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TEMA II.

O MODELO CUSTO-VOLUME-RESULTADO
 A TÉCNICA DO PONTO DE EQUILÍBRIO

Objectivo Geral
 Ponderar as alternativas de resultados decorrentes da utilização de
diferentes sistemas, centros bem como compreender a importância da
análise custo- volume-resultado para a gestão.

Objectivos Específicos
 Conceituar o ponto de equilíbrio
 Apresentar a relação custo-volume-resultado
 Calcular o ponto crítico das vendas por diferentes métodos
 Referir os pressupostos da análise da relação- custo- volume
resultado.

Bibliografia Básica
 António Caiado, Contabilidade de Custos,2012

Bibliografia complementar
 António Cézar Bornia,Análise gerencial de custos,2010
 Eliseu Martinz,Contabilidade de Custo,2010
 Caiano Pereira e Víctor Franco,Contabilidade de Custos,2010

Benguela,2018
Análise da relação Custo-Volume-Resultados: Os pressupostos da
análise da relação Custo – Volume- Resultados e sua utilização no
planeamento e nas tomadas de decisões na empresa.

A análise da relação Custo-Volume-Resultados é amplamente utilizada pela alta gerência


para fundamentar as suas tomadas de decisões, especialmente na determinação de
volumes óptimos de produção, que garantam a recuperação dos custos operacionais totais
das empresas e fazem à marcação do nível de vendas que assegura lucratividade dos
processos desenvolvidos num período dado. Especial atenção é conferida a esta análise
nos processos de planeamento das actividades nos períodos futuros. A seguir expõem-se
alguns dos pressupostos para a sua realização.
Bornia defende que:

A utilização dos custos para auxílio à tomada de decisões, a


previsão ou o planeamento do lucro da empresa é ponto importante.
Um conjunto de procedimentos, denominados análise de custo –
volume-lucro determina a influência no lucro provocada por
alterações nas quantidades vendidas e nos custos. Na verdade, o
fundamento da análise de custo – volume-lucro está intimamente
relacionado ao uso de sistemas de custos para auxílio às tomadas
de decisões de curto prazo, característica do custeio variável.
(Bornia, 2010)

Daí a preocupação em abordar cada vez mais esta problemática de modo a produzir mais
informações sobre a relação Custo – Volume-Resultados e seu uso para planear períodos
futuros, procedimentos para custear a produção, que segundo Caiado (2012), são seis
passos importantes para realizar a análise mencionada, conscidindo com Gabriel (2005)
que apresenta também seis passos importantes.
A análise da relação custo volume resultados, segundo Caiado (2012) pressupõe
considerar:
1. As alternativas de custeio e de resultados;

2. A variabilidade dos custos;

3. O ponto crítico das vendas;

4. A margem de contribuição e de segurança;


5. O ponto crítico para múltiplos produtos;

6. As limitações da análise do ponto crítico.

A seguir se explica cada um deles. Segundo o seu critério:

1. Para a análise dos custos de produção é necessário ter em conta os principais sistemas
de apuramento dos custos, nomeadamente: Custeio Total, Custeio Variável e Custeio
Racional.

Custeio total: é um método de apuramento do custo dos produtos que considera os custos
fixos e variáveis industriais como custo do produto.
No entanto, muitos autores não aconselham a utilização daquele sistema para efeito de
controlo de gestão e obtenção de informações necessárias à tomada de decisões, mas sim
o sistema de custos variáveis ou custeio variável. Este sistema é um método de
apuramento de custo do produto que considera somente os custos variáveis industriais
como custo dos produtos.
A par dos conceitos de custeio total e custeio variável, surge o custeio racional ou sistema
de custos racionais. É um método de apuramento do custo dos produtos em que se
consideram custos de produção não só os custos variáveis industriais, mas igualmente um
valor de custos fixos industriais que resulta da multiplicação dos custos fixos industriais
do mês em causa pelo quociente do volume real pelo volume normal, conforme Pereira e
Franco (1986).
A utilização dos diferentes métodos de custeio proporcionará diferentes resultados que
podem ser lucro, prejuízo ou mesmo um equilíbrio. Variabilidade dos custos: Na análise
da variabilidade dos custos é preciso dizer que existem custos que acompanham
directamente e no mesmo sentido as variações ocorridas na produção- Os custos
variáveis- e ocorrem outros custos cuja variação é autónoma em relação às variáveis na
produção- os custos fixos. Há ainda custos que têm uma componente fixa e outra variável
os custos semivariáveis (Pereira e Franco, 1986)

