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A PRIMEIRA REPÚBLICA E OS GRUPOS ESCOLARES: A


CONSTITUIÇÃO DO GRUPO ESCOLAR “JOSÉ GABRIEL DE
OLIVEIRA” DE SANTA BÁRBARA D’OESTE, SP.

Laura Aparecida Caracanha


Pesquisa desenvolvida para o Programa de Iniciação Científica do Centro
Universitário Salesiano (Unisal) – Unidade de Americana, ano 2005.

Este texto é o resultado da pesquisa de Iniciação Científica


desenvolvida durante a graduação do curso de Pedagogia, no Centro
Universitário Salesiano, unidade de Americana, no ano de 2005, e relata a
constituição do Grupo Escolar José Gabriel de Oliveira, situado na cidade de
Santa Bárbara D’Oeste. Esta escola foi fundada em 29 de março de 1913, foi o
primeiro grupo escolar implantado no município e um dos primeiros da região.
Para fundamentação teórica desta pesquisa, foi feita revisão bibliográfica no
período que compreende a Primeira República (1889-1930), contextualizando
os setores político, econômico e social. A partir desta abordagem investigou-se
a caracterização dos grupos escolares e o papel do Estado perante a educação
no início do século XX, e dessa forma poder compreender os motivos que
levaram a construção de um grupo escolar no município. Através de análise de
documentação de época envolvendo este grupo escolar, foi pesquisado a
influencia do poder público na construção do grupo escolar, bem como sobre a
formação dos primeiros professores contratados. Pretende-se dar continuidade
a esta pesquisa, inserindo este projeto num projeto maior, coordenado pela
Profa. Dra. Mara Regina Martins Jacomeli (Unicamp e Unisal) e intitulado:
“História das instituições escolares de Americana e região (Santa Bárbara
d’Oeste, Americana, Piracicaba e Limeira/SP) – dos grupos escolares às
escolas de ensino fundamental”, em que será investigado os saberes
ensinados no período da fundação deste grupo escolar, quem eram os
primeiros alunos, levantar e catalogar todas as fontes primárias e secundárias
existentes no município, visto que na pesquisa já realizada, por ser de apenas
um ano não foi possível levantar essas informações.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem a intenção de apresentar as informações


coletadas na pesquisa sobre a implantação do grupo escolar no município de
Santa Bárbara D’Oeste, no ano de 1913. Através desta pesquisa procurou-se
investigar a importância da implantação de um grupo escolar para o município;
qual a influência do poder público na sua construção; qual a caracterização
desse grupo escolar e qual a formação dos primeiros professores contratados.
2

Esta pesquisa foi desenvolvida para o Programa BIC-SAL (Bolsa de


Iniciação Científica da Unisal), do Centro Universitário Salesiano, unidade de
Americana, para o ano de 2005, durante a graduação no curso de Pedagogia.
Os motivos pelos quais escolhi estudar este tema é em primeiro lugar o
interesse em aprofundar conhecimento sobre História da Educação, e em
segundo lugar porque a história educacional na região de Americana é pouco
explorada, e pouco se sabe sobre a constituição do ensino público da região no
início do século XX.
Para esta pesquisa foram levantados dados históricos do município de
Santa Bárbara D’Oeste, desde sua fundação até a implantação do grupo
escolar; coletadas informações históricas sobre o patrono do grupo escolar,
Tenente Coronel José Gabriel de Oliveira e Souza, vereador e prefeito do
município no período da Primeira República por diversas vezes, sendo um
cidadão influente e respeitado por todos, que lutou para a implantação deste
grupo escolar; sobre quem eram os primeiros professores contratados,
buscando encontrar currículum ou biografia sobre a vida deles; através de
estudos nas Atas das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal, de 1900 a
1912, em que a educação do município era muito debatida, e através da
iniciativa do município, em 1901, de comprar um terreno para a construção de
um grupo escolar no município, e doá-lo em 1908 ao Estado, fez com que o
município naquela época fosse privilegiado com a construção de um grupo
escolar.
A formação dos Grupos Escolares foi um marco no processo de
reestruturação educacional no país. Conforme Reis Filho (1995), no início da
Primeira República iniciaram as reformas educacionais: das escolas isoladas
existentes, formaram-se os Grupos Escolares, e com isso, o campo
educacional brasileiro ganhou outros moldes. Ainda segundo o autor,
agrupando as escolas em um único prédio, o ensino passou a ser mais
controlado, as salas de aula passaram a ser separadas por idade e por nível de
conhecimento, tendo tantos quantos professores necessários e com um único
diretor. Teoricamente seria possível educar todas as camadas populares de
forma gratuita. Essa modalidade de escolarização começou a ser introduzida
no Estado de São Paulo, e posteriormente disseminou-se pelo território
nacional.
3

