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"É mporae uca

rava reação com os ouros


homes seão po meo e Des 
ca com eus por meo os
ouos homes"
 l11 m  t v qe o mo "siia idade é ago ou qí
 " . :, t oi\a\ d alma não se deixam defi Klmene. Mas
j 1m ·'\ar d udo nar bzê-lo.
   do sp cmnte regioso L L pun cso,
, 1 t L'  coda da gaça  alma crt c  pópi
1•i  't colh od se rpresetda  xpess em
I• < kg>s o pasoris Dsse poo d vs, São B

'  ,  !
•' r l·:kar m e co nm  s o meses ncons
n  n:o spi r a.

1 1n wido pamn flosófco,  espiriualdade cosse


 lo\O so s mesmo que ovoca a exão em ac
!1 q   . do a ransma a ersoalidade  a eeva moalm.
 \\ \IH id o e Mce oucaut podia de qu se cona
11 1;\ losoas modeas cea sra d situali
d" t ta lig o conhecimeno o o de conhecimento as
, •· dt\  de conhecimeno ' ses os a uma trans

 .o 0 \T mesmo do sjeito.

1  l   h t \L doflosóca


sa  de al
j it.i.dl·  próxm; dest cocçao
  esca s a trama da vda coidiana.

I 1 wuF IJa em 1) de julho tk  H�n em Sant-ari


  ( lotCaonne)  mo em Para peo
\   ovoado nt em 1 de setemo de 9  Seu  a
d
1\ piÍio c sa nü ossua uma eqena zda Os
\d\ t\ gi Moagn no Maic d Biran
 �

 11ht 1n toda  vid a iarmn! caos a ee Fe deixa
  Tioo os ps com  e de see anos  rosseg seus
d   l An1ins  Si(ine
\ d uldd de �on ntusiasmase com o psamno
j i!\l, paiipa d ms> ias, ms asis
1  i pos mtrs pús dvsas sulncias m n 

" IIH d1' o ua tve opoundade d assstir em ais,


,eg-
da vda
Impresso no Brasil, junho de 20
Título srcinal: Regls d  V Quotidinn
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Editor
Eon Manol d Olivira Filho
Gerene edioal
BtAbru

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AnAzuma
evio
Car Montagnr
Capa
Mauricio Nisi Gonçalvs  Cido Gonçalvs
Pojeo gráfco e dgmo
Mauriio Nisi Gonçalvs André Cavalcant Gimnz - Estudio 
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Cromost Gráfa  Editora

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sem permissão expressa do editor
LOUIS LAVELLE

1'  Jl Á  D J R-BR

Trduão
Carlos Nougué

Realizações
-
o
SUMO

Prefácio   9

 O uso das egas  . .    


   
           .      21 

2  attde geal. .. ..  . . . ... .. ... . . ... . .. .. ... 25


.    . .   .

3 Regas ndamentas    .  .    . 29


     

4 Regas de ompotamento om elação aos


outos homens   .. .. . .. .   .. ... .     33
.   . . .   

5 Regas da ntelgêna                         39

6 Se nteo no qe se az...�.. .. . .. .. .. ... .. .. ...... 45 

7. Regas da medda  .... .. .. .  .


. .  .  5    

8 Regas do so do opo, da saúde e da doença . . .. 55  

9 O amo-pópo ... . . .. .. . :  59


   

 O Sobe as peoupações .      .. .  . .  .  . . 63


            

 O hbto  . . .  . .  .     . .  .   . ..  . . ... . .. . 6


       .            

2 Relações om os outos homens    


      3
3 Bastase ............................................................. 77
4 Sabe dspo do pópo espíto  79
5 Pojeto de ttulo: Uma aldade dl.   .  . . 83
   
16 A ocasião  89
17 Regras da unidade 
 91
18 A conversão do querer em intelecto . .  95
19. A disciplina do desej o    99
20. Regras com relação aos outros homens  103
21. Regras da sensibilidade  109

Noa ioáca                11


No d dito frc o o pee txo    119
Louis Lavelle (jlho de 1883- etembro d 1951)
PFO

MA sIRIUAIDAE IOSÓFICA

dade e a riginalidade da bra de Luis Lavele



 se em duas palavras espiitualidade lsóa.
it nenhum lósf d séul  apresentu
  que é uma espiritualidade prpriamente l
    seja ma reexã raina que eeva a alma e a

 ae da beleza e da bndade superires.


tata de uma espiitualidade reigisa m a
 

í eiza s grandes sants um ã Bernard de

  um ã Franis de ales pr exempl


 > - a dizer que  úni predeessr de Lavele é Ni
 h banhe ( 1638 1715) , ntemprâne de Luís
V ele renheeu sua dívida para m esse ló
  � eis destaar ainda que  padre aebranhe

 \ x a eniliar a fé ristã e a démarhe ra


   nt Lavelle nã é um ósf exiitamente
   ristianism estea mit amiúde pre
l t an de fund de seu pensament
  saente a atualidade de Lavele derre de
W >   mem de he em busa de aliments para
  esirituaidade que nã supõe nenhuma fé
louis Iavee · regras da vida cotidiana

reigiosa, nenhum envovimento paricuar em deermina


da conssão Essa espirituaidade osóca, que já era a de
Patão, foi renovada por Lavee, ea Regr da Va Cot-
diana, que ee havia escrio para seu próprio uso como um
"ivro de razão, são disso um maravihoso estemunho.

Dirnosão avez que o ermo "espirituaidade é vago


ou equívoco A coisas da ama não se deixam denir fa-
cimente. Mas devemos, apesar de udo, tentar fazêo
Num senido especicamente reigioso, e até pu-
ramente crisão, a espirituaidade é a acohida da graça
na ama crente, e a própria maneira como essa acohida
pode ser representada e expressa em ermos teoógicos ou
pastorais Desse ponto de vista, São Bernardo e Mesre
Eckhart foram e coninuam a ser os mestres inconestes
do sermão espiritua

Mas, num senido puramene osóco, a esptua-


idade consise no esforço sobre si mesmo que provoca a
reexão, e em paricuar quando ea ransforma a persona
idade e a eeva moramnte. É nee entido que Miche
Foucau podia dizer que se enc ra em numerosas o
soas modernas "certa estrutura de espiriuaidade que
"ena igar o conhecimeno, o ato de conhecimento, as
condições desse ato de conhecimeno e seus efeitos a uma
transformação no ser mesmo do sujeio
prefácio

A espiriuaidade osóca de Lavele é próxima dessa


a
cepção, em que a busca do saber e a escria são a tram
a vida coidiana

AS REGAS PAA A VIDA COTIDIANA

oderíamos pergunarnos se, nas curtas noas que se


 uem, Lavele não imita os manuais da vida cristã em
e simpesmente se enunciam regras por seguir para le-
var ma vida conforme com o Evangeho

a prática da vida reigiosa, a dreção espiriua impi-


ava ue se dessem regras ao discípuo O benediino
Louis
X, a Regra  V Es-
d ois escreveu, no sécuo um
rual e um Manual dos Hum ildes que eram manuais de
como os Exercios Espirituais de Inácio
 yoa Ceramente, Lavele conhecia
bem a iteraura
·  a, em paricuar São Francisco de Saes, Bérule
ebranche Mas não os repete; ee está impregnado
d I , e deles exrai seu sentido flosófco . 

Por ue dar regras para seguir na vida cotidiana?

Tse de uma posição osóca que é um verda


1 ·  ro gajamento. Não se deve deixar a cotidian
idade
10  o; é preciso tran
sformáa espiriulizandoa
mene ao que arma Heidegger em Ser e Temp o
ouis Iavele · regas da vida cotidiana

(1927, o cotidiano não é o reino do impessoal do "se


indeterminador do sujeito e da loquacidade supercial.
Antes de Heideer Bergson que amava o excepcional
o genial o heroico havia feito uma severa crítica ao ca-
ráter convencional do eu social que ele chama de "o eu
supercial
Mas para Lavelle o papel do lósofo não é contentar-
se com criticar a vid cotidiana por ser uma via repe-
titiva pobre de sentido despojada de todo interesse É
preciso busca r regras para a vida cotidiana a m de tentar
escapar à supercialidade sabendo ver a profundidade
real do menor gesto cotidiano.

Husserl viu profundamente que essa vida cotidiana


que ele chama de Lebenswelt, ou seja o mundo da vida
é de fato o essencial pois é o sol de toda experiência e é
somente a partir dela que uma racionalidade cientíca é
possível. Mais metasico Bergson diz que nossa vivên-
cia (ou nossa consciência pessoal) é temporal que ela é
da ordem da duração e que sem essa duração qualita
tiva irredutível e incontornável nenhum conhecimento
quantitativo objetivo nenhumiência exata  nenhuma
ciência aproximada nem sequer nenhuma ciência lassa
seria possível Mas há em Husserl e em Bergson (exatos
contemporâneos de uma geração anterior à de Étienne
Gilson e Louis Lavelle) um resto de positivismo. Com
pefáio

avelle esse elemento positivista desaparece e a reexão


losóca aparece como uma conversão interior à realida
de viva do espírito.
Em nosso mundo bárbaro o pensamento de Lavelle
az uma luz de esperança. Ele nos mostra que cada um
e seu gênio próprio que porém é preciso saber des
obrir; ele nos ensina que a santidade não é uma eleva-
ção moral reserada a uma elite, mas é acessível a todos
A obraprima de reexão moral de Lavelle, L 'rreur de

Narcsse [O Erro de Narciso], contém belas páginas sobre

a vocação  O fracasso da vida cotidiana pode ser precisa-

ente o fracasso de um homem que passa ao largo de sua


vcação própria.

as dirseá tais anáises não seriam de outra época?


E creio, ao contrário, que são mais atuais que nunca.
Nós assistimos todos os dias ao desastre moral de nos
sa ociedade, quando vemos a extrema ascendência
que
•ercem sobre a juventude os espetáculos mais vulgares,
ado nos vemos diante do culto exacerado da aparên
·ia, da moda da roupa, da beleza do corpo considerada

o único horizonte Se os jornistas reetem bem as


nes dominantes da sociedade, então se deve reco
ecer ue o homem de hoje tem uma psicologia amo
 udimentar que é idólatra de sua própria imagem o
  exatamente o erro do narcisismo e que se comunica
os lavele  regras a va cotaa

de maneia muito pobe com o outo incusive no que


uga se o amo. A teevisão ofeece em imagens vivas
o espetcuo dessa miséia moa dessa pobeza e dessa
gosseia afetivas
 Re   Cotdaa são uma foma de apo
funda nossa expeiência de todos os dias de dahe um
sentido e ao mesmo tempo de puica. Essa eevação
da cotidianidade não é somente um execcio espiitua
e moa  o pópio sentido da metasica. Em sua oba
sobe e Ma et  Souae [O a e o Sofimento]
avee expica que "a metasica nos ensina somente a
pecebe o sentido a dignidade e o vao dos sentimentos
mais comuns.

D A HULAE E A QUEUE

A humildade é a primeira regra. Nada de sublime na


vida cotidiana Não buscar a sublimidade, mas, ao con
trário, consagrarse inteiramente, com todas as forças, aos
trabalhos ais humildes A vaidªe, o amor-próprio, aí
está a grande doença da alma q� nos torna surdos ao
chamado do espírito

A Seção 6 das eexes que compem este ivo se in


titua de modo muito signicativo "Se nteio no ue
refáo

e az (Atividade do Espito) Eis po que o ósofo


considea a usto ttuo o método de seu tabaho ou sea
s egas do pensamento como egas de vida Esceve é
a higiene do espito e a humidade é de ega pois a
cita é uma atividade soitia e só muito tempo depois
é ue se pecebe nos outos o eco do que se esceveu.

