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Direito Processual Civil

Ponto 01 - Execução - Disposições Gerais

1 - DO PROCESSO DE EXECUÇÃO
Art. 771. Este Livro regula o procedimento da execução fundada em título extrajudicial,
e suas disposições aplicam-se, também, no que couber, aos procedimentos especiais de
execução, aos atos executivos realizados no procedimento de cumprimento de sentença,
bem como aos efeitos de atos ou fatos processuais a que a lei atribuir força executiva.
Parágrafo único. Aplicam-se subsidiariamente à execução as disposições do Livro I da
Parte Especial.

# Aplicação Subsidiária de normas do Procedimento Comum - não é irrestrita, é


necessária a presença de 02 (dois) elementos, quais sejam, (a) compatibilidade; (b)
omissão de normas específicas no processo de execução.
# Exemplos de utilização de regras no procedimento comum - (a) a possibilidade do
aperfeiçoamento da intimação ou da citação por hora certa; (b) a possibilidade de
concessão da tutela da evidência durante a ação de execução; (c) a possibilidade de o
magistrado designar audiências.

2 - DOS PODERES DO JUIZ NO PROCESSO DE EXECUÇÃO


Art. 772. O juiz pode, em qualquer momento do processo:
I - ordenar o comparecimento das partes;
II - advertir o executado de que seu procedimento constitui ato atentatório à dignidade
da justiça;
III - determinar que sujeitos indicados pelo exequente forneçam informações em geral
relacionadas ao objeto da execução, tais como documentos e dados que tenham em seu
poder, assinando-lhes prazo razoável.

# Comparecimento das partes em juízo - Em que pese não ser comum, pode o magistrado
designar audiência para ouvir as partes no processo de execução.
# Ato atentatório à dignidade da justiça - é preparatória da aplicação da sanção pela
litigância de má-fé, constitui um dever do magistrado tal advertência.
# Fornecimento de informações relacionadas ao objeto da execução - o credor pode
solicitar ao magistrado que ordene a expedição de ofício ao DETRAN, para que informe
se o devedor é proprietário de veículo automotor; à RECEITA FEDERAL, para que
envie as últimas declarações de bens do devedor; à BOLSA DE VALORES, para que
informe se o devedor é detentor de ações (MONTENEGRO, 2018, p. 652).

3 - ENTREGA DE DOCUMENTOS E DADOS


Art. 773. O juiz poderá, de ofício ou a requerimento, determinar as medidas necessárias
ao cumprimento da ordem de entrega de documentos e dados.
Parágrafo único. Quando, em decorrência do disposto neste artigo, o juízo receber dados
sigilosos para os fins da execução, o juiz adotará as medidas necessárias para assegurar
a confidencialidade.

# Medidas Coercitivas, Indutivas, e Sub-rogatórias - tais medidas podem recair sobre o


próprio executado ou sobre terceiro, v.g.,a fixação de multa diária pela não entrega e a
busca e apreensão do próprio documento.

➤Medidas coercitivas: são aquelas que objetivam forçar o cumprimento de uma


ordem judicial. Aquele que sofre a medida deve raciocinar no sentido de compreender
que é mais vantajoso cumprir e satisfazer a obrigação ou o dever imposto do que
assumir a medida coercitiva. O exemplo clássico é a imposição de multa diária.
➤Medidas indutivas: se busca oferecer ao obrigado uma vantagem, um “prêmio”,
como incentivo (coação premial) ao cumprimento da decisão judicial. Daí porque a
doutrina denomina essa sanção como premial. Busca-se, com essas medidas,
provocar, incentivar, a prática do ato de forma mais atraente, ainda que que com
sacrifício à situação jurídica [mais favorável] de outrem.
Art. 1.040 do CPC § 1o A parte poderá desistir da ação em curso
no primeiro grau de jurisdição, antes de proferida a sentença,
se a questão nela discutida for idêntica à resolvida pelo recurso
representativo da controvérsia. § 2o Se a desistência ocorrer
antes de oferecida contestação, a parte ficará isenta do
pagamento de custas e de honorários de sucumbência.
Art. 90 do CPC. Proferida sentença com fundamento em
desistência, em renúncia ou em reconhecimento do pedido, as
despesas e os honorários serão pagos pela parte que desistiu,
renunciou ou reconheceu. § 2o Havendo transação e nada
tendo as partes disposto quanto às despesas, estas serão
divididas igualmente.
➤Medidas mandamentais: são aquelas que podem produzir parte dos efeitos de uma
decisão de cunho constitutivo, mas que não se confundem com a própria tutela
pretendida. Trata-se de uma ordem que pode ser destinada às partes ou a um terceiro.
➤Medidas sub-rogatórias: “São mecanismos de cumprimento da ordem judicial que
dispensam a colaboração do ordenado, já que a prestação imposta pode ser atribuída
a terceiro, de forma a realizar exatamente o resultado idêntico àquele que seria
operado pelo sujeito passivo”.

