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APOSTILA Nº12

MATÉRIA: TRIBUNAL ECLESIÁSTICO NA


IGREJA
CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL - CURSO DE PASTOR 2

© 2014, de Emerson Martins de Oliveira


Título do original

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INDICE
TRIBUNAL ECLESIÁSTICO NA IGREJA

COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL ECLESIÁSTICO

TIPOS DE CASAMENTO

TAREFA DO CELEBRANTE

MODELO DO TERMO

MODELO DA PETIÇÃO

MODELO DO TERMO DE CASAMENTO RELIGIOSO

PETIÇÃO AO OFICIAL SOLICITANDO O REGISTRO DO CASAMENTO

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TRIBUNAL ECLESIÁSTICO NA IGREJA

A Igreja é uma sociedade de pessoas que se relacionam, criando obrigações vinculantes


que geram, às vezes, litígios e conflitos, que precisam de meios técnicos para facilitar e
possibilitar a justiça. O processo canônico é, portanto, este meio jurídico, instrumento
técnico utilizado para a resolução dos conflitos entre as pessoas na Igreja.
FUNÇÃO
É de fundamental importância o exame, discussão e decisão de um assunto em questão
de competência da Igreja. O ministro religioso com visão bíblica e, em muitas vezes
constitucional, deverá orientar membros de sua comunidade a resolver suas pendências
pacificamente sem precisar intervenção judicial, ou seja, de forma amigável resolver entre
si suas questões de modo a não gerar processos judiciais. Na Bíblia, encontramos uma
repreensão a respeito em I Coríntios 6.5: “Para vos envergonhar o digo. Será que não há
entre vós sequer um sábio, que possa julgar entre seus irmãos?” Além de ajudar o poder
judiciário, estamos cumprindo um ensinamento Bíblico.

COMPOSIÇÃO DO TRIBUNAL ECLESIÁSTICO

Ministro religioso: deve ter preparo moral, psicológico, teológico e ser conhecedor da lei.
Ele instaura um tribunal, ouve as partes e, se necessário, nomeia uma junta de pessoas
capacitadas para ajudá-lo numa decisão que seja boa para ambas as partes e que seja justa.
Finalmente, nos Tribunais Eclesiásticos, aparecem também os advogados e procuradores.
O advogado é o conselheiro jurídico de uma das partes. É de competência do juiz
presidente da causa em pauta solicitar exames com peritos.

A função de juiz do tribunal eclesiástico tem reconhecimento pelo ministério do trabalho


e emprego através do CBO 2631

Juiz de Paz Eclesiástico: NÃO É AUTORIDADE POLICIAL, NÃO É


AUTORIDADE LEGISLATIVA, NÃO É AUTORIDADE POLITICA, NÃO GOZA
DE DIREITOS ESPECIAIS. JUIZ ECLESIASTICO É AUTORIDADE
ECLESIÁSTICA, APTO AO EXERCICIO DE REALIZAÇÃO DE CASAMENTOS,
SENDO COM PRÉVIA HABILITAÇAO OU PÓS HABILITAÇAO.
É um Título Honorífico, já que cada ministro do Evangelho pode celebrar
CASAMENTO RELIGIOSO com efeito civil conforme a lei nº1110/50 e lei nº6015/73.

Lei nº 1110/50: Art. 2º: “Terminada a habilitação para o casamento perante o oficial do
registro civil é facultado aos nubentes, para se casarem perante a autoridade civil ou

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ministro religioso, requerer a certidão de que estão habilitados, na forma da lei civil,
deixando-a, obrigatoriamente, em poder da autoridade celebrante, para ser arquivada.”

Lei nº6015/73: Art. 72: “Os nubentes habilitados para o casamento poderão pedir ao
oficial que lhes forneça a respectiva certidão, para se casarem perante autoridade ou
ministro religioso, nela mencionando o prazo legal de validade da habilitação.”

