Você está na página 1de 62

Resumo

O presente Trabalho de Fim de Curso, Projecto de Dimensionamento de um Posto de


Transformação (PT) no bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro , começa – se por
descrever por Posto de Transformação, tipos de Postos de Transformação e sua
constituição.

Este Posto de Transformação vai alimentar o Bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro


, que pertence à empresa Electricidade de Moçambique, visto que este Bairro na zona de
Chi zombeiro não dispõe de nenhum Posto de Transformação para o fornecimento da
Energia Eléctrica, um Posto de Transformação é indispensável para um Bairro.

A linha de Média Tensão será de cabo alumínio – aço do tipo ACSR ‘’FERRET’’ com a
Secção de 49.48 mm2. Para o Posto de Transformação será instalado um transformador
de 200KVA da marca SIEMENS, África do sul. O cabo alimentador será VAV 3 x 240
mm2 + 120 mm2. A canalização será protegida por um disjuntor Tetrapolar de 315A
que será montado no quadro geral da instalação. Salientar também que a canalização
esta devidamente protegida contra sobrecarga assim como protecção contra curto –
circuito.

O projecto de Dimensionamento de um Posto de Transformação (PT) no bairro


Tambara2 na zona de Chi zombeiro, esta orçada em 955, 105.33 MT.

II
Declaração sob palavra de honra

Eu, Belarmino Luís Santiago Demétrio Pio declaro que o presente trabalho de fim de
curso é fruto do meu trabalho pessoal e das orientações do meu supervisor, o seu
conteúdo é original e todas as fontes bibliográficas estão devidamente identificadas ao
longo do relatório e na lista bibliográfica.

Declaro ainda que este trabalho nunca foi antes apresentado nesta instituição, nem em
nenhuma outra para a obtenção de qualquer que seja o grau académico.

Chimoio, aos 15 de Março de 2019

______________________________

(Belarmino e Demétrio )

III
Dedicatória

Dedico este trabalho especialmente ao meu esposo Jorge Fazenda, por todo o apoio,
compreensão e incentivo que me deu ao longo deste percurso académico. Assim como
nos desafios do meu dia – a – dia, na qual pude lhe honrar com o término deste curso.

V
Agradecimentos

Primeiramente quero agradecer a Deus, que sempre esteve do meu lado me dando muita
saúde para que eu pudesse terminar o curso em tempo útil.

À realização deste trabalho só foi possível com o apoio e colaboração de um conjunto


de pessoas. A todos os que participaram neste trabalho directamente ou indirectamente,
desejo expressar o meu agradecimento

Os meus agradecimentos aos professores que sempre me incentivaram nos estudos e a


todos os funcionários desta grande família que é o Instituto Industrial e Comercial
Joaquim Marra.

Vai o meu grande apreço a empresa Electricidade de Moçambique – EP, especialmente


para os seguintes Departamentos: Departamento de Baixa Tensão e Media Tensão por
me transmitirem seus conhecimentos, me tratarem como um membro de equipa e como
família. A todos, o meu muito obrigado!

VI
Termo de responsabilidade

Eu, Belarmino Luís Santiago

Declaro que assumo toda responsabilidade pela execução do Projecto de um Posto de


Transformação (PT) no bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro na cidade de
Chimoio província de Manica pertencente a empresa Electricidade de Moçambique –
EP.

Chimoio, aos 10 de Março de 2019

_______________________________

(Belarmino Luís )

VII
Lista de símbolos

m ----------------------------------------------------------------------------------- Metro.

Hz ---------------------------------------------------------------------------------- Hertz.

s ------------------------------------------------------------------------------------ Segundos.

mm2 -------------------------------------------------------------------------------- Milímetros


quadrado.

FS -------------------------------------------------------------------------------- Factor de
simultaneidade

FU -------------------------------------------------------------------------------- Factor de
utilização.

l ----------------------------------------------------------------------------------- Comprimento.

Cos𝝋------------------------------------------------------------------------------- Factor de
potência.

PB --------------------------------------------------------------------------------- Potência do
bairro.

SB ----------------------------------------------------------------------------- Potência aparente


do bairro.

PHh ---------------------------------------------------------------------------- Potência


habitacional.

PHP --------------------------------------------------------------------- Potencia das instituições


públicas.

IB ----------------------------------------------------------------------- Corrente de serviço

IN ----------------------------------------------------------------------- Corrente nominal.

Tx -------------------------------------------------------------------- Taxa de crescimento.

SNT ------------------------------------------------------------------ Potência nominal do


transformador.

Icc -------------------------------------------------------------------Corrente de curto-circuito.

If --------------------------------------------------------------------- Corrente de funcionamento.

VIII

Ifict ------------------------------------------------------------------- Corrente fictícia.


𝜸 --------------------------------------------------------Factor de correcção para temperatura
ambiente.

𝜷 ------------------------------------------------------- Factor de correcção para cabos


instalados ao ar.

% ------------------------------------------------------- Percentagem.

K ------------------------------------------------------- Constante.

Un ------------------------------------------------------ Tensão nominal.

Pdc ------------------------------------------------------ Poder de corte.

IZ ------------------------------------------------------- Corrente máxima admissível.

f ---------------------------------------------------------- Frequência.

n --------------------------------------------------------- Número de casas ou instituições


públicas.

Kc -------------------------------------------------------- Factor de crescimento do bairro.

Ucc% ------------------------------------------------------ Tensão de curto – circuito.

IX

Lista de Siglas
EDM ------------------------------------------------------------ Electricidade de Moçambique.

KVA ------------------------------------------------------------- Kilovolt-ampere.

KW -------------------------------------------------------------- kilowatt.

TFC ------------------------------------------------------------ Trabalho de Fim de Curso.

R.S.I.U.E--------------------------------------------------------Regulamento de Segurança das


Instalações de Utilização de Energia Eléctrica.

R.S.S.P.T.S ---------------------------------------------------- Regulamento de Segurança de


Subesta-ções, Postos de Transformação e de Seccionamento.

R.S.L.E.A.T ------------------------------------------------- Regulamento de Segurança de


Legislação de Energia de Alta Tensão.

QBT ----------------------------------------------------------- Quadro de Baixa Tensão

LMT ---------------------------------------------------------- Linha de Média Tensão

PT -------------------------------------------------------------- Posto de Transformação

IP --------------------------------------------------------------- Iluminação pública

Lista de Abreviaturas
Sil&tug --------------------------------------------------Potência de iluminação e tomada de
uso geral.

Scoz ------------------------------------------------------Potência da cozinha.

Sclim ----------------------------------------------------- Potência de climatização.

Stc1 ------------------------------------------------------- Potência total das casas do tipo 1

Ztransfo ---------------------------------------------------- Impedância do transformador.

Rmon ------------------------------------------------------- Resistência a montante.

n o ---------------------------------------------------------- Número.

Imax ------------------------------------------------------- Corrente máxima admissível no


cabo nas condições ideais.

Mt -------------------------------------------------------- Meticais.

Arto ------------------------------------------------------ Artigo.

Fig -------------------------------------------------------- Figura

V.excia ---------------------------------------------------- vossa excelência


Capítulo I
Introdução

1. Introdução
O presente trabalho tem como principal finalidade de dimensionar um posto de
transformação para alimentar o bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro, do qual
determinar as normas de instalação de M.T e B.T.

Tem como objectivo estabelecer as matérias importantes sobre os transformadores de


potência, a hipótese básica de fundamento. A sua operação e a protecção de
dimensionamento.

3
1.1. Justificativa

Tem se observado que no bairro Tabarra 2 na zona de Chizombeirro, que os posto de


transformação estão distante e a montagem do posto de transformação e para garantir
boa condição e boa qualidade de energia eléctrica ao fazer a distribuição.

A montagem do P.T é para não ter escuridão no bairro, porque é com a energia que
construímos o futuro, e para que não haja malfeitores, oportunista aproveitando da
escuridão para obter vantagens pessoais

1.2. Problematização

Ao longo do período do estágio que realizei na cidade de Chimoio vi que há falta de


energia no bairro Tabarra 2 na zona de Chizombeirro, e os moradores tem como
problemas:

◌ Moagens distantes do bairro

◌ Muita escuridão que cria dificuldades de andar nas noites;

1.3. Hipóteses

Na parte de hipóteses é representar chance de ultrapassar os problemas localizados ao


longo do estágio e as dificuldades que ocorre com os moradores do bairro Tabarra 2 na
zona de Chizombeirro por falta de iluminação.

