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A corrida pelo

Brandformance, o
elo perdido da
publicidade
Algumas marcas estão investindo pesado nessa estratégia digital, que
já é prioridade em planejamentos de marketing de grandes anunciantes
para 2017

Com a invenção do Google em 1998, nasceu também uma indústria complexa e


robusta de marketing de performance, que utiliza componentes matemáticos para
gerar resultados de negócios para os anunciantes e, melhor ainda, mensurar o
impacto desses investimentos.

Mas como todo remédio, isso trouxe alguns efeitos colaterais. Especialmente em
épocas de crise, é comum ver clientes pedindo para que seus investimentos
publicitários sejam jorrados para o marketing de performance. A princípio, não há
nada errado nisso. Trata-se de um mercado de agências especializadas sendo
alimentado por verbas antes destinadas a outras estratégias.

O ponto é que investir tudo em performance significa atingir as pessoas no momento


em que já estão buscando o produto. E quando elas não estão buscando? Muitas
marcas deixaram de construir visibilidade e desejo, as grandes características da
indústria da comunicação nos 40 anos anteriores à invenção do Google – e algo que
o mundo da performance sempre achou uma bobagem.
Ocorre que já está ficando evidente, inclusive em números, que pautar os
investimentos apenas em performance faz com que as marcas olhem para as
mesmas pessoas de sempre e deixem de atrair o desejo de novos públicos.

O próximo grande passo para o mercado de publicidade é uma série de técnicas


que utiliza o mesmo raciocínio do marketing de performance, mas para construir
marca e visibilidade. Essas técnicas são chamadas de Brandformance – o
verdadeiro elo perdido entre a publicidade de construção de marca e a de
performance.

Isso já é muito forte nos Estados Unidos. A Coca-Cola, por exemplo, já consegue
mensurar que a construção de marca em cima do conceito de felicidade gera
resultados em compra de produtos. O mesmo vale para Nike e P&G, que tem
grandes campanhas de posicionamento no digital e que conseguem converter esse
interesse em vendas.

Uma das marcas mais avançadas no Brandformance é a empresa de seguros Geico,


que tem vídeos brilhantes que constroem sua marca no digital – inclusive a
campanha “Unskippable”, vencedora de um dos Grand Prix de Film Lions em 2015.
E que conseguiu ampliar suas vendas nos canais online oferecendo descontos.

No Brasil, marcas como Vivo e Itaú estão investindo pesado nesse tipo de estratégia
digital e o discurso do Brandformance é dominante nos planejamentos de marketing
para 2017 em muitos grandes anunciantes.

Por meio de modelos de atribuição, é possível saber que uma conversão feita no
marketing de performance foi possível porque, meses antes, aquela mesma pessoa
foi impactada pela construção de marca. Sabemos pelo IP e por cookies que aquela
pessoa, por exemplo, viu mais de 50% de um determinado vídeo e que, um tempo
depois, entrou no site da marca e fez a compra. Já conseguimos identificar,
inclusive, que ela foi à loja física – por meio da localização fornecida por uma tríade
de redes wi-fi ou beacons. E também é possível identificar resultados para métricas
tradicionais de branding, como brand lift e aumento de reconhecimento de marca,
ou mesmo fazer testes A/B que apontam rapidamente o melhor conteúdo para ser
apresentado a diferentes grupos.

É possível fazer uma série de coisas a partir do pensamento de Brandformance.


Imagine uma marca de um banco que apresenta um vídeo conceitual no YouTube.
Você pode identificar as pessoas que viram mais de 50% do vídeo, ou seja, se
interessaram pela mensagem, e oferecer apenas a elas um segundo vídeo sobre
um cartão que dá pontos de fidelidade em dobro. Assim, é possível conseguir
profundidade. Por fim, em um terceiro passo, pode-se gerar uma comunicação
específica com aqueles que se interessaram pelo cartão e oferecer-lhes anuidade
grátis.

Antes, as marcas construíam o branding às cegas, mas com as técnicas de


Brandformance é possível utilizar o mundo digital para fazer toda a estratégia de
comunicação, de ponta a ponta. E isso é uma grande revolução para o mercado de
publicidade, que consegue, finalmente, unir os lados de branding e performance,
que sempre falaram línguas diferentes.
Branding X
Performance e
Online X Off-line
Nós vivemos na era digital e isso é fato já há algum tempo. Atualmente, existe uma
geração de empresas que surgiram no meio digital e estão mais habituadas a
anunciar online do que off-line. O marketing digital e sua infinidade de possibilidades,
métricas e acompanhamentos não foi uma novidade para essas empresas, mas sim,
uma realidade desde o momento em que começaram seu negócio. Do outro lado,
temos um cenário de empresas que assistiram ao nascimento do marketing online
e, é claro, tiveram que se adaptar a ele.

