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ARTES

Ensino Fundamental
2.° trimestre
2009
Claude Monet, Lírios d´água, óleo sobre tela, 1899.

A beleza perece na vida, porém na Arte é imortal.


Leonardo Da Vinci
ATENÇÃO AOS ÍCONES __________________________________ 7
CRONOGRAMA __________________________________________ 9

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO _______________________________ 11

ENCAMINHAMENTO METODOLÓGICO _______________________ 13

ATIVIDADES PROPOSTAS PELO PROFESSOR ________________ 14


SUGESTÕES DE LIVROS __________________________________ 27

SUGESTÕES DE SITES ___________________________________ 27

IMAGENS PARA APRECIAÇÃO _____________________________ 28

REFERÊNCIAS __________________________________________ 30

ATIVIDADES PARA O ALUNO _______________________________ 31

ANEXOS ________________________________________________ 39

LEITURA COMPLEMENTAR ________________________________ 81


EF / Artes 7 1.º ano / 2.º trimestre / 2009
Artes – 1.º ano
2.º TRIMESTRE – 18/05/09 A 04/09/09

Semanas Atividades Propostas Textos PA

18/05 a 22/05 • Ao ar livre X X

25/05 a 29/05 • A ponte de Monet X X

01/06 a 05/06 • A ponte de Monet

08/06 a 10/06 • Folhas X X

15/06 a 19/06 • Folhas

22/06 a 26/06 • Natureza-morta X X

29/06 a 03/07 • Frutas de argila X X

27/07 a 31/07 • Frutas de argila

03/08 a 07/08 • Girassóis X X

10/08 a 14/08 • Girassóis

17/08 a 21/08 • Vaso de flores X X

24/08 a 28/08 • Flores virtuais X X

31/08 a 04/09 • Flores X X

EF/ Artes 9 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


1.º ano – 2.º trimestre
Artes
• Reconhecer as cores em imagens, em objetos e na natureza.
• Experimentar a mistura de cores, aplicando-a em suas próprias produções artísticas.
• Utilizar a linha na construção de formas.
• Criar texturas táteis e gráficas com diferentes materiais.
• Estruturar formas tridimensionais.
• Utilizar-se do desenho, da pintura e da escultura como forma de expressão.
• Explorar as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes necessários ao
fazer artístico.
• Valorizar os cuidados com o uso dos materiais individuais e coletivos.
• Participar de situações que envolvam processos de confecção de objetos em grupo ou individualmente.

Avaliação por meio de relatório de avaliação individual

EF/ Artes 11 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Elementos da Natureza

POR QUE ESTUDAR ARTE?

Além de situar historicamente a produção artística, compreendendo-a no contexto em que está


inserida, é preciso destacar as razões que nos levam a estudá-la.
“Habitamos um mundo que vem trocando sua paisagem natural por um cenário criado pelo homem,
pelo qual circulam pessoas, produtos, informações e principalmente imagens. Se temos que conviver
diariamente com essa produção infinita, melhor será aprendermos a avaliar esta paisagem, sua função, sua
forma e seu conteúdo, o que exige o uso de nossa sensibilidade estética. Só assim poderemos deixar de ser
observadores passivos para nos tornarmos espectadores críticos, participantes exigentes.” (COSTA, 1999,
p.09).
Pela arte, então, o ser humano torna-se consciente de sua existência individual e social, ele se percebe
e se interroga, sendo levado a interpretar o mundo e a si mesmo.
E nas aulas de Arte, como essas questões serão abordadas e desenvolvidas?
Na disciplina de Arte, trabalharemos com:
• Os conhecimentos que foram historicamente construídos, bem como o conhecimento que trazemos
conosco, sendo este um momento em que a racionalidade opera de forma mais intensa.
• A leitura das obras artísticas, isto é, familiarização com as diversas formas de produção artística.
• A prática artística, o fazer, que é o momento do exercício da imaginação e criação, sendo este o
instante no qual a sensibilidade opera de forma mais intensa.
O acesso que temos à arte e ao seu conhecimento possibilita tornarmo-nos mais críticos e conscientes
em relação ao mundo, pois passamos a compreendê-la e a percebê-la, não só como parte da realidade
humano-social, mas como algo que transcende essa realidade.
A arte não implica dom inato, como muitos pensam, mas pressupõe o contato do ser humano com o
seu meio, com a experiência e o conhecimento que ele é capaz de adquirir por meio de suas próprias
experiências e/ou cientificamente.
“A arte não vive num puro terreno da afetividade imediata. Ela requer, para o criador como para o
consumidor, a posse de certo número de ferramentas intelectuais e técnicas que nenhuma espontaneidade
permite dispersar.” (PORCHER, 1982, p. 22).
Para isso, nas aulas de arte você perceberá que teoria e prática caminharão juntas, pois o objetivo de
seu estudo não se restringe ao domínio dos fazeres artísticos, mas também da compreensão, isto é “(...) a
Arte envolve um processo racional, pois, embora normalmente as pessoas não pensem desta forma, a
razão é necessária à emoção artística.” (PORCHER, 1982, p. 22).
Isso significa que precisamos conhecer para analisar e apreciar a Arte, superando uma visão restrita ao
gosto pessoal.

EF/ Artes 13 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Neste trimestre serão explorados os elementos da natureza, com enfoque no desenho de observação
de flores e frutos, com o intuito de quebrar estereótipos relacionados a essas representações.
O estudo abordará os seguintes artistas: Claude Monet, Paul Cézanne e Van Gogh, cujas obras
representaram a natureza em suas várias formas e cores. O gênero natureza-morta é também foco deste
trabalho, juntamente com as técnicas de desenho, pintura, modelagem e colagem.
Referência:
PAULA, Carlos Alberto de, et al. Arte Ensino Médio. Curitiba: SEED-PR, 2006.

1. AO AR LIVRE
Critérios de avaliação:
• Reconhecer as cores em imagens, em objetos e na natureza.
• Utilizar-se, como forma de expressão do desenho e da pintura.
• Valorizar os cuidados com o uso dos materiais individuais e coletivos.
• Participar de situações que envolvam processos de confecção de objetos em grupo ou
individualmente.

Procedimentos:
• Conduzir os alunos, se possível, a um lugar ao ar livre onde possam observar as árvores, as flores e
o céu.
• Chamar a atenção das crianças para que percebam as formas e cores da natureza.
• Solicitar que, em um papelão A3, realizem um desenho de observação.
• Feito o desenho, sugerir que o pintem, utilizando tinta.
• Lembrar que eles devem completar a pintura assinando o nome.

Materiais:
• Papelão A3
• Tintas
• Pincéis
• Lápis grafite

FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

O professor deve dar ênfase à observação da natureza, estimulando os alunos a olharem as


formas das folhas, dos galhos, das flores, os vários tons de verde e as cores em geral. Lembrar ainda
que o céu, as nuvens e suas cores também devem ser observados.

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2. A PONTE DE MONET
Critérios de avaliação:
• Reconhecer as cores em imagens, em objetos e na natureza.
• Experimentar a mistura de cores, aplicando-a em suas próprias produções artísticas.
• Criar texturas táteis e gráficas com diferentes materiais.
• Estruturar formas tridimensionais.
• Utilizar-se do desenho, da pintura e da escultura como forma de expressão.
• Explorar as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes necessários
ao fazer artístico.
• Valorizar os cuidados com o uso dos materiais individuais e coletivos.

Procedimentos:
Atividade 1
• Expor à apreciação dos alunos a série de obras Ninfeias e A ponte japonesa, de Monet.
• Solicitar aos alunos que confeccionem flores com papel colorido ou de embalagens de doce.
• Construir uma ponte. Utilizar para isso uma tira de papel e colar sobre a tira palitos de sorvete um ao
lado do outro.
• Esperar secar e colar a ponte sobre uma base de papelão.
• Pintar a base de papelão como se fosse um lago, usando canetinha, tintas e/ou lápis de cor e, em
seguida, colar as flores confeccionadas, formando um jardim aquático.

FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

A pintura A ponte japonesa foi feita pelo artista francês Claude Monet, em 1899, que se inspirou no
jardim de sua casa em Giverny, na França. Monet amava a natureza. Ele pintou vários quadros da
mesma paisagem em momentos diferentes do dia, representando as mudanças da intensidade da luz do
sol nas cores. Monet é considerado um pintor do Impressionismo.
Monet planejou todos os detalhes do jardim que construiu em sua casa, assim como a ponte
japonesa. Para formar a lagoa, mandou represar a água de um rio, e também foi ele próprio quem
escolheu as plantas e as flores que compunham a paisagem.

Referência: SANTA ROSA, Nereide Schilaro. A arte de olhar flores. São Paulo: Scipione, 2005. Coleção A arte de olhar.

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Atividade 2
• Com base na apreciação da obra Ninfeias, de Monet, solicitar aos alunos que confeccionem flores
com papel colorido ou de embalagens de doce.
• Pintar o suporte, que pode ser papel canson, ou utilizar papel colorido e, em seguida, colar as flores
confeccionadas, formando um jardim aquático.

FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

Impressionismo foi um movimento artístico iniciado na França, em 1874, que influenciou


extremamente a arte produzida no século XX. Os artistas impressionistas pintavam ao ar livre, para captar
o reflexo da luz solar nas cores dos ambientes, das pessoas e das paisagens. Havia outro aspecto
importante na forma de representar os impressionistas. Era o uso de cores e tonalidades puras nas telas,
de maneira que o apreciador, no ato de olhar, misturava as cores diversas formando o cenário. No Brasil,
Eliseu Visconti foi um dos representantes do Impressionismo.
Referência: SANTA ROSA, Nereide Schilaro. A arte de olhar flores. São Paulo: Scipione, 2005. Coleção A arte de olhar.

Atividade 3
• Com base na apreciação da obra A ponte japonesa, de Monet, fazer uma releitura da obra.
• Colar papéis picados sobre uma folha de papel verde para representar as plantas aquáticas.
• Representar as flores aquáticas (ninfeias) com a técnica da pintura a dedo.
• Construir a ponte utilizando pedaços de barbante.

FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

EF/ Artes 16 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


A ninfeia é uma planta aquática, cujas flores são belas e amplas. A vitória-régia brasileira pertence à
família das ninfeias. Conta uma lenda indígena brasileira que, na Amazônia, vivia uma pequena índia que
queria se transformar em uma estrela. À noite, ela olhava o céu e admirava as estrelas. E até pensava
que a lua poderia levá-la para o céu. Uma noite, a indiazinha debruçou-se na margem do rio, onde se via
o reflexo da lua cheia. Ela fixou seu olhar com tanta força na imagem da lua que acabou perdendo o
equilíbrio e caindo no rio. Diz a lenda que nesse instante a lua a transformou em uma vitória-régia, e, por
esse motivo, sua flor é chamada “estrela das águas”.
Referência: SANTA ROSA, Nereide Schilaro. A arte de olhar flores. São Paulo: Scipione, 2005. Coleção A arte de olhar.

Materiais:
• Papelão
• Cola
• Tesoura
• Lápis de cor
• Canetinha ou tintas
• Papéis coloridos
• Papel canson
• Palitos de sorvete
• Tinta
• Barbante

Para a realização da atividade acima, é importante proporcionar às crianças um ambiente


favorável à criação, o que pode ser feito por meio de estímulos à apreciação da obra de Monet,
destacando como o artista apresenta as formas e cores das flores.

3. FOLHAS
Critérios de avaliação:
• Reconhecer as cores em imagens, em objetos e na natureza.
• Experimentar a mistura de cores, aplicando-a em suas próprias produções artísticas.
• Utilizar a linha na construção de formas.
• Criar texturas táteis e gráficas com diferentes materiais.
• Utilizar-se do desenho e da pintura como forma de expressão.
• Valorizar os cuidados com o uso dos materiais individuais e coletivos.
• Participar de situações que envolvam processos de confecção de objetos em grupo ou
individualmente.

Procedimentos:
• Orientar os alunos para que peguem do chão uma folha seca de uma árvore e colem-na sobre um
papel canson A3, com fita crepe.
• Após a colagem, sugerir que desenhem uma árvore ou os galhos dela, adicionando folhas, flores e
frutos.
• Para finalizar, solicitar que pintem o desenho com tinta.

EF/ Artes 17 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

Materiais:
• Papel canson A3
• Folha seca de árvore e outros materiais naturais
• Tintas
• Pincéis
• Lápis grafite
• Fita crepe
• Papel sulfite
• Giz de cera
• Cola

Estimular o aluno a compor, levando em conta a proporção da folha seca colada, e a utilizar
os conhecimentos adquiridos na observação da paisagem ao ar livre.

4. NATUREZA-MORTA
Critérios de avaliação:
• Utilizar a linha na construção de formas.
• Utilizar-se do desenho como forma de expressão.
• Explorar as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes necessários
ao fazer artístico.
• Valorizar os cuidados com o uso dos materiais individuais e coletivos.
• Participar de situações que envolvam processos de confecção de objetos em grupo ou
individualmente.