A Lei confere o exercício da autoridade civil aos ministros religiosos: Pastores, Padres, e
religiosos assemelhados devidamente credenciados em sua respectiva denominação, a
qual deverá se encontrar regularmente inscrita no Cadastro Nacional das Pessoas
Jurídicas (CNPJ),(desde que se encontrem na condição de membros ativos de uma
Associação representativa de classe) portadores dos respectivos documentos de
identificação, a lei confere a função de Ministro Religioso da Justiça de Paz (Ministro da
Justiça de paz).
LEI FEDERAL Nº 6.015 DE 31 DE DEZEMBRO DE 1973
Art. 74. “O casamento religioso, celebrado sem a prévia habilitação, perante o oficial de
registro público, poderá ser registrado desde que apresentados pelos nubentes, com o
requerimento de registro, a prova do ato religioso e os documentos exigidos pelo Código
Civil, suprindo eles eventual falta de requisitos no termo da celebração.”
Parágrafo único. Processada a habilitação com a publicação dos editais e certificada a
inexistência de impedimentos, o oficial fará o registro do casamento religioso, de acordo
com a prova do ato e os dados constantes do processo, observado o disposto no Art. 70.

Art. 75. “O registro produzirá efeitos jurídicos a contar da celebração do casamento.


Obs.: É de extrema importância o casal registrar a qualquer tempo o casamento civil (pela
lei, ambos permanecem no estado civil solteiros).

A Função de Ministro Religioso da Justiça de Paz


A Constituição da República Federativa do Brasil, através do Código Civil Brasileiro, por
intermédio da disposição estatuída em seu artigo 1515, conferem ao ministro religioso, a
qualidade de Ministro Religioso da Justiça de Paz, com competência para a celebração do
casamento civil, na modalidade religiosa com efeitos civis mediante habilitação prévia. O
Pastor, após o término da realização da cerimônia religiosa do matrimônio, em que
esteve investido na condição da autoridade religiosa, em ato subseqüente, com a
permanência dos noivos no altar, assume autoridade civil, e realiza a celebração do
casamento civil, nos termos da lei, perante toda a Igreja.

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TIPOS DE CASAMENTO

1 - CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO CIVIL: É aquele celebrado fora das


dependências do Cartório, como Igrejas,clubes, associações, praia etc. Porém quem
preside o ato do casamento não é o Juiz e sim a autoridade religiosa. Da mesma forma
que o casamento em Cartório, este deve ser realizado de forma pública, a portas abertas
durante todo o ato de sua realização.
TAREFA DOS NUBENTES
1º Passo: Nesta modalidade de casamento, os noivos têm que dar entrada ao processo de
habilitação para o casamento no cartório, da mesma forma que as outras modalidades.
Após 30 dias, não havendo nenhum impedimento legal, o cartório expedirá um
documento chamado Certidão de Habilitação, que deverá ser entregue a autoridade
religiosa antes da realização da cerimônia.
2º Passo: Após a realização da cerimônia, os noivos não recebem a Certidão de
Casamento, mas sim um Termo de Casamento, que precisa ser levado ao cartório num
prazo de 90 dias (a contar da data da realização da cerimônia) para registrar o
casamento. Caso isso não ocorra, o casamento não fica regularizado no cartório, isto é, os
noivos permanecem solteiros.
3º Passo: Após o casamento o casal, ou a pessoa autorizada deverá levar ao cartório os
respectivos documentos expedidos pelo celebrante, a fim de surtir o efeito civil no
documento

TAREFA DO CELEBRANTE

O celebrante deve estar munido com documentos exigidos para evitar constrangimentos
para ambas as partes. Vale a pena lembrar que a igreja ou associação deverá ter uma ata
própria no livro de registro onde deverá ser assinada pelo celebrante, noivos e
testemunhas e esta mesma ata deve ter as mesmas anotações do termo de casamento.
Documentos do celebrante.
- Termo do Casamento em papel timbrado da Igreja ou da Associação (com firma
reconhecida);
- Xerox do documento do celebrante (credenciais de ministro religioso ou de Juiz de
Paz);
- Petição ao oficial solicitando o registro do casamento;
- Qualificação do celebrante (com firma reconhecida);

* Estes documentos deverão ser entregues ao casal após a celebração para que sejam

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encaminhados ao surtimento civil do casamento).

