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Aula 03 Direito Constitucional p/ UEPB (Assistente Técnico) Com videoaulas Professores: Equipe Ricardo e Nádia,

Aula 03

Direito Constitucional p/ UEPB (Assistente Técnico) Com videoaulas

Professores: Equipe Ricardo e Nádia, Nádia Carolina, Ricardo Vale

Sum·rio D IREITO C ONSTITUCIONAL む UEPB Teoria e Questıes Aula 03 む Prof a

Sum·rio

Sum·rio D IREITO C ONSTITUCIONAL む UEPB Teoria e Questıes Aula 03 む Prof a N·dia

DIREITO CONSTITUCIONAL UEPB

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AULAやーウ

DIREITOSややSOCIAIS

Direitos Sociais

2

1- IntroduÁ„o:

2

2- Os direitos sociais (art. 6 ):

3

3- Os direitos sociais individuais dos trabalhadores (art. 7 ):

10

4- Os direitos sociais coletivos dos trabalhadores:

26

Questıes Comentadas

32

Lista de Questıes

47

Gabarito

55

Ol·, amigos do EstratÈgia Concursos, tudo bem?

Na aula de hoje, daremos continuidade ao estudo dos direitos fundamentais. Falaremos sobre os direitos sociais.

Um grande abraÁo,

N·dia e Ricardo

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Direitos Sociais

1- IntroduÁ„o:

Ao estudarmos os direitos de 1™ geraÁ„o, percebemos que estes buscam restringir a aÁ„o do Estado sobre os indivÌduos, limitando o poder estatal. S„o, por isso, direitos que tÍm como valor-fonte a liberdade, impondo ao Estado uma obrigaÁ„o de n„o-fazer, de n„o intervir na Ûrbita privada. Em raz„o disso, a doutrina os denomina liberdades negativas.

A natureza jurÌdica dos direitos sociais È diversa. Trata-se de direitos fundamentais de 2ª geração, que impõem ao Estado uma “obrigaÁ„o de fazer”, uma obrigaÁ„o de ofertar prestaÁıes positivas em favor dos indivÌduos, visando concretizar a igualdade material. S„o, portanto, direitos que tÍm como valor-fonte a igualdade; eles buscam possibilitar melhores condiÁıes de vida aos indivÌduos e, assim, realizar a justiÁa social.

Pode-se dizer que os direitos sociais s„o prestaÁıes positivas (aÁıes) realizadas pelo Estado para melhorar a qualidade de vida dos hipossuficientes, ou seja, dos mais necessitados. Em raz„o disso, o Estado deve garantir que todos tenham acesso ‡ educaÁ„o, sa˙de, alimentaÁ„o, trabalho, dentre outros. Segundo Alexandre de Moraes, os direitos sociais constituem normas de ordem p˙blica, com a caracterÌstica de imperativas.

A origem dos direitos sociais remonta ‡ crise do Estado liberal, ocasionada pelo forte avanÁo da industrializaÁ„o. Nas f·bricas, os trabalhadores viviam em condiÁıes prec·rias. Movimentos reivindicatÛrios passaram, ent„o, a exigir uma postura mais ativa do Estado, que n„o devia limitar-se a n„o intervir, mas tambÈm atuar positivamente, garantindo condiÁıes mÌnimas aos trabalhadores.

Os direitos sociais aparecem, portanto, em um contexto histÛrico marcado por reivindicaÁıes trabalhistas e pelo surgimento de doutrinas socialistas. Constatava-se que a mera consagraÁ„o da igualdade formal n„o era suficiente para realizar a igualdade material. Como grande marco dos direitos sociais, citamos a ConstituiÁ„o de Weimar de 1919 (ConstituiÁ„o do ImpÈrio Alem„o).

Na ConstituiÁ„o Federal de 1988, os direitos sociais est„o relacionados nos art. 6 - art. 11. H·, tambÈm, outros dispositivos do texto constitucional que versam sobre os direitos sociais. … o caso, por exemplo, do art. 194 (que trata da seguridade social), art. 196 (direito ‡ sa˙de) e art. 205 (direito ‡ educaÁ„o)

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do art. 194 (que trata da seguridade social), art. 196 (direito ‡ sa˙de) e art. 205
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ORIGEM: CRISE DO ESTADO LIBERAL NATUREZA JURÕDICA: DIREITOS DE 2 A GERA« O
ORIGEM: CRISE DO ESTADO LIBERAL
NATUREZA JURÕDICA: DIREITOS DE 2 A GERA« O
DIREITOS SOCIAIS ART. 6 O , CF
DIREITOS
SOCIAIS
ART. 6 O , CF

EDUCA« O, SA⁄DE, ALIMENTA« O, TRABALHO, MORADIA, TRANSPORTE, LAZER, SEGURAN«A, PREVID NCIA SOCIAL, PROTE« O ¿ MATERNIDADE E ¿ INF¬NCIA, ASSIST NCIA AOS DESAMPARADOS

¿ MATERNIDADE E ¿ INF¬NCIA, ASSIST NCIA AOS DESAMPARADOS 2- Os direitos sociais (art. 6 ):

2- Os direitos sociais (art. 6 ):

Art. 6 S„o direitos sociais a educaÁ„o, a sa˙de, a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos desamparados, na forma desta ConstituiÁ„o.

No texto original da ConstituiÁ„o Federal, n„o se fazia menÁ„o ‡ alimentaÁ„o, ‡ moradia e ao transporte, cuja inserÁ„o na Carta Magna foi obra do Poder Constituinte Derivado. A moradia foi inserida pela EC n 26/2000; a alimentaÁ„o, pela EC n 64/2010; e o transporte, pela EC n 90/2015. Tenham uma especial atenÁ„o quanto a esses trÍs direitos sociais! As bancas examinadoras adoram cobr·-los, especialmente pelo fato de eles n„o fazerem parte do texto original da CF/88.

Segundo o art. 6 , a ConstituiÁ„o consagra como direitos sociais a educaÁ„o, a sa˙de, a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia, o transporte o lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos desamparados. O STF entende que trata-se de rol exemplificativo 1 , pois h· outros direitos sociais espalhados pelo texto constitucional. Destaque-se que os direitos sociais do art. 6 s„o, todos eles, normas de efic·cia limitada e aplicabilidade mediata, dependendo, para sua concretizaÁ„o, da atuaÁ„o estatal, seja atravÈs da ediÁ„o de leis regulamentadoras, seja atravÈs da oferta de prestaÁıes positivas em favor dos indivÌduos.

Uma das discussıes mais relevantes sobre os direitos sociais diz respeito, justamente, ‡ sua concretizaÁ„o. N„o basta que esses direitos estejam previstos na ConstituiÁ„o; eles precisam, mais do que isso, ser efetivados,

1 STF, ADI n 639, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 02.06.2005.

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precisam, mais do que isso, ser efetivados , 1 STF, ADI n 639, Rel. Min. Joaquim
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colocados em pr·tica. H· necessidade, portanto, da firme atuaÁ„o estatal por meio de polÌticas p˙blicas voltadas para a concretizaÁ„o dos direitos sociais.

Para estudarmos a problem·tica da concretizaÁ„o (efetivaÁ„o) dos direitos sociais, È necess·rio conhecermos trÍs importantes princÌpios: i) o princÌpio da “reserva do possível”; ii) o princípio do “mínimo existencial” e; iii) o princÌpio da vedaÁ„o do retrocesso. … o que faremos a seguir.

2.1- Os direitos sociais e a “reserva do possível:

A efetivaÁ„o dos direitos sociais depende da execuÁ„o de polÌticas p˙blicas nas

mais diversas ·reas, como, por exemplo, em educaÁ„o e sa˙de. Assim, È preciso ter em mente que a concretizaÁ„o dos direitos sociais depende, em

larga escala, de gastos estatais.

A teoria da reserva do possÌvel consiste na ideia de que cabe ao Estado efetivar os direitos sociais, mas apenas “na medida do financeiramente possÌvel. A teoria da reserva do possÌvel serve, portanto, para determinar os limites em que o Estado deixa de ser obrigado a dar efetividade aos direitos sociais.

N„o È lÌcito ao Poder P˙blico, todavia, simplesmente alegar que n„o possui recursos orÁament·rios; È fundamental que o Poder P˙blico demonstre objetivamente a inexistÍncia de recursos p˙blicos e a falta de previs„o orÁament·ria da respectiva despesa. Segundo a teoria da reserva do possÌvel,

a efetivaÁ„o dos direitos sociais encontra, portanto, dois limites: a suficiÍncia de recursos p˙blicos e a previs„o orÁament·ria da respectiva despesa.

A formulaÁ„o e execuÁ„o de polÌticas p˙blicas s„o tarefas que competem, primariamente, ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo. No entanto, segundo o STF, È possÌvel que o Poder Judici·rio determine, em bases excepcionais, a implementaÁ„o, pelos Ûrg„os inadimplentes, de aÁıes destinadas ‡ concretizaÁ„o dos direitos sociais. Pode-se dizer, portanto, que o controle judicial das polÌticas p˙blicas pode ser realizado a fim de suprir a omiss„o dos Ûrg„os estatais competentes, bem como para evitar a abusividade governamental. Assim, o Poder Judici·rio poder· determinar, por exemplo, que o Estado conceda tratamento de c‚ncer a um indivÌduo. Vejamos trecho de julgado do STF:

“Embora resida, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo, a prerrogativa de formular e executar polÌticas p˙blicas, revela-se possÌvel, no entanto, ao Poder Judici·rio, determinar, ainda que em bases excepcionais, especialmente nas hipÛteses de polÌticas p˙blicas definidas pela prÛpria ConstituiÁ„o, sejam estas implementadas pelos

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nas hipÛteses de polÌticas p˙blicas definidas pela prÛpria ConstituiÁ„o, sejam estas implementadas pelos 4 de 55
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Ûrg„os estatais inadimplentes, cuja omiss„o por importar em descumprimento dos encargos polÌtico-jurÌdicos que sobre eles incidem em car·ter mandatÛrio mostra-se apta a comprometer a efic·cia e a integridade de direitos sociais e culturais impregnados de estatura constitucional.” 2

A atuaÁ„o do Poder Judici·rio na concretizaÁ„o dos direitos sociais n„o È ilimitada; ao contr·rio, encontra limites na cl·usula da reserva do possÌvel. Assim, a cl·usula da reserva do possÌvel afasta a aptid„o do Poder Judici·rio para intervir na efetivaÁ„o de direitos sociais. No entanto, para que esse limite ‡ aÁ„o do Judici·rio seja v·lido, È necess·rio que se comprove objetivamente a ausÍncia de recursos orÁament·rios suficientes para a implementaÁ„o da aÁ„o estatal. Nesse sentido, entende a Corte que:

a realização dos direitos econômicos, sociais e culturais -

alÈm de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de concretizaÁ„o - depende, em grande medida, de um inescap·vel vÌnculo financeiro subordinado ‡s possibilidades orÁament·rias do Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a incapacidade econÙmico-financeira da pessoa estatal, desta n„o se poder· razoavelmente exigir, considerada a limitaÁ„o material referida, a imediata efetivaÁ„o do comando fundado no texto da Carta PolÌtica. N„o se mostrar· lÌcito, no entanto, ao Poder P˙blico, em tal hipÛtese - mediante indevida manipulaÁ„o de sua atividade financeira e/ou polÌtico-administrativa - criar obst·culo artificial que revele o ilegÌtimo, arbitr·rio e censur·vel propÛsito de fraudar, de frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preservaÁ„o, em favor da pessoa e dos cidad„os, de condiÁıes materiais mÌnimas de existÍncia. 3

“(

)

Por fim, vale destacar que os direitos sociais, por estarem sujeitos ‡ reserva do possÌvel, possuem uma carga de efic·cia menor do que os direitos de primeira geraÁ„o. Isso porque os direitos sociais somente podem ser concretizados com a execuÁ„o eficiente de polÌticas p˙blicas; por outro lado, a concretizaÁ„o dos direitos de defesa (direitos de 1™ geraÁ„o) depende, essencialmente, de “obrigações de não fazer” do Estado.

