Você está na página 1de 60

Segurança e prevençaã o de acidentes com

crianças e jovens

UFCD_9636

761361 - Cuidador/a de
Crianças e Jovens

50 Horas
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Índice

Objetivos e conteuú dos................................................................................................................................................................ 3

Acidentes mais graves e mais frequentes............................................................................................................................ 5

Tipo/Locais e condiçoã es de ocorreê ncia/Produtos, artigos e equipamentos envolvidos..................................5

Causas dos acidentes................................................................................................................................................................. 15

Caracteríústicas dos espaços, produtos e equipamentos/Comportamentos dos adultos................................15

Desenvolvimento da criança e do jovem e a sua relaçaã o com a ocorreê ncia de acidentes..............................17

Medidas de prevençaã o dos acidentes................................................................................................................................. 20

Comportamento dos adultos/ Adaptaçaã o do ambiente e organizaçaã o do espaço/Seleçaã o e organizaçaã o


das atividades.............................................................................................................................................................................. 20

Escolha, utilizaçaã o e manutençaã o dos artigos, mobiliaú rio, equipamentos e brinquedos...............................24

Utilizaçaã o de equipamentos de proteçaã o.......................................................................................................................... 27

Estrateú gias de prevençaã o dos acidentes ao longo do desenvolvimento da criança e do jovem..................34

Em casa (quedas, afogamentos, queimaduras, intoxicaçoã es, asfixia e estrangulamento, outros


traumatismos)............................................................................................................................................................................. 34

No transporte no automoú vel, mota, bicicleta e a peú ...................................................................................................... 39

No transporte coletivo de crianças...................................................................................................................................... 47

Na escolha e utilizaçaã o de artigos de puericultura, brinquedos e produtos de proteçaã o/adaptaçaã o da


casa................................................................................................................................................................................................... 48

Nos estabelecimentos educativos /Nos espaços de jogo e recreio (ex: parques infantis) e outros
espaços e atividades ao ar livre............................................................................................................................................ 51

Nas atividades desportivas e de lazer/Nas visitas de estudo, idas aà praia e outras atividades fora da
escola............................................................................................................................................................................................... 53

Na escolha e utilizaçaã o de equipamentos de proteçaã o pessoal................................................................................56

Primeiros socorros com crianças e jovens....................................................................................................................... 58

Noçaã o de urgeê ncia e emergeê ncia meú dica.......................................................................................................................... 58

Guias de atuaçaã o perante uma emergeê ncia...................................................................................................................... 60

Bibliografia e netgrafia............................................................................................................................................................. 61

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 2 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Objetivos:

 Identificar os acidentes mais graves e mais frequentes.

 Reconhecer situaçoã es de perigo nos vaú rios contextos de intervençaã o.

 Identificar e implementar medidas de reduçaã o do risco de acidente.

 Aplicar medidas de primeiros socorros em casos de emergeê ncia.

Conteuú dos

 Acidentes mais graves e mais frequentes

 Tipo de acidentes

 Locais e condiçoã es de ocorreê ncia

 Produtos, artigos e equipamentos envolvidos

 Causas dos acidentes

 Caracteríústicas dos espaços, produtos e equipamentos

 Comportamentos dos adultos

 Desenvolvimento da criança e do jovem e a sua relaçaã o com a ocorreê ncia de acidentes

 Medidas de prevençaã o dos acidentes

 Comportamento dos adultos

 Adaptaçaã o do ambiente e organizaçaã o do espaço

 Seleçaã o e organizaçaã o das atividades

 Escolha, utilizaçaã o e manutençaã o dos artigos, mobiliaú rio, equipamentos e brinquedos

 Utilizaçaã o de equipamentos de proteçaã o

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 3 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

 Estrateú gias de prevençaã o dos acidentes ao longo do desenvolvimento da criança e do


jovem

 Em casa (quedas, afogamentos, queimaduras, intoxicaçoã es, asfixia e estrangulamento,


outros traumatismos)

 No transporte no automoú vel, mota, bicicleta e a peú

 No transporte coletivo de crianças

 Na escolha e utilizaçaã o de artigos de puericultura, brinquedos e produtos de


proteçaã o/adaptaçaã o da casa

 Nos estabelecimentos educativos

 Nos espaços de jogo e recreio (ex: parques infantis) e outros espaços e atividades ao ar
livre

 Nas atividades desportivas e de lazer

 Nas visitas de estudo, idas aà praia e outras atividades fora da escola

 Na escolha e utilizaçaã o de equipamentos de proteçaã o pessoal

 Primeiros socorros com crianças e jovens

 Noçaã o de urgeê ncia e emergeê ncia meú dica

 Guias de atuaçaã o perante uma emergeê ncia

Acidentes mais graves e mais frequentes

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 4 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Tipo/Locais e condições de ocorrência/Produtos, artigos e equipamentos envolvidos

Morrem anualmente 42.000 crianças em todo o mundo víútimas de acidentes (OMS). Em


Portugal, em 2014, morreram 240 crianças do nascimento aos 19 anos por acidentes,
correspondendo a 45% do total de mortes nestas idades (INE). As principais causas de
acidentes nas crianças e adolescentes saã o os acidentes rodoviaú rios (39%), que provocam
tambeú m o maior nuú mero de mortes, os afogamentos (14%), os envenenamentos (7%), as
queimaduras (4%) e as quedas (4%). Existem outras causas, menos frequentes, como a asfixia,
o estrangulamento, as mordidas de animais e os desastres naturais. O ambiente familiar e
escolar naã o devem esquecidos por serem locais de risco para a ocorreê ncia de acidentes. Estes
traumatismos apresentam um impacto considerável em vários níveis:

No nuú mero de anos de vida perdidos. Em Portugal estima-se que em 2013 se perderam
46.519 anos potenciais de vida devido aà morte prematura por causas externas.

Na sauú de, pelas sequelas, muitas vezes irreversíúveis, que levam a uma incapacidade
remanescente

Na educaçaã o, pelo absentismo escolar

No trabalho, pelo absentismo dos pais e familiares

Na inclusaã o social, pelo handicap e estigma muitas vezes presentes

A níúvel emocional, com ansiedade, medo, lutos patoloú gicos

Em cada ano, registam-se mais de 5 milhoã es de hospitalizaçoã es e 69 milhoã es de visitas de


familiares resultantes desses traumatismos.

Neste artigo seraã o descritas medidas de segurança que poderaã o ajudar os pais e os cuidadores
a prevenir a ocorreê ncia dos acidentes mais frequentes nessa faixa etaú ria.

O que fazer num acidente?

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 5 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Até a chegada dos Cuidados de Saúde, deve ser realizado o suporte de funções vitais:

Vigiar a respiraçaã o (respira ou naã o)

Vigiar o estado de conscieê ncia (consciente ou naã o)

Imobilizar a víútima

Desligar cargas eleú tricas

Afastar as fontes de calor.

No caso de existir suspeita de intoxicação, deve retirar a roupa, lavar as zonas afetadas
(aú gua e sabaã o) e colocar a criança de lado. Pode ser necessaú rio ventilar o local onde ocorreu a
intoxicaçaã o.

Nas queimaduras, se forem leves, deve colocar aú gua fria (naã o gelada), que ajudaraú a aliviar a
dor. Nos casos mais graves, deve retirar a roupa e pedir ajuda meú dica.

Se houver uma ferida sangrante deve observar a criança, ver se estaú paú lida, se estaú
consciente, e se consegue controlar a hemorragia. Para controlar a hemorragia pode colocar
compressas ou um pano limpo em cima da zona sangrante e fazer pressaã o.

Nas asfixias, deve verificar o estado de conscieê ncia, a respiraçaã o e provocar a tosse se
possíúvel, depois pode realizar 5 palmadas nas costas e aguardar pela ajuda meú dica. A manobra
de Heimlich pode ajudar. Consiste em criar uma tosse artificial que remove o objeto da
traqueia da víútima.

Perante uma picada de inseto, deve verificar se o inseto permanece na pele, e retiraú -lo. Deve
limpar a ferida. A aú gua fria e o gelo podem aliviar a dor. Muitas picadas poderaã o precisar de
cuidados meú dicos, sobretudo se houver dificuldade respiratoú ria, palpitaçoã es, voú mitos,
tonturas ou febre.

Entretanto, também deve conhecer os seguintes números caso seja necessaú rio ajuda
meú dica urgente. Para tal, pode fazer uma lista telefoú nica e colocaú -la um lugar bem visíúvel:

Nuú mero Nacional de Socorro (112)

Sauú de 24 (808 24 24 24)

Centro de Informaçaã o Anti-Venenos (CIAV - 808 250 143)

Meú dico Assistente, Centro de Sauú de, Hospital de refereê ncia (serviço de Urgeê ncia)
761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 6 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Os acidentes rodoviários:

Embora tenham vindo a diminuir, os acidentes rodoviaú rios continuam no topo e


apresentam um peso importante tanto na mortalidade como na morbilidade, principalmente
no grupo dos adolescentes entre os 15 e os 19 anos. Apesar das campanhas de sensibilizaçaã o,
todos os dias em Portugal, em meú dia, 12 crianças e jovens saã o víútimas de um acidente
rodoviaú rio: 7 enquanto passageiras, 3 como peoã es e 2 como condutoras. Em Portugal, em
2014, os acidentes rodoviaú rios foram responsaú veis por quase 10 % das mortes das crianças e
jovens dos 0 aos 19 anos.

Os sistemas de retenção devem ser adquiridos antes do


nascimento da criança. Atualmente naã o eú possíúvel ter alta da maternidade sem apresentar um
sistema de transporte adequado aà criança. Devem ser homologados de acordo com a
legislaçaã o norma ECE R44/04 e uma norma mais recente ECE R129. Os sistemas devem ser
escolhidos segundo a idade, a estatura e o peso, de modo a proporcionar as condiçoã es
necessaú rias a uma viagem de automoú vel segura.

O uso de cinto eú obrigatoú rio mesmo em distaê ncias curtas. Esses dois sistemas previnem cerca
de 90 % das lesoã es graves.

Grupo de risco: Todas as crianças

Prevenção:

 Usar sempre o cinto de segurança

 Usar a cadeirinha adequada aà idade da criança

 Cumprir normas de segurança na circulaçaã o pedonal e de bicicletas

 Naã o beber aú lcool antes de conduzir

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 7 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
 Naã o tomar drogas

 Naã o falar ao telemoú vel

Educação:

 Explicar os riscos a criança/jovem da estrada

 Explicar riscos aos pais e educadores

 Formar pais e cuidadores (primeiros socorros)

Afogamento:

Em Portugal, entre 2002 e 2013, faleceram 207 crianças por afogamentos, a maioria em
piscinas, tanques, poços ou lagoas e ribeiros.

