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Manual Descritivo da

Unidade Terminal Remota

STD-7100
STD-7140

Documento: Manual Descritivo da UTR STD-7100 / STD-7140

Código : 101.402.0030.TEM

Revisão: 07

Data: 04/07/2006

Arquivo: STD7100_DESCRITIVO.doc

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Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 1


Página 2 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100
ÍNDICE

1. INFORMAÇÕES GERAIS ........................................................................................................ 7


1.1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................... 7
1.2 TERMINOLOGIA ................................................................................................................... 8
1.3 COMPATIBILIDADE ELETROMAGNÉTICA .................................................................................. 10
1.4 ALIMENTAÇÃO..................................................................................................................... 11
1.4.1 Tolerância da tensão de alimentação ................................................................................... 11
1.4.2 IEC1000-4-29 - Queda e Interrupção de Tensão ................................................................... 11
1.4.3 Taxa de Ondulação da Tensão de Alimentação CC ................................................................. 11
1.5 RIGIDEZ DIELÉTRICA (ISOLAÇÃO) ......................................................................................... 11
1.6 CONDIÇÕES CLIMÁTICAS, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO ................................................... 12
1.7 PERFORMANCE .................................................................................................................... 14
1.8 HISTÓRICO DAS REVISÕES................................................................................................... 15
2. COMPONENTES DA UTR ........................................................................................................ 19
2.1 Introdução .......................................................................................................................... 19
2.2 Relação dos Componentes da UTR STD-7100 / STD-7140 ......................................................... 19
2.2.1 Bastidores ....................................................................................................................... 19
2.2.2 Sub-Bastidores ................................................................................................................. 19
2.2.3 Cartões ........................................................................................................................... 20
2.2.4 Módulos de Interface, Borneira e Relés ................................................................................ 20
2.2.5 Módulos Fonte de Alimentação............................................................................................ 20
2.2.6 Módulos de Proteção ......................................................................................................... 20
2.2.7 Módulos Especiais ............................................................................................................. 21
2.2.8 Componentes de Proteção de Sobrecorrente ........................................................................ 21
2.3 CARTÕES PADRÃO STD-BUS (IEEE-961) ................................................................................. 22
2.3.1 Cartões de Entrada/Saída .................................................................................................. 24
2.3.2 Cartões de CPU ................................................................................................................ 26
2.3.3 Cartões Decodificadores .................................................................................................... 27
2.3.4 Cartões de Comunicação Serial Assíncrona........................................................................... 28
2.3.5 Cartões de Funções Especiais ............................................................................................. 29
2.4 Cartão MODEM Padrão Telebrás ............................................................................................. 29
2.5 Módulos de Interface e Borneira para as Entradas Digitais......................................................... 30
2.6 Módulo de Interface e Borneira para as Entradas Analógicas...................................................... 32
2.7 Módulo de Relés e Borneira para as Saídas Digitais .................................................................. 33
2.8 Módulos Conversores para Fibra Ótica .................................................................................... 35
2.9 Módulo Fonte de Alimentação Principal ................................................................................... 36
2.10 Módulo Fonte de Alimentação Auxiliar para as Entradas Digitais.............................................. 36
2.11 Módulo Fonte de Alimentação Auxiliar para as Entradas Analógicas ......................................... 37
2.12 SUB-BASTIDORES............................................................................................................. 38
2.12.1 Sub-Bastidor Mestre....................................................................................................... 39
2.12.2 Sub-Bastidor Escravo ED ................................................................................................ 41
2.13 BASTIDORES.................................................................................................................... 42
3. COMUNICAÇÃO.................................................................................................................... 45
3.1 ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO DA UTR STD-7100 .................................................................. 45
3.1.2 ARQUITETURA CONCENTRADA E DISTRIBUÍDA..................................................................... 46
3.1.3 CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS DE COMUNICAÇÃO................................................................. 46
3.1.4 CANAIS DE COMUNICAÇÃO COM CENTROS DE OPERAÇÃO..................................................... 50
3.1.4.1 Configuração dos Canais de Comunicação com Centros de Operação .................................... 50
3.1.4.2 Através de mapeamento de objetos por canal: .................................................................. 50
3.1.4.3 Através de filtro: ........................................................................................................... 51
3.1.4.4 Características dos Canais de Comunicação com Centros de Operação.................................. 51
3.1.4.5 Operação com Canal Duplicado........................................................................................ 51
3.1.5 CANAIS DE COMUNICAÇÃO COM SUB-BASTIDORES OU SUB-UTR´S ....................................... 52
3.1.5.1 Configuração dos Canais de Comunicação com Sub-Bastidores Escravos ou sub-UTR´s .......... 52
3.1.5.2 Conexões dos Canais de Comunicação com Sub-Bastidores Escravos ou sub-UTR´s ............... 52
3.1.5.3 Pontos Virtuais .............................................................................................................. 53
3.1.5.4 Operação com Canal Duplicado........................................................................................ 53
3.2 ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO DA UTR STD-7140 .................................................................. 54
3.3 CANAIS DE COMUNICAÇÃO COM IED´S.................................................................................. 55
3.4 CANAL DE MANUTENÇÃO EM INTERFACE SERIAL ..................................................................... 55
3.5 UCC na função de SERVIDOR DE COMUNICAÇÕES (SCOM) ....................................................... 56
3.5.1 Introdução ....................................................................................................................... 56
3.5.2 Componentes do Servidor de Comunicações (SCOM) ............................................................. 56
3.5.3 Operação dos Cartões de CPU em modo Redundante............................................................. 56
3.5.4 Sincronismo através de Receptor GPS ................................................................................. 57
4. FUNCIONALIDADES DA UTR-STD-7100................................................................................... 61
4.1 SINAIS DE SUPERVISÃO E CONTROLE .................................................................................... 61
4.1.1 Entradas Digitais .............................................................................................................. 61

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ÍNDICE

4.1.2 Saídas Digitais ..................................................................................................................62


4.1.3 Entradas Analógicas ..........................................................................................................63
4.2 SINCRONISMO .....................................................................................................................65
4.2.1 Formato TIME T de Informação de Data/Hora ......................................................................65
4.2.2 Protocolo IRIG-B de transmissão de informação de data/hora .................................................65
4.2.3 Receptor GPS ...................................................................................................................66
4.2.4 Decodificador do sinal IRIG-B .............................................................................................66
4.2.5 Sincronismo entre sub-bastidores da UTR.............................................................................67
4.3 INDICAÇÃO DE ESTADO DIGITAL ...........................................................................................68
4.3.1 Indicação de Estado Digital Simples .....................................................................................68
4.3.2 Indicação de Estado Digital Duplo........................................................................................68
4.3.3 Geração de Eventos de Mudanças nas Entradas Digitais .........................................................70
4.3.4 Filtro anti-bouncing ...........................................................................................................71
4.3.5 Filtro anti-avalanche ..........................................................................................................71
4.4 MEDIÇÃO ............................................................................................................................72
4.4.1 Conversão Linear ..............................................................................................................72
4.4.2 Detecção de variação de valor por extrapolação da banda-morta.............................................73
4.4.3 Medidas Analógicas Normalizadas........................................................................................74
4.4.4 Medida Digital ...................................................................................................................74
4.5 COMANDOS DE SAÍDAS DIGITAIS ..........................................................................................75
4.5.1 Procedimentos de “Check-Before-Operate” ...........................................................................75
4.5.2 Comando Simples .............................................................................................................76
4.5.3 Comando Duplo ................................................................................................................76
4.5.4 Comando Ajuste de Tap .....................................................................................................76
4.6 COMANDOS DO SISTEMA ......................................................................................................77
4.6.1 Comando de Interrogação ..................................................................................................77
4.6.2 Sincronização de Relógio ....................................................................................................77
4.7 PROGRAMAÇÃO LOCAL..........................................................................................................78
4.7.1 Introdução .......................................................................................................................78
4.7.2 Ambiente de Desenvolvimento ............................................................................................78
4.7.3 Segurança e Depuração .....................................................................................................78
4.8 FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO E DIAGNÓSTICO ...................................................................79
4.9 ESTRUTURA DO SOFTWARE ...................................................................................................80
4.9.1 Processos Classe Q ............................................................................................................80
4.9.2 Processo Principal..............................................................................................................81
4.9.3 Interação entre os Processos ..............................................................................................81
4.10 UNIDADE CONCENTRADORA DE SUBESTAÇÃO (UCS).............................................................82
4.10.1 Tolerância a Falhas no Modo de Operação Redundante........................................................83
4.10.2 Operação Redundante dos Canais de Comunicação com Centros de Controle e IHM ................84
4.10.3 Operação Redundante dos “Terminal Servers” ...................................................................84
4.10.4 Operação Redundante dos “Switches” ...............................................................................84
4.10.5 Hardware Adicional para Modo Redundante das UCS...........................................................85

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

SEÇÃO 1

INFORMAÇÕES GERAIS

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.1 INTRODUÇÃO
A Unidade Terminal Remota STD-7100, faz parte do sistema de telesupervisão e controle
destinada à estações de energia elétrica e usinas geradoras com a finalidade de efetuar
as seguintes funções:

- Aquisição de informações referentes a medidas provenientes de transdutores


analógicos. Estas medidas são lidas através de cartões e módulos de conversão
analógica / digital;
- Aquisição de informações de indicação digital de sinalização de estado de
dispositivos feita através da leitura de sinais digitais provenientes de contatos.
As mudanças de estado dos dispositivos geram eventos com etiquetas de
tempo obtidas através de receptor de sinais GPS;
- Aquisição de informações de indicação digital de atuação de relés proteção feita
através da leitura de sinais digitais provenientes de contatos. As atuações dos
relés de proteção geram eventos com etiquetas de tempo obtidas através de
receptor de sinais GPS;
- Efetuar comandos através de saídas em contato seco ou tensão. Os
procedimentos de comando da UTR possuem diversos mecanismos de
segurança para impedir operação indevida, tais como chaves de segurança
para habilitação e circuitos de verificação da integridade dos acionadores e dos
contatos dos relés;
- Comunicar-se com multimedidores digitais, relés digitais, sub-UTR’s ou
qualquer outro dispositivo microprocessado obtendo informações de medição,
sinalização, proteção, alarme e enviando comandos. A UTR opera em modo
multiprotocolar, convertendo as informações recebidas/enviadas dos IED´s
para o formato interno da sua base de dados;
- Prover automatismo e intertravamento através de programação local. Os
programas de controle local devem ser feitos em linguagem texto estruturado,
sendo carregados como processos que rodam junto com o software de controle
da UTR;
- Comunicar-se com múltiplos Centros de Controle utilizando diversos protocolos
e diversos meios por canal simples ou duplicado;
- Permitir a operação local da instalação através de microcomputador IHM com
software SCADA.

Esta manual orienta o usuário quanto ao recebimento, montagem, conexões externas e


energização da UTR.

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.2 TERMINOLOGIA
Bastidor: painel destinado a receber os componentes da UTR, servindo como estrutura
de montagem e proteção.

Cartão – Um cartão é uma placa de circuito impresso montada com os componentes. A


placa possui um conector borda para inserção em um conector. A UTR STD-7100 possui
dois tipos de cartões: padrão STD-BUS e padrão Telebrás (cartão MODEM);

CBO – (Check-Before-Operate) – Procedimento para verificação da integridade dos


circuitos de comando antes da execução. A UTR STD-7100 possui dois níveis de CBO: o
primário que verifica os “drivers” de acionamento, e o secundário que verifica os contatos
dos relés de comando.

Chaves de Segurança – valores de 8 bits que devem ser escritos em determinados


registros do cartão CBO para liberar o acionamento dos relés de comando. A UTR STD-
7100 possui duas chaves de segurança.

CPU – (Central Processing Unit ou Unidade Central de Processamento) refere-se a um


cartão equipado com microprocessador destinado ao controle de um sub-bastidor STD-
BUS.

Dispositivo Externo - Este termo designa qualquer dispositivo ligado à UTR.

GPS – Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global é utilizado para


obter o relógio/calendário da UTR com precisão melhor que 500 microssegundos;

IED – (Intelligent Electronic Device ou Dispositivo Eletrônico Inteligente) é um


equipamento microprocessado capaz de enviar e receber informações através de uma
interface de comunicação. São exemplos de IED´s os multimedidores digitais, relés
digitais e SRA´s;

IHM Local – (Interface Homem Máquina) é um microcomputador destinado a monitorar


e controlar os dispositivos da instalação. Este microcomputador é conectado à UTR por
um canal de comunicação e roda um software SCADA;

Módulo - Considera-se módulo ao conjunto composto por uma placa de circuito impresso
montada em uma mecânica de suporte para trilho ou caixa. São módulos as fontes de
alimentação, as interfaces/borneiras, os relés/borneiras, os conversores para fibra ótica e
os elementos de proteção.

Placa Mãe – (motherboard) placa de circuito impresso que possui os conectores onde
são inseridos os cartões STD-BUS. A placa mãe é montada no fundo do sub-bastidor.

Placa Mezanino – placa que deve ser instalada sobre outra utilizando um conector
próprio na placa principal. O cartão de CPU STD-96186A possui as suas quatro interfaces
de comunicação serial em uma placa mezanino. O cartão de CPU STD-386A pode receber
uma placa mezanino para aumentar o número de interfaces seriais assíncronas;

Slot – Local onde é inserido um cartão. Cada slot possui trilhos superiores e inferiores
que servem como guias durante a inserção/retirada e também como suporte. Cada slot
possui um conector onde é inserido o cartão.

SBO – Select Before Operate ou selecionar antes de operar: procedimento de seleção do


ponto de comando antes da execução. Este procedimento permite verificar possíveis
falhas antes da execução efetiva do comando.

SCADA – Supervision, Control and Data Aquisition: Software de supervisão e controle.

SRA – (Sequenciador Registrador de Alarmes) é um anunciador de alarmes

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

microprocessado projetado pela CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica


Paulista) destinado a registrar e apresentar os eventos de mudanças em suas 32
entradas digitais. Os eventos podem ser lidos através de interface serial assíncrona
padrão elétrico RS485 e protocolo HDLC.

STD-BUS – Padrão elétrico e mecânico (IEEE-961) para cartões eletrônicos destinados a


equipamentos de automação industrial e supervisão/controle remotos.

Sub-Bastidor STD-BUS – É o conjunto elétrico e mecânico destinado a receber os


cartões padrão IEEE-961 (STD-BUS). Este tipo de sub-bastidor possui trilhos para fixar e
guiar os cartões até os conectores da placa mãe. A placa mãe fornece a alimentação para
todos os cartões e possui um barramento destinado a conectar os cartões de
entrada/saída com o cartão de CPU. A UTR STD-7100 utiliza sub-bastidores IEEE-961 de
20 slots.

Sub-Bastidor Fonte/MODEM – É o conjunto elétrico e mecânico destinado a receber


até dois cartões MODEM padrão Telebrás e um Módulo de Fonte de Alimentação STD-
MF40.

Telebrás – padrão utilizado para os cartões MODEM, disponibilizado por diversos


fabricantes no Brasil.

UART – Universal Assyncronous Receiver Transmmiter ou Transmissor Receptor


Universal Assíncrono: função implementada em um circuito integrado (16C654) destinada
a realizar a comunicação serial assíncrona da UTR com equipamentos externos;

UCC – Unidade de Comunicação e Controle: sub-bastidor que efetua a comunicação com


os IED´s concentrando as informações. Também conhecido como sub-bastidor Mestre.
Na UTR STD-7100 a UCC possui CPU STD-UP104A com sistema operacional QNX. Na UTR
STD-7140 a UCC possui CPU STD-386A. A UCC também pode efetuar aquisição local de
sinais analógicos e efetuar comandos através de saídas digitais;

UAC – Unidade de Aquisição e Comando: sub-bastidor que possui a função de aquisição e


comando de sinais digitais e analógicos.

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.3 COMPATIBILIDADE ELETROMAGNÉTICA

A UTR STD-7100 é um equipamento destinado ao uso em subestações de extra alta


tensão, o qual foi submetido aos seguintes ensaios de compatibilidade eletromagnética
recomendados pela norma IEC 60870-2-1:

Norma Descrição e Aplicação

Ondas Oscilatórias Amortecidas: Classe III (2,5kV) aplicado na


IEC255-22-1 entrada de alimentação, entradas digitais, entradas analógicas e
saídas digitais;

IEC61000-4-2 Descarga Eletrostática: Classe III (6kV contato, 8kV ar);

Campo Eletromagnético Irradiado: Classe III (80MHz a 1GHz


IEC61000-4-3
com intensidade de 10 V/m);

Transientes Rápidos: Classe IV (4kV) aplicado em modo direto na


entrada de alimentação e em modo indireto (através de calha de
IEC61000-4-4
acoplamento) nas entradas digitais, entradas analógicas e saídas
digitais;

Surtos 1,2/50µs: Classe IV (4kV modo comum e 2kV modo


diferencial) aplicado em modo direto para a entrada de alimentação
IEC61000-4-5
e em modo indireto (através de módulo de acoplamento) para as
entradas digitais, entradas analógicas e saídas digitais.

