pink bauhinia, butterflytree,
geramium tree, (inglês); pezuña de vaca, pesña de vaca, cauba
(espanhol).
Nome científico: Bauhinia forficata Link.
Nomes botânicos: Bauhinia candicans Benth., Bauhinia brasiliensis
Vogel
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Fabaceae.
Partes usadas: cascas, folhas, flores, lenho, raízes.
Sabor: amarga, adstringente e neutra.
Constituintes químicos: ácidos orgânicos (tartárico), alcalóides,
cumarinas, esteróis, flavonóides (campferol, rutina e quercitina),
guanidina, glicoproteína, glicosídeo, goma, heterosídeos cianogênicos
e saponínicos, hidrato de carbono, holosídeo, minerais, mucilagens,
pigmentos, pinitol, proteínas, quercetol, rammose, sais minerais,
taninos (flobatênicos e pirogálicos), triterpenos.
Propriedades medicinais: antidiarréico; depurativo; diurético;
hipocolesterolemiante; hipoglicêmico; antidiabético; laxante; purgativo
(flores); tônica renal; vermífugo; calmante; resolutivo; alterativo;
expectorante; antiespasmódico; uterino; adstringente; hemostático;
emético; antiinflamatório; antioxidante; cicatrizante; antialérgico.
Indicações (Uso interno): afecções renais e urinárias; catarro;
colesterol; constipação intestinal; diarréias; diabete mellitus II (para o
pâncreas produzir mais insulina); elefantíase; gripe; impede o
aparecimento de açúcar na urina; insuficiência urinária; males do
estômago; moléstias da pele; mordidas de cobra; parasitoses
intestinais; regularizar a glicemia sangüínea; reduzir a excreção de
urina; poliúria; edema linfático; lepra (folhas e casca); gânglios
fistulados; filariose; obesidade; congestão e acúmulos na cavidade
pélvica; fibrose; endometriose; cistite; menorragia; leucorréia; câncer;
linfadenite; disenteria; reverte prolapsos; hemorróidas; osteoporose;
cálculos na bexiga (folhas e casca); doenças venéreas (folhas e
casca); asma (folhas e casca); gota; corrimento vaginal; alergias
cutâneas;
Indicações (Uso externo): caspa; úlceras cutâneas; inchaços;
prurido; inflamações da pele em geral; queimaduras (utilizar a raiz
fervida com óleo); eczemas; alergias; dermatites;
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: nome chinês- Jiu Hua Teng. Tonifica o Yin e o
Qi.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 11 – Ervas que regulam o
Qi • Categoria 16 – Ervas que corrigem deficiências • Categoria 17 –
Ervas para contrair ou obstruir movimentos • Categoria 19 – Ervas
para úlceras e tumores.
Atuação nos canais: BP, F, VC.
Ayurveda (Ação nos doshas): nome ayurvédico – Kanchanara.
Reduz Pitta e Kapha e agrava Vata. Atua nos tecidos sanguíneo,
muscular, adiposo, ósseo e reprodutivo. Tem ação no Srota
reprodutivo da mulher. Alivia adenite cervical, inchaços e caroços nas
glândulas; desordens da pele; úlceras; desordens menstruais e
elimina vermes. Erva seca e leve que ajuda a reduzir Kapha. Trata
desordens de Pitta agravado (Rakta Pitta) como sangramentos. Reduz
Avalambaka Kapha dos pulmões. Pode ser combinada com Mirra e
Cúrcuma (Açafrão da Terra) para tratar problemas ginecológicos. Com
Guggulu, punarnava, triphala e trikatu para inchaços das glândulas
linfáticas. Com Bibhitaki e Kutki para diarréia e inflamações. Com
Manjishtha para desordens hemorrágicas. Com Punarnava,
manjishtha e neem para desordens cutâneas. Guggulu, bakuchi,
ashwagandha, gengibre e olíbano para osteoporose. Tem ação no
sistema endócrino, imunológico, circulatório, digestivo e reprodutivo.
Rasa: amargo e adstringente.
Virya: fria.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: FLORAIS DAS GERAIS – carência afetiva prolongada que traz
a exaustão; debilidades orgânicas; anorexia nervosa. FLORAIS DE
MINAS – Fortificata- carência afetiva prolongada; esforço unilateral;
exaustão mental e orgânica.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: na gestação e lactação. Em pessoas com
hipoglicemia e constipação. Uso em excesso causa vômitos. Contra-
indicada em pessoas com distúrbios de coagulação sanguínea. Pode
aumentar o número de evacuações e produzir diarréia pastosa.
Interações medicamentosas: pode potencializar drogas
antidiabéticas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: Tintura – 20 gotas 3X ao dia em ½ copo de água morna. Pó –
de 1 a 2g em até 3X ao dia.
Formulações: ELEFANTÍASE E MORDIDAS DE COBRA – banhos
da infusão ou decocção nas regiões atingidas. BAIXAR A TAXA DE
GLICOSE – dose de 3g/dia de folhas em infusão, por 56 dias.
DIABETES – infusão – 2 xícaras de cafezinho da folha picada em ½
litro de água ou 1 folha picada por xícara de chá. Tomar 4 a 6 xícaras
de chá ao dia. GARGANTA INFLAMADA E DOLORIDA – realizar
gargarejos da decocção. ÓSSOS FRATURADOS – decocção ou
tintura do caule em uso interno e externo.
Formulações populares: CASPA – lavar o couro cabeludo com a
infusão das folhas. DESINTERIA – fritar os botões e as flores em
manteiga clarificada (ghee) e ingerir uma colher de sobremesa várias
vezes ao dia.
Planeta regente: utilizada em distúrbios associados ao trânsito de
Júpiter em Virgem, Urano em Sagitário, Netuno em Virgem, Netuno
em Peixes, Plutão em Virgem. Regente: Júpiter.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: espécie autóctone que ocorre espontaneamente na floresta
pluvial Atlântica e subespontaneamente em pastagens, vales aluviais,
capoeiras, à beira de estradas e em terrenos baldios. Cresce
subespontaneamente no sul do Brasil.
Informações clínicas e/ou científicas: experimentos com animais
demonstraram ação antitireóica.
Descrição botânica: planta arbustiva, decídua, grande ou arbórea,
perene, que atinge até 8m de altura. Tem ramos frágeis, pendulares,
glabros ou pubescente, com acúleos gêmeos na axila foliar. Folhas
alternas, medindo 8 a 9 cm de comprimento, ovais ou lanceoladas,
divididas acima do meio, glabras, compostas de dois folíolos unidos
pela base, pouco divergentes, obtusas ou um pouco agudas, ou
acuminadas na base, arredondadas ou subcordiformes,
membranáceas, com a forma típica de 9 nervos. Acúleos quase
sempre gêmeos, ora uniformemente retos, ora ligeiramente curvos
para dentro, finos, ou grossos. Flores axilares ou terminais,
brancas. Fruto tipo legume, linear, medindo 15 a 25 cm de
comprimento por 2 cm de largura. A planta é caducifólia no inverno,
rebrotando a partir de outubro.
Toxicidade: não há relatos de toxicidade nas doses recomendadas.
Observações: as flores têm efeito purgativo. Planta ornamental de
ruas, alamedas, avenidas e jardins. Do lenho obtém-se carvão de boa
qualidade. A madeira é utilizada para caixotaria, lenha e obras leves.
O plantio da planta se dá em março, abril e setembro. Pode ser
tomada junto com a erva-mate no chimarrão.
PICÃO PRETO
A planta é hospedeira de vários nematoides, fungos, viroses, pulgões
e coleópteros.

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Nome Científico:
Bidens pilosa L.

Nomes botânicos:
Bidens adhaerescens Vell., Bidens alausensis Kunth, Bidens chilensis
DC., Bidens hirsuta Nutt., Bidens leucantha (L.) Willd, Bidens
montaubani Phil., Bidens reflexa Link, Bidens scandicina Kunth,
Bidens sundaica var. Minor Blume, Coreopsis leucantha L., Kerneria
pilosa Lowe., Bidens bipinnatus L.

Nomes Farmacêuticos:
Herba Bidentis Pilosa

Partes usadas:
Toda planta.

Composição Química:
Acetilenos, ácido-p-cumárico, ácido linólico, ácido linoléico, ácido
nicotínico, ácidos orgânicos, ácido salicílico, ácido tânico, aminas,
beta-amirina, bioflavonoides, chalconas, cálcio, candineno, esculetina,
esteróis, a-felandreno, fenilacetileno (1-fenil-1,3-diin-5-en-7-ol-
acetato), fenilheptatriina, flavonoides, fitosterina-B, fitosteróis, fósforo,
friedelina, friedelan-3-beta-ol, glicosídeos de aurona, glicosídeos
(flavona matoxilado, quercetin-3,3′-dimetoxi-7-0-a-L-ramnopiranosil-
(1®6)-b-D-glucopiranose, quercetin-3,3′-dimetoxi-7-0-b-D-
glucopiranose); beta-D-glucopiranosiloxi-3-hidroxi-6(E)-tetradeceno-8,
10, 12-triino; hidrocarbonetos, limoneno, lupeol, mucilagem, okanina-
3-glicosídeo, óleo essencial, a-pineno, policatilenos, poliacetilenos,
quercetina, sais de potássio, sílica, beta-sitosterol, taninos, timol,
tridecapentin-1-eno; trideca-2, 12-dieno-4, 6, 8, 10-tetraina-1-ol,
trideca-3, 11-dieno-5, 7, 9-triina-1, 2-diol, trideca-5-eno-7, 9, 11-trieno-
3-ol; triterpenos, xantofilina.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: disenteria, gastroenterite, hemorroida,
inapetência, indigestão, infecção do estômago, intoxicação alimentar,
problemas do estômago, úlceras gastroduodenais, vermes, controle
da acidez estomacal.
Sistema Urinário e Genital: blenorragia, dismenorreia, distúrbios da
menstruação, edemas, infecção urinária e vaginal, leucorreia,
Sistema Hepático: desobstruente do fígado, distúrbios hepáticos,
hepatite, icterícia, hepatite alcoólica,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:tônico do sangue,
angina, colesterol, hemorragia pós-parto, hipertensão, leucemia,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:ingurgitamento das
glândulas mamárias, febre, resfriados,
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:dores osteoarticulares,
Sistema Renal: infecção dos rins,
Outros distúrbios: aftas, amigdalite, abscessos, ativa o pâncreas na
distribuição de insulina, cefaleia, cólicas, cólica infantil, conjuntivite,
diabete, para perda de peso, envenenamento, dores de cabeça, dor
de dente, escorbuto, fadiga, faringite, inflamações da boca e da
garganta, irritação interna, laringite, odontalgias, oftalgias,
otorrinalgias, problemas no pâncreas, tumores,

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: afecção cutânea, cicatrização, feridas, irritações da
pele, micose e em problemas de pele.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Folhas – aftas (mascar as folhas).

Aromaterapia:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Relacionado com as seguintes categorias das ervas
medicinais:
Categoria 1 – Ervas para induzir a transpiração • Categoria 2 – ervas
para calor excessivo dentro do corpo • Categoria 5 – ervas para
reduzir a umidade do corpo • Categoria 6 – ervas para lubrificar os
sintomas secos • Categoria 9 – ervas para promover a digestão •
Categoria 12 – ervas para regular o sangue (xue) • Categoria 16 •
Ervas para corrigir deficiências • Categoria 18 – ervas para expelir ou
destruir parasitas • Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores •
Categoria 20 – ervas para aplicações externas •

Uso homeopático:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Pets e outros animais:


É considerado uma ótima forragem para coelhos.

