Você está na página 1de 101
Ergonomia Cristiano Silveira Ribeiro
Ergonomia
Cristiano Silveira Ribeiro
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ergonomia Cristiano Silveira Ribeiro Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonomicas
Ferramentas Ergonomicas
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonomicas Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas

As ferramentas ergonômicas levam em conta diversos fatores de risco como:

Força,

Frequência

Posição do corpo

Tipo de pega

Outras

Faz relações entre os itens para quantificar a exigência da atividade para o ser humano.

O que diferencia uma ferramenta ergonômica da outra é justamente os fatores de risco,

os segmentos corpóreos e os critérios analisados.

Normalmente as ferramentas são utilizadas para quantificar a sobrecarga existente

sobre as estruturas físicas dos trabalhadores.

Todas as ferramentas ergonômicas não devem ser utilizadas como ferramenta de

diagnóstico e sim de auxílio no diagnóstico.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
como ferramenta de diagnóstico e sim de auxílio no diagnóstico . Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas

Há varias ferramentas reconhecidas no mercado, umas indicadas para tarefas de força, outras para membros superiores, outras que levam em consideração o posicionamento dos segmentos corpóreos,

algumas mais simples e de rápido execução, outras mais complexas com cálculos sofisticados. Algumas

mais simples e de fácil utilização, outras são mais complexas e utilizadas para estudos científicos ou

estudos mais detalhados.

Alguns exemplos de ferramenta ergonômica são:

Checklists de Couto

Índice de Moore e Garg

Método Rula (Rapid Upper Limb Assessment)

Tabelas Snookg

Equação Niosh

Método OWAS (Ovako Working Posture Analysing)

Método Sue Rodgers

Método REBA (Rapid Entire Body Assessment)

Método OCRA

Índice Tor-Tom

Entre muitos outros desenvolvidos por diferentes escolas e profissionais que estudam a ergomonia.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
por diferentes escolas e profissionais que estudam a ergomonia. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Conceitos Importantes

Trabalhos Estáticos e Dinâmicos

O trabalho estático é aquele que exige contração continua de alguns músculos para manter uma

determinada posição. Dessa forma a musculatura permanece um tempo prolongado realizando

contração isométrica. Ex. manter-se na posição sentada ou na posição em pé parado, ou com os

membros superiores elevados para sustentar algum objeto. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

O trabalho dinâmico é aquele que exige contrações e relaxamentos alternados dos músculos,

ocasionando em movimento de determinada estrutura corpórea. Exemplo: martelar, serrar, girar o

volante, caminhar. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

Em todas ou quase todas as atividades onde o corpo humano esteja realizando um trabalho dinâmico, outro segmento corpóreo estará realizando um trabalho estático, para estabilizar e gerar um ponto fixo. Ao serrar uma madeira, os membros inferiores e o tronco realizam um trabalho estático para estabilizar o corpo e possibilitar que o membro superior realize um trabalho dinâmico.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
corpo e possibilitar que o membro superior realize um trabalho dinâmico. Engenharia de Segurança no Trabalho

Conceitos Importantes

Postura

Postura é o estudo do posicionamento relativo de partes do corpo, como cabeça,

tronco e membros, no espaço. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

A boa postura é importante para a realização do trabalho sem desconforto e estresse. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

Dependendo da postura adotada o ser humano necessita realizar mais ou menos

esforço para manter seus segmentos corporais bem posicionados. Via de regra quanto

mais apoio externo e mais alinhados os segmentos corpóreos, menor a sobrecarga

sobre as estruturas, e quanto menos apoio e mais desalinhado os segmentos

corpóreos, maior a sobrecarga. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
os segmentos corpóreos, maior a sobrecarga. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995) Engenharia de Segurança no Trabalho

Conceitos Importantes

Força

Os movimentos humanos resultam das contrações musculares. As forças desses

movimentos depende da quantidade de fibras musculares contraídas e da

quantidade de músculos contraídos. Dessa forma para realização de uma grande

força o corpo humano deve contrair uma quantidade maior de fibras musculares,

gerando uma maior sobrecarga as estruturas corpóreas e levando mais rapidamente

a fadiga muscular. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
e levando mais rapidamente a fadiga muscular. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995) Engenharia de Segurança no

Conceitos Importantes

Movimentos de Precisão

Movimentos realizados normalmente com os dedos e mãos e exige uma combinação de

contrações musculares para mantê-los. Quanto maior a força exigida, menos a precisão

do movimento. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

Rítmo

Os movimentos devem ser suaves, curtos e rítmicos. Acelerações ou desacelerações

bruscas, ou rápidas mudanças de direção são fatigantes, porque exigem maiores

contrações musculares. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

Frequência

Número de vezes que determinado movimento é realizado. Normalmente é quantificado

o numero de repetições em um minuto. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
o numero de repetições em um minuto. (IIDA, 2005 ; COUTO, 1995) Engenharia de Segurança no

Ferramentas Ergonômicas Check-list de Couto

Os checklists , como o próprio nome já diz, são diversos itens que devem ser

observados, checados, em relação as atividades, posto de trabalhos, ferramentas e

ambientes analisados. Os itens que devem ser checados, normalmente são

classificados em relação as condições de ergonomia adequadas e não adequadas, ou

em escala de numérica para que mensura o grau de risco. (BAÚ, 2002; COUTO, 1995;

FONSECA; SÁ, 2005).

Desta forma através de um checklist é possível verificar quantos itens estão de acordo

e quantos itens estão em desacordo com o esperado para uma determinada atividade

e assim quantificar o nível do risco ergonômico na tarefa estudada. (COUTO, 1995;

FONSECA; SÁ, 2005).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
risco ergonômico na tarefa estudada. (COUTO, 1995; FONSECA; SÁ, 2005). Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas Check-list de Couto

Há diversos tipos de checklists, desde pequenas listas, onde os itens são elaborados pelo próprio

examinador, a check lists mais elaborados com um número de itens a se analisar maior, e que apresenta

uma metodologia para quantificação do resultado. (COUTO, 1995)

Apresenta-se dois checklist desenvolvidos pelo Prof. Dr. Hudson de Araújo Couto.

O primeiro é indicado para análise das condições do posto de trabalho ao computador. Este checklist

consiste em diversas pergintas, divididas em grupos conforme o item avaliado (mesa, computador, apoio

de pé, etc

Para cada resposta é dada uma pontuação equivalente a 1 ponto. Após responder todas as perguntas, é

necessário realizar a soma dos pontos e calcular o percentual.

O percentual pode ser calculado individualmente por grupos de pergunta, o que avaliará as condições

ergonômicas de cada item/grupo separadamente ou calculada o total de todos os grupos, avaliando

assim as condições gerais do posto de trabalho.

)

e para cada pergunta é necessário responder se sim ou não; (verdadeiro ou falso).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
pergunta é necessário responder se sim ou não; (verdadeiro ou falso). Engenharia de Segurança no Trabalho
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Check-list de Couto

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonômicas – Check-list de Couto Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Check-list de Couto

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonômicas – Check-list de Couto Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Check-list de Couto

O segundo é um checklist para avaliação simplificada do fator

biomecânico no risco para distúrbios musculoesqueléticos de membros

superiores relacionados ao trabalho.

