Você está na página 1de 15

Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

Relatório da Aula Expositiva:

DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA À
COMPRESSÃO – CIMENTO PORTLAND – ABNT
NBR 7215:1996

0
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

Erasmo Jose da Silva;

DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO –


CIMENTO PORTLAND – ABNT NBR 7215:1996

Trabalho Solicitado Pelo Professor

Warley Dourado Vianna, na disciplina

de Materiais de Construção 2° período

apresentado como parte das

exigências para compor a Disciplina de

Materiais de construção– Turma 20

Goiânia – GO
Novembro– 2015

1
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

Sumário

1. INTRODUÇÃO 3

2. OBJETIVOS 4

3. MÉTODO DO ENSAIO 4

4. MATERIAIS E APARELHOS 5

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 6

6. RESULTADOS E DISCUSSÕES 9

7. CONCLUSÃO 13

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 14

2
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

1. Introdução

O presente relatório tratará sobre ensaio realizado no laboratório de materiais de

construção. Determinação da resistência à compressão do cimento portland,

ministrada pelo Professor Warley Dourado Vianna. O cimento portland é um dos

materiais mais utilizados na construção civil em geral, na maioria dos casos

empregados em funções estruturais. Por esse motivo há uma grande preocupação

em relação a sua capacidade de resistência à compressão.

3
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

2. Objetivo

2.1 Objetivo geral

Realizar o ensaio preparação de amostras, Determinação da resistência à compressão do


cimento portland.

3. MÉTODO DE ENSAIO
3.1 PRINCÍPIO
O método compreende a determinação da resistência à compressão de corpos-de-prova
cilíndricos de 50 mm de diâmetro e 100 mm de altura.

Os corpos-de-prova são fabricados com argamassa composta de uma parte de cimento, três
de areia normalizada, em massa, e com relação água / cimento de 0,48.

A argamassa é preparada por meio de um misturador mecânico e compactada manualmente


em um molde, por um procedimento normalizado. Podem ser empregados equipamentos de
compactação mecânica, com a condição de que, ao serem utilizados, os resultados de
resistência mecânica não difiram de forma significativa dos obtidos usando a compactação
manual.

Os moldes que contêm os corpos-de-prova são conservados em atmosfera úmida para cura
inicial; em seguida, os corpos-de-prova são desmoldados e submetidos à cura em água
saturada de cal até a data de ruptura.

Na data prevista, os corpos-de-prova são retirados do meio de conservação, capeados com


mistura de enxofre, de acordo com procedimento normalizado, e rompido para determinação
da resistência à compressão.

Depois de obtido os resultados do ensaio utilizaremos a tabela de especificações do cimento


do quadro 1 como base para confrontar os resultados e verificar se o cimento esta em
conformidade ou não.

4
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

Quadro 1

4. MATERIAIS E APARELHOS

4.1 Materiais

Os materiais utilizados no ensaio são os seguintes:

4.1.1. AREIA NORMAL

4.1.2. ÁGUA

4.1.3. CIMENTO CP II E

4.1.4. ÓLEO (Desmoldante)

5
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

4.2 Aparelhagem

Os Aparelhos utilizados na realização do ensaio são os seguintes:

4.2.1. BALANÇA COM RESOLUÇÃO DE 0,1G;

4.2.2. MISTURADOR MECÂNICO;

4.2.3. MOLDE (DIÂMETRO 50MM E ALTURA 100MM);

4.2.4. SOQUETE

4.2.5. MÁQUINA DE ENSAIO À COMPRESSÃO (PRENSA).

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
Para a realização do ensaio de determinação da resistência do cimento potland, foram
utilizados os seguintes procedimentos de acordo com a NBR 7215:1996.
a) Preparação da argamassa de cimento

• Quantidade de materiais

As quantidades de materiais a misturar de cada vez são as indicadas no Quadro

2.
6
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

• Mistura mecânica

Executar a mistura mecânica, colocando inicialmente na cuba toda a quantidade de


água e adicionando o cimento. A mistura destes materiais deve ser feita com o
misturador na velocidade baixa, durante 30 s. Após este tempo, e sem paralisar a
operação da mistura, iniciar a colocação da areia (quatro frações de 468 ± 0,3 g de
areia normal, previamente misturadas), com o cuidado de que toda esta areia seja
colocada gradualmente durante o tempo de 30 s.

