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APOSTILA Nº3

MATÉRIA: CÓDICO DE ÉTICA DO


MINISTRO
CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL - CURSO DE PASTOR 2

© 2014, de Emerson Martins de Oliveira


Título do original

EDITORA INSPIRAÇÃO DE DEUS


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INDICE
CODIGO DE ÉTICA DO MINISTRO

OQUE SIGNIFICA SER MINISTRO

OQUE É LIDERANÇA ECLESIÁSTICA

CINCO PONTOS FUNDAMENTAIS DA CHAMADA

CARACTERÍSTICA DO OBREIRO

O OBREIRO E SUA APARÊNCIA

VOCÊ E O POVO

O OBREIRO E SUAS EMOÇÕES

O OBREIRO E PÚLPITO

O OBREIRO E SUA FAMÍLIA

A ÉTICA NAS RELAÇÕES ECLESIÁSTICAS

O CAMINHO PRINCIPAL DO OBREIRO

A ARTE DO EVANGELISMO PESSOAL

A EVANGELIZAÇÃO PROGRAMADA

O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO

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CODIGO DE ÉTICA DO MINISTRO


INTRODUÇÃO

O QUE SERIA UM CÓDIGO DE ÉTICA PARA MINISTROS E LIDERANÇAS


ECLESIÁSTICAS? PARA QUE SERVE? E COMO FUNCIONA?

Bom em resposta as referidas perguntas, um código de ética pode ser definido por regras
ou padrões de comportamento, aqui no caso dos Ministros e Lideranças Eclesiásticas.

Serve para orientar e capacitar os mesmos para a obra de Deus.

E funciona da seguinte maneira, toda profissão ou exercício público tem um processo de


aprendizagem e treinamento, No Pastoreio não é diferente todo Ministro ou Líder
eclesiástico que se preze deve ter no mínimo , um bom treinamento para poder exercer a
obra que foi chamado, Afinal de contas estará lidando com um público precioso
chamado povo de Deus.

O objetivo desse manual de treinamento é ajustar alguns pontos relevantes para que a
obra seja agradável e produtiva.

O desejo do meu coração é que esse manual seja útil

OQUE SIGNIFICA SER MINISTRO

Ministro é toda e qualquer pessoa que recebe um cargo eclesiástico para exercer tal
função.

Nos dias de hoje é comum chamarmos os pregadores de Ministros, Mas nem todos
pregadores necessariamente são Ministros. A pessoa para portar o título de Ministro
precisa ser Ordenada e Consagrada ao cargo de : Presbítero, Evangelista, Bispo, Pastor,
Missionário e etc...

Diácono ou Diaconato não são Ministros, mas estão caminhado para o ministério de
Ministro. Na igreja Primitiva a função do Diácono era: Cuidar e Zelar da obra (Que
envolve cuidados com os órfãos, viúvas e a preparação da mesa do Senhor ”conhecida
como Santa Ceia”). “Atos,6:1-2”

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Isso não quer dizer que o cargo de um Diácono seja inferior a um de Ministro. Até
porque os requisitos para escolha em “Atos,6:3” mostra a importância desse tão valioso
Ministério.

OQUE É LIDERANÇA ECLESIÁSTICA


Diferente do que vimos com os Ministros, Que para ser atribuído esse título a alguém é
necessário que essa pessoa seja ungida pelos respectivos cargos anteriormente citados. A
Liderança eclesiásticas não necessita de cargo para desempenhar suas funções. Para
melhorar nossa compreensão vou citar um exemplo: Um líder da juventude ou jovens
não precisa necessariamente ser ministro nem portar cargo eclesiástico para exercer seu
papel.

Pode ser um membro com a incumbência dessa tarefa. Logo então esse agora faz parte
da liderança eclesiástica.

Mais então para que treinar Ministros com Lideranças Eclesiásticas juntos? A resposta é
simples, ambos trabalham juntos para um melhor aperfeiçoamento da obra.

CÓDIGO DE ÉTICA

Bom vamos ao código de ética para Ministros e Lideranças Eclesiásticas.

1º Um Ministro ou Líder que prega a palavra não deve criar expectativas em torno de si.
Como por exemplo: existe pessoas que antes de começar a pregar faz menção de
mensagens passadas porque ficou admirado pela forma que Deus o usou. Muitos chegam
a dizer “Ontem fui pregar em uma igreja e Deus usou minha vida grandemente,
aconteceu Curas, Milagres, Batismo com Espirito Santo, Salvação”. Pronto a expectativa
foi criada e gerou no público uma certa dependência da sua pessoa.

Se porventura a mensagem pregada não tiver o mesmo efeito o público ficará frustrado
tentando achar um culpado para o suposto fracasso da mensagem. E sabe em quem o
público vai atribuir o fracasso? . Em Deus, na Igreja, no Pastor local e até mesmo em
você, colocando assim a obra e seu ministério em descrédito.

Sem contar que quando um pregador não gera uma dependência do público à Jesus, a
mensagem se torna vazia e sem brilho.

Atribuir Honra e Glória a Jesus é o motivo do êxito de muitos pregadores famosos.

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2º Uma boa mensagem deve ter começo, meio e fim. Mensagens longas e sem
fundamento enfada o público tirando assim a atenção dos mesmos.

3º Nunca force o público a fazer nada que não queira, Como por exemplo “apontar para
o irmão” , “cutucar o irmão do lado”, entre outros. Muitos desses hábitos constrange o
público a ponto de não prestarem atenção na mensagem.

4º Nunca obrigar o público a dar Glórias e Aleluias, até porque isso é um ato de
adoração e deve ser espontâneo.

5º Nunca utilizar o período precioso da mensagem que vareia de 30 á 40 minutos para


expor Títulos, Diplomações e Graduações, o público não tem nada a ver com isso e
precisa ouvir a palavra de Deus, Seus títulos e atributos não acrescenta nada na
mensagem e soa como uma pessoa exaltada.

Lucas. 24.45

“Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras.”


Para começamos o nosso estudo é necessário saber que iremos compreender as
escrituras se o Senhor Jesus e seu Santo Espírito nos abrir o entendimento.
Peçamos então para ELE esta graça. Oremos...

Para prosseguirmos o estudo faz-se necessário saber diferenciar, Doutrina ( Princípios


fundamentais de uma crença, sistema ou ciência.) e Costumes.( Prática habitual, modo de
proceder. = HÁBITO, Procedimento, modo de viver.. Usanças, práticas.)
Isto quer dizer que o descumprimento de uma doutrina leva-mos a perdição e o
descumprimento de um costume não.
Exemplos de doutrina (Salvação, pecado, perdão, batismo, santa ceia, céu, inferno, anjos,
Deus, Jesus, Espírito Santo etc.)
Exemplos de costumes (tamanho do cabelo, unhas, brincos, roupas, comidas, bebidas,
etc.)
Um exemplo claro em nosso pais é o de tomar café “O que é a cafeína’’?
A cafeína é conhecida cientificamente como trimetilxantina e sua fórmula química é
C8H10N4O2 Quando isolada na forma pura, a cafeína é um pó cristalino branco com
sabor muito amargo. A principal forma de se obtê-la é pelo processo de descafeinização
de café e chá.
Na Medicina, a cafeína é usada como estimulante cardíaco e também como diurético
leve. Recreativamente, ela é utilizada para fornecer uma "dose extra de energia" ou para se
ter um sentimento de agitação. Também é freqüentemente usada para manter as pessoas
acordadas por mais tempo. Estudantes e motoristas costumam utilizá-la para ficarem
acordados até tarde. Muitas pessoas se sentem como se não pudessem fazer nada pela

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manhã antes de tomar uma xícara de café. A bebida lhes fornece cafeína e dá ânimo para
começar o dia.
A cafeína é uma droga que causa dependência. Entre suas muitas ações, ela age usando
os mesmos mecanismos das anfetaminas, cocaína e heroína para estimular o cérebro. Os
efeitos da cafeína são mais leves que o das drogas mencionadas, mas manipulam os
mesmos canais do cérebro. Esse é um dos motivos pelos quais ela pode viciar. Se você se
sente como se não pudesse fazer nada sem ela e tem que consumi-la todos os dias, então
você é dependente da cafeína.

EM PRIMEIRO LUGAR

Tiago 1:22-25 E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos


com falsos discursos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é
semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural. Aquele, porém,
que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte
esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.
Hoje em dia temos muitos pregadores, que não são praticantes da palavra, pois quando
vem as primeiras lutas eles abandonam a obra com mil desculpas.
Ex: irmão você tem que superar, veja o exemplo de Paulo.
Resp- Eu não sou Paulo, Paulo foi Paulo, eu sou eu.
Jeremias agüentou mais eu não agüento.
Romanos 15:4 Porque tudo o que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para
que pela paciência e consolação das Escrituras tenhamos esperança.

ÉTICA do MINISTRO

Entendemos por ética, em sentido cristão, com aplicação à vida e atividades ministeriais,
a ciência que nos ensina a descobrir, classificar, explicar e aplicar as regras da pura
moralidade cristã à vida humana no presente; e, por este motivo, ela nos põe diretamente
em contato com os deveres e a missão do homem como obreiro de almas vivas,
racionais, espirituais e cristãs.

A ÉTICA BÍBLICA

o “sim” e o “não” de Deus e o “sim” e o “não” dos homens.


A ética bíblica não depende de maiorias ou de minorias. O que significa que a sociedade
pode ser chamada a decidir em referendo o que quer que seja e pronunciar-se de modo
contrário aos princípios que a Bíblia encerra e, como cristãos, continuaremos a pensar e a
agir de acordo com ela e não com a maioria social. O pecado não é decidido pela
consciência humana, pela sociedade no seu todo ou pelas estruturas do poder político.
Certas práticas podem ter sido consideradas no passado erradas e até mesmo um crime, e
jurídica e politicamente deixarem de o ser. O que pode deixar de ser crime na ordem
jurídica continua a ser pecado diante de Deus. O que os homens consentem e
liberalizam, Deus reprova. O pecado existe diante da santidade divina e do Seu plano e
propósito. As instituições humanas podem despenalizar e liberalizar o que entenderem,
não conseguirão
evitar as suas conseqüências presentes e eternas. Importa salientar que à luz da Bíblia
todos sem excepção somos pecadores, separados de Deus e condenados a viver assim

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eternamente. Por isso todos carecemos de perdão e reconciliação, só possíveis mediante


o que Jesus realizou a nosso favor quando morreu na cruz. Da mesma forma como o
homem não pode modificar as leis que presidem à natureza, não pode modificar os
valores morais, éticos e espirituais que Deus estabeleceu. E se não pode fazer tanto uma
como outra coisa, também não pode impedir que as conseqüências do pecado ocorram.
Fala-se hoje em dia muito em minimização de riscos, mas a verdade é que as
conseqüências dos actos pecaminosos do homem continuam a afectar a sua vida e a
disseminar a morte. Deus não criou o homem como árbitro do bem e do mal porque
esse é um atributo que apenas pode pertencer ao Criador. É Aquele que cria que decide
acerca dos princípios que presidem à harmonia da Sua criação. O homem foi criado para
viver em amor, porque foi criado pelo amor de Deus e para o Seu amor. A santidade do
homem residia nessa relação de intimidade, de pertença, de relacionamento. A ética
cristã não é emocrática mas teocrática. A voz do povo não é a voz de Deus. Muitas vezes
é diametralmente oposta. Considero que o sistema político democrático é o melhor de
todos os que ao longo da História surgiram no respeito da dignidade da pessoa e da vida,
dos direitos fundamentais de expressão e de culto, no confronto tolerante das idéias e dos
programas político-partidários, na defesa dos mais desfavorecidos, respeitando as
minorias.
No entanto as democracias surgiram e só poderão subsistir mantendo fundamentos
essenciais que têm como alicerce sólido a revelação divina na Bíblia. Assistimos hoje em
dia a uma degradação de alguns sistemas ditos democráticos em que os valores estão a ser
comprometidos e eles arrastarão atrás de si a essência de uma democracia saudável,
mantendo-lhe o rótulo mas sem uma real correspondência na prática. A democracia e a
liberdade deixaram de ser orientadas em função da justiça, da integridade, da verdade, da
solidariedade, do respeito pela pessoa e da vida (da concepção à morte), e passaram a ser
sinônimos de libertinagem, de corrupção, de malabarismos hipócritas. As democracias
toleram e sustentam desequilíbrios sociais e econômicos aberrantes, muitos dos seus
paladinos servem-se dela para alcançar as suas ambições de poder e de privilégio. Como
cristãos somos chamados a viver de acordo com os princípios do Reino de Deus neste
mundo de injustiça. Por isso a igreja cristã desde o primeiro século exerceu um cuidado
todo especial e particular para com os menos favorecidos. A ética bíblica não pode ser
imposta por via legislativa embora quando somos chamados a pronunciar-nos sobre uma
determinada questão, como cristãos, fazemo-lo em coerência e em função dela.
Acreditamos que na medida em que uma sociedade acolhe as leis divinamente instituídas
tende a progredir e a desenvolver-se de forma sustentada, cuidando dos mais
desfavorecidos, olhando para os menos competitivos, implementando políticas de
apoio à família, desenvolvendo Project os educativos e de saúde que não são ditados por
princípios meramente economicistas, e estabelecendo estruturas empresariais em que o
que se visa não é o lucro pelo lucro para o esbanjamento e a opulência. Tudo isto não
pode acontecer por decreto, embora possa ser muito moldado por líderes de
personalidade e carácter marcadamente influenciados pelos padrões divinos. Os sistemas
políticos presentes não podem arrogar-se de qualquer prerrogativa teocrática. Deus
instituiu a autoridade e ensinou os homens a obedecer-lhe, mas requer dos que a
exercem a observância da justiça. De acordo com o ensino da Bíblia a ética de Jesus é
para ser vivida a partir de uma experiência de transformação íntima designada de novo
nascimento. Nunca será demais
salientar que a essência do evangelho reside na mudança da natureza espiritual e da
condição humana. Em Jesus Cristo o homem deixa de ser refém dos desejos e paixões
provenientes da separação de Deus, para começar a viver segundo uma nova natureza
impulsionada pelo Espírito Santo. Um cristão não é em primeiro lugar alguém que tem
um determinado figurino ético, mas alguém que passou pela experiência do novo

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nascimento espiritual, através de Jesus Cristo está de boas relações com Deus e, a partir
daí, vive uma nova vida. O Espírito Santo é concedido ao cristão para que ele possa viver
em conformidade com o padrão divino. O fruto do Espírito é a forma como a Bíblia se
expressa a respeito do caráter cristão. Andar e viver no Espírito gera fruto, torna o
cristão frutífero. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.” (Gálatas 5:22,23). O
Deus da Bíblia chama o homem de volta à Sua santidade. Ao contrário do que é
falsamente insinuado pela cultura vigente, é na santidade que o homem verdadeiramente
saboreia a vida desde o comer ao beber, à sexualidade, ao divertimento e ao descanso, ao
trabalho e à solidariedade. É através de Jesus Cristo que somos reconciliados com o
desígnio divino e podemos passar a viver uma vida santa, confiando, esperando,
dependendo, obedecendo e contando com a provisão de Deus.
No referendo da despenalização e liberalização do aborto até ás 10 semanas o “sim” da
maioria dos que votaram venceu o “não” de Deus e o “não” dos homens à vida
prevaleceu face ao “sim” de Deus. No entanto não são os homens que têm a última
palavra. Todos os que forem impedidos de aqui nascer, não implica que sejam
impedidos de existir. Biblicamente a vida de todos nós não se resume ao trajeto terreno
por maior ou menor que seja. Todos devemos reflectir seriamente sobre isso. A justiça
humana pode tornar-se cada vez mais injusta, mas não podemos ludibriar nem escapar à
justiça de Deus. Enquanto aqui estamos somos persuadidos a receber a graça que resulta
da justiça que Jesus Cristo nos proporcionou mediante o Seu sacrifício. O evangelho é as
boas novas de que todos os
homens condenados pelo seu próprio pecado, são em Cristo absolvidos desde que
arrependidos a Ele se convertam. No plano de Deus as conseqüências presentes do
pecado são um modo de persuasão ao arrependimento e à conversão. Como Igreja
existimos para conduzir todos os homens e mulheres, exaustos e sobrecarregados pela
vida do pecado, à graça de Deus que traz libertação e restauração. O convite de Jesus
continua a fazer-se ouvir: “Vinde a mim, todos os que estai cansados e
oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou
manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu
jugo é suave, e o meu fardo e leve.” (Mateus 11:28-30).