Semelhante o anterior, para cada resposta é dada uma pontuação

equivalente a 1 ponto. Após responder todas as perguntas, é necessário

realizar a soma dos pontos e comparar com a tabela de referencia que

indicará o risco existente.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
e comparar com a tabela de referencia que indicará o risco existente. Engenharia de Segurança no
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

O Índice de Moore e Garg é um método para analisar o risco existente

em atividades que possam desenvolver disfunções músculo tendinosas

em membros superiores.

O nome “oficial” por assim dizer é Stain Index (ou índice de esforço) e foi

desenvolvido em 1995 por MOORE, J. S e GARG, A.; e publicado na

revista American Industrial Hygiene Association Journal em 1995, com principal objetivo de avaliar o risco de lesões em punhos e mãos.

Esta ferramenta leva em consideração, principalmente, os fatores de

risco de repetitividade, aplicação de forças e posturas forçadas para

extremidades distais de membro superior. (MOORE; VÓS, 1996)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
para extremidades distais de membro superior. (MOORE; VÓS, 1996) Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

Segundo Escorpizo & Moore (2007) as tarefas podem ser classificadas

como:

1. Inteiramente automatizado, onde uma tarefa é feita por uma máquina,

por um motor, ou pelo equipamento;

2. Semi-automatizado, onde uma tarefa é compartilhada por uma máquina

e por um trabalhador; e

3. Manual, em que a tarefa é realizada inteiramente pelo trabalhador.

Ainda segundo estes autores, as atividades classificadas como semi- automatizada é que são preocupantes, pois nestas circunstâncias o

trabalhador não tem controle sobre sua tarefa.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
nestas circunstâncias o trabalhador não tem controle sobre sua tarefa. Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

Para Hagberg e Silverstein, o conceito de repetitividade compreende:

Mais de 50% da jornada realizando a mesma tarefa;

Ciclos repetidos com menos de 30 segundos de duração.

Segundo os autores Serranheira, 2007; Moore e Garg, 2006, a intensidade do esforço é

uma estimativa do esforço requerido para realizar a tarefa.

Trata-se se de um parâmetro subjetivo de avaliação da quantidade de esforço realizado

pelo trabalhador na realização de uma tarefa.

Para Kumar (2004), Serranheira (2007), Moore e Vós (2005), este método possui algumas

limitações, tais como:

não considera compressões mecânicas e vibrações como fatores de risco;

não é capaz de analisar tarefas múltiplas;

está limitado à predição do risco nas lesões neuromusculares das extremidades distais

superiores.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
do risco nas lesões neuromusculares das extremidades distais superiores. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

Esse método também foca apenas em membros superiores, muito

utilizado para analisar sobrecarga funcional (trabalho de digitadores),

pois verifica, cargas aplicadas em músculos e tendões assim como a

existência de movimentos repetitivos nas mãos e dedos. (SERRANHEIRA,

2007; MOORE e GARG, 2006).

Não pode ser aplicado se houver deslocamento.

Para utilização desta ferramenta precisamos discutir alguns parâmetros

de análise do método, para definir seus respectivos fatores de

Multiplicação. (SERRANHEIRA, 2007; MOORE e GARG, 2006).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
fatores de Multiplicação. (SERRANHEIRA, 2007; MOORE e GARG, 2006). Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

FIE Fator Intensidade do Esforço

A intensidade do esforço é um valor estimado do esforço realizado em uma tarefa.

Este parâmetro é subjetivo e para quantifica-lo um dos pontos a se analisar é a

expressão facial.

FDE Fator Duração do Esforço

O percentual de duração do esforço se calcula medindo a duração do esforço durante

um período de observação dado, e dividindo-se esse tempo pelo tempo total e

multiplicando por 100. Basicamente por quanto tempo um esforço é mantido.

FFE Fator Freqüência do Esforço

O fator frequência do esforço nada mais é do que o número de esforços que ocorre

durante um período de observação. Deve-se observar que cada ação técnica é um

esforço distinto; Quando o esforço for estático considere a frequência máxima.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Quando o esforço for estático considere a frequência máxima. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

FPMP Fator Postura da Mão e Punho

A postura de mão e punho é uma estimativa da posição destas regiões corporais em relação à posição neutra.

FRT Fator Ritmo de Trabalho

O fator ritmo do trabalho é uma estimação do quão rápido a pessoa está trabalhando.

Segundo a classificação do método o ritmo pode variar desde muito lento à muito

rápido.

A maneira mais precisa para isso é realizando a verificação da taxa de ocupação da

tarefa, por meio dos estudos de tempos e métodos.

FDT Fator Duração do Trabalho

O fator duração do trabalho expressa, em horas, o tempo em que a pessoa fica exposta

a atividade de trabalho. Quantifica-se a jornada de trabalho.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
exposta a atividade de trabalho. Quantifica-se a jornada de trabalho. Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

No esquema abaixo apresenta-se as classificações e suas caracterizações de cada fator de multiplicação e seus respectivos valores.

de cada fator de multiplicação e seus respectivos valores. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de cada fator de multiplicação e seus respectivos valores. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de cada fator de multiplicação e seus respectivos valores. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Índice Moore Garg

Após definidos os valores dos fatores de multiplicação realiza-se o cálculo para se

definir o Índice. O cálculo consiste em multiplicar todos os fatores.

Os critérios de interpretação seguem a seguinte ordem:

< 3,0 > trabalho seguro; Baixo Risco

3,0 a 7,0 > Trabalha duvidoso; Risco moderado;

> 7,0 > Alto risco de lesão;

Obs.: O risco é maior quanto maior o número observado.

Se bem utilizada, o critério de Moore e Garg permite uma quantificação do risco em

membros superiores por sobrecarga funcional, permite simulações de melhoria no

posto de trabalho e adequação do posto de trabalho perante órgãos fiscalizadores.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
e adequação do posto de trabalho perante órgãos fiscalizadores. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas - Método RULA (Rapid Upper Limb Assessment)

Esta ferramenta ergonômica consiste em um método para a exposição de indivíduos a

posturas, forças e atividades musculares. Foi desenvolvido para detectar posturas de

trabalho ou fatores de risco que mereçam uma atenção especial. (LUEDER, 1996)

Por se uma avaliação realizada rapidamente permite avaliar uma quantidade grande

de trabalhadores. Baseia-se na observação direta das posturas adotadas dos membros

superiores e inferiores, pescoço e tronco durante a execução de uma tarefa. O

método ergonômico RULA foi desenvolvido por Lynn McAtamney e Nigel Corlett da

University of Nottingham’s Institute of Occupational Ergonomics (BAÚ, 2002; LUEDER

1996) e publicado, em 1993, na revista científica Applied Ergonomics.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
1996) e publicado, em 1993, na revista científica Applied Ergonomics. Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas - Método RULA (Rapid Upper Limb Assessment)

É

indicada

para

avaliar

a

postura,

força

e

movimentos

associados

com

tarefas

sedentárias, como por exemplo, trabalho com computador.

As 4 principais aplicações do RULA são:

Medição de risco músculo-esquelético, usualmente como parte de uma ampla

investigação ergonômica;

Comparação do esforço músculo-esquelético entre design da estação de trabalho

atual e modificada;

Avaliar resultados como produtividade ou compatibilidade de equipamentos;

Orientar trabalhadores sobre riscos músculos-esqueléticos criados por diferentes

posturas de trabalho.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
músculos-esqueléticos criados por diferentes posturas de trabalho. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas - Método RULA (Rapid Upper Limb Assessment)

Ao utilizar a ferramenta o avaliador avalia cada segmento corpóreo e para cada postura

adotada são dadas pontuações utilizando como referencia uma planilha de pontos,

diagramas de partes do corpo e tabelas. (LUEDER, 1996)

Essas pontuações são convertidas em 1 das 4 medidas propostas.

