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16-21
Pensa só em si mesmo — ou é abnegado?

“Jesus disse então aos seus discípulos: ‘Se alguém quer vir após mim negue-se a si
mesmo e apanhe a sua estaca de tortura, e siga-me continuamente.’” — Mat. 16:24.

1. Qual é hoje a atitude de um número cada pessoas?

PARA muitos, no mundo atual, a idéia de fazer sacrifícios pessoais a favor de


outrem, ou por uma causa, não tem muito atrativo. De fato, a atitude de um número
cada vez maior de pessoas é a de querer mais coisas materiais, mais prazeres e
maior liberdade para fazer o que bem entendem, com pouca consideração para com Deus
ou o homem. Até mesmo a disposição de se sacrificar a favor da própria família tem
diminuído nos últimos anos, ao passo que o colapso da família e os divórcios têm
atingido novos recordes, em nação após nação.

2. Por que não surpreende aos estudantes da Bíblia esta tendência de se pensar só
em si mesmo?

2 Esta tendência, de pensar só em si mesmo, não surpreende os que se mantiveram


atentos à Palavra inspirada de Deus, a Bíblia Sagrada. Esta Palavra profética
predisse com exatidão que, nestes “últimos dias”, muitos seriam “amantes de si
mesmos”, “amantes do dinheiro”,“mais, amantes de prazeres do que amantes de Deus”.
Tão enfronhados estão alguns em seguir seu caminho de só pensar em si mesmos, que a
Bíblia diz que eles estão “sem autodomínio”. Isto se pode ver no enorme aumento do
alcoolismo, do vício das drogas e da imoralidade sexual, nos últimos anos. — 2 Tim.
3:1-4.

3. Que atitude oposta existe também, e quem a recomenda?

3 Entretanto, existe também a atitude oposta à da abnegação. É o proceder


recomendado por uma autoridade, que é nada menos do que o próprio Criador Todo-
poderoso do universo, Jeová Deus. Mas, tal proceder abnegado — não está fora de
moda, nestes tempos modernos? Por que estaria alguém interessado nisso, quando são
cada vez mais as pessoas que não estão?

O QUE ESTÁ ENVOLVIDO

4, 5. O que falou Jesus sobre o proceder abnegado, e o que queria dizer com isso?

4 É muito importante que tenhamos o conceito correto sobre este assunto da


abnegação, em contraste com pensar só em si mesmo. Sobre isso, Jesus Cristo disse:
“Se alguém quer vir após mim, repudie-se a si mesmo e apanhe a sua estaca de
tortura, dia após dia, e siga-me continuamente. Pois todo aquele que quiser salvar
a sua alma, perdê-la-á; mas todo aquele que perder a sua alma por minha causa é o
que a salvará. Realmente, de que proveito é para um homem ganhar o mundo inteiro,
mas perder a si próprio ou sofrer prejuízo?” — Luc. 9:23-25.

5 Jesus descrevia ali um proceder abnegado. E tomava a dianteira em demonstrar o


que isso significava. Disse: “Não procuro a minha própria vontade, mas a vontade
daquele que me enviou.” (João 5:30) Assim, o motivo pelo qual Jesus empreendeu um
proceder abnegado era o de poder realizar plenamente a vontade de seu Pai
celestial, Jeová. Este proceder foi o que Jesus recomendou aos seus seguidores.
Disse que deviam estar dispostos a ‘repudiar a si mesmos’, significando que deviam
subjugar os seus próprios desejos pessoais e tomar por coisa principal na vida
fazer a vontade de Deus.

6. (a) Que custo pode estar envolvido no proceder abnegado? (b) Como se pode
‘salvar a alma’ por se fazer a vontade de Deus?

6 É verdade que tal vida abnegada não é fácil. Envolve um custo, que inclui tempo e
esforço. Em alguns casos, pode até mesmo significar a perda da vida às mãos
daqueles que perseguem os servos de Deus. Entretanto, conforme Jesus mostrou, quem
faz a vontade de Deus ‘salva a sua alma’ ou vida. De que modo? Por obter a
aprovação de Jeová e, finalmente, a recompensa que Deus promete a todos os que o
servem, pois, ele é “o recompensador dos que seriamente o buscam”. (Heb. 11:6) Para
a maioria dos servos leais de Deus, esta recompensa é a vida eterna numa nova ordem
justa, aqui na terra: “Os próprios justos possuirão a terra e residirão sobre ela
para todo o sempre.” (Sal. 37:29) E “deveras se deleitarão na abundância de paz”.
(Sal. 37:11) Nem a própria morte pode interpor-se no caminho para esta recompensa,
porque Jeová garante que haverá “uma ressurreição de vida”. — João 5:29.