2 STF, RE 436.996 AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 22.11.2005.

3 ADPF 45 MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, j. 29.04.2004, DJ 04.05.2004.

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Min. Celso de Mello. 22.11.2005. 3 ADPF 45 MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, j. 29.04.2004,
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INEXIST NCIA DE RECURSOS DEMONSTRA« O OBJETIVA CL£USULA DA RESERVA DO POSSÕVEL AUS NCIA DE
INEXIST NCIA DE
RECURSOS
DEMONSTRA« O OBJETIVA
CL£USULA DA
RESERVA DO
POSSÕVEL
AUS NCIA DE
PREVIS O
OR«AMENT£RIA
TEM COMO LIMITE O "MÕNIMO
EXISTENCIAL

2.2- Os direitos sociais e o mÌnimo existencial:

Os direitos sociais, na condiÁ„o de direitos fundamentais, s„o indispens·veis

para a realizaÁ„o da dignidade da pessoa humana. O Estado, na sua tarefa de concretizaÁ„o desses direitos, deve garantir o mÌnimo existencial. Considera-se mÌnimo existencial o grupo de prestaÁıes essenciais que se deve fornecer

ao

ser humano para que ele tenha uma existÍncia digna.

O

princÌpio do mÌnimo existencial È compatÌvel e deve conviver com a

cl·usula da reserva do possÌvel. O Estado, na busca da promoÁ„o do bem- estar do homem, deve proteger os direitos individuais e, alÈm disso, garantir condiÁıes materiais mÌnimas de existÍncia aos indivÌduos. Assim, os gastos p˙blicos devem ser voltados, prioritariamente, a garantir o mÌnimo existencial; uma vez garantido o mÌnimo existencial, o Estado poder· discutir em que outros projetos investir.

Segundo o STF, o mÌnimo existencial È uma limitaÁ„o ‡ cl·usula da reserva do possÌvel. 4 Isso porque a reserva do possÌvel sÛ poder· ser alegada pelo Poder P˙blico como argumento para a n„o concretizaÁ„o de direitos sociais uma vez que tenha sido assegurado o mÌnimo existencial pelo Estado. Em outras palavras, a reserva do possÌvel somente È invoc·vel apÛs a garantia, pelo Estado, do mÌnimo existencial. A garantia do mÌnimo existencial È uma obrigaÁ„o inafast·vel do Estado, n„o sujeita ‡ reserva do possÌvel.

A vis„o que apresentamos a respeito da concretizaÁ„o dos direitos sociais busca compatibilizar a “reserva do possível” com o “mínimo existencial”. É essa a visão adotada pelo STF.

PorÈm, h· visıes mais radicais: uma delas tende a conferir prevalÍncia ‡ reserva do possÌvel; outra, defende a primazia do mÌnimo existencial.

possÌvel; outra, defende a primazia do mÌnimo existencial. 4 STF, RE 639.637. AgR. Rel. Min. Celso

4 STF, RE 639.637. AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 15.09.2011

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defende a primazia do mÌnimo existencial. 4 STF, RE 639.637. AgR. Rel. Min. Celso de Mello.
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A primeira vis„o (de car·ter liberal) entende que n„o caberia ao Poder Judici·rio, sob pena de violaÁ„o ‡ separaÁ„o dos poderes, intervir na execuÁ„o de polÌticas p˙blicas. Nesse sentido, h· que se observar integralmente a “reserva do possível”.

A segunda vis„o (mais intervencionista) n„o considera a “reserva do possível” como um limitador para a concretizaÁ„o dos direitos sociais. Sob essa Ûtica, os direitos sociais n„o poderiam ser considerados normas de car·ter meramente program·tico.

Essa linha de pensamento defende ferrenhamente a judicializaÁ„o das polÌticas p˙blicas, com vistas a promover a m·xima efetivaÁ„o dos direitos sociais. Chega-se atÈ mesmo a argumentar que os direitos sociais, enquanto direitos fundamentais, teriam aplicaÁ„o imediata, conforme o art. 5 , ß 1 , CF/88.

O Poder Judici·rio, com vistas ‡ concretizaÁ„o dos direitos sociais e ‡ garantia do mÌnimo existencial, tem adotado in˙meras decisıes relacionadas ao direito ‡ sa˙de. Nesse sentido, destacamos o seguinte:

a) Segundo o STF, o direito ‡ sa˙de (art. 196) È um direito p˙blico

subjetivo, assegurado ‡ generalidade das pessoas, que conduz o indivÌduo e o Estado a uma relaÁ„o jurÌdica obrigacional.

Apesar de o art. 196, CF/88, ser uma norma program·tica, ele impıe aos entes federativos um dever de atuaÁ„o positiva. Assim, para que se garanta a forÁa normativa da ConstituiÁ„o, o Poder P˙blico deve atuar na concretizaÁ„o do direito ‡ sa˙de. Com base nesse entendimento, s„o v·rias as decisıes do Poder Judici·rio determinando que a AdministraÁ„o P˙blica forneÁa medicamentos e tratamento mÈdico a indivÌduos portadores de doenÁa.

b) O STF decidiu que a AdministraÁ„o P˙blica pode ser obrigada,

por decis„o do Poder Judici·rio, a manter estoque mÌnimo de medicamento utilizado no combate a doenÁa grave. 5 A manutenÁ„o de estoque mÌnimo do medicamento È importante para que se possa

garantir a continuidade dos tratamentos, evitando prejuÌzos aos pacientes.

c) O STJ considera que o juiz pode determinar o bloqueio e o

sequestro de verbas p˙blicas como forma de garantir o fornecimento

5 RE 429.903/RJ. Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 25.06.2014

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p˙blicas como forma de garantir o fornecimento 5 RE 429.903/RJ. Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 25.06.2014 7
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de medicamentos pelo Poder P˙blico. 6 Assim, caso a AdministraÁ„o P˙blica se negue a cumprir decis„o judicial que determinou o fornecimento de medicamentos, o juiz poder· determinar o bloqueio e o sequestro de verbas p˙blicas.

O bloqueio e sequestro de verbas p˙blicas deve ser encarado, todavia, como uma medida de car·ter excepcional, aplic·vel somente quando ficar configurado que o Estado n„o est· cumprindo sua obrigaÁ„o de fornecer os medicamentos e de que essa demora est· trazendo riscos ‡ sa˙de e ‡ vida do doente.

… notÛrio que a atuaÁ„o do Poder Judici·rio na implementaÁ„o de polÌticas p˙blicas com vistas a concretizar direitos fundamentais tem se intensificado nos ˙ltimos anos. Essa atuaÁ„o tem ocorrido atÈ mesmo em matÈria de polÌtica penitenci·ria e de seguranÁa p˙blica.

Conforme decidiu o STF, o Poder Judici·rio pode determinar ‡ AdministraÁ„o P˙blica que execute obras emergenciais em estabelecimentos prisionais (presÌdios) a fim de proteger os direitos fundamentais dos detentos, assegurando-lhes o respeito ‡ sua integridade fÌsica e moral. N„o se pode invocar, para contestar tal decis„o, o princÌpio da separaÁ„o de poderes ou mesmo a cl·usula da reserva do possÌvel. 7

2.3- A vedaÁ„o ao retrocesso:

O princÌpio da vedaÁ„o ao retrocesso busca evitar que as conquistas sociais j· alcanÁadas pelo cidad„o sejam desconstituÌdas. Segundo Canotilho, baseado no princÌpio do n„o retrocesso social, os direitos sociais, uma vez tendo sido previstos, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto um direito subjetivo. Isso limita o legislador e exige a realizaÁ„o de uma polÌtica condizente com esses direitos, sendo inconstitucionais quaisquer medidas estatais que, sem a criaÁ„o de outros esquemas alternativos ou compensatÛrios, anulem, revoguem ou aniquilem o seu n˙cleo essencial.

O STF considera que a “cl·usula que veda o retrocesso em matÈria de direitos a prestaÁıes positivas do Estado (como o direito ‡ educaÁ„o, o direito ‡ sa˙de ou o direito ‡ seguranÁa p˙blica, v.g.) traduz, no processo de efetivaÁ„o desses direitos fundamentais individuais ou coletivos, obst·culo a que os nÌveis de concretizaÁ„o de tais prerrogativas, uma vez atingidos, venham a ser ulteriormente reduzidos ou suprimidos pelo Estado”. 8

6 REsp 1.069.810/RS. Rel. Min. Napole„o Nunes Maia Filho. 23.10.2013. 7 RE 592.581/RS. Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 13.08.2015. 8 STF, RE 436.996 AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 22.11.2005.

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Min. Ricardo Lewandowski. 13.08.2015. 8 STF, RE 436.996 – AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 22.11.2005.
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(FUB 2015) Os direitos sociais impıem deveres ao Estado que assegurem ao cidad„o condiÁıes mÌnimas para uma vida digna, independentemente da existÍncia de recursos p˙blicos para custeio; assim, autoriza-se a livre invas„o da atividade administrativa pelo Poder Judici·rio para efetivaÁ„o daqueles direitos, fenÙmeno conhecido como judicializaÁ„o de polÌticas p˙blicas.

Coment·rios:

 

A existÍncia de recursos p˙blicos deve ser levada em consideraÁ„o na efetivaÁ„o dos direitos sociais, apesar de o Estado ter a obrigaÁ„o de assegurar ao cidad„o condiÁıes mÌnimas para uma vida digna. Quest„o errada.

(PGE / PR 2015) No que toca ‡ realizaÁ„o dos direitos sociais constitucionalmente garantidos, h· que se atentar para a vedaÁ„o do retrocesso social, que se coloca apenas ‡s polÌticas p˙blicas executivas, posto que n„o se pode ferir a liberdade do legislador.

Coment·rios :  

Coment·rios:

 

A vedaÁ„o ao retrocesso social È um princÌpio que deve ser observado pelo legislador (e n„o apenas pelas polÌticas p˙blicas executivas). Quest„o errada.

 

(PGE / PR 2015) A teoria de efetivaÁ„o dos direitos sociais na dependÍncia de recursos econÙmicos (“reserva do possível”) é a adaptação de entendimento fixado pela jurisprudÍncia constitucional alem„ e integralmente aceita pelo Supremo Tribunal Federal.

Coment·rios:

 

Não se

pode

dizer

que

a “reserva do possível” é

integralmente aceita pelo STF. Isso porque, na vis„o da Corte, há que se observar, também, o “mínimo existencial”. Quest„o errada.

(MPE / BA 2015) A implementaÁ„o das prestaÁıes materiais e jurÌdicas exigÌveis para a reduÁ„o das desigualdades no plano f·tico, por dependerem em grande medida da disponibilidade orÁament·ria do Estado, faz com que estes direitos tenham o seu campo de efetividade mais

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da disponibilidade orÁament·ria do Estado, faz com que estes direitos tenham o seu campo de efetividade
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dificultado que os direitos de primeira geraÁ„o.

Coment·rios:

De fato, a concretizaÁ„o (efetivaÁ„o) dos direitos sociais È mais complexa do que a dos direitos de liberdade (de primeira geraÁ„o). Isso porque a efetivaÁ„o dos direitos sociais depende da execuÁ„o de polÌticas p˙blicas, as quais, para serem realizadas, exigem recursos econÙmicos. Quest„o correta.

(DPE / PE 2015) De acordo com o entendimento do STF, È inadmissÌvel que o Poder Judici·rio disponha sobre polÌticas p˙blicas de seguranÁa, mesmo em caso de persistente omiss„o do Estado, haja vista a indevida ingerÍncia em quest„o, que envolve a discricionariedade do Poder Executivo.

Coment·rios:

A seguranÁa È um direito social que deve ser garantido mediante polÌticas p˙blicas do Estado. PorÈm, havendo persistente omiss„o do Estado, poder·, sim, o Poder Judici·rio intervir. Quest„o errada.

3- Os direitos sociais individuais dos trabalhadores (art. 7 ):

No art. 7 da ConstituiÁ„o, s„o enumerados os direitos sociais individuais dos trabalhadores. Leia-o atentamente, pois ele costuma ser cobrado em sua literalidade.