Informações em outros sistemas de saúde:


Alguns grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina,
diabetes, disenteria, dismenorreia, edema, hepatite, laringite, icterícia
e contra vermes distintos (Rutter, 1990). Outros usos indígenas
incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra
vermes, dores de cabeça e de dentes (De Feo, 1992; Vasquez, 1990;
Duke et ai., 1994). Na medicina tradicional peruana, a espécie é usada
como anti-inflamatório, diurético e contra hepatite, conjuntivite,
micoses, infecções urinárias. No Leste da África, o suco da planta
fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite, bem como no
combate a dores em geral.

Indicações energéticas ou mágicas:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Nome Conhecido:
Amor-de-burro, Amor-seco, Carrapicho, Carrapicho-agulha,
Carrapicho-cuambu, Carrapicho-de-agulha, Carrapicho-de-duas-
pontas, Carrapicho-picão, Coambi, Cuambri, Cuambú, Erva-de-picão,
Erva-picão, Erva-pilão, Fura-capa, Furacapa, Goambú, Macela-do-
campo, Paconca, Gariofilata, Picão, Picacho, Picacho-negro, Picão-
do-campo, Pico-pico, Espinho-de-agulha, Goambu, Macela-do-campo,
Carrapicho-de-cavalo, Pirco, Pau-pau, Piolho-de-padre (Português),
Beggar ticks (Inglês), Aceitilla (Espanhol).

Família:
Asteraceae.

Sabor:
Amargo e refrescante.

Propriedades medicinais gerais:


Adstringente, amargo, antiartrítico, antibacteriano, antibiótico,
antiblenorrágico, antidisentérico, antiedêmico, antiemético,
antiescorbútico, antiespasmódico, anti-hemorroidário, anti-inflamatório,
antileucorreico, antimalárico, antimicrobiano, antipirético,
antirreumático, antisséptico, aperitivo, carminativo, catártico,
cercaricida, cicatrizante, depurativo, diurético, emenagogo, emoliente,
estimulante, expectorante, galactagogo, hemostático, hepatoprotetor,
hipoglicemiante drástico, hipotensivo, hipotensor, mucilaginoso,
sedativo, sialagogo, tranquilizante, vermífugo, vulnerário, anti-
fermentativo, antioxidante, antiulcerativo, antitumoral, antiviral.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Raízes – odontálgico.
Flores – antidiarreico.

Para crianças:
Indicado para cólica infantil e demais indicações para uso em adultos.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


A erva apresenta pequena quantidade de cafeína e deve ser evitada
por pessoas alérgicas ou sensíveis a essa substância.
Evitar seu uso durante a gravidez.
Pacientes com problemas cardíacos podem ter reações bruscas de
pressão, até que seja ajustada a dose de forma individual.

Interações medicamentosas:
A presença de cumarinas em sua composição diminui o efeito de
medicamentos como Walfarin. Hipoglicêmicos ou diabéticos só devem
fazer uso da planta com prescrição profissional qualificada e realizar
acompanhamento dos níveis de glicose.

Toxicidade:
A erva é atóxica para seres humanos, porém é altamente tóxica para
alguns insetos e larvas (Martinez, apud 179). Os poliacetilenos
existentes na planta, especialmente o fenilheptatriino – o composto
mais fotoativo – são fototóxicos para as bactérias, fungos e
fibroblastos humanos em presença de luz solar, luzes artificiais
ultravioletas e fluorescentes branca. No entanto, o uso em grandes
quantidades pode apresentar efeitos colaterais.

Uso culinário e nutritivo:


Na África é utilizado pelos nativos como salada. Nas Filipinas, é
utilizado no preparo de uma bebida denominada “sinitsit”.
Sistemas Florais:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Medicina Chinesa (MTC):


Erva que elimina calor e umidade do Fígado e Vesícula Biliar.
Favorece o fortalecimento do Fígado e move a estagnação do sangue
(xue) do fígado. Seu elemento predominante é a madeira e a erva
atua nos canais do fígado, baço/pâncreas, estômago, vesícula biliar e
bexiga.

Ayurveda:
O picão preto equilibra Vata, Pitta e Kapha. Sua rasa é amarga, sua
virya é fria e sua vipaka é picante.

O que diz a ciência:


A fenilheptatriina existente na planta demonstra atividade anti-
helmíntica, antiprotozoária e microbiana in vitro, frente às bactérias
Gram-positivas, Rhizoctonia solani, leveduras e dermatófitos.
Apresenta atividade in vitro contra Plasmodium berghei e Plasmodium
falciparum, agentes da malária. Em estudos em animais, o extrato de
picão preto reduziu lesões causadas por doenças autoimunes e
diminuiu a taxa de glicose em ratos diabéticos. Também preveniu o
aparecimento de tumores malignos em modelos animais.

Astrologia:
Planta regida por Júpiter.

Habitat:
É uma espécie autóctone da América tropical, cosmopolita, que ocorre
espontaneamente a beira de estradas, áreas ruderais e em áreas
agrícolas como planta infestante de lavouras.

Descrição da planta:
Planta herbácea, anual, ereta, glabra ou algo pubescente, de ramos
dicotômicos, com 30 a 80 cm de altura. Caule quadrangular, liso, com
ramificação dística. Folhas opostas, as superiores alternas,
pecioladas, 3-divididas, com segmentos ovais a lanceolados, com 2 a
7 cm de comprimento, serrados, agudos ou acuminados, as
superiores nem sempre divididas. Capítulos de flores tubulares e
radiadas, amarelas. Invólucro campanulado com flores do disco
perfeitas, perfeitas, com corola tubular, 5-dentadas. Aquênios planos,
colunar-fusiformes, pretos, desiguais, os interiores mais compridos
que o invólucro, o ápice é coroado por 2 a 4 saliências que permitem a
aderência do fruto às roupas e pelos.
Vamos plantar?:
É considerada uma erva daninha e, por isso, não é habitualmente
cultivada.

PULMONÁRIA
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Nome Popular: Pulmonária


Outros nomes: pulmonária-oficinal, lungwort (inglês), pulmonaria
(espanhol), pulmonaire (francês), polmonaria (italiano), echtes
lungenkraut (alemão), Hierba de los pulmones (espanhol), erva-dos-
bofes, erva-leiteira-de-nossa-senhora, salsa-de-jerusalém, jerusalem
cowslip (inglês), pulmonária manchada, pulmonária medicinal, roseta,
rosetas, sálvia de Jerusalém,
Nome científico: Pulmonaria officinalis L.
Nomes botânicos: Pulmonaria Maculata, L.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Boraginaceae
Partes usadas: partes aéreas e flores.
Sabor: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Constituintes químicos: taninos, mucilagem, saponinas, ácido
silícico, substâncias minerais, alantoína, vitamina C, fructanos,
poligalacturonanos, ácido silícico, K, Ca, Fe, P, Mn, Cu, flavonoides
(quercetina, kempferol), heterósidos (rutina, isoquercitrina, quercitrina,
astraglina), alantoína, rosaponina, ácido ascórbico, ácido clorogénico,
ácido rosmarínico,
Propriedades medicinais: desinfetante, diurético, emoliente,
expectorante, pulmonar, sudorífico, anti-inflamatório, demulcente,
mucolítico, cicatrizante, balsâmico, adstringente, peitoral,
Indicações (Uso interno): problemas da bexiga, bronquite, cálculo
renal, inflamação, rins, rouquidão, tosse, tosse convulsiva,
tuberculose, asma, catarro na garganta e cordas vocais, faringite,
asma, catarro brônquico, alivia os efeitos negativos do uso do tabaco
sobre as vias respiratórias, palpitações, enfisema pulmonar,
constipação, afecções renais,
Indicações (Uso externo): ferimentos, lavagem dos olhos, rouquidão
e afonia (gargarejos), gretas da pele, contusões, frieiras, hemorroidas,
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Elemento predominante na MTC: Metal
Classificação da Erva na MTC: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Atuação nos canais: Pulmão.
Ayurveda (Ação nos doshas): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Rasa: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Virya: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Vipaka: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Informações em outros sistemas de saúde: índios Cherokee´s
utilizavam a planta para tratamento de tosse e asma.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contraindicações: gestantes, nutrizes, pacientes que sofram de
doenças do fígado. Seu consumo pode causar problemas digestivos.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Planeta regente: Mercúrio.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: norte e centro da Europa, região do Cáucaso e introduzida na
América do Norte e Europa Ocidental. Nativa da Inglaterra.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: planta herbácea, vivaz, da família das
Borragináceas. O caule, peludo, atinge até 30 cm, e, na sua
extremidade, nasce um ramalhete de flores cor-de-rosa e violeta.
Toxicidade: doses elevadas ou prolongadas podem intoxicar o fígado.

Cultivo: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.


Observações: não deve ser confundida com a Lobaria pulmonaria,
nem com Verbascum thapsus, que também tem nome popular de
Pulmonária. Desde o século XVI, os partidários da teoria dos sinais
viram nas folhas desta planta a superfície de um pulmão doente com
nódulos tuberculosos. Muitos tísicos do século XIX, e da primeira
metade do século XX, foram tratados com a pulmonária, obtendo bons
resultados em alguns casos. Hoje continua a ser uma planta útil nas
afecções respiratórias. Do mesmo modo que a salgueirinha, a
pulmonária foi dotada pela Natureza de uma particularidade
extraordinária que consiste em oferecer aos insetos que a visitam três
espécies de flores providas de estames desiguais e de estiletes com
três comprimentos diferentes, ou sejam 18 possibilidades de
disseminação do pólen.
SALSA
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Nome Popular: Salsa