Independente de em qual perfil a sua empresa ou o seu cliente se encaixam, existe


um desafio comum a todos que querem garantir uma presença forte e inteligente na
vida de seus consumidores: aliar as estratégias online às estratégias off-line.

Para atacar esse problema, podemos começar falando de um erro comum: atuações
desconexas. O time de branding pode e deve conversar com o time de performance
online. As ações precisam ser alinhadas e a mensagem a mesma. Ambas as frentes
são importantíssimas, mas trabalham em momentos diferentes da jornada do seu
consumidor e é essencial ter isso em mente.
Uma dupla Poderosa
Utilize a abrangência e presença do off-line para alavancar o online e a inteligência
e tecnologia do online como ferramentas para medir a eficácia das suas estratégias
off-line. Se o CTR das suas campanhas de Search aumentou após o início da sua
campanha na TV, as buscas pela sua marca tiveram um crescimento repentino, com
um pico no horário da veiculação do seu comercial, ou o engajamento com a sua
marca cresceu nas redes sociais após o início da sua campanha de construção de
marca, ótimo, é um excelente sinal de que ela está funcionando! É uma via de mão
dupla: o off-line ajudando o online e o online te mostrando os resultados do off-line,
que são sabidamente difíceis de serem medidos. Se por outro lado nenhum impacto
está sendo observado, utilize isso como um sinal de alerta. A sua campanha off-line
está passando a mensagem certa? Está falando com o público desejado, no canal
mais adequado? E mais: as suas estratégias online correspondem às expectativas
do consumidor quando ele busca por sua marca na internet? Esse seria o momento
de reavaliar as suas estratégias, e você está usando o online e o off-line como uma
dupla poderosas na hora de tomar as decisões. Faça análises, guarde histórico,
compare estratégias diferentes.

A mágica dos cookies


Saiba também aproveitar o tráfego originado por campanhas de branding. Os
cookies estão aí para ajudar e por mais que um clique no conteúdo do seu blog
não gere uma venda nos próximos dias, ele te dá uma valiosa informação sobre
um potencial cliente. Estratégias bem estruturadas de remarketing, customer
match e públicos similares irão garantir que esse valioso usuário não seja perdido.
Saiba atribuir
É claro que dentro de todo esse contexto, não poderíamos deixar de fora os modelos
de atribuição. Eles te permitirão identificar os resultados de campanhas de branding
com um viés de performance, muito além da visão engessada do last-click. Com
essas informações, é possível entender melhor em qual etapa da jornada do
consumidor cada mídia e cada estratégia estão atuando.
Brandformance
Por fim, comece a se acostumar ao termo brandformance. Sim, estamos falando de
campanhas de branding que trazem performance, por que não? Afinal, de todo
investimento espera-se um resultado. Basta saber olhar para as métricas certas, da
maneira adequada.
Arquétipos e o que o inconsciente coletivo
tem a ensinar às marcas?
Grandes marcas ativam o mecanismo de projeção arquetípica magistralmente,
como é o caso do UFC, que oferece a uma legião de seguidores a projeção do
Coliseu e seus gladiadores, meio heróis meio foras

O conceito de inconsciente coletivo foi uma das descobertas mais interessantes feitas pela
psicologia no século XX. Segundo Jung, o inconsciente coletivo é a camada mais profunda
da nossa mente. Nas profundezas de nosso inconsciente, transitam os Arquétipos (arché =
princípio, typos = modelo) - formas ancestrais sobre as quais a consciência não possui
nenhum controle ou influência. Os arquétipos estão para nossa mente como os instintos estão
para o corpo, ou seja, não são mediados pela razão. Da mesma forma que para um recém
nascido o ato de mamar ou se assustar com um barulho é instintivo, a mente humana possui
uma memória ancestral que é ativada instintivamente sempre que nos defrontamos com uma
dessas formas primordiais (arquétipos).