2. Ponto de equilíbrio-Conceito: A expressão ponto de equilíbrio, tradução de


Break-even-point (Ponto de Ruptura), refere-se ao nível de vendas em que não
há lucro ou prejuízo, ou seja, onde os custos totais são iguais às receitas totais.
Em outras palavras, Ponto de Equilíbrio significa o facturamento mínimo que
a empresa tem que atingir, para que não amargue um prejuízo, como também
não estará conquistando lucro.

Conforme Iudícibus (2000), citado por Souza (2007) o ponto de equilíbrio é fundamental
para a empresa calcular qual o mínimo que precisa produzir para não terprejuízo. A
fórmula de cálculo segundo este autor é:
MC = PV – CV – DV, onde
MC = Margem de contribuição
PV = Preço de venda
CV= Custo variável
DV=Despesa variável
“[...] um dos pontos fundamentais, quando se fala em custos para decisão, é
ocálculo do ponto de equilíbrio. O autor relaciona três variáveis básicas: Custo,
Volume e Lucro; por meio desse relacionamento, têm-se condições de detectar o
mínimo que uma empresa precisa produzir e vender para não ter prejuízo”.(Souza
2007).
O ponto de equilíbrio é um indicador que dará ao administrador da empresa ainformação
de quanto é que ele precisa produzir para as receitas serem maiores que as despesas.
Segundo Padoveze (1997), a margem de contribuição representa o lucro variável, ou
seja, a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos e despesas
variáveis por unidade de produto, significando que em cada unidade vendida a empresa
lucrará determinado valor. Quando se multiplica este valor pelo total vendido, tem-se a
contribuição marginal total do produto para a empresa.
Assim sendo, Margem de Contribuição é o resultado obtido através da Receita, menos
os Custos Variáveis. Este resultado, que é a Margem de Contribuição, deverá ser igual
aos Custos Fixos para que se chegue ao Ponto de Equilíbrio.
Algebricamente, podemos calcular o PE:
Receita Total = Custos totais
Quantidade X Preço de venda = Custo fixo total + (Custo variável x Quantidade)
Fórmula do Ponto de Equilíbrio:
Custo Fixo
PE =
% Margem Contribuição
Da aplicação desta fórmula tem-se a quantidade mínima a ser vendida para o equilíbrio
entre receitas e despesas, ou seja, o ponto de equilíbrio contabilístico. A análise do ponto
de equilíbrio também pode ser usada como unidade seleccionadora, como primeira
tentativa para determinar a viabilidade económica de uma proposta de investimento. A
formação de preços também pode ser facilitada com o conhecimento do ponto de
equilíbrio de um produto.
Análise do Ponto de Equilíbrio (break-evenpoint).
Conforme já estudado, a análise do ponto de equilíbrio permite compreender como o lucro
pode ser afectado pelas variações nos elementos que integram as receitas de vendas e os
custos e despesas totais.
Do ponto de vista contabilístico, o ponto de equilíbrio corresponde a certo nível de
actividades onde o lucro será nulo. À medida que o volume de operações se deslocar
acima do ponto de equilíbrio surgirá lucros crescentes; abaixo desse ponto ocorrerão
prejuízos cada vez maiores. A análise distingue dois pontos de equilíbrio contabilísticos
relacionados com o lucro operacional (PEO) e com o lucro líquido (PEG).
O conceito de Ponto de Equilíbrio dado por Wernke (2005) “é o nível de vendas em
unidades físicas ou em valor ($), no qual a empresa opera sem lucro ou prejuízo”. Ainda
continua dizendo o mesmo autor que o número de unidades vendidas no ponto de
equilíbrio tem que ser suficiente para a empresa cobrir seus custos (e despesas) fixos e
variáveis e manter um resultado nulo.
O autor separa o ponto de equilíbrio em três tipos: Ponto de Equilíbrio Contabilístico
(PEC), Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) e Ponto de Equilíbrio Económico (PEE). A
seguir se explica cada um:
Ponto de Equilíbrio Contabilístico é o mínimo que a empresa deve vender em um
determinado período de tempo para não haver lucro nem prejuízo. Wernke (2005 p. 120-
121) divide o ponto de equilíbrio contabilístico em unidades e em valor, que informa a
quantidade de produtos (metros, quilos, peças, litros etc.) que deve ser vendida para que
o resultado do período seja nulo.E expõe a seguinte fórmula:
Custos Fixos $
PEC unid =
Margem Contribuição $
Também é possível calcular um ponto de equilíbrio económico onde o lucro líquido
corresponderia à remuneração esperada pelos accionistas sobre o capital próprio.
Complementarmente, essa análise permite determinar o valor das vendas necessárias para
cobrir os desembolsos relativos aos custos operacionais e financeiros e às amortizações
das dívidas. Poderá acontecer, então, que no processo de elaboração orçamentária, a
directoria determine um Ponto de Equilíbrio com um lucro desejado, ou seja, um ponto
de equilíbrio económico.
Wernke (2005) “Para calcular o Ponto de Equilíbrio Económico (em unidades) basta
incluir a variável “Lucro Desejado” na fórmula, conforme mencionado a seguir”:
Custos Fixos ($) = Lucro Desejado ($)
\PE Econ =
Margem Contribuição Unitária $
Ponto de Equilíbrio Financeiro: Caracteriza-se quando dentro dos Custos Fixos, existirem
variações patrimoniais as quais não significam desembolsos para a empresa, porém, de
acordo com os Princípios Contabilístico, estas variações devem figurar no resultado do
exercício, sendo confrontados com as receitas, porque contribuíram para a constituição
da mesma. Um dos exemplos clássicos é representado pela depreciação.
Wernke diz que se uma empresa deseja saber qual o volume devendas suficiente para
pagar os custos e despesas variáveis, os custos fixos e outras dívidas que a empresa tenha
que saldar no período, pode se recorrer ao cálculo do ponto de equilíbrio financeiro.
Custos Fixos ($) − Depreciações ($) + Dividas do período ($)
PE Finn =
Margem Contribuição Unitária ($)
Pode-se definir ainda outro Ponto de Equilíbrio Financeiro Total (PEFT) como sendo
aquele onde as receitas de vendas seriam suficientes para cobrir os desembolsos com
custos operacionais, despesas financeiras e amortizações da dívida.
Margem de Segurança