ÉTICA do MINISTRO
Referindo-se ao sacerdócio da antiga aliança, seus deveres e privilégios, em Hb. 5.4, diz-
nos: "Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus,
como aconteceu com Arão"; e, referindo-se ao ministério cristão, o apóstolo Paulo
escreve a Timóteo: "Participa comigo dos sofrimentos do Evangelho, segundo o poder de
Deus, que nos salvou e nos chamou com santa vocação" (IITm 1.8,9). Portanto, o
ministro de Deus foi chamado para ser participante dos sofrimentos do Evangelho.
Que quer dizer a palavra "ministro"?
Nos dicionários lê-se que "ministro é obreiro espiritual". O Verbo ministrar significa
servir, atender ou contribuir. Será que você quer ser ministro, obreiro, guia espiritual ou
servo de Deus. Muitos são os problemas que enfrenta o obreiro. Os problemas são
complexos, como complexo é o coração dos homens aos quais você dirigirá e em cujo
meio viverá. A recomendação de Jesus aos discípulos foi de que orassem ao Senhor da
Seara para que enviassem obreiros (Mt. 9.38), e de modo algum a escolha do ministério
por parte daquele que o almeja, jamais deve resultar do desejo de um ganho pessoal, ou
de uma disponibilidade maior de tempo para gozo pessoal, ou mesmo a vaidade de
exercer um maior controle sobre as pessoas. O obreiro deve ser convicto de que foi
chamado por Deus, como Paulo, por exemplo, que declarou que a sua escolha não fora

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resultado de motivação humana, "mas por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou
dos mortos" (Gl. 1.1 - At. 9.15).
Para ser um ministro evangélico, a primeira exigência é ter a convicção de sua salvação.
Mas é possível algum obreiro não estar salvo? Por mais duro e estranho que possa ser, o
certo é que existem tais pastores, cujas obras e palavras provam essa triste realidade.
Depois da salvação, requer-se do obreiro que ele seja chamado por Deus. Nem sempre
será fácil explicar a chamada. O que significa a chamada de Deus?. Em alguns, ela se
revelará como uma irreprimível vontade de falar ao mundo a respeito de Jesus; em
outros, ela manifesta-se por um terno desejo de comunicar às almas sem Cristo a
maravilhosa mensagem bíblica. A chamada se revela mediante uma irresistível intimação
divina. O que você precisa saber de modo categórico e inconfundível, que Deus o
chamou para mensageiro de sua Palavra, para ceifeiro de sua seara. Só a chamada é
poderosa para fazer com que você resista tudo nas horas difíceis. Passando o primeiro
entusiasmo, em face de lutas, quando os problemas tiverem convertido em inexplicável
solução, você ainda permanece na certeza inicial. Se realmente você foi chamado para o
ministério sagrado, saberá tirar partido das dificuldades, e nunca renunciará, não deixará
sua igreja. A chamada é positivamente uma tremenda e maravilhosa experiência pessoal.
Haverá por outro lado, instantes tão penoso que você chegará mesmo a duvidar de sua
chamada. É necessário ao "chamado" que tenha a disposição de servir, caso contrário lhe
sobrevirá um sentimento de recalque oposto à sua própria ocupação, e, no momento em
que julgar oportuno, levantar-se-á contra o seu Senhor, lançando de si o jugo do serviço,
deixando de cumprir com os seus deveres e de ser útil à causa do Mestre. Quando tudo
se torna difícil em seu ministério; quando os meios financeiros não chegam para as
necessidades diárias do cotidiano, quando tudo conspira contra seu trabalho ministerial, e
o barco, sendo invadido pelas águas por todo os lados, parece naufragar, é chegado o
momento de sua confiança na chamada entrar em crise e você descrer que houvera
realmente uma chamada. Em ocasiões tais, importa que você reforce confiança na
chamada e tenha por certa e incontestável. Saberá que a hora chegou de você "cultivar sua
chamada", dando lhe tratamento de oração, imergindo o espírito da leitura bíblica,
fazendo "vida devocional", entretanto, decididamente, na presença de Deus,
permanecendo em comunhão com ele. A questão é não desanimar.

CINCO PONTOS FUNDAMENTAIS DA CHAMADA


1 - FIDELIDADE - Usar a bíblia como única regra de fé e prática, acatando a sua
autoridade, nela pautando tanto o que disser como o que fizer. Se não acreditar que a
bíblia veio de Deus e que o seu autor é o Espírito Santo, arrisca-se enganar os homens e a
preparar as almas um rumo para o inferno. De duas uma: ou a bíblia toda é verdadeira,
ou não há nela verdade. O que não pode ser é que ela seja verdadeira em parte, em
parte, não.
2 - CRENÇA - Crer no inabalável valor da alma humana. Pode se dizer que a alma é o
homem. É o centro de sua inteligência, de seu caráter e de sua coragem. É a alma do
homem a parte que pensa, que sabe e que guarda lembranças. É certo que mal podemos
estimar quanto valem para Deus as almas dos homens. Dispomos de dois critérios para
tentar saber: a) Que Deus deu o seu único filho, entregando-o a mais cruel das mortes,
para tornar possível à alma humana alcançar o lugar que lhe preparou no céu. Deus quer
a alma humana para si, para com ele morar para todo o sempre na eternidade b) Que
Deus fez almas humanas para ser perene. Quando se trabalha com alma, se lida com a
eternidade. Toda obra humana é fictícia e transitória.

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3 - CONVICÇÃO DE QUE SEM CRISTO NÃO HÁ SALVAÇÃO "...porque debaixo


do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos"
(At.4:12). Se depois disso passar por sua cabeça que os pecados poderão, por si sós e por
si mesmos, ou, até aguardar o tempo se encarregar disso, sem a mediação de Cristo,
alcançar a salvação, então, me desculpe que lhe diga que é melhor que você vá guiar um
caminhão, ou vender frutas no mercado, ou fazer outra coisa, menos exercitar o sagrado
ministério da pregação.
4 - RECONHECIMENTO DE QUE HÁ UM DIABO PESSOAL Certo homem que
estava para ser ordenado a obreiro, lhe perguntou, se cria na realidade do diabo. Este
respondeu que não. Foi suspensa a sua ordenação e reprovado. Bastaria, pois, passar
duas semanas no pastorado de uma igreja, para de pronto, conver-se de que existia
realmente o diabo. Seria o suicídio natural de um obreiro o não reconhecimento da
existência de um tentador. Não devemos esquecer que o diabo é atraente, formoso, o
mundano por excelência, cheio de encantos e atavios, a par de ser engenhoso,
terrivelmente implacável e sobretudo desumano. Sendo desonesto e perverso, a sua
maldade não conhece limites. É natureza do diabo detestar a Deus e desprezá-lo. Só
Deus e sua palavra prevalecem contra ele.
5 - DEDICAÇÃO COMPLETA DA VIDA AO ESPÍRITO SANTO Sem o Espírito
Santo nada faremos com êxito. Sem sua ajuda, seremos tão ineptos quanto criancinha
recém-nascida. Ficarão suas pregações sem mensagem, vazias de substancia e sem sentido
todas as palavras que disser. Todo o seu esforço resultará inútil, todos os métodos
falharão se acaso Deus não o assistir, se você não eleger o Espírito Santo com objetivo da
dedicação de sua vida. Mas estude a Bíblia, ore, vigia, esforce-se por agradar a Deus e
alcançar sua aprovação em tudo quanto fizer. Confesse-lhes seu pecado. Com Jesus ao
seu lado, todos os pecados estarão antecipadamente ganhos, por piores que possam ser.

CARACTERÍSTICA DO OBREIRO
1) - Ter cuidado de si mesmo e da doutrina (ITm.4.16), por que assim fazendo, salvará a
si mesmo quanto aos que o ouvem. Se negligenciarmos este princípio, sofreremos as
terríveis conseqüências. Paulo é explícito em sua exortação: "Se alguém ensina alguma
doutrina, e não se conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a
doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões
e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas.
Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que
a piedade seja causa de ganho, aparta-te dos tais" (I Tm. 6:3-5; Tt 1.9).
2) - Ser irrepreensível, vigilante, sóbrio, honesto, hospitaleiro, apto para ensinar, não
cobiçoso, de torpe ganância, não avarento (I Tm. 3.2,3).
3) - Obediente, humilde e sábio, como Epafrodito, companheiro de Paulo (Fl. 2.25),
homem com três qualidades essenciais para o bom ministro: fraternidade, espírito de
cooperação e de companheirismo.
4) - Que governe bem a sua própria casa, e tenha os seus filhos em sujeição, com toda a
modéstia (I Tm 3.4).
5) - Que tenha bom testemunho dos que estão de fora. Onésimo era "um irmão fiel" (Cl
4.9) e Epafras, "grande coopera-dor de Paulo" de quem diz: "Saudai-vos Epafras, que é
dos vossos,... Pois eu lhe dou testemunho de que tem grande zelo por vós, e pelos que
estão em Laodicéia, e pelos que estão em Hierápolis" (Cl. 4.12,13)
6) - Ter uma grande capacidade de perdoar. O obreiro conhece as fraquezas de suas
ovelhas e sabe perdoá-las (Jo 4 e Jo 8). O perdão não se mede e nem é barato: custa um

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preço, custou uma crucificação. "Ao Senhor, nosso Deus, pertence à misericórdia e o
perdão; pois nos rebelamos contra ele" (Dn 9.9). Há dois tipos de perdão: o vertical (Lc
18.10-13) e o horizontal (Mt. 5.44-48; 6.14,15; 1 Jo 4.20).
7) - Ter uma grande capacidade de autodomínio. No exercício do seu ministério, deve o
obreiro dominar-se a si mesmo para merecer grande confiança e ilimitado respeito na
comunidade. "Todos podem se apressar em falar, menos o obreiro. Sabe perguntar, sabe
identificar o centro de uma questão, sabe julgar com discernimento."
8) - Ter uma grande capacidade de formarem obreiros. O evangelista funda igrejas. O
mestre edifica vidas através do ensino. O obreiro forma obreiros. Jesus preparou 12,
depois preparou mais 70, depois continuou preparando. Tarefa do Obreiro. O obreiro
deve preparar os seus auxiliares, os seus cooperadores, o seu substituto. O obreiro deve
olhar para os jovens com amor e visão espiritual (At. 16.3a).
9) - Ter capacidade para dirigir sabiamente a igreja (1 Co 14.40), com equilíbrio, graça e
sabedoria e exercitar o dom recebido de Deus e desenvolvê-lo (Rm 12.6-9). O obreiro
mora como numa casa de vidro. Assim, querendo ou não é uma pura realidade. O
mundo pode olhá-lo através das paredes, inteirando-se de sua vida. Seria surpreendente
para você saber que o mundo conhece mais de sua vida do que você está pensando que
ele sabe. Tal publicidade de vida é natural e deve parecer sê-lo na vida de um servo de
Deus. Deve ser a sua vida exemplar. Todos devem ficar sabendo que você é um tipo
diferente dos demais homens, em razão de suas especiais qualidades. É que você lida
com coisas eternas. É um obreiro de eternidades. Nem por isso, entretanto, deverá o
obreiro presumir-se bom e fechar-se no mundo de vaidades passando a ser inacessível,
intratável como se não fosse desde mundo. Cada um e todos precisam saber que você
exerce um ministério especial, sobre todos, importantíssimo. Não dê lugar à intimidade.
Que todos saibam guardar distância de você. Nem todas as liberdades que se tomam
devem ser dadas. Liberdades demasiadas com o obreiro não são recomendáveis para
ele.Não deve o obreiro contar "piadas" inconvenientes. É fácil reconhecer-se um homem
por sua linguagem. Não é contar estórias que é o mal. O que é mau é o tipo de estórias
que se contam. Se no grupo em que estiver, a conversação descambar para o impuro,
deixe-o, retire-se discretamente. O retirar-se basta como protesto. Em tendo
oportunidade, em particular, advirta os do grupo inconfidentes, acuda-lhes com
conselhos prudentes sobre os males de uma conversação perversa e corrompida.
Dificilmente se apagam da memória as lembranças de uma estória obscena, que se ouviu.
Ponha o obreiro cuidado em não mentir. É doloso observar que há pastores mentirosos.
Seja veraz, pois, outro modo, todos perderão a confiança em você. Todos sabemos que
Deus detesta mentira, onde quer que ela seja dita, com maior razão ou se é dita em
púlpito. Há cuidado nas ilustrações de seus sermões, para não dar lugar a exageros que
orçam pela mentira. Ocorre que alguns pregadores costumam contar estórias com
colorido que deixam acreditar que elas aconteceram com eles. Isso desacredita o
pregador e invalida o efeito da ilustração, que até poderia ser apropriada e útil. Nunca
subestime seu auditório. Saiba que nos bancos de sua igreja há muita gente de bom senso
e que sabe mais do que você pensa. Acautele-se para não errar no tempo, ou no lugar, ou
no autor dos fatos. Seria lastimável, por exemplo, se você, num lance empolgante de
eloqüência, dissesse que o Brasil foi descoberto em 1.442. Ora, todos sabem que essa
não é a data certa. Isso prejudicaria imensamente o vigor e eficácia de seu sermão. Seria
preferível que você omita a referência, se você não tem certeza daquilo que vai dizer. Há
pastores, em nosso tempo, que entram em competição com o mundo, pretendendo
lugares de vereadores, deputados e outros tais, na carreira política. Querem alçar cargos
públicos, em detrimento de seu ministério. Essa repartição de tempo e atividade é feita
em dano da sua igreja. O lugar do obreiro é junto a seu rebanho. Lá está na bíblia, bem
claro, como se vê em II Cor. 6:14-18, o tipo de amizades a que um obreiro não deve se

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prender. Há os que estão persuadidos de que não se tem o direito de esperar que o
obreiro seja homem diferente dos demais. O obreiro tem de ser, necessariamente, o
melhor homem do seu lugar, o mais correto, o mais compreensivo, o mais atento para as
coisas altas e puras, o mais limpo de coração, apresentando, aos olhos de todos, uma vida
exemplar. Fique, então, fora do ministério àquele que não quiser, não puder ou não
souber conduzir-se de modo que ilustre com sua vida a mensagem da cruz aos homens.
Tem de ser o obreiro varão aprovado por Deus, e que todos saibam disso. De outro
modo, fará mais mal que bem, e mandará mais almas para o inferno do que para o céu.
A Extrema Corrupção nos Últimos Dias - "Sabe, porém, isto: que nos últimos dias
sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos,
presunçosos, soberbos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeto
natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
." (2 Tm. 3.1-4). Estes são alguns dos inimigos e obstáculos que o prega-dor do Evangelho
tem que enfrentar nos últimos dias. Temos a certeza de que se agora as coisas estão ruins
com as heresias que se enfrentam, elas não se tornarão mais fáceis para os pastores.