Outros nomes: salsinha, cheiro-verde, Salsa-hortense. Inglês:
Common parsley, garden parsley, hamburg parsley, persely, persil,
petersylinge, rock parsley. Unani: Fitraasaaliyum, Karafs-eKohi.
Nome científico: Petroselinum crispum (Mill.)
Nomes botânicos: Apium crispum Mill., Apium
petroselinum L., Carum petroselinum (L.) Benth. & Hook. f.,
Petroselinum crispum (Mill.) Mansf. (nome ilegal. Não é a
planta Petroselinum crispum (Mill.) Nyman), Petroselinum hortense
Hoffm., Petroselinum hortense var. crispum L.H. Bailey; Petroselinum
petroselinum (L.) H. Karst. (nome ilegal), Petroselinum sativum
Hoffm., Petroselinum vulgare Lag., Selinum petroselinum(L.) E.H.L.
Krause. A. petroselinumL., Carum petroselinum(L.) Benth. & Hook.
f.,Petroselinum hortenseauct., P. sativumHoffm., P. vulgareLag.
Nyman ex A.W. Hill. Petroselinum hortense Hoffman
Nome farmacêutico: Radix Petroselini. Petroselini herba, Petrosilini
radix.
Família: Umbelliferae, Apiaceae.
Partes usadas: raiz, sementes, caule e folhas.
Sabor: amarga, picante e neutra.
Constituintes químicos: alcaloide, apiol, vitamina A, vitamina C,
vitamina K, cálcio Bergapten, fósforo, manganésio, proteínas e
flavonoides, miristicina. Folha e raiz: 1,7 apiole, miristicina,
furanocoumarina (psoralens), flavone glycosideos (apiin, apigenin),
caroteno, vitamina B1, vitamina B2, vitamina C, and vitamina K.
Semente: 1 óleo volatil apiole, miristicina, furanocoumarinas
(psoralens). As folhas e raízes contêm furanocumarinas – psoraleno, 5
e 8 -metoxi psoraleno , imperatorin , oxypeucedanin , iso- pimpinelin,
flavonóides – apiin , luteolina , apigenina – 7- glicosídeo , luteolina -7 –
glicosídeo entre outros, flavonoides, apigenina, ferro, cálcio,
manganês, taninos, esteróis, triterpenos, imperatorin.
Propriedades medicinais: antirrugas, aquarético, diurético;
estimulante gástrico, abortivo, alergênico, antibacteriano, antialitoso,
antiasmático, anti-inflamatório, antilactogog, antiflatulante,
antioxidante, antipirético, antirreumático, antisséptico,
antiespasmódico, aperiente, afrodisíaco, carminativo, COX-2- inibidor,
digestivo, diurético, emenagogo, estrogênico expectorante, fungicida,
alucinógeno, hepatotônico, hipotensivo, lactogogo, lipolítico,
parasiticida, pediculicida, sedativo, tônico, tônico urinário,
uterocontrator, uterotônico.
Indicações (Uso interno): amenorreia, asma, conjuntivite,
dismenorréia, espasmo, tosse, infecções da bexiga (folhas), doenças
do fígado e da vesícula biliar (raiz), inchaço, retenção de líquido,
câncer, problemas nervosos, icterícia, problemas renais, elimina
toxinas, a semente é utilizada para hipertensão, regula a circulação
sanguínea, elimina edemas, promove a menstruação, beneficia a
próstata (prostatite), náuseas, reduz infecções, adenopatia, alopecia,
Mal de Alzheimer, menorreia, anuria, artrose, asma, dor nas costas,
combate bactérias, mordida, pedra (cálculo) na bexiga, sangramento,
bronquite, câncer de bexiga, câncer de mama, câncer de olhos,
câncer de glândula, câncer de rim, câncer de fígado, câncer de
tendão, câncer de baço, câncer de estômago, câncer de garganta,
câncer de útero, câncer de úvula, cardiopatia, catarro, parto, resfriado,
cólica, condilomas, congestão, constipação, tosse, câimbra, cistite,
dermatose, hidropisia, disenteria, dismenorreia, dispepsia, disúria, dor
de ouvido, edema, enterose, exantema, febre, fungos, cálculos
biliares, gastrite, gonorreia, halitose, hepatite, pressão alta,
hiperuricemia, impotência, endurecimento, inflamações, insônia,
icterícia, malaria, mastose, mialgia, nefrose, nervosismo, sofrimento,
pedunculose, reumatismo, escarlatina, escrofula, esplenose, dor de
estomago, estrangúria, dor de dente, tumores, uretrose, uterose,
panarício, as sementes tem efeito laxativo inibindo a bomba de sódio e
potássio e estimulando NaKCl2 transportador, as sementes também
estimulam a regeneração hepática, previne osteoporose, para
melhorar o hálito, para dor ao urinar, para excesso de líquido nos
tecidos, prevenção e tratamento de pedra no rim (cálculo renal), rico
em apiole , um constituinte do óleo volátil que é declaradamente
antipirético, inchaço das mamas e glândulas, problemas do nervo
ciático.
Indicações (Uso externo): ferida, inchaço, contusão, piolhos, fungos,
micose, verrugas, parasita da pele,
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: a raiz aumenta o Qi (energia vital) digestivo e
promove a absorção. Deve ser utilizada em: vazio de Qi (energia vital)
do estômago; vazio de Qi (energia vital) do baço pâncreas;
estagnação do Qi (energia vital) do fígado; estagnação do Qi (energia
vital) do estômago; vazio de yin do fígado; vazio de sangue; vazio de
sangue do útero; estagnação do Qi (energia vital) do rim. É
considerada de natureza morna e temperamento pungente, salgada e
amarga. Utilizada para vazio de Qi do baço.
A semente de salsa tem a particularidade de aumentar a energia do
aquecedor inferior.
Faz circular o Qi (energia vital) da bexiga e harmoniza a diurese. Deve
ser utilizada para estagnação do Qi (energia vital) dos intestinos;
estagnação do Qi (energia vital) do útero; estagnação do Qi (energia
vital) do rim. A semente atua nos meridianos baço/pâncreas, fígado,
vaso de concepção e vaso governador. Folhas da salsa atuam nos
meridianos da bexiga e estômago.
Elemento predominante na MTC: Metal
Classificação da Erva na MTC: Categoria 11 – Ervas para regular o
Qi e Categoria 18 – Ervas para expelir ou destruir parasitas.
Atuação nos canais: Fígado, Bexiga e Rim.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha e Vata e agrava Pitta se
em excesso. Atua nos tecidos plasmático, sanguíneo e muscular. Tem
ação no sistema urinário, digestivo e reprodutivo feminino.
Rasa: picante e amargo.
Virya: quente.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: óleo essencial é antisséptico, carminativo, diurético
emenagogo, hepatodegenerativo, aumenta o cálcio do plasma,
amenorreia, dismenorreia nevrálgica. É rico em apiole, um constituinte
do óleo volátil que é antipirético.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: é uma erva utilizada para tratamento homeopático de
desordens urinárias, vontade súbita de urinar com dor, gonorreia.
Contraindicações: proibido uso medicinal durante a gravidez, em
nefrose, perigos e efeitos colaterais desconhecidos para dosagens
terapêuticas adequadas, o ápiole volátil no óleo ou ingestão
excessiva pode ser abortiva, irritante, e fototóxico, e causar hepatose.
Na gestação e na amamentação não pode ser ingerida
excessivamente nem mesmo de forma culinária, a myristicina pode
causar surdez, diminuição no pulso, vertigem, hipotensão, paralisia,
seguida por degeneração gordurosa do rim e fígado, myristicina pode
cruzar a placenta causando taquicardia fetal, a ingestão de 10 g apiole
(200 g de salsa) pode causar anemia aguda hemolítica, disfunção
hepática, nefrose e trombocitopenia púrpura. A salsa pode
potencializar a atividade IMAO, devido à sua toxicidade. O óleo
essencial não deve ser usado Isoladamente, pois pode trazer
congestão vascular e aumento da contractilidade do músculo liso da
bexiga, intestino e, especialmente, o útero. A semente salsa e o óleo
são, portanto, muitas vezes usados para induzir aborto. Seu uso pode
danificar o epitélio renal, pode causar arritmias cardíacas com
preparações com sementes. Grandes doses de apiol podem levar a
esteatose hepática, emagrecimento e uma extensa hemorragia da
mucosa, além de infiltração hemorrágica inflamatória do trato
gastrintestinal, hemoglobinúria, methaeglobinuria e anúria. O uso
terapêutico não pode ser endossado. O óleo puro é tóxico e não deve
ser utilizado. O fruto não é permitido para uso terapêutico. Uma
mulher jovem, em 1992, teria morrido ao tentar abortar. No entanto, a
intoxicação por esta planta nunca é acidental, mas sempre voluntária,
de modo que a planta pode ser usada com segurança na preparação
dos alimentos. Evitar em casos onde ocorram inflamações dos rins.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: coelhos gostam muito de consumi-la. Papagaios
devem evitá-la pois é um veneno mortal para estas aves.
Doses: 100–150 g de suco fresco, 6 g de folha, 1 a 2 colheres de chá
de folha seca em uma xícara de água, 1 a 2 colheres de chá de raiz
seca por xícara de água, 2 g de raiz em chá 2 a 3 vezes ao dia, 2,5 a
5 ml de extrato líquido de raiz, 2 a 4 colheres de sopa de erva fresca,
3 a 6 g de erva seca, 4.5 g de erva seca, erva seca: 22 ml alcool/23 ml
água, 6 g erva ou raiz/dia, 2–4 ml erva ou extrato líquido de raiz (1:1
em 25% etanol) 3 x ao dia, 3–4 gotas de óleo de salsa como diurético.
Formulações: ver abaixo.
Formulações populares: ABSCESSOS e FERIDAS – cataplasma –
coloque um punhado de salsa cortada em pedacinhos em uma colher
de vinagre e esmague a planta. Colocar a mistura sobre um tecido e
aplicar sobre a área afetada. Deve ser renovado de 2 a 3 vezes por
dia. AMAMENTAÇÃO – cataplasma – aplicar sobre o seio quando
quiser interromper o fluxo excessivo de leite materno. DOR DE
DENTE, CÁRIES – realizar uma mistura de salsa picada e esmagada
com uma gota de azeite e uma pitada de sal e colocar no dente
doente. Alivia a dor. HIDROPSIA, DIURÉTICO – infusão – 30 g de
sementes de salsa em 200 ml de água fervente. Infusionar por 10
minutos, coar e beber em duas vezes com intervalo de 3 horas entre
as doses. ACIDEZ, FLATULÊNCIA, GASTRALGIA – infusão – beber
após cada refeição uma xícara de chá de sementes de salsa,
infusionada por 10 minutos. CÁLCULOS DE FÍGADO, CÓLICAS,
ICTERÍCIA – decocção – ferver por 15 minutos em um litro de água,
30 g de raízes de salsa, 20 g de raízes de aipo. Beber de duas a três
vezes por dia esta decocção adicionando mel. CÓLICA RENAL e
HEPÁTICA – decocção – ferver por 5 minutos, em um litro de água.
50 g de flores de camomila, 30g de raízes de salsa e 20 g de
parietária. Filtrar e adoçar com mel. Beber de duas a três xícaras por
dia. INTOXICAÇÃO – decocção – ferver por alguns minutos 60g de
raízes de salsa em um litro de água. Quando o líquido estiver morno,
filtrá-lo e adoçar de leve com mel, bebendo-o em xícaras ao longo do
dia. HEMORRAGIA NASAL (EPISTAXE) – introduzir um chumaço de
algodão embebido com suco de salsa. HIPERTENSÃO – infusão –
preparar com 30 g de sementes de salsa em 200 ml de água fervente.
Beber morna de duas a três ao dia. PARASITAS DA PELE – unguento
– misturar um colherinha de sementes de salsa com uma colherinha
de azeite e meia colherinha de querosene. Untar as partes infectadas
pelo menos duas vezes ao dia. INTESTINO (METEORISMO) –
infusão – beber meia hora antes das refeições uma xícara de chá de
sementes de salsa. Fazer com 10 g em meio litro de água. Filtrar e
beber frio. MENTRUAÇÃO (DORES) – infusão – 20 g de sementes de
salsa em uma xícara d e água fervente. Filtrar e beber. ARDÊNCIA
NOS OLHOS – colher dois ou três punhados de salsa fresca e lavar,
enxugar e colocá-los em um guardanapo de tecido fino e torcer para
sair todo o líquido possível. Ensopar dois chumaços de algodão neste
suco e colocar sobre os olhos avermelhados. PICADAS DE INSETOS
– friccionar levemente a região atingida com algumas folhas frescas
de salsa esmagadas. Pode-se ainda pincelar o suco de salsa nas
áreas afetadas. SEIOS e GLÂNDULAS INCHADAS – contusão –
folhas machucadas aplicadas diretamente nas regiões afetadas.
Planeta regente: regida por Vênus.
Indicações energéticas ou mágicas: associada ao signo de Libra e
para pessoas com planetas na casa de Libra.
Habitat: a salsa é oriunda doa zona Mediterrânea e hoje em dia
dificilmente se encontra no estado selvagem. É cultivada em todo o
mundo pelo seu paladar.
Informações clínicas e/ou científicas: a Miristicina mostrou alta
atividade como um indutor de enzima desintoxicante, glutationa S –
transferase ( GST ) no intestino e fígado de fêmea de rato( pode ser
considerado como um agente quimiopreventivo de câncer) . Utilizada
como diurético em pacientes com hidropisia, expectorante,
emenagogo, pedra nos rins, abortífero, estimulante uterino,
carminativo, anorexia, estimulante de apetite, anemia e deficiência de
ferro. O extrato aquoso das sementes mostrou efeito de redução da
absorção de líquidos pelo cólon de ratos, sugerindo que é um inibidor
da bomba de sódio e potássio. Deve ser evitado durante a gestação.
Descrição botânica: é uma planta de porte herbáceo, de ciclo anual e
que pode atingir até cerca de quarenta a cinqüenta centímetros de
altura, A sua raiz é grossa, parecida com uma pequena cenoura, mas
de cor branca. As suas folhas são alternas, pinadas e pecioladas. As
suas flores têm cor amarelo esbranquiçada e estão agrupadas em
inflorescências do tipo umbela. As suas sementes são bem pequenas
e de cor marron escuro ou pretas.
Cultivo: é uma planta que precisa de um clima, no mínimo, temperado
ameno, pois não resiste a geadas, mas que também pode ser
cultivada em climas frios, com a condicionante de terem um período
mais curto de produção. Gosta de muita exposição solar e de água
com moderação, mas, se deixar o solo secar demasiado, rapidamente
‘espiga’, ou seja começa o processo de floração, para preparar as
sementes para o ano seguinte, este processo pode ser interrompido,
regando a planta devidamente e cortando a ‘espiga’. Gosta de
solos com textura areno-argilosa, rico em matéria orgânica, bem
drenados e ligeiramente ácidos, com pH 5,5-6,7. A sua propagação
faz-se por sementeira em local definitivo. Pode ser semeada em vaso
e mantida dentro de casa e assim poderá ter salsa fresca durante todo
o ano.
Toxicidade: o óleo essencial e sua apiole constituinte são tóxicos
(AEH).
Observações: planta rica em clorofila e tem alto teor de magnésio.
Utilizada crua em muitas receitas culinárias, tem fama de secar o leite
materno, foi relatado o uso da infusão da planta inteira para induzir
aborto, é considerado um abortífero potencial, a miristicina encontrada
na parte aérea da salsa é um potente mutagênico, o componente
apiole estimula o fluxo menstrual, a semente estimula o apetite e
melhora a digestão através do óleo volátil de contem, apresenta
interação medicamentosa com as seguintes drogas: folha e raiz
anticoagulante/antiplaquetária, aspirina, diuréticos, inibidor de
monoamina oxidase. Semente: diuréticos, inibidor de monoamina
oxidase. Possui um estrogênio natural indicada para ser usada
durante a menopausa. Os Gregos utilizavam a salsa para corar seus
atletas vencedores. São utilizadas para enfeitar vários pratos da
culinária como sopas, saladas. Na Europa uma clássica combinação
de ervas: salsa, cerefólio e estragão, entre outros. Usada em
associação a outras ervas para cura de distúrbios mesntruais
(Juniperus commmunis, Linum ussissitatum, Zingiber officinalis).