Art. 7 S„o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, alÈm de outros que visem ‡ melhoria de sua condiÁ„o social:

Note que a ConstituiÁ„o, no caput do art. 7 , equipara os direitos do trabalhador rural aos do trabalhador urbano.

I - relaÁ„o de emprego protegida contra despedida arbitr·ria ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que prever· indenizaÁ„o compensatÛria, dentre outros direitos;

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causa, nos termos de lei complementar, que prever· indenizaÁ„o compensatÛria, dentre outros direitos ; 10 de
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Esse dispositivo È tÌpica norma de efic·cia limitada, exigindo lei complementar que proteja a relaÁ„o de emprego contra despedida arbitr·ria ou sem justa causa. Trata-se do direito ‡ seguranÁa no emprego.

Segundo o art. 10, do ADCT (Ato das DisposiÁıes Constitucionais TransitÛrias), atÈ a promulgaÁ„o da mencionada lei complementar, a indenizaÁ„o contra a despedida arbitr·ria ou sem justa causa ficar· restrita a 40% sobre os depÛsitos do Fundo de Garantia do Tempo de ServiÁo (FGTS), realizados em favor do empregado.

Cabe destacar que a proteÁ„o conferida pela ConstituiÁ„o somente alcanÁa a despedida arbitr·ria ou sem justa causa. N„o haver· indenizaÁ„o, portanto, diante da despedida por justa causa.

A CF/88 extinguiu a antiga “estabilidade decenal, que, apesar de estar prevista na CLT, n„o foi recepcionada pela nova ordem constitucional. Pela regra da estabilidade decenal, o empregado que tivesse mais de 10 anos de empresa n„o poderia ser demitido, salvo em caso de falta grave ou circunst‚ncia de forÁa maior.

Hoje, nem mesmo a despedida arbitr·ria ou sem custa causa s„o proibidas. Elas poder„o ocorrer, cabendo, todavia, indenizaÁ„o. Destaque-se que o art. 10, do ADCT, estabelece 2 (dois) casos de vedaÁ„o absoluta ‡ dispensa arbitr·ria ou sem justa causa:

a) Do empregado eleito para cargo de direÁ„o de comissıes internas de prevenÁ„o de acidentes (CIPA), desde o registro de sua candidatura atÈ um ano apÛs o final de seu mandato;

b) Da empregada gestante, desde a confirmaÁ„o da gravidez atÈ cinco meses apÛs o parto.

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involunt·rio;

Note que o seguro-desemprego sÛ È devido no caso de desemprego involunt·rio. As bancas examinadoras adoram confundir os candidatos, falando em desemprego “voluntário”, o que estará errado.

III - fundo de garantia do tempo de serviÁo;

O FGTS (Fundo de Garantia) È recolhido pelo empregador ‡ alÌquota de 8% sobre a remuneraÁ„o paga ou devida, no mÍs anterior, a cada trabalhador. Destaque-se que o FGTS n„o È direito dos servidores p˙blicos estatut·rios.

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anterior, a cada trabalhador. Destaque-se que o FGTS n„o È direito dos servidores p˙blicos estatut·rios .
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IV - sal·rio mÌnimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais b·sicas e ‡s de sua famÌlia com moradia, alimentaÁ„o, educaÁ„o, sa˙de, lazer, vestu·rio, higiene, transporte e previdÍncia social, com reajustes periÛdicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculaÁ„o para qualquer fim;

O sal·rio mÌnimo deve ser fixado em lei formal: verifica-se, aqui, hipÛtese

de reserva legal. Em torno desse tema, houve relevante controvÈrsia apreciada pelo STF. A Lei n 12.382/2011 estabeleceu que o valor do sal·rio mÌnimo seria de R$ 545,00, mas que decreto presidencial seria respons·vel pelos reajustes e aumentos salariais segundo determinados Ìndices.

Segundo o STF, a Lei n 12.382/2011 È constitucional, n„o havendo Ûbice a que um decreto presidencial estabeleÁa os reajustes, cuja fÛrmula e Ìndices est„o previstos na prÛpria lei. O decreto presidencial n„o estaria, assim, fixando o valor do sal·rio mÌnimo; ele seria um mero ato declaratÛrio do valor reajustado segundo a polÌtica de valorizaÁ„o prevista na lei. 9

O sal·rio mÌnimo È ˙nico para todo o territÛrio nacional, o que impede a

existÍncia de sal·rios mÌnimos regionais. Destaque-se que existem os chamados “pisos salariais”, que não se confundem com salário mínimo, e são resultantes de negociaÁıes coletivas de trabalho.

O sal·rio mÌnimo n„o pode sofrer vinculaÁ„o, ou seja, servir como indexador, para qualquer fim. … relevante destacar que esse impedimento ‡ vinculaÁ„o do sal·rio mÌnimo tem como objetivo evitar que aumentos do seu valor se propaguem para toda a economia, prejudicando o poder aquisitivo.

Para fecharmos esse tÛpico, È importante que vocÍ saiba que o STF permite que os conscritos recebam remuneraÁ„o inferior ao sal·rio-mÌnimo.

Veja o que dispıe a S˙mula Vinculante n o 06, que poder· ser cobrada em sua

prova:

S˙mula Vinculante n 06: “Não viola a ConstituiÁ„o o estabelecimento de remuneraÁ„o inferior ao sal·rio mÌnimo para as praças prestadoras de serviço militar inicial”.

A justificativa para essa exceÁ„o È que a ConstituiÁ„o Federal n„o estendeu

garantia de remuneraÁ„o n„o inferior ao sal·rio mÌnimo, como

o fez para outras categorias de trabalhadores. O regime a que se submetem os militares n„o se confunde com aquele aplic·vel aos servidores civis, visto que tÍm direitos, garantias, prerrogativas e impedimentos prÛprios. Isso porque os cidad„os que prestam serviÁo militar obrigatÛrio exercem um m˙nus p˙blico relacionado com a defesa da soberania da p·tria. Por isso mesmo, a obrigaÁ„o

aos militares a

9 STF, ADI 4568/DF, Rel. Min. Carmen L˙cia. 03.11.2011.

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Por isso mesmo, a obrigaÁ„o aos militares a 9 STF, ADI 4568/DF, Rel. Min. Carmen L˙cia.
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do Estado quanto aos conscritos limita-se a fornecer-lhes as condiÁıes materiais para a adequada prestaÁ„o do serviÁo militar obrigatÛrio nas ForÁas Armadas.

V - piso salarial proporcional ‡ extens„o e ‡ complexidade do trabalho;

O piso salarial È estabelecido por categoria de trabalhadores e fixado mediante

negociaÁ„o coletiva de trabalho. Na fixaÁ„o do piso salarial, deve-se levar

em consideraÁ„o a extens„o e a complexidade do trabalho.

VI - irredutibilidade do sal·rio, salvo o disposto em convenÁ„o ou acordo coletivo;

A irredutibilidade do sal·rio guarda estreita relaÁ„o com o princÌpio da vedaÁ„o

ao retrocesso. Assim, em regra, o sal·rio n„o poder· ser reduzido. A reduÁ„o salarial È hipÛtese excepcional, que somente ocorrer· mediante negociaÁ„o coletiva de trabalho (convenÁ„o coletiva ou acordo coletivo).

Destaque-se que convenÁ„o coletiva e acordo coletivo s„o espÈcies do gÍnero “negociação coletiva de trabalho”. ConvenÁ„o coletiva de trabalho È uma negociaÁ„o entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal. J· o acordo coletivo de trabalho, È uma negociaÁ„o entre o sindicato dos trabalhadores e uma empresa ou grupo de empresas.

A negociaÁ„o coletiva de trabalho pode, portanto, flexibilizar a irredutibilidade

salarial. Essa flexibilidade se deve ao fato de que, muitas vezes, È mais

benÈfico para uma categoria aceitar uma reduÁ„o salarial (numa crise econÙmica, por exemplo), que arcar com um grande aumento do desemprego.

 

(TRT 2 a Regi„o 2015) A irredutibilidade salarial n„o È absoluta, sendo lÌcita mediante previs„o em convenÁ„o ou acordo coletivo.

Coment·rios :

Coment·rios:

… possÌvel a reduÁ„o salarial atravÈs de convenÁ„o ou acordo coletivo. Portanto, a irredutibilidade salarial n„o È absoluta. Quest„o correta.

VII - garantia de sal·rio, nunca inferior ao mÌnimo, para os que percebem remuneraÁ„o vari·vel;

H· alguns trabalhadores que possuem remuneraÁ„o vari·vel. Como exemplo, citamos um funcion·rio de uma loja que recebe por comiss„o de suas

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remuneraÁ„o vari·vel . Como exemplo, citamos um funcion·rio de uma loja que recebe por comiss„o de
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vendas. Em meses com alto volume de vendas, ele recebe muito bem; porÈm, em um mÍs de vendas fracas, ele ter· uma remuneraÁ„o bastante reduzida. A ConstituiÁ„o garante, entretanto, que esse trabalhador nunca receber· uma remuneraÁ„o inferior ao sal·rio mÌnimo.

VIII - dÈcimo terceiro sal·rio com base na remuneraÁ„o integral ou no valor da aposentadoria;

O dÈcimo terceiro sal·rio È o que se conhece por gratificaÁ„o natalina.

IX - remuneraÁ„o do trabalho noturno superior ‡ do diurno;

==cd497==

Esse dispositivo garante aos trabalhadores a percepÁ„o de adicional noturno. Destaque-se que o valor do adicional noturno n„o È definido pela ConstituiÁ„o Federal, mas sim pela legislaÁ„o infraconstitucional.

… importante que vocÍ saiba que a previs„o de remuneraÁ„o do trabalho

noturno superior ‡ do diurno È devida inclusive para os empregados que

trabalham em regime de revezamento. … o que dispıe a S˙mula 213 do STF, segundo a qual:

… devido o adicional de serviÁo noturno, ainda que sujeito o empregado ao regime de revezamento.”

X - proteÁ„o do sal·rio na forma da lei, constituindo crime sua retenÁ„o dolosa;

A maior parte da populaÁ„o brasileira n„o possui poupanÁa, dependendo do

sal·rio para sobreviver. O sal·rio È, portanto, uma verba de natureza alimentar; em raz„o disso È que constitui crime sua retenÁ„o dolosa por parte do empregador.

XI - participaÁ„o nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneraÁ„o, e,

excepcionalmente, participaÁ„o na gest„o da empresa, conforme definido em lei;

Trata-se de norma de efic·cia limitada, dependente de lei para produzir todos os seus efeitos. A participaÁ„o nos lucros È desvinculada da remuneraÁ„o e È uma forma de se estimular a produtividade do trabalhador.

XII - sal·rio-famÌlia pago em raz„o do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;

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XII - sal·rio-famÌlia pago em raz„o do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da
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O sal·rio-famÌlia È um benefÌcio previdenci·rio, sendo devido somente ao

trabalhador de baixa renda. … pago em cotas, de acordo com o n˙mero de dependentes (se o trabalhador possui um dependente, ele recebe uma cota do sal·rio-famÌlia; se ele possui dois dependentes, ele recebe duas cotas de sal·rio-famÌlia).

Os critÈrios para o recebimento do sal·rio-famÌlia s„o definidos em lei formal. Mais uma vez, estamos diante de uma norma de efic·cia limitada.

(TRT 2 a Regi„o 2015) O sal·rio-famÌlia ser· pago em virtude do dependente do trabalhador, sem se cogitar da renda por ele auferida, j· que se trata de um direito social garantido constitucionalmente.

Coment·rios:

O sal·rio famÌlia somente È devido ao trabalhador de baixa renda. Quest„o errada.

È devido ao trabalhador de baixa renda . Quest„o errada. XIII - duraÁ„o do trabalho normal

XIII - duraÁ„o do trabalho normal n„o superior a oito horas di·rias e

quarenta e quatro semanais, facultada a compensaÁ„o de hor·rios e a reduÁ„o da jornada, mediante acordo ou convenÁ„o coletiva de trabalho;

A regra È a prestaÁ„o de trabalho por atÈ 8 horas di·rias e 44 horas

semanais. Normalmente, isso È feito mediante jornadas de 8 horas de segunda-feira a sexta-feira e de 4 horas no s·bado. … possÌvel a compensaÁ„o de hor·rios: um trabalhador que tenha um contrato de trabalho de 44 horas semanais e 8 horas di·rias poder·, por exemplo, trabalhador 2 horas a menos em um determinado dia, compensando-as posteriormente.