Surtos 10/700µs: Classe IV (2kV) aplicado nas linhas de


IEC61000-4-5
comunicação da UTR (MODEM´s analógicos e interfaces RS485);

IEC61000-4-6 Imunidade a Rádio Frequência conduzida: Nível III

Campos Magnéticos: 30 A/m 60Hz por 1 minuto aplicado nos


IEC61000-4-8
paineis frontal, traseiro e laterais do bastidor da UTR;

Campos Magnéticos Pulsados: 1,2/50µs 300 A/m aplicado nos


IEC61000-4-9
paineis frontal, traseiro e laterais do bastidor da UTR;

CISPR22 Emissão Conduzida: Classe B.

CISPR22 Emissão Radiada: Classe A.

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.4 ALIMENTAÇÃO

1.4.1 Tolerância da tensão de alimentação

Classe DC3 (-20% a +15%).


- Faixa de Operação em 48VCC: 36 a 60VCC;
- Faixa de Operação em 125VCC: 100 a 160VCC.

1.4.2 IEC1000-4-29 - Queda e Interrupção de Tensão

Nível 1:
- ∆U=100% para ∆t = 50ms em 125VCC;
- ∆U=100% para ∆t = 14ms em 48VCC.

1.4.3 Taxa de Ondulação da Tensão de Alimentação CC

(“ripple”) Classe VR3 (≤5%);

1.5 RIGIDEZ DIELÉTRICA (ISOLAÇÃO)

Norma: IEC255-5 - tensão à frequência industrial

Classe Parâmetros Modo de Aplicação

VW3 2,5kV 60Hz por 1 minuto entradas digitais, entradas analógicas e saídas digitais
VW3 3,5kVCC por 1 minuto fontes de alimentação com entrada em 125VCC
VW2 1,5kVCC por 1 minuto fontes de alimentação com entrada em 48VCC

Tensão de Impulso: 5kV 1,2/50us 0,5J.

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.6 CONDIÇÕES CLIMÁTICAS, TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO

As condições climáticas, de transporte e armazenamento de acordo com a norma IEC


60870-2-2 são as seguintes:

Norma: IEC60870-2-2 – Condições Climáticas


Classe: C1
locais abrigados sem condicionamento de ar, onde o
Condições do Local de
equipamento é abrigado da incidência direta do Sol, chuva,
Instalação:
outras precipitações e vento
IEC 60068-2-1 (frio)
IEC 60068-2-2 (calor seco)
Recomendações
IEC 60068-2-3 (calor úmido)
IEC 60068-2-14 (variação da temperatura)
Faixa de Temperatura: -5 a +55 °C
Umidade Relativa: 5 a 95% sem condensação
Pressão Atmosférica: 70 a 108kPa
Altitude: Até 3000m

Ensaio Climático
Norma: IEC60028-2-1
Temperatura do Ensaio: -5 ±3 °C
Duração 72 Horas

Ensaio Climático
Norma: IEC60028-2-2
Temperatura do Ensaio: +55 ±2 °C
Duração 72 Horas

Ensaio Climático
Norma: IEC60028-2-14 método 2
Procedimento
1. Temperatura inicial de +22°C
2. Rampa negativa de +22°C para -5°C em 30 minutos
3. Temperatura de -5°C durante 3 horas
4. Rampa positiva de -5°C para +55°C durante 3 horas
5. Rampa negativa de +55°C para +22°C em 30 minutos
6. Ciclo repetido por 02 vezes

Página 12 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


1. INFORMAÇÕES GERAIS

Classe B1 para as Influencias Mecânicas (local de instalação com baixo nível de


vibração/choque e transporte realizado com cuidado).

Ensaio de Resposta à Vibração


Norma: IEC255-22-1 Item 4.2.1, Tabela I, Classe 1
Faixa de Frequência: 10 a 150 Hz
Forma do Movimento Vibração Senoidal
10 a 60 Hz = 0,07 mm
Amplitude:
60 a 150 Hz = 0,5g (5 m/s²)
Taxa de Variação: 1 oitava/min
Número de Ciclos de Teste: 1 (10 – 150 – 10 Hz)
Eixos de Ensaio 03 (X, Y e Z)

Ensaio de Condicionamento de Vida (Durabilidade)


Norma: IEC255-22-1 Item 4.2.2, Tabela II, Classe 1
Forma do Movimento Vibração Senoidal
Método do Ensaio Condicionamento de Vida por Varredura de Frequência
Faixa de frequência: 10 a 150 Hz
Amplitude: 10 a 150 Hz = 1,0 g (10 m/s²)
Taxa de Variação: 1 oitava/min
Número de Ciclos de Teste: 03 (X, Y e Z)

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.7 PERFORMANCE

Os requisitos de performance de acordo com a recomendação IEC 60870-4 são


apresentados a seguir:

Descrição Classe Parâmetros

Confiabilidade: R3 MTBF > 8760h


Disponibilidade: A3 > 99,95%
Tempo Médio de Reposição: M4 MTTR 6h
Tempo Médio de Reparo: RT4 MRT 1h
Integridade dos dados: I2 IE 10e-10
Capacidade de Separação entre Eventos Digitais: SP3 5ms
Resolução de Tempo para Eventos Digitais: TR4 1ms
Precisão: A4 E 0,5%
Corrente de Partida: S2 I < 20A
Ruído acústico < NC45 Não emite ruído audível

A configuração da UTR utilizada para os ensaios de performance possui dois sub-


bastidores de entradas digitais, onde o primeiro é sincronizado pelo cartão receptor GPS
e gerador IRIG-B STD-GPS1. O segundo sub-bastidor escravo de entradas digitais possui
um cartão decodificador IRIG-B o qual recebe o sinal de sincronismo gerado pelo cartão
STD-GPS1.

O primeiro Sub-Bastidor Escravo de Entradas Digitais está no limite de sua capacidade


(512 pontos), permitindo o teste de desempenho sob condições máximas de
carregamento.

A UTR efetua a varredura contínua de 3 IED´s: um multimedidor Yokogawa UPD600 com


protocolo MODBUS RTU, um multimedidor Yokogawa com protocolo DNP3.0 e um
Sequenciador Registrador de Eventos SRA fabricado pela CTEEP.

IEC60870-5-101 com etiqueta de tempo cp56


IEC60870-5-104 em canal TCP/IP utilizando interface ethernet 10BaseT
Protocolos
DNP3.0 em canal serial assíncrono
DNP3.0 em TCP/IP utilizando interface ethernet 10BaseT
Nº de Pontos de Entradas
768 entradas digitais em tensão 48VCC
Digitais:
Nº de Pontos de Entradas
64 entradas analógicas diferenciais em corrente FE=-5 a +5mA
Analógicas:
Nº de Pontos de Saídas
160 saídas digitais em tensão –48VCC
Digitais:
1 Cartão CPU Mestre STD-UP104A
1 Cartão Interface Serial Quádrupla RS232 STD-9600A
4 Cartões STD-16EA2 e 4 Módulos STD-16AI1
Sub-Bastidor Mestre
5 Cartões STD-32SD3 e 20 Módulos STD-RL08P3
1 Cartão “Check Before Operate” STD-96CBO1
1 Cartão para Comunicação com IED´s STD-9603 e Módulo STD-9603I
Configuração do Sub- 1 Cartão CPU Escravo STD-386A
Bastidor Escravo 1 Cartão Receptor GPS e Gerador IRIG-B STD-GPS1
de Entradas Digitais 1 16 Cartões STD-32ED3 (512 Entradas Digitais)
Configuração do Sub- 1 Cartão CPU Escravo STD-386A
Bastidor Escravo 1 Cartão Decodificador IRIG-B STD-IRG1
de Entradas Digitais 2 8 Cartões STD-32ED3 (256 Entradas Digitais)
Todas as entradas digitais da UTR possuem filtro de debounce com
Filtro de Debounce
tempo de permanencia maior que 5ms para correta detecção.

Tabela 1.1 – Configuração da UTR STD-7100 para Ensaios de Performance

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

1.8 HISTÓRICO DAS REVISÕES

Revisão Data Alterações

06 21/01/2006 Inclusão da seção: Histórico das Revisões


07 04/07/2006 Revisão Geral do Manual

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1. INFORMAÇÕES GERAIS

Página 16 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


2. COMPONENTES DA UTR

SEÇÃO 2

COMPONENTES DA UTR

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2. COMPONENTES DA UTR

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2. COMPONENTES DA UTR

2. COMPONENTES DA UTR

2.1 Introdução

A arquitetura da UTR STD-7100 / STD-7140 é totalmente modular, baseada em


bastidores, sub-bastidores, cartões e módulos que simplificam as tarefas de manutenção.

Na UTR STD-7100 / STD-7140 considera-se somente dois tipos de cartões:

• Cartões padrão IEEE-961 (STD-BUS) utilizados para as funções de CPU, aquisição


e comunicação;

• Cartões MODEM padrão Telebrás.

Os cartões STD-BUS são alojados em sub-bastidores de 19”. Os cartões padrão Telebrás


são alojados em sub-bastidores específicos para cartões MODEM e fontes de alimentação.

Os módulos de interface, módulos de proteção, fontes de alimentação auxiliares e


conversores são montados em trilho para facilitar a conexão com os cabos provenientes
do exterior.

Estes elementos são instalados em bastidores Taunus® SE 88. São utilizados tantos
bastidores quanto se fizerem necessários para acomodar apropriadamente os elementos
componentes da UTR.

2.2 Relação dos Componentes da UTR STD-7100 / STD-7140

2.2.1 Bastidores
− Bastidor TAUNUS® SE80 com 80 x 80 x 220cm;

2.2.2 Sub-Bastidores
− Sub-Bastidor IEEE-961 para 20 slots STD-7140
− Sub-Bastidor Fonte/Modem para Bastidor SE80 STD-MF20;
− Sub-Bastidor Fonte/Modem para Rack 19” STD-MF80;
− Sub-Bastidor 10 slots IEEE-961/Fonte/Modem para Rack 19” STD-7100.

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2. COMPONENTES DA UTR

2.2.3 Cartões
− Cartão CPU AMD SC520 100MHz STD-UP104A;
− Cartão CPU Intel 386EXTC 33MHz STD-386A;
− Cartão CPU Intel 80C186XL 20MHz STD-96186A;
− Cartões 32 Entradas Digitais Isoladas STD-32ED5;
− Cartões 16 Entradas Analógicas Isoladas STD-16EA2;
− Cartões 32 Saídas Digitais a Transistor STD-32SD3;
− Cartão CBO (Check Before Operate) para Saídas Digitais STD-96CBO1;
− Cartão Decodificador de Sinal de Sincronismo IRIG-B STD-IRG1;
− Cartão Receptor GPS e Gerador de Sinal IRIG-B STD-GPS1;
− Cartão Interface Serial Quádrupla RS485 Isolada STD-9603;
− Cartão Interface Serial Quádrupla RS232 STD-9600;
− Cartão MODEM V34 padrão Telebrás DT34;

2.2.4 Módulos de Interface, Borneira e Relés


− Módulo de Interface e Borneiras para Entradas Digitais STD-32DI-5;
− Módulo de Interface e Borneiras para Entradas Digitais STD-32DI-4/6;
− Módulo de Interface e Borneiras para Entradas Digitais STD-32DI-9;
− Módulo de Interface e Borneiras para Entradas Analógicas STD-16AI1;
− Módulo de Relés e Borneiras para Comando STD-RL08P3;
− Módulo de Relés com Remanência e Borneiras para Comando STD-RM04P;
− Módulo de Interface para Cartão Serial Quádrupla RS485 STD-9603I.

2.2.5 Módulos Fonte de Alimentação


− Fonte de Alimentação Principal STD-MF040;
− Fonte de Alimentação Isolada para Entradas Digitais e Bobinas de Relés das Saídas
Digitais STD-MF020/0;
− Fonte de Alimentação Isolada para Entradas Analógicas STD- MF020/1;

2.2.6 Módulos de Proteção


− Módulo de Proteção da Alimentação STD-FL30;
− Módulo de Proteção da Entrada de Linha dos Modem’s Analógicos STD-40MP.

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2. COMPONENTES DA UTR

2.2.7 Módulos Especiais


− Módulo painel para Cartão Receptor GPS e Gerador IRIG-B STD-16LCD;
− Módulo Check-Before-Operate externo STD-CBO;
− Módulo Conversor RS232 para Fibra Ótica Multimodo 850nm duplo STD-232FO;
− Módulo Conversor RS485 para Fibra Ótica Multimodo 850nm STD-485FO;

2.2.8 Componentes de Proteção de Sobrecorrente


− Disjuntores quick-lag de Proteção da Entrada de Alimentação e da tensão para molhar
contatos das entradas digitais;

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2. COMPONENTES DA UTR

2.3 CARTÕES PADRÃO STD-BUS (IEEE-961)

Os cartões padrão STD-BUS (IEEE-961) incluem CPU, aquisição de sinais digitais e


analógicos, comando, comunicação, sincronismo e CBO.

O padrão STD-BUS foi aprovado como barramento industrial pelo IEEE (IEEE-961) sendo
largamente utilizado em equipamentos industriais, militares e de telessupervisão devido
a sua robustez, tamanho compacto e alta qualidade.

Este padrão é aberto, não estando sujeito a patentes ou royalties, sendo utilizado em
mais de 500.000 sistemas instalados atualmente. A STD projeta e fabrica cartões STD-
BUS desde 1983.

Figura 2.3.1 – Foto de Cartão Padrão STD-BUS de Entrada/Saída

A figura 2.1 mostra um cartão padrão STD-BUS de entrada/saída onde pode-se observar
no lado esquerdo o conector borda de 56 pinos destinado aos sinais do barramento. Este
conector fornece alimentação juntamente com as conexões necessárias para o acesso de
escrita/leitura realizado pelo cartão de CPU do sub-bastidor.

À direita estão os conectores destinados aos sinais específicos do cartão. O por exemplo,
no cartão de entradas digitais o conector recebe os sinais por um conector DB37.

Na parte superior direita existe um ejetor para auxiliar a retirada do cartão.

O sub-bastidor padrão STD-BUS utilizado na UTR STD-7100 possui 20 conectores. O


cartão de CPU sempre é inserido no slot mais à direita. Os cartões de entrada/saída
podem ser inseridos livremente nos outros slots, já que todos os sinais são disponíveis
em todos os conectores.

O cartão padrão STD-BUS possui a característica de ser rapidamente e facilmente


removido e reinstalado no sub-bastidor. Isto proporciona um baixo tempo médio de
reparo (MTTR), o que é muito importante para sistemas que necessitam de manutenção

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2. COMPONENTES DA UTR

em campo.

Todos os cartões padrão STD-BUS fabricados pela STD utilizam tecnologia CMOS,
possuindo baixo consumo de energia, e consequentemente permitindo ao equipamento
operar em uma faixa estendida de temperatura sem a necessidade de ventilação forçada.

Outra vantagem de se utilizar um padrão de barramento aberto é a facilidade de


atualização futura do equipamento através da simples substituição dos cartões por
unidades mais modernas. As características do barramento tais como velocidade de
acesso e sinais de controle sempre são mantidas dentro do padrão, o que permite que
CPU´s mais rápidas operem normalmente com cartões de entrada/saída mais antigos.

Quando são necessárias funções adicionais, é incorporado um microcontrolador no


cartão, tal como é feito nos cartões de sincronismo. Nestes cartões existe um
microcontrolador que realiza as funções de decodificação e conversão das informações de
tempo para leitura pelo cartão de CPU do sub-bastidor. Estas informações de tempo
podem ser fornecidas por um sinal padrão (IRIG-B) ou por um módulo receptor GPS, que
no caso da UTR STD-7100 é também incorporado no próprio cartão STD-BUS.

Originalmente o STD-BUS foi concebido para qualquer tipo de processador, mas derivou
para o uso exclusivo de plataforma com processadores Intel da família x86. Isto permitiu
uma fácil e rápida evolução do software para cartões de CPU mais modernos.

A STD fabrica três tipos de cartões de CPU:


o Um cartão de 16 bits baseado no microprocessador Intel 80C186XL;
o Um cartão de 32 bits baseado no microprocessador Intel 386EX 33MHz;
o Um cartão baseado no processador AMD SC520 100MHz.

Figura 2.3.2 – Dimensões do cartão padrão STD-BUS

A figura 2.2 apresenta as dimensões do cartão STD-BUS. A distância entre os slots em


um sub-bastidor padrão é de 2cm, permitindo a acomodação de 20 cartões em um sub-
bastidor de 19”.

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2. COMPONENTES DA UTR

2.3.1 Cartões de Entrada/Saída

Cartão de Entrada/Saída denomina um tipo de cartão destinado a receber ou enviar


sinais de supervisão/comando sendo controlado diretamente pelo cartão de CPU do sub-
bastidor.

Os cartões de entrada/saída sempre operam em conjunto com Módulos de Interface e


Borneira, os quais são montados em trilhos e recebem os cabos provenientes do exterior
em seus bornes. Estes módulos também proporcionam condicionamento de sinal e
proteção contra surtos, evitando que estes distúrbios entrem no sub-bastidor.

O código de formação dos cartões de entrada/saída é composto da seguinte maneira:

− O primeiro número após o prefixo STD- indica o número de pontos supervisionados


ou controlados;

− O código a seguir indica a função do cartão: ED para as entradas digitais, EA para as


entradas analógicas e SD para as saídas digitais;

− O último número indica a versão do cartão;

Os cartões de mesma função em versões mais novas sempre devem manter


compatibilidade com os antigos. A compatibilidade refere-se ao acesso pelo cartão de
CPU e aos conectores destinados à ligação com os módulos de interface.