Procedimentos:
• Intermediar a apreciação de obras que apresentam natureza-morta, realizadas por Paul Cézanne e
Aldemir Martins.
• Pedir aos alunos que tragam frutas (se for possível), manipulem-nas e cheirem-nas para sentir sua
textura e aroma.
• Solicitar que façam uma composição com as frutas e, em seguida, desenhem o arranjo produzido,
em papel canson A4.
• Propor que pintem os desenhos com lápis de cor e encerrem a atividade comendo as frutas trazidas.

EF/ Artes 18 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

Materiais:
• Papel canson A4
• Lápis grafite
• Lápis de cor
• Frutas

VIRTUDES...
Proporcionar um momento de confraternização e partilha. Saber dividir e esperar são virtudes
que também podem ser trabalhadas. Procure chamar a atenção dos alunos quanto à forma e à cor
externa e interna de cada fruta. Pode-se comentar também a importância das frutas na nossa
alimentação.

5. FRUTAS DE ARGILA
Critérios de avaliação:
• Criar texturas táteis e gráficas com diferentes materiais.
• Estruturar formas tridimensionais.
• Utilizar-se da escultura como forma de expressão.
• Explorar as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes necessários
ao fazer artístico.
• Valorizar os cuidados com o uso dos materiais individuais e coletivos.

Procedimentos:
• Entregar argila aos alunos.
• Solicitar que modelem frutas diversas, que podem ficar soltas ou em uma fruteira também modelada
com argila.
• Orientar os alunos para que esperem as peças secarem e, em seguida, pintem-nas com tinta.
• Para o acabamento, sugerir que passem uma camada de cola na peça.

EF/ Artes 19 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

Dica: nos anexos há esculturas de frutas de artistas contemporâneos.


Sugestão 1:
• Coletar folhas e plantas em geral.
• Fazer uma placa de argila e formar um desenho da natureza com a impressão dessas folhas e
plantas na argila.
• Cortar placas de aproximadamente 10x15 cm.
• Pressionar a planta levemente sobre placa para que gravação do desenho da forma fique na argila.
Deve ficar, na placa, apenas a marca da impressão.
• Depois da argila seca, pintar com tinta guache preta e depois com giz de quadro branco ou pode-se
pintar a placa com cores diversas.
• Fazer um furo na placa para que ela possa ser pendurada como um quadrinho.

Referência: DIEHN, Gwen; KRAUTWURST, Terry. Science Crafts for Kids: 50 fantastic things to invent & create. New York: Sterling
Publishing Company, 1997.

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Sugestão 2:
• Recolher materiais da natureza e levar para a sala de aula.
• Escolher um deles para observar e modelar em argila.

Disponível em: <http://www.lz95.org/mw/talbert/arthome.htm> Acesso em: 13 mar. 2009.

Materiais:
• Argila
• Tintas
• Pincéis
• Cola
• Giz de quadro

O trabalho com argila extrapola a importância artística, porque estimula a cognição da criança,
aumenta sua autoconfiança e favorece o seu desenvolvimento motor.

6. GIRASSÓIS
Critérios de avaliação:
• Estruturar formas tridimensionais.
• Utilizar-se da escultura como forma de expressão.
• Explorar as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes necessários
ao fazer artístico.
• Valorizar os cuidados com o uso dos materiais individuais e coletivos.
• Participar de situações que envolvam processos de confecção de objetos em grupo ou
individualmente.

Procedimentos:
• Intermediar a apreciação da obra de Vincent Van Gogh, contando um pouco da história do artista.

Atividade 1
• Propor aos alunos que realizem uma releitura da obra Os girassóis, de Van Gogh.
• Fazer uma releitura tridimensional da obra.
• Colocar argila num copinho de café para fazer peso.
• Fixar um palito de churrasco no copinho e, com colagem, construir um girassol (flor e folhas).
• Podem-se também utilizar outros materiais para fazer o girassol, como papel verde e amarelo, folhas
de revista, etc.

EF/ Artes 21 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


FONTE: ACERVO DE ARTES DO BOM JESUS.

Atividade 2
• Realizar uma releitura bidimensional da obra Os girassóis, de Van Gogh.
• Utilizar materiais diversos.

Na releitura da obra Os girassóis não exija do aluno uma cópia. Deixe que ele, com base na
apreciação da imagem, realize a sua própria criação.

Sugestão:
• Criar uma instalação coletiva ou um móbile feito com flores confeccionadas pelos alunos,
observando o trabalho da artista canadense Karen Azoulay.

Disponível em: <www.mocoloco.com/art/archives/azoulaya-apr_05.jpg> Acesso em: 13 mar. 2009.

EF/ Artes 22 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Atividade 3
• Comparar a obra Os girassóis, de Van Gogh, com Vaso de flores, de Aldemir Martins. Aldemir
Martins representou as flores com manchas coloridas.
• Fazer uma pintura de vasos de flores.
• Forrar a mesa com papel kraft. Colocar a folha de papel canson e, com pincel e anilina comestível
em diversas cores, criar o desenho de um vaso de flores.
• Pedir que os alunos escolham a flor de que mais gostam em um vaso de flores variadas. Deixar que
a criança desenhe e pinte esta flor.
• É importante mostrar aos alunos a diversidade de formas e cores existentes na natureza, deixando
de lado o estereótipo.

MARTINS, Aldemir. Vaso de flores. 2002. 80 x 60 cm. Acrílico sobre tela.


Coleção do artista, São Paulo.

Materiais:
• Papel canson ou similar
• Canetinha
• Barbante
• Tesoura
• Copinho de café
• Palito de churrasco
• Cola
• Papéis coloridos
• Materiais diversos
• Anilina
• Giz de cera

EF/ Artes 23 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


7. VASO DE FLORES
Critérios de avaliação:
• Reconhecer as cores em imagens, em objetos e na natureza.
• Experimentar a mistura de cores, aplicando-a em suas produções artísticas.
• Criar texturas táteis e gráficas com diferentes materiais.
• Utilizar-se do desenho, e da pintura como forma de expressão.

Disponível em: <http://www.lz95.org/mw/talbert/arthome54.htm> Acesso em: 13 mar. 2009.

Procedimentos:
Atividade 1:
• Mostrar a obra “Os girassóis” de Vincent van Gogh.
• Desenhar vasos de flores com giz de cera ou de lousa (quadro) colorido sobre papel preto.

Disponível em: <http://www.lz95.org/mw/talbert/arthome29.htm> Acesso em: 13 mar. 2009.

Atividade 2:
• Outra possibilidade é esponjar flores e completar o vaso com pintura.

Materiais:
• Papel
• Tintas
• Esponja
• Pincéis
• Papel preto
• Giz de cera ou giz de lousa (quadro)
EF/ Artes 24 1.º ano / 2.º trimestre / 2009
8. FLORES VIRTUAIS
Critérios de avaliação:
• Reconhecer as cores em imagens, em objetos e na natureza.
• Utilizar a linha na construção de formas.
• Utilizar-se do desenho como forma de expressão.
• Participar de situações que envolvam processos de confecção de objetos em grupo ou
individualmente.

Procedimentos:
• Possibilitar ao aluno a utilização do Laboratório de Informática, nos locais onde seja possível,
mediante consulta e agendamento prévio.
• Disponibilizar no Laboratório de Informática o programa Paintbrush ou outro similar e a impressora
para impressão dos trabalhos coloridos. Pode-se também não imprimir e mandar o trabalho aos
responsáveis por e-mail.
• Orientar os alunos a utilizarem as ferramentas necessárias para conseguir um resultado satisfatório
na composição com flores.

Disponível em: <http://www.lz95.org/mw/talbert/arthome17.htm> Acesso em: 13 mar. 2009.

Materiais:
• Papel
• Computadores do Laboratório de informática
• Impressora

9. FLORES
Critérios de avaliação:
• Reconhecer as cores em imagens, em objetos e na natureza.
• Experimentar a mistura de cores, aplicando-a em suas próprias produções artísticas.
• Criar texturas táteis e gráficas com diferentes materiais.
• Utilizar-se do desenho, e da pintura como forma de expressão.
• Explorar as possibilidades oferecidas pelos diversos materiais, instrumentos e suportes necessários
ao fazer artístico.

EF/ Artes 25 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Procedimentos:
• Fazer moldes de flores em um papel grosso ou papelão.
• Prender estes moldes sobre uma folha colorida de papel.
• Esponjar a superfície do papel, utilizando tintas.
• Retirar os moldes de flores. O efeito é semelhante à obra de Andy Warhol “Flores”.

Materiais:
• Papel colorido
• Papelão
• Tintas
• Tesoura
• Fita adesiva
• Esponja

WARHOL, Andy. Flores. 1970. 91,5 X 91,5 cm. Serigrafia.


Disponível em: <http://www.passeiweb.com/saiba_mais/arte_cultura/galeria/busca#> Acesso em: 13 mar. 2009.

Andy Warhol, pintor norte-americano do século XX, é o representante mais conhecido da Pop Art.
Esse movimento originou-se na Inglaterra, no início da década de 1950, e floresceu nos Estados Unidos,
nos anos 1960. Caracterizou-se por explorar elementos da cultura de massa e da sociedade de consumo,
buscando inspiração na mídia e na publicidade. Também expressava uma crítica ao consumismo. A
técnica preferida de Warhol foi a serigrafia, também conhecida por silk-screen, pela qual ele obtinha
imagens uniformes. Na serigrafia, a tinta é filtrada através de uma tela de seda, operação repetida toda
vez que o artista quer mudar de cor. As partes não pintadas são cobertas por uma camada de cola.

Referência: SANTA ROSA, Nereide Schilaro. A arte de olhar flores. São Paulo: Scipione, 2005. Coleção A arte de olhar.

EF/ Artes 26 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


• Vincent van Gogh
Autor: Ingo F. Walther
Editora: Taschen Editora
Sinopse:
A infância, a família, os amigos, os primeiros traços, as obras mais
importantes, os desafios e as conquistas de Van Gogh são
apresentados em textos narrativos claros, completos e atraentes.

• Monet
Autor: Christoph Heinrich
Editora: Taschen Editora
Sinopse: Extremamente subjetivo, o conceito de arte varia de acordo
com o período histórico e a cultura a ser analisada ou até mesmo
indivíduo em questão. Todo ilustrado, este maravilhoso livro – Monet –
traz a época, o contexto histórico, toda sua trajetória, e suas principais
obras.

• LINEIA no Jardim de Monet


Autor: Christina Björk
Editora: Moderna
Sinopse:
Lineia e Silvestre viajam pela casa, pelos jardins e pela Paris do pintor
impressionista Monet. Essa viagem dos dois é também a viagem do leitor,
levado, por meio das belíssimas ilustrações, a acompanhar os
personagens nessa descoberta do prazer oferecido pelas obras de arte.
Lineia e Silvestre são apaixonados por plantas e flores, que foram
também uma das maiores paixões de Claude Monet. O pintor chegou a
construir um lago artificial em sua casa, para poder observar as
ninfeias, plantas aquáticas que embelezaram muitos de seus quadros.
Foram esses quadros, verdadeiras obras-primas do Impressionismo,
que Lineia e Silvestre puderam ver bem de perto, no museu de Paris,
onde existe o Salão das Ninfeias.

• <http://www.historiadaarte.com.br/monet.html>
• <http://www.portalartes.com.br>
• <http://www.artenaescola.org.br>
• <http://www.itaucultural.org.br/>
• <http://www.historiadaarte.com.br/vangogh.html>
• <http://www.cezanne.com>
• <http://www.fondation-monet.com>
• <http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=monet>
Os sites trazem informações sobre os artistas estudados e sobre História da Arte.
EF/ Artes 27 1.º ano / 2.º trimestre / 2009
FONTE: VAN GOGH, Vincent. Os girassóis. 1888. 92 x 73 cm. Óleo sobre tela. National Gallery, Londres.

FONTE: MONET, Claude. A ponte japonesa. 1899. Museu d’Orsay, Paris.

FONTE: MONET, Claude. As ninfeias. 1903. Museu Marmottan, Paris.

EF/ Artes 28 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


FONTE: CÉZANNE, Paul. Maçãs e laranjas. 1895-1900. 73 x 93 cm. Óleo sobre tela. Museu d’Orsay, Paris.

FONTE: MARTINS, Aldemir. Natureza-morta com melancia. 1995. 81 x 130 cm. Acrílico sobre tela.

FONTE: MARTINS, Aldemir. Vaso de flores. 2002. 80 x 60 cm. Acrílico sobre tela. Coleção do artista, São
Paulo.

FONTE: WARHOL, Andy. Flores. 1970. 91,5 X 91,5 cm. Serigrafia.

EF/ Artes 29 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


<http://www.historiadaarte.com.br/monet.html> Acesso em: 13 mar. 2009.
<http://www.itaucultural.org.br> Acesso em: 13 mar. 2009.
<http://www.fondation-monet.com> Acesso em: 13 mar. 2009.
<http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=monet> Acesso em: 13 mar. 2009.
<http://www3.vangoghmuseum.nl/vgm/index.jsp?lang=nl> Acesso em: 13 mar. 2009.