7. Por que vale para nós qualquer custo para alcançar o futuro que Jeová promete?

7 Sim, a vida está em jogo nesta questão da abnegação, em oposição a pensar só em


si mesmo! E quão maravilhosa será esta vida — viver para sempre no meio de
condições paradísicas, que tornarão cada dia um ‘deleite’! Deveras, esta será a
vida real. Nenhum proceder na vida, que se possa escolher neste mundo, nenhuma
quantidade de trabalho árduo, em qualquer ofício ou profissão, nenhum ato de
lealdade para com qualquer homem ou organização deste mundo, jamais poderia
produzir um futuro tal como Jeová promete aos que o servem. Certamente, pois, vale
a pena qualquer sacrifício que isso possa exigir.

A NECESSIDADE DE MANTER-SE DESPERTO

8, 9. Por que precisamos intensificar nossos esforços para ficar agora despertos e
fazer sacrifícios?

8 Ao passo que avançamos muito para dentro dos “últimos dias”, há necessidade cada
vez maior de ficarmos espiritualmente bem despertos e intensificarmos nossa
disposição de fazer sacrifícios, para servir a Deus de modo aceitável. Um motivo
disso é que Satanás, o Diabo, sabe que ele tem apenas “um curto período de tempo”,
antes de ser tirado do caminho. (Rev. 12:12; 20:1-3) Visto que seu tempo agora já é
curtíssimo, podemos esperar que ele intensifique seus esforços insanos para
corromper e destruir. Ele não gostaria de nada melhor do que influenciar os servos
de Jeová a ficarem embotados na sua percepção espiritual e a perderem seu senso de
urgência a respeito destes tempos críticos. E ele certamente se agradaria muito se
reduzissem ou abandonassem por completo a proclamação das “boas novas do reino” de
Deus a outros. — Mat. 24:14.

9 Não devemos subestimar a capacidade de Satanás para enganar e prejudicar. A


Palavra inspirada de Jeová adverte: “Mantende os vossos sentidos, sede vigilantes.
Vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem
devorar. Mas, tomai vossa posição contra ele, sólidos na fé.” (1 Ped. 5:8, 9) Se
alguém que é sábio soubesse que havia um leão enlouquecido solto na vizinhança,
tomaria todas as precauções possíveis para proteger a si mesmo e sua família, não
tomaria?

10, 11. (a) Que advertência deu Jesus a respeito de se pensar só em si mesmo?
(b) Por que se aplicam as palavras de Jesus até mesmo a alguns que hoje estão na
organização de Jeová?

10 Jesus falou sobre a necessidade de se manter atento, quando ele disse a respeito
da iminente destruição do atual sistema iníquo de coisas: “Prestai atenção a vós
mesmos, para que os vossos corações nunca fiquem sobrecarregados com o excesso no
comer, e com a imoderação no beber, e com as ansiedades da vida, e aquele dia venha
sobre vós instantaneamente como um laço. Pois virá sobre todos os que moram na face
de toda a terra. Portanto, mantende-vos despertos, fazendo todo o tempo súplica
para que sejais bem sucedidos em escapar de todas estas coisas que estão destinadas
a ocorrer, e em ficar em pé diante do Filho do homem.” — Luc. 21:34-36.

11 A quem estava Jesus falando? Neste caso estava falando aos seus discípulos.
Contudo, ele os advertiu de que, a menos que ficassem despertos, mesmo alguns deles
poderiam ser apanhados desprevenidos, ao vir o dia da destruição da parte de Jeová.
O que levaria a serem apanhados desprevenidos? Envolverem-se demais nos cuidados
cotidianos da vida ou entregarem-se demais aos prazeres. Essas palavras
acauteladoras de Jesus são deveras uma advertência para nós, hoje. Visto que ainda
não chegou o fim deste sistema, alguns dos que servem a Jeová talvez estejam
tentados a afrouxar no desejo de fazer sacrifícios a favor dele. Talvez pensem que
a Sua nova ordem está longe demais, no futuro distante, para se encarar a atual
situação com urgência. Talvez achem que se devem preocupar mais com levar a chamada
vida “normal”.