Os Arquétipos são frequentemente encontrados em mitos, fábulas e lendas. São


continuamente encenados e re-encenados nos filmes e novelas, nascem e renascem nos best-
sellers, nas pinturas, esculturas, nos papéis desempenhados por artistas, cientistas e homens
de negócios nas mais diversas sociedades. Estão presentes tanto nos símbolos aristocráticos,
como nos símbolos revolucionários. Em geral, os arquétipos se manifestam através de
símbolos não verbais, daí sua universalidade e transculturalidade. Através dos tempos, os
arquétipos têm mudado de forma, mas mantido sua essência primordial. Se olharmos com
atenção para tudo o que faz sucesso, encontraremos, sob um manto de novidade, a velha
forma arquetípica: do herói, do governante, do sábio, do louco, do inocente, entre outros - um
material farto, que vem sendo depositado em camadas há milênios em nossa psique.

Já se passou mais de um ano (29 de abril de 2011) desde que o noticiário foi varrido por um
acontecimento insólito: o casamento do príncipe William com a plebéia Kate Middleton.
Segundo estimativas, o casamento real injetou cerca de US$ 3 bilhões na economia britânica,
um volume superior ao gerado pelas Olimpíadas de Londres. Estima-se que a cerimônia tenha
sido assistida por 2 bilhões de pessoas em todo o globo. Até os noticiários mais sérios abriram
espaço para comentar o casamento de conto de fadas. Em pleno século XXI, na sociedade da
informação, das redes sociais e da ciência e dois séculos após da decapitação de Luis XVI,
ainda nos derramamos frente ao casamento de um príncipe. Como e por quê o casamento real
consegue abrir as comportas de tamanha energia coletiva?
O fato é que desde tempos remotos, reis e rainhas, duques e duquesas e o casamento do nobre
com a plebéia fazem parte de nosso arsenal arquetípico primordial. Como diz Sallie Nichols,
ao analisar a recorrência dos arquétipos nas cartas de Tarot, "Povoamos o mundo exterior de
feiticeiras e princesas, diabos e heróis do drama sepultado em nossas profundezas". O
casamento real, com toda a sua riqueza simbólica, desperta essa nossa camada submersa. Mas
o que isso tem a ver com as marcas e com o Branding?

Marcas que "têm consciência" de seu arquétipo dominante possuem maior capacidade de criar
significados que ultrapassem a barreira da razão e de atingir o nível instintivo e pré-racional
dos consumidores. Assim como os arquétipos, marcas que pretendem se eternizar precisam
se tornar "detentoras de projeção". Projeção é o processo que nos leva a atribuir a pessoas,
objetos, e acontecimentos, as características, potencialidades e deficiências que na verdade
são as nossas. Marcas dominantes oferecem a seus consumidores formas de preencher essas
lacunas através da projeção de poder, escapismo, pertencimento, ordem, auto-expressão,
sedução, transformação ou conhecimento. Cada arquétipo transita em uma ou mais dessas
lacunas.

Grandes marcas ativam o mecanismo de projeção arquetípica magistralmente, como é o caso


do UFC, que oferece a uma legião de seguidores a projeção do Coliseu e seus gladiadores,
meio heróis meio foras da lei. Ou o Big Brother, que nos permite projetar a fantasia de
"pessoas normais" vivendo numa espécie de ilha da fantasia escapista, ou o produto Paulo
Coelho, best seller global que já vendeu 100 milhões de livros que ativam arquétipos da magia
esquecida. Marcas de consumo como Natura, que nos põe em contato com o Arquétipo da
Mãe-Terra e dos povos da floresta e L´Occitane que nos conecta com o paraíso perdido dos
campos de lavanda são bons exemplos deste tipo de conexão.

O arquétipo atua como princípio organizador da marca, provendo inspiração, estrutura,


coerência e significado para seus consumidores, clientes, funcionários e a sociedade. A
consciência do arquétipo dominante oferece ao gerente da marca instrumentos de gestão
frequentemente negligenciados na burocracia dos "planos anuais de marca".

O que faz sentido em nossas vidas, não necessariamente faz sentido lógico: o casamento real
nos mostra como Arquétipos, essas formas elementares e subterrâneas da psique humana,
contrariam violentamente a razão e a lógica convencional, movimentando multidões de
pessoas, corações, mentes e ainda milhões em recursos.
Qual é o sentimento da sua marca?
Ao mesmo passo que falamos de engajamento, de fãs, defensores, amantes da marca,
esquecemos de trabalhar um único ponto para tratar e falar com pessoas: o

Sentimento:

1) Ato ou efeito de sentir.

2) Aptidão para receber as impressões.