4
1.4. Objectivos do relatório

Durante o estágio visitei o bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro e vi que o bairro


não tem P.T. e os moradores reclamava a falta de energia por isso optei me a
dimensionar um posto de transformação para este bairro desfrutar da Energia Eléctrica.

1.5. Objectivo Geral

Como primeiro objectivo descrever as condições de fazer entender o que é um posto de


transformação e todos os outros elementos para a montagem do poste de transformação.

1.6. Objectivo Especifico

O objectivo fundamental deste trabalho é de montar um Posto de Transformação no


bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro para melhorar o processo de distribuição de
energia em benefício do povo, expandir a energia eléctrica e que a população deste
bairro desfrute da mesma para seus fins, visto que o bairro não dispõe de nenhum Posto
de Transformação.

1.7. Metodologia

Para dimensionar o P.T. ocorre varias fontes orais e pesquisas.

Tive algumas dificuldades para elaborar o projecto mas ultrapassei todas as


dificuldades com a explicação do meu supervisor.

Com a ajuda do caderno de instalação eléctrica tirei todas as dúvidas que tinha na parte
dos cálculos.

1.8. Delimitação do tema

O projecto resulta do estágio realizado na cidade de Chimoio na província de Manica na


área da média e baixa tensão (MT e BT). O presente relatório ira abordar sobre o
dimensionamento de posto de transformação.
Capítulo II
Parte Geral
2. Fundamentações teóricas do tema

2.1. Posto de Transformação

Segundo o Regulamento de Segurança de Subestações, Postos de Transformação e de


Seccionamento (RSSPTS) no seu 6º artigo define Posto de Transformação da seguinte
maneira:

Instalação de alta tensão destinada à transformação da corrente eléctrica por um ou mais


transformadores estáticos, quando a corrente secundária de todos os transformadores for
utilizada directamente nos receptores, podendo incluir condensadores para compensar
factor de potência.

2.1.1. Tipos de Posto de Transformação

Quanto ao aspecto construtivo, os PTs podem ser de dois tipos diferentes:

◌ Postos de Transformação Aéreos

◌ Postos de Transformação de tipo Cabine

2.2. Postos de Transformação Aéreos

Estes postos, montados em postes normalizados de betão, são identificados pelo modo
como é feita a sua ligação à rede aérea de Média Tensão. Dentro deste género, os postos
de transformação podem ser:

◌ PT Tipo 'A' - Aéreo sem corte de Média Tensão (TP até 50 kVA);

◌ PT Tipo 'AS' - Aéreo com seccionador de corte de Média Tensão (TP até 100 kVA);

◌ PT Tipo 'AI' - Aéreo com Interruptor – seccionador de corte de Média Tensão (TP de
160 e 250 kVA.

7
2.2.1. Postos de Transformação de tipo Cabine

No caso de todo o equipamento estar instalado dentro de uma cabine, pode assumir
várias variantes: cabine alta (torre), cabine baixa em edifício próprio, cabine baixa
integrada em edifício, cabine metálica (monobloco), cabine pré-fabricada etc.

Fig.1- Posto de Transformação de tipo Cabine

Sob ponto de vista de exploração, os postos de transformação podem ser:

◊ PT – Pertence à concessionária;

◊ PTP – Pertence a particulares;

◊ PTS – São postos de transformação compartilhados.

2.2.2. Constituição de Posto de Transformação

Um posto de Transformação é constituído por seguintes elementos:

• Isoladores de apoio;

• Isoladores de passagem;

• Condutores para barramentos;

• Órgãos de protecção;

• Órgãos de seccionamento;
• Para – raios;

• Quadro geral de baixa tensão; Transformador

2.2.3. Isoladores de apoio

São geralmente de porcelana. Podem ter a superfície lateral lisa ou com filetes, estes
últimos são usados em regiões muito húmidas ou sujeitas a poeiras.

Fig. 2 - Isolador de apoio

2.2.4. Isoladores de passagem

São geralmente de porcelana. São furados em todo o seu comprimento para permitirem
a colocação do condutor que os atravessa de topo a topo.
Fig. 3 - Isoladores de passagem

2.2.5. Condutores para barramentos

Os condutores para barramentos são geralmente de cobre, de secção circular ou


rectangular. Nos postos de transformação os barramentos e os circuitos de terra devem
ser pintados com as seguintes cores, para corrente trifásica:

Fases - Vermelhas, verdes e amarelas

Terra de protecção – Preto

Terra de serviço e neutro – Branco

2.2.6. Órgãos de protecção

2.2.7. Curto-circuitos fusíveis

Os curto-circuitos fusíveis para protecção contra sobreintensidades dos circuitos de


média tensão e dos transformadores são tubulares e o fio calibrado é instalado no
interior do tubo.

Fig.4 - Corta circuitos - fusíveis

2.2.8. Disjuntor

Segundo o RSIUEE define – se disjuntor como um aparelho de corte, comando e


protecção dotado de conveniente poder de corte para correntes de curto – circuito e cuja
actuação se pode produzir automaticamente em condições predeterminadas.
2.2.9. Constituição de disjuntor

 Alavanca (interruptor) por meio da qual se liga ou desliga manualmente o


disjuntor;
 Mecanismo de disparo que desliga automaticamente o disjuntor em caso de
anormalidade no circuito;
 Relê bimetálico que acciona o mecanismo de disparo quando há sobrecarga de
longa duração;
 Relê electromagnético que acciona o mecanismo de disparo quando há um
curto-circuito.

Fig. 5 – Disjuntor

2.3. Fusíveis

Os fusíveis são dispositivos utilizados na protecção de circuitos contra correntes


anormais, como curto-circuito e sobrecarga.
Fig.6 – Fusíveis

2.3.1. Tipos de fusíveis

Os três tipos de fusíveis mais comuns são:

 Cartucho;
 NH;
 Diazed

Independentemente do tipo de fusível a ser utilizado, eles deverão ser instalados no


condutor positivo e devem ser dimensionados em função da corrente absorvida pelo
circuito e pela capacidade de condução de corrente do condutor.

2.3.2. Órgãos de seccionamento

2.3.3. Interruptores

São aparelhos destinados a ligar ou a desligar um circuito em carga, dotados de poder de


corte garantindo e tendo duas posições, uma de abertura e outra de fecho, nas quais se
mantêm sem a interferência de acções exteriores.

2.3.4. Seccionadores

São aparelhos destinados a interromper ou a estabelecer a continuidade de um condutor


ou a isolá-lo de outros condutores e que, por não terem poder de corte garantido, não
devem ser manobrados em carga. Só depois de a corrente ter sido desligada por um
interruptor, os seccionadores devem ser manobrados.
Fig. 7 – Seccionador

2.3.5. Constituição básica dos seccionadores

Normalmente um seccionador é constituído por seguintes elementos:

 Contactos fixos;
 Contactos móveis;
 Suporte e isoladores.

2.3.6. Para – raios

Um para – raio é uma haste de metal, normalmente de cobre ou alumínio, destinado a


dar protecção à edificações (instalações) atraindo as descargas eléctricas atmosféricas,
raios, para as suas pontas e desviando-as para o solo através de cabos de pequena
resistência eléctrica. Como o raio tende a atingir o ponto mais alto de uma área.

2.3.7. Quadro Geral de Baixa Tensão

O QGBT encontra – se instalado a jusante do transformador, e é constituído por


interruptor ou disjuntor geral que permite fazer o corte geral do QGBT e elementos de
protecção (fusíveis ou disjuntores) que vão proteger as diferentes saídas, é também
constituído de barramentos, elementos de medida como (transformadores de medida e
contadores).

2.3.8. Transformador

São máquinas estáticas de corrente alternada que transferem energia eléctrica ou


potência eléctrica de um circuito para o outro, e normalmente, variando os valores de
corrente e tensão ou modificando os valores de impedância eléctrica. Constituído por
duas bobinas acopladas através de um núcleo magnético de elevada permeabilidade
magnética.

Fig. 8 – Transformador
2.3.9. Princípio de funcionamento

O transformador funciona por meio de indução electromagnética, é utilizado na maioria


das vezes para variar o modulo da corrente e tensão de um circuito para outro conforme
as leis de Faraday e Lenz.