Imediatamente após o término da colocação da areia, mudar para a velocidade alta,


misturando os materiais nesta velocidade durante 30 s. Após este tempo, desligar o
misturador durante 1 min e 30 s. Nos primeiros 15 s, retirar, com auxílio de uma
espátula, a argamassa que ficou aderida às paredes da cuba e à pá e que não foi
suficientemente misturada, colocando-a no interior da cuba. Durante o tempo
restante (1 min e 15 s), a argamassa deve ficar em repouso na cuba, coberta com pano
limpo e úmido. Imediatamente após este intervalo, ligar o misturador na velocidade
alta, por mais 1 min. Deve ser registrada a hora em que o cimento é posto em contato
com a água na mistura.

b) Moldagem dos corpos-de-prova

• preparo dos moldes

Untar toda a superfície interna e o fundo da fôrma com uma leve camada de óleo.

Os moldes devem ser preparados antes de se efetuar a mistura.

• enchimento dos moldes

A moldagem dos corpos-de-prova deve ser feita imediatamente após o amassamento


e com a maior rapidez possível. Para tanto, é necessário que o recipiente que contém a
argamassa esteja junto aos moldes durante o adensamento. A colocação da argamassa
na fôrma é feita com o auxílio da espátula, em quatro camadas de alturas,
aproximadamente, iguais, recebendo cada camada 30 golpes uniformes com o soquete
normal, homogeneamente distribuídos. Esta operação deve ser terminada com a
rasadura do topo dos corpos-de-prova, por meio da régua que o operador faz deslizar
sobre as bordas da fôrma em direção normal à régua, dando-lhe também um ligeiro
movimento de vaivém na sua direção.
7
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

Podem ser utilizados dispositivos mecânicos de adensamento, desde que se assegure


que os resultados obtidos não apresentem diferenças significativas em relação aos
resultados obtidos pelo procedimento manual. A comparação dos resultados é
efetuada a partir de pelo menos 100 pares de resultados médios, cada um dos valores
do par correspondendo à média da resistência à compressão de quatro corpos-de-
prova obtidos, respectivamente, pelo procedimento manual de adensamento e pelo
uso do dispositivo. Considera-se que não há diferenças significativas quando em pelo
menos 95% dos pares a diferença dos valores individuais de cada par for menor ou
igual a 15% da média entre eles.

c) Cura dos corpos-de-prova

Os corpos-de-prova devem ser submetidos a um período de cura inicial ao ar e a um


período final em água.

• cura inicial ao ar

Logo após a moldagem, os corpos-de-prova, ainda nos moldes, devem ser colocados
em câmara úmida, onde devem permanecer durante 20 a 24 h, com a face superior
protegida por uma placa de vidro plano. Os corpos-de-prova referentes aos diferentes
amassamentos devem ser aleatoriamente agrupados em séries distintas de quatro
corpos-de-prova, sendo cada série relativa a uma idade. Chama-se a atenção para os
casos dos corpos-de-prova a serem ensaiados em 24 h, cujas rupturas devem atender
às tolerâncias de tempo indicadas no Quadro 3.

8
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

• cura final em água

Terminado o período inicial de cura, os corpos-de-prova devem ser retirados das


fôrmas e identificados, exceto aqueles que tenham que ser rompidos com 24 h de
idade. Os corpos de prova devem ser imersos, separados entre si no tanque de água
(não corrente) saturada de cal da câmara úmida, onde devem permanecer até o
momento do ensaio. A água dos tanques da câmara úmida deve ser renovada com
frequência, pelo menos quinzenalmente. Desde que são retirados da câmara úmida e
até o instante do ensaio de compressão, os corpos-de-prova devem ser protegidos de
maneira que toda a superfície exterior permaneça úmida.

d) Determinação da carga de ruptura (carga máxima indicada pela máquina de ensaio)

• idade dos corpos-de-prova

Os corpos-de-prova capeados de acordo com o item 4.5.d devem ser rompidos à


compressão nas idades especificadas, para o tipo de cimento em ensaio, obedecidas as
tolerâncias indicadas no Quadro 3. A idade de cada corpo-de-prova é contada a partir
do instante em que o cimento é posto em contato com a água de mistura, sendo
registrada na respectiva ficha de controle.

