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AULA 22 - DIA 23/10/2018

CAPACIDADE DE CARGA DE ESTACAS –


FÓRMULAS DINÂMICAS

PROF. RAIMUNDO LEIDIMAR BEZERRA


DEC/CCTS/UEPB
leidimarbezerra@gmail.com 1
FÓRMULAS DINÂMICAS – CONTROLE DE CRAVAÇÃO

WP .h  R.e  X
W
Pilão
Wp = peso do pilão;
h Altura de queda R = resistência do solo à penetração da
estaca;
e = nega correspondente à altura h;
Estaca X = perdas de energia.
FÓRMULAS DINÂMICAS – CONTROLE DE CRAVAÇÃO

Wp .h  R.e  X
W As perdas são:
Pilão
h Altura de queda a)atrito do martelo nas guias;
b)atrito dos cabos nas roldanas;
c)repique do martelo;
Estaca
d)deformações elásticas do
cepo (C1) e do coxim (C2);
e)deformação elástica do solo
(C3).
FÓRMULAS DINÂMICAS
 TODAS AS FÓRMULAS DINÂMICAS FORAM
ESTABELECIDAS, COMPARANDO-SE A ENERGIA
DISPONÍVEL NO TOPO DA ESTACA COM AQUELA
GASTA PARA PROMOVER A RUPTURA DO SOLO, EM
DECORRÊNCIA DA CRAVAÇÃO, SOMADA ÀS
PERDAS, POR IMPACTO E POR ATRITO,
NECESSÁRIAS PARA VENCER A INÉRCIA DA
ESTACA IMERSA NA MASSA DE SOLO.
Wp.h = R.e + perdas
Wp = PESO DO PILÃO;
h = ALTURA DE QUEDA DO PILÃO;
R = RESISTÊNCIA DO SOLO À PENETRAÇÃO DA ESTACA;
e = NEGA.
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FÓRMULAS DINÂMICAS
 NEGA  CORRESPONDE À PENETRAÇÃO
PERMANENTE DA ESTACA, QUANDO SOBRE A
MESMA SE APLICA UM GOLPE DO PILÃO.

 EM GERAL É OBTIDA COMO UM DÉCIMO DE


PENETRAÇÃO PARA DEZ GOLPES.

 A NEGA INDICARÁ SE A ESTACA ATINGIU UMA


CAMADA RESISTENTE NA PONTA E/OU
RESISTÊNCIA LATERAL, ATENDENDO O LIMITE
DE RESISTÊNCIA À FADIGA DA ESTACA.

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FÓRMULAS DINÂMICAS
 ATUALMENTE OS MÉTODOS DINÂMICOS ESTÃO
ENTRANDO EM DESUSO EM FAVOR DOS MÉTODOS
ESTÁTICOS, PRINCIPALMENTE DEVIDO AO FATO
DA SUA NÃO APLICABILIDADE ÀS ESTACAS
MOLDADAS IN SITU.

 SÃO EMPREGADAS HOJE, PRINCIPALMENTE PARA


SE CONTROLAR COMPARATIVAMENTE A CRAVAÇÃO
DE UM ESTAQUEAMENTO NUM DETERMINADO
LOCAL.

 ESSE CONTROLE É FEITO ATRAVÉS DA


INTERPRETAÇÃO DOS VALORES DA NEGA DE
CRAVAÇÃO.
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FÓRMULAS DINÂMICAS

 DE UM MODO GERAL, AS FORMULAS DINÂMICAS


SÓ DEVEM SER APLICADAS AOS SOLOS
GRANULARES, HAJA VISTA QUE A RELAÇÃO
ENTRE A RESISTÊNCIA DINÂMICA E ESTÁTICA
DA ESTACA, EXPRESSA PELA FÓRMULA DE
CRAVAÇÃO, DEVERIA SER INDEPENDENTE DO
TEMPO, O QUE NÃO SE APLICA QUANDO SE
TRATA DE SOLOS ARGILOSOS.

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FÓRMULAS DINÂMICAS: CRÍTICAS
 ESSAS FÓRMULAS FORAM BASEADAS NA TEORIA
DE CHOQUE DE CORPOS RÍGIDOS, FORMULADA
POR NEWTON, PRESSUPONDO-SE QUE O CORPO
OBEDECE À LEI DE HOOKE E QUE A
RESISTÊNCIA É MOBILIZADA INTEIRAMENTE AO
LONGO DE TODA A MASSA, EM MOVIMENTO, DE
FORMA INSTANTÂNEA.
 ESSA HIPÓTESE ESTÁ LONGE DA REALIDADE DO
“MOVIMENTO” DE UMA ESTACA SOB A AÇÃO DO
CHOQUE DO PILÃO.
 A RESISTÊNCIA MOBILIZADA PELOS GOLPES DO
PILÃO NEM SEMPRE É SUFICIENTE PARA
DESPERTAR A RESISTÊNCIA MÁXIMA DISPONÍVEL
QUE O SOLO PODE OFERECER.
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FÓRMULAS DINÂMICAS: CRÍTICAS
 OS EFEITOS DECORRENTES DO AMOLGAMENTO,
COMPACTAÇÃO E QUEBRA DA ESTRUTURA DO SOLO
NÃO PODEM SER AVALIADOS COM UM SÓ TESTE
POIS DEPENDEM DO TEMPO.