4 - DA CONDUTA ATENTATÓRIA À DIGNIDADE DA JUSTIÇA


Art. 774. Considera-se atentatória à dignidade da justiça a conduta comissiva ou
omissiva do executado que:
I - frauda a execução;
II - se opõe maliciosamente à execução, empregando ardis e meios artificiosos;
III - dificulta ou embaraça a realização da penhora;
IV - resiste injustificadamente às ordens judiciais;
V - intimado, não indica ao juiz quais são e onde estão os bens sujeitos à penhora e os
respectivos valores, nem exibe prova de sua propriedade e, se for o caso, certidão
negativa de ônus.
Parágrafo único. Nos casos previstos neste artigo, o juiz fixará multa em montante não
superior a vinte por cento do valor atualizado do débito em execução, a qual será
revertida em proveito do exequente, exigível nos próprios autos do processo, sem
prejuízo de outras sanções de natureza processual ou material.

# Conceito - ato atentatório é aquele que visa dificultar a satisfação do direito do


exequente, utilizando-se de mecanismos que afrontam o princípio da cooperação, bem
como prejudica o Estado no encargo de prestar a função jurisdicional.
# Consequências - o juiz fixará multa em montante não superior a vinte por cento do
valor atualizado do débito em execução, a qual será revertida em proveito do exequente,
exigível nos próprios autos do processo, sem prejuízo de outras sanções de natureza
processual ou material, v.g., encaminhamento dos autos ao MP para que se apure
eventual crime de desobediência.
# Indicação de Bens à Penhora (elemento subjetivo) - não indicado bens à penhora,
independentemente da análise de dolo, estará sujeito o executado a penalidade cabível à
espécie.
# Aplicação da Multa - a multa (sanção) decorrente da prática de ato atentatório à
dignidade da justiça deve ser aplicada de ofício pelo magistrado.
# Cumulação da Multa - a multa decorrente da litigância de má-fé poderá ser cumulada
com a multa diária (astreintes).

5 - DESISTÊNCIA DA EXECUÇÃO
Art. 775. O exequente tem o direito de desistir de toda a execução ou de apenas alguma
medida executiva.
Parágrafo único. Na desistência da execução, observar-se-á o seguinte:
I - serão extintos a impugnação e os embargos que versarem apenas sobre questões
processuais, pagando o exequente as custas processuais e os honorários advocatícios;
II - nos demais casos, a extinção dependerá da concordância do impugnante ou do
embargante.
# Matéria Processual - Nos embargos e na impugnação que versarem sobre questões
processuais o exequente poderá desistir da execução, pagando as custas e os honorários
advocatícios, sem necessidade de concordância do executado.
# Matéria Obrigacional (mérito) - Nos embargos que versarem sobre questões meritórias
o exequente não poderá desistir da execução sem a concordância do executado.
# Desistência formulada antes da citação do executado - poderá o exequente desistir da
execução proposta, considerando a ausência de formação da relação jurídica processual,
o mesmo também ficará isento do pagamento das custas e honorários.
6 - EXECUÇÃO ILEGAL
Art. 776. O exequente ressarcirá ao executado os danos que este sofreu, quandxo a
sentença, transitada em julgado, declarar inexistente, no todo ou em parte, a obrigação
que ensejou a execução.
Art. 777. A cobrança de multas ou de indenizações decorrentes de litigância de má-fé
ou de prática de ato atentatório à dignidade da justiça será promovida nos próprios autos
do processo.

# Responsabilidade Civil - possível indenização por danos morais e materiais deverá ser
ajuizada em autos apartados, exceto as hipóteses do art. 777 do CPC.
# Jurisprudência
Regra legal a observar é a do princípio da autonomia da pessoa coletiva, distinta da
pessoa de seus sócios ou componentes, distinção que só se afasta provisoriamente e tão
só em hipóteses pontuais e concretas. A disregard doctrine existe como meio de estender
aos sócios da empresa a responsabilidade patrimonial por dívidas da sociedade. Todavia,
sua aplicação depende da verificação de que a personalidade jurídica esteja servindo
como cobertura para abuso de direito ou fraude nos negócios e atos jurídicos (art. 50 do
Código Civil). Essa teoria não pode servir como justificativa para que o credor de título
executivo judicial ajuíze, a seu alvedrio, ação executiva contra os sócios de empresa sem
que eles sejam devedores. Credor de título executivo judicial que propõe ação
executiva contra quem sabidamente não é devedor, buscando facilidades para
recebimento dos créditos, age no exercício irregular de direito, atraindo a incidência
das disposições do art. 574 do CPC” (STJ, REsp 1.245.712/MT, Rel. Min. João Otávio
de Noronha, 3ª Turma, jul. 11.03.2014, DJe 17.03.2014).