Os documentos de época foram encontrados no Arquivo Histórico do


Centro de Memória de Santa Bárbara D’Oeste, no Arquivo Histórico da
Fundação Romi1, no arquivo do próprio grupo escolar e na Câmara Municipal
de Santa Bárbara D’Oeste.
Esta pesquisa de iniciação científica serviu como uma introdução e não
se encerra somente com este trabalho, pois há muito ainda o que pesquisar
sobre o grupo escolar “José Gabriel de Oliveira”, e atenta a este resgate, este
projeto insere-se num projeto maior, coordenado pela Profa. Dra. Mara Regina
Martins Jacomeli (Unicamp e Unisal) e intitulado: “História das instituições
escolares de Americana e região (Santa Bárbara d’Oeste, Americana,
Piracicaba e Limeira/SP) – dos grupos escolares às escolas de ensino
fundamental”, em que pretende-se investigar sobre os saberes ensinados no
momento de sua implantação; saber quem eram os alunos que estudavam
nesse grupo escolar, se eram os filhos da elite local ou os filhos das classes
populares; bem como, levantar e catalogar as fontes primárias e secundárias
envolvendo este grupo escolar, e dessa forma contribuir com futuras
pesquisas.
O resgate da história de uma Instituição Escolar, não deve somente
levantar fontes documentais, deve ir além, envolver a comunidade local,
estimular a conscientização do valor histórico da instituição, projetando
propostas pedagógicas que levem em consideração a realidade social,
econômica e cultural da escola. Conforme Jacomeli (1998) ao buscar entender
e resgatar o “interior” de uma instituição escolar, para saber como elas foram
construídas e reformuladas, acabamos nos deparando em torno das políticas
educacionais.
É oportuno destacamos que o grupo escolar “José Gabriel de Oliveira”,
é de significativa importância para a população barbarense. Trata-se da
primeira escola estadual da cidade e está em funcionamento até os dias de
hoje, formou muitas gerações de barbarenses, possuindo valor histórico muito
grande.

1
A Fundação Romi é uma instituição privada e mantém arquivo histórico da cidade de Santa
Bárbara D’Oeste, As pesquisas estão disponíveis também pelo site: www.fundacaoromi.org.br
4

1 – A influência do poder público para a implantação do grupo


escolar em Santa Bárbara D’Oeste.

Segundo analisado nas Atas, o poder Legislativo do município de


Santa Bárbara D’Oeste, no período de 1900 a 1912, reuniam-se mensalmente,
na Sala das Sessões da Câmara Municipal, onde eram tratados todos os
assuntos relacionados ao interesse do município, como as previsões de gastos
e as arrecadações anuais do município; consertos e aberturas de estradas;
eleição do Prefeito, vice-prefeito, vereadores e presidente da Câmara; entre
outras discussões.
A educação do município também era debatida nas sessões da
Câmara Municipal. Conforme a Ata da Sessão Ordinária, do dia 05/09/19012, é
apresentado por um dos vereadores, o Tenente Coronel José Gabriel de
Oliveira e Souza3, o projeto Lei nº. 45, que consistia na aquisição de um terreno
para a construção do grupo escolar do município.
No projeto, o vereador defendia que o terreno a ser comprado pelo
município pertencia a Alexandre Batalha e seria pago com o dinheiro disponível
no cofre municipal que pertencia a verba de Obras Públicas. Interessante notar
que o projeto previa que, se o proprietário não aceitasse o pedido de compra
amigavelmente, este seria declarado de utilidade pública e desapropriado.
A preferência pela compra daquele terreno, se dá talvez, por se tratar
de um terreno na área central da cidade, tamanho ideal para a planta padrão
organizado pela Superintendência de Obras Públicas e ser em área plana,
conforme exigido no Código Sanitário criado pelo Governo do Estado em 1894.

2
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
52.
3
O Coronel José Oliveira, como era conhecido na cidade, nasceu em Santa Bárbara D’Oeste
em 08/10/1852. Seus pais Antonio Theodoro de Oliveira e Souza, comerciante bem sucedido
na cidade e Antonia Ferraz de Souza Campos. Estudou nas escolas locais, trabalhou no
comércio da família, foi durante longos anos negociante, agricultor e proprietário de terras
neste município. Ganhou grande simpatia, admiração e confiança da população. Aos dezoito
anos filiou-se ao Partido Republicano – PR, de Santa Bárbara D’Oeste, e nele atuou até o
início do Estado Novo. Ocupou cargos de destaque na política e na administração local, tendo
sido presidente da Câmara, prefeito municipal, juiz de Paz e presidente de diretório do extinto
Partido Republicano Paulista. O coronel José Oliveira, foi uma pessoa admirada e respeitada.
Trouxe grandes benfeitorias para o município de Santa Bárbara D’Oeste.
5