A margem de segurança é um indicador de risco que aponta a quantidade a que as vendas


podem cair antes de se ter o prejuízo, sendo obtida através da aplicação da
seguinte fórmula:

Vendas orçamentárias − Vendas no ponto de equilíbrio


𝑀. 𝑑𝑒 𝑆𝑒𝑔𝑢𝑟𝑎𝑛ç𝑎 = ⃰100
Vendas no ponto de equilíbrio

Verifica-se que quanto menor a razão, maior o risco de se atingir o ponto de equilíbrio,
ou seja, a margem de segurança evidencia a distância que a situação actual de vendas está
em ralação às vendas no ponto de equilíbrio.
A margem de segurança representa o excedente do valor das vendas sobre a totalidade
dos gastos variáveis. Em termos unitários, a margem de contribuição constitui a diferença
entre o preço de venda e o gasto variável unitário. É o possível decréscimo nos proveitos
que pode ocorrer antes que se concretize o valor total das vendas. Dito de outro modo,
uma empresa com uma margem de segurança elevada é menos vulnerável a variação da
procura, atendendo a que o ponto de equilíbrio está mais afastado das vendas esperadas.
O contrário também é verdadeiro.
Este indicador serve para medir o grau de risco da empresa. Pode se calcular a margem
de segurança em quantidade, em valor e em percentagem. Pereira e Franco (1986).
O cálculo do ponto crítico pode ser efectuado pela resolução de uma equação, pelo rácio
margem de segurança e por análise gráfica, em valor e em percentagem. Pereira e Franco
(1986 p.373)
5.Ponto crítico para múltiplos produtos: O pressuposto de fabrico e venda um
produto não tem aplicação genérica. As empresas fabricam e vendem diversos
produtos para não ficarem na dependência de um ou dois produtos. Neste caso, o
cálculo do ponto crítico apresenta dificuldades, dado que não se garante que a
evolução das quantidades e das margens é idêntica para todos os produtos.
Segundo Pereira e Franco (1986) existem algumas técnicas para ultrapassar o
problema, embora seguindo pressupostos com falta de objectividade, e define que:

 Em função do valor da venda: O ponto crítico é determinado considerando


a percentagem das vendas de cada produto, isto é, que existe proporcionalidade constante
das vendas ao longo de todo o período em análise.