3) Sensação; sensibilidade.

4) Consciência íntima.

5) Faculdade de compreender; intuição; percepção.

6) Pesar; paixão; desgosto.

7) Pressentimento.

8) Qualidades morais.

9) Pêsames.

10) Ter sentimentos: ter honra, probidade, delicadeza.

Antes de terminar este artigo, só quero dar um spoiler: não há resposta! Há dúvidas.

Tenho repensado muito sobre comunicação, marketing, redes, convivência, pessoas,


tecnologia, publicidade, marcas, consumo, propaganda, etc, por isso, tenho constantemente
revisitando iniciativas, campanhas, presença de marcas, acompanhado as pessoas e
conversado com outros profissionais. Justamente para que, neste momento do
desenvolvimento do negócio, possa realmente falar com relevância com meus clientes, e
discutir com eles o que podemos fazer para que tenhamos uma estratégia de relacionamento,
conteúdo e engajamento que gere cada vez mais resultados.

Tudo isso vem trazendo uma enormidade de possibilidades e pensamentos, o que me fez
refletir que nós todos tenhamos que revisitar alguns pontos. O que tenho pensado, por
exemplo, é que talvez parte do que estamos acostumados a trabalhar pode ter seu ponto de
partida equivocado. Revisitando todos os conceitos e lendo sobre algumas tendências, percebi
um fato curioso. Ao mesmo passo que falamos de engajamento, de fãs, defensores, amantes
da marca entre outros fatores, esquecemos de trabalhar um único ponto para tratar e falar com
pessoas: o sentimento.

Talvez nosso ponto de partida deveria ser como a minha marca pode se sentir à vontade com
meu consumidor, e como este mesmo consumidor pode se sentir à vontade conosco. Com ela
pode ter e transmitir sentimento?

Imagine a seguinte situação: um rapaz, com toda sua dificuldade do mundo, se declara para
seu grande amor, até então secreto. Do outro lado, a pessoa que escuta dá um leve sorriso, faz
um S2 com as mãos e coloca o link do seu Facebook pessoal, para que o ele obtenha mais
informações.

Desaponta, né? Dói. O rapaz até continua amando, mas dificilmente irá se expor novamente,
certo?

E é isso que, como profissionais da comunicação, não discutimos. Acreditar que definir um
tom de voz e persona, seguido de uma grade de ações para falar de si, é uma estratégia eficaz
de comunicação. Aqui eu também faço a total culpa. Nunca sentei com um cliente para falar
de sentimento, afinal esse assunto é proibido no ambiente corporativo.

Veja e pesquise comunicação e sentimento, veja como tudo é exposto para exatamente não
trabalhar sentimentos, criamos várias camadas de argumentação para justamente maquiar o
que a marca oferece ao público. E convenhamos, por mais que falamos em humanizar as
empresas, ainda a tratamos de forma muito didática, como ainda se tivessem muros,
concretos, algo que não respira e que não sente.

Se de fato empresas são formadas por pessoas, são fundadas por pessoas, por que não
trazemos de fato o sentimento do negócio para quem gosta de consumir seus produtos e
serviços? Isso é muito mais do que conectar as marcas aos sentimentos das pessoas, é fazer
de fato sua marca ter sentimento pelas pessoas.

Se a gente já parte do princípio que temos que conectar gente a nossa marca, claro que a gente
já vai forçar a barra, afinal de contas, atrelado a isso, temos os resultados, que tem que
acontecer a curto prazo.

Falando, por exemplo, dos livros de Kotler e Douglas Atkin, o pensamento que tenho é que
ainda se trata muito do que a marca espera das pessoas como reação do que elas provêm da
sua estratégia de comunicação. Mas deixa de lado o que as pessoas levam em conta em relação
as suas próprias crenças.

Ai você pensa: Hãn?! Quem é você na fila do pão para falar desses caras?
Eu não sei quem realmente sou na fila do pão, e tão pouco é uma crítica. O ponto é que
pretendo começar a compartilhar as diferentes percepções do que estamos acostumados a
lidar e aprender na escola ou faculdade. Mais do que os clientes se mostrarem adeptos,
estamos falando de termos uma estratégia para que as marcas sejam mais fiéis ainda aos seus
consumidores.

E veja como isso tem se traduzido no dia a dia. Tentamos colocar mais pessoas em nossa
comunicação, tentamos contar mais histórias, pegando emprestado as histórias de pessoas,
dando mais verdade, propondo mais diálogo, mais relacionamento e mais pessoas.