SANTA ROSA, Nereide Schilaro. A arte de olhar flores. São Paulo: Scipione, 2005. Coleção A arte de
olhar.
VENEZIA, M. Claude Monet. Col. Mestres das Artes. São Paulo: Moderna, 1996.
VENEZIA, M. Vincent van Gogh. Col. Mestres das Artes. São Paulo: Moderna, 1996.

EF/ Artes 30 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


ARTES
1.º ano

2.º trimestre

ELEMENTOS DA NATUREZA

EF/ Artes 33 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


VINCENT VAN GOGH
NASCEU EM UMA ALDEIA HOLANDESA E FOI UM MENINO SONHADOR E
TÍMIDO. SENSÍVEL E LIGADO À FAMÍLIA, AMAVA PASSEAR PELOS CAMPOS,
GERALMENTE SOZINHO.
ANTES DE SE TORNAR PINTOR, FEZ MUITAS COISAS: FOI PASTOR,
VENDEDOR, PROFESSOR E LIVREIRO.
SEUS PRIMEIROS QUADROS TINHAM CORES ESCURAS E CENAS TRISTES.
COM O TEMPO, PASSOU A USAR TONALIDADES FORTES COM PINCELADAS
MARCANTES.

DESENHE VOCÊ E SEUS COLEGAS PASSEANDO NA PINTURA DE VAN GOGH.

EF/ Artes 35 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


ARTES ARTES

Registro de atividade – 1.º ano Registro de atividade – 1.º ano


2.º trimestre 2.º trimestre
• Ao ar livre • Ao ar livre
• A ponte de Monet • A ponte de Monet
• Folhas • Folhas
• Natureza-morta • Natureza-morta
• Frutas de argila • Frutas de argila
• Girassóis • Girassóis
• Vaso de flores • Vaso de flores
• Flores virtuais • Flores virtuais
• Flores • Flores

ARTES ARTES

Registro de atividade – 1.º ano Registro de atividade – 1.º ano


2.º trimestre 2.º trimestre
• Ao ar livre • Ao ar livre
• A ponte de Monet • A ponte de Monet
• Folhas • Folhas
• Natureza-morta • Natureza-morta
• Frutas de argila • Frutas de argila
• Girassóis • Girassóis
• Vaso de flores • Vaso de flores
• Flores virtuais • Flores virtuais
• Flores • Flores

EF/ Artes 37 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 01

IMPRESSÃO DE FOLHAS E FLORES

Materiais:
• Tecido branco de algodão ou papel branco.
• Folhas e flores frescas.

Modo de fazer:
• Colocar o papel kraft em uma mesa resistente. Sobre o papel, pôr algumas folhas
e flores frescas. Em cima, colocar tecido ou papel branco.
• Pressionar sobre o tecido ou o papel a área onde há folhas e flores até a cor das
folhas ou das flores aparecerem através do material. Continuar até que o tecido
fique inteiro coberto.
• O tecido pode ser lavado, mas não usar cloro ou detergente forte.
Disponível em: <http://www.daniellesplace.com/html/campcrafts.html> Acesso em: 13 mar. 2009.

EF/ Artes 41 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 02

KAREN AZOULAY
Karen é uma artista canadense que mora em Toronto. Ela gosta de criar paisagens de
fantasias nos ambientes por onde as pessoas passam, como se fosse um jardim entrando
pela porta, ou dentro das salas. Mistura coisas como filtros de papel para café, pompons,
papéis, para criar trabalhos tão elaborados como as plantas e flores naturais que estão
perto de nós. Com as flores, ela quer distribuir amor para todas as pessoas.

A instalação é um jardim de flores. A artista considera um trabalho feminino,


simplesmente um produto feminino, uma mágica romântica, distribuindo amor e bênçãos
entre as pessoas.
Disponível em: <mocoloco.com/art/archives/ azoulaya-apr_05.jpg> Acesso em: 13 mar. 2009.

EF/ Artes 42 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 03

ADEMIR MARTINS
Aldemir Martins nasceu no dia 8 de novembro de 1922 em Ingazeiras, Ceará, e
faleceu em São Paulo, em 05 de fevereiro de 2006.
Ainda menino, transferiu-se com a família para Vila Guaiuba, município de Pacatuba,
localizado nas proximidades da capital cearense. Aos 11 anos foi enviado ao Colégio Militar
de Fortaleza, no qual permaneceu por 5 anos, transferindo-se em seguida para o Ateneu São
José.
Aldemir desenhava desde menino. No colégio militar tornou-se monitor de desenho de
sua classe e no exército, para o qual foi convocado após fazer a Companhia de Quadros
(1941) e onde permaneceu até 1945, desenhou o mapa aerofotogramétrico da cidade de
Fortaleza, e venceu concursos nas oficinas de material bélico, tornando-se Cabo Pintor.
• No início dos anos 40, Aldemir Martins criou, juntamente com Mário Barata,
Barbosa Leite, Antonio Nadeira, Carmélio Cruz, Inimá de Paula e outros, o Grupo
Artys e a SCAP (Sociedade Cearense de Artistas Plásticos), responsáveis pela
renovação do ambiente artístico cearense.
• Em 1942 expôs, pela primeira vez, no II Salão de Pintura do Ceará. Fez ilustrações
para os jornais "O Unitário", "O Correio do Ceará" e "O Estado" e para livros de
intelectuais cearenses.
• Aldemir transferiu-se, em 1945, para o Rio de Janeiro, onde participou de uma
coletiva na Galeria Askanasi e do Salão Nacional de Belas Artes. Um ano depois foi
para São Paulo onde realizou sua primeira exposição individual, na seção paulista
do Instituto dos Arquitetos do Brasil.
• Em 1947, foi convidado a participar da exposição "19 Pintores", que marcou a
emergência de uma nova geração de artistas brasileiros.
• Desde então, Aldemir Martins participou
ativamente do movimento artístico
brasileiro. Concorreu aos principais salões
de arte do país, recebendo numerosos
prêmios entre os quais o "Prêmio Viagem
ao Exterior" do Salão Nacional de Arte
Moderna (1954). Participou ainda de
outras mostras competitivas, como a
Bienal de São Paulo e a Bienal de Veneza.
Na I Bienal de São Paulo recebeu o
prêmio de desenho "Olívia Guedes
Penteado" e na II, o prêmio "Nadir
Figueiredo S.A.".
Além de gatos, Martins representava
paisagens do Nordeste.

Em 1956, Aldemir Martins conquistou a láurea mais importante de sua carreira: o


Prêmio Internacional de Desenho da Bienal de Veneza, que o consagrou definitivamente.

EF/ Artes 43 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Em 1982, foi-lhe outorgado o título Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal
do Ceará. Em 1985 a MWM lançou o livro Aldemir Martins linha, cor e forma e, em 1990, a
Best Seller editou o volume Desenhos de Roma, que reúne trabalhos realizados por
Aldemir Martins enquanto esteve na capital italiana desfrutando o prêmio Viagem ao
Exterior.
Desenhos e pinturas de sua autoria foram reproduzidos em numerosos produtos
industriais, tais como pratos, bandejas, xícaras, tecidos, embalagens e na abertura de
telenovelas – Terras do sem fim e Gabriela, cravo e canela de Jorge Amado –, o que o
tornou um dos artistas plásticos mais conhecidos do país.
• Ao longo de sua carreira, Aldemir Martins participou de mais de 150 exposições
coletivas e individuais no Brasil e no exterior.
Disponível em: <http://www.sampa.art.br/biografias/aldemirmartins/> Acesso em: 13 mar. 2009.

EF/ Artes 44 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 04

PINTURA COM FOLHAS


Material
1. Massa corrida
2. Uma espátula
3. Uma vasilha de barro bem molhado
4. Um pincel largo
5. Uma placa de madeira
6. Folhas de árvore

Modo de fazer
1. Com o pincel, passe a massa corrida na placa de madeira.
2. Pegue as folhas e aperte cuidadosamente sobre a massa corrida.
3. Assim que a placa estiver quase seca, retire as folhas com cuidado.
4. Agora, com o pincel, passe o barro por cima. Está pronto o seu quadro com
relevo de folhas.

Disponível em: <http://www.tvcultura.com.br/x-tudo/arte/04/tecnicadefolha.htm> Acesso em: 24 mar. 2009.

EF/ Artes 45 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 05

AS FLORES DE MATISSE
As flores têm significado muito especial para a maioria das pessoas. Não é à toa que
costumamos oferecer flores de presente para as mães, namoradas, professoras...
Os artistas também perceberam a importância que damos a elas e pintaram-nas de
diferentes modos. Veja:

MATISSE. Vida Calma com Magnólia. 1941.

Henri Matisse é um pintor francês que viveu de 1869 a 1954 e fez parte de um grupo
de pintores chamados de fauves, que em português significa feras. Eram chamados assim
porque usavam as cores puras sem misturá-las, provocando um forte efeito.
Observe no quadro Vida Calma com Magnólia que Matisse não se preocupou em
retratar as formas tal como as vemos, mas no uso das cores vivas, principalmente o
vermelho.

FAUVISMO: movimento artístico que segue dois princípios: a simplificação da forma


das figuras e o emprego das cores puras.

EF/ Artes 46 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


OS GIRASSÓIS DE VAN GOGH

GOGH, Van. Girassóis. 1888.

Vincent van Gogh é um pintor holandês que viveu de 1853 a 1890 e se empenhou
em criar na sua pintura a beleza das pessoas e da natureza por meio da cor, que para ele
era o elemento mais importante. Quando Van Gogh foi para Arles, na França, passou a
pintar com cores intensas e puras. Para ele, as cores tinham a função de representar
aquilo que ele sentia.
Observe no quadro Girassóis, como o artista usou várias tonalidades de amarelo,
criando um intenso efeito de cor.

REFERÊNCIA: SCHLICHTA, Consuelo. Educação Artística: 1.ª série. Curitiba: Módulo, 1996.

EF/ Artes 47 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 06

PIGMENTO NATURAL: TERRA


A produção de pigmento natural é bastante simples, mas exige uma série de cuidados
com o meio ambiente e também com a produção.
A terra para ser usada na produção de pigmento deve ser a mais pura possível, ou
seja, não estar suja, misturada com areia ou com outros tipos e cores de terra, ser solúvel
em água, ter bom poder de tingimento e pouca acidez.
Os pigmentos terrosos são os mais duráveis e resistentes à luz, por esta razão são
ótimos para trabalhar na produção de tinta que possa sofrer com maior intensidade a ação da
luz.

COLETA
Materiais:
1. Embalagem para armazenar a terra coletada, como saco plástico, balde, lata, etc.
2. Arame ou barbante para amarrar o saco plástico
3. Pá pequena de jardinagem
4. Enxada pequena de jardineiro
− Limpar a área de onde será retirada a terra, tirando gravetos, areia, folhas,
pedriscos e pedras, etc.
− Com a pá de jardineiro, em terreno plano, retirar a terra cavoucando e, em
seguida, colocá-la na embalagem. Caso esteja trabalhando em um barranco,
tomar cuidado com desbarrancamento.
− Repetir o processo com terras de várias cores e tons, armazenando-as em
embalagens diferentes. A coloração da terra varia do vermelho ao cinza
escuro, passando pelo sépia natural ou queimada, ocre, etc.

PREPARO DA TERRA
Materiais:
1. Terra
2. Peneira média, bem fina
3. 3 bacias de plástico, de tamanho igual ou maior que as peneiras e com borda alta
4. Bacia de plástico, com borda baixa e larga (tipo forma de pizza), para a secagem
da terra
5. Água destilada, não usar água clorada ou tratada

Modo de fazer:
• Com auxílio de uma pequena pá para jardineiro, colocar a terra aos poucos na
peneira mais grossa e peneirar no balde.
• Jogar fora o material que sobrar na peneira.
• Repetir o processo até peneirar toda a terra.
• Colocar sobre a terra a mesma quantidade de água.
• Usando a peneira mais fina, peneirar aos poucos a pasta (+ líquida) obtida.
EF/ Artes 48 1.º ano / 2.º trimestre / 2009
• Jogar fora o que sobrar na peneira.
• Repetir o processo até peneirar toda a terra.
• Deixar a mistura decantar por, no mínimo, 2 horas. A cada 2 horas, com cuidado,
retirar a água até sobrar apenas a terra no fundo da vasilha.
• Caso não vá usar de imediato toda a terra obtida, despejar o conteúdo na bacia
baixa e larga, então colocar em local arejado para secar.
• Outra técnica de secagem que proporciona bons resultados é usando um tecido
branco e grosso para escorrer a água da terra. Colocar a terra molhada sobre este
tecido, que poderá ficar esticado sobre uma bacia. Deixar escorrer por pelo menos
24 horas.
Disponível em: <http://www.arteeducar.com/st006cmfzer/sbst009tinta01/p005ttpgnatter01aa.aspx> Acesso
em: 24 mar. 2009.

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Anexo 07

ESCULTURAS COM OBJETOS DA NATUREZA


Séverine Cadier Soltysiak

Disponível em: <http://www.tropicaflore.com/liens.htm> Acesso em: 24 mar. 2009.