A utilizaçaã o sistemaú tica de barreiras fíúsicas, como os gradeamentos amovíúveis, que dificultam
o acesso das crianças aà aú gua, poderia ter prevenido 95% dos casos

Grupo de risco:

 Crianças com idade inferior a 14 anos

Prevenção:
761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 8 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
 Usar boias, braçadeiras, coletes insuflaú veis ou outros dispositivos de flutuaçaã o

 Usar grades a volta das piscinas

 Haver SEMPRE supervisaã o

Educação:

 Sensibilizar a criança /jovem aos riscos da aú gua e importaê ncia de comportamentos


seguros

 Explicar riscos aos pais e educadores

 Aulas de nataçaã o recomendadas para crianças com> 4 anos

 Formar pais e cuidadores (primeiros socorros)

Intoxicações:

As crianças, dadas as características próprias da idade e da etapa de desenvolvimento, saã o


exploradoras, o que as torna mais suscetíúveis a acidentes por intoxicaçaã o.

As intoxicações podem ser por via oral, inalatoú ria, cutaê nea, injetaú vel, picada ou mordedura.
Alguns produtos estaã o frequentemente associados a ocorreê ncia desse tipo de lesaã o, como os
produtos de utilizaçaã o domeú stica (limpeza, inseticidas, ambientadores), os medicamentos, os
cosmeú ticos e outros produtos de beleza.

Em Portugal, de acordo com os dados do Centro de Informações Antivenenos (CIAV), no


ano de 2010, registaram-se 9.250 casos de intoxicaçaã o em crianças, dois terços dos quais em
crianças entre o primeiro ano e os quatro anos de idade.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 9 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Grupo de risco:

 Crianças e adolescentes

Prevenção:

Manter nas embalagens originais e naã o juntar com produtos alimentares

Etiquetagem dos produtos de risco

Dificultar o acesso atraveú s dos armaú rios altos e das gavetas trancadas com fechos
proú prios

Entrar em contato com serviços meú dicos apoú s suspeita de envenenamento (CIAV)

Nuú mero: 808 250 143

No caso de prevenção de picada de insetos:

 Utilizar repelentes nas zonas expostas

 Preferir roupa larga e sapatos

 Vigiar a pele dos animais domeú sticos.

 Ter atençaã o a presença de animais marinhos

Educação:

Sensibilizar os riscos a criança/jovem

Explicar riscos aos pais e educadores

Formar os pais e cuidadores para reconhecer os sintomas e sinais apoú s envenenamento

Formar pais e cuidadores (primeiros socorros)

Queimaduras:

As queimaduras são lesões térmicas, podem ser provocadas por qualquer substaê ncia que
entre em contato com a pele. Os líúquidos (ex.: leite) e objetos quentes saã o os responsaú veis pela
maioria das situaçoã es. O sol, o fogo, a energia eleú trica, os produtos quíúmicos e ateú o frio
tambeú m podem ser causa de queimaduras.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 10 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Em Portugal, as queimaduras representam cerca


de 4 % das idas a urgeê ncia pediaú trica das crianças com idade inferior a 5 anos.

EÉ importante ter em atençaã o que a maioria das mortes por queimaduras ocorre em casa
(nomeadamente na cozinha e na casa de banho), saã o auto-infligidas e ocorrem com adultos
por perto. As queimaduras saã o responsaú veis por muita dor, sofrimento e podem deixar marcas
para toda a vida. EÉ importante referir que cerca de 75 % poderiam ser evitadas, por medidas
preventivas simples, como por exemplo: dispositivos de barreiras, protecçoã es das diversas
fontes de queimadura (lareiras, fogoã es, tomadas eleú ctricas), ou ainda uso de termostato
regulador de aú gua..

Grupo de risco:

Crianças com menos de 5 anos

Prevenção:

Manter um detetor de fumo

Ter atençaã o a temperatura da aú gua e do leite assim como de todo o ambiente da


cozinha e da casa de banho.

Ter em atençaã o a velas, aquecedores, lareiras

Usar protetores de tomadas

Instalar dispositivos de proteçaã o para todas as fontes de calor

Naã o fumar dentro de casa ou perto da criança

Educação:

Explicar os riscos das fontes de calor a criança / jovem

Explicar riscos aos pais e educadores

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 11 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Formar pais e cuidadores (primeiros socorros)

Quedas:

Em Portugal, entre 2000 e 2014, 109 crianças e jovem morreram na sequeê ncia de uma queda.

A maior parte das quedas ocorreram em casa ou na escola, associadas a varandas e as


janelas. Este tipo de acidentes estaú muitas vezes associado a desfiguraçaã o e a sequelas graves e
incapacitantes.

Grupo de risco:

Crianças com menos de 6 anos

Prevenção:

Evitar uso de andarilhos

Uso de corrimaã o de apoio nas escadas, redes ou grades de proteçaã o

Uso de sistemas de travoã es que impedem a abertura das janelas ou o acesso as


varandas

Naã o deixar a criança sozinha na banheira a brincar com a aú gua

Nunca deixar as cadeiras da criança em superfíúcies altas

Usar protetores de cantos das mesas e pisos antiderrapantes

Manter as superfíúcies secas (WC e cozinhas) e usar cancelas para limitar o acesso

Educação:

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 12 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Explicar os riscos a criança/jovem

Explicar riscos aos pais e educadores

Formar os pais e cuidadores a ter um ambiente protegido e sem risco de queda

Formar pais e cuidadores (primeiros socorros)

Asfixia:

O risco de asfixia eú mais frequente em crianças ateú aos 5 anos, sendo a causa mais comum de
morte acidental em lactentes.

A maior parte dos casos acontece com alimentos, como frutos secos, tremoços e frutos com
caroço mas tambeú m com pequenos objetos (botoã es, moedas, berlindes, pioã es, pequenas bolas)
e peças que se destacam dos brinquedos e jogos. A vigilaê ncia e proximidade saã o elementos
essenciais para uma prevençaã o eficaz.

Grupo de risco:

Lactentes (crianças no primeiro ano de vida)

Prevenção:

Importaê ncia da posiçaã o dos receú m-nascidos: barriga para cima

Estar atento aà denominaçaã o CE nos brinquedos e acessoú rios

Ateú aos 3 anos, os brinquedos naã o devem ter peças pequenas facilmente destacaú veis

Nunca deixar o lactente sozinho com o biberaã o

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 13 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Cortar a comida em pequenas porçoã es

Ter atençaã o aos frutos secos, gomas, botoã es, moedas, uvas…

Usar berços aprovados e colocar um protetor almofadado no berço para evitar


traumatismos.

A distaê ncia entre os varoã es deve ser inferior a 7 cm.

Educação:

Explicar os riscos a criança/jovem

Explicar riscos aos pais e educadores

Propor visita domiciliaú ria para dar apoio aos pais

Formar pais e cuidadores (primeiros socorros)

Treinar a manobra de Heimlich

Apesar de naã o ser possíúvel antecipar todos os momentos e portanto evitar todos os acidentes,
conhecer os seus mecanismos permite antecipar a sua possibilidade e atuar previamente para
diminuir o risco.

Se o fizermos constantemente, conseguiremos controlar este drama e fazer com que as


nossas crianças vivam mais e melhor por muitos anos, sem terem de carregar as sequelas e
incapacidade que lhes ficam para a vida.

Causas dos acidentes


Características dos espaços, produtos e equipamentos/Comportamentos dos adultos

Os acidentes domésticos saã o a principal causa de morte ateú aos 18 anos. Em 2012, as
crianças ateú aos 14 anos foram as maiores víútimas de acidentes domeú sticos e de lazer.
Constituem, por este motivo, um importante problema de sauú de puú blica.

Dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge indicam que 36,4% dos acidentes
com crianças ateú aos 14 anos ocorreram em casa mas, se fossem consideradas apenas crianças
ateú aos cinco anos, este valor subiria para os 80%.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 14 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Principais causas de acidentes domésticos:

As quedas saã o a principal causa de acidentes domeú sticos, seguindo-se os cortes, queimaduras
e intoxicaçoã es.

Entre 2000 e 2012, 109 crianças e jovens ateú aos 19 anos morreram devido a uma queda.
Entre 2000 e 2013, 60.705 crianças ateú aos 18 anos foram internadas por terem sofrido uma
queda.

A maioria dos acidentes deve-se a faltas de atençaã o por parte dos adultos e menosprezo por
riscos comuns, bastam alguns segundos de distraçaã o para que os acidentes aconteçam. A
vigilaê ncia, conscieê ncia e supervisaã o aà medida que a criança adquire novas habilidades de
locomoção e manipulação é essencial.

Tudo é um brinquedo:

As crianças pequenas naã o teê m capacidade de avaliar o perigo, pelo que qualquer objeto que
encontram se pode transformar num brinquedo interessante. Botoã es, tampas e rolhas de
garrafas, moedas, pequenos pregos e brinquedos com peças pequenas saã o objetos atrativos
para crianças ateú aos treê s anos que gostam de levar tudo aà boca. No entanto, constituem um
grande perigo pois a criança pode engasgar-se e ateú sufocar.

Alertar e ensinar é fundamental:

Naã o se limite a proibir a criança de fazer determinada coisa, deve procurar ensinaú -la e alertaú -
la para os riscos que certos atos envolvem, para que ela possa desenvolver a noçaã o de perigo e
de comportamentos perigosos. Naã o desista, mesmo quando se trata de uma criança pequena e
a explicaçaã o requer muita pacieê ncia. Sobretudo, deê o exemplo: as crianças imitam os adultos.

A criação e manutenção de ambientes seguros para crianças e jovens saã o fundamentais


para a reduçaã o da sua exposiçaã o ao risco de acidentes graves. Os perigos dentro de casa
podem tornar-se uma armadilha para a criança.

Acidentes (não só domésticos) mais frequentes de acordo com a idade

0-1 Anos: quedas, asfixia, engasgamento, aspiraçaã o de corpos estranhos, intoxicaçoã es,
queimaduras.

2-4 Anos: quedas, asfixia, engasgamento, afogamento, intoxicaçoã es, choques eleú tricos,
traumatismos.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 15 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
5-9 Anos: quedas, atropelamentos, queimaduras, afogamentos, choques eleú tricos,
intoxicaçoã es, traumatismos.

10-19 Anos: quedas, atropelamentos, afogamentos, choques eleú tricos, intoxicaçoã es,
traumatismos.

As lesões e traumatismos na sequeê ncia de acidentes continuam a ser primeira causa de


morte nas crianças e jovens em Portugal, o que preocupa a Sociedade Portuguesa de Pediatria.

Há pequenos pormenores que podem salvar a vida a uma criança. EÉ estritamente


necessaú rio que todos estejamos atentos e cientes dos perigos que nos rodeiam para que
possamos proteger os nossos filhos, e ensinaú -los a tornarem-se autosuficientes nos que se
refere aà sua segurança.

Ficam algumas dicas de como proteger o seu filho das principais causas de morte,
organizadas por faixas etárias.

Até 1 ano de idade

Os bebeú s com menos de um ano, estaã o a aprender a controlar os seus movimentos e


respiraçaã o, sendo que as principais causas de mortes nessa faixa etaú ria por acidente saã o
engasgamento, asfixia, aspiraçaã o de corpos estranhos, intoxicaçoã es e queimaduras.

Desenvolvimento da criança e do jovem e a sua


relação com a ocorrência de acidentes
Como evitar estes acidentes?