A Seção  tata do amopópio  um assunto de


 exão favoito de avee. aa ee a ambição é peigo
. ão devemos compaano aos outos nem te oha
a nós mesmos A humidade nos ensina o consenti
o. om efeito a cispação da vontade é uma ten
cia daninha nunca o esfoço deve se buscado po si
o Devemos esfoçanos po não faze esfoço  a
 aadoxo da quietude ou do epouso da ama. A ve

ea aegia é um puo examento avee eeita im


 tmente todo vountaismo moa ("u deves poque
d  escevia Kant) ee est muito mais póximo dos
 os enanos e da entega a Deus que ees chamavam

 · aehet
 gande seenidade banha a osoa de avee
 o conhece nada de uptuas tgicas à maneia de

 ca ou de um Kiekegaad As egas de vida de-

  etinos vive na uz de Deus como em nosso


o emento Não quee mas consenti. onsenti
  uee paa ouvi a voz de Deus e os chamados do
lous lall  gas da a coiiana

espírio Fazer o vazio em si mesmo eiano e lao as


preocupações, aí esá a veraeira quieue
A aenção ao coiiano, a recusa ao volunrismo, o
consenimeno à presença, esses são emas que aproimam
avelle o aoísmo e e seus eercícios espiriuais as
não se eve ir emasiao lone nesse senio, pois avelle
pressupõe a reliião crisã, conquano busque não fazer
apoloia ela E os quaros e seu pensameno permane-
cem puramene ocienais as ese Ociene não é o o
frenesi aivisa que vemos iane e nossos olhos na luz
própria e sua inculura e e sua ausência e referências
Dois conemporneos e avelle, ichel e F ciacca,
o rane lósofo ialiano e Gênova, e Jean Guion, o
pensaor caólico recenemene falecio, conam uma
mesma hisória para enconrar avelle, iveram e ir a
um conveno one ele fazia reiro, pero e Avinon E lá
o lósofo reeia no silêncio e na solião, sobre os quais
escreveu belas páinas meiaivas
 raças ao silêncio e meiane a solião que nós en
ramos em veraeira comunicaçcom o ouro  preci
so que se calem os barulhos a ciae e oas as aiações
inúeis Graças ao reiro silencioso, a vonae poe con
vererse em pensameno, e poemos er acesso ao muno
os espírios
prefádo

ar propria
A verdadeira comunidade espiritual é o lug " 
de Lav e e: e
' qu e o com er
mente místico do pensamento
cio dos espíritos defne a seus olhos um espaço espiritual
em nossa vida
que é a promessa dada à nossa esperança. E
essa comunica-
cotidiana, para progressivamente alcançar
nunca travar
ção que é a vida do espírito, "é importante
io de Deus e
elação com os outros homens senão por me
ns".
unca com Deus por meio dos outros home
jean-Louis Vieilrd-Baron
GRS DA VIDA CO TIDIANA

O USO DAS EGAS

 ão icil fazer bom uo a rera quano fazer bom
 o ivro
oi o apelo ao ivro é mai frequenemene um ape-
lo à memória preene e iponíve, aim como o apeo 
r a é um apelo a um mecanimo cujo ncionameno
eurao  rera, como o livro, ão auílio que
 evem er eprezao; ela evem uerir cero mo
eno o penameno, ma não ubiuío



O obeivo a reeão eve er formuar um pequeno


ero e rera a via, que porém ão ai que muio
co homen êm uciene força para fazer uo con-
e ea io é, não omene em alun raro momen


cie que a vonae einenível
e ipoição renova e a
e eene,
alma emma
quepor
elauma
no
belece, e que e acompanha e uma luz em que a ne
 ae e a iberae e confunem
A ecácia a rera e fune ane num eercício a
 ção o que numa repeição e uma práica

ouis lavll  gas da vida otidiana

A únca rera é maner m bom eado mora em


preocpação eceva com o poder dado pea écnca
o com a nareza do objeo a como no é oerecdo
o m bom eado mora dpõe de m poder qe -
rapaa o da écnca e chama para  o objeo qe ma
he convenha
A qem zee ma cenra de qemo, era preco
dzer qe al mpca decobrr e pôr em ação a avdade
ma  e ma pronda, de qe a vonade nnca é e
não ma mação heane e roera


É preco voar a ea rera codana da noe e da


manhã qe no obram ao eame de concênca e ao
bom propóo, ma com a condção de rapaarem o
do o ao parcare e darem à z ea poênca da
ama qe e ocam qae empre, e cjo permanene
deperar depende de m ao coníno de noa aenção


o começo do da, raae oene de e rmar na


nenção E no m, qando do e orno eeo, raae
não de emer com repeo à dnca qe epara dea,
ma de enconrar nee eeo memo m ecedene qe
a apronde
1 • 0 uso das regras

***

. rogar-nos sobre 0 que devemos


Jamais devemos ter s frmar nessa pura tença o
er; temos, isto sim, de no
· o que de-
ecso
que nos mostrará quando tor pr
de deiberá-o.
os azer sem que tenhamos

nt ad e é um at o do es pí rit o qu e se apica ao es


Pois a vo
smo e na o as
-
co,
sas, e qu
.
e, qu ando é o que deve
to me
 s coisas.
ser , se traduz como devido na

***

o co nselho da do pe lo s ep icu ristas de de-


ão era m au
m ax 
 · m as  unda m en ta is, m as para têas sempre
ar as
a
em esforço e na própria form
sentes e disponíveis s percebermos sua verdade es
o foram descobertas ao
t ual pela primeira vez.

o é in di sp en sá ve l pa ra seres que vivem no tempo e


Iss
e es tão se m pr e pr es te s a esqu ecer o mehor de si ms-
qu
 ·nu' til pa ra um au tor re ler suas prop' as
 N una e 


***

cada noite
É

preCiSO que o exame de consciência de  �arse
tra nq uil o pelo pu  
� ·ja um meio de ter um sono
 e1as permanecem v1vas e
. , pos
d a s eocupações do da
louis lavell  gas da via coidiana

não cessam e nos perurbar quano ememos precisa


mene razêlas aé a luz a consciência
O papel  consciência não é como se pensa prouzir
em nós inseurança e anúsia; é como o o sol aclarar e
puricar e ranquilizarnos.
"I
2

A ATITUDE GE

recisamos conseuir que nossas inenções coinciam


re com nossos osos e com nossa vocação e levar
a inenção aé o pono úlimo ou seja aé o absoluo.
s ara isso precisamos não er inenções pariculares:
. o á senão os efeios e pariculares eles se seuem

re à inenção e ão sua meia.


O único meio e ser fore é jamais suborinar o que se
, o sea o que se pensa o que se iz ou o que se faz a

 preocupação aricular ou a um m emporal.


es é que evem seuirme e não eu a eles.
***

aer um uso meio enre a frieza e a ealação ou


 erfeição esses ois esaos ao mesmo empo

***

as se aplicar a problemas apresenaos e fora e


    s mas sempre a problemas apresenaos e en
   ós mesmos

ouis avee  regras da vida otidiana

E n me em que o é povel e n oem


o conhecmento e n oem o compotmento não
coloc poblem nem clo p .


Nunc l e  nunc pen em  o t e en


quece Too penmento to ção eve e oent
p um objeto e te ee obeto como m


ent empe pemnece ntlo no cmo e 


memo l one etão o penmento m elevo e 
ntençõe m pu



Pemnece ml o memo tempo n plv e


n çõe  o ou tê penmento eenc e que
tuo o m epene
E pó e te eto contto com ele e que  n
tuez ç tuo


Pecmo  empe com um lve epontne


e o que não é poí vel  po e outo moo  e
eão  ão ce  e no tub  em que no ç ão
  a atitue gera

tenh ntulmente po onte  pte m elev


e nó memo
***

É peco r eível como um cpó m como el


poível e ompe e e uve como um upece
eetmente pol m peetmente u.
***

Se lmpo ou ej e puo m e um puez que e


eev e to  mnch.


Nunc e ec enão  ne co ou à peque


 em unção  ne e m po  mem E 

e ão  que nteem à mnh v nte e que


tbuem p etemn o ento e meu etno
***

O epouo n tve.
3

REGS NDENS

É precio que o epírio eej empre epero qu e ele


o e eie ormecer pel preuiç ou pel memóri
em e irir pelo meo ou pelo eejo que ele nunc
eie inrouzire nele nenhum inerlo que o epre
e i memo que no hj nele órmul repei por ele
em hbio  que ele e cone que ele inore iulmene
 po e o uro que ele empre eej prono pr
cur e pr colher uo o que e oerece à u enço
er provenh e eu próprio no quer lhe venh e


***

o emo neceie e rer priculre: b


liz o povo que  morl ej bo E c um b em
 conie e bo morl no quno  poui como

o  pereu Sbe meno como qiril ou ej


o mnêl quno  em e como enconrl quno
  em  e o objeo próprio  beori.
 poemo enr enil: um uênci e eejo e
d orpróprio um preenç e um repo  uo o

 e é oerecio um leri e eiir que me elev
louis vele  regrs d vid otidin

cm d todo o modo d tênc  qu não  d


dt plo ntnt nm notl do pdo nm pl
pnç ou plo mdo do tuo.

IBERDADE

M vl nt à pontndd  o oto


mmo do pz do qu cut  lo cocno qu
no dv do pnt  pocu mp no utuo o c
mnho do nt. Nunc  dv l nm  como
um mcno O omo   pontndd não d
vm  conunddo

nãoNão h oímo ququ


h pontndd nãonão
compot lum
compot clculo
lum no
bz. E o pópo oto do pz não é m dnt
 Rt  o omo é ncont m  um pon
tndd ntv nto  todo o clculo  o d
 um contto dto com  ldd qu o nt
nunc pmt.
E lço mdto nt  fntndd   l
dd tl é  póp ênc d ncdd. A pt do
momnto m qu  ão  ntpõ nt l  m
qu o ndvíduo pn m u pópo bm  ncdd
comç   lt
3  regrs fundmenis

 ATDADE QUE UTASSA O QUERER

Tod  dculdd d m lb m  um tvd


 o mmo tmpo m u m pujnt  m cl
 o qu à qul  vt co  cuo unconmn
 comod poqu com l  mcl o mopópo
  cu  nunc     connt num ção qu
 é ncpz d vndc

***

Tudo se torna fácil (ler, memorizar, fazer e agir) quan-


lo, em vez de buscarmos adquirir algum bem exterior que
eríamos fazer nosso, não se encontra em nós senão o
de uma potência da alma que já o pressentia e
o encerrava em si e cuja livre ação ele encarna.
***

 buc o médo p o oço no pouo


 um tvdd m lv  m pu

***

No há força maior que encontrar nos pontos mais


s ·cais , em toda a sua luz, as arm
ações mais comuns
l1 anidade Elas permanecem como fórmulas vs e

h tnais se não saem do fundo de nós mesmos como se fôs-

ós mesmos quem as tivesse inventado



Iou lavelle  regra da vda cotdana

Deve paecenos ao eso epo que nós sepe


as soubeos e que as enconaos pela pieia vez. as
é eséil coeça po oálas de foa acediando que é
possvel e seguida eaviválas dandolhes ua espécie de
calo epesado.
***

Não e olha senão paa o ineio e não paa o exe


io paa o que é não paa o que deve se e aboli assi
a consideação de odos os ns. E o que se chaa 
e vez de se o obeo da vonade deve se a conseq uên
cia de ua disposição ineio  que nos esabelece
os e que nos basa.

·;�:

EGRS DE COMPOR AMENO
COM REÇO AOS OROS HOMENS

Nunca eveos busca defendenos as si cnve


e e se peciso conveenos.
***

Podeos ecusanos à ua quando ea se ofeece a


s as é peciso que isso não se dê po indifeença pe-
ia egoso ou despezo ne seque po essa sepaa-
ão e esse ensiesaeno e que se que peanece
u face a face co Deus.