O OBREIRO E SUA APARÊNCIA


Deve um obreiro ser intimamente puro, sem ter em menos conta sua dignidade exterior,
no vesti-se, no asseio corporal com que se apresenta em público. É uma forma de
respeito pessoal, que importa muito para impor respeito aos demais. É da experiência de
todos que dificilmente de demonstra respeito a quem traz uma aparência desleixada, em
desalinho. Não se vá a ponto de que o obreiro seja "arbitro da moda". Mas é bom que se
apresente bem, que causa boa impressão a quem o veja. Há os que vestem simplesmente
e, todavia, são pessoas impecáveis no apuro do vestuário e no asseio pessoal. Ainda a
melhor roupa, se não estiver lavada e bem passada, denunciará negligencia em seu
portador. Essas coisas exteriores têm influência na tarefa do obreiro, porque poderão
predispor mal o meio que atua. Com as facilidades de aquisição de lâminas de barbear,
não há desculpas para andar-se com barba por fazer. Desagradará, certamente, não só à
sua esposa, mas também aos membros de sua igreja, que você apareça de rosto não
barbeado. Cuide dos dentes, para que possa sorrir sem constrangimento. Uma boca mal
cuidada é repugnante. Não despreze sua escova de dentes. Dê-lhe trabalho. Se não tiver
pasta dentifrício, use mesmo sabão, sal ou bicarbonato. Podem não ter o mesmo sabor da
pasta, mas servem. Naturais ou postiços, os dentes tem seu papel na apresentação do
homem. Esteja atento para o seu hálito. Você pode não senti-lo, mas os outros sentirão
de você. Evite o alho e as cebolas em certas ocasiões, para não exalar aquele cheiro forte
que, muitas horas depois de comido. Traga seus cabelos aparados. Freqüente seu
barbeiro regularmente. Mal se compreende que um obreiro esteja a ocupar-se de
maneiras de pentear os cabelos. Penteie-se masculinamente, como convém a um homem.
O inconveniente "cheiro corporal". É fácil proteger-se contra essas pequenas traições
corporais. Ninguém hoje desconhece os desodorantes, que os homens também podem
usar, sem incorrerem em críticas. O homem pode andar discretamente perfumado sem
desdouro algum. Combine, com gosto, suas gravatas com as roupas. ( em nosso caso use
o uniforme todo).Saiba dar-lhe o laço correto. Esteja ela sempre limpa e não amarrotada.
É a gravata a peça do vestuário que chama mais atenção. O lenço é peça delicada do
vestuário masculino. Há tamanhos, cor e formatos próprios para um homem. Traga seus
sapatos sempre limpos e engraxados. Suas meias sejam de acordo com a cor de sua roupa
e dos sapatos. Cruzar as pernas no púlpito tem trazido em questão se isso é ou não uma
boa postura para o obreiro. Parece que não é in-conveniente algum, se houver certa
elegância no fazê-lo. Comporte-se bem na sua casa. Se Vista de modo decente ao estar

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em casa com os familiares. Você não é dono de si mesmo. Foi você comprado por alto
preço. É um mensageiro de Deus.
Há vícios, descontrole emocional ou até mesmo a glutonaria, que leva a pessoa a comer
demais; o outro, a ser exigente. Mas uma das regras mais importantes para manter-se em
forma é não sobrecarregar o organismo, antes, deve-se comer com moderação,
regularmente, de modo que se evite acessos.

VOCÊ E O POVO
Quando se trabalha com um indivíduo, fique certo que você está na presença do produto
mais precioso da natureza, o objeto mais mimoso de Deus. É um homem uma
complicada estrutura, que você jamais conhecerá bem. Realmente, você não conhecerá
bem nem mesmo sua esposa e seus filhos. Nem a você mesmo entenderá muitas vezes.
Seu trabalho neste mundo não consiste apenas em entender as pessoas. Isto é
fundamental, acudi-las nas necessidades espirituais e encaminhá-las para salvação pessoal.
Toda pessoa deve ser importante para você. Pode alguém não querer sua simpatia e até
repeti-la. Todavia, é necessário saber que de Deus ele é sempre amado. Por ele Deus
deu seu filho, seu único Filho. Deus não faz acepção de pessoas. Ele as quer tais como
são, boas ou más. Temos inimigos por toda parte, inimigos gratuitos, que ignoramos, O
homem é uma ilha cercada de maldades por todos os lados. O diabo é o chefe desse clã
de adversários que nos atacam sorrateiramente. É seu programa, desanimar, retardar a
obra de Deus e encobrir Jesus aos olhos do mundo. É variado e numeroso o seu arsenal
de armas de combate, e estão todos os artefatos de destruição ao seu alcance. Ele
converteu o homem em num inimigo de sua própria alma. Use muita paciência com
todos. É grande o perigo que correm, nessa luta com o diabo. Ninguém está
irremediavelmente perdido. Quem passasse ao pé da cruz naquela hora de dores e
blasfêmias do ladrão crucificado ao lado de Cristo estaria longe de supor que alguém
seria salvo, nada obstante sua vida e suas obras passadas. Aquele pedido. "Senhor,
lembra-te de mim, quando entrares no teu reino" foi decisivo, e obteve resposta imediata:
"Em verdade digo que hoje estarás comigo no Paraíso". Teria sido erro pensar-se que não
haveria mais oportunidade para aquele homem naquelas circunstancias. Todavia, foi
salvo. Pense na samaritana. Veio buscar água para um dia e achou Aquele que mana para
a eternidade. Um instante apenas dialogou ela com o maior dos mestres, e ali a bordo do
poço de Jacó, abandonou seu cântaro e sai a buscar almas para Deus. Tudo isso, porque
falou com Jesus. Essa foi à diferença entre o antes e o depois na vida da mulher
samaritana. Se tivesse em seus planos edificar ali um templo a Deus, certamente não seria
com aquela mulher que você iria contar para dar-lhe ajuda na construção e vir a ser parte
da igreja que você organizara. Jesus, porém, viu onde você certamente desprezaria. É
sempre assim. O obreiro deve ser homem preparado em relações humanas. É
conhecimento indispensável a quem vive entre grupos humanos. Valha-se, por outro
lado, da experiência dos velhos pastores. Esses já passaram pelo caminho em que você
vai agora tateando. Saiba guardar segredos e confidências que recolher no exercitar o seu
ofício pastoral. Não comente com os outros a vida alheia. Não fale mal de ninguém.
Pastores maledicentes morrem de morte para seu rebanho. Em Provérbios, 18.21 diz “A
morte e a vida estarão no poder da língua; e aquele que ama comerá de seu fruto. Em
Provérbios 21:23 mais isto:” "O que guarda sua boca e a sua língua, guarda das angústias a
sua alma. Em Tiago 1:26, é esta a sentença: "Se alguém cuida ser religioso e não refreia a
sua língua, mas engana o seu coração, a sua religião é vã. Evite, quanto puder, a
popularidade. Seja agradável, respeitado e, se possível, admirado. Mas popular, não. "Ai
daquele de quem todos falam bem". Na popularidade há algo errado. Poderá você, por

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amor a ela, transigir com suas convicções, omitir-se, comprometer-se. Os jovens o


estimarão e terão entusiasmo por você, desde que você feche os olhos aos erros e desvios
deles. Não faça troca de seus dons espirituais com o mundo. Conserve-os a despeito de
tudo. Não há privilégio maior do que ser evangélico. Nenhuma honraria humana é
equivalente a Ele. Se alguém apelar para você numa emergência qualquer, não lhe fuja:
acolha-o com carinho. Mostre-se amistoso com quando encontrar. Sorria, mesmo que lhe
custe bastante. Conserve zelosamente seu crédito. Não esqueça os idosos. De regra, estão
sozinhos e sentem a solidão. Há um frio interior no idoso, que só a companhia aquece.
Ouça-os pacientemente. Se lhe contarem uma história já conhecida, mostre-se satisfeito
por ouvi-la. Dê atenção às mulheres idosas. Um dedo de prosa, algumas amabilidades,
um gracejo oportuno são coisas de importância para elas. Faça isso. Poucas pessoas têm
tempo para os velhos. As crianças, dêem-lhe um pouco de seu tempo. Não basta ser tão
ocupado, que não possa acariciar a cabeça ou rosto de uma criança. O amor da criança é
genuíno. Nele não há hipocrisia. Também encontrará inimigos pelo caminho. Eles,
mentido, falarão mal de você. Poucos pastores não experientes procurarão desmascarar
tais mentiras. Deixe com Deus a solução desses problemas. Você é um pregador. É servo
de Deus. Você está trabalhando para Aquele que é capaz de fazer o que para você é
difícil ou impossível. Pode chegar ocasião quando você será compelido a deixar sua igreja
por causa da oposição de algum indivíduo ou de algum grupo dela. Isso tem acontecido a
muitos pastores. Se isso acontecer, saiba que deve manter a cabeça fria e quente o
coração. Não deixe nunca uma igreja como se fosse um mártir. Procure ser um curador
de almas, mesmo quando saia do púlpito e vá para a porta da igreja pela última vez.
Esforce-se por não deixar o povo de sua igreja brigar entre si. Estanque o sangue, feche as
feridas, ainda que já esteja arrumando as malas para partir. Tanto quanto possa, deixe
sólida base para o obreiro que vier depois de você. Simplifique as coisas para ele. Isso
honrará a Deus e terá bênção para seu coração. Ame sua igreja como congregação, e a
seu povo, como indivíduo. Deixe que eles saibam como você os ama. Faça-lhes saber que
são importantes para você e que sem eles seu trabalho nada será. Isto é uma realidade.
Eles precisam de você e você deles. Se alguma hora sentir que errou em seu ministério,
declare-o sem constrangimento perante a igreja. Isso é como engolir novamente o que se
falou. Mas todos os admirarão por sua coragem. Quando se está errado, o que se tem a
fazer é emendar-se, começar tudo de novo.

O OBREIRO E SUAS EMOÇÕES


Quando o homem está debaixo de forte tensões e emoções, tais como medo, o orgulho,
a exaltação, a ira, a ansiedade, saberá que se está abeirando da mais perigosa zona da
vida, pelo que deve proceder com a máxima cautela. Muito erro comete impulsivamente,
quando deixamos dominar pela emoção ou quando tomamos uma decisão sem antes
refletir maduramente. Há cicatrizes no ministério que não teriam existido se tivéssemos
sabido esperar pelo dia seguinte para responder ou para agir. Havendo dúvidas quanto ao
modo de agir, o ministro de Deus deverá suspender seu julgamento até que esteja em
condições de deliberar serenamente. É surpreendente o que um momento de oração ou
uma noite de sono pode fazer em relações em sua opinião. Uma hora de exaltação pode
esconder sérios perigos para o pensamento de um homem. De modo geral, não é
prudente tomarem-se a decisões ou assumirem-se compromissos sérios quando as
emoções estão em maré alta. Quando as ondas de desejo ou da exaltação estiverem
predominando, não é seguro o julgamento que, em tais momentos, se vem a fazer. É
melhor esperar por uma hora oportuna para falar ou fazer alguma coisa.

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O OBREIRO E AS MULHERES
Nenhuma outra porção do trabalho do obreiro é mais importante do que suas relações
com mundo feminino. O obreiro deve aprender como lidar com as mulheres. Já que há
mais mulheres do que homens no mundo, assim também, nas congregações
aproximadamente 60% são formadas pelas mulheres, deve o obreiro pensar que tanto
estará em contato com elas e com eles. Grande parte dos trabalhos feitos para Deus é
realizada por mulheres. São elas indispensáveis para o seu ministério, seu êxito e sua
felicidade. Não há ternura igual a do coração de uma boa mulher, como não há
fidelidade que exceda à sua. Por outro lado, não há maior perigo na vida dum obreiro do
que o que advém o mundo feminino. Os incrédulos têm opinião pessimista sobre a
relação entre o obreiro e a mulher, duvidam das intenções do obreiro e, a esse respeito se
exprimem com ditos maliciosos. Por isso, sabendo que é assim, ele deve precaver-se,
cuida de seus lábios, sua mente e seu olhos, sem esquecer de cuidar das mãos. É que
muitos, por serem afetuosos, gostam de expressar-se pelo contato. Não é extraordinário
ver-se um obreiro dar palminhas nas costa, abraçar ou apertar prolongadamente as mãos
de alguém. E o povo gosta disso. Essas coisas entre pessoas de má índole não cabem,
com as mulheres. Aprenda o obreiro iniciante a guardar suas mãos de mulheres. Que
lhes aperte a mão ao cumprimentá-la, mas seja breve. Nessas coisas deve agir com
prudência. O obreiro leviano prejudica sua própria influência e os demais pastores.
Nenhuma delas quer criar problemas para o seu obreiro. Muitas mulheres virão até junto
ao obreiro buscar ajuda, conselhos e encorajamentos e até correção. Neste caso, quando
sempre que possível, convoque sua esposa para estar junto, procedendo prudentemente
sairá da aparência do mal. Poderá ocorrer que, nessa conversação, a mulher se comova e
chore. O obreiro, apiedado com a dor de sua interlocutora, pode sentir-se tentado a sair
de sua cadeira, sentar-se-lhe ao lado e por-lhe a mão no ombro, tudo por compaixão,
procurando consolá-la. Assim procedendo, se estiver acompanhado de sua diguiníssa
esposa, não cairá numa armadilha satânica. Ponha atento o obreiro no visitar mulheres
em suas casas, aconselha que tais visitas sejam acompanhadas de sua esposa. Não deve
também o obreiro cultivar o hábito de visitar uma casa em particular. Sabendo o obreiro
que certo membro de sua congregação, ficou doente e acamado por muitos dias. Passou
a visitá-lo ajudando a família diariamente. Foi muito útil sua presença naquela casa. A
esposa deste, pois a recebê-lo, entretanto suas relações foram muitos familiares. Não
demorou muito, isso deu margem ao diz-que-diz de vizinhos. Veio a notícia à igreja, cujos
membros duvidaram em opiniões a respeito do fato. Cresceu o murmúrio, o nome da
mulher foi enxovalhado. Só houve uma saída para o obreiro: exonerar-se. O obreiro
protestava inocência em sua atenção. Era de crer que ele estivesse inocente. Foi, porém,
imprudente. Deu causa a maledicência. O diabo não poderia perder tão excelente
oportunidade para uma das suas. Pela nobreza da vocação e pela alteza da causa de Deus
que o chama, seja prudente como as serpentes e simples como a as pombas. Alguma vez
encontrará mulheres que têm fraco por prega-dores. Geralmente são mulheres com
pouca estabilidade emocional. São elas perigosas como serpentes. Algumas, embora
poucas, vêem o obreiro como um herói. Ele é figura pública, fala bem, e isso é atrativo
para muitas mulheres, que se sentem atraídas por ele. Haverá daquelas que inventarão
razões para conversar, procurar conselhos sobre as coisas mais corriqueiras, como por
exemplo, os alimentos, qual o melhor café e assim por diante. Em nenhuma hipótese
deverá falar com uma mulher sozinha no seu carro ou no dela pôr cautela. Pode parecer
que, quando o obreiro se vê envolvido em escândalo com mulheres, foi ele quem
docilmente se deixou cair. Estivesse ele em oração, estivesse ele no pleno uso de seu bom
senso, que Deus lhe deu, possivelmente teria evitado a hora má e ruinosa.