Os Bebeú s devem dormir em berços certificados e com colchaã o firme, virados de barriga
para cima, tapados ateú a altura do peito e com os braços para fora.

Naã o deixe brinquedos dentro da cama

Corte e/ou esmague os alimentos em pedaços pequenos quando der refeiçoã es.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 16 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Mantenha fora do alcance das crianças objetos pequenos como botoã es, peças de
brinquedos, berlindes, moedas, pilhas e pionaises. (Especialmente tudo o que eú metaú lico,
pilhas e baterias)

Retire todos os restos de plaú stico de baloã es rebentados do chaã o.

Use cancelas de proteçaã o nas escadas e redes de proteçaã o nas janelas.

Naã o deixe moú veis perto de janelas – podem servir de apoio para a criança subir e ter
acesso ao perigo.

Naã o deixe o bebeú sozinho, em instante nenhum, em cima de um sofaú , fraldaú rio ou mesa.

Tranque todos os armaú rios de acesso a detergentes e produtos quíúmicos

Mantenha os sacos de plaú stico fora do alcance das criançasPara se aperceber dos
perigos mais eminentes na idade certa do seu filho, faça um tour pela sua casa colocando-se aà
altura dos seus olhos. Gatinhe, deite-se no chaã o, ande de joelhos e perceberaú a quantidade de
perigos apelativos que tentam diariamente o seu filhos.

De 2 a 4 anos

A Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI) lança anualmente uma


campanha de prevençaã o contra a morte por afogamento – “A Morte por Afogamento eú Raú pida e
Silenciosa”. Ao longo dos uú ltimos quatro anos, o afogamento a par com as quedas, asfixia,
engasgamento, afogamento, intoxicaçoã es, choques eleú tricos e traumatismos tem sido a
principal causa de morte em acidentes domeú stico, nas crianças entre 2 a 4 anos

Nesta idade as crianças estaã o mais autoú nomas e aventuram-se a experimentar o espaço que as
rodeia livremente. EÉ obrigatoú rio a supervisaã o de um adulto, pois as crianças ainda naã o teê m
conscieê ncia do perigo.

Estas saã o as dicas para evitar acidentes nesta idade. Naã o devem ser descartadas ainda as
soluçoã es de segurança aplicadas ateú um ano de idade.

Nunca deixe crianças sozinhas quando estiverem dentro ou proú ximas da aú gua. As
crianças mais pequenas podem afogar-se tanto na praias, piscina, rios, lagos e barragens,
como em qualquer recipiente com muito pouca aú gua ou outros líúquidos, quer seja uma
banheira, pia, alguidar, balde, etc

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 17 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Para evitar afogamentos, o colete salva-vidas adaptado aà idade eú o equipamento mais
seguro. Braçadeiras e outros equipamentos insuflaú veis daã o-nos uma falsa noçaã o de segurança
– se a criança ainda naã o souber dominaú -las podem virar a qualquer momento, tornando o
retorno aà tona da aú gua muito difíúcil.

Nunca guardar detergentes, lixíúvia, inseticidas, pesticidas ou desinfetantes dentro de


garrafas de aú gua ou refrigerantes de plaú stico jaú usadas.

Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para que naã o caibam na boca, e
suficientemente resistentes para que naã o possam ser mordidos (lascas)

Mantenha objetos afiados como facas, tesouras e chaves de fendas, entre outros, fora do
alcance das crianças.

Proteja os cantos das mesas e arestas vivas, especialmente aquelas que vaã o estar
exatamente ao níúvel dos olhos do seu filho quando começar a aquisiçaã o de marcha

Dos 5 aos 9 anos

Nesta idade, a criança ainda naã o teê m suas competeê ncias motoras totalmente
desenvolvidas e a principal causa de acidentes nesse caso saã o os atropelamentos de traê nsito,
quedas, queimaduras, afogamentos, choques eleú tricos, intoxicaçoã es, traumatismos.

Estas saã o as dicas para evitar acidentes nesta idade. Naã o devem ser descartadas todas
as soluçoã es de segurança aplicadas nas faixas etaú rias anteriores.

Deê o exemplo. Ensine as crianças a olhar para um lado e para o outro antes de
atravessar a rua. Respeite os sinais de traê nsito e passadeiras.

Crianças com menos de 10 anos naã o devem andar sozinhas na rua. A supervisaã o de
um adulto eú vital ateú que a criança demonstre habilidades e capacidade de julgamento do
traê nsito. Deê sempre a maã o aos seus filhos quando estiverem a andar na rua

Crianças com menos de 8 anos naã o devem manusear, sem supervisaã o de um adulto
brinquedos que requeiram carregamentos e que estejam sujeitos a atingir temperaturas
elevadas. Os brinquedos eleú tricos podem causar queimaduras.

Crianças com menos de 10 anos naã o devem andar sozinhas de elevador.

Naã o deixe bebidas alcooú licas e medicamentos ao alcance das crianças.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 18 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Ensine a criança a naã o aceitar bebidas ou alimentos que lhe sejam oferecidas por
estranhos.

Se se ausentar de uma tarefa que estaú a realizar, garanta que deixa tudo em segurança:
bicos do fogaã o desligados e pegas das frigideiras viradas para dentro, ferro de engomar
desligado, com o fio enrolado, naã o deixar facas afiadas em cima das bancadas, etc

Guardar isqueiros e foú sforos fora do alcance das crianças.

Naã o tome medicamentos aà frente das crianças para evitar comportamentos por
imitaçaã o. Naã o administre medicamentos aos seus filhos se prescriçaã o meú dica.

Ensine os seus filhos a verificarem os prazos de validade dos alimentos que ingerem

Ensine os seus filhos a usar o micro-ondas. Se a veê em a usar, rapidamente vaã o


experimentar fazeê -lo. Evite acidentes explicando que naã o podem colocar pratas, nem loucas
com filamentos de prata dentro do mesmo.

Medidas de prevenção dos acidentes


Comportamento dos adultos/ Adaptação do ambiente e organização do espaço/Seleção
e organização das atividades

Medidas para prevenção de acidentes domésticos

Escadas

Devem ter corrimaã o de apoio e o piso naã o deve ser escorregadio;

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 19 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Coloque proteçoã es e barreiras em todos os acessos aà s escadas;

Naã o se esqueça de fechar as proteçoã es e as barreiras de acesso aà s escadas depois de


passar.

Janelas e varandas

Coloque grades ou redes de proteçaã o em todas as janelas e varandas.

Piscinas

Nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina;

Esteja atento aà s brincadeiras das crianças na aú gua;

Coloque braçadeiras ou coletes aà s crianças que naã o sabem nadar mesmo que estejam
apenas junto aà piscina, pois podem escorregar;

Se tem piscina em casa coloque uma tela de proteçaã o ou uma vedaçaã o aà volta dela;

Leia o artigo "Guia de segurança na aú gua".

Cozinha:

Naã o deixe as crianças sozinhas na cozinha;

Guarde facas e objetos cortantes em locais pouco acessíúveis;

Naã o deixe tachos e panelas ao lume sem ningueú m estar na cozinha e tenha cuidado com
líúquidos quentes;

Certifique-se que desliga os bicos do fogaã o quando acaba de cozinhar;

Vire os cabos das frigideiras para o interior do fogaã o;

Guarde foú sforos e isqueiros em locais seguros, fora do alcance das crianças;

Tenha cuidado ao utilizar o gaú s do fogaã o;

Utilize apenas toalhas, aventais e panos de cozinha de tecidos naturais;

Quando usar o micro-ondas naã o cubra os alimentos com papeú is metalizados nem
coloque no interior do aparelho louça com decoraçaã o prateada ou dourada, pois causa faíúsca;

Mantenha as crianças afastadas do forno devido ao risco de queimaduras;

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 20 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Guarde os pequenos eletrodomeú sticos em armaú rios altos ou com portas fechadas
porque aparelhos ao alcance das crianças podem ser facilmente puxados e os fios podem
causar acidentes fatais como enforcamento.

Produtos de limpeza e outros tóxicos:

Guarde estes produtos fora do alcance das crianças. Existem fechos que impedem a
abertura de armaú rios e gavetas da cozinha;

Nunca coloque detergentes, lixíúvia, inseticidas ou pesticidas em garrafas de


aú gua/refrigerantes de plaú stico jaú usadas.

Eletricidade e tomadas:

As tomadas devem ter ligaçaã o aà terra;

Instale protetores nas tomadas para evitar choques.

Objetos pontiagudos ou cortantes:

Mantenha objetos como facas, tesouras e chaves de fendas, entre outros, fora do alcance
das crianças.

Tábua e ferro de engomar:

Nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado. Aleú m da elevada temperatura eú
perigoso porque pode ser puxado pela criança;

Evite taú buas de passar roupa que possam ser que possam ser puxadas para baixo.

Medicamentos:

Devem ser guardados em lugares altos de prefereê ncia em armaú rios ou em caixas bem
fechadas;

Naã o tome nem deê medicamentos sem prescriçaã o ou orientaçaã o meú dica;

Naã o tome os seus medicamentos em frente das crianças pois elas tendem a imitaú -lo;

Naã o use medicamentos fora de prazo ou em embalagens que estejam deterioradas.


Entregue-os na farmaú cia mais proú xima.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 21 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Armas:

Naã o tenha armas em casa. Se tiver guarde-as fora do alcance das crianças e naã o as
tenha carregadas;

Nunca deixe as muniçoã es junto aà arma.

Outros perigos

Naã o deixe bebidas alcooú licas ao alcance das crianças;

Leia os roú tulos das embalagens com atençaã o;

Ensine a criança a naã o aceitar bebidas ou alimentos que lhe sejam oferecidas por
estranhos;

Naã o deixe crianças com menos de 10 anos andarem sozinhas de elevador.

Prevenir acidentes com bebés:

Naã o deixe a criança sozinha em cima de um moú vel, bancada ou cama;

Tenha a roupa que vai vestir aà criança, bem como fraldas, toalhitas de limpeza e cremes
sempre junto de si;

Use camas de grades pois evitam quedas. Normalmente, as grades saã o adaptaú veis em
altura para facilitar a colocaçaã o e a retirada da criança da cama. As grades de cama devem ter,
no míúnimo 60cm de altura, e a sua distaê ncia naã o deve ser superior a 6cm;

Depois de colocar a criança na cama verifique se a grade estaú bem colocada. Verifique
se o estrado estaú bem seguro e se o colchaã o eú adequado;

Naã o deixe brinquedos dentro da cama;

Nunca deixe a criança sozinha na banheira pois alguns segundos bastam para que se
afogue. Verifique a temperatura da aú gua e utilize tapetes antiderrapantes;

Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para naã o poderem ser engolidos e
resistentes para naã o lascarem ou partirem. Devem ter um diaê metro superior a 32mm ou, se
forem esfeú ricos, superior a 45mm;

Naã o devem ser pontiagudos;

Verifique sempre os roú tulos e escolha brinquedos adequados aà idade da criança.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 22 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Outros riscos:

Sacos de plaú stico, fios de telefone, almofadas;

Pastilhas elaú sticas e rebuçados;

Cordoã es aà volta do pescoço para segurar a chupeta;

Naã o beba líúquidos quentes com o seu filho ao colo;

Proteja os cantos das mesas;

Se aquecer o leite do biberon no micro-ondas lembre-se que o aquecimento naã o eú


uniforme, deve agitar sempre o biberon antes de o dar ao bebeú ;

Quando deixar o seu filho com outras pessoas certifique-se que cumprem as
mesmas regras.