ESCULTURAS EM PAPEL E ESCULTURA EM BRONZE

Esculturas de Tung-wen Margue. Luis Montoya e Leslie Ortiz.


Las Peras I. Escultura em bronze.
Disponível em: <www.ambafrance-cn.org> Acesso em: 24 mar. 2009.

EF/ Artes 50 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


ESCULTURA EM PEDRA

Frutas de árvores Mythic, pedra calcária de Kilkenny.

Três frutas, pedra calcária de Kilkenny


Disponível em: <http://www.morning-earth.org/ARTISTNATURALISTS/AN_Randall-Page.html> Acesso em:
24 mar. 2009.

EF/ Artes 51 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 08

CLAUDE MONET

A PONTE JAPONESA

O MESTRE E SUA INSPIRAÇÃO

MONET. Iris jaunes et mauves. 1924-1925. 106 x 155 cm. Óleo sobre tela. Musée Marmottan Monet, Paris.

MONET. Le pont japonais.1918-1919. 74 x 92 cm. Óleo sobre tela. Musée Marmottan Monet, Paris.

EF/ Artes 52 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


MONET. Nymphéas – effet du soir. 1897-1898. 73 x 100 cm. Óleo sobre tela. Musée Marmottan Monet,
Paris.

MONET. La barque. 1887. 146 x 133 cm. Óleo sobre tela. Musée Marmottan Monet, Paris.
Disponível em: <http://www.fondation-monet.com> Acesso em: 24 mar. 2009.

MONET. The Japanese bridge in Giverny. Óleo


sobre tela. 1926, Paris.
Disponível em: <www.geocities.com> Acesso em: MONET. The Water Lily Pond – pink harmony.
24 mar. 2009. Óleo sobre tela. 1900, Paris.
Disponível em: <www.monet-reproductions.com>
Acesso em: 24 mar. 2009.

EF/ Artes 53 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


MONET. Water Lilies. Óleo sobre tela. 1914, Paris. MONET. The Walk Lady with a parasol. Óleo sobre
tela. 1875, Paris.
Disponível em: <fashionview.wordpress.com> Acesso em:
24 mar. 2009. Disponível em: <www.getfantasticdeals.com> Acesso em:
24 mar. 2009.

MONET. Water Lilies. Óleo sobre tela. 1917, Paris. MONET. Water Lilies. Óleo sobre tela. 1917, Paris.
Disponível em: <www.geocities.com> Acesso em: 24 mar. Disponível em: <www.popartuk.com> Acesso em: 24 mar.
2009. 2009.

EF/ Artes 54 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 09

CORES DE MONET
Os pintores Impressionistas, como Monet, usavam uma escala grande de cores,
principalmente cores suaves e com muita luz. Monet realmente não gostava de usar cores
escuras, e isso pode ser observado em suas pinturas famosas. Ele usou pouquíssimo o
preto.
Há cores primárias, cores secundárias e cores complementares. Monet usou muitas
cores complementares em todo seu trabalho por causa do efeito maior que elas dão, por
exemplo: um vermelho ao lado de seu verde complementar parece mais vermelho, e o
verde torna-se mais verde.
Esta é a palheta de cores que Monet usaria:

PINTURA A ÓLEO
Antigamente, os pintores precisavam fazer suas próprias tintas, misturando um pó
colorido com água ou com óleo. Então, em 1841, John Margem inventou um tubo de metal
que guardava as tintas que já tinham sido misturadas. Isso ajudou os artistas que
pintavam fora do ateliê, como Monet, porque as tintas podiam viajar facilmente e não
ficavam secas. Antes que esses tubos fossem inventados, os artistas tiveram que usar
pequenos sacos feitos da bexiga de porco, nos quais faziam um furo e espremiam a tinta
para fora. Mas, assim, a tinta endurecia rapidamente.
As tintas a óleo nos tubos eram vendidas nas lojas, exatamente como hoje.

Tubo de tinta. Tinta em uma bexiga de porco.

EF/ Artes 55 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


SOBRE CLAUDE MONET

Monet fazia ótimos desenhos de pessoas. Um artista


chamado Boudin viu alguns desses retratos e os colocou
em sua loja de arte. Um dia, Boudin convidou Monet para
pintarem no campo. Os dois pintaram fora do ateliê, técnica
conhecida como “pintura ao ar livre”. Boudin iniciou Monet
na pintura, e graças a ele Monet foi para Paris estudar arte.
Monet ficou conhecido como um pintor impressionista.
Ele era muito famoso por sua pintura ao ar livre, e levava
suas telas aonde quer que fosse. Um dos problemas em
pintar na rua era que as pessoas vinham ao redor e o
incomodavam, e coisas como a areia e a sujeira grudavam
na pintura. Ele nunca usou um lápis para compor suas
ideias, pintava direto na tela em branco.

Disponível em: <http://www.geocities.com/ljacoby_2000/monet.html> Acesso em: 24 mar. 2009.

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Anexo 10

MONET

Levar Del Sole

Pintor francês, tido como o maior expoente do Impressionismo. Durante muito tempo
Monet foi considerado, como Cézanne observou, "meramente um olho, mas que olho",
traduzindo para as telas as imagens que tinha diante dele. Cézanne foi um pintor
intelectual, criador de uma teoria que se tornou a base da Arte Moderna; quando ele
chamou Monet de "meramente um olho", não quis dizer o olho mundano através do qual a
maioria de nós vê o mundo. O olho de Monet era o olho de um pintor, um olho com uma
mente criativa por detrás, interpretando a realidade aparente e colocando-a no contexto
das ideias do pintor, criando assim uma nova visão para o espectador.
A abordagem do mundo feita por Monet seguia linhas venezianas em vez de
florentinas: ele interpretava o mundo por meio da cor e não do desenho. Seus ancestrais
são Ticiano e Claude, e não Michelangelo e Poussin. Como seus predecessores, Monet
descobriu que a cor tem suas próprias razões: assim como o desenho, a cor rompe as
nítidas exigências da linha. Monet buscava a verdadeira realidade por trás da aparência
visual, esticando a cor até seu limite e procurando, na própria natureza, aquelas nuanças
significantes que expressam a realidade do mundo.

La stazione di Saint Lazare

Claude Oscar Monet nasceu em Paris, no dia 14 de novembro de 1840. Seu pai era
comerciante de secos e molhados e queria que o filho tivesse uma profissão. O destino
decidiu o contrário. Quando Monet estava com cinco anos, a família se mudou para Le
Havre, um agitado porto marítimo na desembocadura do Sena, perto das espetaculares
rochas brancas de Etretat e Fécamp. O jovem Monet ficou maravilhado com o movimento
das embarcações e com os variantes humores do mar – eles atraíam seu temperamento
naturalmente volátil e sentimental.

EF/ Artes 57 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Effet da neve em Vetheuil

Entusiasmado com a idéia de ser pintor, Monet foi para Paris, ingressando na
Académie Suisse e no estúdio Gleyre. Ambos os lugares eram sementeiras para novas
gerações de pintores e ali Monet conheceu Bazille, Pissaro, Renoir, Sisley e outros, os
dois últimos se tornaram seus amigos para o resto da vida.
Em 1870, Monet casou-se com Camille Doncieux e os dois foram para Trouville
passar a lua-de-mel. De lá, Monet foi até Le Havre e, por motivos que ninguém soube
explicar, mas que provavelmente estavam relacionados com o medo de ter que se alistar
no exército francês, viajou para a Inglaterra no início da Guerra Franco-Prussiana. Sua
mulher teve que ser resgatada por Boudin e enviada depois dele.
Em Londres, para onde Pissaro também fugira, Monet pintou suas primeiras cenas
londrinas. Terminada a guerra, em 1872, ele e a mulher voltaram para a França e fixaram
residência perto de Paris, à beira do Sena, em Argenteuil. Ali, Monet iniciou um fértil
período de pinturas e discussões sobre arte com seus amigos Renoir, Manet e Sisley. Em
1878, mudou-se novamente para a vizinha Vétheuil. Foi ali que Monet fez amizade com
um rico negociante, Ernest Hoschedé e sua esposa, Alice, que se tornaram admiradores
de seus quadros. Quando os negócios de Hoschedé foram abaixo, ele desapareceu
deixando a mulher e os filhos com Monet.

Le Palais Dario Venise.

No ano seguinte, sua amada esposa Camille morreu de tuberculose, meses depois de
ter dado à luz o seu segundo filho. Monet registrou o seu leito de morte em um quadro
extraordinário. Depois da morte de Camille, o inquieto Monet fez várias viagens à Riviera
Francesa e à Italiana, à Normandia e à costa atlântica da França. Aonde ia, pintava, mas

EF/ Artes 58 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


não estava contente com o seu trabalho. Temas diferentes não eram a resposta; o
importante era a pintura em si, o significado da realidade por meio da cor.
Monet acabou voltando para o campo perto de Paris, alugando e depois comprando
uma casa em Giverny, onde começou a plantar um jardim onde pudesse pintar. Em 1891,
começou a sua famosa série de montes de feno nos campos circunvizinhos, em todas as
épocas do ano e condições climáticas. Um ano depois, começou a sua igualmente famosa
série de quadros da Catedral de Rouen. Ao mesmo tempo, pintou várias vezes o seu
jardim em Giverny.
Alice Hoschedé já compartilhava da vida de Monet há alguns anos: as cartas que lhe
escreveu sobre as excursões para pintar, e sobre seus medos e esperanças, dão uma
visão maravilhosa da mente do artista. Quando o marido dela morreu, em 1892, Alice e
Monet se casaram.

Estudo de Nenúfares – 1908


Monet entrou numa fase feliz e produtiva da sua vida. Seus trabalhos foram aceitos
pelo Salão Oficial e não lhe faltava dinheiro. Viajava para a Noruega, Veneza, Londres,
mas seu lar, tanto doméstico quanto artístico, era em Giverny.
A morte de Alice, em 1911, deixou-o só e desolado, e ele estava tendo dificuldades
para enxergar. Depois de uma operação de catarata, e usando óculos especiais, pôde
continuar trabalhando e foi incentivado por Georges "Tigre" Clemenceau a terminar a
grande série de nenúfares, que o governo francês adquiriu. Embora aclamado como um
grande pintor francês, o próprio Monet, como a maioria dos artistas, jamais sentiu ter
alcançado a perfeita realização de suas idéias. Morreu no dia 6 de dezembro de 1926.
Disponível em: <http://www.pintoresfamosos.com.br/?pg=monet> Acesso em: 24 mar. 2009.

EF/ Artes 59 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 11

PINTURA DE GÊNERO
Ainda que seja possível pensar, em sentido amplo, nos diversos gêneros da pintura
― retrato, natureza-morta, paisagem etc. ―, o termo pintura de gênero faz referência às
representações da vida cotidiana, do mundo do trabalho e dos espaços domésticos, que
tomaram a pintura holandesa do século XVII. Em pleno florescimento do Barroco na
Europa católica, desenvolve-se nos Países Baixos, sobretudo na sua porção holandesa
protestante, um estilo sóbrio, realista, comprometido com a descrição de cenas rotineiras,
de temas da vida diária, de homens dedicados aos seus ofícios, de mulheres no interior
da casa e de festas comunitárias, no campo e na cidade. As imagens caracterizam-se, em
geral, pela riqueza de detalhes, pela precisão e apuro técnico, numa tentativa de registro
fiel do que o olho humano é capaz de captar.

