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Sistema de partículas e

momento linear

Capítulo 8
Sistema de partículas
•  Até aqui estudamos movimento de uma única
partícula
•  No máximo usamos 3a Lei de Newton para
tratar movimento de 2 objetos de maneira
independente
•  Maior parte dos movimentos é mais complexa
•  A partir de agora estudaremos um sistema
formado por mais de uma partícula

Centro de massa
•  Veremos (em breve) que existe uma posição
importantíssima no estudo de um sistema de
partículas

•  É a posição do centro de massa do sistema

•  Muitas vezes (quase sempre) descreveremos o


movimento de um sistema de partículas a
partir da posição do centro de massa
Centro de massa de 2
partículas
x1
x2
•  Se temos um sistema
formado por 2 partículas m1 m2
de massas m1 e m2 que se 0 CM
movimentam em 1D (OX) x
•  Se m1=m2 centro de
•  A posição do centro de massa no ponto médio
massa desse sistema é
m(x1 + x2 ) x1 + x2

Apenas nessa situação!


xCM = =
m1 x1 + m2 x2 2m 2
xCM = •  Se m1>m2 CM está mais
m1 + m2 próximo de m1

•  Depende das massas •  Se m1<m2 CM está mais


próximo de m2
Centro de Massa
•  Se temos mais de 2 •  Posição de cada uma
partículas em 1D das n partículas do
sistema
m1 x1 + m2 x2 + ... + mn xn
xCM =
m1 + m2 + ... + mn ~ri = xi ı̂ + yi |ˆ + zi k̂
•  Ou
P •  Posição do centro de
mi x i massa do sistema
xCM =
M P
n
Massa total do sistema mi~ri
•  Movimento geral em 2 ~ CM = i=1
R
(ou 3) dimensões M
Posição do Centro de
massa
•  Em geral, posição do centro de massa é um
vetor P
n
mi~ri
~ CM = i=1
R
M
~ CM = XCM ı̂ + YCM |ˆ + ZCM k̂
R
•  Componentes independentes
P
n P
n P
n
mi x i mi yi mi zi
i=1 i=1 i=1
XCM = ; YCM = ; ZCM =
M M M
Exercício
~r1 = 0 ~r2 = aı̂
Três partículas de massas
m1=1kg, m2=3kg e m3=2kg estão
~r3 = a(cos ✓ı̂ + sen✓ˆ
|)
nos vértices de um triângulo
equilátero de lado a=1m, como
mostra a figura.

Calcule a posição do centro de


massa, no sistema de eixos
indicado na figura.

m1~r1 + m2~r2 + m3~r3 θ=60ο


~ CM
R =
m1 + m2 + m3 h i
p
m1+m2+m3=M=6 kg 1.0 + 3.aı̂ + 2. a2 ı̂ + a 2 3 |ˆ
~ CM =
R
M
Exercício
h p i
1.0 + 3.aı̂ + 2. a
2 ı̂ + a 3
2 |ˆ
~ CM =
R
M
p
~ 4aı̂ + a 3ˆ
|
RCM =
M

~ CM ⇡ 0,67ı̂ + 0,29ˆ
R |
•  Mais perto de m2 0,29

•  Tinha que estar dentro do


triângulo
Objetos extensos
•  E se tivermos que tratar
um objeto extenso?

•  S a b e m o s q u e e s s e s
objeto são compostos
por muitas partículas

•  C o m o s ã o m u i t a s ,
podemos pensar que a
distribuição é contínua
Objetos extensos
y
•  P o d e m o s d i v i d i r u m a
distribuição contínua em n
pedaços pequenos

•  Cada pedaço tem uma massa


Δmi Δmi

•  Se for pequeno o suficiente


podemos considerar todos os ri
pontos na mesma posição x

•  Posição do Centro de Massa •  Como garantir que todos os


pontos estão na mesma
z posição?

n •  Limite de Δm para 0
mi r i n
1 1
RCM = i=1 RCM = lim r i mi = rdm
M Mn i=1
M
Objetos extensos
1
RCM = rdm
M
•  A posição do centro de massa de objetos
extensos é a integral dos vetores posição de
cada elemento infinitesimal de massa dm

•  Como as componentes de um vetor são


independentes
1 1 1
XCM = x dm; YCM = y dm; ZCM = z dm
M M M
Uma barra homogênea
dm
•  Qual a posição do centro de
massa de uma barra fina,
h o m o g ê n e a , d e 0 L x
comprimento L?
•  dm?
•  Escolhemos o eixo x de
maneira a estar alinhado •  Massa é distribuída de
com a barra, com origem maneira uniforme
em uma das extremidades