Números de telefone úteis (que deve ter sempre à mão)

Centro de Informaçaã o Antivenenos: 808 250 143

Sauú de 24 (Doú i, Doú i? Trim, Trim!): 808 24 24 24

Associaçaã o para Promoçaã o da Segurança Infantil (APSI): 21 884 41 00

SOS Criança: 217 931 617 / 116 111

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 23 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Escolha, utilização e manutenção dos artigos, mobiliário, equipamentos e brinquedos

Brincar em segurança deve ser uma prioridade de pais e educadores. Saiba quais saã o os
criteú rios a ter em conta antes de gastar dinheiro em parceiros de brincadeiras que podem
ser desadequados.

As crianças funcionam muito por impulso e, mal se apanham numa loja ou num centro
comercial, pedem muitas vezes o primeiro brinquedo que veê m. No entanto, quando comprar
presentes para os seus filhos, naã o o faça com pressa. Certifique-se que faz a escolha mais
segura. EÉ habitual, por alturas do fim de ano escolar ou do Natal, sermos bombardeados por
anuú ncios a brinquedos que nem sempre julgamos ser a melhor opçaã o para os nossos filhos.

A escolha de presentes para as crianças exige, da nossa parte, algum esforço e, acima de tudo,
conscieê ncia daquilo que realmente eú beneú fico para elas. Eis algumas regras básicas a seguir:

Certifique-se que compra brinquedos didáticos, para que aprendam alguma coisa,
para que sejam estimulados e desenvolvam as suas capacidades enquanto brincam,
nomeadamente em termos de movimento, de afetividade e/ou de sociabilidade...

Evite o desnecessário. Para saber aquilo que faz falta aos seus filhos, brinque com
eles, explore o quarto e observe as suas brincadeiras. Se insistirem em pedinchar presentes
que julgue inconvenientes, vaú aà s compras com eles e tente mostrar-lhes o benefíúcio adicional
do brinquedo que escolher.

Confirme as informações da embalagem. Verifique se a informaçaã o impressa na


embalagem corresponde, de facto, ao que conteú m. Muitas vezes, depois de abrirmos o
invoú lucro do brinquedo, constatamos que o conteuú do naã o estaú completo ou que estaú em mau
estado. Peça ajuda e permissaã o a um auxiliar do estabelecimento para o fazer.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 24 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Projeto Brinquedo seguro

Brinquedo Seguro eú um projeto europeu cujo objetivo eú informar e formar pais,


educadores e crianças sobre a segurança dos brinquedos, o seu uso seguro e o seu consumo
responsaú vel. De acordo com este projeto, eis os alguns dos aspetos que devemos valorizar
num jogo ou brinquedo:

Materiais com que saã o elaborados

Devem cumprir estritas normas de segurança, uma vez que se destinam ao manuseamento
por parte das crianças.

Solidez e durabilidade do produto

As crianças sofrem quando os seus brinquedos se estragam, uma vez que depositam afeto
neles. Por isso, devemos evitar aqueles que apresentem materiais fraú geis ou que necessitem
de cuidados no seu manuseamento.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 25 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Utilização de equipamentos de proteção

Objetos perigosos

As crianças pequenas naã o teê m capacidade para avaliar o perigo, pelo que qualquer objeto que
encontram pode transformar-se num brinquedo muito interessante.

Botoã es, tampas e rolhas de garrafas, moedas, pregos pequenos, parafusos e ateú brinquedos com
peças demasiado pequenas saã o uma atracaã o irresistíúvel para crianças ateú aos treê s anos, que gostam de
levar tudo aà boca. Mas consistem um grande perigo, pois as crianças podem engasgar-se e até
sufocar.

Causas dos acidentes

Sabia, por exemplo, que as quedas saã o a principal causa de acidentes com crianças? Seguem-se
os cortes, as queimaduras e as intoxicaçoã es.

Atitudes que podem salvar

Naã o se limite a proibir as crianças de fazerem isto ou aquilo; deve procurar ensinaú -las e alertaú -
las para os riscos que certos atos envolvem, para que elas possam desenvolver a noçaã o do que eú o
perigo e do que saã o comportamentos perigosos. Mesmo quando as crianças saã o pequenas e a
explicaçaã o requer muita pacieê ncia.

E, sobretudo, deê o exemplo: as crianças imitam os adultos.

Sempre que necessaú rio, explique aà criança porque eú que as suas açoã es lhe saã o permitidas a si e
a ela naã o, apontando razoã es de idade, capacidade, responsabilidade, segurança, etc.

Cuidados com medicamentos

Todos os medicamentos devem ser guardados fora do alcance das crianças, em lugares altos e,
de prefereê ncia, em armaú rios ou caixas bem fechadas;
761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 26 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Naã o tome, nem deê medicamentos sem prescriçaã o ou orientaçaã o meú dica;

Naã o deixe os seus medicamentos ao alcance das crianças e, de prefereê ncia, naã o os tome aà frente
delas, pois estas tendem a imitaú -lo;

Naã o use remeú dios cujo prazo de validade jaú expirou ou cujas embalagens estaã o deterioradas.
Junte-os e entregue-os na farmaú cia mais proú xima.

Cuidados com escadas

As escadas devem ter um corrimaã o de apoio e o piso naã o deve ser liso (escorregadio);

Se tem crianças pequenas, principalmente se estaã o na fase de gatinhar ou a começar a andar,


coloque proteçoã es e barreiras (portoã es) em todos os acessos da casa aà s escadas;

Naã o se esqueça de fechar as proteçoã es e barreiras dos acessos aà s escadas depois de passar. Um
portaã o mal fechado eú como se naã o existisse.

Cuidados com janelas e varandas

Coloque grades ou redes de proteçaã o em todas as janelas e varandas. Saã o as uú nicas formas de
evitar acidentes graves em apartamentos. Uma porta ou uma janela aberta representam um grande
perigo. Haú muitas quedas de crianças em consequeê ncia de janelas e portas abertas.

Cuidados com piscinas, lagos, lagoas e até na praia

Nunca deixe a criança sozinha perto de uma piscina, mesmo que esta seja proú pria para ela;

Nunca deixe uma criança sozinha na piscina, seja em que circunstaê ncia for. Muitos afogamentos
de crianças ateú aos 4 anos ocorrem porque os adultos se ausentam por “um minuto”, para atender o
telefone, ir buscar o lanche, etc.

Esteja atento aà s brincadeiras das crianças na aú gua;

Coloque braçadeiras ou coletes aà s crianças que naã o sabem nadar, mesmo quando elas estaã o a
brincar ao peú da piscina. Se escorregarem e caíúrem para dentro da aú gua estaraã o mais protegidas;

Se tem piscina em casa, coloque uma vedaçaã o ou tela de proteçaã o aà volta, de forma a impedir
que a criança tenha acesso aà aú gua.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 27 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Cuidados na cozinha

Naã o deixe crianças sozinhas na cozinha;

Guarde facas e objetos cortantes em locais pouco acessíúveis;

Naã o deixe tachos e panelas ao lume sem ningueú m na cozinha e tenha especial cuidado com
líúquidos quentes, como sopa ou aú gua a ferver, jaú que queimaduras com líúquidos quentes saã o frequentes
em crianças;

Naã o deixe os bicos do fogaã o ligados quando acaba de cozinhar;

Vire os cabos das frigideiras para o interior do fogaã o, para evitar que as crianças tentem pegar-
lhes;

Pode remover os botoã es do fogaã o quando este naã o estiver em uso;

Guarde bem os foú sforos, pois as crianças naã o teê m medo do fogo e certas brincadeiras podem
provocar inceê ndios;

Torradeiras, bules, garrafas teú rmicas e outros equipamentos devem ser mantidos fora do
alcance das crianças;

Cuidado ao utilizar panelas de pressaã o. Cumpra sempre as indicaçoã es do fabricante;

Tenha cuidado na utilizaçaã o do gaú s no fogaã o. Acenda o foú sforo antes de abrir o gaú s. Se o seu
fogaã o tiver acendedor eleú trico, acenda primeiro o gaú s, no míúnimo, e soú entaã o acione o acendedor;

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 28 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Quando acender o forno, coloque-se de lado e naã o em frente do fogaã o;

Use apenas toalhas, aventais e panos de tecidos naturais. Evite usar roupa de tecidos sinteú ticos
e aventais de plaú stico quando estaú a cozinhar;

Na utilizaçaã o do micro-ondas naã o cubra alimentos com papeú is metalizados nem coloque, no seu
interior, louças com decoraçaã o prateada ou dourados (causam faíúscas).

Cuidados com produtos de limpeza e outros produtos tóxicos

Seja na cozinha, dispensa ou em qualquer outra divisaã o da casa ou no jardim, guarde estes
produtos em locais inacessíúveis a crianças e a animais;

Haú fechos e protetores (inclusive cadeados) que impedem a abertura de armaú rios e gavetas da
cozinha ou de outros locais;

Saã o produtos toú xicos, muitas vezes ateú inflamaú veis, e a sua ingestaã o ou inalaçaã o pode ter
consequeê ncias graves ou ateú fatais;

Nunca coloque detergentes, lixíúvia, inseticidas ou pesticidas em garrafas de aú gua de plaú stico jaú
usadas, porque as crianças podem ingerir o produto pensando ser aú gua, resultando num acidente com
grande gravidade.

Cuidados com eletricidade e tomadas

Se possíúvel, todas as tomadas devem ter ligaçaã o terra;

Instale protetores adequados em todas as tomadas da casa, para evitar choques eleú tricos;

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 29 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Esteja sempre alerta, pois uma tomada tem uma atraçaã o especial para as crianças que estaã o na
fase de gatinhar ou ateú um pouco mais crescidas, parecendo os locais ideais para tentarem enfiar os
dedos e os mais variados objetos.

Cuidados com objetos pontiagudos ou cortantes

Facas, tesouras, chaves-de-fendas e outros objetos perfuradores nunca devem ser dados aà s
crianças para elas brincarem. Mantenha esses objetos em locais fechados e a que a criança naã o tenha
acesso.

Cuidados com a tábua e o ferro de engomar

Nunca deixe o ferro ligado com o fio desenrolado e ao alcance das crianças. Aleú m da alta
temperatura, eú perigoso pelo seu peso e pela ligaçaã o aà eletricidade;

Evite o uso de taú buas de passar roupa que possam ser puxadas para baixo.

Cuidados com armas

Naã o tenha armas em casa. Se tiver, arrume-as ou guarde-as longe do alcance das crianças;

Nunca tenha as armas carregadas em casa;

Nunca deixe as muniçoã es junto aà arma. Guarde-as em local seguro e inacessíúvel aà s crianças.