Esclarecido o projeto aos demais vereadores, presidente e vice-


presidente da Câmara, ele foi colocado em votação e aprovado por
unanimidade em primeira instância por todos os vereadores.
Nesta mesma Sessão, o vereador José Gabriel de Oliveira e Souza,
traz a tona um outro problema: a dificuldade de manter uma das escolas do
município em funcionamento, devido o prédio ser particular tendo o professor
que custear com o pagamento do aluguel. Portanto, o vereador solicita à
Câmara o pagamento do aluguel onde funciona a escola de 1ª e 2ª séries do
município:
Indicação do Vereador José de Oliveira, pedindo a Câmara para pagar
mensalmente o aluguel da casa que funciona a 1ª e 2ª escola do sexo feminino desta
Villa, cujo aluguel é de quarenta mil reis por mês, posto em discussão e a votos é
aprovado. (Livro Ata nº. 5, p. 52, 1901)

A situação das escolas em Santa Bárbara D´Oeste é muito parecida


com a de outras cidades: professores assumem gastos com a educação. Por
outro lado, o fato mostra a preocupação do poder publico e isso realça a
importância da construção do Grupo escolar.
Na Sessão Ordinária da Câmara Municipal do mês seguinte, em
18/09/19014, o presidente da câmara traz o Projeto de Lei nº 45, de compra do
terreno, para ser votado em segunda discussão, não havendo objeção dos
vereadores presentes, é colocado a votos e aprovado em segunda instância
por unanimidade novamente. Tendo sido aprovado pelo Legislativo, o
presidente da câmara comunica que o Projeto será enviado a Comissão de
Redação para em seguida ser pelo Intendente5 Municipal promulgado em Lei.
No próximo encontro do legislativo, em 07/10/19016, na Sessão
Ordinária é comunicado pelo Intendente do município que o proprietário do
terreno escolhido para a construção do grupo escolar, aceitou vende-lo,
conforme consta em Ata, conforme os seguintes dizeres:
O cidadão Intendente Municipal comunicou a Câmara que ajustou por um conto e
quinhentos mil reis (1:500$000), o preço para a compra do terreno para a edificação
do prédio para o Grupo Escolar, pertencente à Alexandre Batalha, situado a Rua
Prudente de Morais, com face para as Ruas 15 de Novembro e Capitão Graça

4
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
53.
5
Com a Proclamação da República em 15 de novembro de 1889, foi instituído o cargo de
Intendente, que era o primeiro mandatário do município. A partir de 1903, em Santa Bárbara
D’Oeste os Intendentes passaram a ter a denominação de Prefeito.
6
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
53.
6

Martins, e pediu a aprovação da Câmara para ser ultimada a respectiva compra,


posta em discussão e a votos é aprovada. (Livro Ata nº. 05, p. 53)

Após a compra do terreno é iniciada a construção do prédio do grupo


escolar. Conforme as fontes consultadas, tal processo é longo e marcado por
inúmeras dificuldades. Tal como a debatida em Sessão Ordinária7, em que o
Intendente traz para conhecimento da Câmara que as arrecadações de
impostos no primeiro trimestre não foram suficientes para cobrir as despesas
do município, devido a vários serviços de caráter urgente que surgiram, fez
com que usassem todo o dinheiro disponível do cofre público. Devido a isto,
para que as obras do grupo escolar não fossem paralisadas, ele fez um
empréstimo de três contos de réis, e pediu à Câmara a aprovação de seu ato,
que foi aprovado por todos. É conveniente destacar que não é relatado em Ata
de onde provém o dinheiro emprestado.
No encontro do dia 13/01/19058, a construção do grupo escolar volta
novamente a ser pauta da reunião da Câmara, em que é destacado que o
Prefeito Municipal, o Tenente Coronel José Gabriel de Oliveira e Souza
(Prefeito de 1903 a 1905), deixa de receber seu salário para que seja aplicado
nas obras do grupo escolar:
Pelo Vereador Capitão Ignácio Caetano Leme, foi indicado que fosse lançado em
ata um voto de louvor ao cidadão Intendente Municipal, por ter desistido dos seus
vencimentos em favor das obras do Grupo Escolar. Sendo posto em discussão e a
votos foi aprovado. (Livro Ata nº 5, p. 92)