SÂNDALO
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Nome Popular: Sândalo


Outros nomes: sândalo-branco, tan xiang (chinês), bois de santal
(francês), sandalwood e white sandalwood (inglês), sandalo bianco
(italiano), santali e santalum album- lignum (latim), Shvetachandana,
Shrikhanda, Bhadra-Shree, Gandhsaara, Malayaja, Hima,
Ekaan chandan, candana e Sri-gandha (sânscrito),
Nome científico: Santalum album L.
Nomes botânicos: santalum myrtifolium Roxb, santalum verum.
Nome farmacêutico: Lignum Santali.
Família: Santalaceae.
Partes usadas: casca, óleo essencial.
Sabor: doce, amargo e adstringente.
Constituintes químicos: ácido santálico, aldeído santálico, farnesol,
pterocarpina, alfa e ß-santaleno, alfa e ß-santalol, santeno e
santenona.
Propriedades medicinais: adstringente suave, antisséptico,
antimicrobiano, aromático, calmante, desinfetante, fixador, umectante,
vulnerário, aromático, antiestagnante, analgésico, hepatoprotetor,
carminativo, antianginoso, digestivo, antifúngico, colagogo,
refrigerante, alterativo, expectorante, antiespasmódico, afrodisíaco,
rejuvenescedor, diaforético, bacteriostático (contra bactéria Gram
positiva), sedativo, hemostático, cosmético, diurético,
Indicações (Uso interno): uso não recomendado.
Indicações (Uso externo): na acne, para escurecer cabelos
castanhos, ferimentos, gonorreia, hidratante para os lábios; limpeza da
pele; peles secas, desidratadas, maduras (com mais de 50 anos) e
sensíveis, bronquite crônica, cistite crônica, angina pectoris, arritmias,
dor torácica, dor epigástrica, gastrite, intolerância a gordura, colestase,
gases, distensão abdominal, vômitos, náuseas e micoses cutâneas,
cistite, psoríase, doenças sexualmente transmissíveis, desordens
oculares, herpes zoster, palpitações, insolação, uretrite, vaginite,
colibacilose, blenorragia, impotência, picadas venenosas,
sangramentos externos, cicatrizes, pele rachada, marcas de
expressão, pele oleosa, alivia catarros (massagens).
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: nome chinês – tan xian. Para tratamento de
dores estomacais. Metaboliza a umidade e as mucosidades e elimina
estagnações. Utilizado em tratamentos de umidade mucosidades
calor, umidade mucosidades frio, vazio de qi (energia) do coração,
vazio de yin do pulmão, secura do pulmão, estagnação de sangue e
estagnação de qi. Não deve ser usada em casos de calor que tenham
origem num vazio de yin.
Elemento predominante na MTC: Madeira e Terra.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 1 – ervas para induzir a
transpiração • Categoria 2 – ervas para calor excessivo dentro do
corpo • Categoria 5 – ervas para reduzir a umidade do corpo •
Categoria 9 – ervas para promover a digestão • Categoria 10 – ervas
para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 14 – ervas para
reduzir a ansiedade • Categoria 20 – ervas para aplicações externas.
Atuação nos canais: Intestino grosso, coração e pulmão.
Ayurveda (Ação nos doshas): considerada planta altamente sátvica.
Alivia sensações de queimação no corpo. Promove a saúde da pele e
alivia inflamações. Utilizado em associação com neem e coentro para
aliviar febres. Também utilizado com gokshura e coentro para aliviar
queimações do trato urinário. Reduz pitta e vata e agrava kapha, se
usado em excesso. Pode também agravar Ama. É uma erva leve e
seca. Atua nos tecidos plasmático, sanguíneo, nervoso, muscular e
urinário. Atua nos srotas (canais) circulatório, digestivo, respiratório,
nervoso e urinário. Ativa a digestão e alivia dificuldades respiratórias,
sede, disúria e sensações de queimação. Elimina toxinas e pára
sangramentos. Promove o bem-estar mental e alivia problemas
cutâneos. Para problemas relacionados a prana vata, samana vata e
vyana vata. Alivia ranjaka pitta e sandhaka pitta. Alivia dores de
cabeça por agravamento de pitta e por ingestão de alimentos
excessivamente rajásicos como café, comidas ácidas e com sabores
salgados, azedo e picante. Outras associações no ayurveda – com
arjuna, cardamomo e guggul para dores no peito e estagnação de
prana vata. Com shatavari, amalaki, guduchi e mustaka para
inflamações intestinais. Com brahmi, gotu kola e shankapushpi para
tensões nervosas e agitação. Com guduchi, manjishtha e kalmegh
para inflamações cutâneas. Com vasa, anthrapachaka e
pushkaramoola para congestão pulmonar. Com coentro, gokshura e
punarnava para infecção urinária com pitta agravado. Acredita-se que
a planta pode auxiliar no despertar da inteligência espiritual e facilita a
abertura do terceiro olho e nas práticas de meditação.
Rasa: amargo.
Virya: fria.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: é um óleo proveniente de uma árvore encontrada na
Índia Oriental e na região de Lingnan, na China. Desde tempos
remotos, tem sido usado como incenso, bem como em forma de
ingredientes em embalsamamentos e em cosméticos. Na Índia antiga,
era empregado em cerimônias religiosas, sendo mencionado no
Nirukta, o comentário védico mais antigo conhecido. No Egito e na
China, era também usado como perfume e componente de
cosméticos. Seu sabor (não confundir com o paladar) é extremamente
amargo, o que o torna um estimulante da digestão, aumentando o
fluxo da bílis. É extraído através de destilação da madeira e o
resultado é um óleo grosso e amarelado. Sua fragrância pode ser
descrita como persistente, lenhosa, doce, picante, amadeirado, floral,
rico e oriental. É uma nota aromática de base que apresenta
persistência média. Muito utilizado como fixador em fórmulas e
perfumes. O sândalo exerce uma forte ação sobre as membranas
mucosas do trato geniturinário e do sistema pulmonar, sendo usado
nas infecções crônicas dessas áreas. Provou-se a eficácia do óleo de
sândalo em doenças geniturinárias em que há corrimento mucoso
(como na gonorreia). É eficiente contra o estreptococo e o estafilococo
e, com sua propriedade antiespasmódica, é também usado na
bronquite e na tosse. Externamente, o óleo de sândalo é um dos mais
úteis para a pele. Ajuda a pele seca e desidratada, em forma de
compressa morna; alivia também a coceira e a inflamação. Seu óleo
essencial também é utilizado para resfriar o corpo durante febres e
derrames. Além disso, pode ser usada para aliviar dores de pedras
nos rins e na vesícula e para ajudar no tratamento de infecções
urinárias. O óleo pode ser utilizado para massagens leves na testa e
entre os olhos para acalmar a mente e aliviar o estresse. Utilizada
também em banhos como afrodisíaco. Duas gotas na palma da mão
podem ser esfregadas no cabelo para aumentar a saúde capilar e
aliviar a secura dos fios. Tem boa sinergia com óleos de rosa,
lavanda, pimenta-do-reino, gerânio, benjoim, vetiver, patchouli, mirra,
jasmim, manjericão, cipreste, limão, palma-rosa e ylang-ylang.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contraindicações: contraindicado uso interno. Não há
contraindicações para o uso externo. Ainda assim, recomenda-se
atenção durante a gravidez e também é recomendável evitar em
casos de doenças renais. Seu uso não deve ser prolongado por mais
de 6 semanas consecutivas.
Interações medicamentosas: não faz interação com outras drogas
conhecidas mas pode interferir com a enzima cytochrome P-450 em
medicamentos farmacêuticos.
Uso Veterinário: utilizada por suas propriedades anti-infecciosas.
Planeta regente: seu regente é Júpiter (A astrologia da Mãe-Terra –
Márcia Starck). Outra fonte assinalada seu regente como a Lua
(Herbal Magick – a witchs guide to herbal folklore and enchantments –
Gerina Dunwick). Manfred M. Junius em seu Practical Handbook of
Plant Alchemy – assinala que a planta é regida por Júpiter e Vênus.
Indicações energéticas ou mágicas: o uso do óleo essencial é
utilizado para expandir as qualidades de Júpiter. Utilizado como
incenso para promover purificação. Indicado seu uso em distúrbios
relacionados ao trânsito de Júpiter em Gêmeos e Saturno em Leão. A
casca ou o incenso pode ser queimado nos ambientes para promover
purificação e trazer proteção para a residência. Considerada uma erva
para conjurar e banir espíritos. Também é utilizada como proteção
contra possessões. Seu elemento é a água. Utilizado para purificação
de ambiente em casamentos e sabás Wicca. Sua árvore é
considerada sagrada na Índia.
Habitat: arbusto de estatura mediana, nativa da região do Mysore na
Índia. É uma parasita que requer um hospedeiro pelos seus primeiros
15 anos para poder sobreviver.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: pequena árvore que atinge apenas de 6 a 9
metros, com casca macia, marrom-esverdeada. As folhas são
opostas, sem estípulas, de formato oval ou lanceolado, agudas ou
obtusas no ápice. As flores são de coloração vermelho-púrpura,
pequenas, numerosas e agrupadas em inflorescências paniculadas.
Os frutos são pequenos, esféricos e possuem somente uma semente.
Toxicidade: não há relatos de toxicidade em doses terapêuticas.