 EXISTEM FATORES POUCO CONHECIDOS


ENVOLVIDOS NO FENÔMENO, TAIS COMO A
ENERGIA REAL APLICADA À ESTACA (QUE É
AVALIADA COMO UMA PERCENTAGEM DO PESO DO
PILÃO VEZES A ALTURA DE QUEDA) E A
INFLUÊNCIA DO COXIM E DO CEPO INSTALADOS
NO CAPACETE.

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FÓRMULAS DINÂMICAS: APLICAÇÃO

 APESAR DAS CRÍTICAS ÀS FÓRMULAS DAS


NEGAS, AS MESMAS TÊM UMA APLICAÇÃO NO
CONTROLE DA UNIFORMIDADE DO ESTAQUEAMENTO
QUANDO SE PROCURA MANTER, DURANTE A
CRAVAÇÃO, NEGAS APROXIMADAMENTE IGUAIS
PARA AS ESTACAS COM CARGA E COMPRIMENTO
IGUAIS.

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FÓRMULAS DINÂMICAS: APLICAÇÃO
 FÓRMULA GERAL (Fórmula Wiley)
eh .W p .h W p  N 2 .We
PULT  .
ec W p  We
c=1/2(K1+K2+K3)
PULT=capacidade de carga
eh=eficiência mecânica do martelo
Wp=peso do pilão
h=altura de queda do pilão
N=coeficiente de restituição elástica
We=peso da estaca
e=nega
K1=compressão elástica do capacete de cravação
K2=compressão elástica da estaca
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K3=compressão elástica do solo
FÓRMULAS DINÂMICAS
 FÓRMULA DE BRIX

WP2 .We .h WP2 .We .h


Pult  ......  ...e  .....C / ....FS  5
e(Wp  We ) 2
Pult (Wp  We ) 2

 FÓRMULA DOS HOLANDESES

W p2 .h W p2 .h
Pult  .......  .....e  .....C / .....FS  10
e(W p  We ) Pult (W p  We )

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FÓRMULAS DINÂMICAS

 PARA AS ESTACAS PRÉ-MOLDADAS DE CONCRETO


É COMUM SE ADOTAREM AS SEGUINTES
ENERGIAS DE CRAVAÇÃO (SOUZA FILHO e
ABREU, 1990):

Wp = 0,7 A 1,2 We
h = 0,7 We/Wp

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FÓRMULAS DINÂMICAS:ENERGIA APLICADA
 A ALTURA DE QUEDA h PODERÁ SER AUMENTADA ATÉ
VALORES QUE CONDUZAM A TENSÕES DINÂMICAS DE
CRAVAÇÃO, NORMALMENTE LIMITADAS A 85% DA
RESISTÊNCIA CARACTERÍSTICA DO CONCRETO.

 NÃO É ADEQUADO UTILIZAR MARTELOS LEVES


DEIXADOS CAIR DE GRANDE ALTURA, O QUE GERA
ALTAS TENSÕES NO CONCRETO DANIFICANDO-O E
NÃO CRAVANDO A ESTACA ATÉ A PROFUNDIDADE
DESEJADA.

 MESMO NO CASO DE EMPREGO DE MARTELOS DIESEL


A ENERGIA DE CRAVAÇÃO NÃO CORRESPONDE ÀQUELA
INDICADA NO CATÁLOGO DO FABRICANTE, POIS É
SABIDO QUE A ENERGIA DE CRAVAÇÃO DESSES
MARTELOS VAI DIMINUINDO À MEDIDA QUE ELE VAI
SE AQUECENDO.
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FÓRMULAS DINÂMICAS:ENERGIA APLICADA

 O MELHOR MÉTODO DE CRAVAÇÃO É O DE


UTILIZAR MARTELOS DE GRAVIDADE PESADOS
(DE 20 kN PARA ESTACAS ATÉ 30 cm DE
DIÂMETRO A 60 kN PARA ESTACAS DE 60cm DE
DIÂMETRO) CAINDO DE ALTURAS PEQUENAS
(INFERIORES A 80 cm).

 OUTRO FATOR IMPORTANTE PARA A ADEQUADA


CRAVAÇÃO DAS ESTACAS PRÉ-MOLDADAS É O USO
DE COXINS ELÁSTICOS OS QUAIS DEVEM SER
TROCADOS APÓS A CRAVAÇÃO DE CADA ESTACA.

