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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

LICENCIATURA EM MATEMÁTICA

ABNER ASAPH LAPOLA

PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR EM GRUPO


Oficinas de Matemática

Monte Azul Paulista


2019
ABNER ASAPH LAPOLA

PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR EM GRUPO


Oficinas de Matemática

Trabalho de Educação Ambiental apresentado à


Universidade Pitágoras Unopar, como requisito parcial
para a obtenção de média bimestral na disciplina de
Portfólio.

Orientador: Prof. Gracia Maria Sant’anna Buzon

Monte Azul Paulista


2019
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.......................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO...........................................................................................5
2.1 O que é a BNCC?...............................................................................................5
2.2 Qual o objetivo da BNCC?.................................................................................5
2.3 Competências e habilidades esperadas pelos alunos.......................................5
2.4 Quais as habilidades a serem desenvolvidas para os conteúdos de funções e
sistemas lineares?.........................................................................................................6
2.5 Oficina 1: Gráfico de funções exponenciais e logarítmicas...............................6
2.6 Oficina 2: Jogo da memória dos sistemas lineares...........................................8
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................10
4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................11
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1 INTRODUÇÃO

Vimos que ultimamente temos tido um grande avanço das


Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e com isso é muito importante
pensarmos nas práticas do ensino da matemática atualmente.
Tem-se uma necessidade muito grande de se incorporar o uso da
tecnologia na educação da matemática. Segundo alguns autores como Frota e
Borges (2000), existem muitas queixas de professores em relação ao acesso ao uso
de tecnologias nas escolas. Isso pode ser levado em consideração tanto para o
manuseio onde muitas escolas ainda não estão equipadas com computadores, ou
para aplicação de novas abordagens de ensino.
A incorporação da mídia informática em sala de aula implica em um
esforço permanente por parte do professor, pois este será capaz de proporcionar o
uso ou não uso de softwares e internet, se optar pelo uso será capaz de promover
uma proposta diferenciada, a fim de que o aluno possa fazer experimentações e
visualizar melhor o conteúdo que lhe é proposto e no acesso a informações
permitindo que revisem e monitorem suas atividades repensando mudanças.
Para este processo, se faz necessário uma série de informações e
instruções referentes ao uso adequado desta tecnologia e só fará sentido se forem
proporcionados desafios que levem os acadêmicos a entender o que estão fazendo
ou construindo, propiciando seu crescimento próprio, com o professor ou colega.
Com certeza o professor enfrenta o desafio de alterar sua forma de
trabalhar, e caso tenha resistência ao uso dessa nova tecnologia no ensino, terá que
repensar, pois o mercado de trabalho cobra novas formas de atuação dos
profissionais.
Observa-se uma grande preocupação com qualidade de ensino em
todas as áreas do conhecimento. E não poderia ser diferente na área de
matemática. Questões fundamentais para se obter maior aprendizado, como o
embasamento de nossos acadêmicos, estão aquém do ideal.
Hoje se observa que um grande número de acadêmicos possui seus
computadores portáteis, e que também tem acesso irrestrito aos laboratórios
informatizados. O que nos leva a crer que esse não é o motivo principal para que
não trabalhem de forma mais efetiva com o uso de tecnologia.
Como se referem Frota e Borges (2003), “... as tecnologias e TICs,
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além de desempenharem papéis de recurso de ensino e de aprendizagem, e de


ferramenta e de instrumento de pensar, podem tornar-se fontes de renovação de
abordagens curriculares de temas consagrados na educação matemática”.
Como citado pelos autores, não se pode pensar na utilização de
tecnologias somente em termos de ferramentas, mas um meio de aprendizagem, ou
seja, deve-se promover a construção do saber matemático através de novas
abordagens.
Segundo Haetinger (2005), “... os alunos parecem muitas vezes que
já nasceram sabendo se relacionar com este mundo virtual e digital”.
Então cabe a nós educadores, fazer com que essa facilidade de se
relacionar com a tecnologia em si, se reporte para a aquisição do conhecimento
matemático nas mais diversas áreas do saber.
No meio acadêmico o computador deve ser visto como uma
possibilidade de desenvolver aprendizagem e ensino, onde o uso pleno dependerá
da compreensão que os acadêmicos têm dos conteúdos e das funções que os
computadores estão desempenhando.
O objetivo principal desse portfólio é promover o desenvolvimento de
atividades que utilizem softwares ou jogos matemáticos para facilitar o aprendizado
do aluno.
A utilização de softwares para o desenvolvimento de atividades que
envolvam conteúdo de ensino que procura qualificar as práticas de sala dos
acadêmicos. Com isso, os acadêmicos tem a oportunidade de se inserirem num
contexto ainda mais motivados.
Os jogos matemáticos auxiliam o professor nesse trabalho, pois alia
a atividade lúdica com a aprendizagem, despertando interesse pelo assunto.
O trabalho com jogos matemáticos proporciona a confecção de
material, que dá subsídio aos professores no desenvolvimento das aulas, de
maneira que o aluno possa aplicar os conhecimentos adquiridos durante as jogadas,
e posteriormente no momento da resolução dos problemas envolvendo o referido
conjunto numérico.
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2 DESENVOLVIMENTO

2.1 O QUE É A BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que


regulamenta quais são as aprendizagens essenciais a serem trabalhadas nas
escolas brasileiras públicas e particulares de Educação Infantil, Ensino Fundamental
e Ensino Médio para garantir o direito à aprendizagem e o desenvolvimento pleno de
todos os estudantes. Por isso, é um documento importante para a promoção da
igualdade no sistema educacional, colaborando para a formação integral e para a
construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.