7 - LEGITIMIDADE ATIVA (EXEQUENTE)

Art. 778. Pode promover a execução forçada o credor a quem a lei confere título
executivo.
§ 1o Podem promover a execução forçada ou nela prosseguir, em sucessão ao exequente
originário:
I - o Ministério Público, nos casos previstos em lei;
II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do credor, sempre que, por morte deste, lhes
for transmitido o direito resultante do título executivo;
III - o cessionário, quando o direito resultante do título executivo lhe for transferido por
ato entre vivos;
IV - o sub-rogado, nos casos de sub-rogação legal ou convencional.
a) Legitimidade Ativa: Credor, lembrar que o credor solidário pode exigir do devedor o
pagamento do seu crédito, de forma integral.
b) Ministério Público - Nos casos em que atuou como substituto processual na fase de
conhecimento, v.g., na ação civil pública, na defesa do consumidor, na ação de
investigação de paternidade, na proteção a portadores de deficiência.
c) Espólio, Herdeiro e os Sucessores - Trata-se de hipótese de legitimidade ativa
ordinária derivada, no qual o legitimado pede em nome próprio o reconhecimento de
direito próprio, recebendo o crédito através de transferência causa mortis.
# Antes da Partilha - Legitimidade do Espólio.
# Depois da Partilha - Legitimidade do Herdeiro/Sucessor.
d) Cessionário - é aquele que recebe um crédito de um credor cedente, caso de
legitimidade ativa ordinária derivada (transferência de crédito inter vivos), sendo
necessária a notificação do devedor para a validade da cessão de crédito.
e) Sub-rogado - ex: o fiador que paga a dívida poderá executar o afiançado nos mesmo
autos do processo.

8 - LEGITIMIDADE PASSIVA
Art. 779. A execução pode ser promovida contra:
I - o devedor, reconhecido como tal no título executivo;
II - o espólio, os herdeiros ou os sucessores do devedor;
III - o novo devedor que assumiu, com o consentimento do credor, a obrigação resultante
do título executivo;
IV - o fiador do débito constante em título extrajudicial;
V - o responsável titular do bem vinculado por garantia real ao pagamento do débito;
VI - o responsável tributário, assim definido em lei.

a) Devedor - é a pessoa que se obrigou a adimplir a obrigação em cláusula contratual, o


credor poderá ajuizar ação de execução contra apenas um dos devedores solidários, não
importando em renúncia em relação aos outros.
b) Espólio, Herdeiro e os Sucessores
# Se o devedor falece após ao ajuizamento da execução - o espólio, herdeiro e os
sucessores serão chamados, através do processo de habilitação, a tomarem assento na
execução.
# Se o devedor falece antes do ajuizamento da execução - a execução será proposta
diretamente em face do espólio, herdeiro ou do sucessor.
# Respeito aos limites da herança - Art. 1.792. O herdeiro não responde por encargos
superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se
houver inventário que a escuse, demostrando o valor dos bens herdados.
c) Novo Devedor - casos de novação e assunção de dívida.
d) Responsável Tributário - São aqueles pessoalmente responsáveis pelos créditos
correspondentes a obrigações tributárias resultantes de atos praticados com excesso de
poderes ou infração de lei, contrato social ou estatutos. Ex.: O sócio é responsável
tributário, nas hipóteses acima citadas, em relação a empresa.
e) Fiador - O fiador legal ou convencional só será legitimado passivo se constar no título
extrajudicial.

9 - Pluralidade de Execução
Art. 780. O exequente pode cumular várias execuções, ainda que fundadas em títulos
diferentes, quando o executado for o mesmo e desde que para todas elas seja competente
o mesmo juízo e idêntico o procedimento.
# Requisitos
a) Executado for o mesmo
b) competente o mesmo juízo
c) idêntico procedimento - as técnicas processuais não podem ser diferentes.
- “Pode a execução fundar-se em mais de um título extrajudicial relativos ao mesmo
negócio” (Súmula 27, STJ).
# Avalista distintos - “não se exige que os avalistas sejam os mesmos em todos os títulos,
porquanto o devedor efetivamente é um só, ficando mantida a unidade processual”
(STJ, 3.ª Turma, REsp 255.406/RJ, rel. Min. Castro Filho, j. 14.06.2004, DJ 01.07.2004,
p. 188).

10 - Competência
Art. 781. A execução fundada em título extrajudicial será processada perante o juízo
competente, observando-se o seguinte:
I - a execução poderá ser proposta no foro de domicílio do executado, de eleição
constante do título ou, ainda, de situação dos bens a ela sujeitos;
II - tendo mais de um domicílio, o executado poderá ser demandado no foro de qualquer
deles;
III - sendo incerto ou desconhecido o domicílio do executado, a execução poderá ser
proposta no lugar onde for encontrado ou no foro de domicílio do exequente;
IV - havendo mais de um devedor, com diferentes domicílios, a execução será proposta
no foro de qualquer deles, à escolha do exequente;
V - a execução poderá ser proposta no foro do lugar em que se praticou o ato ou em que
ocorreu o fato que deu origem ao título, mesmo que nele não mais resida o executado.