•  Dividimos a barra em vários •  A barra possui densidade


pedaços infinitesimais de linear de massa constante
massa dm m
=
x
•  C a d a e l e m e n t o t e m
comprimento dx •  Em particular
M dm M
= = dm = dx
L dx L
Uma barra homogênea
x L
M
dm = dx
L
0 dm x
•  Posição do centro de
L
massa 1 L
1 x2
XCM = xdx =
1 L L 2
XCM = xdm 0 0
M L2 02
XCM =
•  x é a posição de cada 2L 2L
elemento infinitesimal L
XCM =
1 M L/2
2
XCM = xdx
M L
•  Limites de integração? 0 x
CM
Barra homogênea
•  Ou poderíamos usar a •  A posição do CM desses
simetria do problema d o i s e l e m e n t o s é o
centro da barra
•  A barra é simétrica em x1 dm + x2 dm x1 + x2
torno de seu centro XCM = =
dm + dm 2
•  Para cada elemento dm •  E podemos pensar a
que está a uma distância soma das posições do CM
x0 de um lado do centro como essa soma de pares
e x i s t e u m o u t r o d e equidistantes do centro
mesma massa dm que
está a mesma distância L/2
do outro lado dm dm
0 x
CM
Simetria
•  Se um objeto possui
simetria geométrica e
massa distribuída de
maneira uniforme

•  Seu centro de massa se


encontra no centro
geométrico

•  Centro de massa não


precisa ser um ponto
no objeto
Exemplo
2M
Qual o centro de massa de um
sistema composto por 3 barras CM2
finas, todas de comprimento L,
dispostas conforme a figura? Em
cada uma das barras, a massa é M CM1 CM3 M
distribuída de maneira uniforme no
seu comprimento e uma delas tem
massa 2M e as outras duas M.

•  O sistema de partículas é
formado pelas 3 barras
~ CM = M~r1 + 2M~r2 + M~r3
R
•  Sabemos a posição do CM de 4M
cada uma delas (no centro)
Exemplo
2M x
•  Sistema de eixos
CM2
L L L L ~r1 ~r3
~r2 = 0 ~r3 = 2 ı̂ + 2 |ˆ ~r1 =
2
ı̂ + |ˆ
2 ~ CM
R
M CM1 CM3 M
M L2 + 2M.0 + M L2
XCM = =0
4M
y
M L2 + 2M.0 + M L2 L
YCM = = ~ CM = M~r1 + 2M~r2 + M~r3
R
4M 4 4M

~ L ~ CM = XCM ı̂ + YCM |ˆ
R
RCM = |ˆ
4
Exemplo
z
Qual a posição do centro de
massa da caixa cúbica de
lado L ao lado, da qual foi
retirada a tampa superior, e
~ CM
R
a massa é uniformemente
distribuída nas faces

Posição do CM da aresta que falta


CMtot
y
Massa de casa face

•  Se a caixa tivesse as 6
arestas x
•  CM estaria no centro do
cubo •  Podemos escrever
Posição do CM das que sobraram
•  Por outro lado
P P ~ CM 5~rsob + ~rf al
~ CM = M~ri ~ri R =
R = 6
6M 6 Posição do CM de cada aresta
Exemplo
z

•  Q u e r e m o s s a b e r a
posição do centro de ~rf al
massa da caixa com
apenas 5 arestas
~ CM ~rf al
6R ~ CM
~rsob = R y
5
L
2 (6 1) L x
Xsob = = L L L
5 2 ~
RCM = ı̂ + |ˆ + k̂
L
2 (6 L 1) 2 2 2
Ysob = = L L
5 2
3L L 2L ~rf al = ı̂ + |ˆ + Lk̂
Zsob = = 2 2
5 5
Exemplo
~ L L L z
RCM = ı̂ + |ˆ + k̂
2 2 2
L L ~rf al
~rf al = ı̂ + |ˆ + Lk̂
2 2
L L 2L
~rsob = ı̂ + |ˆ + k̂ ~rsob
2 2 5
~ CM
R y

x
Velocidade e aceleração
do Centro de Massa
P
n
mi~ri
~ CM = i=1
R
M Velocidade da partícula
•  Derivando a equação i do sistema
dri
dRCM mi dt
VCM = =
dt M
•  Velocidade da posição do centro de massa de
um sistema com n partículas de massas mi
n n
mi vi mi ai
i=1
VCM = aCM = i=1
M M
Momento linear
•  O que a posição do centro de massa tem de
especial?