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FÓRMULAS DINÂMICAS: TIPOS DE MARTELOS

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FÓRMULAS DINÂMICAS: TIPOS DE MARTELOS
 MARTELOS DE QUEDA LIVRE (GRAVIDADE)

 SIMPLICIDADE DE OPERAÇÃO, DE MANUTENÇÃO E


EQUIPAMENTOS CONVENCIONAIS (GUINCHO);
 OPERAM COM BAIXAS FREQUÊNCIAS DE (30
GOLPES/min) O QUE É UMA DESVANTAGEM;
 ALTURA DE QUEDA SEM CONTROLE RIGOROSO,
PODENDO VARIAR DE DEZENAS DE CENTÍMETROS;
 EFICIÊNCIA DE CRAVAÇÃO 90%, JÁ QUE A QUEDA
LIVRE NÃO OCORRE, HAJA VISTA QUE O CABO DE
SUSPENSÃO CONTINUA PRESO AO MARTELO E
ENROLADO NO TAMBOR DO GUINCHO;
 MARTELOS COM PESO VARIANDO ENTRE 10 kN E 50
kN
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FÓRMULAS DINÂMICAS: TIPOS DE MARTELOS

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FÓRMULAS DINÂMICAS: TIPOS DE MARTELOS

 MARTELOS DE SIMPLES EFEITO

 ACIONADOS A VAPOR OU A AR COMPRIMIDO;


 OPERAM COM FREQUÊNCIAS DE 30 A 70
GOLPES/min;
 MARTELOS COM ENERGIA DE CRAVAÇÃO ENTRE 20
kN.m ATÉ 1200 kN.m;
 ADMISSÃO PREMATURA DO VAPOR POR DESREGULAGEM
DA VÁLVULA OCASIONA AMORTECIMENTO DO GOLPE;
 ATRITO MECÂNICO EXCESSIVO.

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CRAVAÇÃO DINÂMICA: TIPOS DE MARTELOS
 MARTELOS DE DUPLO EFEITO

 FREQUÊNCIA OPERACIONAL DE 80 A 450


GOLPES/min;
 ENERGIAS DE CRAVAÇÃO COM ATÉ 220 kN.m;
 PESO DO PILÃO LEVE PARA DAR ALTA
FREQUÊNCIA OPERACIONAL;
 ALTA VELOCIDADE DE IMPACTO  EXTREMAMENTE
INEFICIENTE PARA CRAVAR ESTACAS PESADAS.

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MARTELOS DE DUPLO EFEITO
 MARTELOS OPERADOS COM VAPOR D’ÁGUA

 OPERADORES QUALIFICADOS É MUITO DIFÍCIL;


 PROBLEMÁTICA A MANUTENÇÃO DA CALDEIRA;
 FUMAÇA ABUNDANTE;
 REQUER GRANDE QUANTIDADE DE ÁGUA.

 MARTELOS OPERADOS COM AR COMPRIMIDO

 EQUIPAMENTOS MAIS MODERNOS;


 USO MAIS FREQÜÊNTE;
 ELEVADO CUSTO. 21
MARTELO HIDRÁULICO

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MARTELO HIDRÁULICO

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CRAVAÇÃO DINÂMICA: TIPOS DE MARTELOS
 MARTELOS DIESEL

 ENERGIA APLICADA PELO MARTELO É QUESTIONÁVEL


(EFICIÊNCIA ENTRE 40 A 75%);
 PRÉ-IGNIÇÃO PODE AMORTECER O GOLPE;
 NÃO PRECISAM DE EQUIPAMENTOS AUXILIARES;
 EXISTE SUPERAQUECIMENTO QUE OCASIONA REDUÇÃO
DA EFICIÊNCIA;
 AMPLO USO;
 FREQUÊNCIAS OPERACIONAIS DE 40 A 60
GOLPES/min;
 ENERGIA DE CRAVAÇÃO ATÉ 400 kN.m;
 SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO É MUITO IMPORTANTE.
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CRAVAÇÃO DINÂMICA: TIPOS DE MARTELOS

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CRAVAÇÃO DINÂMICA: TIPOS DE MARTELOS

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CRAVAÇÃO DINÂMICA: TIPOS DE MARTELOS

 MARTELOS VIBRATÓRIOS

 MUITO EFICIENTE PARA CRAVAR ESTACAS


METÁLICAS;
 NÃO É RECOMENDÁVEL SEU USO NA CRAVAÇÃO
DE ESTACAS DE CONCRETO POR CAUSA DAS
ELEVADAS TENSÕES DE TRAÇÃO INDUZIDAS À
ESTACA.

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FÓRMULAS DINÂMICAS: EXEMPLOS

Cálculo do peso da estaca

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FÓRMULAS DINÂMICAS: EXEMPLOS

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