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1.

Hora de fazer a agenda


O estabelecimento de horários combinados para as atividades pode ser determinante para o
funcionamento da rotina. "Assim, as próprias crianças sabem de seus deveres previamente
combinados e podem cumpri-los", acredita Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade
de Educação da USP.

A rotina do estudante, contudo, não precisa ser imposta pelos pais. Pode - e deve - ser determinada
conjuntamente. Perguntar para o jovem como é o seu dia desde que levanta e mostrar algumas
opções de organização é interessante e mostra aos pais a visão que os filhos têm do próprio dia a dia.
A pedagoga Virgínia de Ávila, da Unesp, aconselha que os pais comecem a negociação de uma
rotina ponderando junto aos filhos o que deve vir primeiro no horário diário: os estudos ou o lazer.
"Dependendo da resposta e das preferências de cada um é possível adequar o horário de estudos. O
cuidado com o cotidiano deixa as crianças mais seguras e confiantes", explica.

É possível até transformar esse momento de organização em algo agradável. "Uma sugestão simples
é fazer um quadro com a rotina, colorido, personalizado... Depois de realizado, ele pode ser colocado
num lugar visível, na agenda, na geladeira, na porta do guarda-roupa, enfim...", completa Virgínia de
Ávila.

2. Hora de organizar o espaço


O ambiente em que os estudos acontecem também interfere diretamente na organização diária. "A
criança aprende a organizar o seu tempo tomando como base o modelo adulto que dispõe. O recinto
familiar deve oferecer condições para que ela aprenda a se organizar e sentir a necessidade dessa
organização", diz a pedagoga Virgínia de Ávila, da Unesp.

Portanto, manter a casa organizada, disponibilizar um espaço adequado para os estudos, sem
barulho, bagunça e distrações é muito importante. Para a criança criar a própria organização é pré-
requisito conviver em um ambiente também organizado.

O material também deve estar arrumadinho -- antes e depois das tarefas. "Arrumar a mochila e ver se
está tudo em ordem e limpo, olhar os cadernos e observar se não ficou nada incompleto são
atividades que podem ser feitas durante o horário de estudos em dias mais livres e que estimulam a
organização", completa a pedagoga.

3. Hora de extravasar
Muitos são os estudantes que, além dos deveres da escola, se ocupam de atividades extracurriculares.
Balé, natação, música, futebol e outros cursos podem, sim, complementar a formação. Mas essas
atividades complementares jamais podem se tornar um peso excessivo no dia a dia das crianças e dos
adolescentes. A sobrecarga de tarefas pode ser tão ruim ou até mesmo pior do que a falta delas.

É importante que o desejo de realizar determinada atividade parta das crianças e não dos pais. "O
interesse da criança deve ser respeitado pelos pais. Nem sempre a atividade que os adultos julgam
ser a melhor, é melhor de fato", diz a pedagoga Virgínia de Ávila, da Unesp. "As atividades
extracurriculares só são benéficas quando o estudante expresse satisfação em sua realização e
demonstre que tem aprendido", alerta Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade de
Educação da USP.

O aprendizado que cada atividade oferece deve ser levado em conta. "É relevante que se avalie se a
escolha da atividade traz, de fato, contribuições na formação da criança, caso contrário, é preciso
avaliar as alternativas e mudar de atividade para que as atividades extracurriculares representem
realmente um benefício", diz Rita de Cássia Gallego.
4. Hora de brincar
A brincadeira não pode ficar de fora e também precisa ter seu horário garantido dentro do dia a dia
das crianças e dos jovens. É importante que a rotina seja bem pensada para que não haja sobrecarga
de atividades e que seja garantido um tempo para o lazer. "A dedicação de parte do dia para a
brincadeira e ao lazer traz prazer, desafios, descontração, o que é fundamental, inclusive, para a
realização das atividades previstas pela escola ou outras que exigem concentração e disciplina",
explica Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade de Educação da USP. Organize a
rotina de modo que tudo esteja previsto e combinado com a criança para que ela não seja uma mera
cumpridora de tarefas.

5. Hora da escola
Uma parceria entre pais e educadores pode ser ainda mais benéfica para o aluno. "A escola pode
ajudar os alunos na condução dos seus estudos em casa. Como? Criando rotinas e fazendo avaliações
que sirvam para trabalhar as dificuldades notadas e para evidenciar as melhoras e as conquistas de
objetivos", explica Rita de Cássia Gallego, professora doutora da Faculdade de Educação da USP.

O retorno das duas partes é essencial. "Quando a escola detecta algum problema os pais devem ser
chamados e, juntos, a escola e a família devem buscar estratégias para a solução das dificuldades",
diz a pedagoga Virgínia de Ávila, da UNESP. "Da mesma forma, os pais devem notificar as
dificuldades observadas na realização das atividades em casa para que os professores, assim, tomem
providências em sala de aula", completa.