Cabe destacar que, excepcionalmente, È possÌvel haver reduÁ„o da jornada de trabalho, mediante acordo ou convenÁ„o coletiva.

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento,
XIV -
jornada
de
seis
horas
para
o
trabalho
realizado
em
turnos
ininterruptos de revezamento, salvo negociaÁ„o coletiva;

O trabalho prestado em turnos ininterruptos de revezamento È aquele em que

h· altern‚ncia de hor·rios; nesse regime de trabalho, os trabalhadores se revezam nos postos de trabalho. Em um determinado dia, trabalha ‡ noite; no outro, pela manh„; no outro, ‡ tarde.

Nesse caso, devido ao grande desgaste para a sa˙de do trabalhador, a ConstituiÁ„o prevÍ uma jornada de seis horas. Note que esta poder·, excepcionalmente, ser aumentada, em caso de negociaÁ„o coletiva.

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de seis horas . Note que esta poder·, excepcionalmente, ser aumentada , em caso de negociaÁ„o
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XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

Atente para a palavra preferencialmente. N„o h· obrigaÁ„o de concess„o desse repouso no domingo: ele pode acontecer em qualquer outro dia da semana.

XVI - remuneraÁ„o do serviÁo extraordin·rio superior, no mÌnimo, em cinquenta por cento ‡ do normal;

A remuneraÁ„o do serviÁo extraordin·rio È o que se conhece por hora-extra.

Note a express„o “no mínimo! Uma quest„o de concurso que disser que essa remuneraÁ„o È necessariamente 50% superior ‡ do serviÁo normal estar· errada.

XVII - gozo de fÈrias anuais remuneradas com, pelo menos, um terÁo a mais do que o sal·rio normal;

Esse dispositivo trata do adicional de fÈrias. O trabalhador faz jus a fÈrias, recebendo, durante esse perÌodo, sua remuneraÁ„o acrescida de, no mÌnimo, 1/3 do sal·rio normal. Assim, o trabalhador poder· receber um adicional de fÈrias superior a 1/3 do sal·rio.

Note que a ConstituiÁ„o n„o dispÙs sobre a duraÁ„o das fÈrias, deixando essa tarefa para a legislaÁ„o infraconstitucional.

XVIII - licenÁa ‡ gestante, sem prejuÌzo do emprego e do sal·rio, com a duraÁ„o de cento e vinte dias;

XIX - licenÁa-paternidade, nos termos fixados em lei;

A licenÁa ‡ gestante tem duraÁ„o de 120 dias, conforme definido pela

ConstituiÁ„o. Durante esse perÌodo, a gestante fica licenciada, sem que perca

seu emprego e remuneraÁ„o. Assim, ela mantÈm seu vÌnculo de emprego com

a empresa e continua a receber sua remuneraÁ„o. Cabe destacar que a licenÁa

‡ gestante È tambÈm um direito outorgado ‡s servidoras p˙blicas.

No RE n 778.889/PE, o STF fixou a tese de que os prazos da licenÁa-gestante n„o podem ser superiores aos prazos da licenÁa-adotante, inclusive no que diz respeito ‡s prorrogaÁıes. Assim, se uma lei concede 120 dias de licenÁa ‡ gestante, dever„o ser concedidos tambÈm 120 dias de licenÁa ‡ adotante. 10

10 RE 788.889/PE, Rel. Min. Luiz Roberto Barroso. Julgamento: 10.03.2016. Nesse julgado, o STF considerou que o art. 210, da Lei n 8.112/90, ao conceder apenas 90 dias de licenÁa ‡ adotante, È inconstitucional.

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que o art. 210, da Lei n 8.112/90, ao conceder apenas 90 dias de licenÁa ‡
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A licenÁa-paternidade, por sua vez, È benefÌcio que depende de

regulamentaÁ„o por lei: trata-se, portanto, de norma de efic·cia limitada. Como essa lei n„o foi editada atÈ hoje, est· em vigor o mandamento previsto

no Ato das DisposiÁıes Constitucionais TransitÛrias (ADCT). Segundo o art.

10, ß 1 , do ADCT, "atÈ que lei venha a disciplinar o disposto no art. 7 , XIX

da ConstituiÁ„o, o prazo da licenÁa-paternidade a que se refere o inciso È de cinco dias".

XX - proteÁ„o do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos especÌficos, nos termos da lei;

A proteÁ„o ao mercado de trabalho da mulher tem como objetivo alcanÁar a

igualdade material. Nesse caso, almeja-se estabelecer a igualdade de

gÍneros. Trata-se de mais uma norma de efic·cia limitada.

XXI - aviso prÈvio proporcional ao tempo de serviÁo, sendo no mÌnimo de trinta dias, nos termos da lei;

O aviso prÈvio se aplica aos contratos de trabalho por tempo indeterminado. …

um instituto que tem como objetivo permitir que o trabalhador tenha um

tempo para buscar um novo emprego apÛs tomar conhecimento da intenÁ„o do empregador de demiti-lo.

O aviso prÈvio deve ser proporcional ao tempo de serviÁo: quanto maior o

tempo de serviÁo, maior ser· o prazo do aviso prÈvio. Deve-se observar,

contudo, que o prazo mÌnimo do aviso prÈvio È de 30 dias.

XXII - reduÁ„o dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de

sa˙de, higiene e seguranÁa;

A seguranÁa e a sa˙de no trabalho s„o considerados direitos essenciais dos

trabalhadores. A reduÁ„o dos riscos inerentes ao trabalho È, portanto, uma face importante das polÌticas p˙blicas em matÈria trabalhista. Esse dispositivo È que ampara a ediÁ„o, pelo MinistÈrio do Trabalho e Emprego, das chamadas NR’s (Normas Regulamentadoras).

XXIII - adicional de remuneraÁ„o para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;

As atividades penosas, insalubres ou perigosas implicam no pagamento de

adicional de remuneraÁ„o aos trabalhadores. Assim, um trabalhador que exerÁa atividade perigosa (contato permanente com inflam·veis e explosivos) receber· adicional de periculosidade; por sua vez, um trabalhador que exerÁa atividade insalubre receber· o adicional de insalubridade.

que exerÁa atividade insalubre receber· o adicional de insalubridade. XXIV - aposentadoria; 17 de 55
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A aposentadoria È um benefÌcio previdenci·rio assegurado aos trabalhadores. N„o È nosso objetivo, nesse momento, discorrer sobre os v·rios tipos de aposentadoria e os requisitos para sua concess„o.

XXV - assistÍncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atÈ 5 (cinco) anos de idade em creches e prÈ-escolas;

A assistÍncia gratuita em creches e prÈ-escolas È devida aos filhos e dependentes do trabalhador, desde o nascimento atÈ 5 (cinco anos) de idade. Atente para esse limite de idade!

XXVI - reconhecimento das convenÁıes e acordos coletivos de trabalho;

As negociaÁıes coletivas de trabalho podem ser de dois tipos: i) convenÁıes coletivas de trabalho (celebradas entre sindicato patronal e sindicato dos trabalhadores) e; ii) acordos coletivos de trabalho (celebrados entre sindicato dos trabalhadores e uma empresa ou grupo de empresas). Destaque- se que as negociaÁıes coletivas de trabalho s„o consideradas fontes do direito do trabalho.

XXVII - proteÁ„o em face da automaÁ„o, na forma da lei;

Trata-se de dispositivo que visa evitar que as inovaÁıes tecnolÛgicas substituam o papel desempenhado pelos trabalhadores, buscando garantir que n„o haja diminuiÁ„o do n˙mero de postos de trabalho. … uma tÌpica norma de efic·cia limitada, cuja concretizaÁ„o depende de lei regulamentadora.

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que este est· obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

O seguro contra acidentes de trabalho È um encargo do empregador, mas que n„o o exime de indenizar o empregado, quando tiver incorrido em dolo ou culpa. Em outras palavras, mesmo pagando seguro contra acidentes de trabalho, o empregador continua sujeito ‡ indenizaÁ„o caso estes ocorram. Entretanto, È necess·rio que haja dolo ou culpa.

XXIX - aÁ„o, quanto aos crÈditos resultantes das relaÁıes de trabalho, com

prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, atÈ o limite de dois anos apÛs a extinÁ„o do contrato de trabalho;

Esse inciso precisa ser analisado com atenÁ„o. Inicialmente, verifique que, tanto para o trabalhador urbano quanto para o rural, h· possibilidade de se requererem crÈditos relativos aos ˙ltimos cinco anos do contrato de trabalho. … a chamada prescriÁ„o quinquenal.

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crÈditos relativos aos ˙ltimos cinco anos do contrato de trabalho . … a chamada prescriÁ„o quinquenal
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Entretanto, desfeito o vÌnculo laboral, o trabalhador ter· apenas dois anos para reclamar tais crÈditos na JustiÁa. Nesse caso, entretanto, a cada dia de inÈrcia, perder· um dia de direito. Se entrar com uma aÁ„o trabalhista no ˙ltimo dia do prazo de dois anos, sÛ poder· reaver os crÈditos referentes aos trÍs ˙ltimos anos do contrato de trabalho, por exemplo.

XXX - proibiÁ„o de diferenÁa de sal·rios, de exercÌcio de funÁıes e de critÈrio de admiss„o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibiÁ„o de qualquer discriminaÁ„o no tocante a sal·rio e critÈrios de admiss„o do trabalhador portador de deficiÍncia;

XXXII - proibiÁ„o de distinÁ„o entre trabalho manual, tÈcnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos;

c

Esses trÍs dispositivos

isonomia. O inciso XXX proÌbe que sejam estabelecidas diferenÁa de sal·rios, de exercÌcio de funÁıes e de critÈrio de admiss„o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. O inciso XXXI impede que haja discriminaÁ„o no tocante a sal·rio e critÈrios de admiss„o do trabalhador portador de deficiÍncia. Por ˙ltimo, o inciso XXXII veda a distinÁ„o entre trabalho manual, tÈcnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos.

n„o-discriminaÁ„o, de

traduzem

obrigaÁıes

de

XXXIII - proibiÁ„o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condiÁ„o de aprendiz, a partir de quatorze anos;

“Dissecando-se” esse dispositivo, temos que:

a) A idade mÌnima para se trabalhar È aos dezesseis anos. H·, entretanto, uma exceÁ„o a esse limite mÌnimo de idade: pode-se trabalhar a partir dos quatorze anos de idade, na condiÁ„o de aprendiz.

b) Os menores de dezoito anos jamais poder„o exercer trabalho noturno, perigoso ou insalubre.

Assim, entre os 14 e 16 anos, sÛ pode trabalhar o menor aprendiz. Dos 16 aos 18 anos, qualquer um pode trabalhar, desde que n„o seja um trabalho noturno, perigoso ou insalubre. A partir dos 18 anos, o indivÌduo pode exercer qualquer trabalho, inclusive o noturno, perigoso ou insalubre.

(TRT 2 a Regi„o – 2015) O trabalhador faz jus a seguro contra acidentes de

(TRT 2 a Regi„o 2015) O trabalhador faz jus a seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que este esta obrigado, apenas quando for resultado de dolo ou culpa.

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sem excluir a indenizaÁ„o a que este esta obrigado, apenas quando for resultado de dolo ou
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Coment·rios:

… isso mesmo. O trabalhador faz jus a seguro contra acidentes de trabalho. Ademais, a indenizaÁ„o somente ser· devida ao trabalhador quando o empregador incorrer em dolo ou culpa. Quest„o correta.

(FUB 2015) A realizaÁ„o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre por menor de dezoito anos de idade È permitida desde que o empregador pague a esse trabalhador adicional pecuni·rio.

Coment·rios:

Os menores de 18 anos n„o podem, em qualquer situaÁ„o,

d

realizar trabalho noturno, perigoso ou insalubre. Quest„o

errada.