Desta forma, pode-se atualizar uma UTR mesmo mantendo versões anteriores do
software que não incorporaram ainda novas funções das versões mais recentes e
também mantendo os módulos de interface já instalados.

Os cartões de Entrada/Saída da UTR STD-7100 estão listados a seguir:

− Cartão de entradas digitais STD-32ED5.

− Cartão de entradas analógicas STD-16EA2;

− Cartão de saídas digitais STD-32SD3.

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2. COMPONENTES DA UTR

Foto 2.3.1.1 - Cartão 32 Entradas


Digitais STD-32ED5

Foto 2.3.1.2 - Cartão 16 Entradas


Analógicas STD-16EA2

Foto 2.3.1.3 - Cartão 32 Saídas


Digitais STD-32SD3

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2. COMPONENTES DA UTR

2.3.2 Cartões de CPU

Denomina um cartão destinado a processar informações, enviar ou receber dados dos


cartões de entrada/saída e se comunicar através de interface serial, paralela ou ethernet
com outros dispositivos.

Os cartões de CPU fabricados pela STD possuem interfaces de comunicação própria,


sendo apresentados a seguir:

Este cartão ocupa 1 slot no sub-


bastidor, sendo equipado com 2
interfaces seriais assíncronas
sendo uma padrão elétrico RS232
e uma padrão RS485.

Opcionalmente pode receber uma


placa mezanino com 4 interfaces
seriais assíncronas. Neste caso
passa a ocupar 2 slots no sub-
bastidor.

Foto 2.3.2.1 - Cartão CPU Intel® 386EX 33MHz STD-386A

O cartão STD-UP104A possui 4


interfaces seriais assíncronas,
sendo tres padrão elétrico RS232
e uma com opções para RS232 ou
RS485.

Este cartão também possui uma


interface Ethernet 10/100BaseT.

O cartão possui capacidade para


receber um módulo PC104
adicional com mais uma interface
ethernet.

Foto 2.3.2.2 - Cartão CPU AMD SC520 STD-UP104A

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2. COMPONENTES DA UTR

2.3.3 Cartões Decodificadores

Denomina um tipo de cartão que possui processador próprio para leitura de sinais
especiais tal como o sinal de sincronismo de tempo IRIG-B ou o sinal de rádio
proveniente dos satélites do sistema GPS. Os cartões decodificadores fabricados pela STD
são apresentados a seguir:

− Cartão Decodificador IRIG-B STD-IRG1;

− Cartão Receptor GPS STD-GPS1.

Foto 2.3.3.1 - Cartão de


Sincronismo de Tempo
Receptor GPS e Gerador IRIG-
B STD-GPS1

Foto 2.3.3.2 - Cartão de


Sincronismo de Tempo
Decodificador do sinal
IRIG-B STD-IRG1

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2. COMPONENTES DA UTR

2.3.4 Cartões de Comunicação Serial Assíncrona

Os cartões de comunicação possuem canais de comunicação serial assíncronos adicionais.


Estes canais seriais podem ter interfaces elétricas padrão elétrico RS232 ou RS485. A
STD fabrica dois tipos de cartões de comunicação apresentados a seguir:

− STD-9600B com 4 canais seriais assíncronos padrão elétrico RS232;

− STD-9603A com 4 canais seriais assíncronos padrão elétrico RS485.

Foto 2.3.4.1 - Cartão de Comunicação Serial


Assíncrona com 4 Canais padrão elétrico
RS232

Foto 2.3.4.3 – Módulo de Interface para Foto 2.3.4.2 - Cartão de Comunicação Serial
Cartão STD-9603 A (RS485) Assíncrona com 4 Canais padrão elétrico
RS485

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2. COMPONENTES DA UTR

2.3.5 Cartões de Funções Especiais

O cartão STD-96CBO2 é utilizado em conjunto com os cartões de saídas digitais


proporcionando mecanismos de segurança contra acionamento de comando indevidos.

Foto 2.3.5.1 - Cartão


Check Before Operate
STD-96CBO2

2.4 Cartão MODEM Padrão Telebrás

Cada sub-bastidor fonte/modem possui dois slots para MODEM padrão Telebrás. O cartão
MODEM tem por finalidade converter os sinais seriais assíncronos digitais para que a UTR
possa utilizar canais de comunicação analógicos, normalmente canais de voz. A STD
utiliza o modelo DT34MCS fabricado pela Digitel.

Figura 24.1 – Foto de Cartão MODEM padrão Telebrás (Digitel DT34MCS)

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2. COMPONENTES DA UTR

2.5 Módulos de Interface e Borneira para as Entradas Digitais


Os cartões de entradas digitais STD-32ED sempre trabalham em conjunto com os
Módulos de Interface e Borneira para as Entradas Digitais STD-32DI. Estes módulos são
utilizados com as seguintes finalidades:

− Reduzir a tensão do sinal para entregá-lo ao cartão STD-32ED. Os sinais de 48VCC


ou 125VCC normalmente utilizados nas instalações de energia elétrica devem ser
reduzidos para que sejam tratados pelos cartões STD-32ED;

− Desviar para o terra de proteção os surtos provenientes de chaveamentos, descargas


atmosféricas e descargas devido a faltas;

− Filtrar componentes de alta frequência devido a chaveamento de cargas indutivas e


sinais induzidos nos cabos.

Existem dois tipos de módulos STD-32DI:

− STD-32DI5: possui 32 entradas em tensão positivas com negativo comum em um


conector de 34 pinos. É o módulo de entradas digitais mais compacto;

− STD-32DI-9: possui 32 entradas em tensão independentes em um conector de 64


pinos. É o módulo que oferece a maior versatilidade em termos de ligação, já que as
entradas são isoladas entre si;

O código de formação dos módulos de interface e borneira é composto da seguinte


maneira:

− o primeiro número após o prefixo STD- indica o número de pontos supervisionados


ou controlados;

− o código a seguir indica a função do módulo: DI para as entradas digitais e AI para as


entradas analógicas;

− O último número indica a versão do módulo.

Figura 2.5.1 – Foto do Módulo de Interface e Borneira para ED´s com Entradas
em Negativo Comum (STD-32DI5)

Página 30 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


2. COMPONENTES DA UTR

Figura 2.5.2 – Foto do Módulo de Interface e Borneira para ED´s com Entradas
Independentes (STD-32DI9)

Figura 2.5.2 – Foto do Conjunto de Entradas Digitais

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 31


2. COMPONENTES DA UTR

2.6 Módulo de Interface e Borneira para as Entradas Analógicas


Os cartões de entradas analógicas STD-16EA sempre trabalham em conjunto com o
Módulo de Interface e Borneira para as Entradas Analógicas STD-16AI1.

O Módulo STD-16AI1 possui as seguintes funções:

− Converter o sinal analógico de corrente para tensão para que possa ser lido pelo
cartão STD-16EA2. Normalmente se utilizam resistores de 250 Ohms para esta
conversão. Desta forma, o fundo de escala é determinado pelo ganho do amplificador
de instrumentação do cartão STD-16EA2;

− Desviar para o terra de proteção os surtos provenientes de chaveamentos, descargas


atmosféricas e descargas devido a faltas;

− Filtrar componentes de alta frequência devido a chaveamento de cargas indutivas e


sinais induzidos nos cabos.

Existe somente um tipo de módulo STD-16AI:

STD-16AI1: possui 16 entradas diferenciais em corrente bipolares em um conector de 34


pinos. A foto ao lado mostra a parte frontal do módulo STD-16AI1

Figura 2.6.1 – Foto do Módulo de Interface e Borneira para EA´s

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2. COMPONENTES DA UTR

2.7 Módulo de Relés e Borneira para as Saídas Digitais


Os cartões de saídas digitais STD-32SD3 normalmente sempre trabalham em conjunto
com os Módulos de Relés e Borneira. Este módulos possuem as seguintes funções:

− Comandar dispositivos através de suas saídas em contato seco;

− Desviar para o terra de proteção os surtos provenientes de chaveamentos, descargas


atmosféricas e descargas devido a faltas;

Existem dois tipos de módulos de relés apresentados a seguir:

STD-RL08P3: possui 8 saídas convencionais em contato seco. Este módulo é utilizado


para gerar saídas digitais monoestáveis.

Este tipo de saída permanece acionada por um período de tempo definido na


configuração da UTR e normalmente é utilizada aos pares, sendo uma saída destinada a
ligar um dispositivo e outra saída destinada a desligar o mesmo dispositivo.

Cada módulo possui 8 relés, onde cada relé é controlado por uma saída digital a
transístor de um cartão STD-32SD3. Desta forma, um cartão STD-32SD3 controla até 4
módulos STD-RL08P3 (32 relés);

Figura 2.7.1 – Foto do Módulo de 8 Relés para Saídas Monoestáveis

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 33


2. COMPONENTES DA UTR

STD-RM04P: possui 4 relés com retenção magnética, disponibilizando duas saídas a


contato seco reversíveis por relé. Cada relé com retenção magnética é controlado por
duas saídas digitais a transístor de um cartão STD-32SD3. Desta forma, um cartão STD-
32SD3 controla até 4 módulos STD-RM04P (16 relés).

Figura 2.7.2 – Foto do Módulo de 4 Relés para Saídas Biestáveis

A foto a seguir mostra um conjunto composto por um cartão de 32 saídas digitais a


transístor STD-32SD3 conectado a quatro módulos de oito relés STD-RL08P3:

Figura 2.7.3 – Foto do Conjunto de 32 Saídas Digitais

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2. COMPONENTES DA UTR

2.8 Módulos Conversores para Fibra Ótica

A STD fabrica dois modelos de conversores para fibra ótica multimodo. O conversor STD-
485F1 converte de interface elétrica padrão RS485 para fibra ótica multimodo 820nm. O
STD-232F1 é um conversor duplo que converte de interface elétrica padrão RS232 para
fibra ótica multimodo 820nm.

Foto 2.8.1 – Módulo Conversor


RS485 para fibra ótica.

Foto 2.8.2 – Módulo Conversor Duplo


RS232 para fibra ótica.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 35


2. COMPONENTES DA UTR

2.9 Módulo Fonte de Alimentação Principal

O Módulo Fonte de Alimentação Principal alimenta os cartões STD-BUS nos sub-


bastidores. Esta fonte possui as seguintes características:

− Possui tres saídas de tensão: +5V,


+12V e –12V;

− Cada módulo de fonte pode


alimentar até tres sub-bastidores
STD-BUS;

− Existem dois modelos de fonte


STD-MF40: entrada 125VCC e
entrada 48VCC;

− Módulo plug-in permite rápida


substituição;

− Possui bornes frontais para


medição das tensões de saída.

− As fontes podem trabalhar em modo redundante.

No modo de operação redundante as saídas de duas fontes são interconectadas. Esta


configuração permite que em caso de falha em uma das fontes, a outra assuma a carga.

Quando as duas fontes em configuração redundante estão em operação normal, a carga é


dividida entre elas.

A fonte de alimentação STD-MF40 possui um circuito detector de fluxo de corrente


destinado a verificar se a fonte está fornecendo corrente (operação normal) ou recebendo
corrente (falha). Este circuito controla os LED´s de sinalização de tensão e também um
relé.

O contato de saída deste relé pode ser conectado a uma entrada digital da UTR para
sinalização de falha para o centro de operação.

2.10 Módulo Fonte de Alimentação Auxiliar para as Entradas Digitais

O Módulo Fonte de Alimentação Auxiliar para as Entradas Digitais STD-MF020/0 alimenta


o circuito de entrada de sinais do cartão STD-32ED5.

O cartão de entradas digitais STD-32ED5 possui um circuito de condicionamento e


multiplexação isolado galvanicamente do barramento STD, necessitanto, portanto, de
alimentação.

A saída desta fonte de alimentação deve ser isolada devido ao tipo de ligação da tensão
utilizada para molhar os contatos das entradas digitais.

A fonte STD-MF020/0 possui as seguintes características:

− Possui uma saída de tensão: +12V;

− Cada módulo de fonte pode alimentar até 24 cartões STD-32ED5;

Página 36 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


2. COMPONENTES DA UTR

− Existem dois modelos de fonte STD-MF020/0: entrada 125VCC e entrada 48VCC.

A saída da fonte auxiliar é conectada ao módulo de interface e borneira. A alimentação é


enviada para o cartão de entradas digitais STD-32ED no cabo de conexão junto com os
sinais.

Esta fonte de alimentação pode operar em modo redundante.

2.11 Módulo Fonte de Alimentação Auxiliar para as Entradas


Analógicas

O Módulo Fonte de Alimentação Auxiliar para as Entradas Analógicas STD-MF020/1


alimenta o circuito de entrada do cartão STD-16EA2.

Este cartão possui os circuitos de multiplexação, amplificação e conversão


analógico/digital isolados galvanicamente do barramento STD, necessitanto, portanto, de
alimentação. Esta fonte possui as seguintes características:

− Possui duas saídas de tensão: -15V e +15V;

− Cada módulo de fonte pode alimentar até 10 cartões STD-16EA2;

− A saída da fonte auxiliar é conectada ao módulo de interface e borneira, que envia


para o cartão STD-16EA2 a alimentação em um cabo junto com os sinais;

− Existem dois modelos de fonte STD-MF020/1: entrada 125VCC e entrada 48VCC.

Esta fonte de alimentação pode operar em modo redundante.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 37


2. COMPONENTES DA UTR

2.12 SUB-BASTIDORES

A UTR STD-7100 utiliza sub-bastidores IEEE-961 de 20 slots conjugados com sub-


bastidores Fonte/MODEM padrão Telebrás. Na montagem em bastidor SE88, o sub-
bastidor fonte/modem é montado ao lado do sub-bastidor IEEE-961 Mestre. Na
montagem em rack de 19” o sub-bastidor fonte/modem é montado acima do sub-
bastidor mestre.

A UTR STD-7100 é montada utilizando-se um sub-bastidor IEEE-961 denominado de


SUB-BASTIDOR MESTRE e um ou mais SUB-BASTIDORES IEEE-961 ESCRAVOS.

A UTR possui somente um sub-bastidor Mestre. Cada sub-bastidor contém somente um


cartão de CPU.

O sub-bastidor fonte-modem padrão Telebrás recebe o Módulo de Fonte de Alimentação


Principal e até dois cartões MODEM. A Fonte de Alimentação Principal STD-40MF
alimenta os cartões IEEE-961 e os cartões MODEM.

Uma Fonte de Alimentação Principal STD-40MF pode alimentar até 3 sub-bastidores IEEE-
961 e quatro cartões MODEM.

O SUB-BASTIDOR MESTRE contém o cartão de CPU MESTRE. Este cartão é responsável


pelas seguintes tarefas:
- Comunicação com os sub-bastidores escravos.
- Comunicação com os Centros de Operação;
- Execução de programas de automatismo local e intertravamento;
- Comunicação com transdutores e relés digitais (IED´s).
- Varredura dos cartões de entrada analógica para obtenção das medidas;
- Execução dos procedimentos de Check-Before-Operate
- Acionamento das saídas digitais de comando

Os sub-bastidores escravos ED são responsáveis somente pela varredura dos cartões de


entradas digitais e geração dos registros de eventos de mudanças (SOE).

Nas UTR’s Modelo STD-7100 o cartão de CPU Mestre efetua os procedimentos de


aquisição analógica e comando através do barramento STD-BUS do sub-bastidor mestre,
recebendo os estados e eventos das entradas digitais através das interfaces de
comunicação serial assíncronas.

Caso o sub-bastidor Mestre não tenha espaço suficiente para os cartões de entrada
analógica e comando, poderá ser instalado um sub-bastidor denominado Escravo EA, o
qual deve executar somente os procedimentos de aquisição analógica convencional e
execução dos procedimentos de comando (CBO e acionamento das saídas digitais).

As UTR´s modelo STD-7100 devem possuir outro(s) sub-bastidore(s) IEEE-961 cada um


com seu cartão de CPU próprio para fazer a varredura das entradas digitais, geração dos
registros de eventos (SOE) e as funções anti-espúrios e anti-avalanche de eventos
(debounce e anti-chattering). Estas tarefas são realizadas por um programa específico
para varredura dos cartões de entradas digitais (STD-R186ED ou STD-386ED).

Página 38 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


2. COMPONENTES DA UTR

A foto ao lado
mostra o painel
frontal da UTR com a
porta do sub-
bastidor mestre
aberta.

À esquerda do sub-
bastidor mestre está
o sub-bastidor
Fonte/Modem, onde
se pode ver a fonte
de alimentação
principal à esquerda
e os 2 modem´s
Digitel®.

Abaixo do sub-
bastidor
fonte/modem está o
painel LCD do GPS.

O sub-bastidor Fonte/MODEM conjugado ao sub-bastidor Mestre provê alimentação para


até 3 sub-bastidores IEEE-961 e 2 cartões MODEM. O sub-bastidor Fonte/MODEM pode
receber os seguintes módulos/cartões:
- Módulo Fonte de Alimentação STD-MF40 (entrada 125VCC ou 48VCC) ambas com
saídas de +5V, +12V e –12V;
- Cartão MODEM padrão Telebrás Digitel.