É peciso que se dê po ua espécie de vióia já adqui-


' da vedade à ua basa osase paa vence se
ssae de aaca ne de se defende
***

á paavas que são ponunciadas co a sipes


 ão de agi sob e os ouos hoens e de poduzi
 •u feio: o que sucede abé quando se esce
v ·   não ê vao: as únicas palavas que cona

o : onunciadas endo e visa a veade e não o

 �  o 
Ious aee  egas da a codana

Eas exclue quaque nenção de engana eso


po bondade. Elas não poduze nada que não sea ex
celene pos espea a ode do undo e convoca
odos os hoens a oa uga nele
***

É pecso não abcona nada a abção enfaque


ce dexa você à ecê dos ouos hoens. Você é ogo
conesado as às vezes há ago de despezo e ecusa
udo o que he pede que acee se que você o enha
abconado se que você o desee.
***

Nunca e eação co cosas as só co pessoas


ne e e vsa o obeo de que se faa as as pessoas a
que se fala ou de que se fala.
***

A nuênca que podeos exece sobe os ouos po


vé do que soos capazes de hes suge. Ea não se dá

se cea ndeenação


so pópo quee
pensaeno que deveos dexade
nssdade paa
se oea-
nos
a nua nvenção ea ou possve
Ela despea ua eoção que ea esa dexa e sus
penso e o que counca ao ouo é a dea de u ao e
não a posse de u esado.
4  e g as de com oameno com e  ação...

o pape das paavas é exp u oeno do


pensaeno e da vda que sepe ulapassa seu pópo
conedo.

oR-RÓRIO

O vedadeo éo não se deoa e dspua co


os hoens paa exg que o econheça Ee não sofe se
é esquecdo É o aopópo que sofe po sso as o
aopópo não é o éo Aquele se una a ese paa
coopêlo. É o nco que que saboea ua eco-
ensa a que não e nenhu deo.
***

ala sepe aos ouos sees do que lhes neessa e


unca do que e neessa e que os dexe ndfeenes
 os e.
***

Os dos pobeas fundaenas nas lações co os


os sees são peo podu o ao peo quee
c, egundo expca essa esanha nvesão que faz que
: asfações que eu despezo quando se aa de 
s one boas a pa do oeno e que eu busque
a aos ouos.  esá o poblea as dcl de oda a
ca da conscênca
ouis lall  gas da ida otidiana



Há dus ás que pece contdtós e que


no entnto consttue pens u
A pe é s pens no pbco pos  edde
nos escp se não pensos ne s n opnão que os
outos poss te de.
A segund é não pens senão no pbco pos  ed
de só e po su ecác esptu ou se po esse to
que há ne e que poduzndo nh póp counc
ção co o todo poduz tbé u councção ente
todos os sees


Não bst pede  se sepe o que se consegue se


às ezes. Ms não bst sêo consgo eso é pecso
sêo tbé co os outos.
São os hoens s ulges que busc sepe pece
hoes do que são ou se d os outos o que eles não

pode
São dosque
coo s esos.  ees não engn nngué
busc ofeece ub que não possue.
Os ehoes hoens poé sofe po se sent
ehoes n sodão do que e socede e po não po
de se tão bes co os outos hoens qunto o são
consgo esos
4  g a s d opot ant o o  ação

Se pecso que  copnh dos outos hoens


onge de nos nc d sodão esse po ss dze
coná e pofundá e zesse u sodão do esp
to d pu soldão do eu E nos d então po eo
de noss counhão co ouo se ess pesenç de Deus
ue pensos possu qundo éos ncos s se 
s estos seguos de fonece nós esos o eso
epo  pegunt e  espost
Não deeos potnto sentnos petubdos qun
o os p o eo dos hoens coo contece  to
dos os tdos que busc então u no ne de
e Deeos soente e p não pede o cuso
tu d sodão



Nd s hulhnte que epeentos sentien


s de bondde e de o co elção  outos hoens
ndo estos sozinhosque se tnsfo e pên
 e e hostdde o oento e que os encontos

Ms esses sententos que peenche noss soldão


nã epe nd s que tulddes que se ee
 s p testeunh  potênc e que estos po
s te  epeênc de su eldde. E  soldão não
necessdde de tnt bo ontde qundo  spes
o do póo nos be o coção
Iouis lavelle  egas a via cotiiana



O círculo
ouros seres ée ue esreo
uo podeosnãoersecouncações reas co
dee buscar aplálo
ndendaene Au só a ualdade pora.
Nua councação real co u únco ser á esão
condas as relações de odos os hoens enre s
5

REGAS DA INEIG NCI

Deese buscar sepre a nelgênca e não o nelgí-


el e não er olhar senão para o ao do pensaeno e não
para seu obeo.
***

A únca cosa ue pora é o conao co a erdade


E o dc é anêlo renuncando se precso ao aleno
ue sepre busca adornála e a ra aúde.


A regra essencal é ear o repouso da aenção




Que nenhu rabalho do espíro pareça u deer


e ua eposção do ue se sabe; ue sea sepre ua

cração e ua descobera.




Todo o problea da paara (e da negênca) é en


onrar ceros nós da nspração.

ouis a  rgras a ia oiiana

A vedadeia ineligência nunca se xa senão nas elações.


***

Não é necessáio e uios conhecienos as é


necessáio ane a cada insane a ive disposição de si
eso e o fesco da invenção naul Tudo depende do
ue eu possa da no insane pesene e diane de cicuns-
âncias ue eu nunca pude peve
***

Não se deve aduii o conhecieno coo se adui-


e ua coisa ue ocupe oenaneaene u uga e
nossa eóia. U conhecieno não é nada se ele não

se ansfoa e algo ue nos odi ue. Assi ao con-


áio do ue se cê o conhecieno nunca é senão u
eio não u obeivo; e o objeivo é descobi po eio
dee ua das poências de nossa vida secea
***

Só apende po desígnio auilo de ue eos neces-


sidade paa o epego de nossa aivade epoal; as
não ecusa nenhu dos conhecienos ue se ofeece
pondo sepe os espiiuais acia dos aeiais e enan
do uni eses àueles
***
5  rgras a inigênia

No se aa de aduii conhecienos de ue nos


esueçaos ue não pode esa sepe pesenes e us-
o no oeno e ue eos necessidade dees ou e
cicunsânias ue de odo algu se epee Deveos
peocupanos e ane ua aenção despea e sepe
de a odo disponível ue sepe se vole paa o odo do
se e nunca paa i.

***

Obe do ea ua visão uio siples ue acuse e


ez de ofusca o núeo e a coplexidade dos dealhes
***

 Não se deoa
ienção de nadanua
deixavisão ue sePois
escapa acab de obe nela
insisindo co
scuecese pouco a pouco sua uz.  peciso deixa paa
 pensaeno seu ovieno e seu funcionaeno e não
anda aos esfoços da vonade ue nos dee do eal
a evelação ue não se pode espea senão de u cona-

 esponâneo co ele fági e uase eva}escene


***

Evia o esfoço ue pessionando nosso pensaeno


 obsua o cainho O pensaeno é u ovieno
oâneo e sui e é peciso descobi e espeia seu
 funcionaeno e não foçálo; ele esá paa alé do
Iouis Iavele  egas a via cotiiana

querer e do aorpróprio, para alé de i eso, e


resiste à sua soicitação.  no oento e que o querer e
o aorpróprio se ecipsa que ele surge.


Não há nada ais articia e ais vão que o esforço


que se faz para anter a coerência dos pensaentos

Essa coerência, que é efeito do querer e do eso


aorpróprio, há que teêa e não sacricar nada a ea
Essa identidade a que o hoe se obriga não é ais que
obra do hoe
Se dúvida a identidade é ua espécie de expressão

teporal
do odo da própria
nunca unidade
é dada do odo.
ao hoe. Por as essanão
isso ee unidade
te
de se preocupar co a identidade quando está seguro de
terse estabeecido na reaidade esa do odo.
Se dúvida, ele jaais terá do odo ais que vi
sões particulares e separadas, as não cabe a ee reai
zar entre eas, aboriosaente u acordo que ee ne
sepre percebe.
Através de suas disparidades e até de suas contradi
ções aparentes, a identidade se reveará para seu esprito
ta coo é reaizada nas coisas; bastará para isso que ee
adquira a respeito deas u núero cada vez aior de
5  egas a inteligênca

visões interediárias que restabelecerão pouco a pouco a


continuidade ropida


Não há ais que u pecao contra o esprito: a recusa


a escutar sua voz. Então o pensaento é inteiraente en
surdecido pe tuuto do corpo.

ES DA EXRESS

Não se deve rejeitar ne desprezar a aparência, que é


abé a anifestação ou a expressão Pois há solidarie
ae entre a aparência e o que ela ostra.
Exigese que a aparência seja e, o que já nos obriga a
a disciplina estrita; pois no esforço que fazeos para
ornáa el está a própria ideia que buscaos circuns
ever ou seja, forar. E é adiráve que aqui a palavra
denição não pareça designar nada ais que a proposi
o pea qua eu foruo o sentido da ideia por eio de
aavras, as que é tabé o ato peo qua too posse
ee e o crio dentro de i
Ua ideia te necessidade de sereaizar no exterior
a poder sêlo no interior, porque do contrário ea vaci
 e se extingue. Ea precisa toar fora para ser, e é esta
louis Iavelle · regras da vida cotidiana

forma que a faz ser. Há que dizer precisamente que ea é


informe quando não consegue darse uma forma.

Mas é preciso que essa deidade pela qual se busca


obter a conformidade, ou seja, a identidade entre a ideia
e a forma, ou seja, essa delidade pea qual se busca dar
um corpo à ideia que também he dá a existência e a vida,
é preciso que ea se transforme para nós em beeza. Pois a

exigência de beeza na forma é o testemunho na própria


ideia desse vaor secreto que a torna digna ao mesmo tem
po de ser pensada, querida e amada
***

Não devemos buscar tornarnos semelhantes a um

espelho que achata as coisas e termina por nos cegar. É


aquele que traz no espírito os maiores pensamentos que
percebe o real com mais resplendor e revo.
***

É próprio da inteigência representativa sempre perce


ber as coisas como num espelho.
6

SER INTEIRO NO
(ATIVIDADE D OQUE SE F
ESP Í RITO)

O trabaho mais humide exige todas as nossas forças,


todo o nosso gênio e toda a nossa razão. É como o ges-
to elementar do sacerdócio em que a presença divina é
ermanente.
***

O espírito é um ato contínuo. Assim que ee relaxa,


assim que ee cede à ociosidade, abrese o interstício, a

enda pela qual se introduz o amorpróprio com todas a


oenças da ama e do corpo as o sábio não tem tempo
em ugar para car doente.

Aquele que tortura o amorpróprio pensa que seu es


írito está ativo, enquanto na verdade ee está etido e

omo que paraisado pelo eu individual e· é propriamente


capaz de agir, ou seja, de sair de si mesmo e se comu-
car com o Todo. É no tempo em que ele se encerra em
si mesmo que a doença se aproveita de seu isoamento, o

enetra e o consome
***
Ius avele  regas da vda tdan

Não é pcso qu o obto as alto d nha ão


possa s dstacado d nha vda as fala. É l qu
a nut u o lvo sp cogo   
D outo odo l so não passa d u at
co. E u so nunca too copltant cons-
cênc a do qu faço

PURIFIAÇ

Qu a hgn qu u nunc pontant a todo


pnsanto cua natuza ou é s vago ou é g d
 u sfoço ou anda é poduz sp u al

sta da conscênc a
Não fazos nossa pat co spto ao pnsa-
nto. Pos l não é ua foa patcula d nossa
atvdad qu possaos uas vzs abandona  outas
toa El é o todo d nós sos pnch toda a
capacdad d nosso s.
Não o podos opo ao tabalho  à dvsão po-
qu l govna nosso copotanto nto dá sua luz
su sntdo  sua pópa aga a tudo o qu faço ao
tabalho à dvsão à palava ao canha ao bb  ao
co ao ao  talvz até ao sono.
6  se nter n que se fa�

ES DA IEIÊIA

Não dvos foça nosso spto a qu poduza s


p agua da nova. Passa sp u gandsso n-
o dlas po l as vala dz qu nos basa sta à
spta  spálas paa supndêlas quando s ofc
têlas sob o olha  ntganos a su lv ovnto
s t nnhua outa pocupação. Po s sas las
os lvaão as long do qu ta poddo faz todos os
ossos sfoços po susctálas  galhs o cuso


Há ua luz qu v d Dus  qu é slhant à luz


o da  outa qu v do ho  qu é slhant à
 nossas lâpadas Qu vê a pa não t ncs
dad da outa as qu cê dspo da sgunda pnsa
 não há outa.