 Em função das margens mais elevadas: Entenda-se que os primeiros


produtos a serem vendidos são os que proporcionam maiores margens para a cobertura
dos custos fixos e, logicamente, para a formação de resultados.
 Em função do mix das vendas: Nesta hipótese admitimos que o nível de
procura/venda tem uma taxa constante. Para determinarmos a proporcionalidade(taxa das
vendas) recorremos ao conceito de mix das vendas, supondo que a empresa vende
conjunto de produtos compostos por várias unidades dos produtos(Pereira e Franco1986,
p.373).

Lawrence Gitman também vê a utilidade do cálculo e a análise do ponto de equilibro para


determinar o nível de operações necessário para cobrir a totalidade dos custos e para
avaliar a lucratividade associada a diferentes níveis de vendas. Assim, para o autor, o
Ponto de equilibro operacional é “O nível de vendas necessário para cobrir todos os custos
operacionais; aquele no qual o LAJIR é igual a zero”(Gitman, 2010, p. 469). Pode ser
calculado, segundo seu critério, pelo enfoque algébrico e gráfico.
Enfoque algébrico de análise: usando variáveis seguintes converter a parte
operacional das demostrações de Resultado da empresa numa representação algébrica:
LAJIR= (P x Q) - CF- (CV x Q), simplificando a equação
LAJIR= Q x (P-CV)- CF
Onde:
LAJIR= Lucro Antes de Juros e Impostos de Renda
P= Preço unitário de venda
Q= Quantidade de unidades vendidas
CF= Custo Operacional Fixo por periodo
CV= Custo Operacional Variável por periodo
Para um só produto o ponto de equilibro se calcula como o mínimo de unidades a produzir
para cobrir a totalidade dos custos operacionais, segundo a equação:
Q=CF/P-CV
Para vários produtos o ponto de equilibro se calcula como receita de vendas segundo a
seguinte fórmula:
RV=CF/1-CV%,
Onde 1=100% de contribuição.
Da aplicação dos conceitos de margem de contribuição e ponto de equilíbrio deriva-se
outro conceito bastante relevante em termos de gestão que é o conceito de margem de
segurança que já foi explicado anteriormente.
O uso da análise do Custo- Volume- Resultado é útil para o cálculo das unidades que
necessitam vender para alcançar o ponto de equilíbrio. e também para alcançar o resultado
líquido desejado.
Os gestores das organizações também usam esta análise para dar suporte a outras
decisões, muitas das quais são decisões estratégicas. Pois se a empresa optar por alterar
por exemplo as características de um produto existente, diferentes alternativas afectariam
o preço de venda, o custo por unidade, as unidades vendidas e o resultado da operação.
Esta análise ajuda os gestores a tomar decisões sobre produtos mediante a estimação da
rentabilidade esperada destas alternativas.
As decisões estratégicas invariáveis implicam um risco. Se pode usar esta análise para
avaliar a maneira em que o resultado da operação se verá afectada, se não se alcança as
metas definidas. Avaliar o risco afecta outras decisões estratégicas que a empresa poderia
tomar acções para modificar a estrutura de custo com a finalidade de que haja mais custos
variáveis do que fixo.(Tradução de autora a partir da obra de Hongreen, Datar e Ranjan
2012.p.72)
A análise do Ponto de Equilíbrio e a análise da relação Custo- Volume-Resultado são
ferramentas que podem proporcionar á gerência informações para a tomada de decisões
operacionais relacionadas com o lançamento de novos produtos, o volume de produção,
a fixação de preços dos produtos e a selecção do melhor processo produtivo. Ambas
ferramentas têm em conta a relação entre custo, vendas e resultados. A análise do Ponto
de Equilíbrio indica o nível mínimo de vendas que se requer para cobrir todos os custos.
A análise do Custo -Volume-Resultado pose serb usar-se para indicar o nível de vendas
necessárias para alcançar um nível de resultado desejado. Estas ferramentas fornecem á
gerancia informações para o planeamento da actividade e do resultado, mas estas análises
apresentam limitações que devem ter em conta, algumas delas podem ser superadas se for
utilizado o modelos mais complexoss de análises (Tradução da autora a partir da obra de
Polimeni, Fabozzi e Adelberg 1997.p.632).