2.12.1 Sub-Bastidor Mestre

O sub-bastidor IEEE-961 superior é denominado de MESTRE, sendo destinado a realizar


as seguintes tarefas:

– Efetuar a leitura dos sinais de medida provenientes dos transdutores analógicos;


– Fazer a varredura dos multimedidores e relés digitais;
– Executar os procedimentos de Check-Before-Operate e acionar os relés de
comando da UTR;
– Comunicação com o(s) cartões de CPU dos sub-bastidor(es) escravo(s);
– Comunicação com os Centros de Controle utilizando os protocolos IEC870-5-101,
IEC870-5-104, RP570, DNP V3.0 serial, DNP V3.0 sobre TCP/IP ou ML7800;
– Executar as rotinas de automatismo local e intertravamentos.

O sub-bastidor MESTRE tem disponíveis 16 slots livres para os cartões de entrada/saída.


Este sub-bastidor pode receber os seguintes cartões:
- CPU Mestre STD-386A ou STD-UP104A;

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 39


2. COMPONENTES DA UTR

- 32 Saídas Digitais a Transistor STD-32SD3;


- Check-Before-Operate STD-CBO;
- Multiplexador/Conversor Analógico Digital 16 canais STD-16EA2;
- Interface Serial Quádrupla RS485 STD-9603;
- Interface Serial Quádrupla RS232 STD-9600.

Caso sejam necessários mais slots para os cartões de entrada/saída, pode-se acrescentar
sub-bastidores IEEE-961 adicionais. Estes sub-bastidores adicionais serão denominados
EA1, EA2 e assim por diante.

Estes sub-bastidores deverão efetuar a leitura dos sinais de medida provenientes dos
transdutores analógicos e executar os procedimentos de Check-Before-Operate para
acionamento dos relés de comando.

Os sub-bastidores EA deverão ser equipados com cartões de CPU STD-96186A ou STD-


386A.

O sub-bastidor EA tem disponíveis 16 slots livres para os cartões de entrada/saída. Este


sub-bastidor pode receber os seguintes cartões:
- CPU Escravo EA STD-96186A ou STD-386A;
- 32 Saídas Digitais a Transistor STD-32SD3;
- Check-Before-Operate STD-CBO;
- Multiplexador/Conversor Analógico Digital 16 canais STD-16EA2;

A foto ao lado
mostra o painel
frontal da UTR com a
porta do sub-
bastidor escravo ED
aberta.

Do lado esquerdo do
sub-bastidor escravo
está a chave
local/remoto.

Abaixo da chave
local/remoto está
instalado o conector
para a antena do
GPS.

Página 40 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


2. COMPONENTES DA UTR

2.12.2 Sub-Bastidor Escravo ED

O(s) sub-bastidor(es) IEEE-961 ED são destinados exclusivamente à aquisição dos sinais


das entradas digitais, informando o estado atual de cada entrada e gerando os registros
de eventos a cada mudança de estado.

Cada sub-bastidor ED pode receber até 16 cartões com 32 pontos, sendo capaz de ler um
total de 512 pontos de entrada digital. Caso sejam necessários mais slots pode-se
acrescentar sub-bastidores IEEE-961 adicionais e seus correspondentes sub-bastidores
Fonte/MODEM.

O cartão de CPU do sub-bastidor ED pode datar os eventos de mudanças nas entradas


digitais utilizando um sinal de sincronismo IRIG-B ou receber diretamente as informações
de sincronismo do satélite através do cartão STD-GPS1.

O sub-bastidor ED pode receber os seguintes cartões:

- STD-96186A ou STD-386A: CPU controladora do sub-bastidor ED;


- STD-32ED5: 32 Entradas Digitais Isoladas;
- STD-IRG1: Decodificador IRIG-B
- STD-GPS1: Receptor GPS e Gerador IRIG-B;

Caso sejam utilizados mais de um sub-bastidor ED em uma UTR, o sincronismo é feito


através de sinal IRIG-B gerado pelo cartão receptor GPS STD-GPS1.

Neste caso, o primeiro sub-bastidor ED deverá possuir um cartão receptor GPS STD-GPS1
e os outros sub-bastidores deverão possuir cartões decodificadores IRIG-B STD-IRG1.

A foto acima mostra detalhe do sub-bastidor escravo com o cartão STD-GPS1 mais à
esquerda, seguido de 14 cartões STD-32ED3 e o cartão de CPU à direita

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 41


2. COMPONENTES DA UTR

2.13 BASTIDORES

A UTR STD-7100 padrão é montada em um ou mais Bastidores Taunus® SE 88. Este


bastidor possui 80cm de largura, 80cm de profundidade e 220cm de altura.

Os bastidores SE88 podem ser acoplados lateralmente para montagem de UTR´s de


maior porte. As UTR´s de menor porte podem ser montadas sob solicitação do cliente em
rack padrão 19”.

A foto abaixo mostra o painel frontal de uma UTR


típica com dois sub-bastidores montada em um
bastidor Taunus SE88. Na parte superior à esquerda
está o sub-bastidor fonte-modem com uma fonte STD-
MF40 e dois modem´s. À direita do sub-bastidor fonte-
modem está o sub-bastidor IEEE-961 Mestre de 20
slots. Abaixo do sub-bastidor mestre está o sub-
bastidor escravo. Logo abaixo do sub-bastidor fonte-
modem está o painel do GPS, e abaixo deste está a
chave local-remoto e o conector da antena do receptor
GPS. Os módulos de interface para as entradas
analógicas estão instalados nos trilhos ao lado das
calhas para passagem dos cabos.

A foto acima mostra a parte frontal de


uma UTR STD-7100 montada em um
Bastidor Taunus SE88. O bastidor é
equipado com portas frontal e traseira,
painéis laterais removíveis (presos por
parafusos), argolas para içamento na
parte superior e porta documentos
instalado na parte interna da porta.

Página 42 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

SEÇÃO 3

COMUNICAÇÃO

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 43


3. COMUNICAÇÃO

Página 44 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

3. COMUNICAÇÃO

3.1 ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO DA UTR STD-7100

A UTR STD-7100 possui uma estrutura totalmente modular, permitindo a livre utilização
dos canais de comunicação. O sub-bastidor mestre opera como concentrador, efetuando
a comunicação com sub-bastidores escravos, sub-UTR´s, IED´s, centros de operação e
IHM local.

O sub-bastidor mestre pode ter até 68 canais de comunicação seriais assíncronos e dois
canais ethernet 10/100BaseT. O cartão de CPU STD-UP104A possui um canal ETHERNET
na sua configuração padrão, podendo ser acrescido de mais um canal através da
instalação de uma placa PC104.

Os canais seriais assíncronos podem ser padrão elétrico RS232 ou RS485. Caso seja
necessário, estes canais podem ser convertidos para fibra ótica multimodo utilizando-se
módulos conversores.

A configuração máxima de uma UTR STD-7100 é mostrada a seguir:

− Até 32 sub-bastidores escravos ou sub-UTR´s utilizando canais seriais assíncronos


simples ou duplicados;

− Até 16 redes de IED´s utilizando canais seriais assíncronos com interface RS485.
Caso sejam necessários mais canais de comunicação com os IED´s pode-se utilizar
um sub-bastidor concentrador destinado somente para esta função. As interfaces
RS485 podem ser convertidas para fibra ótica caso seja necessário;

− O sub-bastidor mestre pode se comunicar com até 8 Centros de Controle utilizando


canais seriais assíncronos ou ethernet.

Figura 3.1.1 – Configuração Máxima da UTR STD-7100

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 45


3. COMUNICAÇÃO

3.1.2 ARQUITETURA CONCENTRADA E DISTRIBUÍDA

A diferença básica entre uma UTR com arquitetura concentrada e distribuída é o uso de
sub-UTR´s escravas ao invés de sub-bastidores escravos.

Uma sub-UTR possui todas as funcionalidades (pontos digitais, analógicos e de


comando), podendo operar de maneira independente. A principal vantagem é permitir o
uso de uma IHM local e poder executar programas de automatismo.

O canal de comunicação com sub-UTR´s é funcionalmente idêntico aos canais de


comunicação com sub-bastidores escravos, sendo configurado utilizando o mesmo tipo de
seção no arquivo de configuração da CPU mestre.

3.1.3 CONFIGURAÇÃO DOS CANAIS DE COMUNICAÇÃO

Os canais seriais assíncronos possuem diversas configurações dependendo do tipo de UTR


requisitado pelo cliente. Quatro configurações típicas para UTR´s concentradas são
apresentadas nas tabelas 1.9.1 a 1.9.4 e uma configuração para UTR distribuída é
apresentada na tabela 1.9.5. As colunas das tabelas possuem as seguintes funções:
− A primeira coluna mostra o identificador do canal de comunicação. Este é o
identificador utilizado no arquivo de configuração;
− A segunda coluna mostra o identificador da função do canal. Este identificador é a
serigrafia do painel;
− A terceira coluna mostra o padrão elétrico da interface, RS232 ou RS485. Caso seja
necessário pode-se converter o meio de comunicação para fibra ótica multimodo
utilizando-se os conversores STD-232FO ou STD-485FO;
− A quarta coluna mostra qual cartão disponibiliza o canal de comunicação. O número
após o nome do cartão informa a ordem do cartão no sub-bastidor;
− A quinta coluna apresenta a função do canal.

A tabela a seguir apresenta a configuração de uma UTR típica com dois canais para
centro de operação e um canal para comunicação com sub-bastidores escravos. Esta é
uma configuração típica para sub-UTR onde a CPU mestre efetua a comunicação com os
IED´s:

Padrão Cartão
Canal Ident. Função
Elétrico

COM1 MANUT RS232 CPU Mestre Canal de Manutenção;


COM2 CO1 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 1
COM3 CO2 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 2
COM4 COM4 RS485 CPU Mestre Canal para sub-bastidores escravos

Tabela 3.1.2 – Configuração Típica 1: quatro canais de comunicação

Página 46 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

A tabela a seguir apresenta a configuração de uma UTR típica com dois canais para
centro de operação, quatro redes para comunicação com IED´s e um canal para
comunicação com sub-bastidores escravos. Esta é uma configuração típica para sub-UTR
que possui somente um sub-bastidor escravo.

O sub-bastidor mestre desta UTR possui um cartão de comunicação serial assíncrona


quádrupla RS485 STD-9603:

Padrão Cartão
Canal Ident. Função
Elétrico

COM1 MANUT RS232 CPU Mestre Canal de Manutenção;


COM2 CO1 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 1
COM3 CO2 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 2
COM4 COM4 RS485 CPU Mestre Canal para sub-bastidor escravo
COM5 CANAL1 RS485 STD-9603 Canal 1 para IED’s
COM6 CANAL2 RS485 STD-9603 Canal 2 para IED’s
COM7 CANAL3 RS485 STD-9603 Canal 3 para IED’s
COM8 CANAL4 RS485 STD-9603 Canal 4 para IED’s

Tabela 3.1.3 – Configuração Típica 2: oito canais de comunicação

A tabela a seguir apresenta a configuração de uma UTR típica com quatro canais para
centro de operação, quatro redes para comunicação com IED´s e tres canais para
comunicação com sub-bastidores escravos.

Estão disponíveis tres canais de comunicação com sub-bastidores escravos para conexão
ponto a ponto. Esta configuração proporciona tempo mínimo na leitura das informações.

O sub-bastidor mestre desta UTR possui um cartão de comunicação serial assíncrona


quádrupla RS232 STD-9600B e um cartão de comunicação serial assíncrona quádrupla
RS485 STD-9603.

Padrão Cartão
Canal Ident. Função
Elétrico

COM1 MANUT RS232 CPU Mestre Canal de Manutenção;


COM2 CO3 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 3
COM3 CO4 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 4
COM4 COM4 RS485 CPU Mestre Canal para sub-bastidores escravos
COM5 CO1 RS232 STD-9600 A Canal para Centro de Operação 1
COM6 CO2 RS232 STD-9600 A Canal para Centro de Operação 2
COM7 COM7 RS232 STD-9600 A Canal para sub-bastidores escravos
COM8 COM8 RS232 STD-9600 A Canal para sub-bastidores escravos
COM9 CANAL1 RS485 STD-9603 Canal 1 para IED’s
COM10 CANAL2 RS485 STD-9603 Canal 2 para IED’s
COM11 CANAL3 RS485 STD-9603 Canal 3 para IED’s
COM12 CANAL4 RS485 STD-9603 Canal 4 para IED’s

Tabela 3.1.4 – Configuração Típica 3: doze canais de comunicação

A tabela a seguir apresenta a configuração de uma UTR concentrada típica com dois
canais duplicados para centro de operação, doze redes para comunicação com IED´s e
tres canais para comunicação com sub-bastidores escravos.

Os canais para centro de operação podem ser configurados para operar com quatro
centros distintos ou utilizando dois centros e canais duplicados.

Estão disponíveis tres canais de comunicação com sub-bastidores escravos para conexão

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 47


3. COMUNICAÇÃO

ponto a ponto. Esta configuração proporciona tempo mínimo na leitura das informações.

O sub-bastidor mestre desta UTR possui um cartão de comunicação serial assíncrona


quádrupla RS232 STD-9600B e tres cartões de comunicação serial assíncrona quádrupla
RS485 STD-9603:

Padrão Cartão
Canal Ident. Função
Elétrico

COM1 MANUT RS232 CPU Mestre Canal de Manutenção;


COM2 CO3 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 3
COM3 CO4 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 3 (auxiliar)
COM4 COM4 RS485 CPU Mestre Canal para sub-bastidores escravos
COM5 CO1 RS232 STD-9600A Canal para Centro de Operação 1
COM6 CO2 RS232 STD-9600A Canal para Centro de Operação 1 (auxiliar)
COM7 COM7 RS232 STD-9600A Canal para sub-bastidores escravos
COM8 COM8 RS232 STD-9600A Canal para sub-bastidores escravos
COM9 CANAL1 RS485 STD-9603 0 Canal 1 para IED’s
COM10 CANAL2 RS485 STD-9603 0 Canal 2 para IED’s
COM11 CANAL3 RS485 STD-9603 0 Canal 3 para IED’s
COM12 CANAL4 RS485 STD-9603 0 Canal 4 para IED’s
COM13 CANAL5 RS485 STD-9603 1 Canal 5 para IED’s
COM14 CANAL6 RS485 STD-9603 1 Canal 6 para IED’s
COM15 CANAL7 RS485 STD-9603 1 Canal 7 para IED’s
COM16 CANAL8 RS485 STD-9603 1 Canal 8 para IED’s
COM17 CANAL9 RS485 STD-9603 2 Canal 9 para IED’s
COM18 CANAL10 RS485 STD-9603 2 Canal 10 para IED’s
COM19 CANAL11 RS485 STD-9603 2 Canal 11 para IED’s
COM20 CANAL12 RS485 STD-9603 2 Canal 12 para IED’s

Tabela 3.1.5 – Configuração Típica 4: vinte canais de comunicação

A tabela a seguir apresenta a configuração dos canais de comunicação seriais assíncronos


de um cartão de CPU mestre de uma UTR distribuída. Esta UTR possui seis canais para
centro de operação, oito redes para comunicação com IED´s e trinta e dois canais para
comunicação com sub-UTR´s.

Esta UTR pode ter mais dois canais para centro de operação utilizando a interface
ETHERNET e conexão TCP/IP. Estes canais podem utilizar protocolo IEC60870-5-104 ou
DNP3.0 rede.

Os canais para centro de operação podem ser configurados para operar com seis centros
distintos ou utilizando tres centros e canais duplicados.

Estão disponíveis trinta e dois canais de comunicação com sub-UTR´s para conexão
ponto a ponto. Esta configuração proporciona tempo mínimo na leitura das informações.
Estes trinta e dois canais são padrão elétrico RS232, sendo destinados à conexão com
conversores RS232 para fibra ótica multimodo duplos.

O sub-bastidor mestre desta UTR possui nove cartões de comunicação serial assíncrona
quádrupla RS232 STD-9600B e dois cartões de comunicação serial assíncrona quádrupla
RS485 STD-9603.