MODELO DO TERMO

NOME DA IGREJA
ENDEREÇO COMPLETO E CNPJ

TERMO DE CASAMENTO RELIGIOSO COM EFEITO CIVIL

Às 20 horas do dia 29 do mês de agosto do ano de 2008, na ( local do casamento),


localizada na rua (endereço completo),lugar accessível a todas as pessoas, de portas
abertas, perante mim (celebrante) e na presença das testemunhas abaixo nomeadas,
assinadas e todas capazes, após haverem firmado o propósito de se casarem de livre e
espontânea vontade receberam-se em matrimônio pelo regime da Comunhão Parcial de
Bens.

ELE (nome do noivo), brasileiro, profissão auxiliar de caminhão, solteiro, 35 anos de


idade, nascido em (data de nascimento) em (local), domiciliado na (endereço completo).
Filho de (nome do pai) e de (nome da mãe).

ELA (nome da noiva), brasileira, profissão estudante, solteira, 20 anos de idade, nascida
em (data de nascimento) em (local), domiciliado na (endereço completo). Filha de (nome
do pai) e de (nome da mãe).

Os nubentes apresentaram a certidão de habilitação civil nos termos do Código Civil


Brasileiro de acordo o artigo 1.525, incisos I, lll, IV e V havendo o processo corrido nos
trâmites legais. O edital foi publicado no Diário Oficial do Poder Judiciário em vinte e
oito de julho de dois mil e oito (28/07/2008) estando assim aptos, foi celebrado o ato
religioso dos contraentes (nome dos nubentes), que passará a usar o nome (nome que a
noiva usará depois de casada).
Foi ouvido o Curador de casamento, e homologado pelo MM. Juiz de Direito da Vara de
Família e Sucessões desta Comarca.
E para constar, lavrei esta ata o presente em duas vias, uma neste documento timbrado e
outra no livro próprio de registro de casamento. Assinada por mim o celebrante e
reconhecido firma, cônjuges e testemunhas.

Esposo:________________________________________________________________
__________

Esposa:________________________________________________________________
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_________

Celebrante:_____________________________________________________________
___________

O referido é verdade e dou fé.

(local e data)

Testemunhas

Nome:_________________________________________________________________
___________
Nacionalidade:________________Natural:_________________________Estado
Civil____________
Endereço:______________________________________________________________
___________
RG__________________________Orgão
expedidor:_________CPF__________________________

Nome:_________________________________________________________________
___________
Nacionalidade:________________Natural:_________________________Estado
Civil____________
Endereço:______________________________________________________________
___________
RG__________________________Orgão
expedidor:_________CPF_________________________

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MODELO DA PETIÇÃO

ILMO(a) SR.(a) OFICIAL(a) DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS.

Eu (celebrante), pastor evangélico da referida igreja onde foi celebrado esse casamento
em minhas qualificações: Doutor em Teologia, Juiz de Paz do Tribunal Eclesiástico
(qualificação do celebrante) venho mui respeitosamente, solicitar de V. Sra. se digne
registrar no livro competente dessa Serventia, para que produza os efeitos legais, o
casamento de (nome dos nubentes) conforme termo anexo do casamento religioso com
efeito civil, (data, hora e local do casamento).
Nestes termos, pede deferimento.
(local e data)
___________________________________
(pastor celebrante)

MODELO DA QUALIFICAÇÃO DO CELEBRANTE


QUALIFICAÇÃO DO CELEBRANTE
Eu (nome do celebrante), pastor evangélico da referida Igreja onde foi celebrado esse
casamento religioso, em minhas qualificações: Doutor em Teologia, Juiz de Paz do
Tribunal Eclesiástico (qualificação e endereço do celebrante).