Esta técnica ergonômica aborda resultados de risco entre uma pontuação de 1 a 7,

onde pontuações mais altas significam altos níveis de risco aparente. Uma baixa

pontuação no método RULA não garante, entretanto, que o local de trabalho esteja

livre de riscos ergonômicos, assim como uma alta pontuação não assegura que um

problema severo existe. (LUEDER, 1996).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
pontuação não assegura que um problema severo existe. (LUEDER, 1996). Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas - Método RULA (Rapid Upper Limb Assessment)

Esse método foi desenvolvido para detectar posturas de trabalho ou fatores de risco

que merecem maior atenção.

As vantagens desse método é que não se faz necessário a utilização de equipamentos

especializados e sua aplicação não interfere na situação do trabalho.

Com a finalidade de aplicar um método de realização rápida, inicia-se pela

segmentação do corpo em dois grupos A e B.

No grupo A estão incluídos o braço, antebraço e pulso, e no grupo B estão o pescoço,

tronco e pernas. Isto garante que todas as posturas do corpo são verificadas,

assegurando que qualquer postura constrangedora das pernas, tronco ou pescoço que

influenciem na postura de membros superiores sejam incluídas na avaliação (SILVA,

2001).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de membros superiores sejam incluídas na avaliação (SILVA, 2001). Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas - Método RULA (Rapid Upper Limb Assessment)

Para utilizar esta ferramenta iremos dividir a avaliação em três etapas:

Etapa 1: através dos diagramas abaixo, determina-se a pontuação para os diferentes segmentos corpóreos,

levando em conta sua posição. Essa pontuação é transferida para uma tabela (tabela A) onde se

determinará uma “nota” geral. Essa “nota” deve ser somada a pontuações referente ao esforço e tipo de

movimento.

Essa somatória deve ser transportada para a Coluna da tabela C.

Etapa 2: da mesma forma que na etapa 1, através dos diagramas abaixo, determina-se a pontuação os

demais segmentos corpóreos, que são transferidos para a Tabela B. O resultado indicado na Tabela B deve ser somado a pontuação obtida em relação ao tipo de movimento e esforço; O valor resultante dessa soma

é transferido para a linha da Tabela C.

Etapa 3: após definição do valor da coluna e da linha da Tabela C, verificamos a interseção da linha com a coluna o que corresponderá ao resultado final do Método

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
da linha com a coluna o que corresponderá ao resultado final do Método Engenharia de Segurança
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Métodode Sue Rodgers

Este ferramenta ergonômica é um método de análise da fadiga muscular proposto

Suzanne Rodgers, renomada ergonomista americana. Ela propõe uma análise das

tarefas realizadas dividindo o corpo humano em seis diferentes grupos musculares.

Cada grupo muscular é avaliado em três diferentes categorias:

nível de esforço (intensidade),

tempo de esforço continuo

esforço por minuto.

Para determinar o nível de esforço, por ser um parâmetro subjetivo, se propõem que

o trabalhador realise um esforço máximo dos músculos para se fixar o topo da escala

e depois decidir onde o esforço realizado se encontra para cada grupo muscular.

(RODGERS, 1988 ; RODGERS, 1992)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
se encontra para cada grupo muscular. (RODGERS, 1988 ; RODGERS, 1992) Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas Métodode Sue Rodgers

Para a variável de tempo de esforço, o método propõe três categorias diferentes, que

deverá ser avaliado para cada grupo muscular. Através de uma cronometragem simples

é possível determinar a duração do esforço. (RODGERS, 1988 ; RODGERS, 1992)

Por último, para cada grupo muscular deve se determinar a frequência de esforço, ou

em outras palavras a quantidade de esforço por minuto. (RODGERS, 1988 ; RODGERS,

1992)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
a quantidade de esforço por minuto. (RODGERS, 1988 ; RODGERS, 1992) Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas Métodode Sue Rodgers

Cada variável é classificada em uma pontuação de 1 a 3 e a junção dos três números

formará uma sequência numérica que indicará a prioridade de intervenções

ergonômicas.

São definidas 4 grupos de prioridades: verde onde não há a necessidade de intervenção

ergonômica, o grupo amarelo onde a prioridade é moderada, o grupo vermelho onde a

prioridade é alta e o grupo púrpura onde a prioridade de intervenção é muito alta.

(RODGERS, 1988 ; RODGERS, 1992)

A seguir quadro para realização da avaliação e referencias para se determinar o nível de

esforço para cada grupo muscular.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
para se determinar o nível de esforço para cada grupo muscular. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas Métodode Sue Rodgers

Ferramentas Ergonômicas – Métodode Sue Rodgers Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonômicas – Métodode Sue Rodgers Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonômicas – Métodode Sue Rodgers Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

A Equação NIOSH (Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos EUA) foi

desenvolvida para calcular o peso limite recomendável em tarefas repetitivas de levantamento de carga. Essa equação foi desenvolvida inicialmente em 1981 e

revisada em 1991 tendo como objetivo prevenir ou reduzir a ocorrência de dores

causadas pelo levantamento de carga. (IIDA, 2005)

Esta equação foi desenvolvida por um grupo de 10 cientistas que estudaram,

detalhadamente, várias bibliografias sobre o assunto e se basearam em critérios

biomecânicos, fisiológicos, psicofísicos (IIDA, 2005; DIEGO-MÁS & CUESTA, 2008) e

aspectos epidemiológicos (BAÚ, 2002).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
DIEGO-MÁS & CUESTA, 2008) e aspectos epidemiológicos (BAÚ, 2002). Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

A equação estabelece um valor de referencia de 23Kg que corresponde à capacidade de

levantamento no plano sagital, de uma altura de 75 cm do solo, para um deslocamento

vertical de 25 cm, segurando a carga a 25 cm do corpo. Essa seria a carga aceitável para

99% dos homens e 75% das mulheres, sem provocar nenhum dano físico em trabalhos repetitivo. (IIDA, 2005)

Esse valor de referencia é multiplicado por seis fatores de redução (valores iguais ou

inferiores a 1,0) que dependem das condições de trabalho. (IIDA, 2005)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
inferiores a 1,0) que dependem das condições de trabalho. (IIDA, 2005) Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

No estudo das condições de trabalho, muitas vezes nos deparamos com situações onde há a necessidade de quantificar uma situação de trabalho analisada. Este é um ponto

crucial, uma vez que a maior parte das análises se desenvolve no campo qualitativo. A

NIOSH é uma ferramenta que permite este tipo de análise e seus resultados são bem

aceitos em vários países. (IIDA, 2005; DIEGO-MÁS & CUESTA, 2008)

Com a aplicação da NIOSH os analistas conseguem calcular a carga ideal para

determinada função, prevenindo o trabalhador de possíveis lesões decorrentes de

levantamento de cargas excessivas. Apresenta uma limitação que é a aplicação em cargas

estáticas. (IIDA, 2005; DIEGO-MÁS & CUESTA, 2008)

Após a multiplicação dos fatores de redução obtemos o Limite de Peso Recomendado para que então seja definido o Índice de Levantamento, conforme explicado a seguir (DIEGO-MÁS & CUESTA, 2008)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Levantamento, conforme explicado a seguir (DIEGO-MÁS & CUESTA, 2008) Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Limite de Peso Recomendado (RWL)

O RWL é o principal produto da equação NIOSH de levantamento de cargas. O RWL é

definido, para parâmetros específicos nas condições de trabalho, como o peso da

carga que aproximadamente todos os trabalhadores podem manusear por um

substancial período de tempo (> 8 horas), sem o aumento do risco de

desenvolvimento de lesões na coluna/costas.