(TJ / MG 2015) … prevista aÁ„o, quanto aos crÈditos resultantes das relaÁıes de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, atÈ o limite de dois anos apÛs a extinÁ„o do contrato de trabalho.

Coment·rios:

… exatamente o que prevÍ a literalidade do art. 7 , XXIX, CF/88. Quest„o correta.

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vÌnculo empregatÌcio permanente e o trabalhador avulso.

O trabalhador avulso È aquele que presta serviÁos a v·rias empresas, mas que

È contratado por um Ûrg„o gestor de m„o-de-obra (OGMO). … o caso, por

exemplo, dos estivadores e carregadores que trabalham nos portos.

A ConstituiÁ„o Federal de 1988 reconhece a igualdade de direitos entre o

trabalhador avulso e o trabalhador com vÌnculo empregatÌcio permanente.

Par·grafo ˙nico. S„o assegurados ‡ categoria dos trabalhadores domÈsticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as condiÁıes estabelecidas em lei e observada a simplificaÁ„o do cumprimento das obrigaÁıes tribut·rias, principais e acessÛrias, decorrentes da relaÁ„o de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV

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decorrentes da relaÁ„o de trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX,
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e XXVIII, bem como a sua integraÁ„o ‡ previdÍncia social.

O par·grafo ˙nico do art. 7 da ConstituiÁ„o sofreu importantes modificaÁıes pela Emenda Constitucional n 72/2013 que assegurou importantes direitos trabalhistas aos empregados domÈsticos. O objetivo da EC n 72/2013 foi justamente assegurar igualdade de direitos trabalhistas entre os trabalhadores domÈsticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais. Destaque-se que, mesmo apÛs a referida emenda constitucional, nem todos os direitos trabalhistas foram assegurados aos empregados domÈsticos.

Na tabela abaixo, relaciono todos os direitos dos domÈsticos e destaco, em negrito, tudo aquilo que resulta de previs„o da EC n o 72/2013:

 

Sal·rio mÌnimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz

4

de atender a suas necessidades vitais b·sicas e ‡s de sua famÌlia com moradia, alimentaÁ„o, educaÁ„o, sa˙de, lazer, vestu·rio, higiene, transporte e previdÍncia social, com reajustes periÛdicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculaÁ„o para qualquer fim.

Irredutibilidade do sal·rio, salvo o disposto em convenÁ„o ou acordo coletivo.

Garantia de sal·rio, nunca inferior ao mÌnimo, para os que percebem remuneraÁ„o vari·vel (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

ProteÁ„o do sal·rio na forma da lei, constituindo crime sua retenÁ„o dolosa (direito assegurado apÛs a EC n o

72/2013).

DÈcimo terceiro sal·rio com base na remuneraÁ„o integral ou no valor da aposentadoria.

DuraÁ„o do trabalho normal n„o superior a oito horas di·rias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensaÁ„o de hor·rios e a reduÁ„o da jornada, mediante acordo ou convenÁ„o coletiva de trabalho (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

Repouso

semanal

remunerado,

preferencialmente

aos

domingos.

Direitos do

 

domÈstico

RemuneraÁ„o do serviÁo extraordin·rio superior, no mÌnimo, em cinquenta por cento ‡ do normal (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

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superior, no mÌnimo, em cinquenta por cento ‡ do normal (direito assegurado apÛs a EC n
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Gozo de fÈrias anuais remuneradas com, pelo menos, um terÁo a mais do que o

Gozo de fÈrias anuais remuneradas com, pelo menos, um terÁo a mais do que o sal·rio normal.

LicenÁa ‡ gestante, sem prejuÌzo do emprego e do sal·rio, com a duraÁ„o de cento e vinte dias.

 

LicenÁa-paternidade, nos termos fixados em lei.

 

Aviso prÈvio proporcional ao tempo de serviÁo, sendo no mÌnimo de trinta dias, nos termos da lei.

ReduÁ„o dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de sa˙de, higiene e seguranÁa (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

 

9

Aposentadoria.

Reconhecimento das convenÁıes e acordos coletivos de trabalho (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

ProibiÁ„o de diferenÁa de sal·rios, de exercÌcio de funÁıes e de critÈrio de admiss„o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

ProibiÁ„o de qualquer discriminaÁ„o no tocante a sal·rio e critÈrios de admiss„o do trabalhador portador de deficiÍncia (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

ProibiÁ„o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condiÁ„o de aprendiz, a partir de quatorze anos (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

IntegraÁ„o ‡ previdÍncia social.

 

RelaÁ„o de emprego protegida contra despedida arbitr·ria ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que prever· indenizaÁ„o compensatÛria, dentre outros direitos (direito assegurado apÛs a EC n o

72/2013).

 

Seguro-desemprego, em caso de desemprego involunt·rio (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

Fundo

de

garantia

do

tempo

de

serviÁo

(direito

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apÛs a EC n o 72/2013). Fundo de garantia do tempo de serviÁo (direito 22 de
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assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

RemuneraÁ„o do trabalho noturno superior ‡ do diurno (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

Sal·rio-famÌlia pago em raz„o do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

AssistÍncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atÈ 5 (cinco) anos de idade em creches e prÈ-escolas (direito assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do

empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que este est·

7

obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa (direito

assegurado apÛs a EC n o 72/2013).

Outro ponto importante È que alguns dos direitos previstos pela EC n o 72/2013 precisam de regulamentaÁ„o para que possam ser usufruÌdos. Em outras palavras, eles n„o puderam ser usufruÌdos de imediato, assim que foi promulgada a EC n 72/2013. Foi necess·ria a regulamentaÁ„o, que sÛ ocorreu por meio da Lei Complementar n 150/ 2015. S„o eles:

- RelaÁ„o de emprego protegida contra despedida arbitr·ria ou sem justa causa, nos termos de lei complementar, que prever· indenizaÁ„o compensatÛria, dentre outros direitos;

- Seguro-desemprego, em caso de desemprego involunt·rio;

- Fundo de garantia do tempo de serviÁo;

- RemuneraÁ„o do trabalho noturno superior ‡ do diurno;

- Sal·rio-famÌlia pago em raz„o do dependente do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;

- AssistÍncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atÈ 5 (cinco) anos de idade em creches e prÈ-escolas;

- Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que este est· obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

N„o custa sistematizar tudo isso em outra tabela, para melhor compreens„o:

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incorrer em dolo ou culpa. N„o custa sistematizar tudo isso em outra tabela, para melhor compreens„o:
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Direitos assegurados aos domÈsticos por normas origin·rias da ConstituiÁ„o

Direitos assegurados aos domÈsticos pela PEC n o 72/2013

Sal·rio mÌnimo, fixado

De exercÌcio imediato:

em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais b·sicas e ‡s de sua famÌlia

Garantia de sal·rio, nunca inferior ao mÌnimo, para os que percebem remuneraÁ„o vari·vel;

ProteÁ„o do sal·rio na forma da lei,

 

constituindo crime sua retenÁ„o dolosa;

DuraÁ„o do trabalho normal n„o superior a

com moradia, alimentaÁ„o, educaÁ„o, sa˙de, lazer,

vestu·rio, higiene, transporte

previdÍncia social, com

reajustes periÛdicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculaÁ„o para qualquer fim;

Irredutibilidade do

e

oito horas di·rias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensaÁ„o de hor·rios e a reduÁ„o da

jornada, mediante acordo ou convenÁ„o coletiva de trabalho;

RemuneraÁ„o do serviÁo extraordin·rio

superior, no mÌnimo, em cinquenta por cento ‡ do normal;

ReduÁ„o dos riscos inerentes ao trabalho, por

meio de normas de sa˙de, higiene e seguranÁa;

sal·rio, salvo o disposto em convenÁ„o ou acordo coletivo;

DÈcimo terceiro sal·rio com base na remuneraÁ„o integral ou no valor da aposentadoria;

Repouso semanal

remunerado, preferencialmente aos domingos;

Gozo de fÈrias anuais

Reconhecimento das convenÁıes e acordos coletivos de trabalho;

ProibiÁ„o de diferenÁa de sal·rios, de

exercÌcio de funÁıes e de critÈrio de admiss„o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

ProibiÁ„o de qualquer discriminaÁ„o no

tocante a sal·rio e critÈrios de admiss„o do trabalhador portador de deficiÍncia;

ProibiÁ„o de trabalho noturno, perigoso ou

insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condiÁ„o de aprendiz, a partir de quatorze anos.

remuneradas com, pelo

menos, um terÁo a mais do que o sal·rio normal;

LicenÁa ‡ gestante,

Direitos de exercÌcio condicionado ‡ obediÍncia ‡ regulamentaÁ„o legal

sem prejuÌzo do emprego e

do

cento e vinte dias;

sal·rio, com a duraÁ„o de

despedida arbitr·ria ou sem justa causa, nos termos

RelaÁ„o de emprego protegida contra

LicenÁa-paternidade,

de lei complementar, que prever· indenizaÁ„o compensatÛria, dentre outros direitos;

Seguro-desemprego, em caso de desemprego

nos termos fixados em lei;

Aviso

prÈvio

proporcional ao tempo de serviÁo, sendo no mÌnimo de trinta dias, nos termos da lei;

involunt·rio;

Fundo de garantia do tempo de serviÁo;

RemuneraÁ„o do trabalho noturno superior ‡

Aposentadoria;

IntegraÁ„o

previdÍncia social.

do diurno;

do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;

Sal·rio-famÌlia pago em raz„o do dependente

   

AssistÍncia gratuita aos filhos e dependentes

 

desde o nascimento atÈ 5 (cinco) anos de idade em creches e prÈ-escolas;

Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo

do empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que

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 Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que
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este est· obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

este est· obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

Como poucos direitos listados nos incisos do art. 7 da Constituição ficaram “de fora”, ou seja, poucos n„o foram atribuÌdos aos domÈsticos, acho interessante lista-los abaixo, para que vocÍ n„o caia em eventuais “pegadinhas” de prova:

 

Piso salarial proporcional ‡ extens„o e ‡ complexidade do trabalho;

ParticipaÁ„o nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneraÁ„o, e, excepcionalmente, participaÁ„o na gest„o da empresa, conforme definido em lei;

Jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociaÁ„o coletiva;

ProteÁ„o do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos especÌficos, nos termos da lei;

Direitos que n„o foram, atribuÌdos, pela CF/88, aos domÈsticos.

Adicional de remuneraÁ„o para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;

ProteÁ„o em face da automaÁ„o, na forma da lei;

AÁ„o, quanto aos crÈditos resultantes das relaÁıes de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, atÈ o limite de dois anos apÛs a extinÁ„o do contrato de trabalho;

ProibiÁ„o de distinÁ„o entre trabalho manual, tÈcnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos;

Igualdade de direitos entre o trabalhador com vÌnculo empregatÌcio permanente e o trabalhador avulso.

Obviamente, alguns desses direitos n„o foram previstos para o domÈstico pelas prÛprias caracterÌsticas do trabalho. N„o faria sentido, por exemplo, prever uma “participação nos lucros”, já que não trabalham em uma pessoa jurÌdica.

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por exemplo, prever uma “participação nos lucros”, já que não trabalham em uma pessoa jurÌdica. 25
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Apesar dessa aparente falta de isonomia, È importante que vocÍ atente para um detalhe: a ConstituiÁ„o Federal prevÍ, sim, a igualdade de direitos entre domÈsticos e demais trabalhadores, urbanos e rurais. Nos termos da PEC n o 72/2013, diz-se que esta “altera a redaÁ„o do par·grafo ˙nico do art. 7 da ConstituiÁ„o Federal para estabelecer a igualdade de direitos trabalhistas entre os trabalhadores domÈsticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais”.

(UEG 2015) Os empregados domÈsticos passaram a ter direitos sociais antes previstos apenas para os demais trabalhadores em geral. … o caso do piso salarial nacional, que deve ser proporcional ‡ extens„o e ‡ complexidade do trabalho.