Declaro para todos os fins que


O referido é verdade e dou fé.

(local e data)

____________________________________
(pastor celebrante)

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2 - CASAMENTO RELIGIOSO: Todo ministro religioso devidamente credenciado e


ordenado, poderá realizar casamento religioso na sua própria Igreja sem a habilitação
oficial do cartório. Caso os nubentes queiram caráter civil em seu documento, eles
deverão em qualquer tempo apresentar ao cartório o documento da realização da
celebração religiosa ao oficial competente, qualificação do celebrante e testemunhas.

Mas é importante lembrar que, de acordo com o Novo Código Civil, também é possível
se casar primeiro no religioso e depois registrar o mesmo no civil. Para isso, é necessário
que os noivos compareçam ao cartório, juntamente com as 02 testemunhas (após a
cerimônia religiosa) com os documentos habituais (certidões e R.G.), o Requerimento de
Casamento Religioso com Efeito civil e o Termo de Religioso com Efeito civil, feito pela
igreja, já com a firma reconhecida do Celebrante e dar entrada nos papéis de casamento
no cartório.
Após 16 dias, os noivos ou outras pessoas designada por eles (através de procuração),
deve comparecer ao cartório e retirar a certidão de casamento civil.

MODELO DO TERMO DE CASAMENTO RELIGIOSO

CERTIDÃO DE CASAMENTO RELIGIOSO


(ARTIGO 1515 – CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO)

Certifico que foi realizado o casamento religioso de: (nome do noivo) e (nome da noiva)
sendo ele natural de (local e data) portador do R.G. (nº) e CPF (nº), filho de (nome do
pai) e (nome da mãe). Sendo ela natural de (local e data), portadora do RG: (nº) e CPF
(nº), filha de (nome do pai) e (nome da mãe). O casamento foi realizado aos (data
completa), de acordo com o artigo 1515 do C.C.B. Foram testemunhas do ato:
(testemunha 1 : RG e CPF) e (testemunha 2: RG e CPF). Tendo como celebrante, o (a)
pastor (a) (nome do celebrante), ministro de confissão religiosa de Justiça de Paz. Para
constar, foi lavrada a presente ata, registrada em livro próprio da Igreja e servirá de prova
da realização do casamento religioso (artigos 1515 e 1516 CCB).

NUBENTES:

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NOIVO:____________________________________________________________

NOIVA:____________________________________________________________

_________________________ ________________________
1ª Testemunha 2ª testemunha

(local e data)

______________________________________
(nome e matrícula do celebrante)
MINISTRO RELIGIOSO DA JUSTIÇA DE PAZ
JUIZ DE PAZ ECLESIASTICO DEC LEI 6.015 – ART 1515 – 1516 CBO

“Digno de toda honra seja o matrimonio bem como leito sem mácula.” Hb 13:4

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PETIÇÃO AO OFICIAL SOLICITANDO O REGISTRO DO


CASAMENTO

ILMO(a) SR.(a) OFICIAL(a) DO REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS NATURAIS.

Esse casamento em minhas qualificações,ministro religioso da Justiça de Paz, pr.


evangélico da referida igreja onde foi celebrado o casamento religioso, brasileiro, servidor
público(qualificação,e endereço),venho mui respeitosamente, solicitar de V. Sra., que se
digne registrar no livro competente dessa Serventia, para que produza os efeitos legais, o
casamento de (nome dos nubentes)conforme a lei Federal Nº 6.015 de 31 de dezembro
de 1973 e art. 1516 § 2º do Código Civil Brasileiro, após haverem firmado o propósito
casarem-se de livre e espontânea vontade. Receberam-se em matrimônio em casamento
religioso para ser registrado a qualquer tempo. O casamento religioso foi celebrado às 20
horas, no (data e local).
Nestes termos, pede deferimento.
(data e local)
___________________________________
Juiz de Paz Eclesiástico

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