O RWL é definido pela equação: RWL = LC x HM x VM x DM x AM x FM x CM

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
RWL é definido pela equação: RWL = LC x HM x VM x DM x AM

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Índice de Levantamento (LI)

O LI é um termo que fornece a estimativa relativa, do nível de estresse físico associado

com a tarefa manual de levantamento de cargas.

A estimativa do nível de estresse físico é definido pela relação do peso da carga

levantada e o limite de peso recomendado (RWL).

O LI é definido pela equação abaixo:

de peso recomendado (RWL). O LI é definido pela equação abaixo: Engenharia de Segurança no Trabalho
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de peso recomendado (RWL). O LI é definido pela equação abaixo: Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Definições e os fatores de redução (DIEGO-MÁS & CUESTA, 2008)

Peso da Carga (L)

Peso do objeto a ser levantado/abaixado, em quilogramas, incluindo o container.

Localização Horizontal (H)

Distância entre as mãos e o ponto médio dos tornozelos, em centímetros (medir a origem e o destino da

tarefa).

Multiplicador HM O Multiplicador Horizontal é 25 / H, para H medido em centímetros. Se H é menor que 25 cm , então o multiplicador HM é igual a 1,0. HM decresce com o aumento do valor de H. Se H é maior que 63 cm , então HM = 0.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
com o aumento do valor de H. Se H é maior que 63 cm , então

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

NIOSH 1991 (EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS) Localização Vertical (V) Distância entre as mãos e

Localização Vertical (V)

Distância entre as mãos e o piso, em centímetros, (medir a origem e o

destino da tarefa). Figura.

Multiplicador Vertical

Para determinar o Multiplicador Vertical (VM), o valor absoluto ou

desvio de V, em relação a altura ideal de 75 cm deve ser calculada. A

altura de 75 cm é a medida entre as articulações dos dedos das mãos ao

piso, de uma pessoa média (1,65 m).

Quando V é igual a 75 cm, o Multiplicador Vertical é igual a 1.0. O valor

de VM decresce linearmente com o aumento ou diminuição do valor V a partir de 75 cm. Ao nível do piso, VM é igual a 0.78, a 175 cm de altura VM é igual a 0.7. Se V é maior que 175 cm, então VM = 0.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de altura VM é igual a 0.7. Se V é maior que 175 cm, então VM

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Distância Vertical Percorrida (D)

Valor absoluto entre as distâncias verticais da origem e o destino da tarefa, em

centímetros.

Multiplicador da Distância Vertical Percorrida

O Multiplicador da Distância (DM) é (0.82 + (4.5/D)). Para D menor que 25 cm,assumir D

= 25 cm, e DM é igual a 1.0. O Multiplicador da Distância, decresce gradualmente com o

aumento da distância percorrida D. Para D = 175 cm, DM = 0.85. Portanto a faixa de DM

está entre 1.0 e 0.85.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
D = 175 cm, DM = 0.85. Portanto a faixa de DM está entre 1.0 e

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

NIOSH 1991 (EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS) Ângulo Assimétrico (A) Medida angular entre o frontal

Ângulo Assimétrico (A)

Medida angular entre o frontal do trabalhador e o objeto, entre o

início e término da tarefa, em graus. (medir a origem e o final da

tarefa). Figura.

Multiplicador Assimétrico

O Multiplicador Assimétrico (AM) é 1 - (0.0032*A). O máximo valor de AM é 1.0, quando a carga é manuseado diretamente a frente do corpo. O valor de AM decresce linearmente com o aumento do ângulo de assimetria (A). Para A = 135 , AM = 0.57. Se A é maior

de assimetria (A). Para A = 135 , AM = 0.57. Se A é maior que
de assimetria (A). Para A = 135 , AM = 0.57. Se A é maior que

que 135 , então AM = 0, e a carga é 0.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
135 , AM = 0.57. Se A é maior que 135 , então AM = 0,

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Componente da Freqüência

Multiplicador da Freqüência é definido pelo número de levantamentos pôr minuto

(freqüência), o montante de tempo envolvido da atividade de levantamento (duração) e a

distância vertical do objeto para o piso. A freqüência do levantamento refere-se a média

de tarefas realizadas pôr minuto, medidas num período maior que 15 minutos.

Multiplicador da Freqüência (FM)

O Multiplicador da Freqüência (FM) é obtido diretamente na tabela 1, a partir dos dados acima. Para tarefas com freqüência menor que 0.2 pôr minuto, considere 0.2

tarefas/minuto. Para tarefas não freqüentes (F< 0.1 tarefas/minuto), mas com tempo

suficiente de recuperação, devemos utilizar a categoria curta duração (1 hora).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de recuperação, devemos utilizar a categoria curta duração (1 hora). Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Duração da tarefa.

A duração da tarefa é classificada em três categorias, curta/moderada/longa. Estas

categorias são baseadas no padrão de tempo de trabalho contínuo e tempo de trabalho

para recuperação.

1. Trabalho de curta duração é definido como tarefas de 1 hora ou menos, com tempo

de recuperação de 1.2 vezes do tempo de trabalho.

2. Trabalho de duração moderada é definido como tarefas de 1 à 2 horas, com tempo de recuperação de 0.3 vezes do tempo de trabalho.

3. Trabalho de longa duração é definido como tarefas que tem a duração entre 2 à 8

horas, não há pesos admitidos para tarefas com duração superior a 8 horas.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
não há pesos admitidos para tarefas com duração superior a 8 horas. Engenharia de Segurança no

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Componente de Pega

A pega natural das mãos no objeto pode afetar, não só a força máxima que o operador deve exercer, mas também a

localização vertical das mesmas, durante o levantamento. Uma boa pega irá reduzir a força máxima requerida e

aumentar o peso aceitável de levantamento, enquanto uma pega pobre irá aumentar esta força e reduzir o peso aceitável. O analista deve classificar a pega em boa, razoável ou pobre. As três categorias estão definidas na tabela 2.

ou pobre . As três categorias estão definidas na tabela 2. Engenharia de Segurança no Trabalho
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Multiplicador de Pega

. As três categorias estão definidas na tabela 2. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
. As três categorias estão definidas na tabela 2. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Índice de Levantamento

Como definido anteriormente, o Índice de Levantamento (LI) fornece a estimativa

relativa do estresse físico associado ao trabalho manual de levantamento.

físico associado ao trabalho manual de levantamento. Interpretação para resultados de LI Quando LI < 1,0,

Interpretação para resultados de LI

Quando LI < 1,0, considera-se que a atividade apresenta baixo risco de gerar lesões.

Se LI >= 1,0, admite-se que a atividade apresenta risco moderado.

Se LI >= 3,0, admite-se que a atividade apresenta alto risco.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Se LI >= 3,0, admite-se que a atividade apresenta alto risco. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Limitações da equação revisada NIOSHI.

Em resumo, a equação revisada NIOSHI não é aplicável se algum dos itens abaixo ocorrer:

Levantar/Abaixar a carga com uma das mãos.

Levantar/Abaixar por mais de 8 horas.

Levantar/Abaixar enquanto sentado ou agachado.