As gas paa a dção do pnsant são gas paa


a dção da vda las não tê ntss snão na dda

m qu a pópa vda dv s gada plo pnsanto



O valo  a póa stênca d nossas das só po


 s pcbdos plos qu s pac conosco; todos
us avee  eas a va tana

os ouos as vee coo se fosse bobagens ou quieas,


eso que nosso espíio se nua delas e vea nelas a
única ealidade.
***

Há apenas ua ega peaneceos sepe unidos


a ese vao univeso, ou anes, ao ao de que ele po
cede, as de al aneia que nos liieos a assui,
po assi dize, a esponsabilidade e odos os abalhos
paiculaes que eeos de cupi
Enão odos os nossos pensaenos, odas as nossas
ações, odas as nossas elações co nós esos e co os
ouos hoens adquie exaodináio elevo.

Do conáio, sucede que eles nos enfada; a ociosida-


de e o aopópio faze elaxa e coope a odas.
***

É peciso que nosso pensaeno nunca peca de visa


o odo de que fazeos pae e de que nos encaegaos,
as esse pensaeno aais pode se poso e oba nua
senão e ciações paiculaes
Pecisaos se capazes de una a ua ediação con
nua sobe o ao eeno de que o undo depende a ação
ais adapada, e cada insane, às cicunsâncias que
nos são ofeecidas
6  se nte n que se faz

***

O pensaeno não pode se consideado o  de nos-


sa vida é peciso que ele eso enha u obeo ou u
coneúdo
as só capaeos oda a sua dignidade se zeos
dele o pincpio, o ceno e o foco de onde iadia e
onde se xa odos os oivos que nos faze agi.
7

GS DA MEDIDA

da a dcudade resde e encntrar este equbr


nterr que é a cndç esa d equbr entre 
und e ; as eu n pss antere nee e n

 encntr sen para abandná


***

A vda da cnscênca é ua scaç ndenda e


rn de u pnt de equbr se cessar superad e
eencntrad se que nenhu ds etres pssa ser
cnsderad sen c ua raz para recrrer a utr
  que ees se gue entre s nu va e ve que nunca
e nterrpe
***

Tda a dcudade resde e encntrar  pnt e


e  gên se aa à raz e e estabeecerse nee.
***

Há ua edda que ve da fata de frça e ua e


a que ve d auent de frça estand s etres
sentes e nós a es tep as estand nós es
 aca dees e sabend dnás st é pedn
s de ns dnar
luis Iavele  regras da vida cidiana



É a natuza as gnosa a u guada lho a -


dda  vta po s sa todas as xtapolaçõs, a xta-
polação no psnt co lação ao u la sab ou ao
u la t (ou sa, as fantasas latvas a outo undo,
patculant a u futuo u s pnsa á possu)


Dasadas das ou dasado poucas das -


nua gualnt o pnsanto  stova su unco-
nanto O dcl é guada sp a usta popoção
nt a dvsdad das das  a undad do pnsanto
d odo u las possa punnt ultplcas
s pd su luga  su valo.

 
 Ã Á

Não alimentar o pensamento senão com ideias eternas,


não o deixar realizar senão operaçõe�pirituais puras, in-
dependentes do tempo e do lugar, mas encontrar pron-
tamente um exemplo presente em que elas se convertam
não  atos vvos, as  agns

7  regras da medida

Cada obto d pnsanto é u obto d dta-


ção tna ao ual voltaos nos dfnts ontos do
po é pcso colh  dnts cadnos todas
ssas pncladas dspsas cua unão foaá ua vas-
ta pasag


A od das pats lvasnos tabé nua spé


 d lgo, d tal odo, u não há contadção nt
 coposção sstátca  as notaçõs dspsas A ds-

bta da od é a do g d u pocd todos os


ssos pnsantos ou do nó u os lga
Nu pnsanto vvo stuado no nstant  u s
p a lgação do tpoa  do tno, sss dos po-
sss convg  dv s utlzados ao so tpo


unca dvos funda nsttução ou scola vsvl d


 nos tonos u da psonos
A vdad, dsd o onto  u o ncontada,
dev s anfstada não sont pou la não nos
 pou soos pat do conunto da hua-
nida, as tabé pou é o únco o d não a
d os scapa  d fazêla nossa dxandonos co-
 t po la 
8

EGAS DO USO DO COPO


D SÚDE E D DOENÇ

O perigo para todo ser doente é ser de todo retido peo


opo ou por essa sesibiidade a si eso que é ua
spéie de ternura do orpo.
Que é sadio esquee seu orpo se une ao undo que
 rodeia oha para o éu aia d sua abea e se oupa
e seus afazeres.


Não se deve reusar à natureza o que ea pede de aneira


n itar que a vontade nuna entre e disputa o ea. M é
eiso esperar que ea o pea não ho ofereer e aais insta
lh De outro odo é então que oeaa onupisênia.

ES  US S SETS

Que ees sea sieniosos as ágeis e epeditos se-


 rontos para se deiar oove.
ue não se reuse a nada e não se deie vener
p ada sepre prontos para reeber tudo e para espiri-
ar tudo.
ouis avee  egas da vda odana

     

Buscar o repouso no próprio oviento, o único


eio para que ne u ne outro sea nunca ua fuga
O pensaento do corpo é ua preocupação de que é
preciso livrarse coo de todas as preocupações porque
ela interrope a vida do esprito.
A regra aqui será não se preocupar co a vida do cor
po, que não depende de nós, as co a vida do espírito,
que não te eistência senão pelo consentiento que lhe
daos e que provê de cuidados a outra por ua espécie
de ecedente, pois é preciso qu ela suponha a outra para
se tornar capaz de proovêla

  Ã 

Não deveos ter edo de desenvolver todas as potên


cias de nossa natureza individual, se procurar iitar ou
tro, ne procurar realizar e nós u espécie de odelo
cou e anônio.
Ningué deve arrefecer esse ardor de ser ele es
o, a única coisa que pode usticar o lugar de cada
ser no undo
8  egas d o us o do oo , da s a úde e da doença

O que não soos, os outros o serão, e o conunto da


huanidade é a acuulação de todas  diferenças, o que
ão iplica seu nivelaento.


A aior parte dos hoens sepre age e razão do


corpo e coo se o corpo devesse ser o obeto único de seus
cuidados M é o contrário o que é preciso fazer É pre
iso agir sepre por eio do corpo, as coo se o corpo
devesse desaparecer e e razão do que sobrevive ao corpo

O ORRRIO

A vade e a abiçã e sepe favece s ga-


des epeedies pque eas s ipede de escu
a s chaads ieies e subsiue a vz de Deus p
da as sugesões d apópi


Nuca deves bsias e pesa u e esce


e quad es ecessidade paa a de u esfç que
faz apaece a ipêcia de ss gêi pópi paa e
ca que ideias que  aç que a ue Pis a esf-
ç peaece eséi e auea ssas evas.
as há ce vie aua d espíi que pe-
cisas se capazes de descbi paa s ca a ee se
sisihe. O pópi da vade é sabe disigui a
vie de ds s ipuss es pus que sepe
es  isc de cdi c ee. É que ã há ada
qu ã devas faze p d aes que p escha

Só eã ud se a paa ós fáci viv adee e


caz Baa paa iss sas basae aeçã a ós
esque
cia e caça
se exece
eque
óssequase
feece.
se Éós
a pópia
á ã éiei
 eu
e ea cduzia e p assi dize fçáa.
louis lavelle  egas da vida coidiana

Então nada é ipossve paa nós e soos capazes de


apende tudo, eso as nguas ais diceis
***

É iguaente vedadeio dize que não há foça senão


ai onde há e nós ua pefeita fieza  ou sea, ua pe
eita indieença co eação a todos os acontecientos
exteioes e a todos os sentientos que ees pode des
peta no aopópio, de aneia a conseva e nós
a acudade de uga  e ao eso tepo esse ext eo
ado inteio que paa egue e nós ua chaa pua,
deve cega todas as abetuas po onde suge todas as
peocupações do egoso ou do undo que a dispesa
e a coope
***

Nunca oha paa tás paa desfuta do uto da ação,


ou da ciência que se possui. Todo esse desfute está enve
nenado. Pois só há ua aegia que sea pua; as ea se
iga ao ato e não a seus efeitos

Ê

A ate ais na não eside na habiidade das constu-


ções ógicas, as e ceto contato que se espea ante
sepe co o ea.
9  o amo-pópio

***

Teos de ope co a ciência que não oha senão paa


 obeto, co a históia que não oha senão paa o passado, e
eposita toda conança na psicogia que nos fz conhece
o instante pesente a eação ente nosso eu e o univeso

DÃ

eos, vaos ao teato buscaos te u discuso


eguido, coeos paa as divesões quando não teos
ça paa convesa co nós esos ou co os aigos
aa enconta ua vedade que cesceu sobe nosso pó
io undo e que nos cabe po à pova a cada instante na
uação esa que a vida nos pepaou.

VocAçÃo

Bas diz e L nnemi des Lois que se tata soente


 da à nossa vida u obetivo que abso toda a nossa
idade e se haonize co a nossa facudade de senti.
***

Não há senão ua ega: peanece e estado de


stante atenção, que é ua constante esposta ou sea,
m consentiento constante a tudo o que a vida nos pede
0

SOE S PREOCUPÇES

Não nos dvmos dxr dsvr d ção prsn o


s rlçõs mds com o próxmo por nnhum pro-
cupção msmo do pnsmno puro O ns não d-
vmos r snão um só procupção pr com o odo,
qu nvolv ods s nosss démaches prcurs.
 ssm qu drmos  cd um ls o su dsmp
nho ms pn o ms vr  o ms cz.


Não podmos ddcrnos o prclr como l sm


r o snmno d su mprfção  sm dspndr mu
o sforço. mpoco bs o pnsmno do odo, pos
 pod nos dxr ocosos com rlção o odo   cd
r do odo.
s é m cordo vvo com o odo q cumprmos
hor nosss obrgçõs m cd pono sm prcr
êo qurdo

nr od procupção  r o spro vzo  não
o d pnsmnos. Enão  vdd do spíro s
louis lavee  egas da vida coidiana

eece liveente: e o penaento de que ele te nece


idade e apeenta e eu luga e na luz conveniente.
(É io o que no leva a pô a ignoância acia da ciência
o que que dize pefei a toda ciência adquiida ua
cência epe poível e enacente.)


Nua vida contanteente ocupada tabé teo


a peocupação do epouo. Há ocaiõe paa o epouo
coo a há paa a ação e não e deve eta eno atento
a econhecêla ne a eponde a ela.
Não deveo quee odica a condiçõe de noa
vida ateial coo faz a aio pate do hoen a

qualque
teo de que
etaea a ituação
eguo e enconta
de pode que no enconteo
epe ea
inpiação epiitual de que depende a cada intante noa
potência e noa felicidade

0 SO DAS EAS

O hoen paa a vida a buca inho novo E


no entanto ele epea tudo do étodo da ega. Não
cea de quee efoa ua vida depoita toda a ua
epeança no futuo. equee ete que lhe enine
ua foa inuual de e conduzi.
10  sobe as eocuações

a não é aanhã que e deve agi a iediataen


te depoi. E cada u dipõe de uciente luz paa abe
no eo intante o que deve faze. Se algua ocaião
nova que ele não havia pevito e ofeece de ponto à ua
atividade que ele não e peocupe hoe e ae coo
epondeá a ela aanhã.
A cada dia bata o eu cuidado. Ele abeá coo deve

agiua
ca e não e devia
ega da viaquedaeleação
iaculoa po ealiza
aplicaia paa bu-
tade deai
quando a ocaião paa agi á teia paado. A peocupa-
ção co a ega é a ote da ação ai coo a peo-
cupação co o étodo é a ote da ciência.
Pode poi paece vão te pepaada ega pefeita
que nunca eão eataente adequada  condiçõe e
que a deveo aplica. o não que dize que a ega
não tenha utilidade; ela não ão eceita paa agi a
ea epécie de chaaento a nó eo de noa ativi
dade ai pua cuo eecício peanece epe novo

A fequentação de u ábio ou de u he de ciên


a fotica e nute noo epíito e o eeplo de eu
êto no eninaá a te êito a po eio ipeviívei
e não convê enão ao noo pópio epíito e de que
e não pode dano o egedo.