•  Para entender é preciso definir uma outra


h
quantidade

•  Definimos energia cinética levando em conta o


módulo da velocidade e a massa do objeto
v
•  Mas é (muito) útil definir uma quantidade que
depende da massa e da velocidade mas
também tem a informação da direção do
movimento
Momento linear
•  O momento linear de uma partícula é definido como

p
~ = m~v
•  Produto de sua massa pela velocidade
•  Assim como a energia cinética, o momento linear
depende da massa e da velocidade
•  Mas é um vetor que trás a informação sobre a direção
e sentido do movimento (tem mesmos direção e
sentido da velocidade)
•  Unidade de módulo de momento linear no SI: kg.m/s
2 Lei de Newton
a

Essa é formulação original de Newton para a 2a Lei


p
~ = m~v
•  Derivando a equação (se a massa não varia)
d~v d~
p d~
p
m = ) m~a =
dt dt dt
d~
p
F~ =
dt
•  A força sobre um objeto é a taxa de variação
de seu momento linear
Momento de um sistema
de partículas
•  Se temos um sistema formado por duas partículas (m1
e m2)
p~1 = m1~v1 ; p~2 = m2~v2
~ = p~1 + p~2
•  Momento linear do sistema (é um vetor) P
M ~ m1~v1 + m2~v2 ~CM
⇥ P = m1~v1 + m2~v2 = M V
M m1 + m2
P~ = M V
~CM
•  Momento linear do sistema de partículas é o produto
da massa total pela velocidade da posição do centro
de massa
Continua válido para mais partículas
2 Lei de Newton
a

•  2a Lei de Newton para as 2 partículas

~ d~
p1 ~ p~2
F1 = ; F2 =
dt dt
•  Dividindo as forças que atuam em cada
partícula
~1 = F
F ~1ext + F
~21 ; F
~2 = F
~2ext + F
~12
Forças externas ao sistema
Força que a partícula 1 faz em 2
Força que a partícula 2 faz em 1

d~
p1 ~ ext ~ d~
p2
F~1ext + F~21 = ; F2 + F12 =
dt dt
2a Lei de Newton
~ ext ~ d~
p1 ~ ext ~ d~
p2
F1 + F21 = ; F2 + F12 =
Soma das forças externas que atuam no sistema

dt dt
•  Somando as equações
~ ext ~ ext ~ ~ d~
p1 d~
p2
F1 + F2 + F21 + F12 = +
dt dt
•  3a Lei de Newton F ~12 = F~21
~ ext ~ ext d
F1 + F2 = (~
p1 + p~2 )
dt
~aCM
X dP~ ~CM
dV
F~ ext = =M
dt dt
2 Lei de Newton
a

•  Portanto (continua válido para mais partículas)


X
~
F ext
= M~aCM
•  A soma das forças externas que atuam sobre um
sistema de partículas é igual a massa total do sistema
vezes a aceleração da posição so Centro de Massa
•  O centro de massa se move como uma partícula com a
massa total do sistema sujeita a todas as forças
externas que atuam no sistema
•  Por isso, pudemos tratar o movimento de blocos,
carros e objetos de maneira geral como partículas
Exemplo
•  Qual o movimento de um objeto extenso que é atirado
para o alto, em um ângulo com a horizontal?

•  Movimento pode ser complicado de descrever

•  Porém, após o lançamento, quais são as forças


externas?

•  Desprezando a resistência do ar, apenas a força peso


dos objetos X ~ ext ~ = M~aCM
F = M~aCM ) P
•  Centro de massa deve se comportar como um projétil
Exemplo
Aula passada
•  Começamos a tratar um sistema de várias partículas
nP
mi~ri
•  Posição do Centro de Massa ~ CM =
R i=1
M
~ = d~
p
•  Momento linear é uma quantidade importante F
dt
•  O momento linear total do sistema está relacionado ao
CM P~ = M V ~CM
•  E que apenas forças externas ao sistema podem
alterar o movimento do CM
X
~
F ext
= M~aCM
Conservação do
momento linear
•  Retornando ao conceito de momento linear
X dP~
F~ ext = P~ = M V
~CM
dt
•  Quando a soma das forças externas é nula, o
momento linear do sistema de partículas se
conserva
•  Isso significa que a posição do CM fica em repouso
ou em MRU
•  Isso não significa que não há movimento relativo
das partículas em relação ao CM!
Movimento relativo
•  A posição de cada y
partícula em relação a
posição do CM
CM r
r~0 i = ~ri ~ CM
R r2
r 2
1

RCM

•  Mas M RCM = mi r i r1

M= mi M RCM = mi RCM
0
mi r i mi RCM = 0
Movimento relativo
r~0 i = ~ri ~ CM
R
mi r i mi RCM = 0
X X
mi (~ri ~ CM ) = 0 )
R mi r~0 i = 0