Página 48 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

Padrão Cartão
Canal Ident. Função
Elétrico

COM1 MANUT RS232 CPU Mestre Canal de Manutenção;


COM2 CO1 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 1
COM3 CO2 RS232 CPU Mestre Canal para Centro de Operação 2
COM4 COM4 RS485 CPU Mestre Canal para sub-bastidores escravos
COM5 CO3 RS232 STD-9600B 0 Canal para Centro de Operação 3
COM6 CO4 RS232 STD-9600B 0 Canal para Centro de Operação 4
COM7 CO5 RS232 STD-9600B 0 Canal para Centro de Operação 5
COM8 CO6 RS232 STD-9600B 0 Canal para Centro de Operação 6
COM9 COM9 RS232 STD-9600B 1 Canal 1 para sub-UTR
COM10 COM10 RS232 STD-9600B 1 Canal 2 para sub-UTR
COM11 COM11 RS232 STD-9600B 1 Canal 3 para sub-UTR
COM12 COM12 RS232 STD-9600B 1 Canal 4 para sub-UTR
COM13 COM13 RS232 STD-9600B 2 Canal 5 para sub-UTR
COM14 COM14 RS232 STD-9600B 2 Canal 6 para sub-UTR
COM15 COM15 RS232 STD-9600B 2 Canal 7 para sub-UTR
COM16 COM16 RS232 STD-9600B 2 Canal 8 para sub-UTR
COM17 COM17 RS232 STD-9600B 3 Canal 9 para sub-UTR
COM18 COM18 RS232 STD-9600B 3 Canal 10 para sub-UTR
COM19 COM19 RS232 STD-9600B 3 Canal 11 para sub-UTR
COM20 COM20 RS232 STD-9600B 3 Canal 12 para sub-UTR
COM21 COM21 RS232 STD-9600B 4 Canal 13 para sub-UTR
COM22 COM22 RS232 STD-9600B 4 Canal 14 para sub-UTR
COM23 COM23 RS232 STD-9600B 4 Canal 15 para sub-UTR
COM24 COM24 RS232 STD-9600B 4 Canal 16 para sub-UTR
COM25 COM25 RS232 STD-9600B 5 Canal 17 para sub-UTR
COM26 COM26 RS232 STD-9600B 5 Canal 18 para sub-UTR
COM27 COM27 RS232 STD-9600B 5 Canal 19 para sub-UTR
COM28 COM28 RS232 STD-9600B 5 Canal 20 para sub-UTR
COM29 COM29 RS232 STD-9600B 6 Canal 21 para sub-UTR
COM30 COM30 RS232 STD-9600B 6 Canal 22 para sub-UTR
COM31 COM31 RS232 STD-9600B 6 Canal 23 para sub-UTR
COM32 COM32 RS232 STD-9600B 6 Canal 24 para sub-UTR
COM33 COM33 RS232 STD-9600B 7 Canal 25 para sub-UTR
COM34 COM34 RS232 STD-9600B 7 Canal 26 para sub-UTR
COM35 COM35 RS232 STD-9600B 7 Canal 27 para sub-UTR
COM36 COM36 RS232 STD-9600B 7 Canal 28 para sub-UTR
COM37 COM37 RS232 STD-9600B 8 Canal 29 para sub-UTR
COM38 COM38 RS232 STD-9600B 8 Canal 30 para sub-UTR
COM39 COM39 RS232 STD-9600B 8 Canal 31 para sub-UTR
COM40 COM40 RS232 STD-9600B 8 Canal 32 para sub-UTR
COM41 CANAL1 RS485 STD-9603 0 Canal 1 para IED’s
COM42 CANAL2 RS485 STD-9603 0 Canal 2 para IED’s
COM43 CANAL3 RS485 STD-9603 0 Canal 3 para IED’s
COM44 CANAL4 RS485 STD-9603 0 Canal 4 para IED’s
COM45 CANAL5 RS485 STD-9603 1 Canal 5 para IED’s
COM46 CANAL6 RS485 STD-9603 1 Canal 6 para IED’s
COM47 CANAL7 RS485 STD-9603 1 Canal 7 para IED’s
COM48 CANAL8 RS485 STD-9603 1 Canal 8 para IED’s

Tabela 3.1.6 – Configuração 5: quarenta e oito canais de comunicação

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 49


3. COMUNICAÇÃO

3.1.4 CANAIS DE COMUNICAÇÃO COM CENTROS DE OPERAÇÃO

As UTR´s STD-7100 podem ser ter um mínimo de dois e um máximo de oito canais para
comunicação com centros de operação. Funcionalmente considera-se uma IHM local
como um centro de operação.

Estes canais podem ser todos do tipo serial assíncrono ou em conexão TCP/IP utilizando
interface ethernet.

Os canais para comunicação com Centros de Operação do tipo serial assíncrono são todos
padrão elétrico RS232. Estes canais podem ser conectados a MODEM´s analógicos, rádio
digital ou fibra ótica, operando em taxas de transmissão de 1200 a 38400bps, 8 bits por
caracter, sem paridade, paridade par, paridade ímpar e um ou dois stop bits.

Dois canais seriais assíncronos para centro de operação normalmente são disponibilizados
pelas interfaces COM2 e COM3 do cartão de CPU mestre. Os canais adicionais deverão ser
disponibilizados por um ou no máximo dois cartões serial assíncrona quádrupla RS232
STD-9600.

As interfaces padrão RS232 destes canais são disponíveis em conectores DB9 macho
instalados em paineis na parte interna do sub-bastidor mestre.

Os conectores RS232 dos MODEM´s são diponibilizados em cabos terminados em


conectores DB9 femea. Estes conectores podem ser inseridos nos conectores dos canais
de centro de operação de acordo com a aplicação.

Cada sub-bastidor fonte-modem tem capacidade para quatro cartões MODEM padrão
Telebrás. As UTR´s STD-7100 sempre possuem pelo menos dois sub-bastidores,
permitindo a instalação de até oito cartões MODEM padrão Telebrás em sua configuração
mínima.

3.1.4.1 Configuração dos Canais de Comunicação com Centros de


Operação

Os canais de comunicação com os Centros de Operação são totalmente independentes,


cada um contando com sua área própria de configuração, onde estão definidos o
protocolo, os endereços de enlace e aplicação e os parâmetros de comunicação.

O envio de um determinado objeto de informação para um determinado centro de


operação pode ser feito de duas maneiras distintas:

3.1.4.2 Através de mapeamento de objetos por canal:

Neste caso pode-se definir um mapeamento de endereço de pontos de supervisão e


controle para endereço de objetos para cada canal de comunicação com centro de
operação. Isto permite que os softwares SCADA dos centros possam ter bases de dados
diferentes, ou seja, endereços de objeto diferentes para o mesmo ponto físico;

Este tipo de configuração requer muita atenção para evitar inversões na conexão dos
canais, já que as bases de dados podem ser diferentes.

Página 50 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

3.1.4.3 Através de filtro:

O filtro é definido por um parâmetro de oito bits. Cada objeto de informação possui este
parâmetro associado, o qual indica para quais centros será enviado este objeto. Cada bit
do parâmetro refere-se a um centro de operação. Se o bit estiver em 1 o objeto é
enviado para o centro, se estiver em zero não é enviado.

Neste caso os endereços dos objetos deverão ser iguais em todos os centros de
operação, apenas pode-se escolher quais objetos serão enviados para cada centro.

Esta caracterítica permite configurar cada canal de acordo com as particularidades de


cada centro de operação e escolher quais informações serão enviadas/recebidas. Deve-se
observar que os endereços dos objetos de informação são os mesmos para todos os
centros por questões de segurança.

3.1.4.4 Características dos Canais de Comunicação com Centros de


Operação

Cada canal possui a sua área própria de memória para armazenar os eventos
provenientes das entradas digitais, e as solicitações de comando. O software conta ainda
com proteção contra o envio de mais de um comando simultaneamente para o mesmo
equipamento.

Esta característica garante que todos os eventos gerados pela UTR serão enviados para
todos os centros de operação mesmo que ocorra interrupção da comunicação
temporariamente com algum deles.

3.1.4.5 Operação com Canal Duplicado

Quando dois canais de comunicação com centro de oparação são configurados para
operar em modo duplicado, é utilizada a mesma área de memória para os dois e
configuração idêntica. Desta forma, quando houver troca de canal, não são enviadas
informações que já foram enviadas pelo outro canal.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 51


3. COMUNICAÇÃO

3.1.5 CANAIS DE COMUNICAÇÃO COM SUB-BASTIDORES OU SUB-UTR´S

Os canais de comunicação com sub-bastidores ou sub-UTR´s utilizam protocolo ML7800


modificado, permitindo a leitura de eventos digitais, leitura de medidas, envio de
comandos e leitura de informações de estado.

Estas informações são convertidas para uma base de dados baseada no formato das
mensagens do protocolo IEC60870-5-101/104 no sub-bastidor mestre. Estas informações
são disponibilizadas para uso pelas rotinas de comunicação com os centros de operação e
pelos programas de automatismo.

3.1.5.1 Configuração dos Canais de Comunicação com Sub-Bastidores


Escravos ou sub-UTR´s

A configuração do sub-bastidor mestre para comunicação com sub-bastidores escravos


ou sub-UTR´s é feita de forma padronizada, fornecendo-se as seguintes informações para
o software da CPU mestre:

− O endereço do sub-bastidor;

− O número de pontos de entradas digitais;

− O número de pontos de entradas analógicas;

− O número de pontos de saídas digitais.

3.1.5.2 Conexões dos Canais de Comunicação com Sub-Bastidores


Escravos ou sub-UTR´s

A comunicação do cartão de CPU mestre com os cartões de CPU dos sub-bastidores


escravos sempre é realizada através de canal serial assíncrono padrão elétrico RS485.

Caso exista somente um sub-bastidor escravo utiliza-se a interface COM4 disponível no


cartão de CPU STD-UP104A.

Se existe mais de um sub-bastidor escravo, deve-se instalar um cartão interface serial


quádrupla padrão elétrico RS485 STD-9603A somente para comunicação com sub-
bastidores escravos. A comunicação deve ser feita sempre ponto a ponto, ou seja, um
canal para cada sub-bastidor escravo ou sub-UTR.

A comunicação do cartão de CPU mestre com as sub-UTR´s sempre é realizada através


de canal serial assíncrono padrão elétrico RS232 conectado a conversor RS232 para fibra-
ótica.

A vantagem em se utilizar comunicação ponto a ponto é a maior velocidade de


atualização das informações.

Página 52 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

3.1.5.3 Pontos Virtuais

As informações de estado indicam à CPU mestre a ocorrência de falhas em cartões. Estas


indicações de estado são armazenadas em pontos de entrada digital virtuais.

As informações referentes a variáveis obtidas através do programa de automatismo de


uma sub-UTR podem ser lidas pelo sub-bastidor mestre utilizando-se pontos de
supervisão e controle virtuais. O número e o endereço inicial destes pontos são
informações definidas no arquivo de configuração.

3.1.5.4 Operação com Canal Duplicado

Quando dois canais de comunicação com sub-bastidores escravos ou sub-UTR´s são


configurados para operar em modo duplicado o software da CPU mestre efetua uma troca
automática de canal caso não receba a resposta de uma mensagem enviada.

Caso a CPU mestre não receba resposta dos dois canais de uma configuração duplicada,
são feitas trocas periódicas de canal automaticamente.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 53


3. COMUNICAÇÃO

3.2 ESTRUTURA DE COMUNICAÇÃO DA UTR STD-7140

A UTR STD-7140 possui uma estrutura totalmente modular, permitindo a livre utilização
dos canais de comunicação. O sub-bastidor mestre, utilizando cartão de CPU STD-386A
opera como concentrador, efetuando a comunicação com um sub-bastidor escravo de
entradas digitais, IED´s, centros de operação e IHM local.

O sub-bastidor mestre da UTR STD-7140 pode ter até 22 canais de comunicação seriais
assíncronos.

Os canais seriais assíncronos podem ser padrão elétrico RS232 ou RS485. Caso seja
necessário, estes canais podem ser convertidos para fibra ótica multimodo utilizando-se
módulos conversores.

A configuração máxima de uma UTR STD-7140 é mostrada a seguir:

− Um sub-bastidor escravo de entradas digitais com capacidade para até 512 pontos. A
CPU deste sub-bastidor efetua a comunicação com a CPU mestre através do canal
COM2 (RS485) de ambas;

− O sub-bastidor mestre pode se comunicar com até quatro Centros de Controle


utilizando canais seriais assíncronos padrão elétrico RS232. Estes canais são os
canais disponíveis na própria CPU STD386 através da placa piggy back.
Opcionalmente um canal serial de comunicação com centro de controle ou IHM pode
ser convertido para ethernet 10/100BaseT;

− O sub-bastidor mestre de uma UTR STD-7140 pode receber até quatro cartões de
comunicação serial quádrupla (RS485) disponibilizando dezesseis canais para
comunicação com IED´s. As interfaces RS485 podem ser convertidas para fibra ótica
caso seja necessário;

Página 54 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

3.3 CANAIS DE COMUNICAÇÃO COM IED´S

Os canais de comunicação com os IED´s podem ser padrão elétrico RS232 para uso com
conversor de fibra ótica ou padrão elétrico RS485. Todos os canais padrão elétrico RS485
possuem isolação galvânica e proteção contrs surtos através de MOSORB.

A configuração da UTR permite que seja definido um protocolo para cada canal. Estão
disponíveis os seguintes protocolos para comunicação com IED´s:
− IEC60870-5-101;
− IEC60870-5-103;
− MODBUS RTU;
− MODBUS ASCII;
− DNP 3.0 em interface serial assíncrona;
− DNP 3.0 em TCP/IP;
− SPABUS;
− HDLC (SRA);
− ML7800 (Microlab).

Estes protocolos permitem à UTR comunicar-se com equipamentos Yokogawa, ABB,


Siemens, GE, KRON, SEL, Cooper ou qualquer outro que utilize os protocolos citados.
Cada canal de comunicação com IED´s tem capacidade para 32 dispositivos.

Os canais de comunicação com IED´s possuem indicação de estado de comunicação


internamente através de entradas digitais virtuais. Estas entradas se tornam ativas caso
o dispositivo não responda à interrogação da UTR.

Os canais de comunicação multiponto para IED´s padrão elétrico RS485, possuem LED´s
indicadores para os sinais de transmissão e recepção (Tx e Rx).

3.4 CANAL DE MANUTENÇÃO EM INTERFACE SERIAL

O canal de manutenção é utilizado para carga de configuração, programa (firmware) da


UTR e programas aplicativos de controle local na memória FLASH dos cartões de CPU.
Este canal pode ser utilizado também para diagnóstico. Este canal suporta terminal tipo
TTY e carga de arquivos binária utilizando-se o programa RTERM (Windows).

Todos os canais RS232 podem ser disponibilizados em fibra ótica caso seja necessário,
bastando para isso instalar um ou mais conversores STD-232FO. Os canais RS485
também podem ser transformados para fibra ótica em aplicações multiponto utilizando-se
o conversor STD-485FO.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 55


3. COMUNICAÇÃO

3.5 UCC na função de SERVIDOR DE COMUNICAÇÕES (SCOM)

3.5.1 Introdução

Uma UCC (Unidade de Comunicação e Controle) pode ser utilizada na função de Gateway,
Front-End ou Servidor de Comunicações (SCOM) instalado em um Centro de Controle. A
UCC é conhecida também como sub-bastidor Mestre da UTR. Este equipamento é
utilizado como elemento concentrador das informações recebidas dos dispositivos
conectados aos seus canais de comunicação. A UCC opera simultaneamente com
múltiplos protocolos em múltiplos meios de comunicação.

3.5.2 Componentes do Servidor de Comunicações (SCOM)

O Servidor de Comunicações utiliza os seguintes cartões e módulos (a descrição e as


características técnicas estão na Documentação de Hardware Volume I):

• CPU modelo STD-UP104A em modo simples ou redundante. O cartão de CPU


disponibiliza uma interface ethernet 10/100BaseT para conexão com o software
SCADA. Este cartão recebe um módulo Padrão PC104 com CPU SC520 operando a
100MHz. Esta CPU é compatível com Pentium 100. O uso de módulo PC104 permite
futuras atualizações para CPU´s mais potentes;

• O cartão de CPU STD-UP104A pode disponibilizar uma ou duas interfaces ethernet


10/100BaseT para comunicação com os servidores SCADA ou IED´s;

• Até oito cartões de comunicação serial assíncrona quádruplos STD-9600B. Cada


cartão STD-9600B disponibiliza quatro interfaces seriais assíncronas (UART)
compatíveis com 16654. Estas UART´s possuem fifo de 64 bytes, permitindo a
comunicação com uma taxa de até 38400bps utilizando-se 32 canais (oito cartões);

• Os canais RS232 podem ser convertidos para fibra ótica multimodo utilizando-se
conversores duplos STD-232FO;

• Cartão Receptor GPS e Gerador de sinal de sincronismo IRIG-B STD-GPS1;

• Módulo fonte de alimentação STD-40MF operando em modo simples ou redundante.


Este módulo de fonte possui versões para operação em 48VCC, 125VCC, 110/127VCA
ou 220/230VCA. Quando operando em modo redundante, cada fonte pode alimentar
sozinha o SCOM. Em operação normal redundante as duas fontes dividem a carga.

3.5.3 Operação dos Cartões de CPU em modo Redundante

O sub-bastidor do SCOM pode receber dois cartões de CPU STD-UP104A operando em


modo redundante. Neste modo, os cartões se comunicam através da interface serial
assíncrona COM4 em padrão elétrico RS485.

Na operação em modo redundante, uma CPU opera em modo ativo e a outra em modo
reserva. A CPU ativa controla o barramento STD, fazendo o controle das interfaces de
comunicação serial e recebendo o sincronismo de relógio do cartão receptor GPS. A CPU
reserva deve receber periodicamente um sinal de atividade da CPU ativa através da
interface de comunicação COM4. Caso o sinal pare de ser recebido pela CPU reserva, esta
assume o controle do barramento e se torna ativa;

Página 56 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


3. COMUNICAÇÃO

3.5.4 Sincronismo através de Receptor GPS

O cartão STD-GPS1 disponibiliza a data/hora em formato TIME-T para o cartão de CPU


STD-UP-104A através do barramento STD. O cartão STD-GPS1 também gera a cada dez
segundos uma interrupção de sincronismo para o cartão de CPU. Desta forma, o relógio
do cartão de CPU do SCOM sempre está com precisão melhor que 1ms em relação ao
relógio recebido através do receptor GPS. O sinal de sincronismo IRIG-B pode ser
utilizado para sincronizar outros dispositivos na instalação;

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 57


4. FUNCIONALIDADES

SEÇÃO 4

FUNCIONALIDADES

DAS UTR´s

STD-7100 e STD-7140

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 59


4. FUNCIONALIDADES

Página 60 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4. FUNCIONALIDADES DA UTR-STD-7100

4.1 SINAIS DE SUPERVISÃO E CONTROLE

Uma UTR STD-7100 em sua configuração máxima pode ter até 32 sub-bastidores
escravos ou sub-UTR´s e 512 IED´s conectados a um sub-bastidor mestre. O número
máximo de pontos por UTR é mostrado a seguir:

− 8192 entradas digitais;


− 4096 saídas digitais;
− 8192 entradas analógicas.