Colocar o corpo-de-prova diretamente sobre o prato inferior da prensa, de maneira


que fique rigorosamente centrado em relação ao eixo de carregamento.

6. RESULTADOS E DISCUSSÕES
Os corpos-de-prova foram rompidos com sete dias de idade. De acordo com a ABNT NBR
7215:1996, a resistência do cimento deve ser calculada uma resistência individual e
posteriormente uma media dessas resistências.

5.1 – Resistência individual

No ensaio realizado foram feito três corpo-de-prova para três tipos de areias: areia
fina; areia media; areia grossa.

Calcular a média das resistências individuais, dos tres corpos-de-prova ensaiados na


mesma idade. O resultado deve ser arredondado ao décimo mais próximo.

9
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

O resultado obtido é em KN/Cm³ posteriormente deve transformar esse resultado em


megapacals, cada megapascals se equivale a KN/Cm³, calcular a resistência à
compressão de cada corpo-de-prova, dividindo a carga de ruptura pela área da seção
do corpo-de-prova. Utilizando a seguinte formula:

R = F/A*10

Onde:

R é a resistência do corpo-de-prova

F é a força aplicada pela maquina de compressão

A é a área do corpo-de-prova.

Obtivemos os seguintes resultados nesse ensaio.

Areia fina:

Amostra 01

R = 43,65/19.63*10 => R= 22,2 MPa

Amostra 02

R = 42,61/19.63*10 => R = 21,7MP

Amostra 03

R = 34,7/19.63*10 => R = 17,7MPa

A media das amostra da areia fina:

Mf = 22,2+21,7+17,7/3 => Mf = 20,5Mpa

Desvio padrão foi de 3,41

Mf = 20,5+- 3,41MPa

10
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

Areia Media:

Amostra 01

R = 40,27/19.63*10 => R= 20,5 MPa

Amostra 02

R = 39,25/19.63*10 => R = 20,0MPa

Amostra 03

R = 35,97/19.63*10 => R = 18,3MPa

A media das amostra da areia fina:

Mf = 20,5+220,0+18,3/3 => Mf = 19,6Mpa

Desvio padrão foi de 0,94

Mf = 19,6+- 0,94MPa

Areia grossa:

Amostra 01

R = 40,87/19.63*10 => R= 20,8 MPa

Amostra 02

R = 40,58/19.63*10 => R = 20,7MPa


11
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

Amostra 03 (amostra desclassificada por apresentar uma divergência grande em relação as


demais amostras)

R = 26,45/19.63*10 => R = 13,5MPa

A media das amostra da areia grossa:

Mf = 20,8+20,7/2 => Mf = 20,7MPa

Desvio padrão foi de 0,05

Mf = 19,6+- 0,05MPa

12
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

7. CONCLUSÃO

Ao fim do ensaio, temos que os resultados obtidos, foram


satisfatórios, pois a media dos três corpos-de-prova de cada tipo de areia
foram superior ao indicado na norma ABNT NBR 7215 e na tabela de
especificações do cimento da tabela no quadro 1.

A importância do ensaio compressão cimento é muito importante em


uma obra, ajuda no calculo de uma estrutura a dimensionar tamanho e posso
da mesma, podendo diminuir tempo e custo dentro da obra entre outras
coisas.

13
Centro Universitário Uni-Anhanguera

Engenharia-civil

Laboratório de materiais de Construção

8. Bibliografia

Dados retirados das aulas de expositivas Warley Dourado Vianna.

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnica NBR 7215:1996 Versão

BAUER, L. A. Falcão. Materiais de construção Vol.1. 5.ed.. 0. Rio de Janeiro.


LTC. 2000.

14