O BIO

Não deixar que se eboe peo hábio o senso da novi


dade da vida e a eoção que é inseparáve dele.
***

Livrarnos ão be de odos os hábios da sensibilida


de ou da ineigência que possaos sepre ohar udo o
que se nos oferece e nós e fora de ns coo se o vsse
os pela prieira vez

de Einha
essa regra poderia
própria aplicarse
exisência iguaenedas
ao espeácuo à escobera
coisas ao
enconro de ouro ser.
***

No enano para que sea ecaz não basa que a


egra sea percebida por nós coo u carão e alguns
oenos privilegiados de nossa vid É preciso que
ela produza ua disposição peranene de nos sa ala
eelhane à que os escolásicos chaava de hbtus
e de que o hábio por ua espécie de decadência na-
ural do pensaeno e da linguage parece de algu
odo a negação.
Ios lvele  s  vd cotn

Pois ssa disposião da ala long d poduzi ua


disposião cânica d qu saos po assi diz au
sns é u ao d psna vdadio o ais pfio
o ais puo  al qu s pac conínua é poqu la
sa é subaída à li do o D odo qu quan
do sug u ocasião d pôlo  páica l s cup
quas co s não o ivéssos quido

***

Há aqui duas opaõs oposas cuos fios po


é s pac ois po u lao  po ouo s n
cona ua sponanidad qu aniquila o sfoo 
odo invalo qu spaa a innão do êxio Só no há
bio cânico xpinas u ovin  ond
a conciência s iou E no ouo é a pópia consciên
cia qu pac agi sozinha po u a spéci d gaa qu
lh é naual.
***

Tano Dscas
xcício coo
 qu s vPascal insis
 visa no papl
o hábio do
câni
co dsinado a ppaa ssa disposi � pann a
ala qu nos liba; aí sã duas spécis d aivida
ds aquiidas n as quais l sablc ua subo
dinaão sdo ua o dgau da oua  vz d s
conadiz
11  o hábto

Ea ss abé o snino d D scas qu pn


sava qu o sfoo ssncial da vida é sab an no
po po io da pião as inuiõs do insan.
O pópio po s ncon a assi suspnso da ni
dad  pac po assi diz abolido ao nos nua
spéci d lii qu não consios copnd
coplan

***

Uns ê ncssidad do obsáculo paa vncêlo n


quano ouos a ê do hábio paa qu os susn. as
é nando ncona a ndência ali ond la dspa a
vonad s s ansfoa ainda  hábio qu s con
sa paa a vida d odos os insans sua viud ciado
a sua uvnud  s fsco
***

Não é vão pi as sas coisas  snão paa os qu


ão v nlas ais qu u vão obo d cuiosidad 

quando s
ba aaqudaais
  áxias d qudxa
dvos é piso sp
d nos s
a.
a vdad nunca pios suinn paa nós
sos as coisas d qu saos sguos s quos qu
as nos pn  s on nossa can  nosso sangu
o odo o po  qu dlas os consciência las
anc u obo dsacado d nós
ouis ae  egas da ida cotidiana

 LIRE UIE  ESÍRI


(RES  ESRÇ)

O esforço afaga nosso aorprópro e nós ndaos


nee nosso érto Mas é por sso tabé que onde quer
que apareça ele é a arca de nossos ltes e de nossa 
perfeção Tabé se está de acordo e gera e pensar
que é precso persegur o esforço até que todo rastro de
esforço terne por desaparecer.
É que toda obra que procede apenas do hoe parece
produto do artco Não se encontra nea o desebaraço
soberano da espontanedade cradora. E acontece que o
esforço é coo ua pantaha que a pede de pasar ao
passo que seu papel é não o de substtua as o de lhe
abrr passage vrando de todos os obstácuos que a
retê e quando ea parece eclpsarse dante dela.
s o papel do esforço é se se quser negatvo e não
postvo. Não é o de fazer as o de dexar fazer a ua

potênca
e nós a que nos de
pede utrapassa
fazer e de lvráa de tudo o que
É soente nesse sentdo que o esforço é sepre
u cobate é se se pode dzer u cobate contra
nos es os.
'
***
1  o bito

O esforço nos ntroduz no tepo não soente pelo


obstáculo que ve da atéra as tab é por ua es-
péce de brusqudão que nos arranca da contnudade n
dvsa de nossa vda neror a qua é a undade esa de
nossa ala (e que sepre corre o rsco é verdade de se
transforar nua coplacênca sonhadora).
***

Não se deve nstar ao pnsaento as dexo vr e


sua hora e prestarhe tão soente u ouvdo atento É
buscando não pensar que pensaos e é não buscando ser
profundos que soos profundos
***

Não nos deveos obrgar a trabahar para reunr antes


de tudo certo núero de condções que nos sea favo-
ráves: o conforto a soldão certas condções ateras
u exceente aboratóro ua bboteca be coposta.
Prero adar o exercco do pensaeto até o o
ento e todos esses eos estea e nossas ãos E
uando ees á estão e nossas ãos espantaonos de
ele não se produzr Mas é que o esperaos coo se ee
devesse vrnos de fora Ora o esprto se encontra então
ançado fora de s eso ncapaz de realzar esse reco
ento e essa posse de s se os quas ele á não é nada
ous lav  gas da vda otdana

***

O hoe qe não dispõe de nenh eio dispõe


ineiraene de si E aqele qe dispõe de odos os eios
deposia neles oda a sa conança e á não dispõe de si
***

Nnca a desconança co relação ao esforço deve ser

aior
ais vdoqe
qebscar
qando se oraa
reer da eória.
passado qe fogeNão há obra
de nós.
as não poeríaos consegilo O qe gardaos é
a coisa e não  pensaeno, o a nosalgia eséril
de  passado qe á não é

O qe vae a pena reer é o qe aaos e sepre


eos força para prodzilo

EÇÕES CO O S OUTO S HOMENS

Os qe bsca a aprovação dos oros hoens os-


ra co isso sa fraqeza. E essa aprovação qe bsca
coo a oberia ees se a bscando osra sciene-
ene qe não a erece?
***

Todos os hoens procra esponaneaene o be.


E basa qe você sea bo para ser procrado.
as dessa bondade você eso não deve pensar e
reirar nada, o qe basaria para aniqilála. Ser procra
do não pode ser senão  do qe se faz de si e não 
benecio de qe se procra desfrar.

VERSOS ÁUREOS

Não provocar a discórdia, s anes gir dela cedendo


***

Não se raa de ovar a nidade espirial por paa-


vras as de praicála por aos s falar dela e aé se
er dea a consciência deasiado viva.
ou aee  ega da da odana

***

Jaais se ebaixa a pocua po nenhu eio exe


io a esia daqueles de que esaos ceos de peane-
ce sepaados e que são paa nós esanhos ou iniigos
***

Nas eações co os hoens é peciso se esevado

epassa
esa pois
sepe pono
há u espea
oeno a ocasião
uso e não
paa dize a deixa
e paa faze
paa peguna e paa esponde que não se eencona e
a coo iediaaene anes ou iediaaene depois
o possvel se ona ipossvel e o eso que ciava a co-
unicação cia ua baeia

E paa econhece esse oeno pecisase de uia


aenção e deicadeza e de uia geneosidade e enega
paa exai dee udo o que ee peie Po fala de ua
paava de u oha basane pono de u conseni-
eno basane siples quanos ecusos espiiuais são
copoeidos e aniquilados!
***

Nunca da os pieios passos as descona a-


bé dos que são dados co eação a nós supeende
o pono de abeua e que a counicação sienciosa se
poduz anes do que se queia
 • eaçõe om o outo homen

***

Nunca vola os olhos pa a góia ou a inuência ou


o pode eêlos ais que os despeza e não se pesa
a ees senão po essa espécie de obigação que se sene
quando o aopópio esá do ouo ado. O que é ao
nos elhoes
Não sofe po se ignoado ou incopeendido
ou ado A sabedoia não peie que nos indigne
os co isso. Ela exige ua indif eença cheia de see-
nidade e de luz
***

É peciso evia conadize os ouos as devese e-


cebe co doçua suas conadições.
***

Nunca povoca a discódia e pefei eviála cedendo


***

É peciso oha paa os hoens a que se fala quando


se hes fala  o que é ais ao do que se pode pensa  a
 de vêos e de ve o que se passa neles (osandohes
abé o que se passa e nós e vez de oculáo). O
oha é feio paa que duas consciências se one ans-
aenes ua paa a oua
louis lavelle · regras da vida cotidiana

***

É preciso nunca ter o olhar dirigido para o ob jeto, mas


para o homem, e para o homem interior, e interessarse
não pelo saber, mas pelo signicado
***

É preciso viver como os outros homens e passar des-

percebido de tal modo, porém, que seja nossa vida mais


oculta a que se mostra e de tal maneira que os outros re-
velem a sua sem pensar nisso, e a traduzam por seu turno
pelos gestos mais simples e mais naturais
***

É sinal de força não levar em nenhuma conta a opi-


nião nem a maneira como se p ossa ser julgado e per-
manecer só com Deus numa incessante comunica ção É
importante nunca travar relação com os outros homens
senão por meio de Deus e nunca com Deus por meio
dos outros homens.
***

Nunca comunicar um pensamento de que não se to-


mou posse de todo (ou somente como uma sugestão e um
apelo a outro que lhe empresta a força de que dispõe, em
vez de aproveitar para aniquilálo) .
13

BASTAR SE

F

O dicil é ter conança na presença constan te da gra-


ça No entanto, é essa conança que a faznascer

Ela não se manifesta sempre sob a forma de uma ins-


piração súbita em relação com a ocasião em que me é ofe-
recida Mas há uma graça superior aos acontecimentos e
que transprece até nas ações fracassadas
***

A verdade que convém a cada um de nós, e que é pro-


porcionada a suas necessidades e à condições em que ele
se encontra, élhe sempre revelada, desde que ele seja dó-
cil e atento

Mas os homens têm demasiado amorpróprio para


vêla e se c ontentar com ela Eles pre fe"em as enge
nhosas construções de seu entendimento a esses to-
ques simples e luminosos que se dedicam a apagar e a
obsc urecer

Só dependeria de nós, se soubéssemos, quando elas se


oferecem, reconhecêlas e recolhêlas, que a vida de nossa
ous Iavelle  egas da vda odana

inligência oss smpr rpa d novidad d dsm


baraço  d algria.