Coment·rios:

A EC n 72/2013 n„o atribuiu aos empregados domÈsticos o direito ao piso salarial proporcional ‡ extens„o e ‡ complexidade do trabalho. Quest„o errada.

extens„o e ‡ complexidade do trabalho. Quest„o errada. 4- Os direitos sociais coletivos dos trabalhadores: Em

4- Os direitos sociais coletivos dos trabalhadores:

Em seus arts. 8 a 11, a ConstituiÁ„o enumera v·rios direitos coletivos dos trabalhadores. Que tal lermos esses dispositivos juntos, fazendo os apontamentos necess·rios para gabaritar as questıes de prova a eles referentes?

Art. 8 … livre a associaÁ„o profissional ou sindical, observado o seguinte:

I - a lei n„o poder· exigir autorizaÁ„o do Estado para a fundaÁ„o de sindicato, ressalvado o registro no Ûrg„o competente, vedadas ao Poder P˙blico a interferÍncia e a intervenÁ„o na organizaÁ„o sindical;

A fundaÁ„o de sindicato independe de autorizaÁ„o estatal (nem mesmo a lei poder· fazer tal exigÍncia). Todavia, a fundaÁ„o de sindicato necessita de registro em Ûrg„o competente, ou seja, registro no MinistÈrio do Trabalho e Emprego. Destaque-se que È vedada a interferÍncia do Poder P˙blico nos sindicatos (princÌpio da autonomia sindical).

II - È vedada a criaÁ„o de mais de uma organizaÁ„o sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econÙmica, na mesma base territorial, que ser· definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, n„o podendo ser inferior ‡ ·rea de um MunicÌpio;

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pelos trabalhadores ou empregadores interessados, n„o podendo ser inferior ‡ ·rea de um MunicÌpio; 26 de
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Esse dispositivo consagra o princÌpio da unicidade da organizaÁ„o sindical, que È um limitador da autonomia sindical. Segundo esse princÌpio, n„o podem coexistir mais de um sindicato da mesma categoria profissional (trabalhadores) ou econÙmica (empregadores) dentro de uma idÍntica base territorial, que n„o poder· ser inferior ‡ ·rea de um MunicÌpio. Como exemplo, sÛ poder· haver um Sindicato de professores no MunicÌpio de Belo Horizonte.

E em caso de existirem mais de um sindicato na mesma base territorial?

Nesse caso, estaremos diante de um conflito, a ser resolvido pela anterioridade, ou seja, a categoria ser· representada pela entidade que primeiro realizou seu registro no Ûrg„o competente. Percebe-se, aqui, que o registro do sindicato no MinistÈrio do Trabalho e Emprego È um instrumento essencial para que o Estado realize o controle da unicidade sindical.

(Manausprev 2015) O princÌpio da unicidade sindical garante a existÍncia de uma ˙nica organizaÁ„o sindical representativa de um mesmo grupo de trabalhadores ou de empres·rios numa mesma base territorial.

Coment·rios:

De fato, o princÌpio da unicidade sindical, previsto no inciso II do art. 8 da ConstituiÁ„o, determina que n„o podem coexistir mais de um sindicato da mesma categoria profissional (trabalhadores) ou econÙmica (empregadores) dentro de uma idÍntica base territorial, que n„o poder· ser inferior ‡ ·rea de um MunicÌpio. Quest„o correta.

(Manausprev 2015) A fundaÁ„o de sindicato depende de autorizaÁ„o estatal, cabendo ao Poder P˙blico definir a abrangÍncia territorial de determinada organizaÁ„o sindical.

Coment·rios:

A fundaÁ„o de sindicato independe de autorizaÁ„o estatal. A abrangÍncia territorial da organizaÁ„o sindical È definida pelo trabalhadores ou empregadores interessados. Quest„o errada.

ou empregadores interessados. Quest„o errada. III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questıes judiciais ou administrativas;

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e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questıes judiciais ou administrativas ; 27 de
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Destaca-se que o STF, com base no inciso acima, entende que o sindicato pode atuar na defesa de todos os direitos individuais e coletivos dos integrantes da categoria que representa. Exemplo: o sindicato dos Auditores da Receita Federal poder· atuar na defesa judicial ou administrativa de um ˙nico membro acusado de acesso imotivado aos sistemas do Ûrg„o.

O STF considera, ainda, que o art. 8 , inciso III, assegura ampla legitimidade

ativa aos sindicatos para atuarem como substitutos processuais das categorias que representam, na defesa de direitos e interesses coletivos ou

individuais de seus integrantes. Conforme j· se sabe, quando se trata de substituiÁ„o processual, n„o h· necessidade de prÈvia autorizaÁ„o dos trabalhadores. 11

IV - a assembleia geral fixar· a contribuiÁ„o que, em se tratando de categoria profissional, ser· descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representaÁ„o sindical respectiva, independentemente da contribuiÁ„o prevista em lei;

… fundamental sabermos a diferenÁa entre a contribuiÁ„o confederativa e a contribuiÁ„o sindical.

A contribuiÁ„o confederativa tem fundamento no art. 8 , inciso IV, CF/88.

Possui car·ter facultativo, sendo cobrada apenas dos filiados do sindicato. Sabe-se que ninguÈm È obrigado a filiar-se ou manter-se filiado, mas aqueles que o fizerem dever„o pagar a contribuiÁ„o confederativa. N„o possui natureza jurÌdica tribut·ria, sendo seu valor fixado pela assembleia geral.

Sobre a contribuiÁ„o confederativa, o STF editou a S˙mula Vinculante n 40:

S˙mula Vinculante n 40: A contribuiÁ„o confederativa de que trata o art. 8 , IV, da ConstituiÁ„o Federal, sÛ È exigÌvel dos filiados ao sindicato respectivo.

A contribuiÁ„o sindical, por sua vez, tem fundamento no art. 149, CF/88.

Possui natureza jurÌdica tribut·ria e, portanto, sua cobranÁa È compulsÛria de todos os integrantes da categoria econÙmica ou profissional, independentemente de serem sindicalizados ou n„o. 12 Seu valor È fixado em lei.

Para melhor fixaÁ„o das duas possÌveis contribuiÁıes a serem fixadas por sindicato, veja o quadro abaixo:

11 STF, RE n 193.503/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa. 12.06.2006.

12 STF, RE 534829 MT, DJe-158, 24/08/2009.

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STF, RE n 193.503/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa. 12.06.2006. 1 2 STF, RE 534829 MT, DJe-158,
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ContribuiÁ„o confederativa

… facultativa;

Fixada pela assembleia geral

ContribuiÁ„o sindical

… obrigatÛria;

Fixada em lei;

Natureza de tributo

 

(Manausprev 2015) A contribuiÁ„o confederativa È encargo de car·ter tribut·rio, compulsÛrio, que sujeita, alÈm dos filiados, todos os profissionais da categoria.

Coment·rios :

Coment·rios:

A contribuiÁ„o confederativa È exigida apenas dos filiados e, em raz„o disso, n„o possui natureza tribut·ria. Quest„o errada.

V - ninguÈm ser· obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;

Trata-se do princÌpio da liberdade de inscriÁ„o sindical, segundo o qual os trabalhadores s„o livres para decidirem se filiar ou se manterem filiados a sindicato. Em outras palavras, a participaÁ„o em sindicato n„o È compulsÛria. Cabe destacar que o art. 8 , V, CF/88 È corol·rio (consequÍncia) do princÌpio da liberdade de associaÁ„o (5º, XX), segundo o qual “ninguÈm poder· ser compelido a associar-se ou manter-se associado”.

VI - È obrigatÛria a participaÁ„o dos sindicatos nas negociaÁıes coletivas de trabalho;

Os sindicatos tem atuaÁ„o importante nas negociaÁıes coletivas de trabalho (convenÁıes coletivas e acordos coletivos). Nas convenÁıes coletivas, a negociaÁ„o se d· entre sindicato de trabalhadores e sindicato patronal; nos acordos coletivos, entre o sindicato de trabalhadores e uma empresa ou grupo de empresas. Em todos os casos, percebe-se que haver· participaÁ„o do sindicato.

VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizaÁıes sindicais;

A CF/88 garante ao aposentado ampla participaÁ„o no sindicato da categoria, podendo votar e ser votado. Assim, o aposentado poder· ser eleito dirigente sindical.

Assim, o aposentado poder· ser eleito dirigente sindical. VIII - È vedada a dispensa do empregado
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ainda que suplente, atÈ um ano apÛs o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.

Trata-se da estabilidade sindical, que consiste em proteÁ„o especial dispensada aos dirigentes eleitos dos trabalhadores. O empregado que se candidatar a cargo de direÁ„o ou representaÁ„o sindical, n„o poder· ser dispensado a partir do registro de sua candidatura. Se eleito (mesmo suplente), n„o poder· ser dispensado atÈ um ano depois de findo o mandato, exceto se cometer falta grave, nos termos da lei.

Perceba que, mesmo apÛs ter sido eleito dirigente ou representante sindical, o empregado poder· ser dispensado. No entanto, a dispensa somente poder· ocorrer caso ele cometa falta grave.

A estabilidade sindical È relativa, sendo possÌvel a dispensa do empregado em virtude da extinÁ„o da empresa na qual ele exercia suas atividades. Segundo o STF, “a garantia constitucional assegurada ao empregado enquanto no cumprimento de mandato sindical (CF, art. 8 , VIII) n„o se destina a ele propriamente dito, ex intuitu personae, mas sim ‡ representaÁ„o sindical de que se investe, que deixa de existir, entretanto, se extinta a empresa empregadora”. 13

entretanto, se extinta a empresa empregadora ”. 1 3 (Manausprev – 2015) A garantia constitucional

(Manausprev 2015) A garantia constitucional assegurada ao empregado enquanto no cumprimento de mandato sindical se destina ‡ pessoa do empregado e tem intuitu personae.

Coment·rios:

A jurisprudÍncia do STF È no sentido contr·rio. Segundo a Corte, a garantia da estabilidade sindical n„o se destina ‡ pessoa do empregado, mas sim ‡ representaÁ„o sindical de que ele se investe. Quest„o errada.

Par·grafo ˙nico. As disposiÁıes deste artigo aplicam-se ‡ organizaÁ„o de sindicatos rurais e de colÙnias de pescadores, atendidas as condiÁıes que a lei estabelecer.

A ConstituiÁ„o Federal, para n„o deixar qualquer margem de d˙vida, dispÙs que as regras do art.8 tambÈm se aplicam aos sindicatos rurais e de colÙnias de pescadores.

Art. 9 … assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercÍ-lo e sobre os interesses que devam

13 RE 222.334. Rel. Min. MaurÌcio CorrÍa. DJ: 08.03.2002.

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de exercÍ-lo e sobre os interesses que devam 1 3 RE 222.334. Rel. Min. MaurÌcio CorrÍa.
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por meio dele defender.

ß 1 - A lei definir· os serviÁos ou atividades essenciais e dispor· sobre o atendimento das necessidades inadi·veis da comunidade.

ß 2 - Os abusos cometidos sujeitam os respons·veis ‡s penas da lei.

O art. 9 da CF assegura aos trabalhadores o direito de greve. N„o se trata

de direito absoluto, uma vez que as necessidades inadi·veis da comunidade dever„o ser atendidas e aqueles que abusarem do direito ficar„o sujeitos a penas fixadas em lei.

A doutrina majorit·ria considera que o direito de greve dos trabalhadores

da iniciativa privada (regidos pela CLT) È norma de efic·cia contida, pois poder· ser restringido por lei. Recorde-se que o direito de greve dos servidores p˙blicos È norma de efic·cia limitada, dependendo, para seu exercÌcio, da ediÁ„o de lei regulamentadora.

Segundo o STF, “n„o constitui falta grave a entrada do empregado em greve, desde que n„o se trate de movimento condenado pela JustiÁa do Trabalho e desde que o comportamento seja pacÌfico no pertinente.” 14 Com efeito, a ades„o ao movimento grevista n„o pode ser considerada falta grave, mas sim um direito do trabalhador.

Observe que, apesar de o direito de greve ser considerado um direito social, ele n„o envolve qualquer prestaÁ„o positiva por parte do Estado. Ao contr·rio, dever· o Estado abster-se de atuar, permitindo que os trabalhadores defendam seus interesses por meio de movimento grevista.