2.4. Classificação dos transformadores

Os transformadores podem ser classificados de acordo com vários parâmetros, tais


como: finalidade, tipo, quanto ao número de fases, etc.

2.4.1. Transformador de corrente TI

Transformador de corrente, ou TI, tem por finalidade de detectar ou medir a corrente


eléctrica que circula em um cabo ou barra de alimentação, e transforma – lá em uma
corrente de valor menor, para ser transmitida a um instrumento de medição ou circuito
electrónico. O TI é muito usado para abaixar a corrente eléctrica da rede para alimentar
dispositivos electrónicos que não suportam grandes níveis de corrente.

2.4.2. Transformador de tensão TT

Os transformadores de tensão são constituídos para diferentes tensões primárias


dependentes da tensão nominal da rede onde são instalados, admitindo tensões de
serviço 1,2 vezes ao respectivo valor nominal. As tensões secundárias são de 100V ou

110V.

2.4.3. Transformador de potência

O nome transformador de potência denota que esta máquina muda os valores de


potencia, mas na verdade ela muda os valores de tensão e corrente que entram na bobina
primaria. A espira primária recebe tensão primária e conduz uma corrente primária. Por
essa corrente ser alternada, ela gera uma variação no fluxo magnético no seu interior,
essa corrente é canalizada pelo núcleo ferro magnético.

2.4.4. Auto – transformadores

O auto – transformador é um transformador especial no qual parte do enrolamento é


comum aos circuitos do primário e do secundário.

Ele pode ser visto (e analisado) como um transformador de dois enrolamentos ligados
em série ou como um transformador com um único enrolamento de onde se deriva o
primário e o secundário.

2.4.5. Transformador trifásico

Um transformador trifásico é constituído por três enrolamentos no primário e três


enrolamentos no secundário, os quais (como qualquer componente trifásico) podem ser
conectados em Estrela (Y) ou Delta.

2.4.6. Refrigeração dos transformadores

O rendimento dos transformadores é muito elevado. Apesar disso podem libertar


elevadas quantidades de calor. Empregam – se vários processos para refrigerar o
transformador consoante à potência destes:

 Arrefecimento natural no ar;


 Arrefecimento natural no óleo ou no piraleno
 Arrefecimento artificial no óleo obtido por circulação forçada de ar, ou de óleo.

2.4.7. Protecção das pessoas contra contactos acidentais

No âmbito das instalações eléctricas as regras a ter em conta para garantir a protecção
de pessoas encontram – se no RSIUEE, sendo referidos dois tipos de riscos.

 Contactos directos – são riscos provenientes dos contactos com partes activas
dos materiais ou aparelhos eléctricos;
 Contactos indirectos – são os riscos em que as pessoas ficam sujeitas em
resultado das massas (estrutura metálica) ficam acidentalmente em sob – tensão.

15
2.4.8. Terras

Todo posto de transformação é constituído por duas terras, nomeadamente:

 Terra de protecção;
 Terra de serviço.

2.4.9. Terra de protecção

As massas da aparelhagem de AT são ligadas entre si e aos pontos de ligação do poste


ou postes. A ligação do para – raios ao eléctrodo são executados com condutor de cobre
nu de 35 mm2 de secção, o mais directamente possível, evitando – se ângulos
pronunciados. O QBT, o punho do comando de seccionador ou interruptor e respectivas
plataformas de manobra são também ligados à terra de protecção. Será estabelecida uma
ligação equipotencial entre a parte fixa e móvel do seccionador (interruptor), por
intermédio de trança flexível de cobre.

2.5. Terra de serviço

A ligação à terra do neutro será feita, pelo menos em duas saídas, no primeiro ou
primeiros apoios de cada saída da rede de distribuição se tratar de uma rede aérea. São
ligados unicamente ponto de circuito eléctrico para influenciar as suas condições, quer
limitando o potencial dos condutores em relação ao solo.

2.5.1. Eléctrodos de terra

Os eléctrodos de terra são geralmente de cobre, aço galvanizado ou aço revestido de


cobre, não é permitida a utilização, como eléctrodos de terra, de elementos metálicos.

2.5.2. Condutor de terra

Condutor destinado a ligar a parte de uma instalação ou aparelho com eléctrodo de terra.

2.5.3. Resistência de terra

A resistência de terra dos eléctrodos de terra devera ser superior a 20Ω.

2.5.4. Regimes de neutro

Os regimes de da instalação eléctrica define a situação relativamente à terra do neutro


do transformador ou gerador e das massas da instalação eléctrica da parte do utilizador.

2.5.5. Os regimes de neutro de uma instalação

 Regime TT;
 Regime TN, onde encontramos os regimes TN – C e TN – S;
 Regime IT.

O regime TT é o mais frequente nos utilizadores do mundo, particularmente em


Moçambique.
Comentários: Nenhum regime é mais importante que o outro, cada regime tem seu
campo de aplicação e é importante dependendo aonde e para que se destina.

Em baixa tensão faz – se referencia na norma CEI 64 – 9 à posição eléctrica do neutro e


das massas, o que determina o regime de neutro da instalação, mediante a utilização de
uma sigla constituída por duas letras, onde:

 A primeira letra define a ligação ou a posição eléctrica do neutro do


transformador ou gerador de alimentação em relação à terra;
 A segunda letra define a situação das massas metálicas dos aparelhos de
utilização da instalação eléctrica.

2.5.6. Regime de neutro TT

No sistema de alimentação TT (Neutro a Terra), o neutro do transformador esta ligado


directamente à terra e as massas dos aparelhos de utilização dispõem da sua própria
ligação terra e as massas dos aparelhos de utilização dispõem da sua própria ligação à
terra.

Neste sistema, o corte é obrigatório ao primeiro defeito da instalação, eliminado por um


dispositivo diferencial residual (DDR) montado à cabeça da instalação.

Fig. 9- Regime de neutro TT

2.5.7. Protecção de canalização eléctrica

Segundo o Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de Energia Eléctrica


(RSIUEE) estabelece no seu artigo 567 a obrigatoriedade de as instalações de utilização
ser convenientemente protegidas por aparelhos de actuação automática que impeçam
que os valores característicos de correntes e de tensão ultrapassem os valores limites de
segurança.

A protecção contra sobreintensidades, que ira se tratar neste capítulo, é encarada em


duas perspectivas (art.º 589). As canalizações devem ser protegidas contra
sobreintensidades:

 Protecção contra sobrecargas;


 Protecção contra curto – circuitos.

O regulamento obriga à utilização de disjuntores (equipados de reles electromagnéticos


e térmicos) para a protecção contra sobreintensidades, em instalações de utilização
estabelecidas em locais residências ou de uso profissional, em estabelecimentos
recebendo público e em estabelecimentos agrícolas ou pecuários.

Comentários: É importante salientar que os aparelhos de protecção contra


sobreintensidades deverão em regra, ser montados no inicio das canalizações que
protegem.

2.5.8. Protecção contra sobrecarga

Segundo RSIUEE, art.o 575 diz o seguinte, a protecção de uma canalização contra
sobrecarga é obtida por colocação nos condutores de fase de aparelhos com
características de funcionamento tais que a intensidade limite de não fusão ou de não
funcionamento Inf não seja superior a 1.5 vezes a intensidade de corrente máxima
admissível na canalização a proteger, Iz, expresso matematicamente Inf ≤ 1.5Iz

A intensidade nominal do aparelho (In) não devera ser superior à intensidade de


corrente máxima admissível na canalização a proteger (Iz).

2.5.9. Protecção contra curto – Circuito

Na protecção de uma canalização contra curto – circuitos, a intensidade nominal dos


aparelhos de protecção deve ser determinada de modo que a corrente de curto – circuito
seja cortada antes da canalização poder atingir a sua temperatura limite admissível.

A corrente de curto – circuito (Icc) é a mais elevada das correntes que pode vir a
circular no circuito e como é bem superior a corrente nominal, só pode ser mantida por
um tempo muito curto (t ≤ 5s), sob pena de danificar ou mesmo destruir componentes
de um circuito. Portanto, o seu tempo de desligamento deve ser extremamente curto.

2.6. Alimentadores e Subalimentadores

2.6.1. Alimentadores

São cabos que alimentam os quadros gerais. Podem partir de transformador ou gerador.