X dr~0 i X
•  Derivando mi = p~0 = 0
dt
• 
A soma dos momentos lineares em relação a
posição do CM é sempre nulo
Não é possível mover a posição do Centro de Massa
apenas com forças internas ao sistema
Momento Linear x CM
•  O centro de massa armazena o momento linear
resultante
P~ = M V ~CM
•  Apenas forças
X externas alteram o movimento do
CM F~ ext = M~aCM
•  Descrever a posição do CM é importante mas para
descrever o movimento é preciso descrever
também o movimento das partículas em relação
ao CM
•  A soma dos momentos lineares em relação ao CM
X
se cancelam
p~0 = 0
Exemplo
Um par de partículas de massas m1 e m2 ligadas por uma
mola é colocado sobre uma superfície horizontal.
Inicialmente o sistema é mantido em repouso com a mola
comprimida. O que acontece quando soltamos as
partículas:


a)Quando não há atrito entre a superfície e as massas.
b)Quando o coeficiente de atrito cinético entre a
superfície e as partículas é o mesmo µc
Exemplo
a)Inicialmente o sistema composto pelas 2 massas e
pela mola está em repouso P~0 = 0
•  O CM está inicialmente parado (onde está o CM?)

•  Depois que o sistema é solto, quais as forças


externas ao sistema que atuam? N ~1 ~2
N
•  Peso e a normal de cada massa
P~1 + N
~ 1 + P~2 + N
~2 = 0
d~
p P~1 P~2
~CM = 0
V
=0 Centro de massa permanece em repouso
dt
Exemplo
•  O momento linear total é nulo

•  O CM está e permanece em repouso

•  Mas as massas se movem p~1 + p~2 = 0 ) p~1 = p~2


m1
~v2 = ~v1
m2
•  Velocidades são sempre contrárias
Exemplo
m1
•  Caso 1: m1=m2 ~v2 = ~v1
m2
•  CM está no ponto médio entre as massas

•  Mola estava comprimida então, inicialmente

•  Velocidades vão aumentanto até passar pela posição


de equilíbrio da mola

•  Depois vão diminuindo até parar no ponto de


distensão máxima, quando voltam (mesma amplitude)
~a1 CM ~a2
Exemplo
m1
•  Caso 2: m1<m2 ~v2 = ~v1
m2
•  CM está mais próximo a m2

•  Mola estava comprimida então, inicialmente

•  Velocidades vão aumentanto até passar pela posição


de equilíbrio da mola (mas sempre )
|~v2 | < |~v1 |
•  Depois, diminuindo até parar no ponto de distensão
máxima, quando voltam (mesma amplitude)
~a1 CM ~a2
Exemplo
b)Se há atrito, forças externa

•  Peso e normal continuam se anulando

•  Mas há agora as forças de atrito


~1 ~2
|F~at | = µc N = µc mg N N

•  Se uma das massas é maior, o


atrito também é maior F~at1 F~at2
P~1 P~2
X dP~ Nesse caso o CM se move no sentido da força
~ ext
F = de atrito da partícula de maior massa
dt Amplitude diminui
Exercício
Um sistema é constituído por duas
partículas de massas m1=2m e m2=m,
presas por uma barra rígida fina, que
pode ser considerada sem massa. O
sistema está inicialmente em
repouso em uma mesa horizontal
sem atrito, na posição representada
na figura quando começam a atuar,
no mesmo instante t=0, duas forças
constantes de mesmo módulo F.

a)Qual a posição do CM em um
instante de tempo t posterior a t=0?

b)Qual seria a resposta caso as


partículas não estivessem presas
pela barra rígida?


Exercício
a)Posição do CM?
F~1 = Fı̂; F~2 = F |ˆ
•  Forças externas que atuam?

•  Peso e normal se cancelam em


cada uma das partículas

•  As forças F~1 e F~2


F~1 + F~2 = (m1 + m2 )~aCM
F~1 + F~2
•  Forças são constantes ~aCM =
m1 + m2
•  CM descreve um MRUV F (ı̂ + |ˆ)
~aCM =
3m
Exercício
F (ı̂ + |ˆ)
•  MRUV ~aCM =
3m
~ ~ ~ 1
RCM (t) = RCM 0 + VCM 0 t + ~aCM t2
2
•  Precisamos de posição
e velocidade do CM no ~ CM 0
R
instante inicial 2b/3

•  Inicialmente sistema b/3


em repouso V~ = 0
CM 0
~ m1~r10 + m2~r20 mbı̂ + 2mbˆ
| ~ b 2b
RCM 0 = = RCM 0 = ı̂ + |ˆ
m1 + m2 3m 3 3
Exercício
F (ı̂ + |ˆ)
•  Por componentes ~aCM =
3m
b F 2
XCM (t) = + t
3 6m ~aCM
2b F 2
YCM (t) = + t
3 6m
•  Ou vetorialmente 2b/3 ~ CM 0
R
b/3

✓ ◆ ✓ ◆
~ CM (t) = b F 2 2b F 2
R + t ı̂ + + t ı̂ b 2b
3 6m 3 6m ~
RCM 0 = ı̂ + |ˆ
3 3
Exercício
b)Se não houvesse a barra?