Outros riscos

Nunca deixe bebidas alcooú licas ao alcance de crianças;

Procure ajuda meú dica, se o seu filho engolir uma substaê ncia naã o alimentar;

Anote os nuú meros dos telefones do seu pediatra, do hospital, dos centros de envenenamento e
de outros centros de ajuda em local bem visíúvel (por exemplo, ao peú do telefone);

Leia atentamente os roú tulos das embalagens antes de usar qualquer produto;

Ensine as crianças a naã o aceitarem bebidas, comida, doces que lhes sejam oferecidos por
adultos que naã o conhecem;

Naã o deixe que crianças com idade inferior a 10 anos andem sozinhas de elevador.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 30 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Prevenir acidentes domésticos envolvendo bebés

Cuidados com potenciais quedas

Nunca deixe o bebeú ou a criança sozinha em cima de uma cama, bancada ou moú vel onde muda
as fraldas e a roupa;

Tenha as fraldas, as toalhinhas de limpeza e os cremes necessaú rios sempre aà maã o;

Prepare as roupas que lhe vai vestir com antecedeê ncia e tenha-as aà maã o na altura em que vai
vestir a criança.

Cuidados com camas de grades

Use cama de grades, pois evitam que o bebeú ou a criança caia da cama;

Assegure-se de que os espaços entre as barras do berço saã o adequados. Normalmente as


grades saã o adaptaú veis em altura, para facilitar o colocar e tirar a criança da cama;

Naã o se esqueça de verificar se a grade estaú bem colocada depois de poê r a criança na cama;

Tome cuidado quando a criança começar a mostrar movimentos de sentar, gatinhar ou ficar de
peú ; estaú na altura de adequar a grade, se for o caso, aà s suas novas capacidades;

Verifique se o estrado estaú bem seguro e que o colchaã o eú adequado;

Naã o deixe brinquedos dentro do berço ou da cama do bebeú .

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 31 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Cuidados com o banho

Nunca deixe o seu filho sozinho na banheira, seja qual for a circunstaê ncia. Mesmo com aú gua
rasa eú perigoso. Uns segundos bastam para que se afogue;

Verifique a temperatura da aú gua com um termoú metro ou com o seu cotovelo, para evitar
queimar a criança se a aú gua estiver demasiado quente;

Use tapetes ou formas antiderrapantes na banheira.

Cuidados com brinquedos

Os brinquedos devem ser suficientemente grandes para naã o poderem ser engolidos e
suficientemente resistentes para naã o lascarem ou partirem;

Verifique os roú tulos e etiquetas dos brinquedos para saber quais os materiais de que saã o feitos,
evitando, por exemplo, o risco de alergias;

Os brinquedos naã o devem ter arestas ou ser pontiagudos;

Compre brinquedos adequados aà idade da criança e verifique se os oferecidos tambeú m saã o


apropriados.

Outros riscos

Sacos plaú sticos, fios de telefone soltos, almofadas e travesseiros altos e fofos podem asfixiar ou
estrangular;

Naã o permita que a criança mastigue pastilhas elaú sticas ou coma rebuçados;

Naã o ponha cordoã es aà volta do pescoço da criança para segurar as chupetas;

Naã o permita que a criança brinque com objetos pequenos que possa engolir;

Naã o beba líúquidos quentes com o seu filho no colo. Mantenha os líúquidos quentes (cafeú , chaú ,
etc.) fora do alcance dele;

Proteja os cantos das mesas e de outros moú veis que possam significar perigo para o bebeú .

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 32 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Estratégias de prevenção dos acidentes ao longo do


desenvolvimento da criança e do jovem

Em casa:

Os primeiros socorros saã o a primeira ajuda ou assisteê ncia dada a uma víútima de acidente ou doença
suú bita antes da chegada de uma ambulaê ncia ou meú dico.

A finalidade dos primeiros socorros eú :

Preservar a vida;

Evitar o agravamento do estado da víútima;

Promover o seu restabelecimento.

Os infantários e as creches devem investir num kit de primeiros socorros bem abastecido. Este
kit deve incluir coisas simples como gazes e curitas, bem como termoú metros e limpador ferida
antisseú ptico. Quando uma criança eú ferida durante o horaú rio de creche, seria beneú fico escrever um
relatoú rio para o encarregado de educaçaã o. Isso permitiraú que este mantenha um olhar atento sobre a
doença fora da instituiçaã o de ensino.. Tambeú m deve haver uma lista de contatos de emergeê ncia
incluindo o pai/maã e de cada criança e nuú meros de telefone de emergeê ncia local bem visíúvel.

Os primeiros socorros são apenas a primeira ajuda a ser dada ao ferido. Eles servem para aliviar
a dor e estabilizar o estado da criança, mas naã o servem como tratamento ou cura.

Desmaio

Sintomas: a criança fica paú lida, com suores frios; a vista fica escura, perde o controlo dos
muú sculos e depois cai, perdendo os sentidos.

Se a víútima apresentar os sintomas mas estiver acordada, sente-a, abaixe a cabeça e empurre
levemente a sua nuca para baixo. Se ela naã o estiver acordada, deite a víútima colocando as pernas mais
altas que o resto do corpo.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 33 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Tratamento de pequenas feridas

As pequenas feridas saã o lesoã es que cortam a pele e que permitem que o sangue se
escape do corpo e que os germes entrem nele. Se os germes ficam na ferida ela pode infetar.
Quando os cortes saã o pequenos a hemorragia paú ra rapidamente.

Como tratar?

Muitas pequenas feridas curam-se se fizermos o seguinte logo, após o ferimento:

 Lavar a ferida com aú gua limpa (ou fervida)

 Lavar o interior da ferida para retirar os germes ou qualquer sujidade.

 Secar a aú rea em redor da ferida.

 Cobrir a ferida e a aú rea em redor dela com um penso de pano muito limpo e segure-o com uma
ligadura. Se a ferida for pequena pode aplicar um creme antisseú ptico .

 Lavar a ferida e poê r um penso limpo duas vezes por dia.

 Se a ferida for grave poê r um penso e uma ligadura e leve a pessoa ao Centro de Sauú de.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 34 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
 Se a pessoa naã o tiver sido recentemente vacinada contra o teú tano, peça ao agente sanitaú rio que
lhe deê uma injeçaã o contra esta doença muito grave.

Objetos que ficam presos a feridas

 Naã o tente remover o objeto.

 Coloque uma ligadura pouco apertada sobre e em volta do objeto com um pano limpo,
assegurando-se de que a ferida fica completamente tapada e protegida.

 Leve a criança ao centro de sauú de. Ela poderaú tambeú m precisar de uma injeçaã o contra o teú tano.

Feridas infetadas

Quando as feridas naã o saã o mantidas limpas e secas, os germes desenvolvem-se e provocam infeçaã o.
Uma ferida infetada eú quente, vermelha, inchada e muito dolorosa.

Da ferida pode sair pus (um líúquido amarelo e denso). Se isto acontecer a ferida deve ser
tapada com um penso muito limpo e a pessoa deve ir ao agente de sauú de.

As feridas infetadas devem ser tratadas por um agente sanitaú rio para serem curadas e para
evitar outras doenças.

Acidentes com eletricidade

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 35 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Desligar imediatamente a eletricidade caso tenha disponibilidade.

Chamar imediatamente por socorro. Nunca se encostar na criança, pois por algum tempo ela
fica a gerar a energia dentro do corpo.

Naã o colocar nada para cobrir a vitima, a naã o ser declarado caso de hipotermia. Mas isso soú o
profissional vai tomar a conduta.

O super aquecimento da víútima vai geralmente ocorrer a hipertermia.

Queimaduras por calor

Apenas aú gua corrente e um pano ou gaze huú mida ateú chegar o INEM.

Queimaduras nos olhos

Lavar os olhos com soro fisioloú gico, cobrir com gaze ou um paninho limpo molhado de soro, e
levar a criança com urgeê ncia ao meú dico.

Produtos químicos e venenos

Levar imediatamente ao hospital ou chamar o INEM.

Naã o fazer a criança ingerir NADA, pois soú vai agravar mais a situaçaã o, Nem provocar voú mitos
em nenhum caso.

Levar ou entregar para o profissional a embalagem do produto ingerido, para identificar com
eficaz o procedimento correto

Objetos estranhos no ouvido e nariz

Tentar retirar apenas com uma pinça se conseguir ver claramente, se naã o levar ao hospital
imediatamente.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 36 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Dor de ouvidos

Colocar compressas quentes sobre o ouvido doente. As compressas podem ser panos quentes,
sacos de aú gua quente, etc. Ter cuidado para que ela naã o esteja quente demais e queime a orelha da
criança. Essas compressas saã o para colocar em cima da orelha, como se estivessem a tapar e naã o para
colocar dentro do ouvido. Nunca colocar nada quente dentro do ouvido, como gotas, oú leos, etc, a menos
que seja uma receita do meú dico. Naã o deixar a pessoa assoar o nariz com força, isso aumentara a dor.
Isso tudo eú soú para aliviar a dor, soú o meú dico pode dizer o que a criança tem e receitar um remeú dio.

Convulsões

Quando uma criança estaú a ter uma convulsaã o, ela perde a conscieê ncia e cai no chaã o; agita o
corpo, com batimentos na cabeça, braços e pernas, com os olhos revirados para cima e saliva
abundante. Depois entra em sono profundo. Apesar de ser muito assustador, naã o se deve ter medo de
uma criança que estaú a ter uma convulsaã o. O mais importante eú tentar proteger a cabeça tambeú m. Se
ela ainda estiver com a boca relaxada pode- se colocar um pano na boca para ela naã o se machucar, mas
no momento que ela travar a boca naã o se deve forçar.

Nesse caso:

 Evitar que a criança caia no chaã o.

 Colocar um pano entre os dentes para que ela naã o morda a líúngua

 Naã o tentar seguraú -la, mas sim, afastar os objetos para que ela naã o se machuque.

 Abrir as suas roupas

 Observar as partes do corpo que estaã o a movimentar-se convulsivamente para contar ao


meú dico.

 Quando ela voltar ao normal, coloca-la de forma confortaú vel e verificar se ela estaú a respirar
bem.

 Chamar o INEM.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 37 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
No transporte no automóvel, mota, bicicleta e a pé:

O transporte de crianças em automóvel encontra-se regulado no artigo 55º do Coú digo da


Estrada. Quem infringir as regras eú sancionado com uma coima que vai dos 120 aos 600 euros
por cada criança transportada indevidamente.

As crianças com menos de 12 anos de idade e menos de 135 cm de altura transportadas


em automoú veis equipados com cintos de segurança, devem ser seguras por sistema de
retençaã o para crianças (SRC) homologado e adaptado ao seu tamanho e peso.

Para tornar a vossa viagem mais segura, reunimos algumas das regras essenciais para o
transporte de crianças.

Quando é que as crianças são obrigadas a viajar atrás?

O transporte de crianças deve ser sempre efetuado nos lugares traseiros:

se com menos de 12 anos naã o possuir 135 cm de altura;

e com sistema de retençaã o homologado ao seu peso e tamanho.

Quando é que as crianças podem viajar à frente?

