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PSICOLOGIA APLICADA AO DIREITO

Aluna: Amanda Rodrigues Amorim


Professor: Ataualpa Maciel
Curso: 1º Período Direito - Diurno

Questionário sobre adoção

Pesquise:

1) - Qual a diferença entre adoção plena e adoção simples?


Adoção vem a ser o ato jurídico solene pelo qual, observados os requisitos legais, alguém
estabelece, independentemente de qualquer relação de parentesco consanguíneo ou afim, um
vínculo fictício de filiação, trazendo para sua família, na condição de filho, pessoa que,
geralmente, lhe é estranha.

Adoção simples é a concernente ao vínculo de filiação que se estabelece entre o adotante e o


adotado, que pode ser pessoa maior ou menor entre 18 e 21 anos, mas tal posição de filho não
será definitiva ou irrevogável.

É regida pela Lei 3133/57, que atualizou sua regulamentação pelo CC, observando-se os seguintes
requisitos:

a) idade mínima do adotante;


b) diferença mínima de idade entre o adotante e o adotado;

c) consentimento do adotado ou de seu representante legal;

d) escritura pública (requisito formal).

Adoção plena é a espécie pela qual o menor adotado passa a ser, irrevogavelmente, para todos os
efeitos legais, filho legítimo dos adotantes, desligando-se de qualquer vínculo com os pais de
sangue e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais (CF, art. 227, §§ 5º e 6º; Lei 8069/90
(ECA), art. 41).

2) - O que se entende por cultura da adoção?

Questões referentes ao abandono e a adoção de crianças e adolescentes deveriam fazer parte,


indissociavelmente, das reflexões e proposições acerca da política social brasileira. É fato que
desde que o Brasil foi descoberto, e ainda durante o período de colonização portuguesa, ações
referentes à prática do abandono e da adoção começaram a dar sinais de vida. Contudo, as ações
do Estado em relação a tais práticas, sobretudo em relação à adoção e/ou colocação de crianças e
adolescentes em famílias substitutas, sempre atenderam aos interesses daqueles que não poderiam
gerar biologicamente seus próprios filhos em detrimento dos interesses das crianças e
adolescentes disponibilizadas para adoção.

As primeiras legislações acerca da adoção pregavam a diferença entre os filhos adotivos e os


filhos biológicos quando garantiam a estes o direito de herdar os bens conquistados pelos pais, e
quando, por outro lado, desobrigavam essa mesma família a tornar herdeiros também os filhos
adotivos. Desta forma, ao longo dos 500 anos de consolidação da nação brasileira, foi sendo
também construída uma cultura de adoção que, carregada de mitos, falsas impressões, medos e
distorções do real sentido e significado desta prática, contribui para a recusa de muitas famílias
potencialmente capazes de concretizá-la.

Repensar a questão do abandono e da adoção de crianças e adolescentes hoje, significa dar passos
no sentido de re-significar valores, desmistificar crenças limitantes e reconsiderar, acima de tudo,
o interesse da criança e do adolescente que, conforme prescreve o ECA – Estatuto da Criança e
do Adolescente (Cap. III, Art. 19), “[…] tem o direito de ser criado e educado no seio de sua
família e, excepcionalmente, em família substituta […].”
Postulamos que uma mudança na atual cultura de adoção tornará possível a realização de
inúmeros ideais, presentes tanto no imaginário das crianças e adolescentes como no dos adultos
candidatos à adoção: a oportunidade de conciliação dos interesses de ambas as partes; o direito
incontestável de revelar a verdade quanto à origem da criança e quanto ao tipo de vínculo que
mantém constituída a família (ou seja, se trata-se de uma adoção ou não, etc.), visto que antes tal
fato deveria ser ocultado; a possibilidade de poder exercer a paternidade ou a maternidade por
parte dos adultos e de poder exercer a filiação por parte da criança ou adolescente.