 

(TJ / SC 2015) O direito de greve È um direito social, n„o dependendo de uma prestaÁ„o estatal especÌfica para o seu exercÌcio.

Coment·rios :

Coment·rios:

Apesar de ser um direito social, o direito de greve n„o depende de prestaÁ„o estatal especÌfica para o seu exercÌcio. Quest„o correta.

Art. 10. … assegurada a participaÁ„o dos trabalhadores e empregadores nos colegiados dos Ûrg„os p˙blicos em que seus interesses profissionais ou previdenci·rios sejam objeto de discuss„o e deliberaÁ„o.

14 STF, RE n 51.301. Rel. Min. Cunha Melo.

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sejam objeto de discuss„o e deliberaÁ„o. 1 4 STF, RE n 51.301. Rel. Min. Cunha Melo.
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Esse dispositivo È, normalmente, cobrado em sua literalidade. Basta saber que os trabalhadores e empregadores tÍm direito a participar no colegiado de Ûrg„os p˙blicos em que seus interesses profissionais ou previdenci·rios sejam objeto de discuss„o e deliberaÁ„o. Apenas para ilustrar com um exemplo, o Conselho Nacional de PrevidÍncia Social (CNPS) È um Ûrg„o colegiado do qual participam representantes do Governo, dos trabalhadores em atividade, dos empregadores e dos aposentados.

Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, È assegurada a eleiÁ„o de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover- lhes o entendimento direto com os empregadores.

O objetivo do art. 11 È melhorar a interlocuÁ„o entre empregadores e empregados naquelas empresas com grande n˙mero de trabalhadores. Assim, nas empresas com mais de 200 empregados, È assegurada a eleiÁ„o de um representante destes. Esse representante ter· a tarefa (finalidade exclusiva) de promover o entendimento direito entre os empregados e os empregadores.

(PolÌcia Rodovi·ria Federal 2014) Nas empresas com mais de cem empregados, È assegurada a eleiÁ„o de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover o entendimento direto com os empregadores.

Coment·rios:

A quest„o foi no detalhe! Essa regra somente se aplica ‡s empresas com mais de 200 empregados. Quest„o errada.

‡s empresas com mais de 200 empregados. Quest„o errada. Questıes Comentadas 1. Direitos Sociais 1. (NC-UFPR/

Questıes Comentadas

1. Direitos Sociais

1. (NC-UFPR/ UFPR

2017) Assinale a alternativa que indica

apenas direitos sociais na ConstituiÁ„o Federal.

a) EducaÁ„o, lazer e previdÍncia social.

b) Trabalho, propriedade e inviolabilidade de domicÌlio.

c) EducaÁ„o, moradia e acesso ‡ jurisdiÁ„o.

d) Trabalho, liberdade de express„o e lazer.

e) Acesso ‡ jurisdiÁ„o, propriedade e sa˙de.

32 de 55

d) Trabalho, liberdade de express„o e lazer. e) Acesso ‡ jurisdiÁ„o, propriedade e sa˙de. 32 de
Coment·rios: D IREITO C ONSTITUCIONAL む UEPB Teoria e Questıes Aula 03 む Prof a

Coment·rios:

Coment·rios: D IREITO C ONSTITUCIONAL む UEPB Teoria e Questıes Aula 03 む Prof a N·dia

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O art. 6 o da Carta Magna prevÍ um rol exemplificativo de direitos sociais:

educaÁ„o, a sa˙de, a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos desamparados, na forma da ConstituiÁ„o. O gabarito È a letra

A.

2.

(COMPERVE-UFRN/ C‚mara de Natal 2016) Os direitos sociais

fundamentais, tambÈm apelidados pelos juristas como direitos de segunda dimens„o ou de segunda geraÁ„o, tÍm, em sua ontologia, a intenÁ„o de reduzir desigualdades para fins de concretizaÁ„o da igualdade material, substancial ou isonÙmica. Uma das ideias que os permeia È a de tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na proporÁ„o de suas desigualdades. O constituinte brasileiro, visualizando a import‚ncia desses direitos, tratou de expressamente tutel·-los. Nesse sentido, a ConstituiÁ„o Federal prevÍ direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, tais como

a) a aÁ„o, quanto aos crÈditos resultantes das relaÁıes de trabalho, com prazo

prescricional de sete anos.

b) o reconhecimento das convenÁıes e acordos coletivos de trabalho e a proteÁ„o em face da automaÁ„o, na forma da lei.

c) o gozo de fÈrias anuais remuneradas com, pelo menos, dois terÁos a mais

que o sal·rio normal.

d) a remuneraÁ„o do serviÁo extraordin·rio superior, no mÌnimo, em quarenta

por cento relativamente ‡ do normal.

Coment·rios:

Letra A: errada. A aÁ„o trabalhista tem prazo prescricional de cinco anos ara

os trabalhadores urbanos e rurais, atÈ o limite de dois anos apÛs a extinÁ„o do

contrato de trabalho (art. 7 o , XXIX, CF).

Letra B: correta. Ambos s„o direitos dos trabalhadores previstos pela ConstituiÁ„o (art. 7 o , XXVI e XXVII, CF).

Letra C: errada. … direito dos trabalhadores urbanos e rurais o gozo de fÈrias anuais remuneradas com, pelo menos, um terÁo a mais que o sal·rio normal (art. 7 o , XVII, CF).

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fÈrias anuais remuneradas com, pelo menos, um terÁo a mais que o sal·rio normal (art. 7
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Letra D: errada. A Carta Magna garante aos trabalhadores a remuneraÁ„o do serviÁo extraordin·rio superior, no mÌnimo, em cinquenta por cento relativamente ‡ do normal (art. 7 o , XVI, CF).

O gabarito È a letra B.

3. (COMPERVE-UFRN/ C‚mara de Natal 2016) A liberdade do

indivÌduo, direito fundamental tradicionalmente caracterizado como de primeira dimens„o ou geraÁ„o, possui desdobramentos e se expressa em variadas espÈcies no ‚mbito do atual Estado Constitucional Democr·tico, sendo possÌvel falar em liberdade de ir e vir, liberdade religiosa, liberdade profissional, dentre outras. No

que diz respeito especificamente ‡ liberdade de associaÁ„o sindical, de acordo com as diretrizes constitucionais, È possÌvel observar que no Brasil È livre a associaÁ„o sindical, cabendo aos sindicatos a defesa dos

a) direitos individuais da categoria em questıes judiciais, excluÌdas as

questıes administrativas e de ordem internacional.

b) interesses individuais da categoria, excluÌdos os coletivos, inclusive em

questıes judiciais ou administrativas.

c) direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em

questıes judiciais ou administrativas.

d) interesses coletivos da categoria em questıes judiciais, excluÌdos os

interesses individuais e as questıes administrativas e incluÌdas as questıes internacionais.

Coment·rios:

Segundo a ConstituiÁ„o, cabe aos sindicatos a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questıes judiciais ou administrativas (art. 8 o , III, CF). O gabarito È a letra C.

4. (UFMT / UFMT 2014) Para o cidad„o, o Projeto Esporte e Lazer

da Cidade (PELC), de acordo com a ConstituiÁ„o Federal brasileira de 1988, È:

a) Dever Social.

b) Direito Social.

c) Direito PolÌtico.

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com a ConstituiÁ„o Federal brasileira de 1988, È: a) Dever Social. b) Direito Social. c) Direito
d) Dever PolÌtico. Coment·rios: D IREITO C ONSTITUCIONAL む UEPB Teoria e Questıes Aula 03

d) Dever PolÌtico.

Coment·rios:

d) Dever PolÌtico. Coment·rios: D IREITO C ONSTITUCIONAL む UEPB Teoria e Questıes Aula 03 む

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O art. 6 o da ConstituiÁ„o prevÍ que o lazer È um direito social. O gabarito È a

letra B.

5. (FGV/ TJ-BA 2015) A respeito dos direitos sociais, È correto

afirmar que:

a) sempre exigir„o uma omiss„o por parte dos poderes constituÌdos;

b) podem ser vistos como a primeira dimens„o ou geraÁ„o dos direitos

fundamentais;

c) nunca dependem da disponibilidade de recursos financeiros para a sua

implementaÁ„o;

d) podem exigir o oferecimento de prestaÁıes especÌficas;

e) somente devem ser atribuÌdos ‡s pessoas naturais, jurÌdica e economicamente classificadas como necessitadas.

Coment·rios:

A letra

n„o uma omiss„o!) dos poderes constituÌdos.

A est· incorreta. Os direitos sociais geralmente exigem uma aÁ„o (e

A letra B est· incorreta. Os direitos sociais pertencem ‡ segunda dimens„o ou

geraÁ„o dos direitos fundamentais.

A letra C est· incorreta. Esses direitos dependem, geralmente, da disponibilidade de recursos financeiros para sua implementaÁ„o.

A letra D est· correta. Os direitos sociais podem, sim, exigir prestaÁıes especÌficas para sua implementaÁ„o. … o caso do direito ‡ sa˙de, por exemplo.

A letra E est· incorreta. Os direitos sociais podem ser atribuÌdos a todas as

pessoas naturais.

O

gabarito È a letra D.

 

6.

(FGV/

PROCEMPA

2014)

Acerca

dos

Direitos

Sociais

Constitucionais, analise as afirmativas a seguir.

35 de 55

– 2014) Acerca dos Direitos Sociais Constitucionais, analise as afirmativas a seguir. 35 de 55
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I. S„o direitos sociais a educaÁ„o, a sa˙de, a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, e a assistÍncia aos desamparados.

II. … assegurado ‡ categoria dos trabalhadores domÈsticos o direito ‡ duraÁ„o do trabalho normal n„o superior a oito horas di·rias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensaÁ„o de hor·rios e a reduÁ„o da jornada, mediante acordo ou convenÁ„o coletiva de trabalho.

III. … direito dos trabalhadores urbanos e rurais a aÁ„o, quanto aos crÈditos resultantes das relaÁıes de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, atÈ o limite de um ano apÛs a extinÁ„o do contrato de trabalho.

Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente a afirmativa III estiver correta.

d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

Coment·rios:

O

item I est· correto. Ele reproduz a literalidade do art. 6 o da ConstituiÁ„o.

O

item II est· correto. Trata-se de direito assegurado aos domÈsticos pelo art.

7 o , XIII, c/c par·grafo ˙nico, da CF/88.

O item III est· incorreto. O art. 7 o , XXIX, da CF, garante aos trabalhadores

rurais e urbanos o direito ‡ aÁ„o, quanto aos crÈditos resultantes das relaÁıes de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, atÈ o limite de dois anos apÛs a extinÁ„o do contrato de trabalho.

O

gabarito È a letra D.

7.

(FGV/ Prefeitura de Recife 2014) No que tange ‡ liberdade de

associaÁ„o profissional ou sindical, assinale a afirmativa correta.

a) … livre a criaÁ„o de mais de uma organizaÁ„o sindical representativa de categoria profissional ou econÙmica na mesma base territorial.

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uma organizaÁ„o sindical representativa de categoria profissional ou econÙmica na mesma base territorial. 36 de 55
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b)

Uma vez aposentado, o indivÌduo, ainda que filiado, n„o tem direito a votar

e

ser votado nas organizaÁıes sindicais.

c)

… vedada a dispensa do empregado sindicalizado somente a partir da posse

no

cargo de direÁ„o ou representaÁ„o sindical.

d) NinguÈm pode ser obrigado a filiar-se a sindicato, mas, uma vez filiado, ser· obrigado a manter-se filiado atÈ a aposentadoria.

e) A lei n„o poder· exigir autorizaÁ„o do Estado para a fundaÁ„o de sindicato,

ressalvado o registro no Ûrg„o competente, vedadas ao Poder P˙blico a interferÍncia e a intervenÁ„o na organizaÁ„o sindical.

Coment·rios:

A letra A est· incorreta. A ConstituiÁ„o veda, em seu art. 8 o , II, a criaÁ„o de

mais de uma organizaÁ„o sindical, em qualquer grau, representativa de

categoria profissional ou econÙmica, na mesma base territorial.