2.6.2. Subalimentadores

São os cabos alimentadores que derivam do QG de distribuição e alimentam quadros


parciais de distribuição, devem ser projectados na origem por meio de fusíveis ou
disjuntores de calibre e poder de corte adequado.

2.6.3. Dimensionamento dos Alimentadores e Subalimenta dores


Os alimentadores (do quadro geral) devem ser dimensionados em função da potência
nominal dos transformadores ou dos geradores.

A secção dos alimentadores e sub - alimentadores são dimensionadas em função da:

 Carga em jogo;
 Previsão de crescimento de carga;
 Queda de tensão máxima admissível;
 Intensidade de corrente máxima admissível.

2.6.4. Algoritmo de Cálculo

2.6.5. Cálculo da potência de iluminação e tomada de uso geral

Sil&tug = Sil&tug x𝐾𝑆1(eq. 2.1)

Onde:

𝐾𝑆1 – Factor de simultaneidade para iluminação e tomada de uso geral;

Sil&tug – Potência de iluminação e tomada de uso geral em KVA.

2.6.6. Cálculo da potência da cozinha

Scoz = Scoz x 𝐾𝑆2 (eq. 2.2)

Onde:

𝐾𝑆2 – Factor de simultaneidade para cozinha;

Scoz– Representa potência da cozinha em KVA

2.6.7. Cálculo da potência de climatização

Sclim = Sclim x 𝐾𝑆3 (eq. 2.3)

Onde:

𝐾𝑆3 – Factor de simultaneidade para climatização;

Sclim– Representa potência de climatização em KVA.

2.6.8. Cálculo total da potência mínima de casas

Stc1 = Sil&tug + Scoz + Sclim(eq. 2.4)


2.6.9. Cálculo da potência activa

Pc1 = Stc1 x cos𝜑(eq. 2.5)

Onde:

Cos𝝋 - Representa factor de potência;

Stc1 – Representa potência aparente em KVA

2.7. Cálculo de factor de simultaneidade


0.8
g1 = 0.2 +√𝑛(eq. 2.6)

Onde:

n – Representa número de casas;

g1 – Representa factor de simultaneidade das casas.

2.7.1. Cálculo total da potência habitacional

PHh = g1.PL. n.α1(eq. 2.7)

Onde:

PHh – Representa potência total habitacional em KW;

g1– Representa factor de simultaneidade das casas;

PL – Representa potência em KW;

n – Representa o número das casas;

α1– Representa factor de utilização habitacional.

2.7.2.Cálculo da potência de iluminação e tomada de uso geral para instituição


pública

Sil&tug = ADP x 25 VA/m2(eq. 2.8)

Onde:

ADP – Representa área de divisões principais em m2;

Sil&tug – Representa potência de iluminação e tomada de uso geral em KVA.

2.7.3.Cálculo da potência das instituições públicas

PHP = g2.PL. n.α2(eq. 2.9)


Onde:

PHP – Representa potência da instituição pública em KW;

g2– representa coeficiente de simultaneidade das instituições publicas;

PL – Representa potência em KW;n – Representa o número das instituições publicas;

α2 – Representa factor de utilização das instituições publicas.

2.7.4. Cálculo da potência Activa do bairro

PB = Σ PHh + Σ PHP (eq. 2.10)

Onde:

PB – Representa potência do bairro em KW;

Σ PHh – Representa somatório das potências habitacionais em KW;

Σ PHP– Representa somatório das potências das instituições públicas em KW.

2.7.5. Cálculo da potência aparente do bairro


𝑃𝐵
SB = 𝑐𝑜𝑠𝜑 (eq. 2.11)

Onde:

SB – Representa potência Aparente do Bairro em KVA;

PB – Representa potência do bairro em KW;

𝐜𝐨𝐬𝝋 - Representa factor de potência médio.

2.7.6. Cálculo de factor de crescimento do bairro

Kc = (1 + Tx)n (eq. 2.12)

Onde:

Kc– Representa factor de crescimento do bairro;

Tx – Representa taxa de crescimento em porcento;

n – representa anos de crescimento.

2.7.7. Cálculo da potência aparente do bairro ao fim do período

S’B = Kc x SB (eq. 2.13)


Onde:

S’B – Representa potência aparente do bairro ao fim do período em KVA

Kc – Representa factor de crescimento do bairro;

SB – Representa potência Aparente do Bairro em KVA.

2.7.8. Cálculo da potência do transformador pelo método de sobrecarga máxima


admissível
𝑆ʼ𝐵
ST’’ = 1+𝐾𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒 (eq. 2.14)

Onde:

𝐊𝐬𝐨𝐛𝐫𝐞 - Coeficiente de sobre carga que varia de 6 a 30%

2.7.9. Cálculo de tempo de actuação dos órgãos de protecção

𝑆𝑑𝑐
√tcc = K 𝐼𝑐𝑐 (eq. 2.15)

Onde:

𝐭𝐜𝐜- Tempo máximo que a canalização suporta a corrente de curto – circuito;

𝐒𝐝𝐜 - Secção do cabo em mm2;

K – Constante que depende do material isolante;

Icc – Corrente de curto – circuito em KA.

2.8. Cálculo da corrente serviço


𝑆𝑛
IB =√3𝑥𝑈𝑛 (eq. 2.16)

Onde:

IB – Representa corrente nominal em A;

Sn – Representa potência nominal do transformador em KVA;

Un – Representa tensão nominal em V.

2.8.1. Cálculo da impedância do transformador

𝑈𝑐𝑐% 𝑈2
Ztransfo = Ucc%100 x 𝑈𝑛2𝑆𝑛 𝑥 𝑆𝑛𝑛 (eq. 2.17)
100
Onde:

Ztransfo – Representa impedância do transformador em Ω;

Ucc% - Representa tensão de curto – circuito;

Un – Representa tensão nominal em V.

Sn – Representa potência nominal do transformador em KVA.

2.8.2. Cálculo da resistência a montante

Rmont = Zmont. cos𝜑 (eq. 2.18)

Onde:

Rmon – resistência a montante em Ω

Zmont – Representa impedância do transformador em Ω;

Cos𝝋 - factor de potência médio

2.8.3. Cálculo da resistência à 20°c


𝑟𝐼
R20= 2.1000 (eq. 2.19)

Onde:

R20 – resistência a 20°c em Ω

r – resistência especifica em Ω/km

l – comprimento do condutor ou cabo em metro.

2.8.4. Cálculo da resistência da canalização

Rc = R20x (1 + 𝛼.ΔT) (eq. 2.20)

Onde:

Rc – resistência da canalização em Ω;

R20 – resistência a 20 oc em Ω;

ΔT – varia da temperatura.

2.8.5. Cálculo da resistência total da canalização

RT = Rmont + Rc (eq. 2.21)


Onde:

RT – resistência total da canalização;

2.8.6. Cálculo de corrente de curto-circuito


𝑈𝑛
Icc = 𝑅𝑇 (eq. 2.22)

Onde:

Icc – corrente de curto-circuito em KA;

Un– tensão nominal em V.

2.8.7. Cálculo de corrente fictícia


𝐼2𝑛
Ifict = I2nβ x γ𝛽𝑥𝛾 (eq. 2.23)

Onde:

Ifict – Representa corrente fictícia em A;

I2n– Representa corrente nominal do secundário do transformador em A;

𝛃- Factor de correcção atendendo ao modo de instalação real: número de condutores


instalados conjuntamente;

𝛄- Factor de correcção atendendo a temperatura real de montagem.

2.8.8. Cálculo da IZ

IZ = Imax. 𝛽.𝛾 (eq. 2.24)

Onde:

IZ – Corrente máxima admissível do cabo nas condições reais em A;

Imax – Corrente máxima admissível no cabo nas condições ideais em A;

𝛃 – Factor de correcção atendendo ao modo de instalação real: número de condutores


instalados conjuntamente;

𝛄– Factor de correcção atendendo a temperatura real de montagem.

2.8.9. Cálculo de corrente de funcionamento (If)

If = 1.45IZ (eq. 2.25)

Onde:
If– corrente de funcionamento em A;

IZ – Corrente máxima admissível do cabo nas condições reais em A.

2.9. Verificação da condição

IB≤ IN≤ IZ (eq. 2.26)

Onde:

IB– corrente de serviço (corrente do secundário do transformador) em A;

IN– corrente nominal em A;

IZ – Corrente máxima admissível do cabo nas condições reais em A.