a não sria a obra pnosa  irriada d um u qu s


algra muio mnos d r nconrado a vrdad do qu
d êla nconrado por su gênio próprio  por mios qu
são ngados a ouros 
O ma é qu nós insamos vãmn ao spírio quando
l sá mudo  qu prmancmos surdos a su chamado
quando l nos ala.
***

 ação é mu nico scudo assim qu m dnho


co poso a odos os golps d mim msmo  d ouros
***

Buscar ss dsjo conínuo cujo objo oniprsn


não pod jamais nos scapar nm mudar
ns somos nós qu alamos a ss dsjo  não l

qu nos aa


4
SER DISPOR D O PR  PRIO ESP ÍRITO

O problma é qu não s az nada sm ss ardor in


rior qu az rmr odas poências d nosso spírio
sm ssa srnidad indirn qu como um splho
priamn poido spra qu a imagm s aprsn
para rila sm dormála sm o méodo nm qu
prpara  insa a dscobra por aricios
Mas ssas são aiuds spiriuais qu s clum quas
smpr  é ncssária muia ar para não diar in-
guirs o ogo inrior  sabr a mpo convrêo m uz

para sr capaz d rguálo  d h orncr a mpo o


aimno qu h convém
***

Há cra consância d nosso sado inrior qu d


vmos manr  qu é al qu os aconci nos s pro
duzm não como dvido sm qu nhamos nunca d
rcusáos nm d aplar para s
***

É prciso manr ssa calma da ama qu não pod


isir sm qu os snidos sjam silnciosos ou sjam
Iois avele · egas da vida oidiana

apziguados o qu pod sr obido acilmn dsd qu


a imaginação não vnha msclars.
***

Dvmos ir rápido  long dar smpr ao sprio odo


o movimno  obrigáo a vncr as maiors disâncias a
m d qu nos vi prmancr ond samos   morrr.
***

Nunca dvmos dmorar a capar ou a rr. É uma


idolaria da coisa. Mas a vrdad rsid somn num ao
qu prcisa sar m sado d smpr rssusciar.
dmais o qu u no capar ou rr sá smpr
m rlação com algum aconcimno qu não s rpro
duzirá jamais. o passo qu a poência qu há m mim
não s rcrá jamais sm sr susciada pla novidad do
aconcimno  para rspondr a l.
***

O spírio é com oda a rzão comparado ao ogo. Há


coisas qu l dv aclarar ouras qu dv squnar 
ouras nm qu dv consumir ou  ;r.
***

O dicil é obrmos smpr conao diro com o ra


no insan impdirmos qu a m mória o hábio o sabr
14  sabe dispo do póio espíito

abram um inrvao  dpois inrponham uma panalha


nr o ra  nós.
***

Sabr dispor do próprio spírio é uilizar conra os


hábios ouro hábio mais no  mais suil.

A EERÊNCIA

Não há nada qu nhamos pnsado d uma vz por


odas  qu sja al qu nos basaria guardálo na mmória
 convrêlo m rgras.
Pois nada m pod dispnsar d um conao imdiao
 smpr novo com a ralidad O qu m obriga a vivr
o dia o dia diando acumuars m mim a priência
adquirida sm m procupar nunca m m srir dla
m rnconrála cada vz como s m oss rvada pa
primira vz a msma vrdad qu u smpr rnconri
***

O ssncia não é oralcr a vonad mas dscobrir


ssa on d aividad m qu la rai o qu s não
lh opusrmos nnhum obsácuo nos orncrá smpr a
poência d qu mos ncssidad para rspondr a odas
as aras qu nos são rquridas.
ous Iav  as a va otana

m odos os nossos abalhos paiculas smp


dscmos dmasiado b io paa gula o dalh nun
ca subimos basan alo paa ncona ss impulso
ciado qu na unidad do msmo ao ngnda o
odo  os dalhs  nolos ona psns na unidad
do msmo olha
***

ês amid qu o q u impoa é ncona ss ócio


pio m qu odo abaho é inompido como s o
abalho oss uma sidão d qu o ócio nos dscansa
isso é az do pópio ócio um cício do spíio puo
cujo abalho é um dscanso.
5
PRJET E TTL:
U ACIIDADE DI  ÍCI

Não dvmos nvolvnos num dba com os aspc


os da ciação qu nos aão pisionios  scavos. Mas
s com o ciado  como l indins  ignoans
com spio  obas Só não las podm s pias
Não dvo olha snão paa o ao qu sou cumpindo:
sus ios são um spáculo qu só m isência paa
os ouos Quando o ao é o qu dv s o spácuo
ambém o é mas pocupas ans d udo com o sp

áculo é pô
c com a apaência com
o posiivismo acimao da ssência é  connas
maialismo como acon
com uma apaência qu não é a apaência d nada
***

PACIÊNCIA

É pciso acia odos os mals inviávis  msmo


odos os mals pois d nnhum dls podmos sab com
cza qu é vdadiamn um mal.
 não há mal qu não s possa dsvia ou domsica
com sucin sabdoia conança  doçua.
Jouis lavelle · regras da vida otidiana

***

Não devo aferrarme a um objeto que me é estranho


ou que me utrapassa.

Desde o momento em que minha vista começa a nu


barse, desde o momento em que sou obrigado a desdo
brar minhas forças e em que minha vontade se envolve,
meu espírito perde a disposição de si mesmo, a uz, a saú
de, a alegria, e já não tem força para as tarefas que he são
destinadas.

O que não quer dizer que eu deva parar diante da pri


meira diculdade: pois há diculdades que são à minha
medida, que eu chamo, que eu sou o único a poder re

conhecer e resolver e que são como uma prova de minha


potência criadora

Mas que essa nunca ceda a nen hum con strangi men-
to, nem sequer o do amorpróprio, e que ela se dedi
que somente a discernir o que he convém, ou seja, a
um acordo entre a proposição que o rea lhe enderece
e seu impulso mais natura. O que é menos fáci do
que se pensa

***

Há muitas pessoas que escarnecem da faciidade, mas


que não zeram suciente esforço para adquirila.
15 • proje o de título : uma faciidade difíci

A DISCIPLINA DE CADA DIA

Que não haja dia em que não ponhamos a mão num


trabalho que nos atribuíms e que constituirá a obra de
nossa vida.

***

Que não haja dia em que não reservemos um pouco de


ócio para o recolhimento puro, em que não votemos o olh
para lguma verdade essencia que ereça ser guardada.

Que não haja dia em deixemos de capturar essas ver-


dades que atravessam nossa consciência como relâmpagos
e que são como brechas na eternidade, que pertencem ao
instante, e que depende de nós fazer penetrar na duração.
***

Regra: a busca da perfeição não é nada se não for in


separável da necessidade de dindir todo o bem que se
possui.

***

A razão é incapaz de se bastar. Pois ea é um domínio


que exercemos sobre nossas potências desarrazoadas. São
eas que nos dão força, e a razão hes impõe esse equiíbrio
que nos permite fazer bom uso delas.
Iouis Ia  eas da ida coidiaa

O gênio do homm rsid numa mbriaguz domina


da Há smpr algum vinho a qu os homns a pdm 
qu quando a dá dmasiado acilmn não dá snão a
caricaura dla. O homm adormc assim qu a mbria-
guz o dia. É la qu a razão spia para submêla à li
da ordm.
Nada comça pla razão mas não há nada qu possa
passar sm la. O homm qu só é razoávl é ambém
aqul qu não ama mas a orma mais ala da razão é sr
a li do amor ssa mbriaguz.
***

É imporan pôr smpr m rlação o possívl com


o ral pois d ouro modo o possívl não sria mais qu
um sonho da imaginação  o ral um dado qu s im
poria a mim  qu u sria incapaz d rconquisar  d
spiriualizar.
***

O qu caracriza a alma não é ano o m a qu la


visa quano o sado m qu la s sablc.
***

Dizmos não para qu o mpo? Mas já não há m


po  não nos podmos quiar d qu o amanhã não nos
raga nada.
 · pojeo d íuo: uma faciidade difíci

***

Da solidão bom ou mau uso conorm a vonad s


mscl ou não s mscl com la.
***

Luís X com m pblico.


16
A OCASO

Manr ss grand arjamno do spírio qu man


ém sua librdad não somn smpr disponívl mas
smpr m rcício qu s dia soliciar por odas as
coisas qu s orcm sm s diar jamais lvar por las
qu nm smpr s sala para buscar o qu a inspiração
lh rcusa  qu su amorpróprio rclama al é a sad
da alma  aé do corpo
***

brão s dv
ralizar odosscolhr nnhum
os qu s m pa ricular mas sa-
propõm
***

Qu o olhar sja smpr ano a ss ao pu ran


spiriual qu unda udo o qu é  udo o qu pod sr
sm s diar nunca rr por nnhuma açã paricular
por nnhum sr individual é o nico mio d dar um
snido plno  or a odos os aconcimnos qu cada
um d nós nconra m su caminho qu l não solici
ou  co rlação aos quais parcia indirn
***
ouis Iaee  egas a ia oiiana

M a vida spiiua as cnsuas qu h azm?


onc com io qu a sa um dvanio compa-

cn
ci dmancoia
goísa quvoupuosa.
nos dsvia da ação  nos dá uma spé

Mas a não m s chamada vida s não ani-


ma smp nossa poênia ciadoa s não nos dá uma
agia onsanmn novada, s não nos un mais
siamn aos ouos ss, s não nos az nona
mais qu oa psquisa énia o qu mais convém a
aa siuação paiua
17
EGAS DA UNIDADE

O gand ngócio é uni odos os aõs qu aa


vssam nosso pnsamno nas dins hoas do dia d
mania qu m uga d s dissipam m sguida s
nos pmiam viv numa amosa d uz
 paa isso s aa muio mnos d muipicáos qu
d convêos numa spéi d iadiação conínua m
qu odo movimno pa aboido.
Digas o msmo d odos os movimnos paiuas
d boa vonad qu dvm undis nu msmo ao
d vonad mp psn e quas insnsív  qu não
conhc inupção nm omada.
***

Nuna sv a uma ausa io mas psgui


ão somn s aagamno d nossa  ama do qua
odos os aos qu busamos poduzi não são snão
mios ou ios.
***

Há duas manias d ob a unidad: a pimia o


soço impon po qua namos uni do io
louis Iav · rras a via otidiana

cada objo a odos os ouros numa spéc d curso


nno cujo érmno rrocd  smpr a sgunda pa

qual o rlgamos do nror a um ao sprua on


prsn  pnramos num mundo qu s basa a s
msmo com o qual nós ormamos uma spéc d so
cdad qu n ão dr da so cdad qu ormamos com
nós msmos.

ILICIAE

 grands das m aparcm amd com uma 


rma smpcdad o qu m nduz a dsconar dlas.
Pos ssa smpcdad humlha mu amorprópro qu

já nã pod arbur a s o méro com ração a as. Mas


sso prcsamn é o snal d sua vrdad.
O prgo ao dscobrr  ssa smpcdad das vr
dads ssncas é qu rnunc a ssa msma avdad
qu o z dscobras  qu s nrgu a uma acdad
qu as dssp.
Não há mao r dcudad qu manr a smplcda
d pra do ohar qu o mnor mba a mnor cobça
basam para urbar. ssa smplcdad qu orna odas as
cosas ransparns urapassa m poênca d pnração
odos os sorços do qurr.
17  rras da unia

A smplcdad s rsd numa spéc d conao


nnrrupo com o ra jamas corr o rsco d s ornar

umaporaparênca
do qu nos
nós. Pnsas agradqu
amd oua
num squma
é o consruí
d uma spé
c d nérca d nosso pnsamno quando é a marca d
sua avdad mas dcada  mas or.
***

A undadoqu
pnsamno: a dndad são as ls
s pod raduzr ndamnas
dzndo do
qu o pn
samno dv smpr s apcar ao Todo  nunca dar
qu s rompa sua connudad quando  passar d um
obo a ouro no msmo Todo.


Não há nnhum pnsamno séro qu não nvova o


Todo  não s prma por alguma ação.


É dcl abarcar o Todo por um ao d conmplação.


Há uma vrdad ava humana vva qu possu uma
pra smpcdad qu camnha rápdo  va dro ao
objvo  qu é mas próma da vrdad conmplava
do qu odos os conhcmnos mas rudos juno às
anáss mas sus.