Conforme podemos observar na Ata do dia 05/10/19059, nem todos os


vereadores concordavam em favorecer a educação do município, visto que
achavam ser obrigação do Governo do Estado. O vereador Capitão Ignácio
Caetano Leme leva ao conhecimento do Legislativo que a Câmara Municipal
necessitava de um lugar para depósito de seus materiais e das carroças.
Destaca ainda, que a Câmara possuía um edifício próprio, que estava
emprestado para duas escolas Públicas.
Discordando desta indicação, pediu a palavra o prefeito Tenente
Coronel José Gabriel de Oliveira, dizendo que o prédio estava muito bem

7
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, do
dia 05/07/1902. p. 65.
8
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
92
9
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
96 e 97.
7

empregado, auxiliando a Instrução Pública do município, e reforçou dizendo


que o poder público municipal não tinha recursos para terminar as obras do
Grupo Escolar, para ser oferecido ao Governo do Estado.
Em conformidade às palavras do prefeito José de Oliveira, os demais
vereadores rejeitaram a indicação do vereador Capitão Ignácio Caetano Leme,
continuando o edifício a atender a educação do município.
Na Sessão Ordinária do dia 11/11/190510, O Prefeito Coronel José
Gabriel de Oliveira e Souza, apresenta o projeto de Lei nº. 55 à Câmara
Municipal de Santa Bárbara, em que demonstra o orçamento das receitas e
despesas previstas para o período de 01/01/1906 a 31/12/1906, consta no
Artigo 5º, parágrafo 5º, demonstrativo com as obras do Grupo Escolar a quantia
de 1:200$000, ficando o município responsável em disponibilizar este valor
para a construção do grupo escolar.
Na sessão da Câmara do mês seguinte11, o Prefeito faz um
agradecimento ao Deputado Dom Joaquim Augusto de Barros Penteado pelo
serviço prestado ao município de Santa Bárbara, em que conseguiu do
Congresso do Estado uma verba orçamentária no valor de 15:000$000 (quinze
mil contos de reis), destinado a conclusão das obras do edifício do Grupo
Escolar:
Pelo Vereador Cel. José Oliveira foi indicado, que se lançasse em ata um voto de
agradecimento desta Câmara ao Deputado Dom Joaquim Augusto de Barros
Penteado, pelo serviço prestado a este Município, conseguindo do Congresso do
Estado, uma verba orçamentária da quantia de quinze contos de reis, para a
conclusão das obras do Edifício do Grupo Escolar desta Villa; cujo voto se
estendesse ao Governo do Estado. Sendo posto em discussão e a votos é aprovado.
(Livro Ata nº. 05, p. 100)

Com isso percebemos que para o orçamento da cidade, o poder


público municipal destinou o valor de 1:200$000 para a construção do grupo
escolar, e depois conseguiram 15:000$000 do governo do Estado para a
conclusão das obras, podemos observar que nesse caso o poder público
municipal não teria como construir sozinho a escola.

10
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
98
11
Livro Ata nº. 05, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, de
05/12/1905, p. 100
8

Na sessão ordinária do dia 06/05/190712, é relatada uma informação


nova sobre a educação do município, voltada para a instrução de jovens e
adultos. Não se sabe se esta é a primeira escola de alfabetização de adultos
do município, ou se existiam outras escolas noturnas, também não
conseguimos ter a informação da quantidade de alunos a ser beneficiada com
a criação desta escola. O que podemos notar é que este comunicado causou
relevada importância ao Legislativo municipal, se colocando a disposição em
fornecer o que fosse necessário para o funcionamento desta escola:
Foi lido um ofício do cidadão Professor José Benedicto Dutra, comunicando ter
aberto uma escola noturna, para adultos nesta Villa, ministrando o ensino gratuito.
(...) Pelo vereador José Oliveira foi indicado que se fornecesse luz e o mais
necessário para o funcionamento da escola do Professor José Benedicto Dutra. E
que, igualmente fosse lançado um voto de louvor ao distinto professor, que de tal
modo dá prova do grande amor que vota à instrução popular. Sendo posto a votos, foi
aprovado. (Livro Ata nº. 06, p. 25)

Os membros da comissão de finanças e obras públicas: Tenente


Coronel José Gabriel de Oliveira e Souza, Thomas Alonso Keese e Joaquim
Azanha Galvão, apresentaram o Projeto de Lei nº. 67, conforme Ata do dia
05/03/190813, em que consiste na doação para o Estado, do edifício do grupo
escolar que está em construção pelo município:
Artigo 1º. Fica o Prefeito Municipal autorizado a fazer doação ao Governo do
Estado do edifício, que a Câmara Municipal está construindo nesta cidade para o
Grupo Escolar, bem como o respectivo terreno. Artigo 2º. Revogam-se as disposições
em contrárias. (Livro Ata nº. 06, p. 40 e 41).