2.9.1. Cálculo da queda de tensão percentual


1.0,6.𝑟.𝐼.𝑙
ΔU% = (eq. 2.27)
2200

Onde:

r – Resistência do condutor por unidade de comprimento em Ω/km;

I – Corrente que atravessa o condutor em amperes A;

l – Comprimento do condutor em metros;

Δ𝐔% – Queda de tensão percentual %.


Capítulo III
Parte Específica
3. Memória Descritiva e justificativa

3.1. Generalidades

O presente Projecto de Dimensionamento de um Posto de Transformação está


localizado no bairro 01 de Junho tem como objectivo a expansão da rede de distribuição
de energia eléctrica para a população daquele bairro.

O projecto envolve cálculos eléctricos para o possível dimensionamento da potência do


transformador para o bairro, protecções de média e baixa tensão, e queda de tensão
máxima admissível. O bairro possui actualmente 238 consumidores.

3.1.1. Alimentação

O PT será alimentado a partir de uma rede aérea mais próxima ao bairro que dista a 100
metros de distância da localização do actual PT a ser montado neste, em condutores nus
de alumínio reforçado com alma de aço (tipo ACSR FERRET com secção de 49.48
mm2), com uma tensão de 22KV.

3.1.2. Pára – raios

Serão montados três pára – raios com uma tensão nominal de 22KV, a ligação a terra
deve ser feita com secção mínima de 35mm2.

3.1.3. Droup – Outs

Serão montados três fusíveis de cortes unipolares para tensão nominal de 22KV e os
fusíveis a colocar são do tipo link com a intensidade nominal de 6A.

3.1.4. Isoladores

Serão montados 3 isoladores (isoladores de passagem e de retenção) no pórtico, com


uma finalidade de assegurar os condutores de chegada, e permitir o isolamento de todas
partes activas.

3.1.5. Transformador de Potência

Será montado um transformador do tipo exterior, o transformador estará sobre uma base
de alvenaria, situado entre dois postes do pórtico de chegada da linha de média tensão.

3.1.6. Terra de Protecção

A terra de protecção será ligada as massas metálicas de toda aparelhagem de alta tensão
ou média tensão incluindo o transformador (a cuba) ate a base de baixa tensão.
3.1.7. Terra de Serviço

Esta terra prepara-se com objectivo de influenciar nas condições de exploração, quer
delimitando o potencial do neutro em relação à terra. O condutor de terra será ligado
directamente ao neutro do transformador com secção de 35mm2.

3.1.8. Eléctrodo de Terra

Os eléctrodos de terra serão constituídos por varões de cobre (podendo ser substituídos
por tubos de ferro galvanizado na sua ausência).

3.1.9. Condutores de barramento para baixa tensão

 Os condutores para barramentos são geralmente de cobre, de secção circular ou


rectangular com as seguintes cores:
 Fases – Vermelha, verde e amarela.
 Terra de protecção – Preto
 Terra de serviço e neutro – Branco

3.2. Descrição do bairro

O bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro é um bairro novo em expansão e que não


possui nenhum Posto de Transformação. Este Posto de Transformação será alimentado
através de uma derivação da linha principal mais próxima do bairro que dista a 100
metro, este PT irá reduzir 22/0.4kV

Este posto de Transformação irá alimentar:

Consumidores Quantidade
Casa do tipo 1 78
Casa do tipo 2 90
Casa do tipo 3 70
Total 238

Tabela 1 – Tabela dos consumidores

3.2.1. Dados das residências habitacionais

Casa do tipo 1
Divisão Comprimento Largura Área Potencia Aparente Mínima
Principais C L CxL 𝑆𝐼𝐼𝑢𝑚& 𝑇𝑢𝑔 𝑆𝐶𝑜𝑧𝑖𝑛 𝑆𝐶𝑙𝑖𝑚
(m) (m) (𝑚2 ) 25VA/𝑚 2 - 80VA/𝑚2
Sala 4 3 12 300 - 960
Quarto 3.5 3 10.5 262.5 840
Cozinha 2 1.5 - - 3000 -
𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 (𝑉𝐴) - - - 562.5 3000 1800

 Tabela 2 – Casa do tipo 1

Casa do tipo 2

Divisão Comprimento Largura Área Potencia Aparente Mínima


Principais C L CxL 𝑆𝐼𝐼𝑢𝑚& 𝑇𝑢𝑔 𝑆𝐶𝑜𝑧𝑖𝑛 𝑆𝐶𝑙𝑖𝑚
(m) (m) (𝑚2 ) 25VA/𝑚 2 - 80VA/𝑚2
Sala 4.5 3 13.5 337.5 - 1080
Quarto 1 3.5 3 10.5 262.5 840
Quarto 2 4 3 12 300 960
Cozinha 2.5 2 - - 3000 -
𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 (𝑉𝐴) - - - 900 3000 2880

Tabela 3 – Casas do tipo 2

 Casa do tipo 3

Divisão Comprimento Largura Área Potencia Aparente Mínima


Principais C L CxL 𝑆𝐼𝐼𝑢𝑚& 𝑇𝑢𝑔 𝑆𝐶𝑜𝑧𝑖𝑛 𝑆𝐶𝑙𝑖𝑚
(m) (m) (𝑚2 ) 25VA/𝑚 2 - 80VA/𝑚2
Sala 5 4 20 500 - 1600
Quarto 1 3 3 9 225 720
Quarto 2 3.5 3.5 12.25 306.25 980
Quarto 3 4 4 16 400 1280
Cozinha 3.5 2.5 - - 4000 -
𝑆𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 (𝑉𝐴) - - - 1431.25 4000 4580
Tabela 4 – Casas do tipo 3

3.2.2. Dados complementares

Dados complementares

𝛼1 [0.4 – 0.6]
Cos𝛼médio 0.8
Número de postes 17
Tx 7%
Ksobre [6 – 30%]
UM 22 kV
Altura do apoio de média tensão 12.25
Secção do cabo ACSR (FERRET) para média 49.48 mm2
tensão

Tabela 5 – Dados complementares

3.2.3. Cálculo das potências residenciais

Casas do tipo 1

 Cálculo da potência de iluminação e tomada de uso geral

Sil&tug = Sil&tug x KS1 (eq. 2.1)

Sil&tug = 562.5 VA x 0.7 → Sil&tug = 393.75 VA → Sil&tug = 0.393 KVA

 Cálculo da potência da cozinha

Scoz = Scoz x KS2 (eq. 2.2)

Scoz = 3000 VA x 0.8 → Scoz = 2400 VA → Scoz = 2.4 KVA

 Cálculo da potência de climatização

Sclim = Sclim x KS3(eq. 2.3)

Sclim = 1800 VA x 1 → Sclim = 1800 VA → Sclim = 1.8 KVA


 Cálculo total da potência mínima de casas do tipo 1

Stc1 = Sil&tug + Scoz + Sclim(eq. 2.4)

Stc1 = 0.393 + 2.4 + 1.8 → Stc1 = 4.593 KVA

 Cálculo da potência activa de casas do tipo 1

Pc1 = Stc1 x cos𝛼(eq. 2.5)

Pc1 = 4.593 KVA x 0.8 → Pc1 = 3.67 KW

3.2.4. Cálculo de factor de simultaneidade de casas do tipo 1


0.8
g1 =0.2+ √𝑛(eq. 2.6)

0.8
g1 = 0.2+√78 → g1 = 0.29 33

3.2.4.1.Cálculo total da potência habitacional das casas do tipo

3.2.4.1.Cálculo total da potência habitacional das casas do tipo 1

PHh1 = g1.PL. n.α1(eq. 2.7)

PHh1 = 0.29 x 3.67 x 78 x 0.5 → PHh1 = 41.50 KW

Já que são cálculos repetitivos, para cálculos das potências de residências do tipo 2 e do
tipo 3, vai se resumir numa tabela. Para mais pormenores dos cálculos ver no Anexo I,

Folha 1 ate folha 3

Tipos de casa Potência (kw)


Tipo 1 PHh1 41.50
Tipo 2 PHh2 59.59
Tipo 3 PHh3 44.9
Total Σ PHh 145.99

Tabela 6 – Resumo de calculo de potência das residências

3.2.5.Cálculo da potência do bairro

PB = Σ PHh (eq. 2.10)


PB = 176.8 KW

Comentário: O bairro actualmente não apresenta nenhuma instituição publica por ser
um bairro novo. Razão pela qual a potência activa actual será a potência das residências
existentes.