Ios lavelle  reras da vda odana

Para julgar uma losoa é preciso sempre pensar na


ideia mais simples que se possa dar ao homem menos ex
periene pois essa ideia é a raiz dela é a ela que é preciso
julgar medindo a repercussão que ela é capaz de er em
nossa exisência.
18
A CONVERSO
DO QUER EM INTEECTO

udo nasce da vonade livre mas a vonade não em


seu m em si mesma. Ela busca convererse numa posse
ou seja numa luz que só a ineligência é capaz e fornecer
O que a vonade busca é um objeo que ela não possa
não querer e que seja al que quando descobero se vê
perfeiamene que não pode ser ouro senão ele
ssa coincidência só se pode produzir com a condição
e que o objeivo supremo de nossa vonade seja precisa-
mene a vonade de eus em nós.
***

raase somene de compreender e para aquele que


compreendeu a ação já esá feia

Ü EMO

Nós sofremos por pensar que não emos ainda loso


a mas porque não conseguimos omar posse daquela que
razemos denro de nós e vamos buscar oura no exerior
lus lavelle  egas a da tdana

as a losoa é uma união tão estreita da contempla


ão e da aão, que ela produz seus frutos a cada instante,
em vez de retardarlhes sem cessar a maturidade.
É preciso, pois, ter uma atenão bastante desperta para
que cada momento que passa seja ele mesmo pleno e su-
ciente, e não simplesmente um meio em funão de outro
momento que virá depois.

 está o princpio de todas as nossas infelicidades.


ada aão vale absolutamente no tempo mesmo em
que eu a empreendo então ela toma luar no tempo, con
quanto enconte seu princípio não no tempo, mas numa
fonte eterna que me dá no presente mesmo toda a fora e
toda a uz de que disponho.
ão há aão que não suponha uma preparaão, isto é
certos meios que ela põe em nionamento,  que não
busque produzir certos resultados, ou seja, que não vise
a certos ns.

as, desses
escrava no momento em que
meios, ne ela sencumpre,
desses já não é
s,� competelhe
venclos ela não repete um modelo. É uma criaão
nova que ultrapassa todos os modelos e se torna seu
próprio modelo.

18  a nv      quee em ntelet

Os homens creem que o mais dicil é transformar o in-


telecto em querer as é o contrário o que se deveria dizer.


unca se deve visar à aão, mas à ideia, e a aão deve


prosseuir sem que seja precso querêla.
"

Que onem
quirido, conhecimen ais reproduza
a aão um movimento um saber já ad
já feito.


odo movimento, todo saber deve interessar a nosso


futuro e parecernos sempre novo.
Ou antes, quando estmos verdadeiramente presentes
para nós mesmos, não h nada que seja para nós novo
nem veho.
Produzse uma exata coincidência do novo e do velho:
a eternidade, essa juventude de sempre


Pois, se a eternidade é mais velha que as coisas mais ve


has, nosso encontro com ea é um encontro sempre novo
ó a encontramos esquecendoa, ou seja, esquecendo
os encontros qu e já tivemos com ea.
1
 DIS CIIN D  DESEJO

R  Ã   . R  Ã

O nirana é uma sabdoria práia m qu o dso é


abolido.
***

 rgra undamnal é para ada um d nós sabr di


rniar nr o qu h onvém  o qu não h onvém.
Quas odas as nossas dsdias provêm do dsprzo qu
mos por udo o qu azmos om nauralidad om a
ilidad  om prazr a m d nos ddiarmos om mui
o sorço a algum obo para o qua somos pouo apos
 qu não mos ondiçõs d alançar.
Mas basa qu ouro o obnha  o possua porqu h
onvém para qu odos os qu nos são proposos  qu
mos ao alan da mão sjam imdiaamn abolidos

R  

Todo o sgrdo da losoa rsid m azr d nossa


alma um bom dmônio (eudafmon) qu nos prmia sr
ao msmo mpo bons  izs
ouis aee  egas da ida otidiana

Ms esse é u idel dicil e que os hoens desre


z or não desejre is que vngens eriis
visveis r odos os olhres e cuj osse reouse sobre
ulos ceros e que ê  esi d oinião
Pr coreender quis são s vngens reis que eles
scric e que  oso oderi drlhes é reciso er
rez no no enseno quno no querer

***

À f de odere dr  si esos  felicidde os


hoens erin or fzer d infelicidde e d desorde
que os oren objeos de glóri s se eles odei
os que deixr de senils desrez os que coo ees
ind esão subersos nels
les não recebe nenhu consoção disso o sso
que  feicidde dos ouros é r els u censur de
odos os insnes.
***

Prece que os conecienos rires de noss


vid não esão  senão r roduzir e noss cons
ciênci senienos generosos  se d indeendene s
do coro e ds circunsâncs e dos quis não fzeos
senão ricir
19  a disipina do desejo

É ess ricição que é noss róri vid e não 


sequênci de dlhes de noss hisóri Só os os ou

ros r descobrir nees  relidde esic do or


É o que se observ e odos os clássicos  o que Pl
ão ensv d idei que er r ele  verddeir reli
dde e não  cois há que esendêo o senieno que
bé é u essênci de que os esdos ricures não
fze senão se roxir
0
EGS COM EÇO
OS OUTOS HOMENS

á u au uso dessa esa ega que e pesceve


voltae paa o outo e não paa . Pos eu posso
nteessae po ele coo po  obeto que e peten
ça ou anda coo po outo eu eso.

Mas esse eso eu de que busco desvae vo


despetálo e outo? ou coazee nele poque ele
não é o e e ped a este outo qe aça po s sso es
o de eu e lvo?
Ou se a paa no paadoxo de que todos os ho
ens deve desvase de s esos paa se consaga
aos outos coo se a pea pate dessa ega não
devesse leválos a ecusa o que lhes é oeecdo e v
tude da segunda de odo que nesse sacco do al
tuso ao egoso o altuso casse paa aquele de
que é objeto ua tentação a qe ele sepe tvesse de
esst. E nessa contadção sutl o ópo peceto
tenaa o sucub
Dseá que essa espéce de gatudade nesse do
qe nunca sea ecebdo consttu a beleza esa dessa
ouis avee  egas da vida oidiana

perfeia generosidade que buscaria o bem do ouro sem


que o ouro pudes se jamais desejlo como a seu próprio

bem? Mas
posso aém
eu visar da enação
como a um bema que eunão
o que exponho o ouro
é um bem para
ele nem para mim?
Voarse à mxima de que é preciso fazer pelo ouro
o que eu gosaria que se zesse para mim mesmo? Sim
sem dúvida mas com a condição de não nos conenar
mos com essas sasfações buscadas pelo indivduo e que
não se ornam melhores quando são objeo de múua
cumpicidade.
Se o conhecimeno só é possvel com a condição de eu
me desviar de mim mesmo para me volar para o objeo
se a mora só é possve com a condição de eu perseguir o
bem do ouro e não o meu (e se se pode dizer que só por
isso eu sirvo aos ineresses de meu próprio eu enriquecen
dolhe o ineeco e o querer mas com a condição de que
não se rae senão de um efeio e jamais de um m) é com
a condição de que em ugar de me deer sobre esse obje
o paricular ou sobre o eu do ouro eu o considere um
caminho abero diane de mim peo qual empo a soi
dão de minha consciência separada e começo a assumir o
conhecimeno e a responsabilidade de udo em que esou
siuado e de que sou indivisivelmene especador e criador
***
  egas om eação aos outos omens

O mais dicil é aprender a se suporar e a suporar os


ouros Mas essas duas regras consiuem uma só.
***

Só se pode julgar a rvore por seus fruos É uma medi


ação imperfeia e inacabada aquela que fechandose em
si mesma e ciumena de se difundir d à consciência essa
saisfação espiriua que ainda se assemelha a uma saisfa
ção do amorpróprio
Sem dúvida h que reconhecer que uma alma que ela
purica possa difundir em orno de si o benecio de sua
simples presença. Mas esse benecio se produziu sempre?
 h uma alegria inerior e soiria que se parece com a
dos iuminados e dos demenes
Assim como a ciência provoca uma espécie de reno
vação da naureza maeria de que odos os homens se
beneciam a sanidade provoca uma renovação da ama
humana que se propaga por oda a erra.

maNão se hque
vocação de uns
esquecer quemissão
êm por os homens não êm
aumenar esa aluzmes
in
erior que esclarece a consciência de oda a humanidade
e os ouros uiizar e mulipicar os recursos do universo
maeria em proveio da vida do corpo Mas nem uns nem
os ouros esão dispensados de se presar serviços múuos.
oui avee  ega da vida cotidiana



A sabedora é reonheda pelo sna de ea er ausado


a eidade ao mesmo empo em nós e em orno de nós

GENEALIDADES SOBRE AS EAS

Nenhuma regra é rada da reexão

São odas iradas de algma aão que é, ela mesma,


empreendda sem regra, mas ua embrana, resdndo
em nossa memóra, riou poo a pouo em nós não um
hábo, mas uma poênia espiriual, poênia de agr que
doravane esá à dsposão de nossa onsênia


oda a dudade resde em desobrir em nós uma


paripaão na poêna riadora, que onsu nosso gê
nio próprio, e deixála auar livremene

 TEMO

guns só pensam nas aqusões que eles quereriam


eernas, em xar deas que ees desobriram m da e qe
depois amas perderão Mas isso é um esoro maera e
que nos deepona muio
  ega co eaço o outo hoen

São osas que se adquirem, são sgos que se guardam


E quem rê er apado por isso o ao espiual qu ee

reenonrará depos, assm qe o quser, se engana


odo ao espiriual é m ao de parpaão que deve
ser sempre reomeado é semre dêno e sempre novo
Adquirimos a poêia de repoduzilo, e não há nada que
nos dspense de exerêo, em que he perma exererse
navemene


Desares vu bem que basam algumas regras geras


muo smpes que possam esar semp·e presenes para o
nosso esp e qe á não se dsngam de sa própria

avdade
As regras paiares ao mesmo empo embaraam
nosso esprio e o submeem, e, no enano, omo po
diam apliarse em odos os asos? Se as regras devm
guarda sua genaidade, ao onrário, é porque não é
possve, enão, azer delas órmuas imuáveis que nos
diem a ada insane o que devemos azer assim que
passamos à práa, é preiso devoverlhes a exbilida
de e a vida
E nossas regras da vda oidana não se desnam a
raar o onorno de nossas aões parulares aé o menr
Iouis Iavee  eas da vida otidiana

detlhe, ms  discernir ind o funcionmento desss


poucs regrs muito simples em tods s perspectivs em

que  vid nos poss colocr


21
EGAS A SENSIIIAE

Não devemos entregrnos  cultivr  sensibilidde,


pois  sensibilidde não exprime nd mis que os efei
tos d tividde intelectul ou voluntári.  preciso, pois,
regrál, e  sensibilide sempre frá precer nel os
efeitos que merecemos

R   A Ó 

Não é necessário pensrmos sempre nem nos esflfr


mos em querer modelr noss própri nturez s só
conhecemos o que não somos nós mesmos, não gimos
senão for de nós mesmos qundo nos comportmos
como é preciso com relção o exterior, é o próprio inte
rior o que é preciso.
s  proposição pode ser invertid:  é que el é
recíproc.
***

Não se deve levr um vid à prte. l mis ceg que
esclrece. É produto do morpróprio, que tmbém p
rece no desejo de se reformr e de dquirir  sbedori
Ious avee  egas da vda otdana

Aquele que se refuia na soidão e que eme que o con-


ao com os ouros homens o disraia eibe uma sinular
fraqueza É no meio dos homens que é preciso saber uar
dar a soidão e eviar a disração Assim que cessa de nos
disrair, sua sociedade começa a nos alimenar

o

Devemos absernos de oda crica e procurar desco


brir em udo o que enconramos, em udo o que vemos e
em udo o que lemos, não essa pare de fraqueza de que
pensamos que ela nos isena, mas essa pare de reaidade
que nos aimena

R  Ã A Ó 

ão devemos forçar nosso esprio mais vae que ee


seja apo para menos coisas Devemos preferir a ino
rância a uma ciência demasiado aboriosa O que eu não
compreendo nas obras dos ouros é o qu não enconra
em mim nenhum eco, ou apenas ecos m �f6 obscuros
***

O imporane é eercer apenas minhas facudades


mais pessoais, aqueas que me dão mais aeri, co
21  egas da sensdade

funcionameno é o mais ecaz, sem me esforçar por des-


perar as que me falam, que me cusam muio esforço e
produzem pouco fruo
sse aparene hedonismo é ambém um asceismo em
que eu me encerro em me póprio horizone renuncian
do a muias saisfações de um amorpróprio sempre ávido
de se iualar ao universo
***

O dicil é descobrirmos nossa vocação, o que sempre


supõe uma ocasião de que não se pode dizer se a enconra-
mos ou se a convocamos Mas, uma vez descobera, o dicil
é que a cumpramos sem deia que se imponha pela diver
são, pelo oso da imiação Aqui as reras de compora-
meno, por seu caráer universa, criam um imenso perio
Todos os homens senem em si uma vocação, mas
eles sofrem por he serem inéis: é que o amorpróprio
e a vocação se combaem, em vez de se apoiarem Pois o
amorpróprio nos propõe sempre um obeivo aparene
e esimado por odos, que cria enre os indivíduos uma
oposição e uma ua por acançálo, ali onde a diversidade
de suas vocações basaria para reconciiáo e unios
Se se quiser que odos os homens seam semelh anes e
persiam o mesmo m , eles não cessarão de se ferir e de se
louis avelle  egas a via cotiiana

odiar entre i ma e ele ão todo dierente e tiverem


todo tarea particuare então cada um dele erá para

todo o outro uma reveação e um apoio.

