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Universidade Zambeze Disciplina: Física I

Lição n0 5: Trabalho e Energia


Faculdade de Ciência e Tecnologia
Cursos: Engrias, Mecatrónica e Processos Ano 2016 Primeiro Semestre

Docente Responsável: Enfraime Jaime Valoi


Aulas Teóricas
Subtemas:
 Trabalho  Energia Total
 Potência  Forças Conservativas
 Energia Cinética
Mecânica como ciência  Discussão de Curvas de Energia
 Energia Potencial  Forças não conservativas

IV Impulso de uma força


Entende-se por impulso de uma força, a grandeza vectorial definida pelo produto da força
pelo intervalo de tempo em que ela actua. Em outras palavras, impulso é uma força muito intensa
agindo durante um tempo curto, como exemplo, quando um tenista atinge a bola, ele aplica uma
força intensa durante um tempo muito curto.

𝑑𝑃⃗⃗ 𝑃 𝑡 𝑡
𝐹⃗ = (4.1) → ∫ 𝑑𝑃⃗⃗ = ∫ 𝐹⃗ 𝑑𝑡 → 𝑃 = 𝑃0 + ∫ 𝐹⃗ 𝑑𝑡 (4.2)
𝑑𝑡 𝑃0 𝑡0 𝑡0

𝑡
A quantidade 𝐼⃗ = ∫𝑡 𝐹⃗ 𝑑𝑡 (4.3) é chamada impulso, daí que a relação (4.2) nos diz que:
0

 A variação da quantidade de movimento da parrtícula é igual ao impulso.



Agora se substituirmos a definição da quantidade de movimento na expressão (4.2), resulta,
1
𝑚𝑣 − 𝑚𝑣0 = 𝐼 (𝑎) 𝑜𝑢 𝑣 = 𝑣0 + 𝐼 (𝑏) (4.4)
𝑚
Ao recorrermos a definição da velocidade, podemos chegar a expressão de posição, isto é,
𝑟 𝑡
𝑑𝑟 1 1 1 𝑡
= 𝑣0 + 𝐼 → ∫ 𝑑𝑟 = ∫ (𝑣0 + 𝐼) 𝑑𝑡 ↔ 𝑟 = 𝑟0 + 𝑣0 𝑡 + ∫ 𝐼𝑑𝑡 (4.5)
𝑑𝑡 𝑚 𝑟0 𝑡0 𝑚 𝑚 𝑡0

Nos problemas da física, a força sobre uma partícula não é conhecida como função do
tempo, mas como função de posição ⌈𝐹(𝑟) = (𝑥, 𝑦, 𝑧)⌉ e, para contornar o problema, introduzimos
novos conceitos, isto é, o trabalho e a energia.

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IV.1 Trabalho.

Antes de mais, é preciso diferenciarmos o conceito trabalho aplicado no quotidiano (por


exemplo, quando afirmamos: vou levar 5 horas para terminar o trabalho) ao conceito trabalho na
física. Em física, trabalho está associado a força e não a corpos: diz-se “trabalho de uma força” e
nunca “trabalho de um corpo”.
O trabalho de uma força nem sempre contribui para o deslocamento do corpo, dai que
encontramos dois tipos de trabalhos de uma força. O trabalho potente (também chamado motor),
quando a força favorece ao deslocamento (trabalho positivo) e, o trabalho resistente, quando a
força não favorece ao deslocamento (trabalho negativo).

Figura 4.1 Trabalho Potente (a) e Resistente (b) (Fonte: Fundamentos de Física, 9aEd, Soares et al)

 O trabalho é igual ao produto do deslocamento pela componente da força ao longo desse


deslocamento.

𝑤 = ±𝐹⃗ . 𝑟⃗ (4.6)
Exemplo, ao deixar cair em queda livre um corpo, sua força peso favorece ao deslocamento
(trabalho potente) e, em situação contrária, quando atiramos um corpo para cima, seu peso opõe-
se ao deslocamento (trabalho resistente).
Agora vamos consideremos uma partícula que se move sob acção de uma força 𝐹⃗ (não
paralela ao deslocamento) ao longo da linha como mostra a figura 4.2.