3.2.6. Cálculo da potência aparente do bairro


𝑃𝐵
SB = 𝐶𝑜𝑠𝜑 (eq. 2.11)

145.99
SB = → SB = 182.48 KVA
0.8

3.2.7. Cálculo de factor de crescimento do bairro

Kc = (1 + Tx)n (eq. 2.12)

Kc = (1 + 0.07)4 → Kc = 1.31

3.2.8. Cálculo da potência aparente do bairro ao fim do período

S’B = Kc x SB (eq. 2.13)

S’B = 182.48 KVA x 1.31 → S’B = 239 KVA

Comentários: Este cálculo mostra que nos próximos 4 anos a potência aparente do
bairro será de 239 KVA

3.2.9. Cálculo da potência do transformador pelo método de sobrecarga máxima


admissível
𝑆𝐵
ST’’ = 1+𝐾𝑠𝑜𝑏𝑟𝑒 (eq. 2.14)

239
ST’’ = 1+0.25 → ST’’ = 191.2 KVA

A proposta da Potência nominal do Transformador para o Bairro será de 200KVA.

Comentário: A Potência do Transformador foi dimensionada com uma sobrecarga


máxima admissível de 25%

3.3. Cálculos para MT e BT para o Posto de Transformação

A figura abaixo ilustra o critério que irá ser usado para o cálculo. Vai-se iniciar com
estudo do ponto 1e de seguida para o ponto 2.
Fig.10 – esquema simplificando das saídas do PT

Cálculos no ponto 1

Como se pode ver, este ponto está na linha de média tensão e só nos interessa possuir o
calibre do Droup-Out (corta circuito – fusíveis) com o seu poder de corte.

Dados: Sdc=49.48 mm2

Icc max= 3.17KA (máximo)

Icc baix= 2.23KA (baixo)

3.3.1. Cálculo de tempo de actuação dos Droup-Out‫׳‬s


𝑆𝑑𝑐
√tcc=K 𝐼𝑐𝑐 (eq. 2.15)

49,48
√tcc = 1 x →tcc=0.00024s
3170

Comentário: Os condutores de média tensão não tem isolamento (condutores nus), por
isso convencionou-se que K=1.Todos os dados acima são da EDM

3.3.2. Determinação do calibre do Droup-Out


𝑆𝑛
I1n = √3𝑥𝑈𝑖𝑛 (eq. 2.16)

200
I1n = → I1n = 5.3A
√3

O calibre do Droup – Out será de 6A

O poder de corte devera ser:


Pdc ≥ Icc

O poder de corte deverá ser maior ou igual 3.17KA (em função da corrente de curto –
circuito máximo.

Cálculo no ponto 2

Neste ponto nos interessa determinar o calibre do disjuntor geral, poder de corte, secção
do cabo alimentador, verificação das condições de protecção e tempo de actuação do
disjuntor geral.

3.3.3. Determinação de calibre do disjuntor geral


𝑆𝑛
IB = √3𝑥𝑈2𝑛 (eq. 2.16)

200𝐾𝑉𝐴
IB = √3𝑥0,4𝑘𝑣 → IB = 294.11A

O calibre do disjuntor geral será IN = 315A

Comentários: Se for um disjuntor regulável, deverá ser regulado até 294.11A. Mas se
não for, então o calibre do disjuntor deve ser superior a 294.11A, neste caso deve ser
de 315A.

3.3.4. Determinação de poder de corte do disjuntor geral

 Cálculo da impedância do transformador


2
𝑈𝑐𝑐% 𝑈𝑛
Zmont = Ztransfo = Ucc%100 x 𝛼𝛼2 𝑥 𝑆𝑛 (eq. 2.17)
100

Considerando Ucc = 4%
4 4002
Ztransfo = 𝑥 → Ztransfo = 0.032Ω
100 200000

 Cálculo da resistência a montante

Rmont = Zmont. cos𝛼 (eq. 2.18)

Rmont = 0.032 x 0.8 → Rmont = 0.0256Ω

 Cálculo da resistência à 20°c

Dados

l = 10m

𝛼 = 0.004
r = 0.0470 Ω/km

𝛼1 = 20oc

𝛼1 = 35oc

ΔT = 15oc
𝑟.𝐼
R20= 2.1000 (eq. 2.19)

0.0470𝑥10
R20= 2. → R20= 0.00094Ω
1000

 Cálculo da resistência da canalização

Rc = R20x (1 + 𝛼. ΔT) (eq. 2.20)

Rc = 0.00094 x (1 + 0.004 x 15) → Rc = 0.0009964Ω

Cálculo da resistência total da canalização

RT = Rmont + Rc (eq. 2.21)

RT = 0.0256 + 0.0009964 → RT = 0.0265964Ω

 Cálculo de corrente de curto-circuito


𝑈𝑛
Icc = 𝑅𝑇 (eq. 2.22)

400
Icc = 0.0265964 → Icc = 15.03 KA

Pdc ≥ Icc

Comentário: O poder de corte do disjuntor geral deverá ser maior ou igual 15.03KA.

3.3.5. Determinação da secção do cabo alimentador

Devido a variação da temperatura e aos cabos multi-condutores instalados ao ar por


consulta das tabelas 1 e 2 do anexo II folha 1 tem se:

𝛼 = 0.95

𝛼 = 0.82 (𝛼 = 35oc)

 Cálculo de corrente fictícia


𝐼2𝑛
Ifict = (eq. 2.23)
𝛽𝑥𝛾

294.11
Ifict = → Ifict = 377.54A
0.95𝑥0.82
Imax≥ Ifict, por consulta da tabela 3 do anexo II folha 2 para cabos de cobre tem – se
Imax = 410 → Sca = 240 mm2

3.3.6. Protecção contra sobrecarga

Cálculo da IZ

IZ = Imax.𝛼.𝛼 (eq. 2.24)

IZ =410 x 0.95 x 0.82 → IZ = 319.39

Cálculo da corrente de funcionamento (If)

If≤1.45IZ (eq. 2.25)

If ≤1.45 x 319.39→ If≤463.11A

Verificação das condições

Primeira condição

IB≤ IN≤ IZ (eq. 2.26)

294.11≤ 315≤ 319.39A → (condição verificada).

Segunda condição

If≤ 463.11A

425 ≤ 463.11A → (condição verificada).

Comentário: como as duas condições verificam então a canalização estará protegida


contra sobrecarga, logo a secção do cabo alimentador será de 240 mm2.Portanto
teríamos um cabo com seguintes arranjos:

3 x 240 mm2+120 mm2.

3.3.7. Cálculo de tempo de actuação do disjuntor geral


𝑆𝑑𝑐
√tcc = K (eq. 2.15)
𝐼𝑐𝑐

240
√tcc = 115 x 15039,62 →tcc = 3.24s

Para valor de K ver na tabela 5do anexo II, folha 4

Comentário: A canalização estará protegida contra curto – circuito, visto que o tempo
de actuação do disjuntor geral esta dentro parâmetro que é de 5 segundos. Este tempo
de 3.24s satisfaz perfeitamente.
3.3.8. Cálculo da queda de tensão percentual
𝟏.𝟎,𝟔.𝒓.𝑰.𝑳
ΔU% =. (eq.2.27)
𝟐𝟐𝟎𝟎

1𝑥0,6𝑥0,0470𝑥315𝑥10
ΔU% = → ΔU% = 0.403%
2200

Comentário: A canalização estará protegida contra a queda de tensão, visto que em


regra o cabo alimentador permite uma queda de tensão máxima admissível de 1%, o
valor de 0.403% esta dentro do parâmetro estipulado.

3.3.9. Especificações

3.4. Transformador de potência

Marca do fabricante…………………….....................……SIEMENS, África do sul,

Potência nominal…………………………. ........................200KVA

Tensão do primário …………………….........................… 22kV

Tensão do secundário ………………………..................... 0.4kV

Frequência ………………………………….................… 50Hz

Tensão de curto- circuito ……………...............…………. 4%

Grupo de ligação …………………….................…. ……. Dyn11

Factor de potência …………………….................………. 0.8

Temperatura ambiente máximo ………....................……. 40oc

Refrigeração ………………………….................……… ONAN

3.4.1. Disjuntor geral

O disjuntor será de preferência da EFAPEL colocado logo no a jusante do


transformador, podendo estar numa base adequada. Poderá ser da marca HAGER.