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OBREIRO E SEU CORAÇÃO


O flagelo do mundo é a doença do coração Não é física a de que sabemos, senão aquela
de Jeremias falou em sua profecia: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e
perverso; quem o poderá conhecer?" (Jr. 17:9). Terrível declaração é essa. Ele está
dizendo que o coração é mais enganoso que tudo. Em outras palavras, nenhuma coisa
entre os homens, na terra, é tão ardilosa, tão sutil, tão escorregadia quando o coração
humano. Partindo dessa primícia deve guardar seu coração, sem tosquenejar nessa vigília.
Se não ficar atento pode ser destruído pelo seu coração. Tais palavras de Jeremias se
aplicam também aos salvos. Que é afinal o coração do homem salvo? É lembrar que,
ainda mesmo depois de salvo, tem o homem de viver inteiramente na mesma carne.
Deus através do apóstolo Paulo aos Romanos nos diz: “... a carne sempre haverá de
manifestar-se, perseguir, atrapalhar e afligir o homem..." Mesmo depois de salvo, as más
inclinações não deixam o homem. Não passará um dia sequer sem que ele tenha algum
tipo de problema com a sua natureza, assim será até chegar ao seu lar celestial. O coração
do obreiro é igual ao dos outros homens. Deve ele vigiá-lo como a uma serpente. Que
perigos pode haver no ministério sagrado?
a) vaidade ou do orgulho. É fácil, mesmo ao homem de Deus, sentir-se orgulhoso e ter
de si mesmo uma opinião exaltada. Podem até afirmar que é o segundo Billy Graham,
pode até haver sinceridade nesses elogios, mas o melhor é não lhes dar muito crédito,
porque neles pode haver erros. Se acreditar elogios prematuros pode vir a ser infeliz na
carreira.
b) Negligência. Se o obreiro não for cauteloso e não acordar o diabo, este o deixará em
paz por muito tempo. O diabo gosta muito do obreiro dorminhoco, de uma igreja
sonolenta, para não perturbá-los. Em II Sm 11, o rei Davi descansou de seu trabalho,
afrouxou sua responsabilidade. Estava à vontade em Sião. Pensava que tudo está
controlado por ele. Tinha derrotado os sírios e estava confiante em que Joabe e seus
valentes guerreiros poderiam levar a vencer os homem de Amom e Rabá. Era, pois, de
crer que Davi tinha tudo sob suas mãos, menos o seu próprio e enganoso co-ração.
Certamente você conhece a história do adultério e ao homicídio. Vinte anos depois ainda
chorava e recolhia frutos apodrecidos dos seus erros. Ouviu os insultos de seu povo,
chorou a desgraça de um filho. Foi dura a lição que Davi teve de aprender. Melhor lhe
fora ter morrido no mesmo dia em que decidiu descansar em seu palácio, em lugar de
levar ele mesmo seus soldados à batalha.
c) Ciúme - O único remédio para o coração do homem dessa doença, é consagrar-se
completamente a Cristo.
d) Liberdade e Tolerância ao erro - Quando um obreiro chega a ser liberal e tolerante,
deve pensar que chegou a hora de reexaminar-se. Salomão foi tolerante e liberal no fim
da sua vida. Isso trouxe a ele e ao povo de Israel tamanha tristeza. Se ajuntados com
mulheres pagãs, que reclamaram altares nos palácios, para ali poderem adorar seus
deuses. Salomão assistiu tolerante-mente em que esses altares fossem erguidos. Com isso,
ele traiu a Deus, volveu as costas ao Deus vivo e verdadeiro, que tantas vezes o ajudara e
o fortalecera. O obreiro deve cuidar-se, permanecer em atitude de oração. Não há tempo
algum em que posso deixar de guardar o meu coração e conservar a pureza.

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O OBREIRO E PÚLPITO
O púlpito é lugar sagrado. Nenhum outro lugar envolve maiores responsabilidades do
que o púlpito numa igreja evangélica. Só deveriam ocupá-lo homens puros, diferentes dos
do mundo, homens cujas vidas se pautassem por idéias nobres. O púlpito pertence às
rédeas de Deus. O caminho por onde se levam almas a Deus. Em nossas igrejas há
crentes imaturos, egoístas, sentem medo, apreensivos, desanimados. Porque os pastores
não estão entregando mensagens apropriadas às necessidades do povo. Muitos chegam
ao púlpito sem preparação conveniente, sem inspiração. Muitos procurarão justificar-se,
alegando falta de tempo para o preparo de sua mensagem. Se o homem não agarrar o
tempo, este realmente nunca lhe chegará. Todo obreiro tem o dever de estudar, orar,
organizar sua prédica de modo que ela tenha valor para os ouvintes, que tem fome no
coração: fome do evangelho, fome da palavra de Deus. O cristianismo não constitui só
em não beber, em não jogar, em não fumar, não faça isso ou aquilo. É mais que isso.
Naturalmente, o obreiro que é fiel irá insistir nos perigos do inferno, mas sem se
esquecer de apontar ao povo os esplendores do céu. Ao homem mau, de certo se lhe
dirá que terá de dar contas a Deus no dia do julgamento final. Mas que também se diga
ao justo que haverá recompensas a esperas daqueles que se mantiverem fiéis a Cristo
nesta vida. Há que se dizer que o mesmo Deus que abala a terra com estrondo e risca os
espaços celestes com relâmpagos, também estende no céu a suavidade do arco-íris.
Nunca deve o pregador deixar o púlpito sem mostrar, aos que submetem e se humilham,
o arco da aliança de Deus com os homens. Suponhamos que você pregador, em suas
próprias meditações, entendeu que deve pregar um evangelho ousado, pregar a palavra
de Deus com intrepidez. Por isso esteve de joelhos, em oração. Agora, sente que está
preparado para pagar o preço de sua resolução.
Haja cuidado Não pense que você é espiritualmente superior aos demais colegas. Não se
permita pensar que é o único a pregar o evangelho da verdade, o único fiel à bíblia, o
único que tem suficiente coragem, o único obreiro que prega mensagens positivas. Se há
falsos profetas no mundo, se há muitos anticristos, pregadores, evangelistas e pastores
mercenários, e, por outro lado, há também os que trabalham sinceramente para a
divulgação das grandes e fundamentais verdades do evangelho, lutando para maior glória
de Deus.
Insista em dizer ao povo que Deus o ama que Deus lhe quer dar salvação e eterna
esperança. Apresente-lhe o salvador dorido e ensangüentado e diga-lhe que só nele está a
solução para seus problemas da alma. Quando você estiver atuando assim, esteja certo de
que foi fiel a vocação de Deus. Não faça do púlpito doutrina de acusação contra pessoas
individualmente. Seria impertinência e até covardia de sua parte. Quando for o caso, fale
pessoalmente, em separado, com a pessoa que precisa ser advertida. Ser, assim mais útil
mais discreto. Nada se ganha em humilhar alguém pessoalmente, principalmente do
púlpito. O bom ou mau êxito do pregador depende da observância dessa espontaneidade
e naturalidade. Há muitos "chavões" nas pregações dos pastores modernos. Pregadores
que foram treinados em como gesticular, modular a voz, fazer os gestos com uma ou com
ambas as mãos. Seja natural, seja você mesmo, não tente imitar ninguém, somente a
Cristo. É possível que algum crítico não goste de seu modo. Há muitas críticas a certos
pregadores que gritam, que clamam veemente no púlpito. Não tenha medo de mostrar
emoção, quando ela ocorrer durante a pregação. As lágrimas, em tais casos, revelam o
sentimento de que está o pregador possuído. A adoração verdadeira, é tarefa do coração
e não da razão. Se a mensagem não alcançar o coração do homem é de duvidar se ele o
ajudou em alguma coisa. Quando o pregador leva o seu auditório ao lado das emoções.
O fruto dessa mensagem fica apenas superficial no seu coração. Mas quando o pregador
leva seu auditório para lado da razão, do por que abandonar o pecado, os frutos dessa

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CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL - CURSO DE PASTOR 19

pregação ficam enraizados no seu coração. Porque é a palavra que convence o pecador
do erro, e não a emoção passageira.

O OBREIRO E SUA FAMÍLIA


Algumas esposas de pastores têm tamanha carga de deveres como a de um ministro de
Deus. Tem ela de sofrer dificuldades que outras não têm, nem nunca terão. E apesar de
tudo, deve manter um rosto sempre alegre e sereno, de modo que seu semblante não
revele as incontáveis preocupações de sua alma. Ninguém conhece o obreiro como o
conhece sua esposa. É que ela o vê tal como é, na intimidade do lar, podendo ali vê-lo
em seus piores momentos. Lá fora, em contato com seu povo, tem o obreiro de sorrir,
confortar, orar e procurar atender as necessidades de cada um. Mas em casa ele deve ser
natural, já não precisa manter aquela aparência convencional de quem convive com
terceiros e se tornou seu guia. Sua família é co-responsável nas tarefas de seu ministério.
É sócia na esplêndida e maravilhosa pesca de almas para Deus. Há valores materiais
eternos envolvidos no trabalho que juntos desenvolvem. É dever do obreiro prestigiar sua
esposa e família, perante seu povo. Uma palavra discreta de louvor a ela, dita no púlpito,
valerá um salário moral, que a compensará de suas fadigas e seu desprendimento. O
tratamento que o obreiro tem de dispensar à sua família em público e em particular é
honroso, amável e humano. É belo o cavalheirismo do obreiro para com sua esposa, ora
dando-lhe a mão na travessia de uma rua, ora abrindo-lhe a porta, ora cedendo-lhe a vez
numa entrada, cortesias que lhe aceitam bem, a envaidecem a femininamente. Seja
cavalheiro com sua mulher obreiro. Será um exemplo para os homens e jovens de sua
igreja. Os filhos do obreiro merecem e exigem boa parte do tempo do pai e uma especial
atenção. Seus filhos têm as mesmas necessidades das outras crianças de seu grupo e de
sua idade. O povo mantém idéia muito formalista dos filhos do obreiro, exige das
crianças comportamento de adulto.

OBREIRO E SEU DINHEIRO


Muito cedo o obreiro descobre no seu trabalho os problemas financeiros são seus
grandes estorvos. Poucos aprendem a viver dentro do seu orçamento. As finanças do
obreiro são um ponto para que muitos olham. Há quem pense que trabalhe por dinheiro
e que seu único interesse está nas vantagens que possa auferir. Muitos pastores
pentecostais, não recebem nenhuma remuneração pelos serviços prestados. Vivem,
porém do seu trabalho secular. Há, porém os que são remuneramos, empregando todo o
seu tempo na vida ministerial. Estes, porém, por vias de regra, são pastores dirigentes de
igreja que exige dele o tempo integral. Há aquele que é averbado de avarento entra logo
em dificuldades e aborrecimento com o seu meio. Neste caso, ele vive constantemente
pressionado por problemas financeiros. Esteja sempre pronto a pagar pequenas despesas,
antes que outrem o faça. O povo facilmente da conta disso e, se essa fama se espalhar,
sua obra ficará prejudicada.

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A ÉTICA NAS RELAÇÕES ECLESIÁSTICAS


1-EM RELAÇÃO À DENOMINAÇÃO
1a) Uma vez que tenha abraçado a denominação a que pertence, deve o obreiro manter-
se leal a ela ou cortar relações se em boa consciência nela não poder permanecer (Rm
14.22)
1b) O obreiro jamais deve criticar a sua denominação, e, se assim desejar fazê-lo, use a
tribuna convencional e nunca ir a juízo contra qualquer irmão (I Co 6.1-9).
1c) O obreiro deve esforçar-se por promover o desenvolvimento de sua denominação,
honrando-a com o seu próprio testemunho e auxiliando-a nas grandes realizações. (At
2.41-47).
1d) O obreiro deve conhecer a História de sua denominação, não só no Brasil como suas
origens no exterior, manter-se informado como funciona e extrair lições dos que fizeram
a história.

