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Universidade UNIDERP

Curso de Fisioterapia

Patologia, Avaliação,Diagnóstico
e Tratamento do Cotovelo

Patrícia Henrique Silva, Profa. Esp.


Anatomia
• O complexo cotovelo e antebraço, consiste
em três ossos.
• Quatro articulações;
• Umeroulnar
Art. Cotovelo
• Umerorradial
• Radioulnar proximal e distal;

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Cotovelo
• O cotovelo é
importante em várias
atividades, como,
alimentação, alcance,
arremesso e higiene
pessoal.

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Cotovelo

• O encaixe justo entre a tróclea e a incisura


troclear (art. Umeroulnar) ⇢ fornece maior
estabilidade estrutural do cotovelo;

• Articulação em dobradiça modificada.

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Cotovelo
• Movimento uniplanar ⇢ flexão e extensão;

• A ulna ⇢ leve quantidade de rotação axial;



• Ulna ⇢ valgismo fisiológico ⇢ 15°

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Cápsula Articular
• Cápsula articular: 3 articulações -
umeroulnar, umerorradial e radioulnar
proximal;

• Membrana sinovial: reveste a face interna da


cápsula articular;

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Ligamentos
Fibras anteriores
Fibras posteriores
Ligamento colateral ulnar Fibras transversas
Estabilização contra forças em valgo

Ligamento colateral radial


Estabilização contra forças em varo

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Sistema Nervoso

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EPICONDILITE LATERAL

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Epicondilite Lateral

• Geralmente, devido ao esforço físico intenso


ou repetitivo

• Alta incidência na população

• Idade entre 35 e 55 anos.

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Epicondilite Lateral

• Várias etiologias propostas

• Degeneração do tecido conectivo

• Vários músculos se originam em um pequeno


ponto ósseo

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Tração
contínua e
repetitiva

Microrupturas

Fibrose

Tecidos de
granulação
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Quadro Clínico

• Dor sobre o epicôndilo lateral

• Irradiação sobre os músculos extensores

• Início gradual, tornando-se intensa e


persistente;

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Quadro clínico

üDor à palpação local no epicôndilo lateral;

üDor à extensão resistida do punho;

üDor à supinação resistida;

üTeste de Cozen +;

üTeste de Mill +.

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Exames Complementares

• Radiografia

• US

• RN

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Tratamento
• Sucesso acima de 80% no tto conservador

• Repouso

• Fisioterapia – ergonomia, gestos esportivos,


alongamentos, fortalecimento muscular,
prioridade excêntrico.

• Medicação – AINH, corticóides


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Tratamento/ Cirúrgico

• Indicada em apenas 1 a cada 15 ou 20 casos;

• Falha no Tto conservador

• AVD e AVP prejudicadas

• Técnicas abertas

• Técnicas artroscópicas.

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SÍNDROMES COMPRESSIVAS

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Causas de Compressão
• Inflamatória: ⇡ da tenossinóvia, compressão
nervosa;

• Degenerativa: perda da elasticidade muscular.


Ex. M. escaleno.

• Traumática: fraturas

• Movimentos repetitivos: sobrecarga, compressão


e isquemia.
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Dermátomos

N. Ulnar

N. Radial

N. Mediano

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SÍNDROME DO TÚNEL
CUBITAL

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Síndrome do Túnel Cubital
ü Compressão do nervo ulnar
ü Septo intermuscular
ü Epicôndilo medial (valgo)
ü Sulco epicondilar
ü Túnel cubital (lig. Retinacularcubital)
ü Aponeurose profunda dos flexores e pronadores

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Diagnóstico
• Hipoestesia – área inervada pelo N. Ulnar

• Diminuição da força de preensão;

• Atrofia da M. intrínseca da mão.

• Piora à noite;

• Piora ao apoio medial do cotovelo

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Exames Complementares

• Radiografia – â de carregamento, osteófitos,


consolidação de fraturas.
• US
• RN
• ENMG – disfunção na condução de impulsos
elétricos (diagnóstico definitivo)
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Tratamento

• Conservador

üIndicado nas fases iniciais

üImobilização do membro acometido com o


cotovelo fletido em 70° e o antebraço
supinado

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Tratamento
• Conservador
üMedicamentos – AINH, analgésicos.
üFisioterapia
- Termoterapia superficial
- Crioterapia
- Laser
- US
- Cinesioterapia

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Tratamento

• Cirúrgico:

üRecorrência do processo

üLiberação do nervo ulnar do túnel

üTransposição subcutânea anterior

ü⇣ do trajeto do nervo ⇣ a tensão.

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SÍNDROME DO PRONADOR

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Anatomia Aplicada
• Nervo mediano

• Atravessa a fossa cubital

• Mergulha entre as duas cabeças do M.


pronador redondo e, a seguir, na massa
muscular dos flexores superficiais e
profundos.

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Fisiopatologia
• Compressão do nervo mediano
• 1) Terço distal do úmero
• 2) Fáscia de extensão do bíceps
• 3) Entre as duas cabeças do músculo pronador
redondo
• 4) Arco fibroso da massa muscular dos flexores
superficiais dos dedos.

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Diagnóstico
• Quadro Clínico

üDor na superfície volar

üDor na superfície proximal do antebraço

üHipoestesia na área de inervação do mediano

§ Exames

üEMG

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Exame Físico

• Flexão do Cotovelo resistido (120° e 140°)


• Pronação do antebraço e flexão do punho
resistido
• Digitopressão positiva na região do pronador
redondo
• Sinais de Phalen e Phalen invertido negativos
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Tratamento
• Conservador

ü Fisioterapia

ü US

ü LASER

ü Cinesioterapia (alongamentos e fortalecimentos).

ü Analgesia

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Tratamento
• Cirúrgico
• Descompressão
ü Liberação da Extensão Aponeurótica da
inserção do bíceps braquial que recobre o nervo
mediano
ü Porção Superficial do Pronador Redondo
ü Neurólise do Mediano
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SÍNDROME DO MÚSCULO
SUPINADOR

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Síndrome do Músculo Supinador

• Compressão do nervo radial

• Atravessa o septo intermuscular lateral no


terço médio do antebraço

• Sulco – M. braquial, M. braquiorradial, M.


extensor radial longo do carpo.

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Fisiopatologia

• Cinco locais de compressão do nervo radial;

• 1) bandas fibrosas, junto à cabeça do rádio.

• 2) Conjunto arteriovenoso de Henry.


(M.Braquiorradial, M. extensor radial longo
do carpo).

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Fisiopatologia
• 3) Parte tendínea do músculo extensor radial curto do carpo.
Comprime o nervo radial

• 4)Arcada de Frohse (estrutura tipo banda fibrosa, portanto


inelástica, localizada na borda proximal do músculo
supinador, no qual o nervo radial penetra. Esse é o local onde
as compressões ocorrem com maior frequência.)

• 5) Borda distal do M. supinador.


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Diagnóstico

• Sintomas

üDor no terço proximal do antebraço;

üDiminuição da força de preensão;

üParalisia parcial ou total dos músculos


inervados pelo ramo motor;

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Tratamento
• Imobilização
• AINH
• Repouso
• Fisioterapia
• Eletrotermoterapia
• Laser
• Cinesioterapia
• Crioterapia

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Tratamento
• Cirúrgico
• Descompressão
ü Raiz profunda do nervo radial no túnel do
supinador
ü Ressecção da Arcada de Frohse
ü Porção superficial do supinador

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Obrigada!
pattihenrique@uniderp.edu.br

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