Regra: Foro do domicílio do executado, eleição, da situação dos bens, no lugar em que
praticou o ato ou onde ocorreu o fato que deu origem ao título ---- critério à escolha do
exequente.
Exceções: no domicílio do exequente (quando incerto ou desconhecido o domicílio do
executado).

11 - Da Prática de Atos Executivos


Art. 782. Não dispondo a lei de modo diverso, o juiz determinará os atos executivos, e
o oficial de justiça os cumprirá.
§ 1o O oficial de justiça poderá cumprir os atos executivos determinados pelo juiz
também nas comarcas contíguas, de fácil comunicação, e nas que se situem na mesma
região metropolitana.
§ 2o Sempre que, para efetivar a execução, for necessário o emprego de força policial,
o juiz a requisitará.
§ 3o A requerimento da parte, o juiz pode determinar a inclusão do nome do executado
em cadastros de inadimplentes.
§ 4o A inscrição será cancelada imediatamente se for efetuado o pagamento, se for
garantida a execução ou se a execução for extinta por qualquer outro motivo.
§ 5o O disposto nos §§ 3o e 4o aplica-se à execução definitiva de título judicial.

a) Determinação dos Atos Executivos - JUIZ


b) Cumprimento dos Atos Executivos - OFICIAL DE JUSTIÇA
c) CADIN - Cancelamento da inscrição quando:
# Efetuado o pagamento.
# Garantida a execução.
# Execução for extinta.
12 - Dos Requisitos Necessários Para Realizar Qualquer Execução
Art. 783. A execução para cobrança de crédito fundar-se-á sempre em título de
obrigação certa, líquida e exigível.
a) Obrigação Certa - é aquela da qual não se duvida a partir do título a respeito da
existência, consubstanciada em título executivo extrajudicial.
b) Obrigação Líquida - quando determinada quanto ao seu objeto. Não retira a liquidez
da obrigação o fato de estar sujeita à correção monetária ou ao acréscimo de juros.
c) Obrigação Exigível - é a obrigação atual, imediatamente imposta, materializada a
partir do momento em que o devedor incorre em mora.
d) Nulidade da Execução - A execução iniciada sem obrigação certa, líquida e exigível
é nula, a nulidade pode ser arguida a qualquer tempo, insuscetível de preclusão.

13 - Dos Títulos Executivos Extrajudiciais


Art. 784. São títulos executivos extrajudiciais:
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;
II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor;
III - o documento particular assinado pelo devedor e por 2 (duas) testemunhas;
IV - o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria
Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou
mediador credenciado por tribunal;
V - o contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de
garantia e aquele garantido por caução;
VI - o contrato de seguro de vida em caso de morte;
VII - o crédito decorrente de foro e laudêmio;
VIII - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem
como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio;
IX - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei;
X - o crédito referente às contribuições ordinárias ou extraordinárias de condomínio
edilício, previstas na respectiva convenção ou aprovadas em assembleia geral, desde que
documentalmente comprovadas;
XI - a certidão expedida por serventia notarial ou de registro relativa a valores de
emolumentos e demais despesas devidas pelos atos por ela praticados, fixados nas
tabelas estabelecidas em lei;
XII - todos os demais títulos aos quais, por disposição expressa, a lei atribuir força
executiva.

a) Títulos Executivos Extrajudiciais - Vigora o princípio da taxatividade, o título precisa