A disponibilidade destas quantidades de pontos depende do limite de endereçamento do


protocolo utilizado para comunicação com os centros de controle.

4.1.1 Entradas Digitais

A UTR STD-7100 utiliza conjuntos de cartões e módulos de interface com capacidade


para ler até 32 entradas digitais.

Os cartões de entrada digital são alojados em sub-bastidores de 19” com 23cm de altura.

Os sub-bastidores de entradas digitais podem receber até dezesseis cartões que podem
ler 512 pontos.

As entradas digitais podem trabalhar entradas em tensão CC nas faixas de 12, 24, 48 e
125VCC ou diretamente com contatos secos. Caso seja utilizada a opção de entrada em
contato seco, a tensão para molhar contatos é fornecida por uma fonte de alimentação
própria ou pelo próprio serviço auxiliar da SE após passar por um módulo condicionador e
de proteção contra surtos de tensão e sobrecorrente.

Todas as entradas digitais possuem duplo estágio de filtro passa baixa, onde o primeiro
estágio está no módulo de interface e o segundo estágio está no cartão STD-BUS.

A UTR STD-7100 utiliza o cartão STD-32ED5 e tres tipos de módulos de interface e


borneira para aquisição de sinais digitais.

O cartão de entradas digitais possui os seguintes elementos:

− Um multiplexador de 32 canais;
− Um estágio de proteção contra surtos para cada canal;
− Um filtro passa-baixas para cada canal;

Os módulos de interface e borneira para as entradas digitais possuem os seguintes


elementos:

− Bornes destinados a receber os cabos dos sinais digitais da estação;


− Bornes destinados a receber o terra de proteção;
− Bornes destinados a receber a alimentação isolada para o cartão STD-32ED5;
− Elementos de proteção contra surtos;
− Resistores divisores de tensão.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 61


4. FUNCIONALIDADES

Cada vez que a UTR é energizada ou reiniciada o software realiza um auto-teste completo
nos cartões de entrada digital, internamente levando todas as entradas para os níveis 0 e
1.

Em operação normal o software da UTR faz um auto-diagnóstico a cada varredura das


entradas digitais, permitindo a detecção de diversas falhas. Ao ser detectada uma falha,
o software envia imediatamente para os centros de controle a indicação e desabilita o
cartão, ocorrência sinalizada pelo apagamento do led.

4.1.2 Saídas Digitais

A UTR STD-7100 utiliza cartões de 32 saídas digitais a transistor que acionam os relés de
comando instalados nos módulos de relés e borneira.

As saídas podem ser acionadas por ordem dos Centros de Controle ou por atuação do
programa de automatismo local.

O comando de abertura ou fechamento de um dispositivo é feito pelo acionamento de um


contato seco de um relé. Cada relé pode acionar cargas de até 3 A em 125VCC.

Os cartões de saídas digitais a transistor trabalham em conjunto com o cartão CBO,


permitindo ao software de controle efetuar os procedimentos de Check-Before-Operate
antes da execução de um comando.

Opcionalmente a UTR pode ser fornecida com um Módulo de CBO externo STD-CBO. Este
Módulo é destinado a bloquear a execução de comandos caso exista um ou mais contatos
de relés de comando colados.

O Módulo STD-CBO só pode ser utilizado em UTR´s que utilizem uma tensão geral de
comando, o qual é fornecido por um relé de grupo presente no próprio módulo. A tensão
de comando pode ser positiva ou negativa.

O módulo de interface a relés possui indicação visual através de led´s e dispositivos de


proteção contra surtos de tensão causados por transientes ou pela abertura de cargas
indutivas.

Os comandos podem operar nos modos Select Before Operate (SBO) e Direto:

− O modo (SBO) opera recebendo primeiro uma mensagem de seleção do ponto de


saída e recebendo em seguida outra mensagem para execução;

− O modo direto opera com somente uma mensagem.

A operação em modo biestável necessita do Módulo de Relés de Remanência STD-RM04P.


Este módulo disponibiliza 4 saídas digitais cada uma com 2 contatos (NA ou NF) e
retenção magnética.

A utilização de relés com memória magnética proporciona segurança extra, já que o


estado das saídas é mantido mesmo com a UTR desligada.

O cartão de saídas digitais possui os seguintes elementos:

− Trinta e dois Drivers a transístor com saída em coletor aberto;


− Oito registros de leitura das saídas de oito bits. Estes registros permitem ao

Página 62 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

software verificar qual saída foi acionada após o procedimento de Select Before
Operate;

Os módulos de relés e borneira para as saídas digitais possuem os seguintes elementos:

− Bornes destinados a receber os cabos dos sinais digitais da estação;


− Bornes destinados a receber o terra de proteção;
− Bornes destinados a receber a alimentação da bobina dos relés;
− Elementos de proteção contra surtos;
− Relés de Potência.

Normalmente os pontos de saídas digitais são acessados diretamente nos cartões STD-
32SD3 pela CPU mestre através do barramento STD. Os cartões de saída digital tem
preferência no sub-bastidor mestre.

Caso não existam slots suficientes para os cartões de saídas digitais e entradas
analógicas, os cartões de entradas analógicas deverão ser instalados em um sub-bastidor
adicional (sub-bastidor tipo EA).

Todos os cartões de saídas digitais devem ser instalados em somente um sub-bastidor


para que possam utilizar um único circuito de CBO. Se faltarem slots no sub-bastidor
mestre, deve-se transferir todos os cartões de saída digital para o sub-bastidor EA/SD
(isto normalmente ocorre quando são utilizados muitos canais de comunicação).

4.1.3 Entradas Analógicas

A UTR STD-7100 utiliza o cartão STD-16EA2 e o módulo de interface e borneira STD-


16AI1 para aquisição de sinais analógicos em corrente.

O cartão de entradas analógicas possui os seguintes elementos:

− Um multiplexador diferencial de 16 canais;


− Um amplificador de instrumentação;
− Um conversor A/D de 12 bits (11 bits + sinal).

O módulo de interface e borneira STD-16AI1 possui os seguintes elementos:

− Bornes destinados a receber os cabos dos sinais analógicos da estação;


− Bornes destinados a receber o terra de proteção;
− Elementos de proteção contra surtos;
− Resistores conversores corrente-tensão.

Os resistores conversores corrente/tensão possuem tolerância de 0,1% e baixo


coeficiente de variação com a temperatura, assegurando uma precisão de 0,1% para as
medidas.

São utilizados resistores de 250 Ohms para todos os fundos de escala de corrente (±1mA,

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 63


4. FUNCIONALIDADES

±2mA, ±5mA, ±10mA e ±20mA). Nos fundos de escala de menor corrente, o resistor de
250 Ohms proporciona uma tensão menor, permitindo uma maior excursão do sinal, e
consequentemente uma maior faixa de rejeição de tensão de modo comum.

O módulo de interface possui um filtro passa-baixas, que trabalhando em conjunto com o


amplificador de instrumentação proporciona alta rejeição a ruídos e interferência de
60Hz.

A rejeição a sinais de modo comum é de 85dB proporcionada pelo amplificador de


instrumentação. A rejeição a sinais de 60Hz modo diferencial é de 60dB, proporcionada
pelo filtro passa-baixa e pelo algoritmo de supressão do software.

Todas as entradas analógicas da UTR possuem duplo estágio de proteção contra surtos
que porventura sejam induzidos nos cabos provenientes dos transdutores.

Página 64 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.2 SINCRONISMO

A UTR STD-7100 efetua o sincronismo do relógio/calendário através de duas maneiras:

− Através do sinal de rádio do sistema GPS;

− Através de um sinal de sincronismo IRIG-B obtido de um receptor GPS externo.

Estes mecanismos permitem que o relógio/calendário da UTR permaneça sincronizado


com o relógio/calendário padrão do sistema GPS com diferença menor que 0,5ms. Isto
permite à UTR datar os eventos com precisão melhor que 1ms.

4.2.1 Formato TIME T de Informação de Data/Hora

Os cartões de sincronismo fabricados pela STD disponibilizam a informação de data/hora


em no formato TIME T. O formato TIME T informa a data/hora em segundos a partir de
1970 em um registrador de 32 bits sem sinal.

A contagem máxima é de 4.294.967.296 segundos, equivalendo a 136 anos, permitindo


a sua utilização sem ajustes até o ano 2106. O registrador de 32 bits é lido pelo cartão
de CPU do sub-bastidor em quatro registradores de 8 bits.

4.2.2 Protocolo IRIG-B de transmissão de informação de data/hora

O protocolo IRIG (Inter-Range Instrumentation Group) é um padrão desenvolvido


especificamente para transmissão de informações de data/hora, sendo bastante difundido
entre diversos fabricantes.

A utilização deste protocolo na UTR STD-7100 proporciona uma precisão da ordem de


200 microssegundos, atendendo perfeitamente bem aos requisitos de sincronismo
exigidos pelos sistemas de supervisão para a área elétrica.

O IRIG é um protocolo de transmissão serial de informações de data e hora baseado em


uma portadora com frequência travada no sinal 1PPS e que transmite informação através
de pulso de largura variável, sendo que cada borda de subida representa um instante
exato no tempo.

O sinal de sincronismo mais difundido é o IRIG-B, pois sua taxa de atualização é de um


segundo, facilmente obtida através do sinal 1PPS gerado pelos módulos receptores de
GPS.

O IRIG-B definido pela norma 200-95 define um quadro (frame) de dados com 100 bits,
sendo que estes bits podem ter 3 valores diferentes. O sinal IRIG-B utilizado pela UTR
STD obedece à norma IEEE 1344, que inclui a informação do ano e qualidade do sinal.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 65


4. FUNCIONALIDADES

Fisicamente o sinal IRIG pode ser transmitido de duas formas diferentes: uma conhecida
por DC, onde os pulsos são enviados em pulsos de 0 a 5 volts e outra, mais complexa,
onde o sinal é modulado sobre um a portadora.

A UTR STD fornece o sinal IRIG-B de tres maneiras:

− Modo DC (5V);

− Modo diferencial padrão RS422;

− Modo ótico em 850nm utilizando fibra ótica multimodo.

Para uso do modo ótico deve-se instalar um conversor de RS485 para fibra ótica STD-
485FO na saída do receptor GPS e na entrada do cartão decodificador IRIG-B.

4.2.3 Receptor GPS

A UTR STD utiliza um Módulo receptor GPS incorporado no próprio cartão padrão STD-
BUS. Este módulo gera dois sinais: um sinal de saída serial assíncrono com protocolo
binário e um sinal de sincronismo 1PPS. O cartão denominado STD-GPS1 possui um
processador que recebe os sinais do módulo receptor GPS e realiza as seguintes funções:

− Gera periodicamente uma interrupção de sincronismo para o cartão de CPU do sub-


bastidor. Esta interrupção é gerada a cada dez segundos sempre em um segundo
cheio;

− Disponibiliza a data/hora no formato Time-T para o cartão de CPU do sub-bastidor;

− Gera o sinal IRIG-B para sincronizar outros sub-bastidores e demais dispositivos tais
como relés de proteção;

− Recebe o comando de ajuste de fuso horário do cartão de CPU do sub-bastidor. Isto


permite que a hora seja lida do cartão já no fuso horário local evitando ajustes
posteriores;

− Disponibiliza as informações de data, hora, número de satélites recebidos e falhas em


um módulo painel de cristal líquido (STD-16LCD).

4.2.4 Decodificador do sinal IRIG-B

A STD fabrica um cartão decodificador de sinal IRIG-B denominado STD-IRG1. O cartão


denominado STD-IRG1 possui um processador que recebe o sinal IRIG-B e realiza as
seguintes funções:

− Gera periodicamente uma interrupção de sincronismo para o cartão de CPU do sub-


bastidor. Esta interrupção é gerada a cada dez segundos sempre em um segundo
cheio;

− Disponibiliza a data/hora no formato Time-T para o cartão de CPU do sub-bastidor.

Página 66 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.2.5 Sincronismo entre sub-bastidores da UTR

As UTR’s necessitam sincronizar os relógios para que a sequência de eventos geradas


pelos sub-bastidores de entrada digital possam ser agrupadas. Estes sub-bastidores
podem estar na mesma UTR ou em UTR’s diferentes, mas com os relógios sincronizados
se comportam como um só sub-bastidor.

Os sub-bastidores de entrada digital em uma UTR são sincronizados utilizando-se um


sinal de sincronismo denominado IRIG-B. Este sinal é gerado a partir de um equipamento
ou um cartão receptor GPS com sinal de sincronismo de tempo.

O Cartão Receptor GPS STD-GPS1 deve ser instalado em um sub-bastidor de entrada


digital, recebendo diretamente dos satélites as informações de data, hora e sincronismo.
Este cartão é lido diretamente pelo cartão de CPU do sub-bastidor, fornecendo a data e
hora no formato TIME-T, e sincronizando o relógio do cartão de CPU através de um
pedido de interrupção periódico.

O cartão Decodificador IRIG-B STD-IRG1, da mesma forma que o cartão STD-GPS1, deve
ser instalado em um sub-bastidor de entrada digital. Este cartão obtém as informações
de data, hora e sincronismo do sinal IRIG-B, sendo lido pelo cartão de CPU do sub-
bastidor e fornecendo a data/hora no mesmo formato TIME-T. O sincronismo do relógio
do cartão de CPU é feito através de um pedido de interrupção periódico.

Desta forma, uma UTR STD-7100 com mais de um sub-bastidor de entrada digital, deve
ter instalado um cartão STD-GPS1 no primeiro sub-bastidor ED e cartões decodificadores
IRIG-B STD-IRG1 nos demais.

Caso se utilize um receptor GPS externo, este deve gerar o sinal IRIG-B e todos os sub-
bastidores de entrada digital da UTR deverão ter um cartão decodificador IRIG-B.

Normalmente o bastidor mestre obtém a data/hora do bastidor de entradas digitais


através da interface de comunicação. Caso seja necessário que o sub-bastidor mestre
esteja sincronizado com precisão de 1ms, pode-se instalar um cartão STD-GPS1 ou STD-
IRG1 para que seja feita a leitura da data/hora pelo software do cartão de CPU Mestre.

Figura 4.2.5 – Esquema de Sincronismo da UTR STD-7100

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 67


4. FUNCIONALIDADES

4.3 INDICAÇÃO DE ESTADO DIGITAL

O software de controle da UTR STD-7100 efetua a conversão de todas as informações de


indicação de estado digital obtidas de suas entradas digitais e IED´s em um formato
baseado na estrutura das mensagens de aplicação definidas pelos protocolos IEC60870-
5-101 e IEC60870-5-104.

O software da UTR trata as entradas digitais como pontos simples ou pontos duplos.

4.3.1 Indicação de Estado Digital Simples

O estado dos pontos digitais simples (SPI: Estado do Sinal Digital Simples) é armazenado
em um byte no formato mostrado a seguir:

IV NT SB BL 0 0 0 SPI

SPI = 0 => OFF (contato aberto ou falta de tensão);


SPI = 1 => ON (contato fechado ou presença de tensão).

4.3.2 Indicação de Estado Digital Duplo

O estado dos pontos digitais duplos (DPI: Estado do Sinal Digital Duplo) é armazenado
em um byte no formato mostrado a seguir:

IV NT SB BL 0 0 DPI

DPI = 0 (00) => Estado intermediário ou de transição


DPI = 1 (01) => Estado determinado dispositivo desligado (OFF)
DPI = 2 (10) => Estado determinado dispositivo ligado (ON)
DPI = 3 (11) => Estado indeterminado

Página 68 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

As funções dos atributos IV, NT, SB e BL são mostradas a seguir:

Sinal inválido: o bit IV se ativa (nível 1) quando o sinal não adquire a forma
correta, isto é, quando uma falha é produzida nos cartões de entradas digitais do
sub-bastidor escravo, ou quando a comunicação com o(s) sub-bastidor(es)
escravo falha ou quando há falha de comunicação com IED´s de onde provenham
informações de entradas digitais.
IV
Este bit indica que o valor não está correto e não deve ser utilizado. É desativado
quando a falha é recuperada, quando há recuperação do cartão de entradas
digitais ou há recuperação da comunicação com os sub-bastidores escravos ou
com os IED´s.

Sinal não atualizado: o bit NT se ativa (nível 1) quando o sinal não está
atualizado, se não houve atualização em seu valor na última amostragem ou em
NT um período determinado de tempo.

É desativado (nível 0)quando há atualização de seu valor na última amostragem.

Sinal substituído: o bit SB é ativado (nível 1) quando o sinal é substituído, ou


seja, quando o valor do sinal é forçado pelo operador localmente na UTR.
SB
Para forçar um sinal localmente, o operador deverá previamente bloquear
(desativar) o sinal e deverá desabilitar a ativação automática de sinais bloqueados
na estação controlada. Caso contrário este bit deverá ser desativado.