Da figura ao lado, ao considerar que o ângulo


entre vectores de força é 𝜃, então a componente da força

Figura 4.2 Trabalho de uma força não paralela (𝐹⃗ ) ao longo do deslocamento (𝐹⃗1 ) é definida pela
(Fonte: Fundamentos de Física, 9aEd, Soares et al)
relação: 𝐹⃗1 = 𝐹⃗ . cos 𝜃. De relação (4.6) resulta,
𝑑𝑤 = 𝐹. 𝑑. 𝑐𝑜𝑠𝜃 (4.7)

Quando a linha de actuação da força for perpendicular em relação ao deslocamento do corpo (𝜃 =


90), então, de expressão (4.7) o trabalho em causa será nulo.

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𝑤 𝑟
∫ 𝑑𝑤 = ∫ 𝐹𝑑𝑟 ↔ 𝑤 = ∫ 𝐹⃗ . 𝑑𝑟 (4.8)
0 0

⃗⃗ (4.9) 𝑒 𝑟⃗ = 𝑥𝑖⃗ + 𝑦𝑗⃗ + 𝑧𝑘


Onde, 𝐹⃗ = 𝐹𝑥 𝑖⃗ + 𝐹𝑦 𝑗⃗ + 𝐹𝑧 𝑘 ⃗⃗ ↔ 𝑑𝑟⃗ = 𝑑𝑥𝑖⃗ + 𝑑𝑦𝑗⃗ + 𝑑𝑧𝑘
⃗⃗ (4.10)

𝑤 = ∫ 𝐹𝑥 𝑑𝑥 + ∫ 𝐹𝑦 𝑑𝑦 + ∫ 𝐹𝑧 𝑑𝑧 = 𝑤𝑥 + 𝑤𝑦 + 𝑤𝑧 (4.11)
𝑥 𝑦 𝑧
𝑤𝑥 = ∫ 𝐹𝑥 𝑑𝑥 (𝑎) 𝑤𝑦 = ∫ 𝐹𝑦 𝑑𝑦 (𝑏) 𝑒 𝑤 = ∫ 𝐹𝑧 𝑑𝑧 (𝑐) (4.12)
𝑥0 𝑦0 𝑧0

IV.1.1 Trabalho de uma Força Elástica

A figura ao lado mostra uma mola que é comprimida por


um bloco que é afastado da sua posição de equilíbrio. Neste
caso, a força elástica da mola (em c) definida pela lei de Hooke
é positiva (𝐹𝑒𝑙 > 0) enquanto, o deslocamento (x) é negativo,
por via disso, o trabalho necessário para comprimir a mola, será
dada por integração da força elástica na direcção em causa (eixo
Figura 4.3 Mola Comprimida (Fonte: Fundamentos
X), isto é, de Física, 9aEd, Soares et al)

𝑤 𝑥 𝑥
1 2
∫ 𝑑𝑤 = ∫ 𝐹𝑑𝑥 → 𝑤 = ∫ 𝑘𝑥𝑑𝑥 ↔ 𝑤(𝑥) = 𝑥 (4.13)
0 0 0 2

IV.2 Potência

Em aplicações práticas, é importante conhecer a rapidez com que o trabalho é realizado. A


eficiência de uma máquina é medida pelo trabalho de sua força em relação ao tempo de realização,
definindo assim a potência. Analiticamente, as potências média e instantânea são definidas nas
formas,
∆𝑤 𝑑𝑤 𝑗
𝑃𝑚𝑒𝑑 = (𝑎) 𝑒 𝑃 = lim 𝑃𝑚𝑒𝑑 = (𝑏) ⌈ = 𝑤𝑎𝑡𝑡𝑠⌉ (4.14)
∆𝑡 ∆𝑡→0 𝑑𝑡 𝑠