estar previsto em lei, inconcebível um título extrajudicial com força executiva criado
convencionalmente.
b) Letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque - A letra de
câmbio e a duplicata precisam ter o aceite para ter força executiva, já os demais não se
condicionam a prévio aceite ou protesto para que tenham eficácia de título executivo
extrajudicial contra o obrigado.
c) Documento Público - Por documento público assinado pelo devedor deve-se entender
todo “documento produzido por autoridade, ou em sua presença, com a respectiva
chancela, desde que tenha competência para tanto” - Assinatura do Devedor.
d) Documento Particular - Para que tenha força executiva é necessário ter sido assinado
pelo devedor e por 02 (duas) testemunhas, estas testemunhas não precisam estar
presentes no momento de celebração do ato, contudo, é fundamental, sob pena de
nulidade, que nenhuma testemunha tenha interesse no negócio. A ausência de assinatura
pelas testemunhas não invalida o título, sendo cabível ação monitória.
Obs.: Contrato de Confissão de Dívida - executado - mitigação da regra supra.
e) Instrumento de Transação Referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria
Pública, pela Advocacia Pública, pelos advogados dos transatores ou por conciliador ou
mediador credenciado pelo tribunal
- Possui eficácia de título executivo extrajudicial, havendo homologação judicial da
transação o título executivo será judicial.
f) O contrato garantido por hipoteca, penhor, anticrese ou outro direito real de garantia
e aquele garantido por caução;
- Possuem força executiva independente de satisfação de assinatura de duas
testemunhas, as cauções podem ser as fidejussórias ou reais.
g) O contrato de seguro de vida em caso de morte
- O contrato de seguro de vida não se submete às exigências do art. 784, II ou III, CPC,
para que se revista de eficácia de título executivo extrajudicial, contudo, os demais
contratos de seguro se sujeitam a regra do inciso “III” (assinatura de duas testemunhas)
para terem força executiva.
- A prova do contrato se dá com a exibição da apólice ou do bilhete de seguro, na
ausência destes serve como prova qualquer documento comprobatório do pagamento do
respectivo prêmio.
h) O crédito decorrente de foro e laudêmio - São elementos ligados as enfiteuses,
conservadas as existentes, o foro é taxa paga pelo enfiteuta ao senhorio e o laudêmio é
prestação paga ao senhorio com a venda do imóvel.
i) Contrato de Locação - Assinado pelos contratantes, o contrato de locação não se
submete às exigências do art. 784, II ou III, CPC, para que se revista de eficácia de título
executivo extrajudicial, bem como as obrigações acessórias (taxa de água, luz e
condomínio)
f) Certidão de Dívida Ativa - formada unilateralmente pela fazenda pública, concerne
apenas a certificação da dívida pecuniária, se submete a Lei de Execução Fiscal.
g) Contribuições de Condomínio Edilício - Quando documentalmente comprovadas e
previstas na Convenção de Condomínio ou aprovadas em Assembleia Geral constituem
título executivo extrajudicial. Não havendo tais requisitos, demandam a utilização do
processo de conhecimento.
h) Serviço Notarial - A atividade notarial é regida pelo Direito Público, e os atos
praticados pelos notários são dotados de presunção de veracidade e legitimidade.

# Ação relativa a débito constante de título executivo pendente - § 1o A propositura de


qualquer ação relativa a débito constante de título executivo não inibe o credor de
promover-lhe a execução.
- Obs.: Concessão de Tutela Antecipada na ação relativa ao débito objeto da
execução ---- inibe ou obsta o ajuizamento e andamento da execução.
# Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro
- § 2o Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro não dependem
de homologação para serem executados.
- § 3o O título estrangeiro só terá eficácia executiva quando satisfeitos os requisitos de
formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e quando o Brasil for indicado
como o lugar de cumprimento da obrigação.

# Confissão de Dívida é título executivo extrajudicial (Súmula 300 do STJ).

14 - Interesse Processual e Título Extrajudicial


Art. 785. A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo
processo de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial.
- Obtenção do título judicial - cumprimento de sentença.

15 - Da Exigibilidade da Obrigação
Art. 786. A execução pode ser instaurada caso o devedor não satisfaça a obrigação
certa, líquida e exigível consubstanciada em título executivo.
Parágrafo único. A necessidade de simples operações aritméticas para apurar o crédito
exequendo não retira a liquidez da obrigação constante do título.
a) Marco Inicial da Execução - a partir do momento que o devedor se torna inadimplente.
b) Obrigação Líquida - Juros, correção monetária e demais acréscimos não retiram a
liquidez da obrigação.

16 - Execução e Contratos Sinalagmáticos


Art. 787. Se o devedor não for obrigado a satisfazer sua prestação senão mediante a
contraprestação do credor, este deverá provar que a adimpliu ao requerer a execução,
sob pena de extinção do processo.
Parágrafo único. O executado poderá eximir-se da obrigação, depositando em juízo a
prestação ou a coisa, caso em que o juiz não permitirá que o credor a receba sem cumprir
a contraprestação que lhe tocar.

a) Sinalagma - Nos contratos bilaterais, cumpre ao exequente provar que adimpliu a sua
prestação ou que assegura o seu cumprimento futuro com a petição inicial, caso
contrário, a execução será extinta e o exequente condenado ao pagamento das custas e
honorários.
b) Recusa no cumprimento da obrigação - se o executado se propõe a satisfazer a
prestação, com meios considerados idôneos pelo juiz, mediante a contraprestação pelo
exequente, e esse, sem justo motivo, recusa a oferta, a execução será nula por ausência
de exigibilidade do título.
c) Exoneração do Executado - O executado poderá depositar em juízo a coisa, o juiz
suspenderá a execução e aguardará o cumprimento da contraprestação do exequente.
Com o cumprimento da contraprestação a coisa depositada pelo executado é entregue
ao exequente.
17 - Adimplemento da Obrigação
Art. 788. O credor não poderá iniciar a execução ou nela prosseguir se o devedor
cumprir a obrigação, mas poderá recusar o recebimento da prestação se ela não
corresponder ao direito ou à obrigação estabelecidos no título executivo, caso em que
poderá requerer a execução forçada, ressalvado ao devedor o direito de embargá-la.