Cultivo: o sândalo se desenvolve melhor em lugares com muito sol,


chuvas moderadas e clima seco na maior parte do ano. A árvore
prefere uma temperatura entre 12 °C a 30 °C. O índice pluviométrico
anual deve variar entre 850 a 1200 milímetros. Em termos de altitude,
a árvore se dá bem em terrenos com 360 m a 1350 m de altitude, mas
prefere uma faixa entre 600 m a 1050 m. Prefere a argila vermelha
ferruginosa. A árvore também pode ser plantada em solos arenosos,
na terra argilosa vermelha e em vertissolos. O vertissolo é um tipo de
terra preta rica em argila que se contrai drasticamente durante o
tempo seco, criando rachaduras profundas. O pH do solo deve ficar
entre 6 e 7,5. O sândalo tolera solos rochosos e com cascalho. O
sândalo só prospera se crescer ao lado de uma planta que produza
uma quantidade constante de nitrogênio, um tipo de fertilizante
natural. A árvore do sândalo conecta as raízes às da planta
hospedeira para obter os nutrientes necessários. O ideal é plantá-la
perto de uma espécie hospedeira já estabelecida, como um pé de
acácia, de preferência, de casuarina ou de um gênero tropical de
perenifólias, como o pau-ferro. Se precisar plantar uma espécie
hospedeira, deixe uma distância de 1,5 a 2 m da árvore de sândalo.
Para o plantio será necessário germinar as sementes. Coloque as
sementes de molho e seque-as. Ponha as sementes do sândalo de
molho por 24 horas e, em seguida, deixe-as secar em plena luz do sol.
Depois de um dia expostas ao sol, você vai perceber que elas se
trincaram. Nesse momento, as sementes estão prontas para germinar.
Agora, misture a terra do vaso. Você vai precisar de um pouco de terra
vermelha, esterco de gado e areia. Em uma carriola ou outro
recipiente, misture duas porções de terra vermelha para uma porção
de areia. Encha uma bandeja de plantio com esse solo. Se você tem a
intenção de plantar as sementes direto na terra do jardim, preencha o
buraco com essa mistura de terra antes de colocar as sementes.
Plante as sementes de sândalo em um recipiente pequeno, como um
vaso ou uma bandeja de mudas. Encha o recipiente com a terra
preparada e coloque as sementes a uma profundidade de 1,50 cm a
2,5 cm. Ponha um pouco de água todos os dias, mas evite regar muito
a terra, já que o sândalo prefere o clima seco. Você vai perceber que
dentro de quatro a oito semanas, os brotos vão despontar. Para saber
se é preciso colocar mais água, afunde o dedo no solo uns 2,5 cm. Se
você sentir que a terra está seca, é necessário regá-lo. Evite deixar a
terra muito encharcada, pois as sementes do sândalo não resistem a
essa condição. Após um mês você terá que transplantar sua muda do
vaso para a terra. Abra um buraco que tenha 30 cm de largura por 5
cm de profundidade. Use uma espátula para soltar a terra das
extremidades da bandeja ou vaso, coloque os dedos nas laterais da
bandeja e remova a muda. Segure-a pela raiz e, delicadamente,
coloque-a no buraco. É melhor transplantar a muda de manhã bem
cedo, antes que o dia fique muito quente. O espaço entre o buraco e a
muda deve ser completamente preenchido de terra para a água não
acumular ali mais tarde. Plante as árvores de sândalo de 2,5 m a 4 m
de espaço entre os pés. Evite o plantio em áreas de florestas
protegidas. Em climas tropicais, a melhor época para o plantio do
sândalo é entre os meses de maio a outubro. Você deve plantar a
muda de sândalo a um metro de distância da planta hospedeira. Se a
árvore for plantada sem a presença de plantas hospedeiras ou se ela
não conseguir se fixar nos primeiros dois anos, ela morre. A planta
hospedeira já deve ter pelo menos 1 m de altura. É preciso retirar
todas as ervas daninhas que estiverem competindo com o sândalo
pela umidade e nutrientes da terra, principalmente no primeiro ano de
vida da árvore. Também é preciso observar se a planta hospedeira
não está fazendo muita sombra no jovem pé. Se essa planta crescer
além da altura do sândalo, ela deve ser tombada ou podada. Remova
todas as ervas daninhas que subirem no pé de sândalo. Se for época
de tempo seco, regue o pé de sândalo com meio litro de água, duas
vezes por semana. É melhor regá-lo ao anoitecer para evitar a
evaporação excessiva. Se na sua região o índice pluviométrico for
abaixo do recomendado, que é de 850 a 1.200 milímetros por semana,
é necessário regar a planta regularmente. Se a planta hospedeira
começar a fazer muita sombra, você deve podá-la. Caso contrário o
sândalo não vai receber luz solar suficiente. Pode a planta hospedeira
de modo que ela fique um pouco mais baixa do que o sândalo e assim
ele receba uma quantia de luz adequada. Os animais herbívoros
adoram o sabor da árvore do sândalo, portanto você deve proteger a
planta. Evite danos à árvore colocando uma cerca ao redor dela, o que
impede o ataque de pequenos animais. O sândalo não se desenvolve
bem em qualquer lugar. Se você morar em um local muito frio, a
espécie não vai prosperar se a temperatura ficar negativa no inverno.
Observações: nos Vedas hindus, o sândalo era usado como incenso
e como unguento. A árvore do sândalo indiano está ameaçada de
extinção e é proibida sua extração. Recomenda-se que não se compre
óleo essencial de sândalo indiano, dando preferência a variedade
sandalo amiris, produzida no Haiti. Outra opção é o sandalo spicata,
disponível na Austrália, apesar das duas opções não serem tão
potentes quanto o santalum album. O óleo é frequentemente
adulterado com óleo de castor e óleo de cedro, no mercado ilegal. O
sândalo vermelho (pterocarpus santalinus L. F.) também tem
propriedades similares ao sândalo branco. A madeira do sândalo é
muito apreciada pelo seu odor adocicado e calmante pelos povos da
Ásia, é usada para incenso, perfumaria e como remédio. A sua
madeira e os óleos essenciais extraídos desta são usados para
infecções, diarreia, inflamações dérmicas, leucorreia, deficiência
cardíaca, depressão, impotência, frigidez, varizes, hemorroidas e
fadiga. Há relatos de uso desta planta há mais de 4.000 anos.

SUCUPIRA
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Nome Popular: Sucupira


Outros nomes: acari, acari-açu, choco-pires, coração-de-negro,
curubai-mirim, cutiuba, cutiubeira, fava-de-sucupira, ormosia-coccinia,
paracarana, paricarana, sapapira, sapipura, apupira, sapupira-do-
campo, sabapira, sebipira, sebipira-branca, sebipira-do-cerrado,
sebipira-guaçu, sebipira-maior, sebupira, secupira, sepepira,
sepifirme-amarela, sepipira, sepipira-açu, sapupira, sapupira do
campo, sapupira-preta, sebepira, sebipira, sucupira-de-terra-firme,
sucupira-amarela, sucupira-da-mata, sucupira-parda, sucupira-pele-
de-sapo, sucupira-preta, sucupira-vermelha, supupira-da-mata,
sucupira-lisa, faveiro; fava-de-Santo Inácio (português) coeur dehors
(francês).
Nome científico: Bowdichia virgiloides H.B.K
Nomes botânicos: Pterodon pubescens Benth, Pterodon marginatus,
Pterodon polygalaeflorus, Bowdichia nítida, Pterodon emarginatus.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Fabaceae.
Partes usadas: líber, casca, óleo da semente e tubérculos da raiz.
Sabor: picante, amargo e amornante.
Constituintes químicos: amido, óleos essenciais, matérias amargas,
resinas, sucupirina, sucupirona, sucupirol, taninos.
Propriedades medicinais: aperiente; depurativo; antireumático;
diaforético; corroborante; adstringente; antifebril; antidiabético; tônico;
antiblenorrágico; antihemorrágico; antihidróptico; antidartroso;
diurético; antiartrítico (semente); anticancerígeno; vermífugo;
antiinflamatório; antibiótico; antioxidante; anestésico; antidiabético;
antiedematogênico; cercaricida;
Indicações (Uso interno): fraqueza geral; tumores artríticos dos
membros debilitados por sífilis ou mercúrio (semente); escrofulose;
age sobre os vasos linfáticos; bouba; hemorragias (casca e raiz);
debilidade orgânica (casca e raiz); afecções gástricas (casca e raiz);
diabete (casca e raiz); reumatismo (semente, casca e raiz); gota
(semente); artrite (semente); elimina ácido úrico; amigdalite; asma;
blenorragia; cistos ovarianos; cistos uterinos; dores espasmódicas;
elimina vermes; lesões por esforço físico agudo; osteoartrite; combate
e extinção de radicais livres; retardamento do processo de
envelhecimento; bico de papagaio; hérnia de disco;
Indicações (Uso externo): impigem; eczema; feridas (semente);
escrofulose; cravos nos pés; afecções da pele; afecção gotosa; bouba;
úlceras (semente); manchas na pele (semente); anestesia local; evita
contrair esquistossomose (óleo essencial);
Indicações pediátricas: não recomendado.
Utilizações na MTC: elimina invasão de vento-umidade-frio das
articulações.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 3 – Ervas para agir contra
o reumatismo.
Atuação nos canais: F e T.A.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz vata e kapha e agrava pitta.
Rasa: amargo e picante.
Virya: quente.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: produz óleo essencial aromático volátil retirado da
casca e das sementes utilizado no tratamento de reumatismo, tumores
e disfunções da próstata. O óleo essencial impede a penetração na
pele da cercaria da esquistossomose
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: Bowdichea major – utilizada para tratamento da bouba,
cravos nos pés, úlceras cancerosas, alguns tipos de eczemas,
vegetações sifilíticas, reumatismo, diabete e blenorragia. T.M a 3ª.
Contra-indicações: contato poderá provocar dermatite, conjuntivites
(coceira, lacrimejamento, vermelhidão), coceira e outras erupções
cutâneas.
Interações medicamentosas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: ver formulações e formulações populares.
Formulações: REUMATISMO, ARTRITE, ARTROSE E DORES
PERSISTENTES – decocção – partir a sementes em 4 partes. Ferver
um litro de água por 10 minutos e colocar para ferver 5 sementes por
cerca de 1 minuto. Em casos de dores persistentes deixar ferver as
sementes por 2 minutos. Esfriar e consumir. Pode ser tomado a cada
duas ou três horas intercalado com consumo de água.
Formulações populares: AFONIA e INFECÇÃO DA GARGANTA –
colocar 5 ou 6 sementes esmagadas em um litro de álcool. Deixar 5
dias macerando e tomar de 5 a 10 gotas diluídas em água 3X/dia.
Fazer gargarejos com 5 gotas em um copo de água morna 2X/dia.
AFONIA (2) e CÂNCER DA GARGANTA – gargarejo com essência de
sucupira, mil-em-rama (aquiléia) e manjericão. Tomar 10 gotas de óleo
essencial das referidas plantas 4X/dia, diluídas em água durante 7
dias. REUMATISMO – colocar 6 sementes de sucupira cortadas ao
meio em 1 litro de vinho. Deixar macerando durante 6 dias e tomar 1
colher do preparado 4X/dia. HANSENÍASE (LEPRA) – picar as folhas
de sucupira e ferver. Tomar uma dose e passar o restante do chá
pelas partes afetadas ou mesmo todo o corpo. Prosseguir tratamento
por tempo prolongado.
Planeta regente: Regente – Júpiter.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: ocorre no cerrado e na faixa de transição da mata atlântica
nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Tocantins, São Paulo,
Goiás e Mato Grosso do Sul.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: árvore rústica com floração azulada
Toxicidade: planta considerada segura nas doses terapêuticas e seu
consumo não deve ultrapassar 15 dias consecutivos.
Observações: a espécie Bowdichia virgilioides H.B.K. tem as mesmas
propriedades, indicações e modo de usar. Árvore de madeira nobre
utilizada na fabricação de pisos e móveis. Fornece madeira muito
dura, usada em construção civil. Seu fruto só contém uma semente.
Ao fazer o chá das sementes a resina que desprende ficará
depositada no fundo do recipiente que será utilizado para a decocção
dificultando uso para outros fins. É possível remover esta resina com
instrumentos de limpeza apropriados.