Ao considerar que no instante inicial 𝑡0 = 0𝑠, 𝑤0 = 0𝑗 𝑒 𝑃 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡, então, integrando a


relação anterior, temos,
𝑤 𝑡
∫ 𝑑𝑤 = 𝑃 ∫ 𝑑𝑡 ↔ 𝑤 = 𝑃𝑡 ⌈𝐽𝑜𝑢𝑙𝑒⌉ (4.15)
0 0

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Para além da relação (4.9), outra relação pode ser escrita, pois sabe-se que, 𝑤 = 𝐹. 𝑑𝑟 e,
levando em consideração que a força é constante, por derivação resulta,
𝑑𝑤 𝑑𝑟
= 𝐹. = 𝐹. 𝑣 = 𝑃 (4.16)
𝑑𝑡 𝑑𝑡

IV.3 trabalho e Energia Cinética

Considerando a figura 4.4, facilmente percebemos que o corpo varia sua posição
deslocando-se de A para B graças a força resultante (𝐹⃗𝑅 ).

Figura 4.4 Pelo efeito da força resultante (𝐹⃗𝑅 ), o corpo passa da posição A para a posição B (Fonte: Fundamentos de Física, 9aEd, Soares et al)

𝑑𝑣
Recorrendo a definição do trabalho, onde: 𝐹⃗𝑅 . = 𝑚𝑎⃗ = 𝑚 𝑑𝑡 (4.17)
𝐵 𝐵 𝐵
𝑑𝑣 1 1
𝑤 = ∫ 𝐹𝑅 . 𝑑𝑠 = ∫ 𝑚 . 𝑑𝑠 = ∫ 𝑚𝑣𝑑𝑣 = 𝑚𝑣𝐵 2 − 𝑚𝑣𝐴 2
𝐴 𝐴 𝑑𝑡 𝐴 2 2
1 𝑃2
𝐸𝐶 = 𝑚𝑣 2 (𝑎) 𝑜𝑢 𝐸𝑐 = (𝑏) (4.18)
2 2𝑚
𝑤 = 𝐸𝐶𝐵 − 𝐸𝑐𝐴 ↔ 𝑤 = ∆𝐸𝐶 (4.19)

 O trabalho realizado sobre uma partícula pela força resultante é igual a variação da sua
energia científica.

IV.4 Trabalho e Energia Potencial

Uma força é conservativa quando sua dependência com o


vector-posição 𝑟⃗ ou com as coordenadas 𝑥, 𝑦 𝑒 𝑧 da partícula é tal
que o trabalho 𝑤 pode ser sempre expresso como a diferença entre
os valores de uma quantidade 𝐸𝑃 (𝑥, 𝑦, 𝑧) nos pontos iniciais e finais. Figura 4.5 Mola Comprimida (Fonte:
Fundamentos de Física, 9aEd, Soares et al)

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Vamos considerar a figura ao lado, se o corpo sai de A para B, a força de gravidade (peso) opõe-
se ao deslocamento, dai o trabalho em causa é negativo (resistente), isto é,
𝑑𝑊 = −𝑃⃗⃗. 𝑑𝑦 (4.20)

A quantidade 𝐸𝑃 (𝑥, 𝑦, 𝑧) é denominada energia potencial e é função das coordenadas. Logo


se F é uma força conservativa, então:
𝐵 𝐵
𝑤 = − ∫ 𝑃⃗⃗ . 𝑑𝑦 = − ∫ 𝑚𝑔. 𝑑𝑦 = −(𝑚𝑔𝑦𝐵 − 𝑚𝑔𝑦𝐴 ) = 𝐸𝑃𝐴 − 𝐸𝑃𝐵 (∗)
𝐴 𝐴

𝐸𝑃 = 𝑚𝑔𝑌 (4.21)
𝑤 = 𝐸𝑃𝐴 − 𝐸𝑃𝐵 = −∆𝐸𝑃 (4.22)

 O trabalho realizado sobre uma partícula pela força resultante é igual ao negativo da
variação da sua energia potencial.

 O trabalho realizado pelas forças conservativas não depende da trajectória.


 O trabalho realizado pelas forças conservativas ao longo de uma curva fechada é nula,
𝑤𝑜 = ∮ 𝐹. 𝑑𝑟 = 0 (4.23) −Integral fechada.