3 ) - De acordo com os documentários apresentados em sala de aula “Filhos da Esperança”


(vídeo 1) e “ Devolução de crianças após a adoção”(vídeo 2) responda:
3.1- No vídeo 1 discuta duas enfrentadas por famílias que impedem o sucesso da adoção de
crianças mais velhas.
Um dos motivos que levam pessoas a ter preferência em adotar crianças mais novas é o fato de
acharem que crianças mais velhas possam refletir o comportamento do lar anterior, que muitas
vezes oferece condições não favoráveis a formação adequada da criança. Outro motivo é o receio
de não conseguir adequar a criança aos princípio da família, pois na maioria dos casos crianças
com uma idade mais avançada já possuem opiniões formadas e costumes que talvez tenham
dificuldades de abrir mão em detrimento da nova família.
3.2-No segundo vídeo identifique em cada caso apresentado (Valter, Paula e Raquel) uma
razão para que a adoção não tenha sido bem-sucedida. O que poderia ter sido feito, em cada
um desses casos, para a adoção tivesse um resultado satisfatório.
Valter: o motivo do retorno ao abrigo foi o relacionamento abusivo que Valter tinha com o filho
biológico de sua mãe adotiva. Havia agressão física e verbal ocasionada por ciúmes. Como a
mãe não acreditava nos relatos de Valter e não fazia nada a respeito, o menino se sentiu
ameaçado e fugiu de casa para poder retornar ao abrigo.
Paula: o motivo do retorno foi a não aceitação dos pais ao tipo de comportamento de Paula, que
mantinha uma posição de desobediência constante.
Raquel: assim como Valter, o motivo do retorno foi o mal relacionamento com os irmãos, filhos
biológicos do casal que a adotara. Havia brigas e agressões constantes entre eles.
Em todos os casos é possível perceber que houve dificuldade de adaptação das crianças, uma
saída para evitar o retorno ao abrigo seria o acompanhamento psicológico constante para ambas
as partes envolvidas e uma melhor orientação prévia que desvincule a idealização dos fatos
reais.
4) - Para a psicóloga Helena Zgierki (entrevistada no vídeo 2) “...as crianças abrigadas têm
dificuldade para fazer vínculos e o medo de se vincularem e sofrerem um novo abandono é
tão grande que preferem ficar distantes”. Quais as consequências desse medo para uma
eventual adoção?
Muitas crianças têm esse bloqueio em construir vínculos com novas pessoas por medo de serem
abandonadas novamente. A criança que passa por um processo de adoção mal sucedida procura
entender os porquês de ter acontecido desta maneira e pode impor a culpa da falha da adoção
em si mesma. Elas perdem as esperanças de que um dia elas poderão ter um lar com amor,
carinho e tudo que uma criança necessita para viver uma infância sadia. Ou seja, o medo faz
com que elas prefiram se distanciar e não acreditar em novas possibilidades. Muitas crianças
fazem um esforço para serem consideradas parte da família procurando imitar o padrão
comportamental observado, o que pode fazer com que, agindo desta maneira, vivam conflitos
sobre sua personalidade, seus desejos, afinal, elas podem estar com vontade de agir de tal
maneira, mas vive sob o medo de ser devolvida. Esse sentimento de medo faz com que as
crianças não tenham a confiança necessária em seus pais adotivos e isso gera um bloqueio na
relação familiar, muitas vezes quebrando as idealizações de um filho perfeito e infelizmente
ocorrendo a “devolução” da criança novamente.
5) - Leia o reportagem abaixo: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2015/05/policia-
investiga-oferta-de-emprego-para-adolescentes-em-belem.html Cite 2 razões legais para
que a “oferta” supracitada, realizada pelo casal, não possa ser considerada adoção.
A oferta realizada pelo casal não pode ser considerada adoção devido ao fato de que o trabalho
infantil, proposto pelo casal, é considerado ilegal no ordenamento jurídico brasileiro, atrelado
ao processo burocrático necessário para se adotar uma criança, que não foi seguido pelo casal.
Visto que, um anuncio não é uma forma legal de se propor a adotar uma criança.