TRIBULUS
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Nome Popular: Tribulus


Outros nomes: viagra-natural, tribulo, Puncture vine e goathead
(inglês), abrojo (espanhol), tribulus (italiano).
Nome científico: Tribulus terrestris L.
Nomes botânicos: Pedalium murex L., Tribulus terrestris var.
sericeus Andersson ex Svens.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Zygophyllaceae.
Partes usadas: caules, ramos espinhosos e fruto.
Sabor: picante, amargo e amornante.
Constituintes químicos: açúcares reduzidos, alcalóides (harman e
harmina), ácidos graxos insaturados, esteróis, flavonóides
(tribulosídeo), glucosídeos, nitratos, óleo essencial, potássio,
kaempferol, resinas, saponinas, taninos.
Propriedades medicinais: afrodisíaco; analgésico; antiespasmódico;
antiinflamatório; antilítico; cardíaco; demulcente; diurético; restaurador;
tônico; nervino; rejuvenescedor; litotríptico;
Indicações (Uso interno): disfunções sexuais; impotência;
incontinência urinária; dor ao urinar; pedras nos rins; gonorréia;
vertigens; neurastenias; dor de dente; higiene bucal; dores nas costas;
catarro; cistites crônicas; diabete; dificuldade para respirar; edema por
vento; gota; desordens uterinas; hemorróidas; doenças dos rins;
lumbago; dores dos nervos; reumatismo; ciática; debilidade seminal;
doenças venéreas; fortalece a mulher após parto; obesidade; dor
lombar; queimação ao urinar; infertilidade;
Indicações (Uso externo): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Indicações pediátricas: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Utilizações na MTC: nome chinês: Bai Ji Li. Acalma o fígado e
controla o Yang; dispersa vento-calor e beneficia os olhos; estimula o
suave fluxo do Qi do Fígado; para ascensão do Yang do Fígado; em
estagnação do Qi do Fígado.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 15 – Ervas para cessar
movimentos involuntários.
Atuação nos canais: P e F.
Ayurveda (Ação nos doshas): nome em sânscrito: Gokshura.
Tridosha. Equilibra Vata, Pitta e Kapha. Utiliza-se o fruto no Ayurveda.
Atua no tecido plasmático, sanguíneo, nervoso, medular e reprodutivo.
Age no sistema nervoso, reprodutor, respiratório e urinário.
Considerada a melhor planta ayurvédica para tratamento de distúrbios
do sistema geniturinário e eliminar toxinas do organismo. Utilizada
com Punarnavá
(Boerhavia diffusa; nyctagineae) para problemas dos rins. É uma
planta sátvica que promove a clareza e abre o centro de energia do
chakra coroa. Não deve ser utilizada se o indivíduo estiver
desidratado. Considerada a primeira opção ayurvédica para
tratamento de cistites.
Rasa: doce.
Virya: fria.
Vipaka: doce.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Contra-indicações: na gravidez; na deficiência do Qi e do Xue; não
usar se estiver desidratado; pessoas com hipertensão ou cardiopatia;
em excesso pode provocar problemas estomacais; não usar em
pessoas com fibromialgia.
Interações medicamentosas: uso do Tribulus elimina considerável
quantidade de potássio.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: de 6 a 12g em decocção/dia; 250mg em extrato seco 3X ao
dia; de 100 a 500 mg em pó de 2 a 3X/dia;
Formulações: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Formulações populares: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Planeta regente: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: originária da índia, mas igualmente cultivadas desde à
milênios na África e na China.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: planta vivaz tropical com caules muito cumpridos
e rastejantes. As suas sementes são bicudas e resistentes.
Toxicidade: é considerada uma planta sem toxicidade.
Observações: uma das melhores ervas para limpar toxinas do
organismo.

UVA-URSI
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Nome Popular: Uva-ursi


Outros nomes: uva-ursina, buxilo, búxulo, medronheiro, ursina, uva-
de-urso, uva-ursi; bearberry e red bearberry (inglês); gayuba del pays
(espanhol); raisin d’our (francês); uva ursina (italiano); bärentraube
(alemão).
Nome científico: Arctostaphylos uva-ursi (L.) Spreng.
Nomes botânicos: Uvaursi procumbens, Arbutus buxifolia, Mairania
uva-ursi, Arctostaphylus officinalis, Arbutus ursina, Arctostaphylos
adenotricha (Fern. & J.F. Macbr.) A.& D. Löve & Kapoor,
Arctostaphylos uva-ursi ssp. adenotricha (Fern. & J.F. Macbr.) Calder
& Taylor, Arctostaphylos uva-ursi ssp. coactilis (Fern. & J.F. Macbr.)
A.& D. Löve & Kapoor, Arctostaphylos uva-ursi ssp. longipilosa Packer
& Denford, Arctostaphylos uva-ursi ssp. monoensis J.B. Roof,
Arctostaphylos uva-ursi ssp. stipitata Packer & Denford,
Arctostaphylos uva-ursi var. adenotricha Fern. & J.F. Macbr.,
Arctostaphylos uva-ursi var. coactilis Fern. & J.F. Macbr.,
Arctostaphylos uva-ursi var. leobreweri J.B. Roof, Arctostaphylos uva-
ursi var. marinensis J.B. Roof, Arctostaphylos uva-ursi var. pacifica
Hultén, Arctostaphylos uva-ursi var. stipitata (Packer & Denford) Dorn,
Arctostaphylos uva-ursi var. suborbiculata W. Knight, Uva-Ursi uva-ursi
(L.) Britt.
Nome farmacêutico: não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Família: Ericaceae.
Partes usadas: folhas.
Sabor: amarga, adstringente e fria.
Constituintes químicos: ácido gálico, ácido elágico, ácido ursólico,
amirina, arbutina, cálcio, fósforo, hipericina, iridóides (asperulosídeo,
monotropeína), isoquercetina, metil-arbutina, mircetina, mircitrina,
quercetina, quercitrina, taninos, uvaol.
Propriedades medicinais: diurética; antibacteriana; antiinflamatória;
anti-séptica; anti-reumático.
Indicações (Uso interno): blenorragias; catarros vesicais; cistite;
cálculo renal e urinário; inflamações da boca, garganta, intestinos,
próstata, uretra e genitais; micção dolorosa; dermatite de contato e
reações de hipersensibilidade alérgicas, artrites; imuno-inflamações;
hipertrofia da próstata; leucorréia;
Indicações (Uso externo): não há relatos nas fontes de pesquisa
consultadas.
Indicações pediátricas: as mesmas indicações que no uso para
adultos.
Utilizações na MTC: elimina umidade-calor no Jiao inferior; elimina
umidade.
Elemento predominante na MTC: Madeira.
Classificação da Erva na MTC: Categoria 2 – Ervas para reduzir
calor excessivo do corpo • Categoria 5 – Ervas para reduzir umidade
do corpo.
Atuação nos canais: F, B e R.
Ayurveda (Ação nos doshas): reduz Kapha e Pitta e aumenta Vata.
Rasa: amargo e adstringente.
Virya: fria.
Vipaka: picante.
Informações em outros sistemas de saúde: não há relatos nas
fontes de pesquisa consultadas.
Aromaterapia: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Floral: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Homeopatia: utilizada na cistite crônica com dor, tenesmo, muco e
sangue na urina especialmente devido a cálculos. Facilita a expulsão
de cálculos, pielite, inércia uterina, hematúria renal, quiluria, gonorréia
crônica e bronquite crônica. Doses: 1º a 3ª.
Contra-indicações: gestantes, lactantes; crianças de 12 anos;
pessoas com sensibilidade estomacal ou duodenal; uso excessivo
provoca náuseas, vômito; espasmos genitais; convulsão e colapso. A
urina pode assumir coloração verde. Uso prolongado pode causar
danos ao fígado e prisão de ventre. Tratamento não deve ultrapassar
10 dias consecutivos.
Interações medicamentosas: a arbutina pode potencializar a ação
inibitória da prednisona e dexametasona tanto na dermatite de contato
quanto na artrite.
Uso Veterinário: não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Doses: 5 a 10 ml de tintura/dia (última dose às 17h); 4g de folhas
frescas (1 colher de sopa para cada xícara de água fria) maceradas
por uma noite por até 3X dia com intervalos menores que 12 horas; 1
à 6g de pó/dia; 2g de extrato seco/dia e 1,5 a 4g de extrato fluido
3x/dia.
Formulações: CISTITE – cozinhe 40 gramas de folhas de uva-ursi em
1 litro de água e deixe ferver por 6 minutos. Tome 3 xícaras ao dia,
com mel.
Formulações populares: ver acima.
Planeta regente: Regentes – Marte e Plutão. Associada ao signo de
escorpião.
Indicações energéticas ou mágicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Habitat: nas latitudes mais setentrionais da Europa e elevadas
montanhas, na Ásia e na América.
Informações clínicas e/ou científicas: não há relatos nas fontes de
pesquisa consultadas.
Descrição botânica: pequeno arbusto de caules rasteiros cresce em
densos maciços ou em vastas manchas. Apenas os ramos floríferos
se erguem ligeiramente. Da planície à montanha pode invadir, em
povoamento exclusivo, grandes extensões de matas e rochedos.
Prefere os locais pedregosos, secos e sombrios.
Toxicidade: a hidroquinona é tóxica em grandes doses. A DL50 oral
em ratos é 320mg/kg o que equivale a 19g para um adulto com 60 kg.
A ingestão de 1g de hidroquinona pode causar zumbido no ouvido,
náusea, vômito, cianose, convulsões e colapso. A ingestão de 5g da
hidroquinona pode causar a morte. Estes sintomas são raros e, a
maioria dos produtos comerciais possui menos de 1g de uva-ursi bruta
por dose. Doses de até 20g de uva-ursi não causaram respostas
farmacológicas adversas em indivíduos saudáveis.
Observações: no século XVI, a Escola de Mompellier enalteceu as
propriedades da uvaursina como diurético, dissolvente dos pequenos
cálculos e desinfetante das vias urinárias. Porém, no século XVIII esta
planta perdeu prestígio, provavelmente após qualquer erro no modo
de utilização. O tanino contido nas folhas serve, no Norte da Europa,
para preparar as peles com que se fabrica o couro da Rússia. Além
disso, obtêmse das folhas tintas castanhas, cinzentas ou pretas,
dependendo do reagente utilizado. A uvaursina foi importada em
grandes quantidades da Ásia para a
Europa para ser misturada com o tabaco. O nome de uvadeurso
referese aos seus frutos farinhentos e apetitosos, segundo se supõe
muito apreciados pelos ursos. Sabese, no entanto, que as abelhas
visitam as suas flores melíferas.