Levantar/Abaixar em áreas de trabalho restritas.

Levantar/Abaixar objetos instáveis.

Levantar/Abaixar enquanto carrega, puxa ou empurra objetos.

Levantar/Abaixar com movimentos muito rápidos ( acima de 0,8 m/s).

Levantar/Abaixar com piso/sapatos escorregadios (coeficiente de atrito < 0,4).

Levantar/Abaixar em um ambiente desfavorável (Temperatura significativamente fora de

19 - 26 C, Umidade relativa fora 35 - 50 %).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
significativamente fora de 19 - 26 C, Umidade relativa fora 35 - 50 %). Engenharia de

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
– Equação NIOSH 1991 (EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS) Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas Equação NIOSH 1991

(EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS)

– Equação NIOSH 1991 (EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS) Engenharia de Segurança no Trabalho -
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
– Equação NIOSH 1991 (EQUAÇÃO REVISADA DE LEVANTAMENTO DE CARGAS) Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas OWAS (Ovako Working Posture Analysing System)

É um método para identificação de risco de disfunção

relacionada a posturas extremas e manuseio de peso: ênfase nas

costas.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
relacionada a posturas extremas e manuseio de peso: ênfase nas costas. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas OWAS (Ovako Working Posture Analysing System)

O método OWAS é um modelo simples de análise de posturas corporais em situação ocupacional.
O método OWAS é um modelo simples de análise de posturas corporais em
situação ocupacional.
Através desse modelo é possível realizar, de maneira relativamente rápida, a análise de um grande
Através desse modelo é possível realizar, de maneira relativamente rápida, a
análise de um grande número de posturas para identificação das mais críticas.
A identificação dessas posturas extremas e das que envolvem grande sobrecarga para o corpo, ,
A identificação dessas posturas extremas e das que envolvem grande sobrecarga
para o corpo, , permite que as mesmas possam ser corrigidas, reduzindo-se
assim os riscos de lesão.
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
as mesmas possam ser corrigidas, reduzindo-se assim os riscos de lesão. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas OWAS (Ovako Working Posture Analysing System)

Posturas

extremas

(Ovako Working Posture Analysing System ) Posturas extremas Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia Grande
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Grande

sobrecarga

para o corpo

Analysing System ) Posturas extremas Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia Grande sobrecarga para o

Ferramentas Ergonômicas OWAS (Ovako Working Posture Analysing System)

CORPO DIVIDIDO EM SEGMENTOS:

São 72 posturas típicas diferentes combinações de posições da região dorsal (4), braços (3) e pernas (7).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de posições da região dorsal (4), braços (3) e pernas (7). Engenharia de Segurança no Trabalho
de posições da região dorsal (4), braços (3) e pernas (7). Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas OWAS (Ovako Working Posture Analysing System)

INÍCIO: registro e análise fotográfica das principais posturas encontradas.

registro e análise fotográfica das principais posturas encontradas. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
registro e análise fotográfica das principais posturas encontradas. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas OWAS (Ovako Working Posture Analysing System)

OBSERVAÇÃO DIRETA NO LOCAL OU FILMAGEM

O uso do método requer um treinamento consistente, com a participação de dois ou

mais observadores que possam atingir um grau de concordância mínimo de 80% para dar

consistência às observações.

O registro através de filmagens também requer treinamento e concordância entre os

observadores,

As filmagens, por outro lado, nem sempre dão uma boa perspectiva de observação.

Sempre que possível os 2 métodos devem ser combinados. Para que os registros tenham

representatividade, ou seja, reflitam o tempo real de exposição do trabalhador ao longo

do tempo é necessário que se tenha um controle da rotina desse trabalhador, assim

como se registre um número de posturas representativo de cada tipo de trabalho que ele

realize.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de posturas representativo de cada tipo de trabalho que ele realize. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas OWAS (Ovako Working Posture Analysing System)

MENU DE POSTURAS

TRONCO: (1) ereto neutro; (2) fletido anteriormente

lateralizado (ereto); (4) fletido e rodado ou lateralizado

(desprezar os primeiros 20°); (3) rodado ou

MEMBROS SUPERIORES: (1) ambos os braços abaixo do nível dos ombros; (2) um único braço acima ou no nível dos ombros; (3) ambos os braços acima ou no nível do ombros

MEMBROS INFERIORES: (2)De pé, apoio bilateral, joelhos estendidos; (3)De pé, apoio unilateral, joelho

estendido; (4) De pé ou agachado, apoio bilateral, joelhos fletidos (desprezar os primeiros 20°); (5)De pé ou

agachado, apoio unilateral, joelho fletido (desprezar os primeiros 20°); (6) Ajoelhado em um ou ambos

joelhos; (7) Andando ou movendo-se; (1) Sentado.

CARGA (peso manuseado ou esforço realizado): (1) menor ou igual a 10 kg; (2) maior que 10, menor ou

igual a 20 kg; (3) maior que 20 kg.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
a 10 kg; (2) maior que 10, menor ou igual a 20 kg; (3) maior que

AVALIÇÃO DAS POSTURAS

QUANTO AO DESCONFORTO

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
AVALIÇÃO DAS POSTURAS QUANTO AO DESCONFORTO Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
AVALIÇÃO DAS POSTURAS QUANTO AO DESCONFORTO Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

ANÁLISE DAS POSTURAS OBSERVADAS

       

MEMBROS INFERIORES / MMSS (Pernas)

 

tronco

MMSS

(Braços)

 

1

 

2

 

3

 

4

 

5

 

6

 

7

carga

1

2

3

1

2

3

1

2

3

1

2

3

1

2

3

1

2

3

1

2

3

 

1

1

1

1

1

1

1

1

1

1

2

2

2

2

2

2

1

1

1

1

1

1

1 2

 

1

1

1

1

1

1

1

1

1

2

2

2

2

2

2

1

1

1

1

1

1

3

1

1

1

1

1

1

1

1

1

2

2

3

2

3

3

1

1

1

1

1

2

 

1

2

2

3

2

2

3

2

2

3

3

3

3

3

4

3

2

2

2

2

3

3

2 2

 

2

2

3

2

2

3

2

3

3

3

4

4

3

4

4

3

3

4

2

3

4

3

3

3

4

2

2

3

3

3

3

3

4

4

4

4

4

4

4

4

2

3

4

 

1

1

1

1

1

1

1

1

1

2

3

3

3

4

4

4

1

1

1

1

1

1

3 2

 

2

2

3

1

1

1

1

1

2

4

4

4

4

4

4

3

3

3

1

1

1

3

2

2

3

1

1

1

2

3

3

4

4

4

4

4

4

4

4

4

1

1

1

 

1

2

3

3

2

2

3

2

2

3

4

4

4

4

4

4

4

4

4

2

3

4

4 2

 

3

3

4

2

2

4

3

3

4

4

4

4

4

4

4

4

4

4

2

3

4

3

4

4

4

2

3

4

3

3

4

4

4

4

4

4

4

4

4

4

2

3

4

1 (Azul) normal, não requer intervenção

2 (Verde) esforço levemente prejudicial, deve receber atenção no futuro

3 (Rosa) esforço claramente prejudicial, deve receber intervenção assim que for possível

4 (Vermelha) esforço extremamente prejudicial, deve receber intervenção imediatamente

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
extremamente prejudicial, deve receber intervenção imediatamente Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

Ferramenta para avaliação de posturas de trabalho na área da saúde e algumas atividades na indústria.