2-EM RELAÇÃO DIRETORIA / CONVENÇÃO SE TIVER


(2a) O obreiro deve submeter á diretoria e às normas regimentais estabelecidas, bem
assim como conhecer a origem e a história de sua Diretoria/Convenção.
(2b) O obreiro deve estender as "tendas" de sua congregação, no campo que trabalha, sem
que isto signifique contenda entre irmãos, mas dentro do espírito de entendimento cristão
(Rm 15.20,21; Gn 13.6-12; IPe 5.2,3).
(2c) O obreiro deve, ao participar de reuniões de pastores,(uma vez por mês ,no primeiro
sabado do mês em nossa sede mundial), usar a linguagem cristã ao referir-se aos demais
companheiros, respeitando sempre seus pontos de vista, embora, aos seus olhos,
limitados (Rm 15.1,2; Ef 4.2; Cl 3.13).
(2d) O obreiro deve confiar na soberana vontade de Deus na indicação de seu nome para
exercer uma função de comando na diretoria geral ou local, sem que isto represente
manobras políticas para obter posição ou manter-se no cargo denominacional (I Co
10.23; 8.9).
(2e) Deve o obreiro, ao apresentar um ou mais candidatos para serem ordenados ao
Ministério, considerar os seguintes aspectos relevantes na escolha dos futuros ministros:
2e1-Que o candidato tenha tipo conversão inequívoca e não seja neófito (At 9.15-22; Jo
3.3, 6;ITm 3.6). 2e2-Que o candidato seja batizado com o Espírito Santo. (At 2.4; 4.8-13;
Mt 3.11; ICo 14.2). 2e3-Que o candidato seja, preferentemente, casado, governe, e tenha
uma vida irrepreensível no trabalho e na sociedade (I Tm 3.2,4,7; Cl 4.5; ITs 4.12). 2e4-
Que o candidato seja vocacionado para a obra do ministério, porque a "função não
habilita o homem, mas o homem é quem dever ser habilitado para a função" (At 9.15;
IITm 2.9; 3.10,11,14). 2e5-Nunca se deve o obreiro apresentar um candidato para
ordenação como recompensa, ou sob o aspecto protecionista, ou pela aparência, ou pela
riqueza, sem que seja vocacionado para o exercício da função. 2e6-O compromisso
afirmado seja sempre de obedecer aos Estatutos e Regimento Interno, da Igreja e da
Diretotia, bem como acatar com humildade as observações e as restrições disciplinares da
Igreja, da diretoria Geral e as diretorias locais.(obs: a diretoria local não pode entrar em
contradição com a diretoria geral, permanecendo a ordem da diretora geral presidida
pelo nosso Pastor Presidente Ralph A Assé.)

3-EM RELAÇÃO AO ANTECESSOR


3.a) O obreiro que deixa o pastorado da igreja, por motivos justos, deve ser alvo de honra
e crédito de seu sucessor.

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3.b) O obreiro que assume o pastorado de uma igreja dever ser prudente nas mudanças
de estilo deixado pelo seu antecessor.
3.c) Sempre que possível, o sucessor de um pastorado da igreja deve dar continuidade
aos projetos iniciados pelo seu antecessor.
3.d) O obreiro que assume o pastorado da igreja jamais fará comentários desairosos a
respeito de seu antecessor e do seu trabalho executado durante o período em que serviu
a igreja.

4-EM RELAÇÃO AO SUCESSOR


4.a) O obreiro deve cuidar para que a passagem do pastorado da igreja, a seu sucessor,
seja com inteira lisura e a mais transparente possível.
4.b) O obreiro que deixa o pastorado deve entregar todos os bens da igreja, através de
relatório completo, ao seu sucessor, bem como lhe dar ciência do que existe em
andamento (Mt.25.14,15)
4.c) O obreiro que deixa o pastorado evidenciará sua humildade em Cristo assistindo ao
culto de posse de seu sucessor, ocasião em que receberá as justas homenagens.
Excetuam-se os casos em que o afastamento deveu-se por pecado.
5-EM RELAÇÃO AOS COLEGAS
5.a) Zelar pela reputação dos seus colegas quando ela se baseia num caráter bom, por ser
uma das coisas mais preciosas que se possui, e não permitir comentários desabonadores a
seu respeito (Jo 15.17; ITs 4.9).
5.b) Só aceitar convite para pregar em outra igreja , quando o convite for formulado ao
pastor local e ele autorizar, respeitando os princípios éticos e bíblicos.
5.c) Cultivar junto aos colegas o hábito da franqueza, da bondade, da lealdade e da
cooperação (Rm 12.9,17; ICo 3.9; I Ts 4.12).
5.d) Não interferir nos assuntos da igreja de um colega ou exercer o proselitismo entre
seus membros e muito menos abrir trabalho nas áreas imediatas à sua igreja, lembrando-
se de que o campo é o mundo e não as igrejas dos outros (Rm. 15.20).
5.e) Não aceitar convites para realizar casamento ou outra cerimônia na igreja do colega,
ou de membros de sua igreja, sem seu prévio consentimento.
5.f) Ter um alto sentimento de consideração, honra, estima e respeito pelos colegas mais
idosos ou jubilados, especial-mente para com os que fizeram e fazem a história da
denominação (Rm 12.10; 13.7; Fp 2.29; ICo 12.23; Fm 9).
5.g) Ao deixar o pastorado de uma igreja, deve evitar, tanto quanto possível, participar
dos seus trabalhos, a fim de não constranger o seu substituto e não impedi-lo de tomar as
providências indispensáveis ao desenvolvimento da obra (ICo 3.6,7).
5.h) Perdoar ao colega ofensor, mesmo que lhe seja direito exigir justificativa daquele que
o ofendeu, eliminando o ressentimento resultante da ofensa e reatando as relações
fraternais que existiam antes do ato ofensivo (Mt 6.12; If 4.32; Mc 11.25,26; Cl 2.13; Pv
18.19).
5.I) Não entrar em juízo contra um colega de ministério nem contender com ele em
Reuniões, induzindo outros a uma acirrada represália, quando o sentimento da própria
dignidade foi atingido ou desejar evidenciar o prazer da supremacia (I Co 6.1-5).

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O CAMINHO PRINCIPAL DO OBREIRO


Ao Obreiro cabe servir a Deus, ser verdadeiro para com Ele. Deve permanecer no seu
lugar, lendo sua Palavra, amando-a e por ele vivendo. Seu posto é na torre de vigia,
pregando a mensagem de Deus. Muitos dão atenção ao que você disser. Muitos vão se
arrepender, outros, não. Mas isso é com Deus. Muitos entenderão a urgência de sua
palavra. O Espírito Santo lhes tocará nos co-rações, aceitarão a Cristo como seu
Redentor. Muitos preocupados, frustrados, derrotados, doentes, apegar-se-ão à sua
mensagem e sairão depois do culto possuídos de novo vigor no coração, levando
estampando no rosto a confiança de alguma certeza. Parte da semente cairá em terreno
ruim.

EVANGELISMO PESSOAL COMO DIRIGIR CULTOS

DEFINIÇÃO - É a obra de falar de Cristo aos perdidos individualmente. Um apelo


pessoal, sábio e jeitoso, proveniente de uma vida santa, quase sempre será bem sucedido
no exercício da suprema tarefa da Igreja, que, é a evangelização do mundo.
A BÍBLIA E A EVANGELIZAÇÃO PESSOAL

A. COMO USAR A PALAVRA DE DEUS


Aquele que deseja ganhar almas para Cristo deve conhecer bem a Bíblia, isto é, deve ter
dela um razoável conhecimento prático. Não basta, entretanto, ter esse conhecimento. É
preciso, também saber usá-lo.Algumas sugestões de caráter geral sobre o uso da Bíblia, e
de igual utilidade em todos os casos:
1 - Marcar Passagens da Bíblia
O ganhador de almas deve munir-se de uma boa tradução da Bíblia e dedicá-la
especialmente ao seu trabalho. Convém sublinhar cuidadosamente, com tinta vermelha,
as passagens escolhidas para serem usadas. Este método tem um valor psicológico. A
tinta vermelha grava-se na mente da pessoa, e enquanto essa impressão perdurar, ela não
esquecerá as palavras.
2 Levar as pessoas a ler as passagens.
Convém levar a pessoa com quem se fala a ler ela mesma, a passagem na Bíblia, de
preferência em voz alta. Se o evangelizando não souber ler, então a pessoa que procura
ganhá-lo pode ler.Em certos casos, a pessoa que procura ganhar outra para Cristo, não
poder, por qualquer circunstância, apresentar o verso na Bíblia, cite-o apenas. Em tal
caso é bom proceder a citação do verso com indicação do lugar na Bíblia onde ela se
encontra.
3. Usar poucas passagens
É muito recomendável selecionar duas ou três passagens sobre os pontos vitais. tais como
o pecado, a fé e a confissão, que certamente serão considerados ao falar-se com alma
perdida. Aquele que aspira ganhar almas deve familiarizar-se com esses versos de modo a
poder usá-lo a qualquer momento e com toda a habilidade.
4. Levar a pessoa a meditar
Não cabe ao ganhador de almas apenas levar a pessoa a ler as passagens Bíblicas, mas é
necessário levá-la a meditar no que leu e a aplicar o ensino bíblico a si mesmo. Depois de
lida ou citada a passagem, o ganhador de almas deve perguntar à pessoa. “ o que Deus
nos fala através deste verso “ . Se não houver resposta, ou se a resposta não for
satisfatória, deve insistir até que a pessoa responda satisfatoriamente assim se condene a si
mesma. Depois virá a pergunta de aplicação, aquela que vai levar a pessoa a aplicar a
verdade afirmada no texto a sua própria alma.

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5 Manter-se em espírito de oração


O poder da Bíblia advém do fato de que ela é um instrumento usado pelo Espírito Santo.
Assim sendo, o ganhador de almas não deve limitar-se a oferecer a pessoa com quem fala
o texto que deve ler; tampouco deve satisfazer-se em levá-la a meditar profundamente no
assunto. Até aqui, ainda estará apenas na superfície do problema vital de sua salvação.
Sempre que possível, é bom orar com a pessoa. Mas, mesmo que tal coisa seja
impraticável, o ganhador de almas, enquanto fala com ela, deve manter-se em espírito de
oração.

B. PASSAGENS FUNDAMENTAIS
Em outras partes desta apostila, várias passagens são citadas para certos casos particulares.
Aqui, porém, estão relacionadas algumas passagens que seriam de grande utilidade na
generalidade dos casos:
1. Para produzir a convicção do pecado;
· Is 53.6; Rn. 3.10.23; Mt. 22.37-38; Jo 3.16
Jo 3.19: “A condenação é esta, que a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as
trevas do que a luz, porque suas obras eram más.”

Peça à pessoa que leia a passagem ou cite-a e em seguida pergunte-lhe sucessivamente:


 O que os homens amaram?
 O que rejeitaram por amor as trevas?
 O que é melhor: a luz ou as trevas?
 Por que escolheram as trevas?
 Se o homem escolher um caminho, pode Deus obrigá-lo a seguir outro?
 Que é condenação?
 Foi Deus que escolheu as trevas para o homem ou foi o próprio homem quem a
escolheu?
 Quem é então culpado? Deus ou o homem?
Depois que a pessoa condenar o homem por seu procedimento, pode-se levar a
inquirição a um terreno mais íntimo e pessoal:
 E o senhor?
 Que está escolhendo agora?
 As trevas ou a luz?
 Sua consciência testifica que está fazendo o melhor que pode?
 O senhor está procurando saber a vontade de Deus?
 Está cumprindo essa vontade?
 Dedica seu tempo ao cultos?
 Ou ao mundo?
 Portanto, se sua alma se perder, é Deus o responsável ou é o senhor mesmo?
 Se um homem nesta vida prefere as trevas, estará preparado para a luz, no além?
 Não lhe parece razoável que continuemos no além a vida que aqui vivemos?
2. Para Produzir Fé e Trazer Salvação
Is. 53.6; II Tm. 1.15; I Pe. 2.24; I Tm. 2.5·
Atos 4.12 “E em nenhum outro há salvação porque também debaixo do céu nenhum
outro nome há dado entre os homens pelo qual devemos ser salvos.”

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Este verso pode ser usado com as pessoas que julgam que todas as religiões são boas.
Depois de fazer-se a pessoa ler o verso, convém perguntar:
 “Há salvação em todos os nomes” ou “em qualquer nome?
 Qual o único nome capaz de salvar?
 Este nome salvará mesmo os que não queiram recebê-lo Ou salvará só os que o
procuraram?
 O senhor está procurando este nome?
 Ou acha que será salvo mesmo sem aceitar a Jesus?
 Quer aceitá-lo agora?.
3. Para levar à confissão decisiva
Mt. 10:32,33; Rm. 10.9.10 Mostrar-se a pessoa que uma forma de dizer a mentira é não
dizer verdade conhecida. Assim também uma forma de negar a Cristo é não confessá-lo
diante dos homens. Precisamos, pois, por palavras, obras e vida confessar a Cristo
diariamente, a cada momento diante do mundo.

A ARTE DO EVANGELISMO PESSOAL


Temos negligenciado o maior principio do testemunho. Essa negligência tem impedido
que a conquista de almas se torne uma parte natural da vida cristã.
A. O MÉTODO
Deus poderia ter enviado os anjos para evangelizar o mundo. Mas não o fez. Poderia ter
irradiado a mensagem das alturas celestiais. Mas não o fez. Poderia ter-se utilizado de
uma espécie de televisão celestial. Mas não o fez. Preferiu os homens salvos do pecado,
para que ganhassem a outros pecadores. O alvo de Deus é a evangelização do mundo. O
método de Deus é o homem!
1. Importância
O valor desta obra consiste no fato de que a evangelização dos pecadores
individualmente foi a principal tarefa do Ministério do Senhor Jesus aqui na terra, Mt.
9.35; 11.5; Mc. 1.14; Lc. 4.18; 20.1; 7.22. O filho de Deus amou a obra da evangelização
do mundo perdido de tal forma, que este foi o seu último assunto com os discípulos,
antes de ascender ao Céu. Nessa ocasião ordenou à Igreja e encargo de evangelizar o
mundo, Mc. 16, 15-19; At. 1.8.9.
2. Objetivos
O Evangelismo Pessoal vai além do pecador perdido alcança também o desviado e o
crente necessitado de conforto, auxílio, ânimo e vitória; reaviva a fé e a esperança nas
promessas das santas Escrituras. É portando tríplice o objetivo desta forma de
evangelizar:
a) Salvar os perdidos. - É calamitoso o estado da humanidade pecadora, que vive
entregue às paixões e concupiscência carnais. Entretanto ainda há para os perdidos uma
gloriosa esperança:
E O EVANGELHO DA GRAÇA!
1) Os Indiferentes e Desinteressados -
Há quatro maneiras de tratar com estas pessoas:
(1o) Fazer todo o possível para produzir na pessoa uma convicção do pecado e das
conseqüências dos mesmos.·

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 Pecado - Is. 53.5; Rm 3.10 e 23·


 Conseqüências - Rm. 6.23; Jo. 3.36; Ez. 18.4; Gl.3.10.
(2o) Usar versículos bíblicos que falam do amor de Deus pelo mundo.
 (Jo. 3.16; Rm 5.8; Is. 53.4,5; II Co 8.9; Rm. 2.4; Ef. 5.2; Jo 6.37; I Tm 1.15).
(3o) Mostrar as vantagens que temos em servir a cristo,
 At. 10.43, I Jo. 1.9; Rm. 10.9.10; Is. 1.18).
(4o) Demonstrar que a decisão de aceitar a Cristo, influenciará seus familiares e amigos a
fazerem o mesmo.
 (Dn. 12.3; Tg. 5.20).
2) Os interessados que não conhecem o caminho da vida.
- Há quatro maneiras de tratar com estas pessoas.
1o) Mostrar que é necessário arrepender-se dos seus pecados
 (Is. 55.7; Sl. 38.6.18; II Cor. 7.9.10).·
 Confessar - I Jo 1.9; Mt. 5.23.24·
 Abandonar - Pv. 28.13; Is. 55.7
2o) Mostrar que precisa ter fé para ser salvo.
 (At. 16.21; Is. 53.6; Jo 5.24; Jo. 1.12)
3o) Mostrar que deve confessar a Cristo perante o mundo.
 (Rm. 10.9-11; Mt. 10.32.33).
4o) Mostrar que, ao aceitar Jesus, Ele deve reinar em nossa vidas e corações.
 (Rm. 12.1; II Co 5.17).
B) Restaurar os Desviados - São os que, uma vez salvos, deixaram o caminho do Senhor.
Há duas classes de desviados:
1 - Arrependidos ·
Mostrar o caminho de volta para Deus(Is. 55.7; II Co. 7.14)· Mostrar o amor e
misericórdia de Deus para com os pródigos. (Lc. 15.32; Jr. 3.22; Os 14.1-4; Ez. 18.23;
30.32)
2 - Arrogantes ·
Mostrar o perigo em seu estado presente. (Jr. 2.13,19; I Rs. 11.9; Am. 4.11)
C) Edificar os Crentes - O evangelista pessoal no contato com os crentes se dispõe a dar-
lhes assistência e Auxílio espiritual através das promessas e consolações das Escrituras.
(Lc. 10.34)
· A Tarefa entregue por Jesus à Igreja não é somente a salvação das almas, mas também a
da edificação dos crentes.
MECANISMO
Quando o crente testifica para alguém, a palestra cai em três divisões naturais:
 a) Começo da conversa;
 b) Apresentação de Cristo;
 c) Momento da decisão.
1. Problemas que enfrentamos
Os pecadores estão cercados por uma série de empecilhos que somente o evangelismo
pessoal pode alcançá-lo: Os preconceitos sociais, a falsa concepção e ignorância à Palavra
de Deus, as imposições religiosas, as informações deturpadas, etc. Por isto o ganhador de
almas precisa ser prudente e experiente, na obra da evangelização dos pecadores.