Limitações do ponto crítico das vendas


Se bem que importante, a análise do ponto crítico das vendas apresenta, contudo, algumas
limitações:

 É relativamente simples o cálculo do ponto crítico quando a empresa fabrica e


vende um ou dois produtos. Contudo, na maior parte das vezes, as empresas
trabalham com dezenas de produtos, o que torna praticamente impossível o
cálculo em causa.

 A situação real de uma empresa não pode ser caracterizada com rectas partindo
do eixo das ordenadas, pois os pressupostos inerentes à definição do ponto crítico
das vendas são mais realísticos dentro de determinado nível de actividade (Pereira
e Franco, 1986).

Wernke (2005), é do critério que apesar da grande utilização pelas empresas, essa
ferramenta possui algumas limitações como, por exemplo “O PE possui limitações que
devem ser consideradas pelo gestor em face do tipo de actividade e do horizonte de tempo
da tomada de decisão na qual será empregado”.Ainda, segundo o autor:
 O comportamento dos custos fixos ou variáveis quando considerados os
diversos níveis de ocupação da capacidade instalada, podem apresentar alterações.
O gestor deve estar sempre atento com possíveis modificações nos custos.

 O Ponto de Equilíbrio ignora aspectos relacionados com a formação dos


estoques, pressupondo que toda a produção seja vendida instantaneamente; e
supõe que as receitas de vendas, os custos variáveis e os custos fixos comportam-
se linearmente, significando que os preços de venda e os custos variáveis unitários
seriam os mesmos para qualquer volume, com os custos fixos permanecendo
inalterados (teoria económica admite que as receitas de vendas e os custos totais
se comportam de maneira não linear).

Martins realiza considerações sobre a aplicação do conceito de ponto de equilíbrio quando


a empresa trabalha com diversos produtos:
“As aplicações dos conceitos de ponto de equilíbrio são de grande valia e de fácil
entendimento quando aplicado a um único produto. O que não acontece quando a
empresa trabalha com diversos produtos. Nesse caso, o assunto se complica, já
que os custos e despesas variáveis são diferenciados também para cada um, o que
provoca a impossibilidade de cálculo de um ponto de equilíbrio global”Martins
(2000, p.270).
Além disso, segundo Leone, o potencial do ponto de equilíbrio é para curtíssimo prazo
em função das flutuações as quais sofrem a moeda em uma economia instável:
“A análise de ponto de equilíbrio terá maior potencialidade se tomada a curtíssimo
prazo, pois para prazo mais longos perderia muito de sua utilidade diante do fato
de que, numa economia em que o valor da moeda sofre flutuações, os custos, as
receitas e as despesas não são constantes”(2000).

Exercício Demonstrativo - Caso 1

1- O custo fixo total da Companhia ABC é de $50.000,00, seu custo variável é de


$0.20 por unidade e seu preço de venda é de $1,00.
Calcule o ponto de equilíbrio da empresa.

2- A companhia Eca pediu a voçê o gráfico do nivel de venda que deve alcançar
para cubrir seus custos fixos e variável.O preço de venda é de $5,00 os custos
fixos $160.000,00 e a margem de contibuição é de 40% das vendas.
3- A empresa X vendeu 100.000un de seu produto ao preço de $20,00 a unidade.Os
custos variáveis são $14,00 por unidades(custo de manufactura $11,00 e custo de
venda $3,00),os custos fixos registados são de $792.000,00.

a) Calcule o ponto de equilíbrio para este produto.

b) Determine as unidades que se deve vender para que a empresa possa gerar
utilidade de $70.000,00 a margem de segurança desta situação.