AÇAFRÃO DA
TERRA
Na medicina indiana, os rizomas geralmente são fervidos por 1 ou 2
minutos para produzir evaporação de possíveis tóxicos voláteis e
depois então secados ao sol para serem moídos a pó. Essa prática
não é habitualmente feita no Brasil e em outros países. Após ser
desidratado e moído, o pó da cúrcuma não deve ser armazenado em
recipientes plásticos, sobretudo sacos plásticos, pois os princípios
ativos reagem com o material, o que faz com que adquira consistência
pegajosa.

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Nome Científico:
Curcuma longa L.

Nomes botânicos:
Amomum curcuma Jacq., Curcuma domestica Valeton, Stissera
curcuma Raeusch.

Nomes Farmacêuticos:
Rhizoma curcumae longae.

Partes usadas:
Rizomas.

Composição Química:
Ácidos graxos, açúcares, amido, carvona, cineol, curcumina,
felandreno, glicose, niacina, óleos essenciais, resinas, riboflavina,
saponina, substância amarga, tiamina, turmerona.

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: distensões abdominais, espasmos,
constipação, úlceras estomacais, doença de Crohn, melhoria da flora
intestinal, melhoria da digestão de proteínas como leite, carnes e
outros,
Sistema Urinário e Genital: amenorreia, distúrbios da bexiga,
dismenorreia, hematúria,
Sistema Hepático: cálculos biliares, problemas do fígado, hepatite,
aumento do fluxo da bílis, icterícia,
Sistema Respiratório: distensões peitorais, mucosidades, afecções
das vias superiores, asma, bronquite, amidalite, faringite, sinusite,
tosses, alergias respiratórias,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:epistaxe, intensificação
da circulação, purificação do sangue, anemia,
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:convalescença, crise
nervosa.
Sistema Musculoesquelético e Conjuntivo:reumatalgias,
Sistema Renal: problemas dos rins,
Outros distúrbios: hematêmese, sarampo, irritabilidade, problemas
oculares, equilíbrio do metabolismo, inflamações variadas, edemas,
diabetes,

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Rizomas – todas as aplicações.

Indicações para uso externo:


Pele e unhas: micoses de pele, acne, feridas, úlceras de decúbito,
machucados, eczemas, psoríases, alergias cutâneas, afecções da
pele, pruridos, assaduras, ferimentos em geral.
Músculos, ossos e articulações: artrites.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Rizomas – todas as aplicações.

Aromaterapia:
Seu óleo essencial tem ação antioxidante, bactericida, estimulante,
recupera os músculos e as articulações, é antifúngico e antimicótico.

Relacionado com as seguintes categorias das ervas


medicinais:
Categoria 3 – ervas para agir contra o reumatismo • Categoria 4 –
ervas para reduzir sensações de frio dentro do corpo • Categoria 10 –
ervas para suprimir a tosse e reduzir catarro • Categoria 12 – Ervas
que regulam o Xue • Categoria 16 – ervas para corrigir deficiências •
Categoria 19 – ervas para úlceras e tumores • Categoria 20 – ervas
para aplicações externas •
Uso homeopático:
Na homeopatia utiliza-se o rizoma fresco. Nome de Curcuma, Curc.
Utilizada para tratamento de renite alérgica e sinusite.

Pets e outros animais:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Informações em outros sistemas de saúde:


Medicina antroposófica – Purificação e desintoxicação das energias
cristalizadas no duplo etérico, liberando o fluxo energético para o
equilíbrio físico das células físicas e órgãos correlatos. Atua
diretamente sobre todo sistema energético Baço-Pâncreas, incluindo
seus canais energéticos, diminuindo assim a mucogenicidade tão
perniciosa nos problemas respiratórios e patologias digestivas.
Desobstrui os canais energéticos do fígado e vesícula biliar,
favorecendo a boa função destes órgãos e beneficiando em todas as
patologias correlacionadas com estes meridianos em todos os seus
trajetos. Harmonização do chakra solar e de seus acessórios
esplênico e hepático, com repercussão benéfica e direta sobre todos
os problemas digestivos e indiretamente sobre os problemas
respiratórios (chakra laríngeo) e cardiocirculatórios (chakra cardíaco).

Indicações energéticas ou mágicas:


Certos povos utilizam-na em pinturas para afastar os maus espíritos.
Emprega-se em amuletos com mesma finalidade.
Nome Conhecido:
Falso-açafrão, Gengibre-amarelo, Açafrão, Açafroa, Açafrão-da-terra,
Açafrão-da-índia, Açafroeiro-da-índia, Cúrcuma, Curcumã, Batatinha-
amarela, Gengibre-dourada, Mangarataia (Português), Gelbwurzel
(Alemão), Cúrcuma (Espanhol), Curcuma (Francês), Turmeric (Inglês),
Curcuma (italiano), Haldi (índia).

Família:
Zingiberaceae.

Sabor:
Picante, amargo e quente.

Propriedades medicinais gerais:


Tônico digestivo, colagogo, carminativo, emenagogo, calmante,
hepático, analgésico, anticancerígeno, antirreumático, antidiarreico,
antiescorbútico, antiespasmódico, antimicrobiano, antioxidante,
antitóxico, colerético, colerífero, cordial, digestivo, diurético,
estomáquico, excitante, hepatoprotetor, hipocolesterolêmico,
hipoglicemiante, laxante, litotríptico, resolutivo, alterativo, anti-
helmíntico, antibiótico, antimicótico. Em uso tópico: anti-inflamatório,
anti-hemorrágico, antisséptico e cicatrizante.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Rizomas – todas as aplicações.

Para crianças:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Seu uso medicinal deve ser evitado na gravidez. Também evitar usar
quando não houver estagnação do Xue, na deficiência do Yin e do
Xue. A erva pode causar fotosensibilidade e erupções cutâneas em
algumas pessoas. Evitar em casos de hepatite aguda e icterícia e em
pessoas com o dosha Pitta agravado.

Interações medicamentosas:
Seu uso é incompatível com Aconitum spp. Evitar uso concomitante
com anti-inflamatórios, pois pode aumentar o risco de sangramentos.
Potencializa efeito dos anticoagulantes e pode provocar hemorragias
se ingerido em doses elevadas. Pode diminuir a ação de
imunossupressores, quando usados concomitantemente. Nos casos
de sinusite, associar com Mandevilla velutina e Hydrastis canadensis.
Nos casos de rinites, associar Sambuccus spp, Eucalyptus globulus
e/ou Mikania glomerata. Pode ser útil em casos de cistos no ovário,
em conjunto com Artemísia vulgaris.

Toxicidade:
Superdosagem acima de 30 g/dia pode ser neurotóxica (óleo
essencial) e pode causar delírios e confusão mental.

Uso culinário e nutritivo:


O pó dos rizomas fervidos é amplamente utilizado de forma
condimentar na alimentação como fonte de nutrientes e para
aromatizar e adicionar cor à pratos variados.

Sistemas Florais:
Sistema Filhas de Gaia: Cúrcuma – promove a sintonia profunda com
a Mãe Terra, purificando, alinhando, equilibrando e fortalecendo o
elemento terra em nossa vida. Traz o ancoramento à terra,
mobilizando a estrutura e a estabilidade amorosa e nutridora do
Feminino Interior. Equilibra e purifica o Hara, permitindo o centramento
e ancoramento na terra. Diminui a ansiedade e a tendência a perder o
centro diante do excesso de solicitações e afazeres que consomem a
vida nos grandes centros urbanos. Ajuda-nos a desenvolver a
capacidade de focalizar e priorizar o que é essencial mantendo o
ancoramento na terra, a estabilidade e a paz diante de estímulos
externos excessivos. Através do ancoramento na terra equilibra a
ansiedade e a superexcitação dos corpos emocional e/ou mental. O
ancoramento e alinhamento do elemento terra, favorecendo a
eliminação dos excessos em nossa vida. Purifica as toxinas
acumuladas em nossos sistemas devido ao desenraizamento. Ajuda-
nos a ficar no mundo concreto, com os pés no chão e a mente estável.
Favorece ao ancoramento de novas virtudes e qualidades mobilizadas
por outras essências florais em nosso sistema como um todo.

Medicina Chinesa (MTC):


A erva ativa a circulação do Xue e quebra sangue congelado, promove
circulação do Qi o Fígado, clareia calor no pericárdio e acalma o Shen,
elimina vento, mucosidade e umidade, promove o fluxo do Qi,
beneficia a Vesícula Biliar e reduz icterícia, elimina calor do Coração.
Utilizada na obstrução dos orifícios do Coração por fleuma-calor.
Cozinhar com vinho para direcionar ação para o fígado e promover o
fluxo de Qi. Torrar os rizomas para diminuir ação refrescante nos
casos de estagnação pelo frio. Limpa a umidade-calor do Jiao médio.
Promove a transformação dos alimentos.

Ayurveda:
Seu nome ayurvédico é Haridra/gauri. Também conhecido como
Turmeric. O Açafrão da Terra reduz Kapha e Vata e equilibra Pitta.
Atua em todos os tecidos (dhatus) em especial no circulatório,
digestivo, respiratório e urinário. É um dos mais importantes
medicamentos ayurvédicos. Promove a prosperidade e a conexão
com a energia da Mãe Divina. Purifica os chakras, intensificando a
eficácia dos asanas durante as práticas de Yoga. Excelente antídoto
de Ama do leite. Tonifica o agni digestivo. Evitar o uso em crises de
Pitta excessivo.

O que diz a ciência:


Câncer de colo uterino – em estudos clínicos com 80 casos de câncer
de cervix uterino, em vários estágios de estadiamento, revelou cura
em 50% dos casos e redução significativa em 22% dos casos, pelo
exame de Papanicolau e biópsia. Dispepsias – em um estudo com a
administração de 250 mg de pó de cúrcuma, 3 vezes ao dia, por 7
dias, melhorou os sintomas dispépticos em 86% dos casos. A
curcumina inibe fortemente a peroxidação de gorduras, e quando
associada aos alimentos, pode retardar sua deterioração.

Astrologia:
Erva regida pelo Sol.
Habitat:
Sul da Ásia. Cultivada na China, Bengala e Java.

Descrição da planta:
Planta herbácea, que pode atingir cerca de um metro e meio de altura,
e produz folhas oblogo-lanceoladas e grandes, de cor verde escuro
intenso e brilhante, pecíolos compridos e bainhas invaginantes, sendo
aromática quando amassada fresca; flores branco-amareladas,
pequenas, dispostas em espigas longas; raízes em forma rizomatosa
elíptica, consistência carnosa, com anéis de brácteas secas, sendo
que cada rizoma mede até 10 cm de comprimento, e num corte
transversal evidencia um coloração fortemente amarelada, com cheiro
agradável, aromático e picante. Os rizomas se distribuem num pivô
central periforme (ou arredondado), e suas ramificações secundárias
lateralizadas, tendo o conjunto o aspecto visual de uma mão. A raiz
principal tuberosa emite muitas raízes laterais, algumas das quais
emitem folhas que podem dar origem a outra planta independente. A
senescência das folhas, que culmina no inverno, é decorrente da
retranslocação de nutrientes para os rizomas. Inflorescência cilíndrica
ou longo-ovoide, com cerca de 12 a 15cm de comprimento e 4 a 6cm
de diâmetro.