A doação se fez necessária devido às dificuldades que o município


estava enfrentando para terminar as construções. Os motivos específicos da
doação não foram relatados em ata.
A questão sobre a verba de 15:000$000, doada pelo Governo do
Estado, voltou a ser discutida pela Câmara no dia 05/10/190914, quatro anos
depois, é importante ressaltar que o edifício já não pertence mais ao município,
pois no ano anterior foi doado ao Estado. E esta verba autorizada pelo Governo
do Estado no ano de 1905, pelo que tudo indica não estava sendo
disponibilizada para terminar a obra, havendo uma cobrança do município:

12
Livro Ata nº. 06, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
25.
13
Livro Ata nº. 06, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
40 e 41.
14
Livro Ata nº. 06, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
61.
9

Pelo Vereador Cel. José Oliveira foi indicado, que a Câmara representasse ao Dr.
Presidente do Estado, pedindo a execução da Lei do orçamento vigente, na parte que
consignou uma verba de quinze contos de reis para a conclusão das obras do Grupo
Escolar desta cidade. (Livro Ata nº 06, p. 61)

A verba do governo do Estado foi uma espécie de compra do terreno e


do prédio em construção, certamente com a condição de que o governo
estadual terminasse a obra, só que isso não estava acontecendo.
A educação do município volta a ser relatada em ata na sessão
especial da Câmara Municipal do dia 15/01/191115, quando é feita a eleição
para a escolha do prefeito e vice-prefeito da cidade, e que elegem também o
Inspetor da Instrução Pública do município, e quem é eleito pelos colegas da
Câmara é o Tenente Coronel José Gabriel Oliveira e Souza.
O então vereador e Inspetor da instrução pública do município,
preocupado com as obras em andamento do grupo escolar, propõe na sessão
ordinária de 06/02/191116, que o município acompanhe de perto as obras do
edifício:
Estando orçadas as obras do Grupo Escolar desta cidade, o vereador José
Oliveira, indicou à Câmara a conveniência de propor ao mesmo Governo do Estado, a
construção das obras referidas, sob administração desta Câmara, autorizando o
cidadão Prefeito Municipal, a fazer o respectivo contrato caso seja aceito. Sendo
posto em discussão e a votos é aprovado. (Livro Ata nº. 06, p. 86)

Eles queriam, na verdade, que o governo do Estado repassasse o


dinheiro e a prefeitura administrasse a obra.
Os assuntos debatidos nas sessões da Câmara Municipal,
relacionados ao grupo escolar do município se encerram aqui. O próximo livro
a ser consultado, seria o de número 07, mas não foi localizado. Neste livro
provavelmente está relatado o término das construções e o início das
atividades do grupo escolar, que se deu em 29/03/1913.
Algumas informações sobre a conclusão das obras do grupo escolar
em 1913, foram encontradas em artigo do Jornal Estado de São Paulo,
datado em 25/04/195117, em que consta que as obras foram concluídas no
governo de Albuquerque Lins e secretário do Interior o Dr. Carlos Guimarães, o

15
Livro Ata nº. 06, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
85
16
Livro Ata nº. 06, das Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Santa Bárbara D’Oeste, p.
86
17
Fonte: Arquivo Histórico da Fundação Romi (Jornal Estado de S.Paulo, 25/04/1951).
10

construtor foi o Sr. Joaquim de Souza Oliveira, empreiteiro de Obras Públicas,


residente na capital.
Em janeiro de 1913, conforme informações coletadas no Jornal Estado
de S. Paulo, o engenheiro Dr. Alfredo Braga, diretor de Obras Públicas do
estado, recebeu o serviço completo do prédio. A obra completa ficou orçada
em 72 ou 75 contos de réis, sendo que o muro, grades, calçadas ao redor do
prédio, guias e sarjetas foram construídas posteriormente.
A construção do prédio do grupo escolar, esteve em poder do
município de 1901 (ano da compra do terreno), até 1908 (ano em que o
município doou o terreno ao Governo do Estado), foram sete anos, e nesses
anos, podemos contatar que o município construiu o alicerce. Para isso, foram
vários debates nas sessões da câmara, muitas dificuldades para o andamento
da construção.
O município de Santa Bárbara D’Oeste lutou muito para a implantação
desse grupo escolar, pelo que pudemos constatar era precária a educação do
município, não existiam salas apropriadas, como também pela criação de
escola de jovens e adultos, era considerável o analfabetismo no município.

2 – Arquitetura dos grupos escolares do Estado de São Paulo e o


grupo escolar de Santa Bárbara D’Oeste.