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MEDO
Esse é o maior problema da evangelização pessoal. Na longa lista de qualificações
positivas e negativas, o medo avulta em primeiro lugar. O grande fato é que o crente
comum em uma igreja evangélica hoje em dia, deseja inteiramente ser um conquistador
de almas. Mas o Fato é que os crentes simplesmente não sabem ganhar almas. Essa falta
de conhecimento é que produz o medo.Então jamais deves começar no ponto do
conflito máximo (isto é: você está salvo?).
2. Como vencer o problema
a) Exemplo negativo:
Sem que o percebesse, temos edificado nossos métodos de conquista de almas sobre um
conceito que deixa quase completamente de lado o Espírito Santo. Suponhamos que um
crente esteja sentado em companhia de um homem perdido, e que então se volte para
ele e indague: “Você já está salvo?” O homem fica abalado com um começo tão abrupto.
Os resultados quase sempre são os mais desastrosos. Igualmente, a maioria dos crentes se
mostra totalmente incapazes de um evangelismo agressivo, eficaz.
b) Exemplo positivo: Consideremos agora o ministério de Jesus. Sua conversa com a
mulher à beira do poço. Ele não começou a conversa perguntando-lhe subitamente:
“Você já nasceu de novo?” ou “Você tem a certeza que vai para céu?” Ele gradualmente
moveu a conversa, de modo espiritual médio, elevando-a bem lentamente, até que
chegou a tratar da vida eterna. · Também é interessante notar que a mulher samaritana
apresentou muitos argumentos e disputas durante o decurso da conversa. Jesus, não
respondeu a qualquer dessas perguntas; pelo contrário, ele dirigiu a conversa de modo a
evitá-las, e sempre subiu para um plano de pensamento mais alto, mais espiritual.
3. Elementos de Sucesso
No mecanismo do Evangelismo pessoal, o homem ocupa lugar de evidencia, muito mais
do que qualquer outro fator. E. M. Bounds, disse:
“Constantemente nos esforçamos por criar novos métodos, novos planos, novas
organizações para fazer com que a Igreja avance para garantir a difusão e a eficiência do
Evangelho. Essa hodierna inclinação tende a perder de vista ao homem, o qual
desaparece no planejamento e na organização.
a) Tato - Esta palavra tem as seguintes definições: diplomacia, jeito, discernimento, uma
rápida apreciação intuitiva do que é certo e próprio em qualquer situação. (Lc. 20.19-26,
At. 23. 1-7; 8.26-39).
b) Contato - Definido como: o ato de exercer o sentido do tato. Há duas coisas que
devemos lembrar acerca do contato: Primeiramente: Contato com Deus, depois contato
com os homens.
c) Habilidade - Definido como aptidão, capacidade, talento, um certo poder que
consegue os fins almejados.
1. 1 - Habilidade em compreender os homens - Personalidade diferente têm
de ser tratadas de maneira diferente. (I Co. 9.19-22)
2. 2 - Habilidades no uso da palavra de Deus - Felipe e o Eunuco (At. 8.26-
38).
3. 3 - Habilidades para fazer pessoas decidirem por Cristo - Essa capacidade
dinâmica de Deus. (1 Pe. 4.11).
4. 4 - Habilidades em aproveitar as oportunidades - Tempo, lugar e
circunstancias favoráveis. No ônibus, no trem, nas ruas, nas lojas, no trabalho, nas
escolas, nas casas, em todos os lugares, podemos testificar de Jesus. Lembremo-
nos sempre dos seguintes pontos: 1o Não forçar as oportunidades. 2o Não perder
as oportunidades.

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5. 5 - Convicções absolutas das verdades espirituais - Tais como:


 1o - Que o homem está perdido
 2o - Que Jesus morreu pelos perdidos.
 3o - Que fora de Jesus Cristo não há salvação.
 4o - Que sem a salvação em Jesus Cristo é impossível para o homem entrar no
céu.
 5o - Que em Jesus podem gozar salvação e vida eterna.
 6o - Que pela fé em Jesus - crendo nEle e aceitando-O como nosso salvador,
receberemos esta salvação, etc. Fé Inabalável - Nunca desanime. Confie somente em
Deus. Faça a sua parte e deixa os resultados com Deus. O que para nós é impossível,
para Deus é possível. (Lc. 18.27). Paciência Ilimitável - Longanimidade sem fim. O
ganhador de ciência as contradições dos pecadores contra si próprio, Hb.12.3, pois seus
argumentos são contra eles mesmos!
OS RESULTADOS
Quais resultados poderemos esperar, ao presenciarmos o retorno do evangelismo em
nossa geração?
1. Produz Avivamento - O evangelismo em massa não é necessariamente o único meio
para termos avivamento. O evangelismo pessoal pode ser o instrumento mediante o qual
vem o avivamento. Por que? Porque é o único tipo de avivamento que tira o crente da
posição de espectador. A experiência da conquista de almas tem qualidades sem par de
produzir no crente, o desejo de obter maiores resultados. E assim o espírito de
avivamento permanece no coração do crente enquanto ele der fruto. O que faz tanta
diferença é a qualidade do testemunho, que agora é pessoal.
2. Mantém o Espírito de Avivamento - Esse é o elemento que mais se destaca no
evangelismo pessoal. Tanto o evangelismo, como avivamento produzido, podem ser
conservados. · A conquista de almas conserva o crente mais perto de Cristo. em sua vida
cotidiana. O testemunho é a própria expressão da vida normal e abundante.·
Muitos pastores que tem visto suas próprias vidas e as de seus congregados avivadas por
meio do evangelismo pessoal tem dito: “Agora prego com uma unção como nunca
conhecera antes. O povo espera, na expectativa de que Deus está prestes a fazer”.·
A geração atual de crentes tem orado, pedindo avivamento mais do que qualquer outra
coisa. Deus quer enviar-nos um avivamento constante, duradouro, que se alastre e
alcance o mundo inteiro. Sem dúvida esse é o avivamento que precisamos.
3) O Evangelismo Pessoal pode Alcançar o Mundo - O vocábulo “evangelismo” não quer
dizer conquistar o mundo para Cristo e, sim apresentar o Evangelho até todos terem tido
a oportunidade de se decidirem se querem aceitar ou rejeitar a Cristo. ·
Jamais devemos esperar conquistar o mundo para Cristo enquanto não tivermos
reconquistado forte ênfase sobre o testemunho pessoal. Não podemos esperar que os
homens que saem como missionários evangelizem o mundo sem esse instrumento.
Primeiramente devem ter experiência com evangelismo pessoal é o único princípio de
evangelismo que pode ser utilizado, através do mundo inteiro, para chegar a cada
habitante deste planeta.
4) Gera Conquistadores de Almas - Os homens são ganhos para Cristo mediante o
testemunho pessoal, são sempre mais prontos a se tornarem pescadores de almas. Esse é
um fato que geralmente foge a nossa observação. Mas o terreno para sua multiplicação é
muito fértil.
5) Promove o crescimento Espiritual dos Crentes - Se quiseres conquistar uma alma para
Cristo, terás de por em ação tua vida cristã inteira: a Palavra, a oração, a dependência do

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Espírito Santo, e todos os frutos da maturidade em Cristo. Trata-se de um, desafio


constante. A nova experiência conserva o testemunho cristão fresco e vivo. ·
Contamos com muita gente que são membros da igreja, mas que são crentes
excessivamente fracos. Quando os tais começam a conquistar almas, pode-se notar sua
área de devoção é alterada. Surge um amor pela pessoa de Jesus Cristo.
6) É o Meio mais Produtivo de Todos - Talvez chegue o dia em que o evangelismo em
massa, quanto ao número de pessoas e de igrejas participantes. Se chegar o dia em que
grande número de igrejas se unam para evangelizar cidades inteiras mediante o
testemunho de casa em casa, então, a igreja verá a maior conquista de almas de toda a
história do cristianismo! ·
Pois bem, meu amigo, isso é uma descrição do evangelismo pessoal em ação.· Prezados
pastores, evangelistas, professores, obreiros, cristãos em geral: eis uma pergunta que
todos vocês devem responder, individualmente: “Que estou eu fazendo para alcançar os
que ainda não foram alcançados?” Não pergunte, “O que minha igreja, minha sociedade,
ou minha denominação está fazendo? E, sim, “O que eu estou fazendo?”

A EVANGELIZAÇÃO PROGRAMADA
a) AS DUAS CIÊNCIAS DO EVANGELISMO
1 - Resultados Temporários - São resultados obtidos por ocasiões em que se realizam as
campanhas periódicas de evangelismo. Isto é muito comum, quando ao terminar uma
campanha de Evangelismo Pessoal, deixamos de seguir o programa desenvolvido durante
a mesma, em um processo continuo de conquista de almas. O evangelismo quando
limitado nos resultados temporários, se vê interrompido em seu ponto mais crítico, o
ponto dos resultados permanentes. E esse interrupção nunca mais pode ser recuperada.
2 - Resultados Contínuos - A Campanha de evangelismo pessoal tem por desígnio fazer
mais do que ganhar um grande número de almas.A campanha de evangelismo pessoal
deve ser executada com o propósito de concentrar os esforços dos crentes na conquista
de almas por longo período de tempo. A primeira coisa que se deve fazer, após a
campanha, é canalizar imediatamente os resultados em uma forma permanente de
testemunho.
b) A DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS
Existem várias modalidades de distribuição de folhetos. Em se tratando de uma
distribuição sistematizada, a ser realizada pela igreja, como é o propósito da presente
matéria; sugerimos a distribuição seletiva.·
A distribuição será efetuada com base num recenseamento religioso, será feita levando-se
em consideração: idade, cultura e religião das pessoas recenseadas.·
A distribuição seletiva será feita de duas maneiras respectivamente: 1a. Através do
Evangelismo Pessoal - Nessa forma o evangelista é a via de acesso ao indivíduo que se
constitui objeto de evangelização.·
De acordo com a observação na ficha de recenseamento, as pessoas que se mostrarem ou
se declararem interessadas receberão visitas periódicas de evangelistas designados pela
igreja, os quais lhes passarão às mãos mensagem impressa. 2a. Através do Correio - Essa
é uma via indireta de acesso ao indivíduo, que visa despertar interesse nos
desinteressados e estabelecer desta feita, uma aproximação entre a igreja e famílias do
bairro.·
Este método será usado com as pessoas que constarem como desinteressadas na
observação da ficha de recenseamento.·

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Em tais circunstâncias, ocasiões memoráveis como: aniversário, natal, páscoa, finados,


etc., poderão ser aproveitadas para se alcançar a tais criaturas com a mensagem impressa.

c) A ARGUMENTAÇÃO DO EVANGELISTA
1. 1 - Argumentação com a Bíblia aberta, seguirá os critérios do capítulo I
(um), ponto quatro (4); “levar o evangelizando a ler ou ouvir atentamente o
versículo, refletir sobre, e aplicá-lo a si mesmo”.
2. 2 - A Argumentação baseada na mensagem do folheto, exige que o
conheça o assunto impresso, aliás os folhetos devem ser lidos cuidadosamente
por quem os distribuem.
d) RECENSEAMENTO
No dia do censo a orientação dos recenseadores e a sua pronta saída para o campo são
de suma importância.
1. Orientar os recenseadores - Verificar se todos entendem por apresentar-se nas casas,
como preencher a ficha, que fazer com o material do envelope, quais os limites de sua
zona.
2. Designar as ruas - Os recenseadores já deverão estar organizados para receber suas
tarefas. Cada um receberá uma, embora os dois vão trabalhar juntos. Os envelopes
deverão estar divididos entre várias mesas presididas por pessoas treinadas para distribuí-
los e esclarecer qualquer instrução que não ficou bem clara.
3. Receber de volta o material dos recenseadores - O diretor do censo e o pessoal da
secretaria deverão ficar na igreja, a fim de receberem o trabalho. OBS. Fazer uma ficha
para cada unidade familiar, usando as apropriadas para o programa de visitação.
e) ORIENTAÇÃO PARA RECENSEADORES
O propósito da visita é: conseguir informação para uma estatística religiosa, que ajudará a
igreja no futuro a ministrar ante as necessidades espirituais da comunidade.
1. Requisitos Necessários:
Como fazer Visita
 a) - Depois de bater palmas ou tocar a campainha, identificar-se ao serem
atendidos. Dizer: somos membros da Igreja Pentecostal Varões de Guerra, Congregação
João Gomes Cardoso, situada aqui na rua João Gomes Cardoso nr 83, aqui perto .
 b) - Dizer logo o que estão fazendo. Estamos visitando todos os lares deste bairro
e gostaríamos de merecer do senhor (a) alguns minutos de sua preciosa atenção.
 c) - Após cumprimentar a pessoa que veio atender e após se identificar, fazer uma
ligeira pausa, dando assim, oportunidade para que a pessoa o convide a entrar, pois
dentro da casa pode-se fazer um trabalho mais eficiente.
 d) - Se foram recebidos por uma criança, não convém entrar até que venha um
adulto.
 e) - Caso não haja convite para entrar, fazer o trabalho a porta ou na varanda. Isso
sem muita perda de tempo. Nunca insistir para entrar nem forçar a entrada.
 f) - Explicar o motivo da visita. Estamos fazendo um recenseamento religioso da
comunidade e se não o molestamos, gostaríamos de lhe pedir algumas informações.
 g) Se a pessoa perguntar o motivo do recenseamento, dizer: queremos fazer uma
estatística religiosa da nossa comunidade, a fim de que as igrejas possam fazer melhor o
seu trabalho de ajudar as famílias do bairro.
 h) - Terminando o trabalho, agradecer à pessoa a atenção, despedir-se das pessoas
presentes e sair amavelmente, mesmo que a pessoa tenha mostrado má vontade ou
desinteresse.