6. Hora de dormir
O sono também deve fazer parte de uma rotina regrada. Dormir bem e no horário certo influi no dia
a dia e pode até mesmo ajudar no aproveitamento escolar. "Um ambiente estruturado, ou seja, com
horário para dormir, acordar, fazer a higiene e as refeições repercute positivamente no
desenvolvimento das crianças. A regularidade dá o equilíbrio necessário para o desempenho de
diversas tarefas ao longo do dia", explica a pedagoga Virgínia de Ávila, da UNESP. "A incorporação
de hábitos auxilia no cumprimento das diferentes tarefas realizadas em sala de aula".

7. Hora de ponderar
Na tentativa de ajudar os filhos, muitos pais acabam tornando o acompanhamento escolar excessivo.
Participar é essencial, porém é preciso tomar cuidado para que esta prática não se torne uma tutela.
Acompanhar as lições, dar sugestões nos trabalhos, tudo isso faz parte, mas ficar em cima e
principalmente fazer por eles são coisas que não podem acontecer, caso contrário, a criança não
desenvolve responsabilidade e autonomia. Por outro lado, impor as regras e, depois, sair fora
também não resolve. "Não basta estabelecer a rotina com o filho e achar que isso é suficiente para
que a criança se organize. O acompanhamento desses momentos a serem dedicados aos estudos
permite perceber em que ocasiões a presença dos pais é mais importante", explica a professora Rita
de Cassia Gallego.

Os pais são a autoridade da casa

Quem manda na sua casa? A resposta certa, segundo a educadora Cris Poli, a Super Nanny, do programa do
SBT, deve ser: "os pais". E você precisa assumir a autoridade da educaçãoo dos seus filhos. Deve saber o
que é melhor para ele e impor isso. Não deixe que os pequenos lhe dominem.

Não tenha medo dos seus filhos

As crianças podem gritar, chorar, espernear, atirar objetos. Mas você não deve se assustar diante dessas
atitudes e recuar. Se tomou uma decisão, continue firme nela. A cada passo que você recua, ele ganha um
ponto na autoridade. Se não fizer isto, quando perceber, vai ser seu filho quem mandará na casa.
Pais são responsáveis pela educação dos pequenos

Não é a escola ou a babá ou a igreja que vai cuidar da formação dos seus filhos. Hoje os pais, por
trabalharem fora, acham que podem terceirizar essa obrigação. Mas estão errados! Ninguém, além de você,
tem a obrigação e o poder de formar o caráter do seu filho. Se ele andou aprontando, não adianta mudar de
escola. Você é que tem de ensinar a ele o que e certo e errado.

Fale "não"

Vivemos em uma sociedade com limites. E se você não ensinar isso para o seu filho desde pequeno, ele com
certeza terá problemas para conviver com os amigos, professores e até familiares. Diga "não" a ele, por mais
que ele chore, insista ou tente lhe chantagear. Afinal, ele vai ouvir muito "não" na vida e é bom já crescer
acostumado.

Crie uma rotina

Defina os horários das atividades das crianças. Assim, elas terão tempo para fazer tudo. Determine a hora de
dormir, de brincar, ver TV e estudar. Não é para ser maníaco com horários, mas apenas organizar o dia para
que seus filhos não deixem de fazer aquilo que você considera importante para a formação deles.

Brinque com os pequenos

Invista uma parte do seu tempo para brincar com as crianças. Brincar não é perder tempo, mas sim um
momento precioso para conhecer e educar seus filhos. Perder, dividir, esperar são algumas das coisas que
você vai poder ensinar a eles enquanto conquista sua confiança e amizade.

Escute o que eles têm a dizer

Seus filhos são de uma nova geração e muita coisa mudou. Por isso é bom escutar o que eles têm a dizer.
Ouça os argumentos das crianças e tente ser flexível, entender o lado delas. Isso ajuda a criar o diálogo e
construir uma relação de confiança entre pais e filhos. Mas saiba sempre que a posição final é sua e se
discorda do ponto de vista dos filhos, pode e deve impor sua palavra.

Use apenas a força da voz

Nada de bater nos filhos! Isso não educa - assusta! Aprenda a falar com força para se impor aos seus filhos.
Você pode colocá-los de castigo, sim, mas não pode machucar. Mandar para o quarto, tirar algo que ele
gosta de fazer, tudo bem! Punir não é errado mas, agredir, sim.

Não sobrecarregue as crianças

Tudo bem que os pequenos devem começar a se preparar desde cedo para o mercado de trabalho. Mas eles
não precisam ficar estressados ainda na infância. Não exagere na quantidade de cursos e atividades em
que matricula seus filhos, lembre-se que brincar é também muito importante para o desenvolvimento deles.

Dê pequenas responsabilidades

Par ver seu filho feliz, você não precisa poupá-lo de todos os esforços e dar tudo o que ele quiser. Ensine-o a
ter um pouco de autonomia e responsabilidade desde pequeno, para entender que precisa batalhar para
conquistar algo. Faça com que ele guarde os brinquedos e as roupas. E a partir dos 6 anos, dê uma pequena
mesada. Assim, ele vai aprender a dar valor para as coisas.