a) Adimplemento - havendo o adimplemento da obrigação a execução perde sentido,


outrossim, não se pode iniciar um processo de execução sem um título executivo que
materialize uma obrigação líquida, certa e exigível.
b) Violação Positiva do Contrato, Adimplemento Insatisfatório e Adimplemento Parcial
- autorizam a execução na parte em que não foi cumprida ou na totalidade se prestada
de forma não condizente daquela legitimamente esperada e na falta de alguns inerentes
aos deveres anexos do contrato.

18 - Responsabilidade Patrimonial
Art. 789. O devedor responde com todos os seus bens presentes e futuros para o
cumprimento de suas obrigações, salvo as restrições estabelecidas em lei.
a) Responsabilidade Patrimonial - A regra é a penhorabilidade dos bens do devedor
(executado), com exceções previstas em lei, v.g., bem de família.
b) Processualidade - As normas de responsabilidade patrimonial são de cunho
processual, por conseguinte, são aplicadas de imediato, respeitados os atos processuais
já praticados.

19 - Dos Bens Sujeitos à Execução


Art. 790. São sujeitos à execução os bens:
I - do sucessor a título singular, tratando-se de execução fundada em direito real ou
obrigação reipersecutória;
II - do sócio, nos termos da lei;
III - do devedor, ainda que em poder de terceiros;
IV - do cônjuge ou companheiro, nos casos em que seus bens próprios ou de sua meação
respondem pela dívida;
V - alienados ou gravados com ônus real em fraude à execução;
VI - cuja alienação ou gravação com ônus real tenha sido anulada em razão do
reconhecimento, em ação autônoma, de fraude contra credores;
VII - do responsável, nos casos de desconsideração da personalidade jurídica.

a) Bens de Terceiro - Os bens de terceiro, por vezes, sujeitam-se a satisfação de


obrigação alheia. Há aí responsabilidade (Haftung) sem débito (schuld).
- Responsabilidade Primária - responsabilidade patrimonial + débito.
- Responsabilidade Secundária - responsabilidade patrimonial + ausência de débito
- hipóteses dos incisos II, IV e VII do Art. 790 do CPC.
b) Direito de Sequela - Os bens sujeitos à execução fundada em direito real ou obrigação
reipersecutória possuem direito de sequela, isto é, os bens podem ser perseguidos onde
quer que se encontre e com que se encontre, o justo possuidor do bem nada pode fazer,
nem mesmo ingressar na execução como terceiro.
c) Cônjuge - A regra é que as dívidas contraídas para os fins de economia doméstica
obrigam solidariamente ambos os cônjuges, contudo, é importante analisar o regime de
bens:
- Comunhão Universal de Bens - respondem a totalidade do patrimônio de ambos
os cônjuges, inclusive, aqueles cujo o fato gerador se deu antes da constância do
casamento.
- Comunhão Parcial de Bens ou Participação Final nos Aquestos - responde
somente o patrimônio comum adquirido na constância do casamento, contudo,
“a meação só responderá pelo ato ilícito quando o credor, na execução fiscal,
provar que o enriquecimento dele resultante aproveitou ao casal” (Súmula 251,
STJ).
- Separação Absoluta de Bens - Só responde os bens do cônjuge insolvente.

d) Intimação do Cônjuge - É obrigatória, exceto nos casos de separação absoluta de bens,


pode o cônjuge:
- Reconhecendo que o bem penhorado é suscetível de execução: EMBARGOS À
EXECUÇÃO.
- Reconhecendo que o bem penhorado não se submete à execução: EMBARGOS
DE TERCEIRO.
e) Fraude à execução - é nulo o bem alienado ou gravados com ônus real em fraude à
execução.
- Obs.: FAZENDA PÚBLICA - a partir da inscrição em dívida ativa.
f) Fraude contra Credores - Anulada mediante ação própria, Ação Pauliana, não podendo
utilizar-se de embargo de terceiro para anular negócio jurídico por fraude contra
credores (Súmula 195 do STJ).
g) Desconsideração da Personalidade Jurídica - Os bens do sócio respondem pela dívida
da pessoa jurídica mediante o incidente de desconsideração da personalidade jurídica.