•  A força que a barra exerce sobre as


partículas (e as força a manter a
distância fixa) é uma força interna do
sistema

•  Não afeta a posição do Centro de


Massa

•  A posição do centro de massa será a


mesma do item anterior

•  Porém, as partículas seguirão


movimentos independentes

•  CM segue um MRUV na direção da


resultante das forças

Intervalos de tempo diferentes!


Recuo de arma

•  Inicialmente o sistema está em repouso


~CM = 0
p~tot = 0 ) V
Recuo de arma
•  Sem força externa resultante
~ =0
p~tot = 0 ) m~v + M V
•  Com as velocidades em relação a Terra

•  Portanto, ao disparar o canhão recua com velocidade no


sentido contrário de módulo m
~|=
|V |~v |
•  Velocidade v em relação a Terra? M

~vbc = ~v ~ ) ~v = ~vbc + V
V ~
•  Velocidades em sentidos contrários
m m
v = vbc V )V = (vbc V ) V = m + M vbc ⇡ 2,9 m/s
M
Recuo de armas
Exercício
Nevado e Gelado são dois esquimós, ambos de massa 70 kg, e
estão sentados nas extremidades opostas de um trenó de
massa 50 kg e comprimento de 4 m. Nevado carrega um peixe
de massa igual a 10 kg e inicialmente todos estão em repouso.
Em um dado momento, Nevado joga o peixe para Gelado que
o apanha. Desconsidere o atrito entre o trenó e a neve e que a
massa do trenó está distribuida uniformemente.

a)  Qual a velocidade do trenó depois que Gelado apanha o


peixe?

b)  De quanto o trenó se moveu entre o instante que um


esquimó lançou o peixe e o instante em que o outro o
apanhou?


Exercício
a)Sistema formado pelos 2 esquimós, o trenó e o
peixe
•  Inicialmente estão todos em repouso

p~ = 0
•  Não há atrito entre o trenó e a neve
•  Forças externas são apenas os pesos e as normais
(todos verticais que se equilibram)
•  Portanto, o momento linear se conserva
Exercício
•  Pode haver movimento
relativo entre as partes ~ ~v
mas X V
p~0 = 0
•  Quando um esquimó
joga o peixe para o outro
o trenó se move no
sentido contrário
~ =0
mp~v + M V
•  Quando o peixe chega ao
outro esquimó não há
mais movimento relativo Conjunto trenó+esquimós
(sistema move-se em
conjunto)

Depois que Gelado apanha o peixe, o sistema deve estar em repouso novamente
Exercício
b)O quanto o trenó anda? •  Antes de Nevado lançar
o peixe
•  Momento linear do
sistema se conserva
(não há forças externas N CM G
na horizontal e na
vertical se anulam)
•  Escolhendo o eixo OX
~CM = 0
Mtot V horizontal para direita
e a origem no centro
•  C e n t r o d e m a s s a do trenó
p e r m a n e c e e m MN x N + MG x G + MT x T + Mp x p
repouso X CM =
MN + MG + MT + Mp
70.2 + 70.2 + 50.0 + 10.2
XCM = = 10 cm
200
Exercício
•  Olhando apenas para
N G
situação final

•  Trenó se locomoveu Δx N G
p a r a e s q u e r d a
enquanto o peixe ia de
200 x + 20
um esquimó ao outro XCM =
200
= x + 0,1m = x + 10cm

MN x N + MG x G + MT x T + Mp x p
XCM = •  Posição do CM
MN + MG + MT + Mp
permanece a mesma
70.(2 + x) + 70.(2 x) 50. x + 10.(2 x)
XCM =
200

x + 10 = 10 ) x = 20 cm
Poderíamos usar a simetria do problema
Andando em cima de
uma prancha
•  Se tentamos andar em uma prancha (ou num
barco, ou num trenó) que está na água (sem
atrito)

•  Posição do CM está em repouso então a


prancha anda no sentido contrário

•  Quando paramos, a prancha também deve


parar
Andando em cima de
uma prancha