Ergonomistas, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, enfermeiros: 600 posturas.

Fatores estáticos e dinâmicos na postura, interface homem-carga (pega), posição dos membros superiores assistidas pela gravidade.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
(pega), posição dos membros superiores assistidas pela gravidade. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

OBJETIVOS DO R.E.B.A.:

- desenvolver um sistema de análise postural sensível a riscos musculoesqueléticos em

várias atividades;

- dividir o corpo em segmentos para codificá-los individualmente, com relação aos

planos de movimento;

- fornecer um sistema de registro para atividade muscular decorrente de posturas estática, dinâmica, instáveis ou por troca rápida de postura;

- estabelecer que a pega (interface homem-carga) é importante no manuseio de carga

mas nem sempre pode ser através das mãos;

- oferecer um nível de ação com uma indicação de urgência;

- requer equipamento mínimo: papel e caneta.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
indicação de urgência; - requer equipamento mínimo: papel e caneta. Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

A avaliação do risco também é feita a partir de uma observação sistemática dos ciclos de trabalho, pontuando as posturas do tronco, pescoço, pernas, braços, antebraços, punhos, carga, em tabelas específicas para cada grupo

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

ESSÊNCIA

DO MÉTODO

carga, em tabelas específicas para cada grupo Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia ESSÊNCIA DO

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

COMO USAR O PROTOCOLO ?

ETAPAS:

Diagrama grupo A

Escore tabela A

Diagrama grupo B

Escore tabela B

Escore carga/força e pega

Escore tabela C

Escore atividade

ESCORE FINAL REBA

e

CLASSIFICAÇÃO FINAL

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
tabela C Escore atividade ESCORE FINAL REBA e CLASSIFICAÇÃO FINAL Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

TRONCO

MOVIMENTO

ESCORE

MUDANÇA NO ESCORE:

em pé ereto

1

+ 1 se rodado ou lateralizado

0 a 20° de flexão

OU

0 a 20° de extensão

2

20 a 60° de flexão

OU

> 20° de

3

extensão

> 60° de flexão

4

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
OU > 20° de 3 extensão > 60° de flexão 4 Engenharia de Segurança no Trabalho
OU > 20° de 3 extensão > 60° de flexão 4 Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

PESCOÇO

MOVIMENTO

ESCORE

MUDANÇA NO ESCORE:

0 a 20° de flexão

1

+ 1 se rodado ou em flexão lateral

>20° de flexão ou extensão

2

VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
VOLTAR
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
ou em flexão lateral >20° de flexão ou extensão 2 VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho
ou em flexão lateral >20° de flexão ou extensão 2 VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

Ergonômicas – REBA (Rapid Entire Body Assessment ) PERNAS MOVIMENTO ESCORE MUDANÇA NO ESCORE:

PERNAS

MOVIMENTO

ESCORE

MUDANÇA NO ESCORE:

descarga de peso bilateral,

1

+ 1 joelhos entre 30 a 60° de flexão

caminhando ou sentado

+2 joelhos estão com + de 60° de

descarga de peso unilateral.

2

flexão (não sentado)

descarga leve de peso

ou postura instável

VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
VOLTAR
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
(não sentado) descarga leve de peso ou postura instável VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

TABELA A:

   

PESCOÇO

 

TRONCO

 

1

 

2

 

3

 

MMII

1

2

3

4

1

2

3

4

1

2

3

4

1

1

2

3

4

1

2

3

4

3

3

5

6

2

2

3

4

5

3

4

5

6

4

5

6

7

3

2

4

5

6

4

5

6

7

5

6

7

8

4

3

5

6

7

5

6

7

8

6

7

8

9

5

4

6

7

8

6

7

8

9

7

8

9

9

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
8 9 5 4 6 7 8 6 7 8 9 7 8 9 9 Engenharia

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

OMBROS

MOVIMENTO

ESCORE

MUDANÇA NO ESCORE:

20° de extensão a 20° de

1

+ 1 ombro abduzido ou rodado

flexão

+ 1 ombros estão elevados

>20° de extensão

2

-1 inclinado, apoiando o peso do braço ou

20 a 45° de flexão

postura facilitada pela gravidade

45 a 90° de flexão

3

> 90° de flexão

4

VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
VOLTAR
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
45 a 90° de flexão 3 > 90° de flexão 4 VOLTAR Engenharia de Segurança no
45 a 90° de flexão 3 > 90° de flexão 4 VOLTAR Engenharia de Segurança no

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

COTOVELO/ANTEBRAÇO

MOVIMENTO

ESCORE

60 a 100° de flexão

1

<60° de flexão ou >100° de flexão

2

VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
VOLTAR
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
1 <60° de flexão ou >100° de flexão 2 VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho -
1 <60° de flexão ou >100° de flexão 2 VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

Ergonômicas – REBA (Rapid Entire Body Assessment ) PUNHOS MOVIMENTO ESCORE MUDANÇA NO ESCORE: 0 a

PUNHOS

MOVIMENTO

ESCORE

MUDANÇA NO ESCORE:

0 a 15° de flexão/extensão

1

+ 1 se desviado ou rodado

>15° de flexão/extensão

2

VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
VOLTAR
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
+ 1 se desviado ou rodado >15° de flexão/extensão 2 VOLTAR Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

TABELA B

   

COTOVELO/ANTEBRAÇO

 

OMBRO

   

1

 

2

PUNHO

1

2

3

1

2

3

1

 

1

2

2

1

2

3

2

1

2

3

2

3

4

3

3

4

5

4

5

5

4

4

5

5

5

6

7

5

6

7

8

7

8

8

6

7

8

8

8

9

9

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
7 5 6 7 8 7 8 8 6 7 8 8 8 9 9 Engenharia

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

CLASSIFICAÇÃO DA CARGA/FORÇA

0

1

2

+1

< 5kg

5 a 10 kg

>10 kg

Impacto ou aumento

rápido de força

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
5kg 5 a 10 kg >10 kg Impacto ou aumento rápido de força Engenharia de Segurança

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

CLASSIFICAÇÃO DA PEGA

0

BOM

1

REGULAR

2

POBRE

3

INACEITÁVEL

bom ajuste da mão e amplitude média, preensão forte

preensão aceitável mas não ideal ou a pega é

aceitável via outra

parte do corpo

preensão não é aceitável embora possível

preensão inadequada e insegura, sem as mãos

a pega é inaceitável

usando outras partes do

corpo

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
sem as mãos a pega é inaceitável usando outras partes do corpo Engenharia de Segurança no

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

Ferramentas Ergonômicas – REBA (Rapid Entire Body Assessment ) Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonômicas – REBA (Rapid Entire Body Assessment ) Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

ESCORE FINAL R.E.B.A.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
ESCORE FINAL R.E.B.A. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
ESCORE FINAL R.E.B.A. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas REBA (Rapid Entire Body Assessment)

CLASSIFICAÇÃO FINAL

NÍVEL DE

AÇÃO

escore REBA

NÍVEL DE RISCO

AÇÃO (incluindo avaliações

futuras)

0

1

---------

1

2 3

baixo

2

4 7

médio

3

8 10

alto

4

11 15

muito alto

não é necessário

pode ser necessário

necessário

necessário em breve

necessário AGORA!