Repare como o Facebook e o Snapchat vem travando uma boa briga para que seus apps
possam traduzir o sentimento dos usuários, seja com emojis ou filtros. Eles entendem que
deixar as pessoas colocarem seus sentimentos em suas publicações ajuda no engajamento,
não só dos consumidores com a empresa, mas entre os próprios consumidores.

Agora temos uma série de perguntas: será que sua marca está contando seus sentimentos?
Seus pensamentos? Suas próprias histórias?

Sentimento é algo tão intrínseco que a gente não cria, vem com a gente. Faça uma breve
pesquisa no Google, por exemplo, o que as pessoas querem é não sentir, não ter sentimento
por algum motivo. Então, como criar algo que não se cria? Essa seria a pergunta de um
milhão, se realmente fosse uma pergunta.

Na verdade, como falei no início, a provocação fica, mas o estudo continua para responder a
algumas questões. Em uma comunicação cada vez mais multiplataforma, global e constante,
o desafio ainda é transportar a melhor experiência do que exigimos em nossa relação humana,
que envolve confiança, conhecimento e a experiência em si para as pessoas (clientes ou
consumidores).

Conseguir equalizar muitas dessas atividades e resolver em uma única comunicação é o que
devemos perseguir, porém, sabendo que isso deixa de ser só responsabilidade de uma única
área ou departamento, na verdade é um conjunto da obra, pois tudo representa o mecanismo
de comportamento da marca tanto de troca quanto de formação de identidade da empresa.
Desde o comprometimento do relacionamento com o consumidor até o filme de 30 segundos.
Seja pessoal: usando personas e empatia para
incrementar sua estratégia
Quem define seu público-alvo como "todo mundo", corre o risco de acabar não agradando
ninguém. Até mesmo dentro de audiências bem segmentadas, podemos encontrar uma
grande variedade de personalidades. Por exemplo, "universitários millennials em áreas
urbanas" pode incluir estudantes de arte descolados, alunos estudiosos mais caseiros,
jovens festeiros, pessoas que trabalham e estudam, entre outras.

Falar com todo seu target sem fazer generalizações inúteis nem sempre é uma tarefa fácil.
E é aí que as personas podem ajudar.

Personas são personagens fictícios que representam um grupo de pessoas com interesses
similares dentro da sua audiência. Elas podem ajudá-lo a entender como falar com o
público de um jeito mais personalizado para divulgar suas mensagens, ofertas e produtos
na hora certa.

Quer saber como usar personas na sua estratégia? Aí vão quatro passos para começar:

1. Faça muitas perguntas


Primeiro defina a composição geral do seu target. Por exemplo: "donas de casa" ou
"motociclistas de até 35 anos".

Feito isso, é hora de partir para a pesquisa. Tente conhecer esse público a fundo por meio
de entrevistas, pesquisas e focus groups. Descubra suas atividades favoritas,
características de suas personalidades, perspectiva de vida e as coisas que eles não
conseguem viver sem.

Pergunte a eles como são os seus dias – o que eles fazem assim que acordam, como vão
para o trabalho ou para a escola, o que costumam comer, a que horas voltam para casa, o
que fazem nas horas livres, e por aí vai.

Por fim, pergunte como eles solucionam o problema que seu produto foi criado para
resolver. Você também pode coletar insights de marketing, perguntando o que costuma
estimulá-los a experimentar um novo produto ou serviço.
2. Procure padrões e preencha as lacunas
Divida seu público em grupos menores, reunindo as pessoas que deram respostas
parecidas nas entrevistas, pesquisas e focus groups. Em seguida, crie um personagem para
representar cada grupo.

Por exemplo, um restaurante que serve estudantes universitários poderia usar as seguintes
personas: o estudante sério que coloca as notas acima de tudo, o festeiro que odeia acordar
cedo para as aulas, o ativista que quer salvar o mundo. Sabemos que uma mesma pessoa
pode ter milhões de características diferentes, então, para esse exercício, vamos agrupar
os indivíduos pelo traço de personalidade que consideramos mais marcantes durante a
fase de pesquisa.

Use as respostas dadas nas entrevistas para criar personas bem detalhadas – suas ambições
e ansiedades, um dia típico em sua vida etc. Para garantir que elas sejam realistas e
capazes de causar identificação, escolha um rosto e um nome para cada uma delas. Além
disso, encontre uma fala que resuma quem é essa persona. Para o restaurante, poderíamos
usar as seguintes frases:

Alice, a estudante séria: "Me esforcei muito para conseguir uma bolsa. Não vou
desperdiçar essa oportunidade de jeito nenhum."