Sinal bloqueado: o bit BL se ativa (nível 1) quando o sinal está bloqueado


(desativado) para transmissão, ou seja, seu valor se mantém como antes de ser
bloqueado.

Este bit pode ser forçado pelo operador localmente na estação controlada, ou
BL ativado automaticamente quando a estação controlada detecta um número
excessivo de mudanças ocorridas no sinal durante um tempo estabelecido (recurso
anti-avalanche de eventos ou anti-chattering).

O sinal fica anulado e não se transmitem mudanças. A desativação deste bit


também pode ser manual, pelo operador localmente na estação controlada, ou
automática, até o fim de um timeout estabelecido.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 69


4. FUNCIONALIDADES

4.3.3 Geração de Eventos de Mudanças nas Entradas Digitais

Todas as entradas digitais podem gerar registros de eventos de mudança de estado.


Estes registros possuem estampa de tempo com resolução de 1ms. Isto significa que os
registros de eventos gerados pela UTR permitem determinar o tempo entre os eventos
com precisão de 1ms.

Quando se utiliza entradas digitais com a função de medida digital, a geração de eventos
para estas entradas é desabilitada.

Os registros de eventos de mudança de estado nas entradas digitais são armazenados


em filas circulares com capacidade configurável. Estas filas são do tipo FIFO (first in, first
out, ou seja, o primeiro a entrar é o primeiro a sair) do tipo circular, que significa que os
eventos mais novos sobrepoem os mais antigos quando todas as posições são ocupadas.
Existe uma fila de eventos para cada canal de comunicação com os Centros de Controle.

O software da UTR faz a datação do evento utilizando uma etiqueta de tempo completa.
Esta etiqueta de tempo possui o mesmo formato da etiqueta completa cp56 de 7 bytes
dos protocolos IEC60870-5-101 e IEC60870-5-104.

Byte Bit

8 7 6 5 4 3 2 1
1° milisegundos (byte menos significativo)
2° milisegundos (byte mais significativo)
3° IV RES1 Minutos (00 a 59)
4° SU RES2 Hora (00 a 23)
5° Dia da Semana (01 a 07) Dia do Mês (01 a 31)
6° RES3 Mês (01 a 12)
7° RES4 Ano (00 a 99)

O atributo IV, quando ativo, indica que a informação de data/hora é inválida. Isto é
causado quando o dispositivo de sincronismo da UTR não está funcionando ou quando a
UTR não possui dispositivo de sincronização e ainda não recebeu uma mensagem de
acerto de relógio/calendário.

A UTR STD-7100 na sua versão padrão vem equipada com receptor GPS no primeiro sub-
bastidor de entradas digitais e decodificador IRIG-B nos demais sub-bastidores caso
existam. Desta forma, a ativação do bit IV indica falha nestes cartões ou falta do sinal
IRIG-B para o cartão STD-IRG1.

Os atributos SU, RES1, RES2, RES3 e RES4 não são utilizados.

Os dois bytes reservados para os milissegundos permitem uma contagem de 0 a 59999,


correspondendo a um minuto. Os sete bits reservados para o ano permitem uma
contagem de 0 a 99. A identificação do dia da semana é vista na tabela a seguir:

1 2 3 4 5 6 7
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta Sábado Domingo

Página 70 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.3.4 Filtro anti-bouncing

O software de leitura das entradas digitais possui filtro de “debounce” com tempo
ajustável entre 4 e 255 ms. Este filtro tem por finalidade a rejeição de oscilação de
contatos, sinais de alta frequência e demais transientes que possam causar geração de
eventos espúrios. Utiliza-se como valor default o período de debounce de 5ms.

O algoritmo do filtro de debounce funciona da seguinte maneira:


− O software amostra todas as entradas digitais a cada 1ms;
− Se uma entrada sofreu mudança de estado desde a amostragem anterior, é
disparado um contador para esta entrada. Este contador deverá ser incrementado a
cada amostragem de 1ms do sinal se este permanecer estável. Se ocorrer uma
mudança durante a contagem o contador é reiniciado;
− A mudança somente é confirmada se o sinal permaneceu estável durante o tempo
definido para o “debounce” , ou seja, se o contador chegou ao valor definido sem
mudanças no sinal;
− Caso a mudança tenha sido confirmada, a etiqueta de tempo é armazenada com o
valor correspondente ao valor atual menos o tempo de “debounce”, que é a
data/hora em que efetivamente ocorreu a mudança.

4.3.5 Filtro anti-avalanche

O software de leitura das entradas digitais possui proteção contra mudanças excessivas
de estado em um curto período de tempo. Utiliza-se como janela de contagem de eventos
o período de 1 segundo, sendo o número de eventos máximo permitido durante o período
de tempo da janela ajustável entre 0 e 255.

Quando o software detecta a ocorrência de mais eventos que o permitido dentro da


janela de tempo o ponto é bloqueado por 60 segundos. Caso continuem ocorrendo mais
eventos que o permitido o ponto permanece bloqueado.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 71


4. FUNCIONALIDADES

4.4 MEDIÇÃO

O software de controle da UTR STD-7100 efetua a conversão de todas as informações de


medição obtidas de suas entradas analógicas e IED´s em um formato baseado na
estrutura das mensagens de aplicação definidas pelo protocolo IEC60870-5-101/104.

A UTR efetua uma varredura periódica dos cartões de entradas analógicas e dos IED´s. O
tempo de varredura das entradas analógicas é de 0,64s, independente do número de
cartões. Isto é possível porque cada cartão possui seu próprio conversor A/D, permitindo
o disparo simultâneo de conversão em todos os cartões do bastidor.

O tempo de varredura das medidas provenientes dos IED´s depende da configuração da


rede de comunicação, normalmente pode-se considerar um tempo de 300ms para cada
chamada e resposta.

Os centros de operação recebem as mensagens de atualização de valor de medida por


extrapolação de banda morta ou podem solicitar os valores atuais de todas as medições
da UTR utilizando-se comando de leitura de grupo.

O cartão conversor analógico/digital da UTR STD-7100 fornece os valores brutos de


medida em 12 bits com sinal, expandidos para 16 bits com sinal pelo software. Os
valores de fundo de escala positivo e negativo correspondem a 2047 e –2048
respectivamente. Estes valores correspondem a um valor do sinal de corrente máximo na
entrada analógica, valor este determinado pelo ganho do cartão. Os valores mais
utilizados são –1 a +1mA, –5 a +5mA, -10 a +10mA e –20 a +20mA.

4.4.1 Conversão Linear

A configuração da UTR permite o ajuste individual de cada entrada, proporcionando o


ajuste linear necessário para converter as medidas obtidas dos cartões ou de qualquer
transdutor ou relé digital na faixa de valores normalizados utilizados pelos protocolos
IEC60870-5-101, IEC60870-5-104 e DNP3.0.

Os fundos de escala para os valores normalizados são –32768 e +32767. A conversão


linear pode ser feita com parâmetros independentes para todos os pontos de medição da
UTR.

Por exemplo, deseja-se transformar os valores de medida de tensão provenientes de um


transdutor analógico:

− A saída do transdutor analógico é aplicada em uma entrada analógica da UTR;

− O transdutor analógico possui fundo de escala de 150 Volts, gerando 5mA em sua
saída com a tensão máxima de entrada;

− O valor de 5mA, quando aplicado na entrada analógica da UTR, gera um valor bruto
de 2047. Deve-se, portanto, converter o valor 2047 para o valor normalizado padrão
32767;

− Portanto, os valores utilizados para a conversão linear do valor proveniente do


transdutor analógico são os seguintes:

-2048
+2047

Página 72 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.4.2 Detecção de variação de valor por extrapolação da banda-morta

As medições são armazenadas em memória e comparadas com o último valor enviado


para os centros de operação para verificação da ocorrência de extrapolação do valor da
banda morta.

Caso a diferença seja maior que o valor estabelecido o novo valor é enviado através de
uma mensagem de atualização de medições.

Podem ser utilizados dois algoritmos: por valor absoluto ou por integração.

− O algoritmo de valor absoluto simplesmente verifica se o valor atual ultrapassou


os limiares inferior e superior da banda morta;

− O algoritmo de integração efetua uma integração do valor medido no tempo,


fazendo com que uma pequena alteração que se mantenha constante durante um
certo intervalo de tempo possa gerar o envio de uma mesagem de atualização.

O algoritmo de integração permite maior precisão nas medidas recebidas, já que


pequenas variações que não seriam enviadas com o primeiro algoritmo, após algum
tempo atingem um valor suficiente para que também sejam enviadas graças ao processo
de integração.

Figura 4.4.2 – Gráfico com atualização de valor por extraplação de banda morta

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 73


4. FUNCIONALIDADES

4.4.3 Medidas Analógicas Normalizadas

Esta função é utilizada para leitura do valor atual e os atributos dos pontos de medida.
Na UTR STD-7100 os pontos de medida podem ter como origem os Cartões de Entrada
Analógica STD-16EA2, os IED´s e as Medidas Digitais.
O arranjo de diversas medidas analógicas com intervalos, resoluções e unidades muito
diferentes faz-se necessário na prática a resolução de se adotar o uso de valores
normalizados NVA (Normalized Value), em vez de valores em escala, para transmitir as
medidas analógicas. O valor está no formato normalizado de 15 bits mais um bit de sinal,
proporcionando uma faixa de valores que vai de -32768 a +32767;

As medidas são armazenadas pela UTR em 3 bytes, onde os dois primeiros referem-se ao
valor normalizado e o terceiro byte informa os atributos da medida. Os atributos
genéricos foram apresentados no item 3.5. O atributo OV indica overflow.

Byte (bit 8.. bit 1) Significado

Valor bits 0..7 Valor normalizado - byte menos significativo

Valor bits 8..15 (bit 15 = sinal) Valor normalizado - byte mais significativo

IV NT SB BL 0 0 0 OV Atributos do objeto

4.4.4 Medida Digital

Cada medida digital é obtida através de um conjunto de entradas digitais que geram o
equivalente a uma entrada analógica. Esta entrada analógica é tratada pela UTR como
uma entrada analógica comum.

O número de bits e o formato são definidos no arquivo de configuração. Podem ser


utilizados de 6 a 32 bits nos formatos BCD, binário e posicional.

Página 74 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.5 COMANDOS DE SAÍDAS DIGITAIS

O software da UTR atua nas saídas a transistor do cartão STD-32SD destinadas a acionar
os relés de comando dos módulos de relés. A ordem para atuação pode vir de uma
mensagem específica do protocolo ou de um programa de automatismo local. Antes do
comando ser enviado efetivamente para a saída, são realizados uma série de
procedimentos de segurança para evitar atuação indevida.

4.5.1 Procedimentos de “Check-Before-Operate”

Quando a UTR é energizada, todos os circuitos de acionamento dos cartões de saída


digital STD-32SD e também do cartão STD-96CBO1 são colocados em modo inativo. Ao
receber uma ordem de comando em uma saída digital, o software da UTR realiza o
seguinte procedimento de segurança:

1. Os registros de estado do cartão STD-96CBO1 e os registros de realimentação do


cartão de saídas digitais STD-32SD são lidos para verificar se todos estão em
estado inativo. Caso não estejam o comando é rejeitado. Isto ocorre porque
sempre após a energização ou após um procedimento correto de comando todos
os circuitos são desativados;

2. O ponto de saída do cartão STD-32SD onde será feito o comando é ativado.


Todos os registros de realimentação dos cartões de saída digital STD-32SD são
lidos para verificar se somente o ponto selecionado está ativo. Caso exista mais
de um ponto ativo ou se nenhum ponto está ativo o comando é rejeitado;

3. O circuito de verificação do cartão de CBO STD-96CBO1 é ativado, fazendo com


que uma corrente de teste circule pelo circuito formado pela bobina do relé de
comando e pelo transístor da saída do cartão de saídas digitais STD-32SD.
Utilizando esta corrente de teste, o circuito do cartão CBO verifica se a
impedância da bobina do relé está na faixa correta. Este recurso permite verificar
se mais de um relé foi selecionado ou se nenhum relé está ativo, indicação de
defeito nos transístores de saída do cartão de saídas digitais;

4. Se os procedimentos dos itens 1,2 e 3 obtiveram resultados corretos o relé de


envio da tensão de comando do cartão de CBO é ativado, enviando a tensão de
comando para a bobina do relé selecionado. Caso se utilize o módulo de CBO
externo é preciso também acionar a saída para relé de grupo do cartão de CBO
para acionar o relé do módulo CBO externo.

O módulo CBO externo é utilizado para verificar se os contatos de algum relé de comando
estão colados. Este módulo atua diretamente na entrada de habilitação do cartão de CBO,
inibindo a atuação do circuito de comando deste cartão. O software pode ler o registro de
estado do cartão de CBO para verificar a atuação do módulo de CBO externo.

A ativação do circuito de verificação é feita escrevendo-se um valor de 8 bits (chave de


segurança primária) em um registro do cartão. Da mesma forma a ativação do relé da
tensão de comando necessita de outro valor de 8 bits (chave de segurança secundária). A
utilização de chaves de segurança para ativação da tensão de bobina é um mecanismo
adicional para evitar acionamento indevido.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 75


4. FUNCIONALIDADES

4.5.2 Comando Simples

A função comando simples atua em um relé de saída da UTR em modo monoestável, ou


seja, a saída permenece ativa durante o tempo determinado no arquivo de configuração.
Caso seja necessário que uma saída permaneça em um estado ativo indefinidamente
deve-se utilizar um módulo de relés de remanência com saídas biestáveis. Cada saída
biestável é controlada por duas saídas ativadas por comandos simples.

4.5.3 Comando Duplo

A função comando duplo atua em um par de relés de saída da UTR em modo


monoestável para comando de um dispositivo. O modo monoestável significa que a saída
permenece ativa durante o tempo determinado no arquivo de configuração.

Um relé possui a função de ligar um dispositivo e o outro relé possui a função de


desligar o mesmo dispositivo. Caso seja necessário que uma saída permaneça em um
estado ativo indefinidamente deve-se utilizar um módulo de relés de remanência com
saídas biestáveis. Cada saída biestável é controlada por duas saídas ativadas por um
comando duplo.

4.5.4 Comando Ajuste de Tap

A função ajuste de tap é funcionalmente idêntica à função comando duplo, sendo


utilizada para comandar um comutador de tap destinado ao ajuste da tensão de saída de
um transformador. A diferença está somente no resultado do acionamento dos relés de
comando: subir ou descer.

Página 76 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.6 COMANDOS DO SISTEMA

4.6.1 Comando de Interrogação

Este comando solicita à UTR que envie um grupo de dados. Os dados de cada dispositivo
são organizados em grupos, os quais podem ser requisitados a qualquer momento. O tipo
de dado presente nos grupos depende de cada dispositivo particular.

4.6.2 Sincronização de Relógio

Esta função é utilizada para sincronizar o relógio/calendário da UTR.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 77


4. FUNCIONALIDADES

4.7 PROGRAMAÇÃO LOCAL

4.7.1 Introdução

Os programas de automatismo local da UTR STD-7100 / STD-7140 devem ser feitos em


linguagem Texto Estruturado. Esta é uma das linguagens da Norma IEC 61131-3 para
programação de controladores.

O Texto Estruturado é uma linguagem de alto nível com sintaxe similar ao Pascal (ISO
7185), desenvolvida especificamente para controle industrial. Esta linguagem é utilizada
para descrever o comportamento de: Funções, Blocos funcionais, Programas, Passos,
ações e transições da linguagem SFC.

É uma linguagem de fácil assimilação para os desenvolvedores de software em geral.


Permite uma fácil interpretação do programa por usar identificadores de fácil
entendimento, associado a comentários. É particularmente muito útil para o
desenvolvimento de cálculos aritméticos complexos.

4.7.2 Ambiente de Desenvolvimento

O programa fonte na linguagem Texto Estruturado pode ser editado em qualquer editor
de textos ASCII limpo, isto é, que não introduza caracteres de controle. A STD fornece
um programa para sistema operacional Windows que gera um ambiente de
desenvolvimento dos programas de automatismo da UTR. Este programa inclui editor de
texto, compilador e função de carga na CPU da UTR. O compilador gera, a partir do
código fonte em linguagem Texto Estruturado, uma sequência de instruções para carga
nos cartões de CPU das Unidades de Comunicação e Controle (UCC) das UTR´s. Estas
instruções obedecem ao padrão da linguagem Lista de Instruções (Instruction List)
também da norma IEC 61131-3.

Os dois tipos de cartão de CPU das UCC´s (STD-UP104A e STD-386A referentes às UTR´s
STD-7100 e STD-7140) possuem rotinas que tratam o mesmo tipo de sequência de
instruções gerada pelo compilador da linguagem Texto Estruturado. Desta forma, pode-se
utilizar o mesmo ambiente de desenvolvimento para qualquer tipo de UTR fabricada pela
STD. Deve-se observar os requisitos de performance de cada tipo de CPU.

4.7.3 Segurança e Depuração

A STD optou por utilizar um código intermediário interpretado por uma questão de
segurança. Esta arquitetura permite à rotina interpretadora da sequência de instruções
controle total sobre o acesso à memória e também ao fluxo do programa. Este controle
torna impossível que um programa de automatismo possa provocar mal funcionamento
do programa de controle da UTR devido à loops infinitos ou escrita em áreas não
permitidas da memória.