20 - Direito de Superfície e Responsabilidade Patrimonial


Art. 791. Se a execução tiver por objeto obrigação de que seja sujeito passivo o
proprietário de terreno submetido ao regime do direito de superfície, ou o superficiário,
responderá pela dívida, exclusivamente, o direito real do qual é titular o executado,
recaindo a penhora ou outros atos de constrição exclusivamente sobre o terreno, no
primeiro caso, ou sobre a construção ou a plantação, no segundo caso.
§ 1o Os atos de constrição a que se refere o caput serão averbados separadamente na
matrícula do imóvel, com a identificação do executado, do valor do crédito e do objeto
sobre o qual recai o gravame, devendo o oficial destacar o bem que responde pela
dívida, se o terreno, a construção ou a plantação, de modo a assegurar a publicidade da
responsabilidade patrimonial de cada um deles pelas dívidas e pelas obrigações que a
eles estão vinculadas.
§ 2o Aplica-se, no que couber, o disposto neste artigo à enfiteuse, à concessão de uso
especial para fins de moradia e à concessão de direito real de uso.

a) Direito de Superfície - O direito real de superfície (construção ou plantação) é


destacado do direito de propriedade (terreno), sendo, consequentemente, possível a
execução somente da construção ou plantação (superfície) se o executado for o
superficiário.
- Superficiário - se sujeitam à execução os bens ligados ao direito real de superfície
(construção ou plantação).
- Proprietário - se sujeita à execução o bem ligado ao direito de propriedade
(terreno).
b) Enfiteuse, concessão de uso especial para fins de moradia, concessão de direito real
de uso - por constituírem direito autônomo em relação à propriedade do bem, estes
direitos podem ser objeto de constrição judicial, independentemente da penhora do
próprio imóvel.

21 - Fraude à Execução
Art. 792. A alienação ou a oneração de bem é considerada fraude à execução:
I - quando sobre o bem pender ação fundada em direito real ou com pretensão
reipersecutória, desde que a pendência do processo tenha sido averbada no respectivo
registro público, se houver;
II - quando tiver sido averbada, no registro do bem, a pendência do processo de
execução, na forma do art. 828;
III - quando tiver sido averbado, no registro do bem, hipoteca judiciária ou outro ato
de constrição judicial originário do processo onde foi arguida a fraude;
IV - quando, ao tempo da alienação ou da oneração, tramitava contra o devedor ação
capaz de reduzi-lo à insolvência;
V - nos demais casos expressos em lei.
§ 1o A alienação em fraude à execução é ineficaz em relação ao exequente.
§ 2o No caso de aquisição de bem não sujeito a registro, o terceiro adquirente tem o
ônus de provar que adotou as cautelas necessárias para a aquisição, mediante a exibição
das certidões pertinentes, obtidas no domicílio do vendedor e no local onde se encontra
o bem.
§ 3o Nos casos de desconsideração da personalidade jurídica, a fraude à execução
verifica-se a partir da citação da parte cuja personalidade se pretende desconsiderar.
§ 4o Antes de declarar a fraude à execução, o juiz deverá intimar o terceiro adquirente,
que, se quiser, poderá opor embargos de terceiro, no prazo de 15 (quinze) dias.

a) Fraude à Execução - É um ato atentatório à dignidade da justiça, consiste na retirada


maliciosa de bens sujeitos à execução e presente no patrimônio do executado com o fito
de frustrar a satisfação do direito do exequente.
b) Litispendência - É necessário, para a configuração da fraude à execução, a
litispendência (lide pendente de julgamento), havendo necessidade que o devedor esteja
regularmente citado, podendo ocorrer tanto no processo de conhecimento ou processo
de execução.
Não há fraude à execução se o sócio aliena seus bens antes do
redirecionamento da execução, já que não podia ser considerado
como devedor até então (STJ, 2.ª Turma, REsp 1.681.021/SC, rel.
Min. Herman Benjamin, DJe 10.10.2017).

c) Prova - É dispensável, a prova da insolvência e na tipicidade em uma das situações


legais é suficiente (MARINONI, 2018).
- Divergências - “O reconhecimento da fraude à execução depende do registro da
penhora do bem alienado ou da prova de má-fé do terceiro adquirente” (Súmula
375, STJ) + “para se configurar a fraude à execução é necessário que a alienação
do bem ocorra após a citação válida do devedor e o conluio entre
devedor/alienante e adquirente do bem (STJ, 2.ª Turma, REsp 604.118/MG, rel.
Min. João Otávio de Noronha, j. 13.02.2007, DJ 08.03.2007, p. 183).
d) Terceiro de Boa-fé - é necessário que o terceiro tenha ciência da demanda para a
caracterização de fraude à execução, não havendo, por conseguinte, a alienação é válida,
existente e eficaz, exceto quando:
- Averbação da propositura de determinada demanda no registro competente.
- Inscrição da penhora no registro competente.
- qualquer outro ato que denote ciência inequívoca do terceiro a respeito da
existência de demanda em curso.
e) Bem de Família e Fraude à Execução - Reconhecida a fraude à execução, não
prevalece a impenhorabilidade do bem de família (STJ, 4.ª Turma, AgInt no AREsp
1.097.404/RS, rel. Min. Luis Felipe Salomão, DJe 28.08.2017; STJ, 3.ª Turma, AgRg
no REsp 1.293.150/SP, rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, DJe 05.04.2016).
f) Intimação de Terceiro - O prazo de 15 (quinze) dias não é preclusivo, são apenas
prazos para que a oposição dos embargos de terceiro opere efeito suspensivo imediato.
Ultrapassado tal prazo pode o terceiro opor embargos de terceiro sem o efeito
suspensivo.
22 - Direito de Retenção
Art. 793. O exequente que estiver, por direito de retenção, na posse de coisa pertencente
ao devedor não poderá promover a execução sobre outros bens senão depois de excutida
a coisa que se achar em seu poder.