3.4.2. Apoios

Os apoios a usar para o pórtico serão de eucalipto creosotado cujo nome é


EUCALYTUS SALIGNA com a dimensão de 12.25mm.

3.4.3. Lista de medições

Item Designação Referência Unidade Qt.


1 Transformador de 200KVA – 22/0.4kv- Um 1
potência exterior,DynII
2 Quadro geral Dimensão 40 x 120 Uni 1
3 Poste de eucalipto saligna 12.25 M 18
4 Cabo de alumínio – aço ACSR, FERRET, - M 300
49.48mm2
5 Condutor de cobre VAV – 3x240mm2 +120 M 10
mm2
6 Droup-out/suporte SIEMENS 3NP4010 – 50A Uni 3
7 Disjuntor Tetrapolar EFAPEL/HAGER- Uni 1
400A
8 Ligadores de alumínio Um 12
cobre
9 Terminais de cobre 240mm2 Uni 12
10 Terminais de alumínio – 50 mmm2 Uni 6
cobre
11 Isolador de retenção Benz – a Um 4
12 Transformador de 400/5A Um 1
corrente

3.4.4. Material Eléctrico e Acessório

Item Designação Referência Uni Qt. Preço (Mt)


Unitário Total
1 Transformador 200KVA- Um 1 345,572.70 345,572.70
de potência 22/0.4kv exterior,
DynII
2 Quadro geral Dimensão 40 x Uni 1 12,900.00 12,900.00
120
3 Posto de 12.25 M 2 5,800.00 11,600.00
eucalipto
4 Cabo de ACSR, FERRET M 300 90,50 27,150.00
alumínio – aço 49,48mm2
5 Droup- SIEMENS Uni 3 7,578.04 22,734.12
Out/suporte 3NP4010 – 50ª
6 Disjuntor Tetrapolar Uni 1 47,078.57 47,078.57
EFAPEL/HAGER-
315ª
7 Ligadores de 50mm Um 12 270.00 3,240.00
alumínio-
cobre
8 Terminais de 240 mm2 Uni 12 750.00 9000.00
cobre
9 Terminais de 50 mm2 Uni 6 250.50 1,503.00
alumínio -
cobre
10 Isolador de Benz – a Um 4 120.80 483.20
retenção
11 Transformador 315 / 5ª Um 3 2,163.00 6,489.00
de corrente
12 Condutor de VAV – 3X240 m 10 2,850.00 28,500.00
cobre mm2+12mm2
13 Carvão Kg 30 23,090 692,90
mineral
14 Ancora Uni 4 643,41 2,573.64
galvanizado
15 Eléctrodo de Varrão de cobre 2 Uni 6 508.55 3,051.30
terra metros
16 Cabo de aço m 30 83.05 2,491.50
17 Condutor de 35mm2 kg 30 224.46 6,733.80
cobre nu
18 Para – raio Uni 3 6,198.77 18,596.31
19 Parafusos para Uni 8 90.14 721.12
fixação de
condutor de
terra
20 Serra cabo Un 10 100.00 1000.00
21 Abraçadeira Un 12 150.00 1,800,00
para espia
22 Base de espia Un 4 400.00 1,600.00
23 Travessas Ferro galvanizado Un 2 6,847.20 12,694,40
24 Parafuso para 5/8x5/2 Un 4 67,3 269.20
travessa
25 Cimento Kg 10 490.00 4,900.00
26 Varões Varrão de 8mm Uni 22 170.00 3,740.00
27 Área mina Uma carrada de Uni 1 1500.00 1,500.00
cânter
28 Arame kg 5 90.00 450.00
queimado
29 Blocos De 10 Uni 70 10.00 700.00
30 Blocos De 15 Uni 20 15.00 300.00
31 Isolador de Uni 3 1,800.00 5,400.00
fixação
32 Fio fusível 6A Uni 3 90.30 270.90
(link)
33 Ligador alu- 120 mm Uni 2 500.00 1000.00
aço
Sub - Total 586,743.66
Falta 5,867.43
material
1%
IVA 17% 99,746.42
Sub – Total 1 692,357.51

3.4.5. Mão – de – obra


Categoria Quantidade N° de horas Preço (Mt)

Unitário Parcial
Técnico Médio 1 60 580.00 34,800.00
Técnico básico 2 60 330.00 59,400.00
Pedreiro 2 36 260.00 18,720.00
Ajudante 1 20 200.00 4000.00
Sub – total 2 116,920.00

3.4.6. Transporte

Tipos de Quantidade N° de horas


viaturas Preço (Mt)
Por horas Parcial
Camião (grua) 1 1 5000.00 5000.00
Carro ligeiro 1 60 900.00 54,000.00
(4x4)
Subtol 3 59,000.00

3.4.7. Orçamento Global

Designação Custo (Mt)


Matérias eléctricos e acessórios 692,357.51
Transporte 59,000.00
Mão-de-obra 116,920.00
Subtotal (1+2+3) 86877.57
Custos administrativos (10%) 86827,76
Total Global 955,105.33
4.Conclusão

Chegado ao fim do presente trabalho que teve como tema: Dimensionamento de um


Posto de Transformação (PT) no bairro Tambara2 na zona de Chizombeiro, o projecto
descreve detalhadamente a localização geográfica, número de consumidores, potência
actual do bairro, potencia ao fim de 4 anos, tendo em conta uma taxa de 7% de
crescimento do bairro, secção do cabo alimentador, protecções eléctricas. Em nenhum
momento pode se colocar um PT num determinado bairro sem o dimensionamento da
potência actual e futura, pode se colocar um PT que pode a vir a funcionar em
sobrecarga ou ainda pode se colocar um PT com uma potência elevada e que seria gasto
desnecessário de valores monetários.
5. Recomendações

Sugere – se a empresa EDM que analise este projecto cautelosamente, de modo a ser
implementado o mais rápido possível, tendo em conta que o bairro Tambara2 na zona
de Chizombeiro não possui nenhum Posto de Transformação para o fornecimento de
Energia Eléctrica.

De forma a manter as instalações eléctricas em boas condições de funcionamento,


podem ser tomadas algumas medidas ao longo da exploração das mesmas, permitindo
identificar situações críticas ainda na fase inicial evitando assim a sua evolução. Razão
pela qual se recomenda uma manutenção preventiva num período de 6 em 6 meses.

6. Manutenção do PT

Com a instalação desligada:

 Limpeza do transformador;
 Verificação de ligações e apertos;
 Limpeza de QGBT;
 Eventual reposição do nível de óleo do transformador de potência;

Com a instalação ligada:

 Inspecção visual;
 Verificação de nível de tensão.
7. Referências bibliográficas

1. http//.www.voltimum.pt/artigos/noticias-do-sector/projecto-de-postos-de-
transformacao-1a-parte-postos-aereos.

2. http://www.prof2000.pt/users/lpa

3. Trabalho de Fim de Curso de Ano Anterior, tema Estudo do Melhoramento da


Qualidade de Energia no Bairro de Regulo Luís PTS 59 Autor Pequenino Aburagimo
Escrivão.

4. Http//. Www.ebah.com.br/content/ABAAAfERgAJ/oquetransformador

5. Http//. Www.ufrgs.br/eng04030/aulas/teoria/cap_13/tiaptran.htm

6. CHAPMAN, Stephen Junior. - Electric Machinery Fundamentals - (2005) 4.ed.


McGraw-Hill/New York/usa.