O processo de depuração do programa pode ser feito com a ajuda do programa de


diagnóstico e analisador de protocolos STD-SUP. Este programa permite ver o estado de
todas as entradas digitais, entradas analógicas e saídas da UTR. Caso seja necessário ver
o estado de variáveis estas podem ser carrgadas em entradas digitais ou analógicas
virtuais. O estado ou valor destes pontos virtuais pode ser visto como um ponto comum
utilizando-se o programa STD-SUP.

Página 78 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.8 FERRAMENTAS DE MANUTENÇÃO E DIAGNÓSTICO

O programa emulador de protocolo SUP186 permite estabelecer comunicação contínua


com a UTR, recebendo os estados das entradas digitais, valores das entradas analógicas,
STATUS da UTR e permite enviar comandos para as saídas digitais.

O programa também apresenta as mensagens enviadas e recebidas, decodificando-as


para análise. As mensagens podem ser vistas nas janelas e também podem ser gravadas
em um arquivo texto (função log).

A janela EAS apresenta os valores das medidas das entradas analógicas. A janela EDS
apresenta o estado de cada entrada digital simples.

A janela EDD apresenta o estado das entradas digitais duplas, a janela SDS pode ser
utilizada para enviar comandos em pontos de saída digital simples e a janela SDD pode
ser utilizada para enviar comandos em pontos de saída digital duplos.

Todas estas janelas de supervisão e controle possuem indicador de estado normal/falha


(letra N ou F) e um contador de mensagens de atualização recebidas.

A janela inferior esquerda apresenta o tráfego de mensagens de solicitação e resposta de


dados. A janela inferior direita apresenta as ASDU´s e seu conteúdo decodificado.

O programa também possui uma janela exclusiva para eventos digitais com capacidade
para registrar 2000 eventos.

Figura 4.1 – Tela do Programa Emulador de Protocolo SUP186

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 79


4. FUNCIONALIDADES

4.9 ESTRUTURA DO SOFTWARE


O cartão de CPU mestre da UTR é o elemento mediador entre os dispositivos de
supervisão e controle da estação e os centros de operação ou IHM locais, sendo o
responsável direto pela comunicação com os sub-bastidores escravos, sub-UTR´s e
IED´s.

O cartão de CPU mestre também efetua os procedimentos de varredura dos cartões de


entradas analógicas e os procedimentos de comando nas saídas digitais. Estes
procedimentos são realizados através do barramento STD, por onde o cartão de CPU
acessa diretamente os cartões de entradas analógicas, saídas digitais e CBO instalados
no sub-bastidor mestre.

A função básica do cartão de CPU mestre é converter os protocolos dos níveis inferiores
(rotinas Qx) para os níveis superiores (rotinas Q3).

As rotinas Qx convertem as mensagens dos protocolos utilizados para comunicação com


os equipamentos da subestação para um formato de dados interno definido na norma IEC
870-5.

O cartão de CPU mestre também tem por função armazenar os dados recebidos dos
dispositivos de supervisão e controle da subestação até que sejam entregues aos centros
de operação, e da mesma forma armazenar os comandos recebidos dos centros de
operação para em seguida repassá-los aos dispositivos da estação.

4.9.1 Processos Classe Q

O software da UTR trabalha basicamente com interfaces denominadas Q destinadas à


comunicação com os dispositivos externos. Estas interfaces são implementadas através
de programas ou rotinas executadas no processador do equipamento.

As interfaces qx conectam os equipamentos da subestação ao núcleo do PMS.


Inicialmente as sub-classes de interfaces qx disponíveis são mostradas a seguir:

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com a Interface de Controle


qx_icg de Geração utilizando protocolo HDLC

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com os multimedidores


qx_mb digitais Yokogawa 2480D ou UPD600 utilizando protocolo MODBUS RTU

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com as CPU´s dos sub-
qx_std bastidores escravos ou sub-UTR´s.

Processo que efetua a varredura dos cartões de entrada/saída do sub-bastidor


qx_utr mestre (STD-16EA2, STD-32SD3 e STD-96CBO1)

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com os IED´s utilizando


qx_dnp protocolo DNP3.0 mestre

Existem diferentes rotinas Qx com o protocolo MODBUS RTU porque cada equipamento
disponibiliza os mesmos tipos de dado em posições diferentes nas suas tabelas internas.
Desta forma, a própria rotina de comunicação Qx já armazena cada tipo dado em sua
posição definida na memória do PMS, fazendo-se desnecessário o uso de uma rotina
interna específica para isso.

As rotinas q3 conectam o cartão de CPU mestre aos centros de operação. As sub-classes

Página 80 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

de interfaces q3 disponíveis são mostradas a seguir:

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com os centros de controle


q3_iec utilizando protocolo IEC60870-5-101

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com os centros de controle


q3_i104l utilizando protocolo IEC60870-5-104

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com os centros de controle


q3_idnp utilizando protocolo DNP3 serial

Processo que efetua a comunicação da CPU mestre com os centros de controle


q3_idnpl utilizando protocolo DNP3 sobre TCP/IP

Os processos qx lêem a memória compartilhada e caso existam comandos pendentes


enviam-nos para os dispositivos através das interfaces de comunicação. Estes comandos
são armazenados na memória compartilhada pelo processo utr.

Os processos qx recebem as informações de supervisão dos dispositivos através das


interfaces de comunicação e os armazenam na memória compartilhada.

Os processos q3 lêem a memória compartilhada e caso existam informações de


supervisão disponíveis enviam-nos para os centros de operação. Estas informações de
supervisão são armazenadas na memória compartilhada pelo processo utr.

Os processos q3 recebem os comandos dos centros de operação através das interfaces de


comunicação e os armazenam na memória compartilhada.

4.9.2 Processo Principal

O processo principal denominado utr, realiza uma série de atividades essenciais para o
funcionamento do software da UTR. O processo utr tem as seguintes funções:

ƒ Chamar todos os outros processos na iniciação da UTR. Este processo dispara


todos os outros processos necessários para executar as funções solicitadas
pelo arquivo de configuração;

ƒ Receber as informações dos processos qx e q3 através da memória


compartilhada;

ƒ Enviar informações para os processos qx e q3 através da memória


compartilhada;

ƒ Efetuar a conversão das informações para o formato padrão interno definido


pela norma IEC60870-5-3;

4.9.3 Interação entre os Processos

Os processos q3 recebem solicitações de comando dos centros de operação e os


armazenam na memória compartilhada. O processo utr lê estas solicitações de comando,
efetua a conversão para o formato padrão IEC60870-5-3 e os armazena novamente na
memória compartilhada para uso pelos processos qx;

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 81


4. FUNCIONALIDADES

4.10 UNIDADE CONCENTRADORA DE SUBESTAÇÃO (UCS)

O sub-bastidor mestre da UTR STD-7100 pode operar em modo simples ou redundante


para utilização na função de Unidade Concentradora de Subestação (UCS). Este
equipamento tem as seguintes finalidades:

• Efetuar a comunicação com todos os dispositivos da subestação incluindo


Unidades Terminais Remotas (UTR´s), Unidades de Aquisição e Controle (UAC´s),
Relés de Proteção, Multimedidores. A comunicação com estes dipositivos pode ser
feita por interface serial assíncrona ou TCP/IP em rede ethernet 10/100BaseT. O
meio físico pode ser RS232, RS485 ou fibra ótica para os canais seriais. A
interface ethernet pode opcionalmente ser convertida para fibra ótica;

• Armazenar as informações de aquisição e estado obtidas dos dispositivos para


envio aos centros e IHM´s;

• Encaminhar os comandos recebidos dos centros e IHM´s para os dispositivos da


subestação;

• Efetuar a comunicação com até oito centros de controle e IHM´s (Interface


Homem Máquina) operando em múltiplos protocolos em interface serial
assíncrona ou em TCP/IP operando em rede ethernet. A UCS possui as mesmas
funcionalidades da UTR STD-7100 em relação ao mapeamento de objetos de
informação. Desta forma o equipamento pode ter bases de dados distintas para
cada centro e IHM;

• Executar programas de automatismo local. A linguagem e as funcionalidades são


idênticas às da UTR STD-7100.

As características gerais das UCS e seus equipamentos auxiliares operando em modo


redundante são apresentadas a seguir:

• O conjunto da UCS, Terminal Servers e Switches devem operar em modo


redundante, sendo tolerante a falha simples. Isto se aplica a todos os componentes
do sistema;

• Existem duas unidades concentradoras idênticas denominadas UCS1 e UCS2


operando em modo principal e reserva. As unidades assumem as funções principal e
reserva através da informação de estado fornecida por um relé de remanência (relé
que possui retenção magnética);

• A UCS na função principal ou ativa efetua a aquisição de dados e comandos de todos


os dispositivos da subestação (IED´s e UTR´s) e efetua a comunicação com os
centros de controle e IHM locais;

• A UCS na função reserva monitora continuamente o funcionamento da UCS ativa.


Esta UCS deverá assumir a função ativa quando detectar falha na outra UCS;

• As interfaces de comunicação seriais assíncronas com os centros de controle são


disponibilizadas por dois equipamentos do tipo “Terminal Server”;

• Os canais ETHERNET para conexão entre os dipositivos da rede são disponibilizados


por dois equipamentos do tipo “Switch”;

Página 82 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

4.10.1 Tolerância a Falhas no Modo de Operação Redundante

As UCS em modo redundante operam em modo principal e reserva. Cada UCS possui sua
própria fonte de alimentação, onde as entradas são provenientes de barras de
alimentação de 125VCC distintas.

A UCS que está na função principal deve abrir conexão com todos os dispositivos da
subestação e com todos os centros de controle e IHM locais, efetuando a conversão da
informação obtida dos níveis inferiores (IED´s e UTR´s) para os níveis superiores
(Centros de Controle e IHM). A UCS na função ativa também envia periodicamente para a
UCS reserva as informações de estado dos pontos de habilitação de comando e as
informações de estado de falha.

As UCS fazem duas conexões de rede entre si, onde cada uma é cliente em uma conexão
e servidor na outra. Estas conexões são feitas em redes lógicas diferentes.

A UCS na função reserva monitora continuamente o funcionamento da UCS ativa. Caso


seja detectada uma falha na recepção das mensagens de atividade e estado, a UCS
reserva espera 30 segundos e efetua o chaveamento tornando-se a unidade ativa. A UCS
que assumiu a função ativa aciona também o relé de sinalização de comutação
automática. Este relé sinaliza para um operador a ocorrência do chaveamento automático
através de um LED amarelo no painel das duas UCS. Caso este relé esteja acionado,
qualquer acionamento automático posterior é inibido. A ocorrência do chaveamento
automático entre as UCS também é sinalizada através de uma entrada digital virtual.

O chaveamento da unidade principal para a unidade reserva pode ser feito por três
modos: comando manual, comando remoto ou por falha. O procedimento de
chaveamento por falha é apresentado a seguir:

A unidade principal envia periodicamente para a unidade reserva uma mensagem através
da rede ETHERNET com o estado do equipamento. Caso a unidade reserva pare de
receber a mensagem por um período de tempo maior que trinta segundos (valor
ajustável), e o relé indicador de chaveamento por falha não estiver ativo, esta unidade
efetua os seguintes procedimentos:

• Inicia as conexões com as UTR´s, UAC´s e IED´s e efetua a varredura dos


dispositivos atualizando a base de dados;

• Inicializa as conexões com os centros de controle através da rede ETHERNET


utilizando o terminal server;

• Chaveia o relé de sinalização de unidade principal/reserva;

• Ativa o relé indicador de chaveamento por falha;

• Envia evento para os centros de controle sinalizando operação sem redundância para
efeito de solicitação de manutenção no local;

O retorno à condição normal (reset do relé indicador de chaveamento) só ocorrerá


através de comando proveniente dos centros de controle ou por botão local.

Enquanto o relé indicador de chaveamento por falha estiver ativo, não poderá ocorrer
outro chaveamento automático. O estado deste relé é mantido por retenção magnética,
ou seja, mantém o estado mesmo se o equipamento for desenergizado.

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 83


4. FUNCIONALIDADES

4.10.2 Operação Redundante dos Canais de Comunicação com Centros


de Controle e IHM

Os canais de comunicação serial com os centros de controle podem operar em modo


redundante. Os canais redundante seriais são funcionalmente idênticos utilizando o
mesmo ponteiro para retirada de eventos.

Em condições normais um dos canais é utilizado para tráfego de dados (link e aplicação)
e o outro canal recebe solicitações periódicas de teste de link.

Caso ocorra falha no canal ativo, o Centro de controle deverá realizar a comutação dos
canais. Havendo perda de link no canal reserva, o SAGE (do Centro de Controle) gera um
alarme de falha.

4.10.3 Operação Redundante dos “Terminal Servers”

As interfaces de comunicação serial assíncronas das UCS são disponibilizadas através de


dois equipamentos do tipo “Terminal Server”. Estes equipamentos se conectam às duas
UCS através da rede ETHERNET, disponibilizando, cada um, 16 canais de comunicação
serial assíncrona padrão elétrico RS232.

Cada Terminal Server disponibiliza um dos canais de comunicação para centro de


controle. Desta forma, a falha de um destes equipamentos não indisponibiliza a
comunicação com qualquer centro. O chaveamento destes canais é realizado através de
conexões efetuadas pela UCS principal.

4.10.4 Operação Redundante dos “Switches”

As UCS´s se comunicam com todos os dipositivos através de canais Ethernet


redundantes conectados em dois switches. A falha de um switch não indisponibiliza
nenhum dispositivo conectado. A arquitetura utilizada para conexão dos switches prevê o
uso de redes separadas logicamente, cada uma trafegando em um switch.

A figura 4.10.1 apresenta um exemplo de arquitetura para um sistema redundante


utilizando duas UCS. Esta arquitetura possui as seguintes características básicas:

• As redes são representadas nas cores vermelho e azul, sendo logicamente


separadas;

• O Centro de Operação identificado como COS1 se comunica com a subestação


utilizando canais de 2Mbits através de dois roteadores/firewall conversores de
interface G703 para ethernet 10/100BaseT;

• O Centro de Operação identificado como COS2 se comunica com a subestação


através de dois canais seriais assíncronos disponibilizados por dois equipamentos
do tipo Terminal Server.

Página 84 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100


4. FUNCIONALIDADES

Figura 4.10.1 – Exemplo de Arquitetura Redundante de UCS

4.10.5 Hardware Adicional para Modo Redundante das UCS

O funcionamento em modo redundante requer a instalação dos seguintes dispositivos


adicionais:
• Um cartão STD-MIXIO em cada UCS;
• Um módulo Interface Ethernet 10/100BaseT padrão PC104 instalado no cartão de
CPU STD-UP104A de cada UCS;
• Um módulo de relés de remanência STD-RM04P;
• Dois paineis de sinalização e comando;

Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100 Página 85


4. FUNCIONALIDADES

O STD-MIXIO é um cartão de entradas e saídas digitais padrão STD-BUS. O cartão possui


as seguintes características:

• Sete saídas em coletor aberto. As saídas suportam comutar cargas de até 500mA
com tensão máxima de 30VCC;

• Doze entradas digitais isoladas.. As entradas operam em tensão na faixa de –50


a +6VCC para detecção de nível 0 e +8 a +20VCC para detecção de nível 1.

• Chave de configuração de oito bits que é utilizada na função de registro de


presença.

O cartão STD-MIXIO, quando utilizado nas UCS, possui as seguintes funções:


• Comandar o relé de remanência de seleção de UCS ativa/reserva. Este relé é do tipo
de retenção magnética, que mantém o estado mesmo na falta de alimentação;
• Comandar o relé de remanência de sinalização de comutação automática por falha;
• Ler a sinalização de estado do relé de seleção UCS ativa/reserva. Cada UCS recebe os
dois bits de sinalização de estado deste relé, os quais informam se a UCS deve
assumir a função ativa ou reserva. Os bits de estado são conectados invertidos de
uma UCS para a outra, fazendo com que sempre uma receba a sinalização para
tornar-se ativa e a outra receba a sinalização contrária para tornar-se reserva. A
sinalização é feita utilizando-se dois bits complementares, permitindo ao software da
UCS detectar falha por desconexão do cabo;
• Ler a sinalização de estado do relé de sinalização de comutação automática por falha.
Da mesma maneira que a sinalização de estado do relé de seleção, a sinalização é
feita utilizando-se dois bits complementares, permitindo ao software da UCS detectar
falha por desconexão do cabo;
• Comandar uma saída digital para sinalização de atividade para a outra UCS. Cada
UCS lê o estado da entrada, inverte e escreve na saída, informando à outra UCS o
seu funcionamento;
• Ler a saída da fonte de alimentação da outra UCS. Caso a fonte de alimentação da
outra UCS seja desligada ou apresente defeito, este bit vai para nível 0.

A estrutura de rede requer dois equipamentos do tipo switch e dois Terminal Servers
quando este equipamento é utilizado. Todos os canais de comunicação serial são
duplicados, operando em modo principal/reserva, onde sempre um Terminal Server
disponibiliza um canal principal e o outro disponibiliza o canal reserva.

Página 86 Manual Descritivo da Unidade Terminal Remota STD-7100