Natureza-morta
Objetos inanimados são representados na pintura desde a Idade Média, em geral
como fundo de pinturas religiosas de cunho realista. Mas é somente em meados do
século XVI que a natureza-morta emerge como gênero artístico independente em obras
de pintores como Pieter Aertsen (1507 ou 1508 - 1575) e Jacopo Bassano (ca.1510 -
1592), que articulam os temas religiosos à vida cotidiana e às cenas de gênero.
As composições simbólicas e grotescas de Giuseppe Arcimboldo (ca.1527 - 1593) -
com frutas, animais e objetos compondo figuras ― alimentam o desenvolvimento da
natureza-morta no período.
Na passagem para o século XVII, a figuração documental exigida pelas ciências
naturais joga papel destacado na valorização de uma arte que almeja representar os
objetos e a natureza tais como empiricamente observados ― por exemplo, Jacopo Ligozzi
(1547 - 1627).
Assim, o processo de paulatina autonomia da natureza-morta acompanha tanto a
pintura naturalista (associada à ilustração científica) quanto a pintura de gênero,
exemplarmente representada pelos artistas holandeses do século XVII e seus temas
domésticos, figurados com riqueza de detalhes. Os objetos frequentemente escolhidos
para compor as naturezas-mortas são: mesas com comidas e bebidas, louças, flores,
frutas, instrumentos musicais, livros, ferramentas etc, todos referidos ao âmbito privado e
à esfera doméstica, às vocações e aos hobbies, à decoração e ao convívio no interior da
casa.
A desvalorização desse gênero pictórico reflete-se na sua própria denominação nas
línguas latinas, "natureza-morta", "nature morte", e nas línguas saxônicas ,"still life",
"stilleben" (vida imóvel, vida em suspensão). Caravaggio (1571 - 1610) é um dos pioneiros
no gênero, exercitado entre 1592 e 1599 (detalhe de Baco, 1593, Cesto de Frutas, 1596).
A opção pela "pintura natural das coisas naturais" (destacando a presença do corpo e a
realidade pormenorizada do objeto reveladas pelos contrastes de luz e sombra), a escolha
de tipos populares para compor cenários religiosos e o gosto por cenas de gênero
marcam as obras do pintor milanês, um dos primeiros a desafiar a hierarquia imposta
pelos teóricos da época, que viam a natureza-morta como tema menor.
Jean-Siméon Chardin (1699 - 1779) é o grande pintor francês de naturezas-mortas e
obras de gênero. No célebre A Arraia (1728) evidenciam-se suas preferências de
composição: a prateleira de pedra e a austera ambiência interior, os objetos dispostos

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segundo uma ordem prática (sugerindo atividade humana), as texturas do linho e da
cerâmica, o gato em meio às ostras e a arraia sangrenta no centro do quadro. As
pequenas telas de Chardin ― com objetos de cozinha e seus usuários, ambientes
domésticos e cenas cotidianas ― filiam-se à tradição da pintura de gabinete holandesa.
No século XIX, os impressionistas, ainda que afeitos às paisagens ao ar livre, vão realizar
naturezas-mortas, mas é com Paul Cézanne (1839-1906), que o gênero ganha novas
dimensões, imortalizado pelas composições com maçãs executadas a partir de 1870. Ao
contrário de Chardin, cujos trabalhos aludem à preparação do alimento na cozinha, assim
como aos instrumentos do artista, nas obras de Cézanne os objetos parecem desligados
de seu uso. "Suspensas entre a natureza e a utilidade, [as maçãs de Cézanne] existem
apenas para serem contempladas", indica o historiador norte-americano Meyer Schapiro.

Flores
A pintura de flores é um dos aspectos essenciais do gênero natureza-morta. Em
certas épocas separa-se muito dificilmente de outros aspectos desse gênero, aparecendo
em pinturas de frutas e jardins. Nota-se que os mais antigos pintores de natureza-morta
na Espanha e na Itália são designados sob a denominação geral de "pintores de frutas e
de flores". Sobretudo entre meados do século XVI e início século XVII, em especial na
Itália e Flandres, a pintura de flores desenvolve autonomia, definindo-se como um
subgênero que é representado quase sem modificações até o século XIX.
É difícil estabelecer a posição ocupada pela representação de flores na arte da
Antiguidade. Dos exemplares conhecidos, destaca-se a pintura de grotescos da Domus
Aurea de Nero em Roma. Descobertos no fim do século XV, tais ornamentos
desempenham papel determinante na formação, durante o Renascimento, de uma pintura
independente de flores e frutas. Na Idade Média as flores têm lugar tanto na arte religiosa
quanto na profana, mas sempre com valor simbólico. Na primeira, aparecem, por
exemplo, em formas de buquê nas cenas religiosas. Nas pinturas do Ciclo de Maria,
sobretudo nas representações da Anunciação, os lírios aludem à pureza e à nobreza da
personagem principal (início do séc. XV). No universo das Vanitas, as flores simbolizam a
brevidade da vida humana e a futilidade dos bens materiais. No caso da arte profana,
aparecem como alegoria da Juventude, da Terra, da Dialética, da Verdade etc. Ainda na
época medieval, servem como simples motivos decorativos, cujo estilo ressoa nas
chamadas tapeçarias mille fleurs no séculos XV e XVI, onde temos vastas superfícies
cobertas por flores e seus entrelaçamentos.
A primeira pintura de cavalete de flores é realizada pelo pintor italiano Giovanni da
Udine (1487-1564) sob influência dos grotescos. A partir de 1550-1560 a pintura de flores
conhece certa popularidade, tributária, principalmente, das demandas de uma clientela
aristocrática que exige dos artistas um refinado senso de cor e originalidade para produzir
efeitos novos e incomuns. Mas é por volta de 1600 que ocorre a grande voga de pinturas
de flores, sobretudo em Flandres. Um dos maiores pintores de flores dessa região é Jan
Brueghel (1568-1625), que se liberta da visão naturalista anterior para tratar seu assunto
de forma puramente pictórica. Um aspecto interessante de sua produção são as
guirlandas de flores realizadas para decorar um motivo central, cristão ou mitológico,
pintado por outros, como Rubens (1577-1640). Em si, esse motivo criado por Brueghel, e
imitado por várias gerações de artistas, retoma o uso simbólico da flor: a homenagem.
Na mesma época, na França, a pintura de flores é vítima da hierarquia de gêneros
imposta pela Academia. Até 1640 é dependente das fórmulas flamengas: composição
arcaica, perspectiva plongée e a colocação de objetos claramente isolados uns dos
outros. No entanto, os franceses clareiam a composição, o que resulta numa maior

EF/ Artes 61 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


sobriedade. Mas a metade do século XVII vê nascer uma revolução na natureza-morta,
que de simples e íntima, passa a ser rica e decorativa. Jean-Baptiste Monnoyer (1636-
1699) na França e Mário de Fiori (1603-1673) na Itália são os nomes mais destacados do
gênero no período.
Na segunda metade do século XVIII, a pintura de flores reveste-se de aspectos
diferentes. A paixão do século pela representação do real com o máximo de exatidão e
verossimilhança faz-se sentir também nesse subgênero. O pintor naturalista de flores mais
célebre da época é Pierre Joseph Redouté (1759-1840), que se especializa em
reproduções fiéis, "científicas", das flores mais raras e belas do jardim de história natural
para a coleção de velinos do rei. A sensibilidade dá lugar à precisão na reprodução da
natureza. Fora da França, o pintor italiano Francesco Guardi (1712-1793) coloca suas
flores ao ar livre, liberando-as da penumbra dos ateliês do Norte. A vivacidade de sua
pincelada e a transparência de suas cores anunciam as liberdades pictóricas do século
seguinte e fazem-no o maior pintor italiano de flores.
No século XIX os especialistas no gênero são pouco numerosos. Destaca-se o nome
do pintor francês Henri Fantin-Latour (1836-1904). Por alguns anos, ele pinta quase que
exclusivamente flores. Em geral, estas aparecem dispostas em recipientes simples de
vidro sobre um fundo cinza delicadamente trabalhado a sugerir certa atmosfera. Com o
advento da pintura moderna, a pintura de flores deixa de ser um gênero para integrar de
modo particular as poéticas de alguns artistas. Entre os impressionistas, Éduard Manet
(1832-1883) e Pierre Auguste Renoir (1841-1919) são os que mais utilizam esse motivo.
Também Vincent van Gogh (1853-1890) pinta flores e buquês. Já no século XX, Henri
Matisse (1869-1954) é um dos artistas que mais explora esse campo, pintando vasos ou
utilizando a figura da flor como padrão decorativo. Nota-se ainda o importante papel
gráfico desempenhado por motivos florais na art nouveau.
No Brasil, a pintura de flores se desenvolve dentro do gênero natureza-morta com o
estabelecimento da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, no Rio de Janeiro.
Agostinho da Motta (1824-1878), professor da Aiba e um dos pioneiros do gênero,
dedicou-se à pintura de flores e frutas com enorme sucesso na época. Um dos pintores
preferidos da imperatriz, realizou sob sua encomenda aquarelas representando
espécimes de nossa flora que seriam remetidas a seus parentes na Itália. Sobre ele,
escreve Gonzaga Duque (1863-1911): "Na paisagem e em natureza morta (flores e frutos)
Agostinho da Motta não tem com quem possa sofrer confronto (...)"; seu temperamento
"não lhe permitiu ser criador e arrojado, mas brando, manso e delicado, e por isso a feição
mais tenra e suavemente poética que existia na natureza brasileira, ele apanhou e
traduziu como ninguém". Ainda no século XIX, Reis Carvalho (1800-18--), que faleceu
ignorado, dedicou-se à pintura de flores, num estilo em que se tornou notável pela
fidelidade à natureza. Estêvão Silva (1844-1891), um dos principais pintores de natureza-
morta da segunda metade do século, notabiliza-se mais como pintor de frutos do que de
flores, apesar de ter produzido algo no gênero. Seu companheiro de ateliê, João Batista
Pagani (1856-1891), é quem se destaca no estudo de flores.
No século XX, ainda no contexto da Academia, a pintura de flores se notabiliza pelo
pincel de Marques Júnior (1887-1960). Trata-se de um pintor refinado e de grande técnica,
cujos trabalhos são marcados pela segurança do toque, pela sensibilidade colorística,
delicada e sutil, e graça. No âmbito da pintura moderna, as flores têm destaque nas obras
de Di Cavalcanti (1897-1976) e Guignard (1896-1962). No primeiro, as pinturas de vasos
de flores parecem encarnar, igualmente como no caso de outros temas trabalhados pelo
artista, a idéia de brasilidade: são pintadas com um colorido intenso de cores tropicais. O
segundo representa um caso especial na história da arte brasileira no que diz respeito à

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pintura de flores: seja em vasos ou soltas no espaço, seja como elemento decorativo e
ornamental, as flores estão presentes em toda trajetória de Guignard. Os buquês em geral
são bem cheios e variados, pintados sobre fundos que parecem continuar a riqueza do
motivo, transformando o tema principal, nos melhores trabalhos, numa espécie de
padronagem de cores ou formas que se dissemina pelo espaço.

Jean-Simeon Chardin, Natureza morta com peixes, óleo s/ tela, 685 x 585 mm, 1769

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Albert Eckhout, Frutas Brasileiras, 1638?

Agostinho da Motta, óleo s/ tela, 50 x 64 cm, Natureza Morta, 1868

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Guignard, Flores em aquarela, 1955, 50 x 38cm

Guignard, Vaso, óleo s/ tela, 35 x 29cm

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Patrick Caulfield, Vaso de Flores, acrílica, 1219 x 1219 mm, 1962

Patrick Caulfield, acrílica, Natureza morta, 559 x 914 mm,1967

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Beatriz Milhazes, Acrílica, 584 x 584 mm, 2003

Beatriz Milhazes, Laranjeiras, acrílica, 584 x 584 mm, 2003

Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_te


xto&cd_verbete=912> Acesso em: 19 mar. 2009.

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Anexo 12

VINCENT VAN GOGH

Auto-retrato. 1887-1888. Paris.

(Nota-se a influência da técnica impressionista, com pinceladas curtas e irregulares.)

Quarto de Van Gogh em Arles. 1889.

(Este era o quarto do pintor na Casa Amarela. A pintura mostra a sua necessidade de
ter um lugar seu, de reflexão e trabalho.)

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Auto-retrato com orelha enfaixada e cachimbo. 1889. Retrato do doutor Gachet. 1890.

(À esquerda, quadro pintado após a crise em que Van Gogh cortou parte de sua
orelha. À direita, retrato do médico que cuidou do pintor em seus últimos meses de vida.)

O estilo van Gogh


Nem impressionista, nem expressionista: o artista definiu sua própria forma de pintar
A maioria dos pintores pertence a uma escola de pintura, segundo determinado estilo.
Mas não foi isso que aconteceu com Vincent van Gogh! Suas pinceladas praticamente
'falavam' o que ele estava sentindo e pensando. Com isso, ele pôde ser considerado um
pintor pós-impressionista ou pré-expressionista. Que confusão! Pois assim foi a vida de Van
Gogh!

Noite estrelada. 1889.

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Os comedores de batatas. 1885.

(Como os outros quadros feitos por Van Gogh na mesma época, essa tela tem tons
escuros e pesados e retrata os sentimentos do pintor pelos pobres trabalhadores das
minas de carvão.)

Os girassóis. 1889.

(Girassóis eram um dos temas prediletos de Van Gogh, talvez porque ele pudesse
usar em abundância sua cor predileta!)

Disponível em: <http://cienciahoje.uol.com.br/controlPanel/materia/view/908> Acesso em: 24 mar. 2009.

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Anexo 13

FRANS KRAJCBERG
Frans Krajcberg nasceu em Kozienice na Polônia no ano de 1921. Na universidade de
Leningrado estudou artes e engenharia, tornou-se oficial do exército polonês de 1941 a
1945 durante a II Guerra Mundial. Após a guerra, ingressou na Academia de Belas Artes
de Stuttgart, na Alemanha.
No ano de 1948 imigrou para o Brasil e fixa-se em São Paulo, participando em 1951
da 1.ª Bienal Internacional de São Paulo, expondo duas pinturas. Mudou-se para o Paraná
para trabalhar como engenheiro numa fábrica de papel, mas acabou se dedicando à
pintura.
A vinda para o Brasil modifica a criação figurada representativa da natureza pintada
por Krajcberg. Depois de entrar em contato direto com a natureza brasileira no interior do
Paraná (1952-1956) acabou por se tornar expressionista. Mudou-se para o Rio de Janeiro
em 1956 e em 1957 naturalizou-se brasileiro. A partir de 1958 mudou simultaneamente
para o Rio, Paris e Ibiza.
Na Bienal de São Paulo em 1957 conquistou o prêmio de melhor pintor nacional. Foi
premiado também no Salão de Arte Moderna e na bienal de Veneza de 1964.
Desenvolveu paralelamente pintura, escultura e fotografia.
Realizou fotos do desmatamento da Amazônia e publicou o livro A cidade de São Luiz
do Maranhão com fotografias de sua autoria em 1986. Em 1998 recebeu o prêmio
Multicultural Estadão. Em 2000, são lançados os livros Frans Krajcberg - Revolta e Frans
Krajcberg - Natura, ambos pela Editora G B Arte.
Krajcberg diz: “A minha preocupação é penetrar mais na natureza. Há artistas que se
aproximam da máquina; eu quero a natureza, quero dominar a natureza. Criar com a
natureza, assim como outros estão querendo criar com a mecânica. Não procuro a
paisagem, mas o material. Não copio a natureza”.

