Você está na página 1de 2

Argamassa

O que é argamassa colante? Saiba sobre a sua


composição e qual a melhor argamassa para cada
ambiente e tipo de cerâmica
December 7, 2016
|

M2V Engenharia, Negócios e Meio Ambiene

Segundo a NBR 14081/2012 (norma da ABNT para argamassa colante para assentamento de
placas cerâmicas), as argamassas colantes se definem pela mistura do cimento portland,
agregados minerais e aditivos químicos em estado seco. Quando misturadas com água
formam uma massa viscosa, plástica e aderente apropriada para o uso no assentamento das
placas cerâmicas nos diversos ambientes que compõem.

A norma técnica classifica a argamassas em três tipos:


 Argamassa colante tipo I
 Argamassa colante tipo II
 Argamassa colante tipo II
As diferenças entre elas são basicamente a proporção dos materiais constituintes, seu
nível de polimerização e suas finalidades de uso e aplicação, como qual a melhor
argamassa colante para áreas internas, melhor argamassa colante para áreas externas ou
fachadas.

Os quadros abaixo ilustram perfeitamente seus parâmetros e funções de uso:

Parâmetros de desempenho segundo NBR


14081 /2012 para argamassas colantes

Tipos de argamassa colante e suas


finalidades
As argamassas colantes tipo ACIII E e ACIII D não são muito comuns no mercado
brasileiro. Mas a indústria de aditivos químicos desenvolveu, ao longo dos anos,
celulósicos e polímeros ditos modificados que promovem as características destas
argamassas, apesar da principal motivação para estas modificações estar na origem e
características dos agregados minerais.

Observem que no quadro acima há uma desmistificação do uso das argamassas colantes,
pois, se a ACI se destina às áreas internas, desde que seja utilizada com cerâmicas
classificadas como porosas ou monoporosas. Isto significa que a argamassa colante tipo
ACI promoverá o que chamamos de aderência por ancoragem mecânica. Este fenômeno é
pela a sucção de pasta de cimento veiculado pela água indicada para a mistura desta
argamassa à porosidade da cerâmica. Como não há polímero em sua composição,
componente que promove a aderência química, se utilizarmos uma peça sem o nível de
porosidade das cerâmicas das classes BIIb e BIII, não haverá sucção nem ancoragem
mecânica, que se dá pela cristalização do cimento no poro.

Obviamente, a extensão de aderência, ou seja, a maior área de contato das argamassas


colantes com a cerâmica, contribuirá para que se tenha a melhor aderência entre placa
cerâmica e argamassas colante.

Por outro lado, as argamassas colantes tipo ACII e ACIII, ou seja, àquelas que possuem
em sua dosagem o polímero VAE (Acetato de Vinila Ettileno), promovem o que chamamos
de aderência química ou por contato. O polímero, em termos populares, promove a
“colagem” da argamassa à peça cerâmica.

Quanto menor for o nível de porosidade das cerâmicas, assim como o seu menor índice de
absorção de água, se torna mais necessário o percentual da participação do polímero VAE
na composição das argamassas colantes, assim como o tipo de polímero que poderá ser
especificado pelas suas características de flexibilidade.

Será que temos argamassas com polímeros flexíveis suficientemente para atender às
solicitações de uma fachada, por exemplo? Como definir um polímero?

Devemos entender a importância das dosagens dos componentes das argamassas


colantes, do seu equilíbrio desde a especificação correta destes materiais até o percentual
de sua contribuição nos desempenhos mecânicos.

Vale lembrar que este desenvolvimento deverá estar embasado na norma de desempenho
que trata das exigências dos usuários, pois, deve-se considerar a durabilidade dos
sistemas de revestimento. E para cumprir com este requisito deve-se se ter materiais
compatibilizados, processo executivo adequado com mão de obra treinada e qualificada e
um projeto compatível às solicitações, considerando as nossas variações climáticas.

Nas próximas publicações vamos tentar entender um pouco sobre o fenômeno das
aderências e sobre os materiais constituintes.

Enga. Stefane Vitorino