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CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL - CURSO DE PASTOR 30

 i) - Depois de sair, completar imediatamente quaisquer observações a respeito da


família, na respectiva ficha.
3. Advertências
 a) - Olhar as pessoas diretamente nos olhos: Não falar de cabeça baixa.
 b) - Se a pessoa demonstra interesse em saber mais alguma coisa sobre o
Evangelho, perguntar se gostaria de receber uma visita para uma conversa mais demorada
sobre o assunto. Perguntar e anotar a hora e o dia mais conveniente para uma visita.
Lembrar-se de ser pontual no cumprimento do trato; caso contrário, a causa cairá em
descrédito.
 c) - Caso perceber má vontade ou indiferença, procurar fazer o trabalho da
melhor maneira possível sem ofender a pessoa. Se necessário, sair sem cumprir todo o
plano, mas lembrar-se de fazer as devidas anotações na ficha.
 d) - Não demorar muito na visita. Procurar fazer o trabalho dentro de 10 minutos
no máximo
 e) - Mostrar sempre cortesia, mesmo diante de um tratamento frio e hostil.
 f) - Não discutir, especialmente religião. Não permitir que alguém conduza a
conversa para esse lado.
 g) - Evitar piadas, anedotas e brincadeiras: isso depõe contra sua missão.
 h) - Não se envolver em questões que desviam a atenção do propósito de sua
visita.
 I) - Se possível, evitar tomar qualquer alimento, café ou mesmo água, na casa
visitada.

DIREÇÃO DE CULTOS

1º) CULTO DE ORAÇÃO


O Culto de oração é essencialmente para crentes. As vezes a presença de pessoas não
crentes nele se admite.
O Cuidado na direção dos cultos de oração deve ser de primeira ordem, pois nestes
cultos o povo de Deus vem buscar soluções para os seus problemas. Nele se fazem
pedidos muitas vezes angustiosos, mas a ordem deve ser observada.
É costume dos Filhos de Deus que todos unânimes orem a Deus nas reuniões. Isto é
agradável e salutar, pois oferece a cada um a liberdade de apresentar a Deus os seus
pedidos. Pode ainda agradecer e louvar a Deus por todas as benções recebidas. Mas
também é bíblico que essa liberdade não deve levar os crentes a uma gritaria carnal, que
dá ma impressão. Conforme relata no livro de Atos os crentes em Jerusalém todos
“unânimes levantaram a voz a Deus”, mas também devemos meditar no fato de que,
apesar de haverem unânimes levantado a sua voz a Deus, todos ouviram o que se dizia
(At. 4.24,31) e a oração foi tão poderosa, que moveu o lugar em que estavam reunidos, e
todos foram cheios do Espírito Santo.
2º) CELEBRAÇÃO DA SANTA CEIA DO SENHOR:
A Ceia do Senhor é um memorial que representa a mais sublime festa da igreja aqui na
terra. É um ato por demais solene, e quem o oficia deve Ter o pleno conhecimento
bíblico acerca dele.
0 Textos bíblicos que falam do ato: (Mt.26.26; Mc. 14.22-26; I Cor. 11.23-32).
 1 Qual o intervalo estipulado na bíblia para se realizar a Santa Ceia? Jesus disse:
“Todas as vezes” em nosso caso especifico uma vez por mês (1º dia do mês).

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 2 O que fazer com o pão e o vinho que sobrou?... Diluir em águas correntes.
 3 Quem deve participar da Santa Ceia? – Todos os crentes batizados nas águas e
em comunhão com a igreja.
 4 Pessoas de outras denominações ? Lembre-se a Santa Ceia é do Senhor.

CELEBRAÇÃO DE NOIVADO
Ficar noivo é o costume adotado na nossa sociedade por quem pretende assumir o
casamento. Sugere uma atitude séria e uma decisão definida dos que resolveram ficar
noivos.
Não é prudente realizar um culto no templo para realização de um noivado, por se tratar
de um ato estritamente familiar, e entre amigos mais chegados, e nunca no templo, em
ato público, como se fosse um casamento.
Textos bíblicos: Gn. 24.58-61 – Salmo 1.1-3 Pv.16.1 Mt. 18.19 Lc. 6.47-48
Após a leitura, o oficiante fará uma explanação embasadas no texto lido e aproveitará
para dizer ao casal que a responsabilidade agora é muito maior, tanto diante da família
como da sociedade e principalmente diante de Deus. Dirá ainda que o noivado não abre
caminho para a prática de atos amorosos que só são cabíveis dentro do matrimônio.
Liturgia encontra-se na Bíblia do Ministro.

CELEBRAÇÃO DE CASAMENTO

Leitura bíblica: Gn. 2.18-24 Hb. 13.1a. Ef. 5.22-33 Jo. 21.11, etc..
Liturgia encontra-se na Bíblia do Ministro.
FUNERAL
Este cerimonial do ponto de vista humano, é sem dúvida o que menos agrada ao ministro
oficiante, porém não se deve fugir ao dever do oficio. Cabe, portanto, ao oficiante da
cerimônia fúnebre observar as seguintes recomendações:
 a) Conhecer a condição espiritual e o testemunho da pessoa falecida, afim de
evitar pronunciamentos inverídicos que possa criar constrangimentos.
 b) Conhecer os membros da família antes de iniciar a cerimônia.
 c) Conhecer o local e horário do sepultamento com segurança.
 d) Iniciar a cerimônia sempre com uma oração.
 e) O tom de voz deve ser moderado – Nunca como se estivesse pregando numa
cruzada evangelística ou no púlpito
 f) Leitura da palavra: I Ts.4.13-18 II Co. 1.5-7; 5.1-10 I Co.14.39-55 ap.14.13;
21.3-4 etc...
 g) Estabelecer limite de tempo para a palavra.
 h) Os cânticos só deverão ser entoados com autorização da família. Nunca por
iniciativa do oficiante ou de pessoas alheias a família, para evitar que alguém se sinta
ferido.
 i) Os cânticos devem ser entoados em tom baixo e evitar retete.
Liturgia encontra-se na Bíblia do Ministro.

UNÇÃO COM ÓLEO


A unção com óleo tem sido matéria duramente discutida por alguns ministérios, e muitas
polêmicas têm se levantado em torno do assunto. Não será necessário fazer qualquer
comentário em torno do assunto, visto que a bíblia define com clareza este tema não
deixando qualquer brecha.

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Ao abrirmos o livro de Tiago 5.14-15 – e analisarmos o texto, temos de explicar o


seguinte:
 a) A unção é praticada pelos presbíteros (os pastores são também chamados de
presbíteros obreiros autorizados).
 b) Não se deve sair oferecendo unção. A bíblia diz “Chame os presbíteros..”.
 c) Observar se o lugar onde se encontra o enfermo não oferece impedimento
para efetivação do ato (Às vezes o estado do enfermo exige cuidados rigorosos do
médico, e nestes casos é prudente comunicar ao médico.
 d) O local da unção (aplicação do óleo), não é o da enfermidade. Estamos
autorizados a ungir o enfermo e não a enfermidade( a enfermidade pode ser contagiosa).
 e) Fazer o enfermo beber óleo e um procedimento totalmente extra bíblico Deus
não se acha na obrigação de responder pelas ações que se praticam fora do contexto
bíblico.( verificar prescrição medica)
 f) É necessário que se diga ao enfermo que o óleo é usado tão-somente como um
símbolo do Espírito Santo e quem tem a virtude de curar é a oração da fé.
CULTO NOS LARES
O culto nos lares é sem dúvida uma das melhores oportunidades que a igreja dispõe para
evangelização. Faz-se necessário que o responsável pela sua realização deve estar
preparado para tal fim. Neste culto comparecem os vizinhos não crentes, irmãos de
outras denominações, neste culto devemos seguir as seguintes recomendações:
 a) Iniciar sempre no horário marcado
 b) Não fazer acepção de pessoas, ao cumprimentá-los, exemplo, cumprimentar os
irmãos em Cristo com a paz do Senhor e outros com boa noite, ou, A paz do Senhor
para os irmãos e os ouvintes uma boa noite de salvação. O saudação deve ser igual para
todos.
 c) Ao iniciar o oração na residência, somente a pessoa incumbida da oração deve
orar, os demais devem ficar em espírito, ouvindo, ou confirmando com a expressão
Amém.
 d) Não falar sobre fotografia, ou imagens de adoração sobre a parede, muito
menos, solicitar para que retire.(ensine a decisão é da pessoa)
 e) Não se envolver em assuntos doutrinários, que cabe ao pastor da igreja.
 f) Não falar sobre usos e costumes.

AS QUALIFICAÇÕES DOS OBREIROS DA CASA DE DEUS

Paulo escreveu a carta a Timóteo depois de ter sido liberto da prisão em Roma em seus
últimos dias. Timóteo foi assistente de Paulo e o ajudou a escrever várias de suas cartas.
1ª Timóteo 3:1 "Esta é uma palavra fiel: se alguém deseja o episcopado, excelente obra
deseja."
O DESEJO:
Versículo 1º: Bispo. Do grego epíscopo, palavra que descreve quem exercer uma função
pastoral.
REQUISITOS E/OU CRITÉRIOS:

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1. Irrepreensível: que não se pode repreender ou não merece repreensão.


Pessoa correta.
2. Casado, Fiel, marido de uma só mulher. (pastores, presbíteros e diáconos)
3. Moderado: Não se exceder. Pessoa regular, normal. Conter, reprimir.
4. Sensato: Que tem bom senso, equilibrado.
5. Respeitável: Pessoa digna de respeito.
6. Hospitaleiro: Aquele que dá hospedagem por caridade ou que acolhe com
satisfação.
7. Apto a ensinar: Capaz de ensinar. Que tem habilidade no ensino da
palavra de Deus. Idôneo.
8. Não deve ser apegado ao vinho: não ser beberrão.
9. Não ser violento: ser amável e pacífico.
10. Não ser soberbo ou ganancioso.
11. Tem que governar bem sua própria família.
12. Tem que ter respeito dos filhos.
13. Não ser novo na fé para que não se ensoberbeça: arrogante, altivo,
orgulhoso.
(Jr. 3:15). Deus diz: Eu darei a vocês líderes que me obedeçam, e eles governarão com
sabedoria e inteligência.
(1 CO. 4:1,2) Vocês nos devem tratar como servidores de Cristo, que foram encarregados
de administrar a realização dos planos secretos de Deus. O que se exige de quem tem
essa responsabilidade é que seja fiel ao seu Senhor.
1TM 5:17-20 - "Os pastores que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada
honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina. Porque diz a Escritura:
Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário."
2TM 4:5,12 - "Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro
em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti. Por
cujo motivo te lembro que despertes o dom de Deus que existe em ti pela imposição das
minhas mãos. Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de
amor, e de moderação. Portanto, não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor,
nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo
o poder de Deus, Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as
nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo
Jesus antes dos tempos dos séculos; E que é manifesta agora pela aparição de nosso
Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo
evangelho; Para o que fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios. Por cuja
causa padeço também isto, mas não me envergonho; porque eu sei em quem tenho
crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até àquele dia.
Tito 1:5-9 - "Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas
que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei:
Aquele que for irrepreensível, marido de uma mulher, que tenha filhos fiéis, que não
possam ser acusados de dissolução nem são desobedientes. Porque convém que o bispo
seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem
dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância; Mas dado à
hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; Retendo firme a fiel
palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a
sã doutrina, como para convencer os contradizentes.

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O NAMORO CRISTÃO
SUA FELICIDADE NO CASAMENTO COMEÇA NO
NAMORO

É muito importante e necessário meditarmos sobre o assunto aqui proposto. Como


cristãos devemos buscar na bíblia, o que Deus nos fala a respeito do namoro, ou como
muitos dizem hoje “ficar”.
Mas algum incauto pode estar se perguntando ? Mas a bíblia fala desse assunto ?

Sim, fala desse assunto e de todos os outros assuntos que nós podemos imaginar.
Para começar a bíblia trata dos princípios de todas as coisas, por isso se determinados
assuntos ou ideologias não são mencionados explicitamente na bíblia, precisamos buscar
os princípios de Deus na palavra, e aplicarmos ao assunto em questão. Como somos o
povo de Deus, não estamos perdidos nem desorientados a respeito da vontade de Deus
para as nossas vidas. É importante compreendermos quem somos, o que estamos
fazendo aqui, e para onde vamos! A esta indagação já temos resposta:
Somos salvos em Cristo Jesus e lavados com o seu sangue, estamos aqui para glorificar o
nome do Senhor através de nossas vidas, e iremos um dia morar com Jesus na gloria
eterna.
Quando olhamos para o mundo sem Deus e presenciamos a forma como os jovens se
relacionam, é de entristecer, principalmente quando a questão é namoro. Vemos
claramente a falta de propósito nestes relacionamentos, onde os jovens tem procurado
somente o prazer da carne com a auto satisfação com algum entretenimento.
Namoram porque todo mundo namora.
Muitas vezes há uma pressão dos amigos, da família, cobrando que o jovem namore. É
triste, pois a maioria desses namoros acabam trazendo magoas, causando feridas na alma
no coração, acabam com o prazer de ser jovem trazendo uma gravidez e o pior, quando
acabam com final trágico. Esta cultura mundana está invadindo as igrejas com muita
sutileza, onde nem os jovens, nem os mais experientes estão percebendo.
É muito triste constatar tal situação, onde o inimigo de nossas almas tem encontrado uma
porta aberta para nos enganar. Temos observado que a pratica do namoro
ou “ficar” entre os jovens cristãos não se difere mais do namoro dos jovens do mundo.
Gostaria de dizer que ficar de verdade somente com Cristo e nada mais.
Não podemos aceitar um namoro onde:
1. Não há propósito ( namorar porque todo mundo namora);·
2. Entre adolescentes (quando estão numa época de amizades, estudos,
crescimento etc.);·
3. Aonde começa a faltar o respeito de cristão aos pais;·
4. Aonde começa a imoralidade ( começam a se agarrar em qualquer lugar,
se amassam na frente de todos sem pudor nenhum);·
5. Onde um cristão começa a namorar um incrédulo ( jugo desigual).
O namoro em si, fora dos padrões de Deus, tem como finalidade a auto – satisfação, e
quando esse relacionamento não satisfaz mais, ocorre o abandono, deixando suas marcas.