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
pode ser necessário necessário necessário em breve necessário AGORA! Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas OCRA (Ocupational Repetitive Action)

O Método OCRA foi criado para fazer prevenção de distúrbios musculoesqueléticos de

membros superiores. A medicina do trabalho está acostumada a riscos físicos, químicos e biológicos. Atualmente na Europa a maior incidência de doenças relaciona-se com a

sobrecarga musculoesquelética de membros superiores. Não só na Europa, como na

América e em outros países também os problemas musculosesqueléticos têm um nível

elevado de incidência. Em 1994 os autores, Prof. Dr. Antonio Grieco, Prof. Dr. Enrico

Occhipinti, Prof. Dra. Daniela Colombini, da Universidade de Milão começaram pesquisar o

tema, trabalhando na criação de um método objetivo de verificação desses problemas,

porque a medicina do trabalho precisava de uma ferramenta de medição objetiva.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
a medicina do trabalho precisava de uma ferramenta de medição objetiva. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas OCRA (Ocupational Repetitive Action)

Inicialmente pesquisaram exaustivamente na literatura, a existência de outros métodos de

avaliação. Estudaram todos os métodos existentes na literatura internacional, mas não

ficaram satisfeitos. A literatura diz que para avaliar adequadamente o risco é necessário

avaliar muitos fatores: organização do trabalho, frequência, força, postura, tempo de

trabalho, tempo de pausa e, depois, se o trabalhador tem outras tarefas durante o dia. Os

métodos encontrados na época, não estudavam todas essas variáveis, só estudavam

freqüência e força. Mas alguns trabalhadores executam suas tarefas, por exemplo, de

braços levantados, e o ombro fica lesionado, e não era possível avaliar o ombro. Outros

métodos dão conta somente do punho, e não é possível estudar somente o punho. A

duração do trabalho também é um fator importante. Um trabalhador que não faz pausas é

diferente daquele que faz. Nessa situação o risco muda.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
faz pausas é diferente daquele que faz. Nessa situação o risco muda. Engenharia de Segurança no

Ferramentas Ergonômicas OCRA (Ocupational Repetitive Action)

OBJETIVOS FUNDAMENTAIS

Avaliar condições de risco de lesões de membros superiores em função da atividade

exercida

Adequar os postos de trabalho, mensurando repetitividade e o esforço muscular

Prever número de trabalhadores acometidos

Propor soluções práticas e exeqüíveis

Produtividade sem riscos

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Propor soluções práticas e exeqüíveis • Produtividade sem riscos Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas OCRA (Ocupational Repetitive Action)

)

)

)

minutos, (menos que 5) num turno de 7 -8 horas. Notas: RECUPERAÇÃO ATENÇÃO: É necessário anexar
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
e o número do posto de trabalho analisado possa ser registrada. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

É uma Ferramenta de avaliação do risco ergonômico, de estabelecimento de limites de

tolerância e de gerenciamento de soluções em atividades repetitivas, desenvolvida pelo

Prof. Drº. Hudson de Araújo Couto em 2006. Este índice foi desenvolvido considerando

os conceitos tradicionais de Tempos e Métodos em trabalhos industriais (MTM e Work

Factors), especialmente a definição do tempo adequado de recuperação (COUTO et al.,

2006).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
a definição do tempo adequado de recuperação (COUTO et al., 2006). Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

A nomenclatura TOR-TOM é a relação entre a Taxa de Ocupação Real (TOR) do

trabalhador em determinada atividade ao longo de sua jornada e a Taxa de Ocupação

Máxima (TOM) que deveria haver na atividade, segundo as características daquele

trabalho.

A Taxa de Ocupação Real é um dos índices mais frequentemente utilizados pelos gestores

de produção; é também conhecida como taxa de engajamento ou de saturação; ela

costuma ser em torno de 85 a 95%, descontados os tempos pessoais e eventuais

atividades de baixa exigência durante a jornada.

A Taxa de Ocupação Máxima depende de uma série de fatores, como: o grau de repetitividade, a intensidade da força exercida, o peso movimentado, a postura ao

executar o trabalho, a carga mental, o calor do ambiente, o dispêndio energético na

tarefa, dentre outros.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
o calor do ambiente, o dispêndio energético na tarefa, dentre outros. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Esses fatores, que reduzem a Taxa de Ocupação Máxima, são também

conhecidos como fatores de recuperação da fadiga.

O software TOR-TOM oferece ao analista do trabalho, profissional de Tempos

e Métodos ou de Ergonomia uma metodologia para calcular a Taxa de

Ocupação Real (TOR) da atividade e também possibilita determinar qual seria

a Taxa de Ocupação Máxima (TOM), segundo as dificuldades da atividade.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
a Taxa de Ocupação Máxima (TOM), segundo as dificuldades da atividade. Engenharia de Segurança no Trabalho

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

TOR é assim comparada com a TOM, interpretando-se o resultado da

seguinte forma:

1 - Quando o Índice TOR menos TOM é menor que zero, temos situação

segura de trabalho;

2 - Quando TOR menos TOM é maior que zero, temos condição

ergonomicamente inadequada, provavelmente com queixas de

desconforto, dificuldade e fadiga;

3 - E quando TOR é bem maior que TOM, temos as situações mais críticas, inclusive com afastamentos.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
que TOM, temos as situações mais críticas, inclusive com afastamentos. Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Segundo Couto (2006) há 7 grandes utilidades do Índice TOR-TOM:

1 - O Índice TOR-TOM é uma forma de quantificar a exposição do trabalhador em atividades repetitivas, ao

invés das formas tradicionais conhecidas até então, de usar checklists. Ao final do cálculo, o analista tem um

resultado numérico quantificando a exposição do trabalhador aos fatores causadores de LER/DORT e a

outros fatores de fadiga no trabalho;

2 - A análise do resultado do TOR-TOM dá uma idéia clara se a condição de trabalho é segura ou necessita

ser melhorada, e de que forma, possibilitando que a organização do trabalho em atividades repetitivas

passe a ser feita com base em um critério científico;

3 - O Índice TOR-TOM permite uma avaliação objetiva da condição ergonômica da atividade e da tarefa, ou

seja, é feita uma análise global, considerando também a questão da organização do trabalho;

4 - O Índice TOR-TOM possibilita certificar um ambiente de trabalho repetitivo sob o ponto de vista

ergonômico. O autor estruturou o índice e a pesquisa que o suporta de forma a permitir ao analista do trabalho uma conclusão clara quanto ao nexo entre o trabalho e as queixas, numa inferência estatística de 95% para baixa incidência de sintomas de fadiga e dor (p<0,05) e de 99% para a alta incidência de sintomas de fadiga e dor (p<0,01);

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
de 99% para a alta incidência de sintomas de fadiga e dor (p<0,01); Engenharia de Segurança

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

5 - O pessoal de Tempos e Métodos passa a ter uma base científica para avaliar sua prescrição de trabalho quanto ao impacto sobre os trabalhadores. Usando o TOR-TOM, as linhas de produção estarão melhor

balanceadas, considerando os graus de dificuldade de cada posição de trabalho, possibilitando, assim, um

dimensionamento correto de pessoal e estruturando melhor os rodízios e pausas;

6 - O livro contém uma revisão atualíssima dos motivos de ocorrência de LER/DORT no trabalho,

possibilitando atuação preventiva eficaz na questão crucial da organização do trabalho, rodízios, alternância

com atividades de baixo impacto e pausas;

7 - O livro contém um grande acervo de tabelas atualizadas de tempos de recuperação de fadiga no

trabalho. Além de apresentar os índices nas tabelas, o livro discute o porquê de cada uma das tabelas,

proporcionando ao leitor uma visão profunda dos fatores que impactam na origem da fadiga no trabalho e qual seria o tempo de recuperação de fadiga para cada um daqueles fatores.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
seria o tempo de recuperação de fadiga para cada um daqueles fatores. Engenharia de Segurança no

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Tomando contato com a tela do software do Índice TOR-TOM o layout contém basicamente as seguintes etiquetas chamadas de labels pelo autor:

TOR - Taxa de Ocupação Real é auto-explicativa e o label é na cor marrom.