 DA Ã

Devemo deixar tudo e de modo agum ujeitar noo


epírito inutilmente quando ele memo não eja impul
ionado por nenhum movimento quando ele não inta
nenhuma emoção nenhuma acudidea ou nenhuma
claridade que o iumine
A vontade ó tem poder para vencer a reitência da
matéria ela nada pode quando o epírito etá mudo e

quando
ma raça.eleEaaa bata tudo
arruína que lhe
e eja
penadócil
que Ela
é elanãoque
é dadáme
ao
epírito o movimento atahe etar atenta a eu pri
meiro toque então ela ó tem de ceder
Ee pono em que a vontade ente que ela já não tem
enão de ceder é o que devemo bucar o único em que o
indivíduo pode utrapaar a i memo a verdade
a orça e a eicidade
A vontade é o epírito priioneiro da matéria e que
buca ivrare dea
***
21  egas a sensibiliae

empre e imagina que o que pedem que e epere a


inpiração pregam inutilmente para o que a têm e ão

inútei
bém porpara o queanão
deonrar a têm Ecom
conciênia ele ão
m cenurado ta
exceo de aci
lidade em que o eu e encontra aniquilado numa ituação
em que ele ó tem a receber e a eperar
a ea deea do eu é ela mema uma deea do
amorpróprio á em dúvida mai dicudade para re
ceber do que para agir u ante aquea é também uma
epécie de ação que upõe uma arte mai uti
 requentemente mai dicil receber um dom mate
rial e enível do que dálo. ue dizer de u do epi
ritual? ecebêlo é azêlo eu é eevare a eu níve e
aquele que dedenha recebêlo não é mai requentemen
te capaz dee.
a o ic obretdo é etarmo pronto para rece
ber é termo reaizado ea puricação ee deprendi
mento com relação a todo a aeiçõe particuare é azer
mo calar noa vontae própria em lugar de etendêa
é criarmo em nó ee vazio interior em que o mundo
poa er recebido.
al é eta aciidae dicil que reite a todo o e
orço e que não omente em eu exercício a dede
o eu próprio nacimento e aemeha a uma graça ma
ous Iavll  rras da vda cotdana

upõe uma dipoição deineeada e acolhedoa de


noa alma um conenieno complacene uma indi

feenç< poanó
a ou eja memomai
aividade umaecea
abeua aenaeue amado
de noo em eu
funcionameno mai pofundo e mai delicado
 BGF 

Loui Lavelle naceu em 1 5 de julho de 1 883 em Sain


ain de Villeal (LoeGaonne) e moeu em Pa
anque peo de eu povoado naal em 1 º de eembo
de 1951. Seu pai ea pofeo piái e ua mãe po
uía uma pequna fazenda  penadoe dea egião 
onaigne Fnelon aine de Bian  emaneceam
oda a vida paiculamene caro a ele le deixa o P
igod co o pai com a idade de ee no e poegue
eu eudo em mien e Sainienne
Bolia da Faculdade d Lyon enuiamae com
o penaeno de iezche paicipa de manifeaçõe
libeáia ma aie a muio poucas aia pó
divea uplência em Laon  peíodo duane o qual
eve opounidade de aii e Pai a váio cuo
de Bunchvicg e de Begon  e em eufchâeau ele 
agégé e 909 e nomeado em Vendôme e depoi e
Limoge e eu caaeno em 1 9 1 3 nace' pimeio um
menino e 191 e depoi ê mnina
uando oa a hoa da obilização Loui Lavele
efomado e poo à dipoição do pefeio de Limoge
conegue i paa o nt. nviado a Some em eembo
de 1 9 1 5 e depoi a Vedun em feveeio de 191 6  feio
ouis vee  egs d vid otidin

pisioneio em   de mo e pss os útimos nos d


gue no cmpo de Giessen m cinco cdenets com
pds n cntin do cmpo ele esceve o que se toná
su tese de doutodo (deendid em Pis em 922: La
Dialetiqe d Monde Sensible
Nomedo poesso num liceu de tsboug pós 
gue desempenh um ppel muito tivo ns ogniz
ões sindicis de poessoes d Asácioen É tmbém
ness époc que se dignostic em seu lho  doen ós
se que o mtá em 952 cinco meses pós  mote de
seu pi De 924  940 ouis vele ensin em Pis
em dieentes liceus e cusos pticues É dele  colun
de loso do jonl Le Temps, e ele codiige em Aubie
com o migo René e enne  coleão "Philosophie de
spit Nesses mesmos nos são pubicdos seus pi
meios gndes ivos De lte (928 La Consiene de
Soi (933, La Pésene Totale(934 De l'te (937
L e de Naisse (939 . 
m  940 o mistício o encont em odux onde
pós um beve pssgem peo Ministéio d nstuão
Públic é nomedo inspeto gel no iio de 94 e
escohido p  cdei de oso do Colge de Fnce
em outubo seguinte

1 Ests livros seão publcados ela Edtora É. (N. E.)


not biogáfi

Numeoss obs pecem pós  gue enqunto se


mutiplicm s coneêncis o estngeio Ms ple
lmente às gves peocupões cusds pelo estdo de
seu lho su súde pesso se te muito pidmente
No no mesmo de su mote em 95, são pubicds
tês de sus pincipis obs De lme Hmaine, Le Taité
des Vales e Qae Saints
OA DA EDOA FAESA
SOB O PESEE EXO

O texto destas Reg   otidianaoi encon-


trado entre os papéis pessoais de Louis Lavelle aps sua
morte Foi publicado aqui pela primeira vez graças à sua
lha arie Lavelle que nolo comun icou e nos deu auto-
rizaço para publicálo

O manuscrito deste texto é conserado na biblioteca


do ollge de France com o conjunto dos arquivos de
Louis Lavelle
emos de agradecer à Association Louis Lavelle e mui
o especialmente a seu presidente JeanLouis Vieillard
Baron bem como a Jean ambrino a ajuda que nos de-
ram na realizaço desta obra
Preciosas inormações biográcas nos oram orncidas
pela introduço escrita por . e  Lavelle para a primei-
ra ediço dos aets  Gee 1915-1918, de Louis La-
velle (uébec ditions du Beroi e Paris ditions des
Belles Lettres 185
DAOS INTRNACONAS  ATAOGAÇÃO NA UBCAÇÃO (I)
(ÂMARA RASLR O LNRO, S RAS)

Lavele, Louis, 1883195


Regras da vida cotidiana I Louis Lavele; prefácio de Jean-Louis
VieillardBaron  tradução Caros Nougué  São Paulo :
É Reaizaões, 20  
Tíuo srcinal: Rgles de la vie quoidienne
ISBN 978858033-0229

 . Consciência de si 2 Reexões 3 Religião - Filosoa


I. VieilardBaron, JeanLouis II Tíuo.

 05839 C941

ÍNCS PARA CATÁOGO SSTMÁTCO:


  Regras da vida quotidiana  Filosoa francesa 194

Este ivro foi impresso


ÉCromosete Gráca e Ediora para
Realizaões em junho de 20
Os ipos usados são da famlia
Adobe Garamond Pro e KarabinE
O pape do miolo é pólen bod
90g, e o da capa, supremo300g
a v<rios cursos d e Brn schvicg e de Bergson - e em Neuh àtea,
ee é ag em I 909 e nomeado em Vendôme, e depois em Li
moges. De seu casamento em 1913 nasce primeiro um menino,
em 1914, e depois três meninas
Qando soa a hora da mobilização, Lois Lavee, rermado e

posto Enviado
ont. à disposição do prefeito
a Somme de Limoges,
em seembro de 19consegue ir para
15, e depois o
a Ver
dn em fevereiro de 196, é feto prisioneiro em   de março e
passa os útios anos da guerra no campo de Ciessen. Em cinco
cadernetas compradas na cantina do campo ee escreve o que se
tornar sua tese de doutorado (defendida em Paris em 1922): ra
Dicique du Monde Semible.
Nomeado prossor nm iceu de Strasbourg após a guerra, de
sempenha m pape muito ativo nas organizações sindicais de
professores da AkciaLorena. É também nessa época que se diag
nostica em seu ho a doença óssea qe o matar< em 1952, cinco
meses após a morte de se pai. De 1924 a 1940, Lois Lavele
ensina em Paris em direntes liceus e crsos particuares. f dee
a couna de losoa do jorna Le ps, e ee codirige em Aubier ,
com o amigo René Le Senne, a coeção "Phiosophie de sprt
Nesses mesmos anos são p bicad os seu s primei os gran des ivos :
De fe (  928, La Conscience de Soi (  933 , ra Pésnc Jàtaf·
( 1 934 , De Acte (  937)  'eu e Nciss (  99).
Em 940, o armstício o encontra em Bordeaux, onde, após u
breve passagem peo Ministério da Instrução Púbica, é nodo
inspetorgera no início de 1941 e escohido para a cadeira de
losoa do oge de France e outubo sgunte
merosas bas apaece após a gerr 'ut s ut
cam as con ências n o estange ro. s, aa    2ts gvL·s
preocupaçes causadas peo estado de su lo, su s ps
soal se atra ito rapidamente. o no smo d su o,
em 195 são publicadas três de suas principas obrs: /c !'1
Hue, L té des Vus e Quate ts
A ataidade e a orgnalidade da oba de Louis
Lavee enceam-se em das paaa: espii
taidade losóca.
Não se tata de ma espiitaidade eigio
sa, como a qe caacteiza os grades santos
Poderseia dzer qe o úico pedecesso de
aee é icoas Maebrache (638-175),
conempoâneo de Lís XIV; e Laee reco
nece sua dda paa com esse ósofo É pe
ciso destaca ainda qe Malebance sa ex
pessamente econcilia a fé cistã e a march
aconal, equanto avele não é m lósoo
eplicitamente egoso emora o crsiais
mo esteja mito amde pesente como pano
de do de se pensameto
Mas pecisamente a atalidade de Lavele
decoe de ee propo ao omem de oe em
bsca de ametos paa a ama uma espita
lidade qe não supõe nehma é religiosa,
nenhm enolvimento patcuar em detem
nada conssão Essa espitaidade losóca,
qe á ea a de Pato fo renovada po Lavele
e as qe ee avia es
citoRe póprio
para seu i Coana,
so como m "ivro de
aão são disso um maavilhoso testemo