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AO JOVEM CRISTÃO COMPETE:


1. Rejeitar toda cultura mundana em relação ao namoro;
2. Não se deixar levar por sentimentos. Deixe os sentimentos de molho. O
que é de Deus permanece.
3. Confiar que Deus tem o controle de todas as coisas. Não se apavorar, não
Ter medo de renunciar; lembre-se que você é especial, reservado para alguém
especial, para a hora certa.
4. Honre seus pais, pois eles são instrumentos de Deus para abençoar e
proteger os filhos. Desejar a bênção e a aprovação dos pais é uma prova de que
temos confiança em Deus.
5. Rejeite se envolver com pessoa (ainda que seja membro da igreja) que não
de testemunho e frutos de um verdadeiro cristão que tem uma vida temente a
Deus.
6. Colocar-se nas mãos de Deus e rejeitando o que o mundo tem oferecido.
Lembre-se, você não é qualquer um. Temos na bíblia os princípios de santidade,
honra aos pais, propósito de Deus para nossas vidas, temor a Deus, glorificar a
Deus em tudo o que fizermos.
"se você se casar com um sapo, vai viver com sapo e vice – versa"
Observe estes princípios e você vera que não é possível nos envolvermos com namoros
levianos. Quando alguém diz que quer uma princesa, não deve se esquecer que a
princesa também quer um príncipe. Não acredite na historia de que sapo vira príncipe,
pois isso não acontece, se você se casar com um sapo, vai viver com sapo e vice – versa.
Proponha no seu coração obedecer a Deus, obedecer seus pais obedecer a sua Igreja,
obedecer ao seu Pastor, e nos demais Deus o fará.

OS DEZ MANDAMENTOS DO NAMORO CRISTÃO

O namoro é uma fase muito bonita. É definida como o ato de galantear, cortejar,
procurar inspirar amor a alguém. No namoro cristão, deve ser uma convivência afetiva
preliminar que amadureça e prepara o casal para o compromisso mais profundo. O
contrario disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e
traumática.
Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista
de Deus.
1º - NÃO NAMORE POR LAZER .
Namoro não é passatempo e o cristão deve encarar o namoro como uma etapa
importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos
decorrem de namoros bem ajustados.
2º - NÃO SE PRENDA EM JUGO DESIGUAL.
Leia II coríntios 6.14-18. Iniciar um namoro com alguém que não tem temor de Deus e
não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção, mesmo
pessoas que freqüentam as igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros (as) convertidos
(as) ou não levam o relacionamento com Deus a sério.
3º - IMPONHA LIMITES NO RELACIONAMENTO.
O namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado e nele
intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior, são normais,

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mas o namoro do cristão não deve ser assim, e é o que nos leva ao próximo
mandamento.
4º - DIGA NÃO AO SEXO.
Deus criou o sexo para ser praticado entre Homem e Mulher que se amam e têm entre si
um compromisso permanente, ou melhor dizendo que estejam casados na presença de
Deus e dos homens. É uma benção para ser desfrutada plenamente dentro do
casamento, fora do casamento é considerado impureza.
5º - PROMOVA O DIÁLOGO EA COMUNICAÇÃO.
Conversar é essencial, estabeleça uma comunicação constante, franca e direta, e converse
sobre todos os assuntos.
6º - CULTIVE O ROMANTISMO.
A convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não
é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento.
7º - MANTENHA A DIGNIDADE E O RESPEITO.
O namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização.
O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito
é falta de amor no coração.
8º - PRATIQUE A FIDELIDADE.
Infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento
imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que
abomina a leviandade.
9º - ASSUMA PUBLICAMENTE SEU RELACIONAMENTO.
Uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar
contra seus sentimentos ou esconde-los.
10º - FORME UM TRIANGULO AMOROSO.
Namoro realmente cristão só é bom a três ! O casal e Deus. Deus deve ser o centro e o
objetivo do namoro. Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro, viva integralmente as
bênçãos que Deus tem para você através do namoro e seja feliz.
 O meu amado é para mim um ramalhete de mirra; morará entre os meus seios.
Como um ramalhete de hena nas vinhas de En- Gedi, é para mim o meu amado. ( Ct
1.13-14 ).
 Como és formosa, amada minha ! Como és formosa! Os teus olhos são como os
das pombas, e brilham através do teu véu. O teu cabelo é como o rebanho de cabras que
pastam no monte de Gileade. Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que
se apascentam entre os lírios. ( Ct 4.1 –5 ).
Como podemos ver, a bíblia esta repleta de declarações de amor, pratique o amor de
cristo em todos os momentos da vida.
11º - CONSULTAR A APOSTILA DE NOIVOS

BENDITOS LAÇOS DO MATRIMONIO


COMO IDENTIFICAR E RESEOLVER CONFLITOS NO CASAMENTO

Gênesis 2:18-24 - O sonho da maioria dos jovens, e conseqüência natural da vida, é a


união conjugal. O desejo de ter uma família faz com que, a certa altura, as pessoas
acrescentem às suas necessidades a de estabelecer um lar. Mas, muitas vezes, o sonho de
constituir família torna-se um pesadelo. O casamento, ao invés de resolver o problema da
solidão, passa a ser um problema ainda maior, e os cônjuges sentem-se frustrados,
desanimados, arrependidos e muitos casamentos culminam em separação. Para que isso
não ocorra com você ou com seus filhos, dedique-se ao estudo deste artigo.

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I - QUE É O CASAMENTO
a) É uma instituição divina,
 Gn. 2: 18. E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-
ei uma ajudadora idônea para ele. Deus o estabeleceu, visando à felicidade do homem.
Embora algumas pessoas citadas na Bíblia não fossem casadas, entre elas Jesus e Paulo,
no entanto, Jesus mesmo ressaltou a importância do matrimônio e o confirmou como
divino.
b) É uma união exclusiva,
Gn. 2: 24. Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e
serão ambos uma carne. A idéia original de Deus para o casamento é a monogamia.
A recomendação bíblica é de que “...cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o
seu próprio marido", I Co. 7: 2. Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua
própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.
c) É uma união permanente.
A indissolubilidade do casamento é um dos valores em baixa em nossos dias.
Para muitos, o matrimônio pode ser desfeito a partir do momento em que houver
conflitos ou quando as partes envolvidas não combinarem mais.

A Bíblia é clara com respeito a essa união permanente em Mc. 19: 9 e I Co. 7:10-11.
A expressão “unir”, de Gn. 2: 24, originalmente tem o sentido de colar, soldar,
pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.
 (I Corintios 7:10) - Todavia, aos casados mando, não eu mas o Senhor, que a
mulher não se aparte do marido
 (I Corintios 7:11) - Se, porém, se apartar, que fique sem casar, ou que se
reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.
 Demais asuntos ,são tratados um por um pela diretoria
II - PARA QUE EXISTE O CASAMENTO
a) Companheirismo,
 Ec. 4: 9-12. Ao criar o homem, Deus viu que não era bom que ele estivesse só,
 Gn 2: 18. Deu-lhe, então, uma companheira. Esse é um dos grandes propósitos
do casamento: compartilhar as experiências e, juntos, construírem seu patrimônio.
b) Procriação.
 As pessoas se casam para dar continuidade à existência da família, Gn. 1: 28.
 Gerar filhos é uma conseqüência natural do amor dos cônjuges.
c) Para ter um ambiente onde se possa regular a vida sexual,
 Hb. 13: 4. Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; porém,
aos que se dão à prostituição, e aos adúlteros, Deus os julgará.
Ao contrário do pensamento ascético, as funções sexuais do homem e da mulher foram
uma dádiva de Deus para o prazer de ambos. Sendo assim, a vida sexual deve ser
exercida dentro do matrimônio, Pv. 5: 15-19, numa relação onde exista o respeito, Hb.
13: 4; mutualidade, comunhão, compreensão, consideração e amor, I Co. 7: 2-5 e I Pe. 3:
7.
III - DESAJUSTES NO CASAMENTO
Há muitos casamentos falidos. Muita gente conforma-se com a situação precária de seu
matrimônio e continua junta apenas para manter as aparências. No entanto, a realidade é
que experimentam, a cada dia, os dissabores que um matrimônio estragado pode gerar.
Quais são as causas desses desajustes?
a) Uma expectativa irreal por parte dos cônjuges.

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Alguns escolhem o casamento como fuga dos diversos problemas da casa dos pais. Vêem
o casamento como um paraíso a ser vivido. Esquecem-se, porém, de que o casamento
não sufoca a individualidade de cada um.
b) Falta de preparo dos cônjuges.
Moços e moças enfrentam o casamento como se fosse apenas mais uma aventura. Há
falta de informações, que deveriam ser oferecidas pelos pais, ou sobram informações
distorcidas, oferecidas pela sociedade, e até mesmo igrejas têm deixado de transmitir aos
seus jovens conselhos que os prepararão para tão nobre missão.
c) A concepção mundana do que é o casamento.
Aqueles que têm grande influência sobre as pessoas através dos meios de comunicação
nem sempre demonstram à sociedade um comportamento sadio em termos de
matrimônio. Depravação, infidelidade e desrespeito são consideradas práticas normais,
excluindo a idéia de que um casamento pode tornar-se uma fonte de felicidade para as
pessoas,
 Rm. 12: 2. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados
pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa,
agradável, e perfeita vontade de Deus.
d) Dependência e interferência dos pais.
É preciso observar o verbo usado nas Escrituras:
 “deixará o homem seu pai e sua mãe”, Gn. 2: 24.
 Entretanto, com o casamento, um passa a pertencer à família do outro, Rt. 1: 16
E a interferência não muito sábia dos pais, em certos momentos, pode causar transtornos
ao lar recém-formado.

e) A ação destrutiva de satanás.


O desejo do diabo é de destruir a paz e a felicidade dos lares, pois ele sabe que a família
tem grande importância no plano de Deus. É necessário vigilância e oração para vencer
as astutas ciladas do diabo, Jo. 10: 9;
 I Pe. 5: 8-9. Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em
derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar, Ao qual resisti firmes na
fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo
Como resolver os problemas do matrimônio.
a) Solidificá-lo na Palavra de Deus,
 Mt. 7:24-27. Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica,
assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha (Mateus 7:25)
 E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela
casa, e não caiu, porque estava edificada sobre a rocha
Essa estrutura acontece através de uma dedicação à leitura, estudo e prática da Bíblia, a
fim de que o lar encontre forças para resistir às tempestades e intempéries da vida.
b) Praticando o perdão,
Ef. 4: 32. Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos
uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo. Devemos aprender a
perdoar, da mesma forma como Deus nos perdoou em Cristo Jesus.
c) Crendo no poder restaurador de Jesus,
Mc. 9: 23. E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê. Se o diabo veio
para matar, roubar e destruir, Jesus veio para que todos tenham vida e a tenham em
abundância, Jo. 10: 9-10. Não existe nada que Deus não possa realizar visando à
felicidade e o bem-estar de seus filhos, Lc. 1: 37. Porque para Deus nada é impossível.

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CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL - CURSO DE PASTOR 39

O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO


Thiago 4:4 - Um amigo do mundo é inimigo de Deus. Efésios 2:2, 1 João 5:19 - O
mundo já esta no Maligno e é regido por satanás. - Cite algumas áreas e de que forma
satanás esta chefiando, exemplos abaixo:
 • Satanás chefia o mundo das drogas
 • Satanás chefia a maior parte do mundo da Televisão
 • Satanás chefia o mundo da imoralidade, prostituição
 • O mundo que se opõe a Deus e ao seu filho é chefiado por satanás.
 • O mundo que se opõe a palavra de Deus é chefiado por satanás.
Mateus 6:24
Ou amamos a Deus ou amamos ao mundo.
João 17:14
Os filhos de Deus não pertencem mais a este mundo.
Temos que influenciar as pessoas
Romanos 12:12 – O cristão deve influenciar as pessoas no meio em que vive e em
nenhuma hipótese deixar ser influenciado por qualquer coisa desde mundo.
Não podemos deixar o sistema desse mundo nos manipular
Leitura principal: 1 João 2:15-19
15–O que é o amor
Sentimento que induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa pela qual se sente
afeição ou atração.
15 – O que é o mundo?
Existem dois tipos de mundo:
 1. O mundo material como os céus, a terra, os montes, os mares
 2. O mundo onde a maneira de viver é organizada e conduzida por satanás,
caracterizada pela indiferença, rejeição e oposição a Deus, à sua Palavra e ao seu Reino.
16 – O que é concupiscência?
Desejo imoderado de satisfazer a sensualidade, ou de se satisfazer.
16 – O que é concupiscência da carne?
Desejo imoderado de satisfazer os desejos carnais, imorais, vícios e prazeres sensuais.
16 – O que é concupiscência dos olhos?
Desejo imoderado de satisfazer, cobiça da vida, o ego, a inveja.
 • Eva caiu pela concupiscência dos olhos, primeiro ela viu e depois deixou o
pecado entrar – Genesis 3:6
 • Davi caiu pela concupiscência dos olhos, viu Bate Seba e deixou o pecado
entrar no coração – 2 Samuel 11:2
16 – O que é soberba?
Orgulho, Altivez, Elevação, Arrogância, Sobrançaria.
Busca da própria exaltação através de riquezas, Status, Títulos e posições com o intuito
de receber honrarias.
16 – O que é soberba da vida?
Ser mais que os outros, honrarias e glorias próprias.
17 – A vida eterna:
A vida eterna e a nova Jerusalém – Apocalipse 21:9-27
18, 19 – Cuidado com o anti-cristo
Ou seja, aquele que nega que Jesus é o Cristo que veio em corpo de carne: João 15:18-19
18-19 – Fale algo do mundo que mais te aborrece

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CURSO DE FORMAÇÃO PASTORAL - CURSO DE PASTOR 40

É tudo para atrair


Tudo o que há no mundo, a indústria pornográfica, a mídia, entretenimento, programas,
entre outros, existe para tirar a atenção do crente para o que realmente é importante, a
salvação.
Quando o mundo tornou-se maligno?
Após a queda de Eva, antes da queda o mundo era perfeito. Romanos 5:12
Devemos evitar o mundo
Devemos evitar o mundo para que não acontece conosco o que aconteceu com o filho
Prodigo. Lucas 15:11-32.
Não podemos buscar a intimidade e o favor com o mundo não cristão.
 • Não aceitar seus costumes
 • Não aceitar leis que são opostas as leis de Deus
 • Não aceitar seus prêmios.
 • Não se confraternizar, se assentar na roda dos escarnecedores.
Deus ama o mundo?
Deus ama o mundo no sentido de pessoas e ele ainda nos deixou neste mundo para
trabalharmos no resgate dessas vidas que estão cegas neste mundo tenebroso. João 15:17-
18
Como vencer o mundo
 • Com Jesus conseguimos vencer o mundo – João 16:33
 • Fugindo de toda aparência do mal – 1 Coríntios 6:18
 • Vigiando e orando – Mateus 26:36.

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