Vamos plantar?:
A cúrcuma se reproduz por pedaços de rizoma (raiz gorda, tubérculo)
com gemas (olhos). Esta planta, depois de adaptada ao local, vai se
expandindo por baixo da terra e, de tempos em tempos, solta para o
céu suas hastes florais e folhas largas.
É uma planta perene, o que quer dizer que não termina, que não
acaba e muito resistente, difícil de ser destruída pois qualquer pedaço
de rizoma que tenha uma gema gerará outra planta em pouco tempo.
Na sua colheita, época em que a parte aérea (haste, folhas, flores)
seca, é retirada parte dos rizomas subterrâneos – é nessa época que
a cor amarela destes é mais intensa. A temperatura ideal para o
açafrão da terra está entre os 20 e os 35ºC.
Esta planta não gosta de frio e sofre com temperaturas abaixo dos
12ºC. Gosta de solos argilosos, férteis (bem adubados, com bom
conteúdo de matéria orgânica bem curtida) e bem drenados.
A Embrapa recomenda que se faça sua adubação com esterco de
gado bem curtido, esterco de galinha ou composto orgânico, sempre
que necessário.
A colheita dos rizomas se dá depois da floração, quando a planta
perde sua parte aérea – seca e cai ao chão. Recolha as raízes, deixe
uma que outra para reproduzir e ponha-as a secar em local seco e
ventilado (o tempo de secagem vai depender do clima da sua casa,
mas, geralmente, em um mês os rizomas estão no ponto de moer).
Moa os rizomas no processador de alimentos, pois o pó de cúrcuma
dura muito mais tempo do que os rizomas.
Guarde sua cúrcuma em pó em frascos de vidro fechados, longe de
luz e calor.

ALCACHOFRA
Esta planta pode ser tomada por períodos prolongados. Em decocção,
o chá deve ser consumido logo após o cozimento, pois se altera
rapidamente e produz toxinas.

MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO

Nome Científico:
Cynara scolymus L.

Nomes botânicos:
Cynara cardunculus var. scolymus (L.) FioriL.

Nomes Farmacêuticos:
Folium et herba cynarae.

Partes usadas:
Folhas, brácteas e raiz.
Composição Química:
Cinarina (ácidos 1,5-dicafeilquínico de 0,02 a 0,03%), sais minerais
(fósforo, ferro, potássio, cloro, cálcio, enxofre, sódio, magnésio e
silício- 12-15%), ácido clorogênico, ácido caféico, mucilagem, pectina,
tanino, ácidos orgânicos: málico, glicérico e glicólico, glicosídeo A e
glicosídeo B, componentes flavônicos glicosilados (cinarosídeo,
scolimosídeo, cosmosídeo), cinaropicrina (amargo), enzimas
(cinarase, oxidase, ascorbinase, catalase, peroxidase), vitaminas (pró-
vitamina A, B1, B2, C).

Indicações para uso interno:


Sistema Gastrointestinal: diarreia, dispepsia, emagrecimento,
escorbuto, hemorroidas, má-digestão, obesidade, regulariza o
aparelho digestivo e os movimentos peristálticos, sensação de
plenitude, perda de apetite, dor abdominal.
Sistema Urinário e Genital: anúria, diurese, hidropsia, sífilis, uremia,
uretrite, proteinúria, esterilidade.
Sistema Hepático: afecções hepatobiliares, icterícia, tratamento
das vias biliares, hepáticas, intolerância a gorduras, síndrome
pós-hepatite, inflamação da vesícula biliar,
Sistema Respiratório: pneumonia, tosse, asma,
Sistema Cardíaco, Sanguíneo e Circulatório:anemia, clorose,
doenças cardíacas, gota, hemofilia, hipertensão, má formação do
sangue, infarto, angina do peito, ácido úrico.
Sistema Imunológico, Nervoso e Linfático:escrofulose,
Sistema Renal: cálculos renais, tratamento das vias renais.
Outros distúrbios: diabete, bócio exoftálmico, convalescença,
diabete melito, hipertireoidismo, inflamações internas, malária,
raquitismo, toxemia, náusea, doenças de pele, celulite, psoríase,
congestão cerebral, eczema.

Indicações para uso interno de partes específicas da


planta::
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Indicações para uso externo de partes específicas da


planta:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Aromaterapia:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.
Relacionado com as seguintes categorias das ervas
medicinais:
Categoria 6 – ervas para lubrificar os sintomas secos • Categoria 9 –
Ervas para promover a digestão ● Categoria 12 – Ervas que regulam o
sangue ● Categoria 16 – Ervas que corrigem deficiências.

Uso homeopático:
Não há relatos na literatura consultada.

Pets e outros animais:


Não há relatos na literatura consultada.

Informações em outros sistemas de saúde:


Não há relatos na literatura consultada.

Indicações energéticas ou mágicas:


Acredita-se que a alcachofra atrai o amor, a beleza, a limpeza e
resgata a alegria. É utilizada em banhos.
Nome Conhecido:
Cachofra, Alcachofra-hortense, Alcachofra comum, Alcachofra
cultivada, Alcachofra de comer, Alcachofra rosa (português),
Artischocke (alemão), Alcachofa (espanhol), Artichaut (francês),
Artichoke (inglês), Carciofo (italiano).

Família:
Asteraceae.

Sabor:
Amargo, picante, amornante.

Propriedades medicinais gerais:


Antiesclerótico, antitóxico, colagogo, depurativo, digestivo, diurético,
hepático, hipotensor, laxante, colerético, febrífugo, antirreumático,
hipoglicemiante, antiuréico, anticolesterogênico, antidiarreico,
antialcoólico, antiesclerótico, antibiótico, carminativo.

Propriedades medicinais de partes específicas da planta:


Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Para crianças:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Quando não devemos usar esta erva (contraindicações:


Evitar o uso na lactação, pois coagula o leite. Evitar também em casos
de fermentação intestinal. Não deve ser usada por pessoas com
cálculos biliares. Evitar durante a gestação.

Interações medicamentosas:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Toxicidade:
Não há relatos nas fontes de pesquisa consultadas.

Uso culinário e nutritivo:


Planta rica em ferro e cálcio que ajuda a repor minerais no organismo.
O miolo da alcachofra serve como ingrediente de tortas e pizzas.

Sistemas Florais:
Florais de Saint Germain – efetua grandes transformações na
consciência. Um dos aspectos que trabalha, diz respeito ao
sentimento de vergonha de um modo geral. Floral útil aos que
desenvolvem ou têm que desenvolver um trabalho espiritual elevado e
tem vergonha de expor sua própria luz e conhecimento a grupos ou às
pessoas em geral. Outro aspecto que este floral vem trabalhar está
ligado a certo tipo de medo que surge nas situações em que a pessoa
só pode contar consigo própria, sente-se insegura, apreensiva e
medrosa. A energia deste floral pela expansão da consciência resulta
no distensionamento do corpo físico e traz leveza aos chakras
superiores; atua em partes desenergizadas na região do cérebro e do
terceiro olho. Floral que nos doa força para percebemos as posturas
arraigadas que nos prendem ao passado. Abre-nos para o novo e
para o novo tempo que surge. Alcachofra é um floral muito útil às
pessoas que querem se atualizar ou precisam se atualizar traz
abertura e receptividade. Este floral vem remover toxinas e resíduos
muito antigos em todos os chakras, é regenerador dos corpos sutis.
No físico se apresenta como muco. Refaz ligações energéticas em
nossos corpos. É um grande regenerador de todos os corpos, trabalha
o envelhecimento precoce devido vampirismo.
Florais das Plêiades – depurativo contra o pânico causado por medos
de vidas passadas; pesadelos e cenas recorrentes; sustos e
apreensões de causas inexplicáveis; sudorese.

Medicina Chinesa (MTC):


Erva indicada para deficiência do Xue e estagnação da energia do
Fígado. Tonifica o Yang do Baço e auxilia a eliminar umidade. Tem
atuação nos canais do Fígado, Vesícula Biliar e Baço/Pâncreas.
Predominância do elemento madeira.
Ayurveda:
A erva reduz pitta e kapha e agrava vata. Sua rasa é picante e
amarga. Sua virya é quente e a vipaka é picante.

O que diz a ciência:


Estudos clínicos demonstraram a eficácia e segurança do uso de
extratos de alcachofra no tratamento de disfunções hepatobiliares e
em problemas digestivos, tais como a sensação de plenitude, perda
de apetite, náusea e dor abdominal.

Astrologia:
Planta regida pelo planeta Marte.

Habitat:
Planta natural da região do Mediterrâneo.

Descrição da planta:
É uma planta vivaz, com folhas compostas penatífidas e espinhosas,
sendo as superiores bem menores que as da base. Flores púrpuras
reunidas em um grande capítulo envolvido por grandes brácteas que
são a parte comestível da inflorescência. Provavelmente originária do
mediterrâneo, considerada durante muito tempo como uma hortaliça
rara, é hoje abundantemente cultivada nas regiões Atlânticas com
invernos suaves. É uma planta com até um metro de altura, da família
das compostas, de caules estriados, folhas penatífidas e grandes
capítulos florais.

Vamos plantar?:
A alcachofra necessita de luz solar direta pelo menos por algumas
horas diariamente.
Deve ser cultivada em solo bem drenado, profundo, fértil e rico em
matéria orgânica. A alcachofra não cresce bem em solos muito ácidos,
sendo que o ideal é a faixa de pH indo 6 a 8.
Deve ser irrigada de forma a manter o solo úmido, sem que
permaneça encharcado. Esta planta é resistente à seca, mas não
produz bem quando falta água.
O método mais recomendado de plantio da alcachofra é por divisão de
plantas adultas. Os rebentos surgem depois da época da colheita, e
devem ser retirados com cuidado, cavando ao redor da planta e
separando estes da planta matriz com uma faca ou pá. Os rebentos
devem estar bem desenvolvidos e devem ser retirados com raízes. As
folhas desenvolvidas são cortadas e estas mudas podem então ser
plantadas com o espaçamento indicado para a cultivar.
As sementes podem ser semeadas no local definitivo ou em pequenos
vasos, saquinhos de plástico próprios para mudas ou copinhos feitos
de papel jornal com 5 cm de diâmetro e 10 cm de altura, e então
transplantadas três ou quatro semanas após a germinação.
O problema com o plantio através de sementes é que as plantas
originadas por sementes geralmente não são parecidas com a planta
mãe, apresentando uma grande variação de tamanho, forma da planta
e das flores, quantidade de espinhos, e outras características, ou seja,
uma grande variação fenotípica. Este método de propagação é usado
principalmente por quem quer obter novas cultivares, e por quem não
tem como obter mudas para iniciar sua plantação de alcachofras.
Neste caso, plante as sementes e após dois ou três anos selecione as
melhores plantas e passe a multiplicá-las pelo método da divisão.
Retire plantas invasoras que estejam concorrendo por nutrientes e
recursos, especialmente nos primeiros meses de cultivo.
Se os rebentos não são necessários para a obtenção de mudas,
elimine-os assim que surgem, para manter a planta vigorosa e mais
produtiva.
A colheita dos capítulos florais da alcachofra é realizada quando as
brácteas ainda estão fechadas. Quando as brácteas se abrem, a
alcachofra perde sua qualidade, podendo já estar fibrosa.
As plantas podem produzir poucas flores (ou nenhuma flor) no
primeiro ano. A alcachofra é uma planta perene e pode produzir por
seis anos ou mais, mas os horticultores geralmente substituem as
plantas a cada três anos, pois a produção tende a diminuir em número
e qualidade a partir do terceiro ano.