Conforme Maria Elizabeth Peirão Corrêa (1991), entre 1890 e 1920,


foram construído cerca de 170 edifícios da rede pública escolar urbana do
Estado de São Paulo, e refletem hoje a própria história da arquitetura escolar
paulista.
Nos primeiros anos da República, destaca Corrêa, o poder público
empenhou-se, em levar educação primária aos mais diversos pontos do
estado, com isso foi criado um complexo sistema educacional, que inclui
inúmeras formas de organização e classificação das instituições de ensino, nos
seus diversos níveis, dentre algumas delas: Escolas Isoladas, Escolas
Reunidas, Escolas Ambulantes, Escolas Preliminares, Escolas
Complementares, Escolas Modelo, Grupos Escolares, Escolas Normais e
Escolas Profissionais.
11

A autora relata que o Decreto 248, de 26 de julho de 1894, dispõe


sobre a regularização dos grupos escolares, e estabelece que “os alunos serão
distribuídos em 4 classes para cada sexo, correspondentes ao 1º, 2º, 3º e 4º
anos do curso preliminar”. A subdivisão dos alunos em classes diferentes
representou um avanço em relação à forma pela qual era ministrado o ensino
preliminar até o momento, pois um mesmo professor orientava diversos níveis
de aprendizado.
Com a criação dos grupos escolares, o governo do Estado de São
Paulo, preocupou-se em construir edifícios apropriados para o seu
funcionamento. Aproximadamente em 1910, a construção desses edifícios se
expande, tanto na capital paulista como no interior do estado.
Quanto às construções dos grupos escolares, Rosa Fátima de Souza
(1998) relata que o edifício-escola deveria exercer uma função educativa no
meio social. Deveria ser um fator de elevação do prestígio do professor, um
meio de dignificar a profissão e provocar a estima dos alunos e dos pais pela
escola. O edifício escolar torna-se portador de uma identificação arquitetônica
que o diferenciava dos demais edifícios públicos e civis ao mesmo tempo em
que o identificava como um espaço próprio, tanto para as atividades de ensino
como do trabalho docente.
Enfatiza a autora que a política de construções escolares promovidas
pelos governos republicanos no Estado de São Paulo elevou os edifícios
escolares à altura da importância atribuída à educação naquele momento
histórico. Isso revelou o desejo do Estado em propagar e divulgar a ação do
governo.
Conforme Corrêa (1991) o Estado de São Paulo se destacava dos
demais estados, devido a prosperidade da cafeicultura e a intensificação dos
processos de industrialização, com isso, o governo não teve problemas de
ordem financeira para colocar em prática o seu projeto.
As construções dos grupos escolares e escolas normais, tanto na
capital como nas cidades do interior, tornaram-se um marco de referência na
paisagem urbana do início do século XX.
As atividades de projeto e fiscalização das obras dos grupos escolares
estiveram ligadas à Secretaria da Agricultura, Comércio e Obras Públicas até
1927, e foram utilizados “projetos padrões”, que com algumas variações de
12

fachadas ou mesmo com fachadas idênticas, eram implantados em diversas


localidades. Esses projetos não foram somente usados para construções de
prédios escolares, mas também para todos os edifícios públicos, como fóruns e
cadeias construídas no interior do Estado.
Independente da padronização das plantas destaca Corrêa (1991), em
cada edifício era estampada uma identidade própria, alguns arquitetos
elaboravam fachadas diferentes para plantas executadas por outros
profissionais. A autoria do projeto, nesses casos, diz respeito ao autor das
fachadas.
Maria Elizabeth Peirão Corrêa (1991), caracteriza a construção dos
grupos escolares como:
O programa arquitetônico dos grupos escolares era composto basicamente das
salas de aula e de um reduzido número de ambientes administrativos. As edificações
caracterizavam-se, sobretudo, pela simetria da planta. A rígida separação entre as
seções masculina e feminina – exigida pelo regimento dos grupos escolares –
obrigava a existência de alas distintas para cada sexo, constituindo o fator
preponderante de tal simetria. Os recreios, também, eram devidamente separados
por muros locados no eixo do edifício. (Parte introdutória do livro: Arquitetura Escolar
Paulista: 1890-1920)

Abaixo planta arquitetônica18 utilizada para a construção da maioria


dos grupos escolares do Estado de São Paulo, inclusive a construção do Grupo
Escolar José Gabriel de Oliveira, de Santa Bárbara D’Oeste. Este projeto é de
autoria de José Van Humbeeck, e foi construído em um só pavimento:

1 - sala de aula
2 - professores
3 - vestíbulo (saguão de entrada)
4 - professoras