12. Será que tem sentido empenhar-se por uma vida “normal” neste sistema?

12 Contudo, do ponto de vista de Deus, será que qualquer modo de vida, neste atual
sistema de coisas, pode ser “normal”? Este mundo está sob a influência de Satanás e
de seus demônios, dominado por sistemas políticos duros, interesses comerciais
gananciosos e religiões falsas, egoístas. Está cheio de medo, ódio, violência,
imoralidade, corrução, dificuldades econômicas, doença e morte. Tudo isso está
longe da vida normal que Jeová intencionou para a humanidade, a qual incluiria
saúde perfeita, completa segurança e felicidade, bem como vida eterna, e tudo isso
numa terra paradisíaca. Portanto, a vida, agora, está longe de ser normal. É bem
anormal, e continuará assim até que Jeová extirpe todo este sistema iníquo,
preparando o caminho para a sua gloriosa nova ordem. Portanto, procurar normalidade
num mundo anormal significa apenas enganar a si mesmo.

13. Que exemplos há de pessoas que foram vencidas por Satanás, por que só pensaram
em si mesmas?

13 Quão calamitoso seria, nesta data tardia, se o cristão desconsiderasse a


advertência de Jesus, afrouxasse sua vigilância e pusesse em perigo a sua relação
com Jeová! Ele se exporia totalmente a cair no ‘laço do Diabo, sendo apanhado vivo
por ele para a vontade deste’. (2 Tim. 2:26) Isto foi exatamente o que aconteceu no
primeiro século com Demas, que antes fora cristão. O apóstolo Paulo disse sobre
ele: “Demas me abandonou, porque amava o atual sistema de coisas.” (2 Tim. 4:10) A
esposa de Ló foi outra pessoa que caiu no laço de Satanás. Em desobediência, ela
olhou para trás, para Sodoma, quando esta estava sendo destruída, e ‘perdeu a sua
alma’. Foi por uma boa razão que Jesus disse: “Lembrai-vos da mulher de Ló.” (Luc.
17:32) Depois houve Esaú, que renunciou à sua primogenitura em troca duma
temporária vantagem material. Que erro de critério! (Gên. 25:29-34) Outro foi Acã,
que deu mais valor ao dinheiro e à roupa extravagante, do que ao propósito de
Jeová. (Jos. 7:1, 20-25) Lamentavelmente, todos estes pagaram um alto preço por
terem o espírito de só pensar em si mesmos, em vez de terem um espírito abnegado.
Não, não é raro que alguém se deixe vencer por pensar só em si mesmo. Isto
aconteceu com alguns dos servos de Deus na antiguidade, e tem acontecido com alguns
nos tempos modernos. Pode acontecer de novo.

“COMO UM LAÇO”

14. De que modo pode a vindoura destruição mundial ser comparada a um laço?

14 Quando Jesus falou sobre a vinda do dia de destruição da parte de Jeová, ele
disse que viria “como um laço”. (Luc. 21:35) O laço, ou a armadilha, se fecha sobre
o animal insuspeito quando este anda descuidado no caminho perigoso. Do mesmo modo,
o fim deste sistema virá repentinamente, quando a maioria não o espera. Essas
pessoas poderiam incluir algumas que passaram a andar pela “estrada que conduz à
vida”, mas que se deixaram ficar absorvidas nos empenhos mundanos e se desviaram
demais na direção errada. — Mat. 7:14

15. Será que uma situação mundial menos ameaçadora é prova de que o fim deste
sistema ainda deve estar longe?

15 Contudo, não permitiria uma situação mundial menos ameaçadora, ou a aparência


externa de prosperidade, em diversos lugares, uma justificativa para se achar que o
fim não está perto? Na realidade, significaria bem o contrário Note as palavras de
Jesus: “Pois assim como eram os dias de Noé, assim será a presença do Filho do
homem. Porque assim como eles eram naqueles dias antes do dilúvio, comendo e
bebendo, os homens casando-se e as mulheres sendo dadas em casamento, até o dia em
que Noé entrou na arca, e não fizeram caso, até que veio o dilúvio e os varreu a
todos, assim será a presença do Filho do homem.” Foi por isso que Jesus também
acautelou: “Por esta razão, vós também mostrai-vos prontos, porque o Filho do homem
vem numa hora em que não pensais.” — Mat. 24:37-39, 44.