O transporte de crianças pode ser efetuado no banco da frente quando a criança:

Tiver 12 anos ou mais (mesmo sem 135 cm de altura);

Tiver mais de 135 cm de altura (mesmo que menor que 12 anos);

Tiver idade igual ou superior a 3 anos e o automoú vel naã o dispuser de cintos de
segurança no banco da retaguarda, ou naã o dispuser deste banco;

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 38 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Tiver idade inferior a 3 anos e o transporte se fizer utilizando sistema de retençaã o
(“ovo”) virado para a retaguarda (no sentido contraú rio ao da marcha ), com o airbag desligado no
lugar do passageiro.

Os pais e mães condutores de moto devem conhecer a partir de que idade podem levar os
seus filhos na moto. A moto conduzida com precaução eú mais um meio de transporte para
poder transportar as crianças aà escola ou qualquer destino escapando ao traê nsito denso e
evitando os problemas de estacionamento.

Condição de idade:

O código da estrada permite que um motorista leve um menor na moto sempre


que se cumpra a seguinte condiçaã o: o passageiro de uma moto deve ser maior de 12 anos: A
exceçaã o que o regulamento permite eú que o passageiro possa ser maior de 7 anos se o
condutor da moto eú o pai, a maã e, o tutor ou pessoas autorizadas por estes.

O que o regulamento procura é que o menor tenha idade suficiente para ter a conscieê ncia
de ter que ir bem preso e sem mover-se durante todo o trajeto. Aleú m disso, procura-se que o
menor possa chegar com os peú s aà s estribeiras do passageiro, embora naã o seja obrigatoú rio que
chegue.

Mais obrigações:

As crianças, tal como os restantes passageiros na moto, deveraã o ir com um capacete


homologado para moto e adaptado ao tamanho da sua cabeça. Deverão também viajar
encaixadas atrás do condutor e nunca aà frente. Soú pode ir um passageiro na moto seja
menor ou maior de idade.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 39 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Cadeirinhas infantis para moto:

Nem todas as crianças conseguem chegar com os peú s aà s estribeiras de todas as motos.
Existem cadeirinhas infantis que se montam no assento do passageiro e montam estribeiras
para os peú s. A criança não fica presa ao assento e continuaraú a ter que estar concentrada em
segurar-se, mas reduz-se a um míúnimo a mobilidade do seu corpo. Haú vaú rias marcas que os
desenham e saã o facilmente localizaú veis na Internet. A uú nica adverteê ncia: que sejam sempre
cadeirinhas homologadas.

Para passageiros maiores que chegam sem problemas aà s estribeiras, mas que viajam em
motos sem pegas para as maã os, existem vaú rios tipos de acessoú rio. Haú pegas que se montam na
moto, cintos de segurança para o condutor com pegas ou inclusivamente coletes para o
condutor com pegas que o passageiro pode agarrar para estar mais seguro.

Tipos de moto na qual as crianças podem ir

Os passageiros devem cumprir as normas de idade anteriormente descrita em todos os


veíúculos homologados como moto, sejam de duas ou de treê s rodas. Devem cumprir a norma
inclusivamente nos “sidecar”, já que estão homologados como moto.

Nos ciclomotores que tenham homologado dois lugares tambeú m podem viajar os menores
como passageiros, cumprindo a norma da idade, usando capacete e viajando encaixadas.
Desde o dia 1 de janeiro de 2016, o condutor menor de idade de um ciclomotor pode levar um
passageiro – antes só podiam fazê-lo os condutores maiores de idade- e poderaú levar um
passageiro maior de 12 anos.

Numa bicicleta convencional podemos transportar uma criança atraú s de noú s,


recorrendo a cadeiras e assentos proú prios, cujos Proú s & Contras (face aà s outras opçoã es aqui
listadas) passarei a descrever de seguida.

2. CRIANÇA ATRAÉ S

2.1. CADEIRAS

As cadeiras traseiras ficam atraú s do selim do condutor da bicicleta, e fixam-se ou ao quadro ou


ao porta-bagagem traseiro (com ou sem adaptador). Dão para crianças dos 4 meses aos 10
anos, máx. 35 Kg.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 40 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Suporte para cadeira 0/0+ (“ovo”) | desde os 4 meses, máx. 13 Kg

Suporte para cadeiras portaú teis para transporte em automoú vel, ateú aos 10-13 Kg. Requerem
um porta-bagagem com capacidade maú xima de 25 Kg ou superior. Para crianças a partir dos 4
meses de idade.

PRÓS:

Permite transportar bebeú s a partir dos 4 meses de idade

Usa cadeiras multifunçoã es: servem na bicicleta, no carro e em casa

Baixo custo

Criança pode viajar protegida do sol (acessoú rios do ‘ovo’

A bicicleta manteú m a sua largura e comprimento normais

CONTRAS:

Naã o eú suficientemente seguro de usar com qualquer bicicleta, e em qualquer contexto –


atençaã o aà s vibraçoã es e safanoã es transmitidos ao bebeú

O peso alto afeta sempre um pouco o equilíúbrio na bicicleta e a conduçaã o e


manuseamento desta

Soú serve um períúodo curto da vida da criança (cerca de 2 anos)

Se a bicicleta cair, a criança [presa ao ovo] cai tambeú m

A criança estaú algo exposta ao vento e aà chuva

Soú com um espelho retrovisor podemos facilmente manter visibilidade sobre a criança

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 41 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
naã o eú faú cil / raú pido de poê r e tirar o suporte, o que torna complicado partilhar entre bicicletas /
pais, e ocupa o porta-bagagem mesmo quando naã o estamos a transportar o ‘ovo’.

Cadeira | dos 9 meses aos 6 anos, máx. 22 Kg

Haú modelos e versoã es que fixam no quadro da bicicleta e outros que fixam no porta-bagagem
traseiro.

Nem todas teê m apoio lateral para a cabeça, ou uma reentraê ncia proú pria para um capacete, ou
suspensaã o, ou costas regulaú veis em altura, ou alças ríúgidas, ou saã o reclinaú veis, ou teê m fecho /
bloqueio anti-roubo. Alguns dos modelos teê m acessoú rios disponíúveis como ponchos e capotas
para a chuva..

PRÓS

Haú modelos compatíúveis com quase todas as bicicletas

Daú para um períúodo alargado da vida da criança (quase 5 anos, dependendo do seu
crescimento/peso)

Baixo custo

Faú cil de poê r e tirar

Faú cil de guardar (pouco espaço)

Faú cil de partilhar entre pais / bicicletas

A criança estaú junto ao pai/maã e

A bicicleta manteú m a sua largura e comprimento normais

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 42 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
CONTRAS:

Soú com um espelho retrovisor podemos facilmente manter visibilidade sobre a criança

O peso alto afeta sempre um pouco o equilíúbrio na bicicleta e a conduçaã o e


manuseamento desta – principalmente se o condutor eú baixo

EÉ complicado uma pessoa sozinha colocar e remover a criança da cadeira se a bicicleta


naã o tiver um apoio de descanso adequado, que ofereça estabilidade e suporte o peso extra,
e/ou um estabilizador de direçaã o

Quando os miuú dos adormecem, podem ficar desapoiados, costas enroladas e cabeça a
pender (ver este exemplo) – haú modelos que minimizam isto, e haú hacks para reduzir o
problema

Se a bicicleta cair, a criança [presa aà cadeira] cai tambeú m

A criança estaú exposta aos elementos (sol, chuva, vento) – embora haja acessoú rios para
minimizar isso

A naã o ser que instale uns acessoú rios especiais, perde geralmente o uso do porta-
bagagem traseiro para transportar alforges

Torna mais complicado montar e desmontar se for uma bicicleta de quadro alto
(diamante, por exemplo)

Pode ser mais difíúcil conduzir e manobrar a bicicleta aà maã o com a criança na cadeira
(peso alto e atraú s)

Com algumas bicicletas, nas subidas pode haver tendeê ncia de a bicicleta levantar a roda
da frente (depende da bicicleta e da distribuiçaã o de peso)

A criança naã o tem visibilidade para a frente, soú para os lados

EÉ complicado manter conversa com a criança (naã o nos ouvimos bem mutuamente)

Soú algumas bicicletas permitem deixar, por alguns momentos, a criança na cadeira, em
segurança, com a bicicleta parqueada

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 43 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Cadeira | 5 aos 10 anos, máx. 35 Kg

Há modelos e versões que fixam no quadro da bicicleta e outros que fixam no porta-bagagem
traseiro – atençaã o aà capacidade de carga deste uú ltimo, tem que ser compatíúvel.

Atençaã o que, se a bicicleta naã o tiver guarda-saias, este – ou uma proteção similar – tem que
ser comprado aà parte e instalado, para proteger os peú s da criança.

PRÓS

Genericamente, os mesmos das cadeiras traseiras ateú 22 Kg, salvo:

Permite o transporte de crianças mais velhas, ateú aos 10 anos

EÉ mais faú cil (do que as cadeiras ateú 22 Kg) conjugar com o uso de alforges

CONTRAS

Genericamente, os mesmos das cadeiras traseiras ateú 22 Kg, salvo:

Naã o acomodam de forma segura nem confortaú vel uma criança adormecida!

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 44 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Se a bicicleta cair, a criança [presa aà cadeira com o cinto de retençaã o] cai tambeú m, e sem
proteçaã o lateral (ao contraú rio das cadeiras ateú 22 Kg)

Coxins + apoios para pés + apoio para costas | 6 aos 12 anos, máx. 40 Kg

Esta é uma solução simples, modular, que daú para crianças mais crescidas e tambeú m para
adultos – desde que a capacidade de carga do porta-bagagem e da roda traseira da bicicleta (e
desta como um todo), sejam compatíúveis.

Para dar boleia em pequenos troços, eú uma soluçaã o interessante.

PRÓS:

Genericamente, os mesmos das cadeiras traseiras ateú 35 Kg.

 Simplicidade

 Modularidade

 Baixo custo

 Acomoda adultos* e crianças

* O limite de peso tem a ver com a capacidade da bicicleta, nomeadamente do porta-bagagem


e da roda traseira…, e da proú pria manobrabilidade e estabilidade da bicicleta.

CONTRAS:

Genericamente, os mesmos das cadeiras traseiras ateú 35 Kg.

 Naã o saã o dispositivos homologados

 Naã o saã o pensados para poê r e tirar frequentemente

É importante averiguar o melhor possível, previamente, a compatibilidade de instalaçaã o e –


muito importante – de uso de qualquer uma destas opçoã es, com o trinoú mio bicicleta +

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 45 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
condutor + contexto, pois isso determinaraú quaã o segura, prática e confortável será a
solução adotada.

No transporte coletivo de crianças:

Diz a lei que os autocarros usados para o transporte de crianças saã o obrigados a ter cintos de
segurança em todos os lugares assim como sistemas de retençaã o «cadeirinhas e assentos».

A cada criança tem de corresponder um lugar sentado, naã o podendo a lotaçaã o ser excedida e
nos automoú veis com mais de nove lugares, as crianças menores de12 anos naã o podem sentar-
se nos lugares contíúguos ao do motorista e nos lugares da primeira fila.

Ainda segundo a lei, no transporte de crianças deve existir, aleú m do motorista, um


acompanhante adulto designado por vigilante, a quem compete zelar pela segurança das
crianças.