Disponível em: <http://www.pinturabrasileira.com/artistas_bio.asp?cod=112&in=1> Acesso em: 24 mar.


2009.

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Anexo 14

ARGILA
Orientações para manipulação da argila:
1. Forrar a mesa com papel kraft.
2. Comprar argila limpa ou, se não for possível, limpá-la
retirando pedrinhas e impurezas.
3. Amarrar grampos de roupa nas pontas de um fio de
nylon.

4. Cortar a argila em pequenos pedaços utilizando o fio. Esta é a maneira mais fácil e prática de cortar.
5. Pedir que todas as crianças vistam um “camisetão”, para proteger a roupa.
6. Entregar um pedaço de argila a cada criança.
7. Solicitar que sovem a argila e façam uma bola com ela antes de começar a modelagem.
8. Explicar que, quando a argila se soltar facilmente da mesa e das mãos, sem sujá-las, estará no
ponto ideal de plasticidade.
9. Avisar que se a argila estiver muito úmida, semelhante ao barro, pode-se amassá-la sobre um
papel ou pano, para que a umidade seja absorvida.
10. Se, ao contrário, a argila estiver muito seca, rachando com facilidade, pode-se orientar as
crianças para que molhem as mãos (se possível em uma esponja molhada) e voltem a amassar a
argila. Pedir que repitam esse procedimento até que a massa fique elástica.
11. Explicar que se o objeto já estiver sendo modelado, a argila deve ser umedecida apenas
passando os dedos molhados sobre a peça, sempre cuidando para não molhá-la demais.
12. Deixar sobre a mesa uma bandeja com palitos de sorvete que servirão como facas, palitos de
dente (se as crianças não forem muito pequenas) para fazer detalhes, esteques, colheres e uma
esponja molhada.
13. Tipos de modelagem:
• PINCH: modelar utilizando somente as mãos – por exemplo, volumes pequenos espremidos
entre dedos, achatados, enrolados, furados – sem o auxílio de outro instrumento.
• ACORDELADO: constrói-se a partir de cordéis modelados sobre a mesa ou no ar. Os cordéis
são sobrepostos e unidos até formar o volume esperado. Para uni-los, podem-se desmanchar
os cordéis, fazendo com que um passe por dentro do outro ou, ainda, fazendo ranhuras leves
com o garfo e passando sobre eles a barbotina (espécie de mingau pastoso feito com água e
argila). Pressiona-se levemente cada cordel para que não se desprenda e limpa-se o excesso
da barbotina com um pincel seco. Essa técnica é utilizada em toda a América Latina.
• PLACA: espalha-se a argila sobre um pano para não grudar e, para que fique com a mesma
espessura, são colocadas duas guias (madeira), deslizando o rolo sobre elas para que fique
nivelada e lisa. Depois de construída a placa, corta-se a argila e modelam-se objetos planos
e os volumes. Para uni-los, o processo é o mesmo dos cordéis, ou seja, arranhando-os com
o garfo e colocando barbotina nas partes que vão ficar unidas.
• SÓLIDO: parte-se do bloco maciço para dar a forma. Depois, vira-se a peça e retira-se o
miolo com uma colher ou objeto similar, tomando cuidado para não furar as paredes. Disso
resulta um volume que visualmente dá a sensação de peso, mas é leve e oferece maior
segurança na queima.

EF/ Artes 72 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


14. Avisar às crianças que, para unir dois pedaços de argila,
antes elas devem texturizar os pontos que desejam unir
com palitos ou instrumento semelhante e molhar com
barbotina (argila líquida, parecida com lama). Esse
processo chama-se gretagem.
15. Se não for possível terminar tudo em uma aula, orientar as
crianças a embrulharem suas peças em sacos plásticos
para que não sequem até a próxima aula.
16. Solicitar às crianças que, quando a forma estiver modelada,
façam o acabamento alisando a argila.
17. Quando o acabamento estiver pronto, pedir que escrevam
seus respectivos nomes na parte inferior das peças e
coloquem-nas sobre um suporte de papelão para secar.

18. Pedir que devolvam a argila que sobrou e os demais materiais utilizados.
19. Explicar que, dependendo do clima, o trabalho pode levar até uma semana para secar e não deve
ser exposto ao sol, pois provavelmente irá rachar.
20. Depois que as peças estiverem secas, propor às crianças que as pintem com tinta guache ou
plástica (para alunos maiores) ou com tinta feita com terra.
21. Sugerir aos alunos que passem uma camada de cola em suas peças para dar um acabamento
tipo envernizado.
22. Caso os alunos queiram levar o trabalho para casa, alertar sobre a fragilidade da peça modelada.
23. Em caso de quebra, orientar para que colem a peça com cola branca e esperem que ela seque
por 24 horas.
24. Guardar a argila em sacos plásticos bem fechados.

EF/ Artes 73 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Anexo 15

DICAS PARA PINTURA


• Forrar as mesas.
• Separar tintas em tampinhas (pequenas porções) em bandeja de isopor.
• Separar um pote com pincéis.
• Ter um pote, pode ser de garrafa PET, para pôr água. Um para cada mesa.
• Separar papel toalha ou jornal ou pano para enxugar o pincel, um para cada mesa.

Com base em uma proposta ou com um esboço previamente desenhado:


• Distribuir o suporte para pintura (tela, papelão, papel grosso). No caso de papelão, deve ter um
fundo branco previamente pintado.
• Pedir para que, primeiramente, os alunos desenhem o que vai ser pintado com lápis grafite para
depois iniciar a pintura.

Distribuir o material para pintura e salientar que:


1. Deve-se primeiro pintar o fundo e depois as figuras.
2. Devem-se pintar coisas maiores e depois as menores.
3. As cores claras devem ser pintadas primeiro; depois, as escuras.
4. Não permitir que os alunos pintem tudo numa só aula. Fazer a pintura em etapas.
5. Ao final do trabalho, o contorno pode ser feito de canetinha preta para os alunos menores e
nanquim ou tinta preta para os alunos maiores.

No final da aula:
• Deixar um espaço predeterminado na sala para secar as pinturas.
• Cada equipe deve devolver a bandeja com tintas em local predeterminado.
• Todos devem organizar sua mesa e lavar os pincéis assim como lavar o pote para água.
• Guardar pincéis no pote com as cerdas para cima.
• Lavar as mãos.
• Fazer com que a pia seja usada por equipe, evitando contratempos.

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Anexo 16

TINTAS ALTERNATIVAS
1. Tinta de farinha
• farinha
• sabão líquido
• água, colheres e xícaras para medir
• colher, tigela ou pote grande de plástico
• gotas ou pasta de corante comestível ou anilina comestível em pó
Misture três xícaras (375 g) de farinha, duas colheres de sopa (30 ml) de sabão líquido e 2/3 de xícara
(180 ml) de água em uma tigela ou vidro grande, até formar uma pasta grossa. Junte corante comestível até
obter a tonalidade desejada.

2. Tinta de gelatina
• água
• pó para gelatina
• tigela e colher ou pote plástico com tampa
Junte a água a qualquer pó para gelatina até obter a consistência de uma tinta mais cremosa. Utilize
para pintar (com os dedos ou com um pincel) papel brilhante, embalagem para congelador ou papel grosso.

3. Tinta de lama
• terra peneirada
• água
• xícara
• pincel
Em uma xícara, misture terra peneirada e água, mexendo com um pincel. Utilize para pintar papéis,
tecidos e/ou madeiras.
* Procure variar os tons de terra para conseguir uma pintura colorida.

4. Tinta de chá
• saquinho de chá ou café solúvel
• água
• xícara para medir
• tigela ou xícara
Mergulhe um saquinho de chá em 1/4 de xícara (60 ml) de água, ou acrescente café solúvel a essa
mesma água. Vá clareando ou escurecendo até obter diversas tonalidades. Utilize essa tinta para pintar
sobre papel liso ou para obter vários tons.

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5. Tinta à base de guache e amido
• guache
• amido líquido
• xícaras para medir
• tigela e colher
• água
Em uma tigela, despeje duas xícaras (480 ml) de guache e uma xícara (240 ml) de amido líquido. Mexa
até que a mistura fique homogênea e cremosa. Acrescente água lentamente enquanto vai misturando até
que a tinta esteja grossa e que possa ser espalhada. Utilize-a para pintar sobre qualquer tipo de papel,
papelão ou madeira.

6. Tinta de terra
• 3 medidas de cola branca
• 1 medida de água
• 2 medidas de terra vermelha bem moída (para obter o tom avermelhado) ou de carvão moído (para
obter o preto).
Misture bem todos os materiais até ficar com aparência homogênea. Está pronta a tinta para ser
utilizada.

Tinta é um pigmento, ou seja, uma substância química construída de um corante misturado a um líquido
chamado de aglutinante, que tem a propriedade de aderir à superfície sobre a qual é aplicada, dando-lhe certa
coloração.

REFERÊNCIA: KOHL, M. A. F.; RAMSEY, R.; BOWMAN, D. Iniciação à arte para crianças pequenas. Porto Alegre: Artmed, 2005.

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Anexo 17

ANDY WARHOL
Registrado como Andrew Warhola, era filho de pais originários da Eslováquia que
migraram para os Estados Unidos durante a Primeira Grande Guerra.
Aos 17 anos, em 1945, entrou no Instituto de Tecnologia de Carnegie, em Pittsburgh,
hoje Universidade Carnegie Mellon e se graduou em design.
Logo após mudou para Nova York e começou a trabalhar como ilustrador de
importantes revistas, como Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, além de fazer
anúncios publicitários e displays para vitrines de lojas. Começa aí uma carreira de
sucesso como artista gráfico ganhando diversos prêmios como diretor de arte do Art
Director's Club e do The American Institute of Graphic Arts.
Fez a sua primeira mostra individual em 1952, na Hugo Galley onde exibiu quinze
desenhos baseados na obra de Truman Capote. Esta série de trabalhos foi mostrada em
diversos lugares durante os anos 50, incluindo o MOMA, Museu de Arte Moderna, em
1956. Passa a assinar seus trabalhos como Warhol.
Os anos 1960 marcaram uma guinada na sua carreira de artista plástico e passou a
se utilizar dos motivos e conceitos da publicidade em suas obras, com o uso de cores
fortes e brilhantes e tintas acrílicas. Reinventa a pop art com a reprodução mecânica, e
seus múltiplos serigráficos são temas do cotidiano e artigos de consumo, como as
reproduções das latas de sopas Campbell e a garrafa de Coca-Cola, além de rostos de
figuras conhecidas como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, Che Guevara e
símbolos icônicos da história da arte, como Mona Lisa. Estes temas eram reproduzidos
serialmente com variações de cores.
Além das serigrafias, Warhol também se utilizava de outras técnicas, como a colagem
e o uso de materiais descartáveis, não usuais em obras de arte.

Artista multimídia
Do meio da década de 1960 e mais adiante, a partir da década de 1970, Warhol
radicalizou a ideia de artista multimídia em seu tempo e passa a militar em outras áreas
que incluem a música e o cinema, filmando, inicialmente, em 16 mm e depois em Super 8
mm. Seus filmes undergrounds são hoje clássicos do gênero e, entre eles, se destacam
Chelsea Girls, Empire e Blow Job (1964). São filmes conceituais, onde "nada acontece",
como uma câmera parada filmando um corpo humano ou um edifício a partir de uma
janela e chegam a atingir diversas horas de duração. Também fez experiências retratando
pessoas célebres no formato Polaroid.
Cunhou a famosa e profética frase, hoje amplamente divulgada: "In the future
everyone will be famous for fifteen minutes". (No futuro qualquer um será famoso por
quinze minutos).
Seus últimos trabalhos datam de 1986 com a série de pinturas intitulada The Last
Supper, baseados em Da Vinci e um revival do grande tema da pop art intitulado Ads que
remetem aos trabalhos iniciais baseados nos apelos da publicidade e do consumo e nos
objetos do cotidiano.