2.2 QUAL O OBJETIVO DA BNCC?

Ao ter como objetivo nortear os currículos dos estados e municípios


de todo o Brasil a partir dessas perspectivas, a BNCC coloca em curso o que está
previsto no artigo nove da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) sancionada
em 1996.
Segundo a LDB, cabe ao Governo Federal “estabelecer, em
colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e
diretrizes para a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, que
nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação
básica comum”.

2.3 COMPETÊNCIAS E HABILIDADES ESPERADAS PELOS ALUNOS

As habilidades estão associadas ao saber fazer: ação física ou


mental que indica a capacidade adquirida. Assim, identificar variáveis, compreender
fenômenos, relacionar informações, analisar situações-problema, sintetizar, julgar,
correlacionar e manipular são exemplos de habilidades.
Já as competências são um conjunto de habilidades
harmonicamente desenvolvidas e que caracterizam por exemplo uma
função/profissão específica: ser arquiteto, médico ou professor de química. As
habilidades devem ser desenvolvidas na busca das competências.
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2.4 QUAIS AS HABILIDADES A SEREM DESENVOLVIDAS PARA OS


CONTEÚDOS DE FUNÇÕES E SISTEMAS LINEARES?

a) Compreender as funções como relações de dependência unívoca


entre duas variáveis e suas representações numérica, algébrica e
gráfica e utilizar esse conceito para analisar situações que
envolvam relações funcionais entre duas variáveis.
b) Resolver e elaborar problemas relacionados ao seu contexto
próximo, que possam ser representados por sistemas de
equações de 1º grau com duas incógnitas e interpretá-los,
utilizando, inclusive, o plano cartesiano como recurso.

2.5 OFICINA 1: GRÁFICO DE FUNÇÕES EXPONENCIAIS E LOGARÍTMICAS

Conteúdo: Funções exponenciais e logarítmicas.


Duração: 2 aulas.
Desenvolvimento: Após o professor explicar todo o conteúdo
relacionado a funções exponenciais e logarítmicas ele irá propor aos alunos uma
atividade prática na sala de informática de construção análise de gráfico desses dois
tipos de funções.
Os alunos terão que acessar o site do Geogebra online
(https://www.geogebra.org/graphing) e fazer a construção dos gráficos:
a) y = 2x
b) y = log2x

Para isso os alunos seguirão os seguintes passos:


1. Acessar o site https://www.geogebra.org/graphing
2. Na página que aparece, o aluno deverá entrar com a primeira função,
conforme imagem abaixo:
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3. Depois fará a inserção da segunda função, conforme imagem abaixo:

4. Com as duas funções inseridas os alunos farão a análise dos dois gráficos
formados no plano cartesiano (imagem abaixo). E neste momento o professor
poderá fazer alguns questionamentos aos alunos, como:

a) Porque os gráficos são iguais, porém estão em posições


diferentes?
b) Qual a relação entre as funções exponenciais e logarítmicas?
c) Quais os quadrantes que a função exponencial pertence? E a
logarítmica?
d) Em qual eixo a função exponencial não intercepta? E a função
logarítmica?
e) Ambos os gráficos sempre interceptam no ponto 1 de seus
eixos? Porque isso acontece?
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5. Após as análises e respostas dos alunos o professor fará a intervenção,


explicando que:
De uma forma geral, o gráfico da função y = log a x está localizado no
I e IV quadrantes, pois a função só é definida para x > 0. Além disso, a curva da
função logarítmica não toca o eixo y e corta o eixo x no ponto de abscissa igual a 1,
pois y = loga1 = 0, para qualquer valor de a.
A inversa da função logarítmica é a função exponencial. A função
exponencial é definida como f(x) = a x, com a real positivo e diferente de 1. Uma
relação importante é que o gráfico de duas funções inversas é simétrico em relação
a bissetriz dos quadrantes I e III.
6. O professor fará a avaliação dos alunos pedindo que os mesmos construam e
analisem outros gráficos exponenciais e logarítmicos anotando as
observações feitas. Caso seja necessário o professor poderá utilizar mais
duas aulas construindo gráficos e apontando os pontos principais para os
alunos.