𝑑𝐸 𝑑𝑉
Visto que, 𝑑𝐸𝑃 = −𝐹𝑑𝑟 → 𝐹⃗ = − 𝑑𝑟⃗𝑃 𝑜𝑢 𝐹⃗ = − 𝑑𝑟 (4.24)
𝜕𝐸𝑃 𝜕𝐸𝑃 𝜕𝐸𝑃
𝐹 = −𝑔𝑟𝑎𝑑𝐸𝑃 = − ( 𝑖⃗ + 𝑗⃗ + ⃗⃗ ) = −∇𝐸𝑃 (4.25)
𝑘
𝜕𝑥 𝜕𝑦 𝜕𝑧
𝜕𝐸𝑃 𝜕𝐸𝑃 𝜕𝐸𝑃
𝐹𝑥 = (𝑎), 𝐹𝑦 = (𝑏) 𝑒 𝐸𝑧 = (𝑏) (4.26)
𝜕𝑥 𝜕𝑦 𝜕𝑧

IV.5 Princípio de Conservação da Energia.

IV.5.1 Energia total (forças conservativas)

Nos processos mecânicos, a energia pode-se transformar de cinética para potencial ou vice-
versa. Por exemplo, quando um corpo sobe, sua velocidade diminui (energia cinética), porém sua
altura aumenta (energia potencial).

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Definindo a energia mecânica como sendo a soma da energia cinética com a potencial,
então analiticamente temos;
𝐸𝑀 = 𝐸𝐶 + 𝐸𝑃 (4.27)
Quando a força que age sobre uma partícula é conservativa, então podemos relacionar as
expressões (4.19) e (4.22), isto é,
𝐸𝐶𝐵 − 𝐸𝑐𝐴 = 𝐸𝑃𝐴 − 𝐸𝑃𝐵 → (𝐸𝐶 + 𝐸𝑃 )𝐴 = (𝐸𝐶 + 𝐸𝑃 )𝐵 (4.28)

 Quando as forças são conservativas, a energia total (𝐸𝑀 ) de uma pertícula


permanence constante (conservada).

1
Analiticamente temos, 𝐸𝑀 = 𝐸𝐶 + 𝐸𝑃 = 2 𝑚𝑣 2 + 𝑚𝑔𝑦 = 𝑐𝑜𝑛𝑠𝑡. (4.29)

A expressão anterior é válido para forças conservativas

Exercício de Aplicação
Determine a altura mínima da qual deve partir uma bola para completar com sucesso a curva em laço mostrado
na figura abaixo. Suponha que a bola desliza sem rolar e sem atrito.

𝐸𝑃 (𝑥)
B 𝑣
𝐹𝑁 𝐹𝑔 4
𝐺 𝐻 3
ℎ 𝐹
6
𝑅 𝑦 = 2𝑅 𝐶 𝐷 𝐸 𝐹 2
𝑣 𝐹𝑁 𝐹𝑔
𝐹𝑔 1
𝐴
𝐹𝑔 5 𝐵
𝑋
Figura 4.4 Conservação de Energia Total Figura 4.5 Curva de Energias Potencial e Total
Resolução:

Pela segunda lei de Newton, temos, 𝐹𝑟𝑒𝑠 = 𝑚𝑎𝑐 , então, −𝐹𝑁 − 𝐹𝑔 = 𝑚(−𝑎𝑐 ) → 𝐹𝑁 +
𝑣2
𝐹𝑔 = 𝑚𝑎𝑐 (∗), 𝑜𝑛𝑑𝑒, 𝐹𝑔 = 𝑚𝑔, 𝑎𝑐 = 𝑅

No ponto B, a bola e o piso estão em contacto, mas, podemos desprezar a força que o
piso exerce (𝐹𝑁 = 0) visto que aquela posição, é a posição da iminência da bola, isto é,

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dependendo da velocidade com que tiver, a bola tende a abandonar o piso. Visto isto, de eq.(*),
resulta:

𝑣2
𝑚𝑔 = 𝑚
𝑅

𝑣 = √𝑔𝑅 𝑜𝑢 𝑣 2 = 𝑔𝑅

Nota que se, 𝑣 < √𝑔𝑅, a bola perde o conctato com o piso. Para além disso, facilmente
podemos ver que a velocidade não depende da massa da bola. Quanto a altura mínima procurada,
recorremos ao princípio de conservação de energia, e escrevemos,
1 1
𝐸𝑃𝐴 = 𝐸𝐶𝐵 + 𝐸𝑃𝐵 → 𝑚𝑔ℎ = 𝑚𝑣 2 + 𝑚𝑔𝑦 → 𝑚𝑔ℎ = 𝑚𝑔𝑅 + 𝑚𝑔2𝑅
2 2
1 𝟓
𝑚𝑔(ℎ) = ( 𝑅 + 2𝑅) 𝑚𝑔 ↔ 𝒉𝒎𝒊𝒏 = 𝑹 (∗)
2 𝟐

Conclusão:

 Se 𝒉 < 𝒉𝒎𝒊𝒏 , a bola não terá a velocidade para manter-se em contacto com o piso, e, em algum ponto, a bola
abandonará o piso.
 É importante também observar que para qualquer valor de 𝒉 > 𝒉𝒎𝒊𝒏 , a bola atinge a velocidade suficiente
para descrever o laço.

IV.6 Discussão de Curvas de Energia Potencial

Para fazer o estudo das curvas de energias, vamos considerar a figura 4.4. Naquela figura,
as rectas 1, 2, 3, e 4, representam a energia total, ou mecânica (𝐸𝑀 ) em cada nível, assim,
analisando a figura, facilmente percebemos que a esquerda de A e a direita de B, a energia
mecânica é menor em relação a energia potencial (𝐸𝑀 < 𝐸𝑃 ) e segundo a relação (4.28), a energia
cinética será negativa (𝐸𝑐 < 0), o que não pode, pois segundo a definição (4.19), a energia cinética
é sempre positiva.

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Quando a energia potencial é máxima [𝐸𝑃𝑚𝑎𝑥 (𝑥)], o equilíbrio diz-se instável e quando é
mínimo [𝐸𝑃𝑚𝑖𝑛 (𝑥)], o equilíbrio diz-se estável. Para verificar este facto, basta levar em
consideração uma partícula oscilando entre A e B, bem como entre D e E.

Ainda analisando a figura, veja que a partícula pode deslizar do ponto H até D, mas não
pode passar para E, porque na região DE, 𝐸𝑀 < 𝐸𝑃 , logo, esta região, podemos chamar de barreira
de potencial (ou proibida).

VI.7 Forças não-conservativas.

Frequentemente encontramos na natureza, forças que não são conservativas. Uma partícula
pode em simultâneo estar submetida a forças conservativas e não conservativas. Agora vamos
considerar uma partícula caindo em um fluido. Veja que ela estará, submetida a força conservativa
gravitacional e não conservativa, o atrito viscoso.
Se 𝐸𝑃 é a energia potencial correspondente ás forças conservativas e 𝑤′, o trabalho realizado pelas
forças não conservativas (– 𝑤′), então, o trabalho total realizado será,

𝑤 = 𝐸𝑃𝐴 − 𝐸𝑃𝐵 + 𝑤 ′ (4.30)

𝐸𝐶𝐵 − 𝐸𝐶𝐴 = 𝐸𝑃𝐴 − 𝐸𝑃𝐵 + 𝑤 ′ ↔ (𝐸𝐶 + 𝐸𝑃 )𝐵 − (𝐸𝐶 + 𝐸𝑃 )𝐴 = 𝑤 ′ (4.31)

Desta vez a quantidade (𝐸𝐶 + 𝐸𝑃 ) não permanence constante, ela cresce ou decresce, dependendo
de o 𝑤 ′ ser positivo ou negativo. Para além disso, a mesma quantidade já não é chamada de energia
total.
A equação (4.31) dá-nos o ganho ou perda de energia devido as forças não- conservativas.

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