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Em janeiro de 1987, não se sentia bem e internou-se no New York Hospital para
exames e teve que submeter a uma cirurgia de vesícula, considerada rotineira. Durante o
pós-operatório teve uma arritmia cardíaca e faleceu aos 59 anos de idade.
Em 1994 foi inaugurado o The Andy Warhol Museum em Pittsburgh, Pensilvânia.
Disponível em: <http://educacao.uol.com.br/biografias/andy-warhol.jhtm> Acesso em: 19 mar. 2009.

A POP ART
É discutível qual foi a mais extraordinária inovação da arte do século XX, se o
Cubismo ou a pop art. Ambos surgiram de uma rebelião contra algum estilo já
convencional: os cubistas achavam que os pós-impressionistas eram comportados e
limitados demais, e os adeptos da pop art, que os expressionistas abstratos eram
pretensiosos e veementes demais. A pop art trouxe de volta às realidades materiais do
dia-a-dia, à cultura popular, na qual as pessoas comuns extraíam da TV, das revistas ou
das histórias em quadrinhos a maior parte de sua satisfação visual.
A pop art surgiu na Inglaterra de meados dos anos 50, mas realizou todo o seu
potencial na Nova York dos anos 60, quando dividiu com o minimalismo as atenções do
mundo artístico. Nela, o épico foi substituído pelo cotidiano, e o que se produzia em
massa recebeu a mesma importância do que era único e irreproduzível; a distinção entre
“arte elevada” e “arte vulgar” foi assim desaparecendo. A mídia e a publicidade eram os
temas favoritos da pop art, que muitas vezes celebrava espirituosamente a sociedade de
consumo. Talvez o maior nome dessa estética tenha sido o americano Andy Warhol
(Andrew Warhola, 1928 – 1987), cujas inovações exerceram influência sobre a arte
posterior.

Andy Warhol, Silver Liz, 1963, serigrafia, 101.6 x 101.6 cm

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Andy Warhol, Marilyn Monroe, serigrafia, 1986
Disponível em: <http://www.portalartes.com.br/portal/historia_arte_pop_art.asp> Acesso em 19 mar. 2009.

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CONHECER A CULTURA. SOLTAR A IMAGINAÇÃO
Durante muitos anos, o ensino de Arte se resumiu a tarefas pouco criativas e marcadamente
repetitivas. Desvalorizadas na grade curricular, as aulas dificilmente tinham continuidade ao longo do ano
letivo. “As atividades iam desde ligar pontos até copiar formas geométricas. A criança não era considerada
uma produtora e, por isso, cabia ao professor dirigir seu trabalho e demonstrar o que deveria ser feito”,
afirma Rosa Iavelberg, diretora do Centro Universitário Maria Antonia, em São Paulo, e coautora dos
Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) sobre a disciplina.
Nas últimas duas décadas, essa situação vem mudando nas escolas brasileiras. Hoje, a tendência que
guia a área é a chamada sociointeracionista, que prega a mistura de produção, reflexão e apreciação de
obras artísticas. Como defendem os próprios PCNs, é papel da escola “ensinar a produção histórica e social
da arte e, ao mesmo tempo, garantir ao aluno a liberdade de imaginar e edificar propostas artísticas
pessoais ou grupais com base em intenções próprias”.
Infelizmente, ainda há professores trabalhando na chamada metodologia tradicional, que supervaloriza
os exercícios mecânicos e as cópias por acreditar que a repetição é capaz de garantir que os alunos “fixem
modelos”. Sob essa ótica, o mais importante é o produto final (e ele é melhor avaliado quanto mais próximo
for do original). É por isso que, além de desenhos pré-preparados, tantas crianças têm sido obrigadas ao
longo dos tempos a apenas memorizar textos teatrais e partituras de música para se apresentarem em
datas comemorativas – sem falar no treino exaustivo e mecânico de habilidades manuais em atividades de
tecelagem e bordado.
Só nos anos 1960, com o surgimento do movimento da Escola Nova, ideias modernizadoras
começaram a influenciar as aulas de Arte. Na época, a proposta era romper totalmente com o jeito anterior
de trabalhar. Segundo esse modelo, batizado de escola “espontaneísta” (ou livre expressão), os professores
forneciam materiais, espaço e estrutura para as turmas criarem, sem interferirem na produção dos
estudantes. Tudo para permitir que a arte surgisse naturalmente nos estudantes, de dentro para fora e sem
orientações que pudessem atrapalhar esse processo. “Achava-se que a criança tinha uma arte própria, e o
adulto não deveria interferir”, lembra Rosa (saiba mais sobre a evolução do ensino da Arte na linha do
tempo, no quadro a seguir).

O ensino de Arte no Brasil


1816 – Durante o governo de dom João VI, chega ao Rio de Janeiro a missão artística francesa, e é
criada a Academia Imperial de Belas Artes. Seguindo modelos europeus, é instalado oficialmente o
ensino de Arte nas escolas.
1900 – Até o início do século 20, o ensino do desenho é visto como uma preparação para o trabalho em
fábricas e serviços artesanais. São valorizados o traço, a repetição de modelos e o desenho geométrico.
1922 – Apesar da efervescência das manifestações da Semana de Arte Moderna, o ensino segue as
tendências da escola tradicional, que defende a necessidade de copiar modelos para treinar
habilidades manuais.
1930 – O compositor Heitor Villa-Lobos, no governo de Getúlio Vargas, institui o projeto de canto
orfeônico nas escolas. Tratam-se de corais formados, que se desenvolvem pela memorização de letras
de músicas de caráter folclórico e cívico.
1935 – O escritor Mario de Andrade, então diretor do Departamento de Cultura do município de São
Paulo, promove um concurso de desenho para crianças, cujo tema é livre. O ganhador recebe
determinada quantia em dinheiro.
1948 – É criada, no Rio de Janeiro, a primeira “Escolinha de Arte”, com a intenção de propor atividades
para o aluno desenvolver a autoexpressão e a prática artística. Em 1971, chega a 32 o número de
instituições particulares desse tipo no país.

EF/ Artes 83 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


1960 – As experimentações que marcam a sociedade, como o movimento da bossa nova, influenciam
o ensino de Arte nas escolas de todo o país. É a época de a tendência da livre expressão se expandir
pelas redes de ensino.
1971 – Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Educação Artística (que
inclui artes plásticas, educação musical e artes cênicas) passa a fazer parte do currículo escolar do
Ensino Fundamental e Médio.
1973 – Criação dos primeiros cursos de licenciatura em Arte, com dois anos de duração e voltados à
formação de professores capazes de lecionar música, teatro, artes visuais, desenho, dança e desenho
geométrico.
1989 – Desde 1982, desenvolvendo pesquisas sobre três ideias (fazer, ler imagens e estudar a história
da arte), Ana Mae Barbosa cria a proposta triangular, que inova ao colocar obras como referência para
os alunos.
1996 – A LDB passa a considerar a Arte como disciplina obrigatória da educação básica. Os
Parâmetros Curriculares Nacionais definem que ela é composta de quatro linguagens: artes visuais,
dança, música e teatro.
Fonte: Parâmetros Curriculares Nacionais/Metodologia do Ensino da Arte, Maria Heloísa C. de T. Ferraz e Maria. F. de
Rezende e Fusari/Para gostar de aprender Arte: Sala de aula e formação de professores, Rosa Iavelberg.

A evolução dos conceitos que orientam as aulas


Alguns anos mais tarde, novas concepções foram sendo construídas, abrindo espaço para a
consolidação da perspectiva sociointeracionista, a mais indicada pelos especialistas hoje por permitir que
crianças e jovens não apenas conheçam as manifestações culturais da humanidade e da sociedade em que
estão inseridas, mas também soltem a imaginação e desenvolvam a criatividade, utilizando todos os
equipamentos e ferramentas à sua disposição. Na década de 1990, duas importantes inovações
pavimentaram o caminho para o modelo atual: na Espanha, Fernando Hernández defendeu o estudo da
chamada cultura visual (muito além das artes visuais clássicas, era necessário, segundo ele, trabalhar com
videoclipes, internet, histórias em quadrinhos, objetos populares e da cultura de massa, rótulos e outdoors
nas salas de aula); no Brasil, Ana Mae Barbosa formulou a metodologia da proposta triangular (inspirada em
ideias norte-americanas e inglesas, recuperou conteúdos e objetivos que tinham sido abandonados pela
escola espontaneísta). Ela mostrou que o professor deveria usar o seguinte tripé em classe: o fazer artístico,
a história da arte e a leitura de obras (conheça um pouco mais sobre as principais metodologias do ensino
da disciplina no quadro a seguir).

Metodologias mais comuns


O ensino de Arte passou por muitas transformações ao longo da história. Confira as principais
tendências da área.

TRADICIONAL
Unânime na maneira de ensinar desde o fim do século 19 até a década de 1950. Ainda está presente
em muitas escolas.
Foco: aprendizado de técnicas e desenvolvimento de habilidades manuais, coordenação motora e
precisão de movimentos para o preparo de um produto final.
Estratégia de ensino: repetição de atividades, cópia de modelos e memorização. O professor adota a
postura de transmissor do conhecimento. Ao aluno, basta absorver o que é ensinado sem espaço para
a contestação. A turma era bem avaliada quando conseguia reproduzir com rigor as obras de artistas
consagrados.

EF/ Artes 84 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


LIVRE EXPRESSÃO
Nasceu por volta de 1960, sob a influência das ideias do movimento da Escola Nova.
Foco: o que importa não é o resultado, mas o processo e, principalmente, a experiência. Há a
valorização do desenvolvimento criador e da iniciativa do aluno durante as atividades em classe.
Estratégia de ensino: desenho livre e uso variado de materiais. Não há certo ou errado na
maneira de fazer de cada estudante. Ao professor, não cabe corrigir ou orientar os trabalhos nem
mesmo utilizar outras produções artísticas para influenciar a turma. A ideia é que o estudante exponha
suas inspirações internas.
SOCIOINTERACIONISTA
É a tendência atual para o ensino da disciplina. A ideia de considerar a relação da cultura com os
conhecimentos do aluno e as produções artísticas surgiu na década de 1980.
Foco: favorecer a formação do aluno por meio do ensino das quatro linguagens de Arte: dança,
artes visuais, música e teatro.
Estratégia de ensino: a experiência do aluno e o saber trazido de fora da escola são
considerados importantes, e o professor deve fazer intermediação entre eles. O ensino é baseado em
três eixos interligados: produção (fazer e desenvolver um percurso de criação), apreciação (interpretar
obras artísticas) e reflexão sobre a arte (contextualizar e pesquisar). Apesar dessa divisão, não deve
haver uma ordem rígida ou uma priorização desses elementos ao longo do ano letivo.

Esse tripé original é considerado uma “matriz” dos eixos de aprendizagem que dominam o ensino
atualmente: a produção, a apreciação artística e a reflexão. O “novo” tripé ajuda a desmanchar alguns dos
mitos que rondam as salas de Arte nas escolas brasileiras, como a confusão entre a necessidade de ter
muito material e estrutura para obter uma resposta “de qualidade” dos alunos (leia mais no quadro a seguir).

Mitos pedagógicos
Reprodução e releitura
Mostrar uma obra de arte, discutir suas características e pedir que cada aluno faça o mesmo
desenho no caderno não significa propor uma releitura. Isso é reprodução ou cópia. Na releitura, parte-se
de uma obra para criar outro trabalho (ou seja, o estudante transforma e interpreta).
Sem material, não dá
Qualidade não é quantidade. “Um trabalho que garanta uma aprendizagem significativa para os
alunos não depende de riqueza de material, mas de conteúdo, estratégia e propostas que ofereçam
oportunidades de participação”, argumenta Karen Greif Amar, da Escola da Vila, em São Paulo.
Arte estimula criatividade
A arte desenvolve a criatividade – e outras habilidades – se os conteúdos são aprendidos. O mesmo
ocorre quando o aluno levanta uma hipótese na aula de Ciências ou pensa numa estratégia para um
problema de Matemática. A criatividade independe da disciplina.

Na perspectiva sociointeracionista, o fazer artístico (produção) permite que o aluno exercite e explore
diversas formas de expressão. A análise das produções (apreciação) é o caminho para estabelecer ligações
com o que já sabe e o pensar sobre a história daquele objeto de estudo (reflexão). Trata-se da forma de
compreender os períodos e modelos produtivos.

EF/ Artes 85 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


As quatro grandes linguagens artísticas
Segundo os PCNs, as aulas de Arte devem contemplar atividades de quatro linguagens: dança, artes
visuais, teatro e música. As diferentes manifestações culturais (das mais clássicas às mais vanguardistas)
merecem ser analisadas como resultado de um conjunto de valores e como maneira de os seres humanos
interagirem com o mundo em que vivem (ou viveram). No dia a dia, a prática tem de combinar
simultaneamente os três eixos citados anteriormente para que todos os estudantes avancem.
“Esses três momentos não são estanques. Mesmo que o trabalho dê ênfase mais para um agora e
mais para outro daqui a pouco, é importante que fique claro que todos são interligados, fazem parte de um
processo”, diz Marisa Szpigel, coordenadora de Arte na Escola da Vila, em São Paulo. Segundo ela, é
interessante variar as maneiras de estudar os conteúdos e programar as atividades ao longo do ano. “Assim
como na prática artística, há um pensar fazendo e um fazer pensando. Quando ensinamos, a ação mobiliza
para a reflexão e a reflexão transforma a ação”.