Caso sejam transportadas mais de 30 crianças ou o autocarro tenha dois pisos esse
acompanhamento deve ser feito por dois vigilantes.

O vigilante aleú m de ter de se certificar que todas as crianças teê m o cinto de segurança
colocado, o vigilante tem de acompanhá-las no atravessamento da rua, usando colete e
raqueta de sinalizaçaã o. As portas dos autocarros soú podem ser abertas pelo exterior ou atraveú s
de um sistema comandado pelo motorista e situado fora do alcance das crianças.

A presença do vigilante soú eú dispensada se o transporte for realizado em automoú vel ligeiros
de passageiros.

Entre outras especificações, os veíúculos utilizados no transporte de crianças devem estar


equipados com tacoú grafo para registo de velocidade, extintor de inceê ndios e caixa de
primeiros socorros e transitar com as luzes de cruzamento acesas.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 46 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Na escolha e utilização de artigos de puericultura, brinquedos e produtos


de proteção/adaptação da casa:

Confirme sempre que o produto é o mais indicado para as suas necessidades e que se adapta
aà s funçoã es pretendidas e ao espaço disponíúvel.

Se o produto exigir montagem ou instalaçaã o respeite sempre as instruçoã es do fabricante.

Confirme que o produto tem instruções de utilização em Português. Leia-as e guarde-as


sempre para consulta futura.

Opte por artigos que cumpram a respetiva norma de segurança (pode ser europeia ou
portuguesa). As normas, apesar de serem facultativas, definem os requisitos de segurança na
conceçaã o e construçaã o do produto, oferecendo mais garantias de evitarem acidentes na sua
utilizaçaã o.

Não compre artigos de puericultura em 2ª mão, sobretudo cadeiras para o carro. EÉ muito
difíúcil conhecer as condiçoã es em que foram usados e avaliar a sua segurança.

Se optar por usar artigos emprestados, utilize apenas os que estaã o em bom estado de
conservaçaã o, de prefereê ncia recentes e que tenham as instruçoã es de montagem e utilizaçaã o.

Se na utilização de algum produto ocorrer um acidente, se tiver duú vidas sobre a sua
segurança ou considerar que eú perigoso, deve participaú -lo. Contacte imediatamente a Direçaã o
Geral do Consumidor ou a ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Econoú mica). Poderaú
apresentar a situaçaã o atraveú s dos formulaú rios disponibilizados em www.consumidor.pt e
www.asae.pt

Brincar em segurança deve ser uma prioridade de pais e educadores. Saiba quais saã o os
criteú rios a ter em conta antes de gastar dinheiro em parceiros de brincadeiras que podem
ser desadequados.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 47 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
As crianças funcionam muito por impulso e, mal se apanham numa loja ou num centro
comercial, pedem muitas vezes o primeiro brinquedo que veem. No entanto, quando comprar
presentes para os seus filhos, naã o o faça com pressa. Certifique-se que faz a escolha mais
segura. EÉ habitual, por alturas do fim de ano escolar ou do Natal, sermos bombardeados por
anuú ncios a brinquedos que nem sempre julgamos ser a melhor opçaã o para os nossos filhos.

A escolha de presentes para as crianças exige, da nossa parte, algum esforço e, acima de
tudo, conscieê ncia daquilo que realmente eú beneú fico para elas. Eis algumas regras básicas a
seguir:

Certifique-se que compra brinquedos didáticos, para que aprendam alguma coisa,
para que sejam estimulados e desenvolvam as suas capacidades enquanto brincam,
nomeadamente em termos de movimento, de afetividade e/ou de sociabilidade...

Evite o desnecessário. Para saber aquilo que faz falta aos seus filhos, brinque com
eles, explore o quarto e observe as suas brincadeiras. Se insistirem em pedinchar presentes
que julgue inconvenientes, vaú aà s compras com eles e tente mostrar-lhes o benefíúcio adicional
do brinquedo que escolher.

Confirme as informações da embalagem. Verifique se a informaçaã o impressa na


embalagem corresponde, de facto, ao que conteú m. Muitas vezes, depois de abrirmos o
invoú lucro do brinquedo, constatamos que o conteuú do naã o estaú completo ou que estaú em mau
estado. Peça ajuda e permissaã o a um auxiliar do estabelecimento para o fazer.

Projeto Brinquedo seguro:

Brinquedo Seguro eú um projeto europeu cujo objetivo eú informar e formar pais,


educadores e crianças sobre a segurança dos brinquedos, o seu uso seguro e o seu consumo
responsaú vel. De acordo com este projeto, eis os alguns dos aspetos que devemos valorizar
num jogo ou brinquedo:

Materiais com que são elaborados

Devem cumprir estritas normas de segurança, uma vez que se destinam ao


manuseamento por parte das crianças.

Solidez e durabilidade do produto

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 48 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
As crianças sofrem quando os seus brinquedos se estragam, uma vez que depositam
afeto neles. Por isso, devemos evitar aqueles que apresentem materiais fraú geis ou que
necessitem de cuidados no seu manuseamento.

A beleza e a estética do brinquedo

Os brinquedos saã o objetos muito proú ximos aà s crianças, pelo que devem corresponder
aos seus gostos e a um conceito de beleza adequado.

Conselhos para uma escolha segura

Quando comprar brinquedos, certifique-se de que conteê m toda a informaçaã o indispensaú vel a
um brinquedo seguro, nomeadamente:

 Nome do fabricante

 Marca comercial

 Marca da CE (determina a conformidade com as normas de segurança que lhe saã o


aplicaú veis na Uniaã o Europeia)

 Caracteríústicas teú cnicas e funcionais e indicadores de segurança

 Idade recomendada

Segurança da criança em casa:

Coloque telas ou grades nas janelas. Pode optar pelas cores pretas ou marrom, que saã o
menos visíúveis do que as brancas.

Use protetores em todas as tomadas para evitar que a criança leve um choque.

Deixe produtos como remeú dios e cosmeú ticos em locais inacessíúveis aos pequenos,
como, por exemplo, em armaú rios altos.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 49 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Nos estabelecimentos educativos e nos espaços de jogo e recreio (ex:


parques infantis) e outros espaços e atividades ao ar livre:

Na escola, as crianças e jovens confrontam-se diariamente com riscos reais. O risco existe no
recreio, sala de aula, ginaú sio e campos de jogos, nos laboratoú rios e oficinas, mas tambeú m no
espaço peri-escolar e no percurso habitual entre a residência e o estabelecimento de
educação e ensino, ou vice-versa.

As condiçoã es do “piso” contribuem para 40 a 50% dos acidentes;

Apenas 15% do tempo escolar eú passado nos recreios, mas eú neste local que 25 a 35%
dos acidentes ocorrem;

Na sala de aula, a percentagem de acidentes varia entre 15 a 35%;

Os acidentes em laboratoú rios e oficinas saã o os que ocorrem em menor nuú mero mas saã o
os mais graves;

Os acidentes nos ginaú sios e campos de jogos variam entre 15-20%.

Na escola e no espaço peri-escolar, a segurança da comunidade escolar eú afetada, negativa


ou positivamente, pelas condições das estruturas (edifíúcios escolares, equipamento,
mobiliaú rio), pelas condiçoã es da envolvente rodoviaú ria e pela perceção que cada um tem do
risco.

Quem convive com crianças sabe que elas naã o param um segundo e que precisam de
vigilaê ncia constante, seja em casa ou na escola. Caso contraú rio, eú bem provaú vel que acidentes
possam ocorrer. Para evitar acidentes na escola, eú necessaú rio que os gestores tomem
algumas medidas e invistam em prevençaã o, na formaçaã o de todos os funcionaú rios da escola e
no proú prio espaço fíúsico da mesma.

Melhor prevenir que remediar:

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 50 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Para começar, a escola tem que ter uma enfermaria ou pelo menos os materiais de primeiros
socorros. Se possíúvel, a escola deve disponibilizar um profissional em tempo integral para
atendimento em caso de imprevistos.

Aleú m disso, eú fundamental que a escola ofereça formaçaã o aos funcionaú rios, focando sempre na
prevenção e nos primeiros socorros. Os gestores podem fazer um dia diferenciado com a
presença de enfermeiros, parameú dicos e bombeiros para que todos possam falar dos seus
trabalhos e funçoã es, jaú que saã o de aú reas correlatas.

Os gestores devem identificar locais no espaço escolar onde a propensaã o de acidentes possa
ser maior e investir em equipamentos para evitaú -los.

Vejamos alguns locais dentro do ambiente escolar a serem verificados e adaptados para uma
proteçaã o maior dos alunos e, consecutivamente, de todos:

Verificar se o piso estaú firme, se naã o haú materiais enferrujados, partidos e se haú
proteçaã o para a arquibancada;

Laboratoú rios e salas de aulas: especial atençaã o aà s quinas de mesas e bancadas ou de


qualquer outro objeto ou moú vel, investindo em protetor de quina;

Fios: fios expostos nem pensar! EÉ preciso sempre verificar os fios, tomadas, aparelhos,
pois dependendo da idade da criança, ela naã o tem noçaã o alguma do perigo que corre ao, por
exemplo, mexer em fios, colocar o dedo ou outros objetos em tomadas;

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 51 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Brinquedoteca e/ou sala de jogos: crianças adoram deitar-se no chaã o, por isso, a
proteçaã o eú obrigatoú ria. Uma oú tima ideia eú reforçar o chaã o com o chamado piso emborrachado,
que pode ser colorido, com desenhos, nuú meros e letras para atrair a atençaã o das crianças;

Formaçaã o a todos os funcionaú rios da escola para situaçoã es de risco aà s crianças.

Nas atividades desportivas e de lazer/ Nas visitas de estudo, idas à praia e


outras atividades fora da escola:

A promoção da segurança e a prevenção de acidentes durante o Veraã o, nomeadamente nas


praias, piscinas, albufeiras, rios ou recintos de diversaã o aquaú tica, deve ser uma prioridade. No
Olho Clíúnico deixamos-lhe alguns conselhos e recomendaçoã es a ter em conta para garantir o
seu bem-estar e o da sua famíúlia nos momentos de lazer.

A maior parte dos acidentes acontece devido aà maú avaliaçaã o dos riscos, nomeadamente do
estado do mar (correntes, ventos, rebentaçaã o), profundidade dos locais de mergulho,
realizaçaã o de desportos sem a devida proteçaã o ou doenças debilitantes ou que naã o
aconselhem atividades como o banho de mar, piscina ou mergulhos.

Para prevenir acidentes e garantir a sua segurança e a da sua famíúlia deve ter em atençaã o as
seguintes medidas:

Frequente praias vigiadas e respeite os sinais das bandeiras e as instruçoã es dos


nadadores salvadores;

Assegure-se de que as crianças saã o permanentemente vigiadas por um adulto;

Sempre que mergulhar verifique a profundidade do local;

Utilize sempre equipamento apropriado para cada atividade;

Sempre que fizer passeios ou caminhadas informe da sua ida e informe-se dos
possíúveis riscos e perigos existentes.

