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Introdução

Com o intuito de realizar um exercício que pudesse fornecer aos seus alunos
da disciplina de Metodologia II (UERJ), conhecimentos práticos acerca de
como se deve proceder ao trabalhar em pesquisas acadêmicas, a professora
Maira Covre propos que se fosse realizado um projeto, a partir do qual seus
alunos, depois de análisarem um modelo de survey, realizariam atividades
coletivas e individuais, sendo coletivas as seguintes atividades: Definição do
tema, universo estatistico (UERJ), população (estudantes de Ciências Sociais)
e amostra; e elaboração de um questionário de pesquisa. A respeito das tarefas
individuais, foram designadas aos alunos as seguintes: Aplicação do
questionário contendo as perguntas estipuladas pelos alunos; tabulação dos
dados de pesquisa, e a elaboração do presente relatório, a partir dos
resultados obtidos através da atividade.

Definição do tema, universo estatisco, população e elaboração do


questinário
A escolha do tema de pesquisa se deu de forma coletiva. Deliberado dentro da
sala de aula pelos alunos de Metodologia II, o tema de pesquisa escolhido foi:
Posicionamento politico dos alunos de Ciencias Sociais da UERJ. Escolhido
em pleno ano de eleições, a ideia era tentar entender o posicionamento dos
estudantes diante de um período tão conturbado. Para que se pudesse chegar
a um resultado satisfatório, tendo em vista o tempo hábil para realização da
atividade proposta, ficou decidido restringir a aplicação do questionário
somente aos estudantes do curso. Feita a escolha do tema e demilitado o
universo e população ao qual se aplicaria o questionário, restava aos alunos
definirem as perguntas a serem utilizadas.
Assim como o tema de pequisa definido, a escolha das perguntas também se
deu de forma coletiva; conforme os alunos iam fazendo algumas sugestões,
discutia-se a validade das propostas numa atividade em conjunto com a
professora Maira Covre. Nenhum questionáiro identifica o autor das respostas,
para que os entrevistados pudessem se sentir mais seguros. Por fim, formou-
se um questionário de vinte e sete questões, sendo que algumas delas contêm
mais de uma pergunta.
Aplicação do questionário, tabulação e alguns resultados dos dados de
pesquisa
As aplicações do questionário levaram em média o tempo que havia sido
estimado, de quinze a vinte minutos. A principio, ficou estipulado o número
minimo de sete entrevistas para cada aluno. No total, foram feitas duzentas e
oito entrevistas (aparentemente, quinze respostas que não contêm nome do
entrevistador, respostas ou foram feitas para testes, foram eliminadas). Desse
total, nove entrevistas me são atribuidas, como parte das atividades individuais;
as nove entrevistas mencionadas foram feitas pessoalmente e dentro do
espaço fisico da UERJ, mais especificamente no nono andar da
universidadade.
Realizadas as entrevistas e já contendo os resultados das mesmas em mãos,
os alunos de Metodologia II iniciaram o processo de tabulação dos dados. A
partir desse processo, constatou-se os seguintes resultados: Das 208
entrevistas feitas, 200 responderam a respeito de seus respectivos gêneros; do
total, 44,5% são homens, 54,5% mulheres, sendo o 1% restante divido entre
mulher trans e ‘outros’. A respeito da raça, 46,7% se autodeclararam brancos,
enquanto outros 28,1% são pretos e 24,6% pardos, de um total de 199
respostas. Também foram feitas perguntas para identificar o número de
cotistas, e de um total de 200 respostas, 60,5% não são cotistas. Na pergunta
26, que questionava a orientação politica dos alunos 63,3% se declararam de
esquerda, sendo a pergunta respondida por 199 pessoas. Por fim, na pergunta
24.2, que tentava descobrir o numero de alunos que acreditam na possibilidade
de mudanças sociais através de politcas públicas, o percentual de alunos que
disseram concordar totalmente ou parcialmente, num total de 200 respostas, foi
maior do que 90%.
Tendo em vistas as análises que mais adiante poderão ser observadas, os
números em percentual que foram explanados são o sufciente para realização
exitosa da mesma.

Análise dados obtidos em pesquisa, teoria e considerações finais


120.00%

100.00%

80.00%

60.00%
Sale
40.00% s
%
20.00%

0.00%

120.00%
100.00%
80.00%
60.00%
40.00%
20.00% Sales
0.00%
%

Os graficos acima representam as respostas das perguntas 26 e 24.2,


respectivamente. Como colocado anteriormente, responderam a ambas as
perguntas duzentas pessoas. Como alguns entrevistados não responderam
todas as perguntas, fica dificil saber se as mesmas duzentas pessoas que
responderam uma das questões também responderam a outra. Ainda sim, é
possivel chegar a pelo menos uma conclusão proveitosa: Ao analisar o número
que concordam com a pergunta 24.2, é possivel observar que, das 200
respostas concedidas, 180 pessoas se consideram de esquerda, centro-
esquerda ou extrema-esquerda.
O alto número de pessoas que de alguma forma se consideram de esquerda e
concordam com a afirmação da pergunta 24.2, corresponde a mais que o da
metade do total de respostas obtidas. Tendo em vista esse resultado, é valido
que alguns questionamentos a respeito dos motivos pelos quais tal fato se da
sejam análisados. Destarte, uma matéria veiculada no site da Globo pode ser
útil.
De autoria de Leticia Fernandes e Dandara Tinoco, foi publicada no dia
dezessete de novembro de dois mil e quatorze, na pagina do jornal O Globo,
uma matéria com seguinte título: “Acesso de jovens de baixa renda a
universidades públicas no país é 4 vezes maior que em 2004”. Na matéria em
questão, as autoras chamam a atenção para o aumento do número de pessoal
de baixo rendimento em Universidades administradas pelo Estado (de 1,7%
para 7,2%). Em seguida, com intuito de tentar entender o motivo, as autoras
buscaram alguns especialistas que pudessem explicar tal fenomeno. Dentre os
depoimentos concedidos as jornalistas, vale a pena observar o que disse
Barbara Coco, então cordenadora de População e indicadores sociais do IBGE:
“Houve ampliação grande do acesso ao ensino superior. Os 20% mais ricos,
que eram ampla maioria em 2004, passam a ter participação menor. Houve um
aumento de vagas, cotas e crédito educativo que fez crescer a participação dos
mais pobres”.
Os incentivos mencinados por Coco, assim como o período descrito pela
matéria (2004-2014) se deram durante o período em que o Partido dos
Trabalhadores esteve afrente do Governo Federal. Historicamente identificado
como um partido de esquerda, as politicas públicas promovidas durante o
tempo considerado podem ajudar a entender o motivo de tantos alunos se
identificarem com a esquerda e acreditarem na possibilidade de mudanças
sociais através de politicas públicas.
Ao que parece sugerir os dados, a identificação de grande parte dos alunos
com a esquerda pode estar associada ao desejo de um ensino público superior
abrangente, que consiga abarcar não somente uma parcela privilegiada da
população, mas também aqueles que carecem de recursos financeiros.

Referência bibliografica: https://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/acesso-


de-jovens-de-baixa-renda-universidades-publicas-no-pais-4-vezes-maior-que-
em-2004-14851674