Produção é chance para o aluno desenvolver o próprio percurso


A etapa da produção é a oportunidade de o aluno testar, conhecer e escolher diferentes cores,
formatos, gestos, movimentos corporais e sons. É o momento de mostrar suas escolhas, mudar de ideia ou
decidir novamente. “O estudante deve ter a chance de experimentar com diferentes formas e procedimentos
para desenvolver um percurso próprio”, diz Rosa Iavelberg. “O caminho é favorecer a criação com propostas
instigantes. Assim, a produção dialoga com diferentes referências e alimenta a poética pessoal”, diz Mirian
Celeste Martins, do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura, da Universidade
Mackenzie, na capital paulista.
Durante as atividades de apreciação, a turma aumenta o repertório. Ao ampliar a variedade de
produções que conhece e analisá-las, o aluno estabelece ligações com o que já sabe e “constrói
conhecimentos”, como diz Marisa Szpigel. Essa parte do trabalho é feita em visitas a instituições culturais,
teatros e espaços para shows e outras apresentações artísticas que permitam desenvolver o pensamento
crítico e perceber como a arte afeta cada um.
Já a fase da reflexão é uma espécie de complemento da apreciação. A diferença é sutil: ela tem lugar
quando o estudante analisa o que viu e ouviu. Sabendo que aquele objeto artístico foi criado em
determinado contexto e que faz parte de uma história, ele torna-se capaz de entender os significados
atribuídos a ele. Daí a importância das discussões em classe (e da leitura de críticas e resenhas) para todos
observarem que há outras maneiras de entender a arte. Registros escritos também favorecem a expressão
de ideias.
Compreender esse percurso é essencial para permitir que os estudantes cresçam cada vez mais.
Entretanto, mais do que seguir cegamente uma ou outra perspectiva de ensino, o que realmente importa é
ser coerente com as propostas de trabalho e com as atividades passadas para a turma durante todo o ano.
“Há professores que fazem um ótimo trabalho de livre expressão, por exemplo. O problema é quando não
há uma intencionalidade clara”, destaca Marisa.

BIBLIOGRAFIA
A Educação do Olhar no Ensino das Artes, Analice Dutra Pillar (org.), 208 págs., Ed. Mediação, tel. (51)
3330-8105, 39 reais.
Desenho Cultivado da Criança: Prática e Formação de Educadores, Rosa Iavelberg, 112 págs., Ed.
Zouk, tel. (51) 3024-7554, 23 reais.
Didática de Ensino de Arte: a Língua do Mundo, Mirian Celeste Martins e outros, 200 págs., Ed. FTD, tel.
(11) 3611-3055, 76,50 reais.
Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte, Ana Mae Barbosa (org.), 184 págs., Ed. Cortez, tel. (11)
3611-9616, 31 reais.
Metodologia do Ensino da Arte, Maria Heloísa C. de T. Ferraz e Maria F. de Rezende e Fusari, 136 págs.,
Ed. Cortez, 38 reais.
Para Gostar de Aprender Arte: Sala de Aula e Formação de Professores, Rosa Iavelberg, 128 págs.,
Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 42 reais.
Fonte: Revista Nova Escola – Edição 220 – Março 2009
Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/arte/fundamentos/conhecer-cultura-soltar-imaginacao-427722.shtml> Acesso em: 02
abr. 2009.

EF/ Artes 86 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


A EVOLUÇÃO DOS CONCEITOS QUE ORIENTAM AS AULAS
Alguns anos mais tarde, novas concepções foram sendo construídas, abrindo espaço para a
consolidação da perspectiva sociointeracionista, a mais indicada pelos especialistas hoje por permitir que
crianças e jovens não apenas conheçam as manifestações culturais da humanidade e da sociedade em que
estão inseridas, mas também soltem a imaginação e desenvolvam a criatividade, utilizando todos os
equipamentos e ferramentas à sua disposição. Na década de 1990, duas importantes inovações
pavimentaram o caminho para o modelo atual: na Espanha, Fernando Hernández defendeu o estudo da
chamada cultura visual (muito além das artes visuais clássicas, era necessário, segundo ele, trabalhar com
videoclipes, internet, histórias em quadrinhos, objetos populares e da cultura de massa, rótulos e outdoors
nas salas de aula).
No Brasil, Ana Mae Barbosa formulou a metodologia da proposta triangular (inspirada em ideias norte-
americanas e inglesas, recuperou conteúdos e objetivos que tinham sido abandonados pela escola
espontaneísta). Ela mostrou que o professor deveria usar o seguinte tripé em classe: o fazer artístico, a
história da arte e a leitura de obras (conheça um pouco mais sobre as principais metodologias do ensino da
disciplina no quadro abaixo).

Metodologias mais comuns


O ensino de Arte passou por muitas transformações ao longo da história. Confira as principais tendências
da área.

TRADICIONAL
Unânime na maneira de ensinar desde o fim do século 19 até a década de 1950. Ainda está presente em
muitas escolas.
Foco Aprendizado de técnicas e desenvolvimento de habilidades manuais, coordenação motora e
precisão de movimentos para o preparo de um produto final.
Estratégia de ensino Repetição de atividades, cópia de modelos e memorização. O professor adota a
postura de transmissor do conhecimento. Ao aluno, basta absorver o que é ensinado sem espaço para a
contestação. A turma era bem avaliada quando conseguia reproduzir com rigor as obras de artistas
consagrados.

LIVRE EXPRESSÃO

Nasceu por volta de 1960 sob a influência das ideias do movimento da Escola Nova.

Foco O que importa não é o resultado, mas o processo e, principalmente, a experiência. Há a valorização
do desenvolvimento criador e da iniciativa do aluno durante as atividades em classe.

Estratégia de ensino Desenho livre e uso variado de materiais. Não há certo ou errado na maneira de
fazer de cada estudante. Ao professor, não cabe corrigir ou orientar os trabalhos nem mesmo utilizar
outras produções artísticas para influenciar a turma. A ideia é que o estudante exponha suas inspirações
internas.

SOCIOINTERACIONISTA
É a tendência atual para o ensino da disciplina. A ideia de considerar a relação da cultura com os
conhecimentos do aluno e as produções artísticas surgiu na década de 1980.

Foco Favorecer a formação do aluno por meio do ensino das quatro linguagens de Arte: dança, artes
visuais, música e teatro.

Estratégia de ensino A experiência do aluno e o saber trazido de fora da escola são considerados
importantes e o professor deve fazer a intermediação entre eles. O ensino é baseado em três eixos
interligados: produção (fazer e desenvolver um percurso de criação), apreciação (interpretar obras
artísticas) e reflexão sobre a arte (contextualizar e pesquisar). Apesar dessa divisão, não deve haver uma
ordem rígida ou uma priorização desses elementos ao longo do ano letivo.

EF/ Artes 87 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Esse tripé original é considerado uma "matriz" dos eixos de aprendizagem que dominam o ensino
atualmente: a produção, a apreciação artística e a reflexão. O "novo" tripé ajuda a desmanchar alguns dos
mitos que rondam as salas de Arte nas escolas brasileiras, como a confusão entre a necessidade de ter
muito material e estrutura para obter uma resposta "de qualidade" dos alunos (leia mais no quadro abaixo).

Mitos pedagógicos

Reprodução e releitura

Mostrar uma obra de arte, discutir suas características e pedir que cada aluno faça o mesmo
desenho no caderno não é propor uma releitura. Isso é reprodução ou cópia. Na releitura, parte-se de uma
obra para criar outro trabalho (ou seja, o estudante transforma e interpreta).

Sem material, não dá


Qualidade não é quantidade. "Um trabalho que garanta uma aprendizagem significativa para os
alunos não depende de riqueza de material, mas de conteúdo, estratégia e propostas que ofereçam
oportunidades de participação", argumenta Karen Greif Amar, da Escola da Vila, em São Paulo.

Arte estimula criatividade


A Arte desenvolve a criatividade - e outras habilidades - se os conteúdos são aprendidos. Mas o
mesmo ocorre quando o aluno levanta uma hipótese na aula de Ciências ou pensa numa estratégia para
um problema em Matemática. A criatividade independe da disciplina.

Na perspectiva sociointeracionista, o fazer artístico (produção) permite que o aluno exercite e explore
diversas formas de expressão. A análise das produções (apreciação) é o caminho para estabelecer ligações
com o que já sabe e o pensar sobre a história daquele objeto de estudo (reflexão) é a forma de
compreender os períodos e modelos produtivos.

As quatro grandes linguagens artísticas


Segundo os PCNs, as aulas de Arte devem contemplar atividades de quatro linguagens: dança, artes
visuais, teatro e música. As diferentes manifestações culturais (das mais clássicas às mais vanguardistas)
merecem ser analisadas como resultado de um conjunto de valores e uma maneira de os seres humanos
interagirem com o mundo em que vivem (ou viveram). No dia-a-dia, a prática tem de combinar
simultaneamente os três eixos citados anteriormente para que todos os estudantes avancem.
"Esses três momentos não são estanques. Mesmo que o trabalho dê ênfase mais para um agora e
mais para outro daqui a pouco, é importante que fique claro que todos são interligados, fazem parte de um
processo", diz Marisa Szpigel, coordenadora de Arte na Escola da Vila, em São Paulo. Segundo ela, é
interessante variar as maneiras de estudar os conteúdos e programar as atividades ao longo do ano. "Assim
como na prática artística há um pensar fazendo e um fazer pensando, quando ensinamos, a ação mobiliza
para a reflexão e a reflexão transforma a ação."

EF/ Artes 88 1.º ano / 2.º trimestre / 2009


Produção é chance para o aluno desenvolver percurso próprio
A etapa da produção é a oportunidade de o aluno testar, conhecer e escolher diferentes cores,
formatos, gestos, movimentos corporais e sons. É o momento de mostrar suas escolhas, mudar de ideia,
decidir novamente. "O estudante deve ter a chance de experimentar com diferentes formas e procedimentos
para desenvolver um percurso próprio", diz Rosa Iavelberg. "O caminho é favorecer a criação com propostas
instigantes. Assim, a produção dialoga com diferentes referências e alimenta a poética pessoal", diz Mirian
Celeste Martins, do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade
Mackenzie, na capital paulista.
Durante as atividades de apreciação, a turma aumenta o repertório. Ao ampliar a variedade de
produções que conhece e analisar, o aluno estabelece ligações com o que já sabe e "constrói
conhecimentos", como diz Marisa Szpigel. Essa parte do trabalho é feita em visitas a instituições culturais,
teatros e espaços para shows e outras apresentações artísticas que permitam desenvolver o pensamento
crítico e perceber como a arte afeta cada um.
Já a fase da reflexão é uma espécie de complemento da apreciação. A diferença é sutil: ela tem lugar
quando o estudante analisa o que viu e ouviu. Sabendo que aquele objeto artístico foi criado em
determinado contexto e que faz parte de uma história, torna-se capaz de entender os significados atribuídos
a ele. Daí a importância das discussões em classe (e da leitura de críticas e resenhas) para todos
observarem que há outras maneiras de entender a arte. Registros escritos também favorecem a expressão
de ideias.
Compreender esse percurso é essencial para permitir que os estudantes cresçam cada vez mais. Mas,
mais do que seguir cegamente uma ou outra perspectiva de ensino, o que realmente importa é ser coerente
com as propostas de trabalho e com as atividades passadas para a turma durante todo o ano. "Há
professores que fazem um ótimo trabalho de livre expressão, por exemplo. O problema é quando não há
uma intencionalidade clara", destaca Marisa.

BIBLIOGRAFIA
A Educação do Olhar no Ensino das Artes, Analice Dutra Pillar (org.), 208 págs., Ed. Mediação, tel. (51)
3330-8105, 39 reais

Desenho Cultivado da Criança: Prática e Formação de Educadores, Rosa Iavelberg, 112 págs., Ed.
Zouk, tel. (51) 3024-7554, 23 reais

Didática de Ensino de Arte: a Língua do Mundo, Mirian Celeste Martins e outros, 200 págs., Ed. FTD, tel.
(11) 3611-3055, 76,50 reais

Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte, Ana Mae Barbosa (org.), 184 págs., Ed. Cortez, tel. (11)
3611-9616, 31 reais

Metodologia do Ensino da Arte, Maria Heloísa C. de T. Ferraz e Maria F. de Rezende e Fusari, 136 págs.,
Ed. Cortez, 38 reais

Para Gostar de Aprender Arte: Sala de Aula e Formação de Professores, Rosa Iavelberg, 128 págs.,
Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 42 reais

Fonte: Revista Nova Escola – Edição 220 – Março 2009


Disponível em: <http://revistaescola.abril.com.br/arte/fundamentos/conhecer-cultura-soltar-imaginacao-427722.shtml> Acesso em: 02
abr. 2009.

EF/ Artes 89 1.º ano / 2.º trimestre / 2009