18
Planta retirada do livro: CORRÊA, Maria Elizabeth Peirão. (et al.). Arquitetura escolar paulista: 1890-1920. São
Paulo: FDE. Diretoria de Obras e Serviços, 1991.
13

O partido arquitetônico é caracterizado pela existência de um pátio


interno, em torno do qual se desenvolve a circulação coberta que interliga as
salas. Bem ao meio está localizado o acesso central ao prédio, que dá para um
vestíbulo ou portaria, ante de se atingir a galeria de circulação, suas coberturas
são apoiadas em colunas de ferro forjado e arrematadas por lambrequins de
madeira rendilhadas. Os pisos são elevados, sustentados por abobadilhas de
tijolos, e revestidos com ladrilhos hidráulicos. Os guarda-corpos são em ferro
trabalhado, protegidos por corrimãos de madeira. Os pátios internos mantêm
um desnível de 1.00 a 1.20 metros com relação aos corredores que dão acesso
as salas de aulas, e possuem pequenas escadas nas laterais.
O Código Sanitário criado em 1894, contribuíram para algumas
características na construção dos prédios escolares. Nos fundos ou nas laterais
dos terrenos, dependendo do formato do lote, eram construídos galpões
destinados aos exercícios de ginástica, e que se ligavam ao prédio principal por
meio de passadiços cobertos. Os sanitários deveriam ser construídos fora do
corpo principal da edificação, junto aos galpões.
A qualidade construtiva empregada nesses prédios escolares chama a
atenção, pois os materiais utilizados no acabamento, a maioria deles
importado, e a mão-de-obra disponível, altamente qualificada. Quase todos os
projetos foram elaborados por arquitetos estrangeiros com formação européia.
Em 1987, por determinação das diretrizes do governo estadual, foi
criada a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), passando
esse órgão a ser responsável pela manutenção de todos os edifícios públicos
escolares, como também pelos assuntos históricos e arquitetônicos, e isso
possibilitou a implantação de uma metodologia sistemática, visando o
desenvolvimento de projetos e obras de restauração.

3 – O Grupo Escolar de Santa Bárbara: os primeiros anos

A data do decreto de criação19 do Grupo Escolar José Gabriel de


Oliveira, é de 19/02/1913, e foi denominado inicialmente como Grupo Escolar

19
Fonte: Arquivo Histórico Fundação Romi (Jornal Estado de S.Paulo, 25/04/1958)
14

de Santa Bárbara. Suas atividades iniciaram no dia 29/03/1913 e o primeiro


diretor contratado foi Hippolyto Álvares Cruz.
Através do diretor foram contratados os primeiros professores, que
eram denominados como professor adjunto do grupo escolar. Feita a
contratação, o professor assinava em conjunto com o diretor, o livro “Termos
de Compromissos”20. Conforme análise desse livro, que representava um
Contrato de Trabalho, dando-lhes poderes para exercer a função de professor,
e os deveres a cumprir perante o Estado, conforme análise feita através deste
livro.
O Termo de Compromisso firmado com o primeiro professor contratado
pelo grupo escolar era assim definido:
Termo de compromisso prestado pelo professor Lafayette Alves Pinto, adjunto do
Grupo Escolar de Santa Bárbara. Ao 1º dia do mês de março de mil novecentos e
treze, neste Grupo Escolar, perante o diretor, compareceu Lafayette Alves Pinto,
nomeado professor adjunto do mesmo estabelecimento, e prometeu ser fiel à causa
da República, observar e fazer observar suas leis e regulamentos, e ser exato no
cumprimento dos deveres de seu cargo. Em virtude do que , foi lavrado o presente
termo, que assina com o diretor o aludido professor adjunto. (Livro Termos de
Compromissos, 1913-1928, p. 01)

Além da contratação do professor Lafayette Alves Pinto, foram


contratados antes do início das aulas, outros cinco professores, sendo: Antônio
de Arruda Ribeiro, José Benedito Arruda, Elizabeth Ellis de Oliveira e Souza,
Laura Emmie Pyles e Maria Benedicta de Assis.
O grupo escolar iniciou as aulas com 247 alunos, distribuídos em seis
salas de aulas, e ordenados em 1ª, 2ª e 3ª série para a sessão feminina e 1ª,
2ª e 3ª série para a sessão masculina. As salas de aulas foram aumentando
gradativamente, em 1926 contava com 11 classes, sendo a maior
concentração de alunos na 2ª série, com cinco salas de aulas: tendo duas
salas para o masculino e duas para o feminino e uma sala para alunos mistos,
pois quando não formavam sala completa para um determinado sexo, esta
seria mista, e tinha que ser ministrada por professora, conforme Rosa Fátima
de Souza (1998).
Conforme histórico encontrado no próprio grupo escolar, datado de
20/05/1946, os primeiros diretores do grupo escolar foram os professores
Hippolyto Álvares Cruz (já mencionado), Daniel Paulo Verano Pontes, Luiz