Segurança na água:

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 52 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
No mar, rios, lagoas, albufeiras e piscinas podem acontecer afogamentos, que saã o muito
frequentes, principalmente em crianças e jovens. Esta eú mesmo uma das principais causas de
morte, depois dos acidentes de viaçaã o.

A melhor forma de prevenir situações de afogamento eú ter em atençaã o os seguintes


aspetos:

Junto a qualquer local com aú gua tenha especial atençaã o e vigie de forma atenta e em
permaneê ncia as crianças. Estas devem ser sempre vigiadas por adultos. Naã o confiar a
segurança de uma criança mais pequena a outra criança ainda que mais velha;

Utilize dispositivos de segurança (braçadeiras) adaptados aà idade da criança e ensine-


as a nadar o mais cedo possíúvel;

Tenha particular atençaã o quando as crianças brincam com boú ias, colchoã es e barcos,
pois saã o facilmente arrastados por correntes e ventos. Naã o permita, por exemplo, que se
afastem para agarrar uma bola lançada para longe;

Naã o mergulhe, nem deixe os seus filhos mergulhar, em locais desconhecidos ou em zonas
rochosas;

Opte sempre por frequentar praias vigiadas. A bandeira azul significa que a praia eú
vigiada e que a aú gua cumpre requisitos de qualidade impostos pela Uniaã o Europeia;

Respeite as bandeiras das praias e as indicaçoã es dos nadadores salvadores;

Evite refeiçoã es pesadas e a ingestaã o de bebidas alcooú licas. Apoú s uma refeiçaã o aguarde
treê s horas antes de entrar na aú gua;

Quando frequenta uma piscina tenha os seguintes cuidados: naã o empurre, naã o corra,
naã o mergulhe ao peú das outras pessoas ou nas partes mais baixas;

Naã o entrar de repente na aú gua apoú s longos períúodos de exposiçaã o ao sol;

Se tiver uma caã ibra, fora de peú , respire fundo, coloque-se de costas e boú ie ateú que possa
nadar para a margem.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 53 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Ao identificar um caso de afogamento naã o tente ser heroú i, chame por socorro.

Atenção aos mergulhos:

Durante as atividades desportivas e recreativas na aú gua, os mergulhos de cabeça saã o a


principal causa de acidente. Podem resultar em traumatismo craniano e lesoã es vertebro-
medulares.

A maior parte dos acidentes ocorre por naã o ter sido calculada devidamente a profundidade da
água nos locais de mergulho.

Nas visitas de estudos, antes de iniciar a viagem é recomendável:

Providenciar um local de embarque com condiçoã es míúnimas de segurança

Verificar se o veíúculo tem menos de 16 anos

Comprovar se o veíúculo estaú licenciado para o transporte coletivo de crianças

Analisar a validade da vistoria

Analisar a validade do seguro

Verificar se todos os bancos dispoã em de cintos de segurança

Conversar com o motorista para aferir se este tem habilitaçoã es para este tipo de
transporte

Assegurar o acompanhamento da viagem de pelo menos um vigilante

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 54 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Na escolha e utilização de equipamentos de proteção pessoal:

A segurança das crianças deve ser sempre uma prioridade, sendo muito importante incutir
nos mais novos alguns haú bitos que podem contribuir para a sua proteçaã o. Sendo a segurança
infantil uma responsabilidade dos adultos, eú muito importante que Pais e Educadores ensinem
desde cedo as crianças a preservar a sua integridade, mesmo quando estaã o em casa.

Os perigos que podem existir numa casa e que poã em em causa a segurança infantil saã o
inuú meros. E estes aumentam quando as crianças ficam em casa sozinhas, seja por uns minutos
ou por umas horas. Para minimizar o risco, devem ser ensinados aà s crianças alguns
procedimentos que podem ser determinantes naã o soú para a sua segurança como para a
segurança de toda a família.

5 Regras básicas de segurança em casa para quando o seu filho ficar sozinho

Se o telefone tocar o ideal eú a criança naã o atender, mas se o fizer nunca deveraú dizer
que estaú sozinha em casa ou fornecer qualquer outro tipo de informaçaã o que possa
comprometer a sua segurança. Se o telefonema for para falar com um dos pais, ensine o

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 55 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
seu filho a dizer que neste momento essa pessoa naã o estaú disponíúvel e pedir para ligar mais
tarde. Caso os seus filhos tenham telemoú vel, poderaú combinar com eles que seraú este o meio
que usaraú para contactaú -los e naã o o telefone de casa. Desta forma, naã o haveraú mesmo
necessidade de atenderem chamadas feitas para o telefone fixo.

A Internet eú um meio a que deve estar particularmente atento. Ensine o seu filho a
navegar em segurança e a ter alguns cuidados, especialmente no que diz respeito aà s redes
sociais. Para mais informaçaã o consulte os nossos conselhos de segurança na Internet.

Uma das regras mais conhecidas no que se refere a segurança infantil continua a
ser uma das mais importantes: nunca abrir a porta de casa a pessoas estranhas. Se tocarem aà
campainha jaú dentro do preú dio, mesmo aà porta de entrada, deê indicaçoã es ao seu filho para
nem sequer responder. Se for via intercomunicador mas naã o for possíúvel ver que eú , a criança
deveraú atender e dizer apenas que naã o tem interesse. Se o intercomunicador tiver imagem o
seu filho poderaú ver quem eú e simplesmente naã o abrir a porta.

Uma situaçaã o comum e que por vezes se pode tornar perigosa eú saber abrir a porta da
proú pria casa. Por vezes existem fechaduras mais complicadas de se abrirem e nem sempre as
crianças o sabem fazer. Se o seu filho fica por vezes sozinho em casa, deve ensinaú -lo a manter a
porta de entrada fechada aà chave, sendo fulcral que a consiga abrir em caso de necessidade.
Certifique-se que a criança tranca e destranca a porta sem dificuldade, uma vez que isso
poderaú ser determinante para a sua segurança.

Se ocorrer alguma situação mais complicada e que o seu filho considere necessaú rio
chamar a políúcia/ambulaê ncia, instrua-o nesse sentido. Deixe os contactos de emergeê ncia num
local de faú cil e raú pido acesso. Deveraã o estar pelo menos em dois locais diferentes como, por
exemplo, gravados no telefone da sua casa e colados no frigoríúfico. EÉ importante que tambeú m
as crianças saibam usar os nuú meros de emergeê ncia de forma correta.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 56 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Primeiros socorros com crianças e jovens

Noção de urgência e emergência médica:

A diferença entre emergência e urgência eú que uma emergeê ncia eú uma ameaça imediata
para o bem-estar, enquanto a urgeê ncia eú uma ameaça em um futuro proú ximo, que pode vir a se
tornar uma emergeê ncia se naã o for solucionada.

Na emergência, o aparecimento eú suú bito e imprevisto, exigindo soluçaã o imediata, e na


urgeê ncia naã o, poreú m a soluçaã o deve ser em curto prazo.

A emergência eú considerada uma situaçaã o em que a vida, a sauú de, a propriedade ou o meio
ambiente enfrentam uma ameaça imediata.

Em situaçoã es de emergeê ncia, devem ser tomadas medidas suú bitas, para evitar que a situaçaã o
se agrave.

A definiçaã o de emergeê ncia varia de acordo com os oú rgaã os que respondem aà s situaçoã es de
emergeê ncia, como bombeiros, ou pronto-socorro em hospitais. O governo eú responsaú vel por
estabelecer os padroã es, pois saã o eles que gerenciam as emergeê ncias.

Tipos de emergências:
Perigo para a vida: quando a vida estaú em perigo devido a desastres naturais. EÉ a mais
alta prioridade, uma vez que a vida humana eú considerada a coisa mais importante;

Perigo para a saúde: quando algueú m precisa imediatamente de alguma ajuda em


relaçaã o aà sua sauú de, para que sua vida naã o esteja em perigo no futuro proú ximo;

Perigo de propriedade: quando a propriedade estaú em perigo, como em um inceê ndio


na construçaã o;

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 57 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636
Perigo ao meio ambiente: como inceê ndios florestais e vazamentos de oú leo.

Urgência

A urgência é um estado em que não há risco imediato à vida, aà sauú de, aà


propriedade ou ao ambiente, mas, se naã o for atendida num determinado períúodo de tempo, a
situaçaã o pode se transformar numa emergência.

Os padrões de urgência tambeú m saã o estabelecidos pelo governo e pelos oú rgaã os que
cuidam deles. A definiçaã o de urgeê ncia eú diferente para profissionais de medicina, para pilotos
ou outros profissionais.

Urgência e emergência na medicina:


No aê mbito da medicina, emergência é a circunstância que exige uma cirurgia ou
intervençaã o meú dica de imediato, por isso, geralmente estaú escrito "emergeê ncia" nas
ambulaê ncias.

Exemplos de emergência: Hemorragias, parada respiratoú ria e parada cardíúaca.

Já as ocorrências de caráter urgente necessitam de tratamento meú dico e muitas vezes de


cirurgia, mas possuem um caraú ter menos imediatista.

Exemplos de urgência: Luxaçoã es, torçoã es, fraturas (dependendo da gravidade) e dengue.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 58 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Guias de atuação perante uma emergência:

O que devemos fazer perante um acidente?

A primeira atitude a tomar perante um acidente seraú sempre a proteção da vítima e


de noú s proú prios, sendo necessaú rio:

Manter a calma, eú a primeira atitude a tomar no caso de um acidente. Cada pessoa


reage de forma diferente, principalmente se também estiver envolvido no acidente e o
paê nico se instalar entre as víútimas;

Avaliar de imediato a segurança do local onde ocorreu o acidente, desenvolvendo


açoã es para promover a segurança, de forma a evitar o agravamento do acidente ou a
ocorreê ncia de novos acidentes;

Efetuar uma raú pida avaliaçaã o da víútima.

Sempre que possíúvel deve afastar-se o perigo da vitima, mobilizando-a do local em


uú ltimo recurso, quando a sua permaneê ncia implica risco de vida para si proú pria e/ou para o
Socorrista;

Acionar de imediato o serviço de emergência local.

EÉ importante ter sempre presente a sequeê ncia destas açoã es. Nenhuma açaã o pode ser iniciada
sem que outra tenha sido terminada. Por exemplo, começar por garantir a segurança,
sinalizando o local, acionar o pedido de socorro e completar a segurança no local,
controlando a situaçaã o, de forma que estas medidas limitem as consequências do acidente.

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 59 de 60
Segurança e prevenção de acidentes com crianças e jovens UFCD 9636

Bibliografia e netgrafia
 KEROUAC, Suzanne [et al.] – El pensamento enfermeiro. Barcelona: Masson, 1996. ISBN
84-4580365-4.
 LOFF, Ana Margarida – Relaçoã es Interpessoais. Enfermagem em Foco. Lisboa: SEP. N.º
13, Ano IV (Nov./Jan. 1994), p. 56-63.
 Http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/ministerio/le
i+organica/arquivo+organica/leiorganica.htm
http://www.sobresites.com/psicologia/
http://www.psicologia.pt/

761361 - Cuidador/a de Crianças e Jovens

Página 60 de 60