7. http//.www.voltimum.pt/artigos/noticias-do-sector/projecto-de-postos-de-
transformacao-1a-
ANEXOS
Índice dos anexos

Anexo I – Cálculos

Anexo I – folha 1: Cálculo da potencia das resistências ……………………………….1

Anexo I – folha 1: Cálculo da potencia de iluminação e tomadas de uso geral ………...1

Anexo I – folha 1: Cálculo da potencia da cozinha ……………………………………..1

Anexo I – folha 1: Cálculo da potencia de climatização ………………………………..1

Anexo I – folha 1: Cálculo total da potencia mínima de casas do tipo 2 ……………….1

Anexo I – folha 1: Cálculo da potencia activa de casas do tipo 2 ………...…………….1

Anexo I – folha 1: Cálculo de factor de simultaneidade de casas do tipo 2 …………….1


Anexo I – folha 2: Cálculo total da potencia habitacional das casas do tipo 2 …………2
Anexo I – folha 2: Cálculo da potencia de iluminação e tomadas de uso geral ………...2

Anexo I – folha 2: Cálculo da potencia da cozinha ……………………………………..2

Anexo I – folha 2: Cálculo da potencia de climatização ………………………………..2

Anexo I – folha 2: Cálculo total da potencia mínima de casas do tipo 3………………..2

Anexo I – folha 2: Cálculo da potencia activa de casas do tipo 3……………………….3

Anexo I – folha 3: Cálculo de factor de simultaneidade de casas do tipo 3 …………….3

Anexo I – folha 3: Cálculo total da potencia habitacional das casas do tipo 3 ………....3

Anexo II – Tabelas técnicas

Anexo II – folha 1: Factor de correcção para cabos instalados ao ar (β)……………….1

Anexo II – Folha 2: Factor de correcção para temperaturas ambientes diferentes de 20°c


(γ) ………………………………………………………………………………………1

Anexo II – Folha 2: Intensidades admissíveis em cabos ……………………………….1

Anexo II – Folha 3: Características dos disjuntores …………………………………….3

Anexo II – Folha 3: tipos de condutor e respectivos valores de K ……………………...4

Anexo II – Folha 4: Características dos disjuntores …………………………………….4

Anexo III – Esquema Eléctrico

Anexo III – Folha 1: Esquema de Quadro Geral de Baixa Tensão de um PT…………1


CÁLCULOS
Anexo I – folha 1: Cálculo da potência das residências

Casa do tipo 2

Anexo I – folha 1: Cálculo da potência de iluminação e tomada de uso geral

Sil&tug = Sil&tug x KS1

Sil&tug = 900 VA x 0.7 → Sil&tug = 630 VA → Sil&tug = 0.63 KVA

Anexo I – folha 1: Cálculo da potência da cozinha

Scoz = Scoz x KS2

Scoz = 3000 VA x 0.8 → Scoz = 2400 VA → Scoz = 2.4 KVA

Anexo I – folha 1: Cálculo da potência de climatização

Sclim = Sclim x KS3

Sclim = 2880 VA x 1 → Sclim = 2880 VA → Sclim = 2.88 KVA

Anexo I – folha 1: Cálculo total da potência mínima de casas do tipo 2

Stc2 = Sil&tug + Scoz + Sclim

Stc2 = 0.63 + 2.4 + 2.88 → Stc2 = 5.91 KVA

Anexo I – folha 1: Cálculo da potência activa de casas do tipo 2

Pc2 = Stc2 x cos𝜑

Pc2 = 5.91 KVA x 0.8 → Pc2 = 4.73 KW

Anexo I – folha 1: Cálculo de factor de simultaneidade de casas do tipo 2


𝟎,𝟖
g1= 0.2 + √𝒏
𝟎.𝟖
g1= 0.2 + √𝟗𝟎 → g1 = 0.28

Anexo I – folha 2: Cálculo total da potência habitacional das casas do tipo 2 49

PHh2 = g1.PL. n.α1

PHh2 = 0.29 x 4.73 x 90 x 0.5 → PHh2 = 59.59KW

Casas do tipo 3

Anexo I – folha 2: Cálculo da potência de iluminação e tomada de uso geral

Sil&tug = Sil&tug x KS1

Sil&tug = 1431 VA x 0.7 → Sil&tug = 10001.7 VA → Sil&tug = 1 KVA

Anexo I – folha 2: Cálculo da potência da cozinha

Scoz = Scoz x KS2

Scoz = 4000 VA x 0.8 → Scoz = 3200 VA → Scoz = 3.2 KVA

Anexo I – folha 2: Cálculo da potência de climatização

Sclim = Sclim x KS3

Sclim = 4580 VA x 1 → Sclim = 4580 VA → Sclim = 4.58 KVA

Anexo I – folha 2: Cálculo total da potência mínima de casas do tipo 3

Stc2 = Sil&tug + Scoz + Sclim

Stc3 = 1 + 3.2 + 4.58 → Stc3 = 8.78 KVA

Anexo I – folha 2: Cálculo da potência activa de casas do tipo 3

Pc3 = Stc2 x cos𝜑

Pc3 = 8.78 KVA x 0.8 → Pc3 = 7.024 KW

Anexo I – folha 3: Cálculo de factor de simultaneidade de casas do tipo 3


𝟎.𝟖
g1 = 0.2 + √𝒏

𝟎.𝟖
g1= 0.2 + √𝟒𝟎 → g1 = 0.32

Anexo I – folha 3: Cálculo total da potência habitacional das casas do tipo 3


PHh3 = g1.PL. n.α1

PHh3 = 0.32 x 7.024 x 40 x 0.5 → PHh3 = 44.9 KW

ANEXO II
TABELAS TÉCNICAS
Anexo II – folha 1: Factor de correcção para cabos instalados ao ar (𝜷)

Tabela I Factor de correcção para cabos instalados ao ar (𝜷)

Número de cabos 3 6
Multiplicar os valores Cabos com pequeno afastamento 0.95 0.90
das tabelas 1 e 3 por Cabos encostado 0.90 0.75

Tabela I – folha 1: Extraído do Manual de Sistema de Protecção, instalação Eléctrica I

Anexo II – folha 1: Factor de correcção para temperaturas ambientes diferentes


de 20oc (𝜸)

Tabela 2 Factor de correcção para temperaturas ambientes diferentes de


20oc (𝜸)

Temperatura 5 10 15 20 25 30 35
ambiente
Multiplicar os Tensão 1.15 1.10 1.06 1.00 0.94 0.85 0.82
valores das nominal Ate
tabelas 1 e 2 por 4.8/7.2kv
Incluível
Tensão 1.30 1.13 1.07 1.00 0.93 0.85 0.76
nominal
7.2/12kv
Tabela 1 – folha 2: Extraído do Manual de Sistema de Protecção, Instalação Eléctrica I

Anexo II – folha 2: Intensidades admissíveis em cabos

Tabela 3 Intensidades admissíveis em cabos de tensão nominal 0,8/3.6kv


Condut Secção Cabos instalados do ar Cabos enterrados
or nomin
al 1 2 3e4 1 2 3e 4
mm2 Condut Condut Condutor Condut Condutor Condutor
or or es or es es

1.5 2 22 20 34 30 25
2,5 36 30 28 45 40 35
4 48 40 38 60 50 45
C 6 60 50 48 75 65 60
O 10 85 70 65 105 90 80
B 15 115 95 90 140 120 110
R 25 145 125 110 180 155 135
E 35 175 150 130 220 185 165
50 205 180 150 260 220 190
70 260 225 195 325 280 245
95 310 270 235 390 335 295
120 355 305 270 445 380 340
150 400 350 310 500 435 390
185 440 390 355 555 490 445
240 500 455 410 625 570 515
300 55 510 470 690 640 590
400 630 610 560 785 760 700
500 685 - - 855 - -
Anexo II – folha 𝟑: Características dos disjuntores

Tabelas 4 Características dos Disjuntores

Intensidade Intensidade Intensidade


nominal (In) (A) convencional de convencional de
não fusão (Inf) fusão (If) (A)

6 7 8
10 11 13
15 16.5 19.5
20 22 26
25 27.5 32.5
30 33 39
40 44 52
50 55 65
60 66 78
80 88 104
100 110 130
125 137 162
150 165 195
160 168 216
200 210 270
250 263 3.38
315 331 425
400 420 540
500 525 675

Anexo II – folha 4: tipos de condutor e respectivos valores de K

Tabela 5 K
Alma: cobre 115
Isolamento: policloreto de vinilo
Alma: cobre 135
Isolamento: borracha butílica ou
polietileno reticulado
Alma: alumínio 74
Isolamento: policloreto de vinilo
Alma: alumínio 87
Isolamento: borracha, butílica ou
polietileno reticulado

Anexo II – folha 4: Características dos condutores

Tabela Secções nominais


Condutor de fase Condutores neutro e de protecção
1.5 1.5
2.5 2.5
4 4
6 6
10 10
16 10
25 16
35 16
50 25
70 35
95 50
120 70
150 70
185 95
240 120
300 150
400 185
500 240
630 300
800 400
1000 500

Tabela 5 – folha : Extraída do R.S.I.U.E.E (Artigos 179 e 615)


ANEXO III
ESQUEMA
ELÉCTRICO