A letra B est· incorreta.

aposentado filiado o direito a votar e ser votado nas organizaÁıes

sindicais.

da CF/88 garante ao

O

inciso

VII

do

art.

8 o

A letra C est· incorreta. A ConstituiÁ„o veda a dispensa do empregado

sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direÁ„o ou representaÁ„o sindical e, se eleito, ainda que suplente, atÈ um ano apÛs o final

do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei (art. 8o, VIII, CF).

A letra D est· incorreta. A Carta Magna garante a liberdade de inscriÁ„o,

permitindo que os trabalhadores filiem-se ou n„o a sindicato, e, uma vez filiados, decidam sobre a conveniÍncia de manterem ou n„o esse vÌnculo.

A

letra E est· correta. … o que prevÍ o inciso I do art. 8 o da CF/88.

O

gabarito È a letra E.

8.

(FGV/MPE-MS 2013) Os direitos fundamentais sociais, como o

direito ‡ sa˙de, n„o possuem forÁa normativa e, por essa raz„o, n„o

podem ser sindicados na via judicial.

Coment·rios:

Os direitos sociais previstos na ConstituiÁ„o Federal tÍm, sim, forÁa normativa, devendo ser objeto de proteÁ„o judicial. Quest„o incorreta.

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Federal tÍm, sim, forÁa normativa, devendo ser objeto de proteÁ„o judicial. Quest„o incorreta. 37 de 55
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9. (FGV/TJ-AM 2013) Com relaÁ„o aos direitos dos trabalhadores,

segundo o art. 7 da ConstituiÁ„o Federal/88, analise as afirmativas a seguir.

I. Garantia de sal·riomÌnimo, fixado em lei, definido por regiıes geoeconÙmicas, capaz de atender suas necessidades vitais b·sicas.

II. Garantia de remuneraÁ„o do serviÁo extraordin·rio superior, no mÌnimo, em cinquenta por cento ‡ do normal.

III. Garantia de sal·rios e de critÈrios de admiss„o iguais, sendo vedada a discriminaÁ„o por sexo, cor ou estado civil.

Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Coment·rios:

O item I est· incorreto. O inciso IV do art. 7 da ConstituiÁ„o prevÍ como

direitos dos trabalhadores o “salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais b·sicas e ‡s de sua famÌlia com moradia, alimentaÁ„o, educaÁ„o, sa˙de, lazer, vestu·rio, higiene, transporte e previdÍncia social, com reajustes periÛdicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim”.

O

item II est· correto. … o que prevÍ o inciso XVI do art. 7 da CF/88.

O

item III est· correto. O inciso XXX do art. 7 da ConstituiÁ„o garante aos

trabalhadores a “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil”.

O gabarito È a letra D.

10. (FGV/TJ-AM 2013) Dentre os direitos sociais dos trabalhadores,

previstos na ConstituiÁ„o, n„o se inclui:

a) a participaÁ„o nos lucros ou resultados, desvinculada da remuneraÁ„o.

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n„o se inclui: a) a participaÁ„o nos lucros ou resultados, desvinculada da remuneraÁ„o. 38 de 55
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b) duraÁ„o do trabalho n„o superior a 40 horas semanais.

c) a proibiÁ„o de diferenÁa de sal·rios por motivo de sexo, idade, cor ou estado

civil.

d) a proibiÁ„o de trabalho noturno a menores de 18 anos.

e) a extens„o do fundo de garantia do tempo de serviÁo ao empregado rural.

Coment·rios:

A letra A est· correta. … direito dos trabalhadores participaÁ„o nos lucros, ou

resultados, desvinculada da remuneraÁ„o, e, excepcionalmente, participaÁ„o

na gest„o da empresa, conforme definido em lei (art. 7 , XI, CF).

A letra B est· incorreta. A Carta Magna prevÍ que a duraÁ„o do trabalho normal n„o ser· a oito horas di·rias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensaÁ„o de hor·rios e a reduÁ„o da jornada, mediante acordo ou convenÁ„o coletiva de trabalho (art. 7 , XIII, CF).

A letra C est· correta. … direito dos trabalhadores a proibiÁ„o de diferenÁa de

sal·rios, de exercÌcio de funÁıes e de critÈrio de admiss„o por motivo de sexo,

idade, cor ou estado civil (art. 7 , XXX, CF).

A

letra D est· correta. No inciso XXXIII do art. 7 da ConstituiÁ„o, esta proÌbe

o

trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e qualquer

trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condiÁ„o de aprendiz, a partir de quatorze anos.

A letra E est· correta. O fundo de garantia do tempo de serviÁo È direito dos

trabalhadores urbanos e rurais (art. 7 , III, CF).

O gabarito È a letra B.

11. (FGV / TJ-AM 2013) Em relaÁ„o ao disposto na ConstituiÁ„o da

Rep˙blica Federativa do Brasil acerca dos direitos sociais dos

trabalhadores, assinale a afirmativa incorreta.

a) … vedada a dispensa do empregado sindicalizado eleito para cargo de representaÁ„o ou direÁ„o sindical, ainda que como suplente, atÈ um ano apÛs

o final do mandato, salvo nos casos de reduÁ„o justificada do n˙mero de

empregados.

b) A lei n„o poder· exigir autorizaÁ„o do Estado para a fundaÁ„o de sindicato,

ressalvado o registro no Ûrg„o competente, vedadas ao Poder P˙blico a

interferÍncia e a intervenÁ„o na organizaÁ„o sindical.

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Ûrg„o competente, vedadas ao Poder P˙blico a interferÍncia e a intervenÁ„o na organizaÁ„o sindical. 39 de
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c) … obrigatÛria a participaÁ„o dos sindicatos nas negociaÁıes coletivas de

trabalho.

d) … assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir

sobre a oportunidade de exercÍ-lo e sobre os interesses que devam, por meio

dele, defender.

e) Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais

da categoria.

Coment·rios:

Letra A: errada. Segundo o art. 8 , VIII, CF/88, È vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direÁ„o ou representaÁ„o sindical e, se eleito, ainda que suplente, atÈ um ano apÛs o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.

Letra B: correta. … isso mesmo! A lei n„o pode exigir autorizaÁ„o estatal para que seja fundado o sindicato, ressalvado o registro no Ûrg„o competente. O Poder P˙blico n„o pode interferir/intervir na organizaÁ„o sindical.

Letra C: correta. De fato, È obrigatÛria a participaÁ„o dos sindicatos nas negociaÁıes coletivas de trabalho (art.8 , VI).

Letra D: correta. A CF/88 garante o direito de greve aos trabalhadores, atribuindo-lhes o poder de decidir sobre a oportunidade de exercÍ-lo e sobre os interesses que devam, por meio dele, defender.

Letra E: correta. Segundo o art. 8 , III, ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em questıes judiciais ou administrativas.

O gabarito È a letra A.

12. (FGV / PC-RJ 2008) As alternativas a seguir apresentam alguns

direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, previstos na ConstituiÁ„o de 1988, ‡ exceÁ„o de uma. Assinale-a.

a) Estabilidade.

b) LicenÁa paternidade.

c) Irredutibilidade de sal·rio, salvo o disposto em convenÁ„o ou acordo

coletivo.

d) ParticipaÁ„o nos lucros.

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de sal·rio, salvo o disposto em convenÁ„o ou acordo coletivo. d) ParticipaÁ„o nos lucros. 40 de
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e) AssistÍncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atÈ 5

(cinco) anos de idade em creches e prÈ- escolas.

Coment·rios:

A estabilidade n„o È um direito dos trabalhadores urbanos e rurais. A resposta

È a letra A.

13. (FUNCAB / PC-ES 2013) S„o direitos sociais preceituados na

ConstituiÁ„o de 1988:

a) a educaÁ„o, a sa˙de, a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia, o transporte, o

lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia,

a

assistÍncia aos desamparados.

b)

a educaÁ„o, a sa˙de, o trabalho, o lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social,

a

proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos desamparados.

c)

a educaÁ„o, a sa˙de, o trabalho, a moradia, o lazer, a seguranÁa, a

previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos desamparados.

d) o direito de heranÁa, a intimidade, a privacidade, a informaÁ„o dos Ûrg„os

p˙blicos.

e) a livre locomoÁ„o no territÛrio nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer, ou dele sair com seus bens.

Coment·rios:

Segundo o art. 6 , CF/88, s„o direitos sociais a educaÁ„o, a sa˙de, a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos desamparados. A resposta, portanto, È a letra A.

14. (FUNCAB / ANS 2013) Acerca dos direitos sociais, È correto

afirmar que:

a) a localizaÁ„o dos direitos sociais no tÌtulo constitucional destinado aos

direitos e garantias fundamentais n„o acarreta, por consequÍncia, a subordinaÁ„o ‡ regra da autoaplicabilidade das normas definidoras dos direitos

e

garantias fundamentais.

b)

n„o cabe o ajuizamento do Mandado de InjunÁ„o, quando houver a omiss„o

do Poder P˙blico na regulamentaÁ„o de alguma norma que preveja um direito social e, consequentemente, inviabilize seu exercÌcio.

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de alguma norma que preveja um direito social e, consequentemente, inviabilize seu exercÌcio. 41 de 55
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c) a ConstituiÁ„o Federal proclama serem direitos sociais a educaÁ„o, a sa˙de,

a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguranÁa, a

previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos

desamparados.

d) os rÛis dos direitos sociais enumerados taxativamente no capÌtulo II do tÌtulo II do texto constitucional esgotam os direitos constitucionais dos trabalhadores.

e) o direito de greve dos servidores p˙blicos civis entra em vigor imediatamente, n„o dependendo seu exercÌcio de lei ordin·ria especÌfica.

Coment·rios:

Letra A: errada. Essa era uma quest„o difÌcil! O art. 5 , ß 1 , CF/88 determina que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais tÍm aplicaÁ„o imediata. A pergunta que se faz, ent„o, È a seguinte: o art. 5, ß 1 , È aplic·vel tambÈm aos direitos sociais? A resposta È positiva. Os direitos sociais est„o subordinados a essa regra de autoaplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais.

Letra B: errada. O mandado de injunÁ„o È cabÌvel diante de omiss„o do Poder P˙blico que impeÁa o exercÌcio de direito previsto na ConstituiÁ„o. Assim, se o Poder P˙blico deixar de regulamentar norma que preveja um direito social, ser· cabÌvel mandado de injunÁ„o.

Letra C: correta. … exatamente o que prevÍ o art. 6 , CF/88. S„o direitos

o

transporte, o lazer, a seguranÁa, a previdÍncia social, a proteÁ„o ‡ maternidade e ‡ inf‚ncia, a assistÍncia aos desamparados.

sociais a educaÁ„o, a sa˙de, a alimentaÁ„o, o trabalho, a moradia,

Letra D: errada. H· outros direitos dos trabalhadores espalhados pelo texto

constitucional. O art. 201, CF/88, por exemplo, trata da previdÍncia social, que

È um importante direito dos trabalhadores.

Letra E: errada. O direito de greve dos servidores p˙blicos È uma norma constitucional de efic·cia limitada. Ele depende de regulamentaÁ„o para que possa ser usufruÌdo.

15. (FUNDATEC/CEEERS 2010) Assinale a alternativa que n„o est·

de acordo com os Direitos Sociais.

a) Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que este est· obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

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cargo do empregador, sem excluir a indenizaÁ„o a que este est· obrigado, quando incorrer em dolo
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b) AssistÍncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atÈ 5 (cinco) anos de idade em creches e prÈ-escolas.

c) ProibiÁ„o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezesseis

anos, e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condiÁ„o

de aprendiz.

d) LicenÁa ‡ gestante, sem prejuÌzo do emprego e do sal·rio.

e) Sal·rio-famÌlia pago em raz„o do dependente do trabalhador de baixa renda

nos termos da lei.

Coment·rios:

A quest„o cobra o conhecimento dos direitos dos trabalhadores urbanos e

rurais previstos na ConstituiÁ„o.

A letra

Magna.

A

est· correta. … o que prevÍ o inciso XXVIII

do