2.6 OFICINA 2: JOGO DA MEMÓRIA DOS SISTEMAS LINEARES

Conteúdo: Resolução de sistemas lineares com 2 incógnitas e 2


equações.
Duração: 4 aulas.
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Desenvolvimento: Após o professor passar o conteúdo sobre


resolução de sistemas lineares de equações com 2 incógnitas e 2 equações, será
aplicado um jogo da memória envolvendo este conteúdo. O professor terá que
confeccionar as cartas abaixo:

2x + 8y = 16 3x + 6y = 18 x + y = 30
4x – 8y = 8 2x + 3y = 10 x – y = 10
2x + y = 40 4x - y = 18 x + y = 20
2x – 2y = 10 6x + 4y = 38 x–y=6
2x + 2y = 10 2x + 3y = 1 2x + y = 30
4x + 2y = 20 -4x – 6y = -5 5x – y = 40

x = 15 x = 20 x=5
y = 10 y = 10 y=2
x=2 x=4
S.P.I.
y=2 y=1
x = 10 x = 13
S.I.
y = 10 y=7

Como jogar: Em duplas, os alunos irão deixar as cartas viradas de


cabeça para baixo escondendo o seu conteúdo. O primeiro aluno irá virar um
sistema linear de equações e terá que resolver o mesmo para descobrir a resposta.
Depois de resolvido, o aluno poderá virar uma carta com as respostas, afim de
encontrar a carta que contém a resposta correspondente ao sistema que o mesmo
tirou primeiramente. Caso o aluno erre, as duas cartas são viradas novamente e
será a vez do próximo jogador que fará o mesmo processo. Caso o aluno acertar,
poderá fazer mais uma jogada. Vence o aluno que conseguir acertar o maior número
de cartas no final do jogo.
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3 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ultimamente os debates a respeito do uso das novas tecnologias no


ensino de aprendizagem tem aumentado consideravelmente. Podemos perceber
que essa questão não está muito amadurecida no ramo da educação, especialmente
nas escolas públicas.
Em maior parte das vezes, isso acontece porque temos uma
educação com profissionais que seguem linhas e metodologias antigas.
Podemos perceber que aliando o uso de vídeos, aplicativos ou jogos
com a matemática, descobre-se como aplicar os conceitos, ou ampliar essa
capacidade, dominando assim a linguagem matemática. O desafio é garantir
algumas formas de pensar. Compor e decompor são ações mentais constates no
trabalho matemática, e essa interação permite discutir as diversas formas de
solucionar problemas e questionar estratégias.
Dentro dessa perspectiva, o uso das ferramentas tecnológicas, se
utilizadas de maneira adequada, tornam a aprendizagem um processo dinâmico em
que a experimentação, o levantamento de hipóteses, a busca por conjecturas e pela
validação do percebido podem levar o aluno a construir um modo de pensar
matemática que lhe seja significativo. E esse é um dos caminhos possíveis para
desenvolver a autonomia, e tornar o aprendiz sujeito ativo e responsável pela
construção do seu conhecimento.
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4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Geogebra - Disponível em: <https://www.geogebra.org/> Acesso em: 12 mar. 2019.

Desmos - Disponível em: <https://desmos.com/>. Acesso em: 12 mar. 2019.

O ensino da matemática por meio de novas tecnologias das autoras Flávia Martins
Ribeiro e Marina Gorretti Paz. Disponível em:
<http://facos.edu.br/publicacoes/revistas/modelos/agosto_2013/pdf/o_ensino_da_ma
tematica_por_meio_de_novas_tecnologias.pdf>. Acesso em: 14 mar. 2019.

Novas tecnologias no ensino de matemática: possibilidades e desafios do autor


Marcelo Antonio dos Santos. Disponível em:
<http://www.pucrs.br/ciencias/viali/tic_literatura/artigos/tics/101092011085446.pdf>.
Acesso em: 14 mar. 2019.

Um estudo sobre a resolução algébrica e gráfica de Sistemas Lineares 3x3 no 2º


ano do Ensino Médio das autoras de Ana Lucia Infantozzi Jordão e Barbara Lutaif
Bianchini. Disponível em: <
https://revistas.pucsp.br/index.php/pdemat/article/view/9219>. Acesso em: 15 abr.
2019.

Uma proposta para o ensino de sistemas lineares sem a teoria de matrizes, via
problemas históricos das autoras de Viviane Simioli Medeiros Campos e Agamenon
Henrique de Carvalho Tavares. Disponível em:< http://oaji.net/articles/2017/1602-
1486646274.pdf>. Acesso em: 14 mar. 2019.

O uso do Geogebra para o ensino de sistemas lineares – uma experiência no Ensino


Médio das autoras Crislene Barbosa Bastos, Luana Paula Vilhena Pinheiro e Suellen
Cristina Queiroz Arruda. Disponível em:<
https://jem.unifesspa.edu.br/images/2JEM/ANAIS/CC/O_USO_DO_GEOGEBRA_PA
RA_O_ENSINO_DE_SISTEMAS.pdf>. Acesso em: 14 mar. 2019.

Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Disponível em: <


http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/>. Acesso em: 05 mai. 2019.