16. Como se expressaram Paulo e Pedro sobre a repentinidade do fim deste sistema?

16 O apóstolo Paulo também fez observação sobre a repentinidade com que este
sistema chegaria ao seu fim; para a maioria, de modo inesperado. Ele disse: “Pois
vós mesmos sabeis muito bem que o dia de Jeová vem exatamente como ladrão, de
noite. Quando estiverem dizendo: ‘Paz e segurança!’ então lhes há de sobrevir
instantaneamente a repentina destruição.” (1 Tes. 5:2, 3) Também o apóstolo Pedro
falou sobre o fato de que “o dia de Jeová virá como ladrão”, de modo inesperado,
para os que não estiverem espiritualmente despertos. (2 Ped. 3:10) Foi por isso que
Paulo aconselhou: “Não estejamos dormindo assim como fazem os demais, mas fiquemos
despertos e mantenhamos os nossos sentidos.” — 1 Tes. 5:6.

17. Por que não devemos achar que Jeová adiou seu dia de ira?

17 O dia da ira de Jeová, contra a iniqüidade, virá exatamente assim como ele
programou. Não se demorará nem por um instante. Portanto, nenhum daqueles que amam
a Jeová devia jamais adotar a idéia ou um modo de vida que sugerisse descrença no
propósito de Jeová, de livrar esta terra da iniqüidade e de estabelecer uma nova
ordem justa. Se alguém adotasse tal atitude negativa, seria muito semelhante aos
descritos em 2 Pedro 3:3, 4: “Nos últimos dias virão ridicularizadores com os seus
escárnios, procedendo segundo os seus próprios desejos e dizendo: ‘Onde está essa
prometida presença dele? Ora, desde o dia em que os nossos antepassados adormeceram
na morte, todas as coisas estão continuando exatamente como desde o princípio da
criação.’”

18. (a) Que evidência temos de que os nossos dias são deveras bem diferentes do
“princípio da criação”? (b) Por que devem nossos esforços principais ser no sentido
de fazermos a vontade de Jeová?

18 De fato, os processos originais da vida têm continuado até agora. Todavia, neste
século, toda a evidência dos “últimos dias” está presente, em plena medida. A
maioria das maiores calamidades da história ficaram concentradas neste século. E
agora, o homem tem a capacidade de destruir toda a vida na terra. Toda a evidência
em cumprimento da profecia bíblica certamente mostra que este mundo está avançando
implacavelmente para o seu fim. E quando este vier, significará um período de
dificuldades sem precedentes para a humanidade. Jesus chamou isso de “grande
tribulação, tal como nunca ocorreu desde o princípio do mundo até agora, não, nem
tampouco ocorrerá de novo”. (Mat. 24:21) Durante este período, serão demolidos
todos os sistemas políticos, econômicos e de religião falsa, deste mundo. De modo
que todo o tempo, esforço e gasto que se despenderam com a sustentação desses
sistemas terão sido em vão. Os cristãos, certamente, não desejarão aplicar seus
esforços principais nas coisas que não durarão. Sua principal lealdade e
sacrifícios devem ser aplicados ao que é eterno. “O mundo está passando, e assim
também o seu desejo, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” —
1 João 2:17.

19. Que necessidade de se fazerem sacrifícios haverá durante a “grande tribulação”,


e quem os fará com mais probabilidade?

19 Durante a vindoura “grande tribulação”, sem dúvida, haverá muitas oportunidades


para os servos de Jeová demonstrarem um espírito abnegado. Terão de ajudar
concristãos, de muitas maneiras, inclusive nas de compartilhar com eles as
necessidades materiais. (Heb. 13:16) Em vista dos grandes transtornos que então
haverá nos sistemas político, social e econômico, os servos de Deus poderão até
mesmo perder algumas ou todas as suas posses. Por isso, aqueles que, no tempo
atual, colocarem os interesses de Jeová em primeiro lugar na sua vida, e que já
tiverem um espírito abnegado, provavelmente acharão mais fácil fazer naquele tempo
os sacrifícios necessários.

20. Quão séria é a questão da abnegação?

20 Não podemos escapar do fato de que a pergunta: “Pensa só em si mesmo — ou é


abnegado?” é uma questão de vida ou morte, do ponto de vista de Jeová. Se amarmos a
vida e quisermos levar a vida perfeita na nova ordem de Deus, então teremos de ter
um espírito abnegado, para servir a Jeová agora de modo aceitável.

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