a) Penhora da Coisa Retida - O exequente que estiver, por direito de retenção, na posse
de coisa pertencente ao devedor
b) Exceptio Excussionis Realis - Não cumprida a regra supra, cabe ao executado opor a
exceptio excussionis realis, alegação de defesa de que a execução deve recair sobre
aquele determinado bem, se a execução recair em bem diverso daquele sobre o qual o
direito de retenção está sendo exercido.
c) Nova Penhora - Só é possível depois de adjudicada ou alienada a coisa retida,
sobejando ainda valor a ser satisfeito na execução.

22 - Do Fiador
Art. 794. O fiador, quando executado, tem o direito de exigir que primeiro sejam
executados os bens do devedor situados na mesma comarca, livres e desembargados,
indicando-os pormenorizadamente à penhora.
§ 1o Os bens do fiador ficarão sujeitos à execução se os do devedor, situados na mesma
comarca que os seus, forem insuficientes à satisfação do direito do credor.
§ 2o O fiador que pagar a dívida poderá executar o afiançado nos autos do mesmo
processo.
§ 3o O disposto no caput não se aplica se o fiador houver renunciado ao benefício de
ordem.
a) Benefício de Ordem - Pode ser utilizado caso os bens do executado não estejam
situados em outro foro e não forem onerados.

1º Bens do Executado (situados na mesma comarca, livres e desembargados.


2º Bens do Fiador (se os bens do executado estiverem em outro foro, forem onerados ou
se forem insuficientes à satisfação do crédito do credor).

23 - Do Sócio
Art. 795. Os bens particulares dos sócios não respondem pelas dívidas da sociedade,
senão nos casos previstos em lei.
§ 1o O sócio réu, quando responsável pelo pagamento da dívida da sociedade, tem o
direito de exigir que primeiro sejam excutidos os bens da sociedade.
§ 2o Incumbe ao sócio que alegar o benefício do § 1o nomear quantos bens da sociedade
situados na mesma comarca, livres e desembargados, bastem para pagar o débito.
§ 3o O sócio que pagar a dívida poderá executar a sociedade nos autos do mesmo
processo.
§ 4o Para a desconsideração da personalidade jurídica é obrigatória a observância do
incidente previsto neste Código.
a) Bens do Sócio - Para a configuração responsabilidade patrimonial do sócio é preciso
estar previsto em lei, demanda, portanto, uma situação específica, com previsão legal.
b) Redirecionamento aos Sócios - tem o exequente o ônus de requerer o
redirecionamento da execução em “petição clara e precisa”, indicando os motivos pelos
quais entende possível a responsabilização pretendida, requerendo a citação dos sócios
para que possam participar de maneira adequada da execução (STJ, 2.ª Turma, REsp
36.543/SP, rel. Min. Ari Pargendler, j. 17.09.1996, DJ 14.10.1996, p. 38.979).
c) Responsabilidade Tributária
Art. 135. São pessoalmente responsáveis pelos créditos correspondentes a obrigações
tributárias resultantes de atos praticados com excesso de poderes ou infração de lei,
contrato social ou estatutos:
I - as pessoas referidas no artigo anterior;
II - os mandatários, prepostos e empregados;
III - os diretores, gerentes ou representantes de pessoas jurídicas de direito privado.
Obs.: “O simples inadimplemento de obrigações tributárias não caracteriza infração
legal” (STJ, 2.ª Turma, REsp 513.912/MG, rel. Min. Francisco Peçanha Martins, j.
07.06.2005, DJ 01.08.2005, p. 380). Súmula 430, STJ: “O inadimplemento da
obrigação tributária pela sociedade não gera, por si só, a responsabilidade solidária do
sócio-gerente”.

24 - Do Espólio
Art. 796. O espólio responde pelas dívidas do falecido, mas, feita a partilha, cada
herdeiro responde por elas dentro das forças da herança e na proporção da parte que lhe
coube.
# Espólio - Condomínio Pro Indiviso (Universalidade)
# Partilha - Condomínio Pro Diviso (Singularidade)

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