Marco, o festeiro: "O melhor da facul são as pessoas que você conhece e as memórias
que você leva."

Luana, a ativista: "Nós somos o futuro. É nosso dever transformar a sociedade e temos
força para isso."
3. Crie um mapa da jornada de cada persona
O mapa da jornada é uma forma de visualizar o caminho que suas personas podem
percorrer durante o processo de pesquisar, comprar e usar o seu produto. Seus mapas
devem identificar quando e onde as personas poderiam interagir com sua marca
(touchpoints).

Que tal investigarmos como isso funciona para nosso restaurante usando a persona da
Alice, a estudante séria? Os touchpoints no mapa dela poderiam ser:

Ela está estudando na república onde mora e decide pedir comida.

Ela pesquisa opções de delivery online.

Ela entra no site de um restaurante.

Ela olha o menu.

Ela faz o pedido.

Ela espera pela comida.

Ela paga ao entregador.

Ela saboreia a comida.

O restaurante deve mapear como seu marketing pode interagir com a Alice em cada um
desses touchpoints. Isso inclui anúncios de busca, landing page e menu. Também é
importante analisar se a Alice teve alguma dificuldade para fazer o pedido, o tempo de
espera pela entrega e se ela gostou da comida.
4. Crie um mapa de empatia
Um mapa de empatia pode ajudá-lo a entender melhor os desafios que uma
persona enfrenta quando interage com seus produtos e serviços, e inspirá-lo a
criar soluções melhores para eles.

Para criar esse tipo de mapa, você deve colocar suas personas em situações
hipotéticas. Considerando o restaurante, por exemplo. Imagine que Alice está
estudando com alguns colegas na república onde mora e precisa pedir comida
para todo mundo, sem estourar o orçamento de ninguém nem tirar a
concentração do grupo.

Anote como sua persona se sentiria nessa situação e o que ela diria, pensaria e
faria. Escreva também o que ela precisa e a razão dessa necessidade: "Alice
precisa pedir, de um jeito simples e rápido, 15 sanduíches e vários
acompanhamentos porque ela e seus colegas estão estudando para uma prova
muito importante."

Em seguida, imagine maneiras como seu produto ou serviço poderiam ajudar a


persona a superar esses desafios. Não é necessário se aprofundar muito ainda,
essas serão ideias iniciais para você desenvolver mais tarde. Por exemplo, o
restaurante pode criar uma oferta chamada "Especial Véspera de Prova"– um
combo de sanduíches e acompanhamentos que pode ser pedido com apenas
um clique, criado especialmente para grupos de estudantes estressados que não
podem perder tempo.

As personas podem ajudar você a definir sua audiência com mais precisão.
Conhecendo seus consumidores mais a fundo, você envia a mensagem correta
para cada um deles e torna sua marca interessante para um número muito maior
de pessoas.
Conceitos
Brandformance
Brandformance, em outras palavras, a aplicação de um mindset de
performance a construção e fortalecimento da marca. Em um
primeiro olhar, este conceito pode até parecer contraditório – afinal,
performance não está ligado a vendas? –, mas na prática funciona
muito bem: a partir de dados, estabelecer uma estratégia de
construção de marca, definir indicadores aferíveis para esse
objetivo específico, executar e medir os resultados com o olhar
voltado à aprendizagem.

Branding é o conjunto de ações alinhadas ao posicionamento, propósito e


valores da marca. O objetivo do branding é despertar sensações e criar
conexões conscientes e inconscientes, que serão cruciais para que o cliente
escolha a sua marca no momento de decisão de compra do produto ou serviço.

Arquétipos
O conceito de arquétipos, do jeito que conhecemos hoje, surgiu em
1919 com o suíço Carl Gustav Jung, discípulo de Freud. Segundo ele,
os arquétipos são conjuntos de “imagens primordiais” originadas
de uma repetição progressiva de uma mesma experiência durante
muitas gerações, armazenadas no inconsciente coletivo.

Personas
Persona é a representação fictícia do cliente ideal de um negócio. Ela é
baseada em dados reais sobre comportamento e características
demográficas dos clientes, assim como suas histórias pessoais,
motivações, objetivos, desafios e preocupações. A persona guia a
criação de conteúdo e de marketing digital.