CASO II- O ponto de equilíbrio para múltiplos produtos

A empresa fabril do tejo fabrica e vende os produtos Alfa, Beta e ómega, aos preços de
200,00, 400,00 e 320,00 respectivamente.
No período N a empresa produziu e vendeu 4000, 8000, e 12.500 toneladas, suportando
um custo variável unitário de 170,00, 140,00 e 172,8 respectivamente.
a) Calcula a margem de contribuição dos produtos (em valor e em percentagem).

b) Sabendo que os gastos de estruturas totalizam 2.828.000,00, calcule o equilibrio


dos produtos utilizando o critério do valor da venda.

c) Ponto de equilíbrio pelo critério das margens mais elevadas.

d) Ponto de equilíbrio pelo critério do mix das vendas.

CASO III. Aplicação da técnica do ponto de equilíbrio para fins de


planeamento.

O gerente da empresa ABC que se dedica a produção do bem A , que se destina ao


mercado interno procurou-te, pedindo conselho, referindo essencialmente o seguinte:
 O meu contabilísta acaba de conceder as informações referente a este
período de produção(X):

EMPRESA ABC, AOS 31.12.XXX

Nº Elementos Tipologia e Valor:Akz


1 Qt. inicial do produto acabado 30 unidades/150.000,00

2 Horas trabalhadas 130h

3 Gastos fixos de produção 100.000,00

4 Produção do período 60unidades

5 Qt. Final da produção 5unidades

6 Custeio utilizado Total

7 Critério valorimetria das existência FIFO

8 Venda Unitária 3700,00

9 Material directo 70.000,00

10 Salário por hora 500,00

11 Saldo final da produção em processo ... 00

12 Gastos variáveis de produção .........................70.000,00

Elaborado por Any......................Contabilista Júnior.......................................Ano X

a) Verifico com alguma limitação um prejuízo;preciso de esclarecimento.


b) Poderá dizer-me qual a quantidade que necessito produzir/vender de modo a recuperar
os custos?
c) Como gerente, almejo reultados em (X+1) acima dos 35% do custo de produção.Poderá
ensinar-me uma forma mais símples de estimar resultados?
d) Gerente:Julgo que poderia passar a exportar 50% da produção.Mas o preço de venda é
cerca de 5% mais baixo do que o que practico no mercado interno, mas, teria um
decréscimo dos custos fixos de 20%.Valerá a pena?

CASO IV

O gerente da empresa ABC que se dedica a produção do bem A , que se destina ao


mercado interno e externo, procurou-te, pedindo conselho, referindo essencialmente o
seguinte:
 O meu contabilísta acaba de conceder as informações referente a este
período de produção(X):

EMPRESA ABC, AOS 31.12.XXX

Nº Elementos Tipologia e Valor:Akz

1 Qt. inicial do produto acabado 20 unidades-200.000,00

2 Horas trabalhadas 130h

3 Gastos Gerais de Fabrico 50.000,00 dos quais 35%variáveis


4 Produção do período 50unidades

5 Qt. Final da produção 10unidades

6 Custeio utilizado Total

7 Critério valorimetria das existência FIFO

8 Venda Unitária 6000,00

9 Material directo 50.000,00

10 Comissão de venda 1% vendas

11 Salário por hora 10.500

12 Saldo final da produção em processo 00

Elaborado por Any......................Contabilista Júnior.......................................Ano X

Verifico com alguma limitação um prejuízo;preciso de esclarecimento.Poderá dizer-me qual a


quantidade que necessito produzir/vender de modo a recuperar os meus custos?A forma que
Anty apresenta os dados, não me possibilita entender,talvez em gráfico.

Como gerente, almejo reultados em (X+1) acima dos 50%do custo de produção.Poderá ensinar-
me uma forma mais símples de estimar resultados?

Gerente:Julgo que poderia passar a exportar 50% da produção.Mas o preço de venda é cerca de
15% mais baixo do que o que practico no mercado interno, mas, teria um decréscimo dos custos
fixos de 30%.Valerá a pena?

Pretende-se:

1.Respostas ao gerente da Autosul.

2. Faça a análise comparativa da relação custo-volume-resultados dos períodos em causa.