Em azul, são 9 labels relacionados à Taxa de Ocupação Considerando Atividade Repetitiva (TOCAR), aquelas

nas quais se exige mais dos membros superiores.

São eles:

FR - Fator Repetitividade;

FF - Fator Força;

FPM - Fator Peso Movimentado;

FP - Fator Postura;

FEE - Fator Esforço Estático;

FCM - Fator Carga Mental;

Graus de Dificuldade 1;

Graus de Dificuldade 2;

Mecanismos de Regulação.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
1; ▪ Graus de Dificuldade 2; ▪ Mecanismos de Regulação. Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Em atividades não repetitivas, o programa calcula a Taxa de Ocupação Máxima

considerando o Ambiente de Trabalho, o Metabolismo da Tarefa e a Postura Básica que

é a TOCAMP (Taxa de Ocupação Considerando o Ambiente, Metabolismo, Postura e

Demais Fatores):

Os labels são em vermelho:

FDE - Fator Dispêndio de Energia;

FAF - Fator Ambiente Físico;

FPB - Fator Postura Básica.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
▪ FAF - Fator Ambiente Físico; ▪ FPB - Fator Postura Básica. Engenharia de Segurança no

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Posteriormente o resultado do cálculo é TOR menos TOM; e depois a interpretação é dada automaticamente pelo

software, conforme demonstrado na Tabela:

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
é dada automaticamente pelo software , conforme demonstrado na Tabela: Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Ferramentas Ergonômicas – TOR-TOM Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonômicas – TOR-TOM Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Procedimento de aplicação de TOR-TOM:

Após a gravação do ciclo de trabalho em videoteipe ou em arquivo de computador

(compatível com aplicativos do tipo Windows Media Player) e levantar as seguintes

informações sobre a atividade que será analisada:

Informações necessárias para cálculo da TOR (Taxa de Ocupação Real):

Duração da jornada em minutos;

Porcentagem de pausas curtíssimas no ciclo de trabalho que deve ser estabelecida por

meio do vídeo determinando qual é a porcentagem do ciclo na qual o colaborador está

sem exercer atividade: tempo analisado em segundos e tempo em pausas curtíssimas em segundos;

Tempo da jornada em que o colaborador executa atividades de baixa exigência

ergonômica em minutos.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
executa atividades de baixa exigência ergonômica em minutos. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Completar a Tabela de Pausas Regulares:

Ergonômicas – TOR-TOM Completar a Tabela de Pausas Regulares: Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ergonômicas – TOR-TOM Completar a Tabela de Pausas Regulares: Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Informações necessárias para cálculo da Taxa de Ocupação Máxima (TOM):

1

- Número de peças trabalhadas por jornada;

2

- Atos operacionais diversificados, sim ou não;

3

- Há algum ato operacional repetido mais que 3.000 vezes por turno? Se sim, quantas vezes?

4

- Duração do ciclo em segundos;

5

- Análise dos dois principais esforços feitos pelo trabalhador através do videoteipe: o aplicativo permite a

classificação, segundo algumas características que serão perguntadas ao colaborador;

6

- Verificação da frequência desses esforços por minuto;

7

- Verificação da duração dos esforços durante o ciclo (análise cuidadosa do ciclo em videoteipe utilizando o

contador de tempo do programa em computador), porcentagem do ciclo de trabalho;

8

- Verificação de movimentos de pesos maiores que 300 g. Caso isso ocorra, apurar os seguintes fatores:

Peso da carga movimentada em quilos;

Distância percorrida em metros;

Número de vezes por turno.

9

- Verificação do posicionamento do colaborador ao fazer esforço, especialmente a posição da coluna e dos

braços, se estão verticalizados ou horizontalizados.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
da coluna e dos braços, se estão verticalizados ou horizontalizados. Engenharia de Segurança no Trabalho -

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Para o restante das informações não é necessário levantar qualquer dado previamente,

mas deve-se acompanhar as instruções do aplicativo em cada tela no software e

alimentar com os dados registrados.

Caso a atividade analisada seja feita em ambiente quente, o aplicativo perguntará sobre o

valor do IBUTG.

Após inserir todas as informações, o software resultará em 3 etapas:

Exigência ergonômica,

Aspectos relacionados à atividade repetitiva

Aspectos relacionados ao dispêndio de energia, ambiente físico e postura básica de

acordo com os valores de TOR menos TOM.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
físico e postura básica de acordo com os valores de TOR menos TOM. Engenharia de Segurança

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Histórico de avaliação de TOR-TOM:

Hudson de Araújo Couto, para aprovação da versão final de seu Índice

TORTOM testou-o por meio da aplicação de questionário bipolar de fadiga,

de acordo com o método de Barmack apud Grandjean (1980). Os resultados

de produtividade baseados no índice TOR-TOM foram comparados com 5

Ferramentas tradicionais de prescrição de trabalho:

Tabelas da OIT, REFA,

Eugene Brey,

Tabelas da Baviera Tabelas de Peter Steele, que segundo ele se mostrou com boa paridade com

estas Ferramentas (COUTO et al., 2006).

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
se mostrou com boa paridade com estas Ferramentas (COUTO et al ., 2006). Engenharia de Segurança

Ferramentas Ergonômicas TOR-TOM

Souza Filho (2006) avaliou os riscos de DORT de uma empresa metalúrgica por meio do Índice TOR-TOM e obteve TOR maior que TOM (TOR>TOM) em mais de 10 pontos na análise dos operadores de soldas-ponto e

prensas, indicando, além de queixa de dor, desconforto e fadiga, casos de afastamento do trabalho por

problemas músculoligamentares. E este resultado foi verificado, segundo o autor, com o afastamento de um

dos colaboradores mais antigo da função para tratamento por queixa de dor e limitação funcional em

ombros. A causa provável é a repetitividade, que foi o fator de maior relevância entre os que, pela

Ferramenta, condicionam a chamada Taxa de Ocupação Máxima. Além disso, os pontos de TOR maior que

TOM indicam a ineficácia de pausas diante à repetitividade alta. Contudo, o autor relata a imprecisão da

Ferramenta para avaliação de posturas, tomando como alternativa a utilização do Protocolo de Rodgers que,

segundo ele, se mostrou sensível à esta análise. Desta forma, o autor ressalta a vantagem na aplicação do Protocolo de Rodgers (1992), que permite a identificação das prioridades por segmento corporal, em vez de apresentar um único valor para expressão desse fator por indivíduo. E por fim, sugere ser ainda necessário mais tempo de estudo, por outros pesquisadores, para verificar a consistência e reprodutibilidade da Ferramenta TOR-TOM.

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
para verificar a consistência e reprodutibilidade da Ferramenta TOR-TOM. Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia

Ferramentas Ergonômicas EWA (Ergonomics Workplace Analysis)

EWA

Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia
Ferramentas Ergonômicas – EWA (Ergonomics Workplace Analysis) EWA Engenharia de Segurança no Trabalho - Ergonomia