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Livro “Termos de Compromissos” encontrado no Grupo Escolar José Gabriel de Oliveira, de
1913 a 1928.
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José Dias, João Luiz Landin, Antonio de Arruda Ribeiro, Joaquim Antonio do
Canto, Marciano de Toledo Piza, Benedito Alves Nogueira, Julio de Oliveira e
José do Amaral Mello. Podemos observar que este cargo foi exercido somente
por homens.
Consta neste mesmo histórico do grupo escolar de 1946, que na
direção de Antonio Arruda Ribeiro, foi fundado em 29/01/1922 o “Caixa
Escolar”, que tinha a função de arrecadar fundos para ajudar os alunos pobres
que estudavam no grupo escolar. O caixa escolar era sustentado pela
contribuição feita por alguns alunos, professores e alguns sócios particulares.
O valor da contribuição era de C.R.$1,00 mensal. Os alunos beneficiados com
este programa recebiam o lanche do recreio, material escolar, roupas no início
do inverno e medicamentos diversos.

4 – Formação dos primeiros professores contratados

Em busca de informações sobre a formação dos primeiros professores


contratados pelo grupo escolar, encontramos no Arquivo Histórico da Fundação
Romi, cinco currículos de professores.
É interessante notar que todos os professores analisados nasceram na
mesma década de 1890, três deles natural da cidade de Santa Bárbara
D’Oeste. Quanto a formação desses professores, se deu na Escola
Complementar de Piracicaba; na Escola Normal “Carlos Gomes”, em
Campinas; e na Escola Normal do Brás, em São Paulo.
Quatro desses professores tiveram sua primeira experiência na área
educacional como professor de escola rural, ressaltamos que esta era uma
exigência do Governo do Estado, para ser nomeado professor do grupo
escolar, conforme Souza (1998).
Outro fato interessante é que a maioria desses professores ministraram
aulas no Grupo Escolar José Gabriel de Oliveira até se aposentarem, ou foram
promovidos ao cargo de diretor do grupo escolar.
Uma outra observação necessária para este levantamento de dados, é
que muitos desses professores foram filhos de professores, casaram-se com
professores, e seus filhos também seguiram a mesma carreira de professor.
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É oportuno ressaltar que a maioria dos primeiros professores deste


grupo escolar, foram homenageados como patronos de outras escolas da
cidade que surgiram com a expansão do ensino.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A pesquisa nos abre novos caminhos, é através dela que conseguimos


trilhar novas conquistas, novos saberes, buscar o novo, relatar as experiências
e partilhar conhecimentos.
Essa pesquisa não termina por aqui, há muito que conhecer sobre o
Grupo Escolar José Gabriel de Oliveira, e esse estudo abriu-me novos
questionamentos, apontando outras fontes a serem consultadas, como, por
exemplo, sobre os saberes ensinados naquele período, pois documentações
analisadas não relatam dados sobre esta informação.
A implantação desse grupo escolar para o município de Santa Bárbara
D’Oeste, foi de fundamental importância, pois a educação no município era
precária, como em qualquer outro município do estado. O poder público da
cidade foi o grande responsável pela implantação do grupo escolar, desde a
compra do terreno, o início das construções e a doação do terreno ao Governo
do Estado, foi um grande avanço para implantação do grupo escolar.
A criação dos grupos escolares no Estado de São Paulo significou a
implantação de uma nova modalidade escolar. Criar uma escola mais
racionalizada e padronizada atendia às necessidades de um projeto de
integração social e política vista como fundamental para a consolidação da
República. Devido a este motivo esperava-se da escola primária a ordem, a
moralização pública, a democratização e a renovação do ensino, para que
dessa forma, ocorresse a reforma social almejada pelos republicanos.
O grupo escolar reunindo várias salas de aula e vários professores,
compreendeu um engenho fabuloso para o ensino simultâneo e a
escolarização em massa. A organização pedagógica com base na classificação
dos alunos por grau de adiantamento, no estabelecimento de programas de
ensino e no controle do tempo e dos espaços escolares ofereceu as
características formais e estruturantes da escola graduada. Da mesma forma, a
divisão do trabalho docente e a distribuição do poder dentro da escola
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mediante o estabelecimento de hierarquias de competências entre inspetor,


diretor, professor, funcionários e alunos, condicionaram a estrutura e o
funcionamento destas novas instituições educativas.

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